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ORGANIZAÇÃO NÃO GOVERNAMENTAL PARA O DESENVOLVIMENTO

 

 

 

RELATÓRIO de ACTIVIDADES  

2011

Proposta apresentada em Assembleia Geral 31 Março 2012

 


RELATÓRIO DE ACTIVIDADES

1. Introdução O Relatório de Actividades 2011 reflecte o exercício da actividade da ONGD – Leigos para o Desenvolvimento (LD), destacando os aspectos mais relevantes ao nível dos resultados alcançados nos países de missão mas também ao nível da dimensão organizacional e associativa. No seguimento do ano 2010 com grandes mudanças, nomeadamente ao nível dos órgãos sociais e do modelo de governança, 2011 foi vivido como um ano de maior estabilidade e com um enquadramento definido pelo Plano Estratégico 2011-2015. Sem ser ainda um tempo de consolidação, 2011 foi contudo um tempo para colocar em prática algumas das opções de fundo, de que são exemplo o completar da constituição e estabilização da equipa executiva, o alargamento da intervenção a outros territórios e a mobilização de novos parceiros e apoios. 2011 foi um ano de crescimento face ao ano anterior, atendendo à situação particularmente difícil vivida em 2010. Assim, em 2011 verificou-se a abertura de uma nova missão – Porto Alegre em S. Tomé e Príncipe, e o reposicionamento da missão com residência na Madre Deus, dando início a uma intervenção na zona urbana de São Tomé – Bairro da Boa Morte. Esta opção estratégica permitiu aumentar o número de projectos e o número de voluntários no terreno, fazendo com que a intervenção dos LD beneficie maior número de pessoas e estabeleça novas parcerias de implementação. Ao nível da gestão financeira, 2011 foi também um ano particularmente feliz, principalmente se tivermos em conta o contexto de crise financeira que Portugal e a Europa atravessam. Os resultados alcançados foram positivos, tanto pela redução de custos como pelo aumento considerável de proveitos. Na verdade, o rigor na execução orçamental, a mobilização permanente de apoios em regime de pro bono, o reforço de angariação de fundos a partir dos países de missão e o forte incremento do financiamento proveniente de empresas, foram fortes contributos para esse desempenho. Importa contudo referir que, apesar disso, 2011 foi bastante exigente do ponto de vista de tesouraria e da gestão global das necessidades por centro de custo, o que trouxe dificuldades acrescidas à execução orçamental. Ao nível da comunicação externa e da promoção da notoriedade LD, 2011 foi também um ano bastante dinâmico. Alterou-se a imagem corporativa e reformulou-se todo o material de promoção e divulgação da Organização, incluindo a produção de merchandising. O site foi todo renovado, os LD passaram a estar nas redes sociais e o Boletim LD adquiriu uma imagem mais consistente e apelativa. Para este objectivo contribuiu fortemente a celebração do nosso 25º aniversário,

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 2  


nomeadamente com a abertura das comemorações em Abril, a projecção na comunicação social e o lançamento do livro ‘Estamos Juntos – 25 anos | 25 contos’. Os Embaixadores LD foram também um contributo importante para afirmação da credibilidade da ‘marca LD’. Finalmente, importa destacar que no seguimento do Plano Estratégico, foi levado a cabo um processo de revisão dos Estatutos LD, aprovados na Assembleia Geral de Dezembro de 2011.

2. Projectos e Áreas de Intervenção No que diz respeito à intervenção directa dos Leigos para o Desenvolvimento, 2011 voltou a contar com 6 missões e passou de 13 para 19 voluntários LD no terreno. De forma mais específica, S. Tomé e Príncipe que tinha apenas uma missão com intervenção em Santa Catarina (3 voluntários), passou a contar com duas missões (Porto Alegre - 4 voluntários e São Tomé - 3 voluntários); em Angola continuaram as missões de Benguela (passando de 3 para 5 voluntários) e do Uige (4 para 3 voluntários) e em Moçambique manteve-se a missão de Cuamba (passagem de 3 para 4 voluntários). Em Díli manteve-se o RH contratado para a Pré-Escola de Santo Inácio e em Portugal assegurou-se o funcionamento regular do Centro S. Pedro Claver. A abertura de uma segunda missão em S. Tomé e Príncipe, inicialmente não prevista, resultou da impossibilidade de arranque de uma nova missão em Moçambique. Em parceria com a Fundação Gonçalo da Silveira, foi realizado um forte trabalho de diagnóstico nas Províncias da Beira e de Tete mas, apesar de se poder justificar uma intervenção nesses territórios, optamos por não avançar por enquanto, respeitando o ritmo do potencial parceiro local, a Companhia de Jesus – Região de Moçambique, que considera não estarem ainda reunidas as condições de regresso dos LD a qualquer uma dessas regiões. Por essa razão, avançou-se ainda no final do ano com um aprofundamento de diagnóstico na província do Niassa, com vista à localização futura de uma segunda missão LD nessa província. É ainda de destacar que em 2011 se registou a conclusão da participação dos LD em três projectos que ganharam a sua autonomia devido à completa apropriação por parte dos parceiros locais: Centro Semente em Cuamba, o Centro Cultural de Santa Cruz no Uige e o Projecto de Formação e Alfabetização de Jovens e Adultos em Benguela. Todos os voluntários estiveram envolvidos em actividades pastorais de acordo com as necessidades das Dioceses, passando por catequese e formação de catequistas, por actuação em diferentes contextos (pastoral universitária, na prisão, na família, etc.) e por suporte às estruturas diocesanas. No exercício de elaboração de diagnósticos, nomeadamente em S. Tomé e Príncipe e Moçambique, foram definidos critérios chave a ter em conta na abertura de novas missões. É ainda de assinalar que os Leigos para o Desenvolvimento foram desafiados a abrir missões, nomeadamente em Angola (Luena), Brasil (Montes Claros e Manaus), Timor (Kasait) e Portugal (Rabo de Peixe). A resposta a estas solicitações está em análise, tendo em conta o Plano Estratégico e os princípios de actuação dos LD, pelo que serão decisões que requerem pré-diagnósticos e tempo de maturação, não sendo tomadas decisões antes de 2012.

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 3  


2.1.

Missão de São Tomé

Na sequência da reflexão de 2010, que evidenciou a necessidade de proceder ao reposicionamento estratégico dos Leigos para o Desenvolvimento em São Tomé e Príncipe, desenvolveu-se em 2011 um trabalho profundo de diagnóstico, focado em três territórios distintos: Santa Catarina (roça na zona norte do país), Porto Alegre (roça na zona sul do país) e Bairros da Cidade Capital. Na primeira fase do diagnóstico, até Abril, optou-se por implementar uma nova missão em Porto Alegre, tendose fixado aí residência desde Outubro. Num segundo momento, em Junho, face à detecção de um conjunto de oportunidades de intervenção nos Bairros, considerando a importância de manter um apoio logístico aos voluntários na Cidade Capital e tendo também em conta o enquadramento global da Organização que tinha previsto para 2011 a abertura de uma nova missão,1 optou-se pela manutenção de uma comunidade em São Tomé (casa da Madre de Deus) mas passando a ter uma intervenção num contexto urbano, dando início a um trabalho no Bairro da Boa Morte. Concluíram-se, assim, as intervenções no Distrito de Lembá, designadamente, a colaboração com o PDIL – Projecto de Desenvolvimento Integrado de Lembá, a Escola de Costura de Santa Catarina e a participação na Escola Secundária de Neves, que já haviam sido programadas para a possibilidade de um ciclo de intervenção curto. A Missão de S. Tomé esteve com responsabilidades nos seguintes projectos: 1. Diagnóstico de Necessidade e de Oportunidades em S. Tomé e Príncipe 2. PDIL – Projecto de Desenvolvimento Integrado de Lembá 3. ECSC - Escola de Costura de Santa Catarina 4. Intervenção na Escola Secundária de Neves 5. Territorialização da equipa LD no Bairro da Boa Morte

1. DIAGNÓSTICO DE NECESSIDADES E DE OPORTUNIDADES Início de implementação

Outubro 2010

Final de implementação

1ª Fase Abril 2011 2ª Fase Outubro 2011

Nº de pessoas envolvidas

Populações do distrito de Caué: Ponta Baleia (145), Vila Malanza (448) e Porto Alegre (525) Populações dos distritos de Lembá: Santa Catarina (1.470) e comunidades circundantes (750) Populações do distrito de Água Grande – bairros periféricos: Riboque (4.232), Boa-Morte (2.945), S. Marçal (2.746) e Pantufo (1.119), Liberdade (347) Oque d’El Rei (3.938)

Actividades em 2011

⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Caracterização e mapeamento dos territórios Levantamento de necessidades e oportunidades Sessões de diagnóstico e de devolução participado Selecção dos territórios e eixos de intervenção Negociação de Parcerias Fixação de residência LD em Porto Alegre

                                                                                                                1

 

Havia sido prevista a abertura de uma nova missão em Moçambique.

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 4  


⋅ ⋅ ⋅

Resultados

2 Novos territórios de intervenção LD Parcerias negociadas Nova residência LD em Porto Alegre Ficha de Projecto 1: Diagnóstico de necessidades e oportunidades | S. Tomé e Príncipe

2. PROJECTO DE DESENVOLVIMENTO INTEGRADO DE LEMBÁ (PDIL) Início de implementação

Setembro 20092

Final de implementação

Setembro 2011

Parceiro local

Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição de Neves

Nº de beneficiários directos3

91 Funcionários 8 Dirigentes

Nº de beneficiários indirectos

250 Crianças 200 Idosos

Actividades em 2011

Resultados

⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Definição do grupo de coordenação Promoção de reuniões de coordenação Formação sobre preços, gestão de equipa e marketing Definição participada do Plano de Formação interna Capacitação do contabilista, do secretário e da responsável técnica do projecto

⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Grupo de Coordenação definido Formação em contexto realizada Plano de Formação Definido Contabilista e secretário capacitados

Ficha de projecto 2: Projecto de Desenvolvimento Integrado de Lembá (PDIL) | S. Tomé e Príncipe

3. ESCOLA DE COSTURA DE SANTA CATARINA (ECSC) Início de implementação

Outubro 2010

Final de implementação

Outubro 2011 (passagem para o parceiro local)

Parceiro local

Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição de Neves

Nº de beneficiários directos

4 Formandas 1 Formador

                                                                                                                2

Apesar dos LD actuarem no CAEB – Centro de Apoio Escolar e Biblioteca de Neves desde 2004 e o CAEB ser uma valência do PDIL, só em 2009 se deu início a uma colaboração com o PDIL numa perspectiva de capacitação organizacional. 3  O número de beneficiários (directos e indirectos) diz respeito ao período de execução em causa e não à previsão.

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 5  


Nº de beneficiários indirectos

Actividades em 2011

40 Pessoas/mês (famílias)4 2.500 Pessoas (população de Santa Catarina)5 45 Clientes/mês (5 turistas + 40 pessoas da comunidade) ⋅ Formação em costura manual e com máquina ⋅ Abertura da ECSC ao público ⋅ Comercialização de artigos de costura na comunidade local e a turistas ⋅ Formação em contexto em Organização do Trabalho (trabalho em equipa, distribuição de tarefas, etc.), Gestão Sustentável (contabilidade, fixação de preços, reposição de stocks, controlo da qualidade, etc.) ⋅ Estudo de viabilidade económica da ECSC ⋅ Formação em Direitos Humanos e Cidadania ⋅ Formação em Empreendedorismo e Gestão do Pequeno Negócio ⋅ Mobilização de apoios e financiamentos ⋅ ⋅

Resultados ⋅ ⋅

Escola de Costura implementada e funcional 4 Mulheres capacitadas para a prática qualificada de costura; para a gestão sustentável da ECSC e em Cidadania e Direitos Humanos Escola de Costura economicamente auto-sustentável 1.062,86 € em vendas de produtos Ficha de projecto 3: Projecto de Costura em Santa Catarina | S. Tomé e Príncipe

                   

                                   

  Figura 2: Casa Tomé – Residência LD Vila Malanza

Figura 1: Escola de Costura de Santa Catarina

4. INTERVENÇÃO NA ESCOLA SECUNDÁRIA DE NEVES Início de implementação Final de implementação Parceiro local

Setembro 2009 Setembro 2011 Escola Secundária de Neves

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    4

Cada agregado familiar dos beneficiários directos tem, em média, 8 pessoas. População residente em Santa Catarina e comunidades circundantes, potenciais compradores dos produtos confeccionados e comercializados na Escola de Costura. 5

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 6  


Nº de beneficiários directos

80 Alunos do 9º ano 40 Professores 30 Alunos com formação em TIC

Nº de beneficiários indirectos

1.100 Alunos ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Actividades em 2010 ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Resultados

⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Leccionação aulas Língua Portuguesa (9ª classe) Capacitação em contexto do professor de Língua Portuguesa Apoio à implementação dos órgãos da escola, capacitação da Direcção e de grupos de trabalho (professores) Acções de Formação para professores e capacitação em planificação e organização de actividades extracurriculares Formação e capacitação em contexto de bibliotecários Apoio à implementação e funcionamento da biblioteca escolar Apoio à organização da sala de informática Formação de Formadores em informática Colaboração na organização de cursos de informática aos alunos Dinamização de actividades de intercâmbio entre escolas Biblioteca organizada, apetrechada, com regulamento e em funcionamento Recuperação de cerca de 10 mil livros Sala de Informática apetrechada com sete computadores e acesso à Internet, com regulamento e em funcionamento 40 Alunos aprovados a Língua Portuguesa (50% alunos) 100 Alunos a utilizar semanalmente a Biblioteca 30 Alunos (8ª e 9ª classes) com formação em TIC 13 Professores com formação em Biblioteconomia 5 Professores capacitados como formadores em biblioteconomia 2 Professores com formação de formadores em TIC 3 Professores com formação de formadores em Organização e Gestão de Tempo 3 Professores com formação em Métodos de Planeamento de Projecto por Objectivos 4 Professores envolvidos na organização de actividades extra-curriculares Conselho Pedagógico a funcionar Comissão de pais constituída Ficha de projecto 4: Escola Secundária de Neves | S. Tomé e Príncipe

No seguimento do diagnóstico de necessidades realizado nos 3 territórios já referidos, a Cidade Capital foi então identificada como um possível local de intervenção. Nesse sentido, entre Agosto e Outubro foi aprofundado o diagnóstico em vários bairros periféricos, e após a análise dos dados recolhidos, optou-se pelo bairro da Boa Morte, como local de uma nova intervenção dos Leigos para o Desenvolvimento na cidade de São Tomé. Nesse sentido, a partir de Novembro com o envio de 3 novas voluntárias, a equipa iniciou a sua presença regular no bairro e avançou-se para um trabalho de aprofundamento do diagnóstico em torno de 3 eixos de trabalho. A estruturação de projectos está prevista para o 1º trimestre de 2012.

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 7  


Eixo 1. Dinamização comunitária e coesão social Eixo 2. Formação humana e profissional Eixo 3. Apoio à Escola Primária da Mesquita

2.2.

Missão de Porto Alegre

Como grande desafio para o arranque da missão em Porto Alegre surgiu a criação de condições para a fixação da residência dos LD em Vila Malanza (comunidade contígua à sede da Roça de Porto Alegre). Assim, com o apoio da Diocese, foi recuperada a Casa Padre Tomé, uma casa da Diocese usada no passado como residência de missionários e desabitada nos últimos anos, que requereu a requalificação profunda do primeiro andar. Aquando da conclusão das obras em Outubro, os voluntários fixaram aí residência e deram início à intervenção propriamente dita. Entretanto, foi já atribuído à Diocese um terreno na sede da roça de Porto Alegre, onde será construído de raiz um edifício que será a residência futura dos LD. Apesar de grande parte das actividades ter lugar na Sede da Roça, o alvo da intervenção LD são as comunidades de Porto Alegre (PA) Praia e Sede, mas também as comunidades de Ponta Baleia (PB) e Vila Malanza (VM). Como grande conquista do ano de 2011, destaca-se uma relação de particular familiaridade com a comunidade local, fruto, em grande medida, da ausência de quaisquer outros actores externos nestas comunidades e, evidentemente, duma presença permanente no território de intervenção. É ainda de salientar a já conseguida mobilização dos diferentes parceiros e comunidades, bem como o seu interesse e participação nas actividades. Destacam-se a Associação de Moradores de Porto Alegre, a Escola Básica de Porto Alegre e a Creche de Porto Alegre. Até final do ano foi possível ainda iniciar a negociação de uma parceria estratégica com o Grupo Pestana6 e contar com a aprovação de apoios do IPAD – Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, das Embaixadas Francesa e Australiana e ainda com o apadrinhamento da missão pela CVX – Comunidades de Vida Cristã. A intervenção desenhada para Porto Alegre assume assim a dimensão de um programa integrado de desenvolvimento comunitário – Projecto Rumo(s) ao Sul – que inclui vários projectos em torno de 3 eixos centrais: Eixo 1. Coesão Social e Dinamização Comunitária Eixo 2. Educação Básica e Pré-Escolar Eixo 3. Empregabilidade e Empreendedorismo

5. PROJECTO DE COESÃO SOCIAL DAS COMUNIDADES DE PA, VM E PB (Eixo 1) Início de implementação

Outubro 2011

                                                                                                                6

 

Grupo hoteleiro com um empreendimento turístico no Ilhéu das Rolas.

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 8  


Final de implementação

2016 (previsão)

Parceiro local

Associação de Moradores de Porto Alegre Associação de Caboverdianos Associação de Pescadores Clube de Futebol de Porto Alegre Empreendimento Praia Jalé Grupo de Jovens

Nº de beneficiários directos

8 Dirigentes associativos 10 Jovens

Nº de beneficiários indirectos

15% População de Porto Alegre, Vila Malanza e Ponta Baleia

⋅ ⋅ ⋅

Apresentações e conversas individuais com todos os actores chave do projecto Capacitação da equipa de inquiridores Definição participada do plano de aplicação do baseline Organização de primeira actividade comunitária (Fim de Ano)

⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Territorialização plena da comunidade LD 15 Inquiridores formados Plano de acção de aplicação de inquéritos definido 120 Pessoas activamente envolvidas na dinamização da festa de Fim de Ano 15% População presente na festa de Fim de Ano

⋅ Actividades em 2011

Resultados

Ficha de Projecto 5: Projecto de Coesão Social e Dinamização Comunitária | Porto Alegre | S. Tomé e Príncipe

6. REQUALIFICAÇÃO DA CRECHE DE PORTO ALEGRE (Eixo 2) Início de implementação Final de implementação

Setembro 2011 Junho 2014 (previsão) Creche de Porto Alegre Ministério da Educação, Cultura e Formação

Parceiro local Nº de beneficiários directos

3 Auxiliares educativos 1 Cantineira 1 Empregada de limpeza

Nº de beneficiários indirectos

87 Crianças (1 a 5 anos) ⋅

Actividades em 2011

 

 

⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Realização do diagnóstico de necessidades de formação dos auxiliares educativos Início da formação (pedagogia e gestão) dos auxiliares educativos Acompanhamento da planificação pedagógica quinzenal Mobilização da Associação de Pais e dos pais em geral Avaliação da estrutura física da creche e orçamentação para requalificação do equipamento

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 9  


⋅ ⋅ ⋅

Resultados

Relação de confiança com equipa da creche estabelecida Diagnóstico de necessidades de formação realizado Associação de Pais e pais envolvidos nos processos das obras, da regularização de propinas e na preparação da festa de natal

Ficha de projecto 6: Requalificação da Creche de Porto Alegre | Porto Alegre | S. Tomé e Príncipe

7. REQUALIFICAÇÃO DA ESCOLA BÁSICA DE PORTO ALEGRE (Eixo 2) Início de implementação

Outubro 2011

Final de implementação

Junho 2014 (previsão)

Parceiro local

Escola Básica de Porto Alegre Ministério da Educação, Cultura e Formação

Nº de beneficiários directos

11 Professores 2 Directores 10 Jovens animadores

Nº de beneficiários indirectos

328 Crianças ⋅ ⋅

Actividades em 2011

⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Resultados

⋅ ⋅

Aprofundamento do diagnóstico sobre o funcionamento, organização e necessidades da Escola Definição e elaboração do projecto para o Centro de Recursos Educativos (CRE) Recrutamento e envolvimento de jovens e professores para a dinamização do CRE e Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) Definição participada dos objectivos e prioridades da parceria LD -Escola Elaboração de plano de formação de professores Relação de proximidade estabelecida com o corpo docente Projecto do CRE definido, desenhado e orçamentado Jovens e professores comprometidos e motivados para a dinamização do CRE e AECs Diagnóstico participado realizado Parceria LD - Escola negociada

Ficha de projecto 7: Requalificação da Escola Básica de Porto Alegre | Porto Alegre | S. Tomé e Príncipe

8. EMPREGABILIDADE E FORMAÇÃO PROFISSIONAL (Eixo 3)

 

Início de implementação

Outubro 2011

Final de implementação

2016 (previsão)

Parceiro local

Associação de Moradores de PA Grupo Pestana Empreendimento da Praia Inhame

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 10  


Nº de beneficiários directos

Formação ainda não iniciada

Nº de beneficiários indirectos ⋅ Actividades em 2011

⋅ ⋅

⋅ ⋅

Resultados

Identificação e negociação de potenciais parcerias para formação profissional Levantamento de potenciais oportunidades de negócio Levantamento da oferta formativa e de entidades formadoras na Cidade Capital Empreendedores e oportunidades de negócio identificados Parceiros para a formação profissional identificados

Ficha de projecto 8: Empregabilidade e Formação Profissional | Porto Alegre | S. Tomé e Príncipe

Figura 3: Vista da Roça de Porto Alegre

2.3.

Missão de Benguela

Em 2011, a missão de Benguela ficou marcada, pela positiva, pela passagem definitiva do Projecto de Formação e Alfabetização de Jovens e Adultos à Paróquia N. Sra. da Graça e pela implementação efectiva dum trabalho em rede entre as diferentes entidades com intervenção no Bairro da Graça, através do funcionamento regular do Grupo Comunitário da Graça. Lançaram-se ainda as bases para três novos projectos: i) um projecto de empowerment das mulheres que decorre do trabalho feito ao longo dos últimos anos com as mulheres do projecto de alfabetização, ii) um projecto de promoção da empregabilidade juvenil no seguimento do trabalho de formação profissional efectuado no Centro Juvenil da Graça (CJG) e iii) a criação de um Espaço Infantil, necessidade identificada pelo Grupo Comunitário, a ser implementado pelas entidades participantes no Grupo. Como constrangimento ocorreu a saída simultânea do Coordenador Geral do CJG e do Coordenador da Infoteca (seu potencial substituto), o que fez adiar a passagem do CJG ao parceiro local. Esta volatilidade dos jovens colaboradores (normalmente por motivos profissionais e académicos) compromete o desejado processo de capacitação para a autonomia, pelo que se deu início à revisão do modelo de gestão do próprio CJG, de modo a assegurar alguma estabilidade na equipa e viabilize os processos de autonomização. Destaca-se ainda nesta missão o retomar do trabalho na área da saúde, com o envio no último trimestre de uma voluntária da área de enfermagem. Esta prosseguiu com o trabalho anteriormente realizado no Centro Materno-Infantil

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 11  


da Graça e negociou novas parcerias com a Direcção Provincial de Saúde e com Escola Técnica de Saúde Pública. 9. PROJECTO DE FORMAÇÃO E ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS ício de implementação Final de implementação

2006 Setembro de 2011 Paróquia de Nossa Senhora da Graça Direcção Provincial de Educação

Parceiro local Nº de beneficiários directos

725 Alunos 16 Monitores 5 RH da equipa coordenadora7

Nº de beneficiários indirectos

780 Pessoas8 ⋅ ⋅ ⋅

Actividades em 2011

⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Resultados

Aulas de alfabetização (1.ª e 2ª classe) Edição de novo manual de 2.ª classe Edição de guia de apoio para formação em cuidados básicos de saúde e higiene e em cidadania Angariação de apoios locais (in kind) Capacitação da equipa de coordenação, de direcção e de monitores Consultoria a equipa de um projecto de alfabetização no Bairro da Damba Maria Equipa dirigente do projecto com total autonomia Equipa do projecto coesa, capacitada e sensibilizada para a coordenação autónoma do projecto 424 Alunos inscritos na 1ª classe 301 Alunos inscritos na 2ª classe 28% Aprovação na 1ª classe 25% Aprovação na 2ª classe Passagem do projecto ao parceiro local, com assinatura do respectivo protocolo Protocolo de assessoria técnica com Fundacion CEAR

Ficha de projecto 9: Projecto de Formação e Educação de Jovens e Adultos | Benguela | Angola

                                                                                                                                                  7 Uma administrativa, dois coordenadores de classe, um responsável pelas contas e um director. 8 Média de 6,5 pessoas/agregado familiar calculada a partir das pessoas que concluíram o ano escolar com sucesso.

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 12  


Figura 4: Assinatura de protocolo de transferência do projecto de alfabetização da Graça

Figura 5: Diagnóstico no Grupo Comunitário da Graça

10. CENTRO JUVENIL DA GRAÇA (CJG) Início de implementação

20089

Final de implementação

Junho de 2013 (previsão) Paróquia de Nossa Senhora da Graça INEFOP – Instituto Nacional de Formação Profissional 8 Colaboradores CJG 15 Jovens formadores de informática 5 Jovens bibliotecários 10 Jovens mobilizadores

Parceiro local Nº de beneficiários directos

228 Jovens em cursos de informática 300 Jovens a frequentar a biblioteca 350 Jovens em actividades culturais e/ou cívicas 560 Pessoas em acções de educação para a saúde 200 Pessoas recorrem a espaços do CJG

Nº de beneficiários indirectos

⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ Actividades em 2011 ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Resultados

Cursos de informática Curso de formação de monitores de informática Curso de formação de bibliotecários Abertura da biblioteca ao público Serões culturais: Noite Cultural e Noite de 7ª Arte Ensaios do grupo de teatro “Twatiuka, Colectivo de Artes” Disponibilização do espaço do CJG para a realização de encontros de grupos e associações do Bairro Formação e capacitação de Mobilizadores Juvenis Campanha de Sensibilização sobre “Sinais de Perigo nas Crianças” Capacitação da equipa do CJG Criação e início de implementação do GAIVA – Gabinete de Apoio à Inserção e na Vida Activa Início estudo de mercado de oportunidades de trabalho e negócio Negociações de parceria 228 alunos formados em TIC 8 Monitores de informática capacitados Biblioteca de leitura e de estudo aberta ao público com horário regular 5 pessoas formadas em biblioteconomia 300 jovens a frequentar a biblioteca 350 jovens a participar em actividades culturais e/ou cívicas 560 pessoas alvo de acções de educação para a saúde 200 pessoas a usufruir dos espaços do centro (grupos da Igreja, Grupos culturais, Associações Locais) 10 jovens Mobilizadores Juvenis capacitados Gabinete de Apoio à Inserção na Vida Activa em implementação

                                                                                                                9 As actividades tiveram início em 2007 mas só em 2008 se inauguraram as actuais infra-estruturas.

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 13  


Ficha de projecto 10: Centro Juvenil da Graça | Benguela | Angola

11. GRUPO COMUNITÁRIO DA GRAÇA (GC) Início de implementação

Setembro 2010

Final de implementação

2014 (previsão)

Parceiro local

Entidades do Bairro

Nº de beneficiários directos

31 Actores locais

Nº de beneficiários indirectos

Não estimado Participação em actividades formais e informais dos actores locais no Bairro Mobilização de entidades e dinamização do Grupo Comunitário Definição participada do diagnóstico territorial e das prioridades de intervenção do GC Elaboração do projecto Espaço Criança (EC) Sinalização de um local e negociação com Paróquia N. Sra da Graça para a sua utilização como Espaço Criança Constituição e acompanhamento dos Grupos de Trabalho do EC Elaboração de esboço do Espaço Criança (reabilitação do espaço, equipamentos, programa lúdico-pedagógico

⋅ ⋅ ⋅ Actividades em 2011

⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Abordagem integrada e funcionamento em rede entre actores do Bº da Graça (funcionamento regular do GC) Génese de uma resposta comunitária a partir da dinâmica do GC - Espaço Criança Local identificado e disponível para o Espaço Criança Plano de acção para implementação do Espaço Criança definido

⋅ ⋅

Resultados

⋅ ⋅

Ficha de projecto 11: Grupo Comunitário da Graça | Benguela | Angola

12. PROJECTO DE EMPOWERMENT DAS MULHERES Início de implementação Final de implementação

Setembro 2011 2014 (previsão)

Parceiro local

PROMAICA da Paróquia da Graça

Nº de beneficiários directos Projecto ainda em fase de diagnóstico Nº de beneficiários indirectos Actividades em 2011

 

 

Realização de inquérito a mulheres do bairro

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 14  


⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Resultados

Realização de entrevistas a actores chave Estudo de Mercado sobre negócios do Bairro da Graça Devolução de diagnóstico à equipa de alfabetizadores, à PROMAICA e à Associação Elavoko Negociação de parceria com a PROMAICA 150 Questionários realizados e analisados 12 Entrevistas realizadas e analisadas Estudo de mercado iniciado (17 negócios visitados)

Ficha de projecto 12: Projecto Empowerment das Mulheres da Graça | Benguela | Angola

13. PROJECTO DE SAÚDE NA GRAÇA Início de implementação

Outubro 2011

Final de implementação

Setembro de 2012 (previsão)

Parceiro local

CMI - Centro Materno Infantil de Nossa Senhora da Graça DPS - Direcção Provincial de Saúde Escola Técnica de Saúde Pública IMS - Instituto Médio de Saúde

Nº de beneficiários directos

8 Técnicos de Saúde do CMI de Nossa Senhora da Graça 400 Utentes do CMI 271 Participantes na Feira de Saúde

Nº de beneficiários indirectos

⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Planeamento da colaboração LD-CMI e definição de prioridades de intervenção Observação em contexto do CMI Entrevistas informais com técnicos de saúde do CMI Acompanhamento semanal dos técnicos do CMI Participação na Feira de Saúde com técnicos do CMI Negociação de parcerias com actores chave

⋅ ⋅ ⋅

Plano de colaboração no CMI definido10 Parcerias com DPS, IMS e ETSP pré-negociadas 11 Técnicos de Saúde do CMI com acompanhamento em contexto

Actividades em 2011

Resultados

Ficha de projecto 13: Projecto Saúde na Graça | Benguela | Angola

1.4.

Missão do Uige

A missão do Uíge ficou marcada em 2011 pelo reforço da presença LD no Bairro do Papelão. Fruto duma parceria com a ONGD - Rosto Solidário e com os Missionários Passionistas, a acção neste Bairro focou-se no trabalho com um grupo de mulheres da Ajuda Mútua (grupo da Igreja Católica). Tratando-se de um projecto dependente da construção de infra-estruturas (a cargo dos parceiros), houve algum desvio no cronograma por atrasos nas obras mas, também, devido a

                                                                                                                10 Apoio na organização de farmácia; preparação e apoio na concretização de plano de sessões de Educação para a Saúde (EPS) aos utentes do CMI; organização e sistematização de consultas e formação na área de Pediatria.

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 15  


constrangimentos da própria intervenção LD, nomeadamente, a dificuldade no trabalho com as mulheres ao nível do levantamento dos seus reais interesses e da sua mobilização para objectivos de natureza económica. Do ponto de vista do trabalho de diagnóstico que se pretendia fazer no Bairro do Papelão e que fundamentaria o futuro da intervenção LD no Uige, os objectivos não tiveram possibilidade de ser alcançados devido ao regresso antecipado de uma voluntária. Destaca-se ainda nesta missão, em Setembro de 2011, a passagem definitiva ao parceiro local do Centro Cultural de Santa Cruz, onde desde 2006 os Leigos para o Desenvolvimento colaboraram. No entanto, prossegue ainda a parceria com o CCSC no âmbito das actividades de itinerância (colaboração entre o CCSC e algumas Escolas do Uíge no sentido de optimizar e revitalizar espaços de apoio educativo e criar entre eles uma dinâmica de rede) e na implementação de uma nova valência de apoio escolar.

14. CENTRO CULTURAL DE SANTA CRUZ AUTONOMIA E ITINERÂNCIA Início de implementação

200611 - Implementação e autonomia CCSC 2010 - Itinerância do CCSC

Final de implementação

Setembro de 2011 - Implementação e autonomia CCSC Agosto de 2012 - Itinerância do CCSC

Parceiro local

Missionários Passionistas Paróquia de Santa Cruz Seminário Maior Diocesano S. Paulo Escola de Formação de Professores “Cor Mariae” do Uíge (IMNE) Centro Padre Pedro Leonardi - Negage Instituto Médio de Saúde (IMS) Escola primária do Dunga IMNE 30 Crianças na Ludoteca 17 Colaboradores do CCSC 8 Responsáveis por equipamentos de educação 12 Bibliotecários

Nº de beneficiários directos

3.084 Jovens utilizadores CCSC (formações, actividades culturais, serviços) 3.610 Alunos ensino médio (IMNE, IMS, Seminário) 700 Crianças Escola do Centro Padre Pedro Leonardi do Negage 185 Professores das escolas 24 Administrativos das escolas

Nº de beneficiários indirectos

Actividades em 2011

⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Formação em contexto do Coordenador CCSC Assessoria ao funcionamento do CCSC Reforço de capacitação de colaboradores do CCSC Apoio ao funcionamento do Centro de Cópias Implementação e apoio da mediateca Negociação de parcerias para CAE – Centro de Apoio Escolar Definição do modelo de funcionamento do Apoio Escolar do CCSC Funcionamento diário da Ludoteca

                                                                                                                11

 

Data de início das obras do CCSC.

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 16  


⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Resultados

Transferência da responsabilidade de supervisão e de gestão financeira do CCSC para parceiro local Negociação e assinatura de compromissos de parceria com 4 escolas do Uíge Formação inicial de bibliotecários e acompanhamento em contexto de 4 escolas do Uige Mobilização de apoios para projecto de itinerância do CCSC Coordenador CCSC capacitado e disponível para a função de coordenação geral 1.500 Serviços prestados (cópias, impressões, venda de material escolar) Modelo de funcionamento do Apoio Escolar definido 4 Compromissos de parceria estabelecidos no âmbito do Projecto de Itinerância do CCSC 12 Bibliotecários do Projecto de Itinerância capacitados

Ficha de projecto 14: Centro Cultural Santa Cruz Autonomia e Itinerância | Uige | Angola

15. PROJECTO EMPOWERMENT DAS MULHERES DA ‘AJUDA MUTUA’ (EMAM) Início de implementação

Julho 2010

Final de implementação

Dezembro 2012

Parceiro local

Congregação dos Missionários Passionistas Grupo de Mulheres da Ajuda Mútua ONGD - Rosto Solidário

Nº de beneficiários directos

70 Mulheres Ajuda Mútua 24 Mulheres em alfabetização

Nº de beneficiários indirectos

⋅ ⋅ ⋅

Elaboração módulos de formação ‘Direitos e Cidadania’ e ‘Empreendorismo’ Sessões de formação em ‘Direitos e Cidadania’ e ‘Empreendorismo’ Cedência de espaço para o funcionamento diário de alfabetização Elaboração de módulos de formação em costura Actualização da análise de viabilidade da moagem Estudo de mercado focado nas cantinas e actividades de costura no bairro Identificação do modelo de gestão e das pessoas a integrar a comissão

⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

69 Mulheres com formação nas áreas dos ‘Direitos e Cidadania’ 72 Mulheres com formação na área de ‘Empreendedorismo’ Análise de viabilidade da moagem iniciada Estudo de mercado iniciado Estrutura da comissão de gestão definida

⋅ ⋅ ⋅

Actividades em 2011

Resultados

Ficha de projecto 15: Projecto Empowerment das mulheres da ‘Ajuda Mútua’ | Uige | Angola

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 17  


Figura 6: Assinatura de protocolo de transferência do CCSC

16. DIAGNÓSTICO DE NECESSIDADES NO UIGE Início de implementação

Janeiro de 2011

Final de implementação

Maio de 2012 ⋅

Actividades em 2011

⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Resultados

Contactos com actores chave relacionados com Educação de Adultos (Direcção Provincial de Educação – Departamento de Educação de Adultos, Salesianos) Início da caracterização da realidade de alfabetização no Município do Uíge Contactos com actores chave na área do pré-escolar (Direcção Provincial do MINARS12, respostas locais) Início do levantamento das ofertas educativas pré-escolar Caracterização geral do Bairro do Papelão Caracterização da economia local do Bairro do Papelão Esboço de projecto de capacitação de recursos humanos da DPE no método de D. Bosco13 Ficha de projecto 16: Diagnóstico de Necessidades no Uige | Uige | Angola

1.5.

Missão de Cuamba

O ano de 2011 em Cuamba ficou marcado pelo fim de ciclo de mais um projecto, o Centro Semente, e o início de dois novos projectos, um em parceria com a Paróquia S. Miguel e outro com a Universidade Católica de Moçambique. O projecto das Escolinhas Comunitárias do Niassa deu também passos significativos no envolvimento do Estado e no trabalho com as Comissões de Gestão Comunitárias.

                                                                                                                12 13

 

Ministério de Assistência e Reinserção Social. Projecto ainda em fase de auscultação.

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 18  


Ao nível do Centro Semente, 2011 foi o ano da transferência definitiva deste projecto para o parceiro local. Continuou-se o esforço de capacitação dos recursos humanos, criaram-se manuais de procedimentos e estabeleceu-se um modelo de quotização global para o Centro. Tudo isto acompanhado por um trabalho de grande proximidade com a Paróquia São Miguel, que ao longo do ano foi assumindo a gestão dos recursos humanos, dos recursos materiais e financeiros. Em Agosto de 2011 foi inaugurada a reprografia do Centro Semente, que no seguimento do estudo de rentabilidade produzido, será mais uma forma de garantir a longo prazo a sustentabilidade do Centro e outros projectos da paróquia. A 29 de Setembro, deu-se a cerimónia de transferência do Centro Semente para a Paróquia São Miguel.

17. CENTRO SEMENTE Início de implementação Final de implementação

Janeiro de 200914 Setembro de 2011

Parceiro local

Diocese de Lichinga-Niassa | Paróquia de São Miguel

Nº de beneficiários directos

12 Colaboradores do Centro 6 Bibliotecários 500 Jovens 200 Crianças 150 Clientes mensais da reprografia

Nº de beneficiários indirectos ⋅ ⋅ Actividades em 2011

Resultados

⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Criação regulamentos do Centro (sistema de quotas para sócios, regulamento geral, manuais de p/valência) Formação de Bibliotecários e renovação dos recursos humanos existentes na Biblioteca Catalogação e informatização do acervo da Biblioteca Abertura de reprografia e formação de responsável Realização de obras de melhoria das infraestruturas da Infoteca Comemoração do Dia do Centro Semente Cerimónia de transferência do Centro Semente para a Paróquia S. Miguel 500 Sócios do Centro Semente 10 Formadores com curso de Formação de Formadores Equipa do Centro reforçada com responsável reprografia e bibliotecário Estudo de rentabilidade do Centro produzido Aumento em 12% das receitas produzidas pelo Centro Taxa de aprovação de cursos de informática em 70% Sala da Infoteca equipada com ar condicionado 2.100 Livros catalogados Ficha de projecto 17: Centro Semente | Cuamba | Moçambique

                                                                                                                14 Esta data diz respeito à integração de várias valências num centro único e de gestão comum. As primeiras valências biblioteca, clube de jogos e infoteca – começaram a ser dinamizadas em 1997.

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 19  


2011 foi também um ano muito importante na história das Escolinhas Comunitárias do Niassa (ECN). Partindo da avaliação feita em 2010 e das questões chaves identificadas, o projecto centrou a sua actuação no distrito de Cuamba e apenas em 9 escolas. Foram mantidas dentro do projecto, mas apenas ao nível da formação e supervisão, duas escolas na zona de Nipepe e outras duas em Sanga. Contudo, a coordenação destas escolinhas já é garantida pelas paróquias. Esta focalização geográfica levou a que se pudesse trabalhar com maior eficácia e profundidade a relação com as comunidades e com os próprios recursos humanos do projecto. Decidiu-se entretanto que, enquanto não estiver definido o modelo de sustentabilidade do projecto, não se tomam decisões sobre abertura de novas escolas. Ao nível do trabalho da sustentabilidade comunitária, avançou-se com a realização de diagnósticos de necessidades em 4 aldeias do distrito de Cuamba15, onde funcionam escolinhas-piloto. Este diagnóstico, que pretende identificar potenciais micro-negócios geradores de receita para a escola, trouxe informações sobre a rotina diária das comunidades e levou a um maior envolvimento das Comissões de Gestão e comunidades nos assuntos das escolinhas. Fruto deste envolvimento, foram pensadas estratégias para fomentar e potenciar as hortas e machambas comunitárias. Nesse sentido, desenhou-se uma parceria com a Direcção Distrital da Agricultura que começou a apoiar o projecto. Por outro lado, foram também avaliadas e reformuladas algumas das regras básicas do projecto ao nível de receitas. Decidiu-se que a partir de 2012 a inscrição passaria a ser obrigatória e ainda em 2011, definiu-se uma actividade de venda de uniformes como forma de trabalhar com as comunidades a entrada de receitas para a caixa das escolas. Por outro lado, investiu-se muito em 2011 na apresentação do projecto às entidades estatais e a outras entidades da sociedade civil com intervenção na área da primeira infância. Fruto destas apresentações, novas parcerias estão a ser abertas para o ano de 2012 e o próprio Estado demonstrou interesse em criar uma parceria pedagógica para difundir pelo Niassa o novo programa nacional do Ensino Pré-Escolar aprovado em Julho de 2011. Ao nível pedagógico, e para fomentar novas práticas, investiu-se mais num acompanhamento de proximidade dos monitores. Nesse sentido, a Coordenadora Pedagógica do projecto passou a visitar semanalmente as 4 escolinhas-piloto e a apoiar a planificação semanal. Por outro lado, investiu-se também no trabalho directo e na formação intensiva dos 6 supervisores.

18. ESCOLINHAS COMUNITÁRIAS DO NIASSA Início de implementação Final de implementação

1998 Em avaliação Diocese Católica de Lichinga-Niassa Direcção Provincial da Acção Social e da Mulher Direcção Distrital da Saúde e Acção Social de Cuamba Direcção Distrital da Agricultura e Economia de Cuamba

Parceiro local

                                                                                                                15

 

Cruzamento, Muheia, Passagem e Centro.

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 20  


Empresa SAN JFS Holding

23 Monitores 6 Supervisores ±160 Elementos das Comissões de Gestão das Escolinhas

Nº de beneficiários directos

480 Crianças dos 3 aos 6 aos de idade 80 Mamãs

Nº de beneficiários indirectos

⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ Actividades em 2011 ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

Resultados

⋅ ⋅

Apoio pedagógico a 2 escolinhas-piloto – Muheia e Cruzamento Realização de visitas semanais de supervisão às várias escolinhas Formação e acompanhamento de monitores e supervisores Supervisão de obras de construção (escolinha de Mpuhua (Nipepe) e parques infantis em Passagem e Xirosso) Confecção e venda de uniformes Diagnóstico de necessidades em 4 aldeias-piloto Apresentação do projecto a parceiros estatais, da sociedade civil e sector privado – Direcções Provinciais, Distritais, Município de Cuamba e Associação Progresso; Formação sobre Nutrição e Higiene às mamãs das crianças das escolinhas (com a Direcção Distrital da Saúde) Campanha de vacinação das crianças (com Direcção Distrital da Saúde) Distribuição de sementes para hortas e machambas (com Direcção Distrital da Agricultura) Negociação parceria com empresa SAN JFS para mobilar a escolinha de Etatara 13 Escolas com funcionamento diário e acompanhamento semanal do supervisor 24 Monitores formados em pedagogia e práticas comunitárias 6 Supervisores formados em gestão e acompanhamento pedagógico de escolinhas comunitárias Escolinha de Mpuhua em processo de construção Dois parques infantis construídos – Passagem e Xirosso Diagnósticos comunitários realizados em 4 aldeias 4 Comissões de Gestão acompanhadas mensalmente pela coordenação 2 Extensionistas da Direcção Distrital da Agricultura a apoiar as machambas comunitárias 1 Escola mobilada em parceria com uma empresa local - Etatara 2 Novos financiadores envolvidos no projecto – Grupo Visabeira e Entreposto Moçambique Ficha de projecto 18: Escolinhas Comunitárias do Niassa | Cuamba | Moçambique

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 21  


Figura 7: Escolinhas Comunitárias do Niassa

  Figura 8: Diagnóstico em aldeia de Cuamba no âmbito do Projecto “Muthyana”

Em Outubro de 2011, e com o envio de duas novas voluntárias, começaram a delinear-se 2 novos projectos. Iniciou-se um novo trabalho com a Paróquia de São Miguel no âmbito do Centro Cultural Betânia, especificamente na coordenação do Projeto “Muthyana”, que significa mulher em língua Macúa. Este é um projecto totalmente dedicado à promoção e formação da mulher que arrancará em Janeiro de 2012. Até lá, foi feito um trabalho de levantamento de necessidades formativas das mulheres das várias comunidades da cidade de Cuamba. Por outro lado, iniciou-se a negociação de uma parceria com a Faculdade de Agricultura de Cuamba da Universidade Católica de Moçambique, no âmbito de um projecto de promoção do empreendedorismo universitário que também terá início em 2012.

1.6.

Missão de Díli

Em 2011, tal como previsto até final de 2012, o único projecto dos LD em Díli continua a ser a PréEscola Santo Inácio, sendo assegurado por uma técnica da área das Ciências da Educação contratada para garantir a coordenação e capacitação da equipa do projecto, de maneira a preparar a sua passagem local.   A Pré-Escola Santo Inácio tornou-se efectivamente em 2011 uma escola de referência ao nível do ensino pré-escolar em Díli. Este ano foi o segundo de funcionamento com dois turnos e coincidiu com um passo muito positivo ao ter-se conseguido a acreditação da Pré-Escola pelo Ministério da Educação em Maio. Esta acreditação trará, a médio prazo, apoios financeiros à pré-escola e garantirá também algum tipo de apoio ao nível do pagamento dos recursos humanos locais. As actividades realizadas permitiram, por um lado, a consolidação de boas práticas pedagógicas e a organização dos procedimentos administrativos e de gestão, e por outro, proporcionaram uma apropriação do projecto por todos os actores envolvidos. Para garantir uma infra-estrutura de qualidade, foram feitas obras de recuperação do recreio, devido à queda da uma árvore, e do sistema de abastecimento de água e da casa-de-banho.

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 22  


A realização de momentos de lazer com outras entidades – caso da ida à praia com a GNR, ou a realização de outras actividades sobre higiene e saúde com o INEM – trouxeram também momentos de bastante crescimento para as crianças envolvidas no projecto. Mesmo para as famílias, foi avaliada como muito positiva esta possibilidade de levar as crianças a ver e conhecer realidades diferentes das que as rodeiam. Os recursos humanos do projecto foram outra grande área de intervenção, e por isso, foram realizadas formações em contexto para as 2 monitoras e para os 2 estagiários. Foram também criados momentos de aprendizagem da língua portuguesa para os 4 recursos humanos e alguns destes tiveram ainda apoio na preparação para os Exames Nacionais para poderem, a médio prazo, investir na sua formação superior. Por outro lado, continuou a investir-se no trabalho com o Clube das Mães de Santo Inácio, um grupo informal de mães e encarregadas de educação de algumas das crianças que frequentam a pré-escola e que se dedicam a trabalhos de costura. Estes trabalhos auxiliam as mulheres a conquistarem novas competências e apoiam também a sustentabilidade financeira da instituição. Por último, importa destacar o investimento dedicado à dinamização de uma relação de maior proximidade com os interlocutores directos da Fundação Amigos de Jesus, para planear e efectivar a transferência do projecto em Dezembro de 2012.

19. PRÉ-ESCOLA SANTO INÁCIO Início de implementação Final de implementação Parceiro local

2 Monitoras 2 Estagiários 6 Professoras de pré-escolar 1 Auxiliar de limpeza ± 30 Mães/encarregadas de educação

Nº de beneficiários directos

35 Crianças entre 4 e 5 anos 35 Crianças entre 5 e 6 anos

Nº de beneficiários indirectos

Actividades em 2011

Resultados

 

2005 Dezembro de 2012 Direcção Distrital da Educação UNTL – Curso de Educadores Não-Formais

 

Funcionamento diário de 2 turnos de ensino pré-escolar Formação pedagógica em Língua Portuguesa Capacitação em contexto dos colaboradores da pré-escola Dinamização de actividades em dias especiais Acções de angariação de fundos com a comunidade portuguesa Recolha de mobiliário para a sala anexa Formações de corte e costura para membros do Clube das Mães de Santo Inácio Confecção de artigos de costura para venda (presépios e fardas)

⋅ ⋅

Infra-estruturas sanitárias e de recreio reabilitadas 2 Monitoras com formação pedagógica em contexto

⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ ⋅

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 23  


⋅ ⋅ ⋅ ⋅

4 Estagiários da UNTL a realizarem estágio curricular na Pré-Escola 1 Estagiário incorporado no corpo docente 70 Crianças com avaliação trimestral realizada, de acordo com o curriculum timorense Envolvimento dos encarregados de educação na manutenção do espaço (quotização anual) Ficha de projecto 19: Pré-Escola Santo Inácio | Díli | Timor-Leste

                             

                                                     

Figura 9: Final de ano lectivo da Pré-Escola Santo Inácio

  Figura 10: Clube das Mães de Santo Inácio

1.7.

Portugal

Em Portugal os LD são responsáveis pelo Centro S. Pedro Claver (CSPC), em Lisboa, que disponibiliza apoio escolar a estudantes imigrantes e descendentes de imigrantes do ensino secundário e universitário, através da participação comprometida de 28 professores voluntários. Do total dos 109 alunos inscritos, foi possível apoiar de forma regular 107 alunos em 16 disciplinas distintas, sendo a matemática e o português as disciplinas mais solicitadas (49% e 21% das frequências, respectivamente). O CSPC promoveu ainda em 2011 três Cursos de Português para Estrangeiros, de níveis de aprendizagem diferentes, que beneficiaram 36 alunos.

20. CENTRO S. PEDRO CLAVER

 

Início de implementação Final de implementação

1993 2012-2014 (previsão)

Parceiro local

Banco do Tempo do Lumiar

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 24  


Nº de beneficiários directos

109 Alunos

Nº de beneficiários indirectos

28 Professores voluntários

Actividades em 2011

⋅ ⋅ ⋅

Apoio escolar a alunos de ensino secundário e universitário Cursos de português para estrangeiros Visitas de estudo

Ficha de projecto 20: Centro S. Pedro Claver | Lisboa | Portugal

   

                                            Figura 11: Explicações no CSPC

  Figura 12: Aula de português no CSPC

3. Formação, Acompanhamento e Acolhimento de Voluntários 3.1.

Formação de Voluntários

No ano de 2010-2011 o plano de formação foi desenvolvido de acordo com os conteúdos e cronograma previstos. Em matéria de actividades, foi semelhante ao ano anterior, tendo sido possível melhorar o processo de selecção de voluntários. Sobre esta matéria aprofundou-se a metodologia de selecção, produzindo-se novos instrumentos para caracterização dos formandos, incluindo a especificação de competências chave em função de projectos. O percurso da formação, ao longo de quatro etapas de formação, contou com as seguintes actividades: − Reuniões Quinzenais (17) realizadas nos Centros Universitários de Lisboa, Coimbra e Porto/Braga; − Encontros Temáticos (4) subordinados a temas específicos: "A Missão", "Auto-Conhecimento e Relação”, "Como vivemos/Como nos relacionamos", "Como trabalhamos/Metodologia de Projecto";

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 25  


− − − −

Acompanhamento Personalizado do formando pelo Padrinho/Madrinha (formador) e pelo Assistente Espiritual (Jesuíta) de cada núcleo; Curso de Iniciação à Fé (CIF) ou Curso de Aprofundamento da Fé (CaFé); Mini-Campo de Trabalho durante um fim-de-semana, organizado localmente por cada Equipa Regional; Formação Específica de Projectos (FEP): experiência aprofundada de vida em comunidade, com o objectivo de integrar os voluntários nos projectos onde estarão a trabalhar e a sua formação em áreas-chave. Foi introduzido um workshop de diagnóstico e empreendedorismo e feita uma abordagem cruzada entre ‘desenvolvimento’ e ‘espiritualidade’. Na FEP os formandos reuniramse de acordo com o local de missão, durante 7 dias. Decorreu de dia 20 de Agosto a dia 2 de Setembro de 2011; Exercícios Espirituais de 7 dias: experiência aprofundada de oração e encontro com Deus e um tempo de discernimento, seguindo o esquema de Santo Inácio de Loyola. Estes Exercícios são precedidos de Exercícios Espirituais de 3 dias.

Em termos de percurso de formação, o documento “Vida em Missão” foi apresentado aos formandos como uma orientação da vida em missão de cada LD e, portanto, um documento a ser interiorizado, rezado e vivido, tanto no percurso de formação como em missão. Apresentam-se na tabela seguinte os dados referentes aos formandos que, durante 2010/11 estiveram associados aos Leigos para o Desenvolvimento. Porto

Coimbra

Lisboa

Total

10

7

16

33

5

4

10

19

Nº de formandos na fase final de selecção

5

4

7

16

Nº de formandos seleccionados

5

3

6

14

Nº de inscritos16 Nº de formandos até EE

17

Tabela 1: Número de voluntários em formação 2010/11

Figura 13: Missa do Envio

Figura 14: Formação Específica de Projectos

                                                                                                                16 17

 

Inscrições efectivas com processo de formação iniciado. Formandos que completam o percurso da formação até aos Exercícios Espirituais, inclusive.  

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 26  


O ano de 2010 foi bastante exigente do ponto de vista de sustentabilidade e a exigência continuou em 2011. Todavia e após as devidas ponderações, a Organização decidiu arriscar e, deste modo, foram seleccionados 14 formandos. Aos 14 formandos, acresceu a renovação de cinco voluntários para o segundo ano de missão, perfazendo 19 voluntários no total, ao que corresponde um crescimento de 32% face ao ano anterior. De forma resumida, chegaram à fase de selecção 48% dos formandos que iniciaram a formação e, destes, 88% foram seleccionados para partir em missão. Gostaríamos de realçar que a % de formandos seleccionados sofreu um crescimento considerável, já que anteriormente este valor tinha ficado apenas nos 63%. Para dar sequência ao trabalho iniciado em 2010, o ano de formação 2010/11 contou no seu programa anual, com momentos orientados para a angariação de fundos. A cada núcleo de formação foram propostas actividades de Angariação de Fundos, a implementar até à sua partida em missão. Por comparação com o ano anterior e apesar da sensibilização dos formandos ter iniciado por ocasião do 2º Encontro Temático, o valor atingido foi mais reduzido (± cerca de 19.000€), especialmente devido à diminuição em 17.5% do contributo de “padrinhos” das missões. Será uma área de melhoria para 2011/2012, em matéria de integração no Plano de Formação. No que diz respeito às Equipas de Formação, em 2010/11 foram constituídas por 18 formadores e 3 assistentes espirituais que asseguram toda a formação de forma voluntária. Núcleo de Formação

Braga

Formadores

Porto

1

5

Coimbra 4

18

Lisboa

Total

8

18

Assistentes

1

1

1

3

Total

7

5

9

21

Tabela 2: Equipas de Formação 2010/11

Em 2011 iniciaram-se Ciclos de Formação de Formadores LD (Fevereiro, Maio e Novembro), com o objectivo de integrar o formador no processo de formação, bem como o de lhe proporcionar mais competências para exercer o seu papel de formador e de acompanhamento individualizado de pessoas. Estas acções de formação dedicaram-se a temas como ‘técnicas de acompanhamento de formandos’, ‘formação de voluntários para as novas fronteiras’, ‘identificação e análise de competências’ e apresentação de projectos LD e dos seus princípios de actuação. A formação de Maio, organizada pelos LD em Lisboa, teve uma dimensão internacional no âmbito da Rede Xavier, e contou com a presença de membros das organizações parceiras da Rede19 Os Leigos para o Desenvolvimento desejam expressar um agradecimento especial aos formadores que integraram as Equipas de Formação e, particularmente, aqueles que este ano passaram o seu testemunho de formador: à Elisabete Monteiro, à Maria Ferreira, à Helena Fernandes, à Paula Melo, ao Pe. Filipe Martins, sj, à Ana Luísa Trindade, à Bárbara Costa, à Suely Galvão e ao Fernando Ribeiro, sj. A Isménia Silva deixa de ser formadora e passa a ser apenas Responsável Nacional da

                                                                                                                18

Um dos formadores saiu da Equipa no final da 1ª Etapa de Formação.

 Alboan, Entreculturas, Magis, Fundação Gonçalo da Silveira e Jesuit Mission.

19

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 27  


Formação. Assim, para 2012, fica o desafio de novas equipas de formação levarem a cabo este projecto de formação LD.

3.2.

Acompanhamento de Voluntários e das Missões

Em 2011 as Gestoras de Projecto mantiveram uma especial dedicação ao acompanhamento dos voluntários, tanto a nível humano como dos projectos. Foi estabelecida uma relação de proximidade e de confiança entre as missões e a sede, tirando partido das novas tecnologias e do contacto regular via skype. À excepção da missão de Porto Alegre, todas as missões têm acesso à internet. Apesar dessa facilidade de contacto, manteve-se a elaboração de Relatórios Individuais e Relatórios Comunitários como forma de proporcionar momentos de paragem e de sistematização de informação, importantes ao nível pessoal e comunitário. Quanto ao acompanhamento de projectos foi lançado um novo instrumento de monitorização, ainda em fase experimental, que permite a recolha trimestral de indicadores. Para melhorar as competências de planeamento foi ainda disponibilizada uma ferramenta para planificação trimestral partilhada entre os voluntários e as Gestoras de Projecto. Foram regulamentadas as situações de interrupção de missão que justificam uma viagem extraordinária a Portugal. Gostaríamos de ressaltar que 2011 foi um ano feliz ao nível da renovação dos voluntários, já que 38% dos voluntários no terreno se disponibilizaram para um 2º ano de missão. Esta situação permitiu que praticamente todas as missões20 tenham beneficiado da presença de um voluntário com mais experiência, sendo de facto uma mais-valia para a integração dos novos voluntários e para a evolução do trabalho. Fruto do alargamento do número de missões e da sua localização territorial, foi necessário fazer um ajustamento na distribuição das missões pelas Gestoras de Projecto. Assim, a Rita Marques mantém o acompanhamento às missões de Angola (Benguela e Uige) e à missão de Porto Alegre, e a Sara Borges passa a acompanhar a missão de São Tomé além das missões que já acompanhava (Cuamba e Dili). O balanço do acompanhamento efectuado, continua contudo a suscitar algumas dúvidas, dada a exigência e a profundidade do mesmo. Se por um lado se avalia de forma muito positiva a relação que se estabelece entre as missões e a sede, por outro o modelo implica uma enorme dedicação das Gestoras de Projecto que não é sustentável numa situação de crescimento do número de missões e de voluntários. Nesse sentido, procurar-se-á a investir na definição de um dispositivo de acompanhamento mais equilibrado, sendo um objectivo para 2012 a reflexão sobre modelos alternativos de acompanhamento. Para o efeito positivo do acompanhamento contribuíram ainda as visitas ao terreno com o objectivo de estabelecer um contacto directo com os voluntários e os parceiros locais, avaliar a evolução do trabalho, a vivência comunitária e o sentimento individual de cada LD face aos desafios da missão. Em 2011 realizaram-se as seguintes deslocações: − Fevereiro – visita da Gestora de Projecto e da Directora Executiva à missão do Uige. − Fevereiro – visita da Gestora de Projecto à missão de Benguela.

                                                                                                                20

 

Excepção da missão da Cidade de S. Tomé.

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 28  


− − −

Março – visita da Gestora de Projecto à missão de S. Tomé e Príncipe que incluiu acompanhamento da fase final de diagnóstico. Março – visita da Gestora de Projecto à missão de Cuamba. Outubro/Novembro – Diagnóstico da Província do Niassa realizado pela Gestora de Projecto.

Figura 14: Comunidade LD em Cuamba

Figura 14: Comunidade LD em S. Tomé

Ao nível do acompanhamento espiritual, além do acompanhamento à distância com o envio de pistas de oração, foi possível contar mais uma vez com a colaboração de jesuítas para orientar os retiros nas missões, ajudando os voluntários no seu discernimento face à hipótese de renovação. Em Angola as comunidades de voluntários contaram com o apoio do P. Casimiro Gaspar sj, em São Tomé e Príncipe com o P. Miguel Almeida sj e em Cuamba com o Francisco Campos sj. A todos, os LD expressam o seu agradecimento sincero.

3.3.

Acolhimento de Voluntários

Em 2011 foram ‘acolhidos’ 16 voluntários21 que regressaram no final de 2010 e concluíram missão, 8 voluntários. Porto

Coimbra

Lisboa

Total

Voluntários 2009/10 ‘acolhidos’ em 2011

3

2

11

16

Voluntários 2010/11 regressados em 2011

4

1

3

8

TOTAL

7

3

14

24

Tabela 3: Voluntários ‘acolhidos’ e regressados em 2011

As actividades de acolhimento/reintegração assumiram uma natureza mais informal e personalizada, de acordo com as necessidades de cada voluntário. No Porto e em Lisboa consolidou-se o hábito de oração mensal dos anciãos que facilitou a integração dos voluntários recém-chegados. Do total de voluntários ‘acolhidos’ e regressados em 2011, sete integraram as equipas de formação (2010 e 2011). Passaram ainda a fazer parte das equipas de formação, três

                                                                                                                21 Número de voluntários que após final de missão ficou a residir em Portugal e manifestou interesse em ser ‘acolhido’ e envolvido em actividades dos Leigos para o Desenvolvimento.

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 29  


anciãos que concluíram a sua missão há mais tempo mas que só em 2011 se fixaram novamente em Portugal. O modelo de acolhimento e de apoio à reintegração será alvo de reflexão em 2012.

4. Gestão e Funcionamento A estrutura organizativa dos Leigos para o Desenvolvimento reforçou-se em 2011. Por um lado, prosseguiu-se o caminho de clarificação de papéis entre direcção e equipa executiva, reforçando a dimensão estratégica da primeira e a priorização operacional da segunda. No que diz respeito ao funcionamento da direcção LD, foi estabilizado o modelo de funcionamento e reflexão, intercalando sessões de trabalho presencial com reuniões on line. O Plano Estratégico 2011-2015 foi a base que orientou as principais decisões da Organização, pelo que se avançou para uma reflexão estratégica de stakeholders, ainda não concluída, para completar o referido Plano. Uma grande prioridade de 2011 passou pela revisão dos Estatutos da Associação, tendo sido constituído um grupo de trabalho, composto por anciãos22, para liderar todo o processo de revisão. A versão final foi aprovada na Assembleia Geral de Dezembro, faltando apenas a validação final do Patriarcado de Lisboa. Aproveitamos a ocasião para agradecer a todos os anciãos e associados que se envolveram activamente nesta empreitada. No que diz respeito à equipa executiva, o ano teve alguma instabilidade devido à ausência por motivos de saúde e à saída antecipada de alguns RH, mas o ano terminou com a equipa finalmente toda constituída. As áreas de Angariação de Fundos, de Comunicação e Imagem e de Celebração dos 25 Anos foram as mais afectadas mas, mesmo assim, verificaram-se avanços consideráveis na articulação do trabalho entre áreas (comunicação e gestão de projectos, comunicação e angariação de fundos, gestão de projectos e contabilidade, comunicação e celebração 25 anos, etc.). Para isso também concorreu a rotina de realização semanal de reuniões gerais de equipa, que passaram a ser moderadas de forma rotativa. Um dos factores diferenciais dos LD passa pela valorização dos seus RH, proporcionando-lhes sempre que possível a possibilidade de frequentarem formações específicas que permitam o incremento de competências. Todas as áreas tiveram oportunidade de frequentar formação, sendo de destacar as acções na área da contabilidade e normalização contabilística do 3º sector, da avaliação de projectos, das novas tendências da cooperação, da sustentabilidade financeira das organizações sem fins lucrativos e da privacidade e protecção de dados. Verificou-se ainda a participação de uma gestora de projectos na cadeira de Microfinance do Lisbon MBA. Ocorreu um avanço significativo ao nível da avaliação de desempenho dos RH, contudo não foi ainda possível aplica-lo na sua totalidade. Foi criado um manual para esse fim que apresenta o dispositivo conciliando momentos de auto-avaliação, hetero-avaliação e avaliação dos superiores hierárquicos, em função de objectivos individuais e competências específicas a cada função/colaborador. Em 2012 o dispositivo será experimentado em toda a sua plenitude.

                                                                                                                22 Artur  Araújo,  Daniela  Vieitas  (em  representação  da  direcção),  Duarte  Valle  Castro,  Francisco  Caldeira  Cabral  e   Sofia  Toscano  Rico.  

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 30  


A equipa executiva contou ainda com a colaboração de seis participações voluntárias: Guilhermina Rebelo de Andrade e Orlanda Baptista na área logística e administrativa, Isabel Costa na actualização da base dados, Sofia Goes na angariação de fundos, Leonor Corrêa de Sá na actualização de base de dados de anciãos e, mais recentemente, Joaquim Silva na contabilidade. Os Leigos para o Desenvolvimento agradecem a forma generosa e comprometida com que todos se envolvem na missão LD. Um outro desafio exigente em 2011 passou por rever todos os procedimentos contabilísticos e pela identificação do melhor modelo de conversão de acordo com o Sistema de Normalização Contabilística (SNC). Não tendo sido ainda implementada a mudança, o ano concluiu com as principais decisões tomadas – programa de software a usar, alargamento de avença com contabilista externo, contratação de novo contabilista, elaboração de Plano de Contas – de maneira a serem implementadas a partir de 2012. Apesar de ainda não ter sido usado um sistema de contabilidade analítica, o rigor de execução orçamental manteve-se através da utilização de ficheiros de controle (missões, gestão de projectos e contabilidade geral), tendo sido determinante a análise trimestral da execução financeira em reunião de equipa executiva e em direcção, antecipando as necessidades de liquidez para o trimestre seguinte. Ao nível financeiro, importa ainda referir a certificação das contas 2010 da Associação, realizada pela KPMG, e de dois projectos financiados pelo IPAD. Todas as auditorias validaram as contas apresentadas pelos LD.

5. Anciãos e Dinâmica Associativa 5.1.

Anciãos

Com a chegada no final do ano dos voluntários recém-regressados, em 2011 passaram a ser mais de 330 os anciãos23 da Organização. Se por um lado, os voluntários que estão no terreno são a força activa e permanente dos LD, por outro, os anciãos são a força viva que permite garantir a sustentabilidade e o futuro dos Leigos para o Desenvolvimento. Da capacidade de envolvimento e participação comprometida dos anciãos, depende em grande parte o sucesso e a qualidade da acção dos LD. Na verdade, analisando as equipas com actividade mais regular e com maiores responsabilidades, a constituição dos órgãos sociais, da equipa executiva e das equipas de formação revela bem a importância fulcral que os anciãos têm na Associação. Mesmo valorizando a participação de elementos sem experiência de missão, é um facto que 79% dos colaboradores é ancião.

Órgãos Sociais24 Equipa Executiva

25

Anciãos

Não Anciãos

Total

10

1

11

5

2

7

                                                                                                                23 24 25

 

Anciãos – estatuto adquirido pelos voluntários LD após terminada a sua experiência de missão. Contabilizados apenas os membros eleitos. Contabilizados os RH que compõem a equipa no final de 2011.

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 31  


Equipas de Formação

18

3

21

RH Timor

1

0

1

Centro S. Pedro Claver

0

3

3

Total

34

9

43

Tabela 4: Participação de Anciãos em 2011

Sendo 2011 o ano em que os LD completaram 25 anos, foi uma oportunidade por excelência para promover o envolvimento e o reencontro de anciãos. Com esse objectivo foi constituída uma Comissão dos 25 Anos composta por um ancião de cada núcleo (Concha Tello, Mª Manuel Urbano e Lourenço Sasseti) que teve o desafio de organizar a Eucaristia de Acção de Graças e um almoço de convívio. Vários anciãos envolveram-se activamente nos grupos de trabalho que se constituíram com esse propósito. A todos, o agradecimento da Associação. Um outro momento relevante ocorreu a propósito do processo de revisão dos Estatutos LD. Constitui-se um grupo de trabalho para promover uma reflexão sobre o papel dos anciãos na vida da Organização, tendo iniciado a elaboração de um regulamento que infelizmente não teve possibilidade de ser concluído. Também não foi ainda possível eleger um novo Representante Nacional de Anciãos, estando vaga esta função desde Setembro de 2010. Apenas o Núcleo do Norte continua a manter um representante regional de anciãos, a Vera Costa. Apesar disso e além das participações mais regulares, os LD contam com a colaboração pontual de vários anciãos em acções de divulgação, de angariação de fundos e de representação institucional. O nosso reconhecimento a todos. Para adequar o interesse e disponibilidade dos anciãos às necessidades e oportunidades dos LD, está a ser elaborada uma base de dados com actualização de informação numa perspectiva de ‘banco de competências e recursos de anciãos’. Uma das importantes formas de participação e de envolvimento dos anciãos acontece através das novas tecnologias, numa mailing list dinamizada, desde 2000, com o objectivo de promover o debate interno sobre aspectos importantes da vida da Associação. Actualmente existem 286 inscrições que correspondem a cerca de 260 anciãos. Mantendo a intensidade de tráfego de mensagens, em 2011 circularam 1.197 mensagens sobre a vida da Associação (encontros, notícias, informação sobre momentos chave) para além de ofertas de trabalho, estágios, conferências e workshops, casas para venda ou aluguer, acções de formação, pedidos de apoio, entre outros. O grupo de anciãos do Norte dinamiza também uma mailing list de carácter regional que inclui 66 membros. Além da participação on line, os vários grupos de anciãos a partir dos núcleos do Norte, Coimbra e Lisboa, foram organizando iniciativas com o objectivo de promover o encontro, a partilha, a colaboração, a oração e a reflexão. De forma resumida, ocorreram as seguintes actividades: −

 

Acções de Divulgação: Sessões de Apresentação LD (Braga, Coimbra, Porto, Lisboa), participação em feiras e eventos (ex: Dias do Desenvolvimento, Feira Voluntariado da ESE do Porto, Semana de Voluntariado na Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto); partilha de testemunhos (ex: várias escolas e colégios).

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 32  


− − −

Encontro e confraternização: LDay Benguela (celebração do 15º aniversário da missão de Benguela); Almoço e cocktail de celebração dos 25 anos LD. Participação: Assembleias-gerais LD; Conselho Nacional de Anciãos; revisão estatutos LD; Missa de Acção de Graças pelos 25 anos; Missa da Lina; Missa do Envio LD. Oração: oração mensal no CUPAV, em Lisboa (1ª terça-feira do mês); oração mensal nas Escravas do Sagrado Coração de Jesus, no Porto (3ª terça-feira do mês); animação mensal da missa do CREU.

Em 2011, funcionaram os seguintes grupos de anciãos: − − − − −

Grupo de Acolhimento do Norte (Concha Tello e Zeza Campos) Grupo de Divulgação do Porto (Concha Tello e Vera Costa) Comissão 25 Anos (Concha Tello, Maria Manuel Urbano, Lourenço Sassetti) Comissão Organizadora da ‘Missa da Lina’ (Mª Jesus, Ana Joel) Grupo promotor de Espiritualidade Inaciana (Artur Araújo, Madalena Abreu, Sandra Queiroz e Mariana Abranches Pinto)

5.2.

Vida Associativa

Em 2011 foram promovidas duas assembleias-gerais ordinárias tendo sido introduzida rotatividade em relação ao local do encontro (Março em Coimbra e Dezembro no Porto). Tal como já foi referido, foi aprovada a nova versão de Estatutos, no seguimento da realização de dois conselhos de anciãos que contribuíram para a elaboração da versão a submeter a Assembleia Geral. As assembleias contaram em média com a participação presencial de 25 membros. Um dos objectivos para 2011 era a promoção de uma campanha de mobilização de novos sócios. No entanto, dado o atraso na aprovação de estatutos, não foi possível levar a cabo a mesma tendo sido realizada apenas uma acção de sensibilização junto dos anciãos com vista a retomarem a sua condição de associados. O resultado foi bastante positivo, já que a acção contribuiu para alcançar o número total de 130 associados com quotas regularizadas.

6. Angariação de Fundos e Sustentabilidade Num contexto de forte crise financeira e de grande exigência de gestão orçamental, o ano de 2011 acabou por ser positivo. Angariaram-se mais de 690.000€, ou seja, verificou-se um crescimento de 40% nas receitas face a 2010. Para isso contribuiu o reforço e a diversificação de apresentação de projectos a potenciais financiadores, graças ao empenho dos voluntários no terreno e às gestoras de projecto, mas também à aposta de manter na equipa um RH dedicado em exclusivo à angariação de fundos. Em 2011 terminou o estágio INOV Social nesta área e recrutou-se um novo RH no seguimento da indisponibilidade do Filipe Magalhães. Aproveitamos para agradecer o empenho do Filipe e para dar as boas vindas à Concha Tello na sua nova missão desde Novembro de 2011.

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 33  


O ano de 2011 foi um ano de consolidação das mudanças operadas na abordagem de angariação de fundos e já iniciadas em 2010, por serem cada vez menores as oportunidades de investimento público. Assim, os resultados dos proveitos em função da fonte de receita destacam-se pelo forte contributo das empresas (42%) e pela diminuição do peso relativo dos fundos públicos que passaram a corresponder apenas a 13%. O gráfico 1 apresenta a distribuição das receitas:

7%

1% 13%

5% 8%

Entidades públicas Outras instituições Empresas

24%

Benfeitores particulares Merchandising | Serviços Receitas directas projectos Receitas financeiras 42%

Gráfico 1: Fontes de receita em 2011

Tendo em conta as metas previstas para 2011, verificou-se de facto um desvio de 10% em favor das empresas (esperado 32% e alcançado 42%) e em desfavor das instituições (esperado 28% e obtido 21%) e dos benfeitores particulares (esperado 27% e alcançado 24%). As receitas directas (projectos, merchandising e serviços) corresponderam ao valor estimado (12-13%). O desafio de apresentação de projectos alargou-se a diferentes tipos de actores, como é o caso de empresas, actores de cooperação diversos, agências internacionais, entre outros. Foram apresentadas 30 candidaturas, aprovadas 50% e estando outras 10% ainda em fase de negociação. S. Tomé e Príncipe foi o país que reuniu maior número de candidaturas (33%), seguido imediatamente por Angola (30%). Cuamba (13%), Portugal (13%) e Dili (10%) assumiram uma expressão menor, sendo de referir que as candidaturas para Portugal incluem acções transversais como a organização de eventos, lançamento de estudos, valorização do voluntariado, além do Centro S. Pedro Claver. É ainda relevante referir que 40% das candidaturas foram apresentadas directamente nos países de missão tendo uma taxa de sucesso (67%) bastante superior às candidaturas apresentadas directamente em Portugal (39%). Em relação às empresas e instituições sem fins lucrativos, foram fidelizados apoios (ex. BPI, Alves Ribeiro, Listas Telefónicas de Moçambique, Exxon Mobil Foundation, Embaixada Francesa em S. Tomé e Príncipe, Fundación CEAR, etc.), angariados novos financiadores/parceiros (ex. BES-A, BFA, Embaixada de Austrália em Portugal, Fundação EDP, Grupo Visabeira, Grupo Pestana, etc.) e iniciadas negociações/relações com potenciais novos parceiros financeiros (Mozabanco, Serviço Voluntariado Europeu, etc.). Uma outra importante fonte de receita resulta do contributo generoso de muitos benfeitores particulares (24%). Apesar de tudo, o crescimento dos fundos provenientes por esta via ficou

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 34  


aquém do esperado, ressentindo-se do hiato de 5 meses na mudança de RH com esta responsabilidade. Também se observou uma diminuição de proveitos resultantes das acções de angariação de fundos desencadeadas pelos formandos LD. Um contributo relevante resultou da consignação fiscal de muitos contribuintes. No gráfico 2, é apresentado o comportamento dos proveitos provenientes de benfeitores particulares em relação aos últimos 4 anos26, podendo observar-se a nível global uma ligeira diminuição de 2010 para 2011 (5%). Por observação dos resultados mensais, é possível verificar que o 2º semestre é no geral um período mais forte, especialmente de Setembro em diante. Contudo, o 1º semestre de 2011 revela um crescimento considerável em relação aos anos anteriores, enquanto o comportamento se inverte no 2º semestre. Uma justificação pode encontrar-se no facto da crise financeira vivida pela população em geral levar a uma diminuição dos valores a doar mas também reside no facto de ter existido uma indefinição interna, entre Junho e Novembro, relativamente à substituição do RH responsável pela angariação de fundos.

100  000  €   90  000  €   80  000  €   70  000  €  

2008  

60  000  €   50  000  €  

2009  

40  000  €  

2010  

30  000  €  

2011  

20  000  €   10  000  €   0  €  

Gráfico 2: Donativos em € de benfeitores particulares | 2008-2011

O gráfico seguinte ajuda a fazer uma leitura do número total de doações, independentemente do valor associado. Consegue identificar-se que, apesar da diminuição do total de euros angariado (vide gráfico anterior), o número absoluto de doações manteve a tendência crescente desde 2008. Em 2011 ocorreu um crescimento de 7% face 2010. Contudo, no último trimestre de 2011, ocorreu também uma diminuição face a 2010. O valor médio de donativo sofre assim uma diminuição em 2011 (83€/donativo) face a 2010 (94€/donativo). A mobilização de fundos através de benfeitores particulares continua a ser uma aposta a desenvolver, pelo que se manterá uma forte prioridade para 2012. Não tendo sido possível mudar a actual base de dados (BD) de benfeitores, nomeadamente por constrangimentos financeiros, optouse por introduzir ligeiras melhorias no sentido de facilitar o tratamento da informação. Contudo a BD

                                                                                                                26

 

Não incluído o valor de consignação fiscal.

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 35  


continua a apresentar uma série de limitações e a justificar um investimento na sua substituição, o que será programado para 2012.

1200   1000   2008  

800  

2009  

600  

2010   2011  

400   200   0   Jan  

Fev   Mar   Abr   Mai  

Jun  

Jul  

Ago  

Set  

Out   Nov   Dez   Total  

Gráfico 3: Nº de Donativos de benfeitores particulares | 2008-2011

No caso particular dos apoios obtidos através dos folhetos RSF27, distribuídos com os Boletins LD28, apenas se conseguem fazer comparações com o ano 2010 por inexistência de informação sistematizada de anos anteriores. Registou-se uma diminuição de 23% no volume de receitas angariadas, repetindo o menor desempenho do 4º trimestre. Esta via de recolha de fundos será avaliada ao longo de 2012.

30  000  €   25  000  €   20  000  €  

2010  

15  000  €  

2011  

10  000  €   5  000  €   0  €  

Gráfico 4: Donativos por RSF | 2010-2011

                                                                                                                27 28

 

RSF – Resposta Sem Franquia. Enviados 6 Boletins LD em 2011 (Fevereiro, Abril, Junho, Agosto, Outubro e Dezembro).

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 36  


Por último, importa ainda fazer uma referência ao contributo alcançado por via dos ‘padrinhos’ de missões e voluntários LD, potenciando a networking dos voluntários antes de partirem para missão. Tal como referido anteriormente, também a este nível se verificou uma redução (em 17.5%) face ao ano anterior.

18  000  €   16  000  €   14  000  €   12  000  €  

2010  

10  000  €  

2011  

8  000  €   6  000  €   4  000  €   2  000  €   0  €   Jan  

Fev  

Mar  

Abr  

Mai  

Jun  

Jul  

Ago  

Set  

Out  

Nov  

Dez   TOTAL  

Gráfico 5: Nº de Donativos por Apadrinhamento | 2010-2011

No que diz respeito às acções de merchandising, os resultados ficaram aquém do esperado (3% das receitas) fruto da redução de investimento inicialmente previsto e ao atraso na identificação do conceito. Em Setembro lançaram-se finalmente os novos artigos: t-shirts, sacos e lápis de cor. Apesar disso, a parte final do ano foi um período bastante forte destacando-se a Missa do Envio, a Feira de Natal no Palácio Foz, a Feira no Tagus Park, o Green Fest, a presença no Sporting Clube de Portugal e a venda de presépios em Missas e noutras actividades ligadas à Companhia de Jesus e outras paróquias. Mesmo no final do ano, no âmbito do 25º aniversário dos LD, foi lançado o livro “Estamos Juntos” que veio animar a angariação de fundos por esta via. Foi ainda lançado um presente solidário dirigido a empresas, fruto da parceria com a Casal Branco, mas terá apenas reflexos nas contas de 2012. Decorreu ainda a campanha de Presentes Solidários da FEC – Fundação Fé e Cooperação que incluiu o presente ‘Caixa de Costura’ para apoio da Pré-Escola de Santo Inácio em Díli mas os seus resultados só serão reflectidos no início de 2012.

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 37  


Figura 15: Merchandiding LD

Figura 16: Material comunicação LD

Por último, importa destacar o bom desempenho dos projectos na geração de receita própria (> 45.000€). Não tendo reflexos na angariação de fundos dos LD, é um importante indicador da potencial sustentabilidade dos projectos. Como três projectos29 chegaram à fase final de capacitação, a receita naturalmente assumiu uma expressão maior mas que deixará de estar espelhada nas contas de 2012, já que passarão definitivamente para a gestão e coordenação dos parceiros locais.

7. Imagem e Comunicação Externa O ano de 2011 tinha como objectivo: i) aumentar a notoriedade dos Leigos para o Desenvolvimento, nomeadamente através do programa de comemorações dos 25 anos LD, ii) renovar a imagem da 'marca LD' e iii) diversificar os meios de comunicação externa. A partir de Julho foi possível voltar a contar com um recurso humano a tempo inteiro responsável pela área da Comunicação e Imagem. 2011 foi marcado pela renovação da imagem LD, tendo sido lançado um concurso para o novo logótipo, efectuada a normalização gráfica da identidade LD, reformulado o estacionário e renovada a apresentação institucional. Com o apoio gracioso da agência Contraponto, foi feita uma grande reformulação do Boletim Informativo, que passou a ter uma imagem mais apelativa e coerente, bem como sofreu um refresh ao nível dos conteúdos. Foram enviados 6 Boletins Informativos30 acompanhados por folheto RSF, a mais de 8.000 contactos.

                                                                                                                29 30

 

Centro Cultural Santa Cruz, Centro Semente e Projecto de Formação e Alfabetização de Jovens e Adultos da Graça. Fevereiro, Abril, Junho, Agosto, Outubro e Dezembro.

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 38  


Figura 17: Site LD

Quanto à presença dos LD na comunicação social, continua a ser assegurada pela parceria estabelecida com a agência de comunicação ‘C&C - Consultores e Comunicação’, ao abrigo da responsabilidade social da empresa. De acordo com o relatório anual de clipping recolhido pela agência, em 2011 verificou-se um aumento acentuado do número de notícias relativamente a 2010 (21 notícias) tendo sido obtidas um total de 79 notícias sobre os Leigos para o Desenvolvimento na imprensa escrita e online, tendo sido invertida a proporção de notícias colocadas em meios não religiosos (62%), que passaram a ser superiores às dos meios religiosos (38%). Os melhores resultados foram alcançados no último trimestre de 2011, sendo Dezembro o mês com melhores resultados, 15 recortes, seguido de Abril e Outubro com 11 recortes cada. No que diz respeito à divulgação via rádio e televisão, 2011 foi igualmente um ano bastante interessante tendo existido 11 notícias e entrevistas na rádio e 8 na TV. O facto dos Leigos para o Desenvolvimento completarem 25 anos e de 2011 ter sido o Ano Europeu do Voluntariado contribuiu em grande medida para essa maior presença. O trabalho de parceria foi muito rico e diversificado graças à participação comprometida e generosa de várias agências de comunicação: C&C, Lisbon Project e Godirect. Retomou-se o contacto com a Euro RSCG e estabeleceu-se ainda uma nova abordagem com a agência Lopezi, uma ligação ainda a explorar em 2012. A todos o nosso muito obrigado. Em 2011 sentiu-se também necessidade de repensar mais estrategicamente a comunicação LD, assim como de tornar mais próximos os vários atores envolvidos. Nesse sentido, realizou-se um encontro que juntou todos os intervenientes que resultou na decisão de estruturar um Plano de Comunicação Anual, a organizar já em 2012. Quanto às acções de mobilização de potenciais voluntários, são especialmente relevantes as Sessões de Apresentação levadas a cabo nos núcleos de formação – Lisboa, Porto, Braga e Coimbra, mas também três sessões de sensibilização em novos locais – Viseu, Évora e Faro, como forma de descentralizar ainda mais a presença LD. A tabela 5 resume os dados de participação nas sessões. Presenças

Pré-Inscrições

Pré-Inscrições vs Presenças (%)

Presenças vs 2010 (%)

Pré-Inscrições vs 2010 (%)

Lisboa

59

48

81

+ 47.5

+35.5

Coimbra

18

10

56

+11

+10

Porto

32

21

66

+33

+43

Braga

7

2

29

-75

- 300

Viseu

18

0

0

Local

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 39  


Évora

12

0

0

Faro

30

0

0

Total

176

81

7031

+4.5

+26

Tabela 5: Presenças nas sessões de apresentação e pré-inscrições na formação em 2011

O ano de 2011 revelou um crescimento de presenças nas Sessões de Apresentação, sendo especialmente significativa a adesão no Núcleo de Lisboa e do Porto, mas foi ainda mais positivo o número de inscrições na formação, que apresentou um crescimento global de 26% face a 2010. De salientar que apesar das novas acções não terem resultado em inscrições na formação, concluímos serem uma mais-valia tanto na divulgação do trabalho da Associação como na sensibilização de novos públicos para o voluntariado LD. Estas acções incluíram sempre a presença de anciãos. No que toca à representação institucional, em 2011 os Leigos para o Desenvolvimento foram solicitados a participar num total de 50 eventos, tanto como oradores e como com presença em exposições. Foi possível responder positivamente a 86% dos convites, 42% dos quais dizem respeito a participações em entrevistas, conferências e televisão, outros 42% à partilha de testemunhos LD e 17% relativos a presenças em feiras e stands. 14%

86% Convites aceites

Convites recusados Gráfico 6: Adesão a convites endereçados aos LD em 2011

Em 2011 ficou activo o novo site oficial dos LD, lançado em Abril por ocasião da abertura das comemorações dos 25 anos, ultrapassando em quase sete vezes a meta das 2.500 visualizações anuais estipulada. De facto, de Abril em diante ocorreram 17.448 visualizações, que corresponderam a 10.322 visitantes únicos e a 59% de novos visitantes. De salientar o tráfego de pesquisa de 49%, o tempo médio no site de 3:10 e os meses de Agosto a Dezembro como os mais visitados. O pico máximo ocorreu nos meses de Outubro e Novembro, datas de publicação das Sessões de Apresentação da formação LD. Por curiosidade, a segunda-feira foi o dia mais visitado, correspondendo ao dia em os testemunhos dos voluntários no terreno são publicados.

                                                                                                                31 Calculado apenas com as sessões realizadas nos núcleos de formação já que as sessões de Viseu, Évora e Faro tiveram apenas objectivo prévio de sensibilização e não existiam expectativas de inscrição na formação.

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 40  


17 448 000 000 000 000 000 000 000 000 000 0

8 534

trafego de pesquisa

Novos visitantes

Todas as visitas

7 139

Visitantes que retomaram

10 309

Todas as visitas

18 16 14 12 10 8 6 4 2

Novos visitantes

Visitantes que retomaram trafego de pesquisa Gráfico 7: Tipologia de visitas ao site LD em 2011 | Abril a Dezembro

O ano 2011 foi também relevante ao nível da participação institucional nas redes sociais, passando a ter presença no facebook. Também este apresenta um comportamento semelhante ao site em termos de pico semanal, sendo a segunda-feira o dia em que se verificam mais comentários e likes. Em 2011 conseguimos ultrapassar a meta prevista dos 1.000 amigos, registando a 31/12/2011 a adesão de 1.220 amigos activos. O número de pessoas activas tem vindo a crescer, sendo que a faixa etária mais participativa situa-se entre os 25 e os 34 anos de idade e as mulheres continuam a ser as que apresentam taxas de participação mais elevadas (75%). 1400   1220  

1200   1000   800   600  

999  

988  

1  081  

670  

400   200   0   02/Set

12/Out

17/Nov

10/Dez

01/Jan

Gráfico 8: Nº de Utilizadores Activos em 2011

8. Comemorações do 25º Aniversário dos LD Em 11 de Abril de 2011 os Leigos para o Desenvolvimento completaram 25 anos de história e arrancou um ano de celebrações. Celebrar – Agradecer – Dar Visibilidade – Sustentar – foram atitudes de fundo ao longo do ano, no sentido de capitalizar a experiência LD. O programa de actividades que foi definido e que se prolonga até Abril de 2012 pretende: i) celebrar a história e

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 41  


preparar o futuro; ii) agregar anciãos, parceiros e amigos e alargar os LD a novos públicos; iii) alcançar notoriedade e levar mais longe a imagem LD e iv) angariar fundos e reforçar a sustentabilidade da actividade da Associação. Para concretizar o programa de celebrações foi necessário recorrer aos serviços externos de uma pessoa que pudesse garantir diversidade e qualidade nas propostas a desenvolver.

I.

Nova Imagem Corporativa

Um momento tão simbólico como as bodas de prata foi aproveitado para renovar e refrescar a imagem corporativa. Para isso, tal como já foi referido, fez-se o lançamento de um concurso para a criação de um novo logótipo que recebeu 64 candidaturas. A selecção do logótipo vencedor contemplou uma fase de análise por um júri constituído para o efeito32 que seleccionou duas propostas finalistas, e um segundo momento de eleição em Assembleia Geral (realizada em Março, em Coimbra). A proposta vencedora recebeu um prémio monetário de 1.000,00€. No seguimento da identificação do novo logótipo, a imagem corporativa dos LD foi desenvolvida em torno de conceito criado pela Agência Contraponto – ‘O desenvolvimento é o envolvimento de todos’.

II.

Abertura das Comemorações

No mês do aniversário preparou-se uma semana dedicada à abertura das comemorações que procurou conciliar momentos internos à Associação com eventos abertos à participação de amigos e parceiros dos LD. a) Concerto Solidário no Auditório da CGD no ISEG, com a actuação do Quarteto Arabesco e do Ensemble da Escola de Jazz Luiz Villas-­‐Boas. O evento contou ainda com a parceria do Hot Club de Portugal. b) Cerimónia de abertura no Museu do Traje com a presença de 150 pessoas. A iniciativa foi prestigiada com a presença do 1º Bispo a acolher uma missão LD, Dom Abílio Ribas, Bispo Emérito de S. Tome e Príncipe; com o 1º Embaixador de Portugal a ter contacto com uma missão LD, o Embaixador Eugénio Anacoreta Correia e com o P. António Vaz Pinto, fundador dos Leigos para o Desenvolvimento. Foi feito o lançamento público do novo logótipo e a apresentação de um pequeno filme sobre os LD, tendo sido oferecido um cocktail e ao som de música ao vivo do artista angolano Chalú. c) Eucaristia de Acção de Graças e homenagem ao P. António Vaz Pinto. A organização da missa foi da responsabilidade dos anciãos coordenada pela Comissão dos 25 Anos. Estiveram presentes cerca de 200 pessoas. Em todas as missões LD foram também celebradas missas de Acção de Graças, estabelecendo uma forte sintonia entre o presente e o passado. d) Almoço convívio de anciãos. No seguimento da eucaristia, a Comissão dos 25 Anos preparou também um almoço que contou com a presença de 100 pessoas. e) Lançamento do novo site com o apoio generoso da empresa Go Direct.

                                                                                                                32  Francisco Providência (Designer), Pedro Salgado (Ilustrador e Designer), Patrícia Proença (Designer), Minês Morais Sarmento (representante dos anciãos LD); Daniela Vieitas (Representante da Direcção LD).  

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 42  


Figura 18: Autores de contos do Livro ‘Estamos Juntos’

Figura 19: Almoço 25 Anos

III.

Embaixadores LD

Para conferir maior visibilidade aos LD e dar mais projecção à missão LD, foram convidados para ‘Embaixadores LD’ várias personalidades que, desde a primeira hora, se associaram à causa LD. Além do P. António Vaz Pinto, os LD contam com o apoio dos seguintes Embaixadores: António Pinto Leite, Carminho, Paulo Magalhães, Jorge Gabriel, Júlia Pinheiro, Laurinda Alves, Joana Carneiro e Mário Crespo. Destacam-se as seguintes participações: − − − −

Jantar de Embaixadores, com António Vaz Pinto, António Pinto Leite, Jorge Gabriel e Laurinda Alves Livro ‘Estamos Juntos’, escreveram António Vaz Pinto, António Pinto Leite, Carminho, Paulo Magalhães e Laurinda Alves Boletim LD, escreveram António Vaz Pinto, António Pinto Leite, Joana Carneiro e Jorge Gabriel Presenças televisivas: António Vaz Pinto com Marcelo Rebelo de Sousa na TVI

IV.

Prémio Serviço

Em parceria com a Sociedade de Advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados foi estabelecido um protocolo com os LD com o objectivo de acolher um colaborador da empresa numa missão LD, resultado de uma avaliação de desempenho que pretendeu valorizar a dimensão humana e de serviço dos colaboradores. A Missão de São Tomé recebeu o colaborador da sociedade de advogados que viveu uma experiência como missionário, integrado na comunidade e nos projectos LD. Permaneceu no terreno durante 3 semanas.

V.

Livro ‘Estamos Juntos – 25 anos | 25 contos’

Uma outra iniciativa que teve lugar no final do ano, foi o lançamento do Livro ‘Estamos Juntos – 25 anos | 25 contos’. O livro reuniu 25 fotografias tiradas em missão por voluntários LD que foram seleccionadas pelo fotógrafo e ancião, Filipe Condado. A partir das imagens foram convidadas

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 43  


personalidades lusófonas, de várias áreas profissionais, a deixarem-se guiar pela fotografia e a escrever um conto ou uma reflexão. O livro contou assim com Abel Neves, Andreia Faria, António Pinto Leite, António Vaz Pinto sj, Carminho, Catarina Furtado, Conceição Deus Lima, Cristina Peres, Danílio Barros, Fernanda Freitas, Gabriela Ludovice, Isabel Stilwell, José Luís Peixoto, José Rui Teixeira, Laurinda Alves, Lígia Roque, Mafalda Veiga, Marcos Pinto, Mário Cláudio, Mukhwarura, Nuno Tovar de Lemos sj, Olinda Beja, Paulo Magalhães, Rosa Alice Branco e Zé Pedro. Os Leigos para o Desenvolvimento reconhecem a disponibilidade e a inspiração que todos ofereceram de forma generosa. O livro foi uma publicação em parceira com a Tenacitas e contou com as designers Teresa Olazabal Cabral e Catarina Ramos Pinto. Foram lançados 2.000 exemplares. O livro foi lançado em Lisboa, a 12 de Dezembro, na Livraria Ler Devagar e com a participação de vários autores: Cristina Peres, Paulo Magalhães, Marcos Pinto, Fernanda Freitas, Lígia Roque, António Pinto Leite, António Vaz Pinto, Laurinda Alves, Carminho, Danílio Barros. Estiveram presentes 90 convidados. Foram efectuadas ainda sessões de apresentação no Porto (40 presenças), no Colégio S. João de Brito com a dramatização de um conto na biblioteca escolar (3 sessões) e em eucaristias. Até final do ano tinham sido vendidos 343 exemplares.

Figura 20: Livro ‘Estamos Juntos’

Figura 21: Dramatização conto do Livro ‘Estamos Juntos’

VI.

Filme documental

Em Novembro e Dezembro esteve em Benguela o realizador Tiago Figueiredo para recolha de imagens e de testemunhos de vida de angolanos residentes em bairros onde os LD têm ou tiveram actuação, com o objectivo de produzir um documentário que traduza histórias de pessoas e o potencial transformador da mudança. O documentário terá a sua estreia em Abril de 2012, por ocasião do encerramento das comemorações.

VII.

 

 

Estudo sobre o Impacto da Experiência de Voluntariado LD

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 44  


Também a ser lançado em 2012, arrancou em 2011 o estudo ‘Significados, Impactes e Construções Simbólicas da Experiência de Missão: estudo sobre os voluntários dos Leigos para o Desenvolvimento’, encomendado ao Centro de Estudos de Serviço Social e Sociologia da Universidade Católica Portuguesa e financiado pela Fundação EDP no âmbito do Programa EDP Solidária. Em 2011 foi feita análise documental, entrevistas exploratórias e foi aplicado o inquérito por questionário aos anciãos.

9. Parcerias e Redes Em 2011 os Leigos para o Desenvolvimento continuaram a investir no trabalho de proximidade e de partilha de responsabilidades com os parceiros locais de implementação, tendo inclusive passando a gestão global de três projectos para as entidades locais - Paróquia N. Sra. da Graça, Missionários Passionistas e Paróquia S. Miguel. Simultaneamente, o trabalho com estes parceiros manteve-se no âmbito de outros projectos que entretanto foram sendo definidos. No âmbito das missões recentes e dos projectos a iniciar foram estabelecidas em S. Tomé e Príncipe novas parcerias, nomeadamente com as Escolas Básicas de Porto Alegre e da Mesquita, a Creche de Porto Alegre, as Associações de Moradores de Porto Alegre e da Boa Morte, e ainda se encontra em negociação a parceria com o Grupo Pestana. Destaca-se ainda em Cuamba uma nova parceria com a Universidade Católica de Moçambique e em Benguela com a Promaica. Surgiram entretanto oportunidades novas que permitiram aos LD começar a desenvolver um trabalho de parceria com entidades universitárias e centros de estudos, com o objectivo de promover uma maior reflexão e sistematização da prática e da experiência da Associação. Nesse sentido, estabeleceu-se uma parceria com a Faculdade de Economia e Gestão da UCP do Porto e com o Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto no âmbito da organização de um seminário que terá lugar em 2012, com o Centro de Estudos em Sociologia e Serviço Social da UCP, no âmbito do estudo de impacto da experiência LD na vida dos voluntários e com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com o acolhimento de um estágio curricular da licenciatura em estudos africanos. Uma outra forte componente de investigação e produção de conhecimento resultou das teses de mestrado e dos estudos que foram e estão a ser desenvolvidos incluindo a prática dos Leigos para o Desenvolvimento como alvo de pesquisa. Assim, tiveram lugar 8 trabalhos: 1. ‘Significados, Impactes e Construções Simbólicas da Experiência de Missão: estudo sobre os voluntários dos Leigos para o Desenvolvimento’, estudo encomendado pelos LD ao Centro de Estudos de Serviço Social e Sociologia da UCP; 2. ‘Voluntariado Internacional como estratégia de Educação para o Desenvolvimento’, estudo da responsabilidade do ISU com a participação da ESE do Porto; 3. ‘Estudo de Voluntariado Missionário’, estudo da responsabilidade da FEC e coordenado pela Escola Paula Frassinetti; 4. ‘Empreendedorismo Social em Portugal’, estudo da responsabilidade do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto;

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 45  


5. ‘Estudo de eficácia das organizações da sociedade civil’ da responsabilidade da Plataforma das ONGD; 6. ‘Accountability nas ONGD’, no âmbito do Mestrado de Intervenção Social, Inovação e Empreendedorismo da Faculdade de Economia e Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade Coimbra (Filipe Pinto); 7. ‘Espiritualidade e os Projectos de Desenvolvimento: práticas e significados numa perspectiva transcultural’, no âmbito do Mestrado em Enfermagem Comunitária na Escola Superior de Enfermagem do Porto (Patrícia Pacheco); 8. ‘Estudo de caso português na área do Marketing social | Marketing de causas’, no âmbito do Mestrado de Marketing da Faculdade de Economia e Gestão da UCP do Porto (Ricardo Sá Relvas). Por último, além da participação regular, a Associação reforçou a sua participação na Rede Xavier nomeadamente na dinamização do Grupo de Trabalho de Voluntariado para a Cooperação e na Plataforma das ONGD integrando o recente Grupo de Ética. Os LD passaram ainda a fazer parte da Rede de Parceiros EDP, no seguimento do projecto aprovado no âmbito do Programa EDP Solidária.

10.

Conclusões

Em jeito de conclusão, os Leigos para o Desenvolvimento gostariam de exprimir a sua gratidão a todos os que fizeram de 2011 um ano tão especial, vivido com uma intensidade reforçada com as celebrações das bodas de prata. Aos voluntários, anciãos, equipa executiva e órgãos sociais um agradecimento genuíno por darem vida à Organização e por fazerem dela um instrumento de desenvolvimento e de esperança. Aos parceiros, financiadores, benfeitores, amigos e colaboradores um bem-haja por acreditarem em nós e por fazerem caminho connosco. E ao Pai, damos graças pela presença, o discernimento, a confiança e a fidelidade criativa. Os Leigos para o Desenvolvimento só continuam a fazer sentido enraizados na Palavra. Para 2012 o desafio continua grande e, por isso, as palavras do nosso Plano Estratégico permanecem actuais: “importa saber que a palavra crise significa a acção, a faculdade de distinguir ou a decisão. (..) Sem nos deixarmos levar pela ingenuidade que desvaloriza a situação crítica que vivemos, com os seus perigos, olhamos com grande ânimo e esperança para a oportunidade de futuro que este mesmo tempo nos oferece”. Estamos Juntos!

 

 

RELATÓRIO DE ACTIVIDADES 2011 - 46  


Relatório de Actividades 2011