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PROJETO 10 +

FOTOS: ROBERTO VINÍCIUS

Grupo de produtores de Dona Francisca aderiu ao Projeto 10 em 2003, desde então, destaca-se pela produtividade acima da média

Um pacto para chegar a

11 toneladas No ciclo 2003/2004, um grupo de nove produtores de Dona Francisca, na Região Central do Estado, aderiu ao então recém-implantando Projeto 10. Foi uma experiência bem sucedida: em uma área de apenas 55 hectares, a média ficou em 8.989 kg/ha, enquanto o restante do município registrou 7.400 kg/ha. Sinal verde, então, para que a ideia se perpetuasse. Hoje são 27 os produtores que ainda seguem o ritual de troca de experiências in loco, visitando uns as lavouras dos outros e debatendo as técnicas utilizadas em cada uma delas. – Onde vamos, o proprietário nos mostra o que fez, como fez, fala sobre o solo, a preparação, as sementes. Explica tudo o que fez e como está, com tempo para que os outros produtores também falem, perguntem e contem o que estão fazendo. Isso é constante, é feito todos os anos – explica o engenheiro agrônomo José

Mário Tagliapietra, da Camnpal. Um exemplo está em André Inácio Pozzer. Mesmo com 30 hectares de perda na safra passada, devido à cheia do Rio Jacuí, ele investe em tecnologia. Usa nas terras uma plaina com laser acoplada ao trator. A tecnologia nivela melhor o solo, o que permite iniciar a irrigação mais cedo e diminui o consumo de água. Em 2011/2012, quando o grupo chegou a 10.324 quilos por hectare, em média, decidiu-se estabelecer um novo patamar: 11 mil quilos. Nesse meio tempo, o clima puxou os resultados para baixo, mas não afetou o ânimo dos produtores. – Apesar das quedas nos últimos quatro ciclos, com El Niño, perdas com chuva, frio e outros problemas, mantemos o desafio, leve o tempo que precisar – conta Tagliapietra. Para o engenheiro agrônomo da Camnpal,

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um dos produtores que bem representa o trabalho também é um dos mais engajados no projeto. Mesmo com alta produtividade, Rogério Pesarico, 47 anos, nunca deixou de lado o aprendizado em conjunto e o entusiasmo. – Ele é caprichoso, dedicado, persistente e interessado mesmo. Se há uma praga na lavoura, ele quer saber exatamente onde está, em que quantidade. Ele tem que enxergar de perto para poder atacar corretamente – elogia Tagliapietra. Os elogios são quase um coro entre o grupo, e nem poderia deixar de ser diferente. A produtividade média de Pesarico desde 2003 é de 9.989 quilos por hectare. Ou seja, ele já chegou lá. E foi adiante: na safra 2011/2012, colheu 11.100 quilos por hectare. Ao analisar o que pode estar segurando a produtividade nos últimos anos, em geral, o produtor avalia que as causas não estão apenas no clima. – Desde 2011, há mesmo uma queda, e não só por chuva e outras coisas. Temos problemas de maior resistência das doenças, das larvas, da escolha das variedades. Coisas de manejo também. O produtor precisa mexer com alguns procedimentos, porque este ano podemos dar uma virada para cima nessa curva – anima-se Pesarico.

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Revista Lavoura Arrozeira nº 467

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