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Jornal Regional de Jundiaí

jornal brasil atual

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nº 12

eleição

Distrib

Gratuuiição ta

Novembro de 2012

região

prefeito de 140 mil votos Pedro Bigardi, do PCdoB, é eleito com 65,57% dos votos válidos em Jundiaí de cara nova Aglomerado Urbano de Jundiaí está pronto para as mudanças

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cidadania

negritude Dia 20 de novembro, CUT realiza Marcha pela Consciência Negra

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esporte perfil

neymar, o juninho da praia grande Os primeiros lances no Jardim Glória, quando ele era um desconhecido jogador do Grêmio Pág. 4-5

jogos abertos Jundiaí e região estará representada nas divisões menores

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Jundiaí

editorial As eleições municipais mostraram ao País que a mídia comercial tem, sim, um lado: o da incondicional defesa de um projeto nacional que não tolera a vitória dos partidos mais afeitos à causa dos trabalhadores, pela inclusão e contra a miséria e a barbárie. Este ano, essa tal mídia – o PIG, o Partido da Imprensa Golpista – teve a seu lado os homens que vestem a capa escura do Supremo Tribunal Federal (STF) a julgar (até a véspera da eleição) aqueles que eram tidos como responsáveis pelo famigerado Mensalão e a culpá-los com as penas da lei, sem ao menos terem uma prova contra os acusados. Valeram, sim, os indícios de culpabilidade, o que muda cabalmente o viés da Justiça empregada no Brasil até aqui. Parte do país assistiu a isso com a sensação de repugnância e despudor. No fim, eles foram derrotados de novo. Da cidade de São Paulo veio a derrota maior, com o tucano José Serra sendo bicado de morte pelo “poste” Fernando Haddad. Mas Jundiaí também renovou seus ares, retirando do poder o PSDB, que há mais de 20 anos governava a cidade, e elegendo Pedro Bigardi, do PCdoB. Restou, apenas, o exemplo nefasto do PIG, que servirá para que se tomem medidas para evitar essa afronta à democracia. Afora isso, o jornal Brasil Atual – Jundiaí mostra uma realidade desconhecida dos torcedores brasileiros, que aprenderam a ser fãs do melhor jogador do futebol nacional na atualidade: a infância de Neymar, vivida no Jardim Glória, na Baixada Santista, bairro da periferia da Praia Grande, onde ele começou defendendo um clube que existe até hoje, o Grêmio, e onde estão os antigos amigos, que esperam uma visita do craque, ainda que seja apenas de reconhecimento pelas velhas amizades. É isso. Boa leitura!

jornal on-line Leia on-line todas as edições do jornal Brasil Atual. Clique www.redebrasilatual.com.br/jornais e escolha a cidade. Críticas e sugestões jornalba@redebrasilatual.com.br ou jornalbrasilatual@gmail.com facebook jornal brasil atual twitter @jorbrasilatual Expediente Rede Brasil Atual – Jundiaí Editora Gráfica Atitude Ltda. – Diretor de redação Paulo Salvador Editor João de Barros Redação Antonio Cortezani, Douglas Yamagata, Enio Lourenço e Lauany Rosa Revisão Malu Simões Diagramação Leandro Siman Telefone (11) 3295-2800 Tiragem 15 mil exemplares Distribuição Gratuita


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eleição 2012

Bigardi é eleito prefeito com 65,67% dos votos válidos Em 1º de janeiro de 2013, Pedro Bigardi assume a Prefeitura de Jundiaí com vários desafios, decorrentes dos 140 mil votos obtidos. Por isso, ele estuda criar um canal de comunicação com o povo que o elegeu. “Isso traz responsabilidade maior, pois as pessoas têm expectativa de ver a cidade bem administrada; por isso, temos que dar uma resposta rápida à população” – destaca o prefeito eleito. Após a vitória esmagadora sobre o PSDB, que há mais

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Uma conquista histórica: nunca, em Jundiaí, alguém venceu com um percentual tão alto

de 20 anos governava o município, Bigardi aponta duas frentes que considera impres-

cindíveis para a cidade. “A mobilidade urbana, que compreende o transporte coletivo e o trânsito, e a saúde, por causa da superlotação dos hospitais e das Unidades Básicas de Saúde, da falta de medicamentos e de médicos e da demora no atendimento” – diz. O novo prefeito também pretende aumentar investimentos em Educação, Habitação e Segurança Pública. “Temos de estudar o orçamento 2013, mas esses setores terão atenção maior” – garante.

Em relação à composição da Câmara Municipal, onde a coligação terá quatro representantes, Bigardi acha que não terá problemas para governar. Ele dará autonomia à sua bancada de vereadores para construir um sólido apoio. “Queremos que os poderes tenham independência e atuem em prol da cidade.” Na avaliação do novo prefeito, o eleitor está mais consciente. “Sentimos isso nas ruas. As pessoas queriam saber dos planos de governo, as redes

sociais incentivavam o debate e, na região, apenas Cajamar reelegeu o prefeito. Isso é uma mostra de que a população optou pela renovação.” Indagado se vai criar algum mecanismo de participação popular nas decisões do governo – a exemplo do Orçamento Participativo –, Bigardi afirmou que “é preciso um canal de debate permanente com o povo”. E finaliza: “Vou me esforçar para corresponder à responsabilidade que representa essa vitória”.

Do Vianelo, desde que lá era um grande descampado Pedro Bigardi nasceu em Jundiaí, em 1959, no Vianelo. Seu pai tinha um armazém de secos e molhados na Rua Silva Jardim e sua mãe era dona de casa. Depois, a família de Pedro mudou-se para perto da Escola Padre Anchieta, também no Vianelo. Pedro, a esposa Margarete e a filha Patrícia moram até hoje no bairro. A família Bigardi – Pedro tem cinco irmãos e uma irmã. Criança, seu passatempo preferido era ouvir o programa de esportes de rádio do locutor Geraldo Bretas, ao lado do pai, Antonio. A chegada da primeira televisão na casa dos Bigardi foi um acontecimento. “Jogávamos bola num campinho perto de casa e corremos para ver a novidade. Ficamos maravilhados com aquela televisão em preto e branco” – recorda. A infância – Muita brincadeira de rua, futebol, mer-

gulhos nos córregos da região da Rua 23 de Maio e amizades que duram até hoje. As festas juninas do bairro eram inesquecíveis: os vizinhos faziam uma grande fogueira e muita comida. O Natal, um momento mágico para a molecada. Todos adoravam mostrar os brinquedos que ganhavam, como se os vizinhos formassem uma grande família. O aluno – Pedro Bigardi cursou o primário no Colégio Sesi, na Rua Cândido Rodrigues, no Centro, perto do Gabinete de Leitura Ruy Barbosa. “Fui da primeira turma de ginásio do Siqueira de Moraes” – diz. Na adolescência, Pedro cursou edificações no Colégio Vasco Antônio Venchiarutti. “Eu era o único filho que estudou naquela época.” O trabalho – O primeiro trabalho de Pedro foi de vendedor de pipocas, no Anchieta e na Festa da Uva, modo que encontrou de ajudar o pai nas despesas. Depois, passou em

concurso público na Prefeitura de Jundiaí e, em 1979, começou a trabalhar como desenhista, passando a assessor de engenharia e a engenheiro, quando se graduou em Engenharia Civil, na Universidade São Francisco, em Itatiba. A juventude – Pedro participava do Diretório Acadêmico – ele sempre gostou de política, mas não militava em nenhum partido. Em 1984, começou a participar de um grupo de teatro, cuja diretora era filiada ao PT – muitas vezes os ensaios eram na sede do partido. “Nessa época, conheci três paixões: minha es-

posa, a política e o teatro.” O primeiro contato com o partido veio a convite do ex-vereador Erazê Martinho. Pedro ingressou no PT em 1985, onde atuou por dez anos. “Comecei a trabalhar na Fundação Municipal de Ação Social (Fumas), com as famílias de baixa renda” – revela. “Em 2 de novembro de 1995, Antônio Galdino, ex-vereador de Jundiaí, convidou-o para ser candidato a prefeito pelo PT. “Ganhei a prévia do partido e concorri em 1996 à Prefeitura pela primeira vez e nunca mais me desliguei da política.” Maiores influências – Pai,

mãe, irmãos, a esposa Margarete e a filha Patrícia são suas inspirações. Nacionalmente, Pedro admira a trajetória do ex-presidente Lula. Em Jundiaí, suas referências são Erazê Martinho e Antonio Galdino, políticos de personalidades distintas, mas com a mesma visão de mundo. “Galdino é centrado nas suas ideias; para o Erazê, a única regra é ajudar as pessoas.” O pai de família – Pedro, Margarete e Patrícia levam vida simples. Em casa, vivem ao lado dos cinco vira-latas recolhidos das ruas de Jundiaí. “Meus pais são meus ídolos. Sou a filha mais orgulhosa do mundo e quero seguir os exemplos de vida que eles me ensinam” – diz Patrícia. Homem de fé – Católico, Pedro é religioso e respeita quem prega a paz de espírito, o amor e o respeito ao próximo.


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Neymar em Praia Grande, no tempo em que era Juninho

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Neymar da Silva Santos Júnior nasceu em Mogi das Cruzes e teve uma infância nômade devido às empreitadas futebolísticas do pai, também ele um atacante. Antes de a família Silva Santos desembarcar na Baixada Santista, eles moraram em Várzea Grande, no Mato Grosso, onde o Seu Neymar vestiu a camisa do Operário Futebol Clube e se sagrou campeão estadual, em 1997, quando Neymar Júnior tinha cinco anos de vida. Chegando ao litoral paulista, a família viveu na casa da avó paterna do craque, em São Vicente. Com o nascimento de Rafaella, a caçula da família, o espaço tornou-se pequeno e os quatro se mudaram para a Praia Grande, onde viveram nove anos. No Jardim Glória, na peri-

enio lourenço

O garoto esbanjava talento entre a molecada e o time de várzea do Jardim Glória

Neymar e as lembranças da Praia Grande: a família, o primeiro time e o amigo Jonathan

feria da cidade, o garoto foi se habituando a fazer do futebol o seu estilo de vida. “Cheguei a ter 50 bolas em casa” – revelou Neymar, aos 14 anos, em entrevista à TV Tribuna. Como a maioria das crianças, ele conciliava os estudos com a brincadeira predileta, jogar futebol. Os amigos do bairro contam que podia ser em

casa – num campinho de areia no quintal, feito pelo pai –, na rua, no campo do Grêmio, o “Juninho”, como era chamado, estava sempre chutando uma bola. Jonathan Santos Marcelino, 20, repositor em uma transportadora de tintas, era um dos amigos de Neymar. Ele lembra que almoçava na

casa do atacante e vice-versa e sempre jogava vídeo game. “A gente estudava no Tio Baptista (Escola Municipal José Júlio Martins Baptista), onde fomos campeões dos jogos escolares. Foi uma época muito boa.” O jovem conta que reviu o amigo famoso apenas uma vez, depois que a família de Neymar mudou para Santos. “Houve

Por Enio Lourenço

um jogo da Seleção Brasileira de Futsal, com o Falcão, no Ginásio Poliesportivo Municipal, e o Neymar deu o pontapé inicial da partida. Nesse dia, ele saudou o meu irmão, mas não me viu.” Das fortes lembranças de Jonathan, as que mais o empolgam são as da molecada jogando bola nas ruas do Jardim Glória. As peladas iam de depois das aulas até o anoitecer. “Teve um dia em que o Neymar trouxe os amigos dele do Gremetal (clube de Santos onde jogava futsal) e chamou a gente para jogar contra eles na rua. Um dos moleques do time do Neymar era o Alan Patrick (ex-jogador do Santos, hoje no Shakhtar Donetsk), mas não conseguiram nos vencer. O jogo terminou 20 a 19 para nós” – diz, entre risos.

A referência em futebol no Jardim Glória é o Grêmio Praia Grande. Localizado ao lado da Via Expressa Sul, o clube – basicamente um campo de futebol –, fundado em 1969, é conhecido nos campeonatos amadores da Baixada Santista. O presidente do Grêmio é o pedreiro Celiano Alfredo da Silva, o Celinho, de 62 anos. Ele conta que é difícil manter categorias de base na agremiação e não mede esforços para manter o que chama de trabalho social. “Muitos garotos treinam

sem ter o que comer. Então, a gente compra pão, mortadela e suco pra eles, antes dos treinos e jogos.” Neymar era vizinho do Grêmio Praia Grande e resolveu jogar na várzea do bairro, dos nove aos onze anos. O seu técnico foi Eugênio Silva Rosa, o Biro. Mecânico e ex-jogador de futebol, ele treinava o time pré-mirim do Glória, no início dos anos 2000. “O Neymar era um menino tímido, falava pouco, mas no campo era diferente dos outros. Não existia timidez com a bola rolando. Mesmo os garotos

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Os primeiros chutes no campo do time de várzea

Celinho, presidente do Grêmio, e Biro, primeiro técnico

mais velhos não conseguiam segurá-lo.” Celinho e Biro se recordam de que Roberto Antônio dos Santos, o Betinho – olheiro santista, que revelou Robinho e depois levou Ney-

mar para a Vila Belmiro – esteve “umas vezes no campo do Grêmio”, observando os jovens jogadores. “Pouco depois o Neymar já jogava nas categorias de base do Santos.”

Ambos lamentam apenas que o astro da seleção brasileira fale pouco de seu passado no Jardim Glória. “A gente fica triste porque ele não fala nada da época em que esteve no Grêmio. Talvez porque os empresários achem que a gente vai querer alguma coisa” – diz Celinho. Os dois mantêm a esperança de que Neymar faça uma visita para conversar com os garotos do bairro ou doar material esportivo para ajudar jovens que têm vontade de um dia se tornar em iguais a ele.


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Em todas as ruas nomeadas por letras do Jardim Glória sempre se encontra alguém que tenha alguma lembrança do pequeno menino franzino, tímido, que falava baixo e para

bola, da destreza e da facilidade com que a manuseava com os pés. Outros moradores se sentem orgulhos por viverem no mesmo lugar onde um dia morou um dos maiores fenômenos do futebol e da mídia. “O pessoal do Glória se sente orgulhoso do sucesso do Neymar na Seleção Brasileira e no Santos. Quem sabe um dia ele não aparece aqui para dar um abraço na gente” – afirma de maneira esperançosa o seu ex-técnico Biro.

dentro, mas que com a bola nos pés – seja no asfalto quente, na quadra ou no campo – fazia os outros gritarem por ele. Nas escolas Estadual Oswaldo Luiz Sanchez Toschi e na Municipal José Júlio Martins Baptista nenhum funcionário fala da vida escolar do famoso ex-morador do bairro. Mas, nas ruas do bairro, quase todos dizem ter a honra de conhecê-lo. E quem o conheceu, criança, fala de boca cheia das habilidades do craque com a

Pequeno milionário Aos 13 anos, Neymar despontava nas categorias de base do Santos, chamou a atenção dos clubes da Europa e foi convidado a fazer estágio no Real Madrid. Na iminência de perder o craque, o ex-presidente do alvinegro praiano, Marcelo Teixeira, ofereceu à família Silva Santos R$ 1 milhão em luvas, para o jogador permanecer no Brasil. No ano seguinte, Neymar Jr.

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Um orgulho do Jardim Glória

passaria a ganhar cerca de R$ 25.000,00 mensais – valor superior ao que recebem muitos jogadores profissionais no Brasil.

“A nossa infância era estudar e jogar bola. Eu e o Neymar fazíamos campeonatos de futebol na rua. Todo mundo do Jardim Glória parava para assistir. A maioria dos moleques do bairro é habilidosa, porque jogam bola desde criança o tempo todo.” Diferente do célebre amigo de infância e companheiro de peladas de rua, Yago Vieira da Cruz, de 20 anos, é um meia-esquerda que ainda luta por um lugar no futebol. Segundo a mãe, a empregada doméstica Tatiane Vieira, o filho “disputou a primeira Copa TV Tribuna (na qual Neymar se destacou pelo colégio Liceu São Paulo, de Santos, aos 12 e 13 anos), mas na época não era televisionada”. Graças aos torneios da escola, o garoto teve algumas propostas para estudar em colégios particulares, mas recusou: “Não queria sair do meu bairro”. A primeira experiência

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Amigo de infância luta para virar jogador de futebol

de Yago no futebol de campo foi a mesma de Neymar. No campo do Grêmio Praia Grande, os dois eram parceiros ofensivos. “Os treinos eram no fundo do campo, atrás do gol, porque éramos muito pequenos. Na época, o espaço parecia gigante.” Aos 12 anos, os jovens se separaram. Yago fez um teste no Corinthians. “A gente treinava no terrão de Itaquera, mas depois de três meses eu voltei, porque não me adaptei à casa de uma tia e sentia falta da minha família e do Glória” – conta Yago. Ao retornar à Praia Grande,

Yago seguiu no futsal e na várzea até ser descoberto pelo exponta-direita do Santos Manoel Maria e levado a atuar pelo Jabaquara Atlético Clube, de Santos. “Fiquei três anos, nas categorias infantil e juvenil, e disputei um ótimo Campeonato Paulista Sub-17.” Nessa época, o jogador e sua família assinaram um contrato com a CFS Sports. A empresa se tornou dona dos direitos esportivos de Yago por quatro anos (dos 14 aos 18) e estabeleceu multa rescisória de R$ 250.000,00. “Do Jabaquara eu tinha chance de ir para o Santos, porque o Manoel Maria era muito influente e já havia levado o Geovânio, hoje atacante reserva do Peixe. Bastava eu ficar mais um pouco por lá. Mas o meu empresário (que ele não diz o nome) vetou a minha permanência.” Yago, então, começou a pingar de clube em clube do Brasil. Aos 16 anos, ele estava no América Mineiro. Lá, o meia-esquerda conquistou os dirigentes e treinadores com o seu

estilo de jogo, fazendo com que eles se interessassem em adquirir os direitos federativos da CFS Sports. “Estávamos no hexagonal final do campeonato mineiro e meu empresário precisava levar o documento à federação autorizando a minha transferência, mas a CFS melou a negociação.” Yago chamou a atenção de Mauro Fernandes, ex-coordenador das categorias de base do Atlético Mineiro – hoje treinador do time profissional do América Mineiro. No Galo, Yago ficou três meses, mas quebrou o tornozelo e ficou oito meses afastado dos campos. Ao se recuperar, disputou torneios por times de empresários e, em 2011, foi para o Vasco da Gama. “Foi o lugar onde passei mais dificuldade na vida”. Nos quatro meses em que permaneceu no Rio de Janeiro, a CFS nunca o ajudou financeiramente. “Houve dias em que eu fiquei sem comer. Eu ia para o treino à base de água. Às vezes algum amigo me dava biscoito para comer”

– comenta entre lágrimas o jogador que não contou a situação à mãe, para não atormentá-la. Sem resposta sobre a sua permanência no Vasco, Yago aguardou o fim do contrato com a CFS Sports, para reaver sua autonomia. Ele voltou a jogar na várzea de Praia Grande e chamou a atenção de novos empresários que o levaram a uma peneira em São Bernardo. De cerca de 100 jovens, ele se destacou e foi convidado a fazer uma pré-temporada, a fim de se recondicionar fisicamente, com uma equipe profissional de Maria da Fé, no interior de Minas Gerais – no dia da entrevista, Yago se preparava para viajar. Ele diz que existem propostas para realizar seu sonho em outro país: “Não é nada concreto, mas me falaram sobre propostas de Portugal, Alemanha, Suíça e Vietnã. Espero que dê tudo certo. Quero realizar meu sonho e não vou desistir.”


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A nova cara do Aglomerado Urbano de Jundiaí Quadro regional de prefeitos foi alterado e traz novos desafios para os novos administradores

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A onda de renovação, que passou por todo o Brasil, também atingiu a região na recém-criada Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ), composta de sete cidades – Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista. Quase todas as administrações atuais foram substituídas, trazendo um novo desafio para os administradores que assumem no dia 1º de janeiro de 2013. Um dos prefeitos eleitos, Ricardo Bocalon (PT), de Itupeva, diz que a onda de mudança é uma oportunidade para as cidades que

compõem o Aglomerado. “O desafio delas não se restringe mais aos seus limites territoriais. Agora, saúde, educação, segurança, transporte precisam ser discutidos em

conjunto, e o Aglomerado é fundamental para isso. Os prefeitos eleitos têm de articular a transição de gestão para não prejudicar o que já foi debatido e avançar no de-

bate de outras áreas” – afirma Bocalon. O prefeito eleito por Jundiaí, Pedro Bigardi (PCdoB), salienta que a renovação eleitoral colabora para trazer

novas ideias. “Novos governantes, de partidos diferentes, chegam com mais gás para discutir políticas públicas. E a Aglomeração Urbana, fortalecida, é um canal para a viabilização de projetos e investimentos na região.” Apesar das divergências iniciais, quando da criação da Aglomeração Urbana, vários assuntos já foram debatidos. Entre eles, a criação da Câmara Temática da Defesa Civil, por conta dos problemas advindos do excesso de chuvas na região e, na habitação, as discussões sobre o programa Minha Casa Minha Vida.

Cidades do Aglomerado Urbano têm 700 mil pessoas mento comum para o uso do solo, transporte, sistema viário regional, habitação, saneamento básico, meio ambiente, desenvolvimento econômico e social, etc. As cidades que

Como a região possui problemas comuns, o objetivo é que os municípios busquem soluções conjuntas. Para isso, o Aglomerado pode atuar num planeja-

compõem o Aglomerado têm 700 mil habitantes e uma série de problemas de infraestrutura – de transporte intermunicipal a enchentes, passando por destinação do lixo.

Com a entidade, foi criado o Conselho de Desenvolvimento, sendo o presidente o atual prefeito de Jundiaí, Miguel Haddad (PSDB), cujo foco será definir prioridades e

usar verbas estaduais e federais para projetos conjuntos. O Conselho será composto pelos prefeitos das cidades e por representantes do Estado, de forma paritária.

Saúde

Conjuntivites e alergias se agravam no verão

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Causas vão da poluição e o cloro das piscinas aos vírus e bactérias “Olhos vermelhos, lacrimejantes, pálpebras inchadas, sensação de areia nos olhos, secreção e coceira podem indicar uma conjuntivite” – diz a oftalmologista da Clínica de Olhos Jundiaí, Georgiana Rangel, que recomenda evitar aglomerações e não frequentar piscinas de academias ou clubes. Segundo ela, é importante lavar o rosto e as mãos, não

coçar os olhos e trocar diariamente a toalha do banheiro e a fronha dos travesseiros. “As mulheres não devem compartilhar o uso de esponjas, rímel, delineadores, etc.” – explica. No tratamento é preciso ainda fazer compressas com água gelada filtrada e fervida ou com soro fisiológico. Para a conjuntivite viral não há medicamentos.

O clima seco, com vento e fumaça, e os lugares fechados, com calefação, ar-condicionado e monitores de computador, causam o olho seco. “Na menopausa, as mulheres têm esse problema por causa das mudanças hormonais” – explica Georgiana. Os sintomas são parecidos com os da alergia: “Coceira, irritação, olhos vermelhos, visão borrada, lacri-

mejamento e desconforto ao ver televisão, ler ou trabalhar no computador, são os mais comuns” – diz. Já os sintomas da infecção ocular são a coceira nas pálpebras, que fere a pele ao redor dos olhos. “A conjuntivite primaveril pode evoluir para complicações graves, que levam à deficiência visual permanente” – explica Georgiana.


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Cidadania

CUT promove Marcha pela Consciência Negra Dia 20 de novembro é a data que homenageia Zumbi dos Palmares, morto em 1695 A homenagem a Zumbi é para um personagem histórico, que representou a luta do negro contra a escravidão, no período colonial do Brasil. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade no Quilombo dos Palmares, em Alagoas. Os quilombos eram o ponto em que habitavam os negros fugidos no século XVII. Representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana. Para marcar a data, a

sub-sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Jundiaí e região promoverá um grande ato com a Marcha pela Consciência Negra. Segundo explica o presidente da entidade, Vitor Machado, o Vitão, “o objetivo é o reconhecimento da importância da data para a sociedade”. A marcha terá início às 9 h, em frente a Câmara Municipal de Jundiaí e percorrerá as ruas do Centro, com uma parada na Praça Floriano Peixoto (Coreto), onde ocorrerão manifestações culturais.

Em seguida, ela vai à Praça do Fórum e retorna pela Rua do Rosário com outra parada na Praça da Matriz. A implantação da data como feriado nacional é importante, pois reconhece o papel do negro na sociedade brasileira. “A gente luta para que seja sancionada uma lei para obrigar as escolas a terem em seu currículo ensinamentos sobre a África e a história dos povos negros no Brasil. É uma luta contra a discriminação racial e pela valorização do povo negro” – diz Vitão.

Zumbi dos Palmares, um negro de nossa história Zumbi dos Palmares nasceu em Alagoas, em 1655, e por 14 anos comandou a resistência de milhares de negros contra a escravidão, no Quilombo dos Palmares, lo-

calizado na Serra da Barriga, atualmente parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Zumbi é considerado um grande líder de nossa história. Nasceu livre e foi

capturado com sete anos de idade. Com 25 anos, tornouse líder do Quilombo dos Palmares. Aos 40 anos de idade, ele foi degolado, em 20 de novembro de 1695. Em 2011,

a presidenta Dilma sancionou o projeto da ex-senadora Serys Slhessarenko (PT/MT), que institui o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

Esporte regional

Jovens disputam os 76º Jogos Abertos do Interior Mais de 200 cidades do interior paulista se enfrentam em 25 modalidades esportivas Após disputarem os Jogos Regionais em Avaré, os jovens atletas da região voltam-se para os 76º Jogos Abertos do Interior Horácio Baby Barioni, que serão realizados entre os dias 12 e 24 de novembro, em Bauru. A competição reunirá mais de 200 municípios que disputarão os Jogos em 25 modalidades: atletismo, basquetebol, biribol, bocha, boxe, capoeira, ciclismo, damas, futebol, futsal, ginástica artís-

tica, ginástica rítmica, handebol, judô, karatê, kick boxing, luta olímpica, malha, natação, tae kwon do, tênis, tênis de mesa, vôlei de praia, voleibol e xadrez. Como já ocorre há alguns anos, os Jogos Abertos do Interior serão disputados em três divisões – a Divisão Especial, a 1ª Divisão e 2ª Divisão. A 1ª e a 2ª divisões serão disputadas em duas categorias: A – até 21 anos –, nascidos a

partir de 1991; B – livre. Já a Divisão Especial será disputada em categoria única em que estão os atletas de maior rendimento técnico. Por falta de incentivo aos atletas para que disputem as divisões maiores, a região de Jundiaí não terá nenhuma cidade disputando os Jogos na Divisão Especial, apenas na 1ª e 2ª. Entretanto, o mais importante é que a maioria das cidades estará nos Jogos

e os atletas prometem empenho para defender as cidades: Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista serão as representantes do chamado Aglomerado Urbano de Jundiaí.


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Horizontal – 1. Grande macaco do Sudeste Asiático, de pelos avermelhados, braços muito longos e cauda ausente 2. Arte e técnica da dança, do uso preciso, harmonioso e expressivo do corpo em movimentos e posições coreografados ou improvisados; Causas, motivos, explicações 3. Designação de diversas árvores e arbustos elegantes, que dão lindas flores; Poeira; Mano, Irmão 4. Um dos criadores da Tropicália; Deslocar-se na água usando o corpo ou instrumentos como boias e pranchas 5. Estados Unidos da América; Nome de uma fábrica de automóveis 6. Alcoólicos Anônimos; Clube Atlético Paranaense; Matéria que forma o esqueleto do homem 7. Próprio de um dos polos da Terra; Contração do pronome te e do pronome a 8. Coisa que atrai; Alagoas; Cabelo, penugem 9. Forma de cumprimento; José, prenome de um cantor brega; Amapá 10. Partido, grei; A mais aguda entre as vozes masculinas.

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Vertical – 1. Registros de óbitos 2. Pessoa matreira; Terceira nota musical 3. Cidadã da Alemanha; Peça usada para cavar ou remover terra 4. Nordeste; Cobalto; Sufixo que indica um álcool 5. Cada impulso dado sobre o pedal na bicicleta 6. Rezo; Pedra preciosa de cor leitosa e azulada 7. Está combinado; Notre Dame; Magnetismo pessoal 8. Que traz azar; Que denota precedência 9. Região em que ficam os Estados do Ceará e de Pernambuco 10. Parte amarela do ovo de ave ou réptil, que contém substâncias nutritivas; Sala destinada a reuniões e recepções sociais 11. Nome de um conhecido general brasileiro; Oficial Poker Rankings.

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vale o que vier As mensagens podem ser enviadas para jornalba@redebrasilatual.com.br ou para Rua São Bento, 365, 19º andar, Centro, São Paulo, SP, CEP 01011-100. As cartas devem vir acompanhadas de nome completo, telefone, endereço e e-mail para contato.

Respostas o b i t u a r i o s

r a a l p e o m s a a p m a i c

n g e p z e d c a o l a o d l a

o t r a o n o d p a r l a i t

Palavras cruzadas

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