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12/12/2011, 12:26


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EDITORIAL

A profecia maia e o despertar do amor Caso venha a se confirmar a previsão dos maias sobre o fim de um ciclo da Terra em dezembro 2012, que fique bem claro: inexiste motivo para apreensão, medo ou expectativa catastrófica que marcaram vários momentos na história da humanidade. Todos iremos para o Céu e terminarão nossas preocupações neste mundo tão material quanto surrealista em que vivemos. Até lá, certamente, nascerão, como graças divinas,muitas crianças, flores, pássaros e as águas dos rios continuarão correndo para o mar, que voltarão para a terra em forma de chuva. A hipótese mais preocupante é que o planeta continue sendo estragado e deteriorado em escala

nunca vista antes, que as guerras continuem para dar vazão à produção da indústria armamentista e que as pessoas continuem trilhando o caminho da mentira e da ilusão, afastadas da natureza e de Deus. Mais importante do que se preocupar neuroticamente com o fim de um ciclo na Terra, de uma vez por todas, é aprender a amar uns aos outros, como ensinou Cristo, que aniversaria por estes dias. É despertar da hipnose que nos leva, dia a dia, para algo que não conseguimos enxergar com clareza sobre o futuro de todos nós. Feliz Natal e um Ano-Novo de Paz e Amor. O Editor

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Movimento sinaliza inédita emergência de jovens lideranças políticas em Ibiúna Aos seis anos, leu um discurso escrito pela mãe, professora, perante o então governador do Estado de São Paulo, Mário Covas, na inauguração do Hospital de Ibiúna. Aos 21, desponta como a mais jovem e surpreendente liderança política em Ibiúna, embora se considere como apenas um dos integrantes do inédito Movimento Pró-Ibiúna – MPI. Alexsander José de Souza, formado em Tecnologia da Administração de Empresas e estudante de Direito, é um personagem que está no olho do furacão do Movimento integrado atualmente por cerca de quarenta jovens ibiunenses e com mais de setecentos simpatizantes. Eles se organizam e se mobilizam rapidamente numa rede social com ações práticas inéditas na história de Ibiúna, normalmente pacata e retirada dos fatos políticos. Alexsander, que apoiou a candidatura vitoriosa do coronel Darcy Pereira Leite em 2008, é claro ao apresentar o objetivo do MPI: “É um movimento em defesa da população ibiunense que surgiu para intervir em todas as questões que afetam direta ou indiretamente nosso município.” Trata-se de um movimento “pluralista, apartidário, laico e os indivíduos que ele compõe pertencem a diversas correntes ideológicas”. Para os jovens do MPI a determinação é clara: “A administração pública, composta por indivíduos eleitos através do sistema democrático eleitoral, será constantemente observada, fiscalizada e, acima de tudo, cobrada por aquilo que diz respeito aos interesses do povo”. O MPI utilizará tanto os recursos legais quando mobilizações públicas como instrumento de reivindicação para “coibir práticas que contradizem os interesses da sociedade”. A primeira manifestação, com cartazes, faixas, apitaços, se realizou no dia 8 de novembro, em frente à prefeitura e na rua Pinduca Soares. Os jovens exigiam o reembolso do transporte universitário. Atendidos por um secretário municipal, tiveram a promessa que de o reembolso ocorreria em parcelas. A segunda ação provocou um tremor na área da administração municipal. Foi a divulgação, no dia 21de novembro, pela Internet, do fato de um laboratório de análises clinicas da cidade ter afixado em sua porta um comunicado de que somente atenderia “os exames emergenciais”, por falta de “condições financeiras para continuar a atividade”. Motivo: a prefeitura teria deixado de pagar pelos serviços desde o mês de setembro. A divulgação provocou reações instantâneas no âmbito da Secretaria da Saúde que tomou a providência imediata de descredenciar o referido laboratório como seu prestador de serviços. 6

Alexsander: “O MPI é um movimento em defesa da população ibiunense”

Antes desses fatos, o MPI teria procurado a prefeitura para ser ouvido em seus projetos e reivindicações, tendo protocolado seis pedidos com esse objetivo, segundo informa Alexsander. Em nome do Movimento, declara não concordar com a forma como a prefeitura está sendo administrada e, sobretudo, como vem “dirigindo” as informações à população por meio da mídia local. “Enquanto a população se comove, mas não se move”, o movimento é também uma forma de despertar a população para não mais se deixar enganar. Com o notável vigor de um idealista, Alexsander se transformou em alvo de assédios na Internet, recebendo advertências, insinuação de processo e, por celular, até mesmo uma ameaça mais radical, “se não calar”. Os adjetivos depreciativos que lhe veem sendo dirigidos dão a medida da irritação que se impregnou em algumas autoridades locais. Alexsander confidenciou à vitrine que uma autoridade procurou cooptá-lo por meio de uma composição, não aceita. Se as férias de fim de ano e escolares derem uma trégua, o Movimento Pró-Ibiúna já tem agendada uma manifestação pública com a palavra de ordem Basta!, para o dia 23 de maio, véspera do dia de aniversário da cidade.


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Procura-se ‘Aif edo’, quem tiver notícias do seu paradeiro, avise o ‘Agentino’ Por Carlos Rossini Enquanto espero minha mulher que vem de São Paulo, dia já escurecido, vejo uma folha de papel grudada em uma das colunas externas da Estação Rodoviária de Ibiúna. Tem ali a reprodução da foto de um homem. É pouco visível seu rosto rechonchudo, o lado esquerdo está na penumbra. Boné na cabeça, camiseta com a inscrição “Iron Maiden”, correntinha e crucifixo pendurados no pescoço. O cenário da foto é simples. Me aproximo e fico sabendo que ele está desaparecido e seu nome será Alfredo de Jesus. É jovem! Sinto uma forte comoção. Leio literalmente a intenção de alguém certamente cheio de fé e esperança de encontrá-lo: “DESARARECIDO AIFE DO DE JESUS. ENTAR EM CONTATO. AGENTINO. 9941-1389 – VIVO – 82859431 – TIM. (011)” Como minha sensibilidade anda à flor da pele, sinto

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um desejo de chorar. Penso quem serão Aife do e Agentino e o comunicado escrito com grande sacrifício gramatical, humilde, simples, mas com uma fé arrebatadora, emocionante. Por onde andará Aife do (Alfredo)? Como ele desapareceu? Por quê? Aquele papel reflete uma busca dolorida, fundamental e é tão despojado em sua sinceridade que gostaria de me tornar um filósofo agora para tentar buscar as respostas para esse fato universal da vida tão singelo e quanto anônimo. A busca por Deus [“desaparecido” de nossos olhos] é um dos mais poderosos arquétipos [imagem ou estrutura profunda e inconsciente] da humanidade. As estatísticas apontam que desaparecem dezenas de pessoas por dia no Brasil pelas mais diversas razões: fuga de casa, alzheimer, perda de memória, senilidade, desespero, raptos, sequestros, assassinatos, acidentes fatais com nãoportadores de documento, suicídios sem vestígios e tantos outros. A maioria dos casos fica sem respostas, o que preenche a existência de mistérios insondáveis e nos deveria despertar para sermos mais humanos uns com os outros, o que inclui Aif do, que é muito importante para alguém (talvez seu pai). Alguém que o procura, talvez desesperadamente, mas que pôde, de acordo com suas possibilidades reais expressar sua dor e sentimento profundo com a mais singela mensagem ao mundo, colada na coluna da Rodoviária...por onde passam muitas pessoas todos os dias. Se souber do ‘Aif edo’, por favor, ligue para o ‘Agentino’. Dê essa boa notícia para ele.


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VITRINE

CARAS em

Toda catita Com seu caçulinha Vinicius Yamaka no colo, e toda catita, Liliane Belmiro, do salão Beleza Pura, na Rua Coronel Salvador Rolim de Freitas, 196, no Centro, é toda felicidade. Vinicius é tranqüilo e deixa sua mãe trabalhar sossegada. Fica deitadinho e quieto, até que ela venha pegá-lo de novo. Na verdade, o filho parece ter herdado o jeito da mãe que fala de modo sereno, baixo e carinhoso com suas clientes e amigas. Vinicius nasceu no dia 14 de julho e é companheiro de todas as horas de Liliane, que consegue administrar o salão, mantê-lo sempre limpo e atender sua clientela sempre com um sorriso no rosto.

Angel Ferraz A beleza e a saúde ganharam um forte aliado em Ibiúna, com a inauguração do “Instituto Angel Ferraz”, especializado em tratamento facial e corporal, da simpática massoterapeuta e esteticista Angela Mansilha Campoi. A partir de agora, os ibiunenses passam a contar com um amplo e moderno consultório e dezenas de tratamentos, entre os quais o tratamento anti-idade Biogem, a massagem modeladora e a thalassoterapia (com produtos do mar como algas, sais e bandagens). O “Instituto Angel Ferraz” funciona na Rua 15 de Novembro, 15, sala 2 (em frente à Padaria Princesa), de 2ª à 6ª, das 8 às 18 horas e, aos sábados, das 8 às 13 horas – (15) 3248-4108 – (15) 9664-2198.


Simpaticão

Luciano Faccioli, apresentador da TV Bandeirantes, fez questão de animar o show de César Menotti e Fabiano na Estação 60. Tão simpático e acolhedor com o público [atendeu a todos os pedidos de fotos alegre e cordial], esse grandalhão (1,92m) de 45 anos, que veio acompanhado de Flávia, sua namorada, ergueu o público com suas brincadeiras “olha a hora, olha a hora”, o bordão que diz no seu programa matinal. Ao brincar com as torcidas viu que a do Corinthians era maioria absoluta. A respeito de Ibiúna Faccioli disse à vitrine: “Os ibiunenses são carismáticos. Vi aqui que, independentemente de você ser ou não ser da televisão e famoso, é bem tratado pelas pessoas, muito acolhedoras e carinhosas.”

Tecnologia Thiago de Moraes Pinto e Carlos (Guto) Augusto Marcicano se associaram e criaram a Qubit Software House, empresa que desenvolve soluções em tecnologia em Ibiúna e região. Entre os serviços especializados que a Qubit oferece aos seus clientes, se incluem sites, programas para celulares e tablets, programas para controle interno das empresas (caixa, clientes, estoques) e manutenção de servidores. Thiago e Guto já vinham atuando juntos na área há alguns anos e decidiram abrir a empresa como parceiros de uma história de sucesso. Contato: Thiago 15- 9706-8323 – Guto 15 – 9756-8487

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Paz e Amor nascem neste tempo do Natal em Ibiúna

Chamam-se Paz e Amor os dois pombos que nasceram nestes tempos de Natal na varanda de casa, no bairro da Cachoeira. A mamãe e papai, com seus olhos brilhantes e expressivos, que se revezaram sobre os ovinhos até o nascimento dos filhotes, estão tão felizes e orgulhosos que até me permitem tocar em suas penas, mas, olhe lá!, não toque neles! Respeito, digo palavras de carinho com suavidade porque se falar fora do tom, quem está no plantão, papai ou mamãe, logo infla o peito e arma as asas. Para um bom entendedor, meia-ação basta. O ninho foi construído com agulhas dos pinheiros. Não precisou muito, porque o lugar escolhido no vaso suspenso na varanda já era meio caminho andado, confortável e livre das chuvas e do sol forte desta primavera. Nasceram outros pássaros também. Sobre o soquete da lâmpada beija-flores pequeninos, no incrível e minúsculo ninho cuja mãe cabia quase por inteiro. Nasceram também tico-ticos nos ramos da primavera e bem-te-vis nos intricados galhos da caliandria corde-rosa, sabiás, pintassilgos, mais escondidinhos no mato. Uma estação de muitas flores e nascimentos. 14

Paz e Amor logo vão treinar os primeiros voos solos. Fátima já avisou que ficará atenta e que prenderá os cachorros, porque estes caras são frequentemente levados pelo instinto de caça e podem não ter a mesma sensibilidade e respeito por essas novas criaturinhas tão bem-vindas. Acho sinceramente que Paz e Amor trarão muita sorte para Ibiúna neste Natal e durante todo o AnoNovo por que não é mesmo isto que todos desejamos? Para quem subiu vezes na cadeira e na escada, para conversar com o encantador casal de pombinhos, e ouviu o que ouvi, mas de maneira estritamente silenciosa, só há motivo para ter fé no milagre da vida que se realiza a cada novo ser que nasce. Quando, enfim, começaram agir por conta própria e alçarem voos seguros, papai e mamãe terão cumprido a missão que lhes foi atribuída pelo Criador e se sentirão realizados e o céu e as muitas árvores terão novos companheiros para poderem brincar à vontade. E, quem sabe, nos transmitirem um pouco da simplicidade contida na sabedoria silenciosa da natureza. E, assim, a Natividade do Senhor poderá ser compartilhada com paz e amor.


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Breve história sobre Deus na época do Natal Estou confortável, sentada na varanda de casa, sentindo o perfume das flores e fazendo uma das coisas que mais gosto: lendo um livro. Neste presente caso, trata-se de um livro sagrado e seu personagem central, certamente, é Deus. Primeiro capítulo, segunda linha, meus olhos se encontram com as palavras “Deus é profundamente relevante para a vida de cada um...e não é absolutamente a questão menor que tantos tentam considerá-Lo”. De repente, um pequenino animal alado, com não mais de um milímetro de tamanho, pousa na página que se encontra inclinada para mim. Sem a certeza do o que vejo é mesmo um ser vivente ou apenas um cisco, ao se movimentar, eis o milagre da vida de Deus se realizando. Aquela pequenina coisa, infinitamente pequena para os meus olhos míopes, atrai minha atenção. Sigo seu trajeto. Às vezes passa nos minúsculos vãos entre palavras. Será que está se desviando de propósito? Será que do seu ponto de vista a marca da tinta tem altura, é obstáculo? Percebo que não, pois atravessa bem no meio de um w, caminha sem receio algum um m e até mesmo uma pequena elevação, a letra D, que compõe a palavra Deus. Agora está percorrendo uma nova frase: “No vasto universo revelado para nós pela moderna astronomia, só se pode pensar em Deus como infinito”... e onipresente. Curiosamente o pequenino segue rápido para cima 16

e para baixo da página, pisando com seus invisíveis pezinhos frases de imensa sabedoria. Agora decidiu parar entre o r e o e da palavra estrelas. A frase esculpida pelo autor do livro, um homem-santo, é: “Em certo sentido, é mais fácil visualizar Deus no céu estrelado do que em nossas próprias casas”. [Sinceramente estremeço pensando nessa verdade que permeia milhões de casas em todo o planeta.] “As estrelas, tão distantes da trivial existência terrena, sugerem a nossas mentes a perfeita imobilidade, harmonia e sabedoria. Em contrapartida, nossas casas são frequentemente o cenário de lutas e rivalidades...”. O bichinho voa para o meio da página 17: “Em todo caso, não podemos ficar para sempre contemplando os céus. Na medida em que mantemos Deus afastado de nossa realidade diária, nós O alienamos. Precisamos de um conceito de Deus que O traga para dentro de nossa cozinha, nosso quarto, nossa sala de visitas – sim, até mesmo quando cheias de convidados.”


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Ibiúna, muito além da camuflagem política Por Carlos Rossini “Jornada nas Estrelas”, a série de filmes em que o homem se aventura ficcionalmente na conquista do espaço cósmico, encanta pessoas no mundo todo. Preso na Terra, um pequenino grão azul-pálido, na definição do astrônomo Carl Sagan, localizada na distante periferia de uma das espirais da Via-Láctea, desde tempos imemoriais o céu estrelado fascina o olhar humano diante da imensidão infinita e do seu mistério indecifrável. As relações homem-máquina, representadas pela Enterprise, uma perfeição tecnológica, a nave espacial que viaja em dobras de velocidades vertiginosas, sintetizam as fronteiras e limites imaginários dos próprios homens. Momentos de intensa agitação, provocada por ameaças, ataques de inimigos poderosos e suas armas de alto poder destrutivo, exigem o uso da razão pura, lógico-matemática, mas também de movimentos rápidos impulsionados pela emoção intuitiva. A nave se protege com blindagens hipermagnéticas, escudos invisíveis repelentes dos ataques e camuflagem, disfarce para não ser vista, percebida, reconhecida ou para enganar os inimigos ou estranhos em rota de aproximação. Então, e se pudéssemos nos teletransportar, como acontece na ficção cinematográfica, para um ponto de Terra chamado Ibiúna, com essa idéia na cabeça? Poderíamos, por meios sensoriais aguçados, perceber além da camuflagem que sustenta a estrutura política da atual administração pública? A maioria dos sinais emitidos para a população é pouco atraente e blasonária, com alardes de feitos insubstanciais. Já no último quarto de gestão, quais as obras verdadeiramente significativas? Ok. Nada de tirar o mérito da reabertura do hospital e da maternidade. Foi um grande salto, mas, passado o tempo, a que distância estamos da excelência prometida? Um recente episódio envolvendo o descredeciamento de um laboratório de análises clínicas teve como justificativa razões subjetivas, aparentemente sem respaldo de fatos técnicos e científicos. Os acúmulos da fila de espera para marcar 24

consultas, suspensas até janeiro, desponta também como um fato considerável, sem deixar de reconhecer que há um esforço para a promoção de melhorias. A pergunta que nos fazem [e temos de alertar que procede de opositores ao governo] municipal, é: com um orçamento total acumulado nos quatros anos no montante superior a R$ 350 milhões, qual o painel das obras realizadas efetivamente? Impiedosos, os oposicionistas. Deve haver aí algum exagero! Afinal, a surpresa pode estar sendo guardada sob sete chaves. As obras magníficas devem ser inauguradas em 2012, quando em outubro haverá eleição para prefeito e vereadores. Esse é o lado positivo das eleições ou pelo menos tem sido. As relações entre os poderes Executivo-Legislativo, inicialmente tormentosas, distantes e glaciais, foram “assimiladas” e “acomodadas” inicialmente por dois superassessores diretos do prefeito e os “entendimentos” têm sido mantidos até agora por um deles. As relações entre os dois poderes seguem aparentemente por um mar de almirante, descontando algumas marolas de percurso, embora a população [ouvi mais de cem pessoas sobre esse tema] manifeste opiniões bastante ácidas em relação ao comportamento de alguns vereadores. Percebe-se um notável desejo de mudança expressiva na composição camerística, sobretudo para “renovar e oxigenar” a Casa de Leis de Ibiúna, cujo desempenho é alvo de desapontamento exatamente pelo “excesso de intimidade” com o Executivo. Mas o que se coloca em pauta agora são o ¼ final do mandato da atual administração, quando se revelará definitivamente qual foi, enfim, sua obra, e as eleições de outubro de 2012. Se há um esforço intenso [e há] da Situação para ser reconduzida ao poder pelo voto, há antes o desafio de interpretar o verdadeiro sentimento popular. Chegará a hora que a camuflagem será finalmente dissolvida como nuvem soprada por uma tempestade de cristais cósmicos e a verdade se apresentará em todo o seu esplendor. A vontade do povo será, então, conhecida. Nas urnas.


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Revista Vitrine - Edição 31