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We Really n贸s, realmente, cuidamos de si


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

A Unidade de Radioterapia do Alentejo diferencia-se pela qualidade e humanização dos cuidados de saúde, através de profissionais reconhecidos, equipamento de vanguarda e serviço de excelência.


5

PREFÁCIO

Sérgio Barroso Diretor do Serviço de Oncologia do Hospital do Espírito Santo de Évora Coordenador Regional para as Doenças Oncológicas

A

oncologia é por definição, uma especialidade multidisciplinar. O tratamento do doente oncológico é complexo e constitui um desafio para os prestadores de cuidados de saúde e para a sociedade em geral, exigindo elevada diferenciação técnica dos profissionais, organização intra e inter-institucional e uma rede de suporte social adequada. Para que o resultado final seja de excelência, é fundamental que toda a organização seja feita em função do doente e haja uma gestão integrada de todo o processo, englobando a prevenção, rastreio e diagnóstico precoce, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos. A intervenção a nível psicológico e social, envolvendo o doente e a família, são também aspetos muito importantes, que devem ser integrados com os anteriores. A articulação entre os vários níveis de prestação de cuidados e as várias instituições públicas e privadas, diferentes mas todas importantes, e a partilha da informação são, absolutamente, essenciais para o sucesso da organização oncológica, tendo o médico de família um papel de destaque, enquanto “ gestor ”do doente/doença. Colocando o doente no centro do processo, toda a estratégia de prestação de cuidados oncológicos se deve basear em dois princípios: qualidade e proximidade. Estes dois aspetos devem ser, em cada momento, equacionados de forma a permitir que o doente receba a assistência que precisa, quando e onde precisa, melhorando a eficiência e permitindo reduzir custos para o próprio e para a sociedade. No Alentejo, partindo dos princípios

Colocando o doente no centro do processo, toda a estratégia de prestação de cuidados oncológicos se deve basear em dois princípios: qualidade e proximidade. anteriores, temos construído uma rede regional de prestação de cuidados oncológicos, baseada na articulação, complementaridade e envolvimento das várias instituições, de forma a possibilitar que o doente receba, preferencialmente, na região, os cuidados que necessita. O Hospital do Espírito Santo, assumido a sua vocação de instituição central da região, tem contribuído de forma decisiva para esta organização regional, nomeadamente através do Serviço de Oncologia que coordena a atividade oncológica nos restantes hospitais, e da criação da Unidade de Radioterapia, em parceria com a Lenicare, o que constitui um passo fundamental para a melhoria dos cuidados oncológicos regionais. Nos tempos difíceis que vivemos, assume, ainda, mais importância a necessidade de uma gestão integrada e rigorosa, mas, simultaneamente, criativa e aberta, que possibilite a utilização dos recursos existentes de forma eficiente, a criação de parcerias e o alargamento da área de influência de prestação de cuidados a nível nacional e para o exterior, de forma a contribuir para a sustentabilidade e desenvolvimento da saúde na região. Tenho a certeza que, como até aqui, todos estarão disponíveis para colaborar no futuro e fazer do Alentejo uma região de excelência na prestação de cuidados oncológicos.


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

Ă?NDICE RADIOTERAPIA

08

LENICARE

09 9

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

18

19

30

31 31

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

LENICARE

RADIOTERAPIA

Breve Historial 10

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

19

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

... 11

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

BREVE HISTORIAL

11

VisĂŁo, MissĂŁo e Valores 20

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

1ÂŞ Pedra 21

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

VISĂƒO, MISSĂƒO, VALORES e CONCEITO

1ÂŞ PEDRA

A Lenicare Ê uma sociedade que Nasceu com o único objectivo de dar Vida à Unidade de Radioterapia do Hospital do Espírito Santo de Évora, EPE (HESE), concebendo-a, construindo-a e explorando-a.

21

Localização 32

Acessibilidade 33 33

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

LOCALIZAĂ‡ĂƒO

ACESSIBILIDADE

IP2

MISSĂƒO

Vocacionada para a prestação de serviços de Excelência, com a pretensão de ser uma Referência no seu âmbito, tem, nos recursos logísticos, tÊcnicos e humanos, os fatores diferenciadores, permitindo alargar os seus horizontes para alÊm da Região do Alentejo e do País.

Ser proativo e empreendedor, gerindo com rigor, sensibilidade e confiança a Unidade de Radioterapia, em harmonia com a Oncologia do HESE e dos restantes Hospitais da Região, sempre com o duplo propósito da maximização na criação de valor e da sua sustentabilidade, mantendo elevados os padrþes de qualidade do serviço e da motivação dos recursos humanos.

VEEN V ND DAS AS NOV OVAS AS

TGV Templo Romano

A AVALIAĂ‡ĂƒO favorĂĄvel ao ConsĂłrcio Lenicare, feita pelo JĂşri do Concurso PĂşblico Internacional, parĆ&#x;cipado por concorrentes Portugueses e estrangeiros, com muito presĆĄgio, capacidade e competĂŞncia tĂŠcnica e a CONFIANÇA demonstrada pelo Conselho de Administração do Hospital do EspĂ­rito Santo de Évora, EPE, sĂŁo momentos inesquecĂ­veis que exigem de nĂłs uma permanente aĆ&#x;tude de responsabilidade e de digniÄŽcação na Exploração da Unidade de Radioterapia.

LISBOA A2

A12

ALMADA

BADAJOZ

TGV

ÉVORA

MON MO NTTEMOR EM MOR R-O -O-N O-N NOV OVO

A2

TGV ELVAS

A6 TGV

A6

A6

SETĂšBAL

Universidade de Évora

A6

ESTREM EMOZ

AEROPORTO INTERNACIONAL DA PORTELA

VISĂƒO

IP2

Otimizar a estrutura, interagir com a Universidade de Évora e dignificar o Alentejo, promovendo o conhecimento e a realização de I&D.

VALORES

BEJA

HESE HESE

Com uma linha de conduta assumida, propĂłsitos firmes e convicção plena, sĂŁo estes os valores que nos nortearĂŁo: QUA L IDADE SUST E NTABILIDADE I N OVAĂ‡ĂƒO CRIAT I VIDADE É T ICA H U MANISMO CRE D IBILIDADE R E NTABILIDADE RE S PONSABILIDADE

DO PROJETO ECOLĂ“GICA TECNOLĂ“GICA NA ATITUDE EMPRESARIAL NA RELAĂ‡ĂƒO NOS RESULTADOS PARA OS SĂ“CIOS SOCIAL

SINES

SANTIAGO DO CACÉM SERPA

LENICARE

SÊ de Évora

CAMINHOS DE FERRO

Lenicare, Lda. Unidade de Radioterapia Avenida Infante D. Henrique, nº1 7005-169 Évora - PORTUGAL

PRETENDENDO-SE CONTRIBUIR PARA UM FUTURO MELHOR

MO ON NC CH HIIQU QU UEE ALLJEZ ALJ JEZU JE ZUR MONC

AUTĂ“DROMO

VILA VI ILA PORTIMĂƒO DO D O BISPO PO LAGOS

CAS CA ASSTR RO O MA MARIM MARIM M A2 S BRà S. Rà à S DE AL DE ALPORT ALP ALPORT OR EELL A22 LLOU LO OU O U ULÉ LÉ

N - 125

ALBUFEIRA

FARO

CONCEITO

VILA REAL DE SANTO ANTĂ“NIO

T VI TA V RA

OLHĂƒO OL

Uma Unidade de Radioterapia de Referência, multidisciplinar e integrada, reconhecida pelo Atendimento Resposta Tratamentos TÊcnicas Tecnologia Instalaçþes Enquadramento Recursos Ambiente

EdifĂ­cio do PatrocĂ­nio

... Personalizado, com ... RĂĄpida, e ... de elevada Qualidade, com ... Especiais, e ... de Vanguarda, em ... Adaptadas, de ... Hospitalar, e ... Humanos Qualificados, num ... Humanizado,

Com a cortesia do Dr. MĂĄrio Vilhena e do jornal NotĂ­cias MĂŠdicas

12

13 13

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

Inauguração 22

1Âş AniversĂĄrio 23 23

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

INAUGURAĂ‡ĂƒO

1Âş ANIVERSĂ RIO

...â€œĂ‰ um dia de jĂşbilo para todos nĂłsâ€?.

Direção Clínica 34

MÉDICA RADIOTERAPEUTA Maria Inês Pires Antunes Barrocas CÊdula Profissional nº 44842 da Ordem dos MÊdicos Natural de Lisboa, nasceu em 11 de outubro de 1981

Experiência profissional A experiência mÊdica enquanto especialista em Radioterapia, advÊm do período de formação e, posteriormente, jå com o grau de Especialista em Radioterapia no Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPOFG-L) de 1990 a 2002, em estågios profissionais realizados em Serviços de Radioterapia de instituiçþes hospitalares estrangeiras (caso do Institut Goustave-Roussy em Paris, em 1994 ), à experiência laboral no Centro Oncológico Dr.ª Natålia Chaves (CONC), em Carnaxide, de 2002 a 2008, e no Serviço de Radioterapia do Hospital de Nossa Senhora do Rosårio, no Barreiro, de 2008 a 2009, em ambos, como Diretor de Serviço, e, desde 2009 como Diretor da Unidade de Radioterapia do Hospital do Espirito Santo de Évora.

...“A Unidade serĂĄ a gĂŠnese de um cluster de Investigação na ĂĄrea oncolĂłgica â€?.

AntĂłnio Serrano Presidente do HESE

Formação AcadÊmica

7 de setembro de 2009

1º tratamento de Rapid Arc em Portugal (Hospital Espírito Santo, de Évora) após frequência de formação no Hospital Albert Einstein, em S. Paulo (Brasil).

ExperiĂŞncia profissional

Possui experiência profissional em Radioterapia Externa tridimensional, Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) iniciada pela 1ª vez em 2006 no CONC, Radioterapia de Imagem Guiada (IGRT), Radiocirurgia (desde 2004 ), Radioterapia Estereotåxica craneana (desde 2006), Radioterapia com Rapid Arc (1º tratamento em 2011, no HESE), Braquiterapia intersticial da Próstata (desde 1999 no British Hospital), da mama e cabeça e pescoço ( POFG-L).

Foi, tambÊm, o responsåvel pelo 1º tratamento de IMRT (Radioterapia de intensidade modulada) da Próstata, em Portugal, em 2006, após frequência de formação no Hospital CharitÊ em Berlim (Alemanha). Em março de 2011 foi o responsåvel pelo

A experiência mÊdica enquanto especialista em Radioterapia, advÊm do período de formação para a obtenção do grau de Especialista em Radioterapia no Hospital de Santa Maria de Lisboa, de 2007 a 2010, em estågios profissionais realizados em Serviços de Radioterapia de instituiçþes hospitalares estrangeiras (caso das Cliniques Universitaires de Saint-Luc, em Bruxelas,

Assessor de Radioterapia na Unidade de Oncologia do Hospital Condes de Castro GuimarĂŁes (Cascais) de 1995 a 2002 tendo assumido, nos 2 primeiros anos, atividade diĂĄria na Oncologia MĂŠdica. Esta Unidade de Oncologia foi distinguida em 1996 com o “PrĂŠmio de Qualidade em Serviços PĂşblicosâ€? atribuĂ­do pelo Secretariado para a Modernização Administrativa, ĂłrgĂŁo da PresidĂŞncia do Conselho de Ministros.

Internato Complementar de Radioterapia, no Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil, Centro Regional de Lisboa, de 1990 a 1995. Frequência do Serviço Militar (no Hospital Militar de BelÊm ) de novembro de 1990 a setembro de 1991, tendo realizado atividade mÊdica em vårios serviços entre os quais o de Oncologia.

Membro da ESTRO, da SPRO, da SEOR e da ESMO.

GESTĂƒO OPERACIONAL

Numerosas palestras e comunicaçþes em diversos fóruns científicos, cursos e congressos.

F�SICA RESPONSà VEL EQUIPA DE F�SICA MÉDICA

EQUIPA DE DOSIMETRIA

Ana Catarina Souto David Faria

Mara Barreiros AndrĂŠ Pereira Rui Bouças RESPONSĂ VEL PELA PROTEĂ‡ĂƒO RADIOLĂ“GICA

Aida Ferreira Licenciatura em Radiologia Mestrado em Gestão de Serviços de Saúde

DIRETORA CLĂ?NICA-ADJUNTA Ana Isabel dos Santos Silva de MagalhĂŁes Videira Baptista Chinita CĂŠdula Profissional nÂş 28590 da Ordem dos MĂŠdicos Natural de Tomar, nasceu em 20 de fevereiro de 1960

ADMINISTRAĂ‡ĂƒO REGIONAL DE SAĂšDE DO ALENTEJO, I.P.

de intervir nos poucos tratamentos de braquiterapia pulmonar e do canal anal que aĂ­ foram executados.

Licenciatura em Física/Matemåtica Aplicada Pós graduação em Física MÊdica Mestrado em Neurociências

De salientar que foi, em conjunto com o Dr. Pedro Chinita, corresponsĂĄvel pelo inĂ­cio dos tratamentos de Braquiterapia prostĂĄtica em Portugal os quais foram iniciados em agosto de 1999 no ex-Instituto de Urologia, atual British Hospital. A tĂŠcnica pioneira (“pre-planningâ€?) realizada em Portugal foi iniciada apĂłs formação no Swedish Prostate Cancer Hospital em Seattle (USA). TambĂŠm colaborou nos implantes de braquiterapia prostĂĄtica na ClĂ­nica Europa (março de 2008) com a tĂŠcnica “real-timeâ€?.

Deste modo possui experiĂŞncia profissional nas ĂĄreas de Radioterapia Externa (IPOFG, HESE) e Braquiterapia ginecolĂłgi-

... 25

GALA DE BENEFICĂŠNCIA

Quem te quer ...

Alto Alentejo 14

Alentejo Central 15

Fachada do Teatro Garcia de Resende (Évora)

ALTO ALENTEJO

Colaboradora da Carta de Equipamentos de Saúde – MinistÊrio da Saúde, publicada em 1998. Membro do Grupo de Patologia GÊnito-Urinåria da EORTC. Numerosas palestras e comunicaçþes em diversos fóruns científicos, cursos e congressos.

CONSELHO DE ADMINISTRAĂ‡ĂƒO

População Residente

CONCELHO

Diretor ClĂ­nico Cuidados de SaĂşde PrimĂĄrios

M

Alter do ChĂŁo Arronches Avis Campo Maior Castelo de Vide Crato Elvas Fronteira GaviĂŁo MarvĂŁo Monforte Nisa Ponte-de-SĂ´r Portalegre Sousel TOTAL

Enfermeiro Diretor

F

Total

1.677 1.885 3.562 1.511 1.608 3.119 2.170 2.389 4.559 4.099 4.357 8.456 1.628 1.779 3.407 1.724 1.984 3.708 11.095 11.983 23.078 1.627 1.783 3.410 1.954 2.178 4.132 1.723 1.789 3.512 1.556 1.773 3.329 3.538 3.912 7.450 8.085 8.637 16.722 11.971 12.959 24.930 2.377 2.697 5.074 56.735 61.713 118.448

HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO

SECRETARIADO CLĂ?NICO

EQUIPA DE TÉCNICOS DE RADIOTERAPIA Sílvia Anjos Pinheiro Leitão Diana Medeiros da Silva Joana Isabel Luís da Silva Lourenço Ana Isabel Pitti Bessa Ferreira Ana Lucia Serrano Espadinha Filipa Banha Ana Filipa Nunes Sara Luísa Miranda dos Santos Carlos Miguel Ferreira

Marta Encarnação Carla Soares Rute Grade

Grau de Especialista em Radioterapia, em fevereiro de 1992, com a classificação de 18 valores. Internato Complementar de Ginecologia / Obstetrícia, após nova repetição do exame de ingresso, pela Maternidade Alfredo da Costa sendo Especialista de Ginecologia/ Obstetrícia desde 2002. Exerceu funçþes profissionais nessa qualidade na Maternidade Alfredo da Costa, Hospital dos SAMS, Hospital dos Lusíadas (Lisboa) e no Hospital Cuf – Infante Santo (Lisboa) onde ainda exerce. Membro da ESTRO e da SPRO.

ASSISTENTES OPERACIONAIS

Susana das Neves

Recursos TecnolĂłgicos 36

Lurdes Nart Ana Paula Candeias Mariana Ferreira Ana Crisitna Pitadas

RapidArcTM 37

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

RECURSOS TECNOLĂ“GICOS

RapidArcTM

Tomografia Computorizada

Sistema de Planeamento

Marca: GE Medical Systems Modelo: BrightSpeed™ Elite Select 16

Marca: Varian Medical Systems Modelo: Eclipse

MĂĄrio Vilhena (Decano da Radioterapia em Portugal)

2 011

Simulador Marca: Varian Medical Systems Modelo: Acuity Ex

Teresa Palma Pereira

LuĂ­sa Rocha

Rodrigo LeĂŁo

M

Alandroal

Vogal Executivo

Vogal Executivo

Diretor ClĂ­nico

Enfermeiro Diretor

Estremoz

3.009

3.578

3.785

3.618

3.715

6.801

Évora

5.843

213 230

14.298

246

56.596

138

17.437

240

8.468

8.969

2.414

2.564

1.316

4.978

1.347

167

3.276

6.428

222

3.596

7.031

202

5.279

Vendas Novas

5.701

Viana do Alentejo

5.549

10.828

6.145

11.846

170 179

2.779

2.964

5.743

4.053

4.266

8.319

184

80.266 86.440 166.706

180

Vila Viçosa

RazĂŁo: fiz ali radioterapia, na sequĂŞncia de uma cirurgia conservadora da mama, com esvaziamento axilar, para combater o cancro da mama. O que, por um lado, foi um drama pessoal e familiar, por outro, revelou-se como a possibilidade de me envolver em projetos solidĂĄrios, partilhar ideias, fazer amigos, e, em suma, encontrar o tal lado bom das coisas mĂĄs, enriquecendo-me enquanto ser humano e fortalecendo o frĂĄgil parapeito sobre o qual, como

330

2.663

3.152 3.435

TOTAL

Durante todo o mĂŞs de julho de 2010, convivi quase diariamente com os tĂŠcnicos da “jovemâ€? Unidade de Radioterapia do Hospital do EspĂ­rito Santo de Évora, criada em setembro de 2009.

268

7.363 7.333

7.497

26.838 29.758

Montemor-o-Novo Mora MourĂŁo Portel Redondo Reguengos de Monsaraz

Aprende-se com as coisas mĂĄs que atĂŠ estas tĂŞm um lado bom!

Ă?ndice Env.

Total

F

2.834

Arraiolos Borba

CamanĂŠ

179

Presidente da AOAL

APRESENTADORES

Foi protagonista do início da Radioterapia em Portugal, com a utilização dos primeiros equipamentos com fontes de Cobalto e Aceleradores Lineares. Em 2009, honrou-nos com a sua presença na inauguração do 1º sistema RapidArcTM da Península IbÊrica.

Fotografias cedidas pelo Gabinete de Comunicação do HESE

O mĂŠrito nĂŁo foi meu, mas sim de todos aqueles que, no dia a dia, se empenharam em tornar mais fĂĄceis aqueles dias, em suavizar, com um sorriso, ou com uma expressĂŁo, o meu reticente caminhar sobre o fogo.

Nilton

Serafim

Acelerador Linear I

Acelerador Linear II

Marca: Varian Medical Systems Modelo: ClinacŽ DHX Colimador Multilâminas Millennium 120TM

Marca: Varian Medical Systems Modelo: ClinacŽ DHX Colimador Multilâminas Millennium 120TM RapidArc™

Nicolau Breyner

Paulo Sousa Costa

A colaboração e a amizade mantêm-se e frutificam cada dia que passa, quando hå gente de boa vontade pelo que, pessoalmente e em nome da AOAL, serei sempre grata à LENICARE. ConvÊm lembrar que o cancro Ê uma das principais causas de morte no mundo.

Simples, Preciso, Råpido O RapidArcŽ (RA) permite realizar num curto espaço de tempo (måx. de 4 min.) os tratamentos de Radioterapia de

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que 84 milhþes de pessoas morrerão de cancro, sem intervenção, entre 2005 e 2015.

Intensidade Modulada (IMRT). Ao permiĆ&#x;r uma irradiação, sem EmĂ­dio Rangel

Nucha

interrupçþes, cerca de 360° ao redor do

Nilton e Serafim

ConvĂŠm, tambĂŠm, lembrar que, atĂŠ setembro de 2009, o Alentejo era a Ăşnica regiĂŁo da PenĂ­nsula IbĂŠrica desprovida de uma unidade de radioterapia.

Patrocinadores

HOSPITAL DO ESPIRITO SANTO DE ÉVORA

Maria Horta

Grupo de Cantares de Monsaraz

Fernando Tordo

TESTEMUNHOS

Gonçalo M. Tavares

cada qual, me debruço.

Presidente da Associação Oncológica do Alentejo (AOAL)

População Residente

CONCELHO

312 318 271 140 330 374 144 220 472 349 197 402 203 180 247 208

Nucha

“Cada qual estĂĄ sempre debruçado sobre o mundo em parapeito frĂĄgil.â€?

ALENTEJO CENTRAL

Presidente do Conselho de Administração �ndice Env.

HOSPITAL DR. JOSÉ MARIA GRANDE (PORTALEGRE)

paciente, esta tecnologia alia à rapidez um ganho consideråvel na conformação e precisão da dose libertada, assim se

LEILĂƒO

conseguindo resultados cada vez mais

Braquiterapia HDR

eÄŽcazes com menores toxicidades.

Marca: Varian Medical Systems Modelo: VariSource iX

Apoio Institucional

Estas caracterĂ­sĆ&#x;cas fazem do RapidArcÂŽ mais um ponto de viragem tecnolĂłgico nos tratamentos com Radioterapia. Director ClĂ­nico Pedro Miguel Chinita

NISA CASTELO DE VIDE

MORA

BORB

ARRAIOLOS

CRATO

RTE

CAMPO MAIOR

MOURĂƒO

VO -

O-NOEMOR

MONT

PORTEL

Alto Alentejo

INDICADORES

118.352 56.772 61.580 207,8 7,9 16,8 3,1 208 16 76

HOSPITAL DO ESP�RITO SANTO DE ÉVORA - EDIF�CIO DO PATROC�NIO

Alentejo Central

População Residente Homens Mulheres �ndice Envelhecimento Taxa Bruta Natalidade (‰) Taxa Bruta Mortalidade (‰) Tx. Mort. Tumor Maligno (‰) N.º MÊdicos N.º Centros Saúde N.º Extensþes de Saúde

166.802 80.229 86.573 180,3 7,9 13,3 2,9 273 14 79

fonte: INE

Ficha TĂŠcnica 26

fonte: INE

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

FICHA TÉCNICA

Baixo Alentejo 16 Vogal Executivo

Diretor ClĂ­nico Hospitalar

Diretor ClĂ­nico Cuidados de SaĂşde PrimĂĄrios

Aljustrel AlmodĂ´var Alvito Barrancos Beja Castro Verde Cuba Ferreira do Alentejo MĂŠrtola Moura Ourique Serpa Vidigueira TOTAL

Enfermeiro Diretor

F

CONSELHO DE ADMINISTRAĂ‡ĂƒO

Total

4.583 4.674 9.257 3.684 3.765 7.449 1.201 1.303 2.504 890 944 1.834 17.391 18.463 35.854 3.568 3.708 7.276 2.383 2.495 4.878 4.024 4.231 8.255 3.594 3.680 7.274 7.444 7.723 15.167 2.656 2.733 5.389 7.640 7.983 15.623 2.913 3.019 5.932 61.971 64.721 126.692

223 255 219 185 141 186 196 219 381 330 321 207 178 173

Vogal Executivo

Vogal Executivo

Diretor ClĂ­nico

Enfermeiro Diretor

PRÉMIO HOSPITAL DO FUTURO

Presidente: Lenitudes SGPS

EFETIVO: JosÊ Martins Lampreia (ROC nº 149) (em representação de Lampreia & Viçoso SROC)

GERĂŠNCIA

Hospital do Futuro PRÉMIO PARCERIAS EM SAÚDE de 2009/10

A Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARSA) agrega as seguintes sub-regiþes: Alto Alentejo, Alentejo Central, Baixo Alentejo e Alentejo Litoral.

ROC

Sofia Barreto Gomes

Alcåcer do Sal Grândola Odemira Santiago do CacÊm Sines TOTAL

F

SUPLENTE: Donato João Lourenço Viçoso (ROC nº 334)

A Unidade de Radioterapia, localizada no Hospital do Espírito Santo de Évora, foi concebida para servir todas elas.

Gerente FĂĄtima Oliveira Andrade

Gerente Helder Conceição Silva

contribuíram para o desenvolvimento das organizaçþes da Saúde em Portugal, nomeadamente na promoção e dinamização de projectos de utilidade pública, no âmbito da sua contribuição para o combate à doença, e /ou da promoção de saúde, aplicação das novas tecnologias de informação, entre outros.

(...)“O Alentejo era a Ăşnica regiĂŁo da PenĂ­nsula IbĂŠrica que nĂŁo dispunha de uma Unidade de Radioterapia. AtĂŠ Setembro de 2009, os doentes eram encaminhados para as unidades mais prĂłximas que, no caso, se situam em Lisboa, Faro e Badajoz. Para evitar as deslocaçþes, os custos associados e o sofrimento de doentes oncolĂłgicos, foi aberta a Unidade de Radioterapia do Hospital do EspĂ­rito Santo de Évora.

Fazer face aos riscos associados a este investimento, tais como a construção, desenvolvimento, custos operacionais e outros demais agregados. Com a nova unidade melhorou-se definitivamente a acessibilidade, mas tambÊm se registaram poupanças para o Serviço Nacional de Saúde, jå que deixou de ser necessårio pagar o transporte dos doentes ou o seu alojamento. Como tal, para alÊm da diminuição dos custos, cuidou-se tambÊm do bem-estar dos doentes oncológicos.(...)�

Como se tratava de um grande investimento, optou-se por uma Parceria PĂşblico-Privada, tendo sido o vencedor do Concurso Internacional realizado, a Lenicare.

Gerente LuĂ­s Manuel Carito

Hospital do Futuro PRÉMIO PARCERIAS EM SAÚDE de 2009/10 Os PrÊmios Hospital do Futuro, iniciativa conjunta do Fórum Hospital do Futuro e das organizaçþes apoiantes e patrocinadoras, têm como objectivo destacar e galardoar aquelas pessoas e organizaçþes que mais

DIREĂ‡ĂƒO CLĂ?NICA Pedro Chinita

6.332 6.714 7.505 7.321 13.154 12.882 14.589 15.160 7.030 7.208 48.610 49.285

13.046 14.826 26.036 29.749 14.238 97.895

(in www.hospitaldofuturo.com)

196 207 218 193 122 191

GRĂ‚NDOLA

SINES

BARRAN

97.895 48.610 49.285 191,2 8,7 13,3 2,7 70 5 41

SANTIAGO DO CACÉM

EdifĂ­cio do PatrocĂ­nio - Unidade de Radioterapia

OUTROS CARGOS QUE EXERCE ACTUALMENTE:

Presidente/Chairman Presidente/Chairm Francisco LuĂ­s Murteira Nabo

GALP Energia, SGPS, SA - Presidente do Conselho de Administração TEMPLO - GestĂŁo de Investimentos, SA - Presidente do Conselho de Administração RAVE - Rede Ferrov. de Alta Velocidade, SA - Presidente da Mesa da Assembleia Geral HOLDOMNIS - GestĂŁo e Investimentos, SA - Administrador nĂŁo Executivo ORDEM DOS ECONOMISTAS - BastonĂĄrio FUNDAĂ‡ĂƒO ORIENTE - Curador FUNDAĂ‡ĂƒO LUSO-ESPANHOLA - Presidente do Conselho de Curadores FUNDAĂ‡ĂƒO LUSO-BRASILEIRA - Vice-Presidente do Conselho de Administração NOVABASE, SGPS, SA - Presidente da ComissĂŁo de Vencimentos FUNDAĂ‡ĂƒO DR STANLEY HO - Medical Development Foundation - Conselheiro UNIVERSIDADE DE AVEIRO - Presidente do Conselho de Curadores CĂ‚MARA DE COMÉRCIO E INDĂšSTRIA LUSO-CHINESA - Pres. do Conselho Consultivo

CIDADES

2

5 6

Évora Espírito Santo E.P.E Portalegre JosÊ Maria Grande Elvas Santa Luzía Beja JosÊ Joaquim Fernandes E.P.E Serpa São Paulo Santiago do CacÊm Litoral Alentejano

B

Badajoz

1 B

3

2

4

1

Cordenadas GPS: 38º34’07.15’’N 7º54’04.63’’O

Empresa: Lenicare, Lda Capital Social: 1.000.000 ₏ Constituição: 10-07-2008 Natureza Jurídica: Sociedade por Quotas

Objeto Social: Prestação de serviços ao nível de cirurgia geral, internamento, recuperação física, oncológica e radioterapia e demais especialidades mÊdicas complementares CAE: 86220-R3

Sede: Av. Infante D. Henrique, 1 Ed. do Patrocínio, 7005-169 Évora

NIPC: 508657660

Licenças de Funcionamento: Nº 597 | 598 | 599 | 600 i de 2009 Seguro de Responsabilidade Civil:

Vi P id t /C Vice-Presidente/CEO Helder Conceição Silva

HOSPITAIS

COMISSĂƒO EXECUTIVA OUTROS CARGOS QUE EXERCE ACTUALMENTE:

Alentejo Litoral

População Residente Homens Mulheres �ndice Envelhecimento Taxa Bruta Natalidade (‰) Taxa Bruta Mortalidade (‰) Tx. Mort. Tumor Maligno (‰) N.º MÊdicos N.º Centros Saúde N.º Extensþes de Saúde

Entrega de PrĂŠmio

CONSELHO DE ADMINISTRAĂ‡ĂƒO

Ă?ndice Env.

Total

3

COS

MOURA

M

INDICADORES ALCĂ CER DO SAL

HOSPITAL DO LITORAL ALENTEJANO (SANTIAGO DO CACÉM)

VIDIGUEIRA

39

REDE DE REFERENCIAĂ‡ĂƒO HOSPITALAR

Hospital do EspĂ­rito Santo - EdifĂ­cio do PatrocĂ­nio

População Residente

CONCELHO

ALVITO CUBA

PrĂŠmio Hospital do Futuro 39

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

ALENTEJO LITORAL

Presidente do Conselho de Administração �ndice Env.

HOSPITAL JOSÉ JOAQUIM FERNANDES (BEJA)

FERREIRA DO ALENTEJO

Rede de Referenciação Hospitalar 38

HOSPITAL DO LITORAL ALENTEJANO, E.P.E

BAIXO ALENTEJO População Residente

LENICARE

ASSEMBLEIA GERAL

SECRETĂ RIA DA SOCIEDADE

ALENTEJO LITORAL

UNIDADE LOCAL DE SAĂšDE DO BAIXO ALENTEJO, E.P.E (ULSBA)

M

27

GOVERNO CORPORATIVO

17

BAIXO ALENTEJO

CONCELHO

Governo Corporativo 27

Alentejo Litoral 17

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

Presidente do Conselho de Administração

Rodrigo Hanriot - Radioterapeuta Hospital Albert Einstein SĂŁo Paulo - Brasil

Carla Matadinho e Nilton

GOSRAZ REGUEN MONSA DE

ELVAS

CONSELHO DE ADMINISTRAĂ‡ĂƒO

Nilton e Paulo Pires

Homenagem a David MourĂŁo Ferreira

ALANDROAL

ÉVORA

VIANA DO ALENTEJO

SOUSEL

INDICADORES População Residente Homens Mulheres �ndice Envelhecimento Taxa Bruta Natalidade (‰) Taxa Bruta Mortalidade (‰) Tx. Mort. Tumor Maligno (‰) N.º MÊdicos N.º Centros Saúde N.º Extensþes de Saúde

HOSPITAL DE SANTA LUZIA (ELVAS)

VIÇOSA

Uma nova forma de Tratamento

A evolução das tĂŠcnicas de radioterapia e o desenvolvimento de equipamentos q p p pr mente mais soÄŽsĆ&#x;cados impulsiona progressivamente

conven convencionais, permiĆ&#x;ndo melhores resultados em termos sob de sobrevida livre de neoplasia e mesmo sobrevida global s em situaçþes especĂ­ÄŽcas. A associação destas tĂŠcnicas mais ÄŽ soÄŽsĆ&#x;cadas numa terceira geração de radioterapia, como a

quimioteråpico em re-irra a quimioteråpicos, re-irradiaçþes e melhoria dos resultados l ã à geração ã anterior, i denominada deno em relação Radioterapia Conformada Tridimensional (3D-CRT).

REDONDO

HESE

ARRONCH

MONFO

ULSNA

NOVAS VENDAS

ES

RA

RapidArc

radiotera radiote ecidos cidos os limites da radioterapia para alĂŠm de conceitos estabelecidos dĂŠcadas dĂŠ d Escalonamentos E l hĂĄ dĂŠcadas. de doses foram possĂ­veis com men menores efeitos colaterais agudos e tardios que as tĂŠcnicas

M Intensidade Modulada do feixe de Radioterapia (IMRT), agora opĆ&#x;mizada sob uma nova perspecĆ&#x;va chamada RapidArcÂŽ, ĂŠ marcante na re redução de toxicidade, segurança em associação

VILA

PORTALEGRE

FRONTEI

AVIS

A

ESTREMOZ

ALTER DO CHĂƒO

PONTE DE SÔR

CENTROS DE SAĂšDE

Cristina Arvelos, incansĂĄvel, movimentou tudo e todos, o seu empenho deu a grandeza que se queria para a iniciativa, tendo sido a maestrina de um palco cheio de personalidades.

Apoios

ĂƒO

MARV

GAVIĂƒO

37

Entrada Principal

Momento de debate com vĂĄrias personalidades, painel moderado por Maria Elisa

Interior do Teatro Garcia de Resende

Março

HOSPITAL DO ESP�RITO SANTO DE ÉVORA, E.P.E

ALTO ALENTEJO

Presidente do Conselho de Administração

1º ano de Medicina Interna no Hospital Distrital de Portalegre, 1987. Internato Complementar de Radioterapia, após repetição do exame de ingresso, no Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil, Centro Regional de Lisboa, de 1988 a 1992.

Isabel Lobato Licenciatura em Radioterapia

8 28

Maria Horta CONSELHO DE ADMINISTRAĂ‡ĂƒO

Helena Fanica

1Âş Tratamento tecnologia com RapidArcÂŽ em Portugal

ALENTEJO CENTRAL

UNIDADE LOCAL DE SAĂšDE DO NORTE ALENTEJANO, E.P.E (ULSNA)

Diretor ClĂ­nico Hospitalar

ENFERMAGEM

Rui Mateus

15

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

Vogal Executivo

25

Licenciatura em Medicina, em julho de 1984, pela Faculdade de CiĂŞncias MĂŠdicas de Lisboa. Internato Geral no Hospital de Pulido Valente Lisboa, 1985-1986.

blicos� atribuído pelo Secretariado para a Modernização Administrativa, orgão da Presidênca do Conselho de Ministros.

Colaboradora na Unidade de Oncologia do Hospital Condes de Castro GuimarĂŁes (Cascais) de 1995 a 2002 tendo assumido, nos 2 primeiros anos, atividade diĂĄria na Oncologia MĂŠdica. Esta Unidade de Oncologia foi distinguida em 1996 com o “PrĂŠmio de Qualidade em Serviços PĂş-

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS

Formação AcadÊmica

Outras participaçþes relevantes Curso de Higiene e Medicina Tropical do Instituto de Higiene e Medicina Tropical de 1985-1986, com a classificação de 15 valores.

Gala de BeneficĂŞncia 24

TÉCNICA RESPONSà VEL

ca (IPOFG, CONC, HESE) e intersticial da próstata ( British Hospital, Clínica Europa , da mama, cabeça e pescoço (IPOFG –Lisboa).

Com a abertura do Serviço de Radioterapia do Hospital de Évora onde assumiu as funçþes de Direção Clínica Adjunta, manteve a responsabilidade pela Braquiterapia HDR ginecológica e retomou tambÊm a atividade da Radioterapia Externa, nomeadamente nos tratamentos de Radioterapia tridimensional, Intensidade Modulada (IMRT), Imagem Guiada (IGRT) e Rapid Arc (após formação realizada no Hospital Albert Einstein, em S. Paulo – Brasil).

Adriana Martins da Silva

Adriana Martins da Silva

Experiência profissional A experiência mÊdica enquanto especialista em Radioterapia, advÊm do período de formação para a obtenção do grau de Especialista em Radioterapia no Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPOFG-L) de 1988 a 1994, em estågios profissionais realizados em Serviços de Radioterapia de instituiçþes hospitalares estrangeiras (caso do Centre Leon BÊrard em Lyon, durante 8 meses, de 1990 a 1991), à experiência laboral no Centro Oncológico Dr.ª Natålia Chaves (CONC), em Carnaxide, de 2003 a 2008, onde a sua experiência ginecológica determinou que assumisse, a responsabilidade mÊdica total e exclusiva da Braquiterapia HDR tendo aí realizado a totalidade dos tratamentos de Braquiterapia HDR (alta taxa de dose) ginecológica.TambÊm teve oportunidade

Numerosas palestras e comunicaçþes em diversos fóruns científicos, cursos e congressos.

Provas para o exercício mÊdico no estrangeiro: United State Medical Licensing Examination ( USMLE ): step 1 ( aprovada em 2004 ), step 2 CK ( aprovada em 2005 ). Internato Geral no Hospital de Santa Maria - Lisboa, 2006 Internato Complementar de Radioterapia, no Hospital de Santa Maria, Lisboa – de 2007 a 2010. Grau de Especialista em Radioterapia, em Fevereiro de 2011, com a classificação de 19,2 valores.

Membro do Conselho Científico do Portal de Oncologia – POP, desde Junho 2009. Coordenador Nacional do Grupo de Trabalho do Manual de Boas Pråticas de Radioterapia, o qual foi homologado pelo MinistÊrio da Saúde como documento oficial.

Membro do Grupo Português de Patologia GÊnito - Urinåria da EORTC. Membro da Direção do Grupo de Investigação do Cancro Digestivo.

Serviço de Urgência no Hospital Reynaldo dos Santos de 1995 a 2002.

Grau de Consultor em Radioterapia, em fevereiro de 2002. Membro da ESTRO, ASTRO, SPRO e SFRO.

dioterapia Estereotåxica craneana (HSM), Radioterapia com Rapid Arc (HESE), Braquiterapia HDR da próstata, ginecológica e intersticial de mama e cabeça e pescoço (HSM).

Deste modo possui experiĂŞncia profissional em Radioterapia Externa tridimensional, Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) no HESE, Radioterapia de Imagem Guiada (IGRT), Radiocirurgia (no HSM), Ra-

Licenciatura em Medicina, em 2005, pela Faculdade de Medicina de Lisboa.

Colaborador da Carta de Equipamentos de SaĂşde (MinistĂŠrio da SaĂşde, publicada em 1998). Membro do Grupo de Trabalho de Recomendaçþes TerapĂŞuticas do Cancro do PulmĂŁo, nomeado pela Coordenação Nacional para as Doenças OncolĂłgicas, de janeiro a maio de 2007 e que elaborou as “Orientaçþes terapĂŞuticas para tratamento do cancro do pulmĂŁoâ€?.

Assessor de Radioterapia na Unidade de Oncologia do Hospital Reynaldo dos Santos (Vila Franca de Xira) de 1997 a 2002.

Grau de Especialista em Radioterapia, em abril de 1995, com a classificação de 18 valores.

em 2008), e à experiência laboral no Serviço de Radioterapia do Hospital Espírito Santo de Évora.

Formação AcadÊmica

Outras participaçþes relevantes

Licenciatura em Medicina, em dezembro de 1987, pelo Instituto de Ciências BiomÊdicas de Abel Salazar – Universidade do Porto. Internato Geral no Hospital Geral de Santo António - Porto, 1988-1989.

Inauguração da Unidade de Radioterapia Hospital do Espírito de Évora, EPE íri r to o Santo S 7 de setembro de 2 2009 009 00 9

De salientar que foi, em conjunto com outra profissional de Radioterapia, DrÂŞ Ana Videira, corresponsĂĄvel pelo inĂ­cio dos tratamentos de Braquiterapia prostĂĄtica em Portugal os quais foram iniciados em agosto de 1999 no ex-Instituto de Urologia, atual British Hospital. A tĂŠcnica pioneira (“pre-planningâ€?) realizada em Portugal foi iniciada apĂłs formação no Swedish Prostate Cancer Hospital em Seattle (USA). TambĂŠm realizou implantes de braquiterapia prostĂĄtica na ClĂ­nica Europa (março de 2008 ) com a tĂŠcnica “real-timeâ€?.

1h24 1h14 1h06 0h58 1h29 1h18 2h47 1h52 1h30 1h12 3h47

RECURSOS HUMANOS

DIRETOR CLĂ?NICO Pedro Miguel dos Santos Baptista Chinita CĂŠdula Profissional nÂş 31839 da Ordem dos MĂŠdicos Natural de Lisboa, nasceu em 29 de setembro de 1960

...“Concorreram Entidades muito prestigiadas, com muita experiĂŞncia, com muito know-how, o que valorizou o resultado do concurso â€?.

Em Tempo

126 102 79 84 132 101 228 155 106 101 381

35

DIREĂ‡ĂƒO CLĂ?NICA

...“Tivemos a sorte de, num processo concursal complexo, de grande exigĂŞncia tĂŠcnica, sair vencedora uma Entidade que nos merece toda a confiança â€?.

Em Km

Recursos Humanos 35

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

ClinacŽ linear accelerator (2) . Multi-leaf Collimator MLC-120 . PortalVision™ Auto Field Sequencing (AFS) RapidArc™

ADMINISTRAĂ‡ĂƒO REGIONAL DE SAĂšDE DO ALENTEJO, I.P.

Distâncias a Évora

CIDADES Almada Badajoz Beja Elvas Lisboa Portalegre PortimĂŁo Santiado do CacĂŠm Serpa SetĂşbal StÂŞ. Maria da Feira

ESTRUTURAS AEROPORTUà RIAS a 5 Km do Aeródromo Municipal de Évora a 82 Km do Aeroporto de Beja a 132 Km do Aeroporto Internacional da Portela a 225 Km do Aeroporto Internacional de Faro

concorrendo para a prestação de um Serviço de Excelência.

MAIO CLINIC - Especialidades MĂŠdicas, S.A. - Presidente do C.A. HCS - Hospital CirĂşrgico de SetĂşbal, S.A. - Presidente do C.A. ALTAR - Sociedade de Investimentos, S.A. - Administrador ALTAR RESOURCES S.A. - Administrador

60 km 6

4 5

ADMINISTRADORES NĂƒO EXECUTIVOS

000 2287 164

João Nabais, Secretårio-Geral da Saúde Francisco Martins Guerreiro, Administrador Executivo do Hospital do Espírito Santo de Évora

Infanta Cristina

120 km

Seguro Multirisco Estabelecimento: 000 231 3910

Os PrÊmios Hospital do Futuro, iniciativa conjunta do Fórum Hospital do Futuro e das organizaçþes apoiantes e patrocinadoras, têm como objetivo destacar e galardoar aquelas pessoas e organizaçþes que mais contribuíram para o desenvolvimento das organizaçþes da Saúde em Portugal, nomeadamente na promoção e dinamização de projetos de utilidade pública, no âmbito da sua contribuição para o combate à doença e/ou da promoção de saúde, aplicação das novas tecnologias de informação, entre outros.

Seguro de Acidentes de Trabalho:

NISS: 25086576600

000 223 9703 Seguro de Riscos MĂşltiplos - Empresas: ME 783 186 96

BEJA

Administradora FĂĄtima Oliveira Andrade

Administrador LuĂ­s Manuel Carito

Administrador Alberto da Silva Lopes

Administradora Maria JosĂŠ AraĂşjo Matos

Administrador Luciano Coelho da Silva

Administrador Michel Charles Creton

Administrador Georges Christian Mathis

SERPA

ALJUSTREL

ODEMIRA NISA

MARVĂƒO

CASTELO DE VIDE

CRATO PORTALEGRE ALTER DO CHĂƒO

PONTE DE SÔR

CASTRO VERDE

FRONTEIRA

ARRONCHES

MONFORTE

AVIS

CAMPO MAIOR

SOUSEL ELVAS

OURIQUE

MORA

MÉRTOLA

BORBA

ESTREMOZ ARRAIOLOS

ALENTEJO

VIÇOSA

O-NOVO

VILA NOVAS VENDAS

MONTEMOR-

ULSBA

GAVIĂƒO

CENTROS DE SAĂšDE

REDONDO ALANDROAL

ÉVORA

JosÊ Marques Robalo Presidente do Conselho Directivo Administração Regional de Saúde do Alentejo, I.P.

VIANA DO ALENTEJO

126.692 61.971 64.721 172,5 8,7 16,6 3,1 149 13 65

MOURĂƒO

RANCOS BARRA BARRANCOS

fonte: INE

O trabalho desenvolvido pela Administração Regional de Saúde do Alentejo tem que responder às especificidades próprias da região, que envolvem uma baixa densidade populacional, um elevado índice de envelhecimento e uma grande dispersão geogråfica. Tal facto obriga a que este trabalho tenha que ser realizado de uma forma coordenada, potencializando todos os recursos existentes na prestação de cuidados de saúde, recursos esses que se pretendem de qualidade. Assim, hå que promover o desenvolvimento de redes de referenciação intrarregional, em particular na årea oncológica, assim como incrementar, de uma forma compreensiva, a integração dos diversos serviços de saúde da região, para que se obtenham respostas adequadas e eficientes aos problemas de saúde da população.

BEJA

SANTIAGO DO CACÉM

SERPA

ALJUSTREL

CASTRO VERDE OURIQUE

MÉRTOLA

ODEMIRA

ALMODÔVAR

INDICADORES População Residente Homens Mulheres �ndice de Envelhecimento Taxa Bruta Natalidade (‰) Taxa Bruta Mortalidade (‰) Tx.Mort.Tumor Maligno (‰) Nº.MÊdicos Nº Centros de Såude Nº Extensþes de Saúde

ALENTEJO

PORTUGAL

509.741 247.582 262.159 186,8 8,3 14,9 3 700 48 261

10.561.614 5.047.387 5.514.227 120,1 9,5 10,0 2,3 29.505 376 1.225 fonte: INE

Parceria - HESE 28

...

PARCERIA - HOSPITAL DO ESP�RITO SANTO DE ÉVORA (HESE)

Nota de imprensa

Assunto:Inauguração Assunto: da-)$!$%$%!$).3%1!/)!$. da-)$!$% a $% !$).3   Data: 3 de Setembro de 2009

TerĂĄ lugar no $)!  $% %3%,"1. ! Inauguração da -)$!$% -.EdifĂ­cio $% !$).3%1!/)! do PatrocĂ­nio, $.  pelas 11( A criação da Unidade de Radioterapia no Hospital EspĂ­rito Ă concretização Santo de Évora de um investimento corresponde que serve toda qualidade e a a população comodidade assistencial do Alentejo, melhorando a de todos os cidadĂŁos que #4)$!$.2 $)&%1%-#)!$.2 necessitam deste  + %- 3%*. t)/. $% %1! ! Ăşnica nenhum Centro RegiĂŁo da PenĂ­nsula de Radiot%1! %1! /)! IbĂŠrica sem ,! 4-)$!$% $% !$).3%1!/)! 3%, #.,. /1)-#)/!+ oncolĂłgicas. &)-!+) $!$ % O tratamento o tratamento de Radioterapia de doenças consiste na utilização radiaçþes ionizantes, que vĂŁo impedir com fins terapĂŞuticos a proliferação mecanismos de de de cĂŠlulas cancerosas, acção, fundamentalmente por inĂşmeros a nĂ­vel do material alteraçþes que induzem o efeito genĂŠtico intracelular, anti-neoplĂĄsico. causando-lhe

Maria Filomena Ferreira Mendes Presidente do Conselho de Administração do HOSPITAL DO ESP�RITO SANTO DE ÉVORA E.P.E

A Unidade de Radioterapia do HESE- EPE existe para servir todos os habitantes da Região, se e quando necessitarem de tratamentos de radioterapia. É importante que todos possam conhecer a existência deste espaço, onde podemos acolher os nossos residentes, sem que para tal tenham de se deslocar para outros centros de tratamento localizados fora da Região. Num momento em que se torna imperativo que, de um modo sustentåvel, sejamos eficientes, Ê crucial poder oferecer um tratamento diferenciado com a mais elevada qualidade e eficåcia a quem dele precisa. A proximidade entre a residência e o local de tratamento Ê uma variåvel chave: não só possibilita um melhor conforto, como se demonstra ser uma mais-valia para as famílias, alÊm de potenciar as condiçþes para uma maior eficåcia de resultados em saúde e bem-estar. A Unidade de Radioterapia do Alentejo, inaugurada em setembro de 2009, encontra-se dotada com equipamentos tecnologicamente diferenciados, que permitem utilizar tÊcnicas cientificamente avançadas, precisas, seguras e eficazes, a par dos centros de tratamento de referência

não só europeus como mundiais. A confiança, que resulta da certeza de poder contar com uma equipa altamente qualificada de profissionais com elevado desempenho tÊcnico, simpatia, afabilidade e um vivo interesse no acompanhamento de cada situação em particular, Ê jå uma marca que distingue esta Unidade. A excelência no tratamento e atenção aos utentes Ê a base da motivação quotidiana dos profissionais, fundamento para o sucesso da Unidade, medido pela forma como Ê avaliada e apreciada pelos utentes. O HESE-EPE tem vindo a fortalecer a årea oncológica como pilar estratÊgico para o atendimento futuro das necessidades em cuidados de saúde na Região. As especialidades de Oncologia, Anatomia Patológica, Cirurgia e Radioterapia constituem o núcleo de sustentação de um centro que pretendemos, a muito curto prazo, de excelência. Para tal, Ê inadiåvel que se firme uma rede de cooperação e articulação entre cuidados hospitalares, de saúde primåria e paliativos. O desempenho em pleno da Unidade de Radioterapia Ê central nesta estratÊgia de consolidação e crescimento, na medida em que tem capacidade instalada para responder àquelas necessidades regionais. Esta Unidade, sendo pública, resulta de uma parceria público-privada com a Lenicare, uma parceria de sucesso que permitiu garantir os meios para que todos possam ser tratados na sua Região com a maior qualidade e competência, no total respeito pelo interesse e serviço público.

Hoje, Ê peça fundamental no conjunto da oferta oncológica do Alentejo, por ser um centro de excelência, em equipamentos e tecnologia operados por recursos humanos altamente qualificados, que gera ganhos em saúde, equidade e economias para o SNS, baseadas em custos descendentes dos tratamentos e na redução dos encargos com transportes, anteriormente realizados para Lisboa. No futuro, queremos a sua diferenciação crescente das tÊcnicas a utilizar, como sejam o planeamento e diagnóstico por PET-CT, a braquiterapia proståtica e a radiocirurgia, visando alargar a oferta a outras regiþes do País e para alÊm das suas fronteiras. Assinatura do Contrato de Concessão de Exploração entre o HESE e o Consórcio Lenicare

Hospital do Espírito Santo de Évora, EPE 9 de Janeiro de 2009

29

40

41

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

LOGĂ?STICA

41

Transporte de Doentes

Com o início da actividade da Unidade de Radioterapia, que nasceu para servir o Alentejo, os Hospitais da Região acordaram alojar, numa relação de proximidade com o Hospital de Évora (HESE), os pacientes residentes a mais de 80 km de distância do mesmo.

Para quem reside no Alentejo e o seu mĂŠdico aconselha fazer tratamentos com Radioterapia, temos uma Unidade equipada com Tecnologia de Vanguarda, com profissionais diferenciados e com larga experiĂŞncia, nĂŁo tendo negligenciado a comodidade do paciente, providenciando-lhe a logĂ­stica necessĂĄria.

Estabeleceram, pois, protocolos com algumas Unidades Hoteleiras da Cidade por forma a facilitar as deslocaçþes e o alojamento dos doentes em tratamento.

AtĂŠ Ă data .2 $.%-3%2 #., -%#%22)$!$% $%23% 3)/. $% com todos os 31!3!,%-3. %1!, custos econĂłmicos encaminhados, e sociais associados, prĂłximas: ClĂ­nica para as unidades Quadrantes, em geograficamente Lisboa, ClĂ­n)#! mais $% !$).3%1!/)! -23)343. PortuguĂŞs $. +'!15% de Oncologia, %, !1. em )2".! .2/)3!+ $% .2/)3!+ -&!-3! !-3! !1)! 1)23)-! %, %, )2".! !$!*.7 A % partir de dia passarĂŁo a ser 7 de Setembro, tratados nesta todos os doentes Unidade do HESE. -.5!Unidade de Radioterapia, integrada no Serviço 2%-. EdifĂ­cio do PatrocĂ­nio%,#.-3)'4)$!$%#.,! de Oncologia do HESE, EPE +.#!+)7! criação da Unidade !#34!+-)$!$%$%4),).3%1!/)!. implica4,)-5%23),%-3.$%04!2% A ! criação de  MilhĂľes de mais de 30 postos Euros%/.22)")+)3!rĂĄ de trabalho qualificados, $.%-3%2 /.1 . 31!3!,%-3. !-. '%1!1 para $% #%1#! $% a RegiĂŁo 4,                24/%1).1 ! Para alĂŠm dum conjunto muito diversificado de equipamentos -)$!$% #.-3! -)$!$%#.-3!#.,.22%'4)-3%2% mĂŠdico espec)&)#!$.2!-.5! mĂŠdicos #. 04)/!,%-3.2%2)23%,!2/1)-#)/!)2 • 04)/!,%-3.$%1!$).3erapia  externa – 2 aceleradores lineares; • )23%,!$%1!04)3%1!/)!$%!+3!3! 6!$%$.2% • Equipamento de Simulação e verificação; • .,.'1!&)!Computorizada de Alta Resolução para Planeamento • )23%,!$%+!-%!,%-3.$%!$).

Francisco Martins Guerreiro Vogal do Conselho de Administração do HOSPITAL DO ESPIRITO SANTO DE ÉVORA E.P.E

A Unidade de Radioterapia do HESE, EPE foi um sonho que levou mais de uma dÊcada a realizar-se, cujo projeto ganhou forma e consistência no modelo de parceria definido no plano de negócios que suportou a mudança de estatuto do Hospital para EPE, em 2007.

...

LogĂ­stica 29

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

Nesse contexto, tambÊm para os doentes acamados, foi encontrada uma solução, neste caso, com o Hospital da Misericórdia de Évora. O HESE providencia o transporte dessas Unidades Hoteleiras atÊ à Unidade de Radioterapia e respetivo regresso. As assistentes sociais de cada hospital de referência providenciam a logística necessåria, sempre em coordenação com a Unidade de Radioterapia do HESE.

Hospital da MisericĂłrdia

Hotel Dom Fernando (Évora)

Hospedaria d’El Rei (Évora)

3%1!/)!63%1-! • )23%,!$%5%1)&)#ação, registo e transmissão de dados. Estarå equipada com a tecnologia mais recente, Especiais, com possibilitando Intensidade Modulada a realização de TÊcnicas Dinâmica, Imagem Sincronizados, Guiada, Movimentos Radiocirurgia e Estereotåxia Respiratórios F1!##).-!$! $!/3!3)5!/!1!#!$!3)/.$%#!-# /%1,)3)-$. 4,! !$).3%1!/)! 1. Serå a primeira última inovação Unidade IbÊrica em Radiote1! equipada com /)!  $% 2)'a !$! /. 1!/) $ 1# Os doentes da Região do Alentejo serão, deste modo, em Centros de tratados com Referência, a a mesma tecnologia nível mundial, utilizada como o Royal -$%12.-. Marsden (Inglater1! que permitirå, % .   pelo efeito de da Unidade de proximidade e Radioterapia, pela excepcional diminuir a morbilidade qualidade Região do Alentejo e a mortalidade, e, concomitantemente, melhorando o IDH da de Portugal. om as competências altamente qualificadas da Unidade, serå de Investigação possível desenvolver & Desenvolvimento programas (I&D), suportados %23!"%+%#%1 por /1.3. #.+ "1%5%,%-3% .2 ) -3%1-! #). #.m Entidades -!) 2! de grande prestígio, pedagógica e de investigação, sendo assumida com a abertura a vertente da Unidade para formação específica%!/.).!%04)/!2,4+3)$) a realização de programas de 2#)/+)-!1%2$%investigação.   A 1,6 km do Hospital

A 0,6 km do Hospital

Indicadores de Atividade 2010 42

43

INDICADORES DE ATIVIDADE 2010

Distribuição de Doentes por Patologia

120

INDICADORES DE ATIVIDADE 2011

% do Total de Doentes por Patologia

Total de Homens: 350

110

A 0,6 km do Hospital

Indicadores de Atividade 2011 43

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

140

Distribuição de Doentes por Patologia

% do Total de Doentes por Patologia

135

Total de Homens: 411

Mama

Mama

81

80

40

15 14

13

12 11

2

Total de Mulheres: 354

58 14 14

9

8

6

5

3

2

2

1

11%

20%

Reto e Canal Anal

Cabeça e Pescoço Pele Corpo Útero Hem.G. Linfåticos Esofågico CÊrebro S.N.C. Pulmão Cólo do Útero Bexiga Outras Patologias Cólon Pâncreas

100

27 24

82

Reto e Canal Anal

4

16%

16%

5

10 16

60

32

23

17 18

40 20 0

250

Cabeça e Pescoço Pele Corpo Útero Hem.G. Linfåticos Esofågico CÊrebro S.N.C. Pulmão Cólo do Útero Bexiga Outras Patologias Cólon Pâncreas

PrĂłstata

16%

MetĂĄstases

PrĂłstata

Total de Doentes: 704

4

Outras

Reto e Canal Anal

MetĂĄstases

80

62

MetĂĄstases

Mama

3

12%

Outras

180

50

29%

Outras

1

1

0

150

19%

Mama

Outras

Reto e Canal Anal

11

26%

20%

MetĂĄstases

23

20

100

PrĂłstata

PrĂłstata

56

60

200

140 120

100

Total de Doentes: 848

Total de Mulheres: 437

150

100

1

1

250

200

1

1

2

4

8

9

28 29 10 10 11 18

53 50

0

0

Distribuição % dos Doentes por Grupo Etårio e Sexo 49%

50%

50-60

7%

40-50

40%

70-80

30%

60-70

20%

50-60

10%

40-50

40-50

50-60

60-70

>70

30-40 20-30

<20

50%

50,3% Mulheres

<40

30-40 20-30

% Doentes por Sexo 40%

30%

20%

10%

10%

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30%

40%

50%

40%

30%

20%

10%

40-50

10%

20%

30%

40%

51,5% Mulheres

Homens

50% 40%

% Doentes por Sub-RegiĂŁo de Origem

40%

25%

19%

26%

10%

25%

23%

24%

48,5%

Paliativos vs Curativos

19%

21%

CENTRAL

Curativos

13%

BAIXO ALTO

% Total Doentes

>70

33%

42%

0%

16% BAIXO

20%

20% 10%

18%

0%

CENTRAL

Paliativos

60-70

Homens

% Doentes por Sub-RegiĂŁo de Origem

30%

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Curativos

50%

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Paliativos vs Curativos

50-60

% Doentes por Sexo 0%

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49%

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60-70

16% 2%

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26%

30%

20%

10%

Distribuição % dos Doentes por Grupo Etårio e Sexo

>90 80-90

40%

84%

Paliativos

16%

ALTO LITORAL

LITORAL Peso DemogrĂĄfico da Sub-RegiĂŁo

Programa Funcional 44 UNIDADE DE RADIOTERAPIA

PROGRAMA FUNCIONAL

% Total Doentes

Peso DemogrĂĄfico da Sub-RegiĂŁo

Projeto de Arquitetura 45 45

PROJETO DE ARQUITETURA

João Pedro Conceição Silva Autor do Projeto de Arquitetura

Hå Projetos de Arquitetura que deixam memórias e emoçþes fortes no seu autor e este Ê o caso.

9E Externa Tridimensional (3D-CRT) 9IIntensidade Modelada (IMRT)

RADIOTERAPIA

Baixo Alentejo

9IIntensidade Modelada com RapidArc

Olhar pelos olhos do Doente Oncológico foi uma preocupação permanente, embora limitada pelas preexistências.

A Unidade de Radioterapia do HESE/Lenicare, implantada num espaço jå parcialmente edificado, com atividade hospitalar permanente, Ê um bom exemplo desse efeito gratificante, porque nos marca, porque nos molda.

Retenho na memória a emoção do trabalho multidisciplinar, de uma equipa muito motivada, sensível e empenhada, como poucas, para fazer uma obra louvåvel em tempo recorde.

Foi um desafio estimulante, pelo prazo, pelos condicionamentos e, sobretudo, pela função para a qual o projeto tinha que ser pensado e criado.

Reencontrar o Mestre João Cutileiro e relembrar o meu Pai foi um dos vårios momentos inesquecíveis que pontuaram a minha participação nesta Obra.

TM

9G Guiada por Imagem (IGRT) 9E ExtereotĂĄxica Corporal (SBRT) 9R Radiocirurgia 9B Braquiterapia 9B Braquiterapia HDR

MCDT

População Residente Homens Mulheres Ă?ndice Envelhecimento Taxa Bruta Natalidade (â&#x20AC;°) Taxa Bruta Mortalidade (â&#x20AC;°) Tx. Mort. Tumor Maligno (â&#x20AC;°) N.Âş MĂŠdicos N.Âş Centros SaĂşde N.Âş ExtensĂľes de SaĂşde

REGUENGOS MONSARAZ DE PORTEL

SINES

INDICADORES

MEDICINA NUCLEAR

ALMODĂ&#x201D;VAR

HOSPITAL DE SĂ&#x192;O PAULO (SERPA)

9T Tomografia Computorizada de DiagnĂłstico

9

PET-CT (a iniciar em 2012)

ZONA DE RECEĂ&#x2021;Ă&#x192;O E SECRETARIADO - 238 m2 * ZONA DE PLANEAMENTO E DOSIMETRIA - 278 m2 * ZONA DE CONSULTAS E ENFERMAGEM - 173 m2 * ZONA DE DIREĂ&#x2021;Ă&#x192;O - 52 m2 * ZONA DE TRATAMENTOS - 732 m2 * ZONA DE APOIOS GERAIS - 186 m2 * ZONA DE ACESSOS COMUNS - 168 m2 * * Ă REAS Ă&#x161;TEIS

Piso -1 : 847 m2 Piso 0 : 1.182 m2 Ă rea Total : 2.029 m2

Planta piso superior 46 UNIDADE DE RADIOTERAPIA

PLANTA piso superior

Planta piso inferior (tratamentos) 47 47

PLANTA piso inferior (tratamentos)

SEM ESCALA

SEM ESCALA


7

NSTALAÇÕES EQU PAMENTOS FUNC ONAL DADES

48

TÉCNICAS

49

68

69

RECONHECIMENTO

78

79

73 Consultas 51

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

RECEÇÃO

CONSULTAS

51

RADIOTERAPIA EXTERNA TRIDIMENSIONAL (CRT-3D)

Radioterapia Externa tridimensional (CRT-3D) A moderna Radioterapia Externa é realizada após terem sido delineados, no computador, os volumes-alvo, bem como todos os órgãos normais envolventes.

O Director Clínico Zela pelo cumprimento das normas preconizadas pela legislação em vigor, pelo cumprimento dos preceitos éticos e deontológicos, pela qualidade dos tratamentos e dos cuidados clínicos prestados.

Gabinete de Consulta - 15 m2

Orienta o cumprimento das normas estabelecidas quanto à estratégia terapêutica dos doentes e aos controlos clínicos.

Definem a técnica que garante os melhores resultados, em termos de controlo locorregional, bem como a que minimizará a toxicidade aguda e tardia, para além do posicionamento do doente, de-

Planeiam a área a irradiar, na TC de planeamento, socorrendo-se dos necessários exames de imagiologia (TC, RMN,

PET-CT).

Prescrevem a dose diária e total a administrar no volume tumoral, bem como os limites a receber pelos órgãos críticos envolventes.

Sala de Reunião - 20 m2

Supervisiona a elaboração dos protocolos clínicos e terapêuticos, tendo em vista, designadamente, o cumprimento das normas definidas pelo manual de boas práticas de radioterapia.

Nos volumes-alvo, são incorporadas margens de segurança cujo objetivo é assegurarmo-nos de que eventuais desvios ocasionais ou sistemáticos no posicionamento dos doentes não prejudiquem uma adequada cobertura pela irradiação.

Assegura uma boa articulação da Unidade de Radioterapia com os demais serviços hospitalares, muito em particular com a Oncologia Médica e a Cirurgia.

Depois de delimitados os vários volumes e escolhida a dose diária e total, é iniciado o cálculo, por parte do Físico e dos técnicos dosimetristas, dos campos (ditos conformacionais, por se “conformarem “ a um determinado volume) que serão necessários a uma adequada cobertura do volume-alvo , com a dupla preocupação de respeitarem a dose de tolerância suportada pelos órgãos normais adjacentes.

Gabinete de Consulta - 15 m2

limitando os volumes tumorais a irradiar e os órgãos de risco a proteger.

Realizam a avaliação clínica do doente e colaboram na discussão multidisciplinar, no sentido de selecionar a melhor estratégia e sequência terapêutica. Salas de Espera (consultas e tomografia)

Organiza a atividade da Unidade de Radioterapia de maneira a que os cuidados de saúde prestados sejam os mais adequados.

Gabinete de Consulta - 16 m2

Os Médicos Especialistas em Radioterapia

Receção

Essa delimitação inicial das áreas a irradiar e a evitar deve ser o mais precisa possível e recorrer ao máximo de informação clínica e imagiológica.

Gabinete de Direção Clínica - 19 m2

Corredor de acesso às salas de consulta e de reunião

71

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

RADIOTERAPIA DE INTENSIDADE MODULADA (IMRT) | (RapidArcTM)

Dado que todo este processo é tridimensional, a moderna radioterapia é apelidada de CRT-3D: Radioterapia tridimensional conformacional.

...selecionar, para cada situação clínica, a melhor opção de tratamento com radioterapia. No decurso da irradiação, as lâminas que “desenham” os campos de radiação (e que estão instaladas na cabeça do acelerador) permanecem estáticas, deixando que o feixe passe, de modo homogéneo, por entre as mesmas.

A Radioterapia de Intensidade Modulada constitui um avanço tecnológico da maior importância para os tratamentos de Radioterapia Externa.

tecnologicamente, for possível libertar doses maiores e em segurança, maior será a resposta ao tratamento e a sua duração.

Como existe uma relação bem estabelecida entre a dose e a resposta, o objetivo principal desta terapêutica é libertar o máximo possível de dose na lesão e, simultaneamente, irradiar o menos possível os tecidos normais envolventes.

Na chamada Radioterapia de Intensidade Modulada, o próprio processo de cálculo da dose modifica-se já que desde o início se definem as doses máximas a suportar por cada uma das diferentes estruturas e órgãos obrigando o computador a procurar uma solução que respeite, o mais possível, todos os parâmetros pré-definidos. Este processo é conhecido por “planeamento inverso” e a sua execução no aparelho de tratamento exige, ainda, que o mesmo seja validado em “fantomas”, antes de ser aplicado no doente.

Esta técnica abre novas possibilidades a esta terapêutica oncológica, pois se,

...Esta técnica abre novas possibilidades a esta terapêutica oncológica.

Existem várias formas de realizar a Radioterapia de Intensidade Modulada.

Como o número de campos é muito importante em radioterapia – pois quanto maior for o número de campos, isto é, de portas de entrada de radiação, menor será a “quantidade” de radiação que atravessa uma determinada porção do corpo –, os tratamentos de intensidade modulada recorrem, usualmente, a um número grande de campos/posições, em que o aparelho permanece imóvel enquanto as lâminas se movimentam.

Acompanham o tratamento do doente, visando detetar eventuais queixas resultantes da terapêutica com irradiações ionizantes e, o seu seguimento, clínico, após a conclusão da terapêutica.

curto espaço de tempo (máx. de 4 min.) os tratamentos de Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT). Ao permiƟr uma irradiação, sem interrupções, cerca de 360° ao redor do

No seu primeiro contacto com a Unidade de Radioterapia, é o Secretariado Clínico que num atendimento personalizado, e num espaço reservado ao doente, recolhe os seus elementos de identificação que ficam no respetivo processo.

paciente, esta tecnologia alia à rapidez um ganho considerável na conformação e precisão da dose libertada, assim se conseguindo resultados cada vez mais eĮcazes com menores toxicidades. Estas caracterísƟcas fazem do RapidArc® mais um ponto de viragem tecnológico nos tratamentos com Radioterapia. Director Clínico Pedro Miguel Chinita

ENFERMAGEM | RECOBRO

Tomografia Computorizada 53 53

TOMOGRAFIA COMPUTORIZADA

Radioterapia de Imagem Guiada (IGRT) 72

Esta modulação do feixe de radiação é conhecida por Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT).

O HESE foi o 1º Hospital da Península Ibérica a instalar o RapidArc e o 1º a arrancar, em Portugal, com esta modalidade terapêutica, tendo o 1º tratamento ocorrido a 28 de março de 2011.

O chamado RapidArc constituiu um novo e extraordinário avanço da moderna radioterapia, já que esta técnica permite que a irradiação se realize em arco, ao redor do doente, sem que o aparelho se imobilize, ao mesmo tempo que as lâminas se movimentam, “modulando” o feixe de radiação.

A IMRT é, agora, o “state-of-the-art” e é altamente recomendada nos tratamentos do cancro da Próstata e da Cabeça e Pescoço.

Desta maneira, consegue-se irradiar com intensidade modulada, 360º ao redor do doente, e num tempo de apenas 2-3 minutos, dependendo de cada caso clínico em concreto.

RADIOTERAPIA DE IMAGEM GUIADA (IGRT)

A radioterapia exige que se possuam instrumentos de avaliação das áreas que, de facto, estão a ser irradiadas.

Os modernos aparelhos de radioterapia possuem diferentes instrumentos que permitem avaliar o correto posicionamento do corpo e ajustá-lo antes do tratamento. Podem ser pouco sofisticados e limitar-se à avaliação óssea ou, sabendo que os ossos podem estar adequadamente posicionados, mas no seu interior os volumes a irradiar estarem ligeiramente deslocados, possuir instrumentos mais avançados que permitem visualizar o “interior” do corpo, de um modo semelhante a uma TC. É o caso do chamado CBCT (“cone beam CT”) na qual se realiza uma aquisição das imagens do interior do corpo e, posteriormente, se procede ao necessário ajustamento.

É com base nas imagens da TC que o médico Radioterapeuta delimita as estruturas anatómicas fundamentais (tumor e órgãos de risco) e onde o setor de Física e Dosimetria planeia a melhor conformação de campos e energias para o tratamento de Radioterapia de cada doente.

TOMÓGRAFO Marca: GE Medical Systems Modelo: Brigtspeed Elite Select 16

Recobro - 13 m2

Preciso, Rápido

Durante as úlƟmas décadas, as técnicas de Radioterapia desenvolveram-se de modo a permiƟr que cada vez maiores doses de radiação fossem administradas com segurança. Por exemplo, as técnicas de planeamento 2D, usadas até ao início dos anos 90, limitavam as doses a um total de 67-70 Gy, devido à toxicidade aguda e crónica. Nos anos 90, foram desenvolvidas técnicas de planeamento tri-dimensional que reduziram o risco das toxicidades agudas, permiƟndo assim tratamentos com doses mais elevadas. A 3D-CRT (radioterapia conformacional tridimensional) usa as imagens computorizadas da TC para colocar a anatomia interna do doente na posição de tratamento. Esse facto permite que seja possível “conformar” os volumes que recebem a maior dose de radiação sobre a área correspondente à próstata. Deste modo, a 3D-CRT permite que sejam libertadas doses mais elevadas no volume-alvo com menores riscos de efeitos tardios. A segunda geração da técnica 3D, a IMRT (radioterapia de intensidade modulada) reduz signiĮcaƟvamente o risco de toxicidades gastrointesƟnais quando comparadas com a 3D-CRT. A IMRT é, agora, o “state-of-the-art” e é necessária nos tratamentos do cancro da Próstata. in NCCN vs 4.2011 Guidelines for Prostate Cancer

73

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

Apesar de existirem diversos sistemas de imobilização para cada uma das diferentes patologias – apoios de mama, pulmão, etc – ou mesmo soluções personalizadas (ex: colchões de vácuo, máscaras), a verdade é que o corpo possui movimentos internos (respiração, movimentos intestinais, preenchimento da bexiga, etc.) que torna a irradiação menos precisa.

Este espaço foi concebido para poder vigiar, em permanência, os doentes acamados que ficam na zona de recobro.

Este facto torna os tratamentos muito morosos e com impacto no doente – que tem que suportar, imóvel, períodos longos de tempo – e acaba mesmo por limitar o número total de doentes que podem beneficiar desta terapêutica.

Radioterapia Extereotáxica Corporal (SBRT) 73 RADIOTERAPIA ESTEREOTÁXICA CORPORAL (SBRT)

Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT)

Situada no corredor de acesso aos gabinetes de consulta, a enfermagem tem assim um papel determinante no apoio aos clínicos e aos doentes.

Diferentemente da irradiação tridimensional clássica, as lâminas, que “dese-

Assim, é possível realizar uma modulação do feixe de radiação de maneira a que, no final, umas áreas recebam mais radiação, (os volumes-alvo) e outras menos (os órgãos saudáveis circundantes) , conseguindo-se maior eficácia, com menor toxicidade.

Sala de Consulta de Grupo - 18 m2

Simples,

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

81

nham” os campos de radiação (e que estão instaladas na cabeça do acelerador), movimentam-se no instante preciso em que está a ser realizado o tratamento e vão-se interpôr à frente do feixe. Deste modo, se as lâminas se interpuserem muito tempo entre o aparelho e o doente, passará menos radiação; se forem mais rápidas, passará mais radiação.

Radioterapia de Intensidade Modulada por RapidArcTM

Uma das possibilidades é que, na ocasião da irradiação, e enquanto as lâminas se movimentam para modular o feixe, o aparelho permaneça estático, imóvel, enquanto se procede à irradiação em concreto daquele campo.

Aprovam a planimetria (planeamento do tratamento e respetivos estudos dosimétricos, realizados pelos físicos e técnicos dosimetristas).

O RapidArc® (RA) permite realizar num

Enfermagem | Recobro 52

Med a 80

Radioterapia de Intensidade Modulada ( IMRT )

Essa avaliação recorre a parâmetros computorizados – conhecidos por histogramas de dose-volume (DVH) – que permitem selecionar, para cada situação clínica, a melhor opção de tratamento com radioterapia.

Clinac® linear accelerator (2) . Multi-leaf Collimator MLC-120 . PortalVision™ Auto Field Sequencing (AFS) RapidArc™

Receção 50

Radioterapia Intensidade Modelada IMRT|RapidArcTM 71

Radioterapia Externa Tridimensional (3D- CRT) 70

Even o

Pa ce a

82

83

Te emunho 84

85

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Radioterapia Estereotáxica Corporal (SBRT) De entre os sistemas de localização do volume–alvo, destaca-se a possibilidade de colocar, no interior do órgão a irradiar, os chamados “marcadores fiduciais” que permitem, por parte do aparelho, uma correção automática das áreas a irradiar (esta técnica com recurso a CBCT e a 3 marcadores de ouro colocados na próstata constitui a modalidade de radioterapia de intensidade modulada efetuada com RapidArcTM, realizada no HESE ).

A radioterapia estereotáxica corporal ( SBRT = Stereotactic Body Radiotherapy ) constitui um tipo de radioterapia de alta precisão e cuja localização se reporta, habitualmente, às localizações extracranianas, como sucede com as metástases pulmonares, hepáticas ou que se localizem perto de áreas muito sensíveis ( como a medula ) e nas quais seja necessário libertar doses elevadas que excedem a tolerância normal dos órgãos, junto das quais se encontram.

Esta técnica com recurso a CBCT e a 3 marcadores de ouro colocados na próstata constitui a modalidade de radioterapia de intensidade modulada efetuada com RapidArcTM.

Os avanços médicos oncológicos e tecnológicos por parte da radioterapia tornaram a irradiação, com altas doses, de lesões metastáticas ( como as metástases pulmonares, ósseas ou hepáticas , entre outras ) um caso de sucesso terapêutico que, cada vez mais, é empregue, não apenas pelos seus excelentes resultados, mas também porque estas lesões existem e estão localizadas, a maior parte das vezes, num contexto de inoperabilidade ou de progressão sob quimioterapia.

Para este tipo de irradiação é fundamental a incorporação da respiração na aquisição da TC de planeamento, delimitação e cálculo e, posteriormente, no próprio instante do tratamento.

A radioterapia estereotáxica corporal constitui um tipo de radioterapia de alta precisão. Para este tipo de irradiação é fundamental a incorporação da respiração na aquisição da TC de planeamento. Esta incorporação da respiração permitirá que a irradiação decorra apenas numa determinda fase do ciclo respiratório (gating) ou que, após o seu estudo, o feixe seja capaz de cobrir, adequadamente, o volume-alvo durante a totalidade da respiração.

Este tipo de radioterapia que, habitualmente, é realizado com um número diminuto de sessões, mas elevadas frações de dose, em cada uma dessas sessões (ou que pode mesmo recorrer, menos habitualmente, a frações únicas), exige um grande rigor na ocasião da irradiação.

Pode-se dizer que, sem o contributo fundamental da radioterapia de imagem guiada (IGRT), não será possível realizar uma radioterapia de qualidade e muito menos uma radioterapia de intensidade modulada (IMRT), pois, neste tipo de irradiação, como as lâminas se movimentam, não é possível assegurar uma correta irradiação do alvo e proteção dos tecidos normais, se o volume-alvo não está localizado com precisão.

Exige também, sistemas muito seguros de imobilização, já que a dose libertada é, geralmente, muito elevada.

Gabinete Enfermagem - 26 m2

Sala da Tomografia Computorizada - 40 m2

| Ventilador Pulmonar de Transporte AeonMed Shangrila 510 | Monitor de Transporte GE iMM Dash 2500 | Desfibrilhador GE Marquete Cardioserv | Aspirador de secreções portátil Fazzini F-30 (Mundo Mercantil) | 2 Balas de O2 Portatéis – Linde – 3L Nota: Salas de recobro dotadas com 3 rampas de gases medicinais.

Física Médica 54

| Gerador de Alta Frequência de 60KW | Ampola Rx Solarix | Detetor HiLight Matrix e com tecnologia Volara | Tabuleiro Plano para Radioterapia DIACOR RTP para instalação sobre a mesa do TC | Algoritmos de reconstrução avançados MDMP | GE OptiDose | Xtream FX Suite – Innovation in Workflow | Workstation Multimodalidade Advantage Windows Volume Share

Sementes na prostata para IMRT com RapidArcTM (Match) e utilização de CBCT para verificação volumétrica

... 55

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

FÍSICA MÉDICA

55

Cirs 002H9K

BRAQUITERAPIA HDR

Fantoma de água automático - MP3 - M

É com base nesta dedicação e empenho que elevamos o nosso objetivo à garantia do planeamento óptimo associado à certeza do tratamento seguro.

O setor de Física Médica da Lenicare, constituído por Físicos e Técnicos de Radioterapia, intervém na Unidade em diferentes níveis, de forma a proporcionar a todos os utentes o que melhor se pode fazer, no âmbito do tratamento com radiações ionizantes. 1 - Proteção Radiológica Este fator é primordial na conceção de um Serviço de Radioterapia. A Unidade de Radioterapia do HESE teve, desde o início, preocupações centradas na segurança e proteção de doentes, público e dos profissionais.

3 - Planeamento de Tratamento em RT Cabe ao setor da física médica elaborar, em conjunto com o Médico Radioterapeuta, um plano personalizado de tratamento, tendo por base a aquisição multimodal de imagens, bem como um completo e rigoroso processo de cálculo da dose de radiação.

EUIPAMENTO

DESIGNAÇÃO

MARCA

Eclipse Treatment Planning System Aplicações ARIA RIT113 Dosimetry System Mephysto mc2 Dosimetria Portal

Varian Varian Rad. Imaging Tech., Inc PTW Varian

9

equipamentos produtores da qualidade dos de monitorização que abrange nomeadamente: política rigorosa da Unidade de Radioterapia, A Lenicare tem uma sistemas associados de radiação e dos

Matriz Linear LA 48 Matriz 2D IMRT Fantoma de Água Automático - MP3 - M Octavius Cirs 002H9K Catphan Iso-align Equipamento de Medição de Dose de Radiação Dosimetro radiação x e gamma (Geigger)

PTW PTW PTW PTW CIRS The Phantom Laboratory CIVCO PTW Atomtex

Sala de Espera 56

Radiocirurgia Craniana de dose única e/ou fracionada

A radioterapia divide-se em duas áreas: a radioterapia externa, em que a irradiação provém do aparelho e é externa ao doente, e a chamada braquiterapia, em que a fonte radioativa é colocada dentro do corpo do doente, seja em cavidades naturais (braquiterapia endocavitária ou endoluminal como sucede na vagina, no esófago ou nos brônquios), seja intersticialmente (como sucede na próstata) ou na sua proximidade.

A radioterapia estereotáxica de lesões cranianas em dose única é conhecida, habitualmente, como radiocirurgia.

A braquiterapia pode ser empregue como terapêutica exclusiva ou associada à radioterapia externa, funcionando, nesses casos, como um reforço de dose, já que as diferentes áreas do corpo precisam de doses diferentes, conforme o seu risco de recidiva.

A Tomografia Computorizada O Simulador Lineares Os Aceleradores HDR de Braquiterapia O equipamento A Rede Informática O Sistema de Planimetria fantomas crómicas em diversos De igual e películas radio esobjetivos específicos. existe uma equipa para de acordo com os Na referida Unidade, física das radiações, equipamentos utilizados da calibramodo, todos os pecializada na área são periodicamente garantia da qualidade qualquer verificação físiresponsável pela padrão internacionalmente que é formada por dos em laboratórios destes equipamentos, Radioterapia devidamente acreditados. cos e técnicos de elaboram são implementam e qualificados que da abertura da Unidade, controlo da qualidade. Diariamente, antes parâmetros geométricos os protocolos de verificados os principaisas dimensões de campo, imagem, de aquisição de e radiativos, incluindoimagem e calibração em proOs equipamentos de inserem-se num reprodutibilidade lineares, para garantir simulação e tratamentoqualidade e estão, por da são tratadose dos aceleradores grama de controlo os nossos doentes rigorosos, efetuados que todos os dias padrão de qualidade. isso, sujeitos a controlos e semestralmente, dos com o mais elevado diária, mensal, trimestral nacionais as recomendações de intenside acordo com especializados outras, pela TM , a Unidade publicadas, entre Para tratamentos e internacionais com RapidArc de Energia Atómica dade modulada controlo de Agência Internacional Europeia para a Radiefetua ainda um para cada de Radioterapia (IAEA) e a Sociedade(ESTRO). e personalizado à maior qualidade específico oterapia e Oncologia de tratamento. Devido podem ser doente e plano tipo de técnica, está ainda contratualizado, complexidade deste de de ouro nos pacientes, Adicionalmente, um programa periódico precisa do implantadas sementes com os fabricantes, verificação mais Adicionalque permitem uma manutenção preventiva. diário do tumor. posicionamento tratamento, é início do primeiro dose segurança dos profissionais mente, antes do a distribuição de utentes Para a Lenicare, a a segurança dos a verificar é medida, no acelerador, com a tão importante como irradiação, de forma forma, e de acordo que havia de cada plano de trabalda Unidade. Desta de acordo com a e os profissionais que estão que esta se encontra assim, a precisão legislação em vigor, com os equipamentos sido planeada, garantindo, ham diretamente através de individualmente, qualidade terapêutica. monitorizados cuja leitura é multidisestabilidosímetros termoluminescentes, ainda de um grupo Não obstante, a que A Lenicare dispõe validada mensalmente.barreiras de proteção dos Proteção Radiológica) de (Grupo das a proteção ciplinar dade e segurança garantir e promover utentes e anualmente. tem a função de de todos os bunkers é verificada e segurança radiológica um papel ativo qualidade, dos controlos da profissionais, desempenhando das atividades desenvolviPara a realização sua disposição equipamentos na melhoria contínua a Unidade tem à verificando os feixes das na Unidade. avançados de dosimetria, de ionização, matriz câmaras de radiação com

9 9 9 9 9 9

A braquiterapia moderna recorre a um débito elevado (HDR – high dose rate), na qual uma elevada dose é libertada, num curto espaço de tempo, e o doente pode retomar a atividade ambulatória rapidamente. No caso da próstata, também se pode recorrer a implantes permanentes, com semivida de alguns meses, embora, nos últimos anos, a braquiterapia da próstata HDR, na qual o doente não fica com sementes, tenha vindo a ganhar um peso cada vez maior.

Vestiários 57

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

SALAS DE ESPERA

VESTIÁRIOS

57

RADIOCIRURGIA CRANIANA DE DOSE ÚNICA E/OU FRACCIONADA

Braquiterapia Hight Dose Rate (HDR)

O alcance das fontes radioativas (geralmente, irídio 192) é muito curto e isso possibilita que se libertem doses elevadas no alvo, com uma diminuta irradiação dos órgãos saudáveis envolventes.

da Qualidade Controlo d

4 - Garantia e Controlo da Qualidade O setor da Física Médica da Lenicare assume uma atitude centrada na garantia da Qualidade, alicerçada num exigente programa de Controlo da Qualidade, tendo por finalidade a segurança máxima do doente.

SOFTWARE

2 - Aquisição de Dados Dosimétricos A sofisticação dos atuais equipamentos produtores de radiação exige enorme rigor. O setor da Física Médica da Lenicare assume competências impares para a realização desta tarefa.

75

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

Octavius Perspetiva dosimétrica da administração de tratamento

Radiocirurgia Craniana de Dose Única e/ou Fracionada 75

Braquiterapia 74 A braquiterapia moderna recorre a um débito elevado na qual uma elevada dose é libertada num curto espaço de tempo e o doente pode retomar a atividade ambulatória rapidamente.

Nesta tipologia de radiação – empregue, sobretudo, em metástases cerebrais, mas também em algumas patologias benignas –, não ocorre nenhum tipo de cirurgia, como se poderia deduzir da sua designação, mas uma irradiação das lesões muito precisa e em dose única.

A emergência de novas tecnologias – como o RapidArc – tornam agora possíveis abordagens inéditas, já realizadas em reputadas instituições universitárias estrangeiras.

Quando as lesões estão localizadas em áreas cuja tolerância à radiação é baixa, pode-se realizar a chamada radioterapia estereotáxica craniana fracionada que recorre a frações baixas (semelhantes à radioterapia clássica), mas com elevado rigor de imobilização.

No HESE, realiza-se a braquiterapia ginecológica HDR, sob anestesia, em mulheres em mulheres sujeitas a histerectomia ou com carcinomas do colo do útero, não operados de acordo com os protocolos internacionais, em que o tratamento é realizado mediante Quimio-Radioterapia concomitante (o Serviço de Oncologia localiza-se ao lado da Unidade de Radioterapia), seguida, no caso de boa resposta, de braquiterapia ou, alternativamente, apenas quimio-radioterapia.

A própria radiocirurgia está a sofrer um processo evolutivo, sendo atualmente prescritos tratamentos com 3-4 sessões de elevada dose, a par dos habituais tratamentos de dose única.

Nos últimos anos, contudo, e seguindo uma tendência cada vez menos agressiva da medicina, estes tratamentos têm vindo a perder aplicação na cabeça de doentes com quadros metálicos estereotáxicos invasivos, sendo usados métodos que recorrem apenas a máscaras (a chamada “ radiosurgery frameless“).

O facto do HESE dispor da tecnologia do RapidArc levou-nos a explorar um conjunto possível de abordagens terapêuticas, que estarão disponíveis no decurso de 2012.

A emergência de novas tecnologias – como o RapidArc – tornam agora possíveis abordagens inéditas, realizadas em reputadas instituições universitárias estrangeiras,

Trabalhos Científicos 77

I&D 76

como seja a irradiação simultânea, no caso de metástases cerebrais, da totalidade do cérebro e das metástases cerebrais, com uma dose muito superior ao restante cérebro. br o.

77

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

I&D

Pitti, Ana; Lourenço, Joana; Barreiros, Mara; Leitão, Sílvia; Chinita, Pedro; Lobato, Isabel Serviço de Radioterapia do Hospital Espírito Santo Évora, E.P.E.

M. Barreiros1,2,3, A. Martins1,2,3, A. Pereira1,2,3 , S. Nunes

A. Martins1,2,3, M. Barreiros1,2,3, A. Pereira1,2,3 , S. Nunes

1 – Hospital Do Espírito Santo, E.P.E.; 2 – Lenicare, Lda; 3 – Dosrad, Lda

1 – Hospital Do Espírito Santo, E.P.E.; 2 – Lenicare, Lda; 3 – Dosrad, Lda

A utilização de campos pequenos com poucas unidades de monitor (UM) em tratamentos de intensidade modulada em Radioterapia (IMRT) implica a verificação da estabilidade do acelerador linear (AL) nessas mesmas condições. Não obstante, tornou-se prática comum a utilização de segmentos – campos alterados com poucas UM - em tratamentos de Radioterapia convencional. A cada campo de tratamento está associada não só a reprodutibilidade da dose para cada dimensão como também a simetria e homogeneidade do feixe. Tem-se como objectivo analisar e validar a resposta do AL para campos com um número reduzido de UM, a fim de se estabelecer um limite mínimo de UM por campo no serviço. Pretendese também avaliar a influência da taxa de dose no processo.

INTRODUÇÃO: O angiossarcoma cutâneo é um tumor derivado do sarcoma endotelial, raro e agressivo . A sua apresentação, sobretudo em indivíduos idosos, incide quase exclusivamente na face ou no couro cabeludo bem como em áreas anatómicas com linfedema ou, como tumor secundário, em localizações irradiadas anteriormente. OBJECTIVO: Avaliar a eficácia e a cosmética, no curto prazo, da radioterapia externa empregue como terapêutica adjuvante da excisão cirúrgica. MÉTODO: Descrição e ilustração de um caso clínico.

Tabela I Linearidade e Estabilidade de Dose

Materiais e Métodos:

Momento da assinatura do PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO CIENTÍFICA 6 de Fevereiro de 2009

A validação consistiu na verificação de: linearidade da dose, estabilidade da dose, e estabilidade de simetria e homogeneidade. Todas as medidas foram efectuadas com o AL Varian Clinac DHX no isocentro e à profundidade de 10cm com a gantry e colimador a 0º. Foi utilizada a energia de 6MV em campos com 1 a 100 UM com passos variáveis (Tabelas I e II). Todos os testes foram realizados com as taxas de dose de 100 UM/min, 300 UM/min e 600 UM/min. No caso da linearidade e estabilidade da dose, as medidas foram normalizadas para um campo de 100 UM nas mesmas condições. Para a simetria e homogeneidade, foram realizados os desvios face ao mesmo campo com 50 UM. Para avaliar a estabilidade de dose, irradiaram-se diferentes combinações de UM/número de campos cuja dose final é a mesma. Os valores de simetria e homogeneidade foram retirados através do software Verisoft da PTW. A análise de dados foi feita no Excel (Microsoft Office).

Condições de Setup

CASO CLÍNICO

1 a 100 UM com passos variáveis Campo 10 cm x 10 cm

Linearidade - Leitura Normalizada Taxas de Dose UM/min 100 300 600 0,01 0,01 0,01 0,02 0,02 0,02 0,03 0,03 0,03 0,04 0,04 0,04 0,05 0,05 0,05 0,06 0,06 0,06 0,07 0,07 0,07 0,08 0,08 0,08 0,09 0,09 0,09 0,10 0,10 0,10 0,12 0,12 0,12 0,14 0,14 0,14 0,16 0,16 0,16 0,18 0,18 0,18 0,20 0,20 0,20 0,30 0,30 0,30 0,40 0,40 0,40 0,50 0,50 0,50 0,75 0,75 0,75 1,00 1,00 1,00

92/8/2010: excisão de novos gânglios localizados no couro cabeludo (“Angiossarcoma cutâneo com crescimento na derme hipoderme e que interessa os limites cirúrgicos laterais e profundos”) e na região cervical posterior direita (“nos dois gânglios isolados na região cervical constatou-se que um deles (4 mm) corresponde a uma metástase de angiossarcoma sem extensão extra-ganglionar”).

Fantoma de placas PTW

9A radioterapia solicitada foi atrasada por dificuldades de cicatrização que se resolveram com a introdução, neste Serviço, de Catrix®.

10X10

20

5 4 2 40

60 300UM/min

0,00

-0,17

-0,09

-0,17

-0,11

-0,07 -0,02 -0,11 -0,02 0,02

UM

80

100

120

1

100UM/min

-0,19 -0,21 -0,45 -0,48 -0,18

-0,30 -0,34 -0,32 -0,14 -0,74

4

-0,30

-0,54

-0,75

3

-0,44

-0,14

-0,49

Nº Campos 1 5 10 20 25 50 100

50 20 10 9 8 7 6 5

300

0,0

600

0,0

0,0

-0,1

9 Para irradiação da região do couro cabeludo o tratamento foi dividido em duas fases. Na 1ª fase foi prescrita uma dose de 54Gy (27 fracções de 2Gy/dia), em que foram planeados 15 campos conformacionais (fig.2.), com energia de 6 MV.

10X10 0,00 0,10 0,31

0,03

0,30 0,25 0,39 0,30 0,31

20X20 0,00 0,08 0,10 0,10 -0,09 0,21 0,21 0,04

-0,33

0,37

-0,15

-0,21

0,57

-0,06

-0,5 -1,1 -1,3

-1,3

-2,2 -5,4

9 8 7 6 5

0,00 -0,22 -0,02 -0,09 -0,10

10X10 0,00 0,12 0,14 0,28 0,22

-0,08

0,29

0,00

0,14

-0,01

0,47

0,00 0,18

9 O principal órgão de risco - cérebro - recebeu uma dose média de 23,3Gy na soma das duas fases de. irradiação, estando este valor dentro dos valores de dose tolerados por este tipo de órgão.

0,17 0,03 0,09 0,04 0,12

9No que corresponde ao tratamento na região cervical, o principal órgão de risco – medula – recebeu um máximo de 10,2Gy, valor muito abaixo da dose tolerada.

-0,04

-0,29

0,10

-0,37

-0,17

0,21

-0,32

Dr. Daniel Alvarez Presidente GE Healthcare - Ibérica

Nos três testes, verificou-se que os desvios na resposta do AL são muito ligeiros. A única diferença significativa regista-se na análise da estabilidade da dose em que se consegue verificar uma degradação dos valores. Esta situação ocorre particularmente a partir de campos com UM inferiores a 4, com um aumento da dose até aproximadamente 2%, 3% e 5% para as taxas de dose de 100 UM/min, 300 UM/min e 600 UM/min, respectivamente. Apenas foi analisada a variação com a dimensão do campo nos testes de simetria e homogeneidade uma vez que o processo de colimação do feixe é independente do processo de geração do feixe e como tal não teria uma influência significativa na dose. Este resultado poderá ser relevante para estabelecer números mínimos de UM por campo consoante a taxa de dose que cada serviço utiliza. Sugere-se a validação mesmo em centros sem tratamentos de IMRT. Pretende-se repetir o procedimento para a energia de 15 MV e verificar se o comportamento é idêntico.

Desempenho dos Aceleradores Lineares Interrupções de Tratamentos

- Número de interrupções dos tratamentos devido a avaria (acelerador, instalações e rede informática) - Duração das interrupções dos tratamentos devido a avaria (acelerador, instalações e rede informática) - Número de intervenções que implicaram paragem do acelerador

Intervenções

Avarias

- Número de intervenções que não implicaram paragem do acelerador - Tipo de intervenções - Número de avarias - Origem das avarias

9O tratamento foi bem tolerado e sem toxicidade aguda significativa. 9Em termos de cosmética, o resultado alcançado foi bastante positivo (fig.6).

CONCLUSÃO: A literatura relativa ao tratamento do Angiossarcoma cutâneo é relativamente escassa estando indicado

realizar associação de fo

Discussão de resultados:

Tabela II

RT Braquiterapia Externa

Dosimetria Gráfico 1

Dosimetria - Radioterapia Externa

No ano de 2010 iniciaram-se na unidade de Radioterapia do HESE 735 doentes (Gráficos 1 e 2). Estes valores equivalem a uma média mensal de 73 planeamentos de Radioterapia Externa e 11 de Braquiterapia (Tabela III). O Gráfico 3 explicita a percentagem em que o número de planeamentos é superior ao número de novos doentes em Radioterapia Externa (em média 26%). O sector da Física realizou uma média de 84 controlos de qualidade mensais. Estes integram um conjunto de controlos diários, mensais, trimestrais e semestrais implementados nos diversos equipamentos (Tabela IV). Desempenho dos Aceleradores: Ao nível dos recursos humanos, este sector é composto por 5 profissionais que No ano de 2010, registaram-se em média 26 avarias por AL. As principais desempenham funções numa amplitude horária mensal média de 12h diárias origens encontram-se em componentes situadas na gantry (23%) e colimador (Gráfico 4). (19%) (Gráfico 5). Realizaram-se em média 81 intervenções por AL, onde 56% foram realizadas pela equipa da Física. Do total de intervenções, apenas 19% implicaram interrupção dos tratamentos e acção imediata (intervenções correctivas nível I), tendo sido as restantes agendadas antecipadamente ou efectuadas fora do período de tratamentos. Verifica-se que a maioria das intervenções são do tipo correctivas de nível II (34%), o que implica que são intervenções para corrigir situações em que o AL está a funcionar mas com limitações que podem ter como consequências um aumento do tempo de tratamento (Gráfico 6). Apesar das avarias dos AL constituírem 70% das interrupções dos tratamentos, verificou-se que a segunda principal causa de paragem reside em avarias da rede informática (Gráfico 7). A maioria das interrupções apresenta uma duração entre 15 e 60 minutos, sendo que apenas 12% das paragens são superiores a 1 hora (Gráfico 8). A média mensal de interrupções dos tratamentos por AL foi de 4.

Total

100 80 60 40 20 0

Nº Doentes

692

Nº Planeamentos

Média Nº Doentes Mensal Nº Planeamentos

43

872

136

58

4

73

11 Total Tabela III

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Nº Doentes Nº Planeamentos Gráfico 2

100 80 60 40 20 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Nº Doentes

Nº Planeamentos

Controlos de Qualidade Tipo Diários a) Mensais b) Trimestrais c) Semestrais d) Total

467+233+192+45 53 8 4 1002

a) aceleradores lineares, simulador, tomografia computorizada e equipamento de braquiterapia. b) aceleradores lineares, portal vision, simulador e tomografia computorizada. c) aceleradores lineares e equipamento de braquiterapia. d) aceleradores lineares e simulador.

60,0

OBI 2%

50,0

Portal Vision 13%

Modulador MLC 12% 13%

40,0 30,0 20,0

Mesa 6%

10,0 0,0

Amplitude Horária

Rede Informática 16% Instalações 9%

Tabela IV

Consola 6% Dosimetria 2%

Gantry 23%

Outra 5%

>60 min 12% <15 min 37%

Acelerador 70%

Gráfico 6: Interrupções de tratamento - Origem

15-60 min 51% Gráfico 7: Interrupções de tratamento - Duração

Manutenção 7% Verificação 18%

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Gráfico 4

Colimador 19% Comandos 4%

Gráfico 5: Avarias do Acelerador - Origem

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Gráfico 3: Percentagem para a qual o número de planeamentos é superior ao número de doentes

15:00 14:30 14:00 13:30 13:00 12:30 12:00 11:30 11:00 10:30 10:00 09:30 09:00 08:30 08:00

Monitorização 3% Pesquisa de avaria 14%

Gráfico 8: Intervenções no Acelerador - Tipo Fig.5: Relação Cérebro-Lesão

A distribuição linear das salas de espera, na zona de tratamentos (piso -1), tem duas entradas independentes que permitem o acesso direto às salas de tratamento de Radioterapia, Braquiterapia/ Simulação.

Fig.4: Plano sagital 2ª Fase

RESULTADOS

20X20

4 3

Tabela VII: Utilizando uma taxa de dose de 600MU’s por min.

Discussão de resultados:

Espaço de espera mais reservado, que permite maior tranquilidade a quem o desejar.

Fig.3: Plano sagital 1ª Fase

cervical direita foi irradiada com 56Gy (28 fracções de 2Gy/dia), utilizando 2 feixes conformacionais com energia de 6MV.

DIFERENÇA ENTRE SIMETRIAS 5X5

50 20 10

Tabela I

Actividade Diária:

9 Na 2ª fase foram prescritos 10Gy (5 fracções de 2Gy/dia) administrados mediante um campo directo de electrões de 6MeV, perfazendo assim uma dose total final de 64Gy.

-0,2

-0,3 -0,6 -0,7

-2,8

9 A região UM

0,00 0,02 -0,03

-0,18 -0,04 -0,10 -0,28

4 3

Tabela VI: Utilizando uma taxa de dose de 300MU’s por min.

O sector de Física da Unidade de Radioterapia do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) teve início em Agosto de 2009. A responsabilidade deste sector abrange ambas as áreas da dosimetria clínica e do controlo de qualidade dos equipamentos. Os tratamentos de Radioterapia Externa e Braquiterapia são administrados através de dois aceleradores lineares (AL) Varian Clinac DHX e de uma fonte de alta taxa de dose de Irídio 90 (Varian Varisource iX), respectivamente. Com o intuito de contabilizar e optimizar a gestão do serviço da Física, têm sido recolhidos desde da abertura da Unidade, parâmetros relativos ao trabalho diário, equipamentos e recursos humanos. Tem-se por objectivo analisar estatisticamente as actividades de rotina desenvolvidas pelo serviço e o desempenho dos aceleradores lineares no ano de 2010.

Resultados:

Dosimetria - Braquiterapia

Taxas de Dose UM/min 100

-0,1 -0,2 -0,4 -0,4 -1,1 -2,2

Tabela IV

DIFERENÇA ENTRE SIMETRIAS 5X5

20X20

0,00

-0,04 -0,19

9 8 7 6

a) Planeamentos simples, duplos, triplos, múltiplos, 2ªs planos (simples, duplos, triplos, múltiplos), alterações de planeamento, boost de electrões, cálculo em fantoma. b) aceleradores lineares, simulador, tomografia computorizada e equipamento de braquiterapia. c) aceleradores lineares, portal vision, simulador e tomografia computorizada. d) aceleradores lineares e equipamento de braquiterapia. e) aceleradores lineares e simulador.

9 No decurso da irradiação foi medicado com Biafine® e Betnovate®.

PLANEAMENTO DOSIMÉTRICO

100

10

20 600UM/min

Fig.2: 15 campos conformacionais

0,00

20 10

5

- Realização das intervenções

910/9/2010: re-excisão alargada e reconstrução com retalho cutâneo (D.H.: “2 focos de angiossarcoma com 6 mm (que dista 3 mm do limite de ressecção profunda e com 2 mm (adjacente ao limite de ressecção profundo ; 2 gânglios isolados da região nucal sem metástases”).

Tabela II

Estabilidade -Desvios (%) UM y = 0,01x + 0,0004 R² = 1

0

Gráfico 1: Linearidade de Dose

DIFERENÇA ENTRE SIMETRIAS 5X5

50

Actividades de Rotina - Número de doentes para tratamentos de Radioterapia Externa - Número de planeamentos de tratamentos de Radioterapia Externa a) Dosimetria - Número de doentes para tratamentos de Braquiterapia - Número de planeamentos de tratamentos de Braquiterapia - Número de controlos de qualidade diários b) Controlos de - Número de controlos de qualidade mensais c) Qualidade - Número de controlos de qualidade trimestrais d) - Número de controlos de qualidade semestrais e) Recursos - Hora de entrada do primeiro profissional da Física Humanos - Hora de saída do último profissional da Física

Matriz PTW seven29 Materiais

1,00 0,90 0,80 0,70 0,60 0,50 0,40 0,30 0,20 0,10 0,00

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 12 14 16 18 20 30 40 50 75 100

Tabela III

UM

Materiais e Métodos:

99/7/2010: excisão de vários nódulos do couro cabeludo, localizados na região parieto-occipital direita, fronto-parietal esquerda e que concluíram por “Angiossarcoma cutâneo”.

Electrómetro PTW Unidos E Fantoma de placas PTW

Condições 3 a 50 UM com passos variáveis de Setup Campos 5 cm x 5 cm, 10 cm x 10 cm e 20 cm x 20 cm

UM

Introdução:

As actividades de rotina foram divididas em dosimetria, controlos de qualidade e recursos humanos. Por sua vez, o desempenho dos aceleradores lineares foi organizado em interrupções de tratamentos, intervenções e avarias. Os dados utilizados para análise estão explicitados nas tabelas I e II. Para as análises realizadas, somaram-se os dados das mesmas categorias de ambos os aceleradores lineares, assumindo-se o desempenho de um acelerador linear global. O tratamento estatístico foi efectuado através do software Excel (Microsoft Office).

9Indivíduo do sexo masculino, de 72 anos de idade (fig.1)

Câmara de Ionização 0.125cm3 PTW TM31016 Materiais

Simetria e Homogeneidade do Feixe

Resultados: Os resultados demonstraram uma resposta linear do acelerador em todas as taxas de dose (Tabela III; Gráfico 1). Quanto à análise da estabilidade, verificou-se que a mesma dose aplicada com diferentes combinações de UM apresentava desvios superiores a 0.5% para UM inferiores a 4, 5 e 10, nas taxas de dose de 100 UM/min, 300 UM/min e 600 UM/min, respectivamente. O maior desvio observado (5.4%) verificou-se na irradiação de apenas 1 UM com a taxa de dose de 600UM/min (Tabela IV). A análise da simetria revelou ligeiras diferenças, particularmente quando se utilizam UM inferiores a 6 em campos de maiores dimensões (20x20) a 100 UM/min. No entanto, não se verificam tendências significativas. As tabelas V, VI e VII apresentam os resultados para simetria Left-Right. No caso da homogeneidade, todas as diferenças foram inferiores a 0.05%.

Tabela V: Utilizando uma taxa de dose de 100MU’s por min.

uc ona

Estatística do sector de Física na Unidade de Radioterapia do Hospital do Espírito Santo de Évora: ano de 2010

RADIOTERAPIA ADJUVANTE NO ANGIOSSARCOMA CUTÂNEO: um caso clínico

Estabilidade do Acelerador Linear para campos com poucas Unidades de Monitor

Introdução:

Instalação Correctiva 2% nível I 19%

Correctiva nível III 3%

Correctiva nível II 34%

Quer o número de doentes quer o número de planeamentos não parecem indicar nenhuma tendência, sendo bastante flutuantes. No entanto verifica-se ao longo do ano um aumento da percentagem de planeamentos realizados face ao número doentes. Tal pode dever-se ao aumento do número de alterações de planeamento, que ocorrem sempre que há mudança de acelerador ou realização de nova tomografia computorizada; bem como ao aumento de segundos planeamentos por decisão clínica. O máximo de planeamentos foi atingido no mês de Março, altura do início de actividade do segundo AL, tendo uma grande parte dos doentes sido transferidos de AL. Ao nível dos recursos humanos, não foi aplicada uma recta de tendência porque seria falaciosa uma vez que até Março de 2010, apenas um acelerador estava operacional, de modo que a amplitude horária era necessariamente superior. Um dos propósitos de monitorizar o desempenho dos aceleradores é avaliar a eficácia dos controlos de qualidade periódicos e a gestão das avarias. No ano de 2010, o período de tratamentos permitiu que muitas das intervenções fossem realizadas sem necessidade de interromper ou reagendar tratamentos. Porém, com o possível aumento do número de doentes é provável que os dados venham a piorar nos anos seguintes.

Conclusões: Conclusões:

Prof. Jorge Araújo Reitor da Univ. Évora

Prof. Manuel Correia Presidente da ESTeSL

Em ambas as árreas d de

Conclui se que o acel acele Conclui-se acelerador linear se apresenta em condições de funcionamento clínico para campos com UM superiores a 5 para a energia de 6MV.

Em ambas as áreas de Braquiterapia e Radioterapia Externa, verifica-se que o número de planeamentos é significativamente superior ao número de doentes. No ano de 2010, verificou-se que, para a Radioterapia Externa, a percentagem em que o número de planeamentos é superior ao número de doentes foi crescente. Sendo o ano de 2010 o primeiro ano efectivo de tratamentos com ambos aceleradores não se pode fazer uma análise comparativa, pretende-se dar seguimento ao tratamento estatístico e analisar a entrada de um período de estabilidade nos anos seguintes.

Com amplas zonas de circulação e de espera, os espaços foram feitos a pensar no doente...

Dr. Pedro Chinita Diretor Clínico Lenicare

Existe, ainda, uma zona de espera de acamados, devidamente protegida.

Prof. António Serrano Presidente do HESE

Os vestiários foram distribuídos pelo corredor de acesso às Salas de Tratamento, por forma a agilizar o procedimento de entrada nas mesmas.

... acompanhados pelas Assistentes Operacionais são orientados e ajudados diáriamente nas diversas fases do seu tratamento.

Sala de Tratamento II 2 vestiários - 2,5m2, cada Sala de Tratamento I Sala de Simulador/Braquiterapia 3 vestiários - 2,5m2, cada 1 vestiário para deficientes - 4,5m2

Braquiterapia HDR 58

Simulador 59

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

BRAQUITERAPIA HDR

SIMULADOR

BRAQUITERAPIA SIMULADOR

59

Área de 57 m2

Simulador

Varian Medical Systems Acuity Ex

Braquiterapia HDR

O ALENTEJO

88

89

Varian Medical Systems VariSource iX

A utilização de fontes de Ir-192, no tratamento de patologias selecionadas, na qual uma elevada dose é libertada num curto espaço de tempo, com uma diminuta irradiação dos órgãos saudáveis envolventes, permite uma abordagem diferenciada do tratamento.

Planeamento para Braquiterapia

É no Simulador Acuity que se torna possível, em contexto real, consolidar, que o Planeamento foi elaborado corretamente e, que a sua administração estará de acordo com o previsto.

Aquisição de Imagem para simulação

São comparadas imagens digitalmente reconstruidas (DRR – Digitally Reconstructed Images, provenientes da TC de Planeamento) com as imagens de Raios X adquiridas com o paciente posicionado na mesa do Simulador, permitindo a confirmação cuidada e rigorosa de que todos os parâmetros estão conforme o necessário para que o tratamento de Radioterapia se inicie.

Aparelho de anestesia Marca: GE Modelo: S/5 Aespire + imm CAM

BRAQUITERAPIA HIGH DOSE RATE (HDR) Marca: Varian Medical Systems Modelo: VariSource iX Radionuclídeo: Ir-192 Atividade Máxima: 11 Ci

SIMULADOR Marca: Varian Medical Systems Modelo: Acuity Ex

Modo Radiográfico: Tensão (máx – min) 40 a 150 kVp Intensidade de Corrente (max – min) 25 a 400 mA Modo de Fluoroscopia: Tensão (máx – min) 40 a 125 kVp Intensidade de Corrente (máx – min) 1 a 80 mA

Radioterapia Externa 60 UNIDADE DE RADIOTERAPIA

RADIOTERAPIA EXTERNA

73

Área Técnica 61 61

ÁREA TÉCNICA

Acelerador II

Acelerador I

Consola do Acelerador Linear I (Electronic Portal Imaging Device com Online/Offline Review)

(3D-CRT)

Consola do Acelerador Linear II

Consola do Electronic Portal Imaging Device e On Board Imager

Cone Beam CT (CBCT) Match

Na Área Técnica da Unidade, encontram-se dispositivos informáticos de elevada complexidade no desempenho da atividade terapêutica e cuja manipulação é executada tendo em conta parâmetros protocolados e devidamente controlados, aquando da administração de toda a panóplia de informação fornecida pelo Sistema de Planeamento Eclipse. Após aprovadas as prescrições dosimétricas pelo Corpo Clínico e pela equipa de Física Médica, é nas áreas de consola dos equipamentos de tratamento (Aceleradores Lineares) que são, rigorosamente,observadas e verificadas, pela equipa de Técnicos de Radioterapia, as referidas prescrições, antes de cada tratamento e individualmente, para cada doente. A análise destes dados é realizada na rede ARIA, que conecta o Sistema de Planeamento e os Aceleradores Lineares. A este controlo dosimétrico associa-se a aquisição de imagens com a mais elevada qualidade, cuja função é a garantia diária do correto posicionamento do paciente, assegurando-se a reprodutibilidade do tratamento de Radioterapia Externa Conformacional (3D-CRT) ou de Intensidade Modelada (IMRT).

Sala de Tratamento I 62

Na Área Técnica da Unidade, encontram-se dispositivos informáticos de elevada complexidade no desempenho da atividade terapêutica. A elevada precisão requerida na administração de tratamentos através de IMRT com RapidArc, é assegurada pelo sistema de aquisição de “On Board Imager” ou OBI, que permite a correção automática do posicionamento do paciente, com rapidez e segurança. Disponibiliza imagens 2D (Marker Match para implante de sementes de Ouro) ou análise 3D, com acesso a “Cone Beam Computed Tomography” (CBCT), permitindo, em tempo real, a sobreposição de estruturas anatómicas e de volumes de interesse, relativamente à TC de Planeamento, conferindo rigor e qualidade em cada tratamento realizado.

Po ác o

Corredor de acesso às Salas de Tratamento

90

À precisão e rigor requeridos à equipa de Técnicos de Radioterapia associa-se a monitorização sintomatológica contínua dos pacientes, que muitas vezes nos acompanham por longos períodos de tempo, efetuando o encaminhamento adequado ao Clínico, para que este possa atuar o mais rapidamente possível.

... 63

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

SALA DE TRATAMENTO I

SALA DE TRATAMENTO I

63

Área de 75 m2

Radioterapia Externa Acelerador Linear Varian Medical Systems Clinac® DHX Colimador Multilâminas Millennium 120TM

A aquisição de imagens com a mais elevada qualidade, cuja função é a garantia diária do correto posicionamento do paciente, assegura a reprodutibilidade do tratamento de Radioterapia Externa Conformacional (3D-CRT).

A proteção radiológica, espelhada em portas de alta sofisticação, foi desde o início preocupação central da Lenicare. Porta com proteção radiológica

Aquisição de Imagem para CBCT

| Energias Nominais de Fotões: 6 MV e 15 MV | Energias Nominais de Eletrões: 6, 9, 12, 16 e 20 MeV

| Sistema de aquisição de imagem em tempo real | Portal Vision aSi500-II e IAS3

Sala de Tratamento I I 64

... 65

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

SALA DE TRATAMENTO II

SALA DE TRATAMENTO II

65

Área de 75 m2

Radioterapia Externa

Acelerador Linear Varian Medical Systems Clinac® DHX Colimador Multilâminas Millennium 120TM

RapidArc

TM

| Energias Nominais de Fotões: 6 MV e 15 MV | Energias Nominais de Eletrões: 4, 6, 9, 12 e 16 MeV | Sistema de aquisição de imagem em tempo real | Portal Vision aSi1000 e IAS3

Porta com proteção radiológica

Planeamento de IMRT com RapidArcTM

A Tecnologia RapidArcTM permite a combinação de IMRT com a mais valia da técnica rotacional, resultando numa maior Precisão, Rapidez, Segurança e Conforto no tratamento.

| Sistema de aquisição de imagem em tempo real OBI Modo Radiográfico: Tensão: 40 a 125 KVp Intensidade de Corrente: 10 a 80 mA Modo de Fluoroscopia: Tensão: 40 a 125 KVp Intensidade de Corrente: 10 a 80 mA Modo de Aquisição de imagem volumétrica : Cone beam CT Tensão: 40 a 125 KVp Intensidade de Corrente: 10 a 80 mA

Radioterapia 66

Oncologia 67

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

RADIOTERAPIA

A equipa de voluntárias da Liga Portuguesa Contra o Cancro, com instalações paredes meias com a Oncologia e a Radioterapia, constituiem um apoio essencial ao conforto dos doentes.

ONCOLOGIA

A Oncologia Médica situa-se no mesmo piso da Radioterapia, facilitando assim as interações e as consultas de decisão terapêutica.

67


UNIDADE DE RADIOTERAPIA


9

RADIOTERAPIA


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

BREVE HISTORIAL

Com a cortesia do Dr. Mário Vilhena e do jornal Notícias Médicas


11


UNIDADE DE RADIOTERAPIA


13

ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALENTEJO, I.P.


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

ALTO ALENTEJO

UNIDADE LOCAL DE SAÚDE DO NORTE ALENTEJANO, E.P.E (ULSNA)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

ALTO ALENTEJO

Presidente do Conselho de Administração

População Residente

CONCELHO

Vogal Executivo

Diretor Clínico Hospitalar

Diretor Clínico Cuidados de Saúde Primários

Enfermeiro Diretor

M

Alter do Chão Arronches Avis Campo Maior Castelo de Vide Crato Elvas Fronteira Gavião Marvão Monforte Nisa Ponte-de-Sôr Portalegre Sousel TOTAL

F

Índice Env.

Total

1.677 1.885 3.562 1.511 1.608 3.119 2.170 2.389 4.559 4.099 4.357 8.456 1.628 1.779 3.407 1.724 1.984 3.708 11.095 11.983 23.078 1.627 1.783 3.410 1.954 2.178 4.132 1.723 1.789 3.512 1.556 1.773 3.329 3.538 3.912 7.450 8.085 8.637 16.722 11.971 12.959 24.930 2.377 2.697 5.074 56.735 61.713 118.448

312 318 271 140 330 374 144 220 472 349 197 402 203 180 247 208

HOSPITAL DR. JOSÉ MARIA GRANDE (PORTALEGRE)

NISA

M AR VÃ O

CASTELO DE VIDE GAVIÃO

CRATO PORTALEGRE ALTER DO CHÃO

CENTROS DE SAÚDE

FRO

NTE

IR A

NF

AVIS

S

CHE

ON

ARR

MO

CAMPO MAIOR

OR TE

ULSNA

PONTE DE SÔR

SOUSEL ELVAS

INDICADORES

HOSPITAL DE SANTA LUZIA (ELVAS)

População Residente Homens Mulheres Índice Envelhecimento Taxa Bruta Natalidade (‰) Taxa Bruta Mortalidade (‰) Tx. Mort. Tumor Maligno (‰) N.º Médicos N.º Centros Saúde N.º Extensões de Saúde

Alto Alentejo 118.352 56.772 61.580 207,8 7,9 16,8 3,1 208 16 76

fonte: INE


15

ALENTEJO CENTRAL

HOSPITAL DO ESPÍRITO SANTO DE ÉVORA, E.P.E CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

ALENTEJO CENTRAL

Presidente do Conselho de Administração

CONCELHO

Vogal Executivo

Vogal Executivo

Diretor Clínico

Enfermeiro Diretor

População Residente M

Índice Env.

Total

F

Alandroal

2.834

3.009

5.843

268

Arraiolos

3.578

3.785

7.363

213

Borba

3.618

3.715

7.333

230

Estremoz

6.801

7.497

14.298

246

26.838 29.758

Évora

56.596

138

Montemor-o-Novo

8.468

8.969

17.437

240

Mora

2.414

2.564

4.978

330

Mourão

1.316

1.347

2.663

167

Portel

3.152

3.276

6.428

222

Redondo

3.435

3.596

7.031

202

Reguengos de Monsaraz

5.279

5.549

10.828

170

Vendas Novas

5.701

6.145

11.846

179

Viana do Alentejo

2.779

2.964

5.743

179

Vila Viçosa

4.053

4.266

8.319

184

80.266 86.440 166.706

180

TOTAL

HOSPITAL DO ESPIRITO SANTO DE ÉVORA

MORA

BO RB A

ESTREMOZ ARRAIOLOS

HESE

AS OV SN A ND VE

M ON O TEM -N O OV RO

A VIL

A OS VIÇ

REDONDO ALANDROAL

ÉVORA

S GO AZ EN SAR GU N RE E MO D MOURÃO

VIANA DO ALENTEJO

PORTEL

INDICADORES

HOSPITAL DO ESPÍRITO SANTO DE ÉVORA - EDIFÍCIO DO PATROCÍNIO

População Residente Homens Mulheres Índice Envelhecimento Taxa Bruta Natalidade (‰) Taxa Bruta Mortalidade (‰) Tx. Mort. Tumor Maligno (‰) N.º Médicos N.º Centros Saúde N.º Extensões de Saúde

Alentejo Central 166.802 80.229 86.573 180,3 7,9 13,3 2,9 273 14 79

fonte: INE


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

BAIXO ALENTEJO

UNIDADE LOCAL DE SAÚDE DO BAIXO ALENTEJO, E.P.E (ULSBA) CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

BAIXO ALENTEJO

Presidente do Conselho de Administração

População Residente

CONCELHO

Vogal Executivo

Diretor Clínico Hospitalar

Diretor Clínico Cuidados de Saúde Primários

M

Aljustrel Almodôvar Alvito Barrancos Beja Castro Verde Cuba Ferreira do Alentejo Mértola Moura Ourique Serpa Vidigueira TOTAL

Enfermeiro Diretor

F

Total

4.583 4.674 9.257 3.684 3.765 7.449 1.201 1.303 2.504 890 944 1.834 17.391 18.463 35.854 3.568 3.708 7.276 2.383 2.495 4.878 4.024 4.231 8.255 3.594 3.680 7.274 7.444 7.723 15.167 2.656 2.733 5.389 7.640 7.983 15.623 2.913 3.019 5.932 61.971 64.721 126.692

Índice Env. 223 255 219 185 141 186 196 219 381 330 321 207 178 173

HOSPITAL JOSÉ JOAQUIM FERNANDES (BEJA) ALVITO CUBA

VIDIGUEIRA

MOURA

FERREIRA DO ALENTEJO

S CO AN RR BA

BEJA SERPA

ULSBA

ALJUSTREL

CENTROS DE SAÚDE

CASTRO VERDE OURIQUE

MÉRTOLA

ALMODÔVAR

INDICADORES HOSPITAL DE SÃO PAULO (SERPA)

População Residente Homens Mulheres Índice Envelhecimento Taxa Bruta Natalidade (‰) Taxa Bruta Mortalidade (‰) Tx. Mort. Tumor Maligno (‰) N.º Médicos N.º Centros Saúde N.º Extensões de Saúde

Baixo Alentejo 126.692 61.971 64.721 172,5 8,7 16,6 3,1 149 13 65 fonte: INE


17

ALENTEJO LITORAL

HOSPITAL DO LITORAL ALENTEJANO, E.P.E CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

ALENTEJO LITORAL

Presidente do Conselho de Administração

População Residente

CONCELHO

Vogal Executivo

Vogal Executivo

Diretor Clínico

Enfermeiro Diretor

M

Alcácer do Sal Grândola Odemira Santiago do Cacém Sines TOTAL

F

6.332 6.714 7.505 7.321 13.154 12.882 14.589 15.160 7.030 7.208 48.610 49.285

INDICADORES ALCÁCER DO SAL

HOSPITAL DO LITORAL ALENTEJANO (SANTIAGO DO CACÉM)

GRÂNDOLA

Índice Env.

Total 13.046 14.826 26.036 29.749 14.238 97.895

196 207 218 193 122 191

Alentejo Litoral

População Residente Homens Mulheres Índice Envelhecimento Taxa Bruta Natalidade (‰) Taxa Bruta Mortalidade (‰) Tx. Mort. Tumor Maligno (‰) N.º Médicos N.º Centros Saúde N.º Extensões de Saúde

97.895 48.610 49.285 191,2 8,7 13,3 2,7 70 5 41

ES

SIN

SANTIAGO DO CACÉM

ODEMIRA NISA

M AR VÃ O

CASTELO DE VIDE GAVIÃO

CRATO PORTALEGRE ALTER DO CHÃO

PONTE DE SÔR

S

NCHE

ARRO

NFO

TEIRA

MO

FRON AVIS

RT

CAMPO MAIOR

E

SOUSEL ELVAS MORA

BO RB A

ESTREMOZ ARRAIOLOS

S OVA SN NDA VE

M ON O TEM -N O OV RO

VIL

ALENTEJO

AV

SA IÇO

REDONDO ALANDROAL

ÉVORA

José Marques Robalo Presidente do Conselho Directivo Administração Regional de Saúde do Alentejo, I.P.

PORTEL

ALVITO

NDOLA GRÂNDOLA

VIDIGUEIR UEIRA VIDIGUEIRA

MOUR URA MOURA

OS CO NC AN A RA RR BA

BEJA

SANTIAGO DO CACÉM

ES

SIN

Assim, há que promover o desenvolvimento de redes de referenciação intrarregional, em particular na área oncológica, assim como incrementar, de uma forma compreensiva, a integração dos diversos serviços de saúde da região, para que se obtenham respostas adequadas e eficientes aos problemas de saúde da população.

CUBA FERREIRA DO ALENTEJO

O trabalho desenvolvido pela Administração Regional de Saúde do Alentejo tem que responder às especificidades próprias da região, que envolvem uma baixa densidade populacional, um elevado índice de envelhecimento e uma grande dispersão geográfica. Tal facto obriga a que este trabalho tenha que ser realizado de uma forma coordenada, potencializando todos os recursos existentes na prestação de cuidados de saúde, recursos esses que se pretendem de qualidade.

S GO Z EN SARA GU N RE E MO D MOURÃO

VIANA DO ALENTEJO

ALCÁCER ÁCER DO SAL

SERPA

ALJUSTREL

CASTRO VERDE OURIQUE

MÉRTOLA

ODEMIRA

ALMODÔVAR

INDICADORES População Residente Homens Mulheres Índice de Envelhecimento Taxa Bruta Natalidade (‰) Taxa Bruta Mortalidade (‰) Tx.Mort.Tumor Maligno (‰) Nº.Médicos Nº Centros de Sáude Nº Extensões de Saúde

ALENTEJO

PORTUGAL

509.741 247.582 262.159 186,8 8,3 14,9 3 700 48 261

10.561.614 5.047.387 5.514.227 120,1 9,5 10,0 2,3 29.505 376 1.225 fonte: INE


UNIDADE DE RADIOTERAPIA


19

LENICARE


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

VISÃO, MISSÃO, VALORES e CONCEITO

A Lenicare é uma sociedade que Nasceu com o único objectivo de dar Vida à Unidade de Radioterapia do Hospital do Espírito Santo de Évora, EPE (HESE), concebendo-a, construindo-a e explorando-a.

VISÃO

MISSÃO

Vocacionada para a prestação de serviços de Excelência, com a pretensão de ser uma Referência no seu âmbito, tem, nos recursos logísticos, técnicos e humanos, os fatores diferenciadores, permitindo alargar os seus horizontes para além da Região do Alentejo e do País.

Ser proativo e empreendedor, gerindo com rigor, sensibilidade e confiança a Unidade de Radioterapia, em harmonia com a Oncologia do HESE e dos restantes Hospitais da Região, sempre com o duplo propósito da maximização na criação de valor e da sua sustentabilidade, mantendo elevados os padrões de qualidade do serviço e da motivação dos recursos humanos. Otimizar a estrutura, interagir com a Universidade de Évora e dignificar o Alentejo, promovendo o conhecimento e a realização de I&D.

VALORES Com uma linha de conduta assumida, propósitos firmes e convicção plena, são estes os valores que nos nortearão: QUA L IDADE SUST E NTABILIDADE I N OVAÇÃO CRIAT I VIDADE É T ICA H U MANISMO CRE D IBILIDADE R E NTABILIDADE RE S PONSABILIDADE

DO PROJETO ECOLÓGICA TECNOLÓGICA NA ATITUDE EMPRESARIAL NA RELAÇÃO NOS RESULTADOS PARA OS SÓCIOS SOCIAL

PRETENDENDO-SE CONTRIBUIR PARA UM FUTURO MELHOR

CONCEITO Uma Unidade de Radioterapia de Referência, multidisciplinar e integrada, reconhecida pelo Atendimento Resposta Tratamentos Técnicas Tecnologia Instalações Enquadramento Recursos Ambiente

... Personalizado, com ... Rápida, e ... de elevada Qualidade, com ... Especiais, e ... de Vanguarda, em ... Adaptadas, de ... Hospitalar, e ... Humanos Qualificados, num ... Humanizado,

concorrendo para a prestação de um Serviço de Excelência.


21

1ª PEDRA

A AVALIAÇÃO favorável ao Consórcio Lenicare, feita pelo Júri do Concurso Público Internacional, parƟcipado por concorrentes Portugueses e estrangeiros, com muito presơgio, capacidade e competência técnica e a CONFIANÇA demonstrada pelo Conselho de Administração do Hospital do Espírito Santo de Évora, EPE, são momentos inesquecíveis que exigem de nós uma permanente aƟtude de responsabilidade e de dignificação na Exploração da Unidade de Radioterapia.


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

INAUGURAÇÃO

...“É um dia de júbilo para todos nós”. ...“Tivemos a sorte de, num processo concursal complexo, de grande exigência técnica, sair vencedora uma Entidade que nos merece toda a confiança ”. ...“A Unidade será a génese de um cluster de Investigação na área oncológica ”. ...“Concorreram Entidades muito prestigiadas, com muita experiência, com muito know-how, o que valorizou o resultado do concurso ”. António Serrano Presidente do HESE 7 de setembro de 2009

Inauguração da Unidade de Radioterapia Hospital do Espírito íri r to o Santo S de Évora, EPE 7 de setembro de 2 2009 009 00 9


23

1ยบ ANIVERSรRIO


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

GALA DE BENEFICÊNCIA

Quem te quer ... Fachada do Teatro Garcia de Resende (Évora)

Teresa Palma Pereira

Luísa Rocha

Rodrigo Leão

Nucha

“Cada qual está sempre debruçado sobre o mundo em parapeito frágil.” Gonçalo M. Tavares

cada qual, me debruço.

Maria Horta

Presidente da Associação Oncológica do Alentejo (AOAL)

Aprende-se com as coisas más que até estas têm um lado bom! Durante todo o mês de julho de 2010, convivi quase diariamente com os técnicos da “jovem” Unidade de Radioterapia do Hospital do Espírito Santo de Évora, criada em setembro de 2009. Razão: fiz ali radioterapia, na sequência de uma cirurgia conservadora da mama, com esvaziamento axilar, para combater o cancro da mama. O que, por um lado, foi um drama pessoal e familiar, por outro, revelou-se como a possibilidade de me envolver em projetos solidários, partilhar ideias, fazer amigos, e, em suma, encontrar o tal lado bom das coisas más, enriquecendo-me enquanto ser humano e fortalecendo o frágil parapeito sobre o qual, como Patrocinadores

Apoios

O mérito não foi meu, mas sim de todos aqueles que, no dia a dia, se empenharam em tornar mais fáceis aqueles dias, em suavizar, com um sorriso, ou com uma expressão, o meu reticente caminhar sobre o fogo. A colaboração e a amizade mantêm-se e frutificam cada dia que passa, quando há gente de boa vontade pelo que, pessoalmente e em nome da AOAL, serei sempre grata à LENICARE. Convém lembrar que o cancro é uma das principais causas de morte no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que 84 milhões de pessoas morrerão de cancro, sem intervenção, entre 2005 e 2015. Convém, também, lembrar que, até setembro de 2009, o Alentejo era a única região da Península Ibérica desprovida de uma unidade de radioterapia. Apoio Institucional


25

Momento de debate com várias personalidades, painel moderado por Maria Elisa

Interior do Teatro Garcia de Resende

Camané

Fernando Tordo

TESTEMUNHOS

Grupo de Cantares de Monsaraz

Maria Horta Presidente da AOAL

APRESENTADORES

Fotografias cedidas pelo Gabinete de Comunicação do HESE

Nilton Paulo Sousa Costa

Nicolau Breyner

Emídio Rangel

Nucha

Serafim

Nilton e Serafim

LEILÃO

Cristina Arvelos, incansável, movimentou tudo e todos, o seu empenho deu a grandeza que se queria para a iniciativa, tendo sido a maestrina de um palco cheio de personalidades.

Homenagem a David Mourão Ferreira

Nilton e Paulo Pires

Carla Matadinho e Nilton


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

FICHA TÉCNICA

Cordenadas GPS: 38º34’07.15’’N 7º54’04.63’’O

Empresa: Lenicare, Lda Capital Social: 1.000.000 € Constituição: 10-07-2008 Natureza Jurídica: Sociedade por Quotas Sede: Av. Infante D. Henrique, 1 Ed. do Patrocínio, 7005-169 Évora

Objeto Social: Prestação de serviços ao nível de cirurgia geral, internamento, recuperação física, oncológica e radioterapia e demais especialidades médicas complementares CAE: 86220-R3 NIPC: 508657660 NISS: 25086576600

Licenças de Funcionamento: Nº 597 | 598 | 599 | 600 i de 2009 Seguro de Responsabilidade Civil: 000 2287 164 Seguro Multirisco Estabelecimento: 000 231 3910 Seguro de Acidentes de Trabalho: 000 223 9703 Seguro de Riscos Múltiplos - Empresas: ME 783 186 96


27

GOVERNO CORPORATIVO LENICARE ASSEMBLEIA GERAL Presidente: Lenitudes SGPS

SECRETÁRIA DA SOCIEDADE

ROC

Sofia Barreto Gomes

EFETIVO: José Martins Lampreia (ROC nº 149) (em representação de Lampreia & Viçoso SROC)

GERÊNCIA

SUPLENTE: Donato João Lourenço Viçoso (ROC nº 334)

Gerente Fátima Oliveira Andrade

Gerente Helder Conceição Silva

DIREÇÃO CLÍNICA Pedro Chinita

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO OUTROS CARGOS QUE EXERCE ACTUALMENTE:

Presidente/Chairman Francisco Luís Murteira Nabo

GALP Energia, SGPS, SA - Presidente do Conselho de Administração TEMPLO - Gestão de Investimentos, SA - Presidente do Conselho de Administração RAVE - Rede Ferrov. de Alta Velocidade, SA - Presidente da Mesa da Assembleia Geral HOLDOMNIS - Gestão e Investimentos, SA - Administrador não Executivo ORDEM DOS ECONOMISTAS - Bastonário FUNDAÇÃO ORIENTE - Curador FUNDAÇÃO LUSO-ESPANHOLA - Presidente do Conselho de Curadores FUNDAÇÃO LUSO-BRASILEIRA - Vice-Presidente do Conselho de Administração NOVABASE, SGPS, SA - Presidente da Comissão de Vencimentos FUNDAÇÃO DR STANLEY HO - Medical Development Foundation - Conselheiro UNIVERSIDADE DE AVEIRO - Presidente do Conselho de Curadores CÂMARA DE COMÉRCIO E INDÚSTRIA LUSO-CHINESA - Pres. do Conselho Consultivo

COMISSÃO EXECUTIVA OUTROS CARGOS QUE EXERCE ACTUALMENTE:

Vice-Presidente/CEO Helder Conceição Silva

Maio Clinic - Especialidades Médicas, S.A. - Presidente do C.A. HCS - Hospital Cirúrgico de Setúbal, S.A. - Presidente do C.A. Altar - Sociedade de Investimentos, S.A. - Administrador Altar Resources S.A. - Administrador

ADMINISTRADORES NÃO EXECUTIVOS

Administradora Fátima Oliveira Andrade

Administrador Alberto da Silva Lopes

Administradora Maria José Araújo Matos

Administrador Luciano Coelho da Silva

Administrador Michel Charles Creton

Administrador Georges Christian Mathis


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

PARCERIA - HOSPITAL DO ESPÍRITO SANTO DE ÉVORA (HESE)

Maria Filomena Ferreira Mendes Presidente do Conselho de Administração do HOSPITAL DO ESPÍRITO SANTO DE ÉVORA E.P.E

A Unidade de Radioterapia do HESE- EPE existe para servir todos os habitantes da Região, se e quando necessitarem de tratamentos de radioterapia. É importante que todos possam conhecer a existência deste espaço, onde podemos acolher os nossos residentes, sem que para tal tenham de se deslocar para outros centros de tratamento localizados fora da Região. Num momento em que se torna imperativo que, de um modo sustentável, sejamos eficientes, é crucial poder oferecer um tratamento diferenciado com a mais elevada qualidade e eficácia a quem dele precisa. A proximidade entre a residência e o local de tratamento é uma variável chave: não só possibilita um melhor conforto, como se demonstra ser uma mais-valia para as famílias, além de potenciar as condições para uma maior eficácia de resultados em saúde e bem-estar. A Unidade de Radioterapia do Alentejo, inaugurada em setembro de 2009, encontra-se dotada com equipamentos tecnologicamente diferenciados, que permitem utilizar técnicas cientificamente avançadas, precisas, seguras e eficazes, a par dos centros de tratamento de referência

não só europeus como mundiais. A confiança, que resulta da certeza de poder contar com uma equipa altamente qualificada de profissionais com elevado desempenho técnico, simpatia, afabilidade e um vivo interesse no acompanhamento de cada situação em particular, é já uma marca que distingue esta Unidade. A excelência no tratamento e atenção aos utentes é a base da motivação quotidiana dos profissionais, fundamento para o sucesso da Unidade, medido pela forma como é avaliada e apreciada pelos utentes. O HESE-EPE tem vindo a fortalecer a área oncológica como pilar estratégico para o atendimento futuro das necessidades em cuidados de saúde na Região. As especialidades de Oncologia, Anatomia Patológica, Cirurgia e Radioterapia constituem o núcleo de sustentação de um centro que pretendemos, a muito curto prazo, de excelência. Para tal, é inadiável que se firme uma rede de cooperação e articulação entre cuidados hospitalares, de saúde primária e paliativos. O desempenho em pleno da Unidade de Radioterapia é central nesta estratégia de consolidação e crescimento, na medida em que tem capacidade instalada para responder àquelas necessidades regionais. Esta Unidade, sendo pública, resulta de uma parceria público-privada com a Lenicare, uma parceria de sucesso que permitiu garantir os meios para que todos possam ser tratados na sua Região com a maior qualidade e competência, no total respeito pelo interesse e serviço público.

Francisco Martins Guerreiro Vogal do Conselho de Administração do HOSPITAL DO ESPIRITO SANTO DE ÉVORA E.P.E

A Unidade de Radioterapia do HESE, EPE foi um sonho que levou mais de uma década a realizar-se, cujo projeto ganhou forma e consistência no modelo de parceria definido no plano de negócios que suportou a mudança de estatuto do Hospital para EPE, em 2007. Hoje, é peça fundamental no conjunto da oferta oncológica do Alentejo, por ser um centro de excelência, em equipamentos e tecnologia operados por recursos humanos altamente qualificados, que gera ganhos em saúde, equidade e economias para o SNS, baseadas em custos descendentes dos tratamentos e na redução dos encargos com transportes, anteriormente realizados para Lisboa. No futuro, queremos a sua diferenciação crescente das técnicas a utilizar, como sejam o planeamento e diagnóstico por PET-CT, a braquiterapia prostática e a radiocirurgia, visando alargar a oferta a outras regiões do País e para além das suas fronteiras. Assinatura do Contrato de Concessão de Exploração entre o HESE e o Consórcio Lenicare

Hospital do Espírito Santo de Évora, EPE 9 de janeiro de 2009


29

Nota de impre nsa

Assunto: o:Inauguraçã o daa-)$!$% $ $%  %!$).3%1!/ )!$.  Data: 3 de Setem bro de 2009 Terá lugar no $)!  $%

 %3%,"1. ! Inauguração TerĂĄ lugar no da -)$!$%    -. Ed dia 7 de Se $ if tembro, a In auguração da E.P.E., no EdifĂ­ Unidade de Ra cio do PatrocĂ­n dioterapia do io, pelas 11h0 HESE 0. A criação da Unidade de Ra dioterapia no Hospital EspĂ­r Ă concretizaçã ito Santo de Ă&#x2030;v o de um inves ora E.P.E. corre timento que se sponde rve toda a po qualidade e a pulação do Al comodidade as entejo, melho sistencial de ran do a tod cuidados difere os os cidadĂŁos que nciados. O + %- 3% *.  %1 ! ! necessitam de Alentejo era ste tipo de a nenhum Cent Ăşn ica %1 ! /) !  RegiĂŁo da ro de Radioter PenĂ­nsula Ib apia. ĂŠrica sem Uma unidade de Radioterap ia tem como !+ ) $! $ % oncolĂłgicas. principal &)finalid O tratamento ade o tratam de Radioterap ento de doen ia consiste na radiaçþes ion ças utilização com izantes, que vĂŁo impedir fi ns terapĂŞuticos de a proliferação mecanismos de de cĂŠlulas ca acção, fundam ncerosas, por entalmente a nĂ­v inĂşmeros alteraçþes que el do material induzem o efe genĂŠtico intrac ito anti-neoplĂĄs elular, causan do-lhe ico. AtĂŠ Ă  data, os doentes co m necessidade com todos os deste tipo de custos econĂłm tratamento era icos e sociais m encaminhad associados, pa prĂłximas: Cl os, ra as unidade Ă­nica Quadran s geograficame tes, em Lisb nte mais oa, ClĂ­nica de Instituto Portu Radioterapia guĂŞs de Onco do Algarve, logia, em Li em Faro, sboa, Hospita Hospital Infan l de Santa ta Cristina, em Maria, em Li Badajoz. A pa sboa e passarĂŁo a ser rti r de dia 7 de Setem tratados nesta bro, todos os Unidade do HE doentes SE. A nova Unida de de Radioter apia, integrad a no Serviço de no EdifĂ­cio do Oncologia do PatrocĂ­nio, em HESE, EPE loc contiguidade alizase criação da Un com a actua idade implica l Unidade de um investimen Quimioterapia to de quase 10 . A a criação de mais de 30 po MilhĂľes de Eu stos de traba ros e possibil lho qualificado itarĂĄ doentes por s, o tratamen ano, gerar pa to de cerca de ra a RegiĂŁo um Valor Ac 1500 60%. rescentado Br uto (VAB) su perior a Para alĂŠm du m conjunto mu ito diversifica do de equipam Unidade conta entos mĂŠdicos com os seguint especificados, es equipamen a nova tos e sistemas principais: â&#x20AC;˘ Equipamento de radioterapia externa â&#x20AC;&#x201C; 2 ac eleradores linea â&#x20AC;˘ Sistema de Br res; aquiterapia de alta taxa de do se; â&#x20AC;˘ Equipamento de Simulação e verificação; â&#x20AC;˘ Tomografia Co mputorizada de Alta Resolução â&#x20AC;˘ Sistema de Pl para Planeame aneamento de nto; Radioterapia Ex terna; â&#x20AC;˘ Sistema de ve rificação, regist o e transmissĂŁ o de dados.

Estarå equipad a com a tec nologia mais recente, possi Especiais, com bilitando a rea Intensidade M lização de TÊ odulada Dinâ cnicas mica, Imagem Sincronizados , Radiocirurgia Guiada, Movim entos Respira e Estereotåxia tórios Adaptativa pa Fraccionada, ra cada tipo permitindo um de cancro. Se a Radioterap rå a primeir última inovaç ia a Un ão em Radiot idade IbÊrica erapia, designa equipada com da por Rapid a Ar Os doentes da c. Região do Alen tejo serão, deste em Centros de modo, tratados Referência, a com a mesma nível mundial tecnologia uti , como o Roya lizada Anderson (E.U l Marsden (Ingla .A.), o que pe terra) e o M. D. rmitirå, pelo efe ito de proxim da Unidade de idade e pela ex Radioterapia, cepcional quali diminuir a mo dade rbilidade e a Região do Alen mo tejo e, concom rtalidade, melho itantemente, de rando o IDH Portugal. da Com as comp etências altam ente qualificada s da Unidade, se de Investigaçã rå possível de o & Desenv olvimento (I& senvolver prog ramas D), suportado estabelecer br s por protoc evemente co olos internacio m Entidades na de is a pedagógica e grande prestíg de investigação io, sendo assu , com a abert mida a verte ur a formação espe nte da Unidade pa cífica e apoio ra a realização a equipas multi de programas disciplinares de de investigação.


UNIDADE DE RADIOTERAPIA


31

UNIDADE DE RADIOTERAPIA


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

LOCALIZAÇÃO

Templo Romano

Universidade de Évora

HESE HESE

Sé de Évora

Lenicare, Lda. Unidade de Radioterapia Avenida Infante D. Henrique, nº1 7005-169 Évora - PORTUGAL

Edifício do Patrocínio


33

PORTALEGRE IP2

ESTREM EMOZ

AEROPORTO INTERNACIONAL DA PORTELA

LISBOA

VEEND V NDA ASS NOV OV VAS A AS

A12

ALMADA

SETÚBAL

A2

ELVAS

A6

BADAJOZ

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A6

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MO M ONT NTEM NTEM EMOR OR-O -O O-N -NO NOV OVO OVO

IP2

BEJA SINES

SANTIAGO DO CACÉM SERPA

CAMINHOS DE FERRO

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AUTÓDROMO S LVES SIL VEESS VES

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N - 125

ALBUFEIRA

FARO

TTA AVIRA

VILA REAL VI DE SANTO ANTÓNIO

OLLHÃO O ÃO

CIDADES

ESTRUTURAS AEROPORTUÁRIAS a 5 Km do Aeródromo Municipal de Évora a 82 Km do Aeroporto de Beja a 132 Km do Aeroporto Internacional da Portela a 225 Km do Aeroporto Internacional de Faro

Almada Badajoz Beja Elvas Lisboa Portalegre Portimão Santiado do Cacém Serpa Setúbal Stª. Maria da Feira

Distâncias a Évora Em Km

Em Tempo

126 102 79 84 132 101 228 155 106 101 381

1h24 1h14 1h06 0h58 1h29 1h18 2h47 1h52 1h30 1h12 3h47


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

DIREÇÃO CLÍNICA DIRETOR CLÍNICO Pedro Miguel dos Santos Baptista Chinita Cédula Profissional nº 31839 da Ordem dos Médicos Natural de Lisboa, nasceu em 29 de setembro de 1960 Experiência profissional A experiência médica enquanto especialista em Radioterapia, advém do período de formação e, posteriormente, já com o grau de Especialista em Radioterapia no Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPOFG-L) de 1990 a 2002, em estágios profissionais realizados em Serviços de Radioterapia de instituições hospitalares estrangeiras (caso do Institut Goustave-Roussy em Paris, em 1994 ), à experiência laboral no Centro Oncológico Dr.ª Natália Chaves (CONC), em Carnaxide, de 2002 a 2008, e no Serviço de Radioterapia do Hospital de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, de 2008 a 2009, em ambos, como Diretor de Serviço, e, desde 2009 como Diretor da Unidade de Radioterapia do Hospital do Espirito Santo de Évora.

Formação Académica

De salientar que foi, em conjunto com outra profissional de Radioterapia, Drª Ana Videira, corresponsável pelo início dos tratamentos de Braquiterapia prostática em Portugal os quais foram iniciados em agosto de 1999 no ex-Instituto de Urologia, atual British Hospital. A técnica pioneira (“pre-planning”) realizada em Portugal foi iniciada após formação no Swedish Prostate Cancer Hospital em Seattle (USA). Também realizou implantes de braquiterapia prostática na Clínica Europa (março de 2008 ) com a técnica “real-time”. Foi, também, o responsável pelo 1º tratamento de IMRT (Radioterapia de intensidade modulada) da Próstata, em Portugal, em 2006, após frequência de formação no Hospital Charité em Berlim (Alemanha). Em março de 2011 foi o responsável pelo

1º tratamento de Rapid Arc em Portugal (Hospital Espírito Santo, de Évora) após frequência de formação no Hospital Albert Einstein, em S. Paulo (Brasil). Possui experiência profissional em Radioterapia Externa tridimensional, Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) iniciada pela 1ª vez em 2006 no CONC, Radioterapia de Imagem Guiada (IGRT), Radiocirurgia (desde 2004 ), Radioterapia Estereotáxica craneana (desde 2006), Radioterapia com Rapid Arc (1º tratamento em 2011, no HESE), Braquiterapia intersticial da Próstata (desde 1999 no British Hospital), da mama e cabeça e pescoço ( POFG-L).

Outras participações relevantes

Licenciatura em Medicina, em dezembro de 1987, pelo Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar – Universidade do Porto. Internato Geral no Hospital Geral de Santo António - Porto, 1988-1989. Internato Complementar de Radioterapia, no Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil, Centro Regional de Lisboa, de 1990 a 1995. Frequência do Serviço Militar (no Hospital Militar de Belém ) de novembro de 1990 a setembro de 1991, tendo realizado atividade médica em vários serviços entre os quais o de Oncologia. Grau de Especialista em Radioterapia, em abril de 1995, com a classificação de 18 valores.

Assessor de Radioterapia na Unidade de Oncologia do Hospital Condes de Castro Guimarães (Cascais) de 1995 a 2002 tendo assumido, nos 2 primeiros anos, atividade diária na Oncologia Médica. Esta Unidade de Oncologia foi distinguida em 1996 com o “Prémio de Qualidade em Serviços Públicos” atribuído pelo Secretariado para a Modernização Administrativa, órgão da Presidência do Conselho de Ministros.

Colaborador da Carta de Equipamentos de Saúde (Ministério da Saúde, publicada em 1998).

Assessor de Radioterapia na Unidade de Oncologia do Hospital Reynaldo dos Santos (Vila Franca de Xira) de 1997 a 2002.

Membro do Grupo Português de Patologia Génito - Urinária da EORTC.

Serviço de Urgência no Hospital Reynaldo dos Santos de 1995 a 2002.

Membro do Grupo de Trabalho de Recomendações Terapêuticas do Cancro do Pulmão, nomeado pela Coordenação Nacional para as Doenças Oncológicas, de janeiro a maio de 2007 e que elaborou as “Orientações terapêuticas para tratamento do cancro do pulmão”.

Membro do Conselho Científico do Portal de Oncologia – POP, desde Junho 2009. Coordenador Nacional do Grupo de Trabalho do Manual de Boas Práticas de Radioterapia, o qual foi homologado pelo Ministério da Saúde como documento oficial. Numerosas palestras e comunicações em diversos fóruns científicos, cursos e congressos.

Membro da Direção do Grupo de Investigação do Cancro Digestivo.

Grau de Consultor em Radioterapia, em fevereiro de 2002. Membro da ESTRO, ASTRO, SPRO e SFRO.

DIRETORA CLÍNICA-ADJUNTA Ana Isabel dos Santos Silva de Magalhães Videira Baptista Chinita Cédula Profissional nº 28590 da Ordem dos Médicos Natural de Tomar, nasceu em 20 de fevereiro de 1960

Experiência profissional A experiência médica enquanto especialista em Radioterapia, advém do período de formação para a obtenção do grau de Especialista em Radioterapia no Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPOFG-L) de 1988 a 1994, em estágios profissionais realizados em Serviços de Radioterapia de instituições hospitalares estrangeiras (caso do Centre Leon Bérard em Lyon, durante 8 meses, de 1990 a 1991), à experiência laboral no Centro Oncológico Dr.ª Natália Chaves (CONC), em Carnaxide, de 2003 a 2008, onde a sua experiência ginecológica determinou que assumisse, a responsabilidade médica total e exclusiva da Braquiterapia HDR tendo aí realizado a totalidade dos tratamentos de Braquiterapia HDR (alta taxa de dose) ginecológica.Também teve oportunidade

de intervir nos poucos tratamentos de braquiterapia pulmonar e do canal anal que aí foram executados. Com a abertura do Serviço de Radioterapia do Hospital de Évora onde assumiu as funções de Direção Clínica Adjunta, manteve a responsabilidade pela Braquiterapia HDR ginecológica e retomou também a atividade da Radioterapia Externa, nomeadamente nos tratamentos de Radioterapia tridimensional, Intensidade Modulada (IMRT), Imagem Guiada (IGRT) e Rapid Arc (após formação realizada no Hospital Albert Einstein, em S. Paulo – Brasil). Deste modo possui experiência profissional nas áreas de Radioterapia Externa (IPOFG, HESE) e Braquiterapia ginecológi-

Colaboradora na Unidade de Oncologia do Hospital Condes de Castro Guimarães (Cascais) de 1995 a 2002 tendo assumido, nos 2 primeiros anos, atividade diária na Oncologia Médica. Esta Unidade de Oncologia foi distinguida em 1996 com o “Prémio de Qualidade em Serviços Pú-

De salientar que foi, em conjunto com o Dr. Pedro Chinita, corresponsável pelo início dos tratamentos de Braquiterapia prostática em Portugal os quais foram iniciados em agosto de 1999 no ex-Instituto de Urologia, atual British Hospital. A técnica pioneira (“pre-planning”) realizada em Portugal foi iniciada após formação no Swedish Prostate Cancer Hospital em Seattle (USA). Também colaborou nos implantes de braquiterapia prostática na Clínica Europa (março de 2008) com a técnica “real-time”.

Formação Académica

Outras participações relevantes Curso de Higiene e Medicina Tropical do Instituto de Higiene e Medicina Tropical de 1985-1986, com a classificação de 15 valores.

ca (IPOFG, CONC, HESE) e intersticial da próstata ( British Hospital, Clínica Europa , da mama, cabeça e pescoço (IPOFG –Lisboa).

blicos” atribuído pelo Secretariado para a Modernização Administrativa, orgão da Presidênca do Conselho de Ministros. Colaboradora da Carta de Equipamentos de Saúde – Ministério da Saúde, publicada em 1998. Membro do Grupo de Patologia Génito-Urinária da EORTC. Numerosas palestras e comunicações em diversos fóruns científicos, cursos e congressos.

Licenciatura em Medicina, em julho de 1984, pela Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa. Internato Geral no Hospital de Pulido Valente Lisboa, 1985-1986. 1º ano de Medicina Interna no Hospital Distrital de Portalegre, 1987. Internato Complementar de Radioterapia, após repetição do exame de ingresso, no Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil, Centro Regional de Lisboa, de 1988 a 1992.

Grau de Especialista em Radioterapia, em fevereiro de 1992, com a classificação de 18 valores. Internato Complementar de Ginecologia / Obstetrícia, após nova repetição do exame de ingresso, pela Maternidade Alfredo da Costa sendo Especialista de Ginecologia/ Obstetrícia desde 2002. Exerceu funções profissionais nessa qualidade na Maternidade Alfredo da Costa, Hospital dos SAMS, Hospital dos Lusíadas (Lisboa) e no Hospital Cuf – Infante Santo (Lisboa) onde ainda exerce. Membro da ESTRO e da SPRO.


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RECURSOS HUMANOS

MÉDICA RADIOTERAPEUTA Maria Inês Pires Antunes Barrocas Cédula Profissional nº 44842 da Ordem dos Médicos Natural de Lisboa, nasceu em 11 de outubro de 1981 Experiência profissional A experiência médica enquanto especialista em Radioterapia, advém do período de formação para a obtenção do grau de Especialista em Radioterapia no Hospital de Santa Maria de Lisboa, de 2007 a 2010, em estágios profissionais realizados em Serviços de Radioterapia de instituições hospitalares estrangeiras (caso das Cliniques Universitaires de Saint-Luc, em Bruxelas,

em 2008), e à experiência laboral no Serviço de Radioterapia do Hospital Espírito Santo de Évora. Deste modo possui experiência profissional em Radioterapia Externa tridimensional, Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) no HESE, Radioterapia de Imagem Guiada (IGRT), Radiocirurgia (no HSM), Ra-

dioterapia Estereotáxica craneana (HSM), Radioterapia com Rapid Arc (HESE), Braquiterapia HDR da próstata, ginecológica e intersticial de mama e cabeça e pescoço (HSM). Numerosas palestras e comunicações em diversos fóruns científicos, cursos e congressos.

Formação Académica Licenciatura em Medicina, em 2005, pela Faculdade de Medicina de Lisboa. Provas para o exercício médico no estrangeiro: United State Medical Licensing Examination ( USMLE ): step 1 ( aprovada em 2004 ), step 2 CK ( aprovada em 2005 ). Internato Geral no Hospital de Santa Maria - Lisboa, 2006 Internato Complementar de Radioterapia, no Hospital de Santa Maria, Lisboa – de 2007 a 2010. Grau de Especialista em Radioterapia, em Fevereiro de 2011, com a classificação de 19,2 valores. Membro da ESTRO, da SPRO, da SEOR e da ESMO.

GESTÃO OPERACIONAL FÍSICA RESPONSÁVEL

Aida Ferreira Licenciatura em Radiologia Mestrado em Gestão de Serviços de Saúde

EQUIPA DE FÍSICA MÉDICA

EQUIPA DE DOSIMETRIA

Ana Catarina Souto David Faria

Mara Barreiros André Pereira Rui Bouças RESPONSÁVEL PELA PROTEÇÃO RADIOLÓGICA

Adriana Martins da Silva Licenciatura em Física/Matemática Aplicada Pós graduação em Física Médica Mestrado em Neurociências

Adriana Martins da Silva

TÉCNICA RESPONSÁVEL INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS

ENFERMAGEM

Rui Mateus

Helena Fanica

HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO

SECRETARIADO CLÍNICO Marta Encarnação Carla Soares Rute Grade

Susana das Neves

ASSISTENTES OPERACIONAIS Lurdes Nart Ana Paula Candeias Mariana Ferreira Ana Crisitna Pitadas

Isabel Lobato Licenciatura em Radioterapia EQUIPA DE TÉCNICOS DE RADIOTERAPIA Sílvia Anjos Pinheiro Leitão Diana Medeiros da Silva Joana Isabel Luís da Silva Lourenço Ana Isabel Pitti Bessa Ferreira Ana Lucia Serrano Espadinha Filipa Banha Ana Filipa Nunes Sara Luísa Miranda dos Santos Carlos Miguel Ferreira


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

RECURSOS TECNOLÓGICOS

Tomografia Computorizada

Sistema de Planeamento

Marca: GE Medical Systems Modelo: BrightSpeed™ Elite Select 16

Marca: Varian Medical Systems Modelo: Eclipse

Simulador Marca: Varian Medical Systems Modelo: Acuity Ex

Acelerador Linear I

Acelerador Linear II

Marca: Varian Medical Systems Modelo: Clinac® DHX Colimador Multilâminas Millennium 120TM

Marca: Varian Medical Systems Modelo: Clinac® DHX Colimador Multilâminas Millennium 120TM RapidArc™

Braquiterapia HDR Marca: Varian Medical Systems Modelo: VariSource iX


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RapidArcTM

Mário Vilhena (Decano da Radioterapia em Portugal)

Entrada Principal

28

ço

Mar

1 2 01ento

atam 1º Tr cnologia te com idArc® Rap r tugal o em P

Simples, Preciso, Rápido O RapidArc® (RA) permite realizar num curto espaço de tempo (máx. de 4 min.) os tratamentos de Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT). Ao permiƟr uma irradiação, sem interrupções, cerca de 360° ao redor do paciente, esta tecnologia alia à rapidez um ganho considerável na conformação e precisão da dose libertada, assim se conseguindo resultados cada vez mais eficazes com menores toxicidades. Estas caracterísƟcas fazem do RapidArc® mais um ponto de viragem tecnológico nos tratamentos com Radioterapia. Director Clínico Pedro Miguel Chinita

Clinac® linear accelerator (2) . Multi-leaf Collimator MLC-120 . PortalVision™ Auto Field Sequencing (AFS) RapidArc™

Foi protagonista do início da Radioterapia em Portugal, com a utilização dos primeiros equipamentos com fontes de Cobalto e Aceleradores Lineares. Em 2009, honrou-nos com a sua presença na inauguração do 1º sistema RapidArcTM da Península Ibérica.

RapidArc

Uma nova forma de Tratamento

A evolução das técnicas de radioterapia e o desenvolvimento de equipamentos q p p pr mente mais sofisƟcados impulsiona progressivamente radioterapia para além de conceitos estabelecidos os limites da radiotera radiote ecidos cidos décadas. de doses foram possíveis com há décadas dé d Escalonamentos E l menores efeitos colaterais agudos e tardios que as técnicas men conven convencionais, permiƟndo melhores resultados em termos de sobrevida sob livre de neoplasia e mesmo sobrevida global específicas. A associação destas técnicas mais em situações s numa terceira geração de radioterapia, como a sofisƟcadas fi Modulada do feixe de Radioterapia (IMRT), agora Intensidade M opƟmizada sob uma nova perspecƟva chamada RapidArc®, é marcante na redução re de toxicidade, segurança em associação a quimioterápico quimioterápicos, em re-irra re-irradiações e melhoria dos resultados Radioterapia em relação l ã à geração ã anterior, i denominada deno Conformada Tridimensional (3D-CRT).

Rodrigo Hanriot - Radioterapeuta Hospital Albert Einstein São Paulo - Brasil


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

REDE DE REFERENCIAÇÃO HOSPITALAR

A Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARSA) agrega as seguintes sub-regiões: Alto Alentejo, Alentejo Central, Baixo Alentejo e Alentejo Litoral. A Unidade de Radioterapia, localizada no Hospital do Espírito Santo de Évora, foi concebida para servir todas elas.

CIDADES

2

6

Évora Espírito Santo E.P.E Portalegre José Maria Grande Elvas Santa Luzía Beja José Joaquim Fernandes E.P.E Serpa São Paulo Santiago do Cacém Litoral Alentejano

B

Badajoz

1 3

B

2 3 4

1

HOSPITAIS

5

60 km 6

4 5

120 km

Infanta Cristina


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PRÉMIO HOSPITAL DO FUTURO

Hospital do Futuro PRÉMIO PARCERIAS EM SAÚDE de 2009/10 (...)“O Alentejo era a única região da Península Ibérica que não dispunha de uma Unidade de Radioterapia. Até Setembro de 2009, os doentes eram encaminhados para as unidades mais próximas que, no caso, se situam em Lisboa, Faro e Badajoz. Para evitar as deslocações, os custos associados e o sofrimento de doentes oncológicos, foi aberta a Unidade de Radioterapia do Hospital do Espírito Santo de Évora. Como se tratava de um grande investimento, optou-se por uma Parceria Público-Privada, tendo sido o vencedor do Concurso Internacional realizado, a Lenicare. Hospital do Futuro PRÉMIO PARCERIAS EM SAÚDE de 2009/10 Os Prémios Hospital do Futuro, iniciativa conjunta do Fórum Hospital do Futuro e das organizações apoiantes e patrocinadoras, têm como objectivo destacar e galardoar aquelas pessoas e organizações que mais

Hospital do Espírito Santo - Edifício do Patrocínio

contribuíram para o desenvolvimento das organizações da Saúde em Portugal, nomeadamente na promoção e dinamização de projectos de utilidade pública, no âmbito da sua contribuição para o combate à doença, e /ou da promoção de saúde, aplicação das novas tecnologias de informação, entre outros. Fazer face aos riscos associados a este investimento, tais como a construção, desenvolvimento, custos operacionais e outros demais agregados. Com a nova unidade melhorou-se definitivamente a acessibilidade, mas também se registaram poupanças para o Serviço Nacional de Saúde, já que deixou de ser necessário pagar o transporte dos doentes ou o seu alojamento. Como tal, para além da diminuição dos custos, cuidou-se também do bem-estar dos doentes oncológicos.(...)” (in www.hospitaldofuturo.com)

Entrega de Prémio

Edifício do Patrocínio - Unidade de Radioterapia

João Nabais, Secretário-Geral da Saúde Francisco Martins Guerreiro, Administrador Executivo do Hospital do Espírito Santo de Évora

Os Prémios Hospital do Futuro, iniciativa conjunta do Fórum Hospital do Futuro e das organizações apoiantes e patrocinadoras, têm como objetivo destacar e galardoar aquelas pessoas e organizações que mais contribuíram para o desenvolvimento das organizações da Saúde em Portugal, nomeadamente na promoção e dinamização de projetos de utilidade pública, no âmbito da sua contribuição para o combate à doença e/ou da promoção de saúde, aplicação das novas tecnologias de informação, entre outros.


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

LOGÍSTICA

Com o início da actividade da Unidade de Radioterapia, que nasceu para servir o Alentejo, os Hospitais da Região acordaram alojar, numa relação de proximidade com o Hospital de Évora (HESE), os pacientes residentes a mais de 80 km de distância do mesmo. Estabeleceram, pois, protocolos com algumas Unidades Hoteleiras da Cidade por forma a facilitar as deslocações e o alojamento dos doentes em tratamento. Nesse contexto, também para os doentes acamados, foi encontrada uma solução, neste caso, com o Hospital da Misericórdia de Évora. O HESE providencia o transporte dessas Unidades Hoteleiras até à Unidade de Radioterapia e respetivo regresso. As assistentes sociais de cada hospital de referência providenciam a logística necessária, sempre em coordenação com a Unidade de Radioterapia do HESE.

Hospital da Misericórdia

A 1,6 km do Hospital

Transporte de Doentes


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Para quem reside no Alentejo e o seu médico aconselha fazer tratamentos com Radioterapia, temos uma Unidade equipada com Tecnologia de Vanguarda, com profissionais diferenciados e com larga experiência, não tendo negligenciado a comodidade do paciente, providenciando-lhe a logística necessária.

Hotel Dom Fernando (Évora)

A 0,6 km do Hospital

Hospedaria d’El Rei (Évora)

A 0,6 km do Hospital


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

INDICADORES DE ATIVIDADE 2010 Distribuição de Doentes por Patologia

% do Total de Doentes por Patologia

140 120

Total de Homens: 350

110

Mama

100

81

80

Próstata

56

60 40

23

20

15 14

13

12 11

2

1

1

0

12%

Outras

180

Total de Mulheres: 354

100

58 50

27 24

14 14

9

8

6

5

3

2

2

1

20%

Reto e Canal Anal

Cabeça e Pescoço Pele Corpo Útero Hem.G. Linfáticos Esofágico Cérebro S.N.C. Pulmão Cólo do Útero Bexiga Outras Patologias Cólon Pâncreas

200

150

Mama

Outras

Reto e Canal Anal

11

26%

20%

Metástases

Metástases

16%

Próstata

Total de Doentes: 704

1

0

Distribuição % dos Doentes por Grupo Etário e Sexo 49%

50%

>90 80-90

40%

60-70

16%

20%

10%

70-80

26%

30%

2%

50-60

7%

40-50

0% <40

40-50

50-60

60-70

>70

30-40 20-30

% Doentes por Sexo

<20

50%

50,3% Mulheres

40%

30%

20%

10%

0%

10%

20%

49,7% Homens

50% 40%

% Doentes por Sub-Região de Origem 33%

44%

25%

30%

Paliativos vs Curativos

19%

26% 18%

0%

Curativos

16%

CENTRAL

Paliativos

23%

20% 10%

80%

0%

BAIXO

20%

ALTO % Total Doentes

LITORAL Peso Demográfico da Sub-Região

30%

40%

50%


43

INDICADORES DE ATIVIDADE 2011 Distribuição de Doentes por Patologia

% do Total de Doentes por Patologia

135

Total de Homens: 411

Mama

120 100

Próstata

19%

29%

Outras

82

Reto e Canal Anal

4

3

11%

80

62

Metástases

Mama

140

4

5

10 16

23

17 18

60

32

40 20

Outras

Reto e Canal Anal

16%

Metástases

16%

0

250

Cabeça e Pescoço Pele Corpo Útero Hem.G. Linfáticos Esofágico Cérebro S.N.C. Pulmão Cólo do Útero Bexiga Outras Patologias Cólon Pâncreas

Próstata

Total de Doentes: 848

Total de Mulheres: 437

250

200

150

100

1

1

1

2

4

8

9

28 29 10 10 11 18

53 50

0

Distribuição % dos Doentes por Grupo Etário e Sexo 49%

50%

>90

40%

80-90 70-80

30%

60-70

20%

50-60

10%

40-50

26% 16% 2%

7%

0% <40

40-50

50-60

60-70

>70

30-40 20-30

% Doentes por Sexo

<20

40%

30%

20%

10%

0%

0%

10%

20%

30%

40%

51,5% Mulheres

50% 40%

Homens

% Doentes por Sub-Região de Origem 33%

42%

25%

30% 20%

23%

24%

10%

48,5%

19%

Paliativos vs Curativos

21%

0%

CENTRAL

13%

BAIXO ALTO

LITORAL % Total Doentes

Peso Demográfico da Sub-Região

Curativos

84%

Paliativos

16%


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

PROGRAMA FUNCIONAL

9Externa Tridimensional (3D-CRT)

RADIOTERAPIA

9Intensidade Modelada (IMRT) 9Intensidade Modelada com RapidArc

TM

9Guiada por Imagem (IGRT) 9Extereot谩xica Corporal (SBRT) 9Radiocirurgia 9Braquiterapia

MEDICINA NUCLEAR

MCDT

9Braquiterapia HDR

9Tomografia Computorizada de Diagn贸stico

9

PET-CT (a iniciar em 2012)


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PROJETO DE ARQUITETURA

João Pedro Conceição Silva Autor do Projeto de Arquitetura

Há Projetos de Arquitetura que deixam memórias e emoções fortes no seu autor e este é o caso.

Olhar pelos olhos do Doente Oncológico foi uma preocupação permanente, embora limitada pelas preexistências.

A Unidade de Radioterapia do HESE/Lenicare, implantada num espaço já parcialmente edificado, com atividade hospitalar permanente, é um bom exemplo desse efeito gratificante, porque nos marca, porque nos molda.

Retenho na memória a emoção do trabalho multidisciplinar, de uma equipa muito motivada, sensível e empenhada, como poucas, para fazer uma obra louvável em tempo recorde.

Foi um desafio estimulante, pelo prazo, pelos condicionamentos e, sobretudo, pela função para a qual o projeto tinha que ser pensado e criado.

Reencontrar o Mestre João Cutileiro e relembrar o meu Pai foi um dos vários momentos inesquecíveis que pontuaram a minha participação nesta Obra.

ZONA DE RECEÇÃO E SECRETARIADO - 238 m2 * ZONA DE PLANEAMENTO E DOSIMETRIA - 278 m2 * ZONA DE CONSULTAS E ENFERMAGEM - 173 m2 * ZONA DE DIREÇÃO - 52 m2 * ZONA DE TRATAMENTOS - 732 m2 * ZONA DE APOIOS GERAIS - 186 m2 * ZONA DE ACESSOS COMUNS - 168 m2 * * ÁREAS ÚTEIS

Piso -1 : 847 m2 Piso 0 : 1.182 m2 Área Total : 2.029 m2


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

PLANTA piso superior

SEM ESCALA


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PLANTA piso inferior (tratamentos)

SEM ESCALA


UNIDADE DE RADIOTERAPIA


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INSTALAÇÕES | EQUIPAMENTOS | FUNCIONALIDADES


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

RECEÇÃO

Receção

Salas de Espera (consultas e tomografia)

No seu primeiro contacto com a Unidade de Radioterapia, é o Secretariado Clínico que num atendimento personalizado, e num espaço reservado ao doente, recolhe os seus elementos de identificação que ficam no respetivo processo.


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CONSULTAS

Corredor de acesso às salas de consulta e de reunião

Gabinete de Direção Clínica - 19 m2

O Director Clínico Zela pelo cumprimento das normas preconizadas pela legislação em vigor, pelo cumprimento dos preceitos éticos e deontológicos, pela qualidade dos tratamentos e dos cuidados clínicos prestados.

Gabinete de Consulta - 15 m2

Orienta o cumprimento das normas estabelecidas quanto à estratégia terapêutica dos doentes e aos controlos clínicos.

Gabinete de Consulta - 16 m2

Os Médicos Especialistas em Radioterapia Realizam a avaliação clínica do doente e colaboram na discussão multidisciplinar, no sentido de selecionar a melhor estratégia e sequência terapêutica. Definem a técnica que garante os melhores resultados, em termos de controlo locorregional, bem como a que minimizará a toxicidade aguda e tardia, para além do posicionamento do doente, de-

Sala de Reunião - 20 m2

Organiza a atividade da Unidade de Radioterapia de maneira a que os cuidados de saúde prestados sejam os mais adequados.

limitando os volumes tumorais a irradiar e os órgãos de risco a proteger. Planeiam a área a irradiar, na TC de planeamento, socorrendo-se dos necessários exames de imagiologia (TC, RMN,

PET-CT).

Prescrevem a dose diária e total a administrar no volume tumoral, bem como os limites a receber pelos órgãos críticos envolventes.

Supervisiona a elaboração dos protocolos clínicos e terapêuticos, tendo em vista, designadamente, o cumprimento das normas definidas pelo manual de boas práticas de radioterapia. Assegura uma boa articulação da Unidade de Radioterapia com os demais serviços hospitalares, muito em particular com a Oncologia Médica e a Cirurgia. Gabinete de Consulta - 15 m2

Aprovam a planimetria (planeamento do tratamento e respetivos estudos dosimétricos, realizados pelos físicos e técnicos dosimetristas). Acompanham o tratamento do doente, visando detetar eventuais queixas resultantes da terapêutica com irradiações ionizantes e, o seu seguimento, clínico, após a conclusão da terapêutica.

Sala de Consulta de Grupo - 18 m2


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

ENFERMAGEM | RECOBRO

Situada no corredor de acesso aos gabinetes de consulta, a enfermagem tem assim um papel determinante no apoio aos clínicos e aos doentes. Este espaço foi concebido para poder vigiar, em permanência, os doentes acamados que ficam na zona de recobro. Recobro - 13 m2

Gabinete Enfermagem - 26 m2

| | | | |

Ventilador Pulmonar de Transporte AeonMed Shangrila 510 Monitor de Transporte GE iMM Dash 2500 Desfibrilhador GE Marquete Cardioserv Aspirador de secreções portátil Fazzini F-30 (Mundo Mercantil) 2 Balas de O2 Portatéis – Linde – 3L

Nota: Salas de recobro dotadas com 3 rampas de gases medicinais.


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TOMOGRAFIA COMPUTORIZADA

TOMÓGRAFO Marca: GE Medical Systems Modelo: Brigtspeed Elite Select 16

É com base nas imagens da TC que o médico Radioterapeuta delimita as estruturas anatómicas fundamentais (tumor e órgãos de risco) e onde o setor de Física e Dosimetria planeia a melhor conformação de campos e energias para o tratamento de Radioterapia de cada doente.

Sala da Tomografia Computorizada - 40 m2

| Gerador de Alta Frequência de 60KW | Ampola Rx Solarix | Detetor HiLight Matrix e com tecnologia Volara | Tabuleiro Plano para Radioterapia DIACOR RTP para instalação sobre a mesa do TC | Algoritmos de reconstrução avançados MDMP | GE OptiDose | Xtream FX Suite – Innovation in Workflow | Workstation Multimodalidade Advantage Windows Volume Share


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

FÍSICA MÉDICA

Perspetiva dosimétrica da administração de tratamento

É com base nesta dedicação e empenho que elevamos o nosso objetivo à garantia do planeamento óptimo associado à certeza do tratamento seguro.

O setor de Física Médica da Lenicare, constituído por Físicos e Técnicos de Radioterapia, intervém na Unidade em diferentes níveis, de forma a proporcionar a todos os utentes o que melhor se pode fazer, no âmbito do tratamento com radiações ionizantes.

4 - Garantia e Controlo da Qualidade O setor da Física Médica da Lenicare assume uma atitude centrada na garantia da Qualidade, alicerçada num exigente programa de Controlo da Qualidade, tendo por finalidade a segurança máxima do doente.

SOFTWARE

2 - Aquisição de Dados Dosimétricos A sofisticação dos atuais equipamentos produtores de radiação exige enorme rigor. O setor da Física Médica da Lenicare assume competências impares para a realização desta tarefa.

3 - Planeamento de Tratamento em RT Cabe ao setor da física médica elaborar, em conjunto com o Médico Radioterapeuta, um plano personalizado de tratamento, tendo por base a aquisição multimodal de imagens, bem como um completo e rigoroso processo de cálculo da dose de radiação.

EUIPAMENTO

1 - Proteção Radiológica Este fator é primordial na conceção de um Serviço de Radioterapia. A Unidade de Radioterapia do HESE teve, desde o início, preocupações centradas na segurança e proteção de doentes, público e dos profissionais.

DESIGNAÇÃO

MARCA

Eclipse Treatment Planning System Aplicações ARIA RIT113 Dosimetry System Mephysto mc2 Dosimetria Portal

Varian Varian Rad. Imaging Tech., Inc PTW Varian

Matriz Linear LA 48 Matriz 2D IMRT Fantoma de Água Automático - MP3 - M Octavius Cirs 002H9K Catphan Iso-align Equipamento de Medição de Dose de Radiação Dosimetro radiação x e gamma (Geigger)

PTW PTW PTW PTW CIRS The Phantom Laboratory CIVCO PTW Atomtex


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Cirs 002H9K

Octavius Fantoma de água automático - MP3 - M

9 de

Controlo da Qualida

entos produtores ade dos equipam meadamente: orização da qualid no nit ge mo ran de ab sa e oro qu a política rig Radioterapia, A Lenicare tem um emas associados da Unidade de s sist de radiação e do Computorizada

A Tomografia 9 O Simulador 9 Lineares Os Aceleradores R 9 Braquiterapia HD de to en O equipam 9 a tic A Rede Informá 9 etria tema de Planim Sis O 9

os fantomas crómicas em divers s. De igual e películas radio a ess específico uip ivo eq jet a ob um os m ste co de, exi de acordo lizados para iações, Na referida Unida equipamentos uti te calibraa da física das rad ade modo, todos os riodicamen pe pecializada na áre alid qu são o da açã tia ific garan qualquer ver acionalmente responsável pela , que é formada por físiios padrão intern tos dos em laboratór destes equipamen amente vid de ia ap s. ter Radio acreditado cos e técnicos de elaboram implementam e idade, são e. qualificados que ad da abertura da Un alid qu da controlo Diariamente, antes is parâmetros geométricos os protocolos de ipa nc pri os po, verificados dimensões de cam agem, aquisição de im em ivos, incluindo as de o iat açã rad tos e ibr en cal am e uip Os eq num pro de imagem tir ento inserem-se reprodutibilidade eares, para garan , por lin ão simulação e tratam s est e ore e ad ad ler alid ace tada qu dose dos dos s doentes são tra sso tua grama de controlo no efe , os s sos dia oro os rig ntrolos que todos qualidade. mente, isso, sujeitos a co vado padrão de estral e semestral dos com o mais ele diária, mensal, trim omendações nacionais as rec de intenside acordo com especializados outras, pela TM idade publicadas, entre Para tratamentos mica RapidArc , a Un de Ató e internacionais m ia co erg a En lad de du olo onal dade mo Radiainda um contr a Agência Internaci ra tua pa efe eia ia ap rop ter ra cada dade Eu de Radio personalizado pa (IAEA) e a Socie (ESTRO). ade específico e maior ia à alid log o qu co vid On De e to. ia oterap de tratamen m ser doente e plano ado, de técnica, pode aliz o tip atu ntr ste co de de da s, está ain complexida ouro nos paciente o de dic de Adicionalmente, rió tes pe en ma sem gra s da pro a do nta um cis , pla tes pre im is an ric ma o fab com os a verificaçã ventiva. que permitem um rio do tumor. Adicionalmanutenção pre ionamento diá sic po tratamento, é ais fission início do primeiro dose segurança dos pro utentes mente, antes do a distribuição de or, s Para a Lenicare, a ad do a ler nç ace ura no seg a ificar dida, ver mo me a co é ma nte for rta a de po , m co ção tão im a plano de irradia havia forma, e de acordo e cad qu sta de a De m . co de lida rdo ba da Un que tra ntra de aco cisão e or, os profissionais que esta se enco tos estão tindo, assim, a pre legislação em vig planeada, garan m os equipamen o co sid nte me eta de dir ham através tica. individualmente, qualidade terapêu leitura é monitorizados ltidisinescentes, cuja lum mo ter os ilietr ab de um grupo mu , a est dosím icare dispõe ainda ão Radiológica) que te. Não obstante Len en A lm nsa s me do da valida proteção de Proteç proteção a das barreiras de ciplinar (Grupo tir e promover a dade e seguranç anualmente. a função de garan de todos os utentes e a ad tem ific ver é ers bunk iológica l ativo e segurança rad alidade, nhando um pape ionais, desempe volvis controlos da qu fiss sen do pro de ção es ad liza vid rea tos ati a s amen Para lhoria contínua da disposição equip me sua na à tem de xes a Unida do os fei simetria, verifican das na Unidade. , matriz avançados de do aras de ionização câm m co ão iaç de rad


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

SALAS DE ESPERA

Espaço de espera mais reservado, que permite maior tranquilidade a quem o desejar.

A distribuição linear das salas de espera, na zona de tratamentos (piso -1), tem duas entradas independentes que permitem o acesso direto às salas de tratamento de Radioterapia, Braquiterapia/ Simulação. Existe, ainda, uma zona de espera de acamados, devidamente protegida.


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VESTIÁRIOS

Com amplas zonas de circulação e de espera, os espaços foram feitos a pensar no doente...

Os vestiários foram distribuídos pelo corredor de acesso às Salas de Tratamento, por forma a agilizar o procedimento de entrada nas mesmas.

... acompanhados pelas Assistentes Operacionais são orientados e ajudados diáriamente nas diversas fases do seu tratamento. Sala de Tratamento II 2 vestiários - 2,5m2, cada Sala de Tratamento I Sala de Simulador/Braquiterapia 3 vestiários - 2,5m2, cada 1 vestiário para deficientes - 4,5m2


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

BRAQUITERAPIA HDR BRAQUITERAPIA SIMULADOR Área de 57 m2

Simulador

Varian Medical Systems Acuity Ex

Braquiterapia HDR

Varian Medical Systems VariSource iX

Planeamento para Braquiterapia

A utilização de fontes de Ir-192, no tratamento de patologias selecionadas, na qual uma elevada dose é libertada num curto espaço de tempo, com uma diminuta irradiação dos órgãos saudáveis envolventes, permite uma abordagem diferenciada do tratamento.

Aparelho de anestesia Marca: GE Modelo: S/5 Aespire + imm CAM

BRAQUITERAPIA HIGH DOSE RATE (HDR) Marca: Varian Medical Systems Modelo: VariSource iX Radionuclídeo: Ir-192 Atividade Máxima: 11 Ci


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SIMULADOR

É no Simulador Acuity que se torna possível, em contexto real, consolidar, que o Planeamento foi elaborado corretamente e, que a sua administração estará de acordo com o previsto.

Aquisição de Imagem para simulação

São comparadas imagens digitalmente reconstruidas (DRR – Digitally Reconstructed Images, provenientes da TC de Planeamento) com as imagens de Raios X adquiridas com o paciente posicionado na mesa do Simulador, permitindo a confirmação cuidada e rigorosa de que todos os parâmetros estão conforme o necessário para que o tratamento de Radioterapia se inicie.

SIMULADOR Marca: Varian Medical Systems Modelo: Acuity Ex

Modo Radiográfico: Tensão (máx – min) 40 a 150 kVp Intensidade de Corrente (max – min) 25 a 400 mA Modo de Fluoroscopia: Tensão (máx – min) 40 a 125 kVp Intensidade de Corrente (máx – min) 1 a 80 mA


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

RADIOTERAPIA EXTERNA

Acelerador II

Consola do Acelerador Linear II

Consola do Electronic Portal Imaging Device e On Board Imager

Cone Beam CT (CBCT) Match

Na Área Técnica da Unidade, encontram-se dispositivos informáticos de elevada complexidade no desempenho da atividade terapêutica e cuja manipulação é executada tendo em conta parâmetros protocolados e devidamente controlados, aquando da administração de toda a panóplia de informação fornecida pelo Sistema de Planeamento Eclipse. Após aprovadas as prescrições dosimétricas pelo Corpo Clínico e pela equipa de Física Médica, é nas áreas de consola dos equipamentos de tratamento (Aceleradores Lineares) que são, rigorosamente,observadas e verificadas, pela equipa de Técnicos de Radioterapia, as referidas prescrições, antes de cada tratamento e individualmente, para cada doente. A análise destes dados é realizada na rede ARIA, que conecta o Sistema de Planeamento e os Aceleradores Lineares. A este controlo dosimétrico associa-se a aquisição de imagens com a mais elevada qualidade, cuja função é a garantia diária do correto posicionamento do paciente, assegurando-se a reprodutibilidade do tratamento de Radioterapia Externa Conformacional (3D-CRT) ou de Intensidade Modelada (IMRT).


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ÁREA TÉCNICA

Acelerador I

Consola do Acelerador Linear I (Electronic Portal Imaging Device com Online/Offline Review)

(3D-CRT)

Na Área Técnica da Unidade, encontram-se dispositivos informáticos de elevada complexidade no desempenho da atividade terapêutica. A elevada precisão requerida na administração de tratamentos através de IMRT com RapidArc, é assegurada pelo sistema de aquisição de “On Board Imager” ou OBI, que permite a correção automática do posicionamento do paciente, com rapidez e segurança. Disponibiliza imagens 2D (Marker Match para implante de sementes de Ouro) ou análise 3D, com acesso a “Cone Beam Computed Tomography” (CBCT), permitindo, em tempo real, a sobreposição de estruturas anatómicas e de volumes de interesse, relativamente à TC de Planeamento, conferindo rigor e qualidade em cada tratamento realizado. À precisão e rigor requeridos à equipa de Técnicos de Radioterapia associa-se a monitorização sintomatológica contínua dos pacientes, que muitas vezes nos acompanham por longos períodos de tempo, efetuando o encaminhamento adequado ao Clínico, para que este possa atuar o mais rapidamente possível.

Corredor de acesso às Salas de Tratamento


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

SALA DE TRATAMENTO I SALA DE TRATAMENTO I Área de 75 m2

Radioterapia Externa Acelerador Linear Varian Medical Systems Clinac® DHX Colimador Multilâminas Millennium 120TM

A aquisição de imagens com a mais elevada qualidade, cuja função é a garantia diária do correto posicionamento do paciente, assegura a reprodutibilidade do tratamento de Radioterapia Externa Conformacional (3D-CRT). Aquisição de Imagem para CBCT


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A proteção radiológica, espelhada em portas de alta sofisticação, foi desde o início preocupação central da Lenicare. Porta com proteção radiológica

| Energias Nominais de Fotões: 6 MV e 15 MV | Energias Nominais de Eletrões: 6, 9, 12, 16 e 20 MeV

| Sistema de aquisição de imagem em tempo real | Portal Vision aSi500-II e IAS3


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SALA DE TRATAMENTO II

Porta com proteção radiológica

Planeamento de IMRT com RapidArcTM


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SALA DE TRATAMENTO II

Área de 75 m2

Radioterapia Externa

Acelerador Linear Varian Medical Systems Clinac® DHX Colimador Multilâminas Millennium 120TM

RapidArcTM

| Energias Nominais de Fotões: 6 MV e 15 MV | Energias Nominais de Eletrões: 4, 6, 9, 12 e 16 MeV | Sistema de aquisição de imagem em tempo real | Portal Vision aSi1000 e IAS3

A Tecnologia RapidArcTM permite a combinação de IMRT com a mais valia da técnica rotacional, resultando numa maior Precisão, Rapidez, Segurança e Conforto no tratamento.

| Sistema de aquisição de imagem em tempo real OBI Modo Radiográfico: Tensão: 40 a 125 KVp Intensidade de Corrente: 10 a 80 mA Modo de Fluoroscopia: Tensão: 40 a 125 KVp Intensidade de Corrente: 10 a 80 mA Modo de Aquisição de imagem volumétrica : Cone beam CT Tensão: 40 a 125 KVp Intensidade de Corrente: 10 a 80 mA


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

RADIOTERAPIA

A equipa de voluntárias da Liga Portuguesa Contra o Cancro, com instalações paredes meias com a Oncologia e a Radioterapia, constituiem um apoio essencial ao conforto dos doentes.


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ONCOLOGIA

A Oncologia Médica situa-se no mesmo piso da Radioterapia, facilitando assim as interações e as consultas de decisão terapêutica.


UNIDADE DE RADIOTERAPIA


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TÉCNICAS


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

RADIOTERAPIA EXTERNA TRIDIMENSIONAL (CRT-3D)

Radioterapia Externa tridimensional (CRT-3D) A moderna Radioterapia Externa é realizada após terem sido delineados, no computador, os volumes-alvo, bem como todos os órgãos normais envolventes. Essa delimitação inicial das áreas a irradiar e a evitar deve ser o mais precisa possível e recorrer ao máximo de informação clínica e imagiológica. Nos volumes-alvo, são incorporadas margens de segurança cujo objetivo é assegurarmo-nos de que eventuais desvios ocasionais ou sistemáticos no posicionamento dos doentes não prejudiquem uma adequada cobertura pela irradiação. Depois de delimitados os vários volumes e escolhida a dose diária e total, é iniciado o cálculo, por parte do Físico e dos técnicos dosimetristas, dos campos (ditos conformacionais, por se “conformarem “ a um determinado volume) que serão necessários a uma adequada cobertura do volume-alvo , com a dupla preocupação de respeitarem a dose de tolerância suportada pelos órgãos normais adjacentes.

Essa avaliação recorre a parâmetros computorizados – conhecidos por histogramas de dose-volume (DVH) – que permitem selecionar, para cada situação clínica, a melhor opção de tratamento com radioterapia. Dado que todo este processo é tridimensional, a moderna radioterapia é apelidada de CRT-3D: Radioterapia tridimensional conformacional.

...selecionar, para cada situação clínica, a melhor opção de tratamento com radioterapia. No decurso da irradiação, as lâminas que “desenham” os campos de radiação (e que estão instaladas na cabeça do acelerador) permanecem estáticas, deixando que o feixe passe, de modo homogéneo, por entre as mesmas.


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RADIOTERAPIA DE INTENSIDADE MODULADA (IMRT) | (RapidArcTM)

Radioterapia de Intensidade Modulada ( IMRT ) A Radioterapia de Intensidade Modulada constitui um avanço tecnológico da maior importância para os tratamentos de Radioterapia Externa.

tecnologicamente, for possível libertar doses maiores e em segurança, maior será a resposta ao tratamento e a sua duração.

Como existe uma relação bem estabelecida entre a dose e a resposta, o objetivo principal desta terapêutica é libertar o máximo possível de dose na lesão e, simultaneamente, irradiar o menos possível os tecidos normais envolventes.

Na chamada Radioterapia de Intensidade Modulada, o próprio processo de cálculo da dose modifica-se já que desde o início se definem as doses máximas a suportar por cada uma das diferentes estruturas e órgãos obrigando o computador a procurar uma solução que respeite, o mais possível, todos os parâmetros pré-definidos. Este processo é conhecido por “planeamento inverso” e a sua execução no aparelho de tratamento exige, ainda, que o mesmo seja validado em “fantomas”, antes de ser aplicado no doente.

Esta técnica abre novas possibilidades a esta terapêutica oncológica, pois se,

...Esta técnica abre novas possibilidades a esta terapêutica oncológica.

Diferentemente da irradiação tridimensional clássica, as lâminas, que “dese-

nham” os campos de radiação (e que estão instaladas na cabeça do acelerador), movimentam-se no instante preciso em que está a ser realizado o tratamento e vão-se interpôr à frente do feixe. Deste modo, se as lâminas se interpuserem muito tempo entre o aparelho e o doente, passará menos radiação; se forem mais rápidas, passará mais radiação. Assim, é possível realizar uma modulação do feixe de radiação de maneira a que, no final, umas áreas recebam mais radiação, (os volumes-alvo) e outras menos (os órgãos saudáveis circundantes) , conseguindo-se maior eficácia, com menor toxicidade. Esta modulação do feixe de radiação é conhecida por Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT).

Radioterapia de Intensidade Modulada por RapidArcTM Existem várias formas de realizar a Radioterapia de Intensidade Modulada. Uma das possibilidades é que, na ocasião da irradiação, e enquanto as lâminas se movimentam para modular o feixe, o aparelho permaneça estático, imóvel, enquanto se procede à irradiação em concreto daquele campo.

Simples, O RapidArc® (RA) permite realizar num curto espaço de tempo (máx. de 4 min.) os tratamentos de Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT). Ao permiƟr uma irradiação, sem interrupções, cerca de 360° ao redor do paciente, esta tecnologia alia à rapidez um ganho considerável na conformação e precisão da dose libertada, assim se conseguindo resultados cada vez mais eficazes com menores toxicidades. Estas caracterísƟcas fazem do RapidArc® mais um ponto de viragem tecnológico nos tratamentos com Radioterapia. Director Clínico Pedro Miguel Chinita

Clinac® linear accelerator (2) . Multi-leaf Collimator MLC-120 . PortalVision™ Auto Field Sequencing (AFS) RapidArc™

Como o número de campos é muito importante em radioterapia – pois quanto maior for o número de campos, isto é, de portas de entrada de radiação, menor será a “quantidade” de radiação que atravessa uma determinada porção do corpo –, os tratamentos de intensidade modulada recorrem, usualmente, a um número grande de campos/posições, em que o aparelho permanece imóvel enquanto as lâminas se movimentam.

Preciso, Rápido

Este facto torna os tratamentos muito morosos e com impacto no doente – que tem que suportar, imóvel, períodos longos de tempo – e acaba mesmo por limitar o número total de doentes que podem beneficiar desta terapêutica. O chamado RapidArc constituiu um novo e extraordinário avanço da moderna radioterapia, já que esta técnica permite que a irradiação se realize em arco, ao redor do doente, sem que o aparelho se imobilize, ao mesmo tempo que as lâminas se movimentam, “modulando” o feixe de radiação. Desta maneira, consegue-se irradiar com intensidade modulada, 360º ao redor do doente, e num tempo de apenas 2-3 minutos, dependendo de cada caso clínico em concreto.

Durante as úlƟmas décadas, as técnicas de Radioterapia desenvolveram-se de modo a permiƟr que cada vez maiores doses de radiação fossem administradas com segurança. Por exemplo, as técnicas de planeamento 2D, usadas até ao início dos anos 90, limitavam as doses a um total de 67-70 Gy, devido à toxicidade aguda e crónica. Nos anos 90, foram desenvolvidas técnicas de planeamento tri-dimensional que reduziram o risco das toxicidades agudas, permiƟndo assim tratamentos com doses mais elevadas. A 3D-CRT (radioterapia conformacional tridimensional) usa as imagens computorizadas da TC para colocar a anatomia interna do doente na posição de tratamento. Esse facto permite que seja possível “conformar” os volumes que recebem a maior dose de radiação sobre a área correspondente à próstata. Deste modo, a 3D-CRT permite que sejam libertadas doses mais elevadas no volume-alvo com menores riscos de efeitos tardios. A segunda geração da técnica 3D, a IMRT (radioterapia de intensidade modulada) reduz significaƟvamente o risco de toxicidades gastrointesƟnais quando comparadas com a 3D-CRT. A IMRT é, agora, o “state-of-the-art” e é necessária nos tratamentos do cancro da Próstata. in NCCN vs 4.2011 Guidelines for Prostate Cancer

O HESE foi o 1º Hospital da Península Ibérica a instalar o RapidArc e o 1º a arrancar, em Portugal, com esta modalidade terapêutica, tendo o 1º tratamento ocorrido a 28 de março de 2011.

A IMRT é, agora, o “state-of-the-art” e é altamente recomendada nos tratamentos do cancro da Próstata e da Cabeça e Pescoço.


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

RADIOTERAPIA DE IMAGEM GUIADA (IGRT)

Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT) A radioterapia exige que se possuam instrumentos de avaliação das áreas que, de facto, estão a ser irradiadas. Apesar de existirem diversos sistemas de imobilização para cada uma das diferentes patologias – apoios de mama, pulmão, etc – ou mesmo soluções personalizadas (ex: colchões de vácuo, máscaras), a verdade é que o corpo possui movimentos internos (respiração, movimentos intestinais, preenchimento da bexiga, etc.) que torna a irradiação menos precisa. Os modernos aparelhos de radioterapia possuem diferentes instrumentos que permitem avaliar o correto posicionamento do corpo e ajustá-lo antes do tratamento. Podem ser pouco sofisticados e limitar-se à avaliação óssea ou, sabendo que os ossos podem estar adequadamente posicionados, mas no seu interior os volumes a irradiar estarem ligeiramente deslocados, possuir instrumentos mais avançados que permitem visualizar o “interior” do corpo, de um modo semelhante a uma TC. É o caso do chamado CBCT (“cone beam CT”) na qual se realiza uma aquisição das imagens do interior do corpo e, posteriormente, se procede ao necessário ajustamento.

De entre os sistemas de localização do volume–alvo, destaca-se a possibilidade de colocar, no interior do órgão a irradiar, os chamados “marcadores fiduciais” que permitem, por parte do aparelho, uma correção automática das áreas a irradiar (esta técnica com recurso a CBCT e a 3 marcadores de ouro colocados na próstata constitui a modalidade de radioterapia de intensidade modulada efetuada com RapidArcTM, realizada no HESE ).

Esta técnica com recurso a CBCT e a 3 marcadores de ouro colocados na próstata constitui a modalidade de radioterapia de intensidade modulada efetuada com RapidArcTM. Pode-se dizer que, sem o contributo fundamental da radioterapia de imagem guiada (IGRT), não será possível realizar uma radioterapia de qualidade e muito menos uma radioterapia de intensidade modulada (IMRT), pois, neste tipo de irradiação, como as lâminas se movimentam, não é possível assegurar uma correta irradiação do alvo e proteção dos tecidos normais, se o volume-alvo não está localizado com precisão.

Sementes na prostata para IMRT com RapidArcTM (Match) e utilização de CBCT para verificação volumétrica


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RADIOTERAPIA ESTEREOTÁXICA CORPORAL (SBRT)

Radioterapia Estereotáxica Corporal (SBRT) A radioterapia estereotáxica corporal ( SBRT = Stereotactic Body Radiotherapy ) constitui um tipo de radioterapia de alta precisão e cuja localização se reporta, habitualmente, às localizações extracranianas, como sucede com as metástases pulmonares, hepáticas ou que se localizem perto de áreas muito sensíveis ( como a medula ) e nas quais seja necessário libertar doses elevadas que excedem a tolerância normal dos órgãos, junto das quais se encontram. Os avanços médicos oncológicos e tecnológicos por parte da radioterapia tornaram a irradiação, com altas doses, de lesões metastáticas ( como as metástases pulmonares, ósseas ou hepáticas , entre outras ) um caso de sucesso terapêutico que, cada vez mais, é empregue, não apenas pelos seus excelentes resultados, mas também porque estas lesões existem e estão localizadas, a maior parte das vezes, num contexto de inoperabilidade ou de progressão sob quimioterapia. Este tipo de radioterapia que, habitualmente, é realizado com um número diminuto de sessões, mas elevadas frações de dose, em cada uma dessas sessões (ou que pode mesmo recorrer, menos habitualmente, a frações únicas), exige um grande rigor na ocasião da irradiação.

Para este tipo de irradiação é fundamental a incorporação da respiração na aquisição da TC de planeamento, delimitação e cálculo e, posteriormente, no próprio instante do tratamento.

A radioterapia estereotáxica corporal constitui um tipo de radioterapia de alta precisão. Para este tipo de irradiação é fundamental a incorporação da respiração na aquisição da TC de planeamento. Esta incorporação da respiração permitirá que a irradiação decorra apenas numa determinda fase do ciclo respiratório (gating) ou que, após o seu estudo, o feixe seja capaz de cobrir, adequadamente, o volume-alvo durante a totalidade da respiração. Exige também, sistemas muito seguros de imobilização, já que a dose libertada é, geralmente, muito elevada.


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

BRAQUITERAPIA HDR

Braquiterapia Hight Dose Rate (HDR) A radioterapia divide-se em duas áreas: a radioterapia externa, em que a irradiação provém do aparelho e é externa ao doente, e a chamada braquiterapia, em que a fonte radioativa é colocada dentro do corpo do doente, seja em cavidades naturais (braquiterapia endocavitária ou endoluminal como sucede na vagina, no esófago ou nos brônquios), seja intersticialmente (como sucede na próstata) ou na sua proximidade. O alcance das fontes radioativas (geralmente, irídio 192) é muito curto e isso possibilita que se libertem doses elevadas no alvo, com uma diminuta irradiação dos órgãos saudáveis envolventes. A braquiterapia pode ser empregue como terapêutica exclusiva ou associada à radioterapia externa, funcionando, nesses casos, como um reforço de dose, já que as diferentes áreas do corpo precisam de doses diferentes, conforme o seu risco de recidiva. A braquiterapia moderna recorre a um débito elevado (HDR – high dose rate), na qual uma elevada dose é libertada, num curto espaço de tempo, e o doente pode retomar a atividade ambulatória rapidamente. No caso da próstata, também se pode recorrer a implantes permanentes, com semivida de alguns meses, embora, nos últimos anos, a braquiterapia da próstata HDR, na qual o doente não fica com sementes, tenha vindo a ganhar um peso cada vez maior.

A braquiterapia moderna recorre a um débito elevado na qual uma elevada dose é libertada num curto espaço de tempo e o doente pode retomar a atividade ambulatória rapidamente. No HESE, realiza-se a braquiterapia ginecológica HDR, sob anestesia, em mulheres em mulheres sujeitas a histerectomia ou com carcinomas do colo do útero, não operados de acordo com os protocolos internacionais, em que o tratamento é realizado mediante Quimio-Radioterapia concomitante (o Serviço de Oncologia localiza-se ao lado da Unidade de Radioterapia), seguida, no caso de boa resposta, de braquiterapia ou, alternativamente, apenas quimio-radioterapia.


75

RADIOCIRURGIA CRANIANA DE DOSE ÚNICA E/OU FRACCIONADA

Radiocirurgia Craniana de dose única e/ou fracionada A radioterapia estereotáxica de lesões cranianas em dose única é conhecida, habitualmente, como radiocirurgia. Nesta tipologia de radiação – empregue, sobretudo, em metástases cerebrais, mas também em algumas patologias benignas –, não ocorre nenhum tipo de cirurgia, como se poderia deduzir da sua designação, mas uma irradiação das lesões muito precisa e em dose única. Quando as lesões estão localizadas em áreas cuja tolerância à radiação é baixa, pode-se realizar a chamada radioterapia estereotáxica craniana fracionada que recorre a frações baixas (semelhantes à radioterapia clássica), mas com elevado rigor de imobilização. Nos últimos anos, contudo, e seguindo uma tendência cada vez menos agressiva da medicina, estes tratamentos têm vindo a perder aplicação na cabeça de doentes com quadros metálicos estereotáxicos invasivos, sendo usados métodos que recorrem apenas a máscaras (a chamada “ radiosurgery frameless“). A emergência de novas tecnologias – como o RapidArc – tornam agora possíveis abordagens inéditas, realizadas em reputadas instituições universitárias estrangeiras,

como seja a irradiação simultânea, no caso de metástases cerebrais, da totalidade do cérebro e das metástases cerebrais, com uma dose muito superior ao restante cérebro.

A emergência de novas tecnologias – como o RapidArc – tornam agora possíveis abordagens inéditas, já realizadas em reputadas instituições universitárias estrangeiras. A própria radiocirurgia está a sofrer um processo evolutivo, sendo atualmente prescritos tratamentos com 3-4 sessões de elevada dose, a par dos habituais tratamentos de dose única. O facto do HESE dispor da tecnologia do RapidArc levou-nos a explorar um conjunto possível de abordagens terapêuticas, que estarão disponíveis no decurso de 2012.


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

I&D

Momento da assinatura do PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO CIENTÍFICA 6 de fevereiro de 2009

Dr. Daniel Alvarez Presidente GE Healthcare - Ibérica

Prof. Jorge Araújo Reitor da Univ. Évora

Dr. Pedro Chinita Diretor Clínico Lenicare

Prof. Manuel Correia Presidente da ESTeSL

Prof. António Serrano Presidente do HESE


77

TRABALHOS CIENTÍFICOS

Estatística do sector de Física na Unidade de Radioterapia do Hospital do Espírito Santo de Évora: ano de 2010

RADIOTERAPIA ADJUVANTE NO ANGIOSSARCOMA CUTÂNEO: um caso clínico

Estabilidade do Acelerador Linear para campos com poucas Unidades de Monitor

Pitti, Ana; Lourenço, Joana; Barreiros, Mara; Leitão, Sílvia; Chinita, Pedro; Lobato, Isabel Serviço de Radioterapia do Hospital Espírito Santo Évora, E.P.E.

M. Barreiros1,2,3, A. Martins1,2,3, A. Pereira1,2,3 , S. Nunes

A. Martins1,2,3, M. Barreiros1,2,3, A. Pereira1,2,3 , S. Nunes

1 – Hospital Do Espírito Santo, E.P.E.; 2 – Lenicare, Lda; 3 – Dosrad, Lda

1 – Hospital Do Espírito Santo, E.P.E.; 2 – Lenicare, Lda; 3 – Dosrad, Lda

Introdução: A utilização de campos pequenos com poucas unidades de monitor (UM) em tratamentos de intensidade modulada em Radioterapia (IMRT) implica a verificação da estabilidade do acelerador linear (AL) nessas mesmas condições. Não obstante, tornou-se prática comum a utilização de segmentos – campos alterados com poucas UM - em tratamentos de Radioterapia convencional. A cada campo de tratamento está associada não só a reprodutibilidade da dose para cada dimensão como também a simetria e homogeneidade do feixe. Tem-se como objectivo analisar e validar a resposta do AL para campos com um número reduzido de UM, a fim de se estabelecer um limite mínimo de UM por campo no serviço. Pretendese também avaliar a influência da taxa de dose no processo.

INTRODUÇÃO: O angiossarcoma cutâneo é um tumor derivado do sarcoma endotelial, raro e agressivo . A sua apresentação, sobretudo em indivíduos idosos, incide quase exclusivamente na face ou no couro cabeludo bem como em áreas anatómicas com linfedema ou, como tumor secundário, em localizações irradiadas anteriormente. OBJECTIVO: Avaliar a eficácia e a cosmética, no curto prazo, da radioterapia externa empregue como terapêutica adjuvante da excisão cirúrgica. MÉTODO: Descrição e ilustração de um caso clínico.

Tabela I Linearidade e Estabilidade de Dose

Materiais e Métodos: A validação consistiu na verificação de: linearidade da dose, estabilidade da dose, e estabilidade de simetria e homogeneidade. Todas as medidas foram efectuadas com o AL Varian Clinac DHX no isocentro e à profundidade de 10cm com a gantry e colimador a 0º. Foi utilizada a energia de 6MV em campos com 1 a 100 UM com passos variáveis (Tabelas I e II). Todos os testes foram realizados com as taxas de dose de 100 UM/min, 300 UM/min e 600 UM/min. No caso da linearidade e estabilidade da dose, as medidas foram normalizadas para um campo de 100 UM nas mesmas condições. Para a simetria e homogeneidade, foram realizados os desvios face ao mesmo campo com 50 UM. Para avaliar a estabilidade de dose, irradiaram-se diferentes combinações de UM/número de campos cuja dose final é a mesma. Os valores de simetria e homogeneidade foram retirados através do software Verisoft da PTW. A análise de dados foi feita no Excel (Microsoft Office).

CASO CLÍNICO

1 a 100 UM com passos variáveis

Condições de Setup

99/7/2010: excisão de vários nódulos do couro cabeludo, localizados na região parieto-occipital direita, fronto-parietal esquerda e que concluíram por “Angiossarcoma cutâneo”.

Electrómetro PTW Unidos E Fantoma de placas PTW

Simetria e Homogeneidade do Feixe

92/8/2010: excisão de novos gânglios localizados no couro cabeludo (“Angiossarcoma cutâneo com crescimento na derme hipoderme e que interessa os limites cirúrgicos laterais e profundos”) e na região cervical posterior direita (“nos dois gânglios isolados na região cervical constatou-se que um deles (4 mm) corresponde a uma metástase de angiossarcoma sem extensão extra-ganglionar”).

Condições 3 a 50 UM com passos variáveis de Setup Campos 5 cm x 5 cm, 10 cm x 10 cm e 20 cm x 20 cm Materiais Fantoma de placas PTW

910/9/2010: re-excisão alargada e reconstrução com retalho cutâneo (D.H.: “2 focos de angiossarcoma com 6 mm (que dista 3 mm do limite de ressecção profunda e com 2 mm (adjacente ao limite de ressecção profundo ; 2 gânglios isolados da região nucal sem metástases”).

Tabela II

Os resultados demonstraram uma resposta linear do acelerador em todas as taxas de dose (Tabela III; Gráfico 1). Quanto à análise da estabilidade, verificou-se que a mesma dose aplicada com diferentes combinações de UM apresentava desvios superiores a 0.5% para UM inferiores a 4, 5 e 10, nas taxas de dose de 100 UM/min, 300 UM/min e 600 UM/min, respectivamente. O maior desvio observado (5.4%) verificou-se na irradiação de apenas 1 UM com a taxa de dose de 600UM/min (Tabela IV). A análise da simetria revelou ligeiras diferenças, particularmente quando se utilizam UM inferiores a 6 em campos de maiores dimensões (20x20) a 100 UM/min. No entanto, não se verificam tendências significativas. As tabelas V, VI e VII apresentam os resultados para simetria Left-Right. No caso da homogeneidade, todas as diferenças foram inferiores a 0.05%.

9A radioterapia solicitada foi atrasada por dificuldades de cicatrização que se resolveram com a introdução, neste Serviço, de Catrix®.

UM y = 0,01x + 0,0004 R² = 1

100 20 10 5 4

0

20

40

600UM/min

60

80

300UM/min

100

120

100UM/min

Taxas de Dose UM/min

Campos

100

300

600

1

0,0

0,0

0,0

5

-0,1

-0,1

-0,2

10

-0,2

-0,3

-0,5

20

-0,4

-0,6

-1,1

25

-0,4

-0,7

-1,3

2

50

-1,1

-1,3

-2,2

1

100

-2,2

-2,8

-5,4

Gráfico 1: Linearidade de Dose

Fig.2: 15 campos conformacionais

DIFERENÇA ENTRE SIMETRIAS

50

10X10

0,00

20

0,00

-0,04

10

-0,17

-0,19

-0,17

10X10

0,00

50

-0,09

20

0,02

0,10

-0,11

10

-0,03

0,31

9

0,03

8

-0,18

-0,07

-0,19

-0,02

-0,21

-0,34

0,00

20X20

0,00

5X5

10X10

20X20

0,00

0,00

0,00

50

0,00

0,08

20

-0,22

0,10

10

-0,02

0,12 0,14

9

-0,09

-0,09

8

-0,10

7

-0,08

0,29

0,04

6

0,00

0,14

0,12

-0,45

-0,32

7

-0,04

0,39

0,21

-0,48

-0,14

6

-0,10

0,30

0,21

0,28 0,22

0,03 0,09

5

0,02

-0,18

-0,74

5

-0,28

0,31

0,04

5

-0,01

0,47

-0,04

4

-0,30

-0,54

-0,75

4

-0,33

0,37

-0,15

4

-0,29

0,10

-0,37

3

-0,44

-0,14

-0,49

3

-0,21

0,57

-0,06

3

-0,17

0,21

-0,32

Tabela VI: Utilizando uma taxa de dose de 300MU’s por min.

Tabela V: Utilizando uma taxa de dose de 100MU’s por min.

9 O principal órgão de risco - cérebro - recebeu uma dose média de 23,3Gy na soma das duas fases de. irradiação, estando este valor dentro dos valores de dose tolerados por este tipo de órgão.

0,17

0,10

0,25

-0,11 -0,02

RESULTADOS

0,18

0,30

7 6

Fig.4: Plano sagital 2ª Fase

Fig.3: Plano sagital 1ª Fase

cervical direita foi irradiada com 56Gy (28 fracções de 2Gy/dia), utilizando 2 feixes conformacionais com energia de 6MV.

DIFERENÇA ENTRE SIMETRIAS

UM 5X5

-0,30

9 8

9 A região

DIFERENÇA ENTRE SIMETRIAS

UM

20X20

9No que corresponde ao tratamento na região cervical, o principal órgão de risco – medula – recebeu um máximo de 10,2Gy, valor muito abaixo da dose tolerada.

Tabela VII: Utilizando uma taxa de dose de 600MU’s por min. Fig.5: Relação Cérebro-Lesão

Discussão de resultados: Nos três testes, verificou-se que os desvios na resposta do AL são muito ligeiros. A única diferença significativa regista-se na análise da estabilidade da dose em que se consegue verificar uma degradação dos valores. Esta situação ocorre particularmente a partir de campos com UM inferiores a 4, com um aumento da dose até aproximadamente 2%, 3% e 5% para as taxas de dose de 100 UM/min, 300 UM/min e 600 UM/min, respectivamente. Apenas foi analisada a variação com a dimensão do campo nos testes de simetria e homogeneidade uma vez que o processo de colimação do feixe é independente do processo de geração do feixe e como tal não teria uma influência significativa na dose. Este resultado poderá ser relevante para estabelecer números mínimos de UM por campo consoante a taxa de dose que cada serviço utiliza. Sugere-se a validação mesmo em centros sem tratamentos de IMRT. Pretende-se repetir o procedimento para a energia de 15 MV e verificar se o comportamento é idêntico.

9Em termos de cosmética, o resultado alcançado foi bastante positivo (fig.6).

Fig.6: Couro cabeludo 6 semanas após o término da irradiação.

CONCLUSÃO: A literatura relativa ao tratamento do Angiossarcoma cutâneo é relativamente escassa estando indicado

realizar associação de fotões e electrões. A extensa área a irradiar exigiu um cuidadoso planeamento que conseguiu uma boa cobertura do volume alvo com respeito pelos tecidos normais adjacentes (derme e cérebro).

Conclui se que o acelerador acele acel Conclui-se linear se apresenta em condições de funcionamento clínico para campos com UM superiores a 5 para a energia de 6MV.

Radioterapia no Carcinoma do Recto: Decúbito Dorsal vs Decúbito Ventral - Um Estudo

Intenção do Estudo

Decúbito Dorsal

Análise de desvios no eixo de coordenadas lateral (x), longitudinal (y) e vertical (z)

Numa altura de generalização dos tratamentos com radioterapia com intensidade modulada (IMRT), e devido às grandes exigências ao nível do controlo de qualidade especifico por doente, novas ferramentas têm vindo a ser desenvolvidas pelos diferentes fabricantes de equipamentos. Apesar de a dosimetria fotográfica permanecer como o “Gold Standard” para a verificação deste tipo de tratamentos, a logística envolvida e o tempo necessário a todo o processo, tem levado a um investimento no desenvolvimento de novos métodos que permitam um controlo de qualidade rigoroso e de confiança. É neste contexto que surgem os já vários detectores 2D comercializados, de entre os quais se destaca a dosimetria portal desenvolvida pela Varian Medical Systems formando parte integrante do equipamento usado para tratamentos com IMRT. Assim sendo é objectivo deste trabalho, descrever os procedimentos usados e os resultados obtidos na aceitação e validação deste método de controlo de qualidade.

Materiais e Métodos:

Para a primeira fase, alinhou-se o fantoma Varian Isocenter Cube Assy com a gantry posicionada a 0º. Efectuou-se um conjunto de imagens com e sem retracção do detector procurando avaliar se a sua resposta seria ou não reprodutível a nível de posicionamento e suas implicações ao nível das imagens adquiridas. Uma vez que, a avaliação anterior foi realizada apenas para a posição de gantry 0º, o passo seguinte consistiu na avaliação da mesma reprodutibilidade em diferentes ângulos de gantry (45º,90º,135º,180º,225º,270º e 315º) mas sempre com retracção do detector entre as diferentes aquisições, procurando avaliar a precisão de posicionamento do detector em condições não óptimas. O resultados foram analisados com recurso ao programa Varian Offline Review v8.6 e Microsoft Excel 2007.

• Redução de dose no intestino, principalmente com distensão da bexiga • Redução da toxicidade dos órgãos de risco • Menor reprodutibilidade

fig. 1 – Detector Varian aS 1000 incorporado num acelerador linear Varian 2100 DHX com Exact Arm

DECÚBITO DORSAL •Quando o doente não suporta a posição em decúbito ventral (ex. colostomia, obesidade) • Maior reprodutibilidade intra e inter fracção

AMOSTRA

Análise estatística das médias dos desvios x, y, z quer em SIMULADOR quer em ACELERADOR

19 Decúbito Ventral

cm

* O número reduzido da amostra deve-se à recente criação da base de dados relativa aos desvios registados na simulação de tratamento.

Desvios do Simulador 0,31

0,30

0,20 0,19

0,20 0,25

0,25 0,21

0,18

0,15

0,13

0,11

0,15

0,15

Ventral Dorsal

0,15 0,12

0,14

Ventral Dorsal

0,10

0,10

A segunda fase iniciou-se com a calibração do algoritmo PDIP de acordo com as instruções do fabricante. Concluído este passo, importa saber se o seu comportamento está de acordo com o esperado e quais as condições ideais para o seu uso em rotina clínica. Assim, e fazendo uso de uma matriz de fluências conhecida (fig. 2), solicitou-se ao algoritmo PDIP que gerasse uma imagem de verificação a diferentes distâncias do isocentro. Para concluir esta segunda fase verificou-se o comportamento do detector, mais concretamente ao nível da sua calibração, ao longo do tempo, de modo a possibilitar uma intervenção precoce caso esta se afaste do ideal (fig. 3). A análise dos resultados foi realizada através software Varian Portal Dosimetry v8.6 com recurso à analise gamma com critérios recomendados pelo fabricante (4%/4mm).

fig. 2 – Matriz de fluência conhecida usada na configuração e validação do algoritmo de predição de dose portal (PDIP).

fig. 3 – Exemplo da verificação da calibração do detector

Para concluir o processo simulou-se um caso clínico no sistema de planeamento Eclipse procedendo-se à sua validação com recurso à dosimetria portal. Esta validação foi também realizada com recurso a uma matriz de câmara de ionização PTW seven29 (fig. 4) incorporada num fantoma de material de densidade equivalente à água e a dosimetria fotográfica com películas Gafchromic EBT2 (fig. 5) também incorporadas no mesmo fantoma PTW. A análise dos resultados foi feita com recurso aos programas PTW Verisoft v4.0 (fig. 6) e RIT 113 v5.3 através da análise gamma com critérios 3%/3mm.

Y

X

Z

Y

Z

Através dos resultados obtidos, concluiu-se que os desvios registados no posicionamento em decúbito dorsal são menores, comparativamente com o posicionamento em decúbito ventral, quer em simulador quer na unidade de tratamento, em todas as direcções (x, y, z). No entanto, constata-se menor discrepância entre os dois posicionamentos aquando do tratamento. Sugere-se continuação do estudo desta parte com a avaliação dosimétrica de dose recebida pelos órgãos de risco. Chao. K.; Perez, C.; Brady, L. (s.d.) Radiation Oncology: Management Decisions. S.l. s.e Delaini, G. (2005). Rectal Cancer: New Frontiers in Diagnosis, Treatment and Rehabilitation. S.l. Springer Khan, M.; Faiz. (2007). Treatment Planning in Radiation Oncology; s.l. Lippincott Williams & Wilkins Nijkamp, J.;Jong, R.; Sonke, J.; Vliet, C.; Marijnen, C. (2009). Target volume shape variation during irradiation of rectal cancer patients in supine position: Comparison with prone position. Micron: Radiotherapy & Oncology, Journal of the European Society for Therapeutic Radiology and Oncology

Eòƒ½çƒã®Ä¦ ÊÙ¦ƒÄÝ ƒã ٮݻ ®Ä PÙÊÝãƒã› CƒÄ‘›Ù: CÊÃփٮÝÊÄ ›ãó››Ä CÊÄ¥ÊÙý 3D Rƒ—®Ê㫛كÖù (3D-CRT) ƒÄ— VʽçÛãÙ®‘ Mʗ罃㛗 Aّ Rƒ—®Ê㫛كÖù (VMAT) A. P

1,2,3

, M. BƒÙٛ®ÙÊÝ1,2,3, A. MƒÙã®ÄÝ —ƒ S®½òƒ1,2,3, R. S®½òƒ1,2,3, D. FƒÙ®ƒ1,2,3, M. I. AÄãçěÝ1,2, A. V®—›®Ùƒ1,2, P. C«®Ä®ãƒ1,2

IntroducƟon: Prostate cancer is the first noncutaneous cancer in men and the second cause of cancer mortality a er lung cancer. External Beam Radia on (RT) is recommended for prostate cancer treatment in all risk pa ents. In RT, irradia on of the prostate gland and seminal vesicles (SV) is done with doses from 71-80Gy. For pa ents with high and intermediate risk, an irradia on of the pelvic lymph nodes is also performed with 45-46.8Gy1,2. In this case, the irradia on is done in two phases. Generally, the first phase is performed with an irradia on of the pelvic lymph nodes, seminal vesicles and prostate gland and the second phase (Boost) only with the irradia on of the prostate and seminal vesicles.

fig. 4 – Matriz de câmaras de ionização PTW seven29

fig. 5 – Película Gafchromic EBT2 impressionada

fig. 6 – Análise gamma efectuada no programa PTW Verisoft

Resultados e Discussão:

Na segunda fase verificou-se que a concordância entre a imagem prevista e a medida se verifica para os critérios gamma já mencionados, embora com diferentes resultados em função da posição vertical do detector. Verifica-se que na posição 5cm se obtém a melhor concordância γ>1 (%) = 0.32, γ médio = 0.17 e γ Max = 1.47, verificando-se a pior na posição 40cm com γ>1 (%) = 1.05, γ médio = 0.24 e γ Max = 1.36. Quanto à calibração, verificou-se estável dentro de 5% num intervalo de 1 mês. Na terceira fase, verificou-se para o índice γ>1 (%), γ médio e γ Max uma boa concordância entre os três métodos, apresentando algumas diferenças atribuíveis às diferentes resoluções.

Da avaliação da reprodutibilidade do braço Exact Arm conclui-se que é reprodutível dentro de 0.5mm podendo em algumas situações (ângulos de gantry oblíquos e maiores distancias do isocentro) o desvio ser de 2mm face à posição 0º, sendo recomendável, para uma maior precisão, o alinhamento das imagens por aqui adquiridas. De acordo com o fabricante é também recomendável a retracção do detector sempre que se movimenta a gantry. O algoritmo PDIP revela-se capaz de produzir imagens para posterior validação com este método, tendo-se limitado o seu uso a distâncias face ao isocentro inferiores a 20cm. Quanto à verificação da calibração é recomendável a sua verificação regular já que apresenta alguma variação ao longo do tempo.

Considera-se, através dos resultados obtidos na comparação com outros 2 métodos, que a dosimetria portal se encontra em condições de ser implementada clinicamente, sendo uma ferramenta valiosa no controlo de qualidade especifico da cada doente.

“Commissioning and Quality Assurance of Volumetric Modulated Arc Radiotherapy with RapidArc”

Figure 1: Axial plan of the 3D-CRT Box technique (Bold green isodose corresponds to 95% of the prescribed dose for phase 1).

The analysis was performed on 26 pa ents. Both VMAT and 3D-CRT planning techniques with the same prescribed dose and planning target volumes were applied to each pa ent. The treatment planning system used was Eclipse (version 8.6) with Anisotropic Analy cal Algorithm.

European Medical Physics and Engineering Conference 2011

VMAT planning technique (RapidArc) (Figure 3) was performed with two arcs using simultaneous integrated boost (SIB) technique for the pelvic lymph nodes, SV and prostate gland. Two arcs were also applied in the Boost plan.

Trinity College Dublin, Ireland

In the 3D-CRT planning of the first phase, two dis nct techniques were performed — the tradi onal Four-Field box2 (3D-CRT: BOX) (Figure 1) and a more conformal approach of six to eight-field plan (3D-CRT: CONF) (Figure 2). The Boost in 3D-CRT was planned using both the five and six-field techniques2.

Adriana Martins

- September 2011 -

Results: Graph I: Comparison of the dose received by the rectum between RapidArc, 3D-CRT Box and 3D-CRT Conformal techniques

Figure 1: Axial plan of RapidArc (Bold green isodose corresponds to 95% of the prescribed dose for phase 1).

Results show that the plans performed with RapidArc received on average less dose for all the major organs at risk. The most significant differences were found for femoral heads, rectum and bladder. With RapidArc, 50% and 2% of the total volume of the femoral heads received on average 24% and 19% less of the total dose, respec vely (Table IV; Graph IV). Regarding the dose received by the rectum (Table I; Graph I), RapidArc plans showed greater differences at 25% volume with an average of approximately 15% less dose than 3D-CRT conformal. Smaller differences of an average of 13% and 10% less dose were found for 50% and 10% of the total volume, respec vely.

3. Concluding Remarks VMAT was implemented successfully in clinical practice.

Table II: Dose difference between RapidArc and 3D-CRT tecniques received by the bladder. Graph II: Comparison of the dose received by the bladder between RapidArc, 3D-CRT Box and 3D-CRT Conformal techniques.

For near-maximum doses (2%) in the rectum and bladder no major differences were found (<2% total dose). Results showed greater sparing at 25% and 50% of the bladder with an average of 10% and 13% less dose (Table II; Graph II). An average of 10% sparing with RapidArc was also observed at 10% volume of the penis (Table VI). RapidArc had be er results in the small intes ne, but significant differences (5%-6%) were only found when compared with 3D-CRT Box technique (Table III; Graph III). Results showed a slight increase in the dose (6-7%) received at 33% volume of the body for RapidArc plans (Table V). Table III: Dose difference between RapidArc and 3D-CRT tecniques received by the small intes ne. Graph III: Comparison of the dose received by the small intes ne between RapidArc, 3D-CRT Box and 3D-CRT Conformal techniques.

Table IV: Dose difference between RapidArc and 3D-CRT tecniques received by the femoral heads.

Graph IV: Comparison of the dose received by the femoral heads between RapidArc, 3D-CRT Box and 3D-CRT Conformal techniques.

Discussion: The total dose administered in Radiotherapy is o en limited by the organs at risk. Be er sparing of the OARs could allow dose escala on with greater tumor control probability and reduced acute and late reac ons of normal ssues. Although a slight increase on the dose received at 33% of the body volume was reported, the “dose bath” doesn’t appear to be significant. In this sense, VMAT seems to be a powerful tool in Radiotherapy as our results showed a much greater sparing in the cri cal OARs for prostate cancer irradia on (rectum, bladder and femoral heads). However the planning and valida on me for RapidArc should be taken into considera on when considering VMAT treatment techniques. RapidArc plans are far more me consuming than for 3D-CRT and pa ent quality assurance is also necessary prior to the first treatment. Due to the variability of the pa ent’s anatomy and prescribed doses, we are hoping to collect more data to be able to hold sta s cally stronger results in the future.

Conclusion:

Table V: Dose difference between RapidArc and 3D-CRT tecniques received by the body.

Graph V: Comparison of the dose received by the body between RapidArc, 3D-CRT Box and 3D-CRT Conformal techniques.

Regarding the evalua on of the organs at risk, results showed that RapidArc plans had a significant be er sparing of the femoral heads, rectum and bladder when irradia ng the same planning target volumes. References:

Thank Tha ank ank n you u

1 - NCCN GuidelinesTM Version 4.2011—Prostate Cancer. Table VI: Dose difference between RapidArc and 3D-CRT tecniques received by the penis.

58

4

73

11 Tabela III

100 80 60 40 20 0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Nº Doentes

Controlos de Qualidade Total 467+233+192+45 53 8 4 1002

Tipo Diários a) Mensais b) Trimestrais c) Semestrais d) Total

Gráfico 2

Dosimetria - Braquiterapia

Tabela IV

a) aceleradores lineares, simulador, tomografia computorizada e equipamento de braquiterapia. b) aceleradores lineares, portal vision, simulador e tomografia computorizada. c) aceleradores lineares e equipamento de braquiterapia. d) aceleradores lineares e simulador.

Nº Planeamentos

60,0

OBI 2%

50,0

Colimador 19% Comandos 4%

Portal Vision 13%

Modulador MLC 12% 13%

40,0 30,0 20,0

Consola 6% Dosimetria

Mesa 6%

10,0 0,0

2%

Gantry 23%

Gráfico 5: Avarias do Acelerador - Origem

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Gráfico 3: Percentagem para a qual o número de planeamentos é superior ao número de doentes

Outra 5%

Rede Informática 16%

Amplitude Horária 15:00 14:30 14:00 13:30 13:00 12:30 12:00 11:30 11:00 10:30 10:00 09:30 09:00 08:30 08:00

>60 min 12% <15 min 37%

Instalações 9%

Acelerador 70%

15-60 min 51%

Gráfico 6: Interrupções de tratamento - Origem

Gráfico 7: Interrupções de tratamento - Duração Instalação Correctiva 2% nível I 19%

Manutenção 7% Verificação 18%

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Gráfico 4

Monitorização 3% Pesquisa de Gráfico 8: Intervenções no avaria Acelerador - Tipo 14%

Correctiva nível III 3%

Correctiva nível II 34%

Casuística de um Serviço de Radioterapia

2009

2010

2009

2010

18% 10 1

11% 18 3

82%

89%

RT pós-MRM

9

RT radical RT pré-op Recidiva gg/ cutânea Progressão sob QT/Hemostase

3 1 8

M1 SNC M1 óssea RT Radical paliativa QTRT radical: RTE+Braqui RT pós-op: RTE+Braqui Braqui pós-op. exclusiva QT => RTE RT pós-op. Vulva

Próstata M1 ósseas M1 SNC M1 ganglionares M1 compr. medular

Não Estadio IV

Total 2009+ 2010

1/2 doentes

5/46 doentes

6 + 48 = 54 doentes

2009

2010

2009

2010

17% 1

4% 1 1

83%

96%

Recid. ovário e útero 1 em recidiva pós-op.

Estadio IV Não Estadio IV 11/19 doentes 15/88 doentes 2009

2010

2009

2010

42% 7 1 1 2

18% 15 1 0 3

57%

82%

8 0 7

62 5 21

RT pós-escape hormonal

Recto

Ovário

1 4 31 3 2 5

1 4

RT pós-PR Estadio IV 3/7 doentes

Não Estadio IV 3/6 doentes

2010

2009

2010

50%

54%

50%

46%

3

4 3 1 3

Estadio IV

Total 2009 + 2010 26 + 107 = 133 doentes

5

Total 2009 + 2010 6 + 13 = 19 doentes

Não Estadio IV 23/73 doentes

2009

2010

2009

2010

4% 2 0 0 0 1

85%

96%

3 0

Finalmente constatou-se um 3º grupo patológico, especialmente ORL, mas também algumas patologias intestinais (com exclusão dos tumores rectais) e pele, onde a terapêutica exclusiva não tem sido praticamente empregue – em que não se verificou uma evolução da situação inicial. Tal facto deve-se, no caso da ORL à inexistência de experiência cirúrgica por parte daquela especialidade o que estará em vias de se modificar com a recente contratação pelo HESE de profissionais com competência nessa área.

2 Rim, 1 Bexiga 4 Rim 1 Rim, 2 Bexiga 1 Bexiga Testículo: 3 RT pós-op Pénis : 3 RT pós-op. Bexiga: 1 RT pós-recidiva Testículo: 1 RT pós-op.

15% 1 1 1 1

16 1 3

Contudo, existe um 2º grupo patológico, Pulmão, no qual verificámos um uso insuficiente das terapêuticas combinadas pois, só aumentaram significativamente, os doentes enviados num contexto de metastização cerebral em detrimento de tratamentos locais.

adjuvante – 3 => 7 rec. bioquímica – 4 => 14

2009

4 /3 doentes

Material e Métodos: Os doentes foram divididos por ano, patologias e 2 grupos de Estadio (Estadio IV e Não Estadio IV) tendose procedido a uma comparação no decurso de 2009 e 2010 da sua evolução, em termos absolutos e percentuais. A análise destes elementos permitenos constatar que, no decurso do ano de 2010, se verificou não apenas um aumento da sua casuística, como seria de esperar, mas uma evolução positiva no sentido de cada vez mais nos serem referenciados doentes em Estadios de doença localizada (Não Estadio IV) com especial incidência nas seguintes patologias: Mama, Próstata, Recto, Ginecologia e Hematologia. Também se constatou um aumento de abordagens multimodais já que ocorreu um aumento percentual dos doentes enviados para terapêuticas combinadas, pós ou pré-operatórias, com intuitos curativos.

2

Estadio IV

RT Radical

M1 ósseas M1 SNC M1 compr. medular M1 –só hemostase M1 ganglionares QTRT pré-op. QTRT pós-op. RT pré-op. RT pós-op. RT Radical QTRT Radical

Total 2009 + 2010 63+188= 251 doentes

CC => RT + HT – 22 => 56 111 CC => QT => RT – 5 => 52 QT neo => CC – 4 => 3 MRM => RT + HT - 2 => 3 49 MRM => QT => RT – 4 => 26 QT neo => MRM – 3 => 20 5 0

31

57 8 1 1 3 3

Total 2009 +2010 27 + 76 = 103 doentes

1 Recidiva pós-op RAR

Esófago

Não Estadio IV 2 doentes 2009

QTRT Radical

Estadio IV 1/2 doentes

Não Estadio IV 1/5 doentes

2009

2010

2009

2010

50%

29%

50%

71%

1

Total 2009 + 2010 2 + 7 = 9 doentes

1

1 1 2

Pâncreas QTRT pós-op. QTRT Radical

Ampola de Vater QTRT pó-op. p p pT3 pN1 R1 pT4 pN0 Em recidiva pós-op. Em recidiva pós-op.

Estadio IV

Total 2009 + 2010 5 + 54 = 59 doentes

2009 20%

2010 69%

1

10 23 4

2009 80%

2010 31%

2+2 3 Mesotelioma 8

1 3

1

PCI - IPC

1

ORL

Estadio IV

Não Estadio IV

Canal anal

1 + 9 = 10 doentes

M1 SNC RT pós-op.

1

RT+Cetuximab

pT4a pN0 M0 Laringe

6

1

1

QTRT

Nasofaringe

1 Não Estadio IV

SNC - tumores 1os

1

RT pós-op

1

RT Radical RT paliativa

Pele

Hematologia

1

Temozolamida

2

Meningiomas

3 Estadio IV Não Estadio IV Total 2009 + 2010 1/2 doentes 1/22 doentes 2 + 22 = 24 doentes 2009 50%

2010 8%

1

1 1

M1 SNC (RT pós-op) M1 ósseas RT pós recidiva op. RT pós-op. (adjuvante) RT + Cetuximab RT Radical

LNH Progressão sob QT Persistência pós-QT Adjuvante de QT Radical LH Persistência pós-QT ante de QT Adjuvante Outros

Total 2009 + 2010

4 / 14 doentes 4 + 14 = 18 doentes 2009 2010 2 8 Temozolamida

QTRT radical QTRT pós-op.

2009 50%

2010 92%

ambos Melanomas Melanoma 1

13 2 1 6

Não Estadio IV 3 / 23 doentes 2009

Total 2009 + 2010 3 + 23 = 26 doentes

2010

1 Persistência pós-QT – 2 4 2 LNH SNC - 2 7 2010 2 2 2010

2 1 2009

2009

Radical

Mieloma – 3 Mielofibrose -1

5

Plasmocitoma - 1 Total

Diversos

3

23

Estadio IV Não Estadio IV 2 doentes 2009

2010

M1 gg M1 ósseas RT pós-op. RT pré-op. RT Radical

Desconhecidos Total 2009 + 2010 1 doente

2010

1 Não Estadio IV 3 doentes 2009

QTRT Radical

Total 2009 + 2010 3 doentes

Total 2009+ 2010

0 /1 doentes 1 / 8 doentes 2009 2010 2009 2010 11% 89%

M1 ósseas

Total 2009 + 2010

3/2 doentes 2009

5+4= 9 doentes

2010 50%

1 1 2 1

1 1

1 Tiróide 1 Sarcoma 1 Timoma, 1Sarcoma 1 Sarcoma 1 Sarcoma, 1 Sarcoma

2010

2 1 Não Estadio IV 1 doente 2009

1 2

Total 2009 + 2010 2 doentes

2010

2 Não Estadio IV 3 doentes 2009

Cólon M1 ósseas M1 SNC RT pós-op. QTRT pré-op. QTRT Radical

Não Estadio IV

1/37 doentes 4/17 doentes

50%

2 QTRT e 1 RT Exclusiva 2 QTRT e 1 RT Exclusiva

Pulmão M1 ósseas M1 SNC M1 partes moles QTRT/ RT SVC Sup RT adj. pós-QT QTRT Radical QTRT pós-op.

2010

3

pT3 pN0 (margens escassas)

Total 2009 + 2010 3 doentes

Estadio IV Não Estadio IV 4/5 doentes 1/0 doentes 2009 80%

M1 ósseas M1 SNC M1 – Compres. medular

2010

2

2009 20%

Total 2009 + 2010 5 + 5 = 10 doentes

2010

2 3

2

RT Radical (paliativa anti-álgica)

1

Dificuldade Dx; recusa da doente de outras terapêuticas

Resultados e conclusões: Entendemos que a importância deste tipo de trabalho é a de que ele nos permite, com algum rigor, monitorizar os progressos ou retrocessos de um autêntico programa de formação contínua, possibilitando que sejam realizadas acções específicas de formação e actualização junto de determinados grupos profissionais. Desta análise podemos já concluir que, quer em número absoluto quer sobretudo percentualmente, se registaram evoluções significativas na maior parte das patologias em avaliação (a Próstata é um bom exemplo de como o mais fácil acesso alterou muito a abordagem terapêutica), seja no número de doentes tratados com intenção curativa seja num crescente diálogo multidisciplinar. Não sendo todas as evoluções positivas (ex: patologia pulmonar) iremos, no futuro, trabalhar de forma mais dirigida a sua abordagem terapêutica procurando incentivar o autêntico diálogo multidisciplinar desde o início da mesma. A continuação deste estudo, no futuro, irá permitir-nos medir o seu sucesso ou insucesso. Referências bibliográficas: Todas as imagens e quadros são propriedade do Serviço de Radioterapia do Hospital do Espírito Santo Évora, E.P.E.

Outros Trabalhos Científicos de 2009 a 2012 Posters - Títulos - Reprodutibilidade na localização do Isocentro: Estudo comparativo entre imagens de Simulador e DRR`s - A Mielofibrose Idiopática: Uma indicação rara para Radioterapia - Carcinoma Basocelular da Face – Caso Clínico - Um ano no Alentejo

Figure 1: Axial plan of the 3D-CRT Conf technique (Bold green isodose corresponds to 95% of the prescribed dose for phase 1).

The DVHs were analyzed at the 2% (near-maximum), 10%, 25% and 50% volume of the major organs at risk (OARs) and at 33% and 66% for the body. All the doses received by the OARs were normalized to the total prescribed dose.

Table I: Dose difference between RapidArc and 3D-CRT tecniques received by the rectum.

Média Nº Doentes Mensal Nº Planeamentos Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Nº Doentes Nº Planeamentos

Contacto: hese@dosrad.pt

Hospital do Espírito Santo de Évora, Portugal

3

Estadio IV Não Estadio IV 11/21 doetes 52/167 doentes

Mama M1 ósseas M1 SNC

RT pós-op.

Materials and Methods:

The dose volume histograms (DVHs) of the rectum, bladder, femoral heads, small bowel and penis were analyzed and compared. Because RapidArc is an arc technique, the dose received by the body was also analyzed. Considering the Box technique is s ll a standard planning approach in many clinics, both the Box and the conformal techniques were included in the analysis. As for the prostate gland boost in 3D-CRT, only the technique that presented less dose to the rectum and bladder was included.

136

Um dos mais importantes pilares no crescente diálogo multi-disciplinar da moderna terapêutica oncológica é o crescente conhecimento, entre as partes, das possibilidades e limitações de cada uma das diferentes modalidades e do seu posicionamento na estratégia terapêutica. Com o presente trabalho, procuramos caracterizar, desde o início do funcionamento da Unidade de Radioterapia, o tipo de patologias e de doentes para os quais nos foi solicitado tratamento com radioterapia, com o duplo propósito de mantermos um levantamento actualizado dos mesmos mas também identificar o melhor timing para a sua realização no conjunto da sequência terapêutica.

M1 gg RT Radical

Adriana Martins, André Pereira, Mara Barreiros, Sofia Nunes

Volumetric modulated arc radiotherapy (VMAT) with RapidArc® (Varian Medical Systems) is a recent technique that provides intensitymodulated radia on therapy. Unlike conformal 3D Radiotherapy (3DCRT), RapidArc is delivered with dynamic gantry, mul -leaf collimator and dose rate. The purpose of this study was to evaluate the differences in the dose received by the major organs at risk for both 3DCRT and VMAT techniques for prostate cancer pa ents.

43

872

Em ambas as áreas árreas de d Braquiterapia e Radioterapia Externa, verifica-se que o número de planeamentos é significativamente superior ao número de doentes. No ano de 2010, verificou-se que, para a Radioterapia Externa, a percentagem em que o número de planeamentos é superior ao número de doentes foi crescente. Sendo o ano de 2010 o primeiro ano efectivo de tratamentos com ambos aceleradores não se pode fazer uma análise comparativa, pretende-se dar seguimento ao tratamento estatístico e analisar a entrada de um período de estabilidade nos anos seguintes.

M1 ósseas

Conclusões:

0,00 X

692

Nº Planeamentos

Conclusões:

Uro-genitais

0,05 0,05 0,00

Nº Doentes

Total

100 80 60 40 20 0

Quer o número de doentes quer o número de planeamentos não parecem indicar nenhuma tendência, sendo bastante flutuantes. No entanto verifica-se ao longo do ano um aumento da percentagem de planeamentos realizados face ao número doentes. Tal pode dever-se ao aumento do número de alterações de planeamento, que ocorrem sempre que há mudança de acelerador ou realização de nova tomografia computorizada; bem como ao aumento de segundos planeamentos por decisão clínica. O máximo de planeamentos foi atingido no mês de Março, altura do início de actividade do segundo AL, tendo uma grande parte dos doentes sido transferidos de AL. Ao nível dos recursos humanos, não foi aplicada uma recta de tendência porque seria falaciosa uma vez que até Março de 2010, apenas um acelerador estava operacional, de modo que a amplitude horária era necessariamente superior. Um dos propósitos de monitorizar o desempenho dos aceleradores é avaliar a eficácia dos controlos de qualidade periódicos e a gestão das avarias. No ano de 2010, o período de tratamentos permitiu que muitas das intervenções fossem realizadas sem necessidade de interromper ou reagendar tratamentos. Porém, com o possível aumento do número de doentes é provável que os dados venham a piorar nos anos seguintes.

Gineco Ginecologia G ecologi eco ol ia (útero e vulva)

Na avaliação dos resultados obtidos na primeira fase, constata-se que para o mesmo ângulo de gantry e para a mesma posição vertical do detector, o desvio máximo observado entre diferentes aquisições é de 1mm com ou sem retracção do detector. Verifica-se também, que os desvios observados para diferentes posições verticais do detector se mantêm semelhantes. Comparando os resultados obtidos com os diferentes ângulos de gantry face à posição 0º verifica-se que o desvio máximo observado é de 2mm na posição de gantry 225º com o detector na posição 80cm, sendo a média total dos desvios obtidos inferior a 0.5mm.

Desvios do Acelerador

cm 0,25

0,35

0,20

Tabela I

Desempenho dos Aceleradores: No ano de 2010, registaram-se em média 26 avarias por AL. As principais origens encontram-se em componentes situadas na gantry (23%) e colimador (19%) (Gráfico 5). Realizaram-se em média 81 intervenções por AL, onde 56% foram realizadas pela equipa da Física. Do total de intervenções, apenas 19% implicaram interrupção dos tratamentos e acção imediata (intervenções correctivas nível I), tendo sido as restantes agendadas antecipadamente ou efectuadas fora do período de tratamentos. Verifica-se que a maioria das intervenções são do tipo correctivas de nível II (34%), o que implica que são intervenções para corrigir situações em que o AL está a funcionar mas com limitações que podem ter como consequências um aumento do tempo de tratamento (Gráfico 6). Apesar das avarias dos AL constituírem 70% das interrupções dos tratamentos, verificou-se que a segunda principal causa de paragem reside em avarias da rede informática (Gráfico 7). A maioria das interrupções apresenta uma duração entre 15 e 60 minutos, sendo que apenas 12% das paragens são superiores a 1 hora (Gráfico 8). A média mensal de interrupções dos tratamentos por AL foi de 4.

RT pós-CC

O processo de aceitação e validação deste método de controlo de qualidade dividiu-se em três grandes fases. Na primeira o objectivo passou pela verificação da reprodutibilidade do posicionamento do detector Varian aS 1000 instalado num braço robótico Varian Exact Arm (fig. 1). A segunda passou por validar a calibração feita ao detector bem como a configuração do algoritmo de predição de imagem portal (PDIP), enquanto que a terceira passou pela comparação dos resultados obtidos para uma validação de casos clínicos simulados, com uma matriz PTW seven29 e com dosimetria fotográfica.

n = 30 Doentes*

Tabela II

RT Braquiterapia Externa

Dosimetria Gráfico 1

Actividade Diária: No ano de 2010 iniciaram-se na unidade de Radioterapia do HESE 735 doentes (Gráficos 1 e 2). Estes valores equivalem a uma média mensal de 73 planeamentos de Radioterapia Externa e 11 de Braquiterapia (Tabela III). O Gráfico 3 explicita a percentagem em que o número de planeamentos é superior ao número de novos doentes em Radioterapia Externa (em média 26%). O sector da Física realizou uma média de 84 controlos de qualidade mensais. Estes integram um conjunto de controlos diários, mensais, trimestrais e semestrais implementados nos diversos equipamentos (Tabela IV). Ao nível dos recursos humanos, este sector é composto por 5 profissionais que desempenham funções numa amplitude horária mensal média de 12h diárias (Gráfico 4).

Lobato, Isabel; Videira, Ana; Chinita, Pedro Unidade de Radioterapia Hospital do Espírito Santo, Évora, E.P.E.

Aceitação e Validação da Dosimetria Portal Varian com Detector aS 1000

Introdução:

DECÚBITO VENTRAL

11 Decúbito Dorsal

a) Planeamentos simples, duplos, triplos, múltiplos, 2ªs planos (simples, duplos, triplos, múltiplos), alterações de planeamento, boost de electrões, cálculo em fantoma. b) aceleradores lineares, simulador, tomografia computorizada e equipamento de braquiterapia. c) aceleradores lineares, portal vision, simulador e tomografia computorizada. d) aceleradores lineares e equipamento de braquiterapia. e) aceleradores lineares e simulador.

- Número de avarias - Origem das avarias

1 – Hospital Do Espírito Santo, E.P.E.; 2 – Lenicare, Lda..; 3 – Dosrad, Lda.

Os posicionamentos em decúbito dorsal e ventral, têm vindo a ser alvo de discussão na literatura na irradiação de tumores do recto, não só a nível dosimétrico com a avaliação de dose recebida pelos órgãos de risco, mas também, na verificação da sua reprodutibilidade no decurso do tratamento. Decúbito Ventral

- Tipo de intervenções

A. Pereira1,2,3, A. Martins1,2,3, M. Barreiros1,2,3, S. Nunes

Miranda, S.; Ferreira, C.; Nunes, A.; Chinita, P.; Lobato, I.* * Unidade de Radioterapia do Hospital do Espírito Santo, EPE

Responder às questões dos Técnicos de Radioterapia relativas à reprodutibilidade dos posicionamentos

- Número de intervenções que implicaram paragem do acelerador - Número de intervenções que não implicaram paragem do acelerador

Discussão de resultados:

9O tratamento foi bem tolerado e sem toxicidade aguda significativa.

BIBLIOGRAFIA: Emami B., Lyman J., Brown A., Coia L., Goitein M., Munzenrider J.E., Shank B., Solin L.J., Wesson M. (1991). Tolerance of normal tissue to therapeutic irradiation. International Journal of Radiation Oncology Biological Physics, 21:109-122; Fink-Puches R et al (2000). Cutaneous angiosarcoma, PubMed; Morgan MB et al (2004). Cutaneous angiosarcoma: a case series with prognostic correlation, J Am Acad Dermatol; Ohguri T et al (2005). Angiosarcoma of the scalp treated with curative radiotherapy plus recombinant interleukin-2 immunotherapy, Int J Radiat Oncol Biol Phys, 61(5): 1446-53.

Conclusões:

- Número de interrupções dos tratamentos devido a avaria (acelerador, instalações e rede informática) - Duração das interrupções dos tratamentos devido a avaria (acelerador, instalações e rede informática)

Dosimetria - Radioterapia Externa

Tabela IV

Tabela III

5X5

9 Na 2ª fase foram prescritos 10Gy (5 fracções de 2Gy/dia) administrados mediante um campo directo de electrões de 6MeV, perfazendo assim uma dose total final de 64Gy.

9 Para irradiação da região do couro cabeludo o tratamento foi dividido em duas fases. Na 1ª fase foi prescrita uma dose de 54Gy (27 fracções de 2Gy/dia), em que foram planeados 15 campos conformacionais (fig.2.), com energia de 6 MV.

Interrupções de Tratamentos

Intervenções

Avarias

Resultados:

PLANEAMENTO DOSIMÉTRICO Estabilidade -Desvios (%)

1,00 0,90 0,80 0,70 0,60 0,50 0,40 0,30 0,20 0,10 0,00

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 12 14 16 18 20 30 40 50 75 100

UM

Fig.1: Couro cabeludo antes da irradiação.

9 No decurso da irradiação foi medicado com Biafine® e Betnovate®.

UM

Desempenho dos Aceleradores Lineares

- Realização das intervenções Actividades de Rotina - Número de doentes para tratamentos de Radioterapia Externa - Número de planeamentos de tratamentos de Radioterapia Externa a) Dosimetria - Número de doentes para tratamentos de Braquiterapia - Número de planeamentos de tratamentos de Braquiterapia - Número de controlos de qualidade diários b) - Número de controlos de qualidade mensais c) Controlos de Qualidade - Número de controlos de qualidade trimestrais d) - Número de controlos de qualidade semestrais e) Recursos - Hora de entrada do primeiro profissional da Física Humanos - Hora de saída do último profissional da Física

Matriz PTW seven29

Resultados:

Linearidade - Leitura Normalizada Taxas de Dose UM/min 100 300 600 0,01 0,01 0,01 0,02 0,02 0,02 0,03 0,03 0,03 0,04 0,04 0,04 0,05 0,05 0,05 0,06 0,06 0,06 0,07 0,07 0,07 0,08 0,08 0,08 0,09 0,09 0,09 0,10 0,10 0,10 0,12 0,12 0,12 0,14 0,14 0,14 0,16 0,16 0,16 0,18 0,18 0,18 0,20 0,20 0,20 0,30 0,30 0,30 0,40 0,40 0,40 0,50 0,50 0,50 0,75 0,75 0,75 1,00 1,00 1,00

Materiais e Métodos:

Câmara de Ionização 0.125cm3 PTW TM31016 Materiais

O sector de Física da Unidade de Radioterapia do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) teve início em Agosto de 2009. A responsabilidade deste sector abrange ambas as áreas da dosimetria clínica e do controlo de qualidade dos equipamentos. Os tratamentos de Radioterapia Externa e Braquiterapia são administrados através de dois aceleradores lineares (AL) Varian Clinac DHX e de uma fonte de alta taxa de dose de Irídio 90 (Varian Varisource iX), respectivamente. Com o intuito de contabilizar e optimizar a gestão do serviço da Física, têm sido recolhidos desde da abertura da Unidade, parâmetros relativos ao trabalho diário, equipamentos e recursos humanos. Tem-se por objectivo analisar estatisticamente as actividades de rotina desenvolvidas pelo serviço e o desempenho dos aceleradores lineares no ano de 2010.

As actividades de rotina foram divididas em dosimetria, controlos de qualidade e recursos humanos. Por sua vez, o desempenho dos aceleradores lineares foi organizado em interrupções de tratamentos, intervenções e avarias. Os dados utilizados para análise estão explicitados nas tabelas I e II. Para as análises realizadas, somaram-se os dados das mesmas categorias de ambos os aceleradores lineares, assumindo-se o desempenho de um acelerador linear global. O tratamento estatístico foi efectuado através do software Excel (Microsoft Office).

9Indivíduo do sexo masculino, de 72 anos de idade (fig.1)

Campo 10 cm x 10 cm

Introdução:

2 - PEREZ, C.A. et al., Principles and Prac cec of Radia on Therapy, 3rd edi on, Lippinco – Raven Publisher, Philadelphia, 1995. 3 - POPPLE, Richard A. et al., Rapidarc radia on therapy: first year experience at the university, Radiother Oncol, 2010

Contacts: hese@dosrad.pt | ÉVORA-PORTUGAL

Trabalhos de Comunicação Oral - Títulos - Radioterapia nas Metástases Cerebrais - Radioterapia nos tumores invasivos da Bexiga - QTRT no Cancro do Pâncreas - Terapêutica bimodal do Cancro do Recto - Radioterapia nas Neoplasias Primárias e Secundárias do Fígado - Radioterapia Externa da Próstata - Quimio-Radioterapia terapêutica: abordagem não cirúrgica - RapidArc- Estivemos em mudanças?! - “Intensity-Modulated Radiotherapy (IMRT) of localized Prostate Cancer”


UNIDADE DE RADIOTERAPIA


79

RECONHECIMENTO


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

MEDIA

Regional

diário do SUL

QUARTA-FEIRA, 20 DE OUTUBRO DE 2010

11

Gala de Beneficência a favor da Associação Oncológica do Alentejo

Solidariedade imperou em noite “mágica” e de fortes emoções Q Maria Antónia Zacarias

Quem te quer, bem me quer” é a mensagem que a Associação Oncológica do Alentejo pretende passar a todos os doentes oncológicos e suas famílias. Para angariar fundos, e no âmbito do primeiro aniversário da Unidade de Radioterapia do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), realizou-se na segunda-feira, à noite, no Teatro Garcia de Resende, uma Gala de Beneficência com a participação de um grande número de artistas e de personalidades públicas que contaram as suas experiências enquanto doentes que conseguiram ultrapassar este flagelo. Também a ministra da Saúde, Ana Jorge, esteve presente, bem como o ministro da Administração Interna, Rui Pereira. Criada para colocar o doente no centro do seu universo, apoiando-o, contribuindo para a divulgação de informação sobre doenças do foro oncológico, no que diz respeito à prevenção e ao acompanhamento de pacientes em fase de tratamento, esta associação espera desenvolver, em breve, parcerias em Portugal e na vizinha Extremadura. A afirmação é feita pela presidente desta associação, Maria Horta, que sofreu de cancro da mama, e que, no final da noite da gala, caracterizou-a de “mágica”. “Esta noite revelou que temos muita capacidade de nos darmos aos outros e de contribuir para uma causa como o combate ao cancro”, salientou, agradecendo o montante obtido ao longo do espectáculo, 63,500 euros, “e que é uma excelente alavanca que vai permitir o apoio aos que mais precisam”. O mentor desta associação foi o director do Serviço de Oncologia do HESE e coordenador regional para as doenças oncoló-

gicas, Sérgio Barroso que explicou ser necessário que doentes tenham uma palavra a dizer, “visto que são um elemento fundamental de todo este processo”. O mesmo responsável adiantou ainda que espera que a associação possa dar contributos materiais também para os doentes e para as suas famílias, bem como ajuda no domicílio. A ministra da Saúde fez questão de se juntar a este evento, tendo elogiado a iniciativa da criação desta associação, sublinhando ser

“um bom exemplo para multiplicar pelo país”. No que se refere ao primeiro aniversário da Unidade de Radioterapia, a governante evidenciou o importante papel que tem vindo a desempenhar no Alentejo, “fora dos grandes centros e isso são sempre mais-valias para todos”. Com esse intuito, o grupo Lenicare concorreu à construção desta unidade de tratamentos, vencendo o concurso e estando a prestar serviços “com um

HESE vai ter Medicina Nuclear em 2011 A valência da Medicina Nuclear, que estava prevista para o novo hospital, foi antecipada para 2011, nas actuais instalações do HESE. Filomena Mendes, presidente do Conselho de Administração do HESE anunciou que a ministra da Saúde, Ana Jorge, autorizou a implementação desta especialidade médica para breve. “A medicina nuclear é para arrancar ainda neste hospital e estou muito satisfeita por isso, pois corresponde à necessidade que o nosso serviço de oncologia tinha de ganhar uma dimensão

regional”, sustentou. A mesma dirigente afirmou que esta solicitação ao Ministério da Saúde justificou-se pelo facto do hospital “ter condições para receber esta valência, permitindo que a radioterapia tenha um efeito muito melhor nos doentes”. A Medicina Nuclear é uma especialidade médica relacionada à Imagiologia que se ocupa das técnicas de imagem, diagnóstico e terapêutica utilizando partículas ou nuclídeos radioactivos. Utiliza práticas seguras e indolores para formar imagens do corpo e tratar

doenças. É única por revelar dados sobre a anatomia e a função dos órgãos, ao contrário da radiologia, que tipicamente mostra apenas estrutura anatómica dos órgãos. Os exames de medicina nuclear podem detectar precocemente anormalidades na função ou estrutura de um órgão do corpo permitindo que algumas doenças sejam tratadas nos estágios iniciais, quando existe uma melhor chance de prognóstico bem sucedido e recuperação do paciente.

grande sentido de responsabilidade”, frisou Hélder Silva, gerente da Lenicare. “O nosso objectivo continua a ser a dádiva de uma dimensão muito humana aos

serviços que prestamos, melhorando sempre o nosso trabalho e esta noite de festa foi uma espécie de epílogo”, justificou. Antes da Gala foi feita uma

visita à Unidade de Radioterapia, a que se seguiu, já no Teatro Garcia de Resende, um debate entre profissionais da especialidade clínica com o objectivo de promover as acções da recém-criada Associação Oncológica do Alentejo. Esta iniciativa foi organizada pelo HESE e pela Lenicare (concessionária da exploração da Unidade de Radioterapia), tendo contado com a participação de individualidades portuguesas e artistas como Camané, Rodrigo Leão, Fernando Tordo, Nicolau Breyner, Nucha, Luísa Rocha, Teresa Palma Pereira, Emídio Rangel, Paulo Sousa Costa, Nilton, Serafim, Carla Matadinho, Paulo Pires e o Grupo de Cantares de Monsaraz. No decorrer da Gala de Beneficência foram leiloadas obras de artistas plásticos como João Cutileiro, Margarida Lagarto e Luis Ançã, além de um manuscrito e do cachimbo de David Mourão Ferreira, vítima de cancro, e de uma jóia da autoria de Maria João Bahia que foi criada especificamente para este evento. Pub.


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www.noticiasalentejo.pt número especial

Notícias Alentejo Bem me quer no TGR

»»» A Gala de Beneficência e comemorativa do aniversário da Unidade de Radioterapia do Hospital do Espírito Santo de Évora abriu com Teresa Palma Pereira, ao piano, e encerrou com os cantares de Monsaraz. Pelo meio actuaram Nucha, Rodrigo Leão, Camané e Fernando Tordo, numa noite também marcada por testemunhos de Paulo Sousa Costa, Emídio Rangel e Nicolau Breyner e pelo leilão de obras de arte e de uma primeira edição de David Mourão Ferreira, apresentado por Nilton, Serafim, Paulo Pires e Carla Matadinho. Organizada pelo HESE e Lenicare, com receita a reverter para a Associação Oncológica do Alentejo, a Gala realizada no Teatro Garcia de Resende, em Évora, contou com as presenças dos ministros que tutelam as pastas da Saúde, Ana Jorge, e da Administração Interna, Rui Pereira

Saúde: Alente jo deixa de ser única região da Península Ibérica sem radioterapia Évora, Portug al 04/09/200 9 Temas : Saú de, Do enças, can cro , Ho spi tais , Do ente,

Socied ade

Évo ra, 04 Set (Lu sa) - A prim que não pos eira unidad e suí de rad iote rap em Évo ra, tor a um equ ipa me nto do ia do Ale nte gén ero , é ina nan do-se no jo, única reg ugu rad a seg "mais bem" und a-feira no ião da Pen íns ula Ibé rica equ ipa do cen "A tecnologi Ho spital do tro nacion al. a é de top o Esp írito San e, por iss o, Portug al e um to, esta vai ser a das ma is a uni bem equ ipa pre sid ente das da Pen íns dad e de rad iote rap ia ma do con selho de adminis tra ula Ibé rica ", is bem equ ipa Serran o. garantiu hoj ção do Ho spi da em e à agê ncia tal do Esp írito Lus a San to de Évo A unidad e, ins ra (HE SE), Ant o tala da no edi ónio Saú de, Ana Jorge” , às 11: fício hos pita lar do Patroc ínio e que dev 00, vai estar última ino vaç equ ipa da com ão em rad iote erá ser ina ugu rap ia, des ign "a tecnologi rad a “pe la min a ada ma istra da is por rec Rap id Arc", "Es ta tecnol ente", nomead exp lica o HE ogia amente "a SE. oncoló gico em permite me lho rar mu ito a qua lida de tra tamento, de delimitaç res umiu Ant ão da áre a ónio Serran Lembra ndo de irra dia ção o. que o Ale nte " do doe nte jo era a "ún o res pon sáv ica reg ião da el rea lço u que Pen tecnologia e , ago ra, pas sa a deter um íns ula Ibé rica " sem qua recurs os qua lqu er unidad lificado s". cen tro “de exc e nes elê ncia, em Fru to de um equ ipa me nto ta áre a, inv s, exp lora da pel estime nto privado de “ce o con sórcio Len ica re, ven rca de 10 milhõe s de eur ced os" , or a unidad e foi do con curso Os doe nte s con struíd a e inte rna cio nal oncoló gicos será . de Ale nte jan o) pas sam a efe tod o o Ale nte jo (dis trit os de Évo ra, ctu ar os seu des locaçõ es Beja, Portale s tra tament a Lis boa , Alg os de rad iote gre e zon a arve ou a Esp do Litoral rap ia nes ta anh a. cid ade ale nte "É a obra ma is jan a, sem fina lme nte con imp ortante na áre a da Saú de feita, cre tiza r o son nas última s tra tamentos ho de evitar década s, no que duram que os nos sos Ale norma lme nte nte jo, porque doe nte s se 25 ses sõe s permite des loq uem Seg und o o pre con tínu as" , para fora da dis se. sid ente do con reg ião , para via gen s e um selho de adm a pen osidad inis tra ção do e eno rme tan para as sua hos pita l, ess a situ s família s". to para os doe açã o imp lica nte s, que já va "um vaivém estava m num "Ag ora , as dis de estado crítico tân cia s diminu , como cas o os doe em e as con nte s pre fira diç ões de com m ins tala r-s encargos com odi dad e são gra nde e em Évo a sua aliment s", afia nço u, açã o e alo jam ra durante o tra tament garantind o o, o hos pita ento em uni que , A partir de seg l vai sup ortar dad es hotele und a-feira , iras locais . os ava nço u, a com "co nsu ltas unidad e de rad iote rap ia o início do tra na áre a da decisã o ter vai apê utica" e, tamento de pro vavelment "co me çar log o a fun cio nar doe nte s". e na terceira ", primeiro "Ma s o doe nte semana des te mê s, "co m introdu zir um que já estive r em tra tam ento em Lis novo factor boa , por exe de perturbaç António Ser mp ran o, referin ão. Estamos do que a est é a pro gra ma lo, comple ta lá o ciclo, doe nte s por ima tiva é que para evitarmo r ano ". a unidad e ale tod os os novos doe nte s s", pre ciso u nte jan a ven Alé m de tam ha a tra tar bém cria r "30 "ce rca de 1.5 00 pos tos de tra pro fiss ão que bal "nã o havia ho qua lificado na reg ião ", inte rna cio nal s", atrain do, sub linhou, a , com parcei por exe mp lo, unidad e de ros tecnológi para "de sen "fís ico s rad iote rap ia cos volver pro gra vai ain da inte nuclea res ", ma s de invest e universid ade s portug gra r uma red ues as (co mo iga ção ". e RRL. a de Évo ra) e esp anh ola s, Lus a/Fim


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

EVENTOS CIENTÍFICOS

Com um assumido espírito de missão - a de colocar o Alentejo no mapa da Oncologia, dignificando a Região e de responsabilidade social, a Lenicare, participa ativamente nas ações que têm mérito científico e social, e que contribuem para o conhecimento e para o despertar da consciência.


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PARCERIAS


UNIDADE DE RADIOTERAPIA

TESTEMUNHOS (alguns exemplos)


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UNIDADE DE RADIOTERAPIA

INSTITUCIONAL

Manuel António Coordenador Nacional para as Doenças Oncológicas

Mário Vilhena Decano da Radioterapia em Portugal

Ana Jorge Ministra da Saúde de 2008 a 2011

E. Passos Angelo Médico Radiologista

Paulo Costa Radioterapeuta itiu a uma região caoterapia do HESE-EPE, perm A criação da unidade de Radi lógica, contar com onco área na ados cializ e espe renciada em cuidados de saúd icas inovadoras ológ tecn ões soluç pelas só ia não um novo pólo de exceleênc qualificação da equipa da eleva pela ente ntalm implementadas, mas fundame lham. de profissionais que nela traba lente trabalho desenvolvido

A todos bem hajam pelo exce

Paulo S Costa Radioterapia/Oncologia ico e Tratamento Instituto CUF Porto - Diagnóst


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nsiste lthcare co da GE Hea soluções e to en im lv de de desenvo de saúde através e, em s vectores e Lenicar ados principai na unidad agem ores cuid h te el en m a “Um dos am ir ma abord so u te es e in d ac s os o n vé ir ora it o at d m em e er ev ão p qu R gi . to re em as ec na s inovador cioso proj o cancro tecnologia grarmos um ambi forma mais eficaz e saúde à d os ad id cu ente de inte Évora, ao itirá tratar o acesso a melhores uma sólida compon a ora perm ci e ad n os d ci lê m so ce ar en is ci er ex dif de prom poten pelo com uma visão ite executar. Além de Alentejo. m alicerçados ca local, abraçamos er l, p ra os ge es n tífi o em os esta a Lenitud populaçã idade cien e assumim iro como na comun ndedor, qu um parce e ee formativa qu pr a em gi espírito a oncolo na área d orgulho e te.” m o maior É, pois, co e o primeiro instan esd parceria d Daniel Car

Daniel Carreño Alvarez CEO GE Iberia

ez reño Alvar

Guilherme Bezerra de Castro Oncologista NUTEC - Cuiabá (Brasil)

Paulo Lisboa Dir. Comercial Varian para a América Latina

dioterapia U idade de Rad uipe Médica da Un al Albert spittal spi H Ho contacto com a Eq e No l tiv asi fez Br ira no me A pri , Foi aqui uns meses al Espítito Santo ittal serviço . Após alg de Évora – Hospi itee para visitar o os surpreso i o convviit cam eb e fi , rec o so s do Bu B an qu rilo , Einstein d Dr Mu i do nia oles de paan mp om ço em co rviiço ada e seus contr , fui visitar o Seerv tecnologia avanç ntação de te toda Equipe me de ple ão nç i im ate na e z o com a rapide ante foi o carinh “ a proposta mais impression rovamos “in Loco qualidade. Mas o visitantes , comp s nó a e s nte cie dedicada aos pa Equipe . Parabéns a toda desta Unidade . Paulo Lisboa

George Schahin Presidente do Hospital Santa Paula/ São Paulo (Brasil)

Cassio Zandoná CEO AMIL/Rio de Janeiro (Brasil) pela Lenicare e cologica concebido o de assistencia on e comodidade ad sso egr ace int em lo r de lho O mo Evora reune o me em uipamentos de a eq tic e a pra cad fi em a ali qu colocad a especializada e dic excelente custo me e m co uip e l eq , ave replic ao paciente o em um sistema nd eti refl o, aca ultima ger efetividade Cassio Zandoná

ue vencer za você conseg gocio, com certe ores disne ed u nd se ee no pr ita em red dois Quando você ac minha na Fátima, são e na r e , lde os He nh so no us vi em busca de se ! Esta atitude eu tão os por es ad do cri an tos qu en s im r risco és de empreend av postos a assumi atr ram pe os cios pr opinião os negó sucesso !!! medo da vida !! cada vez mais quem não tem NITUDES terá LE a e qu za Tenho certe o

Um forte abraç Schahin


UNIDADE DE RADIOTERAPIA


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cortesia:

www.visitalentejo.pt


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UNIDADE DE RADIOTERAPIA

POSFÁCIO

O

cancro é a segunda causa de morte nos países ocidentais e, a médio prazo, poderá tornar-se a primeira.

Ao longo da vida, estima-se que uma em cada três pessoas tenha um diagnóstico de cancro. Se é verdade que a crescente incidência desta patologia é um grave problema de saúde pública, não deixa também de ser um sinal de civilidade. Aprendemos a prevenir ou a controlar melhor as doenças infecciosas e as patologias cardiovasculares, vive-se mais tempo e estes dois fatores conjugados fazem sobressair uma maior incidência de cancro. Temos sido capazes, enquanto sociedade, de tratar cada vez melhor os doentes oncológicos. Curam-se mais situações e a sobrevivência global é maior. A humanização dos cuidados, paralelamente a um uso racional dos recursos disponíveis, tem sido uma realidade.

Francisco Luís Maia Mamede Pimentel, MD*, PhD** Coordenador Oncológico do Grupo Lenitudes Diretor do Mestrado Integrado de Medicina - Universidade de Aveiro/ICBAS *(Medical Oncology, Internal Medicine, Clinical Pharmacology) ** (Invited Associated Professor with Aggregation, Health Sciences Department, University of Aveiro)

Neste contexto e em consonância com o que se passa noutros Países e Regiões de Portugal, a existência da Unidade de Radioterapia, sediada no Hospital Espírito Santo, EPE, em Évora, é, também, um sinal de civilidade. Com recursos humanos e técnicos adequados à missão com que foi criada - “tratar os doentes do Alentejo que necessitem de RT” -, a Unidade tem hoje um potencial que pode mesmo ultrapassar, em termos geográficos, esta missão. No âmbito tecnológico, são disso exemplos o Sistema RapidArcTM (permitindo realizar doses de radiação mais elevadas, com menor toxicidade e em menos tempo) e a Braquiterapia de Alta Taxa de Dose. Em paralelo, a utilização de sementes de ouro implantadas na próstata como marcadores para a

Se é verdade que a crescente incidência desta patologia é um grave problema de saúde pública, não deixa também de ser um sinal de civilidade. realização de radioterapia, com a Técnica de IMRT, é um sinal inequívoco da qualidade do serviço prestado e do bom uso dos equipamentos disponíveis, possível com a reconhecida excelência dos recursos humanos. Considerando a dinâmica já verificada nesta Unidade de Radioterapia, novas técnicas de tratamento serão, seguramente, uma realidade a curto prazo, melhorando-se, ainda mais, a qualidade assistencial ao doente oncológico, para a qual, também, contribuirá o desejado centro de Medicina Molecular. Os Hospitais da Região do Alentejo podem, assim, tratar o doente oncológico de forma mais global, atempadamente e com o benefício da proximidade da residência, dispondo de equipamentos de diagnóstico, de equipas cirúrgicas diferenciadas e de um competente Serviço de Oncologia Médica. Com a Unidade de Radioterapia, o Alentejo deu um passo importante na qualidade assistencial ao doente oncológico, esperando-se que contribua para uma melhor Qualidade de Vida de quem convive com o cancro.

Com a Unidade de Radioterapia, o Alentejo deu um passo importante na qualidade assistencial ao doente oncológico, esperando-se que contribua para uma melhor Qualidade de Vida de quem convive com o cancro.


Yes We Care - Brochura Lenicare  

Brochura Institucional da Unidade de Radioterapia da Lenicare, Lda

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