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Jornal Regional de Bebedouro

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Bebedouro

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nº 27

Propinoduto tucano

Agosto de 2013

rádio

SIEMENS DENUNCIA Multinacional confessa existência de cartel em licitações de trens e Metrô de São Paulo

parabéns Rádio Brasil Atual completa um ano no noroeste paulista

Pág. 2

saúde

Fila de espera Paciente aguarda há mais de um ano por duas cirurgias

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Cultura entrevista

Joel Monteiro conta trajetória no esporte Jogador de vôlei relembra principais momentos da carreira, inclusive da vitória sobre Argentina Pág. 7

música Lucas Pessoa prepara lançamento do primeiro disco

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Bebedouro

2 rádio

Rádio Brasil Atual faz um ano

editorial A revista IstoÉ publicou, em julho, uma reportagem que evidencia o superfaturamento nas licitações das obras e serviços do Metrô e da CPTM, desde o ano de 1997, quando o falecido Mário Covas governava o Estado de São Paulo, até 2008, na gestão de José Serra (passando ainda pelo primeiro mandato do atual governador Geraldo Alckmin). Um escândalo tucano que a mídia tradicional teima em não divulgar. Pelo contrário. Até o fechamento desta edição, o PIG (Partido da Imprensa Golpista) se mantém blindando os envolvidos e tergiversa ao suscitar falsos debates em torno dos órgãos de apuração do caso, como o Cade. É preciso uma investigação idônea e punição aos culpados, corruptos e corruptores, que podem ter subtraído um mínimo de R$ 50 milhões dos cofres públicos paulistas. Não deixe de conferir a ótima entrevista com o nosso campeão do vôlei Joel Monteiro. O ilustre bebedourense relembrou os primeiros passos no Educandário Espírito Santo, a ida para tentar a sorte em São Paulo e o sucesso de chegar à seleção brasileira – em especial, ter sido o protagonista na classificação do time para as Olimpíadas de Sydney, em 2000. É um orgulho para nós ter um atleta deste porte representando a cidade e, acima de tudo, discutindo questões mais abragentes, como a educação, a partir de sua experiência jogando em clubes do exterior.

No dia 1º de julho, a Rádio Brasil Atual-Noroeste Paulista (RBA-NP) completou um ano de operação. O veículo está localizado em Pirangi, mas a sua transmissão pode ser sintonizada em um raio de até 80 quilômetros e já contempla ouvintes de cidades como Bebedouro, Catanduva, Barretos, Monte Alto e Taquaritinga. “Há cerca de quatro meses, passamos a operar com um sistema maior. Tivemos mais aceitação na região e o retorno dos ouvintes aumentou”, afirma o coordenador de jornalismo da RBA-NP, Rafael Garcia. Em seu primeiro ano, a Rádio Brasil Atual acompanhou as principais festas da região, apresentou artistas da música sertaneja e produziu

divulgação

Democratizar a informação é o objetivo da 102,7 FM

programas especiais de resgate à memória de cantores e compositores. No jornalismo, a emissora noticiou os acontecimentos do noroeste paulista e cobriu o cenário político nacional a partir de entrevistas com presidentes de sindicatos, prefeitos e senadores. Rafael explica que o dife-

rencial da RBA-NP não está apenas na estrutura musical – composta de vasto repertório da música popular brasileira. “Temos um olhar cuidadoso sobre a sociedade civil. Nossos noticiários destacam a importância da cidadania e neles mostramos os fatos sob o viés do trabalhador.” Os debates, entrevistas e notícias da RBA-NP tentam aproximar os fatos da realidade da população do noroeste paulista. “Falamos sobre política, economia e meio ambiente de forma simples. Tentamos trazer bons exemplos de entidades locais, falamos sobre questões relacionadas aos direitos humanos, para dar uma nova percepção aos nossos ouvintes”, conta o coordenador de jornalismo.

jornal on-line Leia on-line todas as edições do jornal Brasil Atual. Clique www.redebrasilatual.com.br/jornais e escolha a cidade. Críticas e sugestões jornalba@redebrasilatual.com.br Expediente Rede Brasil Atual – Bebedouro Editora Gráfica Atitude Ltda. – Diretor de redação Paulo Salvador Edição Enio Lourenço Redação Alini Fuloni e Lauany Rosa Revisão Malu Simões Diagramação Leandro Siman Telefone (11) 3295-2820 Tiragem: 10 mil exemplares Distribuição Gratuita


Bebedouro

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Cidadania

Detran/Poupatempo

Descaso no Jardim São Carlos

Começam as obras

por exemplo, não há asfalto e sobra água acumulada. Para piorar, tornou-se um grande depósito de lixo e animais mortos.

Inauguração deve ocorrer este ano

A moradora Aparecida Donizete Porto, de 50 anos, faz um apelo ao poder público: “A coisa está feia no bairro. Nós já tivemos casas inundadas com as águas da chuva, que trazem sapos, ratos e escorpiões para dentro de casa. Nós não queremos falar mal de ninguém, apenas queremos que o prefeito nos ajude”. Ela ainda faz um apelo aos vizinhos, para que não joguem lixo no local e ajudem a melhorar o lugar onde vivem.

divulgação

Entra administração, sai administração e o Jardim São Carlos continua à margem da intervenção dos governantes. Os problemas do bairro parecem não cessar. O asfalto de muitas vias encontra-se esburacado e a falta de galerias pluviais acentua o problema, pois as águas da chuva deterioram ainda mais o pouco que sobra, formando enormes crateras. Na entrada para a Estrada Municipal Bebedouro Areias,

divulgação

“Queremos que o prefeito nos ajude”, diz moradora

No dia primeiro de agosto, ocorreu o lançamento das obras da unidade Detran/ Poupatempo de Bebedouro. O posto de atendimento será instalado no Complexo da Coopercitrus e terá 480 metros quadrados, com a capacidade de receber 60 mil pessoas ao mês, em benefício de até outros 20 municípios da região. A previsão é de que a inauguração ocorra até o final de 2013. Segundo o diretor-presidente do Detran-SP, Daniel Anneberg, “este es-

Cidade

Pavimentação de vias Bebedouro recebe R$ 880 mil do governo federal O governo federal, através do Ministério das Cidades, enviou para Bebedouro um recurso de R$ 880 mil, para o recapeamento de ruas e avenidas. Os primeiros bairros beneficiados são Vila Elizabeth, Jardim Mara-

jazinho, Vila Lurdes e Jardim Progresso, que têm o asfalto em situação precária. As obras já começaram e a população sente a diferença. “Aparentemente, o trabalho está sendo bem feito. Há muitos anos nada de asfalto era

feito aqui no bairro e a situação era muito ruim. As ruas estavam cheias de buracos, com muitas pedras soltas, e agora está ficando bom”, elogia o morador do Jardim Marajazinho, Carlos de Moraes, que é cadeirante.

paço será fundamental para auxiliar a população de Bebedouro e toda a região, com serviços de qualidade e com um atendimento de respeito”. O Detran/Poupatempo de Bebedouro deverá oferecer os serviços de emissão de carteira de identidade (1ª e 2ª via), atestado de antecedentes criminais, processo de suspensão e cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), emissão de 2ª via e renovação de CNH, entre outros.

Saúde

Fila de espera para operar no Hospital Municipal A dona de casa Claudete Vieira da Costa, de 42 anos, espera há mais de um ano na fila de operações do Hospital Municipal Júlia Caldeira Pinto. Ela aguarda uma vaga para fazer as cirurgias de perineoplastia (para correção da bexiga) e de miomectomia. Segundo Claudete, que procurou a reportagem do Brasil Atual

divulgação

Dona de casa aguarda há mais de um ano por cirurgias de perineoplastia e miomectomia para relatar a situação em que se encontra, os funcionários do equipamento de saúde dizem “não ter dinheiro para as cirurgias”. “Como assim, não tem verba? Eu preciso ser operada. Estou trabalhando doente, sofro de bexiga caída e tenho um mioma”, protesta. A dona de casa comenta que o prefeito

Fernando Galvão (DEM) teria dito a uma vizinha sua, também doente e na fila de operações, que esse quadro deve se regularizar “talvez em outubro”. De acordo com o vereador Luiz Carlos de Freitas (PT), “a falta de médicos, espera por cirurgias e medicamentos são as reclamações mais frequentes que chegam à Câmara”.


Bebedouro

4 Propinoduto tucano

Superfaturamento em serviço ferroviário de São Paulo Revista IstoÉ divulgou esquema de multinacionais no Metrô e na CPTM com alto escalão do PSDB Na edição 2279, de julho de 2013, a revista IstoÉ publicou a reportagem O esquema que saiu dos trilhos, que aponta fraudes nos processos licitatórios na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e na Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), desde o governo Mario Covas, em 1997, passando pelo primeiro mandato do governador Geraldo Alckmin (PSDB), até o do ex-governador José Serra (PSDB), em 2008. Segundo a publicação, um

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cartel formado pelas empresas multinacionais Siemens, Alstom, Bombardier, CAF, TTrans e Mitsui manteve um esquema de desvios de recursos públicos e pagamento de propina a políticos tucanos e membros do alto escalão do governo e empresas públicas de São Paulo, em troca de favorecimento nas licitações de aquisição e manutenção de trens, construção de linhas, entre outros serviços ferroviários. A informação surgiu a partir de um acordo de leniência

assinado pela Siemens com o Conselho de Defesa Econômica (Cade), órgão federal ligado ao Ministério da Justiça, pelo qual a multinacional alemã e seus executivos podem se beneficiar de imunidade civil e criminal, dada a violação das leis brasileiras antitrustes no período em que participou do esquema com as outras empresas. Ainda de acordo com a IstoÉ, o superfaturamento das licitações causou um rombo de pelo menos R$ 50 milhões aos cofres públicos do Estado de São Paulo.

O subsecretário da Casa Civil do governo do Estado de São Paulo, Edson Aparecido, negou que o governo tinha conhecimento do cartel em licitações do Metrô e da CPTM e acusou o Cade de ser instrumentalizado pelo governo do Partido dos Trabalhadores (PT). “O que estamos vendo é um desvirtuamento de um órgão de Estado que deveria garantir a livre concorrência, mas se tornou um instrumento de polícia política.” Em nota, o Cade afirmou que “repudia qualquer acu-

Lalo de Almeida/Folhapress

Tucanos negam e acusam Cade de “polícia política”

sação de instrumentalização política das investigações” conduzidas pela autarquia. O órgão apura denúncia de formação de cartel entre empresas vencedoras de licitações

para operar contratos de linhas de trens e metrôs “no Brasil”. Ainda segundo o conselho, “o inquérito administrativo que apura o caso é sigiloso” e “somente tiveram acesso ao

acordo de leniência e aos documentos que o acompanham as partes investigadas e os órgãos que assinaram o acordo: o Cade, o Ministério Público do Estado de São Paulo e o Ministério Público Federal”. O ex-governador José Serra, em entrevista a Rádio Gaúcha, foi questionado sobre o escândalo do “propinoduto” tucano e negou envolvimento no esquema. “Tudo que eu quero é saber quais eram os entendimentos desses cartéis e que eles devolvam o dinheiro. Isso não é uma coisa com o governo. Em nenhum momento, nem no [gover-

anuncie Aqui!

no] Covas, nem no Alckmin, nem no meu foi dada qualquer autorização para que os fornecedores se entendessem a respeito de preço”, afirmou. Para Serra, o Cade é “um organismo de Brasília, que é do governo do PT” e “não apresentou os documentos, vazou por baixo”. “Você não tem condição de controlar o que as empresas que participam numa concorrência conversam entre si. Se o Cade descobriu, está ótimo, foi uma lesão ao Estado e vão pedir o dinheiro de volta. Só isso”, resumiu.

3295–2820 E-mail: jornalba@redebrasilatual.com.br | jornalbrasilatual@gmail.com Telefone: (11)

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Bebedouro

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importantes do Estado. Desde 2008, viemos fazendo denúncia de irregularidades em contratos e não foram apuradas pelo MP-SP ou pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE)”, disse o líder da bancada petista na Assembleia Legislativa. Segundo o deputado, a

ação do MP-SP é lenta. “Há letargia do Ministério Público em não fazer a investigação como deveria. Ainda não entendemos o porquê da demora na investigação dos casos.” Marcolino ressalta que a bancada do PT tentou instalar por três vezes Comissões Par-

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Financiamento de campanha

O analista político e membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) Paulo Vannuchi, em seu comentário à Rádio Brasil Atual, aventou a possibilidade de o escândalo do propinoduto tucano, denunciado pela multinacional

Siemens ao Cade, estar por trás do financiamento das campanhas eleitorais do PSDB. “É provavelmente o fio da meada para explicar todo o sistema de financiamento de campanha das forças tucanas, porque todo mundo sabe no Brasil que enquanto não for aprovado o financiamento público de campanha, os par-

tidos recorrem a esquemas deste tipo, o das campanhas bilionárias.” Vannuchi sugeriu a reforma política como o caminho para resolver esse tipo de problema, que ele considera estrutural. “Todos os líderes partidários sabem que as campanhas são financiadas por esquemas como esse. Então tem que parar com esse cinismo, esse espetáculo que o ministro Joaquim Barbosa e o Supremo Tribunal Federal promoveram, como se houvesse apenas uma única força política no Brasil que praticasse irregularidades, “caixa 2”, quando todos estão cansadíssimos de saber que o fenômeno é generalizado. Precisa de uma medida estrutural que mude as regras.

lamentares de Inquérito (CPIs) na Assembleia Legislativa. “Nunca conseguimos instalar uma CPI, porque a base do governo e os partidos aliados se recusaram a apoiar a sua criação.” No entanto, para ele, o momento é favorável. “Com a denúncia da prática de cartel, agora será inadmissível que a bancada do governo na Assembleia não assine pela CPI. Quando a empresa vai a público e fala que manipulou contratos de licitação do governo do Estado, é necessário trazer a público que houve desvio de dinheiro.” Em julho, o também deputado estadual João Paulo Rillo (PT) protocolou pedido

de apuração de denúncias de desvios de recursos públicos do Metrô e da CPTM ao procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa. “Espero que depois de tanto debate sobre a necessidade da liberdade de investigação do Ministério Público e de se garantirem suas funções, elas sejam aplicadas neste caso também” – disse em referência ao debate sobre a Proposta de Emenda Constitucional 37, que limitava o poder de investigação do Ministério Público e foi engavetada pela Câmara dos Deputados também no mês passado.

Licitação fracassada

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Em entrevista à Rádio Brasil Atual, o deputado estadual Luiz Cláudio Marcolino (PT) afirmou que o Ministério Público Estadual (MP-SP) demora a agir no caso das manipulações dos contratos de licitação na compra de equipamentos ferroviários pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). “A impressão é que foi montada uma estrutura de corrupção entre a empresa Siemens e a Alstom, que é outra empresa que opera no Metrô e na CPTM, inclusive com repasses a executivos

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Deputado cobra agilidade nas investigações do MP

No dia 30 de julho, fracassou a licitação para a construção da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo. O prazo venceu e não houve proposta de nenhuma empresa. O ramal ligará o bairro da Brasilândia, na zona norte da capital, à estação São Joaquim, no Centro. A Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional divulgou nota segundo a qual “o governo do Estado de São Paulo, por meio do Conselho Gestor do Programa de Parcerias Público-Privadas

(PPP), informa que devido à ausência de propostas na concorrência da Linha 6-Laranja do Metrô existe a necessidade de esclarecer vários pontos do edital que não foram totalmente compreendidos”. A Linha 6-Laranja do Metrô é a primeira do sistema que será totalmente construída e operada pelo setor privado. O governo de Geraldo Alckmin (PSDB) esclarece que vai “analisar e aperfeiçoar os principais aspectos do projeto, para que um novo edital possa ser publicado ainda este mês”.


Bebedouro

6 cultura

Lucas Pessoa prepara o lançamento do primeiro disco Ao conversar com Lucas Pessoa, a sensação é de que os 21 anos do rapaz não condizem com à sua personalidade, pela forma como o músico é determinado no que faz. Aos nove anos, a imaginação do garoto indicava um futuro promissor no caminho das artes. “Escrevi uma história que eu dizia ser para um filme. Ela se passava na Segunda Guerra Mundial e era um romance entre um nazista e uma judia”, conta. Três anos depois, a música entrou definitivamente

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Jovem compositor diz ter influências de Vinicius de Moraes a The Doors

em sua vida. “Aos 12 anos, eu gostava mesmo era de jogar bola. Achava que violão era coisa de ‘viado’, mas meu co-

lega de escola Rafael Valverde me incentivou a tocar e a cantar.” O que animou Lucas a seguir na aventura musical foi a composição das letras. Ele e Valverde, então, montaram a banda de rock “Lunáticos de Vermelho”, que acabou em 2011, mas dispôs de relativo sucesso, quando tocaram no Festival de Verão de Ilha Solteira, ao lado de Zé Ramalho, Marcelo D2 e Restart. Apesar de ter atuado como vocalista da banda, Lucas diz que “arranha” violão e guitarra. “Gosto mesmo é de cantar

e compor”. Tanto é verdadeira esta vocação que, em 2010, o rapaz foi premiado em um concurso literário organizado pela Rádio Bebedouro, com a poesia Chama da Madrugada. Atualmente, Lucas não está fazendo apresentações, mas prepara o lançamento do primeiro disco solo, previsto para sair no ano que vem. As influências do álbum vêm dos mais variados nomes e estilos, como Cazuza, Legião Urbana, Chico Buarque, Vinicius de Moraes e The Doors. “Procuro não manter um som padrão, nem de le-

tras, nem de música. Gosto de escrever música romântica, dor de cotovelo, música de protesto, misturar um lado romântico, passando por uma abertura mais política. Mas sempre priorizando o conteúdo e a personalidade.” Além da vida artística, o bebedourense cursa História na Faculdade de Barretos e leciona como estagiário na Escola Municipal Professor Lélis do Amaral Campos. O jovem também trabalha com o pai em um minimercado no Jardim Cláudia.

Empreededorismo

Casal deixa a vida de empregado e abre próprio negócio Antônio e Lúcia aprenderam técnicas de cabeleireiro e montaram estúdio em frente de casa e especializações. Desde o final de 2012, abriram o próprio negócio em frente à casa onde vivem: o Estúdio Mega Hair Stilus. E a empreitada vem dando certo. A demanda de clientes aumentou, a ponto de fazer o casal já pensar em ampliar o salão de beleza, que oferece serviços de alongamento, aplique e tratamento capilar. Toninho explica

uma das técnicas desenvolvidas no Estúdio: “Quando se fala em aplique, muitas pessoas acham que é só para cabelos afro, mas não é nada disso. Ele serve para todos os tipos de cabelos, sejam loiros, castanhos, lisos ou crespos”. O Estúdio Mega Hair Stilus fica na Alameda Canavieira, nº 17, próximo ao Lar do Idoso.

divulgação

O casal Antônio Carlos da Silva, o Toninho, de 40 anos, e Lúcia Helena Campos da Silva, de 46 anos, resolveu mudar radicalmente o modo de ganhar a vida. Cansados de trabalhar como empregados – entre as atividades profissionais, Antônio foi repositor de supermercado e zelador de condomínio –, eles realizaram cursos de cabelereiro

PL 4330

Bebedourenses em luta contra as terceirizações Manifestantes vão a Barretos somar-se ao Dia Nacional de Luta que unificou centrais sindicais Os dirigentes sindicais, bancários e trabalhadores da indústria de alimentação de Bebedouro participaram do Dia Nacional de Luta, em 11 de julho, que reuniu cerca de 400 pessoas, em Barretos.

Para Fábio Alves Medeiros, diretor da subsede de Bebedouro do Sindicato dos Bancários de Barretos, a atividade cumpriu o objetivo de unificar o movimento dos trabalhadores e as centrais sindicais. Ele

enfatiza a luta pela retirada do Projeto de Lei (PL) 4330 – de autoria do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO), que autoriza a terceirizacão das atividades-fim – da pauta de votações do Congresso Nacio-

nal, que prejudicaria os bancários e demais trabalhadores. De acordo com o presidente da Federação dos Bancários da CUT/SP, Luiz Cezar de Freitas, o Alemão, o PL visa retirar direitos trabalhistas previstos em Acordo

Coletivo. “Imagina nos bancos, em que só são terceirizados os vigilantes e o pessoal da limpeza. Com o PL, os banqueiros poderão terceirizar os caixas, o pessoal do setor administrativo, todos os setores.”


Bebedouro

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entrevista

O talento do voleibol que chegou à Seleção Brasileira

Como foram os seus primeiros passos no vôlei? Eu comecei a jogar no Educandário Espírito Santo, aos 12 anos. Lá tinha quadra de cimento, mas também jogávamos em outra de terra batida, com a orientação do professor Robson Quitério, que nos apresentou, além do vôlei, o basquete, o atletismo e outras modalidades. Nos Jogos da Primavera e nas Olimpíadas do Trabalhador competíamos em quase todos os esportes. Nessa época, comecei a treinar com a equipe de vôlei da cidade e disputamos o Campeonato Paulista infanto-juvenil. Fazíamos tudo por diversão, brincadeira. Mas a partir do momento em que deixei a minha família em Bebedouro e fui jogar no Banespa, em São Paulo, coloquei na cabeça que

“A final contra a Argentina foi o momento mais importante que vivi”

deveria ser o melhor. Eu tinha o sonho de fazer parte da Seleção Brasileira e aos 17 anos fui convocado para a equipe infanto-juvenil. Cinco anos depois, estava no time adulto. Qual foi o momento mais emocionante de sua carreira? Tive uma passagem memorável pela Seleção Brasileira. A final do torneio pré-olímpico, em 2000, contra a Argentina, foi o momento mais importante que vivi. Eu estava no banco de reservas e entrei na partida em um momento em que tudo parecia perdido. Mas conseguimos virar o jogo e nos classificamos para as Olimpíadas de Sidney. Tenho muitos outros momentos, mas este foi o mais conhecido. E a maior dificuldade? Olhando para trás, não vejo dificuldade. Sempre gostei muito do esporte. Desde que resolvi jogar vôlei, sempre me dediquei de corpo e alma. Não foi sacrifício deixar de sair à noite, não beber ou não fumar. Ou seja, levar a vida de atleta, que é jogar e treinar sentindo dores e ficar longe da família.

Por Alini Fuloni

Aos 39 anos, o bebedourense Joel dos Santos Monteiro é um exemplo de determinação e vitória no esporte. O atleta da equipe de São Bernardo, de dois metros e dois centímetros de altura, já soma 27 anos de carreira no vôlei, com títulos por diversos clubes e Seleção Brasileira, e não pensa em se aposentar tão cedo. Ele e a equipe se preparam para a disputa do Campeonato Paulista e da Superliga de Vôlei, neste segundo semestre. O oposto de rede, camisa 8, lembrado pelo saque potente, é casado há 13 anos com a levantadora do time feminino de São Bernardo, Kátia Monteiro. O fruto da união do casal de atletas é Matheus Monteiro, de 10 anos. Em entrevista exclusiva ao Brasil Atual, Joel falou da família, lembrou momentos de sua carreira, aprendizados no esporte e comentou sobre Bebedouro, a cidade natal, onde tudo começou. Confira os principais trechos da entrevista. de fazer a nossa parte em todos os momentos, dando exemplos aos nossos filhos dentro de casa, no bairro e na cidade. Fica mais fácil se fizermos a nossa parte.

Na verdade, o que mais me incomodou foi ficar longe do meu filho enquanto eu morava no exterior. O que pode transmitir às pessoas a partir de sua experiência no esporte? Tive a oportunidade de viver em países como Itália, Japão, Emirados Árabes Unidos, Grécia e Argentina, que estão bem melhor do que nós na educação ou na economia. A mensagem é: temos de pensar 360 graus em educação, seja ela acadêmica, em casa, no respeito ao espaço do outro. Noção de cidadania. A nossa tendência é a de esperar que o governo faça algo pela educação, mas temos

“Temos de pensar 360º em educação” Já pensa em se aposentar? Ainda não coloquei ponto final em minha carreira. Vou parar quando não sentir mais prazer em treinar e jogar, ou tiver alguma lesão séria que, graças a Deus, nunca tive, ou não conseguir mais contrato com o clube. Vou continuar

jogando enquanto conseguir este esquema que tenho em São Bernardo: perto de casa, junto com a minha família. Como está o relacionamento com Bebedouro? Tem sido bem distante. Sempre que a rotina permite, dou um “pulinho” na cidade, mas bem rápido. Passei muito tempo fora do Brasil e voltei apenas no ano passado. Nos últimos 12 anos, eu visitei Bebedouro uma ou duas vezes ao ano. Em janeiro meu pai faleceu e agora tenho apenas meus irmãos e amigos na cidade. Mas como estou morando novamente no Estado, pretendo retomar este relacionamento.

Reconhecimento público

divulgação

divulgação

Joel Monteiro relembra como tudo começou na cidade e não pensa em aposentadoria

Em junho, Joel Monteiro recebeu a Medalha Cel. Raul Furquim, em sessão solene na Câmara Municipal de Bebedouro. Cerca de 80 pessoas prestigiaram o evento, que premiou um dos maiores símbolos do esporte bebedourense das últimas décadas. “Esta homena-

gem é de todos vocês, porque a minha história não seria a mesma se não fosse por cada um de vocês. Nos lugares por onde passei, mais ganhei do que perdi, e todas as pessoas me respeitam pela minha conduta. E este é o legado do ser humano.”


Bebedouro

8 foto síntese – concha acústica

Palavras Cruzadas diretas PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

www.coquetel.com.br A rocha formada pelo Etna, na ItĂĄlia

PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

Relativo Ă verdade religiosa

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Eça de Atração Famosa praia de NiQueirós Em com- tradicional terói (RJ) Colocada panhia de da escola Não, em no mesmo Conversa de samba inglês fiada nível

Ficar Ă espera de quem nĂŁo vem

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Causa aflição

Vitamina (?) e cama: conselho ao gripado

Causa aflição Vitamina (?) e cama: conselho ao gripado

3/dad — get — not. 5/mårio. 6/caulim — icaraí. 8/teologal. 9/osso sacro.



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Sobressaltados; assustados

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