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SINDLOC SP Ano XIX – Edição 163 - 2014

RUMOS DO BRASIL

VSǧLI.XS Perspectivas econômicas no país sob a governança, mais uma vez, de Dilma Rousseff

Salão do Automóvel: lançamentos atraentes para as locadoras Conselho Jurídico do Sindloc-SP atua para solucionar gargalos do setor

Sindicato das Empresas Locadoras de Veículos Automotores do Estado de São Paulo


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EDITORIAL

Mudanças foram prometidas, e VAMOS COBRAR AS PROMESSAS Durante a campanha para a PresidĂŞncia da RepĂşblica, talvez mudança tenha sido a palavra mais decantada pelos trĂŞs principais candidatos. Derrotada no primeiro turno, Marina Silva (PSB) a adotou como sloJan. 1o seJundo turno, Dilma RousseÎ? (P7) e $ÂŤcio 1eves (PSDB) Ξzeram de tudo para convencer os brasileiros de que cada um representava a mudança aclamada nas manifestaçþes que sacudiram o paĂ­s de norte a sul em junho do ano passado. $Jora, tem inĂ­cio uma nova etapa. ( a e[pectativa de todos ÂŤ que se cumpra o prometido, que as mudanças se concretizem, para que o Brasil volte a crescer. Mas isso depende essencialmente de como a presidente Dilma interpretarĂĄ o resultado apertado das urnas: se como uma carta branca para prosseguir com a atual polĂ­tica ou se que um nĂşmero considerĂĄvel de brasileiros anseia por novas diretrizes que reconduzam o paĂ­s na rota do crescimento. Mudanças sĂŁo imprescindĂ­veis e urgentes. Para voltarmos a ser uma das mais relevantes economias da $mÂŤrica /atina, nĂŁo hĂĄ tempo a perder. $ economia estĂĄ estagnada, a ta[a de juros ÂŤ alta e a inÎ&#x;ação bate no teto da meta, quando nĂŁo o ultrapassa, e as contas pĂşblicas nĂŁo fecham. O paĂ­s nĂŁo pode esperar 2015. (m seu discurso da vitÂľria, diante de militantes eufÂľricos, Dilma pediu paz e uniĂŁo e aΞrmou que farĂĄ reformas na polĂ­tica e na economia. Mas, a declaração do ministro da Fazenda demissionĂĄrio *uido Mantega, na primeira entrevista coletiva apÂľs a reeleição, de que o resultado das urnas ÂŤ uma aprovação da atual polĂ­tica ÂŤ, no mĂ­nimo, preocupante. Dei[a no ar as promessas de campanha. Mudar e[ige mais do que palavras, requer coragem e, sobretudo, vontade polĂ­tica. Mas, do palanque atÂŤ hoje, tivemos apenas palavras. Ou melhor, tivemos anĂşncios de aumentos da ta[a de juros e dos combustĂ­veis. Outros mais virĂŁo, a começar pela sobreta[a de energia elÂŤtrica. Muito se comentou sobre a diΞculdade de um se[agenĂĄrio de mudar seu estilo, principalmente em se tratando de uma estadista com a personalidade forte como a de nossa presidente. Com fama de durona, Dilma RousseÎ? foi rotulada pelo prestigiado jornal brit¤nicoɧH*XDUGLDQcomo a ĹŚdama de ferroŧ brasileira, numa alusĂŁo ¢ e[-premiĂŞ da *rĂŁ-Bretanha, Margareth Čˆatcher, antes mesmo de assumir o primeiro mandato. O governo tem a obrigação moral de, pelo menos, sinalizar o que pretende fazer, como e quando o farĂĄ e, acima de tudo, quem comandarĂĄ a economia. (nquanto Dilma nĂŁo anunciar oΞcialmente a sua equipe, em especial os nomes para a Fazenda, o Planejamento e o Banco Central, todos os setores da sociedade ΞcarĂŁo estĂĄticos, sem pistas sobre o que nos aguarda atÂŤ 201. Como cidadĂŁos, empresĂĄrios e representantes da maior frota de veĂ­culos do paĂ­s, nÂľs do Sindloc-SP temos o dever de cobrar as promessas de campanha e vamos fazĂŞ-lo. Unidos, faremos valer nossa força e ajudaremos o Brasil a crescer. Eladio Paniagua Junior Presidente do Sindloc-SP

EXPEDIENTE A Revista Sindloc SP Ê uma publicação do Sindicato das Empresas Locadoras de Veículos Automotores do Estado de São Paulo, distribuída gratuitamente a empresas do setor, indústria automobilística, indústria do turismo, executivos financeiros e jornalistas.

Presidente: Eladio Paniagua Junior Diretor Financeiro: Luiz Carlos de Carvalho Pinto Lang Diretor Secretårio: Paulo Miguel Jr. Consultor de Gestão: Luiz Antonio Cabral Conselho Fiscal: Flåvio Gerdulo, Paulo Gaba Jr. e Paulo Hermas Bonilha Júnior Produção Editorial: Scritta – www.scritta.com.br Coordenação: Leandro Luize Redação: Bete Hoppe, Dalton Almeida e Katia Simþes Revisão: Júlio Yamamoto Diagramação: Graziele TomÊ - ECO Soluçþes em Conteúdo - www.ecoeditorial.com.br

Jornalista Responsåvel: Paulo Piratininga - MTPS 17.095 piratininga@scritta.com.br Impressão: Gråfica Revelação Tiragem: 5 mil exemplares Circulação: distribuição eletrônica para 7 mil leitores cadastrados Endereço: Praça Ramos de Azevedo, 209 – cj. 22 e 23 Telefone: (11) 3123-3131 E-mail: secretaria@sindlocsp.com.br É permitida a reprodução total ou parcial das reportagens, desde que citada a fonte.

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SUMĂ RIO

06 COLUNA TRĂ‚NSITO Com a /ei n| 12.1, em vigor desde 1| de novembro, as multas estĂŁo mais caras. $lerte seu cliente

08 LANÇAMENTOS 2̡ edição Salão do $utom¾vel de São Paulo traz modelos interessantes para as locadoras

12 CENĂ RIO Dilma reeleita presidente: o que o Brasil pode esperar do resultado das urnas?

20 L�DER SETORIAL Sindloc-MG busca consolidar a cultura da locação de veículos no estado

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GESTĂƒO O que motiva o trabalhador brasileiro no sÂŤculo 21

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JUR�DICA 1ª Reunião do Conselho Jurídico do Sindloc-SP deΞne açþes para agilizar os gargalos do setor


INFORMAÇÕES ÚTEIS

LEGISLAÇÃO Menos burocracia para retomar veículo

RANKING Os mais vendidos em outubro

Desde 1 de novembro, Ξcou mais fácil para o banco retomar veículos com pagamentos do Ξnanciamento atrasados. $ partir dessa data, vigoram novas regras de alienação Ξduciária, que atualizam a legislação de recuperação de bens em casos de inadimplência. $gora, o banco pode comunicar o devedor da mora por meio de notiΞcação e[trajudicial, o que antes era feito em cartµrio, e requerer na Justiça o mandado de busca e apreensão do veículo, o que tamb«m pode ser feito em outra comarca, caso o carro seja localizado em cidade distinta de onde corre o processo — antes, valia apenas para a cidade onde o mandado foi e[pedido. O banco pode, ainda, requerer RQOLQH a penhora de valores do devedor mantidos em outra instituição, sem precisar entrar com ação judicial. Segundo a $ssociação Nacional dos Fabricantes de 9eículos $utomotores ($nfavea), com a desburocratização da legislação, o prazo para recuperação de automµveis, que hoje passa de sete meses, poderá ser reduzido para dois ou três meses.

Pelo quinto mês consecutivo, o Fiat Palio foi o veículo mais vendido, de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de 9eículos $utomotores (Fenabrave), seguido do Chevrolet Oni[ e da picape Fiat Strada, enquanto o 9olNsZagen Gol Ξcou na quarta posição. No geral, as vendas de automµveis e comerciais leves no Brasil subiram ,15 na comparação com o mês de setembro. Mas houve quase  de queda no comparativo com o mesmo período de 201. RANKING

MARCA

EMPLACAMENTO

º

Fiat Palio

.

º

GM Onix

.

º

Fiat Strada

.

º

VW Gol

.

º

Fiat Uno

.

º

Hyundai HB

.

º

VW Fox/Cross Fox

.

º

Ford Ka

.

º

VW Saveiro

.

º

GM Prisma

.

SINIAV Chip de identificação veicular O prazo para a implementação do Sistema Nacional de ,dentiΞcação $utomática de 9eículos (Siniav) « at« o segundo semestre do ano que vem, mas, at« agora, ele « usado apenas pela iniciativa privada. (ssa tecnologia « um grande avanço para melhorar a gestão da frota, pois permite saber se o veículo tem pendências de ,P9$ ou se foi roubado. $pesar de a lei para implantar o chip de identiΞcação veicular vigorar desde 200, o Departamento (stadual de 7r¤nsito de São Paulo (Detran-SP) alega que ainda estuda o impacto econ¶mico e a viabilidade t«cnica do dispositivo eletr¶nico.

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COLUNA TRĂ‚NSITO

Multas mais caras Desde 1|11201 está em vigor a /ei n| 12.1, que promoveu alteração nos valores das multas para algumas infrações e tamb«m no Capítulo ;,; do Cµdigo de 7r¤nsito que trata dos crimes de tr¤nsito, punindo mais severamente práticas que envolvem rachas e ultrapassagens perigosas, entre outras. Com relação às multas, fazemos uma ponderação que num passado não muito distante elas representavam um poder aquisitivo no mínimo 120 superior. Muitas pessoas nem sequer sabem o significado de Unidade Fiscal de Referência (Ufir), que era um cálculo que tinha a finalidade de fazer automaticamente a atualização monetária na «poca em que a infração galopava. O legislador estabeleceu no artigo 25 do Cµdigo de 7r¤nsito os referenciais de valores das multas, conforme a gravidade, em Ufir, para gravíssimas, graves, m«dias e leves, respectivamente 10, 120, 0 e 50 Ufirs. Ocorre que, em outubro de 2000, portanto há 14 anos, a Ufir foi e[tinta e, apesar da autorização concedida pelo mesmo art. 25 que outro índice de correção fosse aplicado, isso não ocorreu nesse período. Como várias infrações cuja penalidade foi majorada ocorrem em rodovias, em especial aquelas relacionadas com ultrapassagens, não se pode esquecer de que em rodovias o agente fiscalizador pode fazer a autuação assistindo às imagens captadas por c¤meras de monitoramento que se encontram nas Centrais de Controle Operacionais (CCOs), principalmente em rodovias em que se cobra pedágio, portanto « importante saber que você pode não ver o policial, mas ele pode vê-lo. Veja a seguir a variação dos valores das multas de tr¤nsito:

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Marcelo JosÊ Araújo Advogado, consultor do S,1'/2&ŠSP e Sresidente da Comissão de Trânsito da OAB/PR

DESCRIĂ‡ĂƒO DA INFRAĂ‡ĂƒO

GRAVIDADE A PARTIR DE 01/11/14

VALOR A PARTIR DE 01/11/2014

disputar corrida por espírito de emulação

gravĂ­ssima ď™„ď™ƒx

R$1.915,40

promover na via competição esportiva sem permissão

gravĂ­ssima ď™„ď™ƒx

R$1.915,40

promover na via eventos organizados sem permissĂŁo

gravĂ­ssima ď™„ď™ƒx

R$1.915,40

promover na via exibição e demonstração de perícia em manobra de veículo s/perm

gravĂ­ssima ď™„ď™ƒx

R$1.915,40

participar na via como condutor em competição esportiva, sem permissão

gravĂ­ssima ď™„ď™ƒx

R$1.915,40

participar na via como condutor em evento organizado, sem permissĂŁo

gravĂ­ssima ď™„ď™ƒx

R$1.915,40

participar como condutor exib/demonst perĂ­cia em manobra de veic s/ permissĂŁo

gravĂ­ssima ď™„ď™ƒx

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utiliz veĂ­c demonst/exibir manobra perig/ arrancada brusca/derrapagem ou frenagem

gravĂ­ssima ď™„ď™ƒx

R$1.915,40

forçar passagem entre veícs trans sent opostos na iminência realiz ultrapassagem

gravĂ­ssima ď™„ď™ƒx

R$1.915,40

ultrapassar pelo acostamento

gravĂ­ssima ď™ˆx

R$ 957,70

ultrapassar em interseçþes

gravĂ­ssima ď™ˆx

R$ 957,70

ultrapassar em passagem de nĂ­vel

gravĂ­ssima ď™ˆx

R$ 957,70

ultrapassar pela contramĂŁo nas curvas sem visibilidade suficiente

gravĂ­ssima ď™ˆx

R$ 957,70

ultrapassar pela contramĂŁo nos aclives ou declives, sem visibilidade suficiente

gravĂ­ssima ď™ˆx

R$ 957,70

ultrapassar pela contramĂŁo nas faixas de pedestre

gravĂ­ssima ď™ˆx

R$ 957,70

ultrapassar pela contramĂŁo nas pontes

gravĂ­ssima ď™ˆx

R$ 957,70

ultrapassar pela contramĂŁo nos viadutos

gravĂ­ssima ď™ˆx

R$ 957,70

ultrapassar pela contramĂŁo nos tĂşneis

gravĂ­ssima ď™ˆx

R$ 957,70

ultrapassar pela contramĂŁo veĂ­culo parado em fila junto sinal luminoso

gravĂ­ssima ď™ˆx

R$ 957,70

ultrapassar pela contramĂŁo veĂ­culo parado em fila junto a cancela/porteira

gravĂ­ssima ď™ˆx

R$ 957,70

ultrapassar pela contramĂŁo veĂ­culo parado em fila junto a cruzamento

gravĂ­ssima ď™ˆx

R$ 957,70

ultrapassar pela contramão veíc parado em fila junto qq impedimento à circulação

gravĂ­ssima ď™ˆx

R$ 957,70

ultrapassar pela contramĂŁo linha de divisĂŁo de fluxos opostos, contĂ­nua amarela

gravĂ­ssima ď™ˆx

R$ 957,70


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LANÇAMENTOS

A força do mercado automotivo

NO SALĂƒO DO AUTOMĂ“VEL O evento na capital paulista foi um dos maiores da histĂłria e apresentou perspectivas para 2015 O 2| SalĂŁo do $utomÂľvel de SĂŁo Paulo atraiu mais de 50 mil visitantes em sua Ăşltima edição, encerrada no inĂ­cio de novembro. $s montadoras trou[eram muitas das novidades que vĂŁo chegar ao mercado no ano que vem, mesmo que as perspectivas econĂ´micas nĂŁo sejam as melhores para os prÂľ[imos meses. Foram 54 veĂ­culos e[postos, 42 a mais que os da edição de 201, e, ao contrĂĄrio da forte presença dos KDWFKV em 2012, neste ano os utilitĂĄrios esportivos vieram em peso. $ grande maioria, inclusive, com previsĂŁo de vendas no Brasil jĂĄ em 2015. (ntretanto, nĂŁo faltaram modelos que podem ser interessantes para compor a renovação de frotas nas locadoras. ConΞra o que as principais montadoras apresentaram:

FIAT $ montadora trou[e novidades interessantes para o setor de locação. Uma delas foi o IDFHOLIW do Bravo, que em sua nova versão trarå retrovisor e[terno direito com função WLOWGRZQ — tecnologia que o abai[a automaticamente quando a r  acionada e facilita a visualização do meio-Ξo em manobras —, um novo sistema multimídia, com tela /CD WRXFKVFUHHQ, telefone no volante multifuncional, c¤mera de r integrada e sistema de navegação GPS. 7odos são atributos opcionais que valorizam ainda mais o modelo. Paulo Sorge, diretor de vendas diretas da Fiat, destaca que a marca trou[e novidades ao mercado du-

rante todo o ano de 2014, como o Novo Uno 2015 (em setembro), o Fiat Doblò 2015 (em agosto) e o Fiat :eeNend 2015 (em junho). Ō7emos muitas opçþes para frotistas por e[emplo: o Novo Uno 2015, que  o primeiro carro nacional a usar a tecnologia 6WDUW 6WRS destacando-se por sua economia. O Fiat Bravo, referência em segurança, conforto e qualidade. O Doblò, com espaço interno para transportar at sete pessoas, alto nível de conforto, e[celente capacidade de carga e agradåvel dirigibilidade. 7emos ainda o :eekend, o Palio — campeão de vendas nos últimos cinco meses —, a pick-up Strada e o Uno Vivace, atendendo a diversos perΞs de frotistasŧ, analisa.

VOLKSWAGEN $ gigante alemĂŁ apresentou novidades que jĂĄ podem ser encontradas nas concessionĂĄrias: os modelos Cross Fo[ e Cross Up. $mbos reforçam, com um ar RĐĽURDG dois designs que se Ξrmaram bem no mercado nacional e que em suas versĂľes urbanas possuem grande Î&#x;e[ibilidade para aplicação frotista. $ versĂŁo esportiva do Up apresenta o conteĂşdo tecnolÂľgico equivalente ao da versĂŁo KLJK Up, com computador de bordo, quadro de instrumentos com conta-giros, relÂľgio digital e indicador de temperatura e[terna, entre outros. $ marca, reconhecida pela eΞciĂŞncia de seus carros, bom acabamento e Âľtimo preço de revenda, continua como uma das mais adequadas aos grandes compradores.

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&+(952/(7Ě?*0Ě‘ $ Chevrolet trou[e toda a sua nova linha de produtos, com prÂŤ-estreias do novo Cruze e do Spin $ctiv, que chegarĂŁo atÂŤ o Ξm do ano Ă s lojas. O portfÂľlio da marca mostrou que ÂŤ um dos mais completos do paĂ­s e e[ibiu sucessos de venda, como Oni[, Prisma, S10, Classic, Cobalt, Celta, Montana, 7racker, 7railblazer e Captiva. Um desses sucessos, o Oni[, que jĂĄ tem como diferencial a possibilidade de vir com o sistema 0\/LQN em sua linha 2015, trarĂĄ como novidade a introdução do controle de ĂĄudio no volante em modelos 1.4, com c¤mbio automĂĄtico de seis velocidades. $lÂŤm disso, o ar-condicionado tornou-se item de sÂŤrie (um bĂ´nus tambÂŤm oferecido para o Prisma, Classic e Celta), e ele trarĂĄ um alerta sonoro de nĂŁo utilização do cinto pelo motorista. $tributos interessantes para um carro com potencial demanda no setor da locação.

TOYOTA $ montadora japonesa e[pôs toda a sua linha de produtos no salão, incluindo a recm-lançada versão Platinum da linha (tios 2015, o Corolla e o Camr\, um sedã e[ecutivo importado do Japão. $s novidades Ξcaram por conta da +ilu[ /imited (dition, a mais nova versão da picape mdia, que incorpora de srie acess¾rios que transmitem mais robustez e e[clusividade, e da +ilu[ SRV Fle[fuel 4[2, com transmissão automåtica, recentemente apresentada no Brasil. Vale destacar que a linha +ilu[ Diesel e Fle[fuel tem 14 versþes para atender ao amplo perΞl do consumidor de picapes mdias e favorece a melhor opção para frotistas que atendam empresas com esse tipo de demanda.

Rubens Santini, gerente-geral de vendas diretas da 7o\ota do Brasil, destacou que a diversidade e a qualidade da marca são ideais para o setor de locação. Ō7odos os nossos veículos possuem características desejadas pelo segmento frotista: qualidade, durabilidade e conΞabilidade. São vårios modelos: o (tios KDWFK ou sedã, para o aluguel diårio e utilização corporativa nas åreas de operação e vendas; as robustas picapes +ilu[, para o trabalho pesado; ou os conΞåveis e lu[uosos sedãs Camr\ e Corolla, para o uso e[ecutivo. 7odos são construídos visando a proporcionar ao cliente a melhor e[periência de compra e propriedade, perseguindo nosso objetivo de ter o cliente para toda a vidaŧ, e[plica o e[ecutivo.

FORD Com a presença de e[ecutivos de peso, como Steven $rmstrong, o presidente da companhia para a $mÂŤrica do Sul, a Ford marcou presença no SalĂŁo do $utomÂľvel 2014 trazendo boas notĂ­cias para o setor frotista, com a apresentação dos novos modelos Ka KDWFK com as motorizaçþes 1.0 e 1.5, e o Ka+, o sedĂŁ que valoriza o motor e, principalmente, o espaço interno. $mbos tambÂŤm contam com sensor de estacionamento e espelho retrovisor com c¤mera de rÂŤ. (les foram projetados para fazer parte da linha global da empresa, e a perspectiva ÂŤ que sejam produzidos em grande escala e, com isso, tornem-se populares. O que, provavelmente, se desdobrarĂĄ em preços acessĂ­veis e adequados Ă

composição de frotas. (ntre os 2 modelos em e[posição, o Fusion 2015 foi outra novidade e promete vir com uma tecnologia de segurança inÂŤdita: um cinto de segurança traseiro inÎ&#x;ĂĄvel. $ montadora americana, que lançou cerca de 22 modelos na $mÂŤrica /atina em 2014, trabalhou para que a participação no evento entrasse para a histÂľria como a mais completa jĂĄ feita pela Ford no Brasil. Foram 2.50 metros quadrados de estande repletos de recursos interativos que permitiram ao pĂşblico e[perimentar, por e[emplo, como ÂŤ dirigir o Novo Ka, conhecer os equipamentos de segurança, como DLUEDJV, e utilizar tecnologias como o S<N app/ink, disponĂ­vel em diversos modelos. O sistema, um grande diferencial da marca, oferece a possibilidade de sincronizar smartphones por meio de aplicativos que respondem por meio de voz. Com a garantia de que o prÂľ[imo ano reserva ainda mais novidades, a gigante americana surpreendeu o pĂşblico e e[ibiu modelos como o NeZ Fiesta +atch, o NeZ Fiesta Sedan, o Focus +atch, o Focus Sedan, o Fusion Fle[, o Fusion (coBoost, o Fusion +\brid, o (coSport, a Ranger Sport e a Ranger Cabine Dupla. REVISTA SINDLOC

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LANĂ&#x2021;AMENTOS

NISSAN O March $ctive, agora com produção nacional e focado na versão de entrada, foi o grande destaque na participação da Nissan no salão. O modelo com acabamento cuidadoso e mesmo design do importado do M[ico jå vem equipado com ar-condicionado, ar quente, vidros dianteiros com função toque e retrovisores e[ternos eltricos, alm de muito conforto por uma fai[a de preço competitiva e adequada ao

mercado de locação. O estande tambÂŤm contou com superesportivos, como G7-R, que mostraram a capacidade tÂŤcnica e tecnolÂľgica da montadora. Uma premiação durante o evento, o CONP(7, mostrou como a marca investe em bons motores. $ conquista reconhece a eÎ&#x17E;ciĂŞncia energÂŤtica dos veĂ­culos Nissan comercializados no mercado brasileiro. No estande, os representantes do Instituto Nacional de Metrologia, 4ualidade e 7ecnologia (Inmetro) e da Petrobras entregaram o trofÂŤu para o presidente da Nissan do Brasil, François Dossa, e ao FKDLUPDQ da montadora para a $mÂŤrica /atina, JosÂŤ /uis Valls.

RENAULT Com diversos modelos e[ibidos, a montadora francesa destacou sua aliança com a Nissan e apresentou quatro modelos de carros elÂŤtricos, parte de seu crescente portfÂľlio verde para o futuro. Sem esquecer, ÂŤ claro, do presente, trou[e o Fluence reestilizado, com a manutenção das conÎ&#x17E;guraçþes jĂĄ conhecidas. Destaque para os itens que facilitam o dia a dia, como a e[clusiva função ZDONDZD\FORVLQJ, que permite o travamento das portas e o recolhimento automĂĄtico dos retrovisores sem que o motorista faça nenhum movimento, bastando se afastar do veĂ­culo. O novo Sandero Stepway, que teve a prÂŤ-venda em outubro, ÂŤ outra opção da marca, principalmente para o UHQWDFDU ĹŚ(m 2015, os locadores terĂŁo mais condiçþes de se organizar e renovar suas frotas, pois os preços do Fluence nĂŁo sofrerĂŁo mudançasŧ, promete $le[andre Oliveira, gerente de vendas a empresas da Renault, em um anĂşncio positivo para o setor.

HYUNDAI Cada vez mais forte no mercado nacional, a montadora coreana chamou a atenção com a apresentação do carro conceito +B20 R-Spec, dei[ando no ar uma possĂ­vel reestilização de seu sucesso de vendas nacional, o +B20. (ste Ăşltimo, feito sob medida ao gosto brasileiro, jĂĄ ÂŤ um dos carros de maior presença no setor frotista. Segundo Casey +yun, designer-chefe da montadora, o modelo estĂĄ em contĂ­nuo processo de aperfeiçoamento com a preocupação de atender a todas as necessidades especĂ­Î&#x17E;cas dos usuĂĄrios brasileiros e caracterĂ­sticas do mercado nacional. (is um dos segredos da força do +B20 para as necessidades da locação: agregar diferencias tÂŤcnicos e estÂŤticos de acordo com o interesse dos clientes, alÂŤm de custo-benefĂ­cio adequado Ă s empresas. $ marca ainda lançou o Veloster turbo e e[ibiu o novo Genesis, um modelo top de linha adequado para locação e[ecutiva.

RESULTADO O evento ainda gerou 0 mil empregos diretos, tendo a participação de 2,5 de visitantes vindos de outras localidades e que Î&#x17E;caram na cidade, em mÂŤdia, durante dois dias e meio, com despesas diĂĄrias de R  por pessoa. Sem dĂşvida, um movimento que beneÎ&#x17E;ciou locadoras locais. Vale destacar tambÂŤm que a diretoria do Sindloc-SP marcou presença em diversos eventos especiais promovidos pela

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Fiat, Ford e Nissan. Nessas oportunidades, se fez acompanhar de um grande contingente de empresårios paulistas de seu setor. $ avaliação geral  que a última edição do Salão do $utom¾vel de São Paulo trou[e consideråvel quantidade de novidades para o mercado automotivo, vårias das quais potencialmente úteis para a locação e que mostraram a força brasileira, mesmo em tempos econômicos de magras perspectivas.


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Istock

CENÁRIO

O Brasil frente ao

fantasma da indefinição Situação econômica brasileira pós-reeleição de Dilma Rousseff é de desafios e dúvidas

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7erminada uma das eticamente mais reprováveis campanhas eleitorais que se tem notícia na histµria da democracia brasileira, a situação econômica do Brasil « a grande incµgnita a assombrar os empresários brasileiros, inclusive, os do setor da locação. $ Revista Sindloc-SP ouviu economistas, a perspectiva de algumas montadoras e acompanhou a última coletiva mensal da $ssociação Nacional de Fabricantes de Veículos $utomotores ($nfavea) na intenção de traçar um panorama do que se pode esperar para os prµ[imos anos. $l«m de identificar quais são os principais problemas macroeconômicos que estão no meio do caminho nacional de busca por crescimento.


INFLAÇÃO e[emplo, e[portamos 50 mil unidades. Se tirarmos os picos O dragão que atormentou da ta[a de c¤mbio daquele ano e levarmos em conta a m«dia, a economia brasileira por ele era de R$ 2,50, como a de hoje. Oras, passaram-se 10 anos, d«cadas está cada vez mais como compensar o custo acumulado nesse período? $ verdainquieto e as medidas econô- de « que o c¤mbio « algo complicado, para e[portadores ele micas tomadas pelo governo desvalorizado « interessante, mas não « tudo nem resolve tomal conseguem manter os ín- dos os problemas do setor automotivo “, e[plica o /uiz Moan, dices dentro do teto da meta presidente da entidade. de ,5, em vez do centro de 4,5. $ divulgação recente de REFORMAS um relatµrio da Organização para Cooperação e DesenvolvimenO desenvolvimento ecoto (conômico (OCD(), que mostrou que a inflação mundial caiu nômico do setor de locação pelo quarto mês seguido em novembro, enquanto no Brasil sufrotista está profundamente biu, coloca em [eque a e[plicação de que o país « mera vítima de relacionado à prµpria din¤mica uma renitente crise financeira mundial. $ resposta do governo econômica, o crescimento das foi o aumento dos juros – em clara oposição ao prometido em empresas e a disponibilidade campanha -, mas que pode ser sµ um movimento na tentativa de cr«dito, fatores indispensáde melhorar a confiança do mercado nas intenções governistas. veis para a manutenção da dePara $dolfo Sachsida, doutor em economia pela Universidade manda e a viabilização da renode Brasília e com passagem pelo Ipea, a inflação ainda irá subir, vação de frotas. Para que a economia empacada saia do lugar, uma como refle[o de um necessário ajuste fiscal.Ŧ O ajuste fiscal « s«rie de reformas são consideradas indispensáveis. Para Sachsida, a inevitável e acredito que o governo Dilma o fará por meio da tributária e trabalhista são fundamentais para garantir a competiinflação, ao tolerar um índice de  e contar com ela para tividade das empresas nacionais. “2015 será o ano do ajuste, ajustar as contas públicas. Desnecessário dizer que « ilusão acreditar que o consumo vá se recuperar ano essa medida « absurdamente errada e penalizará o que vem. Infelizmente, a produtividade da indústria segmento mais pobre da população”, alerta. brasileira « muito bai[a e isso diΞculta o acesso de Mais pragmático, Ricardo $morim, economista produtos brasileiros ao e[terior. Reformas tributáC(O da Ricam Consultoria, articulista da 5HYLVWD rias, trabalhistas e uma forte redução na burocracia ,VWR‹ e comentarista da *ORER1HZV, acredita que são indispensáveis para recuperarmos a competitiainda « cedo para definir qual será o rumo da povidade. $liado a isso, o Brasil precisa promover uma lítica econômica no segundo mandato petista. “De Adolfo Sachsida, forte abertura econômica”, vaticina. doutor em economia pela fato, na primeira semana de governo, vários ajus- Universidade de Brasília Para $morim, as reformas precisam ser profundas, tes importantes e necessários foram feitos, aliás, abarcando a previdência, que, devido à sua divisão at« parece, frente às declarações feitas pela presidente durante entre regras para servidores públicos e privados, apresenta um d«a campanha, que quem foi eleito foi o $«cio Neves. (la o acu- Ξcit anual de 100 bilhões de reais. São necessários ajustes nas leis sava dizendo que ele aumentaria o preço da gasolina, elevaria o trabalhistas, que encarecem a mão-de-obra e a produtividade, e a juros, entregaria a condução da política econômica nacional aos redução drástica da carga tributária. 7odas, como vias para aumenbanqueiros. Mas na primeira semana, o que vimos foi o aumento tar a competitividade brasileira e sua credibilidade como economia. do preço do combustível, elevação dos juros e um convite para “Durante mais de duas d«cadas, fui responsável por áreas de mero presidente do maior banco privado brasileiro assumir o Minis- cados emergentes em instituições Ξnanceiras e acompanhei centet«rio da Fazenda, mas que acabou recusado. Creio que o fator nas de eleições. Creio ter sido a primeira vez que vi um candidato determinante para que saibamos a linha nos prµ[imos anos « da situação com o slogan “mudança”. Isso chama a atenção, « o requem será a equipe econômica”, comenta. conhecimento de que o modelo econômico atual está esgotado e $t« mesmo para a $nfavea, que com um c¤mbio deprecian- precisa ser mudado. São pontos claros, por e[emplo, as s«rias diΞdo o real vê algum favorecimento nas e[portações, a questão culdades causadas por nossa carga tributária elevadíssima, a terceira são reformas mais profundas. “O c¤mbio no curto prazo one- maior entre 14 países emergentes. Nossa infraestrutura entre as ra nosso custo de produção e a recente queda nele melhora piores do mundo e, tamb«m, a profunda falta de investimentos”, nossa competitividade para e[portação, mas não o suficiente descreve, e continua: “para se ter uma ideia, a China, no ano paspara melhorar nossa perspectiva no longo prazo. (m 2005, por sado, construiu o equivalente a toda a infraestrutura brasileira. Não REVISTA SINDLOC

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CENĂ RIO $inda assim, as grandes montadoras ainda sĂŁo positivas quanto ao futuro, pelo menos, do mercado automotivo. Para Rubens Santini, gerente-geral de Vendas Diretas da 7oyota do Brasil, apÂľs registrar em 201 seu melhor ano de vendas, com mais de 1 mil unidades vendidas e um crescimento de 55 CREDIBILIDADE E comparado a 2012, este ano a empresa projeta mais cresciPRODUTIVIDADE mento. â&#x20AC;&#x153;(speramos superar as vendas de 201, com 11 mil Um dos motivos pelos quais unidades e assim crescermos em torno de . Fora isso, para o Brasil sofre com redução as vendas ao setor de locação, pretendemos consolidar o (tios de seus mercados, bai[os Ă­n- como o melhor compacto no que se refere Ă relação custo-bedices de crescimento do seu nefĂ­cio e, em complemento, abastecer com grande volume as PIB â&#x20AC;&#x201C; nos Ăşltimos quatro anos locadoras e empresas com nossa +ilu[, com foco especial nas ocupa a posição 12 de 12 versĂľes orientadas ao trabalhoâ&#x20AC;?, projeta o e[ecutivo. economias â&#x20AC;&#x201D;, estĂĄ na bai[a JĂĄ para Paulo Sorge, diretor de vendas diretas da Fiat, embora produtividade nacional e na as vendas do setor como um todo tenham se retraĂ­do em neste constante queda de sua credibilidade interna e e[terna. ano de 2014, o mercado ainda tem grande potencial. Se focarâ&#x20AC;&#x153;$ credibilidade brasileira esta indo por ĂĄgua abai[o. O aumen- mos no longo prazo, a tendĂŞncia ÂŤ de retomada da e[pansĂŁo. to da ta[a de juros nos (stados Unidos trarĂĄ sÂŤries dificuldades â&#x20AC;&#x153;O Brasil tem hoje um mercado interno de 200 milhĂľes de para o Brasil. Para recuperar a credibilidade ÂŤ fĂĄcil, basta com- habitantes e uma bai[a ta[a de desemprego. Isso significa batermos a inflação e reduzirmos o dÂŤficit pĂşblico, coisas que o que hĂĄ uma enorme demanda potencial latente no paĂ­s. governo atual nĂŁo fez nem irĂĄ fazerâ&#x20AC;?, prevĂŞ Sachsida, para quem Vale lembrar que o Brasil ainda tem um bai[o Ă­ndice de as falhas no combate a inflação e o bai[o crescimento econĂ´mi- motorização em relação Ă  sua população, com 4,4 habitantes co sĂŁo erros de polĂ­tica econĂ´mica nĂŁo admitidos pelo governo por veĂ­culoâ&#x20AC;?, detalha. $s perspectivas do porta-voz da Fiat vĂŁo e, portanto, que nĂŁo serĂŁo reparados. ao encontro de recente estudo preparado pela $nfavea e â&#x20AC;&#x153;De fato, o Brasil perdeu, e muito, a credibilidade nestes apresentado por seu presidente na Ăşltima +arvard Ăşltimos anos, mas ele conta com uma posição priviBusiness Review Brasil. legiada, faz parte de um grupo de paĂ­ses que emâ&#x20AC;&#x153;Criamos uma equação que combina ta[a de bora nĂŁo seja o dos ricos e desenvolvidos, nem dos motorização com PIB SHU FDSLWD. No Brasil, tĂ­pequenos e em rĂĄpido crescimento â&#x20AC;&#x201C; sÂľ que com nhamos a dez anos atrĂĄs um Ă­ndice de motorização de  habitantes por veĂ­culo e ele caiu pouca participação no montante da economia glopara 5,1. $ projeção para 204 ÂŤ de 2,4. Com isso, bal â&#x20AC;&#x201D; estĂĄ no de membros (entre eles os Brics) que a e[pansĂŁo da frota brasileira serĂĄ de quase 40 mitĂŞm o potencial de fazer diferença, porque sĂŁo grandes Ricardo Amorim, economista CEO da lhĂľes de veĂ­culos. +ĂĄ muito mercado lĂĄ foraâ&#x20AC;?, cone ao mesmo tempo de bom potencial de crescimento Ricam Consultoria clui Moan. acelerado. O que isso signiÎ&#x17E;ca? 7emos potencial para $ perspectiva econĂ´mica brasileira, por ora, ÂŤ de indefinicrescer, para isso basta fazer as reformas e dar o choque de conÎ&#x17E;ança necessĂĄriaâ&#x20AC;?, vĂŞ $morim. $inda assim, o economista atenta para ção e se aguarda qual serĂĄ a diretriz primĂĄria a ser escolhio fato de que o aumento de salĂĄrios sem o devido crescimento da da pelo novo governo Dilma Rousseff. $s opçþes sĂŁo duas. produtividade â&#x20AC;&#x201D; que aconteceu no Ăşltimos anos â&#x20AC;&#x201D; ÂŤ um empeci- $ primeira ÂŤ a continuidade do movimento de centralização do controle da atividade econĂ´mica sob a batuta do governo lho para a melhora da competitividade nacional. federal e que trou[e os atuais estragos em inflação, produtiviMERCADO dade, credibilidade e infraestrutura. $ outra, ÂŤ um movimento Os dois economistas nĂŁo de liberalização do mercado, com reformas, redução de carga apostam na capacidade e in- tributĂĄria, menos â&#x20AC;&#x153;demonizaçãoâ&#x20AC;? do setor privado e investiteresse do governo federal mentos para garantir ao paĂ­s competitividade e credibilidade de efetivamente implantar as frente ao empresariado nacional e estrangeiro. O fantasma estĂĄ na sala, cabe agora aos empresĂĄrios, inclureformas nas ĂĄreas necessĂĄrias, situação que nĂŁo favore- sive da locação, a coragem de falar sobre ele e de pressionar ce desdobramentos positivos o governo para realinhar a proa da economia brasileira para longe do LFHEHUJda estagflação. para a economia. go 7ia

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bastasse, temos perdido milhares de empregos nas zonas urbanas das 12 maiores cidades brasileiras, compensados estatisticamente por empregos no interior, mas que pressionam a população urbana a Î&#x17E;car cada vez mais insegura com a condição econĂ´mica do paĂ­sâ&#x20AC;?.

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ARTIGO

Como promover sua empresa na mídia 4uer ampliar a visibilidade do seu negµcio? Pode parecer trabalhoso, caro e um tanto complicado, mas não «. O caminho das pedras não « nada tortuoso nem custa mundos e fundos. ‹ possível promover sua empresa a um custo bai[o, com ideias simples e um pequeno investimento de tempo. Utilize todas as peças de comunicação de sua empresa (cartões de visita, papel timbrado, e-mails, envelopes, recibos e outros documentos) como material promocional – sempre com um slogan, logomarca, site, endereço etc. 7amb«m pense em parcerias estrat«gicas com empresas que ofereçam produtos complementares ao seu. Desse modo, « possível ampliar o leque de serviços ao cliente e ter acesso a um novo grupo de consumidores. Sempre que possível, crie contatos com pessoas, instituições, fµruns e grupos de discussão relacionados ao seu negµcio. (screva artigos, ofereça-se para ministrar palestras, proponha debates sobre assuntos de sua área e fale a respeito da especialidade da empresa em reuniões e encontros profissionais. Isso produz verdadeira propaganda gratuita para a sua empresa e proporciona indicações diretas e indiretas de negµcios. Identifique-se sempre, para que saibam quem « você e para qual entidade ou empresa você trabalha. Os meios de comunicação merecem tamb«m muita atenção e podem abrir as portas para sua empresa. Quer ser fonte de notícias? (nvie à imprensa boas informações sobre a sua atividade. (las podem virar pauta em jornais, revistas, ZHEVLWHV, programas de 7V e outros veículos. Obviamente, as informações devem estar consolidadas em bom português. Outra dica: dados estatísticos e números comparativos atraem sempre a atenção de jornalistas. $rtigos bem elaborados e coerentes com sua especialidade são outra opção. (les são fáceis de publicar e muito bem-vindos em mídias segmentadas. Os únicos e mais pesados investimentos aqui são o seu tempo e a sua dedicação. Se a agenda anda apertada, uma das maneiras mais econômicas e ágeis de marcar presença na mídia « via assessoria de imprensa. Se os bons produtos, serviços ou feitos de sua empresa não são mencionados nem conquistaram reportagem sequer, então passou da hora de contar com o trabalho de uma consultoria para estreitar o relacionamento com os meios de comunicação.

/embra do prov«rbio “cresça e apareça”? Pois «, muitas empresas invertem a ordem e aparecem para crescer. Um trabalho contínuo de assessoria de imprensa « o caminho certo para e[por a imagem da empresa, apro[imando-a de seu público-alvo. O objetivo « criar alternativas para que os assuntos pertinentes e de interesse da empresa frutiΞquem e tragam bons resultados. Os assessores preparam todas as informações de interesse público, representam o cliente perante a imprensa, criam uma boa relação com o público interno e e[terno, e elaboram uma estrat«gia de comunicação para emplacar o cliente no meio impresso, na 7V e na rádio. $ preocupação constante em obter uma e[posição positiva na mídia torna os resultados mais eΞcazes e duradouros. Com um bom trabalho, em pouco tempo a empresa passa naturalmente a ser consultada para mat«rias e entrevistas. Os bons assessores sabem o momento de contatar um veículo e qual o melhor enfoque para cada mídia. 7amb«m ajudam o empresário com dicas de como se apresentar em entrevistas ou programas de 7V e orientam e conduzem eventuais processos de crise de imagem pública que venham a ocorrer. $ empresa tem a responsabilidade de au[iliar a assessoria, por meio de contatos semanais e pelo menos uma reunião mensal, a descobrir o que pode virar notícia. $o abrir as portas da companhia ao assessor, ele tende a detectar possibilidades de mat«ria que você jamais imaginaria e[plorar. Com esse respaldo, o assessor de imprensa não Ξca à espera de repµrteres à caça de novidades. (le mant«m contato, estabelece um calendário de almoços e visitas às redações, oferece ajuda e planta informações quentes sobre o setor de atuação do cliente, direcionando-as a um jornalistachave. $ssim, sua presença na mídia ganhará força e qualidade, e todos Ξcarão felizes para sempre.

Paulo Piratininga Jornalista, autor dos livros Como Usar a Mídia a seu Favor as Melhores Práticas para ser Notícia e Melhores Práticas para se Relacionar com a Imprensa amEos Sela C/A (ditora , e SroSriet£rio da Scritta Comunica©ão CorSorativa REVISTA SINDLOC

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isso, a competĂŞncia para inovar e transformar. O abstrato passou a pesar mais do que o concreto. â&#x20AC;&#x153;Nesse novo mundo, hĂĄ espaço para pessoas que trabalham em horĂĄrios regulares, em turnos errĂĄticos e as que deÎ&#x17E;nem a sua prÂľpria rotina, o local e o horĂĄrio de trabalhoâ&#x20AC;?, e[plica.

O trabalhador do sĂŠculo 21 O que motiva os profissionais brasileiros vai alĂŠm do salĂĄrio: envolve possibilidades de realização na carreira e na vida particular â&#x20AC;&#x153;$JHQWHQÂĽRTXHUVÂľGLQKHLURDJHQWHTXHU GLQKHLUR H IHOLFLGDGHŧ cantada pelos 7itĂŁs no Î&#x17E;m dos anos 10, poderia ser a trilha sonora de muitos trabalhadores do sÂŤculo 21. O que deseja o novo proÎ&#x17E;ssional, ganhar bem ou ter o talento reconhecido, um ambiente de trabalho saudĂĄvel ou Î&#x;e[ibilidade de horĂĄrio? 7udo isso e muito mais. (le quer ser feliz, realizado na carreira e na vida particular, quer usufruir tudo. NĂŁo adianta receber um polpudo salĂĄrio e nĂŁo ter tempo para a famĂ­lia nem para os amigos, o lazer, a educação, enÎ&#x17E;m, para desfrutar o dinheiro. ( novo nĂŁo signiÎ&#x17E;ca necessariamente uma pessoa jovem; aÎ&#x17E;nal, o homem moderno vive mais e trabalha alÂŤm dos 0 anos. De acordo com MariĂĄ Giuliese, psicÂľloga, psicanalista e diretora e[ecutiva da renomada consultoria em recursos humanos /ens Minarelli, as geraçþes < (os nascidos na dÂŤcada de 10) e = (entre 25 e 2 anos) almejam uma vida mais leve, que nĂŁo seja dedicada e[clusivamente ao trabalho, mas que permita ampliar o horizonte. â&#x20AC;&#x153;(les desejam a possibilidade de praticar outra atividade, como um hobby, pra-

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ticar esporte, estudar lĂ­nguas, por e[emplo. SĂŁo benefĂ­cios que vĂŁo retornar para a empresaâ&#x20AC;?, diz. 7odos querem, tambÂŤm, novas e[periĂŞncias e oportunidades de crescimento, nĂŁo apenas uma boa remuneração. Novas e[pectativas e oportunidades de trabalho introduziram importantes mudanças no apego aos cargos e na Î&#x17E;delidade Ă s empresas. Os salĂĄrios e os benefĂ­cios jĂĄ nĂŁo sĂŁo suÎ&#x17E;cientes para reter os jovens. /iberdade, horizonte de progresso, realização pessoal, Ă­mpeto reivindicatÂľrio, satisfação no trabalho e o enfrentamento de novos desaÎ&#x17E;os sĂŁo muito mais relevantes, o que nem sempre casa com a cultura das empresasâ&#x20AC;?, analisa JosÂŤ Pastore, professor titular da Faculdade de (conomia e $dministração e da Fundação Instituto de $dministração, ambas da Universidade de SĂŁo Paulo, e especialista em relaçþes do trabalho e recursos humanos. Para o professor Pastore, as novas tecnologias tornaram o trabalho moderno mais dependente de elementos intangĂ­veis. Nele predominam as idÂŤias, a criatividade, a capacidade de transformar informaçþes em conhecimentos e, com

PROFISSIONAIS MOTIVADOS (studos mostram que trabalhadores de alto-astral em um ambiente agradĂĄvel, ou seja, felizes no trabalho, produzem resultados melhores. Â&#x2039; o que aÎ&#x17E;rma Rosmary Delboni, gestora de responsabilidade social da Key $ssociados, empresa que atua no mercado de gestĂŁo de negÂľcios. â&#x20AC;&#x153;( aqueles que tĂŞm bai[a pontuação em ĹŁsatisfação com a vidaŤ, critÂŤrio testado com rigor pela prestigiada Gallup +ealthways, faltam ao trabalho, em mÂŤdia, 1,25 dia a mais por mĂŞs, o que representa 15 dias a menos de produtividade por anoâ&#x20AC;?, revela. ( completa: â&#x20AC;&#x153;com esse Ă­ndice alto, os proÎ&#x17E;ssionais tĂŞm maiores chances de receber avaliaçþes satisfatÂľrias de clientesâ&#x20AC;?. NĂŁo ÂŤ preciso muita pesquisa, pois quem trabalha sabe por e[periĂŞncia prÂľpria: felizes, produzimos mais e melhor. $pple e Google, por e[emplo, apostaram em ambientes de trabalho descontraĂ­dos, com salĂŁo de jogos, ĂĄreas para descanso e liberdade de vestuĂĄrio, entre outras inovaçþes. 7udo para dei[ar seus funcionĂĄrios satisfeitos e estimular a criatividade deles. Resultado: jovens mundo afora sonham em trabalhar nessas gigantes da internet. Segundo Filomena Chainho, diretora de operaçþes da $lbenture, empresa especializada em conciliação trabalho-famĂ­lia, as empresas tĂŞm se dado conta de que um ambiente agradĂĄvel melhora o desempenho proÎ&#x17E;ssional. â&#x20AC;&#x153;Isso se apro[ima do conceito de salĂĄrio emocional, que vai alÂŤm da remuneração; pode signiÎ&#x17E;car, por e[emplo, que a empresa disponibilize creche, para que as mĂŁes Î&#x17E;quem tranquilas e foquem a atenção no trabalhoâ&#x20AC;?, e[plica. Satisfeitos, os trabalhadores Î&#x17E;cam motivados, envolvem-se nas tarefas e sĂŁo mais prÂľ-ativos, o que abre espaço para que sejam criativos e produzam com mais qualidade, o que ÂŤ a base do sucesso de todo negÂľcio. â&#x20AC;&#x153;Os empresĂĄrios brasileiros jĂĄ estĂŁo antenados para a nova realidade, mas ainda tĂŞm muito a desenvolver nas relaçþes com seus colaboradoresâ&#x20AC;?, conclui MariĂĄ Giuliese.


JURĂ?DICA

Conselho JurĂ­dico jĂĄ estĂĄ em atividade Conselheiros elaboram pauta de açþes judiciais que serĂŁo patrocinadas pelo Sindloc-SP $ primeira reuniĂŁo do recÂŤm-constituĂ­do Conselho JurĂ­dico do Sindloc-SP realizou-se na Federação do ComÂŤrcio de Bens, Serviços e 7urismo do (stado de SĂŁo Paulo (FecomercioSP), em 1 de novembro. (stiveram presentes Christiano ;avier (diretor jurĂ­dico da /ocaliza), Bruno /afani (consultor jurĂ­dico da +ertz e membro do Juveniz Jr e Rolim Ferraz $dvogados), Marcio CaÎ?alcchio (consultor jurĂ­dico da Quality e membro do Moura e CaÎ?alcchio $dvogados), Daniel +uss (diretor da +S /ocadora), Paulo Bonilha Jr (diretor da 7ruck /ocadora), /uiz Carlos /ang (diretor da Caiena /ocadora), Fernando S. de Man (consultor jurĂ­dico do Sindloc-SP e coordenador da ĂĄrea tributĂĄria do escritÂľrio Queiroz e /autenschlÂŚger $dvogados), (ladio Paniagua Junior (presidente do Sindloc-SP) e /uiz $ntonio Cabral (diretor do Sindloc-SP). (stavam na pauta as açþes judiciais movidas pelo Sindloc-SP em andamento, as que deverĂŁo ser implementadas no curto prazo e as futuras açþes jurĂ­dicas que serĂŁo patrocinadas pelo sindicato. Sobre as açþes em andamento, que tratam da inconstitucionalidade dos artigos | e | da /ei nr 1.20, que dispĂľem, respectivamente, sobre o IPV$ ser devido ao estado em que o veĂ­culo circula e sobre o pagamento do IPV$ ser de responsabilidade de sÂľcios, administradores, gerentes e locatĂĄrios, o advogado Fernando S. de Man informou que ambas estĂŁo em fase de recurso e aguardam o julgamento dos recursos de apelação interpostos pelo Sindloc-SP. No tocante Ă s açþes a serem tomadas no curto prazo, o Sindloc-SP vai impetrar ainda neste ano dois mandados de segurança, ambos contra o Decreto n| 5.5, de 1121, promulgado pelo governo do estado de SĂŁo Paulo. Nos documentos serĂŁo discutidas as ilegalidades do decreto ao determinar que a redução da alĂ­quota de IPV$ de empresas locadoras nĂŁo ÂŤ aplicĂĄvel quando as empresas tĂŞm dÂŤbitos inscritos no Cadin e quando realizam a atividade de locação de veĂ­culo com motorista, equivocadamente classiÎ&#x17E;cada como transporte pela Secretaria da Fazenda (Sefaz). Outro tema em pauta foi a base de cĂĄlculo do PIS, CoÎ&#x17E;ns e IPI na compra de veĂ­culos pelas locadoras, principalmente em razĂŁo dos descontos concedidos pelas montadoras. ([plica-se: podem estar sendo cobrados valores acima dos devidos em relação a esses tri-

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butos. O conselho vai avaliar esse assunto com maior profundidade e propor um plano estratÂŤgico sobre como esse tema deverĂĄ ser trabalhado pelo Sindloc-SP, principalmente porque poderĂĄ envolver valores muito e[pressivos. (m relação Ă adoção de medidas judiciais contra notiÎ&#x17E;caçþes referentes a multas de tr¤nsito enviadas apÂľs o prazo legal de 0 dias, o advogado Bruno /afani informou que tem tido ĂŞ[ito em diversas açþes em segunda inst¤ncia, as quais somam cifras elevadas. (m vez de entrar com mandados de segurança individuais, a empresa assume os passivos dos clientes atÂŤ atingirem valores considerĂĄveis e entra com uma Ăşnica ação. O conselho vai estudar a adoção dessa estratÂŤgia para os associados. $cordou-se em estabelecer uma pauta positiva de açþes para serem desenvolvidas junto Ă  Sefaz, com o objetivo de adequar as deÎ&#x17E;niçþes da Portaria C$7 54200 e, eventualmente, da /ei n| 1.2200 Ă s demandas do setor. (ntre essas açþes estĂŁo o pedido para que as informaçþes para obter a redução de 50 da alĂ­quota de IPV$ sejam padronizadas e possam ser encaminhadas RQOLQH e a e[igĂŞncia de que mais de 50 da receita bruta das empresas venha da locação de veĂ­culos para que a redução da alĂ­quota de IPV$ seja reavaliada, pois esse requisito pode nĂŁo ser alcançado nos perĂ­odos de renovação de frota. Por Î&#x17E;m, foram debatidas potenciais propostas de interesse do setor, como o pagamento do IPV$ conforme o Î&#x17E;nal da placa do veĂ­culo, a possibilidade de ampliação do prazo para pagamento do imposto e a busca de redução do IPV$ das locadoras dos atuais 2 para 1, como forma de neutralizar a guerra Î&#x17E;scal referente ao tributo. Nesse sentido, uma das estratÂŤgias do Sindloc-SP serĂĄ mostrar Ă s autoridades quanto o estado de SĂŁo Paulo perde em arrecadação de outros tributos em razĂŁo de o licenciamento se dar em outras localidades. $ instalação do Conselho JurĂ­dico mostrou-se uma decisĂŁo acertada, pois jĂĄ em sua primeira reuniĂŁo discutiu e recomendou açþes de vital import¤ncia para as locadoras de automÂľveis. ( os trabalhos nĂŁo param por aĂ­. ConvÂŤm lembrar que todos os associados do Sindloc-SP podem enviar sugestĂľes de pauta ao Conselho JurĂ­dico, que avaliarĂĄ a relev¤ncia do tema e as eventuais medidas a serem tomadas.


LÍDER SETORIAL

Ano de 2015 exige cautela Primeiro estado brasileiro a conseguir baixar o valor do IPVA, Minas Gerais vem consolidando a cultura de aluguel de veículos (m entrevista à Revista do Sindloc-SP, /eonardo Soares Silva, presidente do Sindloc-MG, afirma que a cultura de locação de carros no Brasil consolidou-se com mais rapidez no mercado mineiro, onde nasceu a maior empresa de aluguel de automµveis do país. Mas ainda há muito a trabalhar para arraigar esse hábito, mostrar as vantagens, seja para o mercado corporativo, seja para os clientes eventuais. Um grande desafio que, mesmo nos grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, e[ige esforço e dedicação dos integrantes do segmento. Confira como Soares Silva analisa o setor em sua região. Quais são as características do mercado mineiro de locação? Somos um mercado maduro, pioneiro na assimilação da cultura de locação, em relação a outras regiões do país, e sede de grandes redes do setor. Nosso foco de trabalho difere de município para município, mas a maioria « voltada para as grandes frotas. Minas Gerais tem vocação para turismo de negµcio na capital, Belo +orizonte, enquanto algumas cidades histµricas são movidas pelas viagens de lazer. Sem contar que o estado tem atividade industrial pujante e mineração forte. Qual é o grande desafio das locadoras locais? $credito que seja o mesmo de todas as empresas do setor, independentemente da região onde operam. O grande desafio « ampliar a cultura da locação. Nosso mercado « muito pulverizado e ainda pouco profissionalizado. ‹ preciso investir na profissionalização, no que diz respeito à precificação, ao conhecimento e às necessidades do setor. Em sua visão, 2014 foi um ano negativo ou positivo? Foi um ano muito atípico. (sperava-se muito da Copa do Mundo de futebol, e a realidade foi abai[o das e[pectativas. Para Belo +orizonte, sede de partidas, foi interessante; para as cidades do interior, não. 7alvez a diminuição dos negµcios seja refle[o do que ocorreu antes dos jogos, com as intensas manifestações que acabaram por intimidar o turista potencial. Quem veio para Minas foi para a capital apenas para assistir a algum jogo, de passagem, e não ficou. (ntretanto, salvamos o ano por causa das eleições, já que o período pr«-eleitoral foi

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interessante e alavancou bons contratos. $ssim, atravessamos o ano com picos de demanda. O que o senhor espera para 2015? $pesar de todo o pessimismo, o mercado não vai parar. O país precisa de ajustes econômicos, de melhoria na infraestrutura, e isso terá de ser feito. Nosso setor, contudo, « impactado pelo pessimismo das empresas, pela inadimplência crescente e pelo recuo do consumo da classe C. Nos últimos quatro anos, os consumidores dessa categoria se tornaram importantes para o ramo de locação. (m 201, com cartão de cr«dito na mão, eles garantiram bons negµcios; em 2014, tiveram uma participação bem menor; e, em 2015, acredito que recuarão ainda mais. Outro ponto importante, que impacta diretamente o nosso segmento, « o aumento do preço do carro zero-quilômtero, que, neste ano, subiu em m«dia 14. O custo financeiro de financiamento desses veículos tamb«m foi elevado, algo em torno de 0. +oje, quando encontramos juros de 1,4 ao mês, achamos µtimo. Soma-se a isso a dificuldade de venda dos seminovos e temos um cenário muito claro de dificuldades pela frente. Qual é o papel das entidades do setor para minimizar esses impactos sinalizados para 2015? ‹ grande. (las têm de acompanhar as tendências do mercado, criar condições para ajudar o empresário a avaliar melhor o momento, al«m de colaborar para a melhoria da gestão das empresas, por meio de cursos, palestras, novas parcerias, enΞm, encontrar ferramentas para ajudar a diminuir os riscos e aumentar as oportunidades.


ARTIGO

O difícil caminho da união O mundo deste início de s«culo passa por um enorme desafio que « o de conseguir a unidade na diversidade. $ riqueza humana está e[atamente na diversidade de nações, povos, etnias e opiniões. O respeito à diversidade « essencial para a prµpria vida. Quanto mais diverso o ecossistema, mais rico em valor. O problema está em conciliar essa diversidade com a imprescindível unidade para que essa riqueza possa encontrar o necessário espaço para se manifestar e crescer. Sem unidade, a diversidade se transforma em babel, em confusão e ciz¤nia. (screvo esta mensagem da (uropa, onde estamos assistindo a incríveis discussões sobre a separação da Catalunha e dos bascos, apµs o referendo que propunha a separação da (scµcia. Nos Balcãs, os conflitos não param. (m quase todos os lugares em que olharmos num mapa-múndi encontraremos movimentos separatistas. O que os cientistas políticos e sociais chamam atenção, no entanto, para o fato de que deveríamos ser capazes de permitir a diversidade sem comprometer a união. ‹ verdade que, como seres humanos e políticos, deveríamos ter muita habilidade para, em pleno s«culo ;;I, conviver com a diversidade de forma civilizada. Se observarmos bem, o mesmo tem ocorrido no mundo empresarial. Para ter sucesso, uma empresa deve ser unida,

coesa, em busca da qualidade naquilo que produz e no serviço aos clientes. (mbora composta de inúmeros departamentos ou filiais, uma companhia deve ser percebida como uma entidade única por seu mercado, para que possa ser bem-sucedida.

“Embora composta de inúmeros departamentos ou filiais, uma companhia deve ser percebida como uma entidade única por seu mercado, para que possa ser bem-sucedida”

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Infelizmente, nem sempre « isso que vemos. Os departamentos e as filiais vivem lutas internas por poder, e o conjunto fica totalmente prejudicado, e, assim, todos perdem. Na desunião não há vencedores. Pense nisso. Sucesso

Luiz Marins (www.marins.com.br) AntroSµlogo e escritor


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Revista Sindloc-SP, ed 163  

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