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IAU - USP sテグ cARLOS REDESCOBRIMENTO URBANO CADERNO TGI II - 2013

LEILANE CASSIANO SANTOS


TODOS OS DESENHOS TÉCNICOS PRESENTES NO CADERNO ESTÃO DISPONÍVEIS TAMBÉM EM FORMA DIGITAL NO CD


ÍNDICE 1. O PROCESSO

A. PRÉ-TGI B. UNIVERSO PROJETUAL C. CONCEITOS

2. O LUGAR

A. RIBEIRÃO PRETO B. PARQUE ROBERTO DE MELLO GENARO C. O LUGAR ALÉM DO PARQUE D. LUGAR + CONCEITOS = AÇÕES

3. O PROJETO

A. CAMADAS B. ELEMENTOS C. CONJUNTO


1. O PROCESSO


A. PRÉ-TGI O início do processo se deu com uma mudança na forma de ver, interpretar e criar projetos. Sendo assim pré-tgi representou esse momento de revisão e desenvolvimento de uma estratégia própria de projeto, conceitos e ações que norteassem todo o desenvolvimento do trabalho final. Inicialmente a leitura de projetos e produção de projetos relâmpagos, e em um segundo momento a produção de pranchas foram as fases que regulamentaram o processo de ruptura. Como finalização deste processo, a criação de um objeto deveria representar espacialmente as conclusões do novo raciocínio projetual.

PRANCHAS DE DESENVOLVIMENTO


Dessa forma o pensamento de polígonos e setas foi revertido em volumes e linhas. Mantendo sempre a interligação dos elementos a fim de representar os conceitos e manter o objeto como um elemento de uma fácil primeira interpretação. Após algumas experimentações os volumes foram explodidos em diversos planos e as linhas passam a ter alguma variação entre si, cores variadas, a fim de demonstrar as inúmeras possibilidades geradas a partir dos conceitos. Outra característica marcante do objeto produzido é a sua variabilidade de acordo com o ponto do vista; apresenta uma forma muito simples quando analisada em planta, contudo aos olhos de um observador em meio aos planos, as relações se tornam outras.

IMAGENS OBJETO


B. UNIVERSO PROJETUAL O desenvolvimento de um universo projetual partiu de uma série de experimentações e estudos a fim de gerar uma gramática na qual os conceitos de projeto pudessem ser constituídos. Nesse momento os estudos partiram de elementos básicos como escala, percursos, recintos e planos. E a partir de então a relação entre eles e as possibilidades de controlar um projeto a partir dos elementos estruturantes foram se tornando o maior foco do desenvolvimento. Considerando a importância das conexões, e a relação com a paisagem, ao projetar em um ambiente vazio ou principalmente em um que já possua sua complexidade; um sitio inserido em uma cidade possibilita novas formas de pensar a manipulação da paisagem, a partir do processo de projeto. É possível criar uma nova complexidade e essa ser passível de intervir e criar novos elos com a complexidade já instalada. Para condicionar essa nova complexidade deve-se considerar diversos fatores. Internamente ao projeto a sua interposição de sistemas, elementos estruturantes e suas conexões que são a base do raciocínio. De forma interna e externa ao mesmo tempo, temos a escala na qual o projeto se apresenta, seja em relação ao local em que se encontra inserido ou o seu porte perante seus usuários; a escala ainda, se torna a ferramenta mais importante quanto à proporção que o projeto terá perante seus utilizadores e sobretudo deles para com o projeto. É a partir da variação que consegue-se chegar a um resultado rico; abundante em significações e especialmente em relações. Como elementos estruturantes pode-se considerar planos e recintos ou patamares, fossos e verticais como bases de pensamentos. Fazer as ligações entre eles é o processo de controle das sequências, culminando em um plano de uma experiência pré-determinada em projeto.

DESENHOS ESQUEMÁTICOS DE ESTUDO


DESENHOS ESQUEMÁTICOS DE ESTUDO


C. CONCEITOS Partindo do universo projetual, os estudos continuaram a fim de conformar os conceitos que norteariam o projeto. Organizando em um fluxograma, as ideias se concentraram e acabaram por formar três conceitos base. CORELAÇÃO DE SISTEMAS: criar uma complexidade a fim de intervir em outra já existente, a qual já possua as próprias relações internas e externas. Criando assim uma nova rede de relações a partir das múltiplas conexões entre os sistemas. MANIPULAÇÃO DA PAISAGEM: tratar toda paisagem como passível de uma intervenção controlada. Não considerando como paisagem apenas o sitio vazio, mas também uma cidade como uma paisagem já constituída e ainda assim, passível de manipulação. VARIABILIDADE: propor a variação como base de projeto. Sendo levada em consideração em todas as formas possíveis ao longo do processo, desde os elementos construtivos até as relações que vai proporcionar com o usuário. Com os conceitos definidos, a continuidade do processo depende do estudo do lugar a ser trabalhado, sendo assim o próximo passo foi a determinação do local de trabalho. A cidade escolhida foi Ribeirão Preto, pois representa um polo regional na qual está presente uma dinâmica de cidade complexa, a qual tem a somar ao processo de projeto.


FLUXOGRAMA DE CONCEITOS


2. O LUGAR


A. RIBEIRÃO PRETO

Ribeirão Preto é um município no interior do estado de São Paulo, localizando-se a noroeste da capital do estado, cerca de 310 km de distância. Ocupa uma área de 650,366 km², sendo que 127,309 km² estão em perímetro urbano e os 523,051 km² restantes constituem a zona rural. Em 2013 sua população foi estimada pelo IBGE em 649 556 habitantes, o município foi o que mais cresceu entre as maiores cidades do Estado de São Paulo No começo do século XX a cidade passou a atrair imigrantes, que foram trabalhar na agricultura ou nas indústrias abertas na década de 1910 e mantem até hoje a atividade, levando o título de “capital do agronegócio brasileira”. Na segunda metade do século foram incrementados investimentos nas áreas de saúde, biotecnologia, bioenergia e tecnologia da informação, sendo declarada em 2010 como “polo tecnológico”. Essas atividades atualmente fazem com que Ribeirão Preto tenha o trigésimo maior PIB brasileiro.

IMAGEM AÉREA DE RIBEIRÃO PRETO


QUADRILÁTERO CENTRAL AV. INDEPENDENCIA AV. NOVE DE JULHO AV. DR. FRNCO JUNQUEIRA AV. JERÔNIMO GONÇALVES

ESQUEMA AVENIDAS ESTRUTURANTES DA CIDADE


B. PARQUE ROBERTO DE MELLO GENARO Hoje abrigando o parque municipal Roberto de Mello Genaro, a área de intervenção além de estar localizada bem próxima ao quadrilátero central da cidade ainda se encontra entre duas importantes avenidas, conformando-se como um ponto importante de articulação entre o centro e os bairros residenciais. Esse ponto de articulação ainda compõe um entorno variado, o que possibilitaria uma grande variedade de visitantes. Consultórios e clinicas médicas, residências unifamiliares e pequenos edifícios, além de comércios e ambientes de vida noturna; são todos elementos que convivem no encontro das avenidas Caramuru e Santa Luzia.


1. QUADRILÁTERO CENTRAL 2. ÁREA DE INTERVENÇÃO

LOCALIZAÇÃO DA ARÉA NA CIDADE | PRINCIPAIS VIAS


MAPAS TEMÁTICOS


MAPAS TEMÁTICOS


AV CARAMURU

COMERCIAL | SERVIÇOS

AV SANTA LUZIA

EIXO DE CLINICAS MÉDICAS

QUADRILÁTERO CENTRAL

COMERCIAL | SERVIÇOS

AV 9DE JULHO | R ELISEU GUILHERME

COMERCIAL | VIDA NOTURNA

JD ALVARO COUTO | JD SUMARÉ

RESIDENCIAL

JD JAMAICA | VILA VIRGINIA

RESIDENCIAL

ENTORNO


AV CARAMURU

COMERCIAL | SERVIÇOS

AV SANTA LUZIA

EIXO DE CLINICAS MÉDICAS

QUADRILÁTERO CENTRAL

COMERCIAL | SERVIÇOS

ENTORNO


AV 9DE JULHO | R ELISEU GUILHERME

COMERCIAL | VIDA NOTURNA

JD ALVARO COUTO | JD SUMARÉ

RESIDENCIAL

JD JAMAICA | VILA VIRGINIA

RESIDENCIAL

ENTORNO


A história desse local é o que torna o ambiente mais marcante, anteriormente abrigava uma pedreira. O passado que proporcionou a formação dessa configuração espacial única, uma parede de pedra em forma de concha com um desnível de cerca de 13 metros que com o tempo se tornou um enorme paredão verde. O ambiente formado no parque é uma experiência totalmente diferente do esperado em um local tão próximo ao centro do município, uma surpresa naturalizada; o maior disparador de projeto do local. Entretanto é também essa conformação das curvas de nível que faz com que o ambiente possa se tornar completamente imperceptível para o olhar desatento. Ao mesmo tempo que a grande concha arremata o espaço inferior se torna uma forma de esconder esse espaço quando observado da avenida Santa Luzia, ponto mais alto do desnível.


PANORÃMICAS DA AVENIDA SANTA LUZIA PARA O PARQUE


Atualmente, o paredão se apresenta apenas como um limite do parque, sendo ignorado como elemento de projeto, principalmente durante a noite. A iluminação noturna de forma geral não apresenta nenhum foco ou interesse visual, apenas cumpre a sua função mínima, gerando ainda muitas áreas de estrema escuridão, como na entrada da Av. Caramuru por exemplo.

IMAGENS NOTURNAS DO LOCAL


O formato irregular do terreno acaba gerando diversos cantos, e atualmente são apenas uma sobra dessa irregularidade. Não sendo aproveitados e na sua maioria nem mesmo qualificados. O aproveitamento de todos os espaços é dificultado pela grande variação nas cotas, de forma irregular o terreno possui, principalmente ao sul, um grande contingente de taludes e pequenos platôs em alturas diversas. Ainda como elementos problemáticos, estão os acessos, os quais se encontram de forma muito discreta e até mesmo escondidos do público. Principalmente as escadarias que vencem o desnível, não são convidativas e não se apresentam como acessos de um equipamento público, devido a suas pequenas dimensões se tornam até mesmo incomodas ao serem utilizadas. Sendo esse, acredito que, o maior problema para que o parque se torne conhecido e consequentemente utilizado pela população em geral.

ESPAÇOS ABANDONADOS


1. AVENIDA CARAMURU

2. RUA RAPHAEL PILEGGI

3. AVENIDA SANTA LUZIA

ACESSOS


PONTO DE CULTURA


Compondo esse cenário ainda temos mais um elemento diferencial, um ponto de cultura bem ao lado do parque. Contudo com sua entrada discreta e a não conexão entre os equipamentos faz com que ambos continuem desapercebidos. Uma relação que poderia potencializar mutuamente os equipamentos. 1. Ponto de cultura - Templo da Cidadania Trata-se de um Espaço Cultural instalado na rua Conde Afonso Celso, que abriga diversas atividades culturais voltadas a jovens e é mantido atualmente por sócios do Cineclube Cauim, grupo de empresários da cidade de Ribeirão Preto. Devido aos trabalhos realizados o grupo também foi selecionado pelos Institutos Cooperforte e Votorantim para realizar projetos em parceria nas áreas de música, formação profissionalizante e cultural, além da difusão cultural com grupos de música instrumental. Os principais projetos que ocorrem no espaço são: “Ensaio Aberto”, “Jeca Total”, “Escola de Música da Banda Cauim”, “Toque da Lata” e a “Sexta Musical”.

PONTO DE CULTURA


C. O LUGAR ALÉM DO PARQUE

Mais do que um parque municipal o lugar se apresenta com características marcantes e únicas, elementos que potencializam as experiências de projeto possíveis, mas que atualmente estão presentes de forma ocasional e até mesmo camufladas. Sendo então, uma das questões a serem estudadas para o projeto é como tornar esse local tão singular visível e passível de ser conhecido pela população mais facilmente. Além da exuberância natural que está estampada em todo o grande paredão verde, ainda existem alguns elementos presentes, de forma mais discreta, mas que também compõem a singularidade do espaço.


TEXTURAS


INTERFACES


INTERFACES


D. LUGAR + CONCEITOS = AÇÕES Com o lugar e os conceitos definidos, os estudos agora se pautam em conectá-los de forma coerente. Então um tempo foi dedicado a estudar projetos no qual haja essa coerência e começar a trazer alguns elementos destes para dentro do discurso do projeto em desenvolvimento. Dentre os projetos estudados, está o MuBE - Museu Brasileiro da escultura de Paulo Mendes da Rocha. Localizado na cidade de São Paulo, suas linhas claras são a característica mais marcante do projeto, um exemplo de identidade visual composta pela volumetria e materialidade. Outro ponto de interesse neste projeto é como o programa não limita a forma; neste caso, grande parte dos usos do edifício se instalam de forma oculta em um primeiro olhar, apenas percorrendo pelo projeto que é possível o descobrimento destes. Os grandes pátios são os locais de exposição e apropriação, locais que com o tempo geram as mudanças no ambiente, a variação proporcionada pelo próprios espaços projetados.

MUBE - PAULO MENDES


Outro exemplo estudado é a Casa da Musica de Rem Koolhaas. Construída na cidade do Porto, é um elemento bem marcante na paisagem devido seu formato geométrico irregular. O corpo central do projeto é uma volumetria marcante, com diversos níveis internos e um jogo de circulações horizontais e verticais que faz com que o passeio por dentro do edifício se torne um percurso singular. Os detalhes presentes são uma clara relação que se estabelece entre essa nova construção e a tradição construtiva portuguesa, como por exemplo na presença dos azulejos em alguns ambientes. Além do edifício o trabalho com o entorno é importante, há uma preocupação com a variação dos níveis da calçada para permitir os acessos aos pavimentos inferiores, gerando um ambiente único para a quadra em que se insere o projeto.

CASA DA MUSICA - REM KOOLHAAS


BERNARD TSCHUMI - PARC DE LA VILLETTE

Ainda em alguns outros exemplos de ambientes mais próximos à temática de parque, houveram elementos que se tornam importantes para o desenvolvimento do projeto. Pode-se destacar a interação entre uma geometria marcada e o natural, maneiras diversas de se vencer desníveis, a presença de folies que repercutem por toda a extensão criando um conjunto e também a composição em diversas materialidades. Dessa forma, foi elaborado um fluxograma para organizar os conceitos e elementos a serem destacados no projeto. Sendo assim, as ações pretendidas passaram a ser uma consequência direta da relação dos elementos a partir dos conceitos. Segue então o fluxograma inicial e o completo com as ações, e em sequência alguns com algumas relações significativas em destaque. RUSSELL PAGE - VILLA SILVIO PELLICO


FLETCHER STEELE - NAUMKEAG STOCKBRIDGE

MIEN RUYS - DEDEMSVAART

GABRIEL GUEVREKIAN - VILLA NOAILLES


3. O PROJETO


VISテグ SUPERIOR GERAL


IMPLANTAÇÃO


A. CAMADAS A intenção inicial não é sobrepor o existente, mas manter a lógica de camadas que está presente. Exaltar algumas das existentes e inserir outras para compor o projeto.

MAPA BASE DA ÁREA

MAPA COM PROJETO IMPLANTADO


PAREDÃO VERDE RESULTANTE DA ANTIGA PEDREIRA

Como objeto mais marcante temos o grande paredão resultante da ação da antiga pedreira, sendo essa a camada que mais deverá ser exaltada, devido a sua singularidade e toda a significação que traz para o projeto ter algo tão natural e exuberante em um local tão próximo ao centro de uma grande cidade. Ainda como efeito da pedreira, outro elemento que será exaltado é a entrada em forma de túnel, pelo acesso da Avenida Caramuru, que promove uma sensação de descobrimento ao encontrar todo o conjunto do projeto ao final da pequena caminhada por entre copas de diversas árvores. ENTRADA EM TÚNEL PELA AVENIDA CARAMURU


Ainda como uma das camadas presentes, temos o parque hoje instalado no local hoje, contudo não é um projeto que aproveita dos elementos presentes no lugar, então esta aparecerá de forma mais discreta no conjunto. A variação das texturas no piso será mantida, de forma que os pisos da intervenção aparecem por cima, como um deck que deixa transparecer que há algo sob eles, e dessa forma destacar a diferença entre os dois momentos. Sendo assim a camada da intervenção é um projeto estruturado em uma grelha. Uma grelha ortogonal não regular inspirada na textura marcante das pedras que compõem o paredão. É importante ressaltar também que essa grelha é adaptável, ou seja, pode sofrer alterações conforme as necessidades durante o processo de projeto, como forma de promover a melhor integração entre o existente e a intervenção. TEXTURAS DAS PEDRAS DO PAREDÃO


IMPLANTAÇÃO COM GRELHA ESTRUTURANTE


B. ELEMENTOS I. PASSARELA + RAMPAS


A grande passarela central e o conjunto de rampas se estabelecem como elemento estruturante e como identidade visual do projeto. A criação do grande elemento horizontal na maior cota é uma forma de ressaltar o desnível do grande paredão de pedras, a fim de destacar a singularidade do lugar, além de criar possibilidades de novas perspectivas para os usuários. O estaiamento da passarela é uma forma de liberar o solo para uma menor interferência na circulação inferior e ao mesmo tempo criar um marco visual para que o parque seja perceptível à distância, de todo o entorno. O elemento estruturante se completa com o estabelecimento de um conjunto de rampas em sua extremidade para permitir a descida até o fundo do parque. Compondo então um elemento enquadrador da paisagem para o observador no fundo do parque, em ambas as direções para os edifícios dispostos nas extremidades.


A opção em fazer a descida por rampas é uma maneira de proporcionar um caminhar mais lento, mais apreciativo para o visitante. Assim como o posicionamento destas, paralelamente ao paredão, conduzindo o usuário a percorrer a maior extensão do parque durante sua descida, para que o mesmo possa ter variadas percepções do espaço. O posicionamento do conjunto passarela e rampas também está pensado de forma a manter uma relação nítida com o paredão e, ao mesmo tempo, proporcionar a menor intervenção possível nele. Evitando dessa forma que a vegetação presente seja privada de luz e acabe por perder sua exuberância natural. Além se serem elementos de circulação, horizontal e vertical, o conjunto passarela e rampas se estabelecem como estares devido suas dimensões generosas. Tais dimensões possibilitadas por um quarteto de vigas, sendo as duas interiores solidarizadas nos momentos de chegada dos estaios para um melhor comportamento estrutural. Enquanto a passarela é sustentada principalmente pelo grande pilar inclinado, as rampas são apoiadas em um conjunto de pilares simples. PLANTA PASSARELA E RAMPAS


AMPLIAÇÃO - SEM CHEGADA DE ESTAIOS

AMPLIAÇÃO - COM CHEGADA DE ESTAIOS

CORTE TRANSVERSAL PASSARELA


CORTE LONGITUDINAL PASSARELA


II. EDIFÍCIOS

EDIFICIO SUL


A porção edificada do projeto se concentra em dois blocos principais, o edifício norte e o edifício sul. Ambos possuem o mesmo pensamento construtivo, em que lajes nervuradas são sustentadas por um conjunto de pilares e grandes paredes estruturais. Os edifícios são concebidos em diversos pavimentos com plantas variadas, a fim de promover a melhor adequação ao terreno irregular. As coberturas são feitas em laje e a queda de agua é feita por gárgulas, elementos que passam a ter um significado plástico quando inseridos nos grandes planos estruturais.

EDIFICIO NORTE

DETALHES GARGULAS


- EDIFÍCIO NORTE Essa edificação é construída não só como um conjunto de espaços cobertos dentro do parque, mas também como um dos acessos possíveis. Este, por ter uma relação forte com a Avenida Santa Luzia, se estabelecer na esquina como um pequeno marco visual para aqueles que transitam pela via. Seu interior funciona como um estar de apreciação, no qual é possível observar de forma panorâmica o conjunto do parque. Esse, ainda tem uma relação muito próxima com o paredão devido sua localização, por isso suas aberturas não se limitam a vista do parque, mas também estão voltadas para ele; permitindo dessa maneira, uma aproximação do usuário ao limite de pedras.


IMPLANTAÇÃO EDIFICIO NORTE


CORTE NORTE 1

CORTE NORTE 2


PAVIMENTO 0


PAVIMENTO -1

PAVIMENTO -2


- EDIFÍCIO SUL Esse edifício se apresenta na extremidade oposta do conjunto, contudo de forma muito próxima ao ponto de cultura; passa a ser então, essa relação, o maior ponto de exploração nessa porção do projeto. O acesso do equipamento foi reconfigurado para ser um acesso único entre o parque e o ponto de cultura, e ao mesmo tempo configurar uma praça de uso comum. Diferentemente do outro edifício, este apresenta uma maior quantidade de pavimentos. Sendo os superiores destinados à administração e a um mirante, os inferiores à estares e passagem para o restante do projeto. O pavimento inferior ainda se apresenta em uma cota superior à do fundo do parque, e para uma melhor adequação ao terreno o último desnível é transposto por meio de duas grandes rampas. O pavimento térreo além de ser o acesso pela Rua Raphael Pileggi é uma ligação direta com o conjunto de rampas, se unindo à extensão do patamar entre o primeiro e o segundo lance destas. Esse andar abriga ainda um conjunto de sanitários, que juntamente com o bloco no fundo do parque configuram o apoio reservado a utilizadores do local.


IMPLANTAÇÃO EDIFICIO SUL


CORTE SUL 1

CORTE SUL 2


PAVIMENTO 3

PAVIMENTO 2


PAVIMENTO 1

PAVIMENTO 0


PAVIMENTO -1

PAVIMENTO -2


III. ACESSOS Os acessos foram projetados para que, diferente do que ocorre atualmente, o parque se torne convidativo para a população, tornando-os mais visíveis por meio da ampliação deles e criação de volumetrias marcantes; fazendo com que o equipamento se torne atrativo para novos visitantes. Cada um dos acessos possui uma espacialidade especifica e portanto uma experiência diferente para o usuário. No total são cinco as entradas projetadas para o conjunto; pela Avenida Santa Luzia são três, edifício norte, passarela central e escadaria lateral, uma junto ao ponto de cultura e edifício sul pela Rua Raphael Pileggi e a última pela Avenida Caramuru.

MAPAACESSOS EXISTENTES

MAPA ACESSOS PROJETO


A entrada considerada principal, pela Avenida Caramuru, foi ampliada e trazida para mais perto da via. Atualmente ela está de forma muito recuada e na maior parte das vezes passa despercebida por quem transita pelo local. Sendo assim, a intenção principal foi ampliá-la e criar mais visibilidade para a presença do parque. ENTRADA CARAMURU EXISTENTE (1)

ENTRADA CARAMURU PROJETO (1)


O acesso lateral, pela Rua Raphael Pileggi foi realocada para mais próxima da avenida a fim de ser mais visível para o público, já que hoje está localizada no final de uma rua sem saída na qual o fluxo de pessoas e veículos é mínimo. Esta entrada agora é feita pelo edifício norte e está instalada na esquina, adquirindo uma relação com ambas as vias, além de um aspecto convidativo para o usuário.

ENTRADA RUA RAPHAEL PILEGGI EXISTENTE (2)

ENTRADA RUA RAPHAEL PILEGGI PROJETADA - EDIFÍCIO NORTE (2)


ENTRADA PASSARELA CENTRAL (3)


Pela Avenida Santa Luzia existe outro acesso, além do edifício norte e a passarela central, por meio de uma escadaria. Hoje de forma intimidadora ao usuário, reformulada em projeto para englobar junto à calçada uma praça e criar um ambiente convidativo ao pedestre adentrar o parque. Agora, diferente do que acontece com a escada existente, a chegada não é no fundo do parque como esperado, mas sim junto ao primeiro pavimento do edifício sul. ENTRADA ESCADARIA EXISTENTE (3)

ENTRADA ESCADARIA PROJETO (4)


ENTRADA PONTO DE CULTURA - EDIFÍCIO SUL (5)


IV. PRACETAS

Em alguns espaços do parque são configuradas algumas pracetas, locais que proporcionam encontros e a realização de pequenas atividades. No total são dispostas seis dessas configurações, cada com uma implantação diferente, e dessa forma, uma relação distinta com o restante do projeto e seus elementos estruturantes. Estas são constituídas a partir da concentração de mobiliários; bancos, lixeiras, vasos, bebedouros e painéis de informação. O desenho desses foi desenvolvido de forma a manter a linguagem visual abordada no restante do projeto, assim como a disposição de forma ortogonal em relação aos pisos. MAPA LOCALIZAÇÃO PRACETAS


PRACETA (1)

PRACETA (2)


PRACETA (3)

PRACETA (4)


PRACETA (5)

PRACETA (6)


V. PRAÇA SECA

Este espaço, diferentemente das pracetas, não possui um mobiliário pré-determinado. É um grande espaço configurado a partir do posicionamento da passarela, o paredão e o edifício sul. Sendo esse destinado a um uso para alguma atividade de maior porte que se realize no parque e nos demais dias o uso é livre para que todos os usuários se apropriem do local para suas atividades de lazer. A relação estabelecida da praça com a passarela é uma relação de palco e plateia, sendo que os papeis podem ser alternados entre os elementos. Ou seja, a atividade pode ocorrer no centro da praça, fazendo com que a passarela e as rampas se tornem uma grande arquibancada para espectadores, mas também o contrário é válido. Devido a largura da passarela é possível que o evento ocorra sobre esta, fazendo então com que a praça se configura como o espaço da plateia. MAPA LOCALIZAÇÃO PRAÇA SECA


C. CONJUNTO


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS landscape architecture - the shaping of man’s natural environment, john ormsbee el jardin moderno, jane brown the tropical gardens of burle marx, p.m. bardi Elementos urbanos mobiliario y microarquitectura, Gustavo Gili casa da musica - oma mube - paulo mendes da rocha fletcher steele - naumkeag stockbridge gabriel guevrekian - villa noailles dan kiley - casa miller russell page - villa silvio pellico mien ruys - dedemsvaart arne jacobsen - st catherine’s college

TGI II - Leilane Cassiano  
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