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Distrib

Bebedouro

Jornal Regional de Bebedouro

Gratuuiição ta

nº 19

Natação

Maio de 2012

Eleições 2012

mãe e mestra A bela história de Analice, a nadadora supercampeã que está de volta à cidade

o que vai dar? Progressistas ou conservadores, o futuro ou o passado?

Pág. 2

cidadania

mata urbana Como a Igreja Glória de Deus fez um bem ao meio ambiente

Pág. 3

Música economia

um imposto para melhorar o país Taxação sobre grandes fortunas ajudaria a saúde e o combate à miséria no Brasil Pág. 4-5

som de raiz Nino Violeiro, das barrancas do Rio Pardo ao sucesso regional

Pág. 6


Bebedouro

2 Eleições 2012

Orpham, o vice de Hélio Bastos

Esta edição mostra gente que faz sucesso além de nossas fronteiras. Uma dessas pessoas, filha de dona Ana e de seu Renato, nadou nas piscinas país afora, foi campeã paulista e brasileira no nado de costas – dos 100 m e 50 m, respectivamente – e está de volta: aos 28 anos, Analice Caldeira Federicci agora é professora do Bebedouro Clube, onde começou criança, aos quatro anos. Outra dessas pessoas é Antônio Francisco de Oliveira, o Nino Violeiro, um expoente da música de raiz. Nascido na beira das barrancas do Rio Pardo, ele tocou no coral da Igreja Matriz, fez festas pelo Brasil, mas vai e volta e olha ele aqui de novo: ele nunca arredou pé da nossa Bebedouro! Por falar da cidade, nas próximas eleições para prefeito ela terá de escolher entre uma coligação que tem um olho no futuro e outra que se espelha no passado, como mostra a matéria desta página. Já no Brasil, um debate que promete pegar fogo no Congresso Nacional é sobre o imposto que deve ser cobrado dos brasileiros muito ricos, cerca de 50 mil pessoas. Eles pagariam uma irrisória taxa para que o país pudesse, definitivamente, atacar as mazelas da saúde e combater a miséria. Assim, ele sairia dessa batalha ecoando o brado de um slogan que retumbaria, de vez, por toda a Nação: País rico é um país sem pobreza. É isso. Boa Leitura!

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conservadora de direita, representada por Fernando Galvão” – como define um dirigente partidário trabalhista. Segundo as avaliações, o pré-candidato do DEM, Fer-

nando Galvão, continuaria na frente, seguido de perto pelo ex-prefeito Hélio de Almeida Bastos. O prefeito Italiano teria alto índice de rejeição. Do lado do DEM, ainda não se conhece o vice, porém sabe-se que a aliança já está fechada com o PSD, de Flávio Pimentel; com o PMDB, de Archibaldo Brasil de Camargo; e com o PPS, de Mirim Zolla. Rumores dão conta de que o PSDB, de Fernando Piffer, poderia apoiar Hélio Bastos. Nesse quadro, teríamos ainda duas candidaturas solo: Gustavo Spido, pelo PV, e Silvio Seixas, pelo PP.

Galvão, conservador de direita Sérgio Stamato reforça elitismo de candidato do DEM Se a estratégia está correta ou não, o tempo dirá. Mas algo indiscutível é que a candidatura de Fernando Galvão (DEM) vestiu de vez a roupa do conservadorismo. O caminho escolhido por Galvão começou a ficar claro na escolha de seus aliados – Fávio Pimentel, Roberto Pegoraro, Roberto Campanelli e José Francisco dos Santos, entre outros. Porém, o que sedimentou sua opção de ser uma candidatura de direita, ligada à elite, foi a entrevista que o ex-prefeito Sergio Stamato concedeu à Rádio Bebedouro, da família Galvão. Nela,

mauro ramos

editorial

As últimas semanas foram marcadas por intensa agitação nos bastidores da política local. Pesquisas dos partidos deram a dinâmica nas conversações entre as agremiações partidárias e novos caminhos poderão ser tomados rumo às eleições municipais. O pré-candidato do PDT, Hélio Bastos, e Carlos Orpham (PT) reuniram-se para avaliar o quadro político e deram alguns passos rumo a uma aliança entre os dois partidos. A ideia é lançar Hélio prefeito e Orpham vice. Tem gente nas duas legendas que aposta suas fichas nessa “aliança progressista contra a

mauro ramos

Galvão foca grupo e Italiano tem alto índice de rejeição

Stamato falou disse que o ideal nas eleições seria eleger-se um “candidato novo” e disparou críticas ao ex-prefeito Hélio Bastos (PDT), o adversário mais forte do Democrata. Participava da entrevista,

como perguntadora, a diretora da Gazeta de Bebedouro, Sarah Cardoso, que não esconde sua preferência por Galvão. Tanto que a Gazeta, na semana seguinte à entrevista, publicou um artigo de Marco Antônio dos Santos que trilhou o mesmo caminho, ou seja, o de enaltecer o “candidato novo” e cutucar Hélio Bastos. Galvão, Rádio Bebedouro e Gazeta de Bebedouro estão articulados. O risco da estratégia é grande, pois poucas pessoas gostam de candidaturas tiradas da crença na superioridade das elites.

Expediente Rede Brasil Atual – Bebedouro Editora Gráfica Atitude Ltda. – Diretor de redação Paulo Salvador Editor João de Barros Redação Enio Lourenço Revisão Malu Simões Diagramação Leandro Siman Telefone (11) 3241-0008 Tiragem: 10 mil exemplares Distribuição Gratuita


Bebedouro

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cidadania

Pastor Silvinho cuida do rebanho e do meio ambiente Em terreno em frente à igreja, ele construiu uma aprazível, sombrosa e frutífera mata que faria mais pelo bairro, dando exemplo de cidadania. “Procurei mudas em viveiros onde se faziam doações. Aí, fiéis, moradores e empresas vizinhas começaram a trazer as sementes” – conta Silvio, satisfeito. Hoje, todos usufruem das sombras, das frutas e do ar puro que emana da mata.

de viveiros que lhe doavam as mudas. Lá, há grande variedade de árvores nativas, como os ipês, frutíferas, das comuns às raras, como graviola, seriguela e jambo, e ornamentais, como bromélias e dama-da-noite. Pastor Silvinho conta que ao se mudar para o bairro e iniciar a construção da Igreja, percebeu

mauro ramos

Há 20 anos, ali só existia um terreno baldio, onde as pessoas jogavam lixo e entulho. Hoje, na área que fica em frente à Igreja Pentecostal Glória de Deus, do pastor Silvio Delfino, de 41 anos, existe uma bela mata que ele mesmo construiu com a ajuda de vizinhos, fiéis e proprietários

Um olhar de carinho para as crianças carentes Débora nasceu em Monte Azul Paulista há 23 anos, mas sempre morou em Bebedouro. Há cinco anos ela está na Pastoral da Criança da paróquia de Santo Inácio de Loiola, “para ajudar o próximo, principalmente os menores carentes da comunidade que tanto necessitam”. O núcleo da Pastoral em que Débora atua como coordenadora de Ramo (similar a vice-coordenadora) atende 50 crianças dos bairros de Jardim Cláudia, Santa

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Débora Gianello Antônio é consultora óptica e voluntária da Pastoral da Criança

Teresinha, Menino Deus, São Fernando, Residencial Pedro Paschoal e Jardim do Bosque.

Débora inspira-se em Zilda Arns, que viveu para defender e promover as crianças, gestantes e idosos, construir uma sociedade mais justa e fraterna, com menos doenças e sofrimento. E lembra das palavras de Zilda Arns: “Há muito que se fazer, pois a desigualdade social é grande; os esforços que são feitos precisam ser valorizados para que gerem outros ainda maiores. É preciso congregar mais pessoas para se

unirem na busca de vida em abundância, para crianças e gestantes pobres”. Os voluntários da Pastoral da Criança desenvolvem ações de saúde, nutrição, educação, cidadania e espiritualidade de forma ecumênica. As atividades visam o desenvolvimento integral das crianças, desde a concepção até os seis anos de vida. Os líderes da Pastoral atuam na própria comunidade. Por isso, eles conhecem bem a família e as condições em que

vive a criança. Os voluntários também orientam as famílias sobre seus direitos e deveres e contribuem para prevenir a violência doméstica, levando mensagem de paz, amor e solidariedade. Débora concilia essa atividade com o seu trabalho profissional. Ela é consultora óptica, formada em óptica e optometria, o ramo da saúde ligado à física que trata dos problemas de visão não patológicos.

Educação no trânsito

Psicóloga acredita que motoristas precisam ler mais A psicóloga Sônia Galhardo, especialista em psicologia clínica e de trânsito, tem 38 anos de experiência na área. Para ela, faltam livros e revistas de educação no trânsito, e mais leitura dos motoristas. “Existe apenas uma revista da Abramet – Associação Brasileira de Medicina do Trafego –, que

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Sônia Galhardo quer mais publicações especializadas e políticas públicas não tem periodicidade definida” – observa. Há um ano e meio, Sônia é dona da Revistaria Box 4, no Terminal Rodoviário Hércules Pereira Hortal, em Bebedouro. E se diz mais realizada agora, com as duas atividades. Sônia preocupa-se com o trânsito da cidade. “Muitos acidentes ocorrem por falta de consciên-

cia dos condutores, tanto dos carros, quanto das motocicletas; predomina o individualismo, o egoísmo” – diz. A psicóloga também lamenta a falta de políticas públicas para o setor. E sugere a colocação de frases de alerta em placas na via pública, chamando a atenção dos motoristas para o perigo da bebida ao

volante. Seria uma espécie de poesia visual, onde o motorista ao parar numa esquina teria contato com ela, criando uma cultura diferenciada para o trânsito. “O condutor teria mais tempo para refletir sobre os perigos oriundos de seu comportamento equivocado” – assevera a especialista.


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4 Economia

Um imposto que não mata ninguém. E vale muito Tributação das grandes fortunas seria para a saúde pública e o combate à miséria Por Maurício Thuswohl Estados e municípios devem investir na saúde. Defensores e críticos da tributação praticada em outros países voltaram a tornar públicos argumentos de uma discussão que ganha corpo. Em 1989, o Senado aprovara um projeto de lei complementar do então senador Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) que punha em vigor o IGF, mas permitia

fotomontagem

A criação de um Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), prevista na Constituição Federal de 1988, está subordinada à aprovação de lei complementar para entrar em vigor e até hoje não virou realidade. O debate sobre a taxação das fortunas voltou à tona no ano passado, por causa da Emenda 29, que fixou os percentuais mínimos que União,

que os valores pagos fossem deduzidos do imposto de renda. Na Câmara, o projeto acabou substituído por outro, do PSOL, aprovado na Comissão de Constituição e Justiça em junho de 2010 e pronto para ir a voto em plenário. No entanto, dorme em alguma gaveta da Mesa Diretora à espera de uma decisão política que destrave a discussão.

Imposto sobre Grandes Fortunas Alíquota do Imposto sobre Grandes Fortunas, em milhões

Elaborado pelos deputados Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP) e Luciana Genro (RS, sem mandato), do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o projeto de lei do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) visa complementar a Constituição Federal.

Ele determina que o imposto incida em 1% sobre os patrimônios de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões; em 2%, entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões (26.206 pessoas em 2008, segundo a Receita Federal); em 3%, entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões

(10.168 pessoas); em 4%, entre R$ 20 milhões e R$ 50 milhões (5.047 pessoas); e em 5% sobre patrimônios acima de R$ 50 milhões (1.327 pessoas – há, ainda, 997 pessoas com patrimônio acima de R$ 100 milhões).

Contribuição Social das Grandes Fortunas lhões. Seu relatório previa nove alíquotas para a CSGF, a serem pagas anualmente: 0,4% (entre R$ 4 milhões e R$ 7 milhões); 0,5% (de R$ 7 milhões a R$ 12 milhões); 0,6% (de R$ 12 milhões a R$ 20 milhões); 0,8% (de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões); 1% (de R$ 30 milhões a R$ 50 milhões); 1,2% (de R$ 50 milhões a R$ 75 milhões); 1,5% (de R$ 75 milhões a R$ 120 milhões); 1,8% (de R$ 120 milhões a R$ 150 milhões); e 2,1% para patrimônios acima de R$ 150 milhões. A deputada ressalta que as alíquotas produziriam efeito sobre a arrecadação e

Alíquota da Contribuição Social das Grandes Fortunas, em milhões fonte: receita federal

Em 2011, no debate sobre a Emenda 29, o deputado Dr. Aluizio (PV-RJ) criou a Contribuição Social das Grandes Fortunas (CSGF). A relatora do projeto na Comissão de Seguridade Social e Família, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), apresentou emenda para que a arrecadação proveniente da CSGF fosse direcionada a ações e serviços de saúde. O dinheiro seria encaminhado ao Fundo Nacional de Saúde (FNS) e financiaria o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a deputada, a CSGF atingiria mais de 55 mil contribuintes com patrimônio superior a R$ 4 mi-

baixíssimo impacto para os contribuintes atingidos face à evolução patrimonial: “A Receita Federal informa que, em 2009, o patrimônio das pessoas que superava R$ 100 milhões elevou-se de R$ 418 bilhões para R$ 542 bilhões – 30% de crescimento num ano.

Assim, uma tributação de 2% representa pouco para esse diminuto segmento social, mas significará um belo aporte de recursos para a saúde pública, que atende 190 milhões de brasileiros” – diz Jandira. Se aprovada na Comissão de Seguridade Social e Família,

a CSGF passará por duas comissões antes de ir a votação. O trâmite se estenderá pelo primeiro semestre de 2012. O objetivo dos defensores da proposta é evitar que se repita a situação do projeto que está a hibernar na gaveta da Mesa Diretora.


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Imposto ou Contribuição Social: o que é melhor? O professor de Direito Tributário da Universidade Federal do Rio de Janeiro Bruno Macedo Curi acha que o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) deve prevalecer sobre a contribuição (CSGF). Ele lembra que entre os objetivos constitucionais do Brasil estão a erradicação da pobreza, da marginalização e a redução das desigualdades sociais: “O

combate à pobreza é algo caríssimo. Por isso, buscou-se um instrumento tributário e a receita do IGF ficou vinculada ao Fundo de Combate à Pobreza”. Segundo Curi, não haveria dupla tributação do IGF e do Imposto de Renda porque “não há duas incidências sobre o mesmo bem; o IGF não tributa a renda, mas o capital.

Renda é o acréscimo de patrimônio (tributável pelo IR) e a grande fortuna é o patrimônio em si. Se uma pessoa com grande fortuna não acrescer seu patrimônio durante um ano-calendário, não pagará imposto de renda, mas pagará o IGF”. O tributo, portanto, atua sobre o patrimônio de quem concentra grande parte da renda nacional.

Afortunados Grandes Fortunas do Brasil

997

pessoas com patrimônio superior a R$ 100 milhões

1.327

pessoas com patrimônio entre R$ 50 e R$ 100 milhões

5.047

pessoas com patrimônio entre R$ 20 e R$ 50 milhões

10.168

pessoas com patrimônio entre R$ 10 e R$ 20 milhões

26.206

pessoas com patrimônio entre R$ 5 e R$ 10 milhões

Segundo Curi, o calcanhar de Aquiles é a possibilidade de o IGF provocar fuga patrimonial do país. “Eis um ponto crucial. O imposto não incide sobre o patrimônio de fora do país, ao contrário do Imposto de Renda, que tem previsão constitucional para isso. Assim, é preciso haver uma emenda constitucional destinada a evitar a previsível

evasão de divisas. Até porque, quanto maior o patrimônio do cidadão, tanto maior será sua mobilidade” – diz o professor, para quem uma alternativa possível, mas não ideal, seria a União aumentar o IOF sobre certas remessas de dinheiro para o exterior. “Mas isso, infelizmente, não é à prova de fraudes e demandaria maior esforço de fiscalização.”

Como é lá fora Em 1922, na Alemanha, a tributação, com alíquotas de 0,7% a 1%, atingia não apenas quem possuía bastante dinheiro, mas também poder econômico e político. O imposto foi declarado inconstitucional em 1995. Desde então, aguardam-se novas regras para que volte a ser cobrado. Na França, o Imposto de Solidariedade sobre a Fortuna, ainda em vigor, tem alíquotas de 0,5% a 1,5% e incide sobre o patrimônio líquido de pessoas físicas. Foi recriado pelo presidente François Mitterrand, em 1988. Outros países europeus que tributam as fortunas são Áustria, Suécia, Finlândia, Islândia, Luxemburgo, Noruega e Suíça. Holanda, em 2001, e Dinamarca, em 1996, o aboliram em um passado recente; há mais tempo, Itália (1947) e Irlanda (1978) o deixaram de lado. Nos países anglo-saxões, a taxação de grandes fortunas nunca pegou. Na Inglaterra, as discussões sobre a sua criação foram de 1960 a 1974, quando se formou

uma comissão especial para decidir sobre o tema. Ela constatou que a instituição de um imposto sobre grandes fortunas substituiria um imposto sobre patrimônio já existente, impedindo sua adoção. Nos Estados Unidos e no Canadá, o debate foi abandonado na primeira metade do século 20, mas ambos possuem sistemas próprios de impostos, chamados de property tax, que incidem sobre a propriedade e não sobre o patrimônio global dos contribuintes. Nos países emergentes, a África do Sul e a China não tributam as grandes fortunas. Na Índia, desde 1957, existe um imposto anual sobre o patrimônio líquido com alíquotas que variam entre 1% e 5% sobre os bens das pessoas físicas e jurídicas que excedam um limite estabelecido pelo governo. O modelo indiano, no entanto, isenta da cobrança do imposto propriedades agrícolas, obras de arte, bens de uso pessoal e até um imóvel do contribuinte, desde que comprovadamente habitado por ele.


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6 Música

Nino Violeiro, um bebedourense de raiz Antônio Francisco de Oliveira, 49 anos, é Nino Violeiro, bom amigo e velho conhecido do povo bebedourense. Com mais de 20 anos de estrada, considerado um dos melhores violeiros do Brasil, ele faz sucesso, mas não esquece as raízes de homem do campo e da beira do rio. “Tudo começou no sítio dos meus avós, quando vó Conchetta, italiana, admiradora da boa música, junto com meu avô Silvério me presenteou com um violão, para mim foi uma festa” – lembra. Nino foi criado no sítio pelos avós, que desde cedo o incentivaram para a música. Ele cresceu cantando nas festas promovidas pelos avós no próprio sítio e também nas redondezas ao longo do Rio Pardo. Depois, quando vieram morar na cidade, ele passou a

divulgação

Das barrancas do Rio Pardo para o sucesso regional

cantar e tocar no coral da Igreja Matriz de São João Batista, onde montou uma banda para cantar em encontros de jovens da Igreja. De lá, a banda saiu para cantar em todos os tipos de festas pelo Brasil afora. “Fazíamos festas, bailes e todos os tipos de eventos, cantávamos em todos os lugares” – conta. “Logo passei a compor, e fui me interessando cada vez

mais pela música e, por causa das minhas raízes no sítio, optei pelo estilo sertanejo”. Nino Violeiro é feliz e realizado com a carreira, que lhe trouxe grandes parceiros, como a dupla bebedourense Luis Renato e Rafael, o compositor Heitor Furigo, Fran Júnior e Deluchi, Juliano César e o consagrado músico Mazinho Quevedo. Ao longo

da carreira, Nino participou de grandes festivais da música sertaneja e de raiz, como o da Festa do Peão de Barretos e o Festival da EPTV Viola de Todos os Cantos, onde sua música Quem Tem Saudade Chora foi classificada e integra o CD produzido pela emissora. Grande parceiro também é Ciro Porto, editor – chefe do programa Terra da Gente, que promove pescaria sustentável. Nino gravou várias trilhas de TV, do próprio Terra da Gente; do programa Quebra a vara mas não perde o peixe, da TV Clube de Ribeirão Preto, do programa Pesca e Cia., da Record News, e também de um programa na internet, Juninho, pescador de emoções. Participa todos os anos da FEACOOP – Feira de Agronegócios da Coopercitrus, aqui

em Bebedouro. Tem oito CDs e um DVD gravados, entre eles um que rodou o país todo, Pirangueiros do Rio Pardo, temas musicais com grande preocupação com a preservação da natureza. Nino é casado com Eliane, com quem tem três filhos, Douglas, Izabella e Diego. Todos já seguem os passos do pai, tocam e cantam. “Filho de peixe, peixinho é” – diz Nino, satisfeito. Seu mais recente trabalho foi gravado na Chácara do Léo, o DVD Queima do Alho, com as participações especiais de Zé do Campo e da dupla Luis Renato e Rafael. Ainda o acompanham o sanfoneiro Guerrinha, no contrabaixo Pelé, e na bateria Rodrigo. Contato para shows: (17) 8129-4309 ou pelo email: <ninovioleiro@hotmail.com>.

lazer

Praça do Paraíso: o povo passa o tempo e se diverte

mauro ramos

E dona Percides comanda um bar há 32 anos, que leva o nome do marido, o Bar do Gazeta

Praça Abel de Freitas, Praça do Paraíso, ou Praça do Coreto, não importa o

nome como é chamada, o que interessa é que ela é um verdadeiro espaço público. Ali,

todos se divertem e passam o tempo. Dona Percides Fávero Gazeta, 78 anos, tem um bar no entorno há 32 anos. O estabelecimento ainda guarda o nome de seu falecido marido: chama-se “Bar do Gazeta”. Ela conta que, no começo, o local era frequentado pelos praticantes e admiradores do jogo de bocha, que existiu por ali até 2004. Atualmente, a praça é frequentada por velhos conhecidos, que jogam damas, xadrez, leem jornal e

jogam conversa fora vendo o tempo passar. Aos domingos tem forró pé-de-serra (originário da região do Sul de Minas), com o Nego da Oficina no teclado. As crianças também se divertem andando de bicicleta, jogando bafo e trocando figurinhas, que compram numa banca na praça. A grande atração do fim de semana é o bingo, chamado por alguns de tômbola. Dona Percides se anima bastante com os domin-

gos. “É um dia especial, pois todos vêm para a praça e se divertem com o bingo, onde são sorteados frangos e costelas a preços populares” – conta, feliz. Tido como companheiro e amigo de todos, Eduardo Petrochi Júnior, 39 anos, é o cantador oficial do bingo. Bonita e com muita sombra proporcionada por grandes sibipirunas, a praça é realmente aconchegante. “É um pedacinho do céu” – finaliza a comerciante.


Bebedouro

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Natação

Analice Caldeira: esportista, campeã, mãe, professora Analice Caldeira Federicci, 28 anos, é símbolo de uma profissional apaixonada pelo que faz. Começou a nadar aos quatro anos, no Bebedouro Clube, com o professor Walter Muniz. Aos oito anos, competia no antigo Troféu Bob’s de Natação, onde disputavam nadadores de todo os país. Na primeira vez que viu a piscina olímpica (50 m) da Cava do Bosque, em Ribeirão Preto, pensou “não vou conseguir nadar, ela é muito grande”. Estava enganada. Tanto que, depois, classificou-se para uma final que marcou sua vida – no Corinthians, em São Paulo –, entre as melhores nadadoras da época. Em seguida, foi à final do Projeto Nadar, em Pirassu-

divulgação

Do Bebedouro Clube para as grandes competições profissionais. E o seu retorno à cidade

nunga. Até que, aos 12 anos, foi treinar na A.F.C – Associação dos Funcionários da Coopercitrus –, com Carlos Eduardo Rodrigues, o Carlão. Entre os torneios que ela

nunca esquece está o primeiro Troféu Gustavo Borges, na Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP. Ela ficou em 3º lugar. “Foi a minha primeira medalha importante, e eu estava ao lado de um ídolo, Gustavo Borges” – conta. Aos 16 anos, ela venceu o 3º Troféu Gustavo Borges, disputado na Faculdade Moura Lacerda. “O Gustavo me disse que só os homens faziam carreira na natação e esperava que eu fosse a primeira mulher” – lembra ela. “Ele me abraçou e me patrocinou por um ano.” Analice virou profissional e disputou o Campeonato Paulista, com campeões olímpicos. “Foi uma boa experiência; eu consegui minha

primeira medalha paulista e fiquei em 2º lugar nos 50 m costas.” Cinco meses depois, participou do Troféu Brasil, hoje Troféu Maria Lenk. “Quando entrei no Ginásio do Maracanã, minhas pernas bambearam, eu só pensava numa coisa: estou no mesmo lugar dos grandes nadadores.” Analice caiu na água, nos 50 m costas e, quando terminou de nadar, deparou-se com Gustavo Borges, que se preparava para nadar na mesma raia. “Ele abriu um sorriso e me disse: persista, você será uma grande atleta.” No ano seguinte, iniciou o curso de Educação Física, na UNAERP. Foi, então, chamada para disputar a Copa do Mundo, no Rio de Janeiro.

No quarto ano de faculdade, na melhor fase, Analice foi campeã paulista nos 100 m costas e vice-campeã nos 200 m costas e 50 m costas. Depois, foi campeã brasileira nos 50 m costas. Em 2005, foi para a UNISANTA, em Santos e treinou com Marcio Latufi. Em 2008, aos 24 anos, ganhou um filho, João Pedro. Então, volta ao Bebedouro Clube, como professora de natação. “É maravilhoso ensinar a nadar no clube em que dei minhas primeiras braçadas” – diz. Hoje, ela coordena os Jogos Regionais de Natação, que serão realizados aqui, em julho. “Pela primeira vez nadarei por minha cidade” – conta com um largo sorriso no rosto.

Doação de sangue

Hemocentro tem estoque reduzido no inverno Inaugurado em maio de 1999, o Hemocentro de Bebedouro trabalha para atingir as metas estabelecidas pela demanda que hoje chega a 500 bolsas/mês para a região, compreendendo as cidades de Viradouro, Terra Roxa, Monte Azul Paulista e Pirangi. “Em Bebedouro, temos que atingir em torno de 300 bolsas/mês, o restante é para a região, cujos doadores vêm até aqui para realizar a doação” – explica a doutora Daniela Taha, coordenadora do Hemocentro – além dela, o trabalho na unidade é realizado por uma respeitável

mauro ramos

Redes sociais têm ajudado a divulgar campanhas de doação

equipe de profissionais, Sérgio Luiz Balbi é o coordenador de captação, e a equipe de biomédicos é composta por dra. Fernanda Ismael Liberatto Perina-

zzo, dra. Ellen Marchi da Silva, dra. Nádia Barbosa de Almeida e dr. Roni de Oliveira. Para a dra. Daniela, a doação de sangue é um gesto de

solidariedade, respeito e amor ao próximo. Homens podem fazer as suas doações a cada 60 dias e não podem ultrapassar quatro doações durante o ano. As mulheres podem doar a cada 90 dias e também não podem ultrapassar o mesmo limite dos homens. A coordenadora vê com bons olhos as campanhas incentivando as doações. A Corporação dos Bombeiros fazem a Campanha Bombeiro Sangue Bom. No Facebook existem dois grupos que também fazem campanhas, o Sangue Corinthiano e o Vermelho, Sangue

Bom, que tem mais de 1.500 participantes. No inverno as doações diminuem. Por isso dra. Daniela está bastante preocupada. “Se cada doador convencesse mais uma pessoa a doar, poderíamos compensar essa deficiência no período do frio” – diz a médica. O hemocentro funciona em prédio contíguo ao Hospital Municipal Julia Pinto Caldeira e também recebe doações de medula óssea, que vão para um cadastro disponibilizado em toda a rede de hemocentros do país.


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vale o que vier As mensagens podem ser enviadas para jornalba@redebrasilatual.com.br ou para Rua São Bento, 365, 19º andar, Centro, São Paulo, SP, CEP 01011-100. As cartas devem vir acompanhadas de nome completo, telefone, endereço e e-mail para contato. c a r a m e l a d o s

p a f o a p e l a r

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r t o a r a m o s a t i a s a r i a r o n r t c i o

m a n d o r r n a r a e u s p o t a r l n e i e m p

Palavras cruzadas

t e p p i s s t o i l a a r o o s

Respostas

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Horizontal – 1. Quem lê o futuro nas cartas 2. Móvel sobre o qual se põem travessas com a comida a ser servida em uma refeição 3. Tribo indígena da bacia do Javari; 3,1416 4. Adotar os procedimentos dos povos latinos 5. Maldosa; Cada um dos membros anteriores das aves, providos de penas, que ger. servem para voar; 6. É, em francês; Comprar garrotes jovens para mais tarde revendê-los; Universidade de São Paulo (sigla) 7. Óleo, em inglês 8. Preparar 9. Contração da preposição de com o artigo definido feminino a; Reserva técnica (sigla) 10. Profissional que trabalha em oficina 11. Chão, piso; Após, depois de. Vertical – 1. Que se converte em caramelos 2. Pedir socorro; parágrafo 3. Ramagem; Ar, em inglês; 49, em algarismos romanos. 4. Andar (a montaria) entre o passo e o galope; A região dos mortos 5. Lugar com água e vegetação no meio de um deserto; Diz-se de um dos dois isômeros em certos compostos que apresentam ligação dupla entre dois átomos de nitrogênio 6. 1.500, em algarismos romanos; Denominação de vários tipos de navio, com um ou mais mastros e velas redondas 7. Agora, forma arcaica; Mais adiante 8. Nota da Redação; Tornar a pôr; A identidade do computador (sigla) 9. Argola 10. No Novo Testamento, cada uma das cartas escritas pelos apóstolos às primeiras comunidades cristãs; Símbolo do ósmio.

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