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peruíbe

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Jornal Regional de Peruíbe

Gratuuiição ta

nº 13

meio ambiente

Julho de 2012

pesquisa

a jureia dos povos 300 famílias – caiçaras, índios e quilombolas – lutam para viver na terra de seus ancestrais aprovadíssima Dilma tem índice de aprovação que chega a 59% de bom ou ótimo

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ecologia

desmatamento Cidade perde bioma da área nativa e vegetação de restinga

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olimpíada Saúde

o que anda mal no tratamento A gestão foi privatizada em Peruíbe. Mas há muita coisa mal explicada para a população Pág. 3

vamos lá Mariana Silva luta por nós nos Jogos Olímpicos de Londres

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Peruíbe

2 pesquisa

Presidenta é queridíssima Aprovação lá em cima: 59% acham governo bom ou ótimo

Há duas belas reportagens neste jornal Brasil Atual-Peruíbe. A primeira trata da gente que mora na Jureia. Lá, caiçaras, índios e quilombolas de 300 famílias estão em luta para ficar no lugar que pertenceu aos seus ancestrais. Para isso, eles dependem que os deputados da Assembleia Legislativa se posicionem de vez sobre o projeto que transforma partes da região em Reservas de Desenvolvimento Sustentável, RDS. O pessoal promete resistir à Polícia Militar, caso ela entre na Jureia para cumprir uma ordem da Justiça de retirada dos moradores. Esperamos que não se consume o absurdo que ocorreu em São José dos Campos, com o desalojamento da comunidade do Pinheirinho, que até hoje continua ao deus-dará. Outra coisa mal explicada é o tal contrato de R$ 24,6 milhões anuais que a Prefeitura assinou com a Organização Social Educacional Paulistana para gerir a saúde na cidade. Há suspeita de que a gestão começa com quadro insuficiente de funcionários, de irregularidades formais no contrato e de que o funcionalismo receberia parte dos vencimentos de um caixa dois, para não constar de seus holerites. É bom ficar de olho. É isso. Boa leitura!

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divulgação

editorial

A aprovação pessoal da presidente Dilma Rousseff manteve-se estável, em 77%, de acordo com pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada no dia 29 de junho. Já a aprovação do governo subiu, de 55% para 59% dos entrevistados, que consideram o governo bom ou ótimo. Ainda segundo o Ibope, 18% dos eleitores desaprovam a maneira de Dilma de governar; 5% não souberam responder a esse quesito. Na pesquisa anterior, o

percentual de desaprovação era de 19% e variou dentro da margem de erro. O índice dos que consideram o governo “regular” oscilou negativamente de 34% para 32%. Manteve-se estável em 8% o percentual dos que classificam o governo como “ruim ou péssimo”. Dos entrevistados, 1% não soube responder sobre a gestão. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O Ibope ouviu 2.002 eleitores com 16 anos ou mais em 141 municípios.

violência

Estupros crescem na Baixada Mas Peruíbe reduziu casos de nove para um este ano As ocorrências de estupro na Baixada Santista aumentaram 8,63% no primeiro quadrimestre deste ano. Foram registrados 239 estupros de janeiro a abril. No mesmo período de 2011, foram 220 casos, conforme estatísticas do governo do Estado. Itanhaém foi a cidade que teve maior crescimento de ocorrências: 107,6% (27 casos) e o Guarujá foi a cidade com a maior incidência de estupros, 61, um acréscimo de 12,96%. Praia Grande aparece logo na sequência, com 53 casos, aumento

Estupros na Baixada Santista Casos

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2011

de 29,2% em comparação ao primeiro quadrimestre do ano passado. Três municípios reduziram os estupros nos seus territórios: São Vicente, de 45 para 34 casos; Bertioga de oito

2012 para dois; e Peruíbe de nove para uma ocorrência. Já Itariri não registrou ocorrência alguma – seu único caso, em 2011, foi no primeiro quadrimestre.

Expediente Rede Brasil Atual – Peruíbe Editora Gráfica Atitude Ltda. – Diretor de redação Paulo Salvador Editor João de Barros Redação Enio Lourenço e Lauany Rosa Revisão Malu Simões Diagramação Leandro Siman Telefone (11) 3295-2800 Contato Publicitário Guiomar Batista Telefone (13) 3458-5503 E-mail brasilatualperuibe@hotmail.com Tiragem 6 mil exemplares Distribuição Gratuita


Peruíbe

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Saúde

Gestão começa com quadro insuficiente de funcionários Desde maio, a saúde de Peruíbe é gerida pelo modelo de gestão compartilhada: uma Organização Social de Saúde (OSS) divide, agora, a responsabilidade com a Prefeitura Municipal pelos serviços da pasta. Com um contrato firmado de R$ 24,6 milhões, a Organização Social Educacional Paulistana (OSEP) assumiu “o gerenciamento – e consequente reestruturação da gestão – e a execução dos serviços de saúde no Pronto Socorro, Hospital, Maternidade Municipal

mauro ramos

OSEP assume a saúde da cidade; experiência em Osvaldo Cruz traz desconfiança a Peruíbe

e Ambulatório de Especialidades”. A Secretaria de Saúde fiscalizará as ações no cumpri-

mento contratual no convênio com a OSEP e as metas que têm de ser atingidas.

Irregularidades no contrato

Outras suspeitas

to do contrato por parte do Conselho Municipal de Saúde e o posicionamento sobre a sua legalidade. “A série de informações que solicitamos visa analisar a legalidade e o efetivo trabalho desta Organização Social, que receberá mais de R$ 24 milhões por ano” – disse a parlamentar.

não teriam esses vencimentos declarados em holerites” – disse a médica. O contrato de trabalho dos profissionais de saúde não é mais de responsabilidade da Prefeitura de Peruíbe. A OSEP, agora, conduz as contratações e exonerações do setor. A forma de contratação, outrora pelo regime estatutário – que garante estabilidade na carreira após três anos de serviços –, passa a ser CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) – com me-

mauro ramos

Caixa dois paga o pessoal? Uma médica de Peruíbe, que preferiu não se identificar, afirmou à reportagem do Brasil Atual que nesses primeiros meses de gestão compartilhada a OSEP está fazendo propostas aos profissionais da saúde para dar plantão após o expediente regular, já que a organização não possui quadro suficiente de funcionários. Até aí, aparentemente, nenhum problema. Porém, “a forma de pagamento seria através de ‘caixa dois’, pois os médicos

nos garantias e celebrado por um contrato de trabalho. A médica conta que o procedimento padrão das OSS “é precarizar todo vínculo trabalhista”, a ponto de expor os funcionários a todos os tipos de assédio.

sultados eficientes à frente do hospital. Segundo o provedor da instituição na época, Ciro Durighetto, a OSS havia dito que a instituição, que tinha dívida de mais de R$ 2 milhões, daria lucro após três meses. Não foi o que aconteceu. Não houve mudanças significativas de gestão e os funcionários da Santa Casa ficaram insatisfeitos com a forma como eram tratados pela OSEP: “Se é para ficar na situação que estava, ficamos nós” – afirmou Durighetto.

mauro ramos

divulgação

A vereadora Onira Betioli (PT) protocolou requerimentos na Câmara Municipal questionando o contrato firmado entre Prefeitura Municipal e OSEP. A vereadora quer saber por que a licitação adotada não foi a de concorrência pública. Outro ponto é sobre o conhecimen-

Sob o argumento da modernização e eficiência do sistema privado de saúde, a prefeita Milena Barghieri (PSB) afirmou em seu blog que “aderir a esse modelo é uma tendência que vem dando resultado em outros municípios brasileiros”. No entanto, não é o que se viu em Osvaldo Cruz, a 85 km de Presidente Prudente. Em 2010, a mesma OSEP teve o contrato rescindido com a Santa Casa de Misericórdia da cidade, após três meses de trabalho, por não apresentar re-

O ex-conselheiro de saúde, José Carlos de Castro, também levanta suspeitas sobre o dinheiro investido no contrato com a OSEP. Segundo ele, houve um decréscimo de quase R$ 8 milhões de investimentos na saúde de 2011 para 2012. “Eu não sei qual é a mágica. A Prefeitura assinou um contrato de R$ 24 milhões mas, no ano passado, um orçamento de R$ 32 milhões na saúde mostrou-se insuficiente e estourou o previsto. Não sei o que vai acontecer. Talvez eles comecem a economizar em exames, chapas de raios-X, etc.”. No fim de 2011, a Câmara Municipal

de Peruíbe aprovou o planejamento orçamentário de 2012 (LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias) e chamou a atenção para a subvalorização ou supervalorização de alguns pontos relativos à saúde e à vigilância sanitária. No ano passado, a destinação orçamentária para a “Assistência Farmacêutica – Atenção Básica” – remédios simples como dipirona – era de R$ 600.000,00 e este ano caiu para R$ 156.000,00. Já a Gestão e Administração de Programas – relativa a competências burocráticas – saltou de R$ 800.000,00 para R$ 2.700.000,00.


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4 meio ambiente

Davi Ribeiro

Caiçaras, índios, quilombolas

Uma rara reserva de Mata Atlântica do Estado de São Paulo, que possui biomas riquíssimos e uma população tradicional de mais de 300 famílias de cultura secular, corre o risco de ser descaracterizada por um Projeto de Lei (PL) do governador Geraldo Alckmin, encaminhado em fevereiro à Assembleia Legislativa (Alesp). A convivência harmoniosa entre homem e meio ambiente na região da Jureia pode ter fim com a alteração dos limites da Estação Ecológica Jureia-Itatins, (criada em 1986, com

cerca de 80.000 ha) e a criação de um Mosaico de Unidades de Conservação: algumas áreas de maior densidade demográfica, como a Barra do Una e o Despraiado – que abrange cerca de 60% do povo local – seriam transformadas em Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS), onde haveria presença humana e o desenvolvimento de algumas atividades agropecuárias. Já os outros 40% de moradores da região – formados também de caiçaras, quilombolas e indígenas – que estão isolados em comunidades menores não encampadas por essas duas

reservas, teriam sua permanência histórica ameaçada pela nova recategorização e poderiam ser expulsos da floresta. Os povos da Jureia estão insatisfeitos. Há intensas manifestações de associações de moradores, que repudiam o projeto. Por isso, a Alesp promoveu três audiências públicas em maio – uma em Peruíbe, outra em Iguape e a terceira na Alesp, que reuniu mais de 200 pessoas, boa parte delas vindas em caravanas do litoral sul – visando mudar o projeto inicial do governo e chegar a um consenso.

Uma história de resistê No fim dos anos 1970, a Jureia foi alvo da política nuclear da ditadura militar e do setor imobiliário especulativo, que pretendia empreender condomínios luxuosos. A audácia desses projetos era tamanha que até uma estrada adentraria a serra e cortaria a planície do rio do Una do Prelado. Em 1980, o general João Figueiredo firmou um acordo com a Alemanha para a instalação das usinas nucleares 4 e 5, numa área de 24.000 ha da região. O projeto sofreu críticas de organizações ecológicas nacionais e internacionais, o que levou o general a promulgar novo decreto ‘protegendo o meio-ambiente’. O programa nuclear não foi concretizado. Até 1985, as desapropriações dos moradores não foram realizadas pela Nuclebras. O prazo de caducidade das desapropriações – de cinco anos – expirou, dando aos antigos proprietários a chance de reaverem a posse das terras que ocupavam.

Luciano Faustino

Há tensão e medo entre os moradores da Jureia. A falta de decisão dos deputados estaduais de transformar o projeto de lei que cria na região Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), assegurando o direito de permanência das comunidades na área, fez a população local preparar-se para o pior. Em julho, algumas pessoas começaram a receber uma notificação exigindo que saíssem de suas casas. A comunidade promete resistir. Por Enio Lourenço

Luciano Faustino

A ameaça que ronda 300 famílias da Jureia, um paraíso

Em sua dissertação de mestrado, a geógrafa Carolina Peixoto aponta que “o empreendimento nuclear representava uma ameaça ao ambiente natural e social, mas acabou por proteger as terras da especulação imobiliária, o que não quer dizer quer as relações entre a Nuclebras e os moradores não tenham sido coercitivas”.


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“O lugar é nosso”

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Luciano Faustino

ência. Aos militares e aos civis

Em 1986, o governador Franco Montoro criou a Estação Ecológica Jureia-Itatins, com a extensão atual, que abrange os municípios de Peruíbe, Iguape, Miracatu e Itariri, para garantir a integridade dos ecossistemas e da fauna e flora ali existentes. As atividades primárias – caça, pesca, extrativismo – foram limitadas para atender a

nova legislação. Foi assim que a população tradicional do lugar mudou seus hábitos e cultura para sobreviver. Por outro lado, foi uma lei de 2006 que criou o primeiro Mosaico da Jureia e possibilitou aos moradores se reorganizarem, lutarem e apresentarem a contraproposta ao governo de unidade de conservação que eles queriam. Segundo a vice-presidente da União dos Moradores da Jureia (UMJ), Adriana Souza Lima, “o pessoal aceitou o modelo do mosaico para não perder a oportunidade de assegurar a permanência de parte da população, mas o objetivo era incluir todas as comunidades”. Mas a esperança dos moradores de viver com estabilidade e possibilidade de manejo sustentável dos recursos naturais ruiu rapidamente. Em 2009, o Ministério Público Estadual (MP-SP) elevou a reserva novamente à condição de Estação Ecológica porque, segundo a Lei,

apenas o governador poderia legislar sobre o meio ambiente. Para a defensora pública Maíra Coraci Diniz o governador da época, José Serra, “deveria ter encaminhado o projeto para resolver a situação dos moradores da Jureia”. Em abril de 2010, novo problema. O Grupo de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) do MP-SP pediu, e a Justiça estadual concedeu, liminar para a retirada de todos os moradores, tradicionais ou não, sob a justificativa de realização de estudos no local, mas a defensoria pública conseguiu suspendê-la até o dia 7 de julho passado. A defensora Coraci também encaminhou recurso ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ), mas que está parado há oito meses sem julgamento. “Se for necessário, eu vou recorrer ao STF ou à OEA, pois existem convenções e tratados internacionais que garantem o direito dos povos tradicionais aos seus territórios” – finaliza a defensora.

Luciano Faustino

divulgação

o encravado na Mata Atlântica

A vice-presidente da União dos Moradores da Jureia (UMJ), Adriana Souza Lima, afirma que a região sempre se orientou por projetos preservacionistas, que não concebem homem e floresta dividindo o mesmo espaço e propõem que, para o território ser preservado, não exista a presença humana. O projeto de Lei que está para ser votado na Assembleia Legislativa não é diferente. A consequência, segundo ela, é “uma política que tira o homem do seu território, jogando-o nas periferias das cidades, criando favelas e levando-os, muitas vezes, à criminalidade. Isso vai na contramão do que o mundo pensa hoje”. Sobre a hipótese de a força policial entrar para cumprir a determinação judicial, o presidente da UMJ, Dauro Marcos do Prado, é enfático: “Resistimos há 26 anos a uma política ambiental criminosa, que não defende o meio ambiente nem se preocupa com a questão social. Queremos um acordo entre os Poderes Executivo, Legislativo e a comunidade para resolver esse conflito de uma vez por todas. Se as comunidades ficarem fora da RDS, o conflito persistirá. E, se a polícia

entrar na Jureia, nós vamos enfrentá-la, sim”. O pessoal também quer que seja criado um amplo espaço para o manejo sustentável dos recursos. O morador Arnaldo Júnior, de Iguape, enxerga o projeto de lei do governo mais como um assentamento fundiário do que uma RDS. “Como uma RDS, você tem que ter grandes áreas para explorar um recurso e dar um tempo para que ele se regenere. Assim, você vai para outra área, para gerar renda e trabalho para as pessoas.” Arnaldo lembra que Iguape entrou em declínio quando a Jureia passou à condição de Estação Ecológica. “Até a década de 80, a cidade vivia da exploração da caixeta, mas desde que a atividade passou a ser criminalizada, o resultado foi a exploração clandestina da madeira, que levou a espécie quase à extinção” – afirma. Agora, a proposta é o manejo sustentável da caixeta, que sairia de barco da floresta e abasteceria uma indústria de lápis específica. O intuito é que os lápis sejam fornecidos aos alunos de escola pública. “Esse é um grande passo e um exemplo que a gente pode dar para o Brasil. E essa é a hora” – conclui ele.


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Trocando em miúdos Mulheres

Passadas as convenções, a campanha, ainda morna, está nas ruas. O povo de Peruíbe decidirá por uma mulher como administradora: Onira Betioli (PT), Milena Bargieri (PSB) e Ana Preto (PTB). Nunca Peruíbe viu uma eleição assim, só de mulheres. É inédito, e ocorrerá em poucas cidades brasileiras.

Coragem para mudar

O PT demonstrou força ao construir a coligação Coragem Para Mudar, com o PSC e o PSD. Quem apostava no isolamento da liderança maior, Onira Betioli, quebrou a cara.

Mudou de lado

Quem virou a casaca foi o vice-prefeito Nélson do Posto (PR). Amigo do peito de Gílson Bargieri (PSB), ele rompeu com seu antigo grupo, ensaiou candidatura própria e foi parar nos braços de Ana Preto. Não pegou bem.

Poder econômico

Nessa eleição, as leis – tanto a municipal quanto a do Tribunal Superior Eleitoral – tornaram as propagandas e os gastos de campanha mais rígidos. Por isso, será mais difícil prevalecer o poder econômico nas campanhas.

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política Por Guiomar Batista Carnaval

Ela também

Quem aderiu à candidatura de Milena Bargieri (PSB) foi o ex-prefeito Mário Omuro (PPS). Eles eram adversários ferrenhos. Ato seguinte, Julieta Omuro (PPS) foi contratada para ser secretária municipal da prefeita! Vixe Maria!

Pode?

Um dos motivos da não candidatura de Julieta foi a condição de inelegibilidade – as contas dela foram rejeitadas no Tribunal de Contas. Se é isso, como assumir um cargo na Prefeitura se ela se enquadra na Lei da Ficha Limpa Municipal?

Falando nisso...

Falando em ficha limpa (ou suja) quem também está inelegível no site do TSE é o ex-prefeito Gílson Bargieri, por causa do escândalo da “merenda”. Veja em <www.tse.gov.br>.

Voltou

Quem voltou ao cargo de presidente do PMDB local foi Armênio Pereira. Ele fora substituído pelo médico Dr. Valdez Lopes. Vai entender!

Positivo

Com as alterações na legislação eleitoral de 2009, esta será a primeira eleição municipal onde os candidatos a prefeito devem registrar suas propostas no Tribunal Superior Eleitoral. E o cidadão pode conferir no site <www.tse.jus. gov>. Nada mais oportuno e transparente.

Negativo

A reviravolta na trajetória de muitos políticos locais que, de uma hora para outra, tratam aliados como adversários e adversários históricos como aliados. O pessoal acha que o povo não sabe ver o oportunismo de ocasião. Lamentável.


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E aumenta o desmatamento Cidade é a única a perder vegetação de restinga

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A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram estudo que registra que Peruíbe perdeu 12 mil hectares do bioma, em 2010-2011. O dado foi publicado no Atlas dos Rema-

nescentes Florestais da Mata Atlântica. Peruíbe e mais 21 municípios do Estado registraram perda de áreas nativas. A Mata Atlântica é o bioma mais ameaçado do País, onde restam apenas 7,8% dos remanescentes florestais.

pedágio

evento

Festa até nas dunas Subiu

Desde 1º de julho

A farra reuniu 500 jipeiros na Praia do Centro, de 6 a 8 de julho. Marcaram presença 150 jipes, diversos quadriciclos, motos e clubes tradicionais como Lama Negra, Marcha da Lama e Off Road da Baixada Santista. As equipes se equilibraram na gangorra para carros e se aventuraram

Total da conta de ida e volta São Paulo a Peruíbe: R$ 27,00 – a tarifa na Anchieta-Imigrantes saltou para R$ 21,20 e, para voltar, pagam-se R$ 5,80 na rodovia Padre Manoel da Nóbrega. O aumento encarece o custo de vida, pois acaba repassado ao preço da passagem de ônibus e de fretes.

divulgação

O segundo Peruíbe Jeep Fest

por trilhas na zona rural, montanhas da Mata Atlântica e pelas dunas da cidade.

jogos olímpicos

Somos Mariana Silva Estamos na Olimpíada de Londres

divulgação

ecologia

A judoca peruibense Mariana Silva, 22 anos, faz parte da Seleção Brasileira e vai lutar na categoria meio-médio. Eleita a musa do judô por sua beleza nos tatames, ela começou a praticar o esporte na escolinha de Peruíbe e na Associação Budokan. Com garra, ganhou uma bolsa de estudos e treinou cinco anos no Japão. Ao voltar, fez parte da Associação de Judô Rogério Sampaio, do campeão olímpico em Bar-

celona-1992 e, hoje, compete pela Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro. Mariana ganhou a medalha de prata no Campeanado Pan-Americano de 2011, em Guadalajara, e a de bronze na edição de 2010, em San Salvador. Ela também conquistou medalha de bronze no Campeonato Mundial Junior de 2009, em Paris, e este ano vai tentar um ouro com a Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos.


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Horizontal – 1. Cada uma das unidades residenciais, em prédio de habitação coletiva 2. Grande tronco de madeira 3. Sigla de Roraima; Estado brasileiro onde fica uma parte da Floresta Amazônica; Botequim 4. Causar tribulação, afligir 5. Instrumento manual, usado para cavar ou remover terra e outros materiais sólidos; Relativo a número 6. Adv. (ant.) Agora; Suave 7. Imediatamente, já; Clube do Remo 8. O ser humano, a humanidade; Designa um tempo limite em que alguma coisa, evento etc. termina ou deve terminar 9. Sílaba que não tem acento tônico; Parte do palácio de um sultão muçulmano onde ficam as mulheres 10. Sigla do Estado de Rondônia; Despenca; Igreja episcopal

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Vertical – 1. Causar algum tipo de impedimento ou perturbação 2. Porta, de madeira ou de ferro que, a partir da rua, dá acesso a um jardim público ou a uma casa, edifício etc.; Nome de famoso treinador brasileiro de futebol, de sobrenome Glória 3. Atmosfera; Galho 4. Série ou conjunto de roubos (plural) 5. Ghraib, famosa prisão iraquiana; País situado na extremidade oriental da Península Arábica; 6. Colocar em posição reta e vertical 7. República parlamentar federal de dezesseis estados cuja capital é Berlim 8. Sigla do Estado do Espírito Santo; Medida agrária; Gemido 9. Entreter-se, distrair-se 10. Chá, em inglês; Pessoa que mostra cortesia, amabilidade, gentileza 11. Curso de água doce, Letra anterior ao ene

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vale o que vier As mensagens podem ser enviadas para jornalba@redebrasilatual.com.br ou para Rua São Bento, 365, 19º andar, Centro, São Paulo, SP, CEP 01011-100. As cartas devem vir acompanhadas de nome completo, telefone, endereço e e-mail para contato.

Respostas a t r a p a l h a r

p a o r r t r a o r a o m t o o

r a p i n a g e n s

t a p a r b u u m a o r m a c

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