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jundiaí

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Jornal Regional de Jundiaí

jornal brasil atual

jorbrasilatual

nº 13

Política

Distrib

Gratuuiição ta

Fevereiro de 2013

bancos

ordem na casa Bigardi vai a Alckmin e a Dilma em busca de parcerias e recursos para Jundiaí

Na perifa Bairros terão agências bancárias – Eloy Chaves é o primeiro

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comunicação

TV Japi, canal 3 TV de Jundiaí cresce com programação eclética e público fiel

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jovens Saúde

crianças gordas, um perigo à vista Obesidade infantil, uma doença séria que atinge as pessoas mais pobres do País Pág. 4-5

três dilemas Problemas da molecada: drogas, evasão escolar e gravidez

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Jundiaí

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editorial Ano novo, vida nova. E, de nossa parte, vislumbrando o futuro com otimismo. Senão, vejamos. A política na cidade pode reviver seus melhores dias: eleito com mais de 65% dos votos válidos, nosso novo prefeito, Pedro Bigardi, resolveu pôr ordem na casa e chutar para longe a época turva em que aqui reinou o tucano Miguel Haddad. No primeiro mês de seu governo, ele saiu em busca de parcerias e recursos que possam devolver o desenvolvimento e a justiça social a Jundiaí. Para isso, procurou o governador Geraldo Alckmin e a presidenta Dilma e iniciou as tratativas que podem recompensá-lo (a ele e a todos nós) no futuro. Também na política, há um novo time de vereadores na Câmara Municipal, presidida agora pelo petista Gerson Sartori, que promete reviver os bons tempos em que o povo participava ativamente das decisões daquela Casa. Tomara que ambos os poderes – Executivo e Legislativo – transformem as suas bandeiras de luta em atos de cidadania. Assim, quem sabe não chega a hora de, juntos, transformarmos nossa cidade numa vitrine para as demais cidades do Interior! Isso é o que esperamos, e que só o tempo dirá. Afora isso, uma pesquisa revelou que 40% das crianças têm gordura abdominal, pressão alta, grande concentração de açúcar, triglicérides, colesterol e até diabetes, alterações que aumentam o risco de infarte e derrame. Culpados? A publicidade e o grande consumo de refrigerantes, salgadinhos e demais tranqueiras. Então, olho vivo. É isso. Boa leitura!

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Agências chegam aos bairros Essa é uma conquista do Sindicato dos Bancários de Jundiaí, que há muito tempo negocia com os banqueiros para que instalem agências em bairros afastados. Segundo o vereador Paulo Malerba (PT), diretor do Sindicato dos Bancários, essas agências beneficiam a população e favorecem a mobilidade urbana, pois as pessoas não precisam se deslocar ao Centro de carro ou

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Primeira é do Bradesco, no Eloy Chaves. Mas vem mais

em transporte público. O superintendente da regional da Caixa Econômica Federal em Jundiaí, Henrique Parra Parra, afirma que “a instituição pla-

neja dobrar o número de agências no Brasil. “Em 2013, na região de Jundiaí, serão abertas novas agências em Jarinu, em Piracaia e em Itatiba e, na cidade, em Hortolândia, Eloy Chaves e Paineiras” – diz. A estratégia da Caixa é aumentar a oferta de crédito, manter o banco com a menor taxa de juro do mercado e garantir mais empregos com desenvolvimento local”.

Festa da Uva

Cavalgada resgata as tradições E ajuda a divulgar a 99ª Romaria Diocesana, em maio A 30ª Festa da Uva e a Exposição de Vinhos resgataram a cavalgada, que saiu do Caxambu e foi até o Parque da Uva. O passeio teve gente de Itupeva,

Itatiba, Jarinu e Atibaia. Segundo o organizador Luciano Fontebasso, a cavalgada ajudou a divulgar a 99ª Romaria Diocesana, que será realizada em maio. A analista de siste-

mas Letícia Duarte, 31 anos, foi a única mulher entre os 150 participantes. “Achei essa uma chance bacana de participar da Festa da Uva, fazendo algo de que gosto.”

saúde

População aprova academias E quer professores de educação física nesses locais Muitas cidades brasileiras já têm academias ao ar livre, do programa Brasil Saudável, do Ministério da Saúde, que cumpre as diretrizes da Organização Mundial da Saúde de melhorar a vida da população, por meio da atividade física Nos bairros em que há essas academias em Jundiaí, os

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Unidos do Pote

Bancos

usuários pedem a presença de profissionais de educação física, para evitar que esforços ex-

cessivos levem a lesões sérias ou a complicações por causa de exagero de exercícios. Lauro dos Passos, de 52 anos, do Jardim do Lago, vai à academia várias vezes por semana. E observa: “Seria importante haver ao menos um estagiário para as pessoas terem acompanhamento ao fazer os exercícios – diz.

Expediente Rede Brasil Atual – Jundiaí Editora Gráfica Atitude Ltda. – Diretor de redação Paulo Salvador Editor João de Barros Redação Antonio Cortezani, Douglas Yamagata, Enio Lourenço e Lauany Rosa Revisão Malu Simões Diagramação Leandro Siman Telefone (11) 3295-2800 Tiragem 15 mil exemplares Distribuição Gratuita


Jundiaí

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política

Bigardi vai em busca de parcerias e recursos

divulgação

No primeiro mês de governo, prefeito esteve com governador Alckmin, e a presidenta Dilma

No primeiro mês à frente da Prefeitura de Jundiaí, Pedro Bigardi saiu em busca de recursos para a cidade – muitos com reflexo na região. Em 26 de janeiro, ele esteve com o governador Geraldo Alckimin, na inauguração de obras na Rodovia Anhanguera, em Louveira, a quem apresentou projetos da cidade, entre os quais o de revitalização do trevo da Avenida Jundiaí, “uma prioridade para a mobilidade urbana”.

Em 29 de janeiro, Bigardi esteve em Brasília com a presidenta Dilma Rousseff, no Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas, em companhia do presidente da Câmara, Gerson Sartori. Lá, ele soube como obter recursos para vários projetos. Por exemplo: com quase 400 mil habitantes, Jundiaí pode ter quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), 15 escolas de período integral, 11

Saúde e Educação divulgação

coberturas de quadras, sete creches, duas novas quadras poliesportivas, além da reforma e ampliação de Unidades Básicas de Saúde (UBSs). “O encontro serviu para conhecer os projetos destinados aos municípios e os recursos disponíveis. Nos últimos anos, já havia a chance de trazê-los para a cidade, mas Jundiaí não se inscreveu para isso” – ex-plicou o prefeito. Agora, o próximo passo é preparar os projetos que serão apresentados em Brasília. “Vamos protocolar o máximo possível. A presidenta Dilma deixou claro que todos serão atendidos, independentemente do tamanho da cidade ou do partido político ao qual o prefeito pertença. Não perderemos a oportunidade de beneficiar a população” – completou o prefeito.

Durante a palestra com mais de três mil prefeitos do Brasil, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha afirmou que Jundiaí terá o programa Brasil Sorridente. “Conversei com o prefeito Pedro Bigardi e vamos implantar o programa lá” – disse ele. O Brasil Sorridente inclui Centros de Especialidades Odontológicas, equipes de saúde bucal e laboratórios de prótese den-

tária, entre outras ações, para cidadãos de todas as idades. “Já está sendo marcada uma visita do secretário de Saúde, Cláudio Miranda, a Brasília” – explicou o prefeito. Já sobre a Universidade Federal, Pedro Bigardi confirmou a vinda do ministro da Educação Aloizio Mercadante ao município. A data será definida. “Vamos conversar com toda a região, e o ministro já se dispôs a isso.”

que há entre o Legislativo e autoridades, entidades, associações de bairro, representantes patronais, etc. E a retomada desse interesse reside no fato de o atual governo ser de linha trabalhista e de haver grande ansiedade por mudança. Segundo Gerson, os atuais vereadores estão dispostos a fazer tudo que traga benefícios ao município. “Aqui, cada um tem a sua ideologia, a sua base. Eu, por exemplo, tenho grande afinidade com o prefei-

to Pedro Bigardi, pois construímos juntos o plano de governo. Mas isso não quer dizer que a Câmara será uma extensão do Executivo e, sim, um poder com personalidade e força para ajudar a construir a democracia na cidade.” E finaliza: “A Câmara tem diferentes áreas representadas – segurança, saúde, educação – e vários vereadores de bairros. O perfil do Legislativo jundiaiense mudou” – diz.

Legislativo

A política está sob novo rumo Eleito com 3.595 votos, o sindicalista e atual presidente da Câmara Municipal de Jundiaí, Gerson Sartori, do Partido dos Trabalhadores (PT), já foi vereador duas vezes e candidato a prefeito da cidade. Batalhador das causas sociais, ele conta que, após a última eleição, teve de convencer os demais vereadores a lhe dar um crédito de confiança. “Com diálogo, a gente conquistou a pre-

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Gerson Sartori é eleito presidente da Câmara Municipal

sidência da Câmara de forma unânime” – explica.

Agora, Gerson quer fortalecer a Casa, aproximando-a da comunidade. Para isso, vai apresentar um projeto que devolve as sessões noturnas na cidade. “Isso facilita à população acompanhar o nosso trabalho e participar de debates e de plenárias abertas” – diz. Abrir as portas e mostrar a seriedade do trabalho e a importância da Câmara é o início da mudança que já ocorre desde os primeiros dias de janeiro, com o diálogo permanente


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4 Saúde

As verdadeiras causas da obesidade infantil

Por Cida de Oliveira

Enfim, Thaina Pereira de Souza, de sete anos, já veste calças jeans no tamanho adequado para a sua idade. Até pouco tempo, ela só usava peças de malha, com numeração para adolescentes. Thaina mudou de hábitos alimentares. Passou a comer carnes grelhadas, verduras, legumes, arroz e feijão no lugar de frituras e massas. E um prato basta; não precisar repetir. “Não foi fácil convencê-la de que, para emagrecer, ela não poderia mais comer como antes” – diz a mãe, a dona de casa Manuela Pereira Sales. Com casos de obesidade na família e parentes diabéticos, Manuela diz que tudo começou há dois anos, quando a pequena entrou na pré-escola

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São duas: a publicidade de alimentos industrializados e o consumo de produtos quase sem nutrientes

em Itaquera, na zona leste paulistana. “Na creche já haviam me alertado sobre o excesso

de peso dela, mas a ficha só caiu quando me chamaram novamente a atenção, dois anos

atrás” – lembra. A mãe acreditava que a filha emagreceria conforme crescesse. Mas exames clínicos feitos em Thaina revelaram colesterol alto e obrigaram Manuela a seguir à risca as orientações médicas de cortar os biscoitos recheados, as massas e as frituras. A pizza semanal virou mensal. Hoje, o irmão Felipe, de um ano, compartilha o novo cardápio da família. No Brasil, 30% das crianças entre cinco e nove anos estão acima do peso recomendado. Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada pelo IBGE, revelou que entre os jovens de 10 a 19 anos, o sobrepeso saltou de 3,7%, em 1970, para 21,7%, em 2009.

“Entre os riscos imediatos estão os psicoemocionais. As crianças são estigmatizadas, sofrem bullying e são desprezadas pelos colegas. Na adolescência, são afetadas pela preocupação excessiva com a imagem” – afirma o diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Amélio de Godoy Matos. As implicações físicas começam a partir dos oito anos, com aumento das taxas de colesterol e da pressão arterial. Na adolescência surge a resistência à insulina, processo que pode levar ao diabetes. E na fase adulta aparecem as doenças cardiovasculares – as que mais matam no Brasil –, entre outras.

Outro dado preocupante, segundo Amélio Godoy, é que uma pesquisa do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia (Iede), do Rio de Janeiro, revelou que 40% dos jovens acima do peso têm gordura abdominal, pressão alta, grande concentração de açúcar, triglicérides e colesterol no sangue e até diabetes, alterações que, mesmo isoladamente, aumentam o risco de infarto e derrame. O especialista alerta para a facilidade de acesso aos alimentos industrializados calóricos, ricos em gorduras e carboidratos processados, como farinhas e açúcares,

e pouco nutritivos. É o caso dos refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados e outras porcarias. “O aumento da oferta barateou os preços. Esses produtos chegam hoje às mais distantes regiões do país. Outro fator é a desinformação, pois a obesidade cresce mais entre as populações pobres dos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Quanto menor a escolaridade, maior a obesidade” – afirma. A nutricionista Maysa Toloni pesquisou o tema para seu mestrado e doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Entrevistou mães de crianças matriculadas em creches públicas e filantrópicas e

mauricio morais/rba

A gordura abdominal é mais comum entre os pobres

observou que muitos bebês de três meses ou menos já tomam refrigerante na mamadeira. E 80% dessas crianças, antes de completar um ano, têm na dieta danoninhos, miojos, salgadinhos de pacote e biscoitos recheados. “Esses alimentos têm muita gordura, sódio – nocivo à

circulação do sangue –, açúcar e proteínas que, em excesso, fazem mal às crianças, causando obesidade e aumentando o colesterol” – diz. Outra revelação: as mães mais jovens, menos escolarizadas e de menor renda são as mais suscetíveis a esses erros alimentares.

“A maioria das pessoas desconhece a gravidade da obesidade. Para elas, não parece doença séria; muitas alegam ter sido gordinhas e acreditam que a criança obesa vive normalmente e vai emagrecer. E só se preocupam quando a situação já se agravou” – afirma a psicóloga Gisela Solymos, gerente do Centro de Recuperação e Educação Nutricional (Cren), de São Paulo. A entidade capacita equipes de saúde e de creches e atende crianças com distúrbios nutricionais, como desnutrição e obesidade, moradoras em comunidades carentes da cidade.


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Apesar de indireta, a publicidade dirigida à criança por televisão, rádio, out doors, revistas e internet, entre outros meios, é outra causa da epidemia – aponta Ekaterine Karageorgiadis, advogada e integrante do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea). São anúncios, jogos “educativos” em sites de fabricantes de alimentos, blogs que atestam uma suposta qualidade nutricional de determinado alimento, brindes colecionáveis e a exposição dos produtos ao alcance das mãos, em embalagens chamativas, com heróis da TV. Para piorar, conforme dados da Universidade de Brasília (UnB), mais de 90% desses anúncios são de redes de fast food, salgadinhos de pacote e refrigerantes, entre outros. O assédio dos fabricantes para fixar sua marca entre as crianças e fidelizar o consumo inclui merchandising em programas infantis, além de campanhas em escolas, como as com personagens conhecidos de cadeias de fast food. “Embora não estejam ali incitando as crianças a comer

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Reclames suculentos são digeridos pelas crianças

A publicidade colabora para que a juventude tenha umas gorduras a mais

hambúrguer, eles e o produto que representam são reconhecidos” – diz Ekaterine. Segundo ela, não é à toa o investimento em publicidade para os pequenos. Como assistem diariamente à televisão por cinco horas e 17 minutos, segundo o Ibope, e passam tantas outras diante do computador, são futuros consumidores em potencial que influenciam os pais na hora da compra. Pesquisas mostram que 80% de tudo que é comprado, exceto planos de saúde e seguros, leva em consideração a opinião das crianças – daí

até fabricantes de produtos de limpeza usarem heróis em seus anúncios. Produtos para bebês, como fraldas e papinhas, são pouco anunciados. Os anunciantes contam com recursos como a linguagem infantil, músicas, personagens conhecidos da TV, prêmios, brindes, animações, jogos e a presença de crianças em anúncios, que leva à identificação direta com o produto. Segundo especialistas, só aos 12 anos a criança desenvolve plenamente o raciocínio abstrato. Até aí, ela é incapaz de distinguir programa e pro-

paganda e de entender que a mensagem publicitária é para incentivá-la a comprar algo, mais e mais. Só depois ela percebe essa diferença, embora nem sempre a intenção da venda. “Essa publicidade é proibida pela Constituição Federal, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pelo Código de Defesa do Consumidor, mas são necessárias novas regras mais específicas” – afirma Ekaterine. Em todo o país tramitam projetos de lei para disciplinar os horários de exibição do anúncio e proibição da venda

casada de brindes e alimentos, como já acontece em Florianópolis, por exemplo. Em Belo Horizonte, as empresas passaram a ser obrigadas a informar que o brinquedo pode ser vendido separadamente do sanduíche e de outros alimentos. Em 2009, as indústrias firmaram acordo de autorregulamentação da publicidade, como em outros países, mas os critérios adotados são subjetivos. “Um fabricante de suco informa que seu produto é benéfico por não conter açúcar, apesar de ser pobre em nutrientes e rico em corante” – lembra a advogada. “É claro que a regulação pode ser mais efetiva com leis que a disciplinem, mas as empresas podem fazer seu papel com a produção de alimentos mais saudáveis e anunciar somente para adultos”, diz. Cabe aos pais informarem-se melhor sobre os alimentos, mudar os hábitos, escolher produtos naturais e voltar a fazer as refeições com os filhos, longe da tela da TV e do computador. “Todos são responsáveis. A obesidade é um problema social, não individual.”

reprodução

Na fritura de salgadinhos há óleo para um batalhão Apesar de as informações nutricionais de cada alimento estarem nos rótulos, surpreende saber que com o óleo usado na fritura de um pacote de certos salgadinhos devorados pela garotada daria para cozinhar para um batalhão. E, com o açúcar presente no refrigerante, seria possível adoçar muitas receitas para se deliciar com moderação. Também impressiona ver

a chegada de barcos da Nestlé a lugares distantes da Amazônia, levando seus produtos, bem como indígenas mandando ver no macarrão instantâneo. Tudo isso é retratado no documentário Muito Além do Peso, da diretora Estela Renner. “O filme é para que os pais entendam o que estão comprando para seus filhos” – disse a cineasta à repórter Marilu Cabañas,

da Rádio Brasil Atual, após a pré-estreia, em novembro, em São Paulo. Segundo a cineasta, sua preocupação é fazer filmes de cunho social em defesa da criança. “A partir do momento em que são 30% das crianças brasileiras acima do peso, pensamos que a causa merecia uma ferramenta audiovisual para ampliar esse debate.”


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TV Japi, a televisão genuinamente jundiaiense O advogado Douglas Mondo, há mais de 30 anos na profissão em várias especialidades, nunca deixou de lado uma velha paixão: a comunicação – ele é presidente e responsável pela programação da TV Japi que, como diz, “presta serviço, entretém, respeita o cidadão e valoriza os jundiaienses”. Sua história de comunicador começou ao estudar três anos de Jornalismo na Faculdade Anhembi Morumbi. Porém, ao chegar ao final do curso, optou por formar-se advogado, foi presidente do Diretório Acadêmico, mas, mesmo assim, escrevia no Jundiaí Hoje, ao lado do jornalista Sandro Vaia que, depois, o levou para o Jornal de Jundiaí. “Foi quando me tornei colunista”– lembra. Depois, Douglas participou de entidades políticas, como

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Canal 3, da Net: a sintonia que fica 24 horas no ar e valoriza a gente de nossa cidade

o Centro de Estudos de Políticas, que promovia palestras sobre vários temas. Então, ele formou a APJ – Ação Pró Jundiaí –, onde idealizou o primeiro modelo de Conselho de Segurança. “Levamos a ideia ao governador, que a transformou nos Conselhos Comunitários de Segurança, os Consegs.” Há oito anos nasceu a TV Japi. Em 2005, Douglas

assume a presidência da televisão e a desenvolve como ela é hoje: “TV Japi a TV de Jundiaí”. O advogado mostra que as atrações da TV incluem clássicos do cinema nacional e mundial, que retratam fatos históricos, e também obras retrôs de grande sucesso, que contam a história da propaganda e das músicas

das décadas de 1960 e 1970. Associam-se a isso, os programas produzidos pela equipe local com os jundiaienses, reveladores da força do povo e da cidade. Ele se lembra ainda das entrevistas, estilo talk shows, às terças-feiras, que têm a participação de gente da cidade. “São sindicalistas, artistas, políticos, enfim, pessoas que valorizam a nossa cultura” – argumenta. Graças a significativa recepção, a TV Japi tem hoje um papel social importante. “A nossa audiência cresce e dá um orgulho tremendo para a cidade” – revela. A TV Japi tem público eclético e a programação atrai a criança, com desenhos animados, os jovens e os adultos. “Buscamos uma programação família, sem violência e com muita cultura” – diz. Sobre o momento da co-

municação, Douglas enfatiza que a Internet modificou as mídias tradicionais – escrita, falada e televisada. “A Internet é a notícia dinâmica, do momento em que acontece, enquanto a mídia impressa só vai revelá-la no dia seguinte e às vezes com cara de fato ultrapassado” – observa. As mídias eletrônicas mudam o perfil do leitor e do telespectador, a ponto de uma das maiores revistas do mundo, a Newsweek, com mais de 70 anos, fechar as suas portas. “Teremos de nos adequar à nova realidade. A tendência é a notícia rápida, curta e instantânea” – diz o presidente Douglas, que finaliza: “Em qualquer mídia, o que vale é a qualidade da informação, a seriedade, enfim, como um fato importante é revelado para a sociedade”.

Carnaval

Bloco Refogado do Sândi homenageia a própria banda Com o enredo O Som da Banda, o bloco Refogado do Sândi homenageia a banda Amigos do Samba, que acompanha o bloco desde a fundação, em 1994. Segundo a diretora do Refogado, Gisela Andrade Vieira, antes a banda era conhecida como São Joanense e Banda do Carlitos. Gisela destaca ainda que há 15 integrantes que fizeram parte do grupo fundador. Em 11 de janeiro de 2012, o bloco elegeu sua

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Turma sai às ruas desde 1994 e mantém 15 pessoas de sua formação original

corte, com rainha, princesas, príncipes, guardião e madrinha da banda, tradição que

vem desde a fundação. A corte eleita não passa a faixa para a corte do ano seguinte, pois ela

sempre fará parte da nobreza carnavalesca” – explica Gisela. O bloco não tem regras. Quem chega, desfila. A fantasia é livre. A única exigência é a alegria contagiante. O Refogado abre o desfile dos blocos carnavalescos, que sai da frente do Gabinete de Leitura Rui Barbosa, vai pela Rua Barão de Jundiaí até a Rua da Imprensa em frente ao Fórum e retorna pela Rua do Rosário até o Gabinete. Gisela estima que haverá mais de

três mil pessoas no bloco. “Com suas marchinhas, o Refogado faz um Carnaval para todas as idades” – diz. O bloco promove ainda uma grande festa no Clube Estrela da Ponte. Mas, para que a festa seja realizada, todas as sextas-feiras antes do desfile, há uma roda de samba no Estrela da Ponte, na Rua Ângelo Cremonti, 80, Ponte de São João, a partir das 20h30. “Vale a pena participar” – convida Gisela.


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Jovens

Drogas, evasão escolar e gravidez na adolescência Número de viciados cresce e preocupa autoridades

Defensoria e Promotoria Pública da cidade na busca de um abrigo para essas pessoas. Para ele, a porta de entrada para as drogas é o álcool, que leva à maconha e à cocaína. Por isso, o CMDCA vai propor a cria-

ção de uma comissão para estudar o caso. “Jundiaí precisa de uma clínica de reabilitação. Os jovens com esse problema são mandados para tratamento fora, longe da família, dificultando a ressocialização.”

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que traz os direitos e os deveres do jovem, faz 23 anos em junho. Ele garante à criança e ao adolescente o seu reconhecimento como sujeito de direito. “Hoje, numa disputa de guarda judicial, a criança é ouvida. Antes do ECA, ela não tinha voz. Quem decidia, ouvidos os pais, era o juiz, que lavrava a sentença. “O ECA possibilita que essas pessoas sejam tratadas

Luciani, um guarda amigo dos jovens

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O CMDCA de Jundiaí tem à frente o guarda municipal Aparecido Luciani, de 42 anos, que chega à cidade em 1976 e vive infância pobre, na Vila Ana. Aos 18 anos, serve o Exército – chega a sargento – e, em 1995, entra na Guarda Municipal.

Mas foi em 2002 que Luciani conheceu, por indicação do ex-comandante da Polícia Militar, coronel Reynaldo Benevides, o recém-criado CMDCA. Daí em diante, pega gosto pelas causa dos jovens. E passa a integrar o órgão – ele é presidente pelo segundo ano.

Em 1997, o programa Anjos da Guarda, hoje transformado em Guarda Comunitária, foi uma porta que se abriu para Luciani. Isso, mais as dificuldades vividas na adolescência, contribuiu para que ele optasse por trabalhar com crianças e adolescentes.

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ECA trouxe o direito

mauro ramos

O governo paulista criou uma lei de internação compulsória como medida emergencial para tirar das ruas pessoas que sejam usuários contumazes de drogas. Segundo o Núcleo de Estudos de Políticas Públicas – o Instituto Nepp, da Unicamp –, os maiores problemas que envolvem os jovens são: as drogas, a evasão escolar e a gravidez na adolescência. “A jovem grávida e usuária de crack nos preocupa” – diz Aparecido Luciani, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente (CMDCA) em Jundiaí, que trabalha com a

como seres humanos, com voz e direito de ser ouvidos” – diz Luciani.

Colabore

Ajude o CMDCA doando parte do imposto de renda devido. Em Jundiaí, informe-se no site <www.eusouadiferenca.com.br>.

oftalmologia

Cirurgia refrativa ajuda a reduzir miopia severa Procedimento possibilita independência dos óculos; paciente se recupera com rapidez Enxergar bem sem óculos ou lentes de contato é o sonho de quem exerce atividades simples, como dirigir, ver TV ou praticar esportes. A cirurgia refrativa possibilita isso, por meio da aplicação de laser ou de implante intraocular de lentes especiais.Segundo

o oculista jundiaiense Fábio Ferraz, há dois tipos de lentes, ambas removíveis, para quem tem mais de dez graus de miopia: a Cachet e a ICL. “Quando há contraindicação no tratamento a laser, corrige-se assim” – explica. Mas a procura pela cirurgia a laser

cresce, pois não é preciso internar o paciente e o tempo de recuperação é curto. Usam-se só colírios e há leve sedação, em alguns casos. Há ainda as técnicas chamadas de excimer laser, que modificam a forma da córnea para corrigir transtornos da refra-

ção: O PRK (Photorefractive Keratectomy), aplicado na superfície da córnea, e o LASIK (Cirurgia de Miopia e Astigmatismo e Hipermetropia), na camada mais profunda da córnea. Em ambas as técnicas, a cirurgia em cada olho dura, em média, dez minutos e a recupe-

ração é de cinco dias. Usamse colírios anti-inflamatórios, antibióticos e lubrificantes na fase pós-operatória e deve-se evitar o contato do olho com a água, principalmente do mar e da piscina. Mais informações, em <www.clinicadeolhosjundiai.com.br>.


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vale o que vier As mensagens podem ser enviadas para jornalba@redebrasilatual.com.br ou para Rua São Bento, 365, 19º andar, Centro, São Paulo, SP, CEP 01011-100. As cartas devem vir acompanhadas de nome completo, telefone, endereço e e-mail para contato. c o p a p r r a i i l o a c c i a n d i a i d r o e a n s

r e n o a i o s

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Palavras cruzadas

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Respostas

Horizontal – 1. Bairro famoso do Rio de Janeiro 2. Aperfeiçoado 3. Descarga elétrica no espaço, seguida de relâmpago; Curar 4. O, em italiano; Solitário 5. Observatório de Atividades Culturais; Peça íntima feminina, com elásticos, usada para moldar o corpo, nos quadris, ventre e cintura 6. Que não causa dor 7. Caminho; Não aprovar 8. Locomovia-se, deslocava-se; Soberano; Parta 9. Pirraça 10. Triturar com os dentes; Diligência 11. Desejos intensos; Símbolo do ósmio. Vertical – 1. Natural do Rio de Janeiro; Raiva 2. Pedra preciosa de cor leitosa e azulada; símbolo do Níquel; Observatório Nacional 3. Partido político mexicano; Sedes de municípios 4. Camareiros; Entrelaçamento apertado de dois ou mais fios; Segunda nota musical 5. 900, em algarismos romanos; Radiologia Brasileira 6. Para os; Quem trabalha em cemitério abrindo covas 7. Nascidos no Brasil 8. Na mitologia egípcia, lugar que correspondia aos campos elísios dos gregos; Não, em inglês; Rio Grande do Norte 9. Nenhuma das anteriores; Brecado 10. Artéria principal que parte do ventrículo esquerdo e irriga todo o corpo; Símbolo de rádio; Carta do baralho.

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