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Distrib

jundiaí

Jornal Regional de Jundiaí

Gratuuiição ta

nº 8

Universidade Federal

Março de 2012

Debate

coração de estudante Região vai à luta para ter escola superior no Juquery. Sim, é possível!

transparência É o que pede uma Conferência Municipal realizada em Jundiaí

Pág. 3

Serra do Japi

olho vivo Nosso desafio é preservá-la da exploração comercial

Pág. 6

Basquetebol Comportamento

mortes bestas no trânsito Beber e dirigir continua sendo uma combinação pra lá de explosiva Pág. 4

técnico novo Que chances temos nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres?

Pág. 7


Jundiaí

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Um espectador

Novidade

Cerest: vice-presidente é nosso

editorial O jornal Brasil Atual tem duas bandeiras de luta na cidade de Jundiaí e região. Uma delas é a defesa intransigente da Serra do Japi, reportagem de capa da nossa edição anterior. Como a maioria da população, a gente também tem o desejo de vê-la preservada da exploração comercial, filha pródiga da especulacão imobiliária, e da inação e dos malfeitos da Prefeitura na área ambiental, que ameaçam a nossa mata. A outra bandeira é a de transformar o complexo do Juquery numa universidade federal, abrindo um campo de estudos e pesquisas para o um milhão de pessoas que por aqui vivem. A ideia, que precisa da colaboração dos governos estadual e federal, leia-se PSDB-PT, pode ser o exemplo de um novo parâmetro republicano que esperamos o Brasil esteja apto a dar. Outra reportagem especial revela a dupla diabólica no trânsito – bebida e direção –, que se revela cada vez mais perigosa em São Paulo. Os acidentes não param. As mortes banais são absurdas. Os hospitais públicos veem-se cheios de pacientes vítimas de batidas e atropelamentos. Nem os pedestres escapam de ser os causadores de muitos acidentes, segundo o Ministério da Saúde. Para quem dirige bêbado, a pena é pra lá de leve: quatro anos de prisão e uma multa. A arrogância dos motoristas, armados de um carrão e dessa impunidade inaceitável, agrava mais esse cenário devastador. Triste. É isso. Boa Leitura!

jornal on-line Leia on-line todas as edições do jornal Brasil Atual. Clique www.redebrasilatual.com.br/jornais e escolha a cidade. Críticas e sugestões jornalba@redebrasilatual.com.br

A eleição do novo conselho gestor do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), em fevereiro, elegeu para a presidência a médica do trabalho Ana Lúcia Chrispim e para a vice-presidência Marcos Tebom, diretor do Sindicato da Alimentação e Bebidas de Jundiaí e da Confederação da Alimentação. O mandato é de dois anos. Na avaliação de Tebom, a eleição de um trabalhador possibilita ao Cerest ser mais atuante e faz com que as ações para as boas práticas do trabalho sejam mais discutidas.

divulgação

Trabalhador assume cargo de direção da entidade

O Cerest de Jundiaí se mobiliza agora para elaborar um Plano de Atuação para o triênio 2013/2015. O objetivo é

combater um problema que preocupa desde 2009: as 20 mortes anuais em acidentes de trabalho, que se repetem a cada ano. “A gente gostaria de ter morte zero este ano, mas até março dois trabalhadores já perderam a vida em acidente de trabalho” – lamenta Tebom. A maior incidência dessas mortes é entre motoqueiros e o pessoal da construção civil. “As empresas colocam o profissional no mercado de trabalho sem treinamento e querem que ele se adapte o mais rápido possível. Isso gera os acidentes” – diz Tebom.

O que faz o Cerest? Promove ações para melhorar as condições de trabalho e qualidade de vida do trabalhador por meio da prevenção e vigilância e dá atendimento especializado aos acometidos por doenças relacionadas ao trabalho. E, em conjunto com as Vigilâncias Epidemiológica, Sanitária e Ambiental, uti-

liza-se de dados obtidos nos atendimentos clínicos, nas notificações, nas comunicações de acidente do trabalho e nas informações provenientes das visitas aos locais de trabalho para proteger os trabalhadores. Cabe a ele, ainda, capacitar a rede de serviços de saúde, assessorar a realização de convênios de cooperação técnica,

subsidiar a formulação de políticas públicas e apoiar a estruturação da assistência de média e alta complexidade para atender aos acidentes de trabalho e ao rol da lista <http://portal.saude. gov.br/portal/arquivos/pdf/ lista_doencas_relacionadas_trabalho.pdf> de doenças relacionadas ao trabalho.

vale o que vier Recebi em minha casa uma edição do jornal Brasil Atual – Jundiaí, coincidentemente havia lido um ou dois dias antes a edição on-line. Bem, gostei bastante, principalmente da matéria sobre a Privataria Tucana e da entrevista com o autor, o livro muito divulgado pelas redes sociais, mas com reconhecimento inverso por outros meios, vulgo PIG. Percebi também um partidarismo, ou foi só impressão? Gostaria de receber sempre a edição impressa, parabéns pela iniciativa e obrigada pela atenção.

Ana Carolina Oliveira, Jundiaí–SP

Expediente Rede Brasil Atual – Jundiaí Editora Gráfica Atitude Ltda. – Diretor de redação Paulo Salvador Editor João de Barros Redação Antonio Cortezani, Douglas Yamagata e Enio Lourenço Revisão Malu Simões Diagramação Leandro Siman Telefone (11) 3241-0008 Tiragem 15 mil exemplares Distribuição Gratuita


Jundiaí

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Debate

Transparência plena na administração municipal A Primeira Conferência Municipal sobre Transparência e Participação Social (Comsocial) de Jundiaí propôs a participação da sociedade civil na gestão pública, a fim de contribuir para o controle social mais efetivo e democrático no uso eficiente do dinheiro público. A Comsocial ajuda, por meio de suas comissões e delegados, a fiscalizar os gastos das administrações. A Conferência Municipal antecedeu a etapa estadual, que será nos dias 31 de março e 1º de abril. O resultado da Conferência Estadual será enviado à Comissão Organizadora Nacional para compor o caderno de propostas que subsidiará o debate na Etapa

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Em fevereiro, a Comsocial debateu a participação da sociedade civil na gestão pública

Nacional da Comsocial, programada para os dias 18 e 20 de maio, em Brasília. Em Jundiaí, a Comsocial elegeu três delegados que vão participar da etapa estadual, levando as reivindicações da cidade.

Um dos delegados jundiaienses é o estudante de Direito Edi Carlos Vieira, presidente do Diretório Acadêmico Central da Faculdade Anchieta. Para ele, a Comsocial é o primeiro passo para discutir

a transparência em Jundiaí, que não está no nível que a sociedade almeja. “A ideia da criação de uma Ouvidoria para receber denúncias das autarquias e das secretarias foi um avanço importante, pois

a sociedade participará desse processo” – explicou. Já o presidente do movimento Combate à Corrupção de Jundiaí, Gilberto Valverde, avalia que um modo de dar transparência a seus atos seria a Prefeitura disponibilizar em seu site a íntegra dos contratos das empresas prestadoras de serviços, com os valores pagos a cada uma delas. “Seria também uma ótima chance de ela, que jamais prestou contas de publicidade, mostrar quanto gasta em propaganda. Mais: a administração deveria esclarecer quantos cargos comissionados (aqueles sem concurso) há na cidade, a função e os respectivos salários.”

política

Prefeituras das cidades a caminho da modernidade A presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei de Acesso a Informações Públicas, que simplifica o fornecimento de dados ao cidadão e obriga as prefeituras a disponibilizarem na internert todos os atos de governo. Os municípios terão até maio para se adaptar a ela. A lei já vale e é das mais modernas do mundo. A pesquisa de informações é grátis, mas as cópias poderão ser cobradas pelos órgãos públicos. O prazo para fornecer os dados é de 20 dias – prorrogável por mais 10 dias, caso se justifique a demora. A nova lei

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Municípios terão até maio para se adaptar à nova lei sancionada por Dilma Rousseff

federal detalhou as situações para que os Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário – e até entidades privadas sem fins lucrativos – recebam recursos públicos do orçamento.

Nas cidades menores, o maior embate é a prestação de informações ao cidadão e às Câmaras Municipais. Na região, há casos de ações judiciais e de aberturas de Comissão Es-

pecial de Inquérito (CEI) pela não divulgação de atos oficiais que quase levaram à cassação do prefeito. Em Agudos, por exemplo, três vereadores entraram com ação na Justiça para a prefeitura fornecer dados sobre suas obras. Nas Câmaras Municipais é comum os prefeitos com maioria na Casa rejeitarem os pedidos de informações, como ocorreu em Dois Córregos e Bocaina. O maior obstáculo está nos municípios sem cultura de transparência nem estrutura para processar as informações. Atualmente, os sites das prefeituras prestam-se mais a

fazer propaganda da cidade do que a disponibilizar informações. A nova lei exigirá mais investimentos das cidades em tecnologia de informação. Os órgãos públicos terão que disponibilizar relatórios de diversos formatos eletrônicos, tais como planilhas e texto, de modo a facilitar a análise das informações. Há dúvida se, pela nova lei, a divulgação dos salários de funcionários, como chegou a fazer a prefeitura de São Paulo, é obrigatória e deve ser disponibilizada na internet.


Jundiaí

4 Comportamento

Beber e dirigir, uma das causas de acidentes de trânsito

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Um copo de cerveja em uma das mãos, a chave do carro na outra é uma combinação explosiva. Num bar da Barra Funda, em São Paulo, um grupo de amigos comemora. A maioria está de carro, todos bebem. “Não existe essa história de motorista da rodada, isso é balela. A gente sabe que é errado, que tem a Lei Seca, mas cada um volta para casa no seu carro” – diz um deles. Uma mulher conta com a aparência do carro para não ser parada nas fiscalizações. “Carro bacana ajuda a passar pela polícia.” Um amigo acha a lei muito

gerardo lazzari

A arrogância de alguns, armados de um carrão e da impunidade, agrava mais o cenário Por Andrea Dip

Bebida e direção, uma dupla muito perigosa e que se junta quase sempre

radical. “Uma ou duas latinhas de cerveja não mudam o estado da pessoa.” Ele aponta a falta de

transporte público nas madrugadas como um dos problemas: “Táxi é caro e ainda é cobrada

bandeira 2. A gente prefere gastar esse dinheiro no bar” – conclui. Segundo o Ministério da

Saúde, o Brasil vive uma epidemia de acidentes de carro e moto. Em 2010 o país teve mais de 145 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS). Quatro em cada dez mortes tiveram em comum a presença do álcool. Há jovens que declaram, com o copo de chope na mão: “Hoje os carros têm freio ABS e airbag e a gente se sente bem mais seguro para dirigir, mesmo depois de beber”. Mas o que aconteceria se ele atropelasse uma pessoa que não possui freio ABS nem airbag? Ele responde: “A gente paga fiança e sai”.

Pena para condutor bêbado: 4 anos de prisão e multa O suspeito de embriaguez não é obrigado a soprar o bafômetro. Levado à delegacia, o motorista paga multa e é liberado. Esse é o problema da Lei Seca, segundo Mauricio Januzzi, presidente da Comissão de Direito do

Trânsito da OAB São Paulo. Januzzi aponta a falta de fiscalização como motivo para a lei não ser levada a sério. “O ideal seria que, com a polícia, agissem agentes de saúde, para detectar quando o motorista está alcoolizado” – diz ele.

Para o advogado, é “balela” o projeto do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) – ainda não aprovado na Câmara – que prevê pena de até 16 anos de prisão para quem causar acidente alcoolizado. “O projeto peca pela pena, muito alta, que

fere o princípio da proporcionalidade. Januzzi sugere um novo projeto de lei popular que confere maior rigidez à lei vigente. No site <www. naofoiacidente.org> ele pede assinaturas para levá-lo ao Congresso Nacional. A nova

lei acaba com a multa para quem dirige embriagado, altera as penas, pede exame clínico feito pelo médico para servir de prova da embriaguez do condutor, sem a necessidade do bafômetro ou do exame de sangue.

Pesquisa do Ministério da Saúde sobre os acidentes de trânsito analisou 1.248 vítimas de seis capitais, das cinco regiões do país. O atropelamento foi o segundo maior registro de casos em Manaus, Brasília e São Paulo. Nas faixas etárias extremas, ele ficou em primeiro lugar, atingindo 52% das vítimas com mais de 60 anos e 47% até 9 anos. “O atropelamento é uma causa de morte no trânsito. E, quando o pedestre está alcoo-

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Ministério da Saúde: “os pedestres causam acidentes”

O atropelamento é outra causa de morte no trânsito

lizado, ele não tem condição de avaliar a distância e a velocidade dos veículos” – diz a coordenadora da pesquisa, Ana Glória Melcop.

Segundo Carlos Salgado, da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead), a impunidade e a desinibição produzida

pelo álcool são responsáveis pela falta de percepção de risco e intransigência ao volante. Ele as compara às pessoas que fazem sexo sem camisinha. Para o sociólogo Juracy Amaral, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, o problema é cultural. “A cultura brasileira incentiva o exibicionismo e a ostentação de poder e permite a alguns agir como se fossem mais iguais que os outros” – observa. “Quem se julga mais ‘cida-

dão’ é quem pratica indelicadezas no condomínio onde mora, no local onde trabalha, estuda e se diverte. Amaral discute o paradoxo em relação à bebida: “O incentivo à bebida é constante e o boteco é apontado nas propagandas como lugar de divertimento. Isso envolve interesses econômicos poderosos. Então, em vez de tentar coibir a bebida, talvez fosse o caso de o poder público investir em atividades culturais que não dependam do álcool”.


Jundiaí

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Universidade Federal

Franco da Rocha: sim, o sonho é possível! O complexo hospitalar do Juquery, em Franco da Rocha, concebido pelo médico Francisco Franco da Rocha, em 1898, já foi um centro mundial de pesquisa e desenvolvimento científico. No final do século XIX e início do século XX, ele reunia o que havia de mais moderno na ciência médica. Hoje, contudo, é um lugar abandonado e esquecido, mesmo tombado, um patrimônio que se degrada a cada dia. A lenta decadência do hospital refletiu-se na divisão de suas terras. Na década de 1950, houve a instalação de dois clubes amadores. Nos anos 1960, parte da área foi transferida para a Secretaria de Educação, para a construção de escolas, e para a Secretaria de Segurança Pública, para a construção da delegacia de Franco da Rocha. No mesmo período, o Clube Atlético Expedicionários recebeu uma parcela do terreno para erguer sua sede, e até o Tribunal de Justiça ganhou um espaço para a instalação do fórum. Na década de 1990, o local hospedou a sede do Escritório Regional de Saúde. Porém, a falta de investimento fez com que grande parte do complexo fosse esquecida até como antiga alavanca do desenvolvimento da cidade e região. Em 2005, um incêndio no prédio central deu a dimensão do descaso dos governos estaduais, que jamais apresentaram uma alternativa para o uso racional do espaço público. Pensando em recuperar o

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Por que não fazer do complexo do Juquery uma grande universidade pública na região?

Os prédios do Juquery podem virar uma Universidade Federal. Ideia tem apoio de Suplicy e do ex-ministro Haddad

Complexo do Juquery e usá-lo de forma racional – o lugar passou do estigma de cidade dos loucos para cidade-dormitório –, um grupo de pesquisadores, estudantes e cidadãos luta agora para transformar o local numa universidade pública federal. Segundo explica Francisco Daniel Celeguim de Morais, o Kiko, coordenador do movimento Pró-Universidade Federal, o incêndio de 2005 selou o abandono do complexo hospitalar e coincidiu com o período no qual o governo federal passou a investir em universidades. “Criamos o projeto de uma universidade federal no conjunto de 16 mil

m² de área construída, que atenderia toda a região de um milhão de habitantes. É diferente se ele fosse implantado em Jundiaí, cidade mais rica. Mas para Franco da Rocha é uma forma de melhorar a vida das pessoas” – diz ele. Em 2011, o projeto foi apresentado ao então ministro da Educação, Fernando Haddad, e, a pedido dele, levado ao governo paulista – ao secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, que gostou do que viu. Em outubro, a secretaria vistoriou o local, acompanhada do reitor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo),

apontando para uma parceria histórica entre os governos federal e estadual para a recuperação do Juquery e a instalação de uma universidade federal. “Eles também receberam um abaixo-assinado com 15 mil assinaturas, apoiando o projeto” – conta Kiko. Kiko ressalta que a ideia tem o apoio de vários deputados estaduais, que apresentaram emendas ao orçamento para estudo da reforma do equipamento público. Além disso, o senador Eduardo Suplicy (PT) apresentou emenda orçamentária da bancada para investimentos nas universidades federais em São Paulo, as-

segurando R$ 4,5 milhões do governo federal para o projeto. O novo ministro da Educação, Aloízio Mercadante, já se comprometeu com o projeto. Em Franco da Rocha, há uma grande campanha pela implantação da universidade no Complexo do Juquery. “A sociedade se organiza e quanto mais o debate aumenta, mais os moradores ficam esperançosos de que isso ocorra. “O grande sonho da população é que sua dedicação à história do hospital seja retribuída com a utilização de seus prédios, hoje abandonados, para algo novo, transformado, como a instalação de um equipamento de educação.


Jundiaí

6 Serra do Japi

Campo Limpo Paulista

Nosso patrimônio corre risco

Carências da cidade

Desafio é defendê-lo da exploração comercial

que trata da Serra do Japi, e sugeriram mudanças para preservar a área. Mas o prefeito não a enviou a Câmara. O projeto de lei do prefeito, apelidado de Congela Serra, foi feito na tarde de um domingo. O tempo de sua tramitação legal é o mesmo da revisão da Lei 417. “Por que o prefeito não enviou à votação um projeto que já fora debatido com a sociedade?” – pergunta o vereador. Na sua

avaliação, é para não perder votos num ano eleitoral. “O PSDB ocupa a Prefeitura há duas décadas, tempo de preservar a Serra sem armadilhas nas normas.” O vereador propõe que o prefeito crie condição para visitas de pedestres e ciclistas. “Assim, ele dá mais vigilância à serra, torna mais difíceis os desmembramentos de lotes e o surgimento de edificações não autorizadas na Serra do Japi.”

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O diretor da Central Única dos Trabalhadores, Gerson Pereira, acha que faltam investimentos em Campo Limpo Paulista, cidade que fez 47 anos, dia 21 de março. “Ela cresce e precisa de um governo atuante, que não fique só na publicidade e invista nas áreas essenciais. Exemplo disso é a inauguração do hospital, anunciada há anos, e sempre adiada” – diz o sindicalista. Campo Limpo ficou na penúltima colocação da região na qualidade do atendimento de saúde pública com nota 4,29, atrás de Várzea Paulista (5,75), Jarinu (5,53), Itupeva (5,46) e Louveira (4,83), Ganhou só de Cabreúva (4,06) – a média nacional é 5,4 e a média estadual 6,21. Pereira cita ainda como preocupante o preço do ônibus. “A linha Parque Interna-

cional-Centro custa R$ 2,90 e percorre quatro km” – diz. A colocação de guard-rails na Marginal de Campo Limpo também preocupa Gerson. “É preciso que alguém caia no rio para a Prefeitura tomar providência! Não adianta falar que está sinalizado, com a manutenção em dia. O perigo é a falta de barreiras de contenção.” Ele chama a atenção para as obras que já deveriam ter sido feitas há muito tempo e são mostradas pela Prefeitura em ano eleitoral. “A cidade precisa da atuação constante” – finaliza.

Infraestrutura

O crime nos bairros distantes

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Moradores querem solução urgente da polícia

segurança na Estrada de Jarinu e na saída dos bairros Ivoturucaia, Cidade Nove e Vila Aparecida, que são rotas de bandidos”. O Caxambu está isolado, numa zona de proteção am-

biental. A distância favorece o aumento dos crimes “É preciso repensar o modelo de segurança pública nesses bairros” – diz Sartori. Os moradores de lá também sofrem com o caos no trânsito. Quem vai ao Centro só tem a opção da Estrada de Itatiba ou da Ponte São João. E sofre barbaridade com o tráfego. “São 20 anos de promessa de duplicação de ambos os caminhos” – critica.

As obras e o povo “É tudo às pressas” – diz Malerba Para o presidente do Partido dos Trabalhadores em Jundiaí, Paulo Malerba, “a Prefeitura deixou para investir às pressas em obras viárias, em 2012, ano de eleições municipais. Resultado: mal executadas, muitas acabam paradas por erros técnicos”. Exemplos disso são a ponte na Avenida Frederico Ozanan, o Parque Guapeva e os viadutos da Ponte São João e da Rodovia João Cereser. “Por causa de interesses eleitoreiros, não há um planejamento eficaz. Isso

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Segurança

O bairro do Caxambu registra aumento da criminalidade, com furtos a chácaras, casas e comércio. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Alimentícios de Jundiaí, Gerson Sartori, muitos moradores nem registram a ocorrência policial. “Nem a Polícia Militar nem a Guarda Municipal fazem o policiamento ostensivo e preventivo” – observa. Segundo ele, “a Prefeitura poderia instalar câmeras de

Saúde vive verdadeiro drama

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A área da Serra do Japi e seu entorno tiveram, nos últimos 20 anos, várias tentativas de ocupação imobiliária. Boa parte não prosperou, mas vez por outra tentam achar brechas na lei. Há pouco tempo, havia dois protocolos na Prefeitura que pediam diretrizes para empreendimentos no pé da serra. Com brechas nas normas, o prefeito Miguel Haddad poderia permitir que fossem realizados, mas a sociedade reagiu a isso. Para o vereador e ex-deputado federal Durval Orlato (PT), “a pressão popular foi grande e obrigou o governo local a recuar e, às pressas, elaborar um projeto de lei para impedir novos empreendimentos na serra, por cinco anos” – disse ele. A lei está na Câmara Municipal para apreciação e votação. Ambientalistas discutiram por mais de seis meses a revisão da Lei 417,

prejudica a população, que enfrenta os transtornos em vários pontos da cidade” – diz.


Jundiaí

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Basquetebol

Luiz Cláudio Tarallo assume seleção brasileira Nascido em 27 de maio de 1966, o técnico de basquetebol Luiz Cláudio Cicchetto Tarallo nasceu em Louveira, mas tem Jundiaí como sua cidade do coração. Nos vinte anos de carreira de treinador, completados este ano, Tarallo acumula conquistas importantes com os jovens – em equipes e seleção brasileira de base – e agora tem um grande desafio: fazer bom papel com a equipe principal nos Jogos Olímpicos de Londres-2012 e resgatar o prestígio da seleção brasileira, que já foi campeã mundial (em 1994, na Austrália) e conquistou medalha de prata nos Jogos de Atlanta-1996 e medalha de bronze, em Sydney-2000. Tarallo iniciou a vida esportiva como preparador físi-

co e passou a técnico, em Jundiaí, em 1992. O técnico atuou em vários campeonatos, como técnico de base e da categoria adulto. Além disso, esteve à frente da seleção paulista em várias temporadas do campeonato brasileiro. Depois, em 2005, iniciou na seleção brasileira de base e, de lá para cá, participou de quatro campeonatos sul-americanos, quatro pré-mundiais e três mundiais. Também foi assistente do adulto, com o técnico Barbosa, no Sul-Americano, e com o espanhol Carlos Colina, que trabalhou no Brasil em 2010. No final do ano passado, recebeu o convite da dirigente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), a ex-jogado-

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Treinador vai preparar time para os Jogos de 2016 no Brasil. Mas pensa em Londres-2012

O técnico Luiz Cláudio Tarallo: de olho nos Jogos

ra Hortência, e assumiu a seleção brasileira principal. Para ele, dirigir a seleção principal na Olimpíada con-

templa também um projeto de longo prazo, visando os Jogos Olímpicos do Brasil, em 2016. No ano passado, Tarallo diri-

giu a seleção brasileira Sub-19 e conseguiu um feito inédito: ficou em terceiro lugar. “Pela primeira vez, uma seleção feminina da categoria chegou a um pódio e teve a melhor jogadora, Damires, que jogava em Jundiaí.” Tarallo diz que chegar à seleção brasileira em qualquer categoria é um orgulho e um sonho para muitos. “Os técnicos visam chegar ao comando de seleções em competições de alto rendimento. Eu achava que ser técnico de uma seleção adulta era algo distante, até pela minha própria carreira, nas categorias de base. Chegar a essa condição é realmente coroar um trabalho e quero continuar com muito empenho.”

Falta de ídolos

Segundo o técnico, todas as atletas brasileiras – em nível nacional e internacional – estão sendo observadas. E as adversárias, também. Prova disso é que Tarallo estará assistindo à final do campeonato europeu. “Quando eu assumi, já havia algo preestabelecido. Agora, eu converso com a Confederação para fazer algumas alterações. A Confederação Brasileira de Basquetebol, a CBB, procura atender meus pedidos e conseguimos coisas positivas para a preparação.” Ele explicou que o objetivo é preparar um grupo forte para colocar a equipe no pódio nos Jogos de 2016.

Na avaliação do treinador, o seu relacionamento com a CBB e com a dirigente Hortência é aberto e positivo. “Porém, como ficamos um bom tempo sem ídolos – sem Paula, sem Hortência, sem Janete –, a CBB investe num trabalho de resgate dos bons tempos do basquetebol

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Preparação para Londres

Tarallo: esforço para o Brasil voltar a ser grande

“Temos este ano uma competição muito importante, que são os Jogos de Londres. Por isso, eu vou fazer a renovação com naturalidade. O caso da Damires já é uma realidade. Mas é preciso ter cautela com outras atletas, que estão na fase de transição”, obser-

va o técnico. Tarallo afirma que vai com força máxima, mas tentará levar uma ou outra atleta mais nova para adaptação. “A gente dispõe de um grupo de base, mas observa o maior número de atletas possível para definir a seleção olímpica.”

brasileiro, que renasce com duas ligas, a NBB no masculino e a LBF no feminino. Além disso, já temos maior apoio à modalidade com ginásios lotados, repatriação de atletas, novos patrocinadores. Acredito que o basquete está em uma evolução muito importante.”

Erika e Iziane O técnico espera contar com duas atletas, além de Damires: Erika e Iziane. Segundo Tarallo as duas são importantes peças para o bom desempenho da seleção em Londres. E para o futuro. “Ambas jogam na WNBA, a liga norte-americana de basquete fe-

minino. A Erika tem contrato com a equipe de Atlanta e só se apresenta ao time depois dos Jogos de Londres. A Iziane tem várias propostas para jogar na WNBA. Na realidade, como técnico, gostaria de ter ambas em Londres, mas não sei se vai dar.


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foto síntese – capela

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vale o que vier As mensagens podem ser enviadas para jornalba@redebrasilatual.com.br ou para Rua São Bento, 365, 19º andar, Centro, São Paulo, SP, CEP 01011-100. As cartas devem vir acompanhadas de nome completo, telefone, endereço e e-mail para contato.

Respostas

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Horizontal – 1. Indivíduo que dirige qualquer veículo; Casa 2. Estágio, fase; Ensinamento sobre determinada área de conhecimento, dado por professor a alunos ou a um auditório 3. Conjunto composto pelos seres vivos e seus cenários originais 4. Reunir-se para formar casal ou para procriação 5. Tecido leve em forma de tela muito fina; Ou, em inglês 6. O natural ou habitante de uma ilha; Canção, Cantiga 7. Que domina ou exerce poder 8. Sigla do Estado do Amazonas; Sufixo que transmite a ideia de natureza, origem, semelhança; Símb. do rádio 9. O período de tempo que vai do começo da manhã ao pôr-do-sol; Símbolo de Curie, unidade de medida de radioatividade; Cidade do interior de São Paulo 10. Matar (-se) em sacrifício a uma divindade ou causa. Vertical – 1. Punição imposta por lei 2. Pico do Estado de Minas Gerais 3. O mesmo que folha de flandres; Hospital de Messejana; Exprime dor, tristeza, desespero ou, às vezes, alegria, contentamento 4. Uma das entidades mais poderosas da Igreja Católica 5. Perversão sexual; Que não tem outro igual 6. Anel; Tonalidade da cor azul 7. Aquele que não tem sorte 8. O clarão da Lua; Sigla de Rondônia; Sigla do Paraná 9. Sigla de Alagoas; Em 297 a.C. restaurou o seu reino no Épiro 10. Ramificação; Associação dos Alcoólicos Anônimos.

p e n a l i d a d e

i t a c o l o m i

l o t a p a t u r a s a d h e u m i n i a c i m o

o l a r a u l a e z a m l a r o o r p a r i a a d o r n o r a i p o a l a r a

Palavras cruzadas

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Jornal Brasil Atual - Jundiai 08