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ÓLEO DE ARROZ

GILBERTO WAGECK AMATO – ENG. QUÍM., MSC. VICTOR HUGO KAYSER – ENG. AGRÔNOMO, MSC.

Consumo do arroz - breve diagnóstico A busca pelo crescimento no consumo do arroz deve ter como foco inicial a demanda por parte do consumidor. A partir daí devem se adequar os atores da oferta, seguindo, na Cadeia Produtiva, a ordem cronológica inversa: varejo–atacado–engenho–lavoura. Na busca do ganho, em todos e cada um dos elos, o “prego na bota” é a busca da justa distribuição entre os componentes da Cadeia. Um fato para minimizar o natural conflito entre os elos é sempre o mesmo: aumento do consumo! O histórico dos esforços despendidos pelas partes tem esbarrado na constatação da baixa elasticidade no consumo do arroz. Por outro lado, existe a tendência de o consumidor migrar das fontes de carboidratos para as de proteínas. Trata-se de um fato inerente à preservação e evolução humana, decorrente da sensação – real ou fictícia – do aumento no poder aquisitivo. Entre as alternativas, um caminho é a busca do aproveitamento total do cereal, através de uma maior atenção aos co-produtos do beneficiamento: casca, quirera e farelo. Isso, sem esquecer os tradicionais Subgrupos: Branco, Integral e o esquisito Mix (mistura branco com parboilizado).

Óleo de arroz As descrições antecedentes objetivam contextualizar o óleo – objeto do presente artigo – um elo perdido dentro da Cadeia Produtiva do arroz.

1. Farelo, a matéria-prima De maneira sintética, pode-se dizer que o farelo, co-produto do beneficiamento, é destinado em sua maior parte à ração animal. Obtido no polimento, provém das camadas externas do grão, entre a casca e o endosperma amiláceo. No beneficiamento do arroz branco, o germe passa a constituir o farelo, ao passo que no parboilizado permanece aderido ao grão.

Fig. 1 – Camadas tecnológicas do grão de arroz Um dos gurus da Tecnologia do Arroz Pós-Colheita, Dr. Salvador Barber, diretor da Española de Investigación de Desarrollo (Valência), há quatro décadas sintetizou o nascedouro dos problemas para um melhor aproveitamento do farelo em Boletim da FAO: “O problema é que o farelo é tratado como um rejeito no engenho”. Ao ignorar esta colocação, tem-se deixado de criar ganhos econômicos e nutricionais.

42 Lavoura Arrozeira Nº 467 | Agosto/Setembro/Outubro 2016

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Revista Lavoura Arrozeira nº 467

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