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Distrib

catanduva

Jornal Regional de Catanduva

Gratuuiição ta

nº 10

Homofobia

Agosto de 2012

Prefeitura

na idade da pedra

A sociedade brasileira continua a discriminar e a maltratar os homossexuais

A guerra da luz Justiça mantém cobrança da taxa de iluminação pública

Pág. 2

9 de julho

a farsa de 1932 Historiador diz que Revolução não passou de golpe conservador

Pág. 3

Jogos violência

É um assalto Atrás do outro Bancários e clientes sofrem com o descaso dos bancos na questão da segurança Pág. 6

cidade é bronze Pela segunda vez, Catanduva é terceira colocada na competição

Pág. 7


Catanduva

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paz nos estádios

Prefeitura

Mantida a taxa de iluminação

editorial Estamos no século 21, mas quando o assunto é a homossexualidade, parece que o Brasil faz questão de retroceder à Idade da Pedra. Afinal, grande parte da sociedade continua a tratar a questão com olhos e gestos de um passado mesquinho e conservador, na base do desprezo e da discriminação, quando não chega ao disparate das pancadas e da morte. O jornal Brasil Atual dedica as páginas nobres desta edição à discussão do problema, trazendo depoimentos de gente que vive aqui e enfrenta diariamente o assunto. Outra reportagem que visa chamar a atenção dos catanduvenses é a que trata dos repetidos assaltos a bancos e a casas lotéricas – que fazem o papel dos bancos. Afinal, os banqueiros, ainda que tenham lucros bilionários, não protegem as suas casas de negócios como deviam. E o jornal também traz a opinião de um historiador que mete bronca na Revolução de 1932, que ele classifica de golpe da elite conservadora. Outra coisa: a edição já estava fechada, mas deu tempo de a gente registrar, na pág. 8, a vitória de um jovem enxadrista da cidade. Afinal, aos 16 anos, Luís Paulo Supi é o novo Mestre Internacional do Brasil. É isso. Boa leitura.

Após longas e acaloradas discussões entre os Poderes Legislativo e Executivo foi determinada pelo Tribunal de Justiça (TJ) a manutenção da cobrança do Custeio de Iluminação Pública (CIP). Os vereadores de Catanduva posicionavam-se contra a taxa estabelecida, enquanto o prefeito Afonso Macchione Neto (sem partido) defendia o pagamento do imposto, contra a vontade popular. Segundo o prefeito, a extinção da cobrança da CIP causaria grande impacto no orçamento da Prefeitura devido às despesas com iluminação pública das ruas

mauro ramos

Macchione boicotou eventos, mas ela sempre foi cobrada

e de cerca de 200 praças do município. De acordo com a Secretaria de Negócios Jurídicos, a contribuição é prevista na Constituição Federal, sen-

do invalidado o projeto de lei do vereador Francisco Batista de Souza, o Careca (PDT), que considerava ilegal a cobrança da CIP.

O prefeito e a polêmica da CIP A polêmica em torno da cobrança da CIP começou em setembro de 2011 quando foi aprovado por unanimidade na Câmara o fim da cobrança da taxa de iluminação pública no município. Em

dezembro, Macchione vetou esse projeto de lei, ignorando a autoridade dos parlamentares. Então, os vereadores rejeitaram o veto, e teve início um extenso e intenso atrito entre as partes. Na ocasião o prefeito boicotou

vários eventos, como o tradicional carnaval catanduvense, argumentando falta de verba devido à extinção do imposto – embora a taxa nunca tenha deixado de ser cobrada.

jornal on-line Leia on-line todas as edições do jornal Brasil Atual. Clique www.redebrasilatual.com.br/jornais e escolha a cidade. Críticas e sugestões jornalba@redebrasilatual.com.br Expediente Rede Brasil Atual – Catanduva Editora Gráfica Atitude Ltda. – Diretor de redação Paulo Salvador Editor João de Barros Redação Enio Lourenço, Florence Manoel e Lauany Rosa Revisão Malu Simões Diagramação Leandro Siman Telefone (11) 3295-2800 Tiragem: 12 mil exemplares Distribuição Gratuita


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9 de julho

O golpe dos cafeicultores e da elite conservadora Celebrada a cada 9 de julho e tida por muita gente como um “ato de coragem de bravos soldados paulistas que queriam uma nova Constituição para o país”, a Revolução Constitucionalista de 1932 nada mais foi do que uma manifestação da elite conservadora paulista. Acostumada a revezar-se com os mineiros no poder nacional – na chamada República do Café com Leite –, ela se opunha ao governo do gaúcho Getúlio Vargas, iniciado num golpe, em 1930, e articulou o famigerado movimento que deu origem a grandes controvérsias. De acordo com o professor de Letras e historiador Luiz Roberto Benatti, o movimento foi uma batalha retrógrada, desencadeada pelo militar Euclides Figueiredo, pelo diretor

arquivo

Historiador catanduvense Luiz Roberto Benatt chama Revolução de 1932 de “uma farsa”

do jornal O Estado de S. Paulo Júlio de Mesquita e pelo general Bertold Klinger, que, “até pensaram em dar o golpe no dia 14 de julho para associá-lo à Queda da Bastilha, principal fato da Revolução Francesa, mas acabaram adiantando as ações” – diz. E continua afirmando que a ideia era triunfar sobre Vargas e separar São Paulo do restante do país. “Eu não sou adepto de Vargas, mas

reconheço que, embora tenha sido um ditador, ele adiantou o relógio da economia brasileira, e Catanduva foi beneficiada com isso. Foi só nessa época que o comércio da cidade ganhou força e o município passou a ter bancos” – conta. Raras são as fotografias de trincheiras da guerra paulista. Por isso, Benatti afirma que afora uma batalha que resultou em 630 mortes, a Revolução não

passou de uma farsa. “Anos depois, os sobreviventes de 1932 passaram a receber pensão por aquilo que não fizeram” – satiriza. Benatti conta que o armamento que havia em São Paulo era precário e, por isso, foram utilizadas matracas e motocicletas para simular o barulho de metralhadoras e assustar o inimigo. “Pedro de Toledo propôs que as pessoas financiassem a batalha doando suas alianças de casamento, o que acabou sendo um gesto simbólico. Foram recolhidas quase 70.000 peças – 450 kg de ouro, o que “corresponde hoje a três milhões e oitocentos mil reais” – diz o professor. Parte do dinheiro foi utilizada para construir o “Edifício do Ouro para o Bem de São Paulo”, cuja arquitetura foi inspirada nas formas das alianças.

O acervo O acervo que conta a história da revolta de 1932 era grande para ficar concentrado na capital. Por isso, na partilha, Catanduva foi uma das cidades contempladas. O material ficou mais de 30 anos no Museu da Imagem e do Som (MIS) de Catanduva. No entanto, esse patrimônio cultural foi negligenciado pela Prefeitura. Há cerca de dois anos, o MIS foi arrombado e os armamentos furtados com outras relíquias. Até hoje não foi aberto um Boletim de Ocorrência para apurar o caso.

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O PONTO CERTO DA ECONOMIA


Catanduva

4 Homofobia

É feio, é triste, mas não deixamos a Idade da Pedra Grande parte da sociedade ainda discrimina homossexuais

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tica a atuação de quem busca “curar” os homossexuais. Todavia, grande parte da sociedade insiste em associar a orientação sexual dos indivíduos ao seu caráter e moral. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a homofobia contribui para o aumento de infecções pelo vírus do HIV, pois o preconceito afasta essa população dos serviços de saúde e dificulta o acesso à informação sobre formas de prevenção.

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Educação contra a homofobia

O professor de história da rede estadual de ensino de Catanduva Rodrigo de Sena Sampaio, assumidamente homossexual, afirma que o preconceito na sociedade brasileira é amplo e, em algumas circunstâncias, velado. “Nas três escolas em que lecionei, senti preconceito maior por ser de

status social mais baixo do que por ter uma orientação sexual diferente” – afirma. Em contrapartida, ele conta que numa escola havia dois alunos homossexuais que namoravam e, por isso, eram reprimidos pelos professores. Orientados a não manifestarem publicamente sua orientação sexual, eles denunciaram

a discriminação à Diretoria de Ensino de Catanduva. “A supervisora surpreendeu a todos ao conduzir a situação de forma humana e incentivar a tolerância às diferenças no ambiente escolar” – diz Sampaio. Ele enfatiza ainda a importância de inibir a violência. “Os homossexuais tem de se preparar para defender seu ponto de vista, mas devem estar seguros de que não terão que defender, também, sua integridade física.” O professor ressalta que, apesar de existirem leis que criminalizam a homofobia no Estado e haver registro de casos nas Delegacias da Mulher, isto se dá por movimentação dos partidos de esquerda em São Paulo na Assembleia Legislativa. “Não houve avanço no governo do PSDB no que diz respeito a esse tema” – conclui Sampaio.

Sem oportunidades A travesti Fernanda, 47 anos, é atendente de enfermagem, mas atua em pontos de prostituição há duas décadas. “Eu tenho profissão formal. Fiz curso e estagiei, porém não procuro mais emprego na minha área porque não há oportunidades. Muitos pensam que os travestis se prostituem por safadeza e vagabundagem; não é bem assim” – afirma. Fernanda viveu em Milão e Brescia, na Itália, e quer adqui-

rir cidadania italiana, pois pretende voltar àquele país. Para a travesti, “lá, diferente do Brasil, não há discriminação. Em Catanduva, já fui assaltada e esfaqueada por me expor nas ruas”. Fernanda expressa indignação com o desrespeito dos motoristas que cruzam seu caminho, zombando de seu modo de vida com piadas e apelidos. “É um absurdo que, em pleno século XXI, predomine esta mentalidade retrógrada” – finaliza.

A perseguição Centenas de gays, lésbicas e travestis foram assassinados no Brasil nos últimos anos, o que demonstra a pequena evolução que houve desde a Primeira Parada Gay de São Paulo, realizada há 16 anos, manifestação motivada pelo assassinato de um grupo de homossexuais por skinheads, fato que ainda ocorre com frequência.

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Caracterizada pela aversão a homossexuais, a homofobia é uma das causas de discriminação no país e dissemina a violência contra gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais. Em Catanduva não é diferente. A homossexualidade foi retirada da lista de doenças mentais pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1990. A OMS reconheceu que a orientação sexual não é uma opção e passou a considerar antié-

Por Florence Manoel


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André Dias Cambraia Sardão é bancário da Caixa Econômica Federal e secretário de diversidade da APCEF/ SP (Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal). Bissexual, ele alega já ter sofrido preconceito no ambiente de trabalho, no meio familiar e até mesmo na área sindical. Sardão acredita que todas as associações, organizações e sindicatos devem contribuir para o respeito às minorias. “É o que faz o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco

e Região e a CUT-São Paulo, que têm um coletivo LGBT, e agora a APCEF/SP, que se uniu a essas entidades para lutar contra o preconceito, divulgando ações contra a homofobia e promovendo um ciclo de Leituras Dramáticas no mês do Orgulho LGBT. Além disso, ela também patrocina a Feira Cultural LGBT e a Parada Gay de São Paulo” – explica. Para o bancário, é papel dos sindicatos fazer as pessoas refletirem e entenderem que existe um problema a ser resolvido.

Marta Suplicy: sempre à frente O lema da Parada Gay de 2012 foi Homofobia tem cura. Educação e criminalização – Preconceito e Exclusão, Fora de Cogitação. Por acreditar nisso, a senadora Marta Suplicy (PT) defende a aprovação do projeto de lei apresentado pela ex-deputada Iara Bernardi, que criminaliza a homofobia tornando o preconceito contra homossexuais equivalente a outras formas de discriminação. De acordo

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Uma nova luta

com a senadora, a medida não vai acabar com o preconceito, mas inibir a violência e as injustiças a que estão sujeitos os homossexuais brasileiros. O Projeto causa polêmica, já que, para alguns grupos re-

ligiosos, ele fere a liberdade religiosa e de expressão por prever punição (prisão de até cinco anos) para todos os que criticarem publicamente a homossexualidade.

arquivo pessoal

Um casal só de homens e uma criança adotada Os cabeleireiros catanduvenses Vasco da Gama e Júnior de Carvalho vivem juntos há 20 anos. Em dezembro de 2005, eles se tornaram o primeiro casal homossexual masculino a adotar uma criança no Brasil. Vasco lembra que havia 43 casais à sua frente na fila de adoção, mas todos desistiram devido à cor e à idade de Theodora, parda, de quatro anos. “Antes de perguntarem se os homossexuais têm direi-

to de adotar uma criança, deveriam se questionar sobre o direito das crianças terem uma família” – comenta. Segundo o cabeleireiro, a filha não sofre discriminação na escola. “Os amiguinhos dela acham divertida a ideia de ter dois pais” – afirma. Vasco e Júnior continuam na fila de adoção, pois querem adotar outra criança. O casal é engajado na luta contra a homofobia e a marginaliza-

ção dos homossexuais. Vasco é presidente do grupo Reveja – Ação e Pesquisa da Diversidade Sexual de Catanduva e Região. De acordo com Vasco, a missão do grupo é defender os LGBTs e realizar ações de inclusão social, como a Semana da Diversidade, que há cinco anos é promovida na semana do dia 15 de novembro. “Combatemos todas as formas de preconceito. Defendemos a diversidade

de credos, raças, religião e etnias” – diz ele. O dia 14 de novembro já faz parte do calendário municipal como o “Dia da Diversidade”. Além disso, todo ano o grupo fornece bolsas de estudos na escola de cabeleireiros Vasco & Júnior. O objetivo é garantir a inclusão social não só de homossexuais, mas também de outros grupos marginalizados.

A homofobia e os muitos exemplos do cinema Aumont), e faz confidências sobre sua angustiante situação. Como Pignon trabalha em uma fábrica de preservativos, Belone bola um plano inusitado para salvar a carreira do novo amigo: “sair do armário”, ou seja, assumir sua homossexualidade inexistente. Ele acredita que o chefe de Pignon não arriscará demitir o empregado e ter seus produtos boicotados pelo movimento gay. Convencido, o tímido Pignon segue os

conselhos do vizinho e vê sua vida se transformar. Além de O Closet, outros filmes retratam a questão da homofobia, como: O Segredo de Brokeback Mountain, Entre Amigos, Meninos não Choram, Meu Passado me Condena, Melhor é Impossível, Transamérica, Meu Querido Companheiro, Assunto de Meninas, Ninguém é Perfeito, Eclipse de uma Paixão, entre outros.

O Segredo de Brokeback Mountain

Meninos Não Choram

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Dirigido por Francis Veber em 2001, o filme francês O Closet satiriza a homofobia, com um humor pra lá de inteligente. Na história, François Pignon, vivido por Daniel Auteuil, é um heterossexual malsucedido em seus relacionamentos familiares, desprezado pelos colegas de trabalho e prestes a ser demitido. Deprimido com a má fase e disposto a se suicidar, Pignon conhece seu vizinho, Belone (Michael


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6 violência

Insegurança atinge bancários e clientes no Brasil Em julho, os bancos do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal, Banco Rendimentos e Mercantil do Brasil foram multados em R$ 1,174 milhão por descumprirem a lei federal que trata de normas de segurança nas instituições financeiras. De acordo com a Contraf-CUT (Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), há riscos para trabalhadores e clientes. “Há um número insuficiente de vigilantes, alarmes ino-

mauro ramos

Causas: vigilância insuficiente, alarmes inoperantes e falta de biombos que protejam os caixas

perantes, planos de segurança não renovados, utilização

de bancários no transporte de valores, falta de biombos

para proteger os caixas e outras práticas que descumprem

a legislação em vigor” – diz Paulinho Franco, presidente do Sindicato dos Bancários de Catanduva e Região. Segundo Franco, os lugares por onde transitam somas vultosas de dinheiro são alvos frequentes de crimes. “É importante que os funcionários exijam investimentos em tecnologia e recursos humanos e denunciem as irregularidades que geram insegurança à integridade física e emocional dos clientes e empregados das instituições” – garante.

Um assalto atrás do outro na região de Catanduva Em 20 de junho, um cliente e três funcionárias de uma casa lotérica no Centro de Itajobi foram rendidos por assaltantes, que levaram um malote com R$ 32 mil em cheques e dinheiro, um envelope com R$ 3 mil e dois pacotes com 100 “raspadinhas” cada, no valor de R$ 170. Em 6 de julho, foi a vez de Monte Alto ser alvo de bandidos. Três homens –

um deles armado – entraram numa casa lotérica e pegaram o dinheiro dos caixas e fugiram. Dias depois, uma moto vermelha parou em frente a uma casa lotérica de Fernando Prestes. Dois homens de capacete desceram e, de arma em punho, anunciaram o assalto. Depois, fugiram, deixando os funcionários perplexos e amedrontados. Recentemente, um equipamento, chamado de

máscara e usado para furtar informações, foi encontrado instalado num caixa eletrônico da Caixa Econômica Federal, em Novo Horizonte, causando insegurança aos clientes. Há muito tempo os problemas de segurança atingem os bancários da região, que trabalham em clima de constante apreensão. Em setembro passado, bandidos explodiram o caixa eletrônico do Santander

em Catiguá, depois de outro caixa da mesma agência haver sido arrombado. Também um caixa eletrônico do Bradesco, no interior da Usina Nardini, em Vista Alegre do Alto, foi dinamitado por oito bandidos, em 2011. Outra prática criminosa comum é a “saidinha de banco”, que consiste na abordagem e roubo de clientes que sacaram dinheiro nas agên-

cias ou em caixas eletrônicos. Levantamento feito pela Contraf-CUT e pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), com base em notícias e apoio técnico do Dieese, aponta que 27 pessoas foram assassinadas em assaltos envolvendo bancos no primeiro semestre de 2012, ou seja, uma média de quatro vítimas fatais por mês.


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Jogos Regionais

Catanduva é bronze pela segunda vez consecutiva Cidade conquista o terceiro lugar nos Jogos Regionais 2012, realizados em Penápolis vagas para os Jogos Abertos de novembro, em Bauru. Já a equipe de atletas com deficiência física e visual obteve 33 medalhas. No atletismo, foram 12 ouros, sete pratas e dois bronzes e o segundo lugar

Em 2011 e 2012, Catanduva ficou atrás de São José do Rio Preto e Araçatuba e se consolida como a terceira potência esportiva da região. Este ano, em Penápolis, a cidade encerrou sua participação com 236 pontos e 138 medalhas, sendo 38 de ouro, 51 de prata e 49 de bronze. O xadrez masculino e o basquete feminino ficaram em primeiro lugar, mas a surpresa foi o taekwondo: conquistou o primeiro lugar e garantiu vaga para os Jogos Abertos – no total, a cidade conquistou 19

na modalidade, atrás somente de São José do Rio Preto. Na natação, de 12 medalhas, dez foram de ouro. Onze atletas, das duas modalidades, classificaram-se para os Jogos Abertos do Interior.

CAMPANHA DE CATANDUVA NOS JOGOS REGIONAIS 2012 Prata

Bronze

Total

Pontos

1º São José do Rio Preto 191

82

47

320

383

2º Araçatuba

45

42

39

126

277

3º Catanduva

38

51

49

138

236

4º Penápolis

20

16

25

61

226,5

5º Votuporanga

16

20

13

49

218,5

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Município

Ouro

artes

Bida Paulatti: de cantora a artista plástica Conhecida em Catanduva e região desde a década de 1970, a cantora de MPB Adalgisa Paulatti, a Bida, iniciou a carreira aos 16 anos, cantando em casamentos e aniversários, acompanhada pelo pianista Fernando Torro, com quem foi premiada em inúmeros festivais. A dupla também se apresentava em restaurantes da cidade, onde muitas vezes era prestigiada por artistas consagrados que vinham a Catanduva. Bida lembra que, na época de ouro do carnaval catanduvense, puxou o samba-enredo da escola Acadêmicos do Balança, do Sesc, por dois anos consecutivos. “O carnaval de

mauro ramos

Exposição Arte em Divino revela os novos dotes de quem tem uma apurada sensibilidade

Catanduva era maravilhoso e reunia pessoas de todo o interior paulista. Participavam do evento a Escola de Samba do Clube de Tênis, a Escola do CRH e a Coração de Bronze, entre outras. Em 1975 e 1976, quando participei, nós levamos a melhor” – lembra.

Nadadora desde os 8 anos, Bida formou-se em Educação Física. Em 1985, mudou-se para São Paulo, onde passou a se apresentar no Sesc Fábrica Pompeia, considerado a Vitrine do Som, com o guitarrista Tito, mas nunca gravou CDs por não se identificar com o estilo de vida dos artistas expostos à grande mídia. “Não nasci para o sucesso absoluto, para ficar longe do ser humano. Não nasci para ficar presa, minha liberdade não tem preço” – diz. Com a morte de sua mãe, Bida voltou a Catanduva em 1996, para ficar perto do pai. Depois, voltou a São Paulo, onde continuou a trabalhar com música e artesanato. No mês passado, Bida Paulatti re-

tornou a Catanduva para a exposição de artes plásticas Arte em Divino, no Espaço Cultural Luiz Carlos Rocha, a Pérgula da Praça da República. A artista conta que sua mãe foi uma grande pintora, que retratava palhaços, fisionomias, paisagens e naturezas mortas. Por isso, jovem ainda, ela já se identificava com a pintura. As obras expostas na Pérgula, em que ela usa técnicas de pátina, são de 2012, depois de Bida sonhar, por três vezes consecutivas, com alguém lhe pedindo que retratasse o Espírito Santo. Questionada sobre religião, Bida afirma não acreditar em nenhuma, mas na prática do verdadeiro bem. Sobre o Espírito Santo, ela afirma: “Ele está em todas

as religiões e é para mim o que é para todo mundo que ama a vida e é feliz. Nas minhas obras, ele é representado pela pomba da paz, que também significa liberdade” – diz. A artista não sabe se ficará em Catanduva, onde, segundo ela, não há estímulo para a arte. “Alguém devia ter sensibilidade para não deixar a arte morrer” – critica. Bida orgulha-se de seu trabalho. “Durante anos, eu preenchi corações e embalei amores com as minhas músicas; hoje, volto a preencher a alma das pessoas com meus quadros. O respeito e carinho trocado com o público para mim não tem preço” – finaliza.


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8 palavras cruzadas palavras cruzadas

foto síntese –Um grande enxadrista

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Luís Paulo Supi, 16 anos, conquistou o título de Mestre Internacional de Xadrez

sudoku 8

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Horizontal – 1. Cada uma das unidades residenciais, em prédio de habitação coletiva 2. Grande tronco de madeira 3. Sigla de Roraima; Estado brasileiro onde fica uma parte da Floresta Amazônica; Botequim 4. Causar tribulação, afligir 5. Instrumento manual, usado para cavar ou remover terra e outros materiais sólidos; Relativo a número 6. Adv. (ant.) Agora; Suave 7. Imediatamente, já; Clube do Remo 8. O ser humano, a humanidade; Designa um tempo limite em que alguma coisa, evento etc. termina ou deve terminar 9. Sílaba que não tem acento tônico; Parte do palácio de um sultão muçulmano onde ficam as mulheres 10. Sigla do Estado de Rondônia; Despenca; Igreja episcopal

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9

3

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Vertical – 1. Causar algum tipo de impedimento ou perturbação 2. Porta, de madeira ou de ferro que, a partir da rua, dá acesso a um jardim público ou a uma casa, edifício etc.; Nome de famoso treinador brasileiro de futebol, de sobrenome Glória 3. Atmosfera; Galho 4. Série ou conjunto de roubos (plural) 5. Ghraib, famosa prisão iraquiana; País situado na extremidade oriental da Península Arábica; 6. Colocar em posição reta e vertical 7. República parlamentar federal de dezesseis estados cuja capital é Berlim 8. Sigla do Estado do Espírito Santo; Medida agrária; Gemido 9. Entreter-se, distrair-se 10. Chá, em inglês; Pessoa que mostra cortesia, amabilidade, gentileza 11. Curso de água doce, Letra anterior ao ene

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vale o que vier As mensagens podem ser enviadas para jornalba@redebrasilatual.com.br ou para Rua São Bento, 365, 19º andar, Centro, São Paulo, SP, CEP 01011-100. As cartas devem vir acompanhadas de nome completo, telefone, endereço e e-mail para contato.

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r a p i n a g e n s

t a p a r b u u m a o r m a c

m e n t o s e a b a r l a r i e r i c o m e n o a c r n a t e h a r e m a i s e

Palavras cruzadas

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