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barretos

Jornal Regional de Barretos

nº 8

orçamento do estado

Distrib

Gratuuiição ta

Dezembro de 2011

Política

o remendo nas emendas Controle do governo Alckmin na Assembleia tropeça nos aliados. E surge areia no esquema

11 ou 17? Número de vereadores do próximo mandato será decidido até junho

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Gastronomia

queima do alho Independentes querem registrar evento como Patrimônio Cultural

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futebol A privataria tucana

livro revela como o psdb roubou o país Propina, desvio, lavagem de dinheiro e espionagem, uma arte comandada por Serra e Dantas

a festa é nossa

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BEC faz alegria do povão, sobe para a A3 e se prepara para 2012


2 Política

Câmara: 11 ou 17 vereadores?

Esta edição traz um bom exemplo de como atua a velha mídia brasileira, apelidada de PIG – Partido da Imprensa Golpista. Para não perder seus privilégios, ela não dá vazão às denúncias de corrupção no governo tucano. Exemplo disso é a Assembleia Legislativa de São Paulo, há muito tempo um escritório de despachos de governos do PSDB. Pois um parlamentar da base aliada, Roque Barbiere, do PTB, disse que 30% dos deputados “vendem” suas cotas de emendas ao Orçamento paulista todos os anos – informação confirmada pela líder comunitária tucana Tereza Barbosa. O assunto ameaçava romper um velho laço aliado, formado pelos partidos da coalizão ao governo Alckmin, e podia dar numa Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Mas o PIG fez-se de “migué” e pôs uma pedra no assunto: não sabe e não viu. Nós não. Contamos como se dá o trambique. E falamos do clima de contestação que começa a surgir naquela Casa. Uma coisa é certa: aos tucanos não faltam professores de malandragem. Está nas livrarias o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que nos revela como o PSDB operou a maior falcatrua brasileira, nos tempos da privatização. Bons de bico, esses tucanos. É isso. Boa leitura!

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Vereadores de Barretos representam 100 mil moradores

tidade de cadeiras pode subir para 17 lugares, de acordo com o número de habitantes do município, que ultrapassa 100 mil moradores, segundo estabelece o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Há quem defenda que devam ser 17 vereadores no próximo mandato, mas acredito que a cidade está

bem representada com 11” – diz Juninho Leite. Ele acredita que a medida significa economia para o Legislativo. “Trata-se de uma diferença de cerca R$ 1,5 milhão em subsídios pagos” – diz. Ele ressalta ainda a vantagem da agilidade nos processos em virtude do número menor de vereadores.

Vereador propõe subsídio zero Leandro Anastácio quer político trabalhando de graça Comissão de Justiça e Redação da Câmara de Barretos avalia projeto do vereador Leandro Anastácio (PDT), que propõe que os vereadores trabalhem de graça, sem receber subsídios, a partir da próxima legislatura. “A consequência imediata seria uma economia para o erário público de R$ 5 milhões a cada legislatura, o que representará quase 8% da dívida do município” – lembra o autor

aquino josé

editorial

Tramita na Câmara Municipal o projeto de emenda à Lei Orgânica do Município que estabelece em 11 o número de vereadores na Câmara para a legislatura de 2013 a 2016. A autoria do projeto é do atual presidente da Casa, vereador Juninho Leite (PTB). O projeto recebeu a adesão do vereador Paulo Corrêa (PR) e precisa de mais três assinaturas para entrar na pauta da sessão e ser votado. Para ele entrar em vigor na próxima legislatura há necessidade de que seja aprovado antes das convenções partidárias de junho de 2012. Embora a representação atual da Câmara de Barretos seja de 11 vereadores, a quan-

aquino josé

Presidente da Câmara acha melhor número menor

do projeto. Se aprovada, a Lei entra em vigor na data de sua publicação, porém tem efeitos a partir de janeiro de 2013, revogando a Lei nº 4.105, de 26 de junho de 2008. Segundo o presidente Juni-

nho Leite, quando retornar do recesso, no início de fevereiro de 2012, a Câmara deve apreciar o parecer do projeto. Em sua opinião, a proposta é inconstitucional visto que todos que trabalham devem ganhar. Salientou que a partir de janeiro, o vereador que não quiser receber subsídio pode protocolar na Câmara o pedido de renúncia ao seu salário, não necessitando da aprovação do projeto de lei para isso.

Expediente Rede Brasil Atual – Barretos Editora Gráfica Atitude Ltda. – Diretor de redação Paulo Salvador Editor João de Barros Redação Leonardo Brito (estagiário) e Aquino José Revisão Malu Simões Diagramação Leandro Siman Telefone (11) 3241-0008 Tiragem: 6 mil exemplares Distribuição Gratuita


3 A privataria tucana

Privatização: livro denuncia Serra, família e amigos Os tucanos comandaram o processo de privatização das empresas públicas na década de 1990, que movimentou US$ 2,5 bilhões e distribuiu propinas de US$ 20 milhões, segundo o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., de 320 páginas – 200 de texto jornalístico e 120 de reprodução de provas. Baseado em documentos, Amaury mostra como o PSDB vendeu o patrimônio público a preço de banana. Entre a compra e a venda, funcionava a lavagem de dinheiro e suas conexões com a mídia e com o mundo político. Os envolvidos são gente

divulgação

E conta como o PSDB comandou a maior falcatrua no Brasil, que movimentou US$ 2,5 bilhões

Serra, a filha Verônica, FHC e Ricardo Sérgio: tucanos no livro

do alto tucanato: o livro liga o ex-candidato do PSDB à presidência, José Serra, a um esquema de desvio e lavagem de

dinheiro e o acusa de espionar adversários políticos. “Quando ministro da Saúde, Serra criou uma central de montagem de

dossiês na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no governo FHC.” O livro afirma também que o esquema era feito por meio de empresas off-shore das Ilhas Virgens Britânicas, e foi idealizado pelo ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil e ex-tesoureiro da campanha de Serra e FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira. Outros esquemas semelhantes eram realizados pelo genro dele, Alexandre Bourgeois, por sua filha Verônica – que mantinha empresa em sociedade com a irmã do banqueiro Daniel Dantas – e pelo seu sócio, Gregório Marin Preciado.

Como era o esquema de corrupção dos amigos e parentes de José Serra? O tesoureiro do Serra, o Ricardo Sérgio, criou um modus operandi de operar dinheiro do exterior, e eu descobri como funcionava o esquema. Eles mandavam o dinheiro da propina para as Ilhas Virgens, um paraíso fiscal. Depois, simulavam operações de investimento para a internação de dinheiro. Usavam umas off-shores que simulavam investir dinheiro em empresas que eram deles mesmos no Brasil, numa ação muito amadora. Como você pegou isso? As transações estão em cartórios de títulos e documentos. Movimentou bilhões? Bilhões. Os banqueiros, ligados ao PSDB, formados na PUC do Rio, com pós-

divulgação

A entrevista com o autor das denúncias

Amaury Ribeiro Jr.

-graduação em Harvard, sofisticaram a lavagem de dinheiro. A gente é simples, formado em jornalismo na Cásper Líbero, mas aprendeu a rastrear o dinheiro deles. Eles inventaram um marco para lavar dinheiro, seguido por criminosos como Fernando Beira-Mar, Georgina (de Freitas que fraudou o INSS). Os discípulos da Ge-

orgina foram condenados por operações semelhantes às que o Serra fez, que o genro dele, Alexandre Bourgeois, fez, que o Gregório Preciado fez, que o Ricardo Sérgio fez, que o banqueiro Daniel Dantas, que comandava a corrupção, fez. Serra espionava o Aécio? Está documentado. Ele contratou a Fence Consultoria, empresa que faz varreduras contra grampos clandestinos, no Rio de Janeiro. O Serra gosta de espionagem e manda espionar os inimigos dele. Ele contratou a empresa de um coronel baixo nível da ditadura. O pretexto era que fazia negócio de contraespionagem. O doutor Ênio (Gomes Fontenelle, dono da Fence) trabalhou na equipe dele. Para espionar o Aécio. E a ex-governadora maranhense Roseana Sarney?

Está no Diário Oficial. O agente era o Jardim (Luiz Fernando Barcellos), ligado ao Ricardo Sérgio. Mas a imprensa defende o Serra e não divulga. Dilma contra-atacou com arapongas também? Não. As pessoas que trabalhavam na campanha da Dilma eram ligadas ao mercado financeiro. Me chamaram porque vazava tudo. Os caras faziam uma reunião e, no dia seguinte, estava na imprensa. Eu achava que era coisa do (ex-deputado tucano Marcelo) Itagiba ou do (candidato a vice-presidente, deputado do PMDB, Michel) Temer. Aí veio a surpresa: era o fogo-amigo do PT, de Rui Falcão (atual presidente do PT e deputado estadual).

As perdas O governo FHC arrecadou R$ 85,2 bilhões com a venda das empresas públicas. Mas o país pagou R$ 87,6 bilhões para as empresas que assumiram esse patrimônio – R$ 2,4 bilhões a mais do que recebeu. O prejuízo veio porque o governo absorveu as dívidas das empresas, demitiu um monte de gente, emprestou dinheiro do BNDES aos compradores e aceitou como pagamento o uso de “moedas podres”, títulos do governo que valiam metade do valor de face. A “costura”, feita por Ricardo Sérgio, envolvia o pagamento de propina dos empresários que participavam do processo. O dinheiro era lavado em paraísos fiscais. Promoveu-se um desmonte das empresas públicas, fazendo-as parecer mais inoperantes do que eram – assim, quase foram pelo ralo o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Para a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, o livro prova a importância do combate do movimento sindical ao processo de privatização. “A velha imprensa não repercute as graves denúncias e mostra a sua parcialidade. Esperamos que o Ministério Público e a Polícia Federal investiguem esses crimes de que trata o livro e retomem para os cofres públicos todo o dinheiro desviado.”


4 escândalo do orçamento

Surge areia no esquema da Assembleia Legislativa

O tucano Geraldo Alckmin, o fiel escudeiro Campos Machado (PTB) e Bruno Covas: zorra total

Meio Ambiente, deputado licenciado Bruno Covas (PSDB), confirmou o esquema ao jornal O Estado de S. Paulo, e citou o caso de um prefeito que lhe ofereceu 10% de uma emenda – R$ 50 mil –, que garantiu não ter aceitado. Convidado a se explicar ao Conselho

de Ética da Alesp, Covas não apareceu. Enviou carta afirmando que seu relato era uma situação hipotética e didática, usada em palestras, encontros e conversas. No Ministério Público do Estado, o promotor Carlos Cardoso abriu inquérito para apurar o escândalo. Para

ele, não pareceu ser apenas um exemplo didático. Um levantamento divulgado no site do deputado Bruno Covas indicava que, em 2010, ano eleitoral, seu gabinete repassara R$ 9,5 milhões em emendas para várias cidades paulistas – embora o limite

ernesto rodrigues/ae

alesp

MARCELLO CASALJR

O domínio do Executivo na Assembleia combina indicações a cargos públicos, divisão do poder regional e administração da liberação de recursos das emendas parlamentares ao Orçamento do Estado. Porém, falhas no gerenciamento dos partidos da base levaram alguns deputados do PTB a se incomodar com o governo Alckmin. Por causa do desprestígio e da redução de recursos repassados à Secretaria de Esporte, nas mãos dos petebistas, o cacique do partido, Campos Machado, cobrava atenção do governo às questões do partido. Até que o deputado Roque Barbiere (PTB) chutou o balde. Em entrevista ao site do jornal Folha da Região, de Araçatuba, em setembro, afirmou que de 25% a 30% dos deputados “vendem” as emendas a que têm direito anualmente em troca de abocanhar parte dos recursos liberados. E assegurou que o governo Alckmin foi alertado disso. O secretário estadual de

vander fornazieri

Alguns deputados “vendem” as emendas e abocanham parte dos recursos liberados Por Raoni Scandiuzzi de cada deputado seja R$ 2 milhões anuais. Procurado, ele silenciou. Sua assessoria justificou que o levantamento trouxe emendas de anos anteriores, pagas em 2010, e outras obras eram pedidos do governo, e não dele. Em 12 de outubro, o governo disse que divulgaria os recursos oriundos de emendas no site da Secretaria da Fazenda. A relação foi publicada em 4 de novembro. Nela, o presidente da Alesp, deputado Barros Munhoz (PSDB), é campeão de indicações, empenhando R$ 5,6 milhões no ano passado. Segundo o documento, Bruno Covas tem R$ 2,2 milhões em emendas. Mas a lista oficial não é confiável – o site do deputado licenciado informara um montante quase cinco vezes maior. Outro exemplo: tanto sua página eletrônica como a da prefeitura de Sales divulgam uma emenda no valor de R$ 100 mil para a construção da Praça Floriano Tarsitano na cidade. Na relação do governo o recurso nem aparece.

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) tem 94 deputados, 3.000 funcionários e orçamento anual de R$ 660 milhões. Desfruta da camaradagem da imprensa comercial – que se indigna com denúncias de Brasília e blinda o governo paulista. A maioria dos parlamentares submete-se em silêncio ao Palácio dos Bandeirantes,

onde, desde 1995, a morada do chefe do Executivo é também um ninho tucano. Em troca de apoio aos seus interesses eleitorais, deputados da base aliada mantêm o governador do Estado livre de qualquer dor de cabeça. É na Alesp que se discute e aprova o Orçamento do Estado – R$ 140 bilhões em 2011 – e onde se deve fiscalizar sua correta aplicação. É lá que se dis-

mauricio garcia de souza/alesp

Alesp atua como escritório de despachos dos tucanos cutem leis, desde a que proibiria a venda de porcarias de alto teor calórico em cantinas de escolas públicas até as que autorizaram o governo a vender o patrimônio estratégico – como do setor elétrico, do Banespa e da Nossa Caixa, a concessão de estradas e ferrovias. Lá é onde o governo sabe que denúncias e pedidos de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)

serão varridos para baixo do tapete. Quantas vezes você leu, ouviu ou viu notícias de que os deputados paulistas investigaram uma suspeita de superfaturamento em contratos do Metrô ou os abusos da Polícia Militar – seja na forma violenta como age na USP, seja quando persegue pobres na periferia ou reprime movimentos sociais?


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Fala o deputado que denunciou outros deputados

eduardo anizelli/folhapress

Roque Barbiere reafirma que levará o esquema de venda de emendas ao Ministério Público

Como o senhor se sente por ter feito as denúncias? Fiquei magoado pela maneira como o presidente da Assembleia (Barros Munhoz, PSDB) e o governo trataram do assunto, tentando me desqualificar, exigindo que eu desse nomes, quando a própria Constituição me ampara. Eles fingiram que não me conheciam. O governo me ignorou por completo, como se eu tivesse dito a maior mentira do mundo, como se ninguém tivesse nem cogitado que algo semelhante pudesse ocorrer na Assembleia. O governo se sentiu atingido pelas denúncias?

Em sexto mandato, o deputado estadual Roque Barbiere, do PTB, é da base aliada do governo há 16 anos. É dele a afirmação de que entre 25% e 30% dos deputados paulistas “vendem” as emendas ao Orçamento a que têm direito todos os anos. De acordo com o esquema, quando o recurso é repassado para pagar uma obra ou serviço, alguns deputados embolsam a “comissão”. Barbiere reafirmou que levará as informações de que dispõe ao promotor Carlos Cardoso, do Ministério Público – a investigação corre em segredo de Justiça, o que garante proteção aos acusados vista em que disse que 30% dos deputados vendem emendas? Não. Depois dela, tenho certeza de que vão sobrar mais recursos para o povo de São Paulo, as pessoas vão pensar dez vezes antes de fazer alguma coisa de errado. A base do governo rachou? Não sei como está, estou tendo pouco contato por causa dos problemas pessoais. Está descartada a hipótese de o senhor deixar a base? Não está nada descartado. Vou esperar aprovar o Orçamento, cumprir minha obrigação com o povo de São Paulo, depois,

Talvez, mas a denúncia foi para o bem, não para o mal. Alguém do governo estadual conversou com o senhor? Não. Nem na boa, nem na ruim. Virei um leproso politicamente falando, porque, no governo, ninguém tem coragem de chegar perto de mim. O que achou de o governo dizer que Bruno Covas gastou R$ 2,2 milhões em 2010? Ele primeiro disse que um prefeito ofereceu propina pra ele, depois que foi hipoteticamente. Do Covas eu gostava muito era do Mário. O senhor se arrepende da entre-

no ano que vem, vou me posicionar politicamente. Por que o presidente do PTB, deputado­Campos Machado, defendeu o governo? O Campos Machado é apaixonado pelo governador Alckmin, que realmente é uma pessoa cativante. Mas temos de separar o governador do governo. O Campos Machado não faz isso. O compromisso dele é apoiar o governo, dando certo ou errado. Não seria o momento de o senhor dizer algum nome, para não esfriar o assunto? Não posso, para satisfazer uma parte, prejudicar o todo.

Vou conversar com o promotor. Depois, se ele seguir o caminho, ele chegará aos nomes. Dona Terezinha, presidenta da ONG Centro Cultural Educacional Santa Terezinha, disse que 45% dos deputados vendem emendas... Isso é insignificante. Se 0,5% da Assembleia vender emendas, o Parlamento já está sujo. Isso aqui não é uma casa de anjos. Se com Jesus, que tinha 12 apóstolos, tinha um traidor, um falso e um incrédulo, imagine numa Assembleia com 94 deputados. Mas volto a dizer, a maioria daqui é gente boa.

Tereza Barbosa, 59 anos, coordena um instituto que atende crianças em Campo Grande, zona sul da capital. Ela conta: “Entrei em vários gabinetes e eles diziam assim: ‘Olha, eu dou o dinheiro para a senhora, mas a senhora me devolve a metade, para uma entidade minha, que não tem documentação’”. Dona Tereza descreve outra conversa. “Um prefeito me contou que eles dão a verba para a Prefeitura, mas quem contrata as empre-

raoni scandiuzzi

Líder comunitária conta como funciona o trambique

sas para fazer a obra é o deputado, e a construtora repassa 40%. Por isso a gente vê essas obras malfeitas. Uma vez fui reclamar

com uma construtora da Cidade Ademar e o dono me falou: ‘A gente não pode fazer nada com material de primeira, porque precisa devolver o dinheiro que chega pra gente’.” Dona Tereza, uma “apaixonada pelo PSDB”, não revela nomes por medo de sofrer represálias. Mas dá pistas. “Existe esquema em vários partidos – PSDB, PTB, PDT”. Por experiência própria, ela afirma que Roque Barbiere falou a verdade. “Ele não mentiu, não.

Só acho que a porcentagem é maior do que ele disse. Eu colocaria que uns 40% a 45% dos deputados vendem emenda.” A líder comunitária confirmou que, se convidada, iria ao Conselho de Ética. Como a apuração já estava sepultada, o promotor Carlos Cardoso foi ouvi-la. “Ela solicitou a deputados que patrocinassem emendas para financiar a entidade que ela preside. Uma parte deles, uns dez deputados, condicionaram o apoio à entidade à transferên-

cia de parte dos recursos para ONGs que eles indicariam. Ela achou estranho e não aceitou” – diz Cardoso. Terezinha não revelou nome de deputado algum. Mas o relato dela trouxe avanços na investigação. “Isso confirma que há uma prática pouco ou nada lícita por parte de alguns deputados, que manipulam as emendas, sem transparência e com propósito ilícito” – garantiu o promotor.


6 Gastronomia

Canal 61, no ar em fevereiro Rede terá programação própria durante 24 horas Assembleia Legislativa) e TV Câmara Federal. A programação será independente e a televisão barretense deve apresentar uma grade variada, veiculando sessões do Legislativo, jornalismo e esporte, entre outros quadros. A Rede Legislativa, que já está em São Paulo há dois anos, terá ainda as cidades mineiras de Lavras, Sete Lagoas e Pouso Alegre e as paulistas Jacareí, Ribeirão Preto, Campinas, Tupã, São Carlos, Jaú, Bauru e Barretos. O canal transmite através do sistema digital, na frequência 61. Aparelhos de TV não digitais deverão utilizar conversores para sintonizar a futura TV Câmara Barretos.

Juninho Leite assina parceria da televisão pública

A instalação deve custar em torno de R$ 400 mil, incluindo equipamentos – informou o presidente Juninho Leite. A viabilização da televisão pública na cidade

ocorreu numa parceria com a Rede Legislativa de TV Digital. Através do canal 61, a rede prevê a transmissão de três canais simultaneamente: TV Câmara Municipal, TV Alesp (da

A Queima do Alho Um Patrimônio Cultural Imaterial Foi aprovado pelo Programa de Ação Cultural, que oferece recursos financeiros pela renúncia ao ICMS, a pesquisa que vai permitir que Os Independentes solicitem oficialmente junto aos órgãos dos governos estadual e federal, o registro da Queima do Alho como Patrimônio Cultural Imaterial. A informação é do presidente da entidade, Hugo Resende Filho. A competição culinária entre as comitivas de tropeiros ocorre anualmente em várias cidades, com destaque para o evento realizado na Festa do Peão de Barretos, em agosto. O Festival Moda de Viola Violeira Rose Abrão foi o primeiro projeto aprovado da Associação de Gestão Cultural do Interior Paulista para

receber incentivos fiscais dentro do ProAC/ICMS, no valor de R$ 188.170,00. A Violeira será realizada nos dias 2, 9, 16 e 30 de junho de 2012, no formato regional, e será dividida em 3 etapas: Ariranha, Matão e Barretos, onde será a final do festival.

Aquino José

TV PÚBLICA

História em quadrinhos

Produção independente tem público na cidade

Aquino José

As revistas, que trazem uma cultura marginal, são elaboradas por Guilherme Silveira Um misto de história de horror, poesia, filosofia, cotidiano, desenhos e textos abstratos e reflexivos compõe a obra de Guilherme Silveira, 23 anos, produtor independente de histórias em quadrinhos. O barretense, formado em Educação Artística pela Unesp de Bauru, tem dois trabalhos publicados, que custam R$ 4 cada, além de publicações em três coletâneas de fanzine. Guilherme afirma que sempre gostou de desenho e começou a trabalhar com to-

das as linguagens que envolvem a narrativa. Enfim, optou pelo fanzine, que traz uma cultura marginal muito forte. “Quem gosta deste tipo de trabalho tem de botar a cara e produzir” – diz. No trabalho lançado este ano, o miolo é feito de xerox e a capa foi impressa numa máquina caseira. O fanzine é vendido em festivais de que participa e através do blog <http://misterorror. blogspot.com>, onde ele também mostra outras facetas de sua produção.

O consumidor do fanzine é variado. “Vai de adolescentes a adultos” – afirma Guilherme. “Mas a produção alternativa, a partir dos anos 80 no Brasil, contribuiu para a formação de um público adulto cativo” – afirma. O ColetivaMente, um coletivo musical voltado para o rock, também produz fanzines destinados ao setor. As revistas são distribuídas gratuitamente nos festivais de que participam.


7 futebol

BEC faz a alegria do povão

Aquino José

Time subiu para a Série A3 do futebol paulista e se prepara para a temporada 2012 O Barretos Esporte Clube fez a alegria da torcida em 2011 e subiu para a Série A 3 do futebol paulista. O técnico Valter Ferreira foi mantido no cargo. O time para a próxima temporada já conta com um elenco em treinamento. Os goleiros Remerson e Fernando Hilário estão confirmados. Também defenderão a camisa do Touro do Vale

Jean Marcel, Vinícius, Edson Lima, Volpe, Edson Batatais e Bruno José. Os volantes Lucas, Peterson e Júlio César. O meia Léo Franco e os atacantes Washington e Willian. O grupo tem ainda Ceará, Fagner, Jadson, Thauan, Chulapa, Jéderson, Wagner Souza, Johnny e Ricardo. O Campeonato de 2012 começa no fim de janeiro.

CSU é campeão do Plínio dos Santos

Aquino José

O CSU foi campeão do 42º Torneio Integração “Plínio dos Santos”, disputado de 10 de setembro a 11 de dezembro e que reuniu vários times com jogadores até 17 anos. O time campeão empatou em quatro gols com o Nadir Kenan na partida final, disputada no Rochão, levando vantagem no critério de melhor campanha na competição.

A campanha do CSU registrou 10 vitórias, 2 empates e 1 derrota. O time marcou 63 gols e sofreu 24. Teve o artilheiro da competição, Afonsinho Arroyo, e o goleiro menos vazado Guilherme, do Camarões. Aos vencedores foram entregues troféus e medalhas pelos representantes da Liga Barretense de Futebol.

Os melhores da várzea na temporada

Pela quinta vez a ADPM – Associação Desportiva da Polícia Militar – conquistou o título da Série A do Campeonato de Futebol Varzeano. Na competição

que terminou dia 6 de novembro, os comandados do técnico Sidney mantiveram a invencibilidade em 23 jogos, com 18 vitórias e 5 empates. O ataque marcou

82 gols e a defesa sofreu 17 tentos. Alex Leite foi o artilheiro da competição com 30 gols. Em 2010, ele assinalou 49 gols pelo mesmo time. Fábio Willian foi o

A Igreja Reviver foi a campeã da Série B1 do Campeonato Varzeano ao empatar em um gol e vencer pela contagem mínima o Nadir Kenan nas duas partidas finais da competição. No campeonato que terminou em 30 de outubro, a Igreja Reviver realizou 21 jogos, venceu 12 vezes, perdeu duas e empatou sete jogos. O ataque marcou 47 gols e a defesa sofreu 24. O time teve ainda o artilheiro do campeonato, Renato, com 19 gols. Em 2012, os dois times vão disputar a elite do futebol varzeano.

SÉRIE B 2

Aquino José

SÉRIE B 1

goleiro menos vazado. Nas duas partidas finais, diante do Barretos II, a ADPM venceu pelo placar de 2 a 0 e 2 a 1, ficando com a taça de campeão.

O Manguinha Calhas, do técnico Hebinho, fez a melhor campanha do Grupo e ficou com o título de campeão da Série B2 do campeonato varzeano ao vencer o São Francisco por 3 a 0, na partida final disputada no Rochão. Em 2011, o time campeão disputou 23 jogos, com 17 vitórias, 3 empates e 3 derrotas. O ataque marcou 86 gols e a defesa sofreu 45 tentos.

A tabela da competição Dia: 29/1 – domingo Barretos x XV de Jaú Dia: 2/2 – quinta-feira São Bento x Barretos Dia: 5/2 – domingo Barretos x Independente Dia: 8/2 – quarta-feira Barretos x Marília Dia: 12/2 – domingo Flamengo x Barretos Dia: 15/2 – quarta-feira Barretos x Inter Bebedouro Dia: 18/2 – sábado Sertãozinho x Barretos Dia: 26/2 – domingo Batatais x Barretos Dia: 29/2 – quarta-feira Barretos x Capivariano Dia: 4/3 – domingo Francana x Barretos Dia: 7/3 – quarta-feira Barretos x Rio Branco Dia: 11/3 – domingo Taboão da Serra x Barretos Dia: 14/3 – quarta-feira Barretos x Itapirense Dia: 18/3 – domingo Guaçuano x Barretos Dia: 21/3 – quarta-feira Barretos x Juventus Dia: 25/3 – domingo Inter Limeira x Barretos Dia: 28/3 – quarta-feira Osvaldo Cruz x Barretos Dia: 1/4 – domingo Barretos x GE. Osasco Dia: 8/4 – domingo Taubaté x Barretos


8 foto síntese – Vendedor de Balões

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Horizontal – 1. Centro de Controle Operacional; Cada uma das partes distintas da corola 2. Instrumento de cordas, de forma triangular, tocado com os dedos; Partir 3. Nome de árvore que fornece madeira resistente e dura; (Pl.) Unidade de medida de capacidade, correspondente ao volume de um decímetro cúbico 4. (Abr.) Cruzeiro; Dois, em algarismo romano 5. Herbívoro da África, de pele grossa, patas e cauda curta, cabeça grande e focinho largo 6. Que não está contido 7. Pedido de socorro; Interjeição usada para chamar a atenção de alguém; Composição poética do gênero lírico 8. (Abr.) Boletim de serviço; Aguardente que se obtém pela fermentação e destilação do melaço de cana-de-açúcar 9. Nome da letra p; Sovaco; 10. Nome de um planeta; Ilha de coral 11. Cidade de São Paulo; Membro das aves guarnecido de penas, que serve para voar

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Vertical – 1. Galanteador importuno de uma senhora casada ou viúva; 2. Relativos ou semelhantes à cabra ou ao bode; (Abr.) Rádio Patrulha 3. Reze; Partidos Comunistas; Alimento feito de farinha, especialmente de trigo, amassada e cozida no forno 4. Ação de voar; Nome comum a vários cervídeos que habitam as partes boreais da Europa, Ásia e América 5. Sigla em inglês de Phase Alternating Line; Cobertura de borracha com que calçam as rodas dos automóveis e outras viaturas 6. Muito boa, excelente 7. Falatório, murmuração; Soberanos, na língua persa 8. Diz-se do galo que, na rinha, ferido ou cansado, não podendo manter-se de pé, sustenta-se apoiando a cabeça no solo; Pedra, em tupi-guarani 9. Medida que se usa para as proporções nos corpos arquitetônicos 10. Limpo o nariz; Fila, separada por um espaço

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vale o que vier As mensagens podem ser enviadas para jornalba@redebrasilatual.com.br ou para Rua São Bento, 365, 19º andar, Centro, São Paulo, SP, CEP 01011-100. As cartas devem vir acompanhadas de nome completo, telefone, endereço e e-mail para contato.

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Jornal Brasil Atual - Barretos 08  

Propina, desvio, lavagem de dinheiro e espionagem, uma arte comandada por Serra e Dantas queima do alho Política a festa é nossa 11 ou 17? C...

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