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NÚMERO 23- JANEIRO 2017

www.revistamgospel.com.br

SAÚDE

COMPORTAMENTO

A importância da Mastigação

Orientação sexual: qual o papel das escolas?

COMPORTAMENTO

EDUCAÇÃO

Separação: qual é o final feliz para essa história?

Adaptação Escolar: o desafio!

Família X EsCOla DE qUEM é O PAPEl DE EDUCAR?

COMPORTAMENTO

SAÚDE

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r e v i s t a m o v i m e n t o g o s p e l n ú m e r o 2 3 J a n e i r o- 2 0 1 7 ARTIGO EDUCAÇÃO ENTREVISTA


EDiToRiAl

3 Avenida Anchieta, 149 Jardim Esplanada, São José dos Campos, SP Diretora Executiva Aline Campos Rabelo Diretor Comercial Daniel Rabelo Jornalista responsável Aline Campos MTB 53.283/SP Editor de fotografia André Tomino Diagramação e Artes André Yamamoto Fotografia Arquivo RMG Colunistas e colaboradores Andressa Martins Bueno Patrícia Vasconcelos Departamento Comercial (12) 98222-3924 movimentogospelemrevista@gmail.com

Caro leitor, Conteúdos de educação, comportamento e temas ligados ao dia a dia das pessoas, é o principal desafio editorial da Revista Movimento Gospel. E desde seu lançamento em 2012, a revista preza por temas que esclarecem e ajudam as pessoas a lidarem com situações do cotidiano, e alguns desses temas a luz da bíblia, que é nossa principal referência de leitura nos dias atuais. Em nosso relançamento, queremos que essas temáticas sejam tratadas com mais profundidade ainda, e para isso, buscamos a cada dia ampliar o leque de profissionais que contribuem com conteúdos ricos em informação. Nossa linha editorial a partir de agora será

exclusivamente voltada para educação, comportamento e saúde, em uma periodicidade quadrimestral. E para essa edição de relançamento focamos como tema central a família, que é a principal fonte de amor e conhecimento em cada etapa da vida da criança. Afinal, até que ponto a família é responsável pela educação e por temas ligados ao desenvolvimento? E quais serão os parceiros desse processo? Esperamos que vocês apreciem essa nova etapa! Boa leitura!

Tiragem 7.500 exemplares www.revistamgospel.com.br Mídias sociais facebook.com/revistamovimentogospel twitter.com/revistamgospel

Aline Campos Rabelo

re vista movimento gospel número23 Janeiro 2017


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Capa Família X Escola: de quem é o papel de educar?

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COmpOrtamEntO separação: qual o final feliz para essa história?

EduCaçãO Orientação sexual nas escolas EduCCaçã açãO adaptação escolar: o desafio! COmp mpO OrtamEnt ntO O Os primeiros anos:

desenvolvimento da linguagem

sa saÚdE mastigação

mais 25 aprEndEr brinCandO

30 musiCalizaçãO nO dEsEnvOlvimEntO 32 transtOrnO dE déFiCit dE at a EnçãO w w w.re vistamgospel .com.br


Orientação Sexual nas escolas Você sabe qual a função dos parâmetros curriculares Nacionais?

VoCÊ AlGuMA VEZ JA SE SuRPREENDE RPREENDEu com seu filho falando de um assunto que você nem imaginava que ele estava aprendendo na escola? Achou normal ou isso te trouxe preocupação ou constrangimento? Alguns pais responsabilizariam a instituição de ensino e tomariam rapidamente a decisão de mudar o filho de escola. outros argumentariam em redes sociais e tornariam público uma insatisfação sem ao menos entender o motivo. Mas o que poucos sabem é que a metodologia de ensino sobre sexualidade e todas as demais disciplinas, estão dentro dos parâmetros curriculares nacionais para todos os anos da educação básica no Brasil, e esses parâmetros precisam ser conhecidos! Poucos sabem, mas todas as escolas brasileiras (públicas ou particulares) seguem os parâmetros curriculares nacionais, que são orientações didáticas de como dar aula. Mais afinal, esses parâmetros são obrigatórios? Na verdade eles servem de direcionamento e não como uma regra a ser seguida. Não se trata de uma coleção de regras que

pretendem ditar o que o professor deve ou não fazer, mas sim, servem de referência para a transformação de objetivos, conteúdos e didática do ensino. Mas quando o assunto é orientação sexual, tabus e medos são bem comuns. De um lado, aqueles que criticam um movimento conservador que acredita que o assunto sexualidade deva ser tratado apenas em ambiente familiar, de outro lado profissionais que defendem um ensino dentro de conceitos biológicos e que

“A nossa meta diante do que o próprio parâmetro curricular nacional coloca, é que haja a informação aos “Nossa escola crê alunos daquilo na suficiência da Palavra da Deus, por que é importante, isso, acreditamos que mais sem exceder priorizar um material e nem ensinar o didático que já vem aluno a prática mais polido dessas daquilo” questões é muito importante” re vista movimento gospel número23 Janeiro 2017

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texto Aline Campos fotos Divulgação


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“Acredito que as famílias cristãs hoje são as que mais têm sofrido hoje com a questão da educação sexual. ...É difícil ensinar aquilo que você não aprendeu.” respeite a família. Afinal, como orientação sexual deve ser abordada nas escolas? Para a pedagoga e psicopedagoga Andréia de Cássia Gama Gonçalves, abordar a disciplina de orientação sexual nas escolas é uma tarefa delicada e vai exigir cuidado na abordagem. “A nossa meta diante do que o próprio parâmetro curricular nacional coloca, é que haja a informação aos alunos daquilo que é importante, mais sem exceder e nem ensinar o aluno a prática daquilo. Hoje, eu represento uma escola confessional, que para existir tem o resguardo do artigo 20 da lei de Diretrizes e Bases. Nossa escola crê na suficiência da Palavra da Deus, por isso, acreditamos que priorizar um material didático que já vem mais polido dessas questões é muito importante”, afirma. A pedagoga Thaís Marcondes acredita que embora existam muitos tabus na sociedade sobre o tema sexualidade, a família e a escola deveriam estar unidas para debater

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o tema e instruir os adolescentes da melhor maneira possível. “os parâmetros são uma referência e estão baseados em um contexto nacional educacional, mas nós precisamos como já assumimos em outros aspectos, trabalhar em parceria com as famílias. o tema sexualidade ainda é um

tabu, é um assunto muito difícil para uma escola cristã desenvolver por conta desses receios, quando na verdade não deveria ser porque a escola cristã é a que tem mais recursos, estratégias, essência e conteúdo para lidar com essa questão. o cuidado que se deve ter é de qual é o objetivo

“Outro ponto é que precisamos entender que existem duas visões radicais até hoje, a da libertinagem sexual e do conservadorismo exagerado a respeito desse assunto. Nós como educadores cristãos, que buscamos a formação integral de um aluno, precisamos buscar esse equilíbrio que está em definir objetivamente o que nosso conteúdo pretende chegar e alcançar”


“No caso das famílias, acredito que os pais devem estar atentos sobre qual foi o objetivo daquela aula, no que esse aprendizado acrescentou na visão integral do aluno sobre a construção do caminhar e da vida dele. Porque muitas vezes as escolas, também cristãs, mais principalmente seculares, enfatizam o fato de se previna, o fato de se descubra, e trabalha com esse prazer rápido, e esse direito ao prazer sem ter uma linha do tempo na vida do aluno a que ele deva respeitar pelo seu próprio bem”

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dentro dessa orientação. Fugir da realidade dizendo que esse assunto somente deve ser tratado em família, já não é mais uma solução para esse momento. Nós temos como educadores nos envolver assim como já nos envolvemos em outros aspectos que biblicamente eram desenvolvidos no contexto familiar. outro ponto é que precisamos entender que existem duas visões radicais até hoje, a da libertinagem sexual e do conservadorismo exagerado a respeito desse assunto. Nós como educadores cristãos, que buscamos a formação integral de um aluno, precisamos buscar esse equilíbrio que está em definir objetivamente o que nosso conteúdo pretende chegar e alcançar. obviamente esse assunto vai trazer um leque de questionamentos dos adolescentes porque cada um vem com uma vivência, sendo ou não cristão. Por isso, o profissional precisa estar capacitado em relação a assuntos que ele vai gerar no grupo, individualmente, ou que ele vai direcionar o aluno a buscar orientação familiar. Nesse aspecto é muito importante o envolvimento do educador com a família. Não é uma questão de passar a bola, mas de trazer o aluno para


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“É importante também que conheçam a filosofia pessoal do educador, e que saibam até que ponto ele está sabendo limitar aquilo que é informação, aquilo que é orientação, ou aquilo que está se tornando uma estimulação precoce”

o assunto e orientá-lo da melhor maneira possível. Acredito que grupos de debates com pais de alunos também devam ser organizados nas instituições de ensino”, afirma a pedagoga. A pedagoga e orientadora educacional, Susana Floriano, acredita que o maior problema em relação ao ensino de educação sexual está nos agentes que fazem parte desse processo, sendo em um primeiro momento os pais, que têm dificuldades na abordagem desse assunto porque também não aprenderam e porque conviveram com os mesmos tabus que repassam hoje aos filhos. “Acredito que as famílias cristãs hoje são as que mais têm sofrido hoje com a questão da educação sexual. Muitas pessoas já iniciam um casamento cheio de tabus, dificuldades e medos porque as poucas descobertas que tiveram não foram bem acompanhadas. É difícil ensinar aquilo que w w w.re vistamgospel .com.br

você não aprendeu”, afirma Susana. informação, orientação ou estimulação? Essa é a grande preocupação da família e o principal desafio que o educador precisa lidar no dia a dia. Cabe aos pais se fazerem presentes no ambiente educacional para construir em parceria com as escolas uma visão correta do aluno. “No caso das famílias, acredito que os pais devem estar atentos sobre qual foi o objetivo daquela aula, no que esse aprendizado acrescentou na visão integral do aluno sobre a construção do caminhar e da vida dele. Porque muitas vezes as escolas, também cristãs, mais principalmente seculares, enfatizam o fato de se previna, o fato de se descubra, e trabalha com esse prazer rápido, e esse direito ao prazer sem ter uma linha do tempo na vida do aluno a que ele deva respeitar pelo seu próprio bem. Hoje nós temos uma geração que não está

acostumada a semear para depois colher. É uma geração que acaba semeando involuntariamente achando que ela nunca vai colher resultados daquilo. É importante que os pais estejam atentos ao foco principal que a escola tem trabalhado. os pais têm todo o direito de se posicionarem sobre o que está sendo ensinado ao seu filho e sobre os reflexos desse ensino. É importante também que conheçam a filosofia pessoal do educador, e que saibam até que ponto ele está sabendo limitar aquilo que é informação, aquilo que é orientação, ou aquilo que está se tornando uma estimulação precoce”, acrescenta Thaís Marcondes.


A médica Ana Carla Figueiredo Pinto, articuladora do programa saúde do adolescente da Secretaria de Saúde da Prefeitura de São José dos Campos, orienta que as famílias devem considerar a vacina contra o HPV como uma proteção eficaz, que de acordo com vários estudos mostra que a aplicação nessa faixa etária é mais eficiente no combate ao câncer de colo do útero, que é hoje a quarta maior causa de morte por câncer entre as mulheres brasileiras. “A importância dessa vacina vai além da prevenção da doença em si, e do vírus HPV em si. Ela é também eficaz na complicação posterior do vírus que é o câncer do colo de útero. Consideramos os valores religiosos das famílias, mas essa vacinação não abala em nada essas convicções, ao contrário, porque quem ama protege. Se analisarmos, contamos com uma proteção contra doenças sexualmente transmissíveis nos bebês a considerar a vacina contra a Hepatite B que é uma doença sexualmente transmissível”, afirma a médica.

Imunizar ou não? De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde de São José dos Campos, até o momento a vacinação na rede pública de saúde foi liberada apenas para a faixa etária de 11 a 13 anos, mas mulheres de outras idades que desejam fazer a imunização podem ter acesso na rede particular de saúde.


CAPA

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Família X Escola De quem é o papel de educar?

Escolarizar e educar. Palavras que se apresentam como sinônimo, mais que deveriam ser encaradas como distintas em seus papéis. o problema é que em um novo cenário na humanidade elas se associaram de uma maneira que as responsabilidades se confundem, e o papel de educar já não é mais visto como dever da família, e sim da escola. Essa é uma realidade nada satisfatória. Hoje a família deposita em demasiado todas as suas expectativas na escola encarando o ambiente de ensino como solução para a falta de tempo para dedicação aos filhos. Será que a educação tem mesmo perdido a base familiar? A psicopedagoga loris Braga Saad Abdulnur, 35 anos, acredita que na vida moderna, com os pais trabalhando o dia todo, e com tantas tarefas e sobrecargas, a educação dos filhos ficou cada vez mais “cansativa”, fazendo com que “deixar tudo” seja mais fácil e dizer não, cada vez mais difícil. “As crianças chegam à escola e se deparam com regras e rotinas, que não estão acostumadas causando transtornos para ela perante o grupo. Essa confiança na escola é saudável, porém os pais não podem transferir suas responsabilidades na educação dos filhos, mesmo que essa criança fique período integral na escola”, afirma. A diretora pedagógica Kátia Fumagalli, acredita que a família precisa reassumir as rédeas na educação dos filhos investindo em qualidade no tempo. “independente de o Estado se colocar como responsável na educação e destacar a escola como principal educadora, o educar no âmbito familiar deve ser priorizado e reconquistado. A família precisa retomar as rédeas e isso significa investir um tempo de qualidade com os filhos na formação do caráter e educação. o conceito que a família aplica em amor e nos padrões bíblicos vão servir de alicerce para os filhos”, afirma. A psicopedagoga loris Abdulnur, acredita

“Hoje o tempo está cada vez menor, os dias passam muito rápido e principalmente com os filhos, a tendência é transferir para a escola todas as responsabilidades” que essa convivência reduzida deveria dar lugar a um tempo de qualidade com os filhos. “os pais passarem o dia todo junto, não quer dizer que esse tempo será proveitoso. É preciso dedicação, brincar junto, contar histórias, cantar músicas, ou seja, ter qualidade nos momentos que estão em família, olhar, ouvir, dar atenção.Hoje o tempo está cada vez menor, os dias passam muito rápido e principalmente com os filhos, a tendência é transferir para a escola todas as responsabilidades de aprendizagem e comportamento das

crianças, o que não podemos deixar acontecer”’, ressalta. A inversão dos papéis da escola e da família junto à sociedade é muito nítida. A escola antes era responsável no processo de alfabetização, e hoje precisa integrar o aluno que não tem limites que deveriam ser aplicados em ambiente familiar. Ser cobrado não somente pela escolarização, mais também pela educação, é uma sobrecarga que o educador tem enfrentado no dia-a-dia, por isso, loris Abdulnur destaca a importância de estar


“ Os pais passarem o dia todo junto, não quer dizer que esse tempo será proveitoso. É preciso dedicação, brincar junto, contar histórias, cantar músicas, ou seja, ter qualidade nos momentos que estão em família, olhar, ouvir, dar atenção.”

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“A inversão dos papéis da escola e da família junto à sociedade é muito nítida. A escola antes era responsável no processo de alfabetização, e hoje precisa integrar o aluno que não tem limites que deveriam ser aplicados em ambiente familiar.”

muito bem definida para os pais a posição da escola e da família. “Na escola, os professores estão com um grupo de alunos, assim essa socialização faz com que as crianças aprendam a ter um comportamento respeitoso e obediente, que muitas vezes não são seguidos da mesma forma em casa, onde as “regras” não são cobradas, ou não foram bem estabelecidas”. A pedagoga cristã Valéria Kuchenbecker considera que o papel educador é responsabilidade da família, para que o papel pedagógico possa ser exercido com qualidade. “o papel de educar com certeza é


CAPA

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“Acredito que a própria instituição educacional brasileira é um pouco perdida e confusa sobre o que ela deve ensinar e para quem ela deve ensinar. Esse é um grande desafio para o educador. A escola deve oferecer para as famílias um braço parceiro” responsabilidade dos pais, que têm a tarefa de criar a base e alicerces de princípios e valores que nortearão a vida da criança, conduzindo seu comportamento e atitudes relacionados ao próximo e principalmente a Deus. Já o papel da escola é apoiar os pais neste processo, uma vez que a mesma se responsabiliza por um determinado tempo pela criança. Porém, seu papel está ligado mais a ensinar e treinar o uso das habilidades cognitivas e motoras. Esse processo de aprendizagem será mais produtivo se a criança vir para a escola com esses princípios de convivência já estabelecidos em família”, afirma Valéria. A pedagoga ressalta ainda que a escola como esta totalmente vinculada à criança

de forma afetiva e cognitiva em muitas situações e promove a instrução para auxiliá-la nesse processo de socialização. “outro ponto a ser considerado é que a criança precisa de repetição para aprender, por esse motivo é importante que os pais escolham uma escola que dará continuidade ao que a criança já é instruída em casa, tornando a escola uma parceira na formação integral do educando. Família e escola precisam firmar uma parceria, e se cada uma cumprir seu papel na dosagem certa, nossas crianças ganharão muito com isso”, conclui Valéria Kuchenbecker. A pedagoga Thaís Marcondes acredita que esse descompasso e desequilíbrio que ocorre entre as instituições família e escola,

se deve pelo contexto social e econômico, que cada vez mais insere os pais no mercado corrido em luta da sobrevivência e em busca do status da família, os tornando cada vez mais negligentes sem que percebam o que realmente vai construir o futuro dos filhos. “Acredito que a própria instituição educacional brasileira é um pouco perdida e confusa sobre o que ela deve ensinar e para quem ela deve ensinar. Esse é um grande desafio para o educador. A escola deve oferecer para as famílias um braço parceiro, que vai não somente regar aquelas sementes que a família planta em casa, mas que contribua para o crescimento delas”, afirma Thaís.


EDuCAÇÃo

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textoAline Campos fotosdivulgação

Adaptação Escolar: O DESAFIO!

CHoRo E iNSEGuRANÇA DAS CRiANÇAS, e pais angustiados. Esse é o retrato do início da vida escolar. o momento é de transição e deve ser feito com bastante tranquilidade para não gerar traumas. o aconchego de casa e o colinho da mamãe darão lugar a um ambiente novo, onde a criança terá que aprender a dividir a atenção com os colegas, e a adaptar-se a novas regras. o fato é que nenhuma mudança é fácil, e para que uma adaptação escolar ocorra da melhor maneira possível, é preciso ser bem conduzida, evitando sofrimentos desnecessários. Se as situações são preparadas, elas acabam sendo menos dolorosas. A pedagoga Pamela Marinho da Cruz Rebolho, 30 anos, explica que a w w w.re vistamgospel .com.br

“...a família precisa preparar a criança para ir à escola, sempre aguçando sua vontade de estar junto com outras crianças para brincar, aprender, e conhecer coisas novas”

família precisa preparar a criança para ir à escola, sempre aguçando sua vontade de estar junto com outras crianças para brincar, aprender, e conhecer coisas novas. “Diga o quanto é bom ir à escola. É bom evitar falar coisas negativas como ‘você vai deixar a mamãe mesmo?... Eu vou chorar’, isso traz uma responsabilidade enorme para a criança, onde ela começa a achar que tem que ficar o tempo todo com os pais senão algo de ruim pode acontecer. isso atrapalha no processo de adaptação, e pode causar um trauma, pois ela sempre vai ter medo de ficar na escola”, orienta a pedagoga. outro fato é que quanto menor o filho, mais difícil parece a separação e maior a ansiedade dos pais. É inevitável o vazio e sentimento de culpa, mas é possível


superar da melhor maneira possível sabendo que a experiência escolar será satisfatória. “Nesta fase de adaptação, a família precisa passar confiança para a criança, sempre afirmando que ela vai ficar na escola para brincar e aprender, e que os pais precisam ir trabalhar e que depois voltam para buscá-la. A criança precisa ter essa certeza dos pais, assim ela terá confiança em ficar na escola e esperar os pais até a hora da saída”, afirma Pamela, que ressalta também o papel da escola nessa adaptação. “o papel da escola é continuar esse trabalho de confiança, e mostrar para a criança que aquele é um local de brincadeiras, aprendizagens e de

fazer novos amigos, e que depois ela vai voltar para sua casa com a sua família. Mas devemos lembrar que não são apenas as crianças que estão na fase de adaptação, os pais também, e é dever da escola ter um olhar individual para cada criança e sua família, sempre acolhendo e tranquilizando os pais, para que essa ansiedade e insegurança não passe para as crianças”. outro desafio da fase de adaptação é saber lidar com o choro. Algumas atitudes dos pais em permanecer na escola, podem atrapalhar ainda mais a adaptação escolar e causar insegurança nos pequenos. “É preciso ter muita paciência, pois em muitos casos o choro é somente para testar os pais, para ver se eles vão deixar a criança na escola, pois no momento que os pais forem embora a criança para de chorar. Mas sabemos que existem vários tipos de choro onde a escola deve ficar atenta a todos eles, pois cada criança tem uma necessidade diferente e seu tempo de adaptação”, ressalta Pamela Rebolho. A pedagoga orienta também que levar um objeto que ela goste e que a faça lembrar de casa e ter segurança, pode ser uma saída para acalmar os pequenos.

“É preciso ter muita paciência, pois em muitos casos o choro é somente para testar os pais, para ver se eles vão deixar a criança na escola, pois no “Quando a criança tem momento que os pais muita dificuldade em forem embora a criança deixar os pais, levar algo de casa pode sim para de chorar. ”

acalmá-la”


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“É muito importante que os pais se interessem pela vida escolar de seus filhos. Eles devem perguntar como foi na escola, que história a professora contou, com quem ele brincou, o que ele comeu; e tentar fazer alguma brincadeira que a criança fez na escola em casa com ele” “Quando a criança tem muita dificuldade em deixar os pais, levar algo de casa pode sim acalmá-la. Pode ser um brinquedo, um cheirinho, a chupeta entre outros, mas esse objeto não pode ser um amuleto para a criança. Ele só deve ser dado para ela em alguns momentos, para que não vire o objeto da confiança, onde ela ache até mesmo que vai perder o medo se estiver com esse objeto nas mãos. Com o tempo a escola e a família devem diminuir esse contato com o objeto e mostrar que ela é

capaz sozinha”. A adaptação é um momento importante, e que deve se estender ao longo da vida escolar, pois a cada ano é uma novidade, professores novos, amigos novos, e novos aprendizados. A participação dos pais estimulando a criança se torna essencial. “É muito importante que os pais se interessem pela vida escolar de seus filhos. Eles devem perguntar como foi na escola, que história a professora contou, com quem

ele brincou, o que ele comeu; e tentar fazer alguma brincadeira que a criança fez na escola em casa com ele. isso mostra para a criança que os pais a amam ainda mais e se importam com ela. Com isso a criança vai querer ir para escola, pois quando voltar para a casa com os pais, ela terá um monte de novidades para contar e brincadeiras para mostrar. Esse interesse dos pais traz segurança e confiança para os filhos e isso faz bem para o momento da adaptação”.


Os primeiros anos Desenvolvimento e aquisição da linguagem

um dos momentos mais esperados desde o nascimento dos filhos é a primeira palavra. Papai, mamãe, vovô ou vovó, ficam todos sempre na maior expectativa sobre qual será a primeira pronuncia do bebê. Neuras sobre atrasos da fala são comuns e as comparações em relação o desenvolvimento de outras crianças são inevitáveis. Mais afinal, como se dá o processo de linguagem do bebê? E quando o atraso no desenvolvimento da fala é uma preocupação? o desenvolvimento da fala depende da associação dos seguintes fatores:

“Com aproximadamente 11 meses, a criança já consegue falar palavras simples do seu cotidiano, como ága, papa, mamã, papai. Já com um ano e oito meses a criança já é capaz de falar mais de 50 palavras e conhece exatamente o seu significado”

integridade orgânica e as condições biológicas, as influências sociais, psicológicas e afetivas, e os sistemas neurológico, auditivo e motor. A fonoaudióloga Andressa Martins Bueno, explica que o se todos esses sistemas estiverem preservados, o desenvolvimento da fala se da normalmente. “Entre 4 e 6 meses o bebê começa a emitir sons guturais como “grrrr” ou “errrr”. Dos 6 aos 8 meses, alguns sons começam a ser balbuciados, além dos bebês começarem a imitar a entoação da voz das pessoas que convivem com

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textoAline Campos fotosdivulgação


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eles. Com aproximadamente 11 meses, a criança já consegue falar palavras simples do seu cotidiano, como ága, papa, mamã, papai. Já com um ano e oito meses a criança já é capaz de falar mais de 50 palavras e conhece exatamente o seu significado”, afirma a fonoaudióloga. Mais como se dá o processo de aquisição da linguagem? A fonoaudióloga explica que a fala é a expressão verbal da linguagem e envolve a articulação dos sons para a produção de palavras. “A linguagem se refere a todo o sistema de expressão e recepção da informação. Consiste em compreender e ser compreendido por meio da comunicação verbal, não verbal e escrita. A aquisição da linguagem é o processo pelo qual a criança aprende sua língua materna. Portanto se da desde o ventre materno quando a mãe conversa com o bebê, quando coloca músicas para ele ouvir, e conta histórias”, afirma Andressa. É importante salientar que toda forma de linguagem precisa de estímulos, gestos, repetições e muita paciência, já que no desenvolvimento do bebê cada descoberta é muito importante, e esse processo começa dos sons até a formação de frases que ninguém entende. “Para estimular a fala da criança os pais podem conversar com ela no mesmo campo visual, ou seja, fazendo contato de olho. É importante aproveitar situações do dia a dia para conversar com a criança e estimular o desenvolvimento do vocabulário (expressivo – fala e receptivo – compreensão). Ensinar o nome dos alimentos, dos animais, dos objetos, das partes do corpo e dos outros campos semânticos através de brincadeiras, histórias, conversas e músicas é fundamental. Cantar músicas

“No início do desenvolvimento da fala, a criança pode utilizar gestos dêiticos (apontar, mostrar e dar) acompanhados de verbalização.

BRASIL

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em diversos momentos, ler histórias, e utilizar linguagem simples durante o diálogo com a criança vai estimular a linguagem de maneira bem proveitosa”, orienta Andressa que alerta ser importante estimular a criança a dizer o que ela quer pedir. “No início do desenvolvimento da fala, a criança pode utilizar gestos dêiticos (apontar, mostrar e dar) acompanhados de verbalização. A criança aponta para a comida quando está com fome, para o copo quando está com sede. Nesse momento, os pais devem contextualizar o gesto verbalizando o seu significado, por exemplo: ‘você quer comer?’, ‘você está com sede?’. Deixar a criança repetir sempre o errado não ajuda no seu processo de desenvolvimento, mas se os pais corrigem sempre a palavra errada, a criança pode ficar envergonhada e até irritada por ser constantemente corrigida, e pode

parar de falar. o ideal é repetir a palavra corretamente sem corrigir. Se a criança diz ‘acum’ para água, os pais devem responder enfatizando a palavra correta ‘você quer beber água’?”, alerta a fonoaudióloga. E como identificar o atraso ou dificuldades desse processo de linguagem? Andressa explica que uma criança com dificuldades de linguagem pode pronunciar as palavras corretamente, mas não ser capaz de unir mais de duas palavras. “Também pode ser difícil compreender a fala de outra criança, apesar dela utilizar palavras e frases para expressar suas ideias. É possível ainda encontrar uma terceira criança que fale corretamente, mas tenha dificuldades para seguir instruções”.

Identificando atrasos na fala Esses são alertas que podem ajudar a orientar a família a identificar se existe a necessidade de procurar ajuda profissional: • O bebê que não responde aos sons e que não vocaliza é motivo de inquietação; • Quando entre os 12 e os 24 meses de idade o bebê não utiliza gestos, como apontar ou saudar com as mãos; • Quando o bebê prefere se comunicar através de gestos em vez de vocalizar aos 18 meses; • Quando apresenta problemas para imitar sons aos 18 meses; • Quando aos 2 anos apresenta as seguintes características: só imita a fala ou as ações e não pronuncia palavras ou frases de forma espontânea; • Quando só emite alguns sons ou diz algumas palavras de forma repetitiva e não utiliza a linguagem oral para se comunicar além de suas necessidades imediatas; • Quando a criança não consegue seguir instruções; • Quando você encontra dificuldade em compreender o que a criança diz quando ela está em uma faixa etária que o desenvolvimento já era esperado.


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Separação Qual o final feliz para essa história? É comum vermos uma publicidade grande em torno de famílias perfeitas e finais felizes em cenas de filmes, novelas e comerciais de televisão. Recentemente um comercial de uma marca conhecida de perfumes, me fez questionar o que há por traz do pensamento e emoções de uma criança que passa por um processo de separação dos pais. Diferente de filme com finais felizes, e de comerciais onde os pais prometem serem amigos para sempre, - o que “amenizaria” naquele contexto a dor da filha– a vida real dificilmente imita a ficção, e as consequências e traumas da separação para as crianças são inevitáveis. o fato é que separação não é um propósito de Deus para as nossas vidas, mais infelizmente ela é uma realidade bem comum nas famílias nos dias de hoje. E se consequências para os pais e filhos são inevitáveis, qual o final feliz para essa história? w w w.re vistamgospel .com.br

Em entrevista, a pedagoga e orientadora educacional, Susana Floriano, falou sobre a saúde emocional dos filhos em caso de separação dos pais. Acompanhe! Movimento Gospel_ que tipo de conflitos os pais lidam com crianças que sofrem no processo de separação? Susana Floriano_ o primeiro conflito que a criança tem que superar é o sentimento de abandono e num outro momento o sentimento de impotência. Em crianças muito pequenas podemos percebê-los em forma de pequenas febres, na falta de apetite, em choros constantes seguidos de insônias e olhares perdidos e tristes, e também na agressividade com outras crianças. Em crianças maiores podem surgir crises de ciúmes ou passam a ter necessidades de muita atenção, pois, tendem a recorrerem comportamentos

excessivos para preencher sua necessidade de segurança por causa da adaptação da nova configuração familiar. Nesses casos é importante ter um adulto para acompanhar esse processo, alguém confiável e que possua equilíbrio emocional e espiritual para que a criança possa sentir-se segura e que não precisará escolher um lado. Não aconselho ignorar esses sinais, pois é a forma que a criança solicita ajuda e é importante darmos atenção. Movimento Gospel_ O que se deve evitar em prol da saúde emocional dos filhos? Susana Floriano_ os pais precisam evitar falar mal um do outro para criança e contar detalhes pertinentes apenas aos adultos envolvidos para manter o conflito distante e aos poucos se sentirá segura novamente e naturalmente compreenderá o que significa separação entre os pais


texto Aline CamposfotosDivulgação

Movimento Gospel_ quais traumas podem ser gerados na criança e como evitá-los? Susana Floriano_ Crianças tornamse agressivas ou apáticas, compulsivas, frágeis emocionalmente e também casos mais conflitantes como desvios de personalidade principalmente quando o pai fica ausente por assumir outra família. A maioria resolve esses sintomas com medicações quando poderia ser resolvido em assumir as frustrações geradas pelo rompimento familiar e juntos conseguirem nomear seus sentimentos e buscarem soluções simples como aceitar que o rompimento da família não deve ser visto como algo normal e simples, porque não é. o maior trauma que uma criança pode ter nessa situação é aprender a negar a única coisa que não devemos negociar

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e não entre a família. um conselho que dou aos pais de crianças pequenas é: respeitem seus pequenos eles sofrem mais que os adultos. Quando for uma família cristã é importante que seja um conselheiro cristão e acompanhe a família toda para ajudá-los a buscar em Deus a solução dos conflitos.

“O primeiro conflito que a criança tem que superar é o sentimento de abandono e num outro momento o sentimento de impotência”

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“O maior trauma que uma criança pode ter nessa situação é aprender a negar a única coisa que não devemos negociar em nenhuma hipótese que é “a verdade sobre os sentimentos gerados nesse momento” em nenhuma hipótese que é “a verdade sobre os sentimentos gerados nesse momento”, e o desenrolar disso é penoso. Quando aprendemos a negar a verdade temos que passar a vida negociando com o nosso consciente que a escolha tomada foi a ideal, mas o fato é que inicia uma bola de neve que pode se apresentar como problemas de alimentação e consequentemente comportamental e em outros casos distúrbios do sono, alergias e outras compulsões. Movimento Gospel_ Não é o ideal, mais não da para negar que existe hoje um novo “conceito” de família onde os

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pais são separados, algum investem em novos relacionamentos, e os pais precisam lidar também com o fato de possivelmente serem “substituídos” no ambiente familiar e até no coração da criança (tendo que dividir o amor e atenção com o padrasto ou madrasta). Isso acaba gerando conflitos, brigas e disputas familiares. Como fica a criança neste contexto novo de família? Susana Floriano_ No caso, desse formato novo, seria muito bom se a sociedade criasse o seu próprio sistema de configuração familiar e permitisse que em qualquer modelo as crianças fossem preservadas de serem expostas a conflitos

agressivos ou sem cuidado específico independente se for configuração dos grupos que convivem juntos. Não adianta só colocar leis é importante montar bons modelos. Eu indico que todas essas famílias com configuração atual que aprendem a respeitar uns aos outros que também é um princípio Cristão. Movimento Gospel_ Uma criança se conforma com uma separação? Susana Floriano_ As crianças costumam aceitar o que é colocado de forma clara e simples com combinados que serão respeitados. Quando acontece a separação é importante que esses


“Existem pessoas que quando sofrem um trauma, tornam-se mais fortes e desejam lutar para conquistar algo melhor. Já outras, com um perfil mais frágil, têm uma dificuldade maior de assimilar algumas situações”

“As crianças costumam aceitar o que é colocado de forma clara e simples com combinados que serão respeitados. Quando acontece a separação é importante que esses combinados sejam respeitados e consolidados. “ combinados sejam respeitados e consolidados. Quando isso acontece é mais fácil para as crianças aceitarem. Movimento Gospel_ A criança que lida com a separação dos pais na infância pode levar traumas para a vida adulta?

Susana Floriano_ Existem pessoas que quando sofrem um trauma, tornamse mais fortes e desejam lutar para conquistar algo melhor. Já outras, com um perfil mais frágil, têm uma dificuldade maior de assimilar algumas situações. um exemplo são crianças que acabam em algumas situações deixando a infância mais cedo para assumir papel de ajudadora no lar, e isso pode comprometer na vida adulta em alguns distúrbios comportamentais. Movimento Gospel_ O que é comum ouvir de filhos que se sentem culpados pela separação x filhos que os pais não se separaram? Susana Floriano_ “Quando eu estiver chata e cheia de problemas, vão me deixar também? ou “Quando meus pais estiverem sendo chatos eu posso deixálos também?” ou o pior de todas e que ouvi muito: “ Tia, a culpa é minha eu choro muito...” Essas frases foram ditas e por crianças pequenas logo após agredirem fisicamente seus amiguinhos na escola e confrontadas pela pergunta: Porque você


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fez isso no seu amiguinho? E logo o, então sim existem muitos pais que pensam que o mundo moderno mudou, mas está aí! É fato que os filhos que também permanecem em seus lares onde não há separação, também possuem outras dificuldade, porém com o tempo passam a ser mais seletivos nas escolhas de seus companheiros, pois assimilam que família é um plano para uma vida toda e tendem a ser mais cuidadosos nas escolhas de seus companheiros. São adultos mais sensíveis e tolerantes com conflitos familiares, pois assimilam que problemas existem para serem resolvidos na vida real quando o tempo dos castelos que são fantasiosos passarem e possuem mais chances de tornarem-se fortes para conquistarem a sua família feliz. Feliz e ficar juntos e

aprender aceitar uns aos outros com suas especificidades e que sempre haverá um conflito a ser superado. Não tem como falar de separação sem pensar no casamento e valores que essa união foi estabelecida. Deus criou o casamento com regras

claras e bem objetivas e para garantir o sucesso dessa união Ele mesmo se inclui no processo e disse: ‘o que Deus uniu não separe o Homem’ (Marcos 10:9).

“O que Deus uniu não separe o Homem“


Aprender brincando interagir, fazer descobertas, sonhar, imaginar, aprender... Pense nas inúmeras possibilidades que o brincar pode trazer ao seu filho. o brinquedo tem papel fundamental no desenvolvimento das crianças. A criança que brinca adquire novas habilidades, desenvolve autonomia e estimula e muito a imaginação. o brinquedo é o principal suporte no desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança. Por meio do brincar, os pequenos manifestam como se sentem e estabelecem vínculos, afetividade e expressam emoções. E sabe qual é melhor parte de brincar? o criar! isso mesmo. Se organizar em família, ou em ambiente escolar para que a criança tenha momentos de construção da própria diversão significa ampliar os limites. A pedagoga luciana Cristina César Padovan,

“Crianças adoram confeccionar seus próprios brinquedos, principalmente feitos de materiais recicláveis. Para eles, os brinquedos recicláveis são muito mais atrativos do que brinquedos industrializados”

ressalta que o criar é muito mais atrativo para as crianças, e estimula a imaginação e aprendizagem. “Crianças adoram confeccionar seus próprios brinquedos, principalmente feitos de materiais recicláveis. Para eles, os brinquedos recicláveis são muito mais atrativos do que brinquedos industrializados”, disse. Brinquedos recicláveis podem enriquecer ainda mais a brincadeira. Caixas de madeira ou papelão, pets ou tecidos, são ferramentas que agregam muito ao desenvolvimento. E como fazer com que o brincar cumpra a sua função educativa? o momento da brincadeira deve ser mais do que simplesmente deixar ao alcance dos pequenos inúmeros brinquedos. A pedagoga, explica que a criança precisa de estímulos, e que nesse caso a preparação do ambiente é essencial. “os espaços lúdicos favorecem a criatividade e o manuseio dos

brinquedos. A criança tem uma percepção de ver o mesmo espaço de diversas formas, por isso é importante criar ambientes bem divertidos”, afirma luciana Padovan. No brincar, os estímulos são importantes e diferentes para cada fase da vida da criança. No caso dos bebês, a pedagoga orienta que os estímulos devem seguir uma linha de busca pelo desenvolvimento. “Estimular os bebês a sentarem com apoio, ou deixar um brinquedo mais longe para ele tentar buscar para manusear o objeto é importante para o desenvolvimento. Para os que já andam, é essencial criar diversos circuitos para que eles brinquem com outras crianças ou mesmo individualmente. lembrando que a presença de outras crianças é essencial para criar mais estímulos”.

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textoaline campos fotosdivulgação


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Estímulos musicais e seus efeitos nos bebês Podemos perceber que o trabalho de musicalização tem crescido muito devido ao reconhecimento que essa prática desenvolve e influência a criança de uma forma positiva em sua vida escolar, e em suas famílias. o Processo de musicalização é um processo de construção do conhecimento. Ele desperta o gosto musical em cada criança independente da faixa etária. Esse gosto musical vem favorecendo a sensibilidade, a criatividade da criança, o senso rítmico do prazer de ouvir a música e conhecer os sons. Esse universo é bem amplo porque nós podemos trabalhar isso desde o momento da gestação colocando música e estimulando um ambiente tranquilo de relaxamento e de muita afetividade, e, estudos comprovam o quanto isso é positivo para o bebê.

A música vem contribuindo também para a socialização com bastante empenho com a criança em suas emoções e anseios, necessidades, e na adaptação da escola e no ambiente familiar. É bom ressaltar que tudo isso deve acontecer em ambientes de muita afetividade. o professor e educador musical devem estar sempre abertos e construindo um vínculo com a criança. Nesse processo de estimulo de prazer, conseguimos desenvolver algumas habilidades como, por exemplo, ampliar o repertório musical da criança, e, esse repertório vai depender daquilo que o educador vai oferecer para ela. Deve-se ter uma variedade infinita e bem eclética para que as crianças conheçam diferentes sons, instrumentos para que sejam estimulados manuseando, explorando notas e sons durante todo esse processo de musicalização.

“O Processo de musicalização é um processo de construção do conhecimento. Ele desperta o gosto musical em cada criança independente da faixa etária. Esse gosto musical vem favorecendo a sensibilidade, a criatividade da criança, o senso rítmico do prazer de ouvir a música e conhecer os sons”

“Vale ressaltar o relaxamento ao final da aula. A música tem a função de acalmar, relaxar, tranquilizar na volta de um parque, de brincadeiras, na socialização com os amiguinhos.” Vale ressaltar o relaxamento ao final da aula. A música tem a função de acalmar, relaxar, tranquilizar na volta de um parque, de brincadeiras, na socialização com os amiguinhos. A exploração de sons corporais e de sons da natureza também contribui nesse processo. o uso de materiais lúdicos como argolas, bolinhas, bambolês desperta atenção e gosto, e são propícios para a idade dos bebês. Além disso, é possível construílos utilizando materiais recicláveis para fazer instrumentos sonoros dentro do universo da musicalização. Canções lúdicas também devem ser desenvolvidas com fantoches, instrumentos para que as crianças sejam estimuladas visualmente, oralmente, e estarem sempre atentas ao som ao seu redor. É importante ressaltar que a criança que tem o convívio com a música em apresentações, orquestras, e etc, terá mais habilidades e desempenho no estudo de um instrumento.

PATRíCIA TIAGO VASCONCElOS Pedagoga e professora de musicalização infantil. Ext. universitária em música


re vista movimento gospel nĂşmero23 Janeiro 2017


SAÚDE

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Mastigação Você já parou para pensar se a sua maneira de mastigar os alimentos está correta? Parece algo simples, e sempre ouvimos falar da sua importância na digestão, mas os benefícios da mastigação correta vão muito além. o seu início ocorre por volta do sexto mês de vida, quando inicia a erupção dos dentes incisivos centrais inferiores e superiores. Essa função inicialmente é importante para o desenvolvimento dentário, pois a criança mesmo sem dentes posteriores, ao mastigar um pedaço de alimento sólido, provoca a esfregação dos rebordos gengivais estimulando o crescimento dos dentes. A mastigação de alimentos variados cria novos reflexos que favorecem a diversidade de movimentos de lábios, língua e mandíbula garantindo o desenvolvimento adequado destas estruturas (limongi, 1987). Ela ocupa um papel importante no desenvolvimento da musculatura e dos ossos da face, portanto é necessário que ocorra de forma harmônica e sincronizada (Planas,1988; Rispoli& Bacha, 1998). De acordo com a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, o padrão ideal de mastigação é a bilateral. Ela pode ser simultânea ou alternada, com movimentos verticais e de rotação de mandíbula. Mastigar corretamente beneficia o tônus muscular da boca e da língua, a saúde dos dentes e o bom funcionamento do sistema digestivo. Além disso, previne as alterações nas arcadas dentárias, os distúrbios da Articulação Temporomandibular (ATM) que podem causar dores crônicas de cabeça, fragmenta os alimentos de maneira correta, o que ajuda na digestão e aumenta a sensação de saciedade. Alterações respiratórias como rinite e desvio de septo, que causam obstrução da respiração e exigem a respiração oral podem provocar a má mastigação. Se a boa mastigação é tão importante e traz tantos benefícios a saúde, o aprender a mastigar na fase de desenvolvimento dos bebês, se torna uma w w w.re vistamgospel .com.br

“A mastigação de alimentos variados cria novos reflexos que favorecem a diversidade de movimentos de lábios, língua e mandíbula garantindo o desenvolvimento adequado destas estruturas ” tarefa de extrema importância. o desafio é para os pequenos e também para os pais, já que muitos costumam facilitar a alimentação da criança mantendo por tempo muito prolongado a dieta pastosa, o que não é indicado e pode levar a consequências graves no futuro porque desequilibra o tônus muscular dos órgãos fonoarticulatórios (o lábio, a língua e as bochechas). Este desequilíbrio pode levar a uma deformação das arcadas dentárias, além de levar a criança a ter problemas de fala como a incapacidade de articular determinados fonemas, pois uma articulação eficiente depende da precisão e coordenação dos órgãos fonoarticulatórios, que são desenvolvidos pelas funções de mastigação, respiração, sucção e deglutição (limongi, 1987; Almeida &Chakmati, 1996). Para a saciedade, é mais

importante que o bolo alimentar seja mantido sobre os dentes de trituração, o que aumenta a pressão interoclusal. A força mastigatória ativa os receptores dos ligamentos periodontais que enviam informações a um centro de saciedade no cérebro. Quando comemos muito rápido, não é possível realizar a mastigação corretamente, portanto a força mastigatória é menor ou inexistente, não há estimulo dos ligamentos periodontais e os receptores de saciedade não são ativados. Que a mastigação traz muitos benefícios, agora já sabemos, mas como identificar uma mastigação ineficiente e corrigir o problema? É primordial que se dê atenção ao próprio bolo alimentar. Pedaços muito grandes de alimento, desconforto após as refeições como sensação de estômago muito cheio, dores abdominais, sonolência,


arrotos, enjôos e até vômitos, ou necessidade de utilização do líquido na hora de engolir já são sinais importantes de que a função não está sendo realizada corretamente. outro fator importante é o desconforto ou dor durante a mastigação na região das bochechas ou da ATM. Estalos ou ruídos nos ouvidos também são sinais de que algo está errado. os dois profissionais que usualmente realizam orientações sobre mastigação são o fonoaudiólogo e o nutricionista. o fonoaudiólogo é o profissional que atua em prevenção, avaliação e terapia

fonoaudiológica, sendo a motricidade orofacial uma de suas áreas de atuação no qual o processo mastigatório se inclui. Já o nutricionista investiga e aplica o conhecimento científico para promover a compreensão dos efeitos da dieta na saúde e no bem estar de seres humanos. Além disso, orientam e vigiam a nutrição e a alimentação intervindo na adequação, qualidade e segurança alimentar, com o objetivo da promoção de saúde, prevenção e tratamento da doença.

“Alterações respiratórias como rinite e desvio de septo, que causam obstrução da respiração e exigem a respiração oral podem provocar a má mastigação.”

ANDRESSA MARTINS BUENO Fonoaudióloga pela USP- São Paulo. Formação em Desenvolvimento de Fala e linguagem, em Síndromes e Alterações Sensório-motoras, em Apraxia de Fala na Infância, em leitura e Escrita, Gagueira, em Disfagia Infantil, em Disfagia Orofaríngea Neurogênica e no Método TherapyTaping – Conceito de Estimulação Tegumentar (Bandagem) CONTATO@FONOANDRESSA.COM.BR

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“De acordo com a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, o padrão ideal de mastigação é a bilateral. Ela pode ser simultânea ou alternada, com movimentos verticais e de rotação de mandíbula. Mastigar corretamente beneficia o tônus muscular da boca e da língua, a saúde dos dentes e o bom funcionamento do sistema digestivo”


EDuCAÇÃo

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Aprendendo o Dó Ré Mi

“A música é uma linguagem oral significativa para as crianças porque ela vai representar uma história, um personagem, ou mesmo uma sequência de rimas que a criança vai memorizar por prazer, e vai treinar essa pronúncia, ou seja, ela vai ampliar seu vocabulário e treinar a fala” Se você é pai ou mãe, mesmo que desafinado, você já deve ter aprendido a sequência de músicas da série a Galinha pintadinha, ou Três Palavrinhas, e ainda sabe decor e salteado todas as aberturas dos desenhos animados de todos os canais infantis, certo? E sabe qual é o maior incentivador e fã da sua cantoria? o seu bebê! Você nem imagina, mais repetir mil vezes a mesma música, e

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cantar com os pequenos, contribui e muito para o desenvolvimento deles, além de te proporcionar momentos mais que especiais e a participação plena no desenvolvimento do seu filho. “A música é uma linguagem oral significativa para as crianças porque ela vai representar uma história, um personagem, ou mesmo uma sequência de rimas que a criança vai memorizar por prazer, e vai treinar

essa pronúncia, ou seja, ela vai ampliar seu vocabulário e treinar a fala”, afirma a pedagoga Valéria Kuchenbecker. A música é um texto. Ela pode ser uma poesia, pode ser em forma de história, mais quando você faz de forma cantada fica muito mais divertida, explora movimentos, explora as palavras, as rimas, e a criança vai treinando também a linguagem. Valéria explica que a música atrai a concentração


A pedagoga Halpia Cristina Mariano C. Ferreira, explica que até os 2 anos de idade, a criança tem uma média de 200 palavras memorizadas mesmo que ela não consiga falar, e que nesse contexto de aprendizado a música se torna muito importante. da criança. “Durante a música a criança fica na expectativa de saber qual é a próxima frase, e a sequência dessas frases, então vai despertar a concentração, e também a memorização porque a música é repetitiva, e a repetição para a criança é muito importante na aprendizagem. Você pode perceber que tudo para a criança é muito repetitivo, o mesmo desenho várias vezes, o mesmo brinquedo, e no caso da música ela é muito

repetitiva, e vai trabalhar além da linguagem, os movimentos que ela poderá explorar com os diferentes tipos de ritmos”, explica a pedagoga. A pedagoga Halpia Cristina Mariano C. Ferreira, explica que até os 2 anos de idade, a criança tem uma média de 200 palavras memorizadas mesmo que ela não consiga falar, e que nesse contexto de aprendizado a música se torna muito importante. “Dentro

do aprendizado, o cantar é um desafio maior para uma criança do que o simples falar, até porque existe um ritmo naquela fala, e ela terá que pronunciar mais rápido do que em um contexto de uma fala normal, porém ela estará fazendo de uma forma lúdica e estará treinando de uma forma mais rápida que a ajudará nessa memorização”.


TDAH: Você sabe o que é?

ENTRE ViSTA

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Você já deve ter ouvido falar na sigla TDAH, mas você sabe o que ela significa? TDAH quer dizer Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, um problema que já existe há bastante tempo, mais poucas pessoas têm consciência disso. Nosso cérebro emite uma série de transmissores que fazem a conexão dos neurônios. Já os indivíduos que têm transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, não têm essa quantidade de neurotransmissores suficientes para manter as conexões. É como se os neurônios não se conectassem, e com isso a pessoa pode perder o foco e não se concentrar em suas ações. Mas como identificar um indivíduo com TDAH? A revista Movimento Gospel entrevistou a Terapeuta ocupacional e Psicomotricista, Adriana Farinas, que respondeu essa e outras perguntas para te ajudar a identificar e tratar esse possível problema. Acompanhe! w w w.re vistamgospel .com.br

Movimento Gospel_ O que é o TDAH? Adriana Farinas_ TDAH é um transtorno reconhecido pela organização Mundial da Saúde. Normalmente aparece na infância e acompanha o individuo pelo resto da vida. É um transtorno neurobiológico, caracterizado pela desatenção, impulsividade e pela hiperatividade. Existem dois tipos: TDAH desatento é caracterizado quando a criança demonstra somente a falta de atenção e o TDAH combinado é aquele em que a criança apresenta a hiperatividade, a impulsividade e o déficit de atenção.

Movimento Gospel_ Como é possível identificar na criança o TDAH? quais os sinais para que os pais fiquem atentos? Adriana Farinas_ Alguns sinais que as crianças podem apresentar: pouco tempo de concentração, a manutenção da atenção é curta, não controlam seu próprio corpo, dificuldades aparentes em acompanhar o ritmo do grupo escolar, levantam-se a todo momento da cadeira (tarefa, almoço, jantar); gastam muita energia para realizar atos simples, entre outros.

É um transtorno neurobiológico, caracterizado pela desatenção, impulsividade e pela hiperatividade.


Movimento Gospel_ TDAH na infância pode gerar problemas na idade adulta? Adriana Farinas_ Sim. Pode gerar problemas na vida adulta, como dificuldades na aprendizagem, manter-se em cursos de extensão, ter eficiência no trabalho, ou seja, aspectos que afetam a qualidade da vida do adulto com TDAH. Movimento Gospel_ Como evitar que o TDAH interfira no desenvolvimento escolar da criança? Adriana Farinas_ Após o diagnóstico feito pelo neuropediatra, outros profissionais devem ajudar a criança com TDAH a ter um bom desempenho na vida escolar. o Terapeuta ocupacional, por exemplo, tem um papel fundamental no desenvolvimento global destas crianças. A terapia visa alguns aspectos importantes que contribuirão na qualidade de vida e também no processo de aprendizagem, como: controle corporal, ou seja, estas crianças não tem freio inibitório, precisam melhorar a percepção do mesmo para ter um autocontrole; precisam de uma rotina organizada, com tempo de descanso entre as atividades durante o dia; necessitam praticar esporte com frequência; apresentam normalmente defasagem nos aspectos psicomotores (tônus, equilíbrio, esquema e imagem corporal e lateralização) e assim necessitam trabalhar em terapia, a fim de contribuir para o processo de alfabetização; necessitam de

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texto Aline Campos fotos Divulgação


ARTIGO

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“. É importante para estas crianças ter uma rotina adequada e organizada. Sugiro sempre para meus pacientes ter um calendário (grande) em seu quarto com todas as atividades praticadas listadas, para que ele se organize em tempo para realizar todas com eficiência. Estas crianças gastam muita energia em qualquer tipo de atividade” material visual como apoio para aprender e memorizar conceitos; outros aspectos funcionais e sensoriais são trabalhados pelo terapeuta ocupacional de acordo com a avaliação realizada. Movimento Gospel_ Quando o TDAH pode ser diagnosticado erroneamente? Normalmente pode ser confundido com algum processo psicológico? Adriana Farinas_ Dificilmente o TDAH w w w.re vistamgospel .com.br

pode ser confundido com um processo psicológico, pois este transtorno envolve outros sintomas além de uma alteração comportamental. Sugiro sempre quando há suspeita do transtorno a avaliação clínica de um Neuropediatra.

Transtorno Infantil é o Psicomotricista, o qual trabalhará os aspectos psicomotores de base que serão necessários para o processo de aprendizagem destas crianças.

Movimento Gospel_ Iniciar várias atividades e não conseguir completá-las Movimento Gospel_ Qual é o pode ser características associadas ao tratamento para TDAH? TDAH? Adriana Farinas_ Antes de mencionar o Adriana Farinas_ Sim. Pode ser uma tratamento, vale ressaltar que o TDAH deve característica comportamental associada. ser diagnosticado por um Neuropediatra. O É importante para estas crianças ter uma médico fará um exame clínico criterioso e se rotina adequada e organizada. Sugiro preciso for pedirá alguns exames. Os pais sempre para meus pacientes ter um devem levar na consulta um relatório da calendário (grande) em seu quarto com escola e se a criança estiver em tratamento todas as atividades praticadas listadas, terapêutico um relatório dos profissionais para que ele se organize em tempo para que o atendem. Após o diagnóstico, o realizar todas com eficiência. Estas crianças médico indicará o tratamento adequado gastam muita energia em qualquer tipo de para a criança, que é particular de cada atividade, desde a mais simples até a mais um. Em alguns casos ocorre da criança ser complexa, logo a rotina deve ter intervalos medicada e associar terapias ao tratamento de descanso para que eles possam e em outros somente as terapias são CONCLUIR as mesmas com qualidade e indicadas num primeiro momento. No caso pouco gasto de energia. das terapias, normalmente é indicado Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e Movimento Gospel_ Realizar atividades Terapia Comportamental Cognitiva. Não que tragam prazer é um meio de combater necessariamente todas são indicadas a desatenção? ao mesmo tempo, usa-se um critério de Adriana Farinas_ Realizar as atividades prioridade no momento do diagnóstico. com prazer é muito bom para qualquer Outro profissional que auxilia muito neste criança, com ou sem TDAH.


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