Page 1

Revista Click – Numero 1 – Ano I – Julho 2008

CLICK*)

Bate-papo sobre fotografia amadora com Jo Name

Diane Arbus: do centro à margem

Saiba como compartilhar suas fotos no flickr.com

Exposição de fotoclubes capixabas

Ensaio amador


EDITORIAL A revista CLICK*) busca aplicar na prática todo o processo de edição aprendido por nós em sala de aula sob a orientação do professor Rogério Câmara. Esta publicação tem como foco mostrar aos fotógrafos amadores que mesmo sem grandes equipamentos é possível fotografar bem e fazer arte. Instruí-los sobre história da fotografia, tipos de filme, fotografia digital, etc. E publicar os melhores ensaios enviados à nossa redação. Esperamos ir aos poucos acrescentando novidades e atualizações sobre a produção fotográfica em geral e, com isso, trouxemos para esta edição uma entrevista com o professor Jô Name que nos proporcionou um bate-papo com boas referências a artistas que trabalham com o tema abordado aqui. Temos ainda, na seção de históra da fotografia, um breve histórico sobre a fotógrafa Diane Arbus que, na década de 60 revelou ao mundo, através de seu olhar crítico, interessantes imagens sobre o mundo freak. Apresentamos aqui também o Flickr, uma ferramenta de compartilhamento de imagem da Yahoo.com que se tornou muito popular pela qualidade de imagem e pela busca por profissionalismo por parte de seus usuários. Comentamos sobre as exposições que estão ocorrendo na Grande Vitória organizadas pelo Fotoclube do Espírito Santo que trazem interessantes registros fotográficos da cidade no século passado. Encerramos esta edição com um ensaio fotográfico do estudante de design e músico Paulo Prot em uma seqüência de fotos em um momento de ““happy hour” de sua namorada. Gostaríamos de agradecer a todos que contribuíram para que esta revista fosse concluída e esperamos que esta possa ser proveitosa e estimulante para o nosso público. Obrigado, Leandro Niero, Juliana Tinoco

CLICK*) Primeira Edição Julho de 2008 Diretores: Juliana Tinoco Leandro Niero Jornalista Responsável: Juliana Tinoco Editores: Juliana Tinoco Leandro Niero Editor de imagem: Leandro Niero Coordenador nesta edição: Rogério Camara

Contato publicitário: (27)99139990 (Juliana Tinoco) ju_tinoco@hotmail.com Professor Orientador: Rogério Camara

A revista CLICK*) é uma publicação realizada durante o período 2008/1 na disciplina de Gráfica I do curso de Desenho Industrial da UFES sob a orientação do professor Rogério Camara.

Todas as imagens utilizadas nesta edição foram retiradas da internet apenas para fins de estudo, sendo assim esta publicação não visa adquirir nenhum tipo de lucro ou recurso em respeito às leis de Copyright®.


CLICK*)

EDITORIAL

APRESENTAMOS A REVISTA CLICK.

6

3

FLICKR

COMPARTILHE SUAS FOTOS COM FACILIDADE E PROFISSIONALISMO.

ENTREVISTA

8

BATE-PAPO COM O PROFESSOR JÔ NAME SOBRE FOTOGRAFIA AMADORA


12

DIANE ARBUS

IMAGENS DA SOCIEDADE DE UMA DÉCADA DE MARAVILHOSAS ABERRAÇÕES.

ENSAIO

A SEQÜÊNCIA DE CLICKS DO LEITOR PAULO PROT.

20

16 EXPOSIÇÃO

FOTOS ANTIGAS DO ESPÍRITO SANTO E PRIMEIRO VITÓRIA FOTO.


Compartilhe suas fotos

O flickr.com com suas potencialidades é um FotoBlog completo.

F

lickr traduz isso em um banco de imagens aos moldes de uma rede de compartilhamento. Ele é um dos serviços mais completos atualmente. Nele encontramos fotos publicadas pelos usuários tão belas quanto raras, bem produzidas, trabalhadas, profissionais, outras “photoshopadas”, ou, às vezes, talvez devido ao uso desenfreado ou à despolitização da finalidade do serviço, imagens que deixam a desejar, não tantas, ao menos . Como um serviço de compartilhamento, através do Flickr você

6 CLICK*)

pode publicar imagens, montar tags e gerar um texto sobre a figura que você postou. Pode participar de grupos ou criar seu próprio grupos. Cada foto, quando etiquetada como pública, pode ser vista pela comunidade e receber comentários. Suas fotos ficam justapostas na barra lateral ou podem ser vistas em forma de galeria, o que depende da seção onde você estiver navegando. São várias as potencialidades, no Flickr temos o World Map, onde fica disponibilizado um mapa em que podemos navegar e ver as fotos através das regiões que foram postadas. Nesta seção você receberá um campo de busca, em que você pode fazer uma pequisa por um termo que defina sua região. O mapa pode ainda sofrer zoom, de modo a especificar mais as referências no site. No roll de contatos, você pode criar um lista de amigos, pesquisar a qualquer momento por usuários e fazer convites para o Flickr. Também pode definir favoritos, navegar por fotos mais recentes, por tags e entre outros.

O Flickr funciona como um banco de imagens, por isso não necessariamente o serviço fica restrito a fotos, temos exemplos de vários screenshots e figuras e trabalhos artísticos publicados. Com todas essas potencialidades podemos dizer que ele é um FotoBlog completo. Lembrando que a plataforma é gratuita, de uso livre através do registro, em que é criada uma conta Yahoo!. Mas nem tudo é doce, a


plataforma com mais 7 línguas além da Inglesa. O serviço está no ar a 3 anos, inicialmente no Canadá, fora desenvolvido por um casal, Caterina Fake e Stewart Butterfield, mas que se estendeu pelos Estados Unidos e além das suas fronteiras, atingindo exponencialmente outros países, entre os quais, o Brasil desponta entre os que mais possuem acesso.

Versões

versão Free, embora de grande extensão, é limitada, sendo que a conta profissional custa a bagatela de $24,95 por ano. “Não encontrei referências à quantidade de fotos que podem ser publicadas ou mesmo ao tamanho do espaço oferecido, fica, então, o pedido do link”. Conheça também o Zooomr, serviço de compartilhamento de fotos semelhante ao Flickr, mas que possui uma versão semi-traduzida ao português e com acesso através de conta OpenID. Outro, mais especificamente um blog, é o Photoblog.

Expansão Segundo o que noticia Eric da Reuters, o site de compartilhamento de fotos mais popular atualmente, o Flickr, que é provida pela Yahoo Inc., estará internacionalizando a sua

Edição 1, 07 de julho de 2007

As novas versões serão em Francês, Alemão, Koreano, Italiano, Português, Espanhol e o Chinês Tradicional. Segundo Butterfield, agente da empresa, quando perguntado do porque estão lançando as versões somente agora, respondeu enfaticamente: Há duas respostas - Uma, Nos somos estúpidos, dois, estamos atrasados. (”There are two answers. One: We are stupid. Two: that we are late.”).

Curiosidades Até abril de 2006 o site possuía 24 milhões de acessos mensalmente, sendo que 55% deles são de regiões além das fronteiras do EUA. Segundo o artigo, Flickr foi o serviço que popularizou o recurso de tags, no qual são montadas etiquetas que categorizam cada conteúdo. *)

CLICK*) 7


FOTOGRAFIA AMADORA Entrevista com o professor de fotografia da UFES, Jô Name. O ato de apertar o botão da câmera e fotografar os amigos na praia ou a família num churrasco em casa só é possível hoje graças a anos de evolução da fotografia e do mercado fotográfico. Quando George Eastman, fundador da Kodak Company, lançou uma câmera leve e fácil de carregar ele iniciou o que hoje pode ser chamado, de produção amadora. Com o slogan “você aperta o botão, nós fazemos o resto”, Eastman, tornou possível a qualquer pessoa o ato de fotografar; não era mais necessário carregar quilos de equipamento para se fazer uma única fotografia. Hoje a produção amadora movimenta 64% do mercado fotográfico, de acordo com a revista Fhox. Filmes, câmeras e serviços voltados para fotógrafos amadores são vendidos todos os dias em

milhares de lojas especializadas nesse segmento por todo o mundo. A produção amadora é utilizada também por artistas plásticos em suas obras e por historiadores como documentos históricos. Sobre a produção amadora, a revista Click conversou com José Otávio Lobo Name mais conhecido por seus alunos e amigos como Jô Name. Jô Name é professor de fotografia do curso de Desenho Industrial da Universidade Federal do Espírito Santo, UFES. Click - Quando começou seu interesse por fotografia amadora? Jô Name - Foi mais ou menos em 89 ou 90. Eu estava com um grupo de fotógrafos e amigos em Niterói. Eu entrei no grupo pra talvez participar de uma série de eventos. No grupo estava a Daniela Deplá que era herdeira de uma das donas da rede Deplá de fotografia que tem na região do Rio de Janeiro. E ela estava falando dessa proposta de trabalhar com comunidades pobres usando recursos da foto amadora. E foi quando me acendeu a luzinha, a partir daí eu aproveitei uma primeira


proposta de um curso de fotografia. Mas ensinando muito a fotografar. A idéia foi evoluindo e eu acho que tomou mais corpo a partir de 2002, quando eu apresentei na Universidade Estadual de Santa Cruz na Bahia, um projeto de pesquisa, aí sim um projeto pra tratar a fotografia amadora dentro de suas próprias características sem tanto pensar em ensinar fotografia e é como eu tenho abordado ultimamente. O que diferencia de fato uma foto amadora de uma foto profissional? O equipamento é uma parte marcante, mas o incrível é como as novidades tecnológicas que às vezes os profissionais usam são as mesmas dos amadores como o auto-foto, o flash embutido, o time e tudo mais. A qualidade da imagem já foi um diferencial, mas hoje em dia elas são muito parecidas também. Agora eu acho que em termo de linguagem, de forma de expressão, são bem diferentes mesmo. Até dois caminhos totalmente diferentes, como se fossem duas atividades distintas, a foto formal ou profissional em alguns aspectos é parecida com a pintura clássica, em outros casos ela está diretamente ligada ao jornalismo e a documentação. Já a foto amadora só tem compromisso mesmo com o grupo de pessoas envolvidos, entre o fotógrafo, fotografado e quem vai

ver a fotografia. Ela tem muito mais espontaneidade, ela está presa ao objeto, no sentido de quem aparece na foto, do que queria dizer, qual é a mensagem que você pode extrair daquela foto. Pro amador a foto é simples, é o meu aniversário, são as minhas férias, o objeto está presente diretamente. Mas as relações emocionais também são mais fortes. A gente às vezes guarda uma foto ruim, mas guarda por que é de uma pessoa querida, um momento querido. Você acha que a prática amadora

As fotos dessas duas primeiras páginas são de Nan Goldin e ilustram o uso da “linguagem” amadora.


em si ela influencia o mercado fotográfico? Hoje em dia bastante, eu acho que o mercado fotográfico sempre sobreviveu graças à foto amadora. Se não fosse essa “invenção” da foto amadora a fotografia seria como aulas de violão ou marcenaria, uma coisa que só pessoas muito dedicas fariam. Não seria essa coisa em que todo mundo foi fotografado ou já fotografou. E, sem dúvida, os preços de filmes e tudo mais se mantiveram num determinado patamar por causa da fotografia amadora. Hoje essa influência da fotografia amadora sobre o mercado profissional é mais diversificada e generalizada, ou seja, não é só o tipo de produto que o amador consome, mas aquilo que ele acaba influenciando no mercado. Depois da foto digital um monte de gente que não fotografava passou a fotografar com mais afinco, a publicar as fotos, a editar, a pensar em outras formas de apresentá-las e até vender, coisas que invadem o mercado do profissional.

Muitos artistas plásticos se apropriam de imagens amadoras, como você vê esse tipo de apropriação, a questão da autoria? São vários artistas e várias abordagens diferentes. Tem aqueles que se apropriam de fotos feitas por outras pessoas tanto para usar simplesmente como suporte para alguma obra quanto para se apropriar daquela imagem ou daquele imaginário. Outros artistas praticam uma espécie de fotografia amadora. Fazem fotos como amadores usando como objetos os amigos, um arremedo de família. Alguns artistas usam as fotos da própria família. O assunto em geral é alguma questão de identidade e de memória. Acaba que, como o próprio autor da foto não se dá um caráter de autoria, ele fez a foto, às vezes ele se orgulha de ter feito aquela foto, mas não com a mesma relação que o artista tem com a autoria. Ele não vai ter aquela questão do direito autoral tão clara. Então acho que quando um artista des-


se, mesmo sem pedir autorização, usa a foto amadora, ele está usando mais esse imaginário coletivo, ou seja, como se toda foto amadora já pertencesse a todo mundo embora é claro que sejam fotos íntimas para alguém, sejam propriedade de alguém. Mas em geral tem a mesma cara, repetem as mesmas cenas, por isso acredito que não exista tanta relação de autoria como existe na foto profissional.

uma foto amadora é totalmente válida. E acho que muitas coisas podem ser observadas, por exemplo, as famílias, no geral são representadas melhor nas fotos amadoras do que nas fotos profissional ou de documentação porque elas ficam mais à vontade cumprindo seus rituais familiares sem percebem que são rituais, simplesmente porque elas têm o hábito de fazer aquilo. *)

É possível dizer que a fotografia amadora propicia uma construção de memória não pessoal, mas social? Você concorda com o uso da fotografia amadora para fazer registro histórico? É possível? Sem dúvida, eu acho que tem aspectos da vida social que muitas vezes os historiadores, os documentaristas falham em registrar. Toda vez que você usa um documento como fotografia você tem que levar em consideração a forma de produção desse documento. Isso vale pra todo documento. No caso da fotografia amadora isto tem que ficar claro. É uma foto feita no contexto amador, mas, sem dúvida alguma lição história pode ser tirada dela, ou seja, na observação daquele aspecto social

Martin Parr, autor das fotos das páginas 10 e 11, usa equipamentos amadores na documentação do cotidiano.

CLICK*) 11


DIANE ARBUS O que parecia ser mais uma fotógrafa de moda da década de 60 se tornou um grito contra o senso comum, à plasticidade e à hipocrisia das coisas e das pessoas. Sempre em preto e branco Arbus fotografou todo tipo de gente: crianças, velhos, travestis, imigrantes, loucos, atores, “freaks”.


Seria este o “mais além”? O lugar da fantasia de cada um? Susan Sontag, no prefácio do livro Women (Ed. Random House, New York) de Annie Leibovitz, propõe uma questão interessante: “A fotografia não é uma opinião. Ou é?” Para Arbus um retra-to é “um segredo sobre um segredo”. Quanto mais ele revela, menos sabemos, mais ficamos intrigados. Num certo sentido o retrato convida a uma opinião, pede uma reação, reação esta calcada nas representações que brotam do imaginário de quem olha. Diane Arbus gostava de fotografar casamentos e outros rituais que para ela represen-tam momentos marcantes de emoção compartilhada. Procurava mostrar que o contágio de sentimentos, o caráter repetitivo dos rituais inserem as pessoas nas suas comunidades dando sentido à vida, tecendo a identidade de cada um pela identificação com o outro. Ao exprimir o retorno do mesmo, o ritual parece querer “driblar” a morte. Se pensarmos que a fotografia congela um instante no tempo, Arbus imortalizou seus modelos, imortalizou Nova York como o território livre que abriga todo tipo de gente. A sensação de estranhamento diante das fotografias de Diane Arbus remetem a um artigo escrito por Freud em 1919 “Das Umheimliche”, cujo título original foi traduzido como “O

Edição 1, 07 de julho de 2007

Estranho”, que pode ser também o inquietante, o macabro. A palavra alemã “umheimliche” curiosamente traz uma ambiguidade que oscila entre num extremo o “familiar” e no outro o “desconhecido”. Então tudo que para nós é estranho é ao mesmo tempo familiar. Duas faces da mesma moeda. Nossa inquietação diante do estranho só é possível porque ele nos leva de encontro a um familiar que ficou esquecido, dormindo calado no inconsciente. Não raro diante de uma fotografia de Arbus surge o primeiro impulso de afas-tar o olhar, desconcertados “não queremos ver” para em seguida, querermos “ver” no sentido pleno de “olhar” (sentir o que se passa no nosso interior). Diane Nemerov nasceu em Nova York no dia 14 de março de 1923. Aos quatorze anos conheceu Allan Arbus com quem se casaria quatro anos depois. Foi com ele que Diane aprendeu a fotografar. Em 1959 foi procurar seu próprio caminho. Nesta al-

CLICK*) 13


tura já começou a se interessar por fotografar os freeks que ela adorava e pelos quais afirmava sentir ao mesmo tempo fascinação e vergonha: “como um personagem de um conto de fadas o freek aparece para nos obrigar a decifrar um puzzle”. E ela continua dizendo que “a maioria das pessoas passam a vida temendo uma experiência traumática. Os freeks nasceram banhados pelo trauma. Com isso passaram no teste da vida. São aristocratas”. Em 1963 Diane Arbus ganhou uma bolsa da Fundação Guggenheim e no ano seguinte teve sua primeira exposição no Museu de Arte Moderna. Depois ela se dedica a ensinar fotografia na Parsons School of Design em Nova York e no Hampshire College em Amherst, Massachusetts. No fim dos anos sessenta Arbus entrou nos asilos e hospitais e fez dos velhos, doentes e anormais seus modelos. Nos retratos “untitled” vê-se todo tipo de tragédia humana que nos chocam enquanto seduzem o mórbido que habita em cada ser humano. É desta época os perturbadores retratos com máscaras grotescas. Se como afirma outra fotógrafa famosa, Dorothea Lange “cada retrato de outra pessoa é um auto-retrato” as fotos de Diane Arbus são o seu duplo, o reflexo de uma alma atormentada à beira do horror. Em julho de 1971, a fotógrafa se suicidou ingerindo barbitúricos e cortando os pulsos. *)

14 CLICK*)

Edição 1, 07 de julho de 2007


Edição 1, 07 de julho de 2007

CLICK*) 15


ENSAIO

Paulo Prot é aluno do curso de Design, em Vitória, Espírito Santo. Trabalhando com Design Gráfico, Prot sempre se interessou pela fotografia não apenas como uma linguagem, mas sim como uma busca por diferentes caminhos e olhares. A fotografia nem está em primeiro plano para este jovem designer capixaba, na tônica de suas pesquisas estão a tipografia, a diagramação, a semiótica, tudo com um olhar intuitivo e experimental. “A idéia é gerar e confundir sentidos” diz ele. Assumidamente amador em suas fotografias, ele busca um pouco desta relação entre artes. “A fotografia

16 CLICK*)

funciona pra mim por que tudo acontece mais rápido, não tenho muita paciência pra entender processos, daí tudo isto que busco aparece ali na hora e pronto e acabou”. Mais trabalhos de Prot em http://flickr.com/pauloprot

*)

Edição 1, 07 de julho de 2007


Edição 1, 07 de julho de 2007

CLICK*) 17


18 CLICK*)

Edição 1, 07 de julho de 2007


Edição 1, 07 de julho de 2007

CLICK*) 19


Fotografria de Pedro Fonseca - Foto Clube do Espírito Santo.

Espírito Santo em Imagens Coletiva de fotoclubistas retrata imagens do Estado desde a década de 40

R

aras imagens de Vitória, Vila Velha, São Mateus, Guarapari e outras diversas paisagens capixabas estão em exposição na coletiva “Foto Clube do Espírito Santo”, no Espaço Cultural do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes). Inédita, a exposição comemora os 62 anos de criação do Foto Clube do Espírito Santo.

20 CLICK*)

Até o dia 15 de junho, os visitantes poderão conferir as 48 fotos realizadas desde a década de 40, reunidas pelos curadores Apoena Medeiros e Carla Osório, que escolheram imagens e fotógrafos que fossem representativos dos diversos momentos de criação do movimento fotoclubista capixaba. Destaque para os trabalhos de Pedro Fonseca, com imagens raras de Vitória realizadas

Edição 1, 07 de julho de 2007


entre as décadas de 40 e 50, e para o estilo de vanguarda dos fotógrafos Nilton Pimenta e Júlio Cesar Pagani, nos anos 70. Foto Clube do Espírito Santo é realizada pelo Instituto Geração e é patrocinada pela Secretaria de Estado da Cultura, Secretaria de Estado do Turismo e pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes). A iniciativa faz parte do projeto Vitória Foto, que realiza diversas mostras simultâneas em vários pontos da cidade.

26 famosos Salões Capixabas de Arte Fotográfica, sendo os primeiros de âmbito nacional, e os de 1948 a 1978 de cunho internacional, esses reconhecidos pela Federação Internacional de Arte Fotográfica (FIAP). Os fotoclubistas realizaram ainda a I Exposição de Arte Fotográfica da Cidade de Guarapari, em 1971, além de ministrarem cursos de iniciação ao tema. Em 1968, promoveu em Vitória, a V Bienal de Arte Fotográfica Brasileira, cuja extensa pro-

gramação, atraiu a participação e presença dos mais notáveis artistas da arte fotográfica brasileira. O fotoclubismo começou a perder as forças por volta de 1980, o que refletiu diretamente nas suas atividades no Espírito Santo. Apesar do fechamento de seus principais incentivadores, a sede do Foto Clube ainda funciona, o laboratório para preto e branco é mantido, e o arquivo das fotografias dos sócios está em boas condições. *)

Foto Clube O Foto Clube foi fundado em 23 de maio de 1946 a partir do interesse por fotografia de vários jovens que freqüentavam uma loja de equipamentos e materiais fotográficos, o Empório Capixaba. Entre os entusiastas, estavam Magid Saade, Pedro Fonseca, Érico Hauschild, Dolores Bucher, Ugo Musso, Décio Lírio e Finn Knudsen. Juntos, eles organizaram uma exposição denominada “I Exposição de Arte Fotográfica de Amadores”, inaugurada em 25 de dezembro de 1945, em uma loja da Praça Oito, no Centro de Vitória. Dessa experiência nasceu o Foto Clube do Espírito Santo, cuja primeira assembléia ocorreu em 23 de maio de 1946, numa sala do Edifício Centenário, também na Praça Oito, onde funcionava o escritório da Cosmos Capitalização. Entre as atividades do Foto Clube do Espírito Santo, destaque para os

Edição 1, 07 de julho de 2007

CLICK*) 21


Revista Click  

Revista elaborada para disciplina de Gráfica 1 do curso de Desenho Industrial no ano de 2008. Equipe: Leandro Niero Juliana Tinoco