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CORREIO PORTUGUÊS

Pedro P edro da Silva

LE COURRIER PORTUGAIS

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Dit le Portugais le premier Messager en Nouvelle-France

Ano I nº I

1 de Dezembro de 2011

Gracieuseté de nos annonceurs

www.lecourrierportugais.com

Pedro da Silva - dit le Portugais

Há 371 anos

PORTUGAL

La famille de Pedro Da Silva, notre premier facteur Au cours du Régime français, une demi-douzaine de Portugais se sont fixés en Nouvelle-France et s’y sont mariés. Nul ne retient davantage l’attention que Pedro Da Silva, qui était d’ailleurs dit Le Portugais, et ce, à cause du rôle qu’il a joué dans le domaine des communications et que rappelle une inscription rue Saint-Jacques, à Montréal, près de la rue de la Cathédrale; elle est apposée sur l’édifice des Postes.

restaurou a Independência

« Dès 1693, y lit-on, le transport des lettres se faisait par messagers entre Québec et Montréal ». Le premier courrier connu est Pierre Da Silva, dit Le Portugais. Notre premier facteur devait avoir de solides biceps, car il n’existait pas encore de route terrestre entre Québec et Montréal, la première ne devant être inaugurée qu’en 1734: c’est donc par eau qu’il livrait les lettres. La commission que lui délivra l’intendant Raudot témoigne de la confiance dont il jouissait. « Étant nécessaire pour le service du roi et le bien public d’établir en cette colonie un messager pour porter les ordres en tous lieux de ce pays ou besoin sera, spécifiait le document, et étant informé de la diligence et fidélité de Pierre Dasilva dit le Portugais, Nous, sous le bon plaisir de Sa Majesté, avons commis et établi ledit Portugais messager ordinaire pour porter les lettres de M. le gouverneur général et les nôtres pour le service du Roi dans toute l’étendue de cette colonie, lui permettant de se charger de celles des particuliers pour les rendre à leur adresse et en rapporter les réponses. » Fils de Joseph Da Silva et de Marie François, Pedro était originaire de la paroisse Saint-Julien de Lisbonne. Arrivé vers 1673, il s’engageait, le 28 décembre de cette année-là, pour une période de six mois, à servir Bertrand Chesnay, sieur de la Garenne, qui, en 1664, avait acquis l’arrière-fief de Lothainville, sur la côte de Beaupré. Conformément au contrat, dont le contenu a été porté à notre attention par un descendant, le journaliste Martial Dassylva, l’employeur devait nourrir et loger Pedro et le traiter humainement. Le 16 mai 1677, Pedro passa un contrat de mariage avec Jeanne Greslon dite Laviolette, fille de Jacques et de Jeanne Vignault. Tout d’abord établi à Beauport où naissent ses deux premiers enfants, le couple se fixe à Québec où une douzaine d’autres verront le jour. La famille débuta par cinq filles. Marie-Louise épousa Jean Guilbault en 1696. La deuxième, Marie-Madeleine, songea à donner sa main au fils d’un tapissier de Paris, mais l’entente fut annulée et elle se laissa conduire à l’autel par Jacques Gervais, en 1680. Marie-Thérèse décéda de la petite vérole à

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O 1º DE DEZEMBRO — o que nos conta a História... Fazem hoje exactamente 371 anos vivia-se em Lisboa uma revolução!... Depunha-se um Rei , alguns dos seus representantes eram detidos, outros atirados pela janela ….. O que nos conta afinal a História??... Tudo começa em 1578 quando El-Rei D. Sebastião desaparece subitamente no Norte de África na trágica batalha

de Alcácer-Quibir, deixando assim Portugal mergulhado numa gravíssima crise de sucessão. Durante 2 anos (1578 a 1580) o Cardeal D. Henrique governa Portugal como regente. Nas Cortes de Tomar em 1581 Filipe II de Espanha é aclamado Rei de Portugal iniciando-se assim a Terceira Dinastia ou Dinastia Filipina, a qual duraria 60 anos.

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2 A Chuva e o Bom Tempo

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TRIBUNA

Saiba ler quem escrever não saiba Ao longo de cerca de 4 décadas, por interesse intelectual e intervenção cívica, tenho acompanhado de diversas formas, activas, o que se passa no meio comunitário, com tudo quanto ele tem de bom e, ocasionalmente, de menos bom. Tenho assistido a várias manifestações dignas da Feira das Vaidades e a muitas reuniões, onde muito se fala e nada transpira no prático. No concludente. Por isso agora recuso assistir a esse tipo de ajuntamentos onde pululam mediocridades, de peitos inchados e cabeças vazias. Uma preocupação me tem guiado durante todo este tempo: a de sempre relatar o que se passou, em qualquer lado, tal e qual, sem atenções nem mordomias para com uns quantos regabofes, convencidos de autoridade e de falsas importâncias. Isso tem-me valido uma panóplia de críticas, cada uma mais acerba do que a outra. Que agradeço. Porque a par dessas reacções— quase sempre a coberto de anonimatos desprezíveis por incapazes de alinhavar um comentário civilizado— contrapõem muitas outras de apreço e apoio que agradeço também. Porquê então estes agradecimentos? Não tem nada de contraditório. Embora pareça, aceito. A minha filosofia baseia-se no facto — indesmentível, creio— de que em situação nenhuma poderei estar bem com Deus e o Diabo, ao mesmo tempo. Daí, a indiferença para com certas línguas afiadas em tabanca de amolador ambulante. Se respeito as opiniões, em nada me sinto obrigado de subscreve-las. E sempre me tenho sentido muito bem assim. Porque na grande maioria dos casos, pouco ou nada consegui aprender nesses encontros ou nas observações com que possa ter sido brindado. Ouço, sim, muitos disparates. E é cada “seca”! E difícil se torna dialogar com espíritos auto convencidos que patinam em cada questão posta, “driblando” a resposta ao tentarem evitar réplicas. Nisto de “dribles”, de fintas, os portugueses são bons. O problema é que após toda uma série de fintas, mais ou menos bem feitas, falha o remate à baliza... E o resultado é nulo. Nos meus modestos escritos publicados nos vários periódicos desta praça, em diferentes períodos desta minha já longa presença nestas terras que foram dos Corte-Reais, tenho-me esforçado — mas talvez nem sempre conseguido — ser imparcial. A menos que a força da razão seja mais forte e de tal modo evidente que impeça a total imparcialidade. Uma coisa é certa todavia. Abstenho-me, como o Diabo à cruz, das reportagens cor-de-rosa. E de subserviências. E continuarei a fazê-lo, porque considero que o nome português merece melhor, que muitas coisas que se vão continuando a ver. A imprensa, penso, tem o dever de gradualmente contribuir para uma mudança do paradigma da sociedade, oferecendo outras vias, outras formas de enxergar as coisas e ajudando na formação, devo dizer transformação, das mentalidades. Assim, de regresso às lides através desta original revista bilingue, estou contando com os tais comentários empolados. No entanto compreendam-me bem: não tenho o hábito de escrever nas nuvens. Os meus textos são sopesados e compilados com bases sérias. Deixem-se portanto de extrapolações. O mesmo será dizer o que escrevo no título: Saiba ler quem escrever não saiba.

Raul Mesquita

DEZEMBRO

de 2011

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514-849-0550 Pedro da Silva - dit le Portugais cont. pag.1

18 ans. La quatrième, Élisabethe unit sa destinée à celle du voiturier Jean Morand et lui donna 16 enfants dont une demi-douzaine seulement atteignit la maturité. Jeanne-Catherine, enfin, ne vécut que six semaines. Pierre, le premier des fils, épousa en 1713 Marie-Jeanne Mingou, fille de Jean et d’Anne Bruneau dite Jolicoeur. En 1716, le suivant, Jean-Baptiste, qui était voiturier, jeta son dévolu sur Marie-Angélique Mingou, la soeur de Marie-Jeanne. Il fut père de neuf fils et de huit filles. Une sixième fille, Marie-Anne, née en 1694, devint la conjointe, en 1714, d’un Italien originaire de Gênes, Barthélemi Rosa, et fut mère d’une douzaine d’enfants. Cinq autres fils virent ensuite le jour. François ne vécut que cinq ans, mais les autres élevèrent de nombreuses familles. En 1722, Pierre, qui était dit Nicolas,

fonda un foyer avec Élisabeth Lainé, fille de Bernard et d’Anne Dionne. Le couple eut neuf fils et trois filles. En secondes noces, Pierre épousa MarieGabrielle Laroche, veuve d’Antoine Vicque, en 1759, une union qui semble être demeurée sans postérité. Sa réputation d’entrepreneur maçon était certes reconnue, car c’est à lui et à un collègue que Guillaume Estèbe, membre du Conseil souverain, confia la construction de sa maison. Une septième fille, Marie-Jeanne, décéda au berceau, victime de la petite vérole. En 1725, Dominique, lui aussi maçon, épousait Élisabeth-Geneviève Millier [ou Millet], fille de Pierre et de Marie-Madeleine Pelletier. Les sources généalogiques signalent qu’il contracta une seconde union avec une certaine Elisabeth-Genevieve Cliche. En fait, nous dit M. Martial Dassylva, déjà cité, c’est la première épouse

Correio Português / Le Courrier Portugais. Le magazine de Pedro da Silva, dit le Portugais, premier Messager en Nouvelle-France • Le mensuel franco-portugais d’information. Éditeur/administrateur: Henrique Laranjo - www.lecourrierportugais.com - 4134 boul. St-Laurent, Montréal, Qc. H2W 1Y8 • Tél: 514-826-0681 Design graphique: Editions Astrolabe enr. • Directeur de l’information : Raoul Mesquita. • Tradutora/traductrice: Marta Raposo Impression:Hebdo Litho, Montréal, Qc, • Distribué par: DifuMag, dans la grande région montrealaise.(Centre-Ville et banlieue nord et sud) Distribuition gratuite. • 10.000 exemplaires. • Dépôt légal: novembre 2011 • Bibliothèque nationale du Québec • Bibliothèque nationale du Canada Articles d’opinion:Le Courrier portugais accorde priorité aux lettres qui font suite à des articles publiés dans ses pages et se réserve le droit de les abrèger ou refuser. Les auteurs sont responsables des ses écrits qui doivent étre clairs et concis, signés, avec nom complet, adresse et numéro de téléphone. info@lecourrierportugais.com


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TEMAS DE ACTUALIDADE

Nota de Abertura Como um bebé que nasce aos quarenta anos, também nós decidimos reencontrar o mundo e enveredar pela aventura ao lançarmo-nos nesta publicação. Ao fazê-lo, não temos qualquer pretensão de ocuparmos espaços já estabelecidos. Menos ainda, substituir ou corrigir quaisquer falhas que, eventualmente, façam quartel no mercado. Queremos, sim, ser um complemento no meio informativo português, com uma janela grande, aberta e transparente, voltada para a sociedade multiétnica onde nos inserimos. Por isso, uma larga faixa dos assuntos tratados são em língua Francesa, a permitir acessos àqueles que não tenham como forma corrente de comunicação, a nossa língua. A ideia de lançar este suporte papel nasceu com a finalidade, primeira, de apoiar e expandir o nosso sítio Web:lacommunauteportugaise.com. Página multiétnica com um espaço largo, enorme, dedicado à comunidade portuguesa e a tudo quanto de bom existe ou se venha a fazer. Acompanharemos o desenvolvimento comunitário e inscreve-lo-emos no dia-a-dia. Estão também criadas certas modalidades de interesse para comerciantes anunciadores e para o público, como poderão tomar conhecimento na página de acolhimento do site. Como facilmente compreenderão, iniciar uma página com a profusão e profundidade como a nossa, necessita uma publicidade constante, a fim de criar no público o interesse indispensável a provocar a sua aceitação e utilização. Logo, tornava-se impossível pagar essa publicidade a qualquer dos nossos colegas da informação comunitária pelo que, bem pensado, decidimos enveredar por este tipo de suporte, e, ao mesmo tempo, torná-lo num complemento do que já existe. Seguindo outros azimutes. Deste modo, aplicamos as nossas energias na sociedade que nos rodeia e que não fala Português, dando-lhe a conhecer os comércios e produtos portugueses, assim como os empreiteiros e agentes comerciais presentes no mercado da grande região metropolitana, e, ainda, as regiões, as tradições, a música, outros aspectos culturais e as belas terras de

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Pedro da Silva - dit le Portugais

que l’on mentionne sous ce nom, fort probablement, car sa mère, décédée à la naissance d’Élisabeth-Geneviève, avait eu Nicolas Cliche comme premier mari. M. Dassylva a repéré un second mariage de Dominique, en 1747, avec Élisabeth Jahan dite Laviolette. Une quinzaine d’enfants naquirent de ces deux unions. Toujours selon M. Dassylva, deux fils prénommés Jean-Marie virent ensuite le jour. Le premier, qui était charretier, épousa à Québec, le 26 octobre 1727, Angélique-Rosalie Amyot dite Lincourt, fille d’Étienne et de Jeanne Derome. Le couple eut 10 enfants dont quatre survivaient au moment du décès de la mère, dont Geneviève qui, en 1774, mit au monde un enfant illégitime qui reçut au baptême le prénom de JeanBaptiste et dont le père s’appelait Joseph Halden (ou Alden). Ce Jean-Baptiste Halden Da Silva serait l’ancêtre de tous les Dassylva de la région Saguenay–Lac-SaintJean, du pays de Charlevoix et du Bas-Saint-Laurent.

Enfin, le deuxième Jean-Marie épousa à Saint-Joachim, le 21 mai 1731, Marguerite Poulin, fille de Jean et de Marie Gagné. Marguerite décéda en couches après la naissance d’un troisième enfant. Jean-Marie contracta une seconde union, le 25 avril 1739, à Québec, avec Marie-Anne Croteau, fille de Louis et de Louise Bordeleau. Le couple aurait eu au moins huit enfants. Les fils de Pedro lui donnèrent donc de nombreux petits-fils. On comprend qu’il compte autant de descendants, et davantage peut-être qu’on serait porté à le croire au premier abord, car l’épellation du patronyme a connu peut-être une douzaine de variantes, les plus répandues étant Da Silva, Dasilva et Dassylva. Pedro fut hospitalisé pendant douze jours à l’Hôtel-Dieu de Québec en 1717, et c’est alors que décéda notre premier facteur, le 2 août de cette année-là. Sa veuve lui survécut et, l’année suivante, elle épousait Jacques Morand, le père de son gendre.

Source: Robert Prévost, Portraits de Familles Pionnières.

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Portugal, descritas em Francês para a compreensão geral. No campo nacional e difundido na língua Pátria, o nosso trabalho vai incidir sobre reportagens de diversos temas de actualidade, em forma de análises baseadas sobre informações fidedignas, ou comentários— por exemplo— sobre o funcionamento das municipalidades onde residem compatriotas ou, ainda, qualquer outro assunto de interesse público. O espaço é vasto. Não aceitaremos, todavia, qualquer tipo de compadrio. De subserviência. Para os mais jovens criamos uma secção pedagógica que lhes é totalmente dedicada. Em banda desenhada. Nesta época conturbada que atravessamos, em que somos invadidos por todo o tipo de aparelhagens sofisticadas e redes sociais onde os mais novos perdem o pouco latim que vão aprendendo, pensamos que se deve procurar levar a juventude a enveredar na senda dos valores fundamentais que se estão perdendo no dia-a-dia, em parte devido a hábitos de mensagens com abreviaturas incompreensíveis, que alteram a linguagem, tanto oral como escrita, tornando-a dependente de futilidades. Nas nossas outras secções, encontrarão certamente informações e dicas que saberão apreciar. É com essa esperança que pomos em circulação, este produto da carolice de quem pensa que se deve preencher espaços vagos. Procurando contribuir, mesmo se modestamente, na apreciação e dignificação do nome Português. Confiamos que aprecie o que formos fazendo. O Editor

Portugal: quem te afoga… Das muitas razões que se possam encontrar aos problemas que afectam Portugal e nos obrigam a aceitar a interferência de estrangeiros nas decisões de Estado serão, entre muitas identificadas, a falta de produção. Não se trata de falta de qualidade de mão-de-obra nem da inteligência de técnicos, trata-se sim, da relação quantidade de produção e preço. Portugal não produz. Os chamados trabalhadores perdem centenas de horas que deveriam ser de trabalho, em “pontes” e em tolerâncias de ponto a seguir a um feriado nacional ou municipal. Vive-se alegremente o dia de hoje e amanhã veremos. Mas não se pode falhar um jogo de futebol, dentro ou fora de casa, um qualquer espectáculo— a preços elevadíssimos— para o que serão capazes de dormir nas ruas a fim de obterem os cobiçados bilhetes. O trabalho, esse, espera. E o patrão também. Por isso a troika quer intervir e impor leis e regras a uma pirâmide de governança obsequiadora, bajuladora e destituída de amor próprio nacional, que a nossa gente não está acostumada a cumprir. Parecemos um país por avença. O Governo, numa tentativa de demonstrar alinhamento com os estrangeiros decide, por sua vez, de eliminar uns quantos feriados para evitar as famosas “pontes”, esquecendo-se que há outros meios de controlar como, por exemplo, deslocar os feriados que caiam ao meio duma semana, para a sexta ou segundafeira mais próxima. O que se faz por cá. A contento de todos. Em vez disso, surgem as eliminações mais bizarras e controversas. A última descoberta dos “alcaides” roça o anti-portuguesismo. O anti-patriotismo. E deixo subentendido nesta última frase, aquilo que realmente penso. O 1º de Dezembro e o 5 de Outubro, não deverão ser abolidos! Eles representam o que de mais patriótico existe na nossa História. O primeiro, comemora a restauração de Portugal após 60 longos e negros anos de ocupação castelhana. Eternos adversários, sempre desejaram a União Ibérica. E foi graças a 40 Portugueses de valor— talvez como já não existem—que os galegos foram escorraçados de Portugal. O 5 de Outubro não comemora apenas a Implantação da República. A tal que foi imposta sem o acordo do povo. Fundamentalmente comemora a Fundação de Portugal num longínquo ano de 1143, pelo Tratado de Zamora, que o bom rei D. Afonso Henriques concluiu na presença do Cardeal Guido de Viço com o vizinho castelhano e que, em 1179, foi confirmada pelo Papa Alexandre III. E são estas datas que o Governo quer abolir? Porque não, por exemplo, as representações abrileiras? Ou iremos, como substituição, festejar o Dia da Espanha ou a união das duas Alemanhas? Estas duas datas devem ser intocáveis por quantos sentem Portugal como país independente. E independentemente das figuras que se possam encontrar na AR. O contrário, poderá ser tomado como anti-portuguesismo. Abjecto. País de marinheiros quer afundar a nacionalidade? Raul Mesquita

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TEMAS DE ACTUALIDADE

ESTA É A CRISE QUE EU FALO MUITAS VEZES E DA QUAL TENHO MESMO MEDO... Este país atravessa uma grave crise, é certo, mas não é a económica que mais me preocupa. A crise de valores que atravessamos é bem mais corrosiva e decadente do que qualquer outra. Ontem passava no telejornal uma reportagem cuja personagem principal era uma mulher, licenciada e com um rendimento de (?)1750/mês, que tinha contraído uma dívida total de cerca de 60 mil euros em créditos ao consumo. À pergunta «porquê?» respondeu «porque todos o fazem, não é?». Não, não é, minha amiga. Do sítio de onde eu venho não se pedem créditos para ir 15 dias para o Algarve, para comprar malas ou um LED para a sala. Do sítio de onde eu venho o lema principal é básico «quem não tem dinheiro não tem vícios». Esta necessidade de mostrar, de ostentar, de ter porque os outros têm é coisa para me magoar a alma. Quando, ainda criança, chegava aos meus pais e lhes pedia qualquer coisa e eles negavam, eu argumentava «mas a Y ou o X têm», a resposta era sempre a mesma «tu não és a Y/X e aqui em casa não se vive segundo as regras dos vizinhos». E, meus amigos, aquilo funcionou tão bem no objectivo essencial de me tornar um adulto com reais percepções sobre o que é a realidade que me rodeia. Se eu gostava muito de correr mundo, de poder comprar mais, de ir a mais lugares? Claro que sim. Mas não posso e por isso não faço depender a minha felicidade dessas mesmas coisas. No fundo, o que me custa perceber é que este mundo está cada vez mais pejado de pobres de espírito, influenciados por mexericos de redes sociais e anúncios de tv, cujo principal objectivo é ter e parecer, sem opinião própria, cujos gostos são estereotipados por uma qualquer revista ou blogger famosa ou tão somente pela vizinha da frente. E que isto começa cada vez mais cedo sem que os responsáveis educativos mexam uma palha para contrariar esta tendência. E, sem nos darmos conta, estamos a criar pequenos seres autoritários, dependentes de futilidades, presos a títulos e com uma total ausência de valores fundamentais. Quando estava na faculdade contava todos os patacos para não sobrecarregar os meus pais, tinha 3/4 pares de sapatos e duas malas. Às vezes chegava a sentirme culpada quando comprava algo que não fosse essencial (e que normalmente era resultado de uma poupança ou um dinheirinho extra que alguém me dava). Hoje vejo miúdas que nunca fizeram nada na vida além de passearem os livros a comprar cremes e maquilhagem topo de gama, a exigirem a roupa das marcas mais fashion, os míudos com notebooks topo de gama a gastarem o equivalente à minha mesada naquela idade numa noite de copos, isto tudo enquanto os pais pagam o crédito da casa, do carro, do frigorífico, das últimas férias às Maldivas e sem que ninguém veja nada de errado nestes comportamentos. E, Senhores, é desta crise que eu tenho realmente medo. NDR: Carta identificada mas com pedido de anonimato

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Nous remerciements à: Agradecimentos a: Dinora Sousa Ricardo Vara Laure Pic Nelson Faria Victor Vieira Ângelo Ribau Germano Rocha Isabel Baptista Marta Raposo Francine Rodet ICEP e net Instituo do Vinho do Porto

A Chuva e o Bom Tempo Temas de actualidade O mundo em que vivemos Legendas do Desporto O Brasão dos Açores Entre Nós Terres du Portugal Saveurs du Portugal Santé et Dicas Événements Redescobrindo o Canadá Oenologie Espaço Jovem - BD

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“ O Ti António da Bicha” Magro, escanzelado, vestia uns trapos, que mesmo como trapos já haviam conhecido melhores dias, com o seu chapéu roto, mais parecia um espantalho das searas, do que um ser humano que Deus ao mundo tenha posto. Era assim o Ti António da Bicha, um pobre pedinte que, quando eu era ainda moço, dos meus sete, oito anos, aparecia na nossa casa, a pedir esmola. Batia ao portão, abria a aldraba – naquele tempo não era necessário fechar as portas à chave – e pedia uma esmolinha por amor de Deus, para lhe matar a fome, com a cara triste de pedinte como era conveniente! Nós, os filhos da casa tínhamos por este homem, não sei se respeito, se medo. - Vai ao portão ver quem é, diz a minha mãe! Fui. - Mãe, é o Ti António da Bicha a pedir esmola! - Ele que espere um pouco e tu vem cá. Cheguei à casa do forno onde minha mãe tinha já posto sobre a mesa um naco de boroa e duas batatas. Esperei. A minha mãe veio do lado da salgadeira trazendo na mão um pedaço de toucinho salgado. - Leva isto ao pobre. Estamos em vésperas de Natal e ele tem de ter com que matar a fome! Fui. Ao entregar a esmola, notei que deu uma dentada na boroa, guardando o resto num dos lados do saco. As batatas guardou-as noutro. Ao receber o toucinho, olhou-o, como duvidando da dádiva que estava a receber. Guardou-o com cuidado, olhou-me e sorriu. Foi a única vez que vi aquele rosto sorrir. - Deus vos dê saúde e sorte para o poderem ganhar, foi o agradecimento que lhe ouvi, ao mesmo tempo que murmurava uma Ave-maria, que acabaria logo que eu deixasse de o ouvir! E seguiu a sua viajem para o portão próximo, o do Vizinho Sarabando. Eu estava descansado. Sentia calor, deixei-me ficar de olhos fechados, pensando no que se tinha passado. Acordei calmamente olhando em redor, sem compreender. Eu estava deitado na minha cama na nossa caserna em Pangala. Tinha estado a sonhar com um caso passado há tantos anos… Tentei coordenar as minhas ideias. O caso era real. Mas passados tantos anos era como se o acabasse de viver. Os meus companheiros dormiam. Era ainda cedo. Levantei-me sem fazer ruído e fui tomar o fresco da manhã para coordenar ideias. Ah! Pois é, além de amanhã é a noite de ceia, pensei. Como é que a cabeça foi buscar esse “registo”, com mais de quinze anos de existência! Ângelo Ribau

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MUNDO EM QUE VIVEMOS

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DEZEMBRO DE 2011

Que nome tem esse bicho?

pós neo-romano. Mundo onde muitos se preocupam dos bárbaros à porta quando realmente, o vizinho à janela, é a causa de toda a revolução.

Foi esta a pergunta que me fez uma menina com apenas três anos ao ver um gafanhotozinho pulando com a barriga ao sol. A resposta, que bem pode tornarse bicho-de-sete-cabeças, satisfaz a simples curiosidade que temos para nomear ideias ou experiências novas. De dar um nome a essa coisa!

E a propósito, que nome damos à revolução? Uma flor? Um “upgrade” da versão 2.0? A dos 99%? Uma revolução, quer seja a dos cravos ou das tulipas, a francesa ou a russa, a tranquila ou dos farrapos, está, estão, todas na enciclopédia livre da Wikipédia. Assim, creio que ficamos todos nós, bichinhos na teia da enciclopédia livre da “Aqui pedia.” Que seja no Facebook e outras curiosidades da média social saturadas de pedidos. Todos temos uma identidade que em princípio reivindicámos e construímos como o nosso “upgrade”. Até o João Trovão dizia “O Fazbook! Onde faço isto e faço aquilo!” Também fazes o corisco e relâmpagos quando te contrariam. E hoje em dia, já não é só a freguesia que sabe! O nosso nome em versão HTML navegando “domain names” é certamente uma linguagem revolucionária. Porque a da ciência sempre foi. E as fronteiras digitais que estão a cair, facilitam o simbolismo de que se apropriam os nomes.

Porque nunca gostei de adivinhas, acabei por lhe dizer o nome. Foi sem esquecer uma adivinha que contava, de lindo sotaque e outras palavrinhas, os nossos avós: “qual a coisa qual é ela que mais te identifica mais acabas por usar muito menos do que os teus amigos?”. Enigma esse que nos parecia como um grande segredo: o nosso nome. E que segredo! A ponto que devemos hoje o encriptar, assinar, provar, aprovar, e afinal incorporar. De qualquer maneira, a escolha de um nome é crucial e raramente escolhemos o resto. Mesmo, se ela quis que deixasse fugir o bicho. Longe os tempos em que os romanos, amadores de convenções, discutiam os nomes das coisas, dos deuses e das políticas. O nome teve as suas raízes nas esferas da mitologia, da ciência e da religião. Geralmente para evitar confusões, caso houvessem muitos nomes iguais, acrescentavam-lhes antigamente umas letras tal o X ou o V por exemplo. Por outro lado, usam-se ainda apelidos que nem às vezes queremos realmente saber a explicação, para evitar de morrer de rir. O Manuel dos Tapetes, O José dos Coelhos, o Mário Sobrancelhas e sem esquecer o João Trovão da rua São Sebastião. A composição e o uso do nome das pessoas varia de acordo com a cultura e o idioma. Portanto, existe o nome étnico? Pouco importa que as orelhas sejam as dos gregos ou dos etruscos, porque o nome digital será neste mundo, digamos,

Contra o Acordo Ortográfico «Entre o português utilizado (pela fala e pela escrita) em Portugal e o português utilizado (pela fala e pela escrita) no Brasil, as diferenças mais insignificantes são as ortográficas: nunca as consoantes mudas – é bom não esquecer que o acordo foi fabricado para acabar com esta diferença ortográfica entre Portugal e o Brasil – impossibilitaram a compreensão de qualquer texto. As maiores diferenças – as que impedem frequentemente uma compreensão natural e escorreita da língua escrita pelos falantes da outra norma – residem no modo como são utilizados o léxico e a gramática. São estas diferenças que inviabilizam em termos práticos a utilização em Portugal das traduções feitas por brasileiros ou a utilização no Brasil das traduções feitas por portugueses. Refiro-me aqui, exclusivamente, às traduções de textos especializados (os linguistas chamam-lhes textos pragmáticos) necessários à vida dos cidadãos, das empresas e das organizações públicas, como a tradução de literatura técnica diversa ou de outras áreas, como o direito, a economia, a medicina, etc. Esta inviabilidade é pacificamente aceite, há já muitos anos, pela indústria das línguas: tradução para Portugal e os países africanos-asiáticos-oceânicos de língua portuguesa é para ser feita por tradutores portugueses ou dos respectivos países e tradução para o Brasil é necessariamente para ser feita

Mohamed Bouazizi transformou de uma forma espectacular e profunda a nação da Tunísia. Num movimento de onda digital começado na “net”, o ruído da sua morte destruiu estruturas politicas e provocou convenções. Nasceu aí para muitos vizinhos e os romanos, um bicho-de-sete-cabeças. Desde Gaddafi e Mubarak, vários são os líderes do mundo árabe que tremem hoje, com medo sério de gafanhotos. Ideias de liberdade e dignidade acabam por saltar na nossa relva e à beira dos nossos pés, mesmos cheiinhos de areia. De esta revolução tunisina que apenas nasceu em Março e que se apropriou do nome de uma flor, esperamos que o bicho não ficará com a barriga ao sol, porque ficamos todos atentos ao “tweets”. Enfim, a uma menina muito especial, irmã da outra mais grandinha e curiosa que me questionava sempre, queremos desejar feliz aniversário. Nasceu cinco meses antes desse vento da Primavera, uma flor de menina chamada Jasmine. E bem diziam os nossos avós, a melhor revolução, é a do coração. Nelson Faria por tradutores brasileiros. Subverter este princípio básico é abrir a porta ao disparate grosso e abundam os exemplos quando tal aconteceu. Por uma estranha extensão deste conceito, já cristalizado em todo o mundo, os clientes de tradução pedem-nos também traduções em português cabo-verdiano, angolano, moçambicano, timorense, etc. Os mais espertos (bem…é só fazer as contas…) pedem-nos até traduções redigidas num português “universal” ou “internacional”, para permitir a sua utilização directa, i.e., sem qualquer adaptação, do Minho a Timor com passagem pelo Brasil! Os acordistas, defensores do “português universal e expandido”, que o escrevam! Não irão faltar trapaceiros que lhes comprem o serviço, desde que seja a pataco! Faltarão, isso sim, é pessoas que o consigam ler com proveito!» Isabel Baptista


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LEGENDAS NACIONAIS

DEZEMBRO DE 2011

BARRIGANA — o “Mãos de Ferro” Introdução Não pretendendo reinventar a roda que já existe há muito tempo, utilizaremos com a devida vénia nesta secção dedicada às legendas desportivas nacionais, alguns enxertos de textos publicados na net, com a devida identificação.

de arredado dos títulos, confirmou-se no FC Porto como um dos melhores guarda-redes da história do clube e só muito recentemente foi ultrapassado por Vítor Baía no grupo de guardaredes portistas com mais jogos disputados no Campeonato Nacional. As fantásticas prestações ao serviço do FC Porto valeram a Barrigana a titularidade na Selecção Nacional pela qual se estreou contra a Espanha em 1948. Infelizmente, tal como no FC Porto, acabou por ficar ligado a um período difícil da Selecção Nacional que nessa altura chegou a sofrer algumas goleadas históricas. Curiosamente, a sua saída do clube coincidiu com o título de 1956 já sob o comando de Dorival Yustrich. Barrigana, numa decisão muito controversa, foi dispensado por Yustrich no início dessa época, rumando ao Salgueiros e ajudando o «velho Salgueiral» a voltar à I Divisão. Depois de três épocas no clube de Paranhos acabou por ser convidado a treinar o Salgueiros e a carreira de técnico prosseguiu no Chaves, Académico de Viseu, e em vários outros clubes de menor dimensão.

Invicta, título que D. Maria II atribuiu ao Porto, acrescentando-o aos que a cidade já possuía - Antiga, Mui Nobre e Sempre Leal

Datas e Factos Históricos Passado e Presente do FC Porto 1893 - Fundação do FC Porto O FC Porto foi fundado no dia 28 de Setembro de 1893 por António Nicolau d’Almeida, um comerciante de Vinho do Porto que descobriu o futebol nas suas viagens a Inglaterra.

Em 1906, José Monteiro da Costa (foto em baixo) incutiu a ambição no clube e o FC Porto construiu o Campo da Rua da Rainha, um pequeno complexo desportivo que incluía um campo relvado (o primeiro de Portugal) com as medidas regulamentares para a prática do futebol. 1907 - o primeiro equipamento

Ricardo Vara

Barrigana O «Mãos de Ferro», como ficou conhecido, nasceu em Alcochete a 08/04/1922. Barrigana era um guarda-redes com um estilo muito peculiar porque em vez da discrição e sobriedade própria dos guardaredes dessa altura, tinha um estilo espectacular e irreverente. Iniciou a carreira profissional no Onze Unidos do Montijo mas foi no Sporting que começou a mostrar qualidades que mais tarde o levaram a ser um esteio do FC Porto e da Selecção Nacional. Ao não se conseguir afirmar no Sporting, “tapado” por Azevedo, acabou por ingressar no FC Porto em 1943, jogando de azul e branco durante 12 (!) épocas. A sua chegada ao clube deveu-se ao súbito desaparecimento do guarda-redes Béla Andrásik. O húngaro estava ligado a organizações anti-fascistas e perante as pressões da PIDE, o FC Porto foi obrigado a “convidar” o guarda-redes a saír para o estrangeiro. Frederico Barrigana acabou por nunca ser campeão pelo FC Porto pois a sua chegada ao clube coincidiu com o período de 16 anos de jejum. Apesar

O clube e o emblema O actual emblema do FC Porto é bem representativo da simbiose entre o clube e a cidade. Sobre a antiga bola de futebol azul estão as armas que D. Maria II atribuiu ao Porto em Janei ro de 1837. Estas são compostas por um escudo esquartejado que possui as armas reais (sete castelos e cinco quinas) no primeiro e quarto quartéis e as antigas armas da cidade do Porto (a Virgem segurando o Menino, ladeados por duas torres) no segundo e terceiro quartéis, tendo no centro, sobre o ponto onde se unem os quatro quartéis, um coração, que representa o precioso legado que D. Pedro IV (pai de D. Maria II) deixou à cidade. A orlaro escudo encontra-se o Colar e GrãCruz da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e Espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respectiva medalha (na qual estão escritas essas mesmas palavras: valor, lealdade e mérito). Sobre o escudo está a Coroa Ducal e o dragão negro do poder, pertencente às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra

1906 - José Monteiro da Costa na Presidência

1893 - Fundação do FC Porto 1906 - José Monteiro da Costa na Presidência 1908 - O primeiro jogo internacional 1910 - O primeiro emblema 1919 - Primeira vitória num torneio 1922 - O primeiro campeonato 1928 - Instituição de Utilidade Pública 1935 - Os primeiros campeões 1952 - Inauguração do Estádio das Antas Os Anos Difíceis 1956 - Os campeões de Yustrich 1956 - Estreia na UEFA 1969 - O “sim” de Pinto da Costa 1973 - Morte de Pavão 1978 - Pedroto e o Título 1984 - Final de Basileia 1985 - Gomes é Bi-Bota de Ouro 1987 - Final de Viena Janeiro de 1988 - Supertaça Europeia Dezembro 1987 Taça Intercontinental 1999 - Tetracampeão 2003 - Taça UEFA em Sevilha 2003 - Inauguração do Estádio do Dragão 2004 - Campeões da Europa 2004 - Taça Intercontinental 2009 - O tetra-campeonato 2011 - O ‘ano do dragão’

O primeiro equipamento do clube foi alvo de muita discussão. José Monteiro da Costa surgiu com a sua proposta: “as cores do clube serão as cores da actual bandeira da pátria, azul e branco, tenho esperança de que o futuro clube haverá de ser grande, não se limitando a defender o bom nome da cidade, mas também o de Portugal em pugnas desportivas contra estrangeiros”

1910 - O primeiro emblema Em 1910 é criado o primeiro emblema do clube, uma bola de futebol com as iniciais FCP. Mais tarde, em 1922, foi-lhe acrescentado o brasão da cidade, tal como já explicado.

E assim ficou o F.C. Porto.


CORREIO

PORTUGUÊS

RÉGIÕES AUTÓNOMAS

DEZEMBRO

Antes morrer livres que em paz sujeitos

O brasão de armas dos Açores O brasão de armas da Região Autónoma dos Açores foi aprovado pelo artigo 3.º do Decreto Regional n.º 4/79/A, de 10 de Abril. O brasão é uma nova representação heráldica já que tradicionalmente (pelo menos desde os anos 80 do século XVIII) os Açores (embora sem sanção oficial) aparecem associados heraldicamente a um açor estilizado (semelhante ao incluído no actual brasão) rodeado por nove estrelas, geralmente de cinco pontas. Descrição do armorial: A descrição completa do brasão de armas é a seguinte: * Escudo: fundo de prata, açor azul, distendido, com o bico e garras em vermelho, moldura de vermelho, carregada de nove estrelas de cinco raios de oiro; * Elmo: de frente, de oiro, forrado de vermelho; * Emblema (sobre o elmo): açor azul com asas abertas, bico e laivos vermelhos, carregado de nove estrelas de cinco raios de oiro; * Paquife (folhagem que sai do elmo): de azul e prata; * Suportes: dois toiros negros, com coleiras e correntes de oiro, sustendo o da direita um estandarte da Ordem de Cristo, com lança azul, ponta e copos de oiro, e sustentando o da esquerda um estandarte vermelho, com uma pomba distendida, de prata, com lança azul, ponta e copos de oiro; * Divisa: «Antes morrer livres que em paz sujeitos». O açor distendido representa as ilhas, numericamente definidas pelas nove estrelas de cinco raios de oiro; o esmalte (vermelho) da moldura e o metal (oiro) dos seus móveis (estrelas) são idênticos às cores da moldura do Brasão de Portugal. O açor de azul e o campo de prata definem as cores dos Açores, que são, de resto, as que sempre foram historicamente

utilizadas desde o tempo da monarquia constitucional. Os suportes (toiros) acorrentados, pretendem simbolizar uma das mais importantes fontes de riqueza dos Açores, ou seja a bovinicultura, simbolizando o animal ao serviço do açoriano. As duas lanças com bandeira, representam a Ordem de Cristo, donatária dos Açores no tempo da colonização, e o símbolo do Espírito Santo (a pomba), um dos mais antigos e fervorosos cultos da gente dos Açores.

D. António, Prior do Crato, ao rei Filipe II de Castela recusando-lhe a sujeição da ilha Terceira em troca de mercês várias. Em resposta à proposta de Filipe II, Ciprião de Figueiredo diz: “... As coisas que padecem os moradores desse afligido reino, bastarão para vos desenganar que os que estão fora desse pesado jugo, quererão antes morrer livres, que em paz sujeitos. Nem eu darei aos moradores desta ilha outro conselho ... porque um morrer bem é viver perpetuamente ...”

O Brasão

Antes de ser adoptada pelo parlamento açoriano como divisa da Região Autónoma dos Açores, a frase já era utilizada como moto das diversas unidades militares, que ao longo dos últimos três séculos estiveram aquarteladas no Castelo de S. João Baptista do Monte Brasil, em Angra do Heroísmo. Quem foi Ciprião de Figueiredo e Vasconcelos

A versão autêntica do brasão foi publicada em anexo ao Decreto Regulamentar Regional n.º 41/80/A, de 31 de Outubro. A divisa Símbolo dos Açores (anos de 1820). A divisa Antes morrer livres que em paz sujeitos é retirada de uma carta escrita a 13 de Fevereiro de 1582 por Ciprião de Figueiredo, então corregedor dos Açores e grande apoiante de

Ciprião de Figueiredo e Va s c o n c e l o s ( A l c o c h e t e ) , conde da vila de São Sebastião (por D. António), distinguiu-se como corregedor dos Açores durante a crise de sucessão de 1580, tendo governado o arquipélago durante o período conturbado que se seguiu à aclamação nas ilhas de Dom António, Prior do Crato como rei de Portugal. A ele se deve a fortificação e organização da defesa da ilha Terceira que levou à vitória na batalha da

DE

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Em 1576 foi nomeado por D. Sebastião para o cargo de corregedor dos Açores. D. António em prémio da fidelidade do corregedor, quando o chamou a Paris, agraciou-o com o condado da vila de São Sebastião, localidade em cujos arrabaldes se travou a batalha da Salga. Era irmão de Duarte de Figueiredo e Vasconcelos, que possuía o foro de Veloso que lhe dera o avô, bispo de Lamego. Esse prazo foi aumentado, porque Duarte de Figueiredo e Vasconcelos, irmão do corregedor da ilha Terceira, serviu Filipe II de Espanha. D. João IV não tirou também aos Figueiredos os seus direitos em favor de outros que o aclamaram; um filho daquele Duarte serviu D. João IV, como seu pai servira Filipe II. Madame de Saintonge escreveu no seu célebre livro Histoire secrète de Dom Antoine Roy de Portugal, tirée des mémoires de Dom Gomes Vasconcellos de Figueiredo (Paris, 1696), uma pouco menos da fantástica genealogia de seu tio-avô Ciprião de Figueiredo e Vasconcelos. Durante muitos anos a Escola Preparatória de Angra do Heroísmo teve Ciprião de Figueiredo como patrono, sendo o nome hoje perpetuado numa rua daquela cidade. Também Alcochete, sua terra natal, lhe dedica uma das suas principais artérias. Império Terceirence

Salga. Biografia Ciprião de Figueiredo era natural de Alcochete, filho de Sebastião Gomes de Figueiredo e de D. Antónia Fernandes de Vasconcelos, filha do arcebispo de Lisboa D. Fernando de Meneses Coutinho e Vasconcelos. Por este lado descendie dos Meneses da rainha Leonor de Teles.

CORREIO PORTUGUÊS / LE COURRIER PORTUGAIS Estaremos de novo no vosso convívio no próximo dia 26 de Janeiro. Até lá, relembrando que aceitaremos com prazer qualquer colaboração — em Português ou Francês — desejamos que 2012 tenha 365 dias de Natal

PAZ E HARMONIA

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CORREIO PORTUGUÊS

ENTRE NÓS

Carta de Portugal

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O tempo duma passagem

O muro do Externato

O talento e a voz de Carlos Guilherme

Caminha , vila minhota rodeada pelos montes de Santo Antão , Senhora da Serra e Covas , banhada pelo rio Minho que nos separa da vizinha Galiza e cuja Foz nos proporciona uma paisagem magnífica composta pelo monte de Santa Tecla , o forte da Ínsua e o Mar. Além disso não podemos esquecer o afluente Coura que serpenteia as aldeias de Venade, Vilar de Mouros e Paredes de Coura e que possui a melhor lampreia do país. Foi nesta lindíssima Vila que frequentei nos anos 50 o Externato de Santa Rita. O prédio que foi propriedade dos jesuítas espanhóis fugidos de Espanha durante a guerra civil espanhola, era uma bela obra com janelas e varandas ornadas de cantaria e com uma linda capela ao lado. A certa altura começaram a reconstruir a estrada que ligava Caminha a Venade, Vilar de Mouros etc.e que passava em frente ao Externato de Santa Rita, o que provocou o desmoronamento do muro do colégio. Curiosos, eu e os meus colegas aproximamo-nos do muro em ruínas e verificamos que havia uma abertura que passava debaixo da estrada. Com as mãos, retiramos algumas pedras e descobrimos um túnel. Andamos uns 15 metros, mas como a escuridão era cada vez mais intensa, fomos ver um merceeiro da vizinha rua da Corredoura para nos vender umas velas. Creio que o merceeiro achou a nossa pesquisa tão interessante que resolveu fornecer-nos graciosamente as velas. Com este material, conseguimos avançar vários metros e descobrir que este túnel possuía nos muros laterais térreos alguns orifícios com vestígios de lamparinas. A nossa excitação aumentava à medida que fazíamos estas descobertas. Após uns 50 metros andados, calculamos que passávamos entre uma pequena colina e o túnel dos caminhos-de-ferro portugueses. Grande Aventura!!! Decidimos de continuar no dia seguinte a exploração dos locais e, mais uns 100 metros andados, deparamos com várias pedras que nos impediam de avançar.

A nossa curiosidade não resfriou e continuamos a retirar essas pedras uma a uma, até que vimos um raio de sol que teve o efeito de uma ‘’poção mágica’’ e que nos deu energias para continuarmos a progredir. Quando conseguimos uma abertura de pouco mais de 1 metro, ouvimos uns rires femininos do outro lado. Espreitamos e qual não foi o nosso espanto ao vermos uma dúzia de freiras, correndo umas atrás das outras!!! Voltamos ao Externato

Raramente temos o privilégio de acolher e ouvir artistas do calibre de Carlos Guilherme. Moçambicano de nascimento, estudou música na antiga Rodésia onde fez a sua estreia como tenor, tendo alcançado vários êxitos na Companhia de Ópera de Salisbury. Continuou os seus estudos e aperfeiçoamento da vocalidade com os melhores professores nacionais e estrangeiros, principalmente italianos. Conhece-se o desenvolver da sua carreira artística que o levou a cantar em diversos países como Estados Unidos, Brasil, Bélgica, França, Itália, Israel, Moçambique e Canadá, onde esteve o ano passado, num almoço espectáculo que deixou excelentes recordações, pela actuação e pela simpatia de trato. Carlos Guilherme é um nome na música. Internacional. Cantou com as principais orquestras portuguesas e igualmente, com as melhores Filarmónicas e Orquestras Sinfónicas europeias. Mas a popularidade entre nós, nasceu sobretudo das suas interpretações de música ligeira, onde possui um vastíssimo reportório, do qual se destacam canções como “Giestas”, “As Carvoeiras” ou ainda, a que lhe deu um primeiro disco de platina: “Quando o coração chora”. Obteve depois dois discos de ouro e um de prata, graças ao seu álbum “Canções de amor”. Encontramo-lo em Montreal no prosseguimento das comemorações do seu trigésimo aniversário de vida artística, após um sucesso espectacular em Toronto, onde esteve a convite da Casa do Alentejo, e que ao mesmo tempo, serviu para comemorar os 35 anos da dupla dos espectáculos:Tavares Bello e Eddy Silva. Estes, para além do convidado principal, homenagearam alguns dos seus habituais colaboradores, ou ainda, aqueles que em tempos passados os fizeram credores da sua estima. De salientar que a primeira parte do progarma foi preenchido pelo Luís Duarte, que com aquela boa disposição e voz apurada, dispensa outras apresentações. Uma referência para os guitarristas António Moniz e Libério Lopes, que se juntaram para acompanhar o Luís Duarte. Como foi afirmado que Carlos Guilherme voltará até nós em 2012, resta-nos dizer: até para o ano e gratos pela visita. Raul Mesquita com muitas interrogações e no dia seguinte relatamos a nossa descoberta ao director, o Senhor Padre Vaz. O Padre Director teve uma reacção muito desagradável e fechou-nos num quarto escuro onde só haviam umas caldeiras antigas em cobre. Ficamos lá fechados durante várias horas que nos pareceram anos e que nos obrigou a fazer xixi dentro das caldeiras...Nos dias seguintes a conclusão das obras fizeram-se com uma rapidez surpreendente e os índices desta misteriosa passagem subterrânea tornaram-se hermeticamente discretos. Não me perguntem porque é que um caso como este nunca foi divulgado publicamente, mas posso dizer-vos que quando descobrimos estes factos e falávamos a certas pessoas, os olhares das mesmas baixavam pudicamente. Agora a abertura do muro, está bem fechada e o musgo cobriu a superfície em causa. O edifício que foi o Externato de Santa Rita está em ruínas, mas a minha memória e a minha consciência não se conformam com este caso abafado de maneira estranha. Sei que neste momento o Povo Português tem problemas que o condiciona e que se referem à sua própria sobrevivência e, é por isso, que aproveito o surgimento da Revista Correio Português , para através dela divulgar este facto. Germano Rocha

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ENTRE NÓS DEZEMBRO ...PORTUGAL restaurou a independência O Livro de Receitas CORREIO PORTUGUÊS

Filipe II de Espanha, (1º de Portugal) assina um Tratado onde se compromete a respeitar a autonomia Politica e Administrativa do Reino de Portugal; Tratado que este Rei respeitou. O mesmo não o fizeram os seus sucessores Filipe II e sobretudo Filipe III, tendo este último (Filipe III de Portugal / IV de Espanha) dado início a acções que visavam a anulação da autonomia Portuguesa. Estas acções aliadas a outras decisões anti-populares, nomeadamente um pesado agravamento de impostos, originaram alguns motins populares dos quais o mais aceso (Manuelino) começou em Évora em 1637. O descontentamento pelas medidas adoptadas por Filipe III, que tudo fazia para reduzir Portugal à condição de província Espanhola, desrespeitando o juramento feito nas Cortes de Tomar, levou a que, durante cerca de 3 anos, alguns nobres se reunissem secretamente para conspirarem contra o domínio Espanhol e prepararem a revolução. A 1 de Dezembro de 1640, 40 fidalgos Portugueses, aproveitado o facto de grande parte das tropas Espanholas estarem ausentes, dirigiram-se ao Terreiro de Paço e de surpresa invadiram o Palácio Real. Prenderam a espanhola Duquesa de Mântua, Vice-Rainha de Portugal desde 1634, e da janela do Paço Real defenestraram para o Terreiro do Paço o então Secretário de Estado Miguel de Vasconcelos.

Cont. da pág. 1

D. Sebastião D. João, Duque de Bragança, futuro Rei de Portugal D. João IV, assomando-se a uma das janelas do Paço Real, proclamou a Independência de Portugal. Seria utópico pensar-se que após 60 anos de domínio Espanhol, Portugal recuperaria definitivamente a sua independência política e administrativa nesse mesmo dia. A guerra da restauração duraria ainda 28 anos, e, somente em 1668 seria assinado um acordo entre Portugal e Espanha (o Tratado de Lisboa) onde se estabelecia a paz entre os dois países, onde se redefiniram as fronteiras e onde a Espanha reconhecia final e definitivamente a independência de Portugal. DINORA

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Helena

Uma das figuras mais emblemáticas do meio comunitário português de Montreal, é sem dúvidas, Helena Loureiro. E, com igual justeza, no grande circulo da sociedade canadiana, que o mesmo será dizer, junto dos bons apreciadores da gastronomia, de qualquer origem ou nacionalidade. Chefe do Restaurante Portus Calle, do qual é também co-proprietária, Helena prepara-se presentemente para abrir um outro estabelecimento na baixa da cidade, nos limites do Velho Porto, ali mesmo junto ao edifício da Bolsa, no quadrilátero que é a espinha dorsal do mundo dos negócios e da economia. Quase paredes-meias com o Ministério que, de uma forma ou de outra, tutelou em determinado momento das nossas vidas, a nossa presença e acolhimento. O da Imigração. Torna-se assim, num marco, um entre outros que felizmente existem entre nós, do sucesso do esforço e da persistência de quem procura outros horizontes, outros rumos, numa manifestação clara do valor do trabalho afincado em prol do desenvolvimento pessoal, certo, mas igualmente do bom nome português. Da sua dignificação. Mas por ora, Helena decidiu enviar para a estampa um diversificado e muito bem estruturado Livro de Receitas, fruto da sua larga e apreciada experiência no ramo. Numa agradável recepção levada a efeito no dia 15 do corrente, Helena reuniu algumas centenas de amigos e clientes que assim quiseram demonstrar-lhe o seu apoio, o seu carinho e a sua apreciação pela qualidade superior do labor e activa presença, que Helena tem como filosofia na sua profissão. Que exerce à maravilha. Folheando o seu livro—com a introdução desse mágico cozinheiro que é Daniel Pinard—apercebemo-nos das suas origens nazarenas que têm o mar como fundo e como proveniência dos pratos que confecciona. O aroma das vagas espreguiçando-se nas areias douradas e finas da praia, serpenteia por entre as mesas do restaurante e cativa a clientela. E é toda essa imagem que transpira do livro de receitas que a Helena, em boa hora, pôs no mercado. E que aconselhamos a procura. Bravo Helena e boa continuação da apresentação do que Portugal tem de melhor a oferecer. Raul Mesquita

Natal 2011

IGREJA de SANTA CRUZ

LUSOPRESSE

Decorreu a 26 de Novembro o já tradicional Jantar de Natal do Núcleo da Liga dos Combatentes do Québec. Com mais assistência da que inicialmente prevista e no local anfitrião gentilmente cedido pelo Clube Portugal de Montreal, o repasto teve lugar após uma ligeira introdução do presidente, Engº António Santiago, que procedeu à entrega dos cartões de associados aos novos membros, aplaudidos pela assistência, após o que informou a provável visita em Abril próximo, do Presidente da Liga Central, em Lisboa, General Chito Rodrigues. A concretizar-se, a presença deste elevado oficial, prende-se com a entrega do Guião do Núcleo que o Presidente da Liga Central transportará. Para isso, encontra-se em preparação um programa visando a recepção e coordenação do acontecimento que, estamos certos, irá agradar e estimular o espírito de todos quantos tiveram o prazer e a honra de usar um uniforme militar. Seguiu-se, então, o repasto confeccionado pelo pessoal do Clube, excelente em qualidade e quantidade, continuando a noite com música de dança e a interpretação duma jovem cançonetista, Michaela, a que se juntou com agrado, o grupo de acordeões do CPM. Agradável noite.

Terminaram as comemorações dos 25 anos das novas instalações da Igreja de Santa Cruz que obtiveram grande concorrência e brilho em todas as actividades criadas. Foram destacados os cursos de pintura de azulejo e da UTL (Universidade dos Tempos Livres), uma iniciativa a todos os títulos louvável, que tem tido grande participação da população. Felicitamos o nosso incansável amigo Padre José Maria Cardoso, responsável da Missão e todos os seus abnegados colaboradores.

Comemorou na passada semana, 15 anos de bons serviços à Comunidade, o nosso prezado colega da imprensa escrita, o quinzenário LusoPresse. Impossibilitados por outro compromisso inadiável, não nos foi possível aceitar o convite que nos foi endereçado para assistir à solenidade da gala realizada, com a presença do internacional de futebol Pauleta. Regozijamonos com os êxitos que sabemos tiveram e desejamos-lhe a melhor continuação nos intentos do órgão informativo.

Encontro de Combatentes

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COURRIER PORTUGAIS

TERRES DU PORTUGAL

Historique Les origines de la ville se perdent un peu dans le passé. Après les découvertes archéologiques du site d’Outeiro de Assenta, on a conclu qu’elle doit être habité depuis bien des siècles. Certains historiens attribuent sa fondation aux Turduli et aux Celtes aux environ de l’année 308 a. C. Ces derniers la protégeaient avec de fortes murailles. Le nom de la ville semble venir des mots latins “OB-ID -OS”. En effet, on pense que dans le passé, un bras de mer s’étendait jusqu’a la ville. Cette étymologie est cependant contesté et certains affirment que la ville a été édifiée sur les fondements d’un “OPPIDUM” romanolusitanien. Certaines marques visibles sur la muraille sont témoins dune domination romaine. La ville a souffert (‘influence des Alains, Suèves, Wisigoths et des Arabes. Le 11Janvier1148, Gonçalo Mendes da Maia, Gouverneur de la région sous Don Afonso Henriques mit terme a l’hégémonie Arabe après avoir conquis la ville, non sans une grande résistance. Óbidos fat une ville favorite des rois de la dynastie Afonsine. Don Afonso Henriques la réédifia et I’ amplifia. A partir de 1186, Sancho I en fit sa résidence, peupla Ia ville et la fortifia. Le roi Afonso II offrit la ville a Dona Urraca en 1210, plus exactement le 7 Décembre. Par force des circonstances, Sancho II, qui s’antagonise avec le clergé et la noblesse, habita temporairement Óbidos, ceci aux alentours de 1224. Un grand nombre de fidèles le suivirent, accompagnés de Dona Mecia, de dames et de donzelles et formèrent ainsi la Cours. Don Afonso, Comte de Bologne qui fût par la suite Afonso III, assiégea la ville durant plus de huit mois. Don Fernando Ourigues de Aboim, noble chevalier, avec l’aide des nobles Vasco Moniz et Goncalo de Sequeira et bien d’autres défendirent les droits de Sancho II et refusèrent obéissance au Bolognais. Les habitants résistèrent de forme héroïque, aides par l’Abbé d’Alcobaça Pedro Goncalves. Après avoir été couronné roi, Afonso III concéda sa grâce a la ville, lui donnant même des privilèges et la qualifiant de «toujours loyale», titre qui s’ajouta a celui de «très noble» que la ville possédait déjà. Óbidos fût offerte à La Reine Santa Isabel par son époux Don Dinis en cadeau de mariage, ceci après avoir amplifié la ville et réédifié le château. Depuis cette époque, la ville passa a appartenir a la «Casa das Rainhas» (Maison des Reines), une association qui fat extincte en 1834. Dona Inês de Castro trouva refuge dans le château pendant les dernières années du règne d’Afonso IV. Le château fut reformé par le dernier roi de la première dynastie. Ce

Óbidos la ville des reines

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dernier ordonna la construction du donjon, et a reformée les murailles, offrant la ville à Leonor de Teles, son épouse. Continuant à appartenir a la «Casa das Rainhas», la ville fût dominée par Dona Filipa de Lencastre et ce fût à Óbidos que João I abandonna le calendrier de l’ère de César et adopta celui de Christ, le 12 août 1427. On dit que le livre «A arte de bem cavalgar toda a sela» (L’art de bien chevaucher toute selle) a été écrit a Óbidos par Don Duarte. Afonso V épousa Dona Isabel à l’église de

Santa Maria. Dona Leonor de Lencastre senti profondément Ia mort de sons fils Don Afonso en 1491 et fonda en 1498 la «Misericórdia do Reino na Capela do Espírito Santo» (Miséricorde du règne à la Chapelle du Saint Esprit), association a laquelle elle fit de grandes donations. En 1326, la Reine Sainte, concéda

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de nouveaux privilèges à travers d’un «Foral» à la ville et, le 20 août 1513, Don Manuel rénova ces privilèges, il semble même que ce dernier soit l’auteur de la dernière reforme du château. Catherine d’Autriche, épouse de João III ordonna la construction de l’aqueduc qui fournissait la ville en eau. On dit à Joao III la construction de la «Casa do Estudante» (Maison de l’étudiant) qui créa la chaire de mathématique qui fût par la suite remplacée par celle de théologie. La désastreuse expédition d’Alcacer-Quibir, qui tua Don Afonso de Noronha ainsi que bien d’autres nobles de la région et plus de cinq cents hommes à pied et à cheval, marqua le règne de Don Sebastião. En 1634, sous le règne de Filipe III, Óbidos devint la ville plus importante du comté en faveur de Don Vasco de Mascarenhas. L’Hôtel de Ville, qui était iI y a quelques temps encore la prison, est à présent le Musée Municipal. Ce monument fût construit après la Restauration, à l’époque ou Joao IV et Dona Luisa de Gusmão habitaient la ville. Le Sanctuaire du «Senhor da Pedra» (Seigneur de la Pierre) fût construit en grande part grâce aux généreuses donations du Roi Joao IV. La plupart des Monuments de la ville furent détruits pendant le tremblement de terre de 1755, ni les églises lui échappèrent. Les«Paços da Cerca», les églises de Saint-Tiago et de Saint Pedro, Ia Tour «Albarrã» et une grande partie des murailles du côté Ouest ont été restaurés par le Comte d’Óbidos. Lorsqu’une épidémie frappa la ville de Caldas da Rainha, la Reine Maria I et son époux Pedro ils se refugièrent a Óbidos. Cette éphéméride fût immortalisée grâce a deux plaques situées au dessus de la porte principale du «Solar da Praça da Rainha» (Maison Seigneuriale de la Place de la Reine), qui est aujourd’hui patrimoine municipal. Victor Vieira

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SAVEURS DU PORTUGAL DECEMBRE 2011 Gastronomie et Tradition... Les fromages du Portugal: Un climat doux et salubre, un littoral poissonneux, des vallées abritées et peu à déguster sur place COURRIER PORTUGAIS

profondes: rien d’étonnant a ce que le Portugal, riche en huile et en vins, ait déjà fait l’envie des Romains! Au 8e siècle, sous la domination maure et grâce a l’irrigation, se développent vergers et plantations. Au début du XVe siècle, les Portugais construisent la première caravelle et partent a la découverte de Madère, des Acores, du Brésil... Et c’est en 1498 que Vasco de Gama trouve la route maritime conduisant aux trésors d’épices que renferme l’Extrême-Orient. Les Portugais vont ainsi introduire en Europe coriandre, poivre, gingembre, curry, safran et paprika. Grace a l’extension de leur empire d’outre-mer -ils seront en effet les premiers blancs à aborder aux Moluques, en Chine, au Japon et en Ethiopie- nous faire connaitre d’autres produits exotiques d’Orient (riz et the) et d’Afrique (café et cacahuètes) sans oublier l’ananas, le poivron, la tomate et la pomme de terre venus du Nouveau Monde.

Le paradis du poisson et des crustacés

La présence de la côte atlantique oriente tout naturellement cette gastronomie vers les produits de la mer. Il existe néanmoins un premier et incontournable plat au menu quotidien des Portugais: la soupe, dont la plus célèbre, le caldo verde, couleur d’émeraude comme la province du Minho qui l’a vu naitre, est à goûter absolument. La recette en est simple -chou vert émincé en fines lamelles dans un bouillon assez clair de, pommes de terre et d’huile d’olive, relevé de quelques rondelles de chorizo- est délicieuse. Vous apprécierez aussi le cozido, véritable plat national très proche de notre pot-au-feu et la savoureuse caldeirada ou l’on retrouve les meilleurs poissons du pays. Mais à tout seigneur, tout honneur: la morue (bacalhau) a sa place plusieurs fois par semaine sur toutes les tables. Selon la tradition, il y a autant de manières -simples ou sophistiquées- de l’accommoder que de jours dans l’année. On la mange le plus souvent grillée, avec un filet d’huile d’olive, poêlée (à Brás) ou sous forme de beignets. Entre autres délices de la pèche, vous dégusterez soles (linguado), rougets (salmonetes), poisson-épée (peixe espada) et anguille de mer (eiroz), sans oublier l’un des poissons les moins chers et les plus savoureux: la sardine (sardinha) qui figure dans tous les barbecues et fêtes populaires du Nord au Sud du pays... A moins que vous ne leur préfériez de succulents crabes farcis, d’excellentes moules (mexilhões) et des palourdes cuisinées en Algarve en cataplana avec lard, saucisse et herbes. Côté eau douce, vous vous régalerez de lamproie (lampreia), de saumon (salmäo) du Minho, de l’incomparable truite (truta) de la Serra d’Estrela ou de Madère e et de I’ alose (savel) du Tage et do Douro

Viandes, Volailles et Gibiers: Au royaume de l’imagination

Malgré l’abondance et la qualité de leurs poissons, les Portugais aiment la viande et la cuisinent selon des recettes aussi variées que savoureuses. Le steak grille ou poêle (bife a portuguesa), souvent accompagne d’une sauce au «Porto », à partout droit de cite. Tout comme les brochettes (espetadas) ou le bœuf, marine au vin et a l’ail, cuit sur des branches de laurier vert qui embaument en rôtissant. Au mouton (carneiro) vous préférerez le délicieux cabri (cabrito) ou l’agneau (borrego) cuits en petit ragout printanier (ensopado) ou marines aux aromates et passes au four. Le porc (porco) abonde, car il est friand des glands et des truffes blanches que l’on trouve dans les bois de chêne-liège de l’Alentejo. Ne manquez surtout pas la célèbre carne de porco à alentejana, petits morceaux de porc marinés et aromatisés aux poivrons rouges accompagnés de palourdes- ou le porcelet au four (leitäo assado), doré et croquant à souhait. Les charcuteries sont excellentes et vous savourerez jambons b o u c a n é s (presuntos) et saucisses (paios et salpicões). Et pour qui aime les tripes -les Portugais en raffolent!- la recette de base, «Tripas à moda do Porto», est devenue un plat délicieux, où se mêlent tripes de veau, poulet, saucisses, jambon, haricots secs, chorizo, oignons, herbes et épices. Vous trouverez enfin, côté volailles, d’excellentes dindes (perú), canards (pato), perdreaux (perdizes) et autres pigeons (borrachos) que chaque région prépare selon ses traditions.

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Le plus célèbre d’entre eux, le queijo da serra, fromage de brebis fabrique dans la Serra de Estrela, point culminant du Portugal, n’a rien a envié en moelleux et saveur au meilleur des bries. Goûtez aussi les exquis petits fromages crémeux d’Azeitão, que l’on déguste surtout au printemps... Ou le Serpa de l’Alentejo, doux et onctueux quand it est frais, plus fort et sec après un séjour d’un ou deux ans en cave fraiche. À moins que vous ne leur préfériez le cabreiro, chèvre puissant ou le queijo da Ilha, cet étonnant fromage des Açores que l’on utilise aussi râpé, comme du parmesan, dans de nombreux plats.

Les desserts : œufs, sucre et fantaisie

Les Portugais sont gourmands - leur cuisine ne renferme pas moins de 200 variétés de gâteaux! Ce goût national pour les friandises semble dû aux Maures et, au XVe siècle, aux... pousses de canne à sucre plantées à Madère. Puis, au XVIIe et XVIIIe siècle, ce sont les couvents portugais qui deviennent célèbres pour leurs pâtisseries, ainsi qu’en attestent -de façon allusive!- leurs noms: toucinho do céu (Lard du Ciel) ou Barriga de Freiras (Ventre de Nonnes). En tête de ces «douceurs aux œufs»: les ovos moles d’Aveiro. Omniprésents dans la pâtisserie portugaise, vous les dégusterez en petits pots, comme garniture de tartes ou biscuits, en décoration, saupoudrés de cannelle, agrémentes de noix ou d’amandes grillées. Dans ce véritable paradis des desserts qu’est le Portugal, il ne vous reste qu’à vous laisser séduire par l’infinie variété de pão-deló (gâteau de Savoie) ou peut-être la délicieuse palha d’Abrantes, semblable à une touffe de cheveux dorés, les succulents pasteis de nata à Belém, ces merveilles qui’ sont les massepains d’Algarve ou le pão de rala d’Évora, tout en pâte d’amandes avec son cœur en citrouille blanche confite... Vous préférez les fruits? Qu’il s’agisse du melon, de la pastèque, du raisin, de l’ananas des Açores, de l’orange douce d’Algarve ou des bananes de Madère, ils sont ici doux et parfumés et si vous rêvez d’exotisme, vous choisirez la mangue, les anones à la pulpe crémeuse ou les maracujas acidulés.

Les vins du Portugal

La transformation d’un vignoble Le Portugal a connu une modernisation sans pareil depuis son intégration dans (‘Union Européenne en 1986. Ces changements se reflètent tout particulièrement dans l’industrie portugaise du vin, où le perfectionnement est devenu la norme. Parmi les innovations : des cuves de fermentation en acier inoxydable et de nouveaux fûts de chêne de petite contenance. Le temps où la plupart des vins avaient des étiquettes anonymes est révolu. Désormais, la région de production est indiquée sur chaque bouteille, la mise en bouteille à la propriété connait un succès croissant et partout les vignerons sélectionnent uniquement les meilleures variétés de raisins. Pendant des siècles, le Portugal a été réputé pour certaines régions et certains vins. La région du vin de Porto a été délimitée et est devenue célèbre au milieu du XVIII e siècle. Par ailleurs, le vin de Madère était le vin préféré de l’Amérique coloniale. Certaines autres régions ont reçu des appellations officielles au début de ce siècle, comme Dão, Bucelas et Moscatel de Setúbal. Ensuite, le Portugal s’est longuement assoupi. Heureusement, un réveil en sursaut dans les années 80 a permis de rénover ses régions vinicoles. En 1985, il existait 10 régions vitivinicoles délimitées, actuellement elles sont au nombre de 55. ICEP


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VOTRE SANTÉ +

COURRIER PORTUGAIS

DECEMBRE 2011

Attention!

Les dioxines

Une voiture stationnée à l’ombre durant toute une journée, avec les fenêtres fermées, peut contenir de 400 à 800 mg de Benzène. Dans une voiture stationnée au soleil, à une température supérieure à 16º C, le taux de Benzène peut atteindre de 2 000 à 4 000 mg (40 fois plus que le niveau acceptable).

Saviez-vous que lorsque vous laissez vos bouteilles d’eau dans le frigo, le plastique libère des dioxines dans votre eau?

Comment nettoyer et réparer vos bijoux

Les dioxines constituent un groupe de composés chimiques très toxiques qui sont à l’origine de divers problèmes de santé incluant le cancer (le cancer du sein, entre autres).

Un nettoyage régulier peut garder vos bijoux d’apparence fraîche et brillante. Vous pouvez utiliser une solution de nettoyage faite maison ou un produit d’entretien pour la bijouterie vendu sur le marché. Une brosse à dents souple vous aidera à décrocher la saleté.

Le Benzène est une toxine coriace, que l’organisme a beaucoup de difficulté à éliminer et qui affecte surtout les reins et le foie. Une personne qui entre dans une de ces voitures, en gardant les fenêtres fermées, respirera inévitablement, en un court laps de temps, des quantités excessives de cette toxine. Le Benzène et l’air climatisé de votre voiture Le manuel du conducteur indique qu’avant de faire partir l’air climatisé il faut ouvrir les fenêtres de votre voiture et les laisser ouvertes pour à peu près deux minutes. Toutefois, il n’explique pas le ‘pourquoi’ de cette pratique conseillée. Il mentionne à peine que c’est nécessaire au bon fonctionnement de l’air climatisé. La raison médicale est la suivante : l’air ne sort pas froid immédiatement, il se rafraîchi au fur et a mesure. Des études on démontré que lorsqu’il est allumé, l’air libéré vient du plastique chaud, lequel libère le Benzène (parfois, il faut du temps avant que l’on se rende compte de l’odeur de plastique dans la voiture). Cette toxine stimule le développement du cancer, empoisonne les os et peut causer l’anémie et réduire le taux de globules blancs dans le sang. Une exposition prolongée peut provoquer la leucémie, augmenter le risque de cancer et même mettre une grossesse à risque. Le niveau accepté de Benzène dans les endroits fermés est de 50 mg/929 cm2. En conclusion, assurez-vous que lorsque vous entrez dans votre voiture, avant de faire partir votre air, vous ouvrez vos fenêtres afin de donner le temps à l’air intérieur de sortir et de disperser cette toxine mortelle.

Le Dr. Edward Fujimoto travaille à l’Hôpital Castle et est le responsable du programme de bien être de l’hôpital. Dans une entrevue qu’il a accordée à une station de télévision, il a expliqué à quel point les dioxines sont dangereuses pour l’être humain, en abordant divers aspects liés à celles-ci. Il a d’ailleurs soulignée l’importance de la prévention face à cette menace. Par exemple, il suggère de ne pas utiliser des récipients ou des plats en plastique pour chauffer les aliments au micro-ondes, surtout les aliments qui contiennent du gras. La combinaison des matières grasses, des températures élevées et du plastique libère des dioxines sous forme de vapeur, laquelle s’infiltre dans la nourriture et, ultérieurement, dans nos cellules. Les dioxines sont cancérogènes et hautement toxiques pour les cellules du corps humain. Les récipients en verre ou en céramique sont les meilleurs pour chauffer des plats au micro-ondes; on obtient le même résultat, mais sans dioxines! C’est, entre autres, pour cette raison que les aliments congelés et sur-congelés, les soupes instantanées et tous les autres aliments pré-préparés, ne doivent pas être chauffés dans leur emballage original, mais dans un autre type de récipient, en verre ou en céramique de préférence. L’emballage peut ne pas être toxique, mais il y a de grandes chances qu’avant d’être arrivé sur l’étagère de votre épicerie, il ait passé par de nombreuses mains... Le Dr. Edward Fujimoto a également rappelé que les dioxines furent une des raisons qui ont amené les restaurants de fast food à remplacer leurs récipients en unicel (plastique) par des récipients en papier. Saviez-vous également que lorsque vous couvrez vos assiettes avec de la pellicule adhérente, et que le contenu est encore chaud, la vapeur qui se crée et qui envahi votre assiette est pleine de toxines? Remplacez donc la pellicule par des feuilles de papier absorbant! Les boissons chaudes tirées des distributeurs automatiques (cafés, thés, chocolats chauds, etc.) et que l’on boit dans les verres en plastique sont aussi une menace importante (entre autres, au Portugal, où il s’agit d’une habitude quotidienne). La chaleur de la boisson libère une hormone du plastique, le xéno-estrogène, une substance cancérigène, qui provoque, entre autres, le cancer du sein et le cancer de la prostate. Il faut faire attention à cette habitude, apparemment inoffensive, car après quelques années, la dose que nous aurons ingérée de cette substance cancérigène sera considérablement élevée et nous serons plus propices à développer le cancer. Comment expliquer que, de nos jours, le taux de gens atteints de cancer soit si élevé? Et pourquoi n’arrivons nous pas à trouver les causes concrètes de cette maladie mortelle? Nos petites habitudes ne pourraient-elles pas être en cause? Ça vaut la peine d’y réfléchir.

Gonçalo Botelho Faculté de Sciences – Université de Lisbonne Campo Grande 1749-016 Lisboa DGPRH

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SAVIEZ VOUS...

Pour nettoyer vos diamants, utilisez une (1) cuillère à soupe d’ammoniac et quelques goutes de savon à vaisselle dans deux (2) tasses de thé d’eau tiède. Après les y avoir trempés et les avoir brossés doucement, rincez-les à l’eau tiède courante et trempez-les dans l’alcool pur. Quant aux perles, la meilleure façon de les maintenir en bon état est de les porter régulièrement puisque les huiles naturelles de la peau leurs sont bénéfiques. Toutefois, sachez qu’elles peuvent être facilement endommagées par les cosmétiques, les parfums ou la laque. Nettoyez-les avec un tissu doux et humide seulement. Plongez vos bijoux en argent pur dans un mélange d’eau tiède et de détergent doux pour les laver et les dégraisser. Ensuite, trempez une brosse à dents souple dans une solution de nettoyage composée d’une partie de carbone de calcium pour deux parties d’eau et d’une partie d’alcool pour deux parties d’ammoniac et brossez vos bijoux. Rincez à l’eau courante et séchez avec un chiffon doux. L’or et la platine peuvent être lavés en eau tiède avec un détergent doux. Nettoyez-les avec un tissu doux ou en suède pour leur donner de l’éclat. Pour éviter que vos bijoux précieux soient endommagés, nous vous conseillons de ne pas vous aventurer au-delà du simple nettoyage et de la simple réparation de votre bijouterie. Si vous avez des bijoux de valeur, antiques, précieux, délicats et difficiles à nettoyer, apportez-les à un professionnel qui les nettoiera avec un équipement adéquat.

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COURRIER PORTUGAIS

Alexandre Da Costa

ÉVÉNEMENTS

11-12-13-14-15 Février 2012

2-3 Décembre 2011

Récitals à Montréal, Québec, Canada (Conservatoire de Musique de Montréal; Chapelle Historique du BonPasteur; Les Lundis d’Edgar; Maison de la Culture de Cartierville; Maison de la Culture Rosemont-Petite-Patrie) Pianiste : Wonny Song Brahms Sonatas

Orchestre Symphonique de Valencia Valencia, Espagne Soliste invité Chef: Rafael Frühbeck de Burgos Palomo Double Concerto: World Premiere

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DECEMBRE 2011

Casse Noisette Les Grands Ballets Canadiens Musique : Tchaïkovski Musiciens : L’Orchestre des Grands Ballets Canadiens de Montréal Chorégraphe : Fernand Nault

Photo: Marc-Antoine Duhaime

Alice aux pais des merveilles Théâtre Tout à Trac – une présentation de la Place des Arts

3 Février 2012 Orchestre Symphonique de Malte Malte Soliste invité Chef : Brian Schembri Beethoven Concerto 13 Janvier 2012 Orchestre Symphonique de Valencia Valencia, Espagne Soliste invité Chef: Günter Neuhold Lalo Symphonie Espagnole

Crédit : Damian Siqueiros / Danseur: Sam Colbey Un Noël intemporel Cette année encore, la petite Clara poursuit ses formidables aventures au Pays des neiges et au Royaume des friandises. Des décors somptueux, un monde qui émerveille et des danseurs majestueux qui virevoltent sur les airs de Tchaïkovski. Illuminez votre Noël avec cette grande fête pour les yeux qui brille toujours de tous ses feux.

27 Décembre 2011 au 6 Janvier 2012 Israel Symphony Beer Sheva Tour en Chine - 10 concerts à Beijing, Shanghai, Shenzhen, Guangzhou, etc. Soliste invité Chef: Doron Salomon Sarasate’s Carmen Fantasy

Triennale québécoise 2011 Du 1 au 8 décembre 2011

Le Bal du dimanche spécial famille Le 4 décembre 2011 Salle : Espace culturel Georges-Émile-Lapalme Assistez à un cours de danse traditionnelle québécoise en compagnie de la talentueuse Chantal Dauphinais, chorégraphe récipiendaire des deux dernières éditions du Match des étoiles. Accompagnée de ses complices danseurs et musiciens, Chantal apprendra aux petits et grands à taper du pied, giguer et gigoter sur des rythmes traditionnels des plus entraînants !

Cette deuxième édition de la Triennale québécoise du Musée d’art contemporain de Montréal sera une occasion en or d’apprécier l’évolution de l’art contemporain à travers les œuvres d’une quarantaine d’artistes des quatre coins de la province. Lynne Marsh The Philharmonie Project (Bruckner: Symphonie No 5, movements 1 & 4), 2011

Du 10 au 30 décembre Salle : Wilfrid-Pelletier Groupe d’âge : 5 ans et + Prix du billet : 20 $ à 114 $ par personne Discipline : Ballet intégral classique

Petit Noel de Québec Issime

Salle : Cinquième Salle Groupe d’âge : 5 ans et + Prix du billet : 18 $ Discipline : Théâtre

Daniel Lemire Théâtre Maisonneuve

Photo: Daniel Auclair Des Fêtes féeriques

Le retour de DANIEL LEMIRE était très attendu et le public en redemande ! Avec déjà plus de 65 000 billets vendus et avant même son premier passage au Théâtre Maisonneuve, on annonce 2 représentations supplémentaires les 1er et 2 décembre 2011.

Les lutins du Père Noël ont revêtu leurs habits du dimanche pour présenter aux tout-petits un spectacle rempli de féerie, de joie et d’amour. Les enfants de 3 à 10 ans sont invités par le Père Noël à venir chanter, rire et danser ! Dimanche 11 et 18 décembre Salle : Théâtre Maisonneuve Groupe d’âge : 3 ans et +

Crédit: Émilie Coquil

Prix du billet : 12 $ par personne

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Alice refuse de faire ses leçons. Préférant jouer et rêvasser, elle se cache dans la bibliothèque de son père. Arrive alors un curieux lapin, grand grignoteur de bouquins. En voulant empêcher le rongeur de dévorer tous les livres de la bibliothèque, Alice poursuit ce dernier dans son terrier, découvrant un monde fantastique : le Pays des Merveilles et rencontre au passage des personnages étranges et fascinants. Du théâtre d’ombre et de marionnettes avec des comédiens talentueux dans un décor à la fois ingénieux et magnifique. Du 27 au 30 décembre – 11 h et 15 h

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CORREIO PORTUGUÊS

REDESCOBRINDO O CANADA

DEZEMBRO DE 2011

Parque histórico do Canadá

Forte Chambly Numa visita que fortemente encorajamos ao Forte Chambly, revivam uma página de História! Construído em 1711, esta sentinela de pedra protegia a colónia de uma invasão britânica. Ultrapassem as muralhas do forte e diversas actividades vos esperam… Descubram a ávida do soldado e do habitante de Chambly cerca de 1750. Os vestígios arquitecturais sempre presentes relatam a evolução desta impressionante obra defensiva. Entrem assim no centro da história da Nova França, graças aos numerosos objectos trazidos à luz do dia pelas escavações arqueológicas. E, todos os domingos de Verão, é a festa no forte. Desfiles com vestuários da época, exercícios militares e tiro com mosquetões, fazem parte do programa. Lugar histórico, o Forte de Chambly, faz parte da região turística da Montérégie. cerca o forte, deve-se destacar o interior, onde magníficas salas com figurinos em tamanho natural contam episódios históricos, relacionados com os contactos entre ameríndios e europeus, vasta colecção de quadros retratando individualidades e cenas dos conflitos militares entre as forças da Nova França e os ingleses ou americanos. É um verdadeiro museu que se visita com prazer e propício a toda a família. A escassas dezenas de quilómetros, logo após Longueil, o Forte de Chambly proporciona por um custo mínimo, um dia bem passado, em qualuer época do ano.

O forte domina a margem esquerda do rio Richelieu, Nascendo no Lago Champlain, este rio corre na direcção norte cerca de 100 km até o Saint-Laurent, em aval de Montreal. É uma das vias navegáveis mais importantes no interior da América do Norte. Enriquecido pelo tumultuoso rio, duma larga baía e frondosa arborização, o local do forte abriga uma grande variedade de pássaros. É, também, um dos raros sítios onde se pode passear junto às águas do Richelieu. São muitas as espécies de pássaros que elegeram domicílio nos aceres, carvalhos, choupos ou coníferos, enquanto bandos de patos estão de passagem ao ritmo das épocas. A bacia de Chambly abriga mais de uma cinquentena de espécies de peixes, entre os quais a dourada, o lúcio, a truta castanha e a arcoíris, para além do “chevalier cuivré”, peixe único no mundo e que vive apenas no Québec. Porém, salientando as excelentes áreas de piqueniques no vasto terreno que

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COURRIER PORTUGAIS

OENOLOGIE

La naissance du Porto Le vin produit au flanc des montagnes, dans la vallée du Douro, au nord-est du Portugal, est apprécie et connu depuis des siècles. Déjà, au premier siècle avant J.-C., l’historien grec Polybe note, dans un de ses nombreux ouvrages, qu’il en coûtait une drachme pour se procurer une matreta (27 litres) de vin du Douro. Sous l’empire romain, les occupants introduisent dans la région la technique du foulage au pied, encore en usage aujourd’hui chez certains producteurs, et l’utilisation des amphores en argile pour (‘élaboration et l’élevage du vin. La viticulture y devient si répandue que l’empereur Domitien, mort en 96 après J.-C., doit alors faire réduire de moitie le nombre de vignobles afin d’assurer que l’équilibre soit maintenu entre les diverses productions agricoles. A partir de 1143, au moment où le Portugal devient un royaume indépendant, il est souvent fait mention dans les décrets royaux des vins du Douro, nom qui désigne a la fois le fleuve et la magnifique région qu’il traverse. Au 13e siècle, on commence à expédier son vin vers la ville côtière de Porto, lequel est ensuite exporté jusqu’aux Pays-Bas, en France etc. Selon Rui Fernandes, qui fut un des courtisans du roi Jean III Le Pieux, le Douro produisait en 1532 (‘équivalent de 600 000 caisses de vin, soit 5,4 millions de litres. Réputé pour son bouquet qui se complexifiait avec l’âge, c’était le meilleur vin du pays et le plus apte au vieillissement. Au dire de Fernandes, tant la noblesse et le clergé de la région que la cour du Portugal et la cour espagnole de Castille en raffolaient. Le courtisan donne aussi une description détaillée des cépages qui entraient dans la composition de ces vins, dont certains sont encore utilises aujourd’hui. Dans son Géographia, qui date de 1548, l’historien portugais João de Barros signale divers vignobles célèbres qui jalonnent le Douro, et se réjouit des “merveilleux vins que I’on y récolte, et que les bateaux transportent ensuite à Porto.” Vers le début du 17e siècle, il y a jusqu’à 1 200 000 caisses de vin (10,8 millions de litres) qui, chaque année, sont acheminées vers la ville de Porto a partir du Douro. C’est aussi l’époque, plus exactement en 1638, où le diplomate allemand Christian Kopke fonde sa société d’exportation de vins du Douro, encore active aujourd’hui. Un certain nombre d’années plus tard, soit en 1675, à propos d’une cargaison de vin destinée aux Pays-Bas, la désignation “vins de Porto” (vinho do Porto) apparait pour la première fois. Le nom allait rester... et connaître le succès que I‘on sait. (D’autres pays se permettent de l’utiliser, bien que le Portugal soit le seul producteur de ce vin.) Alors que le 17e siècle touche à sa fin, survient un événement capital, qui allait apporter gloire et prestige au vin de Porto : les Britanniques le découvrent, et le feront découvrir ensuite au monde entier.

Les Britanniques découvrent le Porto A Viana do Castelo, a quelque 70 kilomètres au nord de Porto, prospère au début du 17e siècle une colonie britannique. Important au Portugal des vêtements de laine, les commerçants anglais exportent en Angleterre des produits agricoles, dont un vin rouge léger et au goût mordant, connu aujourd’hui sous le nom de vinho verde rouge, alors peu apprécie par les nobles anglais, grands et petits, et qu’on réservait pour les marins.

DECEMBRE 2011

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Vers 1660, la tension monte entre la France et l’Angleterre au point qu’il devient a peu près impossible à I’ Angleterre de se procurer du bordeaux, vin de prédilection des gens de goût. Les marchands de Viana tentent alors d’imposer leur petit vin rouge... mais en vain. Plus riche, plus parfume, le vin de Porto, qu’ils proposèrent ensuite -c’est encore un vin sec à cette époque-, remporte, lui, un tel succès auprès des Anglais que le centre d’activité de la région, et ses commerçants, se déplacent de Viana a Porto. Née en 1670, Warre est la première firme anglaise exportatrice de porto à faire son apparition. Suivront Croft, Quarles-Harris et, vers la fin du siècle, Taylor-Fladgate, et encore beaucoup d’autres entreprises dans les siècles subséquents. Vin chéri du parti des whigs (qui allait devenir en 1830 le parti libéral anglais), c’est avec du porto, en 1689, a son couronnement, qu’on Porte un toast en l’honneur de Guillaume III et de son épouse Marie. Catherine de Braganza, portugaise et veuve de Charles II, roi d’Angleterre mort en 1685, assiste à l’événement. Plus tard, Samuel Johnson, écrivain, décrètera que “le bordeaux est la boisson des jeunes gens, et le porto celle des hommes.” John Croft, quant lui, proclamera que “tout Anglais de bonne extraction ne peut s’en passer.” En 1678, la première année pour laquelle nous disposions de chiffres quant aux exportations, 24 000 caisses de yin de Porto sont expédiées en Angleterre. En 1693, les exportations, en hausse de... 3 200 %, atteignent 780 000 caisses, puis, en 1728, le double, soit 1 500 000. L’Angleterre est conquise! Pour répondre a la demande croissante, les producteurs et les exportateurs n’hésitent pas, cependant, a trafiquer le vin de Porto, qu’on colore avec du jus de baies de sureau (un fruit dont on fait aussi de la confiture), tout en l’allongeant

avec des vins d’autres régions. Résultat de ces pratiques qui commencèrent vers 1740, la qualité chuta, et la demande de même, si bien que les exportations avaient reculé a 750 000 caisses à la fin de la décennie. Les autorités portugaises réagirent en 1756 par la création de la (Companhia Geral da Agricultura dos Vinhos do Alto Douro), œuvre d’un ministre puissant et inspiré, Sebastião losé de Carvalho e Melo, mieux connu sous le nom de Marquis de Pombal. Pombal confie à ce monopole d’Etat le contrôle de la production et du commerce du vin sous tous ses aspects: délimitation du vignoble, législation détaillée visant a garantir la qualité des vins, etc., tout était en place en 1761. Ces mesures dune portée jusque-là inédite, qui serviront plus tard de modèles aux autres pays, font du porto le premier vin d’appellation d’origine contrôlée de I’ histoire. La demande remonte aussitôt de façon spectaculaire. Et en 1799, un volume record de 3 500 000 caisses de vin sont exportées en l’Angleterre. Le contrôle de la qualité est désormais plus poussé que jamais. L’Institut du vin de Porto (Instituto do Vinho do Porto, en portugais), installé à Porto, et la Casa do Douro, basée dans le vignoble, a Régua, tous deux fondés en 1933, supervisent la production sous toutes ses facettes, de la vigne jusqu’au verre du consommateur. Ironie des choses: les Français, auxquels on doit ne serait-ce qu’indirectement la découverte du porto par les Anglais, en boivent aujourd’hui trois fois plus que les sujets d’Elizabeth II, nos cousins consommant près de 40 % du porto bu dans le monde... bien que ce soit rarement du meilleur!


CORREIO PORTUGUÊS

ESPAÇO JOVEM DEZEMBRO DE

A partir do próximo número, apresentaremos para os mais pequenos, a História Alegre de Portugal, uma forma divertida de contar episódios da História Pátria revalorizando Valores Portugueses aparentemente tão arredados da juventude, numa excelente publicação da Bertrand Editora, para quem vão os nossos mais cordiais agradecimentos, lembrando que qualquer encomenda poderá ser dirigida a: FNAC PORTUGAL - ACDLDMPT, Lda | Sede Fiscal: Edificio Amoreiras Plaza Rua Professor Carlos Albearto Mota Pinto, nr 9 - 6 B, 1070 - 374 Lisboa, Portugal

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Publicação: Ano I N° 1  

Correio Português / Le Courrier Portugais Publicação: Ano I N° 1 1 de Dezembro de 2011

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