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Distrib

Praia Grande

Jornal Regional de Praia Grande

Gratuuiição ta

nº 01

saúde

Julho de 2012

violência

clima de comício Inauguração da UPA do Jardim Samambaia vira disputa político-eleitoral

estupros crescem Cidade bate triste recorde e registra 53 casos em quatro meses

Pág. 2

eleições 2012

luta nacional PT X PSDB: Praia Grande revive duelo que será travado no país

Pág. 3

quem é quem economia

um imposto para melhorar o país Taxação sobre grandes fortunas ajudaria a saúde e o combate à miséria no Brasil Pág. 4-5

cidade dividida Conheça as três áreas bem definidas pelo nosso poder público

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Praia Grande

2 lançamento

Brasil Atual na Praia Grande

editorial Caro leitor, chegou o jornal Brasil Atual, edição de Praia Grande, cujo compromisso é o direito à informação, que traz em si o debate das ideias. Ele será um veículo de comunicação com notícias do Brasil e do mundo, que tratará os problemas locais privilegiando os interesses da comunidade e unindo, por meio da informação, as pessoas que nela vivem. Por isso, faça parte desse projeto de comunicação. Leia, discuta, opine, sugira, critique. A edição inaugural mostra algo comum na cena política brasileira: gente tentando levar vantagem em inaugurações de obras públicas. Foi assim com a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do Jardim Samambaia, que se transformou em disputa políticoeleitoral. Disputa, aliás, que em outubro vai colocar frente a frente dois modos diferentes de governar, com o PT, de Dilma e Lula, enfrentando o PSDB, há 20 anos no poder local. Já no Brasil, um debate que vai pegar fogo é sobre o imposto dos brasileiros muito ricos, pouco mais de 45 mil pessoas. Eles pagariam uma irrisória taxa para que o país atacasse as mazelas da saúde e combatesse a miséria. Assim, ele sairia dessa batalha ecoando o brado de um slogan que retumbaria, de vez, por toda a Nação: País rico é um país sem pobreza. É isso. Boa leitura!

jornal on-line Leia on-line todas as edições do jornal Brasil Atual. Clique www.redebrasilatual.com.br/jornais e escolha a cidade. Críticas e sugestões jornalba@redebrasilatual.com.br

Foi lançado formalmente no dia 14 de julho o jornal Brasil Atual – Praia Grande. A publicação já circula em quinze cidades paulistas, do litoral e do interior. Seu objetivo é contribuir para a democratização das comunicações. O jornal pertence à Rede Brasil Atual, que possui na internet o portal Brasil Atual, um programa diário de rádio e publica mensalmente a Revista do Brasil, com tiragem de 360 mil exemplares. O jornal será financiado por entidades da sociedade ci-

Ricardo Marques

Autoridades e comunidade lançam novo jornal da cidade

vil, sua distribuição é gratuita e deve se manter com anúncios publicitários. Fazem parte da equipe de Praia Grande, Marcelo Siqueira Moreira (coor-

denador geral), José Claudio de Paula (redator), Ricardo Marques (assessor de comunicação e fotografia) e Rose Camargo (secretária e assistente).

violência

Estupros crescem na Baixada Praia Grande registrou 53 casos em quatro meses As ocorrências de estupro na Baixada Santista aumentaram 8,63% no primeiro quadrimestre deste ano. Foram registrados 239 estupros de janeiro a abril. No mesmo período de 2011, foram 220 casos, conforme estatísticas do governo do Estado. Itanhaém foi a cidade que teve maior crescimento de ocorrências: 107,6% (27 casos) e o Guarujá foi a cidade com a maior incidência de estupros, 61, um acréscimo de 12,96%. Praia Grande aparece logo na sequência, com 53 casos, aumento

Estupros na Baixada Santista Casos

240

239

230 220 Ano

2011

de 29,2% em comparação ao primeiro quadrimestre do ano passado. Três municípios reduziram os estupros nos seus territórios: São Vicente, de 45 para 34 casos; Bertioga, de

2012 oito para dois; e Peruíbe, de nove para uma ocorrência. Já Itariri não registrou ocorrência alguma – seu único caso, em 2011, foi no primeiro quadrimestre.

Expediente Rede Brasil Atual – Praia Grande Editora Gráfica Atitude Ltda. – Diretor de redação Paulo Salvador Editor João de Barros Redação Enio Lourenço, José Claudio de Paula e Lauany Rosa Revisão Malu Simões Diagramação Leandro Siman Telefone (11) 3295-2800 Tiragem 15 mil exemplares Distribuição Gratuita


Praia Grande

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Saúde

Praia Grande inaugura UPA em clima de comício

mauro ramos

Jardim Samambaia ganhou uma Unidade de Pronto Atendimento sob influência eleitoral A inauguração da Unidade de Pronto Atendimento – UPA – do Jardim Samambaia, na noite de 30 de junho, ocorreu sob a influência das próximas eleições, dia 7 de outubro. Como a lei eleitoral proíbe que candidatos participem de inaugurações três meses antes da eleição, ela ocorreu no fim desse prazo. Os oradores mal conseguiam disfarçar o clima de comício. Quase no final da festa, José de Ribamar Ramos Santos, militante do PT ofereceu uma bandeira do seu partido ao prefeito Roberto Francisco (PSDB). Em seguida,

ocupou o microfone e parabenizou a administração. Então, o prefeito tucano viu-se obrigado a dizer que havia dinheiro do governo federal na obra, algo que ninguém havia citado antes – os pronunciamentos anteriores louvavam o empenho do ex-prefeito Alberto Mourão (PSDB) em favor da obra; nomes de vereadores candidatos à reeleição também foram citados. Compareceram à inauguração mais de mil pessoas. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura “desde às 14 horas, mais de 10 mil moradores dos

bairros próximos foram ao local do evento”. Durante a solenidade, houve a exibição de um vídeo – que informava como funcionaria a nova unidade de saúde. No final, fogos de artifício foram estourados tendo como música tema aquela do final das corridas de Fórmula 1 (do tempo de Aírton Sena). Um show musical foi cancelado por falta de segurança: a UPA margeia a Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, estrada com intenso fluxo de veículos, e a aglomeração de pessoas poderia causar acidentes.

As Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) foram planejadas para servir de atendimento intermediário entre as unidades básicas e os setores de emergência dos hospitais e os prontos-

-socorros. A ideia, desenvolvida pelo Ministério da Saúde desde 2003, foi assimilada pelos municípios para aliviar os serviços de saúde. A dimensão de cada unidade depende da capacidade de investimento

do município onde ela será instalada. Quanto maior o investimento da prefeitura local, mais bem equipada é a unidade e mais abrangente é o atendimento. No Brasil convivem UPA’s que se assemelham a

mauro ramos

Pronto atendimento pode aliviar emergências postos de atendimento básico e outras preparadas para atender casos de maior complexidade, que funcionam em conjunto com o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU).

eleições 2012

O duelo: Mourão enfrenta PT nas urnas em outubro O ex-deputado federal e ex-prefeito Alberto Mourão (PSDB) é o candidato da situação à Prefeitura de Praia Grande. Maura Ligia Costa Russo (PMDB), que foi secretária de Educação da Prefeitura, será a candidata a vice-prefeita. Os 18 partidos que apoiam Mourão formaram coligações proporcionais e terão 222 candidatos a um mandato legislativo. O principal candidato da

oposição será o ex-vice-prefeito da cidade, Alexandre Cunha, do Partido dos Trabalhadores. O candidato a vice será Valdeir de Oliveira, o pastor Valdeir da Igreja Assembleia de Deus, também filiado ao PT. A chapa terá o apoio de cinco partidos (PTN, PSDC, PC do B, PV e PPL) e 68 candidatos ao legislativo municipal. O PSOL de Praia Grande também confirmou a candida-

Marcelo Siccone

PSOL e PSC também disputam a Prefeitura da cidade com chances reduzidas de vitória tura de Jasper Lopes Bastos a prefeito de Praia Grande – ele já concorreu ao cargo em 2008 –, tendo como vice Antonio Luiz de Souza, o Jarrão. O partido não fez coligação e terá 13 candidatos a vereador. A Justiça Eleitoral registrou também a candidatura do ex-deputado federal Antônio da Cunha Lima (PSC), que concorre sem o apoio de nenhum outro partido a não ser o próprio PSC.


Praia Grande

4 Economia

Um imposto que não mata ninguém. E vale muito Tributação das grandes fortunas seria para a saúde pública e o combate à miséria Por Maurício Thuswohl Estados e municípios devem investir na saúde. Defensores e críticos da tributação praticada em outros países voltaram a tornar públicos argumentos de uma discussão que ganha corpo. Em 1989, o Senado aprovara um projeto de lei complementar do então senador Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) que punha em vigor o IGF, mas permitia

fotomontagem

A criação de um Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), prevista na Constituição Federal de 1988, está subordinada à aprovação de lei complementar para entrar em vigor e até hoje não virou realidade. O debate sobre a taxação das fortunas voltou à tona no ano passado, por causa da Emenda 29, que fixou os percentuais mínimos que União,

que os valores pagos fossem deduzidos do imposto de renda. Na Câmara, o projeto acabou substituído por outro, do PSOL, aprovado na Comissão de Constituição e Justiça em junho de 2010 e pronto para ir a voto em plenário. No entanto, dorme em alguma gaveta da Mesa Diretora à espera de uma decisão política que destrave a discussão.

Imposto sobre Grandes Fortunas Alíquota do Imposto sobre Grandes Fortunas, em milhões

Elaborado pelos deputados Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP) e Luciana Genro (RS, sem mandato), do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o projeto de lei do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) visa complementar a Constituição Federal.

Ele determina que o imposto incida em 1% sobre os patrimônios de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões; em 2%, entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões (26.206 pessoas em 2008, segundo a Receita Federal); em 3%, entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões

(10.168 pessoas); em 4%, entre R$ 20 milhões e R$ 50 milhões (5.047 pessoas); e em 5% sobre patrimônios acima de R$ 50 milhões (1.327 pessoas – há, ainda, 997 pessoas com patrimônio acima de R$ 100 milhões).

Contribuição Social das Grandes Fortunas lhões. Seu relatório previa nove alíquotas para a CSGF, a serem pagas anualmente: 0,4% (entre R$ 4 milhões e R$ 7 milhões); 0,5% (de R$ 7 milhões a R$ 12 milhões); 0,6% (de R$ 12 milhões a R$ 20 milhões); 0,8% (de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões); 1% (de R$ 30 milhões a R$ 50 milhões); 1,2% (de R$ 50 milhões a R$ 75 milhões); 1,5% (de R$ 75 milhões a R$ 120 milhões); 1,8% (de R$ 120 milhões a R$ 150 milhões); e 2,1% para patrimônios acima de R$ 150 milhões. A deputada ressalta que as alíquotas produziriam efeito sobre a arrecadação e

Alíquota da Contribuição Social das Grandes Fortunas, em milhões fonte: receita federal

Em 2011, no debate sobre a Emenda 29, o deputado Dr. Aluizio (PV-RJ) criou a Contribuição Social das Grandes Fortunas (CSGF). A relatora do projeto na Comissão de Seguridade Social e Família, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), apresentou emenda para que a arrecadação proveniente da CSGF fosse direcionada a ações e serviços de saúde. O dinheiro seria encaminhado ao Fundo Nacional de Saúde (FNS) e financiaria o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a deputada, a CSGF atingiria mais de 55 mil contribuintes com patrimônio superior a R$ 4 mi-

baixíssimo impacto para os contribuintes atingidos face à evolução patrimonial: “A Receita Federal informa que, em 2009, o patrimônio das pessoas que superava R$ 100 milhões elevou-se de R$ 418 bilhões para R$ 542 bilhões – 30% de crescimento num ano.

Assim, uma tributação de 2% representa pouco para esse diminuto segmento social, mas significará um belo aporte de recursos para a saúde pública, que atende 190 milhões de brasileiros” – diz Jandira. Se aprovada na Comissão de Seguridade Social e Família,

a CSGF passará por duas comissões antes de ir a votação. O trâmite se estenderá pelo primeiro semestre de 2012. O objetivo dos defensores da proposta é evitar que se repita a situação do projeto que está a hibernar na gaveta da Mesa Diretora.


Praia Grande

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Imposto ou Contribuição Social: o que é melhor? O professor de Direito Tributário da Universidade Federal do Rio de Janeiro Bruno Macedo Curi acha que o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) deve prevalecer sobre a contribuição (CSGF). Ele lembra que entre os objetivos constitucionais do Brasil estão a erradicação da pobreza, da marginalização e a redução das desigualdades sociais: “O

combate à pobreza é algo caríssimo. Por isso, buscou-se um instrumento tributário e a receita do IGF ficou vinculada ao Fundo de Combate à Pobreza”. Segundo Curi, não haveria dupla tributação do IGF e do Imposto de Renda porque “não há duas incidências sobre o mesmo bem; o IGF não tributa a renda, mas o capital.

Renda é o acréscimo de patrimônio (tributável pelo IR) e a grande fortuna é o patrimônio em si. Se uma pessoa com grande fortuna não acrescer seu patrimônio durante um ano-calendário, não pagará imposto de renda, mas pagará o IGF”. O tributo, portanto, atua sobre o patrimônio de quem concentra grande parte da renda nacional.

Afortunados Grandes Fortunas do Brasil

997

pessoas com patrimônio superior a R$ 100 milhões

1.327

pessoas com patrimônio entre R$ 50 e R$ 100 milhões

5.047

pessoas com patrimônio entre R$ 20 e R$ 50 milhões

10.168

pessoas com patrimônio entre R$ 10 e R$ 20 milhões

26.206

pessoas com patrimônio entre R$ 5 e R$ 10 milhões

Segundo Curi, o calcanhar de Aquiles é a possibilidade de o IGF provocar fuga patrimonial do país. “Eis um ponto crucial. O imposto não incide sobre o patrimônio de fora do país, ao contrário do Imposto de Renda, que tem previsão constitucional para isso. Assim, é preciso haver uma emenda constitucional destinada a evitar a previsível

evasão de divisas. Até porque, quanto maior o patrimônio do cidadão, tanto maior será sua mobilidade” – diz o professor, para quem uma alternativa possível, mas não ideal, seria a União aumentar o IOF sobre certas remessas de dinheiro para o exterior. “Mas isso, infelizmente, não é à prova de fraudes e demandaria maior esforço de fiscalização.”

Como é lá fora Em 1922, na Alemanha, a tributação, com alíquotas de 0,7% a 1%, atingia não apenas quem possuía bastante dinheiro, mas também poder econômico e político. O imposto foi declarado inconstitucional em 1995. Desde então, aguardam-se novas regras para que volte a ser cobrado. Na França, o Imposto de Solidariedade sobre a Fortuna, ainda em vigor, tem alíquotas de 0,5% a 1,5% e incide sobre o patrimônio líquido de pessoas físicas. Foi recriado pelo presidente François Mitterrand, em 1988. Outros países europeus que tributam as fortunas são Áustria, Suécia, Finlândia, Islândia, Luxemburgo, Noruega e Suíça. Holanda, em 2001, e Dinamarca, em 1996, o aboliram em um passado recente; há mais tempo, Itália (1947) e Irlanda (1978) o deixaram de lado. Nos países anglo-saxões, a taxação de grandes fortunas nunca pegou. Na Inglaterra, as discussões sobre a sua criação foram de 1960 a 1974, quando se formou

uma comissão especial para decidir sobre o tema. Ela constatou que a instituição de um imposto sobre grandes fortunas substituiria um imposto sobre patrimônio já existente, impedindo sua adoção. Nos Estados Unidos e no Canadá, o debate foi abandonado na primeira metade do século 20, mas ambos possuem sistemas próprios de impostos, chamados de property tax, que incidem sobre a propriedade e não sobre o patrimônio global dos contribuintes. Nos países emergentes, a África do Sul e a China não tributam as grandes fortunas. Na Índia, desde 1957, existe um imposto anual sobre o patrimônio líquido com alíquotas que variam entre 1% e 5% sobre os bens das pessoas físicas e jurídicas que excedam um limite estabelecido pelo governo. O modelo indiano, no entanto, isenta da cobrança do imposto propriedades agrícolas, obras de arte, bens de uso pessoal e até um imóvel do contribuinte, desde que comprovadamente habitado por ele.


política

Pílulas

Por José Claudio de Paula

Descontentamento

Nem todo mundo na Prefeitura está feliz com a candidatura do ex-prefeito Alberto Mourão (PSDB), que concorre novamente ao mais alto cargo político do município. Há quem preferisse que o atual prefeito tucano Roberto Francisco se candidatasse à reeleição.

divulgação

Praia Grande

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Motivos

Um dos motivos alegados pelos apoiadores de Mourão para sua candidatura é seu potencial eleitoral. Segundo pesquisas feitas pelos tucanos, ele teria ampla vantagem na disputa com a oposição. As mesmas pesquisas indicam que se o candidato fosse o atual prefeito a disputa seria apertada.

PMDB governista I

PT Unido

O PMDB de Praia Grande participa da coligação que apoia a candidatura do ex-prefeito Alberto Mourão, do PSDB. A aliança nacional com o PT não animou os peemedebistas locais a repetir a coligação na cidade.

Desde o mês de abril que o PT já tem definido o nome para a disputa da Prefeitura. Pré-candidatos inscritos anteriormente retiraram seus nomes e anunciaram publicamente o apoio ao ex-vice-prefeito Alexandre Cunha.

Preterido

O atual vice-prefeito, Arnaldo Amaral (PSB), teve que ceder a vaga para a indicação do PMDB. Aliado natural de Mourão, ele já foi presidente da Câmara Municipal e não esconde de ninguém que gostaria de continuar como substituto eventual do provável futuro prefeito.

Sozinho

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) vai se lançar sozinho na eleição de outubro. Sem coligação com qualquer outra legenda, o partido concorre com chapa pura para o Executivo e terá o apoio de 13 candidatos à vereança.

PMDB governista II

Integrante da coligação liderada pelos tucanos, o PMDB indicou a ex-secretária de Educação da Prefeitura, Maura Lígia Costa Russo, para ser candidata a vice-prefeita na chapa encabeçada por Alberto Mourão. Quem dirige o PMDB em Praia Grande é o ex-deputado estadual Cássio Navarro, genro do ex-prefeito.

Otimismo

Apesar da solidão e do isolamento, o candidato do PSOL Jasper Lopes Bastos está otimista com a perspectiva de boa votação em outubro. Em 2008, o partido de Heloisa Helena não obteve bom resultado nas urnas de Praia Grande. Desta vez, acredita Jasper, o resultado será melhor.

perfil

Evangélico e engajado, pastor Waldeir é o vice do PT Waldeir de Oliveira, 44 anos, é uma liderança da Assembleia de Deus, em Samambaia, cujo templo de 2 mil m² pode receber três mil pessoas e abriga uma escola de teologia, berçário e refeitório. Como pregador, Waldeir viaja regularmente à África, onde sua igreja possui templos no Mali e no Níger. Casado com Maria Aparecida Arantes de Oliveira, ele é pai de três filhos. Seu trabalho em Praia Grande começou na Vila Mirim e hoje se estende por todo o litoral. Mas o grande orgulho é o templo de Samam-

mauro ramos

Candidato é da Assembleia de Deus – Ministério da Missão – e combate “continuísmo tucano”

baia, “espaço que se tornou necessário por causa do aumento de evangélicos na cidade” – a população evangélica no Brasil passou de 15,4% para 22,2%

nos últimos 10 anos e representa 42,3 milhões de pessoas. O pastor Waldeir estima que em Praia Grande o crescimento foi ainda maior. “Calculo que existam mais de 40% de evangélicos no município” – diz. Atuante no ramo de construção, Waldeir acha longo demais o prazo – de oito meses a um ano – para a liberação de alvarás de construção pela Prefeitura. Filiado ao PT, o pastor acha que “o sucesso de Lula na presidência pode se repetir em Praia Grande”. Seu engajamento na política é para com-

bater o continuísmo. “O mesmo grupo está na Prefeitura há mais de vinte anos e a população quer mudanças” – diz. Ele reclama das dificuldades na implantação de projetos para atender o povo mais pobre. “Recentemente, um serviço de odontologia não foi oferecido por causa de problemas com a Prefeitura” – conta ele, que acha que o orçamento anual, de cerca de R$ 800 milhões (em 2013), deve ter essa prioridade. “As secretarias devem ter critérios rígidos para destinar os recursos e evitar o desvio de

dinheiro público. Não se pode provar que isso aconteça hoje, mas é sempre bom prevenir”. Com o início da campanha eleitoral, o pastor Waldeir não deixará seu trabalho na igreja. Autorizado pelos religiosos evangélicos, ele estará presente na campanha eleitoral e vai interromper suas viagens apenas nesse período. Mas não faltará aos cultos noturnos às terças, quintas e domingos. “O papel do pregador é manter acesa a chama da fé. A tarefa política é uma entre tantas a serem cumpridas pelo cristão.”


Praia Grande

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quem é quem

Praia Grande está dividida em três setores distintos

Divulgação

Classe média vai da Presidente Kennedy a Via Expressa e separa a orla e os bairros populares A área urbana de Praia Grande está dividida em três áreas: a orla da praia é frequentada por turistas e por moradores mais abastados; entre a Avenida Presidente Kennedy e a Via Expressa Sul localizam-se bairros de classe média; e na terceira zona estão os bairros populares, que receberam menos investimentos públicos do que as outras regiões da cidade. Enquanto a orla da praia ganhou um calçadão arborizado e a zona intermediária usufrui, por proximidade, da infraestrutura existente no pedaço privilegiado da cidade, muitas

ruas da periferia não são nem asfaltadas. Há casos em que uma via não foi pavimentada completamente; quando chove, trechos ficam cobertos de água e lama. Francisco Daniel, morador da Vila São Jorge, afirma que ao mudar para o bairro, em 1974, havia poucas casas e o chão era de areia. “Só um ano depois do loteamento, o bairro teve acesso à luz elétrica e só depois vieram a água encanada e o asfalto. E só agora está sendo instalada a rede pública de esgoto” – conta ele. Salomão Rodrigues da Silva é morador do Parque das

Américas, outro bairro da periferia. Para ele, o maior problema é a saúde. “Na região não existem profissionais suficientes para o atendimento da população. Se duzentas pessoas forem marcar consultas, o limite se encerra em trinta pessoas. Os outros que procurem a unidade de saúde em outro dia.” A inauguração da UPA do Jardim Samambaia pode amenizar o problema, mas Salomão quer ver para crer. “Os acidentes da rodovia e a falta crônica de profissionais podem contribuir para o congestionamento da UPA.”

Boqueirão foi o primeiro bairro a se desenvolver 35 anos, até 1990 a área urbanizada era formada pelos bairros Vila Caiçara, Cidade Ocian, Vila Guilhermina e Boqueirão, todos distantes entre si. “O Boqueirão se desenvolveu primeiro por estar perto de São Vicente e Santos e por ser o local onde foi instalada a Prefeitura” – afirma.

Paulo e passavam um dia na praia. O local – que hoje tem calçadão, ciclovia e quiosques padronizados – resumia-se a um barranco, que dava acesso à praia. Segundo o comerciante de imóveis Pedro da Petons, morador de Praia Grande há mais de

futebol

Renato Marchesini

A urbanização de Praia Grande, inclusive do trecho à beira do mar, tem pouco mais do que a idade do município, que acaba de fazer 45 anos. A cidade ficou conhecida pela presença de “turistas de um dia”, pessoas que se deslocavam de São

Festas juninas

Belas quermesses

Corinthians e Palmeiras jogam na Libertadores 2013

Uma delas começou há um mês

Os times mais populares do estado – Corinthians e Palmeiras – conquistaram a Taça Libertadores e a Copa do Brasil, respectivamente, ambos sem craques badalados. Seus maiores ídolos são os volantes Paulinho (Corinthians), e Marcos Assunção (Palmeiras). Os times venceram graças ao es-

divulgação

Vitórias invictas e coletivas pírito coletivo. Os torneios trouxeram prêmios em dinheiro aos clubes e os patrocinadores viram a superexposição de suas marcas na televisão. Porém, a maioria dos clubes vive em situação préfalimentar e mais de 90% dos atletas brasileiros de futebol recebem salários irrisórios.

O mês de junho é marcado por festas juninas no Brasil inteiro. As festas são mais animadas no Nordeste do país. Praia Grande tem uma presença grande de imigrantes nordestinos e seus descendentes. As festas por aqui são sempre animadas. Na Vila Sônia,

começou no dia 7 de junho a tradicional Quermesse da Família, que conta com o apoio de comerciantes da cidade e do poder público. O vereador Vitrolinha, ele mesmo um imigrante nordestino, serviu de elo entre a comunidade e os apoiadores da festa.


Praia Grande

8 palavras cruzadas palavras cruzadas

foto síntese – Rainha do Mar

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Horizontal – 1. Cada uma das unidades residenciais, em prédio de habitação coletiva 2. Grande tronco de madeira 3. Sigla de Roraima; Estado brasileiro onde fica uma parte da Floresta Amazônica; Botequim 4. Causar tribulação, afligir 5. Instrumento manual, usado para cavar ou remover terra e outros materiais sólidos; Relativo a número 6. Adv. (ant.) Agora; Suave 7. Imediatamente, já; Clube do Remo 8. O ser humano, a humanidade; Designa um tempo limite em que alguma coisa, evento etc. termina ou deve terminar 9. Sílaba que não tem acento tônico; Parte do palácio de um sultão muçulmano onde ficam as mulheres 10. Sigla do estado de Rondônia; Despenca; Igreja episcopal

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Vertical – 1. Causar algum tipo de impedimento ou perturbação 2. Porta, de madeira ou de ferro que, a partir da rua, dá acesso a um jardim público ou a uma casa, edifício etc.; Nome de famoso treinador brasileiro de futebol, de sobrenome Glória 3. Atmosfera; Galho 4. Série ou conjunto de roubos (plural) 5. Ghraib, famosa prisão iraquiana; País situado na extremidade oriental da Península Arábica; 6. Colocar em posição reta e vertical 7. República parlamentar federal de dezesseis estados, cuja capital é Berlim 8. Sigla do estado do Espírito Santo; Medida agrária; Gemido 9. Entreter-se, distrair-se 10. Chá, em inglês; Pessoa que mostra cortesia, amabilidade, gentileza 11. Curso de água doce, Letra anterior ao ene

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vale o que vier As mensagens podem ser enviadas para jornalba@redebrasilatual.com.br ou para Rua São Bento, 365, 19º andar, Centro, São Paulo, SP, CEP 01011-100. As cartas devem vir acompanhadas de nome completo, telefone, endereço e e-mail para contato.

Respostas a t r a p a l h a r

p a o r r t r a o r a o m t o o

r a p i n a g e n s

t a p a r b u u m a o r m a c

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Palavras cruzadas

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