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O menino que está amparado no fogo da pistola; No escuro eleva-se até farol, alumia toda linha de batalha, desaparece nos artifícios da cilada, E o rato da colina recebe toda glória, Ali Não há repouso e o sono foge do Sol, O mar tece velozmente a grande mortalha, Para cobrir a honra abreviada


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Vi um coração de madeira pendurado no banheiro, então é esta gota invertida que regula a circulação sanguínea e guarda tesouros da intuição? Uma pontada aguda, um ritmo acelerado... falta de ar. Inverso da paixão ou prescrição do veneno? As fibras da carne são as curvas das vírgulas na pausa desavergonhada E o ponto final é só uma aliança da procriação.

Depois de fecundar cada página com as sementes dos sortilégios amorosos, pode o homem colher a verdadeira racionalidade? Desprendido das sentenças, pulso o sentimento vibrante e sensível nas relações rítmicas da insensatez, para manter serenidade diante das más intenções, só assim a coragem transforma o coração de madeira em um princípio de fé.


ÓErelibenovado alento eleva a onda rta a ilusão do espaço


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La em minha terra há uma abundante espuma saponácea com propriedade Suprema na força d’água para lavar as rendas sujas com pensamentos contaminados pelo germe do insulto, talvez seja loucura ter o ouvido no corredor estreito dos julgamentos precipitados e a boca no banco de dados da bancada paranormal, mas a combinação abre a porta pra varanda, onde estendo a cortina limpa e vejo através dela uma divisão do tempo isento de culpas


Fim de tarde, o corpo fustigado de Aurora, É apenas o vento forte a suavizar os contrastes nesta sucessão de linhas e contornos, variações da partida: sem borda, sem terreno, sem propriedade, sem provas, sem resistência, sem filtros, sem projeções, sem frio e sem medo.


Há dias que o melhor a fazer é olhar o cascalho nas paredes pra ver se enxergamos o mapa do chão que caímos, pois pra voar mais alto é preciso esquecer a sensação do frio e alcançar com o dedo A representação dos enlevos.


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Quando criança fui levado ao pai De todas as rosas plantadas Nas nuvens dos berçários, onde os Raios são pura inteligência estelar. Pedi palavra e também muito cuidado com sua manifestação Para não ofender o ouvido Sensível daquele jardim De delicada força concêntrica .


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A mais elevada evolução é ver O amor de um animal no sorriso De uma criança


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Nesta noite fria, visto-me com raios de sol , subo a escada de linhas imaginárias, alcanço minha casa no alto rochedo. Reflito todo calor do meu afeto para aquecer A percepção de que logo mais o dia nascerá.


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Quarto refúgio, organicidade do canto e da dança No palco de vivências que desconhecem medidas de tempo e espaço, e, é no escuro, atrás das cortinas baixadas, o ponto onde o sol da partitura da vida mais brilha.


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Antroporm贸rfica deidade da natureza, por vezes a firme fereza verte tal brandura, que a luz agitada sobre seu corpo repousa e o calor das palavras reascende a realeza das cores, mesmo na noite mais escura.


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 

Escava o concreto, descansa no topo da casa com a chama íntima acessa, só assim, aquecerás os pés que um dia caminharam sobre o gelo nas travessias da vida


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Nas mãos da musa, a leitura é investimento prodigioso. A feição estranha do mundo ganha o brilho da sua formosura e os astros cobrem o lenço majestoso da inclinação ao entendimento profundo


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Quem sabe, alĂŠm desta nĂŠvoa, os pontos brilhantes, sejam os botĂľes da vestimenta vaporosa.


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Areia de um novo tempo escorre lentamente sobre o espelho vivo do universo. Deixa refletir a mais bela paisagem sobre o efeito do ar puro, esse alento de vida, assim, quando os olhos se fecharem, cada ponto matemático na página branca do espaço, há de expandir para alcançar a profundidade da vida interna que segue veloz como as ondas das águas para ascender às dimensões da mente. Areia de um novo tempo, deixa a água deitar tranquila sobre o teu colo e ajuda este poéta sem sono esquecer a queda nas ondas do tempo, que, nos leva àquelas dimensões desprovidas de paz e de realidade.


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Noo Reino N Reino dos encantos, enccantoos, A claridade claridade ddesnuda esnudda Ass profundezas A profundezaas da da tterra, erra, O céu céu nnublado, ublado, o aarr sseguro eguro Sob S ob o chapéu chapéu e o ccaminho aminho Doo homem D homem ttransparece ransparece Nos N os pés pés mergulhados mergulhados Noo mar N mar ddaa cclarividência. larividênccia.


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Dentro de cada um de nós há mundos diversos, acontecimentos futuros e simultâneos, rastros dos pensamentos mais recôndidos, pistas das inclinações trilhadas, cifras dos ciclos na matéria grosseira, encantos e desencantos do nosso corpo de ilusão, água da vida e

fogo do renascimento.


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Prazer desmedido no pó da prata, explode toda certidão de fé! Voa, voa pelos ares poluídos e dissipa o clima quente das frivolidades.


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Beijo a mão delicada, o låbio glacial suspende o curso grave das tormentas. É o cultivo da remota acolhida! O caminhar seguro sob os recifes! O cheiro da terra E o corpo liberto de Sua animalidade.


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Sigo veloz o caminho branco da batalhas, Sem deixar de ver o azul celeste No espelho das águas plácidas formar A dissolução dos encontros amorosos No despontar rosado do sol da meia-noite.


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A dor transpôs a escuridão e o amanhecer se reconcilia com o sono envolvido nas mais estranhas incursões. Segue veloz o vento e se distancia a sonoridade de cada gesto primitivo. O corpo velado jaz na câmara do tempo, é a marca esmaecida na areia, reflexo da obscuridade, ainda assim, os passarinhos cantam sob a cerca e lá onde o mar se uni com o céu, o anzol da eternidade atrai as ondas dos recantos escuros e as suspendem sob ação da gravidade. Agora o fio da vida é o pêndulo no olho-d’água.


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O chão é uma pele, mais abaixo é só puro magma de paixões ... então canta, dança e encanta a pedras do caminho para que elas possam voar sem cair sobre as nossas cabeças , assim cada passo dado o livra de qualquer armadilha que impeça a imaginação de sonhar com a realidade, de voar alto ou de mergulhar ao fundo das interações humanas para encontrar em suas paragens abissais a água-viva com a luminosidade do amor.


Farol da Aurora