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รndice Escritos Projetos Comerciais Peรงas Publicitรกrias


Escritos A seguir uma amostra de minha produção literária. Zona Poética Liberada. ZPL 06 - A Noite da Blasfêmia Em abril de 2008 fui convidado pelo Centro Cultural dragão do Mar para realizar a curadoria de uma mostra de poesia que ocorre naquele espaço. Tendo como mote para o evento o tema ‘’Blasfêmia: Mal tratar os cânones para tornálos retroridículos.’’ Repassei o dito tema a todos os participantes, que tiveram um mês para criar ou utilizar algo de sua produção que se encaixasse nesta temática. O evento contou com performances, mostra de vídeos, além de poesia é claro. A mim, além de realizar a curadoria, foi dada a responsabilidade de abrir o evento. Abertura feita com o poema pubnlicado nas próximas páginas.


Condomínio Dor Esta poesia consiste em uma jornada do personagem narrador por um prédio onde a cada andar ele encotra uma face da sordidês humana, com a qual ele fica bem à vontade. Na primeira parte há a descrição do próprio narrador por ele mesmo, que anda em busca de nada e entra por acaso em um prédio onde continua o poema. No primeiro andar ele vê um obeso e discorre sobre a obesidade como estado da mente de todos. No segundo uma mulher, colecionadora de tudo, se reveza entre suas ilusões e seus ‘‘tesouros’’. No terceiro andar uma história de um homem morto contado por cartas esquecidas na caixa de correio. No quarto andar um debate-orgia inflama o narrador que termina seu relato discutindo as taras e perversões dos ouvintes e dos leitores. Boa leitura. I - Calçada e Térreo

II – Primeiro Andar (Retropsicologia)

Em mim há de cada algo arquivos que alimentam criam braços e me guiam no momento que anulo genealogias anteriores.

Fresta de porta uma figura desproporcional dá novo ânimo à vontade.

E do parricídio mental me libero pelos becos do labirinto dialético. Via de mão tripla que divide meu percurso. Saio como quem sabe onde pisa visto meus olhos de presa que assim percebo as perigosas laterais e posso fugir quando calhar. E de minha ânsia de ser que na verdade é de ocorrer impunemente tiro as forças e tudo escorre por baixo dos meus pés. Nada se opõe ao dito mesmo que não sejam gritos súbitos e silenciados em mim, até que escolho a esquerda para entrar. O abandono me atrai e na ilusão da solidão subo mas no caminho escuto ruídos. Vou por lances de escada espiral e seus círculos concêntricos enxertam a cada degrau a vontade belicosa de encontrar desejosas fortunas de dor alheia.

O obeso é uma obra prima do próprio obeso. Ele cresce durante toda a existência e sua forma adiposa, suas dobras, seus odores, contam a história trágica da existência cômica do obeso. Toda a vida é doada ao prazer, a compulsão, a gula, a compensação, ao desprendimento deste obeso. Desprendimento pois esta anti-forma anti-dionisíaca reflete todo o mundo na ingestão de tanto glutamato citratos, emulsificantes, espessaste, saborizantes e outros entes menos interessantes desta família complexa e esférica. A vida está cheia de obesos. Obesos assumidos que conseguem sorrir e obesos raquíticos que morrem a míngua. A vida do obeso é sua idéia seu corpo sua intervenção sua forma a ditadura dos anti-padrões no anti-hoje onde vive o obeso. Contemplar o obeso interior é poder conviver mesmo sem significado com os significados da vida.

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O obeso é o contra. É o lado em nós que cresce a vida toda e se mantém em casa com impulsos gástro-neurais, elasticalcificando o medo do que há fora, para reter tudo dentro, como um bicho que espera o dia da hibernação final e dormir para não acordar pelo medo do espelho. Todo o obeso individual é aquele que se toca. E que mesmo arqueado e sozinho afunda o superego em seus confortáveis labirintos adiposos e não se envergonha de gozar frenético. Sigo por lances de escada espiral E seus círculos concêntricos Enxertam a cada degrau A vontade belicosa de encontrar desejosas fortunas de dor alheia. III – Segundo andar (Autoarqueóloga) Varanice tem suas relíquias sempre junto consigo seja onde for. De lembranças distantes até tesouros ela mantém sempre perto e lacrado para garantir segurança, já que para Veranice suas quinquilharias são o barco, o mar e o porto onde ela navega.

Veranice tem sonhos onde ela e as amadas traquitanas estão onde merecem. Os trezentos cisnes de porcelana se revezam em guardar, adornar e copular com Veranice no templo de colunas jônicas erguido em honra dos sagrados objetos intocados. Todos estão lá cada um em seu altar e no centro a iluminar o lugar as facas emanam seu fusco cegante. No templo do sonho assim como na realidade Veranice não tem idéia se é feliz sabe somente que como asceta ela se renuncia por suas coisas glorificadas. Me canso e subo por lances de escada espiral e seus círculos concêntricos enxertam a cada degrau a vontade belicosa de encontrar desejosas fortunas de dor alheia. IV – Terceiro Andar (Posta Restante)

Difícil escolher preferida. Mesmo relutante ela o fez.

Bato com a cara na porta ninguém em casa. Vasculho ao redor há cartas na caixa de correio. Para que não sejam suprimidas ou contrariadas as abro.

A caixa de madeira fica em lugar de destaque, bem embaixo da cama. Não põe encima, tem receio, e um sono inquieto que faz medo de no meio da noite danificar seu faqueiro.

No primeiro envelope um recorte de jornal e um pequeno bilhete de pêsames. No recorte a manchete: “Linguista mata a si e a família.” História já conhecida, servida, deglutida e digerida.

Ama tanto a caixa que teve a descabida idéia de abrir a caixa tocar em cada faca cheirar a prata e pôr de volta. mas tão rápido quanto veio foi-se embora a consideração infame.

A segunda carta chegou antes da primeira. Nela um bilhete e outro envelope lacrado e perfumado.

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Jogo de lado ao perceber que não passar de uma nota apaixonada de um mulher já morta para um homem agora também cadáver. A história é notável digna de se tornar lenda. Adroaldo nasceu e logo cedo aprendeu com um pai ateu que ser homem é desconfiar do reflexo. Cedo conheceu Mariana e por um tempo caminharam juntos iniciaram-se mutuamente até que tudo acabou. Pelo banzo do abandono Marina morreu ao cair do desfiladeiro do primeiro beijo. Esforço inútil, já que adrolado estava longe e naquele instante nem lembrava mais de seu rosto. Adroaldo tornou-se proeminente. Por gostar de Asian arrancou os olhos e escrevia versos. Teve uma vida calma a discriminar o processo por parte dos descendentes de Borges. Sua vida seguiu com glórias até ele descobrir suas rédeas e por isso pôs fim a vida. Especulações apenas, estava enterrado e ninguém sabia ao certo o porquê da morte. Segredou suas razões ao seu pássaro Ezra que não pôde repassar a ninguém por estar muito ocupado em decidir que caminho seguir pois Adroaldo deixou a gaiola aberta. Do corredor eu subo por lances de escada espiral e seus círculos concêntricos enxertam a cada degrau a vontade belicosa de encontrar desejosas fortunas de dor alheia.

V – Cobertura (Linguagem das Gerações) Porta entreaberta, meia luz e odores ocres me levam ao topo. E pelo cheiro dos corpos a sede aumenta nesta reunião para dissolver sensação. Ao centro jovens de uniforme apontam seus sentidos, hora por tia, hora por tio que gosta de cheirar calcinha de garotinha de babado e bordadinha. Recordar é viver! Tomo a palavra e não solto pois sei como funciona o solo ser humano. façamos um colóquio, Debate a seguir Tema livre. O que sai? Putaria! Nada de diplomacia. Não por perversidade mas é que hoje todos acordaram com o verme da sinceridade esse bicho da seda que nos faz em farrapos por dentro. Se o desejo é divinal diga qual não há mal chacotear a moral se gosta de lixo ou de outros artifícios, de um sacristão ou freirinha, do padre ou do coroinha, por teu pai ou irmãzinho que na verdade é filho do vizinho. Você diz que não é nada disso que sexo é místico o prazer é holístico. Mas não tem como, quando te apertam no plexo-períneo não tem perna que não trema.

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Confessa sem problema é criança que faz a tua cabeça. não pela candura, ou androginia, é o ímem que te atrai como imã. E se te indagarem, culpa teu avô que lassou a tua avô quando ela contava treze anos mal tinha pelos pubianos. Já ele tinha cavalo, lasso, casa na cidade e o dobro da idade. Emocionado corro e voo por lances de escada espiral e seus círculos concêntricos enxertam a cada degrau a vontade belicosa de encontrar desejosas fortunas de dor alheia.

Fim

Para ler mais acesse: aindavainoslevaralem.blogspot.com


Projetos Comerciais A seguir uma amostra dos projetos comerciais produzidos para a D&E entretenimento quando colaborei no departamento de Criação Comercial.


Projeto Onça Endomarketing Viral Durante o período de Outubro e Novembro de 2008 a direção da D&E Entretenimento solicitou à Criação Comercial um projeto interno para incentivo a venda de espaços nas rádios do grupo. Para tal foi proposto que a cada contrato fechado, no valor acima de R$ 2.000, o vendedor ganharia cinquenta reais em espécie, além de sua comissão pré-estabelecida, ao apresentar o contrato assinado. Como forma de colocar tais conceitos de maneira inovadora foi planejado uma campanha interna de cunho viral onde seriam divulgadas notícias fictícias de que onças estariam a solta da cidade de Fortaleza. A ‘“cobertura’’ do caso das onças foi feito durante três dias, onde sempre pela manhã eram divulgadas internamente as notícias. Depois de terem repercutido o suficiente projeto foi revelado. A seguir estão as notícias divulgadas como verídicas de que onças estariam a solta por Fortaleza. O projeto propriamente dito segue em anexo. Redação & Arte: Breno Ximenes


1째 dia - 29/10/2008


2째 dia - 30/10/2008


3° dia - 31/10/2008 Detalhe da capa

NotĂ­cia


Projeto - Apresentação #01

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Projeto The Offspring Segue a mídia interativa do projeto comercial feito para o show da banda de punk-rock californiana The Offspring. Realizado em Fortaleza no dia 15 de Novembro de 2008. tal projeto tinha como função divulgar a apresentação para os possíveis parceiros. Redação & Arte: Breno Ximenes


Projeto - Apresentação #01

#02

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#04

#05

#06

#07

#08


Projeto - Apresentação #09

#10

#11

#12


Peรงas Publicitรกrias A seguir um amostra de algumas peรงas publicitรกrias produzidas e veiculadas.


Folder Institucional TBM Trabalho realizado por mim como Freelacer para a agência Estaçãomkt. Consiste em um catálogo institucional dos serviços da Industria TBM - Textil Bezerra de Menezes

Arte: Breno Ximenes


Pg: 01 e 02

Pg: 03 e 04


Pg: 05 e 06

Pg: 07 e 08


Pg: 09 e 10

Pg: 11 e 12


Pg: 13 e 14

Pg: 15 e 16


Pg: 17 e 18

Pg: 19 e 20


Pg: 21 e 22

Pg: 23


Concurso de Jornalismo Adísia Sá Em 2009 foi lançado pelo jornal O Estado a Segunda edição do Concurso de Jornalismo Adsia Sá. Um concurso de matérias que premia os estidantes de jornalismo com premios em dinheiro e uma bolsa de estágio. Segue abaixo o material de divulgação do concurso. Texto e Arte: Breno Ximenes

Cartaz 40cm larg X 32cm alt

Panfleto 21cm larg X 14cm alt

Regulamento / Ficha de inscrição 27cm larg X 21cm alt Regulamento / Ficha de inscrição FRENTE

Regulamento / Ficha de inscrição VERSO 5.7 . Em caso deempate , ha verá umno vojulg amento dos respectiv osconcorr entes .

6. Da Premiação 6.1. Ovencedor receberá ovalor deR$ 8.000 ,00 (oito mil reais) emprêmio , assim como umcontrato deestágio no Jornal OEstado , com duração prevista de12 meses . 6.2. Osegundo colocado receberá apremiação novalor deR$ 4.000 ,00 (quatr omil reais). 6.3. Aoter ceir ocolocado será entr egue ovalor deR$ 2.000 ,00 (dois mil reais) como premiação . 6.4. Ostrês primeir oscolocados terão suas matérias publicadas noJornal OEstado , no dia seguinte àpremiação . 6.5. Osnomes dos vencedor es , adata eolocal daentr eg ados prêmios serão divulg ados noJornal OEstado , pelo site www .oestadoce .com.br e noe-mail inf ormado naficha deinscrição . 6.6. alunos Os premiados junto com asUniv ersidades/F aculdades emque estudam receberão uma placa alusiv a aoConcurso Adísia Sá.

7. Das Garantias , Dir eitos eObrig ações 7.1. OJornal OEstado e ospar ticipantes assumem, recipr ocamente , asseguintes obrig ações e garantias de dir eitos: 7.1. 1.Não poderão concorr ermatérias jápublicadas pelos autor es(estudantes), consequentemente de vendo apr esentar conteúdo inédito . 7.1.2. Não poderão disputar matérias produzidas a par tirdeiniciativ asimplementadas porpessoas jurídicas ou semelhantes , por meio daliberação derecursos /benefícios para sua realização . 7.2. A par ticipação noconcurso implicará naaceitação expr essa e nocumprimento detodos ostermos e condições deste regulamento . 7.3. Opar ticipante concorda, pelo simples atodeinscrição neste evento , em ceder osdir eitos deuso deseu nome , imagem, voz ematéria inscrita noconcurso , sem qualquer ônus para o Jornal OEstado , para uso exclusiv o na sua divulg ação edeseus resultados . 7.4. Asmatérias recebidas , pr emiadas ounão , não serão de volvidas . 7.5. Osautor espar ticipantes de verão estar cientes deque , ao par ticipar emdoconcurso , estarão declarando , sob aspenas dalei, que o trabalho entr egue éfruto desua legítima criatividade eautoria, não configurando plágio nem violação a qualquer dir eitodepropriedade intelectual deter ceir os , eximindo o Jornal O Estado dequalquer responsabilidade emrazão desuas afirmações .

8. Disposições Gerais 8.1. OJúri ésoberano para decidir sobr ecasos omissos edesua decisão não caberá recurso . 8.2. Osalunos par ticipantes poderão solicitar àComissão Julg adora asnotas deseus trabalhos .


Material Institucional jornal O Estado Abaixo está um amostra do material institucional produzido para Jornal O Estado, criados por mim. São respectivamente: Pastas Canguru e Lâminas Informativas sobre os cadernos e veiculação. Texto e Arte: Breno Ximenes

Pasta Canguru - 02 Versões Capa

Contracapa 01

Lâmina Institucional Frente

Verso

Contracapa 02


Jornal Expresso Uma nova iniciativa editorial da cidade de Fortaleza, O jornal Expresso consiste em um semanário de distribuição gratuita por todo o território da capital cearese tendo como foco um comunicação popular que respeita e informa a população. Tive o prazer de somra esforços na produção do material instititucional do jornal, alpém de somar esforços na montagem e digramação do mesmo Texto e Arte: Breno Ximenes

Acesse as edições do Jornal Expresso 1ª edição: http://issuu.com/marcelbez/docs/jornal_expresso 2ª edição: http://issuu.com/marcelbez/docs/jornal_expresso_02 3ª edição: http://issuu.com/marcelbez/docs/jornal_expresso_03 Encarte institucional: http://tinyurl.com/yc993pz


Jornal Expresso - Materiais Pasta Canguru dobra Autorização de Veiculação

Recibo

Envelope A3

dobra

P.I Classificados


Identidade Visual Gilberto Siebra Me foi solicitado por parte do cliente Gilberto Siebra Advogados Associados uma nova logo-marca para o escrit贸rio. Texto e Arte: Breno Ximenes


Créditos: Todo o conteúdo mostrado nestas páginas são de autoria de Breno Ximenes

Breno Ximenes (85) 8608.4499 - (85) 9678.6022 breno.ximenes.ponte@gmail.com Aindavainoslevaralem.blogspot.com

Protfólio  

Um pequeno apanhado dos meus trabalhos na área de criação publicitária e literatura.

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