Issuu on Google+


Cinema

Do Alternativo ao Comercial Giovan Panissa

Filmes como Babel e O Jardineiro Fiel, transitam entre o cinema comercial e alternativo, uma façanha que muitos almejam e poucos alcançam

@

Cintia Junges e Léia Saboia

Alternativo, diferente, desconhecido. O que têm em comum estas palavras? Geralmente, elas assustam o ser humano. Mas, além disso, todas definem bem o caráter do cinema de arte. Alternativo, porque foge dos padrões comerciais. Diferente, pois seu objetivo é levar o espectador à reflexão. E desconhecido do grande público. O maior representante do cinema comercial, em esfera mundial, é o cinema de Hollywood ou os filmes norte-americanos. São esses que, salvo raríssimas exceções, estão em cartazes nas maiores e principais salas brasileiras. Também são essas grandes produções que arrastam multidões para as salas escuras e arrecadam milhões para os seus produtores. Entretenimento, prazer e magia podem ser sinônimos dos chamados filmes comerciais, que em muitos quesitos se diferem dos filmes alternativos, associados à reflexão, ao diálogo e à realidade. Carlos Eduardo Lourenço Jorge, crítico de cinema e programador do Cine Com-Tour/UEL, espaço de exibição para filmes alternativos em Londrina, ao mencionar as diferenças – que perpassam a estética e o conteúdo – não deixa de citar o público e a relação direta, e de extrema importância, que ele estabelece com o filme exibido na telona: “O público sabe o que vai encontrar no cinema comercial. O cinema

de fórmula hollywoodiana é muito pronto, acabado e entregue ao espectador – um mero receptor - são filmes que não deixam nenhuma herança. Já o cinema alternativo busca colocar na cabeça da platéia um germe de continuidade Carlos Eduardo e estabelecer diálogos proLourenço dutivos, isso significa que Jorge, crítico o espectador não é mais de cinema e um mero receptor”, afirprogramador do ma o cinéfilo. Para Carlos Cine Com-Tour Eduardo, o cinema comercial é entretenimento de momento e os alternativos dade norte-americana. A têm finalidade social, polí- invasão, muitas vezes sitica e econômica, fazendo lenciosa, representa para também análises da reali- eles descaracterização cultural e até mesmo perigo dade mundial. O cinema, de entreteni- econômico. O cinema nasceu em mento ou reflexão, é também um disseminador de 1895, e carrega majestosamente ideologias. seu centePois, atra“O cinema nasce nário. E não vés de suas há como produções, como arte, delimitar um país um período pode difuncomo registro para o nasdir sua culda realidade, cimento do tura, seus costumes, documentário, mas cinema alternativo e seus valologo se descobre do comerres e sua língua às sua veia comercial” cial, pois os dois nascemais diverram junsas e distos. De acordo com Carlos tantes regiões do planeta. O problema é quando isso Eduardo, foi nas primeiras se transforma em uma “in- décadas do século XX que vasão cultural”. E é nesta o cinema descobriu sua tecla que os defensores do função comercial e, desde cinema de arte batem há então, o comercial e o altempos. Eles consideram ternativo co-existem. “Nós temos muitas manique o cinema norte-americano é um dos respon- festações de cinema de arte sáveis por essa “invasão”, paralelas ao nascimento ou principalmente nos países a consolidação do cinema subdesenvolvidos, difun- comercial. O cinema nasce dindo a cultura, a política, como arte, como registro a economia e, geralmente, da realidade, documentário, o modo de vida da socie- mas logo se descobre sua

veia comercial. E aí o cinema americano cria sua fortaleza, chegam os grandes estúdios e tomam contam, se plasmam e cria uma estrutura que vai dominar permanentemente”, afirma. No entanto, pouco mais de um século parece não ter sido suficiente para que o cinema alternativo fosse reconhecido ou caísse no gosto popular. Continua, até hoje, a fazer parte de um grupo seleto e minúsculo de pessoas que admiram o cinema apenas como arte. Para Carlos Eduardo, o casamento entre grande público e cinema de arte é uma fórmula cruel: “O grande público nunca foi o objetivo do cinema alternativo, temos que ser realista. Claro, se você conseguir lotar uma sala imensa com um filme reflexivo, ótimo. Mas, isso nunca foi o ponto principal”. Lado a lado nas dificuldades e também à margem dos grandes circuitos está o cinema nacional. Carlos Eduardo é enfático ao afirmar que o público brasileiro está condicionado a ver as produções

norte-americanas. Nos espaços reservados a filmes na televisão, em canais abertos, os filmes nacionais têm um papel secundário, e são deixados para a madrugada dificultando ainda mais o contato dos brasileiros com essas produções. “Nós temos uma produção que é considerada estimulante, mas não temos espaço. Então, não se pode dizer que o público brasileiro continua resistindo ao cinema brasileiro, se ele nem mesmo o vê”, assegura. Entre as produções nacionais há os alternativos e os comerciais. Os primeiros refletem a realidade do país. Eles se identificam com os problemas e usa uma linguagem compreensível, segundo Carlos Eduardo. Já os filmes comerciais exibidos na telona, que formam filas nos cinemas, reproduzem a teledramaturgia brasileira. “O pessoal vê no cinema, uma novela condensada em noventa minutos”, completa o crítico. Independente do caráter, alternativo ou comer-


Cine Com-Tour/UE

s Martins

L

Fotos: Luca

Nos bastidores do

cial, o cinema há mais de um século encanta a todos. E ele só é possível graças a um defeito “Eu assisto os film es muitas e muitas vezes, quando é bo Declaração de faze do ser humano, um princípio m”, conta Eliud da r inveja a qualque Silva. r cin “te éfilo por aí, já que lon a”. Mas, quem é Eli básico da física. Carlos EduarEliud assiste aos fil ud ? De on de mes na ve m Ele e o é qu um e fa da z atualmente? queles homens qu do explica que nós temos um e ‘passam’ filmes no mente, já tiveram cu s cin em as . Aquele que muitos riosidade em conh defeito na nossa retina que se , provavelecer em alguma ida cidadezinha do int ao cinema. Natura erior do Paraná, Eli chama persistência retiniana. l de Sertaneja, ud é projecionista E foi lá em Sertane do Cine Com-Tour ja que ele conheceu há vários anos. “Ou seja, a nossa retina, por o cinema. “Meu av nele - não era uma ô tinha um e meu pa profissão, era um ho i trabalhava algumas frações de segundos, bby pro meu pai – criança até os 12 an aí fui aprendendo. os”, relembra. Isso desde Esse tempo deixou fixa uma imagem e assim é saudades e ficou na lembrança do proje era uma diversão po possível que você trabalhe a cionista: “Antigam pular. Lembro quan ente o cinema do passava filme na po r semana... vinha o mesma imagem várias vezes s cidades pequenas pessoal da roça to , uma vez da. Sertaneja tinha mil, a diversão era 20 mil habitantes e ir ao cinema, dar um seguidas e acaba dando movihoje tem 5 a volta na praça ou O cinema que ele co ir à quermesse”. nheceu mudou muit mento a essa imagem”, esclao e Eliud também. Lo nd rin a, ca so uMudou de endereç se e já é av ô. E os rece. É quase como a sabedoo, veio para fil m es qu e ele viu ho je já nã o sã o as en ch er as sa la s na sim tã o qu er id os qu ela ép oca, ria popular diz: Há males que . Af in al, M az za ro dã o m ai s bi lh et er pi e fil m es de ca ng ia . ac eir os nã o vêm para o bem. “É gozado você assis tir um filme desses ho je; sa vo nt cê pergunta ‘o que e’ e os nossos filhos Defeito maior é não apreele tinha de tão int falam ‘puxa vida é eresdesses filmes que ele Acostumado com ciar a sétima arte e deixar de as salas cheias e fila s gostavam antigam s qu en e te?’” a “d red ob uç ra va ão m do a público. “O gostoso esquina”, Eliud se pr conhecer o cinema alternatieocupa com do cinema é que ele Aqui, no Vila Rica a en ch ia m gente chegou a pa esmo, isso há trinta vo. E a cidade de Londrina ssar um filme dura anos. sempre lotado com nte quinze, vinte, at cinco sessões diária tem uma sala, ou o priviléé 30 dias e s. Ali lotava, dava vo Os sucessos, segund lta no quarteirão”. o o saudoso projecio gio de ter uma, que exibe nista, eram “Tubarã “Inferno na Torre”, o”, “King-Kong”, “O dentre outros. Exorcista”, esses filmes. Um espaço, no E daquela época ele tem boas histórias para contar, além questão de mencio mínimo interessante, que dos enredos dos film nar na conversa. “P es que ele faz assei muitos filmes vamos em dois cin permite ao espectador se ali (no Vila Rica) qu emas, a mesma em e nós passápr es a Kin qu e gto Kong, eu lembro, qu cava o Vila Rica to entregar às temáticas do cava o Com-Tour. E e uma época a gent Então, emendava o e pa sso u a mesma cópia no três rolos e passava cinema de arte e sair pelos s dois cinemas. pro rapaz, ele ficav montava num fusq a esperando lá emba uinha e levava a pa corredores tentando comixo, aí ele rte que já tinha pa os dois sempre cheio ssado pro Com-Tour s.” pletar o sentido e a mene dava certo, e Eliud compreende as razões da reduç ão de público: “Hoje sagem que o filme deixou, DVD, muitos luga , tem muita diversão res pra ir. Hoje, é : computador, difícil ver o cinem (em Londrina) era sendo esse o maior objetia lotado. Em 75, 76 um barzinho ou la o lazer aqui nc ho Nã ne o te tin . Eu ia para a Higien vo do cinema reflexivo. ha DVD, era só as sistir TV. Era mais óp olis ou cinema. De ba po ra is to de cin tra O Cine Com-Tour/UEL ema do que ter te balhar no Vila Rica levisão”. , Eliud foi policial resultou em oito an militar até sofrer está temporariamente deos de tratamento um acidente que . “Melhorei e aí pr vidade, fazia um ocurei voltar para servicinho aqui e sativado, passando por alguma atioutro ali. Foi quan sidade Estadual de do surgiu o concurso Lo nd rin a”. reformas e sem previsão Ele pa na Universs ou teatro. “O teatro no concurso e além é mais dinâmico. do cinema, conhec de retorno ao funcionaO cinema é dinâm eu o projecionista não. ico pro ator, pro di Passamos o filme retor, mas pro e cuidamos dos eq mento. A diretora da Casa teatro não, é mai uipamentos, mas s atividade. De ce é parado. No rta forma fazemos cenário, ela perde de Cultura da Universidaparte da peça; se um pouquinho da m luz e sem m ag E ia m ”, agia também é at explica. de Estadual de Londrina, ração no cinema, se m “co dú nt vid ag a. iad E para os que pens os” são as crianças, Janete El Haouli, responam que os mais enganam-se. Eliud tados quando conh conta que os adult ecem a sala de proje sável pela sala, disse que os ficam mais enca ção: “O adulto quer som”. Para os curio nsaber por onde sai sos de plantão, ele as reformas devem ser a imagem, o não vê problema e aquilo que já teve gosta de mostrar pa muita vontade de ra as pessoas, concluídas, o mais rápido conhecer quando era Atualmente, Eliud “moleque”. projeta filmes no Cin e Com-Tour/UEL, um possível. “O problema do ternativos. Lá, as fila espaço de exibição s não dobram as es de filmes alquinas e os ingresso ele revela que já pr cinema é que quebrou s nunca se esgotam ojetou filmes para . Com pesar três pessoas e a sens gostoso passar um um aparelho de exibição, ação é de decepção filme pra sala cheia . “É triste! É tão ; às vezes, dava até que não gostavam confusão. Tinham já foi aberto licitação e de uma cena e com umas pessoas eçavam a vaiar, as filme - vaiava o ba sobiar - não pelo cin ndido. Era engraçad quatro empresas vão se ema, era pelo o. E você chegava agora vai chegar ao ao cinema tinha recep cin em a com três pessoas candidatar . No entanto, tividade, ...”, lamenta. isso leva algum tempo”, informa. Por hora, a alterFotos: Léia Saboia natividade está sem endereço. Mas, com o problema resolvido, não haverá desDiz que costuma ir ao culpas para deixar cinema duas ou trê s vezes ao “Sou cinéfila, ador de conhecer o cineo cinema. Tramês, já ouviu falar balhei numa locado dos filmes ma do Com-Tour. E ra antes de entrar chamados alterna pra faculdade”. M tiv os, mas além dele, prestigiar aria Antonia Rom nunca esteve no ão diz que a freqüência Com-Tour/ a produção nacional com que vai ao ciUEL. Acha as salas nema é de mais ou do Catuque tem espaço gamenos duas vezes aí mais cômodas por mês. Conhec e pr áticas... rantido, ao lado dos e filmes alternativ Em relação ao fato os e gosta muito. Pr de nã o asestrangeiros, numa efere os alternativ sistir a filmes alter os, pr M na in ar tiv cip ia os An alm tô ela en ni a Romão, 20 te os estrangeiros. convivência mais responde:“Creio qu anos, estudante de e é m ais De harmoniosa. sing e por comodismo.” Moda da UEL

Eveleci Maria Buen o, 44 anos professora


Longa vida à Satori Uso

9° Mostra

Fotos: Léia Saboia

Priscila Tananati, 22 anos, estudante de Medicina Veterinária

Londrina de Cinema

Reprodução

Reprodução

Da imaginação de dois “rodrigos” nasceu e ganhou vida este personagem que anda bem famoso ultimamente no mundo do cinema e da crítica, o poeta japonês Satori Uso (1925-1985). Sua primeira aparição nas páginas do jornal “Folha de Londrina” em 1985 foi póstuma, uma semana depois da sua “morte fictícia”, pois assim desejou o seu criador, o jornalista e poeta londrinense Rodrigo Garcia Lopes, o primeiro dos dois “rodrigos” dessa história. Abandonando a ficção e invadindo a realidade, Satori Uso o poeta, nunca existiu, a não ser na imaginação de Rodrigo Garcia Lopes. Na época, editor de uma página literária dominical na Folha, Garcia Lopes criou o heterônimo Satori Uso - o personagem poeta, com a finalidade de poder publicar no jornal os seus haikais, pequenas “pílulas” de poesia de origem japonesa cujo significado está em “dizer o máximo com o mínimo”. O jornalista criou uma biografia e uma personalidade para o personagem que traz no nome Satori Uso, um significado bastante sugestivo: “iluminação mentirosa”. Nascia assim, um poeta sensível, misterioso, o poeta das sombras que segundo seu criador “é um apaixonado pela vida, pela linguagem, e as marcas do zen-budismo: o culto ao silêncio, à natureza, o humor, a aceitação das coisas como são. A capacidade de encarar a dor e as perdas com humor, com leveza, às vezes até com certo sarcasmo”. Em 2001 quando completaria 16 anos da morte do personagem Satori Uso - ou seria 16 anos de vida? - afinal aqui neste enredo há um terreno movediço entre a ficção e a realidade, o também jornalista e cineasta Rodrigo Grota, o segundo Rodrigo desta história, durante uma entrevista conheceu Satori naquela mesma página em que o personagem ganhou vida e pelas mãos do seu genitor Rodrigo Garcia Lopes. Fascinado pelo poeta “inexistente”, Rodrigo Grota resolveu fazer um filme contando essa história e materializando a figura do poeta fascinante e misterioso. Das páginas dos jornais para as telas dos festivais de cinema brasileiros e internacionais, Satori Uso e sua poesia renasceram no curta metragem de Rodrigo Grota. O roteiro produzido por Rodrigo Grota em co-autoria com seu xará Rodrigo Garcia Lopes passou por algumas adaptações até chegar ao seu estágio final em 2006. No filme, a história de Satori foi contada pelo cineasta americano Jim Kleist que, coincidência ou não, é também uma figura imaginária que nunca teve passagem pelo mundo real. O curta metragem “documentário” de Rodrigo Grota, lançado em março deste ano, já colocou o pé na estrada percorrendo vários festivais de cinema nacionais, entre eles o Festival de Gramado onde foi muito elogiado, conquistando os troféus de melhor filme (Prêmio da Crítica) e melhor fotografia para Carlos Ebert. Vinte e dois anos depois Satori Uso está aí para comprovar que os personagens não morrem, vivem adormecidos esperando por alguém que os traga de volta à “realidade”. Vale a pena conferir!

Duas ou três vezes por mês. Essa é a freqüência com que a estudante Priscila vai ao cinema. Não conhece cine Com-Tour, pois faz pouco tempo que reside em Londrina. Afirma ainda, que é bem difícil assistir a esse tipo de filme, também porque tem pouca divulgação.

Os cinéfilos londrinenses já estão na contagem regressiva para o mês de novembro, mais precisamente para o dia 3 do respectivo mês, quando abre a 9° Mostra Londrina de Cinema. Depois do Filo (Festival Internacional de Teatro de Londrina) e do Festival de Música, o cronograma cultural da cidade abre espaço para os amantes da sétima arte. A 9ª Mostra Londrina de Cinema vai de 3 a 11 de novembro. Serão oito dias de programações espalhadas pela cidade, para quem gosta, deseja conhecer ou já faz parte do “mundo cinematográfico” alternativo. Neste ano, uma das novidades é o aumento da verba destinada ao evento. Para o cineasta londrinense Rodrigo Grota, um dos organizadores da Mostra, o aumento do patrocínio é fundamental para ampliar a programação dos filmes. “Ano passado a gente fez a Mostra em oito dias e conseguiu exibir cerca de 80, 85 filmes; este ano a gente quer ampliar essa programação, levar a Mostra a mais lugares, conseguir criar uma relação efetiva com o público londrinense e conseguir trazer produções que são alternativas, que não são comerciais ao público da cidade”. As atividades da 9ª Mostra Londrina de Cinema estarão centralizadas no Espaço Kinoarte, que é fruto de um projeto aprovado dentro de um edital chamado “Vilas Culturais”, promovido pela prefeitura da cidade. Entre essas atividades, algumas ainda não confirmadas, estão previstas uma Oficina Prática e de Debate sobre o Cinema Latino Americano e uma Oficina de Crítica, com o editor do site Contracampo do Rio de Janeiro, Luis Carlos Oliveira Junior, além de um Seminário de Cinema Contemporâneo e exibição de filmes para o público infantil. Nos últimos dias, 9, 10 e 11, a Mostra abrirá espaço para a parte competitiva de curtas nacional e competitiva local, que possibilitam a produção de filmes em diferentes suportes, 35 mm, vídeo e até filmes feitos no celular. Com o objetivo de democratizar o acesso das pessoas às diferentes produções alternativas que estarão aqui em novembro, elas vão ser exibidas em locais abertos, como a Concha Acústica. Grota vê nesta iniciativa um ponto muito positivo, já que para ele o que ocorre de uns 10, 15 anos para cá é uma polarização dos filmes norte-americanos, não restando muito espaço para as produções nacionais. “No Japão, eles conseguiram 55% do mercado só para filmes japoneses e na Coréia do Sul conseguiram 65% do mercado no ano passado. No Brasil, a gente ficou na média de 10, 11%, igual na Argentina, ou seja, a gente não conseguiu levar o filme brasileiro ao público brasileiro”. O escritório da Mostra ou Espaço Kinoarte, já tem lugar definido, fica na Rua Jorge Casoni, 2355, no Centro. Mais informações sobre a 9ª edição da Mostra podem ser obtidas também, através do site da Kinoarte (www.kinoarte.org.br).


Matéria cimema