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Meu Futuro é uma Harpa? Dizem que quando você ganha a sua primeira harpa, você nunca esquece, é como se todo o universo torcesse para que sua música saísse bela, e que todos os sons fossem incríveis. Bom, creio que eu seja um Bardo um pouco diferente, meu nome é Fill, na verdade é Filiusong Homeros Tessalico, não se assuste; algumas coisas aqui mudaram bastante, outras nem tanto, como a cultura de manter nomes esquisitos e grandes, para você ter uma noção, o nosso Magister Chama-se Adolf Goofindor Hoodinnes Kimanus Hystiler... E mais outros quinze nomes que eu não me lembro... Voltando ao assunto, eu não gosto muito de lembrar da minha primeira harpa, foi um desastre total, todo mundo reunido e eu pra variar... Tinha que ser o diferente. Desci as escadas correndo, e cheguei à sala todo feliz, ciente que teria uma grande festa me aguardando, e não havia... Lembro do meu vô e vó de mãos dadas, papai e mamãe sorrindo e o Magister Adolf com seu grande cajado acariciando sua barba... Todos me olhando perplexos, parecendo que eu estava totalmente pelado. Por vivermos na floresta, devo lembrar que roupas verdes predominam, e descer uma escada de calça jeans e all star não deve ajudar muito. O Magister veio andando lentamente até mim, olhando firme com aqueles olhos verdes penetrantes e... Diferentes, por incrível que pareça ele era o único que sorria, ele veio andando com aquele seu roupão verde que mais parecia ser feito de folhas, e disse para mim, em latim: —Plurimos annos puer, multis laudabit soles Sim, eu sei o que isso significa, pode não acreditar, mas dês de que nasci eu ouço latim e sei muito bem traduzi-lo, “feliz aniversário garoto, que você possa cantar por muitos sóis” foi isso que o velho Adolf me disse enquanto sorria para mim. Existem três


coisas em todo o mundo que é impossível você não responder com um sorriso; quando um animal fofo olha para você e estatela os olhos, ou quando Adolf sorri para você, como se a Magicae que me falam dês de a infância, estivesse com ele. Ele tirou a mão de dentro de sua longa bolsa e me entregou um embrulho, feito de folhas grandes e verdes, que exalavam um cheiro gostoso que mais parecia um perfume caríssimo, o que me deixou animado, afinal, ninguém gostaria de ganhar um presente fedorento não é? Abri correndo, um embrulho grande, feliz... Quem sabe finalmente eu poderia usar aquela televisão que apenas pega canais abertos. — Morar no “mato” é chato — Eu olhava para Adolf e ele olhava para mim como se eu fosse salvar toda a cidade de um incêndio, que por um acaso seria devastador, caso acontecesse. Abri... Dentro da caixa havia uma harpa de madeira de pinheiro, detalhada em volta, cordas afinadas e uma inscrição que dizia Ne obliviscaris ou “Não esqueça” Vamos dizer que eu tenho um pequenino problema de me expressar de mais, às vezes ciente de que eu iria falar algo apenas na minha mente... Mas infelizmente nem sempre é assim, a hora que me dei por mim eu tinha soltado um grande “Só isso?” Não deu outra, minha mãe fechou os olhos e meu pai segurou o riso, o Magister Adolf fez uma cara estranha e engraçada... — Senhor Filiusong, — Disse o Magister — Devo lembralhe que és um bardo, e como tal, indico que aprenda a usar um instrumento de cordas para demonstrar ao mundo suas habilidades, afinal, o senhor não se saiu bem nos testes para guerreiro, sentinela, monge e muito menos para arquiteto, o no teste de bardo o senhor saiu-se muito bem, então, este é o meu presente para você... Sério, sério mesmo, tinha agora duas coisas que eu não queria lembrar de nenhuma maneira. A primeira são os testes dos 12 e a segunda é como fui neste teste, ou você gosta de parecer um retardado na frente de lindas garotas e ainda provar pra você mesmo que é incapaz? Temos uma tradição aqui que é a seguinte, ao completar doze anos, o jovem deve ser direcionado para o Concilium onde ele passará por vários testes que são:


1º - Psicológico, onde são feitas várias perguntas e você responde da maneira que quiser 2º - Físico, onde eles examinam seu corpo e te colocam para fazer exercícios — Que por um acaso é o também o teste para Guerreiro e Sentinela — como luta com espada e arco e flecha, corrida, reflexo, e diversas outras torturas... 3º - Intelectual, agora outra série de perguntas, mas desta vez são perguntas com finalidade de testar seus conhecimentos, daqui saem os Monges 4º - Musical, diversos instrumentos musicais são colocados em minhas mãos, alguns que nunca vi em toda minha vida, o teste mais esquisito e da onde saem a classe mais rebaixada daqui... Os Bardos. Minha historia com estes testes é algo um tanto quanto, engraçada. No primeiro eu sentei no banco, no centro de um grande salão, o chão completamente de madeira aparentemente velha, mas polida, onde podia ver o meu reflexo, um teto alto cheio de folhas e paredes de mármore detalhado, aonde se contavam historias de heras passadas, — O mais incrível é que tinha um bardo agredindo brutalmente um ciclope com um banjo — desenhos realmente surpreendentes. Olhe a minha frente e vi o Magister Adolf sentado atrás de uma mesa gigantesca de carvalho, onde também tinham desenhos de Guerreiros, Sentinelas, Monges e Bardos, todos em posições colossais e exuberantes, parecendo atores de Hollywood. Então um velho barbado aparentemente cem anos mais velho que Adolf se levantou segurando um relatório. — Temos de ante de nós o garoto — Disse o velho— Filiusong Homeros Tessalico, cujo 12 anos de vida escolar não foram os melhores... Pronto, agora eu tava feito, na frente de vários velhotes que me achavam um “mané”. — Iremos lhe faze algumas perguntas — O velho voltou a falar — para testar o seu “psicológico”, espero que se saia bem... Eu não tinha reparado mas fora o Magister tinham mais 12 velhos atrás da grande mesa. — Gosta de queimar folhas? — Um dos velhos disse.


— Não senhor! — Gaguejei Então este se sentou e outro levantou-se. — Costuma discutir com freqüência?— Outra pergunta — Não senhor!— Menti. Afinal eu sou Fill o ‘revoltado’ E assim, pergunta após pergunta o ultimo velho falou: — Sobre circunstancia alguma o queremos. Me senti mal. Alguns Guerreiros se aproximaram de mim e sussurram algo como “Que sorte deste”, imediatamente fiquei desesperado, imaginando o que poderia acontecer... Segui eles até a porta aonde sabia que me aguardava 2º teste. Enquanto os guardas me “escoltavam” até o próximo local, alguns cidadãos ficavam me encarando, parando de fazer quaisquer coisas que estavam fazendo, alguns até cochichavam uns com os outros me olhando torto, como se alguma parte em mim estivesse faltando, ou se eu estivesse vestido de pato gigante... Não sei se já mencionei mais eu sou um Elfo, sim um daqueles carinhas com orelhas pontudas e cabelos longos, que, ao contrário do que muitos acreditam, nós não somos bruxos demoníacos ou guerreiros armados até os dentes. Aliás, muitos vivem pacificamente nos campos, outros ficam como sentinela, segurando uma grande lança ou uma arma que chamamos de Kakiosh, que seria uma garra, usada como soqueira, que mais parecem garras de gatos em cima de uma luva de couro revestida de metal, o que deixa ela meio desconfortável na mão, coisa que muitos sentinelas negam, dizendo que é de todas as armas a mais confortável, e que também é a mais fácil de se manejar, dando uma agilidade incrivelmente rápida a eles . Os guerreiros são o nível social mais almejado pelos adolescentes, — Assim como eu — por que é a parte que defende a floresta, está lá para o que der e vier, sempre armados de uma espada curta, uma adaga, um alforje de flechas e um arco exageradamente grande e pesado, o que leva a crer que o porte físico deles é, superior. Alguns acreditam que sendo um guerreiro você será reconhecido em todo o mundo e que terá status, mas estão enganados... Do todas as designações a que é mais conhecida e que mais viaja são os Bardos.


Os Bardos hoje em dia são a maior parte da população, — Fora os aldeões, que compõem grande parte da floresta — eles vivem viajando, a cada dia são mais de dez garotos designados para a vida de Bardo, alguns — Novamente como eu — não gostam tanto de serem “pascificadores ou ajudantes da Magicae”. Eu gosto de estar correndo, lutando, me agitando e diversas outras coisas, eu queria mesmo é ser um guerreiro, e não um cara de túnica verde tocando uma harpa e divertindo o povo na praça. Por fim os monges, menos conhecidos, os que mais colaboram na nossa cidade, os Monges, intelectuais ao extremo, mestres nas magias da floresta, sabem de todas as coisas que você perguntar, afinal, tem uma biblioteca do tamanho do mundo a sua disposição. Eles saem pouco, mas quando saem, estão sempre de túnica branca ou verde claro, com mangas longas e tocas para traz, nunca falam com você fora do tempo Ocidental, um tempo magnífico. Adolf diz que este templo foi construído pelo primeiro monge, usando apensa a Magicae. O templo tem paredes brancas e detalhadas, com colunas gigantes, onde pode--se ver flores ou folhas tanto nos pés como no extremo das colunas. Támbem tem um teto vermelho, todo vermelho, como se a sugeira não pudesse tocalo, depois de subir toda a montanha em direção ao tempo, você chega a um tapete vermelho, com uma borda de uma linha dourada, que segue até la dentro, onde ninguem sabe como é, de fora apenas se vê um grande salão. Deve ser muito chato, Monges vivem estudando e lendo. Mas de todas as partes do templo, nada é mais bonito do que as estaduas de Guufin e de Foogtain, os patriarcas Elficos, Guufin era um guerreiro — Viu os mais importantes são os guerreiros — grande e forte, com cabelos que desciam até o ombro, orelhas pontudas grandes, olhos fixos no horizonte, segurando em sua mão direita uma faca, apontando parao horizonte, e na esquerda um escudo coloçal. Já Foogtain estava completamente destruida, mas a parte dos pés ainda estavav lá. Voltando ao assunto; eu estava apenas com um all star preto, uma calça verde e uma camiseta de folha, que era muito confortável, uma pulseira de couro e uma corrente que ganhei na escola que tinha um totem, que parecia um ogro de madeira. Parece que não gostaram mesmo é do all star, afinal, eu estava trajando, do


calcanhar pra cima, uma roupa digna de um Elfo jovem, fora o cabelo, que eu não gosto de deixá-lo grande, sim, o cabelo, deve ser isso que causa tanto espante nessa cidade de cabeludos. Continuei caminhando até o fim da cidade, passei por lojas, casas, que por um acaso não contribuem muito para a “beleza” da cidade, todas as casas são iguais, construídas de madeira, mas por incrível que pareça nunca, eu disse, nunca, nem racharam, e existem casas aqui que eu creio, Adolf tenha construído. As casas, fora as paredes de madeira, tinham um teto feito de telhas de barro, criada pelos monges, que basta você dar um tapinha e ela se multiplica. Isso em mãos humanas poderia gerar a maior ganância da terra, ou o maior numero de telhas já vistas.


Fill Teste 2#