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Sumรกr i o

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25 26 27 28 29 30 31 32 EpĂ­ l ogo


MAI SQUEAMI GOS


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PARKER Nosegundoanodoensi nomédi o,f i queiami gadeumameni na chamadaKor i eHami l t on. El aat équeer al egal . Exager av aum pouconodel i neadorr oxo, nãopar av adef al aredi zi a “ t i po”t oda hor a,mas f azí amos as mesmas aul as do pr i mei r o semest r e, ent ãoaami zademei oquev ei opori nér ci a. Enf i m, Kor i esempr edi zi aqueseumel horami gonomundot odoer a St ephenDani el s,um gar ot oqueconhecer aquat r osemanasant esde pr omov ê-l oaessest at us. Er a,t i po,ai meudeus,amel horcoi sadomundot erum car acom quem conv er sarsem ascompl i caçõesquev êm com oenv ol v i ment o r omânt i co. Sei. Év er dadequemel hor esami gosdev er dadenãoconseguem passar mai sdeduashor assem menci onaronomeum doout r o,masKor i e ar r umav aum j ei t odemenci onarSt ephenacadaduasf r ases. Nãoer a“ sóami zade”nada. Acho quear el ação del esf oimesmo pl at ôni caporum t empo. St ephen t i nha uma namor ada chamada Li bbyTi t t l esou qual quer coi sadot i po, eKor i ev i v i ai ndoev ol t andocom onamor adodot empo dof undament al .


Masqual querum quej át enhav i st oum f i l meouum pr ogr amadeTV, ouquepossuaum conheci ment obási codasf or masdei nt er ação humana,sabi aexat ament epar aondeKor i eeSt ephenest av am se encami nhando: par aat er r adapegação.


ApesardeKor i ej ur arquenãogost av adel e“ daquel ej ei t o” ,osdoi s j áest av am sol t ei r í ssi mosnof er i adodeAçãodeGr açasdaquel eano. Nor ecessodef i m deano,Kor i enãoest av amai st ãoocupada f al ando“ t i po”ot empot odo.Porquê?Por queal í nguadeSt ephen est av adent r odabocadel aant esdaaul a, depoi sdaaul aenosf i nsde semana. Mast odo mundo sabecomo i sso acaba,cer t o?Al gunsmeses depoi s,Kor i eeSt ephennãosónãoer am mai sum casalcomonem chegav am per t odeser“ mel hor esami gos” . Or ápi do r omance e o r ompi ment o que se segui u quase não pr ov ocar am f of ocas na escol a,mas gost o de pensarque t odos apr endemosumaboal i ção: Gar ot osegar ot asnãoconseguem sersóami gos.Oupel omenos nãomel hor esami gos. Ascoi sasacabam secompl i cando. Agor av amosav ançaral gunsanosnahi st ór i a… Aosv i nt eequat r oanos,t enhoum anúnci odeut i l i dadepúbl i caa f azer : euest av aer r ada. Gar ot osegar ot aspodem, si m, sermel hor esami gos. Dá par at erum r el aci onament o pl at ôni co com um car a sem qual querdesej or omânt i co,f ant asi a sexuale t ent at i v asf út ei sde esconder a dor do amor não cor r espondi do com decl ar ações i ngênuascomo“ eunãogost odel edessej ei t o” . Comoéqueeusei di sso?Comosei quehomensemul her espodem sermel hor esami gossem qual querenv ol v i ment or omânt i co? Por quesouol adof emi ni nodessaequaçãohá sei sanos.Sei sanos. ! Hi st ór i av er í di ca: BenOl seneeunosconhecemosnasf ér i asdev er ãoant er i or esao nossopr i mei r oanonaUni v er si dadedoOr egon,dur ant ear ecepção aoscal our os.Fomoscol ocadosnomesmogr upoem umadessas


at i v i dadest enebr osaspar a


quebr arogel o, em quesegr udaum papel zi nhonat est aet ent a adi v i nharqual ani mal somosoucoi sadot i po.Ent ãoacoi sa… Rol ou? Nãoseiporquedesdeocomeçof oial gomei o“ v ocêél egal ,mas nãov ai r ol arnadaent r enós” , masf oi . Tal v ezpor queeuj áest i v essedeol hoem out r ocar adogr upo.Ou t al v ezpor quemeusov ár i osmeav i sar am queabel ezaabsur dade Benem al gum moment opar t i r i ameucor ação.Dequal quermanei r a, f i zemosoi mpossí v el . Vi r amosmel hor esami gos. E,si m,t odasasmi nhasami gasmeder am omesmoav i soqueeu der aaKor i eHami l t onant es: “ I ssonãov ai darcer t o” . Asmeni nasnãot i nham umav i sãounâni medecomoascoi sasi am mudarent r enós, masest av am cer t asdequei aacont ecer . Umapar t edel asachav aqueBeneeuér amosal masgêmeasesó est áv amoscur t i ndoum poucoant esdecasaret erf i l hos. Out r apar t eachav aqueí amosacabarbebendodemai sumanoi t e, darumat r epadahor r í v eledepoi scor t arr el açõesdeumav ezpor t odas. Beneeupr ov amosquet odasest av am er r adasquandoopr i mei r o anodef acul dadeacabouenossaami zadecont i nuoui nabal áv el .No segundoano, ahi st ór i aser epet i u. No t er cei r o,a coi sa f i cou sér i a de v er dade.Est áv amos mai s pr óxi mosquenunca,passandoi ncl usi v eamor arnamesmacasa. Acont eceumei oqueporacaso,quandoumadaspessoasquei am di v i di rcom el edesi st i udeúl t i mahor a.Eumedeicont adequenãoi a aguent aracomi dadoal oj ament opormai sum ano, ent ãof ui mor arl á. Edeucer t o.Demodoque, noanosegui nt e, r epet i mosadose. Eaquiest amosnós, doi sanosdepoi sdaf or mat ur a, ai ndamor ando sobomesmot et o.Sónãoémai sacasacai ndoaospedaçosper t odo campus em Eugene,e si m em um i móv elde doi s quar t os em Nor t hwest , Por t l and.


Esi m, t udocont i nuapl at ôni cocomoant es, sem nenhum si nal de mudança


noar .Souapai xonadí ssi maporLanceMy er s, com quem est ouhá ci ncoanos, eBen… Benest áem umai mpr essi onant emi ssãodet ent arseduzi rt odaa popul açãof emi ni nadooest edoOr egon. “ Vocêst êm l ei t e? ” Ah, l áv amosnós…abol adav ez.Lev ant oosol hosev ej oumal oi r a al t aemagr apar adanapor t adacozi nha. “ Lei t e? ” , el ar epet e. Doumai sumacol her adanocer eal ,mesegur andopar anãool har i r oni cament epar aat i gel acom l ei t e.Óbv i oquet emos. “ Na gel adei r a” ,di go com um sor r i so si mpát i co.El ar et r i bui ,e cov i nhaspr of undassef or mam em suasbochechas.Dápar aent ender porqueBensei nt er essouporel a. Agar ot apassapel amesaev aiat éagel adei r a.Façoumacar et a quandov ej oaexpr essãoCABEÇAOCA e st ampadaem suacal çaazul cl ar a.Sér i o? A cabeçaocapel oj ei t oesqueceuquequer i al ei t e,por quepega umadasl at asdecaf égel adodaSt ar bucksquemant enhoest ocadas par aasmanhãsdesegundaf ei r aem quepr eci sodeumaener gi a ext r a,o que sempr e acont ece,por que,bom,exi st e di a pi orque segunda? Sem pedi r , el aabr eal at aedáum gol e, oqueéum poucoi r r i t ant e, masnuncaf uidedesper di çarener gi ai mpl i candocom coi sasbobas, ent ãodei xoqui et o. “ MeunomeéPar ker ” , meapr esent o. “ Li z.Vocênamor aocar acom quem Bendi v i deest el ugar ? ” Consi der andoqueseiqueLi zéapenasmai sumanal ongal i st ade t r ansasdeumanoi t esó,“ namor ar ”par eceum t er mobem ani mado. Comosabequenãosousómai suma, comoel amesma? Masnãof açonenhum coment ár i oar espei t o. Af i nal ,oqueel adev er i aper gunt ar ?Vocêt ambém f i coubêbadae


dor mi ucom um car aquemalconhece?


Al ém di sso, v ai serdi v er t i dosur pr eendêl a. “ Eu sou o car a com quem Ben di v i de est el ugar ” ,r espondo, mant endoosor r i sosi mpát i conor ost o.Est oucom um pi j amabem v el hoenem t ent eit i r aror í meldanoi t eant er i or ,queest áespal hado port odaami nhacar a.Com cer t ezanãopar eçoumaameaça. Maspossoest arenganada. Li z det ém o passo,bebendo meu caf é gel ado car í ssi mo.Sua expr essãopassadecur i osaacaut el osa. Nem l i go.Meunomeéuni ssexeBenev i t amenci onarquemor a com umagar ot aquandoquert r azeral guém par acasa.El epassoua f azeri ssodepoi sdeper deral gumasgar ot asapegadasdemai sài dei a dequehomensemul her esnãopodem serapenasami gos. Tol i nhas. Benapar ecenacozi nha, com umacal çademol et om par eci dacom adeLi z,sóquev er deescur aecom aest ampadomascot edot i me dauni v er si dadenabunda,em v ezdeumaexpr essãoi di ot a.Agent e sef or moual gunsanosat r ás,ent ãoéum poucopat ét i co,masnão posso di zernada,por que t odas as mi nhas r oupas de gi nást i ca consi st em em cami set asv el hasdaquel est empos. El ebocej aesor r i .“ Bom di a.Li z , Par ker .Par ker , Li z. ” Bennãoper cebequeLi zol haf ei opar ael e,ounem l i ga,por quej á consegui uoquequer i acom el a. Esseéout r omot i v oporquenãoconsi gonem pensarem Ben dessej ei t o:el eébem gal i nha.Comoami ga,nãomei ncomodo,mas comomul her ?Jamai s.Dej ei t onenhum.Nem com t odososexames deDSTsdomundo. “ Ei ,oqueacont eceucom ar egr adeusarcami set anacozi nha? ” , per gunt o,enf i andoout r acol her adadecer ealenchar cadodel ei t ena boca. “ Essar egr anãoexi st e” ,el er ebat e,com umapi scadi nhapar aa cabeçaoca.A expr essãodel asesuav i zaum pouco,epr eci some segur arpar anãomandaragar ot acai rnar eal .Si nt ov ont adededi zer


queaspi scadi nhassĂŁo


di st r i buí dasàscent enas, maspar aquê?Est áescr i t onacal çadeLi z queel aéumacabeçaoca. “ Exi st e, si m, umar egr asobr eusarcami set anacozi nha” , i nsi st o.“ É anúmer ocat or ze.Porf al arni sso, ondeest ãoasr egr as? ” “ Não f aço i dei a” ,el e di z,abr i ndo a gel adei r a quase v azi ae exami nandoar api dament eant esdedesi st i reseser v i rdeumax í car a decaf é.“ Maspossot erusadopar al i mparsucodel ar anj adamesa out r odi a. ”El eest al aosdedos.“ Não, esper aaí , l embr ei .Euj oguei f or a, si mpl esassi m. ” Apont opar aapor t a.“ Vai sev est i r .Agor a. ” El el ançaum ol harpar aLi z .“ El anãoconseguesecont r ol arquando v êot anqui nho.Quasedesmai a. ” Li zdáumar i sadi nha,masmel ançaum ol hari nt er r ogat i v o,como seest i v esset ent andosecer t i f i cardequeeunãoi amesmodesmai ar di ant edocor poi mpr essi onant edeBen.Ocar apar eceumamáqui na. Sócabul aaacademi aquandoar essacaébr av a. “ Quersai rpar at omarcaf é? ” , Li zper gunt aael e. Ah, pobr ecabeçaoca.Nem i magi naondese met eu. Benf azcar adel ament o.“ Ador ar i a,maspr omet iquei r i aat éaI KEA com Par kercompr arumapr at el ei r apr acol eçãodebonecasdel a. ” Pegoumacol her adaenor medecer eal ,oquemei mpededef al ar , ent ãomecont ent oem ol harf ei opar ael e.Benest áquebr andoout r a r egr adacasa:NãousaronomePar kerpar adi spensarumagar ot a pel amanhã. Acho que i ncl usi v e acr escent ei uma not a de r odapé à r egr a:

Pr i nci pal ment emenci onandoaI KEA.Odei oessa l oj a.“ Onamor adodel anãopodef azeri sso? ” , Li z per gunt a. Ah,péssi maj ogada,cabeçaoca.Dei xanacar aqueest át ent ando descobr i rsesouounãoumaconcor r ent e. “ El eéum car adel i cado” ,Benr esponde,ani mado.“ Tem mãozi nhas


mi núscul as. ” Mai sumar egr aquebr ada: Nãof al armaldeLancepar ausarPar ker

par a


di spensarumagar ot apel amanhã. Lancenãoédel i cado.El epodenãoserf anát i coporacademi a comoBen,masnãoéum mol enga,esuasmãosnãot êm nadade mi núscul as. Porout r ol ado,i nt er f er i rnaconv er sasómant er i aLi znacasapor mai st empo,eeugost ar i aqueacabeçaocav ol t assel ogopar ao al oj ament o. Douaúl t i macol her adanocer eal el ev ant o.“ Achomel horagent ei r ” , di go,ai ndamast i gando.“ AI KEA f i caumal oucur adesábado,eas pr at el ei r asgr andespodem acabar . ” “ Quant asbonecasv ocêt em? ” ,Li zper gunt a,com umaexpr essão di v i di daent r edespr ezoepena. “ Ci nquent aeset e” , di gonamai orcar adepau.“ Nav er dade, Ben, se v ocêf ordemor ar , achoquev oudarumapent eadanoscabel osdel as. Ont em ànoi t eper cebi queodaPol l yest ámei oembar açado. ” Ben v i r at odo o caf é,seaf ast ado bal cão esacodeacabeça negat i v ament epar ami m.“ Coi t ada…Tãomal uqui nha…” Ent ãoel ev i r apar aLi z ,põeasmãosem suaci nt ur af i naeapuxa com um sor r i sodedescul pas.“ Quet aldei xarocaf édamanhãpar a out r odi a? ” Malconsi gosegur aror i so.Nodi ci onár i odeBen, “ dei xarpar aout r o di a”ési nôni mode“ v ouapagarseut el ef oneassi m quef orembor a” . Em menosdeum mi nut o,Benest áconduzi ndoLi zpor t aaf or a. Par ami nhasur pr esa, el anem f i cai r r i t ada.Vouat r ásdosdoi s, sópar a pr ov ocar ,obser v andoenquant oBencochi chaal gumacoi saem seu ouv i do.El aar r egal aosol hoseabr eum sor r i sodecompai xãopar a mi m,comoquem di zquev aif i cart udobem.Ent ãosedi r i gepar aa cal çadacom um aceno. “ O quef oiquev ocêdi ssepr ael a? ” ,per gunt o,dandoum gol eno caf éenquant oobser v oapar t i dadeLi z. “ Quev ocêer aumaór f ãequeaúni cacoi saquesuamãedei xouf oi umabonecachamadaPol l y .Daíaobsessão. ” Bal ançonegat i v ament eacabeça.“ Vocêsabequev our eescr ev er


asr egr asdacasa.Com i t em ‘ nadadebonecas’ amai s. ”


Li zdáum úl t i moaceno.Beneeur et r i buí mos, masnãoconsi gome segur arquando el av i r a ascost aspar ai rembor a.“ Boa r essaca mor al ! ” , gr i t o, com av ozmai sdocedequesoucapaz. El av i r aacabeçadei medi at o, t ent andodet er mi narsemeent endeu di r ei t o,masBenpõeamãonami nhacabeçaemeempur r apar a dent r o, f echandoapor t a. Benesf r egaoabdomenum gest odi st r aí doenquant omeol hade ci maabai xo. “ Émel horv ocêset r ocar .Nãodápr ai ràI KEAc om esseshor tv el hoe essacami set ahor r í v el . ” “ Em pr i mei r ol ugar ,dápar ausaroshor tmai sv el hoeacami set a mai shor r í v eldomundopr ai ràI KEA. Épr at i cament er egr apar aent r ar nal oj a.Em segundol ugar ,agent enãov ail á.Vocêest át ãov i ci ado nassuasment i r asqueagor aacr edi t anel as? ” “ A gent ev ai ,si m” ,el e di z,passando as mãos pel os cabel os cast anhosecomeçandoasubi raescada. “ Fazeroquê? ” , per gunt o. “ Pr eci sodeumacômoda nov a. ”“ Oqueacont eceu com asua? ”“ Quebr ou. ” Fr anz oonar i z.“ Comov ocêconsegui uquebr aruma cômoda? ”El emeol haporci madoombr oel ev ant aas sobr ancel has. Demor oal gunsi nst ant espar aent ender .“ A cabeçaoca? ”Apont o com opol egarpar aapor t a.“ Em ci madacômoda? ” “ Ei , el aéal t a.I ssomedeuum bom ângul opar a…” Ponhoasmãosnosouv i dosecomeçoacant ar“ Pi anoMan” ,de Bi l l yJoel ,comocost umof azerquandoBencomeçaadardet al hes demai sdesuaspr oezassex uai s. Mai sumar egr adacasa:Par kernãoquersaberoqueacont eceno quar t odeBen.


“ Ei , v ocêt em al gumacoi samar cadacom Lancehoj e? ” , el eper gunt a. “ Tal v ezf ossemel horper gunt ari ssoant esdepr ogr amarai daàI KEA. Mas não.El ev ai passarodi at odoest udando. ” Lanceest áf azendoMBAnaUni v er si dadedePor t l and. “ Legal .Vamosal moçarj unt os. ”El esobepar aoquar t osem meol har . Al moçar ? Est r ei t oosol hosesuboaescadacor r endo,i mpedi ndoqueel e f echeapor t anami nhacar a. Def at o,acômodaest ái ncl i nadadeumaf or manadapr omi ssor a. Vej oduas, oumel hor , t r êsembal agensdecami si nhav azi as. El epegaumapol onopequenocl osetnocant odoquar t oepr ocur a acal çaj eansem mei oàbagunçanochão. Fi coàesper a. “ Quef oi ? ” , el eper gunt a. “ Al moço? ”Lev ant oassobr ancel haseaguar doaexpl i cação. Ben coça o quei xo com a bar ba porf azer .Como di v i di moso mesmobanhei r o,seiqueel esebar bei at odososdi as,masaquel e v i sual per manece. “ Bom,sabeaquel agar ot acom quem saíumassemanasat r ás? Ki m? ” ,el ecomeça.“ El aquer i aqueeuf ossecom el aem um al moço denoi v ado,maseudi ssequej át i nhacompr omi sso.Sóqueel aé l oucaosuf i ci ent epr apassaraquipr av ersesaímesmo,ent ãoacho mel hornãof i carem casa…” Lev ant oumadasmãos.“ Tudobem.Vouserseuál i bi .Maseu escol hoor est aur ant eev ocêpagaacont a.Ah, ev ait erqueabai xara t ampadapr i v adaporumasemana. ” El eer gueamãocomoseest i v essepedi ndoper mi ssãopar af al ar . “ Eugost ar i adepr oporumar egr adacasa:Par kernãopodedi zer comoBendev emi j ar . ” “ Nãoév ocêquef azasr egr asdacasa.Eeunãodi ssenadasobr e comof azerxi xi ” , r espondoi r r i t adaenquant oel eabr eumagav et acom


di f i cul dadeepegaumacuecaboxer .“ Est ouf azendoum f av orpr asua f ut ur aesposa,


ensi nandov ocêadei xardeserpor co. ” El epassapormi m esaipar aocor r edor .“ Mai sumar egr adacasa: Par kernãopodedi zercoi sasabsur dascomo‘ f ut ur aesposa’ par aum sol t ei r ãoconv i ct o. ” “ Vocênãoéum sol t ei r ãoconv i ct o.Ésóot í pi comul her engode v i nt eequat r oanos.E,r epet i ndo,nãoév ocêquef azasr egr asda casa…ei ! ” El ef echaapor t adobanhei r onami nhacar a.Per cebot ar dedemai s quedei xeipassarossi nai scl ássi cosdeumadesuasmanobr asde di st r ação.El esóquer i ausarobanhei r oant esdemi m. “ Vêsenãoacabacom aáguaquent e! ” ,gr i t o,bat endocom amão espal madanapor t a. Apor t aseabr eapenasosuf i ci ent epar aqueeuv ej aum ol hoazul pi scandopar ami m.“ Vocênãodi ssequeaPol l yest av acom ocabel o embar açado?Émel hordarum j ei t oni sso. ” El ef echaapor t adenov o,eeubat omai sumav ez .“ Nãoesquece queat oal hav er deémi nha.Asuaéabr anca. ” Fi coàesper adeumaconf i r mação, massóescut oosi l ênci o. “ Seiquev ocêest áouv i ndo!Nadadeusarami nha‘ sem quer er ’ ,só por queasuaest ásempr ef edi da. ” Mai ssi l ênci o. Dr oga.El ev ai usarami nha. Poi sé, meumel horami goéum homem.Masi ssonãosi gni f i caque i sso sempr ef unci onebem.


2

BEN Namai orpar t edot empo, t erPar kercomomel horami gaé demai s.Ent r easv ant agensest ão: 1)Apesardenãoent endernadadecombi naçãodecor es, t enho cer t ezadequenuncav ousai rnar uapar ecendoum pal haço. 2)Of i l t r odeáguaér eabast eci docom r egul ar i dade. 3)El al av ar oupapordi v er são, esór ecl amaem unst r i nt apor cent odasv ezesem quecol ocoasmi nhascom asdel a. Ah, ecomoaav ent ur adest amanhãdemonst r ou, el aéum excel ent e pr et ext opar amel i v r ardasgar ot asmai sgr udent as. Mast em t ambém aspar t esnãot ãol egai s.Ti poquandoel apassa t r i nt aeci ncomi nut osescol hendol umi nár i as. “ Pega l ogo essa” ,di go,apont ando par a uma qual quer ,com pedest al .Aat mosf er abar ul hent adomi nadaporv ozesi nf ant i sdaI KEA começav aamesuf ocar . El amal ol hapar aaquesuger i .“ Par eceum út er o. ”“ Vocêachaquesei comoéum út er o? ” “ Écomoessal umi nár i a.E,si ncer ament e,pel ot empoquev ocê passacor r endoat r ásdegar ot as,j ádev er i aest armai sf ami l i ar i zado com nossaspar t esí nt i mas. ” “ Oút er onãoé…”Eumei nt er r ompo, pr ocur andoapal av r acer t apar a t ent ardescr ev erasf r acasl embr ançasquet enhodaaul adeeducação


sexual dooi t av oano.


Par kerer gueassobr ancel has.“ Nãoéondef i caobebê? ” Comoqual quercar anor mal nomeul ugar , f açoumacar et a.“ Mi nha nossa. Porqueeupr eci sar i asaberdi sso?Usocami si nha. ” “ E não poucas,a j ul garpel o est ado do seu quar t o” ,el a di z, i ncl i nandoacabeçapar aexami naral umi nár i av er del i mãoem suas mãos.“ Vocêachaquecombi nacom meuedr edom? ” “ Vocêsabequesoupr at i cament edal t ôni co.Nãof açoi dei adacor doseuedr edom. ” “ Sér i omesmo?Vaif i ngi rquenuncav i u?Vocêdei t ouant eont em na mi nhacamacom r oupadegi nást i ca.Pr eci seil av arduasv ezespr a t i r arochei r odehomem suadodel e. ” Bal ançonegat i v ament eacabeça.“ Coi t adodoLance.Dev et erque f or r aracamacom um sacopl ást i coant esdet r ansar . ” “ Lancenãot em chei r odehomem suado. ” Fr anz oat est a.“ Esper aaí .Todohomem t em omesmochei r o. ” “ Não. ” Abr oabocapar aar gument ar , masacabodandodeombr os.Essaé out r acoi saqueépr eci soapr enderquandoset em umagar ot acomo mel horami ga.Épr eci soescol herot i podedi scussãoem quesev ai ent r ar . “ Vocêt em doi smi nut ospr aescol heral umi nár i a” ,anunci o.“ Est ou mor r endodef ome. ” Par keraj ei t aaal çadabol sanoombr o.“ Ah,eusóest av aol hando. Nãov oul ev ar . ” Respi r of undo,pr est esasol t arum “ v ocêéi nacr edi t áv el ” ,quando per ceboseusor r i so. “ Ah, ent endi ” , di goenquant onosencami nhamospar aosf undosda l oj a,ondev oupegarmi nhacômodanov a.“ Éumav i nganci nha.Est á br av apor quei nv ent ei umacol eçãodebonecasbi zar r apr av ocê. ” “ Nav er dade,f oimai sport erj ogadof or aasr egr asdacasa.Vou mandarpl ast i f i cardapr óxi mav ez. ”


“ Ouent ãov ocêpodecr i arumav er sãoonl i neej ogarnanuv em, comof azem aspessoasnor mai snasci dasdepoi sde1980. ” Vej oumal âmpadaseacenderaci madacabeçadel a,equaseme ar r ependodet erdadoai dei a.Nãoquef açamui t adi f er ença.Nunca l ev eimui t o asér i o asr egr as,masnamai orpar t edo t empo me esf or çopar anãoserum babaca.Ti r andoopr obl emacom at oal ha pel amanhã, j áque, comomenci onei , Par kerador al av arr oupa. “ Ésér i o, nãopegadessacor ” , el adi z, sacudi ndoacabeçaquando l ev ant oosbr açospar apegaracai xacom acômoda. “ Madei r aémadei r a” , r espondo, dandodeombr osenquant ot ent o encai xaracai xaenor menocar r i nho. “ Não, t em madei r adev el hoemadei r amoder na. ” “ Nãov ousercr i t i cadoporal guém quecol eci onabonecas. ” El amei gnor aedev ol v eacai xaàpr at el ei r a.“ Aquel aal i ” , Par ker apont a.“ Caf é? ” , per gunt o, l endoacornaet i quet a. MasPar kerj ácomeçouadi gi t arnocel ul ar .Doudeombr oseat i r o docami nhopar apoderpegaracai xa. “ Quet al t acos? ” , el aper gunt a, desv i andoosol hosdot el ef one. “ Jant ei comi damexi canaont em” , r espondoenquant oposi ci onoa cai xanocar r i nho. “ Vocêdi ssequeeupodi aescol her . ”Par kermel ançaum ol har desaf i ador . Seusol hoscast anhosl ev ement edour adosmedesaf i am a cont est ál a.“ Seadeci sãoéuni l at er al , porqueper gunt a? ” “ Uni l at er al.Gost ei .E er a um t est e.Você passou” ,el a di z,se apr oxi mandopar ameaj udarenquant oguar daocel ul arnabol sa. “ Ent ão,comof oiquev ocêconheceuacabeçaoca?El adev et eruns dezoi t oanos. ” “ Cabeçaoca? ” , per gunt o. “ Er aoqueest av aescr i t onacal çadel a. ” “ Ah.Masacal çanãoer adel a.ALi ndsaydei xoul ánasemana


passada. ”El af azumacar et aear r umaoscabel osescur osem um coque.Nãor epar o


mui t oem Par kercomogar ot apor que,enf i m,éaPar ker ,masseu cabel oébem boni t o,est i l omodel odaVi ct or i a’ sSecr et :compr i doe escur o, com umasmechasmai scl ar as. El aépur aVi ct or i a’ sSecr et ,nav er dade,masapesardoi mpact o i ni ci alnuncar ol ounadaent r eagent e.Achoquegost odemai sdel a par ai sso. For aquePar kernamor aLance,eeugost odocar a.Querdi zer ,não émeumel horami gonem nada,maséi mpossí v elmor arcom Par ker sem t eral gum t i poder el aci onament ocom seunamor ado. Lanceeeunãosomosunhaecar ne,masv emosunsj ogosj unt os dev ezem quando.Jamai sdar i aem ci madanamor adadel e,mesmo seeuf osseaf i m del a. Oquenãosou. “ Ent ão v amos escl ar eceras coi sas” ,Par kercomeça enquant o passoocar t ãodecr édi t onocai x a.“ Umagar ot adei xouumacal çal á em casa, oqueébem est r anho, eumasemanadepoi sumaest udant e depr i mei r oanosi mpl esment er esol v eusar ? ” Doudeombr osel ançoum ol hardesosl ai opar ael a.“ Qual éo pr obl ema? ” Par kerf echaosol hosecoçaocot ov el o.“ Vocênãocont anada di ssopr asuamãe, né? ” “ Nav er dade,t enho um bl og em quedescr ev o mi nhaat i v i dade sexual dasemanapar aaf amí l i a.Achaesqui si t o? ” El amei gnor aepegaocel ul arout r av ez. “ Est át udobem? ” , per gunt o, cur i oso, nocami nhopar ao est aci onament o.“ Comoassi m? ” Ol hopar aocel ul arem suamão.“ Vocêsempr er ecl amacomi gopor f i cargr udadonot el ef one, maspar ecequehoj eéasuav ez . ” “ Descul pa” ,el adi z,l ev ant andoacabeçaepar ecendol ament arde v er dade.“ Est ou acer t ando umas coi sas com Lance.Tal v ez el e cancel ehoj eànoi t e. ”


Nãodi gonada.Nãoacompanhomui t odeper t oav i daamor osade Par ker .Querdi zer ,gost odoLance.El eél egalenuncadeuumade babacaci ument o,


i mpl i candocom ai dei adesuanamor adamor arcom out r ocar a. Sóque,pensandoar espei t o,achoqueel eandamei odi st ant e. Ver dadequeosdoi spassam mai st emponacasadel edoquena nossa,j áqueocar aét odoar r umadi nhoemor asozi nho,oque si gni f i camai spr i v aci dadepar af azer …oquequerquesej a. Masem out r ost emposel epassav aem casapel omenosumav ez porsemana,dei xandol i v r osem ci madamesadacozi nhaecer v ej as car asnagel adei r a. Tent o me l embr arda úl t i ma v ez que o v i … Faz al guns di as. Semanas, t al v ez. Tenhoquasecer t ezadequeéat er cei r av eznasemanaquePar ker coment aqueel ecancel oucom el a. “ Lanceandaocupado,com um mont edet r abal hosem gr upopr a f azer ” , Par kerexpl i ca, apesardeeunãot erper gunt adonada. I ssot ambém éest r anho.El aéagar ot amai ssegur aeconf i ant e quej áv inav i daquandoset r at ader el aci onament os.Nuncaf i cana def ensi v a, nuncasej ust i f i ca. Masnãoquer oi ncomodál a.Éaúni car egr adacasaquesi gode bom gr ado. Est amossempr eàdi sposi çãoquandooout r oquerconv er sar , mas ni nguém semet enav i dadeni nguém. Somososdoi ssoci áv ei s, masnof undor eser v ados.Achoqueépor i sso que nos damos t ão bem.Podemos passar o di at odo conv er sando com um mont e de gent e,mas,quando est amos sozi nhos, sabemosapr eci arosi l ênci o. Par kernãov ol t aaf al ardeLancedur ant eoal moço, agi ndocomoa gar ot aal egr eeani madadesempr e. E não como al guém que est á enf r ent ando pr obl emas com o namor ado.Lancedev eest armesmoocupado.O car aéum gêni o. Tem t r êsgr aduaçõeseacaboudeseracei t oem um pr ogr amadeMBA depr i mei r al i nha.Vai set or narum mest r edosnúmer os.


Eunãof i car i anadasur pr esoseel ebat essepunhet av endouma pl ani l hadeExcel . Na f acul dade,Lance f azi a com que eu me sent i sse o mai or pr egui çosodomundo.Agent enãoconv i v i amui t o, por queoscí r cul os deami zadeser am di f er ent es.Masel esempr eapar eci a par av er Par ker , ev i nhacar r egadodel i v r os. Par kert ambém,al i ás.El anãoéum cr âni ocomoonamor ado,mas est udamai squeeu. E,com i sso,quer odi zerquesói aàbi bl i ot ecaquandoPar kerme ar r ast av apar al á, comosepar aumaf est asur pr esa. El a di zi a que me l ev av aj unt o por que não gost av a de ci r cul ar sozi nhaànoi t epel ocampus. Pr ov av el ment eer av er dade. Mast ambém achoque,sem suai nt er f er ênci a,eut er i aper di doa mai orpar t edot empov endoj ogosem v ezdet r abal harpar amel hor ar mi nhasnot as. Sendobem si ncer o,eupr eci seir al armui t o par aconsegui rboas not as.Nuncat i v epr obl emasdeapr endi zadonem nada,mas,agor a queest ouf or madohádoi sanos,possogar ant i rquenadamudou mi nhai mpr essãodequeamel horpar t edaf acul dadenãoéaaul a. Euest av amai si nt er essadonasat i v i dadesext r acur r i cul ar es. Espor t es. Cer v ej a.Gar ot as. Em out r aspal av r as, er aum car anor mal .Ai ndasou. Tr abal ho em uma l oj a de ar t i gos espor t i v os.Tecni cament e, t r abal honasededeumar ededel oj asdear t i gosespor t i v os.Faço par t edaequi pedee-commer ce,ent ãonãoéquepasseodi at odo v endendobol asdef ut ebolamer i canooucoi sadot i po.Mesmoassi m, meur amoéoespor t e, nãoosnegóci os. Equant oàsmul her esnami nhat r aj et ór i apósf acul dade,nunca f al t ar am.Apesardet odomundodi zerqueessapar t ef i camai sdi f í ci l , nãopossomequei xar .Sóqueasconheçoem bar es, enãonasf est as


dasr epĂşbl i cas.Oj ogo


éomesmo, masaar enaédi f er ent e. Napr át i ca, poucacoi samudoudesdeaf acul dade.Espor t es.Cer v ej a. Gar ot as. Àsv ezesat égost ar i ademepr eocuparmai scom out r ascoi sas, comot r abal hoef ut ur o, comoLanceePar ker . Mas, apesardoacompanhament odi ár i odami nhamãenaépocade escol a, edemeupaiemi nhamadr ast at er em pagadoumaboagr ana par acadanot amáxi maquet i r einoensi nomédi o,odesempenho acadêmi conuncaf oimeuf or t e.Eumel i mi t av aaf azerosuf i ci ent e par achegaràet apasegui nt e:ensi nomédi oem col égi opar t i cul ar , f acul dadecom boar eput ação,cur sodedi r ei t odepr est í gi o,como meusi r mãos. Esseer aocami nhodaf amí l i a Ol sen.Masnãoosegui . Omáxi moquef i zf oimecandi dat araal gunscur sos.At éf uiacei t o em al gunsl ugar es,masnadamui t oi mpr essi onant e,comonocaso dosmeusi r mãos. Eent ãor ev el eiasur pr esadesagr adáv eldequenãot enhonenhum i nt er esseem seradv ogado. Doi sanosdepoi s, meupai f i nal ment eseconf or mou.Mi nhamãe ai ndanão.Quesej a. Pagooal moçodePar ker , comocombi nado.Quandov ol t amospar a casa, cr uzoosdedospar aqueel aest ej aaf i m del av arr oupa, por que est ouusandomi nhaúl t i macuecal i mpa. Apesardenãoserl ámui t oar r umadi nho,t em coi sasdequef aço quest ão,como nunca r eut i l i zarcueca.Pr i nci pal ment e quando a i nt ençãoédescol arumagar ot a.O quecom cer t ezaf azpar t edos pl anosnum sábadoànoi t e. MasPar kerest ánoquar t o,com apor t af echada,enãobot andoo sabãocar oqueel aescondeem al gum l ugarnamáqui nadel av ar . Est oupormi nhacont a, com meuspr odut osdel i mpezabar at os. Já“ dobr ei ”quasemet adedasmi nhascami set asquandoPar ker


apar ecena


cozi nha, umahor adepoi s, el ançaum ol harhor r or i zadopar aapi l ha. Sem di zernada, el acomeçaadobr art udodenov o. “ Val eu,mãe. ”Vouat éagel adei r apegarumacer v ej a,masPar ker sol t aum r uí dodei r r i t açãoeapont apar aapi l ha.“ Vouaj udar.Não f azert udo. ” “ I ssonãoéum passoat r ásnomov i ment odel i ber açãof emi ni na? ” , per gunt o,me esf or çando par af azert udo di r ei t i nho agor a que a gener aldal av ander i av i gi acadamov i ment omeu.“ Cui dardami nha r oupasuj a? ” “ Com cer t eza.Se cont ara al guém,cor t o seu pau.Mas acho r el axant e.Eador ochei r oder oupal i mpa. ”El al ev ant aacami set ae i nspi r af undo. I nt er r ompo o que est ou f azendo.“ I sso é mui t o per t ur bador .É mel horv ocêePol l yf i car em bem l ongedami nhacômodanov a.Não quer oasduaschei r andomi nhasr oupas. ” “ Podeacr edi t ar ,quandoessasr oupasent r ar em nochi quei r oqueé seu quar t o,v ou mant erdi st ânci a del as.Mas,assi m que saida secador a,ant esdev ocêsuarnel as… Ador o o chei r o deal godão l i mpi nho. ” “ Vocêémui t oesqui si t a. ”Eent ão, pori mpul so, coment o:“ Ei , Par ks, achoquev ocêdev er i ai rcomi gohoj eànoi t e. ” Par kermeol ha,sem par ardedobr arasr oupas.“ Dápr asermai s especí f i co?Nãoanot ot udooquev ocêf aznaagenda. ” “ Tem duasf est asr ol ando.Pensei em v erqual est ámel hor . ” El al ev aumacami set aaopei t o,com osol hosar r egal ados.“ Sér i o? Vout eraopor t uni dadedeacompanharv ocêenquant ot ent adescol ar umagar ot adedezoi t oanos? ” “ Ei ,v ocêj át ev edezoi t oanosum di a,eeut et r at av acom omai or r espei t o” , r ebat o. Pr ef i r onãoacr escent arquej ur oquenãoseiporquenuncadeiem ci madel a.Àsv ezes,r el embr andoaquel aépoca,eumear r ependode nãot eragi dor ápi do, denãot erf i cadocom agar ot amai si ncr í v elque


j áconheciquandot i nhaachance.Por queagor anãodámai s.El at em namor ado.Al ém di sso,t enhomedodeest r agaror el aci onament o mai sl egal quej át i v e.


“ Ai ndabem” , el ar esponde.“ Seagent enamor asse, nem pensarque eui adobr arsuasr oupas. ” “ Vocênãoaj udaLancecom essascoi sas? ” Foiumaper gunt ai nof ensi v a, masosdedosdel av aci l am um pouco, ef i coi magi nandosenãot oqueiem um assunt odel i cado.Tal v ez f ossemel horescl ar ecerdeumav ezseest av at udobem ent r eel es. MasPar kerl ogor ecuper aor i t mo. “ Não” , el ar espondecom um sor r i so.“ El edobr aasr oupasquaset ão bem quant oeu.Éum dosmot i v osporqueoamo. ” “ El esabedobr arasr oupas?Émel horagar r aressehomem l ogo, Par ks! ” El af azumacar et aej ogaaúl t i macami set aem mi m.“ Essaémel hor j ogarf or a.Est át odaesbur acada. ” “ Maséconf or t áv el ” , r et r uco, ol handopar aacami set adesbot adado RedSox .Nem sei ondear r umei —sout or cedordoWhi t eSox. “ Est áum t r apo” , el ai nsi st e, ar r ancandoacami set adami nhamãoe j ogandoem um bal dedebai xodapi aondeguar damosospanosde l i mpeza. “ Podemosf al armai sar espei t odapr óxi mav ezqueagent el av ar r oupa.Por quej áv ial gumascal ci nhassuas, ev ocêpoder i aat ébor dar ‘ nem sonhando’ nel as. ” El abebeum gol edeágua.“ Nov ar egr adacasa: nadadef al arsobr e ascal ci nhasdaPar ker .Nav er dade, nãomenci onarapal av r a‘ cal ci nha’ . ” Tenhoquasecer t ezadequeessar egr anãoénov a, masnãoquer o quesai baquemel embr odi sso. “ Ah,qualé? ” ,r ebat o.“ Você me aj uda a escol herr oupas que combi nam, ent ãoporquenãodei xaest eseuami godal t ôni cor et r i bui r of av ort edi zendoquecal ci nhasv ãodei xarLancedepr i mi do? ” “ Di spenso. ” Resol v odi zermesmoassi m.“ Aquel asgr andonasebeges. ” “ Sãomi nhascal ci nhasdequandoest oumenst r uada.Nãov ãoa


l ugarnenhum. �


Apont opar ael a.“ Umar egr af oi v i ol adaaqui .Agent enãopodedi zer ‘ cal ci nhas’ . ” El ar ev i r aosol hosecomeçaasubi raescada.“ Pr eci sot er mi nar umaapr esent açãopr ar euni ãodesegunda. ” Ai ndanãomenci onei i sso, masPar keréumawor kahol i cconv i ct a. “ Vai l á, ner d” , gr i t opar ael a.“ Maspel omenospensanoassunt oda f est a. ” El adet ém opasso.“ Vocêsabequeeut enhoami gas, né?Nãosou pat ét i caapont odet erquef i carem casasozi nhaquandoLanceme dáocano. ” “ Eusei , sóachei que…sei l á.Vocêpar eceumei opr abai xohoj e. Nãoquer i aquef i casseem casaouv i ndoBonni eTy l er . ” El api sca, f i ngi ndoest arl i sonj eada.“ Est ápr eocupadocomi go, Ol sen? ”“ Não.Sónãoquer i achegarem casaedardecar acom v ocê com acar a t odasuj adesor v et eeexal andoest r ógeno. ” El av ol t aasubi raescada.“ Agor aent endosuasnot asem bi ol ogi a. Vocênãof azamenori dei adecomooshor môni osf unci onam. ” “ Nav er dade, bi ol ogi aéumadasmi nhasespeci al i dades” , gr i t ol á par aci ma. “ Vocênem sabi aoqueer aum út er o” , el a r ebat e.“ Sabi a, si m” , mur mur o. Querdi zer , mai soumenos.


3

PARKER Lanceeeunosconhecemosnosegundoanodaf acul dade.Par a serbem si ncer a, nãof oi amoràpr i mei r av i st a.Nãohouv ef aí scas, não sent i um f r i onabar r i gaquandomet ocoupel apr i mei r av ez . . Foimai sum r econheci ment odequeér amosaspessoascer t as umapar aaout r a. Tudocomeçouquandocaí mosnomesmogr upodeest udosde economi a,queest av aacabandocomi go.Apesardepr est armui t a at ençãonaaul aedeest udarbast ant e, ast ar ef asdessamat ér i aer am mai sdi f í cei spar ami m quequal querout r acoi sa.Euai ndaest av a t ent andoent enderaper gunt aenquant oosout r osmembr osdogr upo j áel abor av am ar espost a.Depoi sdeum t empo,canseideat r asaros demai s,epasseiamemat arpar aent enderamat ér i asozi nhano quar t o. Ent ão,numa noi t e em que est av a me sent i ndo especi al ment e f r ust r ada,àbei r adasl ágr i maspor queer aaúni caquenãoent endi a nada,Lancef ezexat ament eaper gunt aqueeut i nhav er gonhade f azer . Amesmacoi saacont eceunaper gunt a segui nt e.Enasegui nt e. Foisónaqui nt av ezqueLancesef ezdedesent endi doqueper cebi queel enãot i nhaanot adoumaúni capal av r adaqui l oqueogr upo expl i cav acom t odaapaci ênci a.El enãoest av anem com at ar ef anas mãos, por quej áhav i at er mi nadohor asant es. Est av aol handopar ami m. Quandoacenei com acabeçaem um quest i onament osi l enci oso, el e


deu


umapi scadi nha. Eéassi m,senhor asesenhor es,queseconqui st aPar kerBl ant on. Aj udandocom at ar ef aedandoumapi scadi nhasut i l ef of a. Eumeapai xonei .Dev er dade. Eébom l embr arque,not er cei r oano,quandoLanceest av ase descabel andopar aent enderosi mbol i smonal i t er at ur abr i t âni ca,f ui euquem f or neci aaj uda, edebom gr ado. Sei quenãoéumahi st ór i adasmai squent es, mas, comoeuf al ei … par eci a

cer t o. Pel omenosat éum t empoat r ás. Est ánahor adeconf essar .Tenhov i nt eequat r oanos,est ouno augedami nhasaúdeef or maf í si ca,t enhoum r el aci onament osér i o com um car amar av i l hoso… Emi nhav i dasexual éumamer da. Nem sempr ef oiassi m.Per diav i r gi ndadeno pr i mei r o ano de f acul dadecom um j ogadordebei sebolgat oquemor av anomesmo cor r edor que o meu no al oj ament o mi st o da uni v er si dade. Namor amosal gunsmesesant esdeapr enderav el hal i çãodequese darbem nacamanãobast apar aconst r ui rumar el ação.Depoi sde v ár i osj ant ar esmar cadosporsi l ênci osconst r angedor es, t er mi namos, sem r essent i ment os. Fi queicom um ami godeBenumav eznaquel epr i mei r oano,mas f oinumanoi t edemui t abebedei r aepoucoj uí zo,ent ãonãodeuem nada. Eent ão…v ei oLance. Oaspect of í si codor el aci onament oav ançoudef or mabem l ent a. Nenhum denósdoi squer i aest r agarumacoi sat ãol egalapr essando ascoi sas.Quandor ol ousexo, f oimui t obom.Oubom.Nav er dade, f oi o. k. Maspel omenosr ol av acom f r equênci a.


Eent ão,unsdoi smesesat r ás,acoi sasi mpl esment e… par oude acont ecer .Acho que at é seimai s ou menos o mot i v o.Est ou t r abal handof ei t oumal ouca, eel eai ndat em osest udos.


Masj áf azdoi smeses. Asecaem si nãoét ão r ui m…Seapessoaf or sol t ei r a. Masem um r el aci onament osér i o, em quedev ezem quando sur gem at éconv er sashi pot ét i cassobr ecasament o, doi smesesé t empodemai s. Enãoéquenãot enhapi nt adonenhumaopor t uni dade.Tenhoum quar t osópar ami m eLancemor asozi nho. Ent ãoporqueest amost r ansandomenosagor adoquequando mor áv amosem al oj ament osepr eci sáv amosamar r arf i odent alna maçanet apar aqueni nguém ent r asse? Enf i m.Hoj ei ssov ai mudar . Capr i cheinamaqui agem esouobr i gadaaadmi t i rqueest oul i nda. Ar egat apr et aeacal çaj eansqueest ouusandonãot êm nadade mai s, masnem pr eci sodi sso. Ov er dadei r ot r unf oest áporbai xo:umacombi naçãonov i nha queest our oumeuor çament oporunssei smeses, masv ai v al er apena. Éder endav er mel hae, sem quer ermegabar , deuumav al or i zada i ncr í v el nosmeuspei t os. Est oupr est esasai rquandochegaumamensagem dami nha ami gaCaseynocel ul ar . Vamosv erTheBachel orem umahor a?Vouf azerpi poca… Porumaf r açãodesegundo, f i cot ent ada, por queamoesse pr ogr ama. Masnão.Não.Foi assi m queLanceeeuent r amosnessemar asmo sem sexo…Dei xandodepr i or i zaror el aci onament o.Ev al eapena i nv est i rnel e. Voupr acasadoLance, masnem cont equem v aiganharar osa, escr ev o.

Vouassi st i ri nt ei r o


depoi s. Ar espost adel aéi medi at a: Ct z?Tem espumant e. Dr oga.El asabequet enhoum f r acoporespumant e. Resi st o: Gast eiumagr anacom l i nger i e.Pr eci somost r araal guém. Caseyr esponde: Jáv iquev ocêv ait i r aressal i nger i er api di nho…


Eumel i mi t oamandarum sor r i si nho. Por que…éoqueesper o.Af i nal , j áf azdoi smeses. Par odi ant edapor t adeBenebat odel ev e.Aj ul garpel asf est asa quepl anej ai r , dev eest art i r andoum cochi l opar asepr epar arpar a…o quequerquef açanessasf est as. Mesmoassi m, bat odenov o, par aav i sarqueest ousai ndo.El emei o quef azquest ãodesaberquandov oupassaranoi t ef or a,par anão pr eci sarsai rpel ar uacom umaescopet apar adef endermi nhahonr a. Éf of o. “ Vocêest áaí ? ” , sussur r o.Si l ênci o. Pendur amosl ousasnapor t adosquar t ospar aesset i podeocasi ão ( coi sadeest udant e, eusei ) , ent ãodei xoum bi l het eav i sandoquev ou dor mi rnacasadoLance, masquenãoépar ausarmi nhacama. Pensomel horev ol t opar aoquar t o,abr oagav et adel i nger i ese encont r oacal ci nhabegesobr eaqual f al amos.Euapendur onal ousa, sabendoqueel ev aisaberi nt er pr et arcomoum “ sér i o,f i cal ongedo meuquar t o” . Lancemor aem Pear l , um bai r r obacani nhanãomui t ol ongedecasa. Lev andoem cont ameussapat os—quepar asersi ncer asãoi ncr í v ei s —, deci doi rdecar r o, apesardef az er mosmui t acoi saapénoOr egon. Nascief uicr i adanar egi ãodePor t l and,enãoest ouexager ando mui t oquandodi goquemi nhaspr i mei r aspal av r asf or am “ bol acha” , “ mamãe”e“ emi ssõesdecar bono” .Ar eci cl agem nãoéconsi der ada umaopçãoaqui ,esi m umaobr i gaçãomor al ,eapi orcoi saque al guém podef azerébuzi narpar aosci cl i st as,por queel esest ão sal v andoopl anet aenquant ov ocêoenv enenal ent ament ecom seu car r omal i gno.Oucoi sadot i po. Mesmo assi m,si nt o só uma pont ada de cul pa pel o uso desnecessár i odecar r o.Tenhoum car r ohí br i do,ecomof al ei …meus sapat ossãoi ncr í v ei s.Bot asdesal t oal t obem sexy . Est aci onarem Pear l cost umaserum i nf er no, masest oucom sor t e,


eum


car r o—out r ohí br i do, cl ar o—est ásai ndodeumav agaper f ei t abem em f r ent eaopr édi odel e. À noi t e,Lanceéumamáqui nadeest udar ,masdedi at em um empr ego t r anqui l o como cont ador em uma cor r et or a de i nv est i ment osnar egi ão,quepagabem mai squemeut r abal hocom mar ket i ng,pori sso el e pode mor arem um pr édi o nov i nho com por t ei r oet udo. Ol oi r odeombr osl ar gosat r ásdamesadar ecepçãoabr eum sor r i soquandomev ê.“ Sr t a.Bl ant on.Quant ot empo. ” Nem mef al e. “ Oi , Er i k.Comov ãoospl anospr ocasament o? ” “ Ah,est ouconhecendoum mont edet onsdecor der osa.Odr ama agor aésev amost erounãobabadonast oal hasdemesa.Vocêf az i dei adoqueéi sso? ” “ I nf el i zment e, si m.Mi nhapr i macasounov er ãopassadoepr eci sou dequat r odamasdehonr apr aaj udarcom t udo. ” El ebal ançaacabeça.“ Nãopr eci sosabermai s. ” “ Não mesmo” ,di go com uma r i sadi nha enquant o si go par ao el ev ador .“ Possosubi r ? ” El ehesi t aporum br ev ei nst ant e, esi nt ocer t odesconf or t o.Embor a ot r abal hodeEr i ksej anãodei xarnenhum v i si t ant ebat ernapor t ade um apar t ament osem seranunci ado,est ounal i st adeconv i dados l i ber adosdeLancedesdequeel esemudoupar acá.Em ger al ,Er i kj á v ai abr i ndoapor t apar ami m. Porum i nst ant et er r í v el ,f i comeper gunt andoseLancemet i r ouda l i st a,ent ão Er i kr et oma seu compor t ament o nor male chama o el ev adorpar ami m, ent ãoachoqueécoi sadami nhacabeça.Tomar a. “ Me desej e sor t e” ,mur mur o par a ni nguém quando a por t a do el ev adorsef echa. Oapar t ament odeLanceénodéci mosegundoandar ,esi goat éa por t acomoj áf i zmi l hõesdev ezes.Mas,pel apr i mei r av ez ,hesi t o ant esdebat er .


Tent omedesv enci l hardasensaçãodei nsegur ançaedouuma bat i dadet er mi nadanasuper f í ci edemadei r a. Meusombr osr el axam assi m queapor t aseabr e.Osócul osde l ei t ur adel eest ãonapont adonar i z , t í pi codequandoest áconcent r ado nosest udos. Suaapar ênci aéamesmadesempr e. Apesardesuaexpr essãocost umarserum poucomai sal egr eeum poucomenossur pr esa. Lanceenf i aocel ul arnobol sodet r ásebal ançaacabeça, quase comoseest i v esset ent andoassi mi l armi nhapr esença.Sóent ãoel e sor r i edi z: “ Oi ! ” . Umai mpr essãodi st ant edecaut el aai ndar ondami nhament e, mas ent ãoel eal ar gaosor r i soemedáum abr ação. Est át udocer t o.Est amosbem.El esóandaocupado. I ncl i noacabeçaem suadi r eção,bai xandoosol hossóum pouco par aobser v arsuabocadeum j ei t oqueseiqueodei xamal uco,mas el ej áest áseaf ast ando. Nadadebei j o.

Quê? Lancenãomev êháumasemanaenadade bei j o?Apr eocupaçãov ol t aàmi nhament e. “ Eunãosabi aquev ocêv i nha! ” , el ecoment a. Éi mpr essãomi nhaousuav ozest áum poucoani madademai s? Ti po,deum j ei t of al so?Euoobser v ocom at ençãoquandoent r ono apar t ament o, f echandoapor t aat r ásdemi m. “ Descul pa, dev i at ermandadoumamensagem” , di go. Fi coàesper adequeel emedi gaquenãot em pr obl ema,queest á f el i zem mev er ,masem v ezdi ssoLancemei oquedádeombr os. Ent ão começa a ar r umaras coi sas no bal cão da cozi nha,onde cl ar ament et i nhapassadoum bom t empocom acar aenf i adanos l i v r os.Di go ami m mesmaquei sso éum bom si nal ,masest ou


apr eensi v ademai s, achandoqueascoi sasest ĂŁoai ndapi or esdoque desconf i av a.


Nadaaqui i ndi caar eaçãot í pi cadeum car af el i zem v eranamor ada dequem est av amor r endodesaudade. Façomençãodesent arem umabanquet a, ai ndat or cendopar aque at ensãonoarsej acoi sadami nhacabeça, masnoúl t i moi nst ant eme i mpeço. “ Ei , Lance. ” “ Hã? ” “ Oqueest áacont ecendo? ” El eer gueosol hosdocader nopar ami m.“ Como assi m? ”Sóoencar o, comoquem di z: Sem j ogui nhos . El eent ende.Seusombr osbai xam um poucoquandoseaj ei t ana banquet a, põeasmãossobr eosj oel hoseol hapar aochão. Ai , mer da. Mer da. Conheçoessaexpr essão. Éaexpr essãodequem est ápr est esadarum f or aem al guém.Tal v ezdev esseest arsent ada, nof i m das cont as. Façoi sso, dei xandoumabanquet av azi aent r enós.Possor i scaro sexodosmeuspl anos. “ Eudev er i at ercont adoant es. ”Ot om dev ozdel eé bai xo.“ Cont adooquê? ” “ Éque…Eunãoest oumai snocl i ma, Par ker . ”Souobr i gadaal hedar al gum cr édi t o,port eracor agem demeol harnosol hosenquant o par t emeucor ação.“ Jáf azum t empo. ” Per cooar .Nãoconsi gor espi r ar . “ Cer t o.Cer t o. ”Eur epi t oapal av r a, por que, dr oga, est oucom um put anónagar gant a.“ Ent ãov ocê, t i po, nãoquercont i nuar ? ” Nãoquercont i nuarcomi go? El eest endeamãoem buscadami nha,eseusdedosr oçam os


meus.“ Medeicont adi ssonof i m dov er ão.Agent eébem j ov em, né? Vocêéapr i mei r anamor adasér i aquet i v e.Como saberseéo cami nhocer t o? ”


Agent esi mpl esment esabe, si nt ov ont adedegr i t ar . Mas…poracasoeusei ?Querdi zer , seeuapar ecessehoj eànoi t ee Lancemepedi sseem casament o, nãot er i aent r adoem pâni co? “ Tem out r apessoanaj ogada? ” ,per gunt obai xi nho.Fi cocom r ai v a demi m mesmapori sso,masum serhumanonor mal— umamul her nor mal —pr eci sasaber . “ Não” ,el eseapr essaem di zer .“ Querdi zer ,t em umapr of essor a assi st ent eque… Enf i m,el achamoumi nhaat enção,masnãor ol ou nada.Euj amai st r ai r i av ocê, Par ker . ” Seiquedev er i aest armeconcent r andonapar t edanãot r ai ção, maspar ecequesóouv i o“ el achamoumi nhaat enção” . El eandar epar andoem out r asmul her es?Não, pi orquei sso.Em uma mul her .Nosi ngul ar . Querdi zer , nãoacont eceunada.Masel achamoua at ençãodel e.Par ecequet enhoumaf acacr av adanopei t o. El eaper t ami nhamão.“ Nãoquer omeaf ast art ot al ment edev ocê. Sóachoqueagent edev er i adarum passoat r ás. ” Pi scov ár i asv ezespar acont erasl ágr i mas.Seur ost osecont or ce dear r ependi ment o.Lev ant oemeaf ast o.“ Um passoat r ás?Pr aquê? Pr av ocêpodert ent arasor t eev ol t arpr ami m casosear r ependa? ” El emeencar a,ev ej oqueseusol host ambém est ãoum pouco mar ej ados.Quandov ol t aaf al ar ,suav ozsaiembar gada.“ Est oume sent i ndoum babaca, Par ker . ” “ Bom, v ocêéum babaca” , eumeescut odi zer , et omoocami nhoda por t a,sof r endopar aabr i ramaçanet a.Boar espost a,Par ker .Bem madur a. Masadi ar r ei av er balcont i nua.“ Nãopensequev ouf i caresper ando porv ocê” , consi godi zer . Queót i mo.Acenadenov el aj áest ásendoencenadanami nha cabeça.“ Nãopenso” , el edi z, epar ecemei odesesper adoquando v em at r ásde


mi m.“ Quer oquev ocêsej af el i z.Sónãoachoqueeusej aocar acer t o


par a…” Bat oapor t aant esqueel et er mi neaf r ase, oqueachoót i mo. Tr opeçandonossal t os,v ouat éoel ev adoreaper t of r enet i cament e obot ãopar adescer .Mant enhoosouv i dosal er t aspar aocasode Lancev i rat r ásdemi m,di zendoqueest av aer r ado,quenãoquer t er mi narcomi go. Masapor t adoel ev adorseabr e, enquant oadeLancecont i nua f echada.Sol t oum sol uçoeent r o. Tenhocer t ezadequenãoéumasepar ação t empor ár i a.Éum r ompi ment o. Nãoconsi goat r av essarosaguãomui t or ápi do, em par t eporcausa dos mal di t os sal t os,em par t e por que Er i k me ol ha com uma expr essãopr eocupadaeconf usa. “ Sr t a.Bl ant on? ” Façoum acenoeabr oum sor r i so.Dev et ersaí dohor r í v el ,por que est oumor r endopordent r o. Er i kabr eum sor r i sodesol i dar i edadeem r espost a.Com cer t ezaj á v i uum mont edecoi sas,esabequandoumagar ot aest ácai ndof or a depoi sdeumabr i gacom onamor ado. Exnamor ado.Ai , meuDeus. Acabei del ev arum pénabunda. Um pénabundabem dado.Nãof oium t r emendobar r aco;f oium si mpl es“ nãot eamomai s” , oqueéai ndapi or .Mui t opi ordoqueseeu t i v essef ei t oumabest ei r aesi dochut adapar af or a. Vol t opar aocar r o.Aessaal t ur a, asi t uaçãodacamadadeozôni oé aúl t i macoi saquepassapel ami nhacabeça.Apoi oacabeçano v ol ant eenquant ot ent odeci di roquef azer . Eudev er i amer ecost arnoassent o, engol i rochor oei r par acasa.Lev ant oacabeça.Dev er i a… Engul oum sol uço, masasl ágr i masnãov êm.Quer ochor ar , masnão


consi go,por quemeucor poest áconf usodemai ssobr ecomor eagi r ao f at o de que uma hor a at r áseu est av av est i ndo uma l i nger i e mar av i l hosa,eagor aest ousol t ei r aesozi nhanum car r oem pl eno sábadoànoi t e. Tenhov i nt eequat r oanos, est out odaar r umadaenãot enhopar a ondei r . Vej oum car amei ogr ungecom um skat edebai xodobr açome encar arquando passapel o car r o.Fecho bem osol hos,ent ão os ar r egal oaosent i rocel ul arv i br ando. Éumamensagem deLance.

Descul pa. Éof i m.Nadade“ r et i r ooquedi sse” .Nadade“ nãoqui sdi zer i sso” .Danese. Apagoamensagem buf andoder ai v a.Quandol ev oasmãosao v ol ant e, per ceboqueest out r emendo. Puxoasmãosdev ol t aeum pequenoacessodepâni cosei nst al a. Sei quenãoest ouem condi çõesdedi r i gi r , apesardeest arapoucos mi nut osdecasa. Com amãot r êmul a,pegoocel ul arout r av ez .Em t er mosger ai s, pr ef i r omandarmensagensat el ef onar ,mast em hor asem quea gent epr eci saouv i rav ozdeal guém.Em quepr eci saconv er sarcom al guém quesei mpor t e. Est eéum dessesmoment os. OnomedeBenest ánal i st adef av or i t os.Aper t oobot ãode di scar .El eat endenosegundot oque.“ Par ks. ” Eent ão,poral gum mot i v obi zar r o,asl ágr i massur gem bem nessa hor a.Todasdeumav ez,i nundandomeusol hoseescor r endopel o r ost oenquant osol t osol uçoshor r í v ei s. “ Par ker ? ”Ot om dev ozdeBenf i camai sagudo. Tent or espi r arf undo, massol t oum r uí doquepar eceumabuzi na. “ Vocêpodev i rmebuscar ? ”


“ Sempr e.Ondef or . ”


4

BEN Jáv i Par kerchor arum mont edev ezes. Quandooav ôdel amor r eu.Quandoamãedescobr i uqueest av a com câncer .Vendof i l mescom ani mai ssof r endo.Quandoel anão acor doupar af azerapr ov af i naldegeogr af i a,nosegundoanode f acul dade. Quandobebeuv i nhodemai seconf essouqueachuv aaf azi achor ar . I ndependent edesuasr az õesser em l egí t i mas( f i l met r i st e, mãe doent e)ouabsur das( achuv a) , eusempr ef azi aamesmacoi sa. Eu a abr açav a.Passav a a mão em seu cabel o.Dei xav a que ensopassemi nhacami set acom suasl ágr i masel heof er eci auma gr andequant i dadedel ençosdepapel .( El anãoédot i poquechor a comedi dament e. ) Qual querquef osseacausa,asl ágr i massempr emeabal av am um pouco, comoum aper t onomeupei t oqueeunãosabi aal i v i ar .Éoque acont ecequandoqual quergar ot achor anami nhaf r ent e. Maspr i nci pal ment ePar ker .Por queel aéami nhagar ot a. Asensaçãoesqui si t anopei t oest áaqui denov o.Mas acompanhadadeal godi f er ent e. Rai v a. Dasout r asv ezes, eunãopodi af azernadaquant oaomot i v odo chor o.Nãot i nhacomoi mpedi rqueseuav ômor r esse, oucont r ol arsua r eaçãoàchuv a. Masagor at enhoopções. Umadel aséencherLanceMy er sde


por r ada.E, nomoment o, ĂŠi ssoque quer of azer . NĂŁosouum car av i ol ent o, em t er mosger ai s.


Mas,desdequeav it ent andosem sucessocont erasl ágr i mas sent ada ao v ol ant e do car r o,t ot al ment e per di da e ar r asada at é quandoal ev eipar acasaeasent einomeucol onosof á,nãopensei em mai snadaal ém deenf i aramãonacar adener dr i qui nhodo My er s. El eémeuami go, cl ar o.Gost odocar a.Fi coat émei ochat eado quandoar ai v abai xaemedoucont adequenãov amosmai snosv er . Masaquest ãoaqui nãoéLance.É Par ker .Eel eamagoou. Porout r ol ado… Est oui r r i t adocomi gomesmot ambém. Nãoest av ameper gunt andohoj emesmosenãot i nhaal gode er r adocom el es? Nãopoder i at erev i t adoi sso? Tal v ezsi m.Pel omenosdev i at erdadooal er t a. Mer da. Asl ágr i maspar ecem t erpar adoum pouco.El aest át odaencol hi da, com acabeçasobmeuquei xo,sol uçandocom um l ençodepapelna mão.Façomençãodemeaf ast ar , maspar oquandoel aagar r ami nha cami set a. Ponhoamãosobr eadel a,acar i ci andoacom opol egar .Tenho v ont adededi zerqueaquel ebabacanãov al easl ágr i masder r amadas. Rel aci onament onenhum v al e,masnãoéoqueel apr eci saouv i rno moment o. Mesmoassi m, aper t osuamãoet ent omeaf ast ar denov o.“ Vocêv ai sai r ? ” , el aper gunt a. “ Bem r api di nho. ”Douum bei j oem suat est a. El ameencar acom osol hosv er mel hosei nchados.“ Est ou est r agandosuanoi t e.Vocêi asai r . ” Aper t odel ev eseuj oel ho.“ Nãomeobr i gaacr i arumar egr adacasa pr oi bi ndov ocêdedi zerbobagens. ” “ Soueuquem f azasr egr as.Nãov ocê. ”El aabr eum sor r i so


f r aco.Eur et r i buo.EssaĂŠmi nhagar ot a.


“ Sóunsdezmi nut i nhos” , di go, aper t andoseuj oel hoout r av ez . Pegomi nhacar t ei r anobal cãodacozi nhaev ouat éocar r o.Vol t o em um t empor ecor dedeoi t omi nut os, com ossupr i ment os necessár i os. Umar ápi daol hadapel asal adeest arconf i r maqueel aai ndaest áno sof á, masdei t adadel ado. Pr ocur onosar már i osdacozi nha,masnãoconsi goencont r aras t açasdechampanhe.Jur oqueagent et i nhaumasdez, sóqueéuma casadesol t ei r osdev i nt eepoucosanos.Cr i st ai sf i nosnãodur am mui t ot empoaqui .Tenhoquemecont ent arcom umast açasgr ossas dev i dr o.Ti r oar ol hadagar r af aeenchoumaquaseat éaboca. Vol t opar aasal a, ondePar kert or naasent ar .“ Descul paov exame” , el adi z, env er gonhada. “ Ah, Par ks.Agent ej áseconhecehásei sanos.Ador oseus v exames. ”Ent r egoat açaev ej oseusol hosbr i l har em. “ Champanhe? ” , el aespecul a. “ Espumant ebar at o.Compr ei nomer cadi nhodaesqui na. ” “ Est av acom medodequeeucor t assemeuspul sossev ocêf osse mai sl onge? ” , el adi zenquant ov ouat éacozi nhapegarumacer v ej a. “ Est av acom mai smedodeencont r arv ocêcant andoCel i neDi one comendomai onesedi r et odopot e. ” “ Anoi t emal começou! ” , el agr i t adev ol t a. Sor r i o,por quev ej oquePar kerest áv ol t andoaonor mal .Abr oa cer v ej a, pegomeucel ul aremandoumamensagem r ápi dapar aAndi e, agar ot acom quem f i queinof i m desemanapassado.Quer i asai r com el adenov o, mas… Ei , hoj enãov aidar .Quet alnopr óxi mof ds? Quandoest ouguar dandoot el ef onenobol so, euosi nt ov i br ar . Andi eédot i poquer esponder ápi do. Támedi spensando? Façoumacar et adi ant edot om damensagem, masr espondo


mesmoassi m. Umaami gapr eci sademi m.


Sei .“ Ami ga” . “ Quesedane” ,mur mur o.Enf i oocel ul arnobol sodet r ásdacal ça, apesardeest arv i br andodenov o.Andi emost r ouquem é,enão gost eidoquev i .Nãoi mpor t aoquant oumagar ot ameat r ai a,t em umacoi saqueel anãopodeser : Ci ument a. Eu não di r i a que f aço o t i po i mpl i cant e,mas desenv ol v iuma i r r i t açãopr of undaporgent eque, assi m quedescobr equePar kereeu nosdamosbem,gost amosdacompanhi aum doout r oemor amos j unt os, concl ui queagent edev et erum caso. Todomundoagecomoseagent eest i v essecont r ar i andoav ont ade deDeusoucoi sadot i po.Ent ãopr ef i r omant erdi st ânci adequal quer um quei nsi nuequesomosal gumacoi saal ém doquesomos: Ami gosqueporacasot êm cr omossomosdet i posdi f er ent es.

Acei t aaí , gal er a. Edepoi st enhoquecont araPar kerquesei , si m, al gumacoi sade bi ol ogi a.Quandoest oupr est esamesent arcom Par kernosof á, i magi nandoseseacal mouosuf i ci ent epar amecont aroque acont eceucom Lance, escut ouma bat i danapor t a. É John.“ E aí ? ” ,el edi z,ent r ando com anat ur al i dadedequem sempr emev i si t a.“ Est áaf i m det omarumascer v ej asnoO’ Per r y ant esdei rpr af est a? ” El edet ém opassoquandov êPar kersent adanosof ácom onar i z t odov er mel hoeumat açadeespumant enasmãos. “ Quem v ocêquerqueeuenchadepor r ada? ” , Johnper gunt aael a. Osdoi ssempr eseder am bem.El aabr eum sor r i so, ai ndaquemei o f or çado.“ Fi quei sol t ei r amei odonada” , el acont a. “ Aquel ecuzão. ”Johnabr eosbr aços.“ Querum abr aço? ” El ahesi t aporumaf r açãodesegundo.Sabendoi nst i nt i v ament e queel aquermant erum mí ni modepr i v aci dade,douum t api nhano


ombr odeJohn.“ Car a.Nãoabusa. ”


“ Quef oi ?Eudi sse‘ abr aço’ ,não‘ amasso’ ” ,el eexpl i ca,bai xandoos br aços.“ Ent ãonadadef est ahoj eànoi t e,né?Asmeni nasv ãof i car em casa, t omandosor v et eeamal di çoandooshomens? ” “ Comendopi poca,nav er dade” ,r espondo,apont andopar aamesa onde col oqueiospacot espar a mi cr oondasque compr eicom o espumant e. Johnl ev ant aassobr ancel has.“ Duascai xas?Nãov êm t r êspacot es em cadauma?Pr et endem abr i rum ci nema? ” “ Sempr equei mapel omenosum pacot e.SóDeussabequant os anost em omi cr oondas. ” “ A gent edev er i adei xaraspi pocasquei madaspr osant o,t i poa pr i mei r adosedebebi da! ” , Par kercoment a, cai ndonagar gal hada. Johnmeol hadesosl ai o,eeuf açoum gest opar ai ndi carqueel a bebeu.At açaenor medeespumant eest áquasev azi a.Pel oj ei t ov ai mesmoaf ogarasmágoas. “ Voudei xarv ocêsem paz,ent ão” ,el edi z,acami nhodapor t ada f r ent e.“ Seel acapot arcedoev ocêest i v eraf i m desai r ,ésómandar umamensagem. ” “ Bel eza. ” Aceno par a John e v ou at é a gel adei r a pegara gar r af a de espumant e.Émel hordei xarem ci madamesi nhadecent r o,par a f aci l i t ar .Nesser i t mo, Par kernem v ai per ceberseabebi daesquent ar . Desaboaoseul adonosof á,si r v omai sum poucodeespumant ee puxosuasper naspar aci mademi m. “ Fal aroucal ar ? ” , per gunt o. Éal goquef azemosquandoum dosdoi sest ácom pr obl emas.Dá par aescol hercont art udoouf i carnasuasem queoout r oj ul guenem seof enda. “ Fal ar ” ,el ar esponde,par ami nhasur pr esa.Porout r ol ado,oál cool sempr eadei xamai st agar el a. “ El emedeuum pénabunda” , Par keranunci asem r odei os. Euj ásabi a, masf açoum car i nhoem suacanel amesmoassi m.“ É


um


i di ot a. ” “ Poi sé. ”El aapoi aacabeçanoest of ado.“ Maseut ambém.Est ou mesent i ndoumabur r apornãot erper cebi donada.Ossi nai ser am bem ev i dent es. ” I ssomedei xaum poucosur pr eso.Penseiqueel aest i v essef el i z . Por r a,penseiquef ossecasarcom ocar a.Sempr epar eceubem… cont ent ecom el e. El adáum gol eenor medeespumant eant esdepôrospésnochão eser v i rum poucomai sdebebi da.Ent ãodáout r ogol e.“ Agent enão t r ansav aháum t empão” ,el acont a,v i r andopar ami m el ev ant andoa mão com doi s dedos est endi dos,quase acer t ando meu ol ho no pr ocesso. Segur odel ev esuamãoant esqueacabemecegando.“ Ah, é? ” , per gunt oem um t om casual , pensandoseser i aum bom moment o par at i r arat açadel a.“ É. ”Foi sóumapal av r a, massai uar r ast ada.El a sempr ef oi f r acaassi m par abebi da? “ Doi sdi as, é? ” , per gunt o. Mei ncl i nopar aaf r ent epar apegarat aça,masel aapuxadev ol t a com um gr unhi do.“ Sónoseumundi nhodoi sdi assem sexoser i aum t empão. ” “ Duassemanas?Est áf al andosér i o? ” ,per gunt o,i ncr édul o.Tent o pegarat açadesuamãodenov o,masseusr ef l ex osdebêbadasão mel hor esqueoesper ado, eel aconsegueev i t ar . O ol harque Par kerme l ança é em par t e di v er t i do,em par t e hor r or i zado.“ Vocêéoque,um cachor r onoci o?Duassemanasnão quer em di zernada. ” “ Ei ,euest ounomeuauge” ,r espondo.Tent opegarat açadenov o, masent ãomedoucont adoqueel aest át ent andomecont ar .Senão sãodoi sdi asnem duassemanas… “ Esper aaí ” , di go.“ Vocêf i cousem t r ansarcom oMy er spordoi smeses ? ”Par kert ent abat ercom odedonapont adonar i zcomoquem di z


“ bi ngo” , maser r aoal v oeacabaacer t andoabochecha. Dei xodel adoai dei adeconf i scaroespumant e.Seel aest ásem sexohádoi smeses,t em mai séquebeber .“ Ev ocêachouqueer a nor mal ? ”


“ Não,Ol sen,nãoacheiqueer anor mal” ,el ar esponde,um pouco i r r i t ada.“ Masel eandav aocupado, eeut ambém…” “ Doi smeses” , r epi t o. “ Eu i ar esol v eri sso” ,el ar ebat e,bat endo at açacom f or çana mesi nhadecent r o.Porsor t eédev i dr ogr osso,out er i aquebr ado. Pensandobem, t al v ezf osseat édepl ást i co.Boaescol ha, Ben. Doumai sum gol enacer v ej aenquant opr ocessoai nf or mação. Lancenãoencost ouem Par kerpordoi smeses?Tal v ezeusej amai s sexual ment eat i v oqueamai or i a, masi ssomepar ecebem… Meuspensament osseconf undem quandoper ceboqueel aest á t i r andoabl usa.Masoquê…?“ Nadadef i carpel ada, Bl ant on! ” El aj ogaabl usaem mi m ef i cadepé,abr i ndoosbr açoscom gest osdesequi l i br ados. “ Ol hasó. ” Mi nhav i sãof i cabor r adaporum i nst ant e.Meupr i mei r oi mpul soé ol harpar aacer v ej apar av erset omeimai sdoquei magi no,por que est oumesent i ndomei ot ont o. Sóquenãoconsi gool harpar aacer v ej a, por queest ouv endoPar ker com um sut i ãi ncr í v el .At équer odesv i aror ost o,por queéaPar ker, masel aest á…mar av i l hosa. Nãot em out r apal av r apar ai sso.Par kerBl ant onsem cami saé mar av i l hosa. Jáav idebi quí niant es.Em v i agensàpr ai aouao Cabo,nas semanasdef ol ga.Masel aest av asempr ecom Lance,eem ger aleu i aacompanhadot ambém.Apesardesaberqueocor podaPar kerer a boni t o—bem boni t oat é —, nuncat i nhapr est adomui t aat ençãonel e. Masagor aqueel aseapr oxi mat em t odaami nhaat enção.Suas cur v asdour adasesuav es,suaci nt ur af i na,seuspei t oschei ose r edondos.E, por r a, essesut i ãéper f ei t o. Jogoabl usadev ol t apar ael a.“ Vest ei sso.Agor a. ”


“ Euest av at ent andodarum j ei t onopr obl emadosexo” ,el ar epet e, i gnor andoabl usa,quev aipar arnochão.“ Compr eipr oLance. ”El a apont apar aopr ópr i ocor po,eeur espi r of undo.“ Masnãoconsegui nem most r ar . ”Ot om dev ozdel aémel ancól i co.“ Ecombi nacom a cal ci nha. ” El acomeçaadesabot oaracal çaj eans, maseul ev ant odosof áem um pul oev ouat éacozi nhapegarout r acer v ej a,ouum copod’ água, ouum poucodegel opar apôrdent r odami nhacal ça. Par kerv em at r ás,ai ndat agar el ando.Eu pego out r acer v ej ana gel adei r a,pensandoem esf r egarnor ost opar adarumabai xadana t emper at ur a.“ Émel horv ocêsev est i r . ” Quandov i r o, v ej oquenem meouv i u.Desv i oool harpar aum pont o aci madesuacabeça,apesardesent i rumamov i ment açãodi f er ent e l áem bai xo.Af i nal , soudecar neeosso.Em t er mosr aci onai s, seique éPar ker,mi nhamel horami ga,com quem mor oj unt oet enhouma r el açãopl at ôni ca. Masout r apar t edemi m — aquenomoment of azov ol umeem mi nhacal ça—sóconsegueent enderqueocor podel aéumadel í ci a. El aabr eabocapar af al ar , maseuest endoamãopar ai mpedi r .“ Éa r egr adacasa.Nadadeent r arsem cami sanacozi nha.Lembr a?Você quei nv ent ou. ” “ Ev ocêdesr espei t ai ssoot empot odo” ,el ar ebat e,sem f azera menormençãodesev est i r . “ Quemer da” ,r esmungo,ent ãodei xoacer v ej anamesaet i r oa cami set a.Est ouusandoumabr ancaporbai xodaazul mar i nho,de modoquenãof i camososdoi ssem cami sanacozi nha.Vouat éel ae enf i oaquet i r ei em suacabeça, sem amenorcer i môni a. Par kercol abor aepõeosbr açosnasmangas,apar ent ement esem ent enderoef ei t oqueseucor pocausaem mi m.“ Est áchei r osa.Sem chei r odesuor ” , el adi z, cont ent e. “ Queót i mo. ”Douum bel ogol edecer v ej a, depoi sout r o. “ Gast ei , t i po, cem dól ar esnessal i nger i ev er mel haeni nguém v ai v er ” ,


el a


di z, par ecendodecepci onadadev er dade. “ Ei , Par ks” , r espondo, r et omandoobom humoragor aquenãot enho nenhum decot epar amedi st r ai r .“ Quem v êpensaquev ocênunca mai sv ai t r ansar .Out r ocar av ai ador arsual i nger i e. ” Fi coàesper adequeel acont i nuecom of est i v aldeaut opi edade, masem v ezdi ssoPar kerpar ecepensat i v a.“ Vocêt em r azão. ” Est r ei t oosol hosaoouv i ri sso.Conheçoesset om dev oz.Ési nal de per i go. El aabr eum sor r i são.“ Quer osercomov ocê! ” Mi nha cer v ej a par a a mei o cami nho da boca,enquant ot ent o ent enderoqueescut ei .“ Comoé? ” El a chega mai s per t o de mi m.“ Gost o de sexo,Ben.E est ou sent i ndof al t a. ” Ai , meuDeus, nãomev em f al ardesexodepoi sdememost r arseus pei t os, porf av or . “ Vocêéqueest ácer t o” ,el acont i nua.“ Nãopr eci soesper arot ont o do Lancecai rnar ealouent r arem out r or el aci onament o.Posso t r ansarcomov ocê.Com quem euqui ser , quandoeuqui ser . ” “ Ent ão, escut asó, Par ks…” El aenf i aodedonami nhacar a.“ Mui t ocui dadocom oquev aidi zer , BenOl sen.Nem penseem v i rcom doi spesoseduasmedi das,est á meouv i ndo?Vocêsabedoqueest ouf al ando, docar aquecomet odo mundoeéconsi der adof odaedagar ot aquef azomesmoeév i st a comov agabunda. ” “ Não! ”Fi coi ncomodadocom aacusação,masi ssonãosi gni f i ca quegost odai dei adePar kert r ansarcom quem qui ser , quandoqui ser . Querdi zer , t udobem r ol arsexosem compr omi sso.Massai rcaçando gent eporaínãoénem um poucoacar adel a. “ Eusói adi zerpr av ocêpensarbem.Fazduashor asqueest á sol t ei r a, eacaboudev i r arumagar r af adeespumant e. ” Fi coesper andoqueel agr i t ecomi goporserum hi pócr i t a, mas, par a mi nha


sur pr esa, Par kerbai xaodedo, desf azaposededi v aecont r ai os l ábi os.“ Év er dade.Mel horpensarni ssocom mai scal maamanhã. ” Gr açasaDeus. Si nt oumal ev ecocei r anat est aeapel emol hadaquandol ev oa mãoàt êmpor a.MeuDeus.Est ousuando? “ Pi poqui nha, espumant eeum f i l me? ” , el aper gunt a, i ndoat éamesa decent r opar apegarumacai xaemeent r egandocom um sor r i so si mpát i co. “ Cl ar o” , r espondo, meagar r andoàpi pocacomosef osseum col et e sal v a-v i das.Fi comai sdoquegr at opornãot erqueacompanhar Par kerbêbadaat éobarquandoest ádi spost aai rpar aacamacom qual querbabaca,al guém quenãov ainem sedaraot r abal hode t el ef onarnodi asegui nt e. “ Ei , Ben” , el achama, v i r andosepar ami m napor t adacozi nha. Ponhoosacodepi pocanomi cr oondaseaper t oobot ão. “ Quef oi ? ” “ Obr i gada.Vocêémeumel horami go.Sabedi sso, né? ”El aabr eum sor r i soi nsegur o. APar kerbêbadaéumagr aça.Sor r i o.“ Podet ercer t eza.Ev ocêé mi nhamel horami ga. ” Desdequesemant enhav est i da.


5

PARKER Passeio di ai nt ei r o de r essaca ont em.Foipr at i cament e uma bênção.Fi queit ãoocupadacom adordecabeçaeoenj ooquemal t i v et empodepensarnopénabunda. Mashoj eésegundaf ei r a. Comosej ánãof osser ui m osuf i ci ent e, acor domesent i ndoum l i xo. Nãoporcausadar essaca,quepassoudepoi sdeum domi ngocom mui t abol achaáguaesal ei sot ôni co. Hoj eoi ncômodonãoéf í si co.Sãomeussent i ment osqueest ão abal ados.Est out ãodesani madaqueat éacei t oi rcom Benpar ao t r abal ho. Em ger alf açoquest ãodei rcom meucar r o,por queodel eéuma monst r uosi dadequebebel i t r osemai sl i t r osdegasol i na.( Benédo Mei o-Oest e,epr ov av el ment eouv i asobr egadodecor t eedel ei t e quandopequeno,em v ezdehor t asor gâni casecompost agem,como eu. ) Mashoj emi nhament enãoest ámui t oat i v a, epr eci sopr eser v aros poucos neur ôni os que me r est am par aar euni ão semanaldo depar t ament o.Aequi pej úni orser ev ezanasapr esent açõespar aa equi pesêni or .Comosomosoi t onabasedapi r âmi de,pr eci sof azer i ssoapenasumav ezacadaoi t omeses. E, com ami nhasor t e, éóbv i oquemi nhav ezéhoj e. “ Você v aiar r asar ” ,Ben di z,sai ndo da gar agem de casa e ar r ancandot ãodepr essaquequasebat oacabeçanoencost o. Ol hof ei opar ael e, masdi scr et ament e.Bensempr edi zesset i pode coi sa, t odoconf i ant e, masoquenãoper cebeéquenem t odomundo


sesent et ĂŁoĂ v ont adel i dandocom pessoas.


Apesardeeut ersi domel horal unaedet ermededi cadomai sa ar r umarum empr ego, Bensedámui t omel hornomer cadode t r abal hoqueeu. Nãoporcausadesuasnot as, nãoporconhecerbem um assunt o especí f i co, maspor quesabesecomuni car . Com qual querum, nãoi mpor t aoassunt o. Achoat équeel econsegui r i aconv encerum bebêdequenão pr eci sadel ei t eeum cachor r odequenãogost adecar ne, sef osse pr eci so. Quant oami m, umaapr esent açãosi mpl esj ár equeresf or ço. Consegui f i ngi rqueest av aàv ont adequandoensai ei , com acabeça em or dem. Nãoéocasohoj e. Vendoquenãor espondo, el emeol ha.“ Est át udobem? ” Seut om dev ozécasual ,masapr eocupaçãoév i sí v elem seus ol hos.Pr ov av el ment epor quechor einoombr odel esábado,f i quei bebaça epasseio domi ngo t r ancada no quar t o,abr i ndo a por t a apenaspar apegarasbol achasqueel emel ev av a. Nãof oi exat ament eum dosmeusmel hor esmoment os. MasBenmeconhece.Esabeque, sef orl egal demai s, v ou começarachor ardenov o. “ Tudobem” , di go, v i r andoacabeçapar aaj anel a. El eassent e.“ Ent ãonãov ai t erum chi l i quequandoeudi sserquet em um negóci obr anconasuabl usa? ” Ol hopar abai xoesol t oum pal av r ãoquandov ej oum padr ão el abor adodedesodor ant enot eci dopr et o. “ Pr ot eção i nv i sí v el por r a nenhuma” ,r esmungo,t ent ando l i mpari nut i l ment ecom amão. Benapont acom acabeçapar aoassent odet r ás.“ Tem umat oal ha nami nhamal adegi nást i ca. ” Lançoum ol hardedesconf i ançapar a


el e.“ Est ál i mpa. ” “ Pr ov av el ment egr açasami m eàmi nhamani adel av arr oupa” , mur mur o,


sol t andooci nt odesegur ançaemev i r andonobancopar aabr i ramal a del e. Apr i mei r acoi saquemeusdedosencont r am éumaembal agem met al i zada, pequenaequadr adi nha.Bal ançoacami si nhanacar adel e. “ Sér i o? ” Bendádeombr os.“ Nuncasesabe. ” “ Foii ssoqueeuqui sdi zerquandof al eiem sermai spar eci dacom v ocê” ,di go,mev i r andodenov opar adev ol v eracami si nha.“ Est á sempr epr ont o, em qual querl ugar .At énaacademi a, pel oj ei t o. ” “ Aacademi aéomel horl ugarpr ai sso” , el e r esponde.Eumedebr uçodenov osobr eo assent o.“ Sér i o? ” Benf azquesi m, com osol hosv ol t adospar aar ua.“ Est ábr i ncando? Com t odoaquel esuoreocor açãoami l ?Nuncaf i coucom t esão depoi sdeumamal haçãopesada? ” “ Cl ar oquesi m” , r espondo, f i nal ment eencont r andoat oal ha.“ Mas onde? ”“ Oquê? ” “ Vocêsabe” ,di go,f azendoum gest ocom at oal ha,quef el i zment e par ecemesmol i mpa.“ Vocêest ápuxandof er r ooucoi sadot i po.Uma gar ot anoel í pt i cochamasuaat enção…Eaí ? ” El esor r i .“ Quermesmof al arsobr ei sso? ” “ Si m! ”Bal ançoat oal ha.“ Jádi ssequev oucomeçaraf azeromesmo. Sexocasual . ” “ Cer t o,pr a começo de conv er sa,quem usa a expr essão ‘ sexo casual ’nãocost umasedarbem com el e.Em segundol ugar ,eu est av a mei o que t or cendo pr a que v ocê não se l embr asse das l oucur asquedi ssenosábado,oupel omenosadmi t i ssequef oiuma i dei ar ui m mot i v adapel oexcessodeespumant e. ” Esf r egof ur i osament eamanchadedesodor ant e.“ Nãoéuma i dei ar ui m. ”“ É, si m. ” “ Vocêf azi sso. ” “ Faço, maseu…”


El esei nt er r ompe.Euoencar o, est r ei t andoosol hos.“ Vocêoquê? ”


“ Nada” , el emur mur a. “ Vocêi adi zeral gosobr eserhomem? ” Mi nhal embr ançadaquel anoi t enãoémui t ocl ar a,masmer ecor do det err ecl amadodessamer dadedoi spesoseduasmedi das,al go quemei r r i t a.Bennãoéum por cochauv i ni st anem nadadot i po, mas est oucom acl ar ai mpr essãodequeachaquepar ael et udobem t r ansarporaí , masnãopar ami m. “ Ter mi naoquev ocêi adi zer ” , exi j o. “ Hã, não” , el edi z.“ Vocêest ápr ocur andobr i ga. ” Cont r ai oosl ábi os.“ Pr ov av el ment e. ” “ Com cer t eza. ”El eest aci onanoconj unt odepr édi oscomer ci ai s onde nós doi st r abal hamos.Nossas empr esas f i cam em bl ocos di f er ent es, eel epar apr i mei r onomeupar amedei xarl á. “ Gar ot ast ambém gost am desex o,sabi a? ” ,i nsi st o,dando uma úl t i mal i mpadanamanchadedesodor ant e,quemei oquej ásumi u. Pegomi nhabol saeasacol acom ascoi sasdot r abal ho. Benr ev i r aosol hos.“ Cer t o,Bl ant on.Seiquev ocêéumamul her moder naepodef azersexoondequi ser . ” “ At énaacademi a? ” , per gunt o.“ At éna academi a. ” Douobot e.“ Eondeexat ament e?Fal andosér i o…nãoéum l ugar nem um pouco pr i v at i v o.Só consi go pensarno banhei r o,mas ni nguém…” Eumei nt er r ompoquandoel et ent asegur aruma car et a.“ Não! ” , excl amo, hor r or i zada.“ Vocêt r ansano banhei r o? ” “ Conf i aem mi m, nãoét ãoesqui si t ooui ncomum quant ov ocê pensa. ”“ Mas…” El ef azquenãocom acabeça.“ Sem chance.A gent econv er sa sobr ei ssodepoi s.Vait r abal har .Possoexpl i carospr óseoscont r as dosexonaacademi adepoi s.Sev ocêf orboazi nha,at éensi nocomo


f azernochuv ei r o. ” “ Ai , meuDeus” , mur mur o, abr i ndoapor t adocar r o.“ Apost oquev ocê t em


mi coseenem sabe. ” El ef azum gest oi mpaci ent epar aeuf echarapor t a.Obedeço,j á v i r andopar aapor t adopr édi o.Pegomeucr acháeouçoBenar r ancar com ocar r o. Mi nut osdepoi s, est ousent adaem meucubí cul o, com ament ei ndo em duasdi r eçõesdi f er ent es,ai ndaquenenhumadel assej aada apr esent açãoquepr eci sof azerem quar ent ami nut os. Em v ezdi sso,est oupr eocupadacom asl ogí st i casdosexona academi aet ent andomeacost umarcom of at odequeest ounomeu segundodi adesol t ei r a, enãoporescol hapr ópr i a. Umal oi r aal t aemagr aapar ecenocubí cul ocom um copi nhona mão.“ Caf é.Pormi nhacont a. ” “ Nãopr eci sav a” , di go, acei t andodebom gr adoocaf ébem mai sou menosquef i cadi sponí v elpar at odos.Est endoamãoeel apõedoi s pot i nhosdecr emeeum env el opi nhodeaçúcaral i . “ Vocêédasmi nhas,Bowman” ,di go,acr escent andoocr emeeo açúcarna caneca de bol i nhas l i nda que Lance me deu quando conseguioempr ego.Porum i nst ant e,f i coem dúv i dasedev oj ogara canecanol i xo,masum pénabundaéobast ant epar amacul arum ar t i godaKat eSpade? Despej oocr emeem ci madocaf éeenf i m mev i r opar aLor i ,que est áv endoal gumacoi sanocel ul ar ,acost umadademai sàmi nha r ot i namat i nal par aper dert empool hando. Nãosomosapenascol egasdet r abal ho.Lor iémi nhaami gade v er dade,eumapessoabem l egal .Mei oesquent ada,massempr ea pr i mei r aaof er ecerum abr açoquandoal guém saideumar euni ão com ochef ecom manchasdesuorenor mesdebai xodosbr aços. “ Hã.Acabeide per ceberque est ou com um pr obl ema sér i o” , coment ocom el a, dandoum gol enocaf é. “ Hã? ” , el adi z, er guendoosol hosda t el a.Apont opar aacami sa. “ Desodor ant e. ” “ Vocêdev er i acompr aroquenãodei xamancha. ”


“ Poi sé,f oiessemesmoqueeupassei .Pel oj ei t onãof unci ona. Lembr a que na semana passada eu t ambém f i queicom umas manchasr i dí cul asdebai xodobr aço? ” “ Vaiv erv ocêt i nhaesqueci dodepassardesodor ant enaquel edi a” , Lor i r esponde. Apont opar ael a.“ Est áv endo?Édi ssoqueest ouf al ando.Ouo desodor ant esuj at odaacami sa, ounãof azef ei t o, oueumeesqueço depassar .Éum pr obl emasér i o. ” Lor i f i cameol handoenquant odáum gol eem seucaf é.El abebedo copi nhodescar t áv elmesmo,por quenãoéesqui si t aapont odet er suapr ópr i acaneca. “ Vamoscom cal ma, Par ks, por queésegundademanhãeont em eu passeium poucodacont anosdr i nques…Quandof al a‘ desodor ant e’ , v ocêest ár eal ment ef al andodoseudesodor ant e?Ouéum códi go par aout r acoi sa? ” Eudesmor ono.“ Lanceeeut er mi namos. ” Osol hosdel asear r egal am.“ Não .Vocêsdoi ser am,t i po… ou par eci am ser , t i po…não. ” “ Poi sé. ” “ Par ks. ”El asol t aum suspi r oeest endeobr açopar amef azerum caf uné, comoseeuf osseum cachor r o, masat équeégost oso.Nãoé àt oaqueoscachor r oscur t em. “ Oqueacont eceu? ” , el aper gunt a. Engul oem secoeol hopar ameucaf é.Jáper cebeucomoàsv ezes agent ecomeçaachor arnoexat omoment oem quet ent af al ar ? Ent ão. Lor ient endet udonahor a.“ Esquece.Depoi sdar euni ãov ocêf al a. Osol hosv er mel hoseamaqui agem bor r adai am est r agaressev i sual i ncr í v el . ” Assi nt o. “ Vamosconv er sarsobr eout r acoi sa” ,el asuger e.“ Quet al …ocar a


com quem eusaínasext a? ” Eumeagar r oàmudançadeassunt o.“ Oquef ezasr eser v asnoEl


Gaucho? ” Lor ieeuest áv amosmar av i l hadascom of at odequeocar acom quem el ai asai ràscegasi al ev ál aaumadaschur r ascar i asmai s car asdaci dade—t al v ezamai scar a.El aest av aansi osaf azi adi as, e passamosum t empoabsur dament el ongopl anej andoseuv i sual . “ Poi sé” ,el adi z,esent asobr emi nhamesa.“ Essemesmo.Escut a só.El e‘ esqueceu’ acar t ei r a. ” Fi codequei xocaí do.“ Nãobr i nca. ” “ I ssomesmo.Esó‘ per cebeu’depoi sdecomerum Tbonecom l agost adeacompanhament o. ” Lev oamãoàbocapar asegur aror i so.“ Oquev ocêf ez? ” El asol t aum suspi r odr amát i co.“ Oqueeupodi af azer ?Paguei a cont a. Achoquemeucar t ãodecr édi t ol i t er al ment et r emeuaopassarna máqui na. ”“ Achaqueel ef ezdepr opósi t o? ” Lor iencol heosombr os.“ Seil á.El epedi umi ldescul pas,f al ouum mi l hãodev ezesqueda‘ pr óxi mav ez’i amepagar ,maseuéquenão v ousai rcom el edenov o.Éum car al egal ,t i r andoapar t edacar t ei r a, masnar eal nãosent i nada. ” Sol t oum gr unhi do.“ Vocênãoest ámedei xandomui t oani madapr a v ol t arasai r . ” “ Nãov oument i rpr av ocê, Bl ant on.Andadi f í ci l .Det est oseragar ot a quequerar r umarum namor ado,masnãot enhoum r el aci onament o sér i ohámai sdeum ano.Est ousent i ndof al t a, sabe? ” Desv i oosol hos,eel adáum t apanapr ópr i at est a.“ Descul pa. Descul pa.Sour i dí cul a.Cer t o, chegadef al ardehomem.Vamosl ápr a sal a de r euni ões t ent aradi v i nharquant os coment ár i os passi v oagr essi v osEr y nv ai f azersobr eaapr esent ação. ” Umahor aemei adepoi s,aapr esent açãoest áf ei t a,mai sduas canecasdecaf éf or am consumi dase,apesardof at odeLor ieout r a ami ga( com quem f al eipel ocel ul arsobr eor ompi ment odur ant ea r essacahor r or osadeont em)


memandar em mensagenssem par ar , t ent andomedi st r ai rcom assunt osal eat ór i os, nãoconsi goev i t arospensament osr ui ns. Mas, est r anhament e, nãosãodot i po“ quef al t aLancemef az” . Tal v ezeusi nt ai ssodepoi s.Enãoest oupr eocupadacom meu or gul hof er i do, comonof i m desemana. Est ouépensandoem sexo. Meui nt er r ogat ór i ocom Bensobr esexonaacademi af oiem mai or par t ebr i ncadei r a, por quenãosoudot i poquet r ansanochuv ei r o—ou ondequerqueoBeneessesr at osdeacademi acost umam f azer—, não i mpor t a quant o eu gost e de v erum boni t ão com bar r i ga t anqui nho. Maseunãoest av abr i ncandosobr emi nhai nt ençãodei ràl ut a. Querdi zer ,nãopr et endot r ansarcom aci dadei nt ei r anem nadado t i po,massouumagar ot adev i nt eepoucosanoscom umal i bi do saudáv el . Eudev er i aest ar t r ansando.Euquer o f azeri sso. Sal v oapl ani l hapar aaqualest av aol handodesat ent aporqui nze mi nut osev ouat éocubí cul odeLor i , doout r ol adodoandar . “ Par ker ! ” Di mi nuoum poucoopassoemer epr eendoem si l ênci opornãot er f ei t oout r ocami nho. Abr oum sor r i si nhoepar odi ant edocubí cul odeEr y nGr andi ng. “ Eaí ? ”El adev eserumapessoal egal , t enhocer t ezadi sso. O pr obl emaéquequasenuncademonst r a.Pel omenosnãono t r abal ho.Écl ar oquesabeserum amorquandoconv ém,em ger al quandot em al guém dachef i aporper t o.Masàsv ezesf al aumas coi sas…Aúni car eaçãopossí v eléol harbem nacar adel aenquant o sei magi nasef oi i ssomesmoqueel aqui sdi zer . Er y nest ásent adaàmesa,por t ant oest oubem aci madel a,mas cost umaserassi m mesmoquandoest amosdepé.Nãoqueeusej a


par t i cul ar ment eal t a, masel amal chegaaum met r oemei o.


“ Eaí , comov ãoascoi sas? ” , Er y nper gunt a. “ Tudobem! ” , excl amo, esper andopaci ent ement epel ov er dadei r o mot i v odet ermepar ado. “ Fezum bom t r abal honaapr esent açãodehoj e” , el adi z, enr ol ando umamechadeseuscabel oscompr i dí ssi mosnodedo. “ Val eu. ”Começoar emexerospés, àesper ado “ mas” .“ Mas…” Aíest á. “ Sóacheiqueogr áf i cocom aspr oj eçõesdopr i mei r ot r i mest r e est av amei opequeno.Foidi f í ci ldel erl ádof undodasal a.Com cer t ezaMi chel l ef i coudecepci onada,j áquet i nhagent edadi r et or i a pr esent e. ” Mi chel l eénossachef e.Consi der andoquemedi ssequea apr esent açãof oi i mpecáv el , nãof i conem um poucopr eocupada. “ Esper oquev ocênãomeent endamal ” , Er y nconcl ui . “ Ah, dej ei t onenhum, émui t ol egaldasuapar t emeav i sar ” , di go, j á começandoameaf ast ar .“ E,j áqueest amosf al andoaber t ament ee sem r essent i ment os,quet alsent arl ánaf r ent edapr óxi mav ez ? Tal v ezv ocêsóest ej af i candomei omí ope. ” Vouembor aant esqueel adêal gumar espost apassi v oagr essi v a. Lor i est ánot el ef onecom um f or necedor , ent ãomesent oem sua mesaef i coesper ando. “ Agent edev er i asai rhoj eànoi t e” , di goassi m queel a desl i ga.Suassobr ancel hasl oi r asseer guem.“ É segundaf ei r a. ” “ Edesdequandoi ssoépr obl emapr av ocê? ” “ Opr obl emanãosoueu.Év ocêquecost umai rpr acamaàsnov eda noi t ecom um copodechocol at equent enosdi asdesemana. ” Lev ant oodedo.“ Anamor adadoLancenãosaí adur ant easemana. Masmi nhav er sãosol t ei r aador ar i ai rt omarunsdr i nques. ” “ Podecont arcomi go” , di zLor i , com um t om l i gei r ament ecaut el oso.


“ Tem al gum obj et i v oem ment e? ”


“ Conhecerunscar as” , r espondo, bat endodel ev ecom ossal t osna mesadel a. “ Car amba, anov aPar kernãoper det empo” , el acoment acom t om deapr ov ação. Nov aPar ker.Gost ei . “ Mas…” ,el acont i nua,bat ucandodel ev enomeuj oel ho.“ Vocênão v aiquer erent r ardecabeçaem out r or el aci onament o,né?Pr eci sade um t empopr av ocê. ” “ Nãosepr eocupa.Mi nhasv ont adessãomai s…car nai s. ” Osol hosazui sdel asear r egal am.“ Vocêsóest áquer endot r ansar ? ” “ Com cer t eza.Bom,em al gum moment o” ,acr escent o.“ Est ouf or a dessej ogoháum t empi nho.Achoquev oupr eci sardeum poucode t r ei nopr al embr arcomoé. ” “ Gar ot ascomonósnem pr eci sam j ogar .Ésópassarbat om eusar umabl usaj ust aquej ácomeçam ai mpl or arpr ai r mospr acasacom el es. ” Sor r i oaoouv i raf al t ademodést i adeLor i .Sempr emeconsi der ei no máxi moboni t i nha, masel aél i nda, esabedi sso. “ Quet al oWhi t ehal l Tav er n? ” , sugi r o. El acont or ceol ábi o, pensat i v a.“ Éum bom campode t r ei no. ”“ Campodet r ei no? ” , per gunt o, est r anhandoa def i ni ção. “ Ei , f oi v ocêquem di ssequepr eci sav apr at i car .Equem mel hordo queeupar aensi narv ocê? ” Douumar i sadi nha.“ Pensei quev ocêt i v essedi t oqueest av aaf i m deum namor of i r me. ” “ Eest ou.Masi ssonãosi gni f i caqueeunãomev i r emui t obem. Podeconf i arem mi m, j ov em apr endi z . ” “ Éessaai dei a” , r espondo, descendodamesa.“ Às set e? ”“ Per f ei t o” , el ar esponde.“ Ei , Bent ambém v ai ? ” Euaencar o.“ Pensei queagent ej át i v essesuper adoessaf ase. ”


Lor i mel ançaum ol hari nocent e.“ Sóachei quet eropont odev i st a deum


car anãof ar i amal . ” “ Ent endi ” ,di go,em um t om sar cást i co.“ Et enhot odaai nt ençãode cont arcom aaj udadel et ambém.Massósev ocêmepr omet erque nãoest ámai si nt er essada. ” “ Nãoest oui nt er essadaem ni nguém. ” Lev ant oumasobr ancel ha,eel asol t aum gr unhi do.“ El eél i ndo, Par ks,sói sso.Vocênãoper cebeporcausadessel anceesqui si t ode nãov erum aoout r odessej ei t o,maspodeacr edi t ar .BenOl sené exat ament eot i podehomem quet odamul herpr eci sal ev arpr acama pel omenosumav eznav i da. ” Apont opar ael a.“ Não.Vocêpr eci sapr omet er .Nadadedarem ci madoBen. ” Lor if azum bi qui nhoquedeal gumaf or maf i caum char menel a. “ Masporquê? ” “ Por que,apesardoseupapo,seiqueest áaf i m decoi sasér i a” , di go, mant endoum t om dev ozsuav e.“ Eeuador ooBen, masel enão quernem saberdecompr omi sso. ” “ Vai v erai ndanãoencont r ouagar ot acer t a. ” “ Sem quer erof ender , masv ocênãoéapr i mei r aadi zer i sso. ”Lor i sol t aum suspi r o. “ Sónãoquer oquev ocêsof r a” , di go. “ Eseeusóqui serusaraquel ecor pi nhomar av i l hoso? ” “ Par a com i sso.E j á per cebiquev ocêexager a quando r idas pi adi nhasdel e.Est ánacar aqueest ái nt er essadamesmo,enãosó nosbr açosf or t esdel e. ” “ Mesmoassi m el enuncaf eznada” ,Lor idi z,bat endocom odedo nol ábi o.“ Ser áquenãof açoot i podel e? ” Rev i r oosol hos.Lor iéexat ament eot i podeBen.Edequal quer homem,al i ás.Masf i zomesmodi scur sopar ael e.Nãosóar espei t o deLor i ,masdet odasasgar ot asdequem soupr óxi ma.Éumadas r egr asdacasa:


Nadadedarem ci madasmi nhasami gas. Nãoqueeuachequet odasel asv ãosej ogarnosbr açosdeBenou coi sadot i po,masmor r odemedodeal goacont ecereeut erque assumi rum l ado.Eper derumaami zade. “ Àsset ehor as” , r epi t o, meaf ast andodocubí cul odel a.“ Possol ev ar Bensev ocêpr omet ernãof azernenhumagr aci nha. ” “ Pr omet o.Massópor quehoj eéumanoi t epr amol harsuacal ci nha, nãoami nha. ” “ Shhh! ” , f aço, ol handoaor edor . El aol hanaf r est adocubí cul o.“ Chr i s, v ocêest áaí ? ” Ni nguém r esponde, eLor i abr eum sor r i somal i ci osopar ami m.“ Vi u? El ef oial moçar .Nãot em ni nguém porper t opar aouv i rquesuas par t esí nt i masandam abandonadas. ” “ Agor av ouembor amesmo.Enadadef al ardasmi nhaspar t es í nt i masenquant oeunãot i v ert omadopel omenost r êsdr i nques. ” “ Tudobem.Maspõesuamel horcal ci nha! ” ,el agr i t aat r ásdemi m. “ Sóporgar ant i a! ” Eumeaf ast ocom um sor r i so.Comoanoi t edehoj eémai suma opor t uni dadepar av ol t araoj ogodoquedepar t i rpar aaação,t enho cer t ezadequeni nguém v ai v ermi nhacal ci nha. Mesmoassi m, omer of at odeessapossi bi l i dadeexi st i rj ámedei xa ar r epi ada.


6

BEN Em t eor i a,passarumasegundaf ei r aqual querem um barbacana com duasgat aséosonhodequal quercar a. . Mas,quandoumadel asémi nhamel horami ga,t ot al ment ef or ade quest ão,eaout r aéaami gadel a,quaseomesmo,acoi samudade f i gur a. Pr i nci pal ment e por que el asest ão v est i daspar a a ação,o que si gni f i caqueasmul her esquenãoest ãof or adosmeusl i mi t esna cer t av ãomant erdi st ânci a. Mesmoassi m,nãov oudei xarPar kersai rsozi nhacom essai dei a f i xadepegarhomem,sem chance.Ossor r i soseasr i sadasdel anão meenganam.Agar ot aacaboudesai rdeum r el aci onament odeanos. Est áf r agi l i zada. El apr eci sadeumanoi t ecomoessa.Euent endo.Quersel i v r arda sensaçãodet ersi dor ej ei t ada.Masest ásem pr át i ca, enãoseisev ai consegui ri dent i f i carosmai or esbabacas. Éaíqueeuent r o. Eseeuconsegui rl ev aral guém par acasanopr ocesso…éum bônus.“ Mai sumabebi da? ” , per gunt opar aasduas. “ Quet alaquel eal i ? ” , Par kerper gunt a, i gnor andooquef al eiedando mai sum gol enav odcat ôni ca.“ Odecami saazul . ” Si goseuol har .“ Éumacami saj eans.Ent ãonão. ” “ Concor docom oBen” ,Lor idi z.“ Cami saj eanssóf i cabem em caubói st exanos.Em Por t l and, nãoest ácom nada. ” “ Nãopossonem f al arcom ocar asópor quev ocêsnãogost ar am dacami sadel e? ” , Par kerpr ot est a.


“ Quet al aquel e? ” , Lor i apont a.“ Decami sapr et a, bem nami nha f r ent e. Ombr osl ar gos. ” Par kereeuv i r amosacabeçapar aol har . “ El ej áest áacompanhado” , Par ker r esponde.Lor i eeut r ocamosol har es, sem ent ender . “ Ar ui v acom quem el eest áf al andoéoquê? ” , Par keri nsi st e, ol handopar anóscomosef ôssemosdoi si di ot as. “ Ah, el esnãoest ãoj unt os” , Lor i expl i ca. Par kerf r anzeat est a, conf usa.“ Comov ocêsabe? ” “ El echegoucom osami gosl ogodepoi sdagent e” , Lor i escl ar ece, com t odaapaci ênci a. “ Ear ui v aj áest av aaqui ” , compl ement o. Par kerl ançaum ol harper pl exopar anós.“ Vocêsnot ar am t udoi sso? ” Lor i sei ncl i napar aaf r ent eedáum t api nhanamãodePar ker .“ Foi pori ssoquev ocêt r ouxeagent e. ” “ Pr aapr enderaper segui raspessoas?Quer oaj udapr aconhecer car as, nãopr aseragent edaCI A. ” “ Nãosãocoi sasmui t odi f er ent es” , av i so. Par kerme l ança um ol harat r av essado.“ Qualé? Já v iv ocê assi st i ndoaosf i l mesdoJasonBour nenãoseiquant asmi lv ezes. Dei x aessasuaf i xaçãoporespi õesf or adi sso. ” “ Não, el eest ácer t o” , di zLor i .“ Émei opar eci docom espi onagem mesmo. ” Abr oum sor r i socomoquem di z“ obr i gado,Lor i ” ,eel ar et r i bui ,me ol handonosol hos.Vi r oor ost o,par aPar kernãoper ceber .Lor ié mui t ogost osa,eem qual querout r asi t uaçãoj át er i at ent adoasor t e com el amesesat r ás. Mas,est r anhament e,consi goent enderporquePar kerf azt ant a quest ãodequeeunãomeenv ol v acom suasami gas.Em um mundo per f ei t o,Lor ieeupoder í amosnosapr oxi mar ,i rpar aacamaesegui r


cadaum seucami nho.


Mas, apesardoj ei t odequem nãoest ánem aí , ouçof al ardoscar as com quem Lor i sai at r av ésdePar ker . Sãoencont r osdev er dade, nãot r ansasal eat ór i asmot i v adas pel abebi da.Enãoéi ssoqueeuquer o.Dej ei t onenhum. “ Ent ãoesper aaí ” ,Par kerdi z,dandoout r ogol enabebi da.“ Est áme di zendoqueeudev er i aest ar …moni t or andool ugar ? ” “ Com cer t eza” ,r espondo,mant endo a expr essão mai s sér i a possí v el .“ Sempr ecom umaar manaci nt ur a. ” El aempur r aocopopar ami m.“ Cer t o,engr açadi nho.Rej ei t oseu sar casmo, masacei t oaof er t adebebi da.Lor i t ambém. ” “ Umav odcat ôni caeum JackDani el ’ scom cocazer osai ndo” , di go, l ev ant ando.“ Ah, ePar ker ?Vêseapr endeaqui comi go. ” I gnor oseuol harper pl exoemedi r i j oaobal cão,meposi ci onando del i ber adament edoout r ol adodar ui v aqueest áconv er sandocom o car adecami sapr et a. Aat endent enãomev ê,masnãot enhopr essa.Tenhoumal i çãoa darant es. Ocar adepr et oest áf al andosobr ef ut ebol amer i canonoouv i doda r ui v a.Gr andeer r o, car a. I ssosóf aci l i t ameut r abal ho.Fi coquasedesani mado.Fazum bom t empoquenãoencar oum desaf i odev er dade. Lev ant oamãopar achamaraat ençãodaat endent e.Um gest o i nút i l ,por quesuascost ast at uadasest ãov i r adaspar ami m enquant o pr epar aum dr i nqueel abor ado, oquesómef av or ece. Meucot ov el obat edel ev e— bem del ev emesmo— noombr oda r ui v aàmi nhadi r ei t a. Quandoel av i r a,mi nhamãoj áest át ocandoseuant ebr açoem um pedi dodedescul pas. “ Ah, descul pa” , di go, capr i chandonopedi do.Amai or i adoscar assó r esmungar i aal gumacoi sa,set ant o.Masesset i podedemonst r ação de


educaçãoj ámegar ant i uaat ençãodemai sdeumagar ot a. Meusdedossemant êm em seuant ebr açoquandoel av i r apar a mi m,com umaexpr essãodesur pr esanor ost o.Seur ost oébem agr adáv elt ambém.Euesper av aol hoscast anhosoucordemel ,mas sãoazui s.Osl ábi ossãochei os,eseucor poét ãoat r aent edef r ent e quant opar eci adecost as. “ Não t em pr obl ema” ,el ar esponde,e um sor r i so se desenha l ent ament eem seur ost o.É um sor r i so depr edador a,o queme desani ma, masnãoest ouat r ásdenadasér i o, ent ãot udobem. “ Mepagaumabebi daet udobem” , el asuger e. Poi sé.Euest av acer t o.Nadadedesaf i o.Masbel eza.Al i çãoque est out ent andoensi naraPar kernãopoder i asermai sf áci l . Émel horel aest arpr est andoat ençãoni sso. “ Achoj ust o” , r espondocom um sor r i so.“ Oquev ocêest ábebendo? ” El aempur r aumat açaquasev azi anami nhadi r eção.“ Vi nhobr anco. Qual querum.Nãosouexi gent e. ” “ Podedei xar ” ,euf al o,dandoumaol hadanocar adecami sapr et a, quesó agor apar eceent endero queest áacont ecendo:r oubeia gar ot acom quem el eest av at ent andoasor t e. “ O quev ocêest ábebendoaí ? ” ,per gunt o,par aameni zarogol pe. Nãosouum babacacompl et o.Al ém di sso,pr eci sodel eporper t o. Com um poucodesor t e,Lor iv aient enderoqueest ouf azendoedar um j ei t odef azerPar kercr uzarocami nhodocar a.Nãopor queeu quer oquemi nhaami gav ápar acasacom al guém quepar ecemor t o pordent r o, maspor queel adi ssequeest ápr eci sandopr at i car , eesse suj ei t oéi nof ensi v o. “ Hã, cer v ej a” , el er esponde. Pr eci someesf or çarpar anãof azerumacar et a.AWhi t ehal lTav er n t em bar r i scom mai sdev i nt et i posdecer v ej a,i ncl ui ndoal gumasde umas mi cr ocer v ej ar i as bem boas.“ Cer v ej a”não é uma def i ni ção mui t opr eci sa.Quandoest oupr est esaper gunt arseel equeral guma mar caem especi al ,um per f umebem f ami l i archamami nhaat enção.


Par kerusaChanel Chance.Sei


di ssopor quedouum depr esent epar ael at odoNat al .Saibem car o, mas é uma si t uação em que t odos ganham,por que el af i ca f el i cí ssi mat odasasv ezeseeunãopr eci somedesgast arpensando nopr esent e. Quandov i r o, encont r oPar kerol handopar ami m com umaexpr essão af l i t a. El aapont apar aoscoposnami nhaf r ent e.“ Vocêesqueceunossas bebi das. ”“ Nãoesqueci ,não” ,r espondo,l ançandopar ael aum ol harchei ode si gni f i cado. Par keri ncl i naacabeça, conf usa, cl ar ament eent endendoqueest ou t ent andodi zeral gumacoi sa, massem compr eenderoquê. Deusdocéu.Ol hoaor edoràpr ocur adeLor i , eaencont r onamesa ondeest áv amos,conv er sandocom um hi pst er .Quebel aaj udant e. Est ouporcont apr ópr i a. “ Par ker , est aéa…” Vi r opar aar ui v a, apr ov ei t andoaopor t uni dadepar adescobr i rseu nome.“ Ter r i ” , el adi z, caut el osa, medi ndoPar kerdeci maabai xo.É pori ssoque nãodouem ci madeni nguém quandoel aest áporper t o.Par ker espant aaconcor r ênci a.Est ápar t i cul ar ment eboni t ahoj e,com uma cal çaj eanseumacami set abr ancaquedev er i aseri nof ensi v a,mas f i caper f ei t anel a.Seuscabel osest ãopr esosem um r abodecav al o, mas não de qual querj ei t o:um daquel es bem capr i chados,sem nenhum f i osol t o. “ Par ker ” ,el aseapr esent a,est endendoamão.Tor çopar aqueo sor r i sosi mpát i codel adei xeTer r imai sàv ont ade, masar ui v aest r ei t a osol hos, ecomeçoamel ament arment al ment e. “ Mi nhapr i ma” , compl et o. Não ol ho par a Par ker ,mas si nt o que me r epr ov a.El a det est a quandomi nt o, eeumesmonãocur t omui t o.Mashoj epr eci so, por que


ar ui v acl ar ament eaconsi der aumaconcor r ent e. Ter r isor r iaoouv i rmi nha( f al sa)r ev el ação,oqueébom,masa mel horpar t eéqueobobal hãodecami sapr et apar eceper cebera mov i ment ação.Seu ol harse v ol t a par a Par ker ,com a mesma expr essãoi nqui si dor acom que


est av aav al i andoTer r i , mascom um i nt er esser enov ado.El eabr eum sor r i si nhoquemedei xat enso, masseéi ssoquePar kerquer … Pi gar r ei obem al t oant esdev i r ardenov opar aobal cão,agor a f azendoquest ãodechamaraat ençãodaat endent e.Pr eci sodeuma bebi da. Ci ncomi nut osdepoi s,t udoj áchegou,ePar kerpel oj ei t osacou meupl ano,por queest ádebr uçadasobr eobal cão,com oscot ov el os apoi adosnamadei r a,r i ndodeal gumacoi saqueocar adepr et oest á f al ando.O car apar ecebem sem gr aça,masor i sodel anãosoa f or çado.Conheçobem ar i sadaf i ngi dadePar ker . Dami nhapar t e,est out ent andoengr enarumaconv er sacom Ter r i . El apar ecei nt el i gent e,aachol egal ,masper cooi nt er essequando per ceboqueel aémei o…cr uel .Soucapazdei gnor armui t asf al hasde car át erem t r ocadeumaboaapar ênci a,pel omenosporumanoi t e, masoscoment ár i osmal dososdel asãobem cansat i v os. “ Nãoseioqueel esquer em queeuf aça” ,Ter r iest ádi zendo.“ Ti po, usarmeusdi asdef ol gapr al ev arebuscarmeuav ôem nov emi l hões deconsul t asmédi cas?Esedi ssernãoeusouadesnat ur ada,né? Mi nhamãequasemeengol i uof í gadoquandosuger i chamarum t áxi . ” “ É…” ,r espondo,sem quer ermecompr omet er ,malsabendodoque est amosf al ando.Par eceal gumacoi sasobr eadoençadegener at i v a doav ô, queest ámobi l i zandoaf amí l i at odaem um r odí zi o. Al goquepel oj ei t onãoagr adouTer r i nem um pouco. Par ami m éi nev i t áv el pensarem quandoamãedePar kerr ecebeuo di agnóst i codecâncerdemama.El al ar gout udopar aacompanhara qui mi ot er api aeost er r í v ei sef ei t oscol at er ai sdepoi sdassessões. At éeui av i si t ar . Asr a.Bl ant onset or noupr at i cament eumasegundamãepar ami m dur ant eaf acul dade,j áquemi nhaf amí l i amor av adoout r ol adodo paí s.Eumov i amundosef undospar aest arpr esent enast ar desem queel asesent i af r acaeenj oada, v endor epr i sessem f i m deGi l l i gan’ s I sl andnosof á, ouqual quer


coi sadequeest i v esseaf i m nodi a. Mi nhaat ençãosedesv i apar aTer r iout r av ezquandov ej oocar ade pr et o, quesechamaTad, pôramãonaci nt ur adePar ker . Boa, gar ot a. El a pode t er pr eci sado de um empur r ãozi nho i ni ci al ,mas cl ar ament esabeoquef azerpar amant eraat ençãodocar a.Masnão épossí v el queest ej apensandoem… Ent ãoper ceboquedáumasespi adasdi scr et asnami nhadi r eção. Quandonossosol har essecr uzam, el aar r egal aosol hosdel ev e. Me esf or ço par a cont erum sor r i so.Cer t o,ent ão el a pr eci sa apr enderai ni ci arocont at oeasedesv enci l harcom el egânci a.Est ou r epassandonacabeçami nhal ongal i st adej ust i f i cat i v asi nf al í v ei s quandoLor i apar ecenanossaf r ent e. “ Descul paserapor t ador adasmásnot í ci as, Bl ant on, massãoonze hor as” , el adi z, apont andocom opol egarpar aapor t a. “ Edaí ? ” , Ter r ir et r uca, mal humor ada, medi ndoLor ideci maabai xo assi m comof ezcom Par ker . Lor imalaol ha,seconcent r andonoapar ent ement eper pl exoTad. “ Par kere eu f i zemos um t r at o.I rpar a casa às onze,par a não sof r er mosnar euni ãoquet emosàsoi t odamanhã. ” Par kerf r anzeonar i zporum i nst ant e.Desconf i oqueest ápr est esa di zerqueel asnãot êm umar euni ãoamanhãàsoi t o.Et enhocer t eza dequeabat i daem r et i r adaàsonz enãof oidi scut i dapr ev i ament e. MasTer r i eTadnãopr eci sam saberdi sso. Eu me af ast o do bal cão.“ Cer t o,ent ão bel eza” ,di go,t i r ando al gumasnot asdacar t ei r apar adei xardegor j et apar aaat endent e. “ Mas,dapr óxi mav ezquemet i r ar em decasa,f açam i ssonuma sext a” , compl ement ocom umapi scadi nhapar aTer r i . El af r anzeat est a.“ Vocêv ai embor a? ” Doudeombr os.“ Souomot or i st ada v ez. ”


Lor idáumar i sadi nhadedeboche,masest ouf al andosér i o.Par ker eeumor amosadezmi nut osdecami nhadadobar ,eLor iaqui nze. Não v oudei xarasduasi r em sozi nhas,apesardeserumanoi t e t r anqui l adesegundanaj át r anqui l aci dadedePor t l and. Lor idáaPar kerunst r i nt asegundospar asedespedi rdeTadant es deapegarpel obr aço.“ Pr eci samosi r . ” Dol adodef or adobar , Par kerdet ém opassoenosencar a.“ Esper a aí , oquef oi i sso?Agent ej áv ai ? ” “ Você f al ou que quer i a pr at i car ” ,Lor ir esponde,encol hendo os ombr os.“ Jáf ezi sso. ” “ Poi sé, mas…” “ Sem chance que v ocê i a pr a casa com aquel e car a” ,di go, segur andoPar kerpel oombr oquandoel asedesequi l i br al ev ement e sobr eossal t os. “ Eusei ,mas…não,eunãoquer i amesmo” ,el adi z.“ El epassouo t empot odof al andodef ut ebolamer i cano.Masev ocês?Nãoquer o queanoi t edet odomundosej aum f i ascopormi nhacausa. ” “ Ei ,nãof oium f i asco” ,Lor ir esponde,abr i ndoum sor r i soaopegar um car t ãodev i si t asemost r arpar aPar ker .“ Pegueiot el ef onedeum car aqueésóci odaquel er est aur ant emexi canonov onar uaDoze. ” “ Cl ar oquev ocêsedeubem” ,Par kerdi zcom um suspi r oant esde sev i r arpar ami m.“ Ev ocê?Aquel ar ui v aest av adandoomai ormol e. ” “ Ah,Par ks” ,di go,passandoobr açosobr eseuombr oeapux ando nadi r eçãodecasa.“ Eusei . ” “ Mas…v ocêger al ment e…” Repr oduzi ndoomov i ment odeLor i ,t i r odobol soum guar danapo com um númer odet el ef one. Par kerf i caol handocom car adequem nãoent endeunada.“ Como? Quando? ” “ El aenf i ounomeubol soquandoagent eest av asai ndo” ,expl i co. Guar dooguar danapo,apesardenãot eramenori nt ençãodel i gar par aachat ada


Ter r i . “ Tenhomui t ooqueapr ender ” , Par kercoment acom um suspi r o. “ Épr ai ssoqueagent eest áaqui ” , r espondo.“ Logomai sv ocêv ai ser umav er sãof emi ni nademi m.Sónãot ãoboni t a. ” El amedáum soconobr aço, eabr oum sor r i so. Mas, enquant oacompanhoasduasat ésuascasas, nãoconsi go af ast arum pensament odosmai sest r anhosei ncômodos. Eunãoquer oquePar kerset or neumav er sãof emi ni nademi m.


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PARKER Um anoemei oat r ás,mi nhamãemel i gounumaquar t af ei r aeme per gunt ouseeuquer i ai rt omarum caf écom el a. Er aum conv i t ei ncomum.Nãoqueeunãogost edecaf éouda mi nhamãe.Mas,al ém dev i v erem um bai r r odi st ant edocent r o,el a t ambém t r abal hal á, comopr of essor adeci ênci asdoensi nomédi o. Ent ãonãohav i anenhumar az ãopar av i rat éaci dadeem uma quar t af ei r aqual quer ,masporal gum mot i v oi ssonãomeacendeu nenhum si nal deal er t a. Dev er i at er . El aest av acom câncer . Fi camossent adasnaquel ecaf édur ant eduashor as,mas,quando saí mos, aquel aúni capal av r ar ev er ber av anami nhament e. Mai st ar de, bem mai st ar de, eupensar i anosdet al hes. Nódul o.Est ági ot r ês.Qui mi ot er api a.Radi ação.Mast ect omi a. Pr ognóst i co. Todaspal av r ashor r í v ei s,der i v adasdaquel eúni cot er modest r ut i v o quecomeçav acom “ c” . O mêssegui nt ef oipéssi mo,comoser i adeesper ar .Euchor av a. Mui t o.Par api or ar ,meupait ambém.Mi nhamãenão,oquesóser v i a par at or nart udoai ndamai saf l i t i v o, por queer ael aqueest av adoent e, eaguent av abem mai sf i r mequeagent e. Mamãe per deu os cabel os.Fi cou enj oada e f r agi l i zada,mas mant ev eaf or çament al .Eui av i si t ál apel omenost r êsv ezespor semana, namai or i adasv ezesmai s, enem nospi or esdi asel adei xou demer ecebercom um sor r i so.


Euqui sr asparacabeçaem sol i dar i edade,masel anãopodi anem meouv i rf al arar espei t o.Foidel aqueeupuxeioscabel osescur os, gr ossoseondul ados,ef oiel aquef ezquest ãodequeeumant i v esse osmeuscompr i dos, par asel embr ardosdel aenquant onãocr esci am. Dur ant emui t asnoi t essóf i cáv amossent adasem si l ênci onasal a com umacanecadechá,ouv i ndosuascant or asdej azzf av or i t as enquant of azi at r ançasnosmeuscabel os— eunochão,el anosof á, usandoumadesuasv ár i asechar pesdecor esv i v aspar aescondero cour ocabel udo. Acoi sapi or ouant esdemel hor ar .Nasconsul t asmédi cas,sempr e mui t osombr i as,ospr ognóst i cosapont av am um f i odeesper ançae nadaal ém di sso.Umamast ect omi adupl aem queseussei osser i am subst i t uí dosporpr ót esesquef ar i am par ecerquet udoest av anor mal , quandonãoest av a. Eent ão… Eent ãomi nhamãemel hor ou. Est áem r emi ssãoháci ncomeses.Porsert ãochei adev i da, par ece queopi orf i coupar at r ásháci ncoanos. Seuscabel osai ndaest ãocur t os, masboni t os.Seucor poest ámai s f or t eacadadi a.Tant oquev amosencar arumacor r i dadeci nco qui l ômet r osj unt asnomêsquev em —um ev ent opel ot r at ament odo câncerdemama,em queel av aiusaror gul hosament eum br oche i ndi candoqueéumasobr ev i v ent e. Eunãopoder i aest armai sor gul hosa. Dur ant eospi or esmoment osdadoençadel a,sempr esoubeque não est av a sozi nha,mas t i v e que me esf or çarpar a não acabar desmor onando.Quandochor av a, er at ar dedanoi t e, sem ni nguém por per t o.Nem Lancenem Ben—apesardeque,comodi v i di mosacasa, el esabi aqueeuest av achor ando.Eeusabi aqueel esabi a, por queàs v ezesoencont r av ador mi ndonapor t adomeuquar t opel amanhã, comoset i v essemont adoacampament ol ápar amepr ot egerem meu sof r i ment o.


NãoqueLancenãot enhasi doexempl ar .El ef i coudomeul adoo t empot odo.


Masf oi Benquem sof r euj unt ocomi go. El esent i uadoençanapel e, comosemi nhamãeemeupaif ossem seuspai st ambém. Jáencont r eiospai sdeBenumapor ção dev ezes.Em v i si t as dur ant eaf acul dade, naf or mat ur a, ecoi sasdot i po.At épassei um f i m desemananacasadopaidel edur ant easf ér i asdev er ão.El essão l egai s. Amãedel et ambém, doseuj ei t ocont r ol adorei nt enso. Masmeuspai ssãoomáxi mo.Mi nhacasaer aol ugarondeas out r ascr i ançasquer i am i rf azerost r abal hos,ondeot i medev ôl ei quer i af azerasf est asdopi j ama.Nãopor queer am per mi ssi v os,mas por quef al av am comi go ecom meusami goscomo sef ôssemos pessoas, nãocr i anças. Enenhum dosmeusami gossebenef i ci out ant odessej ei t odeser del esquant oBen.Desdeapr i mei r av ezem quef oicomi gopar acasa — dur ant eopr i mei r omêsdaf acul dade,par acomerdi r ei t oel av ar r oupa( al av ander i aer aapi ordomundo)—,Benseapegoubast ant e aosmeuspai s, ev i cev er sa. Souf i l haúni cae,apesardenuncat er em dadonenhumai ndi cação di sso,sempr et i v eai mpr essãodeque,set i v essem um f i l ho,meus pai sgost ar i am quef ossecomoBen. El enuncat ent apuxarosacodosdoi soucausarumaboai mpr essão. Eel esnunca,j amai s,v ãoadmi t i r— por que,comof al ei ,sãomui t o, mui t ol egai s—, mast enhocer t ezadequegost am mai sdeBenquede Lance. Sóum pouqui nho. Sempr ef or am mui t o si mpát i cos com meu namor ado quando í amosj ant arl á,masoj ei t odesencanadodomeupainãocombi nav a com o deLance,que,apesardebemi nt enci onado,er af or male r espei t osodemai scom mi nhamãe,quesempr epr ef er i usert r at ada sem cer i môni a. Pori sso, hoj eànoi t e, f açoumasur pr esapar a


meuspai s.Lev oBencomi go. “ Sér i omesmoquenãot em pr obl ema? ” ,el eper gunt apel av i gési ma v ez, quandoest aci onomeuPr i usnaent r adadacasadosmeuspai s.


“ Na v er dade,t em” ,r espondo,f azendo uma car at r i st e.“ Pode esper arnocar r o? ” “ Vocêsabedoqueest ouf al ando” ,el edi z,pegandoagar r af ade v i nhoquecompr amoseabr i ndoapor t adocar r o.“ Ger al ment eéo Lancequemar capr esençanosj ant ar esem f amí l i a. ” Fi co i móv ele l anço um ol harde sur pr esa.Seu t om não f oi exat ament e despei t ado,mas… si nt o al guma coi sa no ar ,e pel a pr i mei r av ezmeper gunt o seBennão sesent i udei xado del ado quandoascoi sascom Lancecomeçar am af i carsér i asepasseia l ev ál oàcasadosmeuspai s. Naépocadaf acul dade, eusempr el ev av aBenquandoi apar acasa, mas, depoi sdaf or mat ur a, Lanceeeuf omosnosapr oxi mandomai s, e el ef oi subst i t uí do.Af i nal , er ameunamor ado. “ Você sabe que sempr ef oibemv i ndo par av i rcom a gent e” , r espondo, f echandoapor t adocar r o. “ Ah, si m, t er i asi doomáxi mo.Sent adonobancodet r ás.Espr emi do nacadei r aext r acol ocadanamesa. ” “ Vocêsempr ev i nhaquandomi nhamãeest av adoent e” , r et r uco. Eer av er dade.MeuamorporBenchegouaoaugequandoel ese of er eceu —não, i nsi st i u—par ameaj udaracui dardami nhamãedepoi sdas sessõesdequi mi ot er api a. “ Cl ar o,por queoLancel otnãov i nha” ,el edi z,abr i ndoum sor r i so engr açadi nho. Douum bel i scãoem seubr açoenquant ol i mpamosospésno capacho,oquequasequebr ami nhasunhas,por queel eémúscul o pur o. Bensabequeodei oquandochamaLancedeLancel ot. “ Chegamos” ,gr i t o,ar r ancandoossapat osassi m queent r amose t omandoocami nhodacozi nhaem segui da. “ Quer i da! ” , mi nha mãe excl ama, par ecendo par t i cul ar ment e r adi ant ecom umabl usav er dedegol ar ul êecal çaj eans.


Seuabr açoÊcal or osoecar i nhosocomosempr e, masoquer eser v a aBen


par eceai ndamai s. Rev i r oosol hosenquant oosdoi sseagar r am comoami gosque nãosev eem hásécul osev oupar aasal adeest ar , ondemeupaiest á sent ado na bei r ada da pol t r ona de cour o.Dev et ercomeçado a l ev ant arquandomeouv i uchegar ,masacabouat r aí dodev ol t apel o j ogo. “ Não.Nãonãonãonão, I SSO! I sso! ” Ol hopar aaTV.Bei sebol .Bl er gh. Douum bei j onacabeçadomeupaieesper opaci ent ement equea j ogadaqueof ezv i br arsej aconf i r madapel aar bi t r agem.El eador a espor t es.Não como car as em ger alador am espor t e.Meu pai r eal ment eamabei sebol ,f ut ebolamer i cano,basquet e,t êni s,gol f e,o quef or . El ej ogout odososespor t espossí v ei snocol égi o,ebei sebolna uni v er si dade.Éi ncr i v el ment eat l ét i co,masnadadi ssof oit r ansmi t i do par asuaúni caf i l ha. Masseuamorpormi m émai orquepel osespor t es.Seidi sso por queel eabai xaov ol umedaTV el ev ant apar amedarum abr aço aper t adoedemor ado,apesardet ercoi sasi mpor t ant esr ol andona t el al ogoat r ás. “ Tudobem com v ocê? ” , el eper gunt a bai xi nho.Façoquesi m com acabeça. “ Mamãej ácont ou. ” Meupaieeut emosumaót i mar el ação, mas, nahor adecomuni car àf amí l i aquel ev eium pénabundadeLance,opt eipel ami nhamãe, queéum poucomel horem darconsel hossobr er el aci onament os. El eacar i ci ameubr aço.“ Rompi ment ossãodi f í cei s, maser a i nev i t áv el . ”“ Eusei ” , r espondo, apesardenãoest art ot al ment e conv enci dadi sso. Fazumasemanaemei aqueLancemedi spensou,eav er dadeé queest oumesent i ndopi or ,nãomel hor .Super eiar ai v ae,dur ant ea mai orpar t e do t empo,os acessos de chor o,mas o v azi o… a saudade…cont i nuam aqui .


“ Ji mbo! â€? Ben ent r a na sal a e os doi s se cumpr i ment am com o punho f echado,comocost umam f azer .Em segui daBensej oganosof ĂĄe pegaocont r ol epar a


aument araTV.“ Por r a.Oj ogoest ádur o. ” Osol hosdomeupaisei l umi nam,mas,noúl t i moi nst ant e,el eos v ol t apar ami m. Abr oum sor r i soef açoum gest oi ndi candoquev oupar aacozi nha. “ Fi quem àv ont adeaí .Voumat arum v i nhocom mamãeenquant o f al amosmal doshomens. ” “ Medei xadef or adasual i st a! ” ,Bengr i t apar ami m.“ Nãoesqueça quem f oi quet i r ouseuscabel osnoj ent osdor al odabanhei r ahoj e! ” Est i coacabeçadev ol t apar aasal a.“ Nãov ouesquecer .Ev ocênão esqueçaquem l av asuar oupaequaset odaal ouça,compr aaquel a pr ot eí naem póhor r or osaesel i v r oudaúl t i magar ot aquenãoi a embor a…” Benaument aov ol umedoj ogoaum ní v eldeest our arost í mpanos. Abr oum sor r i so, por quesei queacer t ei em chei o. Mas,par adi zerav er dade,nãomei ncomododecui dardacasa. Admi t oqueat équet enhoum pouqui nhodemani adel i mpeza. Quandov ol t oàcozi nha,mi nhamãeest áser v i ndosauv i gnonbl anc par anósduas. Par ami nhasur pr esa,el aapont acom acabeçapar aasal ade v i si t asnaf r ent edacasa— um cômodoque,comoamai or i adas f amí l i as,sóusamosnoNat ale…nuncamai s.Em ger alconv er samos nacozi nhaenquant oel apr epar aacomi daeeuf i nj oaj udar . “ Asenchi l adasest ãonof or noeasal adaest ápr ont a” ,el aexpl i ca. “ Al ém di sso,quer o queal guém quesai baapr eci arasal mof adas nov asquecompr eiasv ej a.Omáxi moqueseupaiconsegui udi z erf oi ‘ Sãocor der osa’ . ” Vamosj unt asat éasal a.“ Queabsur do!El assãocl ar ament e cer ej a. ”Mi nhamãeer gueat açapar ami m.“ Fi nal ment e! Obr i gada. ” Douumaboaol hadanel aenquant onossent amosnaspol t r onas, umanaf r ent edaout r a,masdi scr et ament e,sabendodoesf or çoque v em f azendopar adei xaradoençapar at r ás.El aest áót i ma. “ Ent ão” , mi nhamãecomeçaassi m quedouum gol enov i nho.“ El e


l i gou? ”


Façoquenãocom acabeça,ci ent edequeest áf al andodeLance. “ Nada.Nem mesmoumamí ser amensagem desdeanoi t eem queme deuum pénabunda. ” Mi nhamãecont or ceosl ábi os.“ Achoquenãoét ãor ui m assi m.Um r ompi ment odef i ni t i v opr ov av el ment eémel horqueum dr amal hão l ongoear r ast ado. ” “ Foioqueeupensei ! ” ,excl amo,mei ncl i nandopar aaf r ent e.“ Mas i ssov al eem t eor i a.Nav er dadeest áf azendocom queeumesi nt a mei o…descar t áv el .ComooLanceconseguet i r ar ,t i po,ci ncoanosde r el aci onament odacabeçaassi m? ”Est al oosdedos. El adáum gol edev i nhoemeencar a.“ Sent ef al t a del e? ”Ol hopar ami nhat aça.“ Si nt of al t ade…Si nt o. ” Masmeut om ébem mor no, eel al ev ant aassobr ancel has.“ Tal v ez v ocêsi nt amai sf al t adeest arem um r el aci onament odoquedo pr ópr i oLance. ” Rooaunha.“ Hã, mai soumenos…” El amel ançaum ol hari nt r i gado,eent endoporquê.Conv er samos sobr et udo, masagor aest ouv i si v el ment esem j ei t o. “ Si nt of al t adosexo” ,di gol ogodeumav ez ,l ançandoum ol har f r enét i copar aaent r adadasal aaf i m demecer t i f i cardequemeupai ai ndaest áem seupar aí soespor t i v ocom Ben. “ Ah” , el adi z, ser ecost andonapol t r ona. Par ameual í v i o, par eceapenascompr eensi v a, enãosem gr aça.El a éamel hor . Ent ãof r anzeosl ábi os.“ Lance…Est av ar ui m?Com el e? ” “ Nav er dade, não” , r espondo, ent endendomui t obem aper gunt a.“ É queacoi saf i cou,hã…menosf r equent enosúl t i most empos.Acho queeudev er i at erv i st oi ssocomoum si naldeal er t a.Masandei pensando.Souj ov em, saudáv el esóquer o…” “ Tr ansar ” , el acompl et a. Douum gol enov i nho.Um bel ogol e.“ É.Agor amepr omet equenão


v ai


l i garpr at odasassuasami gasamanhãpr acont arquesuaf i l haéuma t ar ada” , di goem t om debr i ncadei r a. El asor r i .“ Nomáxi mo, eui amegabardeserumamãet ãoi ncr í v ela pont odeconsegui r most eressaconv er sa. ” “ Vocêémesmoomáxi mo” ,compl ement o.“ E,sendoassi m,dev e t erumapí l ul adesabedor i aguar dadadi zendoqueol adof í si conãoé t udonum r el aci onament oequepr eci sosegur araondaat éocar a cer t oapar ecer . ” “ Dej ei t onenhum” ,el ar esponde,sacudi ndoacabeça.“ Nuncadi r i a esset i podecoi sa.Vi v i osanos1970eabr aceioespí r i t odaépocaem t odosossent i dos. ”Nãoconsi goev i t arumacar et a,eel aabr eum sor r i somal i ci oso.“ Masest ouv endoquev ocênãoét ãomoder na quant oeu. ” “ Não mesmo” ,mur mur o,com a t aça na boca.Não consi go r el aci onarmi nhamãeaamorl i v r eecoi sasdot i po.Nossa. “ Nãosepr eocupa.Vout epoupardosmeusdi asdegl ór i aem Ber kel ey ” ,el acont i nua.“ Masumacoi saeupossodi zer ,com basena mi nhaexper i ênci a… seucor ação não pr eci saest arcompr omet i do par av ocê,hã,sedi v er t i r .Masv aicur t i rmui t omai ssepel omenos gost ardapessoa. ” “ Ent ão,esseéopr obl ema” ,r espondo,escor r egandopar aabei r ada doassent o.“ Est ouper cor r endoosbar escom ami gosj áf azuma semana.Nãoqueest ej apr ocur andoqual querum,masquer osaber quai ssãoasopções.E…nossa!Quandov ej oum car aboni t o,depoi s dedoi smi nut osdeconv er saj áquer odarnopé. ” El aassent e.“ Quí mi caécomot odoor est onav i da.Quant omai s v ocêpr ocur a, mai sdi f í ci l f i caencont r ar . ” Af undonapol t r ona.“ Ét udooquev ocêt em adi zer ?Quev ai ser di f í ci l ? ”“ Nããão” , el ar esponde.“ Sóest oudi zendoquet al v ezest ej a pr ocur andoa coi saer r ada.Est áat r ásdemagnet i smoani mal quandodev er i abuscar umaconexãomai spr of unda. ” “ Magnet i smoani mal , mãe?Sér i o? ”


“ Vocêent endeuoqueeuqui sdi zer . ”El af azum gest ocom ocopo. “ Só


est out ent andof al arque…v ocêpodei rabar esesedi v er t i r ,como t odomundodasuai dade.Maséumagar ot aesper t a,oquesi gni f i ca que um cor po at r aent e e um r ost o boni t ot al v ez não sej am suf i ci ent es. ” “ Ót i mo” ,mur mur o.“ Ent ão só v ou consegui rsexo sat i sf at ór i o quandoencont r armi nhaal magêmea. ” El asor r i .“ Não,sóest oudi zendopar aencont r aral guém com quem possaconv er sar .Al guém queaf açar i r.Achoquev ocêv aidescobr i r queéi ssoqueconsi der amai sat r aent e. ” Sol t oum suspi r o.“ Ent ãoest ádi zendoquenãov ouconsegui rpegar um i di ot aqual quer ? ” Mi nhamãeabr eum sor r i so.“ Nuncaét ãosi mpl esassi m.Masse v ocêencont r arum quesej apar t i cul ar ment ebemdot ado…” “ MeuDeus!Par acom i sso! ” Ol hamospar aapor t aev emosBen,t ot al ment eper pl exo,t apando asor el hascom asmãos. El esacodeacabeça.“ Comonuncav ouconsegui resqueceroque escut ei , sómer est aumacoi saaf azer . ” Com uma expr essão sombr i a,el e si mul a um r ev ól v ercom o i ndi cadoreencost anat êmpor aant esdenosencar ar .“ Quer oque escr ev am nami nhal ápi dequesouum dessesbemdot ados.Vocês duast êm essadí v i dacomi go, j áquesãocul padaspel ami nhamor t e. ” Dour i sadael ev ant omi nhat aça.“ Qualé?Ont em ànoi t ev ocê passoucat or zemi nut osexpl i candocomoadi v i nharot amanhodo sut i ãdeumamul herapenascom ot oque.Vocêaguent aot r anco. ” El eapont aodedopar ami m.“ Nãof al eem sut i ãnapr esençadasua mãe. ”“ Nãopr eci sasepr eocupar , Benj ami n” , mi nhamãedi z, er guendoat aça.“ E Par kerest ánocami nhocer t o.Vábuscarmai sv i nho, quer i do. ” El ef azumamesur anomel horest i l omor domoeapanhaast aças. “ Vocêsv ãocomeçaraf al ardepi nt oassi m queeuv i r arascost as? ” “ Cl ar oquenão, quer i do” , mi nhamãedi z, sem seal t er ar .“ Ser i amui t o


mai s


f áci l f al arsobr epi nt ossev ocêest i v essedef r ent epar anós. ” “ Meuspar abéns,sr a.Bl ant on” ,el edi z,v i r andoascost as.“ Você consegui uoi mpossí v el :me dei xou of i ci al ment e escandal i zado. Sendoassi m,nãopodef i carbr av acomi goport ercomi doasbor das dobr owni esquedei xouesf r i andoem ci madof ogão. ” “ Éj ust o” , mi nhamãer espondecom uma r i sada.Masmal escut oessapar t eda conv er sa. Omundosi l enci oui nt ei r ament eaomeur edor , meenv ol v endoem umabol hadepensament osper i gosos.Mui t oper i gosos. Bensai dasal a, maseucont i nuool handopar aapor t aporum bom t empoant esdel ev arodedoaol ábi o. Esemi nhamãeest i v ercer t a? Eseocar acer t opar aapl acarmeudesej osexual f oral guém que mef azr i r ?Al guém com quem consi goconv er sar . Eseocar acer t o… …est i v erbem nami nhacar a?


8

BEN Par kerf i caem si l ênci onamai orpar t edocami nhodev ol t apar a casa.Na v er dade,i sso não me pr eocupa,por que não t emos pr obl emascom osi l ênci oum doout r o.Masel af i couqui et adur ant eo j ant art ambém, oquenãoénor mal . “ Fal aroucal ar ? ” , per gunt o.“ Hã? ” Euaobser v omai sat ent ament e.“ Vocêest áesqui si t a. ” El amel ançaum ol harnocar r oquaseàsescur as.Suaexpr essãoé i ndeci f r áv el ,oquemepr eocupaai ndamai s.Nãosoumui t obom em mui t ascoi sas, massempr eent endi oquePar kerest ásent i ndo. Éi ssoqueacont ecequandov ocêdi v i deumacasacom suamel hor ami ga. Começaaconheceragar ot at ãobem quant oasi mesmo.At é mel hor .“ Vai sai rhoj eànoi t e? ” , el aper gunt a. Encol hoosombr os.“ Nãosei .Porquê, queri r ? ” Fi cot or cendosi l enci osament epar aquedi ganão.Nãopor quenão quer o passarmai st empo com el a,maspor que est amossai ndo j unt oscom f r equênci aul t i mament ee,apesardeserdi v er t i do— na mai orpar t edot empo —,umanoi t emai st r anqui l anãocai r i amal .Fi carcom Par ksnosof á v endoal gumapor car i anaTV ouum f i l mei di ot apar ecebem mai s i nt er essant equemear r umarpar af al arcom desconheci das. Eumadasobr i gaçõesdequem t em umamel horami gamul her , comodequem t em um mel horami gohomem,éaj udaraconhecer


al guĂŠm quandoel apede.


Sóquet ambém si nt oquepr eci soserpr ot et or .Par keri amemat ar sesoubesse,masaacompanhonasnoi t adasmai spar agar ant i rque nãot er mi necom nenhum cr et i nodoquepar aacharum car al egal par ael a. Ent ão, não, eunãoquer osai rest anoi t e.Mas, seel af or , v ouj unt o. “ Não,achoquev ouf i carem casa” ,el adi z.“ Est oucom abar r i ga chei ademai spar ausarqual quercoi saquenãosej aumacal çade el ást i co. ” “ Osegundopr at odel asanhat edei xoucom pesonaconsci ênci a? ” , per gunt o,r el axandoum poucoagor aqueel anãoest ámai squi et ae esqui si t a. “ Ol haquem f al a, ocar aquecomeut r ês. ” Bat onami nhabar r i ga.“ Euj amai sof ender i asuamãecomendo umaquant i dademenosqueobscena. ” AmãedePar kercozi nhabem, masaquest ãonãoéaqual i dadeda comi da,esi m of at odesercasei r a.Nãosi nt osaudadedemui t as coi sasdecasa,masdacomi dasi m.Écl ar oqueosj ant ar esem f amí l i anami nhacasanãosãot ãoagr adáv ei scomoosdosBl ant on. Nuncasoubeoqueer api or :osser mõesqueouv i aquandosent av a àmesadami nhamãeouossi l ênci osconst r angedor esquemeupai t ent av aquebr arpuxandoconv er saconoscoquandoér amoscr i anças. Par kerf i couqui et adenov o.Dessav ez , euadei xosossegada. Quandochegamosem casa,v amospar aacozi nha— el apar apôr assobr asnagel adei r a, eupar apegarum copod’ água. Com baseem seusi l ênci o,i magi noquev áset r ancarnoquar t o, masem v ezdi ssoel asesent aàmesi nhadacozi nha,bat ucandono t ampoeol handopar apont osal eat ór i osnapar ede. Rev i r oosol hos, si r v oum copod’ águapar ael aemesent odoout r o l adodamesa.“ Desembucha. ” El ameencar aecont or ceosl ábi os.Per ceboqueest át ent ando deci di rsef al aounão. “ Cer t o. ”Lev ant oasmãos.“ Jácumpr imi nhaobr i gaçãodemel hor


ami go.NĂŁov ouf i cari mpl or andopr av ocĂŞf al ar .Sequi serserbaj ul ada, podel i gar


pr aLor i ouCasey . ” Souum bom ami go, masmi nhapaci ênci at em l i mi t es. El amesegur apel opul soquandot ent omeaf ast ar .“ Quer of al aruma coi sacom v ocê. ” “ Ai , meuDeus” , r esmungo, r eal ment ei r r i t adocom oat aquede cr i anci ce.“ Comosenãof ossei ssoqueest out ent andof azerháv i nt e mi nut os. ” El apassaal í nguanosl ábi os, sol t ameupunhoedesv i aor ost o. Cr uzoosbr açoseaencar o.Par kert em sei ssegundospar a começaraf al aroquequerquesej aqueest át r amandoou… “ Vocêconv er sacom asgar ot asquel ev apr acama? ” , el aper gunt a porf i m. Lev ant oumasobr ancel ha.“ Comoassi m?Quersaberseeut i r oa mor daçaeper mi t oquef al em?Sóquandogost odel as. ” El at ent adarum chut enami nhacanel a, masconsi gomeesqui v ar . “ Vocêsabedoqueest ouf al ando” ,Par kerdi z.“ Depoi sdef azeroque pr eci sapr aconsegui rl ev aral guém pr acama,masant esdequer er mandaragar ot aembor a, v ocêconv er sacom el a? ” “ Cl ar o” , r espondo, sem ent enderaondequerchegarcom essa conv er sa.“ Est ouf al andoconv er sardev er dade!Vocêgost a del as? ” “ Gost ode…” Par kerl ev ant aumamão.“ Est ouf al andocomopessoa.Vocêgost a del as? ” Começoacoçaroquei xo.“ Porqueest oucom asensaçãodeque deum j ei t ooudeout r ov ousai rcomoobabacadahi st ór i a? ” “ Ent ãov ocênãogost adel as” , Par kerconcl ui . “ Car amba, seil á.Nãoéqueeunãogost edel as; casocont r ár i o, não t r ar i apr acasa,ounãoi r i aàcasadel as,oupr aondequerquesej a. Masnãoéqueeu…” Coçooquei xodenov o, sem saberoqueel aesper aqueeuf al e.Sou


mul her engo mesmo.Seidi sso.Mas nunca i l udini nguĂŠm.Nunca i nsi nuei quet i nhaal gum i nt er esseal ĂŠm deumanoi t e. Nuncamesent i mal com amanei r acomoconduzomeus r el aci onament os


( apesarde“ r el aci onament o”nãoserapal av r acer t a) , mas, pel oj ei t o comoPar kerencami nhaaconv er sa, par ecequeest áar mandouma par ami m. “ Vocêest áar r ependi dadaquel ai dei adesexosem compr omi sso? ” , per gunt o. “ Si m. ”

Gr açasaDeus. Masf i cosur pr eso.Nãoport ermudadodei dei a—el anãof azot i po “ umanoi t eenadamai s”—,masport erdesi st i doant esmesmode t ent ar . Por que,at éondeeusei ,apesardenossasi dasav ár i osbar es, Par kernãof i coucom ni nguém desdequesesepar oudeLance, umas duassemanasat r ás. “ Est ouf azendot udoer r ado” , el adi z. “ Ah,si m” ,r espondo,cr uzandoosbr açosemeapoi andonobal cão. “ Pr i nci pal ment epor quepar ecet erodom desei nt er essarpel omai or babacadet odososbar esem queent r amos. ” “ Exat ament e! ”Osol hosdel asei l umi nam, seut om dev ozseani ma. “ Nãoconsi gonem conv er sarcom essescar aspormai sdeum mi nut o sem quer ermor r er . ” “ Ah,ent ãov ocêquersabercomoconsi goconv er sarcom gar ot as em quem nãoest oui nt er essadodev er dade” ,compl ement o,enf i m ent endendodoqueest amosf al ando.Ounão. “ Hã, não” , el ar esponde.“ Nav er dadenãoest ounem aípr ai sso. ” Pel o amordeDeus,v ouacabaresganando essagar ot a.“ Você pr eci sa mesmo de mi m nessa conv er sa? ” ,per gunt o.“ Acho que conseguecont i nuarandandoem cí r cul osmui t obem sozi nha. ” El af i cadepé.“ Quandoeudi ssequeest oudesi st i ndodessacoi sa desexosem compr omi sso, qui sdi zerquedesi st i def azerdoseuj ei t o. Vocênuncaqui sf i carcom umapessoadequem gost e?Pr adepoi s nãosent i rquepr eci sasel i v r ardel aoquant oant es? ” “ Hã, cl ar o, mas…”


“ Nãoquersabercomoéest arcom al guém quenãot eent edi e? Al guém de


quem gost e? ” Ossi nai sdeal ar mecomeçam ar essoarnami nhacabeça.Senão est i v esseencost adonobal cão,dar i aum passoat r ás.“ Porf av or ,não medi zquequerqueeusai acom umadassuasami gas.Penseique f ossecont r a, al i ás. ” “ Ah, maseusou” , el adi zcom um sor r i si nho.“ Enãosepr eocupa, o queest oupr opondonãov ait er mi narcom v ocêt endoquemandar f l or esnoDi adosNamor adosnem pr esent edeum mêsdeani v er sár i o denamor o. ” “ Ót i mo, masai ndanãoent endi qual éapr opost a. ” Desdequandot emost ant adi f i cul dadeem ent enderoqueoout r o est áf al ando? Par kerpõeasmãosnaci nt ur a,em segui daast i r a.“ Achoquea gent edev er i at r ansar . ” Eugost ar i adedei xarr egi st r adoquemer eçoumamedal hadehonr a aomér i t opornãot ercaí donar i sada, desmai adoousaí dodacozi nha pi sandodur o. “ Quant ov i nhov ocêbebeuhoj e? ” ,per gunt o,apesardesaberque nãof or am mai sdeduast aças,ef azt empo,por queel ai av ol t ar di r i gi ndo. “ Eusei ” ,Par kercont i nua,ent r el açandoosdedosemor dendoo l ábi o.“ Seiquepar ecel oucur a,eseiqueest ouj ogandot udoi ssoem ci madev ocê…” “ Vocêachamesmo? ” ,r et r uco,exper i ment andoumar ar asensação deest arpr est esaper derasest r i bei r as.“ O quev ocêquerqueeu r esponda,Par ker ?Esper o que ent enda porque est ou mei o sem r eaçãoaqui . ” El aol hapar aochãoe, apesardar ai v a, si nt oumapont adadecul pa, por quenãodev et ersi dof áci ldi zeraqui l o.Foium at odeousadi a.É pr eci soadmi t i r . Maspassamosanoseanost ent andoexpl i carpar aomundoi nt ei r o quenãosomosami gosquet r ansam dev ezem quando,quenão


r epr i mi mosumapai x ãopel oout r o,eagor ael aest áquer endoj ogar t udopel aj anel apor … “ Porquê? ” ,per gunt o,per cebendoquedev er i at ercomeçadoporaí . Meut om dev ozest áum poucomai ssuav eagor aqueseiquedev e hav eral gumar azãoport r ásdessesur t odei nsani dade.


El av ol t aameencar ar .“ Port odososmot i v osquef al ei .Quer o… quer oqueosexosej adi v er t i do,sabe?Masnãot em comoseaout r a pessoameent edi ar ,mei r r i t ar ,seeuest i v ercom medodequet enha DSTo usej aum psi copat a…” Abr oum sor r i soaoouv i ri sso,por queéacar adel a.“ Vocêest á pensandodemai snoassunt o. ” “ Exat ament e!Meucér ebr onãov aimedei xarf azeri ssocom um desconheci do,por que t em mui t as v ar i áv ei s env ol v i das.Não v ou consegui rr el axareapr ov ei t aromoment o.Der epent e,seeut i v esse anosdepr át i cacomov ocê, oucomoaLor i …” “ Nãosei r r i t ecomi go” ,di go,l ev ant andoasmãos,“ masnãoacha possí v elquev ocêsi mpl esment enãosi r v apr aessacoi sadesexo sem compr omi sso?Porquenãoesper aocar acer t oapar ecerpr at i r ar oat r aso? ” Par ami nhasur pr esa,Par kernãopar t epar aoat aquenem poreu est arsendomei omachi st anem porusaraexpr essão“ t i r aroat r aso” . “ Nãopossoar r i scar ” , el ar espondebai xi nho. Enr ugoat est a.“ Comoassi m? ” Av ozdel asoaai ndamai sf r aca.“ Memachucar . ” Meuest ômagosecont r ai aoouv i ri sso.El apar ecet ãof r agi l i zada. “ Lev arum pénabundadói ” ,el acont i nua.“ NãoseiseLanceer ao amordami nhav i da.Achoquenão,por quenãoest ouexat ament e t r ancadanoquar t osof r endo.Maseugost av adel e, est av aapai xonada. Nãof ui cor r espondi da, enãoquer opassarpori ssodenov o. ” Fechoosol hoscom f or ça,mesent i ndot ãodespr epar adopar a esset i podeconv er saquer eal ment enãosei oquef azer . Mi nha r espost a é caut el osa.“ Eu ent endo.De v er dade.Mas a sol uçãonãoé…essa” , compl ement o, sem omenort at o. Comoi apar ecer ?Comoi aser ? “ Masv ocêv i v et endocasi nhosporaí ” , el aar gument a.“ Porquenão comi go? ”


Euaencar o.“ Vocêsabeporquê.Est r agar i at udo. ” “ Sóseagent edei xar ” , Par kerdi z, dandoum passohesi t ant eàf r ent e. “ Conf i amosum noout r o.Damosr i sadaj unt os.Somosat r aent es…” “ Masnãoat r aent esum pr oout r o” , meapr essoem escl ar ecer . El ai ncl i naacabeça.“ Apost oqueagent econseguesuper ari sso. ” Eumel embr odami nhaest r anhar eaçãoàPar kerbêbadat i r andoa bl usanami nhaf r ent eal gumassemanasat r áseper ceboqueel aest á cer t a.Dápar asuper aressacoi sade“ éaPar ker ”em doi st emposse el aapar ecercom aquel esut i ãv er mel hodenov o.Ouent ãoum pr et o. Ousem nenhum.Ou… “ Não” , r espondo, t enso.“ Nãov ai r ol ar . ” “ Não pr eci sa ser est r anho” ,el ai nsi st e.“ A gent e consegui u cont or nart odososcl i chêssobr ehomensemul her esser em ami gos, porquenãosuper ar i aocl i chêdequeosexoest r agaaami z ade? ” “ Nãov ai r ol ar ” , r epi t o, t er mi nandomeucopod’ águaem doi sgol ese i ndoat éagel adei r a, agor apar apegarumacer v ej a.Est oupr eci sando deuma. Si nt oqueel ameobser v aenquant opr ocur ooabr i dor .Per ceboseu ol harquandodouum gol el ongoemer eci do. “ Achoquev ocêest ácer t o” , el aconcor daporf i m.

Gr açasaDeus. “ Quebom queent endeu” , di go, sar cást i co. El av aiat éagel adei r aepegaumacer v ej at ambém.“ Cer t o. ”Em segui da, sol t aum gr unhi do.“ Ar gh.I ssof oi …const r angedor .Descul pa. Éque…euest av adesani madaecomecei apensarnumasl oucur as. ” “ É? ” El apegaat ampadagar r af aquedei xei em ci madobal cãoej ogano l i xoj unt ocom asua.“ Équef i quei i magi nandoagent esebei j andoe…” Par keri nt er r ompeaf r asenomei oeest r emecedeum j ei t o dr amát i co.“ Eca. ” Mi nhagar r af af i capar adanoar .“ Eca? ”Ser i aesqui si t o, cl ar o.Uma


l oucur a.Masnão“ eca” .


“ Nãoser i at ãor ui m” , r esmungoant esdepensarnoqueest ou di zendo. El aol hapar aami nhabocaef azumacar et aant esdev i r aror ost o com umar i sadi nha.“ Ser i a, si m!Vocêsabequeser i a. ” Cer t o,nãot enhoor gul hodedi zeri sso,mas…ar i sadi nhadel ame of ende.Nãonosent i do“ v oupr eci sardet er api a” ,masmeuegof i ca um pouqui nhof er i do. Apont omi nhacer v ej anadi r eçãodel a.“ Fi quesabendoqueeubei j o mui t obem. ” “ Descul pa” , el adi z, sacudi ndoacabeça.“ Dev ebei j ar , massei l á. ” Desencost odobal cão,eum pensament omev em àment e.“ Pode par ar .Éal gum t i podepsi col ogi ar ev er sa?Est át ent andoconsegui ro quequermedesaf i ando? ” “ Ahhh” , el adi zem t om pr ov ocador .“ Vocêf i couchat eado!Of endi suamascul i ni dade? ” Si m. “ Não” , r esmungo. “ Com cer t ezav ocêémui t obom” , el acont i nua, i ndopar aasal ade est aredandoum t api nhanomeubr açodepassagem.“ Ésóque…” Euasegur opel opul soeapuxodev ol t a.“ Vocênãoi adi zer ‘ eca’ . ”El af r anzeonar i z .“ Tá. ” Dápar av erqueel anãoacr edi t aem mi m, emeuespí r i t o compet i t i v ov em àt ona.Ponhoacer v ej anobal cão.“ Querapost ar ? ” “ Comoassi m? ”El ameencar acomoseeuf ossel ouco.Ecomo quem di z“ eca” . Meus ol hos se v ol t am par a os l ábi os del a porum i nst ant e. Est r anhament e,f i cabem f áci lesquecerqueel aéaPar kerporum t empo, por quesuabocaé…t ent ador a. “ Est ácom medo? ” , per gunt o. Par kerr ev i r aosol hos.“ Ah, equem équeest áf azendoj ogui nhos agor a? ”Masel anãoseaf ast a, eeuav anço.“ Um bei j o.Sev ocê di sser‘ eca’ , l av o


suar oupaporumasemana. ” “ Comoseeuf ossedei xarv ocêcui dardasmi nhasr oupas. ” “ Ent ãov ocêt omabanhopr i mei r oporumasemana” ,sugi r o.“ Enão v ounem r ecl amarseacabaraáguaquent e. ” Osol hosdel aseacendem dei nt er esse.Par kerador at omarbanhos l ongosequent es.“ Quet al um mês? ” “ Fechado” ,di go.“ Massegost ardo bei j o… mesmo quesó um pouqui nho… euf i conocomandodocont r ol er emot oporum mês. NadadeBachel orsem mi nhaapr ov ação.Nem aquel espr ogr amasde maqui agem, mui t omenosdecul i nár i a. ” El amor deol ábi o,eper ceboqueest áapr eensi v a,por queéot i po de gar ot a capaz de passar hor as v endo as pessoas f azer em cupcakesnaTV. Éumaapost aal t a. MasPar kerdev eest arbem conf i ant edequeobei j ov aiserum desast r e,por quenof i m dádeombr os.“ Cer t o.Achoque,sev ocêé t ãoconf i ant eassi m, nãov ai l i gardet omarbanhof r i oporum mês. ” Cr uzoosbr aços.“ Vocêt em cer t ezadequeeubei j omal . ” “ Não, com cer t ezav ocêbei j abem” , el ar espondecom um gest o.“ É que…nãoachoquev ougost ar .Vocêéquaseum i r mãopr ami m. ” I r mão? I r mão? Como assi m? Si m,mi nhar el açãocom Par kerépl at ôni ca,eeugost odel acomo sef osse…Não.Não.Nãoconsi gonem j unt araspal av r as“ Par ker ”e “ i r mã”namesmaf r ase. Nomoment o,meupauest ámui t oconsci ent edequeel anãoé mi nhai r mã, edequeacaboudei nsul t armi nhashabi l i dades. Pr eci sopôrascoi sasnodev i dol ugar .Nãopasseianoscul t i v ando mi nhast écni casdeseduçãopar anada. Ti r oagar r af adecer v ej adamãodel a, ponhodel adoemecol oco


bem Ã


suaf r ent e. Pel apr i mei r av ezdesdeoi ní ci odessaconv er samal uca,ot om de br i ncadei r adesapar ecedor ost odePar ker , quepar eceapr eensi v a.El a ser ecuper ai medi at ament e, abr i ndoum sor r i sodedeboche. “ Medi zquandomi nhacabeçadev er i aest arnasnuv ens” , el abr i nca, t odamei ga. “ Ah, v ocêv ai saber ” , r espondo. Douum passoàf r ent e, masel ar ecua. “ Nãov ai darcer t osev ocêf i car f ugi ndo. ” “ Descul pa” ,Par kerdi z,ent r el açando os dedos e em segui da bai xandoamão.“ Masémui t oesqui si t o. ” É mesmo.Demai s.Mesmo assi m est ou det er mi nado a f azer acont ecer .Por quesouobr i gadoaadmi t i r :quer omui t ocomandaro cont r ol er emot o.Ai dei ademel i v r ardaspor car i asdosr eal i t yshowse v erj ogosot empot odo… Douout r opassoàf r ent e,est endoasmãos,masder epent ef i co sem saberondecol ocál as.Ci nt ur a?Rost o?Quadr i l ? Nãopensademai s. Acabocol ocandonosbr açosdel amesmo,j áquev aisersóum bei j or ápi do,par apr ov arqueest oucer t o.E,si m,um bei j or ápi doéo bast ant e.Soumui t obom ni sso. Suas mãos cont i nuam onde est ão.Par kerumedece os l ábi os, apr eensi v a,emeusol hosacompanham omov i ment odesual í ngua r osada. “ Vocêpr eci saserhonest a” ,di go,bai xandoot om dev oz.“ Sef or bom, v ai t erquedi zer . ” El aassent e, eeuacr edi t onel a.Par kerési ncer aat énãopodermai s, pel omenoscomi go. Mi nhacabeçasemov eal gunscent í met r ospar aaf r ent e,eeume i nt er r ompoquandoper cebooqueest ouf azendo.Est oupr est esa bei j arPar ker .Est oupr est esabei j armi nhamel horami ganomundo


i nt ei r o, apessoamai si mpor t ant e‌


Af ast oopensament o.Por queapenasporessei nst ant eel anãoé Par ker . Nãoami nhaPar ker .Ésóumagar ot al i ndaesper andopar aserbei j ada. Chegomai sper t o, com osol hoscr av adosem suaboca, e ent ão…El adáumar i sadi nha. “ Par ker ! ” El al ev aamãoàboca.“ Descul pa!Descul pa, dev er dade.Cer t o, pode v i r . ” Cer r oosdent es,com aconf i ançaabal ada,masagor aest ouai nda mai sdet er mi nadoapr ov arqueest áer r ada.A f azercom quese ar r ependadar i sada.Com que… Meusl ábi ost ocam osseusdel ev e, esi nt oqueel ar espi r af undo… Si nt oi ssocom t odami nhaal ma.Ent ãor esol v oapr ov ei t arof at or sur pr esaechegomai sper t o. Osol hosdel aai ndaest ãoaber t os, assi m comoosmeus.Ocont at o v i sualéesqui si t odemai s, ent ãot ent oapr of undarobei j o.Meusl ábi os semov em cont r aosdel a, em um at r i t ocaut el oso. Mi nhament eest áf ugi ndodocont r ol e, t ant oporcausadogost oao mesmot empof ami l i aredesconheci dodabocadel acomopor que par ecequeest ouf az endoumademonst r açãodet odasasl i ções sobr ebei j arqueapr endi aol ongodav i da. Sem mui t asal i v aoupr essão.Nãor espi r armui t of undo,nãome esf r egarnel a, nãoapr essarascoi sas… Meucér ebr oest át ãoocupado,t ãodesesper adopar aquemi nha t ent at i v anãot er mi necom um “ eca” ,quedemor oum t empopar a per ceberqueéum bei j ouni l at er al . Par kernão est ár eagi ndo.Não est ár et r i bui ndo o bei j o.E com cer t ezanãoest ágemendodesat i sf ação. Lent ament e, eumeaf ast o, abr i ndoosol hos, eper ceboqueosdel a nem sef echar am. Pel omenosel anãodár i sada.Nãot i r asar r o.Mas,quandodáum passoat r ás, suaexpr essãoéum poucopr esunçosa, eeusei porquê.


“ Lament opel omêsdebanhosf r i osquev ocêt em pel af r ent e” ,el a di zcom um t om doce.“ Essebei j onãoser v i unem par a…” Av ançosobr eel a,meapr ov ei t andodomeut amanhopar apr ensar seucor pocont r aapar ede,pr opor ci onandonomáxi mounsci nco segundospar aqueper cebaoquev aiacont ecerant esdesegur ar seuspul sos.Col ocosuasmãosaci madacabeçaecol oseusbr aços àpar ede. Sabor ei oum br ev í ssi moi nst ant edesat i sf açãoaov eraexpr essão dechoqueedesej oem seur ost oant esdeencost armeucor poem suascur v assuav es, ant esdet omarsuaboca. E, dessav ez, obei j oépar av al er .


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PARKER Comet i um er r o.Um er r ot át i cot er r í v el : Subest i mei Ben. Masdev er i asaber .Euoconheçomel horqueni nguém.Mel hordo queami m mesma.Seioquant oécompet i t i v o,edev er i asaberque seusi mpul sosest ar i am v ol t adospar asuashabi l i dadessexuai s. E, meuDeus, i ssoel et em desobr a. O pr i mei r obei j of oinomáxi momor no.El eest av aseesf or çando demai spar asepr ov ar ,év er dade,maseunãoest av amui t onocl i ma, por quef azi aquest ãodenãosent i rnada.Nãopodi amedei xarabal ar com o f at o dequeseusl ábi oser am gost ososeseuchei r o er a del i ci oso.Hav i a mui t a at i v i dade cer ebr alenv ol v i da,de ambas as par t es. Masagor a—nosegundobei j o—nem sei mai sondemeucér ebr o f i ca. Sóexi st em mãos,l ábi oseasensaçãodocor poexci t adodeBen cont r aomeu.Eudev er i aest arf ugi ndopar amesal v ar ; quandoacabar , pr ov av el ment eéoquev ouf azer . Masenquant o i sso…Eur et r i buo. Nuncaf uibei j adadessej ei t oant es.Nuncaf uipr ensadacont r aa par ede,com asmãospr esaspordedosf or t esebr açosai ndamai s. Nunca t i v e mi nha boca dev or ada como se f osse a mel hordas sobr emesasporum cor pof i r meemascul i noquef azcom queme si nt aexat ament eamul herquesou. Tent ol embr arqueohomem em quest ãoé


Ben.Econsi go.


Ent ãoal í nguadel eencont r ameul ábi osuper i or ,acar i ci andooat é mef azersuspi r ar ,depoi sdesl i zandopar adent r odami nhaboca,se enr oscandonami nha.EuesqueçoquesouPar kerequeel eéBen,e mel embr oapenasdequesomosum homem eumamul her , edeque nascemospar ai sso. Cont or ço os dedos e os pul sos at é el ef i nal ment e me sol t ar . Mi nhasmãossedi r i gem i medi at ament epar asuacabeçaemeus dedosagar r am seupescoçopar amant ersuabocabem per t o.As mãosdel ev ãopar ami nhaci nt ur a,mepr ensandocom ai ndamai s f i r mezacont r aapar ede,emeusquadr i ssepr oj et am par aaf r ent e, l embr andoexat ament eoqueacont eceem segui da. E, meuDeus, comoeuquer ooqueacont eceem segui da. Er asér i o queeut i nhav ol t ado at r ásnami nhai dei amal uca.A expl i caçãodel ef azi at odoosent i do. Masnãoest ounem aípar aobom sensonomoment o. Nãoquandoabocadel ev aipar ameupescoço,nãoquandoseus bei j osquent esemol hadospassam l ogoabai xodami nhaor el ha,não quando suas mãos per cor r em mi nhas cost as com car í ci as possessi v as. Sóquer o…Ben. Não, i ssonãoest ácer t o.NãoéBenqueeuquer o.Quer osexo.El eé sóum i nst r ument o. Cer t o?

Cer t o? Meucér ebr onãoconf i r maai nf or mação, oquemedei xaem pâni co. Mi nhasmãosencont r am seusombr oseeuoempur r o, apr i ncí pi o del ev e, depoi scom mai sf or ça. Benr ecuadev agar ,r el ut ant e,eeumepr epar opar aum sor r i si nho pr esunçoso,mas,par ami nhasur pr esa,Bennãopar ecet r i unf ant e. Só…conf uso.


Écomoeumesi nt ot ambém. Meobr i goaabr i rum sor r i so,sent i ndoum desej or epent i node v ol t arànossar el açãodesempr e.Tr anqui l a.Casual .Deami zade.


“ Pel oj ei t ov ocêv ai t erquev erBachel ornocomput adorporum t empo, hei n? ” , el edi z. Seusor r i sodemor aum poucomai squeohabi t ual par aapar ecer , masmef azsol t arum suspi r odeal í v i o. “ Eent ão? ” , el equersaber .“ Vai f al ar ‘ eca’ ? ”“ Foi o. k. ” Suasmãosest ãoapoi adasnapar ede,umadecadal adodomeu cor po.Dev agar ,el er ecua,abr i ndoum espaçoent r enós,oqueme dei x aaomesmot empoal i v i adaedecepci onada.“ O. k. ? ” , el eper gunt a. “ O. k. , v ocêest av acer t o” , concor do.“ Maseu t ambém. ”“ Porqueachai sso? ” Douum t api nhaem seuombr o.“ Eudi ssequeer amel horquandoa gent egost av adaout r apessoa. ” El el ev ant aasobr ancel haev ai pegarnossascer v ej as.“ Achaquef oi mel hor ? ” Émi nhav ezdef i carcom oegof er i do.“ Est ámedi zendoquet odos osseusbei j ossãoassi m? ” Porf av or , não. El edáum gol enacer v ej aenquant oconsi der ami nhaper gunt a.“ Não, nem t odos. ” Fi coal i v i ada. “ Tal v ezv ocêt enhacer t ar az ão” , el emur mur a.“ Tal v ezessel ancede ami gosquet r ansam possaser …benéf i co. ” Si nt oum f r i onabar r i ga.Nãopordescobr i rqueest av acer t a,mas pel apont adadepâni copr ov ocadapel oqueel eacaboudedi zer .Pel o queest amospr est esaf az er . “ Achomel horr epensar ” , di go. El emeencar a.“ Vocênãov ai f al ar‘ eca’ agor a, né? ”Mui t opel ocont r ár i o. “ Éque…podeserquev ocêest ej acer t o.Sobr eascoi sasse compl i car em. ”


Douum gol enacer v ej aqueel emeent r egou.Est áquent e, oqueme f azper gunt arquant ot empoobei j odur ou. “ Bom, essaéamar av i l hadeseradul t o, Par ks.Éagent equedeci de oquev ai sercompl i cadoeoquev ai serpur o, si mpl esedi v er t i do. ” Fi cot ent ada.Emui t o. “ Ecomoi ssof unci onar i a? ” , per gunt o. El er ev i r aosol hos.“ Ai dei af oi sua.Nãoconsi der out odosos det al hesaquel et empot odoem quef i coupensandonocami nhode v ol t a? ” Dr oga.Àsv ezespar ecequeocar al êmeuspensament os. “ Bom” , r espondo, l ambendoosl ábi os.“ Euest av apensandoquea pr i mei r ar egr apoder i asernãohav err egr as. ” El edár i sada.“ Suacabeçadev eest arem par af uso.Vocêador a r egr as. ”“ Eusei , eépori ssoqueagor apr eci saserdi f er ent e” , me apr essoem expl i car .“ Nãoexi st em l i mi t espar aasv ezesqueagent epode…quer er . Nem l i mi t edet empo.Agent epar aquandoper deragr aça. ” “ Ev ai env ol v erexcl usi v i dade? ” Émi nhav ezdedarr i sada.“ Agor aéasuacabeçaqueest áem par af uso.Aomenossabeoquesi gni f i ca‘ excl usi v i dade’ ? ” “ Jáouv i f al ar ” , el emur mur a.“ Sóest oupensando…v ocênãov ai f i carput aquandoeut r ouxerout r asgar ot aspar acasa? ” “ Voudi zeroquepenso:enquant oagent eest i v erni sso,sej al áo quef or ,v aisersóagent emesmo.Mas,quandoqui serv ol t arpr asua r ot i nadeumagar ot adi f er ent epornoi t e,ésóav i sarqueagent e cancel at udo, sem r essent i ment os. ” Benest r ei t aosol hos.“ Epr av ocê?Val em asmesmas r egr as? ”“ Cl ar o. ” Nãoqueeupr et endat erum f l uxoconst ant edepar cei r ossexuai s comoBen,masachoquet r ansarcom al guém em quem conf i oé exat ament edoquepr eci sopar adei xardepensardemai seagi rde menos.


Tal v ezsej ai ssoquev รกmef azerv i v erem v ezdepensart ant o.


“ Cer t o” , el esel i mi t aadi zer .“ Quandoagent e começa? ”Mai sumav ez , si nt oum f r i onabar r i ga. “ Umacoi si nha” , di go, l ev ant andoodedo.“ Achoqueagent epr eci sa t erumapal av r adesegur ança. ” Benengasgacom acer v ej a.“ Quet i podecoi sav ocêcur t e? ” Rev i r oosol hos.“ Nãopr ai sso.Oqueeuqui sdi zerf oique, quando um denósqui serpul arf or a, porqual querr azão, ésóusarapal av r ae acabou,sem quest i onament os,nunca mai st ocamosno assunt o. Tudov ol t aasercomoant es. ” “ Maseuachei queagent enãoi adei xarascoi sassecompl i car em. ” “ Enãov ai ” , meapr essoem di zer .“ Mast emosqueest arpr epar ados. I ncl usi v epar aocasodenãodarcer t o. ” El edádeombr os.“ Tudobem.Qual éapal av r a? ” “ Al gumacoi saal eat ór i a” , sugi r o.“ Queagent enãomenci onaem umaconv er sadodi aadi a. ” “ Monogami a? ” , el esuger e, com um sor r i si nho pr esunçoso.“ Euest av apensandoem al gocomo ‘ mar acuj á’ . ” Bencai nar i sada.“ Suapal av r adesegur ançat em um ‘ cuj á’ no mei o? ”Fi cot odav er mel ha.“ Ent ãopensav ocê! ” “ Quet al v i ol oncel o? ” , el e suger e.“ Vi ol oncel o? ” “ Com cer t ezanãoéal goquev ai sur gi rnumaconv er sa nor mal . ”“ Cer t o” , di go, pensat i v a.“ Pormi mt udobem. ” “ Bel eza, ent ão.Eaí ?Quandoagent ecomeça? ” Seusol hosmeper cor r em dospésàcabeça, eeudour i sada. “ Homens. ”“ Essebei j of oi i nt enso, Par ks.Nãoéest r anhoeu di zeri sso, né? ”“ Não” , concor do.“ Ef oi mesmoi nt enso. ” Pr adi z eromí ni mo. “ Ent ãooqueagent eest áesper ando?Nami nhacamaounasua? ” “ Ah, mai sumacoi sa” , av i so.“ Vocêv ai t erquet r ocarosl ençói s


sempr e.


Ouent ãosóv ai r ol arnami nhacama. ” “ Sempr e pensando demai s” ,el e coment a,sacudi ndo a cabeça. “ Conf i aem mi m,quandoacoi sacomeçar ,v ocênãov ainem quer er saberseol ençol est ál i mpoounão. ” “ Vou, si m. ” Masnãosei sev ou.Nãoseel ef i zeror est ot ãobem quant obei j a. Bent er mi naacer v ej aej ogaagar r af anocest oder eci cl áv ei s. Por t l andest ácomeçandoaf azeref ei t osobr eel e.Quandomudou par aoOr egon, cost umav aj ogarembal agensr eci cl áv ei snol i xocomo senãof i zesseamenordi f er ença.Euot r ei nei di r ei t i nho. El ev i r apar ami m.“ Cer t o,est ánacar aqueasuament ehi per at i v a pr eci sadet empopr aassi mi l art udoi sso,ent ãov ouv erTV ecur t i ro comandot ot alsobr eocont r ol er emot o.Mechamaquandoqui ser começar . ” “ Amanhãànoi t e, àsoi t o” , di go, ant esdeacabarper dendoacor agem. El ei nt er r ompeomov i ment opar apegarout r acer v ej a.“ Ah,não.A gent ev ai agendar? ” Lev ant ooquei xo.“ Comi goéassi m queascoi sasf unci onam.É pegaroul ar gar . ” Ent ão, sópar aserum poucocr uel , passoal í nguapel ol ábi oi nf er i or . Bem dev agar .Del i ber adament e. El eper cebe. “ Cer t o. ”Seut om dev ozsai ásper o.“ Amanhãàsoi t o. ” Dezmi nut osdepoi s,est amososdoi sl ar gadosnosof á.Porsor t e, nãot em nenhum j ogonaTV,ent ãoel esecont ent acom um f i l mede suspensequeai ndanãov i mos. Suasper nasest ãoest i cadassobr eamesi nhadecent r o.Asmi nhas est ãonasdel e, par aqueeupossadei t ar . Est át udocomosempr e.Nadapar ecedi f er ent enem esqui si t o.Sóumacoi saest áum poucodi f er ent e. Est out or cendopar aqueanoi t edeamanhãcheguel ogo.


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BEN Gost odomeut r abal ho.Dev er dade.Eachoquesoubom noque f aço, por queest ãoat édi zendoquev ouserpr omov i do. Mashoj e? Nãoest ouconsegui ndomeconcent r arem mer danenhuma. Sóol hopar aor el ógi o.Comoumadaquel aspessoasqueodei am o t r abal ho e f i cam v er i f i cando as hor as o t empo t odo só pr a se decepci onaraodescobr i rquepassar am apenasci ncomi nut os. Sóqueamai or i adessaspessoasesper aansi osament epel asci nco dat ar de.Ohor ár i oem quepodem cor r erpar aohappyhour , ai oga, ou si mpl esment ei rpar acasa. Essehor ár i onãosi gni f i canadapar ami m.Quer oquecheguel ogoas oi t o.Quandov oupoderv erPar kerBl ant onpel ada. O pensament omeenchedepav or ,ounomí ni mopâni co.El aé mi nhamel horami ga.I ssoé…er r ado. Mas,depoi sdaquel ebei j o,t i v ecer t ezadequeaúni cacoi saer r ada f oi nãot erpensadoni ssoant es. Sexosem compr omi ssocom agar ot amai sgost osaqueconheço, dequem nãov ouquer ermel i v r arl ogodepoi s? Éi ncr í v el . Tent ov ol t armi nhaat ençãopar aocomput ador .Souger ent ede pr odut odaequi pedeecommer ce,um dosr esponsáv ei spel aseção mascul i nadegol f e. Eador oi sso.Émei ocar et api r art ant onum empr egoconv enci onal , ej amai sesper eiquef osseacont ecercomi go.Consi der andoqueeu nãosabi a


mui t acoi sasobr ei nt er netant esdev i rpar acá, mui t omenossobr e gol f e, at équet udor ol oucom bast ant ef aci l i dade. Meusdi assãogast ospensandoem mel hor i aspar aessaseçãodo si t eepr eenchendoosdocument osnecessár i ospar ai mpl ement ar al go, começaraf asedet est eset al . Ger enci aroci cl oi nt ei r odedet er mi nadopr odut oébem gr at i f i cant e, enãomear r ependodet ersegui domeusi nst i nt osedesi st i dode cur sardi r ei t o. Apesardemeuspai st er em f i cado put os.“ Queri rcomerum bur r i t o? ” JasonSt y l esest ácom asmãosapoi adasnadi v i sór i aquesepar a nossoscubí cul os, apoi andooquei xonamãocom car adequem est á mor r endodef ome. Ol hopar aor el ógi o.“ Sãoonzeeset e.Acabei det omarcaf éda manhã. ”“ Fi camui t ochei odepoi sdomei odi a” , el edi z. Abr o a boca par a ar gument ar ,masdesi st o.Dou deombr ose desl i goocomput ador .Porquenão?Nãoest ouconsegui ndof azer nadadi r ei t omesmo.Nãocom osexogar ant i dodest anoi t e. Jasont em r azãosobr eoBur r i t oKi ng— si m,esseéonomedo l ugar .Fi camossódoi smi nut osnaf i l a,em v ezdosv i nt edesempr e. “ Vamoscomeral i ” , el edi zenquant oesper amosquenossasenhasej a chamada. “ Ai ndaest áev i t andoSandy ? ” , per gunt o.Ogr unhi dodel eme conf i r mai sso. Bal ançonegat i v ament eacabeçaenquant oenchomeucopode coca.“ Euav i sei ,car a.Vocêpr eci sapar ardesai rcom gar ot asdo t r abal ho. ” “ Eondemai sv ouconhecermul her es?Nem t odomundoconsegue ent r arnum baresai rdel ácom v i nt enúmer osdet el ef one. ” I gnor oocoment ár i o.El econt i nua. “ Bom, eunãot er i aessepr obl emasev ocêmedei xassesai rcom


Par k…”“ Não” , i nt er r ompoant esqueel et er mi neaf r ase. “ Masel aest ásol t ei r aagor a. ”


“ Comoéquev ocêsabe? ” “ Encont r ei com el anoSt ar bucksout r odi a.Achoat équemedeu mol e. ”“ Acr edi t aem mi m: nãodeu, não. ” Par kerconsi der aJasonum i di ot acompl et o,edápr aent enderpor quê.Ocar aéum dosmeusmel hor esami gosdot r abal ho, mast em a péssi mamani adef al arcom asmul her esol handopar aospei t os del as.El et em amanhadepassarumahor af al andocom umamul her num bareer r aronomedel adepoi sdet udoi sso.Eai ndaseper gunt a porquenãoconsegueot el ef onedeni nguém. “ Ei , porf al arnaPar ker …” , Jasoncoment a. Vi r oacabeçanadi r eçãoqueel ei ndi cou.Nãoéel a, masLor i .El apar ecesent i rnossosol har es.Seur ost ose acende. “ El aémui t ogost osa” , Jasonmur mur aenquant ocami nhamosna di r eçãodaquel al oi r amar av i l hosa. “ Ei ,comam comi go! ” ,Lor idi z,apont andopar aascadei r asv azi as em suamesa.“ Nãot omeicaf édamanhãeest av amor r endodef ome. Par kerachoucedodemai spr aal moçar . ” El af ezoconv i t eanósdoi s, massem t i r arosol hosdemi m, eme doucont adequeéapr i mei r av ezquenosf al amossem Par kerpor per t o. Jasoneeunossent amos, el eum poucoper t odemai sdeLor i , mas el anãopar ecesei mpor t ar . Dezmi nut osdepoi s,j áest ousent i ndoum cl i maesqui si t onoar . Apesardasv ár i ast ent at i v asdeJasondef al arcom Lor i ,el asempr e dáum j ei t odedi r eci onaraconv er sapar ami m. “ Vocêest av anesseshow, Ben? ” “ Ben, i ssonãol embr aaquel edi aem queagent e…” “ Sei l áoquev ouf azernof i m desemana.Vocêt em al gum pl ano, Ben? ” Lor isempr ef oipaquer ador a. Eu achav aque er a umacoi sa daper sonal i dade.


Mas, agor aquePar kernรฃoest รกporper t opar adarunscor t es, comeรงoame


per gunt arsenãot em al gomai s. Ter mi nomeubur r i t oemer ecost onacadei r a.Jasont agar el asobr e seut i o, quev ai consegui ri ngr essospar aoSuperBowl . Ol hopar aLor i— nãopossoev i t ar ,com el ameencar andodesse j ei t o—, queabr eum sor r i sot í mi doedi scr et o. Ret r i buoporr ef l exo,masumacoi saf i cabem cl ar a:Par kernão coment oucom Lor i oquecombi noucomi go. Asduassãopr óxi mas.Apesardenãonamor ar mos,sem chance queLor if i car i adandoem ci mademi m sesoubessequeeuv er i asua ami gapel adaem, hã, oi t ohor asedezmi nut os. Nãoqueeuest ej acont andonem nadado t i po.“ Ei , Ol sen.Est áv i aj ando? ” Ol hodenov opar aJason, quemeencar a i mpaci ent e.“ Descul pa, oquef oi ? ” “ Euest av adi zendoquepodemosi rosquat r onaquel ekar aokêque meupr i mof al ou, nasext a.Lor iest ál i v r e, ev ocêconsegueconv encer aPar kerai r .Quet al ? ” El emel ançaum ol hari nf or mandoqueest ár ecor r endoaocódi go deét i cadaami zademascul i napar ameobr i garadi zersi m.Sou obr i gadoamor deral í nguapar anãoper gunt arqualdasduasgar ot as v ai seroal v odeseusesf or çosnasext aànoi t e. Mesmoassi m,pr eci soconf essarqueador okar aokês,eel et em r azão:com cer t ezaconsi goconv encerPar kerai r ,por queel aador a cant ar .Depoi sdeumaouduast açasdechampanhe,ni nguém t i r ao mi cr of onedamãodel a. “ Cl ar o, porquenão? ” , r espondo. Osor r i si nhodeLor iseescancar a,et enhoapr i mei r ai mpr essãode quemeuacor docom Par kert em pot enci alpar aserum pouqui nho mai scompl i cadodoquei magi nav a.


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PARKER Cont i nuoàesper adequeascoi sasf i quem esqui si t asent r emi me Ben. Mepr epar eipar ai ssohoj edemanhã, quandonosest r anhamospor desconf i arqueel et i nhausadomi nhat oal hadenov o. ( Eusou.Sei mui t obem. ) Fi queià esper a enquant o el e cant av aj unt o,t odo ani mado,as músi cas do ál bum da Tay l orSwi f tque col oqueipar at ocarno cami nhopar aot r abal ho. Fi queià esper a no cami nho par a casa,enquant o ouv i a suas r ecl amações f ur i osas sobr e seu mai sr ecent e pr oj et ot ersi do col ocadoem esper apor queav er baf oiusadaem out r o,queel e consi der av a“ umabest ei r at ot al ecompl et a” . Mas,quandoBencomeçaaseser v i rdof r angoàpar megi anaque f i zpar aoj ant ar ,i gnor andodel i ber adament easal ada,meumedo desapar eceuporcompl et o. Tal v ezagent econsi gaf azeri sso.Por que,porenquant o,anudez i mi nent enãoabal ouem nadanossar ot i na. Cl ar oqueagent eai ndanãov i uaspar t esí nt i masum doout r o. Essev ai serov er dadei r ot est e. Douumaespi adanor el ógi o.Set ee qui nze.Quar ent aeci ncomi nut os. Fi coàesper adequeoner v osi smoouoar r ependi ment odê ascar as.Fi coàesper a… Eàesper a… Masquenada.Est ouempol gadí ssi macom ai dei a.


“ Ei , queri rnum kar aokênasext a? ” , el eper gunt a. “ Ah, é” , r espondo, puxandoum l ongof i odemuçar el aeenf i andona bocaenquant oar r umoamesadacozi nha.“ Lor if al ouqueJason descobr i uum l ugarnov o. ” “ Nãoseisev aiserdoní v eldoCody ’ s” ,Benav i sa,ser ef er i ndoao nossokar aokêf av or i t odaépocadaf acul dade.“ Masseest i v eraf i m euencar o. ” Doudeombr os.“ Cl ar o. ” Ador okar aokê.Ador ocant ardemodoger al . Benest ásent adoàmesanami nhaf r ent e,enf i andoum pedaço enor medef r angonaboca,queum gol edecer v ej aaj udaadescer , ent ãoser ecost anacadei r a.“ Ei , Lor i f al oual gumacoi sademi m? ” Ol ho par ael e,sur pr esa.“ Como assi m?Quersaberseel aquer encont r arv ocêdebai xodaar qui bancadadogi nási odepoi sdaaul a? ” “ Vocêent endeuoqueeuqui sdi zer .Fi queicom ai mpr essãode que…el aest av amedandomol enahor adoal moço. ” Mast i gol ent ament easal adaant esdeengol i r .“ Bom…el apegar i a v ocêf áci l , seéi ssoquequersaber . ” El el ev ant aacami set a,r ev el andooabdomeper f ei t o.“ Quem não pegar i a? ” , el edi z.“ Masnãof oi i ssoqueeuqui sdi zer …Ah, esquece. ” “ Quef oi ? ” , per gunt o, i ncl i nandoacabeça. “ Só f i queicur i oso par asabersev ocênão cont ou ael asobr e nosso…acor do. ” “ Não” ,r espondoenf at i cament e.“ Eumei oqueest av apensandoem mant erem segr edo.Pr aspessoasnãocomeçar em at i r arum mont e deconcl usõeser r adas. ” “ Concor do” ,el e se apr essa em di zer .“ É que… f i queicom a sensaçãodequeel aquerqueeuachamepr asai roucoi sadot i po. Vai v ersousóeusendoconv enci do.Nãodev esernada. ” Ol hopar aopr at o.Tem al gumacoi saaí .Osi nst i nt osdel enão f al ham.Si nt oumapont adadecul pa.


Pel of at odet erf ei t ot udopar ai mpedi rqueLor i f i cassecom Ben, par adepoi st r ansarcom el eeumesma. Masnãof oi porci úmenem nadadot i po. Sónãoquer oqueLor i sof r apornãosercor r espondi da.Por quesei quecor r er i aum sér i or i scodeseapai x onarporel e. Eunão.Est oudeol hosbem aber t os.Emeusol hosdef i ni t i v ament e gost ar am dev erabar r i gat anqui nhodel eal gunssegundosat r ás. Quandocomeçoamedei xarl ev arpel ami nhai magi nação— v ej o mi nhal í nguaper cor r endoasl i nhasdoabdomedef i ni dodeBen—, um pensament omev em àment e. Éumadi st r açãomui t omai orqueumabar r i gat anqui nho. “ Vocêgost adaLor i ? ” , per gunt o. El epar ademast i gar , eaexpr essãoquesur geem seur ost oé cômi ca.Et r anqui l i zador a. “ Não” , Benr espondedepoi sdeengol i r .“ Querdi zer , gost o, cl ar o, masnão…Eunão…” “ Jáent endi ” , di go, com um sor r i si nho.“ Vocênuncanem pensou. ” El edádeombr os.“ El aéót i ma.Sóquenãoest ouaf i m denamor ar , nem mesmoal guém l egal comoel a. ” “ Éoquesempr edi gopr ael a! ” , r espondo, j ogandoasmãospar a ci ma.“ Masel ai nsi st e. ” Benl ev ant aassobr ancel has.“ Por quesoui r r esi st í v el . ” I gnor oo coment ár i o. “ Você v aimecont ar ,cer t o?Quando est i v eri nt er essadoporumagar ot a…pr anamor ar . ” El eassent e.“ Cl ar o, com cer t eza.Voumant endov ocêat ual i zada sobr eor esf r i ament odoi nf er not ambém. ” Vol t oameconcent r arnoj ant ar , sat i sf ei t aport erdei xadoascoi sas cl ar asquant oaLor i . Masf i comeper gunt andosenãoser i amel horcont arael asobr e nossoacor do.Por que, sedescobr i rporaci dent e, v ai f i carchat eada. Nãoachoque


consegui r i aent ender . Namai orpar t edot empo, Lor i acei t aof at odequeBeneeusomos sóami gos. Mascont arqueest amost r ansandopodedaraent enderqueabuso daboav ont adedel a. ELor i nãoser i aaúni caaol hart or t opar anós.Tenhoasensaçãode quet odomundoqueconheçot er i aumaouout r acoi sapar af al ar sobr emeuacor docom Ben. Masnãoest ounem aí .Sóconsi gopensarnof at odequedaqui a v i nt emi nut os… Esper aaí !Vi nt emi nut os? Lar googar f or ui dosament eef i cool handohor r or i zadapar ameu pr at oquasev azi o. Benol hapar ami m, sem par ardecomer .“ Oquedeuem v ocê? ”“ Pr eci sodeum adi ament o” , av i so. El ef r anzeat est a.“ Est ádandopr at r ás agor a? ”“ Não, éque…pr eci sodeumahor a amai s. ” El eol haporci madoombr opar aor el ógi o, depoi sdenov opar ami m. “ Porquê? ” Apont opar aopr at o.Nãoest ánacar a? Benf azquenãocom acabeça, most r andoquenãoent endeu. Homens. “ Acabei decomerf r angoàpar megi ana” , expl i cocom t odaa paci ênci a.“ Edaí ? ” “ Edaí ” , cont i nuo, “ quepr eci sodeum t empoat éacomi daassent ar . ” “ Nãov amosnadar , Par ks.Vocênãopr eci sadarum t empodepoi s decomer . ” El e põe out r o enor me bocado na boca.Fi co só obser v ando, per pl exa.“ Est ámedi zendoqueconseguesent i rt esãol ogodepoi sde t r açarum pr at odesses? ”


Benol hapar aacomi daedepoi spar ami m.“ Cl ar o. ” “ Bom, eunãoconsi go.Soumul her .Asensaçãodebar r i gaest uf ada pr eci sapassar . ” “ Bar r i gaest uf ada?Vocêporacasosabeoqueéi sso? ” “ Cl ar oquesei …ah, esquece” , di go, af ast andoacadei r aepegando meupr at o. “ Esper aaí . ”Bensegur ameupul soquandof açomençãodei rat éa pi a, ent ãoespet aogar f onoúl t i mopedaçodef r angodomeupr at oe l ev aàboca. “ I nacr edi t áv el ” , mur mur o. El ev em at r ásdemi m,pegaopr at odami nhamãoant esqueeu possaenxaguarepõenamáqui na.Encheral av al ouçaséumacoi sa queel esabef azerdi r ei t o.Esv azi ar , nem t ant o. “ Vocênãoest áf al andosér i o, né? ” , Benper gunt a. “ Cl ar o queest ou!Nãopossot r ansaragor a.E seeut i v eruma… congest ão? ” Bencai nagar gal hada.“ Mi nhanossa, nãoéàt oaquev ocêeo Lancenuncat r ansav am.Congest ão? ” Douum soconoombr odel e.“ Cont i nuaf al andoassi m queo adi ament ov ai serporal gunsdi as. ” “ Tudobem,t udobem,escut asó. ”El epõeasmãosnosmeus ombr os.“ Achoque t al v ezsej anor malv ocêsesent i rassi m num pr i mei r oencont r o,ounapr i mei r av ezquev aipr acamacom ocar a dest i nadoaserof ut ur osr .Bl ant on.Massousóeu,Par ks.Foipor i sso que a gent ef ezesse acor do,não f oi ?Pr a não t erque se pr eocuparcom bar r i gachei a, congest ão, gases…” Lev ant oodedo.“ Nadadegasesnacama.Ent endi do? ” El e cont i nua como se eu não t i v esse f al ado nada.“ Você não pr eci sasepr eocuparem f i carnum ângul oquenãof or mebar r i ga—e nãoadi ant ament i r , seiqueasgar ot asf azem i sso—, eeunãopr eci so esquent aracabeçacom oquev ocêv aiachardot amanhodomeu


pau.Essaúl t i mapar t eébr i ncadei r a,por quecausoumai mpr essãoe t ant o…”


Dour i sadaeoempur r odel ev e.“ Tácer t o, v ocêv enceu.Pr omet e quenãov ai r epar arnami nhabar r i gaest uf adaeeupr omet onãor i rdo pi nt opequeno. ” Osor r i sodel eseconv er t eem umaser i edadef i ngi da.“ Ret i r e i sso. ”Doudeombr os.“ Tenhomi nhast eor i as, e…” Benagar r ami nhaci nt ur a.Ant esqueeuper cebaoqueest á acont ecendo, v ousendol ev adadacoz i nhapar aaescada. “ Pr aondeagent eest ái ndo? ” “ Oqueacha? ” , el er ebat e. “ Masai ndanãosãooi t o hor as. ” “ Est áper t odi sso, Par ks.Bem per t o. ”Bom… Ent ãot á.


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BEN “ Vocêpr i mei r o” , di go. Par kerpõeasmãosnaci nt ur a.“ Dej ei t onenhum.Vocêpr i mei r o. ” Douum sor r i so, t i r andoacami set aporci madacabeçaant esque el at er mi nedef al ar . Euaj ogonochão. Osol hosdePar kersev ol t am par ameuabdome descober t o.“ Vocêsabi aqueeui adi zeri sso” , el ame acusa. “ Poi sé.Agor aésuav ez” , i nsi st o. El anãosemov e.Fi camospar adosnaf r ent eum do out r o.“ Apor t aest áaber t a” , el adi z, t odapur i t ana. “ Nãot em mai sni nguém aqui ” , r espondo, com oqueconsi der ouma paci ênci aadmi r áv el .“ Sóagent e. ” “ Mas…” Est oupr epar adopar ai sso, ent ãot i r oeumesmoabl usadel a.Por sor t e, éumacami set i nhal i st r adaf áci l dear r ancar . “ Ben! ” , el agr i t a. Jogoabl usaem ci madami nha. Sucesso!Sóquenãomesi nt ot ão t r i unf ant e. Por que, apesardopapodebar r i gaest uf adaesei l áoque, domeu pont odev i st ael aéabsol ut ament eper f ei t a. Pensei queest i v essepr epar ado, masaov ersuaci nt ur af i naeseus


pei t osgr andesf i cocom abocaseca, emeucĂŠr ebr onĂŁoconsegue f unci onardi r ei t o. Sem menci onaropaudur o.


Mi nhar espost aaocor podel adev et erf ei t ocom queganhasse mai sconf i ança.Suaapr eensãodesapar ecedi ant edosmeusol hos, subst i t uí daporum sor r i si nhomal i ci oso. “ Suav ez” ,el adi z,t odamei ga,v ol t ando acol ocarasmãosna ci nt ur a,masdessav ezdeum j ei t ol ent oepr ov ocat i v o,enquant o i ncl i naoquadr i l par aol ado. Meusmov i ment osnãosãot ãonat ur ai sdessav ez . Consi goabr i racal çaj eanst r anqui l ament e,mas,napr essadet i r ar ar oupa,esqueço que ai nda est ou de sapat o,ent ão pr eci so i r cambal eandoat éacamapar amel i v r ardel es. Par kerr i dami nhaf al t adej ei t o, eeuj ogoacal çaem ci madel a. Est oucom t esãopr acar al ho,ecom ai mpr essãodequeosexo com Par kerpodeserdi v er t i docomonunca. Jogoasmãospar at r ás,usandoapenasumacuecaboxeraome apoi arnacama.Or i sodel amor r eaospoucos. Par kerl ev aopol egaràbocaemor dea unha.Est áner v osa. Eeuv oumudari sso. Fi codepéev ouat éel abem dev agar .Fi camoscar aacar a.El aest á com um sut i ãpr et oder endabem decot ado,masf açof or çapar a ol harapenaspar aseur ost o. “ Mebei j a” , peço. “ Hã? ”Par kerest áol handopar ami nhacueca.Oumel hor ,par ao v ol umedent r odel a. “ Mebei j a. ”Dessav ezéumaor dem. Osol hosdel aencont r am osmeusporapenasum moment o,como sepr ocur asseumaconf i r mação.Ent ãopar ecem encont r ar ,por que bai xam pr ami nhabocaef i cam nebul osos. Eumeapr oxi mo,i ncl i nandoacabeçadel ev epar aquef i quemai s f áci l meal cançar .


“ Mebei j a. ”Agor aéum sussur r o. Par kerf i canapont adospés,l ev ant aoquei xoedev agar— bem dev agar i nho—encost aabocanami nha. Ent ãomebei j a. Per mi t oqueassumaocont r ol e.Éomí ni moquepossof azerdepoi s depr at i cament edev or aragar ot anapar ededacozi nhaont em.Éa v ezdel adeconduzi r . Par kersegur ameur ost o,eseusl ábi ossepar am osmeus.Sua l í nguaencont r aami nha,apr i ncí pi ocom cer t acaut el a.Sol t oum gr unhi do, degust andoasensação. Osbr açosdePar kerenl açam meupescoço, apr of undandoobei j oe f azendo nossos cor pos se encont r ar em em um cont at o de pel e cont r apel e. Nessemoment o,per coacabeça.Meusbr açosaenv ol v em pel a ci nt ur aemi nhasmãosacar i ci am cadapedaci nhodepel edescober t a enquant oabei j oav i dament e. Lev ant ooquei xodel acom onar i zenquant obei j oseupescoço. Par kerj oga a cabeça par at r áscom um gr unhi do,f azendo seus cabel osl i ndosemaci oschegar em quaseat éabunda. Ent r el açoosdedosnaquel eondul adoescur opar aquef i queno l ugar .Ai ndaest oupar av erumamul herquenãogost adebei j osno pescoço, mas Par kerador a.El aseesf r egat odaem mi m.Est oumai squedur o, e ai ndanem t i r ei osut i ãdel a. Porf al arni sso… Com r el ut ânci a,meusdedossol t am seuscabel osemi nhaboca t omaadel aenquant osuboasmãosporsuascost as, at échegarbem per t odof echo. Consi goabr i rcom f aci l i dade,masf açoumapausaant esdet i r ara peçader enda,i ncl i nandoacabeçal ev ement epar at r áspar aencar ar Par keregar ant i rqueest amosem si nt oni a. Osol hosdel aest ãomar ej adoseacesos.


Com cer t ezaest amosem si nt oni a.


Com um sor r i somal i ci oso,desl i z oasal çaspel osombr osdel a, par andopoucosmi l í met r osant esqueosut i ãcai a,sópar at or t ur ar nósdoi s, eent ão… Par kerBl ant onest ásemi nuanami nhaf r ent e. Meusor r i soseal ar gaquandool hopar abai xo.“ Achoqueessa podet ersi doamel hori dei aquev ocêj át ev e, Par ks. ” “ Mai sação, menosf al at ór i o. ”Av ozdel asai r oucaeásper a. Lev ant oasmãos,masmei nt er r ompoant esdet ocar .“ Penseique v ocêqui sesset r ansarcom seumel horami goexat ament epr apoder conv er sar .Nãof oi i ssoquev ocêf al ou? ” El asol t aum gr unhi dodef r ust r ação,ar queandoascost aspar a l ev arseuspei t osàsmi nhasmãos,ent ãoper ceboqueest ámai sdo quecer t a. Est ouf al andodemai seapr ov ei t andodemenos. Seuspei t ossãogr andes, f i r meseper f ei t os.Bem sensí v ei st ambém, consi der andoosgemi di nhosqueel asol t a. Dei xomi nhasmãosexpl or ar em àv ont adeeapr ender em seus cont or nosant esder ecompensarnósdoi scom umacar í ci anos mami l os.El ar eageaper t andomi nhabundaemepuxandopar aj unt o desi com um gemi dosuav e. Euabei j odenov o, sóumav ez, com f or ça, eem segui daaempur r o nadi r eçãodacama, f azendocom quesent e. Meusol hosnãodesgr udam deseuspei t osmar av i l hososenquant o meusdedosabr em osbot õesdacal çapr et aqueest áusando.Eua puxo porsuas per nas compr i das e a j ogo na pi l ha de r oupas descar t adas.Agor aPar kerest ásócom umacal ci nhapr et ami núscul a eeudecueca. Não consi go par arde ol harpar a el a,o que não a i ncomoda, apar ent ement e.El aest áocupadaf azendosuaspr ópr i asobser v ações, eem segui dat apaabocapar asuf ocarumar i sadi nha. “ Émui t al oucur af azeri sso? ” , Par kerper gunt a.


“ Com cer t eza” ,r espondo,apoi andoum j oel honacamaeumamão em seuombr opar adei t arseucor po. SePar kergost oudami nhabocaem seupescoço, cur t eai ndamai s quando


encont r aseuspei t os.El af i cal oucaquandoapr ov ococom bei j osde l ev enasl at er ai s,quandopassei ocom al í nguaent r eosdoi s,ama quandoabocanhoum mami l oecomeçoachupar . Est out ãoper di doem suaper f ei çãoquenãoper ceboquesuas mãost ent am ent r arf r enet i cament enami nhacueca. “ Tem al guém com pr essaaqui ” , coment o, r ecuandoum pouco.“ Tr êsmeses, Ben” , el adi z.“ Fazquaset r ês meses. ” “ Nãopr eci sadi zermai snada. ” Eu mel i v r o da cueca em quest ão desegundos,mast i r o sua cal ci nhabem dev agar i nho,par aaument arat ensão,per cor r endocom osol hossuasper nascompr i das. Ent ãoj ogodel adoaúl t i mapeçader oupaent r emi nhamel hor ami gaeeu.Enãomear r ependonem um pouco. El apel oj ei t ot ambém não, por queseapoi aem um doscot ov el ose mepux apar aum bei j omai sdoqueacal or ado. Ret r i buo,enossasl í nguascomeçam asemov ernomesmor i t mo enquant omi nhamãov aibai xandopel oseucor po,passandopel o abdomel i si nho( “ bar r i gaest uf ada”coi sanenhuma)at éeuasent i r t odagost osa, mol hadaequent i nhanapont adosdedos. Par kermor demeupol egarquandodesl i zoum dedopar adent r o,o quedest r óiopoucoquemer est adeaut ocont r ol e.Eumel ev ant oe cor r o par a o cr i adomudo como um homem mor t o de sede mer gul har i aem um l ago.“ Ondeest ãoascami si nhas? ” Par kernãor esponde.Enãopr eci sa, por quenagav et anãot em nada

al ém decami si nhas. “ Put amer da,Par ks.Achoquev ocêacaboucom osupr i ment ode l át exdopl anet a. ” El amor deol ábi oeol hapar ami m.“ Passeinoat acadãoenquant o v ocêest av anaacademi a. ” Sóconsi gobal ançaracabeçaenquant opegoumaent r eoi t o


mi l hĂľesde


embal agens.“ Umagar ot aquecompr acami si nhasporat acado…A gent edev i at erf ei t oi ssoant es. ” Me v ol t o de nov o par a el a e,apesarda ur gênci a de poucos i nst ant esat r ás, pr ocur oobser v arseur ost o. Éent ãoque acont ece.Opont o dev i r ada. E,apesardenuncat ert i dot ant av ont adedeal gumacoi sanav i da comodemeenf i arnomei odasper nasdel a,nãopossoar r ui nar nossaami zade.Pr eci sosaber … El aest endeosbr aços.Meu pau pul saem suamão.Par kero acar i ci acom mov i ment osf i r mesef l ui dos, l ambendoosl ábi os. “ Ent ãot ábom” ,mur mur oenquant osol t oum gr unhi doeabr oa embal agem dacami si nhacom osdent es. El aseaj ei t anacamaquandomeapr oxi mo, abr i ndoasper naspar a eu meacomodarent r eel as.Est áof egant eagor a.Eu t ambém,e par ecel oucur anãot erf ant asi adocom essemoment odesdequea conheci , por quenuncasent i um desej ot ãof or t e. Posi ci ono as mãos uma de cada l ado de seu cor po.As del a pousam sobr easmi nhas,eesper oomai ort empopossí v elpar a sabor earomoment o. Met onel ae,nossa,est ápr ont i nha.Respi r ocom f or çai ndoai nda mai sf undo,sent i ndosuasunhassecr av ar em em mi m,mepux ando par amai sper t oenquant or esmungaal goquepodeserum “ v em” . Quandoest oui nt ei r i nhodent r odel a, f açouma pausa.Sabor ei oomoment o. Eu não di r i a queapr esso ascoi sascom out r asgar ot as,mas, v amosencar arosf at os,umav ezdent r o,acoi sav i r aumacor r i da r umoàr ecompensa, cer t o?Soudot i popápum. Mascom Par kerédi f er ent e.Poral gum mot i v oémai si mpor t ant e, ent ãof i copar adoum i nst ant e,sent i ndoseucor po,obser v andoseu r ost o, r epar andoem suar espi r ação.


Ent ãoescut oav ozdel adenov o.“ Vem. ” Eumei ncl i nosobr eel a,encont r andoseusl ábi oscom osmeus enquant ot i r ot udo,depoi smeaf undoporcompl et onel a.Nósdoi s gememosaomesmot empo. Mant enho um r i t mo l ent o econst ant e,o máxi mo queconsi go, quer endoagr adarPar ker ,por que,comoel amesmadi sse…f azt r ês meses. Maspel oj ei t oasecaadei xouempol gadaepr ont apar aaação, por quesuar espi r açãoseacel er anum i nst ant eeseusquadr i sse r emexem, meobr i gandoaacel er aror i t mo. Seiqueel aest áchegandol á,ent ãov oubai xandoamãopel oseu cor po,eéobast ant e;umaesf r egadi nhacom odedoeel asear quei a t oda, gr i t andoemeaper t andodent r odel aaomesmot empo. Osom eav i sãodel asedesf azendot odanoor gasmoacabam comi go. Sóconsi godarmai sduasest ocadasant esdet ambém chegarao cl í max,pr endendoapel emaci adeseupescoçoent r eosdent es,de l ev i nho, enquant oest r emeçot ododent r odel a. Ent ãodesabo. El amedei xadei t ar ,t i r andoosbr açosdasmi nhascost aseos dei x andopar adosaol adodocor poenquant or espi r opesadament e cont r aseupescoço. Nãosei quant ot emposepassaassi m.Segundos? Mi nut os?Di as? Par kerv i r aacabeçapar acol arabocanami nhaor el ha.“ Ent ão. ” “ Ent ão” ,di go,ant esdemel ev ant arsóosuf i ci ent epar aobser v ar seu r ost o, r ezando par a não encont r ar nenhum si nal de ar r ependi ment o. “ I ssof oi …” El asei nt er r ompe. “ Poi sé” , r espondo.Por queeuent endo.Nãodápr aexpl i car .


“ Ent ão…denov o? ”Seut om dev ozéesper ançoso.Abr oum sor r i so.Agent edev i amesmot erf ei t oi ssomui t ot empoat r ás.


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PARKER Vi nt e mi nut osdepoi s,o f ogo di mi nui u pel o menosum pouco. Temposuf i ci ent epar aBeneeuv ol t ar mosaf azeroquesempr e f i zemost ãobem: Br i garpar ausarochuv ei r o. “ Ganheiaapost adobei j ocom f ol ga” ,di go,t ent andobel i scaro br açodel e,caí dosobr emi nhabar r i ga.“ Aquel ebei j of oipéssi mo,eu t omobanhopr i mei r o.Um mêsi nt ei r o.Er aot r at o.Agor amedei xa l ev ant ar . ” “ Sem chance.O bei j odeont em nãof oipéssi mo.Pr enseiv ocê cont r aapar ededacozi nhaer ol out ot al . ” “ Essef oiosegundobei j o” ,ar gument o,t or cendopar aqueel enot e meut om dev ozpr of essor al .“ Ot r at oer ar ef er ent eaopr i mei r o. ” “ Nãot ev esegundobei j o,f oiumacont i nuaçãodopr i mei r o.Achei queagent et i v esseconcor dadocom i ssoont em ànoi t e.Vocêat éme dei x ouescol herocanal . ” “ Bom,agor at i v et empoder epensarascoi sas” ,di go,t í mi da.“ E deci di quequem ganhouf ui eu. ” “ Ah,v ocêdeci di u” ,el er esponde,seapoi andonobr açopar ame ol har .“ Ent ãoéassi m? ” Fi nj opensarar espei t o.“ É.Bem i ssomesmo. ” El eest r ei t aosol hos.“ Fi zv ocêgozar .Duasv ezes.Nãopodet er doi sor gasmoseserapr i mei r aat omarbanho. ” Consi gol ev ant arseubr açoosuf i ci ent epar amedesv enci l har .“ É porcausadosor gasmosquepr eci sodeum banho.Est out oda… gr udent a. ”


El eer gueumasobr ancel ha, depoi ssent a, sem nenhumav er gonha desua


nudez.“ Ah, v ocêquerent r arnapar t el ogí st i cadacoi sa.Voumost r ar pr av ocêoqueagent et em quel i mparpr i mei r o. ” El eapont apar aochão, eeuol hopar aascami si nhas usadas.Eca. “ Tôf or a” , di zemosaomesmot empo. Sai ocor r endopar aobanhei r oedouum gr i t oquandoouçoseu “ Nem f odendo! ” , segui dodosom deseuspésnochão. Est ouquasef echandoapor t aquandoel easegur acom amão espal madaeent r acomi gonobanhei r o. “ Sej acav al hei r o, Ol sen” , di goaos r i sos.“ Sej aumadama, Bl ant on. ” Est amossor r i ndoum par aoout r of ei t odoi si di ot as, enãoent endo porque penseique t al v ez não f osse darcer t o.Cl ar o,f oimei o esqui si t opor ,t i po,mei osegundo,quandoel et i r oumi nhabl usa,mas depoi sf oi …bom.Não, f oi per f ei t o. E,omel hordet udo,f oidi v er t i do.Nãoépori ssoqueaspessoas f azem sexo? El eseapr oxi mademi m edouum passoat r ás,not andoquenão exi st emai sespaçoent r emi m eabanhei r a. Quandoper cebequenãot enhopar aondei r ,el epar aesei ncl i na um pouconami nhadi r eção, ent ãoum poucomai s, eaí … El eenf i aamãoat r ásdacor t i naeabr eat or nei r a. “ Esper oqueest ej aesquent andoaáguapar ami m” , di goquandoel e endi r ei t aocor po. “ Não. ”Benpuxaacor t i na.“ Est ouesquent andopr agent e. ” “ Quê?Ah… ah! ” ,excl amo quando suasmãosencont r am mi nha ci nt ur a, meconduzi ndopar aabanhei r a.El eent r acomi go, f echandoa cor t i napar aquef i quemossónósdoi sl ádent r o, com nossanudezeo v apordaágua. “ Esper t i nho” ,di gocom av ozmei oaguda,enquant osuasmãos sobem pel asl at er ai sdomeucor po.


“ Ah,é? ”El esei ncl i napar aaf r ent eemor dedel ev emi nhaor el ha. “ Pensei quet odomundosai r i aganhandoassi m. ” Suabocadescepar ameu pescoço,emeusol hossef echam. Sempr ef ui l oucapori sso, eBendescobr i ur api di nho. El echegamai sper t oemeusol hossear r egal am. “ Comoassi m?Vocêj áest ápr ont odenov o? ” , per gunt o. Si nt oseusor r i sosef or marnomeupescoço.“ Tenhov i nt eequat r o anos. Est ounoaugedami nhav i dasexual . ” Lancet em v i nt eequat r oanost ambém, masédot i poquepegano sonol ogodepoi sdapr i mei r a.Apósduasr odadasdesexoat odoo v apor ,nãot enhocomoquest i onarqueocor podeBenest ápr ont o par aat er cei r a. E,par ami nhasur pr esa,omeut ambém.Doi smi nut osat r ás,t i nha cer t ezadequesóquer i aum banhodemor adoequent e,depoi sum ci gar r i nhopar acomemor arof i m docel i bat o,mascom abocadel e f azendoi ssoper t odami nhaor el ha… Mi nhasmãospassei am porseut r oncoper f ei t o,easpont asdos meusdedosdemonst r am um i nt er esseespeci alpel asl i nhasdeseu abdome.Ent ãor el embr oav i sãoquet i v e.Depassaral í nguaport oda aquel abar r i gadel i ci osa. Empur r oBenpel osombr os,eel er ecua.Mesi nt oest r anhament e f el i zao v erseus ol hos mar ej ados de desej o só porbei j armeu pescoço.Vamosv ercomov ai r eagi rai sso… Mei ncl i nopar aaf r ent e,encost andoosl ábi osdel ev eem seu ombr oedandoumamor di danãot ãodel ev eem suacar nef i r me. El esol t aum si bi l o,esor r i oenquant omeusl ábi osdescem at é encont r arogl or i osot anqui nho. Dei xomeusl ábi osemi nhal í nguaencont r ar em ocami nhopel a super f í ci er í gi daemuscul osadeseuabdome.Seusdedosagar r am meuscabel osmol hados,eaáguaai ndaquent ecaisobr emi nhas


cost asenquant oexpl or o. Meusl ábi osdescem um poucomai s, eescut oar espi r açãodel ese acel er ar .


Pensament ossaf adoseper v er t i dosdomi nam mi nhament e.Abr o um sor r i soem suabar r i gaeaj oel ho. Ol hopar aci mal ambendoosl ábi os, eBensol t aum gr unhi do. Pegoseupaucom aboca, eel esol t aum pal av r ão.Abr oum sor r i so v i t or i oso.Nãocost umosert ãoousada,masporal gum mot i v ocom Benédi f er ent e.El ef azcom queeumesi nt aconf i ant e, cur i osaesemv er gonha. Mui t osemv er gonha. Ci ncomi nut osdepoi s,um Benof egant emepõedepédenov o,e abr oum sor r i si nhopr esunçoso. El eest r ei t aosol hos.“ Est ásesent i ndot odaor gul hosadesi mesma, né? ”“ Équenuncaouv i v ocêdi zermeunomedessej ei t oant es.Mas aáguaest á f i candof r i a, e…” El emev i r a, i nv er t endoasposi ções.“ Vocêv ai esqueceri sso r api di nho. ”“ Nãov ou, não…” Ent ão el ef i cadej oel hos,eésuav ezdemeol harcom uma expr essãochei ademal í ci a.“ Ben…” El esei ncl i napar aaf r ent eesual í nguameencont r a.Mi nhanossa, Benest av acer t o.Esqueçot ot al ment eaáguaf r i a. Vár i osmi nut osdepoi s,el ef i cadepé.Quandopar odeof egar ,dou um t apaem seuombr o.“ Quem est át odoor gul hosodesimesmo agor a? ” Nósnosensaboamoseenxaguamosàspr essasnaáguagel ada ant esdecomeçarabr i garporcausadat oal ha, comoesper ado. “ At oal haémi nha, Ben.Épori ssoqueel ast êm cor es di f er ent es. ”“ Si m, masj áusei essademanhã” , el edi z. “ Eusabi a!Sabi aquev ocêest av ament i ndo. ” Benseapr ov ei t adami nhai ndi gnaçãopar at i r arat oal hadami nha mão.“ Nãopensaquesópor queagor aagent et r ansaeuv oucomeçar aagi rdi f er ent e. ”


“ Ti pocomoum adul t o? ” ,mur mur oenquant opr ocur oumat oal ha ext r aembai xodapi a.


El epar adeseenxugar .“ Comoéqueeunãosabi aquet i nhat oal has l i mpasaíembai xo? ” “ Si mpl es” ,r espondo.“ Éoar már i odosmat er i ai sdel i mpeza,oque si gni f i caquev ocêt em av er sãoael e. ” “ Hum. ”Benmeempur r apar aol adoeabr eoar mar i nhodoespel ho par apegarodesodor ant e. Façoomesmo,ent ãomedoucont adecomoessasi t uaçãoéboa. Não r ol ou nenhum const r angi ment o, nenhum ar r ependi ment o, ni nguém par eci adesesper adopar asel i v r ardoout r o. “ Querv erum f i l me? ” , Benper gunt a, amar r andoat oal hanaci nt ur ae abr i ndoapor t adobanhei r o. “ Cl ar o.Euescol ho. ” “ Não.Seugost oépéssi mo. ” Desf açoonóqueel eacaboudedar , eat oal hacai .Bent r opeçade l ev e.“ Ops” , di gocom umav ozmei ga, passandoporel enadi r eção doquar t o.“ Sópor queagent eest át r ansandoagor anãoquerdi zer quev ocêpodeme v erpel adoquandoqui ser …” Sol t omi nhat oal ha,pr opor ci onandov i sãot ot aldami nhabunda enquant omeaf ast o. “ Tá,v eroout r opel adoquandoqui seréumaboai dei a! ” ,Bengr i t a at r ásdemi m quandof echoapor t adoquar t o. Ai ndaest ousor r i ndoenquant ov i st oopi j ama,pr endoocabel o mol hado em um coque e desço par a a sal a,onde Ben j á est á posi ci onadonosof á, com ocont r ol er emot onamão. Ol hopar aacai xadeDVDaber t anamesi nhadecent r o.“ Apr opost a ? ” , per gunt o, t odaani mada.“ Sér i o? ” El e sol t a um suspi r o de desâni mo. “ Pode consi der ar um agr adeci ment opel oqueacabadeacont ecer . ” Abr o um sor r i so emej ogo do l ado del e,cont ent eapont o de par ecerr i dí cul a.Não, mai squei sso.Fel i z.Agent edev er i amesmot er f ei t oi ssohá


mui t ot empo.


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BEN Par kerest át ot al ment enocl i madekar aokê.Duast açasde espumant ee bum .El aest ánopal co. Nãoénem av ezdel a, masachoqueessaéumadasv ant agensde serl i ndaet erumaami gai gual .Bast ar am oi t o segundosedoi s sor r i sosboni t osdeLor iePar ker( com umaaj udadodecot edeLor i , acho)par aconv enceroscar asqueer am ospr óxi mosdaf i l aadei xar queasduaspassassem naf r ent e. “ Suagar ot aéboani sso” , Jasonmedi z, sent andoaomeul adocom um copodeuí sque. Fi cot ensoporumaf r açãodesegundoaoouv i rJasonser ef er i ra Par kercomomi nhagar ot a,masseiqueel ej ádi ssei ssoum mi l hão dev ezes,quandoai ndanãot í nhamost r ansado,eel esóquerdi zer queel aé…bom, mi nhagar ot a.Masnãonessesent i do. Enf i m. Par kercant abem.Mui t o.El aeLor iescol her am umamúsi caant i ga doDest i ny ’ sChi l d— ot i podemúsi caqueeunãosaber i anomearou di zerde quem é nem se mi nha v i da dependesse di sso,mesmo conhecendoal et r ai nt ei r a. Obarest áador andoasduas. Ér ar oapar eceral guém num kar aokêcom umav ozeum v i sual ar r asador es, maséocasodePar ker . Av ozdeLor inãoét ãoboa,eel asel i mi t aaoacompanhament o, masest ál ongedeserdesaf i nada.Al ém di sso,est ámai sdoque compensandoaf al t adet al ent ov ocal com dança.


Aot er mi nar , el assãoapl audi dasdepé, ev ol t am par aamesaaos r i sos.Par kerpegami nhabebi daedáum gol eenor me.“ Del í ci a! ” “ Acer v ej aouopal co? ” , per gunt o. “ Asduascoi sas. ”El aser ecost anoassent ocom um sor r i so.“ Acho queagent epr eci sademai schampanhe. ” “ Vocêsempr eachaqueagent epr eci sademai schampanhe” ,Lor i di z.“ Masdessav ezeuconcor do. ” Jason chamaum gar çom com car adet édi o epedi mosout r a r odadaenquant oLor i ePar kersepr epar am par aapr óxi mamúsi ca. “ Vamoscol ocarnossonomenal i st a” , di zLor i .“ Apesardequecom cer t ezav ãodei xaragent ef ur araf i l adepoi sdanossaapr esent ação. ” “ Tá.Sópr eci sodeumabebi dapr i mei r o” ,Par kerav i sa.“ Umadose decor agem. ” “ Humhum” ,Lor ir esponde.Em segui daseusol hosazui ssev ol t am par ami m.“ Fazum duet ocomi go, Ol sen. ” Par o debeberacer v ej aenot o quePar kerl ançaum ol harde sur pr esaant esdesev i r arpar ami m. Façoquenãocom acabeça.“ Sem chance.Chamao Jason. ”“ Dej ei t onenhum” , el er et r uca.“ Eunãocant o. ” “ Penseiqueokar aokêt i v essesi doi dei asua” ,Par kercoment a, i ncl i nandoacabeça. “ Gost odev erout r aspessoaspassarv er gonha” ,el edi z,apont ando par aopal co,ondeum gr upodemul her esembr i agadasat r opel aa l et r ade“ Gi r l sJustWannaHav eFun” . “ Qualé? ” ,Lor ii nsi st e,medandoum chut edel ev eporbai xoda mesa.“ Vai serdi v er t i do. ” Ol hopar aPar ker , quedádeombr os.“ Vai l á.Suav ozémel horquea damai or i adaspessoasqueest ácant ando. ” OquePar kernãodi zéqueem ger aleucant ocom el a.Agent ei a ao kar aokê quase t odo f i m de semana na época da f acul dade, escol hendodesde


bal adascount r yat éhi t s.Édi v er t i do.Oupel omenoscost umav aser . Masel anãopar ecenem um poucoi ncomodadacom of at odeque mi nhapr i mei r amúsi cadanoi t ev ai sercom Lor i .Eporquef i car i a? Par kermedáumapi scadi nha.Encol hoosombr os,ol handopar a Lor i .“ Cer t o.Bel eza.Vamosnessa. ” Osor r i sodeLor iéum poucomai sempol gadodoquedev er i a,eo j ei t ocomoel asegur ami nhamãoassi m quef i codepét ambém é bem desnecessár i o, masenf i m… Sua cer t eza de que v aiconsegui rf ur ara f i l a se r ev el a bem f undament ada.I nst ant esdepoi s,est oucom um mi cr of onenamão, cant ando“ You’ r et heOneIWant ” ,deGr ease,com Lor i .A pl at ei a par ecegost ardenósquaset ant oquant odel asduas. Per cebo umaboaquant i dadedeol har esi nt er essadosdapar t e f emi ni nadapl at ei aquandoi mi t oadanci nhadoJohnTr av ol t a. Pi scopar aumagar ot ai nt er essant eem umamesamai saof undo. Umamor enacom um v est i dov er mel homat ador .Masent ãomeu ol harsev ol t apar anossamesa. Jasonai ndaest á l á.Par kernão. Porsor t e,conheçodecoral et r adessamúsi cai r r i t ant e,gr açasa nossasi dasaokar aokênaépocadef acul dade, ent ãopossocant arno aut omát i co,sem pr eci sarol harpar aat el a,enquant oesquadr i nhoo r eci nt oem buscadePar ker . Láest áel a, conv er sandocom um car a.Epar ecei nt er essada. Hum. Lor ipegami nhamãopar aum passodedançamei or i dí cul odos anos50 quecombi nabem com amúsi ca.Ent ão encer r amosde manei r aespet acul ar , sem f al samodést i a. Est át odomundogr i t andoeapl audi ndo.


TodomundomenosPar ker ,quemalt i r aosol hosdol oi r ocom quem conv er sanobar . Fi cof el i zporel a. Tal v ezf i nal ment eest ej apegandooj ei t odacoi sa. Por r a,t al v ezel asópr eci sassedesexobom dev er dade— não est oumegabando, sóf al andoav er dade—par asesol t ar . Eosexocom Par kerf oimui t omai squei sso.Foiexcel ent ena segunda,quandoquebr amosogel o.Eai ndamel hornat er ça.Ena quar t a,enaqui nt a.Ehoj e,quandot r ansamosnacozi nhapoucos mi nut osant esdesai rpar aencont r arLor i eJason. Nãoqueol oi r odecami sabr ancav ámeagr adecerpori sso.El enão f az i dei a de que sou o r esponsáv el pel a r ecémconqui st ada aut oconf i ançasexual dePar ker . Eu. Est out ãopr eocupadot ent andoav al i aroqueest ár ol andocom Par kerquenem per ceboqueLor inãosol t oumi nhamãoquando descemosdopal co. Sóaochegaràmesaconsi godesv enci l harmeusdedosdosdel a, usandomi nhacer v ej acomopr et ext o. “ CadêaPar ker ? ” ,el aper gunt aaJason,quepar ececadav ezmai s bêbadoeai ndamenossut i lnosol har esquel ançapar aodecot ede Lor i . El eapont acom oquei xopar aobal cão.Lor iv i r aacabeçapar a l ocal i zaraami ga. “ Ah!Um gat i nho.El apar ecebem f el i z. ” Lor iest endeamãopar ami m.“ Tocaaqui .Achoqueasl i ções f i nal ment e est ão sur t i ndo ef ei t o.Nossa gar ot a est á ent r ando no r i t mo! ” Bat o na mão del a,pr ov av el ment e com mai sf or ça do que o necessár i o, et omomai sum gol edecer v ej apar anãoacabardi zendo quef ui euquef i zPar kerent r arnor i t mo.Vár i asv ezes. Sousal v oquandoPar kerv ol t acor r endoànossamesaemanda


Lor iabr i respaรงo.Agar ot aseapr essaacol araper nacont r aami nha. Lanรงoum ol har


par aPar ker , quenem not a. Est áocupadademai sexi bi ndoum guar danapocom um númer ode t el ef one.“ Ol hasóoqueeuconsegui ! ” “ Éi ssoaí , gar ot a! ” , Lor i di z, l ev ant andoamãopar aPar ker t ambém.Pel oj ei t oLor i f azhi ghf i v ecom t odomundoquando est ábêbada.“ Né? ”Par kerbal ançaoscabel os, abr i ndoum sor r i soani mado. “ Pel oj ei t ocomoel eest av av i dr adoem v ocê,penseiquef ossem acabari ndoj unt ospar acasa” , Lor i coment a. “ Ah, essapr opost af oif ei t a” , Par kerr ev el a, t odapr esunçosa, dando um gol enoespumant e. “ Ev ocênãoapr ov ei t ou? ” , Lor i per gunt a.“ El epar eci abem gat i nho daqui . ”“ Est oucom v ocês” , r espondePar ker , f r anz i ndoonar i z.“ Não podi ai r embor adonada. ” Si nt oumapont adadecul pa,l embr andoquant asv ezessaícom Par keref uiembor adonadaporcausadeumat r ansa.Depoi sde gar ant i rumacar onapar ael a, cl ar o. Par kerv i r aabebi dael ev ant adenov o.“ Pr eci sof azerxi xi . ” Lor i f azmençãodei rt ambém, ent ãoum suj ei t ocom um br onzeado nadanat ur alsur genasuaf r ent e.“ Vocêmandoumui t obem l áem ci ma. ” El aabr eum sor r i sot odosexy .Sol t oum suspi r odeal í v i oport er apar eci doal guém queaaf ast edami nhaper na. “ Ah, é? ” , Lor i di z, ev ol t aasent arpar ar ecebermai sel ogi os. “ Ei ,me dei xa passar ” ,di go,dando uma cot ov el ada no quase capot adoJason,j áqueémai sf áci lsai rdobancoem v ol t adamesa ci r cul ardoquepel ol adodeLor i . El ebuf a, masmedei xapassar .Quandof i cadepé, seuspés osci l am.“ Achomel horpegarmai sl ev enouí sque, campeão” , coment o. Jasonmemost r aodedoev aicambal eandonadi r eçãodobar .


Façoumapr ecesi l enci osapel apr ot eçãodamul herquecr uzarseu cami nho,sej aquem f or .Def i ni t i v ament eest ánahor ader epensar mi nha“ ami zade”com esse


car a.Par kert em r azão.El eébem babaca. Mas, nomoment o, éamenordasmi nhaspr eocupações. Per gunt oaumagar çonet emal humor adaondef i caobanhei r o,e ent ãoent r oporum cor r edormal i l umi nado. Tem um casalsepegandol á, enquant oout r odi scut e, masnenhum si nal dePar ker . Encost onapar edeem f r ent eaobanhei r of emi ni noeexami noos ar r edor esenquant oesper o. Quandoel aapar ece, l ogoem segui da, det ém opasso, sur pr esa.“ Ei . ” Em r espost a, euasegur opel amãoeapuxonadi r eçãodeumadas saí dasdeemer gênci a.Anoi t enãoest át ãof r i apar aaépocadoano, ent ãoesper oquenãosei ncomodecom oquev ouf azer . “ Ben, oquev ocêest á…? ” Euaempur r ocont r aapar edeext er nadobaredouum bei j onel a. Bem capr i chado. Ar eaçãoéi medi at a.Sual í nguaseenr ol anami nhaesuasmãos desl i zam pel asmi nhascost as,cr av andoasunhasnapel eporbai x o dacami sa. Mor doseul ábi o, eel asol t aum gr unhi di nhosexy .“ Ent ãoéi ssoque v ocêf azquando agent esaiedesapar eceporum t empo…” ,el a coment a, dandoum passoat r ásemel ançandoum ol harcur i oso. “ Gost ou? ” , per gunt o, mor dendoseupescoço. “ Éumacoi sabem…”Par kerr espi r af undoquandomi nhasmãos encont r am seuspei t os.“ Per v er t i da. ” Abr oum sor r i so, por quePar kernem começouaconhecermeul ado per v er t i do. Ai ndaassi m,nãov out r ansarcom el aencost adonapar ededeum becopoucodi scr et o,ent ãomecont ent opormai sal gunsmi nut osde pegaçãoant esdepassarasmãosem seusbr açoscadav ezmai s gel ados. “ Vamosl ápr adent r o. ”El af azum bi qui nho,eeupassoopol egar em seul ábi o.“ Anãoserquequei r af i caraqui . ”


“ Euquer o, mas…”El ahesi t a, eeuf i copar al i sado, t or cendopar aque nãodi gaquecombi noudei rembor acom ol oi r o. Est oupr epar adopar aopi orquandoel ame encar a.“ Quet al um duet o? ” , Par kerpr opõe. Sol t oum suspi r odeal í v i o.Nãoquef ossef i carr essent i doseel a r esol v esseapr ov ei t arachancedecur t i rcom out r ocar a.Fazpar t edo acor do.Mas, consi der andooquant oest oudur odepoi sdeunsbei j os, nãosei comomeuegosupor t ar i aar ej ei ção. “ Tá” , r espondo.“ Sóumamúsi ca. ” “ Sóumamúsi caedepoi soquê? ” , el aper gunt a, mal i ci osa. Pr oj et oosquadr i spar aaf r ent epar aencost arnel a.Seusol hosse ar r egal am, masl ogodepoi ssef echam.“ Pensandobem, oduet opode f i carpr aout r ahor a…” Jáest oumeencami nhandopar aapor t adaf r ent edobar .“ Vou chamarum t áxi .Di zpr osdoi squeest amosi ndo.AchoqueoJason nem v ai per ceber , eaLor i j áar r umouum admi r adorpr asedi st r ai r . ” Ci ncomi nut osdepoi s, est amosacami nhodecasa. Fi cosabendoquePar kernuncasepegoucom ni nguém nobanco det r ásdeum t áxi . Ent ãodamosum j ei t odecor r i gi ri sso.


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PARKER Naqui nt af ei r asegui nt eànossaav ent ur anokar aokê, descubr oque v oupr eci sart r abal harat ét ar de.Mui t ot ar de. Éum daquel esdi ascom r euni õesumadepoi sdaout r aequase nenhum t emponami nhamesa, oquesi gni f i caquenãor espondiosemai l s“ ur gent es”nem escr ev imeur el at ór i osemanalpar aar euni ãode amanhãcom mi nhachef e. Def i ni t i v ament e, mi nhaj or nadav ai seest ender . Consi gof azerum i nt er v al odeci ncomi nut osent r eumar euni ãoe out r a,oquemedát empodef azerxi xi ,beberumacocazer oeav i sar mi nhacar ona,queporacasot ambém éocar acom quem t r e…hã,o car acom quem est ou t r ansando,queporacaso t ambém émeu mel horami go. Bal ançoacabeçaenquant opegoocel ul ar , mai sumav ez i mpr essi onadacom quant ascoi sasnami nhav i daest ãor el aci onadas aBenOl sen. Pr i nci pal ment enosúl t i most empos. Em t eor i a, sei quenãodev epar ecermui t osaudáv el passar mos t ant ot empoj unt os, especi al ment eagor aqueacr escent amosasnoi t es —easmadr ugadas. Masaquest ãoéquepar ece, si m, bast ant esaudáv el . Por quequem l ev aumav i dasaudáv el est áf el i zot empo t odo, né?Eeuest ou. Fel i z. Ser áporcausadosor gasmos


f r equent es?Escr ev ouma mensagem: Ei , t udobem seeut r abal harat ĂŠt ar de?VocĂŞpodei rdecar onacom


Jason? Ar espost av em ant esqueeuconsi gaguar darocel ul ar .El et ambém dev eest arent r eumar euni ãoeout r a. Euesper o.Tenhoumascoi saspr af azer t ambém.Legal .Nocar r oàs7? Bl z. Jáest ouacami nhodasal ader euni õesquandooapar el hov i br ade nov o.Querj ant ardepoi s?Em al gum l ugarcar o?Eupago.Tenho boasnot í ci as.Lev ant oassobr ancel has.Éum encont r o, Ol sen? Ar espost aéi nst ant ânea.

Opa.Esper oquegost edasf l or esquecompr ei .Edei xeibi l het i nhos r omânt i cosnoseupar abr i sa. Sor r i oant esdeescr ev er : Épori ssoquev ocênãot em namor ada. Porqueeui aquer erumanamor adaset r epoot empot odocom a saf adadami nhamel horami ga? “ Queal egr i at odaéessa? ”Lev oum sust oquandov ej oLor i eEr y n cami nhandonami nhadi r eção. Lor i di mi nui opassoeol hademanei r asi gni f i cat i v apar aaout r a. Er y n,asemnoção,t ent aespi armeut el ef one,masapagoat el a ant esdi sso.A úl t i ma coi sa de que pr eci so é que o pessoaldo escr i t ór i of i quesabendosobr emi m eBen. OuLor i . “ Ah, euconheçoesseol har ” , Er y ndi zcom umav ozi nhai r r i t ant e. “ Vocêest av at r ocandomensagensquent escom seunamor ado. ” “ Nav er dade, Lancemedeuum pénabunda” , di gocom um sor r i so l ar go.“ Obr i gadapormef az erl embr ardi sso, al i ás. ” El at em adecênci adepar ecerenv er gonhadacom agaf e.Nem me douaot r abal hodeescl ar ecerquenãopensoem Lancehádi as. Er y nent r anasal ader euni ões, masLor i eeunão.Éar euni ão semanal daequi pe, enossachef esempr eat r asa.


Douum gol enacocazer o.Lor i chegamai sper t o.“ Nãomeobr i gaa per gunt ardenov o. ” Fr anz oat est a, conf usa.“ Oquê? ” El ar ev i r aosol hos.“ Vocêl i goupr a el e? ”El e…El e…Quem…? Ah.El e. “ Ai ndanão” , r espondo, f i ngi ndoest arf asci nadapel al at ade r ef r i ger ant e. Lor i meper gunt out odososdi asdasemanaseeut i nhal i gadopar a ocar adokar aokê.Est ouf i candosem j ust i f i cat i v as. Nãosei comodi zerquesól i gar i aseai ndaest i v essei nt er essadaem cont i nuarcom meupl anodesexosem compr omi sso. Enãoseicomodi zerqueaúni car azãopel aqualf uif al arcom el e, par acomeçodeconv er sa,f oipor queel aeBenest av am par ecendo um casal nopal co, eeusent i …bom, nãoexat ament eci úme. Tal v ezt enhaf i cadoum poucoi ncomodada, pornãosereul áno pal cocom Ben. Mesmoassi m, ocar adobar—Br andon—mepar eceubem l egal . Di v er t i do, nor mal … Masnãot enhoamí ni mai nt ençãodel i garpar ael e. Sousal v adet erquei nv ent arout r adescul papel achegadadanossa chef e.El av em em nossadi r eçãocom ocel ul arcol adoaoquei xo enquant omexenat el adoi Pad, quepar ecenãol ar garnunca. Ar euni ãoédemor ada. A segui nt et ambém,assi m comoaquev em depoi s.Ent ãof i co pr esa em uma av al i ação com um gr upo de desi gner s que não conseguesedeci di rporumapal et adecor es. Quandov ol t opar ami nhamesa, v ej oqueLor i dei xouum bi l het e av i sandoquef oi embor aeor denando: LI GAHOJE. Sol t oum suspi r o. Lei oosemai l sàspr essas.Nenhum ét ãour gent equant oos


r emet ent es


di zem, masor el at ór i ot omamai st empodoqueeuesper av a, por que encont r oer r osem t odasaspági nas. Quandochegoaoest aci onament o, encont r oBenencost adonomeu Pr i us,com abol saest i l ocar t ei r opendur adanoombr o,t ot al ment e concent r adonocel ul ar . “ Foipori ssoquedeiachav eext r apr av ocê” ,di go,dest r ancandoa por t aaomeapr oxi mar .“ Pr anãot erqueesper arnof r i o. ” El eer gueosol hosesor r i .“ Esqueci . ” “ Com ‘ esqueci ’ v ocêquerdi zerqueper deu? ” , per gunt o. “ Est áem al gum l ugar ” ,el er esponde,enquant oj ogamosasbol sas nobancodet r áseent r amosnocar r o. Tenhocer t ezadequeper deu. Ol hopar ael eant esdel i garomot or .“ Foipori ssoquemechamou pr aj ant ar ?Per deumi nhachav eesabequant ocust af azerumacópi a? Est áquer endomeagr adar ? ” Benest al aal í ngua.“ Omundonãogi r aem t or nodev ocê, Bl ant on. ”“ Ent ãov ocêsabeondeest áachav eou…? ” “ Fui pr omov i do” , el emei nt er r ompe. Mi nhapr eocupaçãoant er i or desapar ece.Sol t oum gr i t i nho.E out r o. El ef azumacar et a.“ Pegal ev e, Par ks. ” Douum soconobr açodel e.“ Nãov oupegarl ev ecoi sanenhuma! Vocêconsegui u!Fi couasemanai nt ei r af al andoqueachav aquei am cont r at aral guém def or a! ” Unsmesesat r ás,oger ent edepr odut osêni ordaequi pedeBenf oi t r ansf er i do par a At l ant a,e el e ouv i u di zer que est av a sendo consi der adocomosubst i t ut o.Bennãoacr edi t av anosboat os, por que, porr azõesquenão consi go ent ender ,el eseachabem mai sou menos. Maseusei queest áer r ado.El eéi ncr í v el .


Jáoouv i at endendoal i gaçõesdet r abal ho.Jáov i t r abal harat é t ar de.O


car asabeoquef az.Émui t o, mui t obom not r abal ho.Est r anhament e, par eceseroúni coanãosaber . Li goocar r oebal ançonegat i v ament eacabeça.“ Vocênãov ai pagar j ant arnenhum.Euéquev ou.Ev amosbeberchampanhe. ” “ Ah, si m.Mi nhabebi dapr ef er i da…” , el edi z, i r ôni co. “ Vocêv ai t erquebebercomi gohoj e” , i nsi st o.“ Pr omoçõese champanhet êm t udoav er , como…gel ei aecr emedeamendoi m. ” “ Fi l écom f r i t as” , el ecompl ement a, dandoi ní ci oànossav el ha br i ncadei r a.“ Espi naf r eemor ango. ” Benf azumacar et a.“ Est av apensandomai sem mar gar i t ase nachos. ”“ Cer v ej aef r angof r i t o? ” “ Mel hor ” , el edi z, com um acenodeapr ov ação.“ Sopae pão. ”“ Lei t ecom bi scoi t o. ” “ Pauecami si nha” , el edi z. “ Af e…Quet al …”Fr anzoosl ábi os,t ent andopensarem umacoi sa queai ndanãot enhaf al adoum mi l hãodev ezes.“ Ah,j ásei .Vel ase banhodeespuma. ” Benf i caescandal i zado.“ Nem sei oquei ssosi gni f i ca.Tr ocosuas v el aseseubanhodeespumaporÊni oeBet o. ” “ Humm…”Bat ucocom osdedosnov ol ant eenquant openso.

Vocêeeu. Tenho um sobr essal t o com meu pr ópr i o pensament o,o qual pr ocur oaf ast arem segui da.I ssosóser v epar af azercom queent r e ai ndamai snami nhacabeça.Duascoi sasquecombi nam bem:eue el e.Par kereBen. Fr anz oat est a. I ssoénov i dade… “ Vocêv enceu” , meapr essoem di zer .“ Fi m de j ogo. ”El ef echaopunhodi r ei t oebat eno esquer do. Bal ançonegat i v ament eacabeça.“ Cumpr i ment ouasi mesmo? ”


Bendádeombr os.“ Eusabi aquev ocênãoi aquer erme cumpr i ment ar .


Det est aper der . ” Sai odoest aci onament oal i v i adaporel enãot ernot adomeus pensament ost r ai çoei r osmoment osant es. “ Por t l andCi t yGr i l l ? ” , sugi r o. Benl ev ant aassobr ancel has.“ Quermesmoesbanj ar , hei n? ” “ Est ou or gul hosa.Você f oi pr omov i do,Ben.I sso mer ece umacomemor açãodi gna. ” Vocêmer eceumacomemor açãodi gna, seu t ont o.Benf i caem si l ênci o, ent ãool hopar a el e. “ Vocêest áf azendoaqui l o, né? ”“ Aqui l ooquê? ” “ Achaquenãomer ece.Est át ent andoent enderporquef oi escol hi do. ” Bendádeombr oseol hapel aj anel a.“ Nãof i znadadeespeci al . Qual querpessoadaequi pepoder i a…” “ Par a” ,i nt er r ompo.“ Nadadi sso.Não começa.Pr eci sapar arde pensarque, sópor quenãosegui uocami nhodosseuspai s, nãopode serum sucessonosseuspr ópr i ost er mos. ” El eapoi aacabeçanoencost o.“ Agor aév ocêquem est áf azendo aqui l o. Tent andoconser t aracabeçados out r os. ”“ Nãof açoi sso. ” Pel omenosnãosempr e. “ Sónãopr eci sav aconser t aracabeçadoLance” , Benr esmunga.“ O car asabi abem qual er aadel e. ” Ben est á mai sr anzi nz a que o nor mal ,e f i co com a est r anha sensaçãodequepodemosest aracami nhodeumabr i gui nha.Somos sal v ospel ocel ul arv i br ando. “ Podeat enderpr ami m? ” , per gunt o, apont andocom oquei xopar ao bancodet r ás.


El er emexenami nhabol saeol hapar aoapar el ho.“ Éa Lor i . ”Sol t oum gr unhi do.


“ Quef oi , v ocêsduasbr i gar am oual goassi m? ” “ Nãoébem umabr i ga” ,mur mur oenquant opegoav i aexpr essaa cami nho do r est aur ant e.“ El anão par ademeper t ur barpr al i gar pr aquel ecar a. ” “ Quecar a? ” “ Dokar aokê. ” “ Ah” , el edi z.“ Aquel equef azi av ocêr i rj ogandoacabeçapr a t r ás. ”“ Comoé? ” “ Éassi m queeuseisesuasr i sadassãosi ncer as.Vocêj ogaa cabeçapr at r ás” “ Nuncanot ei ” , mur mur o.“ Masachoqueasr i sadaser am si ncer as mesmo. El eer adi v er t i do. ” “ Ent ãoporquenãol i ga? ” , Benper gunt a, si l enci andomeut el ef onee j ogandonoconsol eent r eosassent os. “ Eu…” Não sei . Essaéav er dade.Nãosei porquenãol i gopar ao car a.“ Achaqueeudev er i a? ” , per gunt o. Bendádeombr os.“ I ssonãoi mpor t a. ” Cont or çoosl ábi os.El et em r az ão.Aquest ãonãoéoqueel eacha, por quenãosomosum casal .Somossóami gos.Ami gosquet r ansam mar av i l hosament e. Desdeoi ní ci oest abel ecemosqueaexcl usi v i dadesóser i amant i da enquant oqui séssemos.Assi m queum dosdoi smudassedei dei aer a sódi zerev ol t ar í amosador mi rcom out r aspessoas. Masquandosuger i sexonãosabi aquei asert ão… const ant e.Oubom. Masexi st em,si m ,al gunsmoment osem quef i camossepar ados. El ev aiàacademi aquaset ododi a.Esai upar abebercom Johnont em mesmo.Tal v ezt enhadadoumar api di nhaaqui eal i .


Quer osaber .Est oul oucapar asaber .


Masnãopossoper gunt ar .Nãoédami nha cont a.“ Achoquev ocêdev er i al i garpr ael e” , Bendi z. “ Penseiquei ssonãoi mpor t asse” , r et r uco, demonst r andoumal ev e i r r i t ação. “ Nãomesmo,mas…”Benv i r apr ami m.“ Achoque,sev ocênão começaranamor ardenov o, nuncav ai esqueceroLance. ” Lance?Lance?El eachaqueaquest ãoéo Lance?Quecoi samai s… Masesper aum pouco.Aquest ãodev er i amesmoserLance. Mi nhahesi t açãosobr el i garounãopar aum par cei r or omânt i coem pot enci aldev er i at err el açãocom of at odemeuex,com quem eu pensav aquei acasar , t ermedadoum pénabundaum mêsat r ás. “ Cer t o” , r espondo, hesi t ant e.“ Li gopr ael enof i m desemana. ” “ Boameni na” , Bendi z, assent i ndo.Eoassunt oapar ent ement eest á encer r ado, por queel epar t epr aout r a.“ Tem cer t ezadequequerpagar oj ant arhoj eànoi t e? ” “ Absol ut a” ,r espondo,ent ãov i r opar ael e.“ Esper aaí ,porqueest á meper gunt andoi ssocom esset om pr esunçoso? ” Osor r i sodel ei l umi naocar r oàsescur as.“ Sóest oupensandoem quant asl agost asv oupedi r . ”


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BEN Fazum t empãoquePar kereeunãoj ant amos assi m.Querdi zer , agent ecomej unt oot empo t odo. Al moçossem di adef i ni doquandoest amosl i v r es, t acosàsqui nt asf ei r ascom osami gosl áem casa,waf f l esaosdomi ngos,j áqueéa úni cacoi saquesei f azer . Mashoj eédi f er ent e. Toal hadel i nhonamesa, umav i sãobel í ssi madaci dade, v el ase champanhe.Cl ar o. Porbr ev í ssi mossegundos, quandoconv er samosàmesasobr e quai sent r adaspedi r , ent r oem pâni co. Por queécomoum encont r o. Enãosónaapar ênci a.Nasensaçãot ambém. Esqueço i sso quase de i medi at o,por que encont r os em ger al env ol v em mãossuadas, conv er sasf or çadaseaquel eest r essedenão sabersev ai t eral gum out r opr ogr amadepoi s. Masnadadi ssot em av ercom Par ker .

Ésóum j ant arcom suamel horami ga, meucér ebr omeacal ma. Rel axa. E, namai orpar t edot empo, mi nhament ef i cacal ma, anãoserpor umacoi si nhai r r i t ant equenãosai dami nhacabeça: Par kerpr et endel i garpar aocar adokar aokê. Euf al ei pr ael af azeri sso.Epr eci sav af al ar . Fui si ncer oquandodi ssequeel apr eci sav asuper arLance.Apesar


dePar kernãoest ardepr ê, euaconheço.Sei queel anãopodeest ar r ecuper ada


comof i ngequeest á.Nãodepoi sdet omarum pénabundadonada daquel ei mbeci l . Masmei ncomodaqueest ej apensandoem out r oscar asenquant o ai ndaest amos…mandandov er . Querdi zer , nãomei ncomoda. I ncomodameuego.Por que, domeul adodacama, edochuv ei r o, e dosof á, edobal cãodacozi nha, ascoi sasest ãosensaci onai s. Tãosensaci onai s, nav er dade, quenem ol heipar anenhumagar ot a desdeaquel apr i mei r anoi t e. Opa. Eumer ecost onacadei r aaomedarcont adi sso,i gnor andoo i nt er r ogat ór i oaquePar kerest ásubmet endoagar çonet esobr eo pr epar odopr at ododi a, um pei xe. Fazduassemanasquesót r ansocom uma gar ot a.Enãoumagar ot aqual quer : Par ker . Humm. Eusei , eusei , duassemanasnem ét ant ot empoassi m.Maspr a mi m é. Oúl t i mor el aci onament oquet i v ef oi nosegundoanodef acul dadee dur ouquat r omesesi nf er nai s.Desdeent ãoest ouf el i znot i medos sol t ei r os. Écl ar oquet r ansei com al gumasgar ot asmai sdeumav ez , masem ger al v i v onum esquema“ umanoi t eenadamai s” . Passoamãonor ost oeol hopar aPar ksdoout r ol adodamesa. El aest áusandoum v est i dogr ossoazul mar i nhoquenãodev er i a par ecersexy ,j áquet em gol aal t aenãor ev el aquasenada— mui t o menoscom asbot asquev ãoat éosj oel hos—,masocai ment oé per f ei t o. Com oscabel osescur ossol t os, cai ndonosombr os.El aest ábem… boni t a. Eessasv el asi di ot asacesas…


Mal esper oagar çonet et er mi naroqueest ádi zendopar aper gunt ar : “ Queuí squev ocêt em aí ? ” . Par kermel ançaum ol hari nt r i gado, por quesóbebocer v ej aev i nho


quandoest oucom el a.“ Voudei xarachampanhet odapr av ocê. ” Só quenão éessa a v er dadei r ar azão par a eu quer eruí sque. Pr eci sodeal gomai sf or t equeespumant epar ameaj udaral i darcom of at odequeest ounomei odeumaenr ascadasexual . Sóqueasensaçãonãoédeenr ascada, def or manenhuma. Agar çonet eseaf ast aePar kersei ncl i napar aaf r ent e.“ Tudobem? Par ecequev ocêest ápr est esav omi t ar . ” Eumei ncl i nopar aaf r ent et ambém, deci di ndosersi ncer ocom el a, por quePar kerémi nhamel horami gaemer ecei sso. “ Quandov ocêi nv ent ouessai dei adeser mosami gosquet r ansam, quant ot empopensouquei adur ar ? ” , per gunt o. El api scaal gumasv ezes.“ Humm,seil á.Nav er dadenãof i zum cr onogr ama. ” Respi r obem f undo.“ Per cebeuquej áf azquaseduassemanas? Est amost r ansandoháduassemanas. ” “ Ah, é?Edaí ? ” , el aper gunt a, f r anz i ndoonar i z. “ Eununca…”Começoaesf r egaranuca.Émel horf al ardeumav ez . “ Nãof i quei com mai sni nguém desdeaquel apr i mei r anoi t e. ” Par kerf i caem si l ênci oporv ár i ossegundos, ent ãocai nar i sada.“ Ai , meuDeus.Vocêpr eci sav av eracar aquef ezagor a. ” Abr oum sor r i sor essent i do.“ Nãot em gr aça. ”Massei quet em.Um pouco. “ Descul pa. ”El at ent af i carsér i a,masnão consegueedáuma r i sadi nhadent r odat aça.“ Pensei queagent ej át i v esser esol v i doi sso. Seum denósqui serdor mi rcom out r apessoa, ésóf al are…” “ Poi sé” , eumeapr essoem di zer .“ Ti pov ocêeocar ado bar …”“ Br andon” , el adi z. Cer r oospunhossobamesa. “ Ent ãov ocêv ail i garpr aesseBr andon, enãov aiseresqui si t oseeu sai rcom out r agar ot a? ”


“ Dej ei t onenhum. ” “ Tá. ” “ Tá” , el a r epet e.“ Tá. ” Agar çonet ev ol t acom acar t adebebi das.Meusol hoscont i nuam cr av adosem Par ker .Amul heréesper t aobast ant epar asaberque est ái nt er r ompendoal gumacoi saesemandasem di zernada. “ Ai , Deus” , Par kerdi z, com um t oquedepâni conav oz.“ Acoi saest á f i candoesqui si t a, né? ” Não.Sem chancequev oudei xari ssoacont ecer . “ Oqueagent ev ai f azeréosegui nt e” , di go, abr i ndoacar t a. “ Amanhãésext a.Vocêv ai l i garpr aesseBr andon.Eeuv ouv ol t arà caça. ” “ Nãof al aassi m.Éesqui si t o. ” I gnor oesi goem f r ent e.“ Vocêv ai t r ansarcom ocar a.Eeuv ou encont r arumagost osa. ” Fechoacar t adebebi dasdepoi sdev erqueel est êm mi nhamar ca f av or i t adeuí squeev ol t oaol harpar aPar ker .“ Quet al ? ” “ Tá” , el adi z, com um sor r i si nho.“ Agent enãoquersemet erem conf usão. ” “ Exat ament e” , r espondo, sor r i ndo.“ Enãoquer oar r ui narosexopr a v ocêpr asempr e.Jáquenuncav ai consegui rencont r aral guém à al t ur aet al . ” El aapont apar ami m com at aça.“ Nãosei deondev ocêt i r ouque essapr esunçãot odaéat r aent e…” Eumei ncl i nopar ael a.“ Nãoé? ” Mi nhav ozsai mai sásper adoqueeugost ar i a, eosol hosdePar ker f i cam mei oopacos. El al ambeosl ábi os.“ Essel ancedet r ansarcom out r aspessoas… começaamanhã? ” “ I sso” , r espondo, ol handopar aabocadel a.


“ Ei ssosi gni f i caof i m pr agent e.Dessacoi sadei rpr acamaj unt os, di go. �


I gnor oapont adadedecepçãoquemeat i ngeaoouv i ressas pal av r as.Éacoi sacer t aaf azer .Ter mi narl ogoant esquet udof i que… enr ol ado. “ Ei ssosi gni f i caquehoj eànoi t e” , el acont i nua, “ v ocêeeu… podemost erumaúl t i mav ez? ” El a se i nt er r ompee l ev ant aas sobr ancel has em uma expr essãoquest i onador a. Sor r i o.“ Com cer t eza. ”


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PARKER Ai dei adeBenémui t o, mui t oboanat eor i a. Querdi zer , essacoi sade“ v amoscomeçarador mi rcom out r as pessoasant esqueascoi sasf i quem i nt ensasdemai s” . Fi quei al i v i adaporel et erf al adoi sso, dev er dade. Por queBent em r az ão. Apesardenãoest ar mos, t i po, apai xonados, duassemanasde monogami a

nãoest av am noacor do. Er apar asersexosem compr omi ssoenquant oosdoi s est i v essem af i m.Sóquenãosabí amosqueí amosest araf i mo t empot odo. Ent ão, comoeui adi zendo, ar r umar mosout r ospar cei r oséum bom pl ano. Ót i mo. Nat eor i a. Na pr át i ca… Ar gh. Omot i v odeeut ersuger i dopar aBenquecomeçássemosat r ansar f oi mi nhadi f i cul dadedepensarem f azersexocom um desconheci do. Comomi nhamãef al ou, eucl ar ament epr eci soest abel eceral gum t i podev í ncul ocom apessoaant esdei rpr acama. Épori ssoquepormai sl egal eboni t ãoqueBr andonMal l or ysej a… Nãopossoi rpr acasadel e.Si mpl esment enãodá.


Br andonnãof or çaabar r a, i ssoeut enhoquer econhecer . Depoi sdeum j ant argost osonum r est aur ant ezi nhoi t al i anobem i nf or mal queel esuger i u, ocar anãodemonst r aomenor descont ent ament oquando


av i soquev ouchamarum t áxi . “ Possol i garpr av ocê? ” , el eper gunt anomoment oconst r angedorem quef i copar adanaf r ent edot áxi com apor t aaber t a. “ Cl ar o, ser i aót i mo” , r espondo, si ncer a. NãoseiseBr andonéoamordami nhav i daoucoi sadot i po, maso j ant arf oil egal .Podeat énãot err ol adoumat ensãosexualai nda, mas um segundoencont r onãof ar i amal . “ Quebom” , el edi zcom um sor r i sol ar gobem l egal . Ent ãoel epõeasmãosnomeur ost oemebei j a.Também él egal . Sóquandoest ounot áxi acami nhodecasaper ceboqueest ou associ andoBr andonnat ur al ment eàpal av r a“ l egal ” . “ Legal ”nãoér ui m. Mast ambém não é… Oqueest ou pr ocur ando.Quer o mai s. Sónãosei oquê. Pagoot axi st a, t i r oachav edabol saemeencami nhopar aapor t a daf r ent e. Todasasmi nhasesper ançasdeumanoi t et r anqui l acom um bom l i v r oeumat açadev i nhot i nt odesapar ecem assi m queent r o. Amúsi caest áal t a, par asuper arosom daTV( t ambém al t a) .Ouço v ozesdeum mont edegent ebêbada. Sol t oum suspi r oquandoponhoabol sasobr eoapar ador .Pel oj ei t o ospl anosdeBenpar aumanoi t adaacabar am sendol ev adospar a dent r odecasa. Edápr aent enderporquê, j áqueel eachav aquet er i aacasasópr a si . Sem dúv i danenhumat r ansmi t i ai mpr essãodequei ador mi r com Br andon.


Tal v ezseeusubi rdemansi nhoel enão descubr a…“ Par ks! ” Dr oga.Fui descober t a. EporJohn.Nãoov ej odesdeanoi t eem quel ev ei opénabundade Lance.


Osdet al hesdoencont r oest ãobem conf usosnami nhament e, par a di zeromí ni mo. “ Oi ! ” , di go, col ocandoum sor r i sonor ost o.Sempr egost ei deJohn.É bem mel horqueobabacadoJason. El emedáum abr aço, eagr adeçoment al ment epornãov i rcom uma mãoboba, ani madocom meuv est i di nhopr et obem, hã, j ust o. “ Benf al ouquev ocênãoi ador mi rem casahoj e” , el ecoment a. Poi sé.Johndi zi ssoem t om dedescul pas, pr ov av el ment epel ar av e quesedesenr ol a. “ Mudei depl anos” , di gocom um sor r i so.“ Maspel oj ei t ov ocêsest ão sedi v er t i ndo. ” “ Com cer t eza” , el edi z.“ Tomaumacom a gent e. ”Fi cohesi t ant e, por quequer oi rdi r et o par aoquar t o. MasJohncom cer t ezav ai cont arpr aBenquecheguei , quev ai quer ersaberoqueest áacont ecendo, ou, pi or , v ai acharqueoest ou ev i t ando. Respi r obem f undo.“ Cl ar o! ” Façoumav odcat ôni caf r aqui nhapr ami m nobari mpr ov i sadono bal cãodacozi nhaemeav ent ur onasal a. Éexat ament ecomoeui magi nav a. Um mont edegent ebêbadaespal hadapel asal a, v endoTV, conv er sandoeacompanhandoamúsi casem saberal et r a. Reconheçoal gunsami gosdoBen,car asl egai s.Fazem um pouco debar ul hoquandov êm v erosj ogosaqui , massãoeducados.Eusam por t a-copossem eupr eci sarpedi r . Masospor t acoposcl ar ament ef or am di spensadoshoj eànoi t e. Tem coposv er mel hosespal hadosport odasassuper f í ci es,esi nt o umapont adader ai v apor quepar ecequeest ouem uma…r epúbl i ca. Um car amuscul osonocant oéopr i mei r oar epar arnami nha pr esença.


Roy ?Ray ?Esqueci onome. “ Ei , éacol egui nha! ” , el edi z, al t odemai s.


Oi t ocabeçasv i r am par amev er .Fi copar adanapor t a, t odasem gr aça. Éassi m queosami gosdeBenmechamam.Pr ov av el ment epor que nãosel embr am domeunome,masnãol ev oamal ,por queacont ece comi got ambém. Lev ant oamãoem um acenosem j ei t o,edi goami m mesmaque nãov oupr ocur arBen, masécl ar oqueacabof azendoj ust ament ei sso. Édi f í ci l nãor epar arnal oi r apei t udasent adanocol o del e.Benar r egal aosol hos.“ Par ks. ” Abr oum sor r i soamar el o. “ Oqueacont eceucom…”El ecomeçaal ev ant ar ,sem sabercomo t i r aral oi r adeci ma.Lev ant oamãoem um gest oapr essadopar aque nãosedêaot r abal ho. Fi copensandonoquef azerasegui r ,meper gunt andoseai nda possosubi rsem cr i arum cl i mão. Oscar asv ol t am par aa TV depoi sdemecumpr i ment ar ,masa mai or i adasgar ot asf i cameencar andocur i osa. Est ouacost umadacom i sso. Nãoporacharqueat r ai ool har es,maspor queéumasext aànoi t e r egadaabebedei r a.Sexoest ánament edet odos, oquesi gni f i caque t ent am descobr i rquem v aif i carcom quem.Eni nguém gost ade concor r ênci a. Johnapar eceat r ásdemi m com ocopochei oepõeamãonas mi nhascost as.“ O queest áf azendoaípar ada?Vem sent ar .Joe, l ev ant aabundadaí , car a.Abr eespaçopr aPar ker . ” Nãomer est aal t er nat i v aanãoseri rem f r ent e, eper mi t oqueJohn mecol oqueaol adodeumagar ot acom ol harper di do,bat om cor der osaecabel osl oi r os.El eseacomodadoout r ol ado.Sent aper t ode mi m,mas não mui t o,e f i co com a sensação de que est á me pr ot egendodeJoe,que,j ur oporDeus,par eceest arol handopar ao mei odasmi nhasper nas. Eumer emexonosof á,sem saberporqueest out ãosem gr aça.


Nãoéapr i mei r av ezqueBenr ecebegent equenãoconheçomui t o bem.


Nem apr i mei r av ezqueov ej ocom uma gar ot a.I ssonuncamei ncomodou. Enãoi ncomodaagor a. Ent ãoporquepar ecequeest oupr est esav omi t ar ? Douum gol enabebi da, dei xandomeusol hosi r em par aaesquer da, ondeBeneal oi r aest ão, sent adosnacur v adosof áem L. Mesi nt oi nv adi dapel opensament oi r r aci onal dequeéomeusof á.E o

meuBen. Sai dessa. Masnãopossodei xarder epar arqueamãodel eest ánoquadr i l del a.Al oi r aser ecl i napar amur mur aral goem seuouv i do. El edár i sada, equer i asaberseéum r i sosi ncer o. Pel oj ei t o, el esabequandoécomi go, maseunãosei nocasodel e. Nuncar epar ei ni sso, por quequandoest amosr i ndoj unt ossei queé dev er dadeequandoel eest ár i ndocom out r aspessoas… Bom, nuncadei bol apar ai sso. At éagor a.Quer omui t osaberseessar i sadaf oi si ncer a.Assi m comoosor r i so. Masporquemepr eocupocom i sso? Fi zemosum acor do.Eui at r ansar .El ei at r ansar .Nãoum com o out r o. Er aamel hormanei r ademudaror umodascoi sasant esque f i cassem per i gosas. AmãodeBendesl i zaal gunscent í met r ospel aci nt ur adal oi r a, emeu est ômagoser ev i r adenov o.Ent ãomedoucont adeumacoi sat er r í v el : Esef ort ar dedemai s? Eseascoi sasj áest i v er em per i gosas?Nãoqueeuquei r a Bensópar ami m.


Nãoquer onadacom el e, sér i omesmo.Ai ndaé…Ben.Meu mel horami go. Nãoser i aum bom namor adopr ani nguém , mui t omenospar ami m. Mas


v erasmãosdel eem ci madeout r agar ot a… Meuest ômagodáum nó.Dei xoocoponamãodeum John per pl exoquandomel ev ant o. “ Voupr oquar t o” , av i so. “ Est át udobem? ” , el eper gunt a. “ Sóest oucansada.Asemanaf oi l onga. ” Nãool hopar aBenquandopassot odasem j ei t o,porci madas per nasdeJohnedepoi sdeJoe,ot ar ado.El eencost aamãona mi nhacoxa“ sem quer er ” , ent ãodouum t apanamãodel e.Nãol i gode serapur i t anaem umanoi t edesext af ei r aqueest av abem l i ber al . Qual éopr obl ema? Ti r oossapat osant esdopr i mei r odegr auesubocom el esnas mãos,dei xando aquel ecenár i o par at r áso mai sr ápi do possí v el . Quer oapagarav i sãodami nhacabeçaoquant oant es. Nasegur ançadoquar t o,f echoapor t aemeencost onasuper f í ci e demadei r a.Porum i nst ant e,pensoem l i garpr aBr andoneper gunt ar seest áaf i m dev i r . Vamosv eroqueBenachademev ercom out r o…Fechoosol hoscom f or ça. Mesmoquef osseumaboai dei a—enãoé—, nãodar i acer t o. Pr aBennãof azdi f er ençaquem passaamãoem mi m.Não i nt er essacom quem eudur mo. Foi el equem mef al oupar al i garpr aBr andon.Quem r ecl amouque sót i nhador mi docomi gonasduasúl t i massemanas. Duassemanas.Comosef ossemuuui t ot empo. Ti r oov est i do,j ogonobancoaopédacamaeent r odebai xodas cober t as,sem me pr eocuparem t r ocara l i nger i e sexy ,t i r ara maqui agem, ouf azerqual querout r acoi sa. Amanhãv ai sermel hor , pensocomi gomesma. Amanhãv ouv ol t araonor mal enem l i garseBenl ev aral oi r apar ao


quar t oef azercom el aascoi sasquef azcomi go… Sol t oum gr i t oporent r eosdent escer r adosel ev oasmãosaos ol hos, t ent andoar r ancarasi magensdol or osasdament e. Beneeuem umar el açãode desapego?Poi sé.Oapegodeci di u darascar as. Eest out ot al ment eàmer cêdel e.


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BEN Tem al gumacoi sa er r ada.Nãoal guma coi sa, t udo. Sendobem si ncer o, nãoest oumui t oàv ont adeaqui . Oquenãof azomenorsent i do.Agar ot asent adanomeucol oé mui t ogost osa,emesmosenãof osseai ndat em asout r asquat r o espal hadaspel asal a.El anem édasmai si r r i t ant es,ai ndaquenão consi gamel embr ardenadaqueconv er samosnem quemi nhav i da dependadi sso. Acer v ej aest ár ol andosol t a, amúsi caest á boa…Eeunãoconsi gocur t i r .Nem um pouco. Mas est ou menos pr eocupado comi go e com o f at o de t er começadodonadaamesent i ri ndi f er ent eaumacoi saquemef azi a t ãobem emai spr eocupadocom Par ker . Si nt o ol hos me obser v ando e,quando me v i r o,John est á me encar andodeum j ei t oest r anho.El emost r aodr i nquequePar ker dei x ouem suamãoel ev ant aassobr ancel hasem umaexpr essão i nt er r ogat i v a. Bal ançonegat i v ament eacabeça.Sei l á, car a. Ent ãoool hardel esev ol t apar aCor a— agar ot anomeucol o—,e suassobr ancel hassel ev ant am denov o.Per cebot ar dedemai sque el aest ábei j andomeupescoço… Por r a, eunem t i nha per cebi do.Nãoéum bom


si nal . Nãoexi st eumaf or maf áci ldef azeri sso,ent ãocer r oosdent ese ponhoasmãosnaci nt ur adeCor a,puxandoagar ot apar aadi r ei t a enquant oescor r ego


par aaesquer danoassent o. El amel ançaum ol hardesur pr esa, massóconsi goabr i rum sor r i si nhodedescul pas.Oav i sodequev ol t ol ogoest ánapont ada l í ngua, mas… Nãosei sev ouv ol t ar . Nãosei oqueest ouf azendo, sósei quepr eci sov erPar ker . Descobr i rporqueest áem casaenãocom Br endon, Br andon, ousei l á oquê. Par oaol adodeJasonant esdesubi raescada.“ Dáum j ei t odese l i v r ardopessoal , mascom educação.Mandaabebi daj unt o, pr a ameni zaroi mpact o. ” “ Podedei xar ” , el edi z, l ev ant ando. Fi comei omalporcol ocar ,t i po,dezpessoaspr af or adecasaem umanoi t edesext a.Ai ndaécedo, maspor r a…est áquaset odomundo bêbadomesmo.El espodem i rpar aacasadeJoe,quef i caat r ês mi nut osdaqui . Suboosdegr ausdoi sdecadav ez, enãof i cosur pr esoaoconst at ar queapor t adePar kerest áf echada. Sóquet ambém est át r ancada. Nem sabi aqueapor t at i nha chav e.Si nt oum aper t onopei t o. “ Par ks? ” Bat odel ev ena por t a.Nada. Bat omai sf or t e, dessav ezcom amãoaber t a, di zendoami m mesmoquet al v ezel anãot enhaouv i doporcausadamúsi caal t a. Nada. Bom…ent ãot á. Apr endi al gumascoi sascomoi r mãocaçul a.Sei mui t obem como l i darcom umapor t at r ancada. Vouat émeuquar t o, ar r ancoumacami sadocabi de, ent or t oo


ar ameev ol t opar aapor t adel a. Quandochegol á, apor t aest ádest r ancada. Par kerest ádepédent r odoquar t o, sódel i nger i e—equel i nger i e!—,


ol handopar aocabi denami nhamão. “ Sér i omesmo? ” , el aper gunt a, cr av andoosol hosnos meus.Massóconsi gopensar“ gr açasaDeus” . Nãoseipel oqueagr adeço.Sepel of at odenãoest archor ando,de sert ãol i ndaouport eraber t oapor t apr ami m. Nãoquer oquenuncaf echeapor t apar a mi m.“ Vocêmet r ancoupr af or a” , ar gument o. “ Nãot r anqueiv ocêpr af or a” ,el ar esponde,masseusol hosev i t am osmeus,enãoseisedev oacr edi t ar .“ Joeest av ameencar andode um j ei t oesqui si t o. ” “ E pori sso v ocê v est i u sua l i nger i e mai s chei a de f r uf r us e r endi nhas? ” ,per gunt o,i ncapazdedesv i arosol hosdeseu cor po per f ei t o. “ Não.Nem porsuacausa” , el al ogoacr escent a.“ Pensei que…”“ Br andon” , di go, cr uzandoosbr aços. Par kermor deol ábi o,ent ãool hapar aaescadaporci madomeu ombr o.“ Oqueest áf azendoaqui ?Pr eci sadeal gumacoi sa? ” Fi comei ochat eadocom oquepar eceserumadi spensa.“ Achei queest i v essechat eada.Vi mv eroqueacont eceu. ” “ Ent ãoi aar r ombarmi nhapor t a” ,el ar et r uca,apont andocom o quei xopar aocabi denami nhamão. Seu t om dev ozper manecei nal t er ado,massuaspal av r assão al f i net adasbem cl ar as.Pensoem dei x arPar kersozi nhacom seumau humorev ol t arl ápar abai xo, ondedef at ot em umagar ot aboni t aque v ai f i carf el i zem mev er . El acomeçaaf echarapor t adenov o, masl ev ant oum dedo.“ Par ker Bl ant on, nãof echaessapor t anami nhacar a. ” “ Mas…” Vol t ocor r endopr oquar t o,r emexonacômodaat éencont r aruma cami set a, douumachei r adar ápi dapar av er i f i carseest ál i mpaev ol t o cor r endo.El aest ámeesper ando.


“ Oquev ocê…”


Suas pal av r as são abaf adas quando,sem cer i môni a,enf i oa cami set aporsuacabeça, sem mepr eocuparcom asmangas, epuxo par abai xo, at écobr i rsuascoxas. El api scaal gumasv ezes,conf usa.Euaempur r opar adent r odo quar t oef echoapor t aat r ásdenós. “ Nãoconsi gopensarcom v ocêquasepel ada” , di go. El aenf i aosbr açosnasmangasdev agar .“ Vocêj áf ezessacoi sade enf i arumacami set apel ami nhacabeçaant es” ,Par kercoment a.“ Na noi t eem queLancemedeuum pénabundaeeuar r anqueiar oupa. Acabei del embr ar . ” “ Poi sé, epel amesmar az ão.Nãomepar ececer t of i caradmi r ando umal i nger i equenãof oi col ocadapr ami m. ” Sóque,naépoca,of at odePar kert ercol ocadocal ci nhaesut i ãde r endapar aLancenãof azi aamenordi f er ença. Agor a, saberqueel asear r umout odapar aum car aquenem conhece…I ssomei ncomoda. Apesardet ersuger i doqueel af i zesse i sso.Passoamãonor ost o. “ O queacont eceu? ” ,per gunt o.“ Com ot aldoBr andon?El ef al ou al gumacoi saou…” “ Não” ,el ar esponde,er guendoumadasmãos.Soout ãoexaust a quemeupei t osecompr i mi uai ndamai s.“ El ef oi ót i mo.Tal v ezagent e at ésai adenov o.Mashoj eeunãoest av aaf i m. ”El aol hapar aochão ecr uzaospés.“ Descul pa. ”Seut om dev ozf i camai ssuav e.“ Seique er apar t edoacor do.Eui at r ansarcom el e, ev ocê…” Par kerapont apar aapor t a, pr ov av el ment ei ndi candoapr esençade Cor anoandardebai xo. Em segui dal ev ant aos ol hos.“ Ei , amúsi capar ou. ” Conf i r mocom acabeça.“ Pedi pr oJasonmandaropessoal embor a. ”El ameencar a.“ Porquê? ”


Asaí damai sf áci lser i adi zerqueachav aqueel aest av achat eada poral gum mot i v o,ent ãodev er i aesv azi aracasapar al hedarum poucodesossego.Eév er dade.Masnãot odaav er dade. Ent ãor ev el ot udo.“ Achoqueeunãoest av amui t oaf i m decumpr i r mi nhapar t edoacor dot ambém. ” El aol habem par ami m.“ Nãof oi oquemepar eceu. ” “ Vocêf i coul áembai xoporunst r i nt asegundos” , r et r uco. Set i v essef i cadomai s,t er i aper cebi doqueeunãoest av anem um poucoi nt er essadonaquel agar ot a. El al ambeosl ábi os, apr eensi v a.“ Ent ãov ocêv ai , t i po, sai rdenov o? Pr ocur arout r agar ot a? ” Eumeapr oxi moum poucoef i coal i v i adoquandoPar kernãor ecua. Obr ev eest r anhament opar ecet erpassado,esi nt oquev ol t amosao nor mal .Ou, pel omenos, aonossonov onor mal .Onor malqueenv ol v e nósdoi spel ados. “ Nãov oupr ocur arout r agar ot a” ,r espondobai xi nho,er guendoseu r ost ocom amão.“ Pel omenosnãohoj e. ” Mi nhaout r amão enl açasuanuca,ePar kersegur ameupul so quandomeencar a. “ Eseumedobi zar r odequeseupaucai asesót r ansarcom uma pessoapormai sdeduassemanas? ” , el aper gunt abai xi nho. Sor r i o.“ Bom,pel o menosv ou est arcom mi nha mel horami ga quandoi ssoacont ecer . ” Abai xo acabeçapar aum bei j o,masel ar ecua,com um ol har pr eocupado.“ A gent enãov aidei xarascoi sasf i car em esqui si t as, cer t o?Ai ndadápr av ol t art udoaonor mal quandoacabar , né? ” Façoumapausaant esder esponder .“ Nãov ouf azernadaque possapôrem r i scoanossaami zade.Sequi serusarapal av r ade segur ança…” Par kerabr eabocae,porum moment oat er r or i zant e,f i cocom medodequesej aoquev aif azer .Jur oquenãoseicomomesent i r i a


sef osseocaso. Masel asósor r i .“ Não. ”


Par kerf i canapont adospés,eeumeabai xopar aobei j o.Assi m quenossosl ábi osset ocam, per ceboqueessaéar azãoporqueCor a nãomei nt er essou. Aúni capessoaquequer obei j arest ábem nami nhaf r ent e.


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PARKER Al gum di a, osexocom Benv ai serumacoi sa cor r i quei r a.Tenhocer t ez adi sso. Vamosconhecert ãobem ocor poum doout r oquenãov air est ar nadamai saserdescober t o,epoder emosol harpar aoacor docomo um exper i ment o, et udov ai v ol t aracomoer aant es. Masessedi anãoéhoj e. Obei j oéum poucohesi t ant eapr i ncí pi o.Test amosum aoout r o par av erse est át udo bem mesmo,se t emos cer t eza de que quer emos j ogarpel aj anel a uma noi t e de sexo mi nuci osament e pl anej ado. Ent ãosual í nguat ocaami nha, el ogof i cacl ar oqueest á, si m, t udo bem.Mui t omai sdoquebem. AmãodeBenescor r egapar adebai xodacami set ahor r or osaque el emef ezv est i r— apost oqueest áar r ependi dodessadeci são—,e si nt oseucal orquandomepuxapar amai sper t o. Repr oduzoomov i ment odel e,enf i andoasmãosporbai xodesua cami saat éencont r arsuascost as,sent i ndoseucal oreopux ando par aj unt odemi m. Eéper f ei t o. Pormai squeobei j oseest enda,nãoéosuf i ci ent e,l ongedi sso. Quandoel ecomeçaar emexercom i mpaci ênci anabai nhadami nha cami set al ev ant oosbr açoseper mi t oqueat i r ecom mui t omai s f aci l i dadedoquequandocol ocou. El esol t aum gr unhi doagr adeci doaov ermeusut i ã, quer eal ment eé boni t o.Em al gum l ugarnof undodami nhament e,meper gunt oseo


v est i


mesmopar aBr andonousedesej ei ot empot odoquef osseBenquem f i zessev al eragr anai nv est i danapeçaazul mar i nhocom l aci nhoscor der osa. AbocadeBenbai xapar ameupescoço,eachoqueoouv idi zer meunome,masest ouocupadademai ssent i ndoseusl ábi oseo del i ci osoar r epi oquepr oduzem. Pr eci sodel esem r oupa. Quase ar r anco os bot ões de sua cami sa com meus dedos desaj ei t ados,masel enãopar ecesei ncomodar .Quandot er mi no, descubr o uma cami set ai di ot a porbai xo,que ar r anco com um pequenogr unhi dodef r ust r ação. Benabr eum sor r i sor ápi doemebei j aant esdear r ancaraúl t i ma camadadet eci doent r emi m eseupei t onu. Sat i sf ei t a,ponhoasmãosem seusombr osemei ncl i nopar aa f r ent e,bei j andoo de l ev e porum br ev í ssi mo moment o ant esde mi nhabocaemeusdedosenl ouquecer em,t ocandocadapedaçode seucor poquent equesoucapazdeencont r ar . El er idami nhaur gênci aquandomi nhasmãosdescem par asua cal çaj eans.“ Nossa, Par ks. ” Em r espost a,l ançoum ol harqueesper oquesej al i docomo“ t i r a l ogoar oupat oda”ant esdei rpar aacama,dandoumar equebr adaa mai s. Umar ápi daol hadaporci madoombr oconf i r maqueel eest áde ol hoem mi m.Aexpr essãof ami nt aem seur ost omeencor aj aaser ousada. Voumemov endol ent ament epar aomei odacama,dequat r o,e doumai sumaespi adi nhaporci madoombr o. Bennãopr eci sademai si ncent i v os.Ti r aar oupaem quest ãode segundosev em at r ásdemi m,passandol ent ament eamãopel os meusquadr i secol ocandoopol egardebai xodoel ást i codami nha cal ci nhabem dev agar . “ Nossa” , el emur mur a.


Suamãopassei apel asmi nhascost as,depoi sv em par aaf r ent e,e ent ão el e abr e sem pr essa meu sut i ã, dei xando as al ças escor r egar em pel osombr os. Benpõeamãoem meussei osant esmesmoquedei xeosut i ãde l ado.


Sol t oum gemi dodesat i sf ação, por queseut oqueéper f ei t o.El esabe quepr ef i r oserpr ov ocadadel ev eem v ezdepegacom f or ça.Sabe exat ament equandof azermov i ment osci r cul ar es,quandomeaper t ar equandobel i scardel ev e. “ Ben. ”Mi nhav ozsai em t om desúpl i ca. El er espondepassandoamãopel ami nhabar r i gaedesl i zandosem hesi t açãodent r odami nhacal ci nhapar aenf i arum dedoem mi m.Sua r espi r açãoest áacel er adacomoami nhaquandoel eacr escent aout r o dedo,f azendo mi nhas cost as se ar quear em em uma t ent at i v a desesper adademai spr oxi mi dade. Bencont i nuamexendoosdedosporv ár i osmi nut ost or t ur ant esat é nósdoi snãoaguent ar mosmai s.El epegaumacami si nhanagav et a docr i ado-mudoem t empor ecor de,enem aomenost i r ami nha cal ci nha—si mpl esment eapuxadel adoeseposi ci ona. Est oumai squepr ont apar ael e,queent r aem mi m com umaúni ca est ocadasuav e. Umadesuasmãossegur ameuscabel os,puxandomi nhacabeça par at r áscom f or çasuf i ci ent eapenaspar amef azerr espi r arf undo, enquant o a out r a agar r a meu quadr i le me mant ém na posi ção enquant oent r aesai sem par ar . Meusdedosdesl i zam pel a mi nha bar r i ga,e o t esão é gr ande demai spar aeut erv er gonhademet ocar . “ I sso, Par ker .I sso. ” Ent ãoel esol t aum gr i t oagudo, eeuchegol áaomesmot empo, me apoi andonoscot ov el osaosent i rost r emor esmedomi nar em eme sacudi r em i nt ei r a. Si nt osuasmãosnasmi nhascost as,seusdedossobr emi nhas cost el as, suar espi r açãopesadaequent econt r ami nhapel eúmi da. I nst ant es depoi s,el e desapar ece ( eu o t r ei neipar ai rj ogara cami si nhanol i xodobanhei r o) ,eem suaausênci adeal gumaf or ma consi gomear r ast arnacamaeapoi aracabeçanot r av essei r o, apesar denãot erener gi aspar apuxar


ascober t as. El er eapar eceemesur pr eendesedei t andoaomeul ado. Nãoqueagent enãot enhador mi doj unt onenhumav eznasúl t i mas semanas,masger al ment eéumasi t uaçãodequasedesmai odepoi s dosexo.Agor apar ece…di f er ent e. Umacoi sadel i ber ada. El ecobr emeucor poeseencost aem mi m.Fi cocom aest r anha sensaçãodequeBenquerdor mi rdeconchi nha… Egost odi sso. “ Boanoi t e, Par ks” , el edi z, com av ozsonol ent a. Sor r i o, sent i ndopel apr i mei r av eznodi acomoset udoest i v esse bem nomundo. Mas, quandoest oupr est esapegarnosono, sur geuma pr eocupaçãoem mi nhament e. Escapamosdeumaboahoj e. Masai ndav amost erqueencar arof at odequeum dosdoi sem al gum moment ov ai dor mi rcom out r apessoa. Ounão?


20

BEN Ospai sdePar kerador am passarof i m desemananol i t or aldo Or egon.Fazem i ssoal gumasv ezesporanodesdequePar kerer a pequena.Sempr e al ugam a mesma casa,f azem os mesmos pr ogr amas, comem nosmesmosr est aur ant es. Émei oqueum ev ent odaf amí l i aBl ant on. Jáf ui j unt oal gumasv ezes, masnaépocadaf acul dade. Comoacont eceucom osj ant ar es,eumei oquef uimeaf ast ando quandoascoi sasent r eLanceePar kerf i car am sér i as. Masagor a, quandoPar kermeper gunt asequer oi rcom el espassar of i m desemanaf or adepoi sdenossat ent at i v af r acassadadef az er sexocom out r aspessoas, apr ov ei t oachancesem pensarduasv ezes. Pr i nci pal ment epor queest oul oucopar asai rum poucodePor t l and. Ascoi sasnot r abal hoest ãoumal oucur adepoi sdapr omoção. Ando mei o cansado dosbar esdaqui ,eàsv ezesnem seicomo pr eencherot empol i v r e. Est ousent i ndo cer t ai nqui et ação,umaespéci edemudançano hor i zont e, enãosei mui t obem comol i darcom i sso. Pr eci sodeum t empo.“ Ent ão… Ben. ” AmãedePar kerpegaumacenour adat ábuaedáumamor di da.Fui desi gnadopar acor t arosl egumes.El aseapoi anobal cãodacozi nha ef i cameobser v ando. Cont i nuocor t andoacenour aem r odel ascapr i chadassem nem ol harpar ael a,t or cendopar aquenãomeper gunt equai ssãomi nhas


i nt ençõescom sua


f i l ha. Par kerdi ssequenãocont oupar aospai ssobr enossasav ent ur as sexuai s, masSandr asempr emepar eceuot i podemãequesabede t udo. “ Ouv i di zerquel hedev oospar abéns” , el acoment a. Af acaest r emecenami nhamão.Nãopodeest arf al ando sobr e…“ Pel apr omoção” , Sandr acont i nua, pegandoout r a cenour a. Ah.I sso. “ Obr i gado. ” El adár i sada.“ Ah, qual é?Pel oj ei t ocomov ocêf al a, par ecequeé um cast i go. ” Encol hoosombr os.“ Éque…nãoénadademai s. ” “ Bom, Par kerpar eceacharmui t oi mpor t ant e.Fi couf al andoa r espei t oporquasemei ahor aquandol i gou. ” Ol hopel aj anel apar aondePar kereopai del aest ãopr epar andoo chur r asco. Oi nv er noest áchegando, demodoqueot empoest áf r i oenubl ado. Par kerest ál i ndacom meumol et om ci nzadaf acul dade,quef i ca enor me nel a,as mangas ul t r apassando seus dedos em v ár i os cent í met r os, ocapuzv est i do. “ Seuspai sdev em est armui t of el i zes” , cont i nuaasr a. Bl ant on.Ol hopar aat ábuaepegoum pepi no. “ Ben…”Av ozdel at em aquel et om deadv er t ênci amat er nal .“ Você

cont oupr osseuspai s, não? ” “ Nav er dade, não” , mur mur o. “ Porquê?Pai sador am r eceberesset i pode not í ci a. ”Pai scomov ocê, t al v ez. Enãoéquemeuspai snãogost em der eceberboasnot í ci asdos f i l hos;só quenão acho queamudançado car go deger ent ede pr odut opar ager ent edepr odut osêni orf açaal gum sent i dopar ael es,


mui t omenosquesej amot i v opar amepar abeni zar . N찾oquandomeui r m찾oacaboudev i r ars처ci odeum escr i t 처r i ode


adv ocaci ai mpor t ant eemi nhai r mãanunci ouquev ai f azerum ph. D. em Yal eagor aqueconsegui useudi pl omadedi r ei t oem Har v ar d. Asr a.Bl ant onpar ecesent i rquenãoquer of al arsobr emeuspai s— oumi nhapr omoção—emudadeassunt o.Fi cogr at o. “ Comoel aest á? ” “ Quem, Par ker ? ” , per gunt o. El ar ev i r aosol hos, bemhumor ada.“ Quem mai s? ” Cor t a.Cor t a.Cor t a.Fat i oopepi nocom t odoocui dado.“ Porque est áper gunt andopr ami m? ” A sr a.Bl ant onmeol hadeum j ei t oest r anho.“ Hã,t al v ezpor que v ocêéomel horami godel aháanos.Tal v ezpor quev ocêsmor am j unt os.Ou, esper aaí , j ásei , por quev ocêépar t eat édasnossasf ér i as em f amí l i a…” I ssosem f al arnosexo.Sensaci onal , i ncr í v el , dev i r ara cabeça.Oqueeunãodi goem v ozal t a.Cl ar o. “ El aest ábem” , r espondo. AmãedePar kerpegaumaf at i adepepi nocom um gest odi st r aí doe v i r apar aaj anel a, obser v andoaf i l ha.“ Est oupr eocupadacom el a. ” Ol hoem suadi r eção.“ Ah, é? ” “ Achoquenãoest ál i dandobem com osof r i ment o.Nãoquernem r econheceri sso. ” Sof r i ment o?Jur oporDeusquev ouat r ásdequem querque… Sandr a cont i nua f al ando,sem not armeu sur t o de r ai v a.“ Sou t ot al ment eaf av ordecur t i rasol t ei r i ce,mas…bom,Par kerchegoua f al arem casament opar av ocê? ” Mi nhamãoest r emece.Respi r of undopar aconsegui rcont i nuar . Ent ãopensomel horedeci doi ncl usi v edei xaraf acadel ado.Ját emos l egumesdemai s. Pegomi nhacer v ej a, queéum acompanhament obem mel horpr a conv er saquecenour a. Ai dei adePar kercasandocom Lance…bl er gh.


“ El a par ece est arl i dando bem com o r ompi ment o” ,r espondo, i gnor andoaquest ãodocasament o. “ Masaquest ãoéessa” , asr a.Bl ant oncont i nua, f r anzi ndoosl ábi os. “ Nãopar eceest r anho?El esnamor ar am quat r oanos,quaseci nco,e mai sper t odof i nal el av i nhadi zendoquepoder i aserpar asempr e. ” Acer v ej anãocaibem,ent ãoadei x odel ado.“ Achaqueonegóci o com Lanceer aassi m sér i o? ” El af i cahesi t ant e.“ Bom, nãosoueuquet enhoquedi zeri sso…Mas el epar eci af azerbem par ael a.Par kerv i v i af el i z . ” Ah, é? Puxo pel a memór i a,t ent ando i gnor aros úl t i mos doi s meses, quandoLancepr at i cament eai gnor ou. Concl uoqueasr a.Bl ant ont em r az ão. Par kerer af el i zcom osuj ei t o.Oupel omenospar eci acont ent e.Os doi s quase nunca br i gav am,sempr e saí am… er am t ot al ment e compat í v ei s, deum j ei t omei ot edi oso, masquepar eci af unci onar . Depoi sdaquel apr i mei r anoi t e,quandoPar kerseacaboudechor ar ef i queicom v ont adedear r ancarosol hosdocar a,nem par eimai s par apensarnoexdel a. Al i ás, nãopar ecequePar kerandepensandomui t onoex, maspode serqueasr a.Bl ant onest ej acer t a. Tal v ezi ssosej aum pr obl ema. “ El av ai encont r aral guém” , di go.“ Al guém mel hor . ” “ Eusei .Enãoquer oapr essarnada,sóque… quer i aquet i v esse al guém aol adodel aagor a. ” Douumaboaol hadaem Sandr a. Éumacoi saest r anhadesedi zersobr eumamul heri ndependent e dev i nt eepoucosanoscom um empr egof i xoeumav i dasoci alat i v a, mast al v ezest ej ar el aci onadoaocâncer . Àsv ezesesqueçoqueamul heraomeul adoencar ouamor t ede f r ent e.Faz


sent i doqueel apensenav i daquesuaúni caf i l hat er i aem sua ausênci a.“ El at em ami m” , di gobai xi nho. Sandr ameol hacom umaexpr essãosur pr esa.“ Ah,Ben,eusei di sso! ”El aest endeamãoeaper t ameubr aço.“ Éque…Seiquesão mel hor esami gosequev aiest arsempr eaol adodel a,mas,como mãe,éi mpossí v elnãopensarnodi aem quev ocêsdoi sv ãose apai xonarporout r aspessoaset udov ai mudar . ” Meucér ebr oser ebel adi ant edai nf or mação.“ Nadav ai mudar . ” “ Maspr eci samudar ” ,el adi z ,com um t om dev ozgent i l ,ent ãose v ol t apar ami m.“ Seiquev ocêt em suav i dadesol t ei r onomoment o, o queéót i mo,masv aiacabarseapai xonandoum di a.Vocêt em um cor açãogr andedemai spar ai ssonãoacont ecer .Ecomoachaque essamul herv ai sesent i rseacharquenãoépr i or i dadenasuav i da? ” Abr oaboca,em segui daf echodenov o.Nãoconsi gopensarem out r agar ot aocupandool ugardePar ker . Por out r o l ado, t ampouco consi go i magi nar uma ev ent ual namor ada,esposaouo quef orgost ando dai dei adePar kerser pr i or i dadepr ami m. “ Poi sé” ,Sandr adi z,com t odaagent i l eza.“ Suaami zadecom Par kernãov aimor r er ,masv aimudar.Quer oqueel at enhaum car a per f ei t o, par aquem sej asempr epr i or i dade.Al guém queabr amãode t udoporel a.Quemor r aporel a. ” Abr oabocadenov o, masj ur oquenãosei oquedi zer .Nãosei nem oquesent i r . “ Ai , nossa” , el adi z, l ev andoamãoàbocaedandoumar i sadi nha, de modo i dênt i co à f i l ha.“ Descul pa.Descul pa,Ben.Eu não quer i a… Apost oqueest oupar ecendoumav el haagor a. ” Abr oum sor r i sof or çado. “ Éumacoi sademãe” , el aexpl i ca, dandoum t api nhanomeubr aço par asedescul par .“ Agent esepr eocupa.Nãoqui sdi zernem porum moment oquev ocênãoéum ami gomar av i l hoso.Eseiquesempr e v ai ser . ”


Pegomi nhacer v ej adenov o, v i r andoagar r af aenquant oesper oque meuspensament osseor gani zem pel omenososuf i ci ent epar at ent ar ent endert udoi sso. Nãodácer t o. El abat eumamãonaout r a.“ Or a, ondeéquef or am par armi nhas l uv as? Achoqueasbat at asest ãopr ont as, não? ” Apor t adosf undosseabr e, ePar kerent r acom um pr at ocober t o com papel al umí ni o.“ Acar neest ápr ont a! ” Par kersor r i par ami m, masosor r i sosedesf azum poucoquando mev ê. El ai ncl i naacabeçacomoquem per gunt aseest át udobem. Eumeobr i goaabr i rum sor r i soem r espost a.Sóquenãoest át udobem. Nem um pouco. Não consi go par ardepensarnessemoment o dequeasr a. Bl ant on f al ou.Quando Par kere eu t i v er mos pessoas mai s i mpor t ant esem quem pensar .Nãogost onem um poucodessa i dei a.


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PARKER Sej al áqual f orobi choesqui si t oquemor deuBenquandoeuest av a l áf or acom meupai ,oef ei t odapi cadapassaquandochegamosà sobr emesa:uma del i ci osa t or t a de f r ut as v er mel has l ocai s com sor v et e de cr eme. Como duas f at i as e não me si nt o nem r emot ament ecul pada. Quandot er mi namosdel av aral ouçaemeuspai sv ãopar aacama, est oucont ent ecomonãomesi nt oháum bom t empo. “ Quermont arum quebr acabeça? ” , per gunt o. Bensol t aum gr unhi do.“ Vocêeseusquebr acabeças.Quet aluma cami nhadanapr ai a? ” Ol ho l á par af or a com uma expr essão de cet i ci smo.“ Uma cami nhadanapr ai at ot al ment eescur aàbei r adeum marbr av ono mei odachuv aem um f r i odemat ar ? ” , per gunt o. El esor r i .“ Si m.Exat ament e i sso. ”“ Eut opo. ” Ci ncomi nut osdepoi s,est amoscober t osdospésàcabeça— eu com omol et om daf acul dadequer oubeideBen,el ecom suacami sa def l anel a.Per cor r emosacur t adi st ânci aat éapr ai a.Porsor t ea chuv apar ecet erdadol ugaraum ser enogel ado. Nãoest át ãof r i oquant oeuesper av a.Comonadamedei xamai s i r r i t adaquear ei anossapat os,t i r oost êni seasmei asedei xoem ci ma deuma pedr a gr andeei nconf undí v elpar a poderencont r ar depoi s. Benf azomesmo, eambosdobr amosacal çaat éomei oda pant ur r i l ha.Si nt oaar ei agel adasobospés, masdeum j ei t o


gost oso.


Sempr eador ei asv i agensem f amí l i apar aCannonBeach. Éum dosl ugar esmai sboni t osdomundo, com ondasbr av as, ar ei a f of aeor ochedoHay st ackpai r andosobr eapr ai a. A al t at empor ada pode serno v er ão,com f oguei r as na pr ai a, sor v et edecasqui nhaeosolbr i l handonocéu,massempr egost ei mai sdev i rnoi nv er no. Poucascoi sassãomel hor esdoquef i carencol hi di nhadebai xodas cober t ascom um bom l i v r oenquant ochov ef or t el áf or a,ouent ão assarmar shmal l ows na l ar ei r a.Al ém de mont arquebr acabeças, cl ar o. Masamel horpar t eét erapr ai asópar a v ocê.Bom.Par av ocêeseumel hor ami go, nocaso. Benpar eceserdamesmaopi ni ão,por quer espi r af undo.Quase consi gosent i l or el axarenquant ocami nhaaomeul ado. Amar éest ábai xa,oquef azaf ai xadear ei apar eceri nf i ni t a.Em umaconcor dânci asi l enci osa,v i r amospar aaesquer da,embor ao l adonãof açadi f er ença.Nossai nt ençãonãoéchegaral ugarnenhum. Cami nhamosem si l ênci oporv ár i osmi nut osant esqueeupux e conv er sa.“ Ent ão,oquef oiquemi nhamãef al ouquedei xouv ocê assust ado? ” , per gunt o. El ef i caem si l ênci oporum i nst ant e,achoquet ent andodeci di rse mecont aounão.Ouquant omecont a. “ Suamãeest ápr eocupadacom v ocê” , el edi zporf i m. Vi r opar ael e,sur pr esa.“ Sér i o?Eeuachandoquev i nhanov i dade quent eporaí …” Bennãof azumapi adi nhaem r espost a, comoeuesper av a.Sóenf i a amãonosbol soseol hapar aocéuporum moment o.“ El aachaque v ocênãoest ál i dandobem com ot ér mi no. ” Abr oabocapar ar esponder , masf echoem segui da.Éum desdobr ament oquenão esper av a.


Namai orpar t edot empo, si nt oqueest ounamesmasi nt oni aque mi nha


mãe, masessar ev el açãomepegadespr ev eni da.“ El af al oui sso mesmo? ” Benencol heosombr os.“ Vei ocom um paposobr esent i ment os r epr i mi dosebl ábl ábl á. ” Enf i oasmãosnosbol soser ef l i t o. Si ncer ament e, quasenãopensoem Lance.Ousobr eot ér mi no.Mas sendobem si ncer amesmo…achoquemepr oí bodef azeri sso. Quandoal gumacoi samef azl embr ardeLance,l ogopensoem comomesent imalaol ev arum pénabunda, emeucér ebr omei oque mudadeassunt o, porserdol or osodemai s. “ El aest ácer t a? ” , Benper gunt adepoi sdeum t empão.“ Vocêai nda nãosuper ouLance? ” Det enhoopasso, por queder epent epar ecedi f í ci l andarepensarem um assunt ot ãodel i cado. “ Tal v ez” , r espondobai xi nho. El epar at ambém esev i r apar ami m.Nãoconsi goenxer garseu r ost o.Aúni cal uzv em dasest r el asedamei al uanocéuem mei oao ser eno, masdápar asent i rsuai nt ensi dademesmoassi m. “ Tal v ezest ej anahor adev ocêcomeçarapr ocessari sso” , Bendi z. “ Mascomo? ” , per gunt o.“ Quer osegui rem f r ent emai sdoque qual querum, podeacr edi t ar .Vi r arapági nadev er dade.Nãopossoser umadaquel asmul her esqueaosquar ent aeci ncoanosai ndacar r ega abagagem emoci onal dosv i nt eepoucos.Mas, t i po, nãoexi st eum manual dei nst r uçõespr acoi sa. ” Bendádeombr oseol hapar aaar ei a.“ Der epent epodeserbom conv er sarcom el e.Vercomov ocêsesent edepoi s. ” Nãoéumai dei at ãor ui m.Umaconv er sadef i ni t i v apar av i r ara pági naecoi saet al . “ Achoqueeupoder i al i garemar carum caf éoucoi sadot i po” , mur mur o.“ Tem cer t ezadequev odcanãoser i aumaopçãomel hor pr al i darcom o ex? ”


“ Não.Quer oest arcom ospensament osem or dem” , r espondo.


Vol t amosacami nhar , osdoi sem si l ênci o.Seiporqueeuest ouem si l ênci o, masnãoconsi goper ceberem queBenest ápensando. “ Mi nhamãef al oumai sal gumacoi sa? ” ,per gunt o.“ Vocêpar ece mei o…ensi mesmado. ” “ Ensi mesmado,é? ” ,el er ebat e.“ É uma bel a def i ni ção.Sexye mel ancól i ca. ” “ Mas t ambém pode ser bem i r r i t ant e, ent ão desembucha, Heat hcl i f f . ”Douumacot ov el adal ev enel e. Aspal av r asquev êm asegui rsãot udomenos l ev es.“ Nãoquer oquenossaami zademude” , el edi z. I nt er r ompoopassoemecol oconaf r ent edel e,est endendoamão epedi ndoquepar et ambém.“ Esper aaí ,comoéqueé?Oquemi nha mãef al oupr av ocê? ” Si ncer ament e, essenãoéoBenqueconheçoeador o. Émui t or ar oeumei r r i t arcom mi nhamãe,masnãoest ounada sat i sf ei t aporsaberquef oiel aquem t r ansf or moumeumel horami go em umaconchaf echada. Bendesv i aosol hos.“ Éque…achoqueest oumedandocont ade que não dá pr a cont i nuarassi m pr a sempr e.Tr ansando sem pr eocupação, v i aj andoj unt osquandoderv ont ade. ” “ Cl ar oquedá” , di go, t ei mosa. O sor r i soqueel eabr eémei ot r i st e.“ Achamesmo?O quev ai acont ecerquandov ocêconheceral guém?Nãoum car aboni t ãonum bar ,mast i po…al guém sér i o.Oueu?Equandoum denósr esol v er casar ? ” Euachav aquemeucér ebr ot i nhaent r ado em col apso quando Lancet er mi noucomi go,masaqui l onãof oinadaem compar ação com af or macomomi nhament eser ecusaaconceberai dei adeBen casando. “ Vocêconheceual guém? ” , meobr i goaper gunt ar .“ Al guém… especi al ? ”“ Não.Nem del onge.Éque…v ai acont eceral gum di a,


sabe?Pr anós doi s. ”


Éumaest r anhai nv er sãodepapéi s.El esendor aci onal epensando nof ut ur o, euv i v endot ei mosament eomoment o. “ É, masnãof azsent i dopensarni ssoagor a” , di gobai xi nho.“ Esse podesernossof ut ur o, masnãoénossopr esent e. ” El ev i r apar aomarant esdeol harpar ami m.“ Vocêt em r azão. Descul pa. Puxa, suamãeécr aqueem col ocarcoi sasnacabeçadas pessoas, hei n? ”“ Oupel omenosnasua” , pr ov oco. Ret omamosacami nhada, eat ensãopar ecesedi ssi par .Achoque v ol t amosaonor mal .Acomodev er i aser . Masent ão… Benest endeamãodev agar , ef i cosem r eaçãoat équeseusdedos t ocam osmeus. Éum gest oum t ant oi nsegur o.Emei go.Tal v ezumat ent at i v amei o desesper adadeest abel ecerumacoi saquenenhum dosdoi squer def i ni r . Ben—meumel horami go—est áandandodemãosdadascomi go. E,apesardemeucér ebr oest art ot al ment esur t ado,meusdedos pel oj ei t osabem oquef azereseent r el açam aosdel e.Cami nhamos demãosdadaspel a pr ai a si l enci osa,cada um per di do em seus pr ópr i ospensament os. Masnãocr i ocor agem par aper gunt arseospensament osdel e est ãoset or nandot ãoper i gososquant oosmeus.


22

BEN Nãoconsi godor mi r . A casa de pr ai a que osBl ant on cost umam al ugart em quat r o quar t os,ePar kereeunãoest amosj unt os,cl ar o,j áqueospai sdel a nãosabem queest amost r ansando. Masf azumahor aquePar kereeuchegamosdacami nhadana pr ai a, eunsbonsquar ent aeci ncomi nut osqueol hopar aot et o. Souobr i gadoaadmi t i rov er dadei r omot i v odenãoconsegui rpegar nosono: Par kernãoest áaqui . Deal gumaf or ma, nasúl t i massemanas, meacost umeiaseucor po quent i nhoegost osoencost adoem mi m. Meacost umei com ochei r odexampueosom desua r espi r ação.Ésósexo, pensocomi gomesmo. For aosdi asem quePar kerest av ai mpossí v elporcausadaTPM ,a gent et r ansout odososdi as.Ent ãosópodeseri ssoqueest áme dei x andoi nqui et o.Af al t adesexo. Tenhoquasecer t eza. Hesi t oporunst r i nt asegundosant esdej ogarascober t asdel adoe cami nharsi l enci osament eat éapor t adoquar t oeabr i l a.Adobr adi ça r ange.Dr oga. Sol t oumar i sadi nhabai x aaoper ceberquepar eçoum adol escent e t ent andoent r aràsescondi dasnoquar t odeumagar ot aenquant oos pai sdel ador mem noout r oquar t o.


Nav er dade, acompar açãoéper f ei t a. Apor t adePar kerest ádest r ancada.El adev i aest aracor dada, por quesent anacamaassi m queabr oapor t a. Quandoaf echo, per coacor agem, enãome mexo.Oquenãoacont ececom el a. Sem di zerumapal av r a, Par kerdesl i zadomei odocol chãopar ao l adodi r ei t o, abr i ndoespaçopar ami m. Sor r i oenquant ov oucom passosapr essadosat éocal ordesua cama.At éocal ordel a. Acomodamosacabeçanot r av essei r oaomesmot empo, v i r ados um par aoout r o. “ Oi ” , el adi z. “ Oi . ” E, donada, começoamesent i rhesi t ant edenov o.Quase t í mi do.Qual éopr obl emacomi go, por r a?Com agent e? Vi m aqui com t odaai nt ençãodef azersexoquent eei nt enso, eo f at odepr eci sarserem si l ênci oabsol ut osódev er i at or nart udomai s exci t ant e. Mas,agor aqueest ouaqui ,malconsegui ndodi st i ngui rasf ei ções t ãoconheci dasdePar kernoescur o,descubr oquequer oumacoi sa bem di f er ent e.Umacoi saquenem sei def i ni r . Mi nhamão desl i zapel o meut r av essei r o,depoi spel o del a,at é mi nhapal maseacomodarem seur ost o.Meupol egaracar i ci asua pel emaci a, ef i cocom ai mpr essãodequeaouv isuspi r ar .Ser i abom se t i v esse um pouco mai s de l uz par a poderv erPar ker ,mas compensoi ssocom ot oque,expl or andomai sseur ost o,seusol hos f echados.Seusl ábi os. El abei j aapont adosmeusdedosbem del ev e, esi nt oum aper t ono pei t o. Chegomai sper t oat énossost r oncosset ocar em.Si nt osua r espi r açãocont r ameusl ábi os. Rol aum bei j o.


Dev agar , l ev e.Di f er ent e.Denot aumai nt i mi dadeper i gosa, mas nenhum de


nósdoi sdemonst r aapr essahabi t ual deest abel eceror i t mof r enét i co. Mi nhal í nguamer gul haem suabocasem par ar ,ador andoamanei r a comoseusdedospuxam mi nhacami set a, i nqui et os. Mi nhabocadescepar aseupescoço.Asmãosdel apassei am pel os meuscabel osenquant of i co par ado al ium bom t empo ant esde começaradescerporseucor po, bei j andoseuspei t os, suabar r i ga. Par onaci nt ur a,puxandoabl usadel asóum pouqui nho,par aque mi nhabocaencont r eapel eexpost apoucoabai xodoumbi go.Eéaí queeupar o,medandocont adequeosexocom el aéumacoi sade out r oní v elnãoporcausadeseucor poi ncr í v el ,oupel acont r adi ção ent r eseusdedosf r enét i coseseusgemi dosbai xi nhos. Épel of at odeserPar ker.Esexocom al guém queagent egost aé… di f er ent e. Mel hor . Mi nhas mãos desl i zam porbai xo de sua bl usa,e v ol t o a me concent r arnapar t esuper i ordeseucor po, ar r ancandoapeçaaof az er i sso.El al ev ant aosbr açospar af aci l i t ar .Mi nhacami set av aiembor a asegui r , depoi sacal ci nhadel a, mi nhacal çaemi nhacueca, masnão sem ant espegarumacami si nhadobol so, por que…sempr eal er t a. Tem t ant acoi saqueeugost ar i adef azercom el a.Queeugost ar i a quef i z essecomi go.Mas,quando seusbr açosmeenv ol v em,me puxandopar aper t o,sóconsi gopensarem ent r arnel a.Quer ome sent i rem casa. Col ocoacami si nhasem ai mpaci ênci aeasbr i ncadei r i nhasde sempr e. Apoi oasmãosnot r av essei r o,umadecadal adodesuacabeça,e meusol hossecr av am nosdel a.Com um gest ocar i nhoso,af ast oos cabel osdeseur ost opar av ermel hor .Pr eci sodi sso. Euaobser v oenquant omet of undo,com umaest ocadasuav eque nosdei xaof egant esem mei oaosi l ênci odanoi t e.Eent ão, deal guma f or ma, mi nhasmãosencont r am asdel anot r av essei r o.Nossosdedos seent r el açam,eocont at odaspal masmepar ecet ãoi mpor t ant e


quant oasensaçãodeest ar


dent r odel a. Cont i nuocom asest ocadassem par ar ,eseusquadr i ssemov em nadi r eçãodosmeus. “ Ben.”Meunomesaiem um sussur r odeseusl ábi os,comoum apel o.Respondomeesf r egandonel anomoment oem queseucor po sear quei aemeaper t apordent r o. Sol t oum gr unhi do.Poral gum mot i v oosexot ãot r adi ci onaldehoj e mef azgozarmai sf or t edoquenunca. Apoi oat est al ev ement enadel a, r ecuper andoof ôl egoant esdeme af ast arcom um bei j oem seur ost o. Nãoquer omai snadaal ém def i cardei t adoaoseul ado, ani nharseu cor poj unt oaomeu,masar eal i dadepoucoapoucov aisei nf i l t r ando nomundodossonhosdosmi nut osant er i or es,eeumel embr ode ondeest amos.Dequem somos. “ Achomel horv ol t arpr omeuquar t o” , mur mur o.El aassent e. Nenhum dosdoi squerdesent r el açarosdedos. Si nt oqueexi st em coi sasaserdi t as,masnãoseiquai s,ent ãome cont ent ocom um úl t i mobei j o. Sóquandov ol t oaoquar t oper ceboquet al v eznãohaj acoi sasa di zer , masumaúni cacoi sa, nosi ngul ar . Por que, pel apr i mei r av ezdesdequecomeçamosat r ansar , f i come per gunt andoseum denósnãodev er i adi zerapal av r adesegur ança. Ant esquesej at ar dedemai s.


23

PARKER Fi ngi mosquenadamudou.Queanoi t epassadanãof oi aomesmo t empoi ncr í v el eesqui si t a. Masav i agem dev ol t aaPor t l andécar r egadadeumat ensãoque nuncasent i ent r enós. Ai ndaconv er samos.Ai ndadi scut i mossobr eoqueouv i rnor ádi o. Ai ndaf azemosoj ogodaspl acasdecar r os,cadaum t ent andosero pr i mei r o al embr arumapal av r aquecont enhat odasasl et r asda chapaàf r ent e. Masnãoconsi gopar ardepensarem ont em ànoi t e. Sobr eoqueacont eceut ersi doi mpor t ant edeal gumaf or ma. Quandoenf i m est aci onamosdi ant edagar agem decasa, f i co al i v i ada.Pr eci sodeum t emposozi nhapar apensar .Par at ent ar descobr i roqueachardopassei odemãosdadasnapr ai aedosexo com i nt i mi dadequev ei odepoi s.Noent ant o, t odaami nhai nt ençãode t erum t empopar ami m mesmaseev apor anomoment oem queBen par aocar r oev ej oum car asent adonos degr ausdaf r ent e. Mi nhament econgel a.Em mei oaozumbi donosouv i dos, consi go ouv i rBenmur mur ar : “ Put amer da…” . ÉLance. El eest ásent adonaf r ent edecasaenosobser v adescerdocar r o com umaexpr essãoi ndeci f r áv el . Benpeganossabagagem nobancodet r ás, col ocandomi nhabol sa em um dosombr osesuamochi l anoout r o.


Lancel ev ant a, eaf or macomoencar aBensem dĂşv i danenhumaĂŠ


caut el osa.Umar ápi daol hadamedi zporquê.Osor r i sohabi t ual est á bem l ongedepassarporseur ost o.Tocoobr açodeBen, pedi ndoque seacal me. Seusol hosencont r am osmeus,esuaexpr essãoér ai v osa.El e r espei t ameupedi do,apesardenãoconcor dar ,f azendoum si mpl es acenodecabeçaem cumpr i ment opar aLance,ai ndacom acar a f echada. “ Oi ,Ben. ”Lancesaidocami nhopar aquepasse.Senãot i v esse f ei t oi sso, t er i al ev adoum encont r ão, t enhocer t eza. “ Est amoschegandoagor adeCannonBeach” ,expl i co,mov i dapel a cl ar anecessi dadededi zeral gumacoi sa. “ Ah. ”El eabr eum sor r i sot ensoenquant omeobser v a.“ Tenhoboas l embr ançasdaquel el ugar .Amai or i aenv ol v eent r arescondi donoseu quar t onomei odanoi t e. ” Benenf i aachav enaf echadur a,cl ar ament eouv i ndoaconv er sa, por queseusombr osf i cam t ensos. Não.Não!I ssoest ámesmoacont ecendo? Em t er mosr aci onai s,seiqueLancenãopodeest ardi zendoaqui l o par aBen. El enãot em comosabersobr eont em ànoi t e.Ef i caóbv i opel a expr essãol i gei r ament edesesper adaem seur ost oqueésóuma t ent at i v ademel embr ardosbonst empos. Massósi nt oumaest r anhav ont adedei rat r ásdeBen.Dedi zerque si m, Lanceent r ounomeuquar t oumav ezouout r a, masi ssof oi ant es… ant es…“ Oqueest áf azendoaqui ? ” , per gunt oaLance, der epent e i r r i t adacom sua pr esença. El eseencol heum pouco,pr ov av el ment eporcausadomeut om nadaempol gado.“ Agent epodeconv er sar ? ” Vi r omai sumav ezpar aBen,sópar av erquandobat eapor t asem


nem ol harpar at r ás. Lev oosdedosàt est a, sent i ndoumadordecabeçasur gi rdonada. “ Cl ar o. ”Oquemai seupoder i adi zerpar aocar aquenamor ei por ci ncoanos?


Apesardet erl ev adoum f or adel e? Sent onodegr au.Lancef r anzeat est a, conf uso, pr ov av el ment epel o f r i o.Conv er sardent r odecasaf ar i amui t omai ssent i do.Masnão quer oosdoi snomesmoambi ent e.Enãoseisequer oLancena mi nhacasaant esdeouv i roqueel et em adi zer . “ Hã,cer t o” ,el ef al a,sent andoaomeul ado,massem encost arem mi m.“ Ent ãoBenf oi com v ocêpar aCannonBeach? ” “ Foi . ” I ssonãoexpl i camui t acoi sa, masnãodev onenhumasat i sf açãoa Lance.Mesmoassi m, éest r anhoel et erper gunt ado.Umadas mel hor escoi sasde Lanceer aquenãot i nhaci úmedeBen.El esempr epar eceucapazde ent enderoqueasout r aspessoasser ecusav am aacei t ar . Masdet ect oum si naldet ensãoem suav ozagor a, comoset i v esse sent i doumamudançanocl i maent r emi m eBen.Apesardenem eu saberquemudançaer a. Pensei quesoubesse, masagor a… Lanceol hapar aocéu,queest ánubl ado,maspel omenosnão chov e.“ Achoquecomet i um er r o, Par ker . ” Enf i oasmãosent r eosj oel hoseaper t oasper nasumacont r aa out r a.Nãodi gonada. El emeencar a…“ Eu…andei pensandoem v ocê.Nagent e. Bast ant e. ”“ É, deupr anot ar , com t odasasl i gações” , di go, sar cást i ca. El ef i caem si l ênci oporal gunsi nst ant es.“ Acheiquev ocênãoi a quer ermeouv i r .Enãoquer i adi zernadaant esdet ercer t eza.Não quer i abr i ncarcom seussent i ment os. ” Sol t oum r i si nhodedeboche.“ Ondeest av aessaconsi der açãot oda nosdoi smesesdenamor oem quemei sol ou,por quenãoest av a mai s‘ nocl i ma’ ? ” Lancev i r apar ami m,esuaexpr essãomepar ecebem sér i a.“ Você est áchat eada.Ecom r az ão.Magoeiv ocê.Massomosadul t ose,


ant esdeav anรงar


naconv er sa, medi zset enhoal gumachanceaqui .Por que, senão t i v er , nãov oudesper di çarot empodeni nguém. ” Nãoéumacoi samui t or omânt i caasedi zer , masmepegosor r i ndo, por queéacar adoLance. Sóqueosor r i sol ogodesapar ece, por que…Nãosei oquedi zer .Não sei demai snada. Eent ãomedoucont adequemi nhamãet al v ezt i v esser azão quandodi ssepar aBenqueeunãopr ocessei di r ei t ooqueacont eceu. Por que,agor aqueel eest áaqui ,mesi nt oi nv adi daporumapor ção del embr ançasesensaçõesf ami l i ar es,al ém deum poucodemágoa, sem dúv i da.Tent ol embr arcomoagent eer a.Comoer abom . Quer i aqueBenest i v esseaqui .Quef i cassedomeul adoenquant o penso. Quemedi ssesseoque f azer .“ Par ker ? ” “ Nãosei comoest oumesent i ndonomoment o” , di goa Lance.“ Bom, nãomemandarembor aj áéum bom começo. ” “ É. ” “ Senãoest ousendoexpul sodapr opr i edade, si gni f i caquev ocê ai ndanãoar r umouum car acom pi nt adeast r odeci nema? ” Ot om dev ozdel eébr i ncal hão, masmi nhament esev ol t apar a Ben.Par aamanei r acomoel emeol houont em ànoi t e.Como segur oumi nhamão. Bal ançoacabeçapar aaf ast arospensament os.ÉBen.Meumel hor ami go. Nadaal ém di sso. Lanceest endeobr açonami nhadi r eção, bem dev agar , par amedar achancedemeesqui v ar .Per mi t oquesegur emi nhamão,par av er comomesi nt o, mas… Nãosi nt onada.


Seusdedosaper t am osmeus.“ Quer oout r achance, Par ker . ” Fi nal ment ev i r opar ael e.“ Porquê?Pensei quenãoest i v essemai s ‘ nocl i ma’ ” , r epi t o.“ Eagar ot a?Aquechamousuaat enção? ”


El esemant ém f i r me.Nãosedescul papel aspal av r asf r i as queusounaquel anoi t enem t ent anegarnada. “ El aer a…par eci dademai s comi go. ”Meuest ômagoser ev i r a. “ Ent ãov ocêssaí r am. ” El edádeombr os.“ Tomamosum caf éumaouout r av ez , mas…”“ El anãoqui ssaberdev ocê. ” El eabr eum sor r i soamar el o.“ El at em namor ado.Masv ocêpr eci sa saber ,Par ker ,pr eci saacr edi t arquenãoest ouaquisópor quenão r ol ounadacom el a.Nossar el açãonãot em nadaav ercom aLaur el . ” Laur el.Bl er gh. “ Est oucom saudade. ”Suav ozsoamai sur gent eagor a.“ Est av a at ol adonot r abal ho, nosest udose…” “ Eagor anãoest ámai s? ” , per gunt o, bem cét i ca. “ Esset i podecoi sasempr ev aiseri mpor t ant epr ami m,masagor a per cebiquepr eci sodeequi l í br i o.Eu…nossa,seiquev aisoarmui t o cl i chê,mas… Sóper cebioquant opr eci sav adev ocê,oquant ot e amav a, com adi st ânci a. ” Nãof i coexat ament eeuf ór i ca, masessaspal av r assem dúv i dame ani mam. Ser i amui t omel hort erouv i doi ssoant esdei rpr acamacom Ben. “ Euamov ocê, Par ker .I ssonuncamudou.Tenhocer t ezadi sso agor a. ” Passodel ev ement eani madaaquasesat i sf ei t aaoper cebero quant oquer i aouv i ri sso.Queal guém meama, mequerepr eci sade mi m. El eaper t ami nhamão.“ Medáout r achance.Enãopr at udov ol t ara sercomoant es.Quer ocomeçardozer o. ” Bal ançonegat i v ament eacabeça, i ndi candoquenãoent endi . Lancepõeaout r amãoem ci madami nha.“ Quer oquev ámor ar comi go. ”Euoencar o.“ Comoéqueé? ”


El eabr eum sor r i si nho.“ Ol ha,ent endoqueBensej aseuami go,e t udo bem que t enham mor ado j unt os at é agor a,mas quer o um r el aci onament odev er dade, Par ker .Agent enãov aiconsegui rt eri sso enquant ov ocêmor arcom


out r ocar a.Sendobem si ncer o, achoquei ssof oi par t edomot i v ode nãoassumi rnossocompr omi ssocomodev er i a. ” Fechoacar a.“ Masv ocê…nuncat ev eci úmesdoBen.Cer t o? ” “ Não.Ci úmes, não.Ent endoquev ocêssãoami gos, quase i r mãos…” Desv i oool har , par aqueel enãov ej aacul paest ampadanami nha car a. “ Éque…”Lancesei nt er r ompe,comoseest i v esset ent andobuscar aspal av r ascer t as.“ Sabecomoé, seBeneeusof r êssemosaci dent es ef ôssemoscadaum par aum hospi t al …Nuncaf i coucl ar opr ami m qual denósv ocêi av i si t arpr i mei r o. ” “ I sso…ébi zar r o” , coment o. Éumaf or madel i ber adadenãor esponderaocenár i ohi pot ét i co,e f i cot or cendopar aquenãonot e. “ Vocêent endeu” , el edi zcom um mei osor r i so.“ Agent esempr equer ser

pr i or i dadenav i dadoout r o. ” Fi copar al i sadaaomedarcont adasi mpl i ci dadedaaf i r mação.El e t em r az ão, masasi mpl i caçõessãocompl exas. Por quei ssosi gni f i caqueascoi sasent r emi m eBennãopodem cont i nuarcomoest ão.Nósdoi smer ecemosv i v erum amorpl enoe sat i sf at ór i o,enãov amosconsegui rf azeri ssosecont i nuar most ão apegadosum aoout r o. Lancet em r azãosobr eser mosadul t os.Mi nhar el açãopl at ôni ca com Benpodi aserboni t i nhaedi v er t i danaf acul dade,masl ogov ou f azerv i nt eeci nco.Est oul ongedeserv el ha,mast enhoi dadeo bast ant epar asaberquequer oum r el aci onament odev er dade. Quer o o que t enho com Ben — os r i sos,a cumpl i ci dade,a possi bi l i dadededi scut i rmeuspr obl emasàv ont ade… Mas quer o out r as coi sas t ambém.Receberf l or es no Di a dos Namor ados, bei j osem públ i co, casament o.


Quer oal guém queandedemãosdadascomi gonoshoppi ng,não sónumapr ai adeser t aànoi t e. “ Oquemedi z, Par ker ? ”Ot om dev ozdeLanceagor aédesúpl i ca. “ Quer


i rmor arcomi go? �


24

BEN QuandoPar kerent r aem casa, est ouv endoTV, massem pr est ar at enção. Ranj oosdent es,i r r i t adí ssi mocomi gomesmoport ermenci onado Lanceont em ànoi t e.Écomoseeut i v esseev ocadoapr esençado desgr açadodi zendoseunomeem v ozal t a. Por quenãof azsent i do.Depoi sdet r êssemanassem ni nguém nem pensarnocar ael eapar ecersent adonami nhacasa, par af al arcom a mi nha… Mel horami ga. Escut oapor t adaf r ent esef echarcom um cl i quesuav eef i cot odo t enso, com osouv i dosapur adosàesper adosom deum segundopar depési ndi candoqueLancef oi conv i dadoaent r ar . QuandoPar kerapar ecesozi nhanasal a, sol t oum suspi r obai xode al í v i o, massem t i r arosol hosdaTV, pr anãodarbandei r a. Nãoquer oqueel aper ceba…Por r a, nem eusei oquê. SóquandoPar kersent aaomeul adoesol t aum suspi r opr of undo v i r oem suadi r eção, col ocandoaTVnomudo. “ Fal aroucal ar ? ” ,per gunt o,r ecor r endoaonossov el hoesquema. Por que,apesardeumapar t edemi mt erv ont adedesacudi rPar kere ar r ancarcadadet al hedoqueLancedi sse,el aéaci madet udomi nha ami ga, et enhoqueapoi aragar ot a. Mesmoquesej aem si l ênci o. El ar espi r abem f undoout r av ez.“ Lancequerv ol t ar . ” Essaspal av r asmemachucam um pouco, apesardeeuest ar pr epar adopar ael as.Af i nal , porquemai socar af i car i asent adona


f r ent edecasaf ei t oum


i di ot a, f azendodepoi sum coment ár i osópar amost r arqueer ael e quem cost umav aent r arescondi donoquar t odaPar kernasv i agensda f amí l i adel a? Eéi ssoquemei ncomodadev er dade.Aconsci ênci adeque,al ém deeut erf unci onado como um est epenav i agem,t i v eamesma f unçãonacamadePar keront em ànoi t e. Eeuaqui r omant i zandoacoi sat odaf ei t oum ot ár i o, enquant opar a Par kerer asómai sdomesmo. “ Comov ocêsesent eem r el açãoai sso? ” , meobr i goaper gunt ar . Comosesent eem r el açãoael e? , penso. El aj ogaacabeçapar at r ásnosof á, par ecendoexaust a. Oque, i magi no, émel horquef i cart odaal egr i nhacom of at odeque el ef i nal ment e per cebeu que est av a sendo um i di ot a.Mas ser i a mel horseel aest i v esseum poucomai si r r i t ada, num cl i mamai s“ nem porci madomeucadáv er ” . “ Sei l á” , Par kerdi z.“ Est ou…achandot udomui t oesqui si t oeconf uso. ” Ent ãoel av i r apar ami m,ol handonosmeusol hosdev er dadepel a pr i mei r av ezdesdeont em ànoi t e.Fi cocom asensaçãodequequer me per gunt aral guma coi sa,mas não seio quê.E,mesmo que soubesse, nãosaber i ar esponder . “ Vocêv ai saberoquef azer , Par ks. ”Sóconsi godi zer i sso.“ Achamesmoqueeudev er i av ol t arcom el e? ” Car amba, queper gunt a! “ Achoquev ocêdev ef az eroqueest i v eraf i m” , r espondo, caut el oso. El amedáum t apanopei t o.“ Par acom i sso.Pr eci sodeaj uda, dr oga.Vocêémeuami go. ” Abr oum sor r i si nho, por quet al v ezascoi sasnãot enham mudado t ant oent r enósnof i m dascont as. Tal v ezanoi t edeont em t enhasi dosóal goqueacont ecedev ezem nunca. Um moment odef r agi l i dade, ousei l áoquê.


NĂŁoexi st emot i v opar anĂŁov ol t ar mosa sercomoant es,com as


br i ncadei r asconst ant es.Mesmoseel av ol t arcom Lance.Tal v ezsej a exat ament edi ssoqueagent epr eci sapar ar et omaraant i gar ot i na. Quandonossosf i nsdesemanaenv ol v i am v i si t asi nof ensi v asàI KEA, enãov i agensàpr ai aquet er mi nav am com sexoi ncr í v el . “ Nãopr eci sacompl i carascoi sas” ,di goael a.“ Ésódeci di r .Vocêé mai sf el i zcom Lance?Ousem? ” “ Ah,é.Nãot em nadadecompl i cadonessadeci são” ,el ar esponde, sar cást i ca. Douum t api nhaem suamãosobr emi nhacoxa.“ Vocêv aisabero quef azer . ” Semeusdedosf i car am col adosaosdel aum poucomai sdoque dev er i am,ambosi gnor amos.Por quesabemosque,seel av ol t arcom Lance,esses t oques mai sí nt i mos e nat ur ai sv ão v i r arcoi sa do passado. Par kerest ár oendoasunhasdaout r amão,ol handopar aaf r ent e. Porsuat est at odaf r anzi da, per ceboqueel aest ápensandodemai s. “ Cer t o,mecont acomof oiaconv er sa” ,di go.“ Ti po‘ f oimal ,agor a v amosf i ngi rquenadadi ssoacont eceu’ ? ” El ar ev i r aosol hos.“ El enãoév ocê.Lev aessascoi sasasér i o. ” Mer et r ai oum pouco,of endi do,masPar kerest áenv ol v i dademai s par anot ar . Éi ssoqueel aachademi m? Quesoui ncapazdel ev araspessoasasér i osópor quenãoquer o assumi rum compr omi ssonomoment o? “ El eest av aat ol adonot r abal hoenosest udos.Nãosoubecomo equi l i br arascoi sas” , Par kerexpl i ca. Fr anz o a t est a, por que não gost o dessa coi sa de compar t i ment al i zarav i da.Um car acom asor t edeumanamor ada assi m dev er i asededi cart ot al ment eael a.Par kernãomer ecesersó mai sum el ement onapl ani l hadel e. “ Ent ãooquemudou? ” , per gunt o. El asol t ami nhamãoesei ncl i napar aaf r ent epar aencar arochão.


“ El e


per cebeuquepr eci sademi m.Quemeama. ” Engul oem seco.“ Ev ocêpr eci sadel e?Sent eamesmacoi sa? ” Aspal av r assaem amar gasdami nhaboca.Meucor pof i cat odo t enso,comoseasr ej ei t assef i si cament e.Em especi alsear espost a f oroqueest oupensando. “ Achoquesi m” , el adi zbai xi nho. I gnor oaest r anhasensaçãodequeal gumacoi sasepar t i udent r o demi m.“ Vocêacha? ” “ Nãosei ! ” ,Par kerdi z,f i candodepéem um pul o.“ Eu…Ser áquedá pr a gent ev ol t arpr o começo da conv er sa?Pr ef i r o cal ar .Pr eci so pensar ,enãoconsi gof azeri ssocom v ocêt agar el andonami nha or el ha. ” Começoamei r r i t ar .“ Tr i nt asegundosat r ásv ocêest av ai nsi st i ndo pr aouv i roqueeuachav a.Assi mf i capar ecendoqueest ouobr i gando v ocêaf azeroqueeuacho. ” “ Eporacasov ocêachaal gumacoi sa? ” ,el ar et r uca.“ Ar espei t odo quequerquesej a? ” “ Achoum mont edecoi sa” ,r espondo,agor abem put o.“ Masoque euachonãoi nt er essanessecaso! ” Fi camosem si l ênci o,eel aassent e.“ Cer t o.Vocêt em r azão,cl ar o. Essadeci sãonãoésua.Descul pa,éque…émui t acoi sapr apensar , sói sso. ” “ Eu sei ” ,r espondo bai xi nho.“ Descul pa t ergr i t ado.Não est ou aj udandomui t o. ” El aabr eum sor r i si nhot r i st e, sem meencar ar . “ Par ks? ”I nst i nt i v ament e, seiquet em mai scoi saem j ogo.Al goque el aai ndanãof al ou. Al godequenãov ougost ar . El ameencar a, com osol hosar r egal adoseum pouco amedr ont ados.“ Lancequerqueeuv ámor arcom el e. ” Todooarésugadodasal a.Nãoconsi go r espi r ar .“ Oquev ocêr espondeu? ” , consi go


per gunt ar .


“ Quepr eci sopensar . ” Assi nt o.“ Eoquev ai r esponder ? ” Seusol hosnãodesgr udam dosmeus, i mpl or andoporcompr eensão. “ Si m. ”


25

PARKER “ Ai nda não acr edi t o ni sso” ,Lor icoment a enquant o obser v a at enci osament emi nhassapat i l hasdeonci nhaant esdeencai xot ál as par aamudança.“ Éof i m deumaer a. ” Engul oem seco.É mesmo. Essepensament opassoupel ami nhacabeçaum mi l hãodev ezes. Eum mi l hãodeout r os, basi cament ei ndagandoseeut i nhacomo sai rdessa —sepodi adesi st i rdei rmor arcom Lance. Porum i nst ant e,si nt ov ont adedecont art udoaLor i .Gost ar i ade poderconf essaraal guém queav er dadei r ar azãodeacei t armor ar com el ef oimedo.Medodeque,secont i nuassecom Ben,ascoi sas poder i am mudar . Sóqueel asest ãomudandomesmoassi m,eeuai ndaest out endo quel i darcom amudançasem meumel horami go. Masconv er sarsobr ei sso com Lor iv aisusci t aruma sér i e de quest i onament osquenãoest oupr ont apar ar esponder . Sobr emi m.Esobr eBen. Sobr eoqueacont eceunaúl t i manoi t eem CannonBeach. Ent ãof i coem si l ênci o, t ent andomeconv encerdequei rmor arcom Lanceéadeci sãocer t a.Quesi gni f i caqueest ousegui ndoem f r ent e com mi nhav i da. Não l ev ant o osol hos.Cont i nuo embr ul hando meusf r ascosde per f umeem pl ást i cobol ha.“ Obr i gadapormeaj udaraembal aras


coi saspr amudança. ” “ Ah, i magi na” , el adi z, di spensandomeucoment ár i ocom amão. “ Essaéa


par t emai sf áci l .Pel omenosv ocêt em doi scar aspr aaj udarcom as coi saspesadasamanhã. ” Fi coem si l ênci o.El acont i nua:“ Benv aiaj udar ,cer t o?Por que,por mai squeeuador ev ocê,nãov ouest r agarasunhascar r egandouma cômoda. ” “ Nav er dade,ai ndanãopedi ” ,r espondo,memant endodecost as par aquenão consi gav eraexpr essão no meur ost o.“ Mascom cer t ezav ai aj udarapôrascoi sasnocami nhão, cl ar o. ” Nãot enhocer t ezanenhumadi sso. Não é que a gent e não est ej a mai s conv er sando.Somos per f ei t ament eeducadosum com o out r o.Pr eci samosf azeri sso, por queat éahor adoal moçodeamanhãai ndamor amosj unt os.E ai ndav amosj unt ospar aot r abal ho. Mas,nasduassemanasquesepassar am desdequecont eique v oumor arcom Lance,nossaconexãoseper deu.Ment al .Emoci onal . Eaci madet udof í si ca. Nenhum dosdoi sadmi t equet em al gumacoi saer r ada.Mast em, e i ssoest ámemat andopordent r o. “ Cer t o.Quer i af al arumacoi sacom v ocê” ,Lor icoment a,col ocando um pardechi nel osv el hoscom t odoocui dadonacai xa,comose f ossem Loubout i ns, ant esdesent arnami nhacama. “ Cl ar o” ,r espondo,gr at apel amudançadeassunt o.Qual quercoi sa quedesv i emeuspensament osdeBen. “ Ésobr eBen” , el a av i sa.Hum. “ Cer t o” , di go. Tenhoumasúbi t apr emoni çãodequeémel horest arsent adapr a ouv i ri sso,ent ãoper ceboquej áest oudeper nascr uzadasnochão. Dr oga.Tal v ezsej amel horar r umaral gumacoi saem quemeapoi ar ent ão. “ Voupedi rpr asai rcom el e.Com Ben.VouchamarBenpr asai r ” , el a cont a.


Seut om dev ozét r anqui l o, di r et oemui t o, mui t ocl ar o, masmesmo assi m pr eci sodeum bom t empopar ar egi st r araspal av r as. “ Lor i …” “ Já seio que v ocê v aidi zer ” ,el ai nt er r ompe.“ Que el e é um mul her engo e v aipar t i r meu cor ação,por que nunca assume compr omi ssos.Maseugost odel e,Par ker .O suf i ci ent epr aquer er ar r i scar . ” “ Mas…” Osor r i sodeLor iégent i l ,masf i r me.“ Com t odoor espei t o,nãoé v ocêquem t em quedeci di ri sso.Vouconv i darBenpar aj ant ar .Seel e qui serr ecusar , quesej a, masv ocênãopodef azeri ssoporel e. ” Pi scoal gumasv ezes,conf usa.El at em r azão,cl ar o.Nãot enhoo di r ei t odedeci di rcom quem Benv ai ounãosai r , maséque… Lor iol habem par ami m.“ Tudobem pr av ocê, né?Por queest ácom car adequequebr ei um códi godehonr aoucoi sadot i po…” “ Não!Querdi zer … cl ar o quet udo bem.Vaisermei o esqui si t o quando— oumel hor ,se— ascoi sasnãoder em cer t oent r ev ocês, masnopi ordoscasosésómant erosdoi sàdi st ânci a. ” El asol t aum suspi r odeal í v i o.“ Quebom.Querdi zer ,seiquev ocê t ent amant ersuasami gasàdi st ânci adel e,eent endo,maséque… Pensonel eot empot odo.Eàsv ez esquandoagent eseol haeu si nt o…al gumacoi sa, sabe? ” “ Cl ar o! ” Mi nhav ozsai agudademai s, empol gadademai s, masLor i nem per cebe. Apesardeduv i darqueBenv ánamor arem br ev e— mesmouma pessoa i ncr í v elcomo Lor i—,não consi go ev i t ar as i magens hedi ondasquesef or mam nami nhacabeça. Lor i eBendemãosdadas.Sebei j ando.Nósquat r osai ndo j unt os.Cr edo. Lor iol hapar aocel ul ar .“ Ai ,dr oga,sér i oquej ásãoduashor as? Mi nhaaul adei ogacomeçadaquiav i nt emi nut os.Tudobem seeu


sai ragor a?Posso


v ol t armai st ar de. ” Faço que não com a cabeça.“ Não esquent a.Já est ou quase t er mi nando.Sóf al t aencai x ot arumascoi sas.Al ém di sso, nãov oume mudarpr oout r ol adodopaí s.Possov ol t araquiquandoqui serpr a pegaroquesobr ar . ” “ Benai ndanãoar r umouout r apessoapr adi v i di racasa? ” Bal ançonegat i v ament eacabeça.“ Ai ndanão, masachoqueJohné um f or t ecandi dat o, por queocont r at odeal ugueldel eacabamêsque v em, eel eest áat r ásdeum l ugarmai sbar at o. ” “ Ah, porf al arni sso, est ouor gul hosadev ocê” , di zLor i , col ocandoa bol sanoombr o.“ Pormai sf of osquev ocêeBensej am,nãodápr a cont i nuarsendoWi l l&Gr acepr asempr e, né? ” Abr oum sor r i sosem gr aça.“ Sequert erum r el aci onament ocom Ben,émel hornãocompar arocar acom um í conegaydaTV .El e gost ademai sdosexoopost opr ai sso. ” Lor idi spensameucoment ár i ocom um gest o.“ Vocêent endeuo que eu qui s di zer .É bom que t udo t enha t er mi nado ant es que f i cassem dependent esdemai sdessar ot i naecomeçassem asabot ar osr el aci onament osum doout r o.Éumamudançader umoboa. ” Concor docom acabeça,sem mui t oent usi asmo.Andoouv i ndo bast ant eesset i podecoi sa.DeCasey ,dami nhamãe,deLor i ,de Lance…at édomeupai .Todomundopar ececoncor darqueest ána hor adeBeneeudar mos“ opr óxi mopasso” . Et odomundopar ecebem empol gadocom mi nha mudança.MenoseueBen. Lor iv aipar a a aul a dei oga,medei xando sozi nha com meus pensament osdepr essi v os. Eudev er i aest arempol gada. Oobj et i v odamudançaer apr opor ci onarum r ecomeço.Dev er i aser umachancedeassumi rum compr omi ssomai ssér i ocom al guém quemeama,quequermai sdemi m doquesexoei dasocasi onai sà I KEA.


Ent ãoporqueest oumesent i ndocomoseest i v essedel ut o? Escut oumabat i danapor t a, masnem t enhoachanceder esponder ant esqueabr a. ÉBen.“ Oi . ” “ Oi ! ” , r espondo.“ Ent r a! ” Masécl ar oqueel ej áent r ou,esej ogaem ci madami nhacama. “ Acheiquedev er i av i rv ersev ocêpr eci sadeaj uda. ”Lev ant ouma sobr ancel ha,eel ef i camei osem gr aça.“ Eusei .Est ouof er ecendo mei ot ar dedemai s.Éque…mudançaéum saco, né? ” Ésóum pr et ext o, enósdoi ssabemosdi sso, mas, comot ampouco est ouagi ndonor malnosúl t i most empos, dei xopassar .Fi cocont ent e porel eest araquiepel ascoi saspar ecer em…bom,nãoexat ament e nor mai s, maspel omenosest amosconv er sando. “ Oqueeuf aço? ” , el eper gunt a. Apont opar aocl oset .“ Quet al t er mi nardeencai xot armeussapat os? Lor i começou, masest av ademor andounsci ncomi nut osporpar …” Fi co obser v ando enquant o Ben pega um mont e de sapat os e despej anacai xasem amenorcer i môni a. “ Est ouv endoqueessepr obl emav ocênãov ai t er ” , coment o, sar cást i ca.El esor r i , r epet i ndoogest o.“ Quant ossapat osv ocê t em, mul her ? ” “ Esse‘ mul her ’quev ocêacr escent ounof i m daf r aser espondeà suapr ópr i aper gunt a.Tenhomui t os. ” “ Esper oqueLanceest ej apr ont opr aper derunsoi t ent aporcent o docl osetdel e” ,Bencoment a,pegandoumasandál i aanabel ar osae dando uma exami nada cét i ca nel a ant es de ar r emessar— si m, ar r emessar—namesmacai xa. Éapr i mei r av ezdesdeoanúnci odamudançaqueBent ocano nomedomeunamor ado. Si m,Lancev ol t ouasermeunamor ado.Nãoqueagent et enha,hã, consumadoar et omada,masv oumor arcom ocar a.Cl ar oqueel eé meu


namor ado. Mesmoassi m, t enhoev i t adoaomáxi moapr esençadel enacasa.A i dei adosdoi snomesmoambi ent enãomeagr ada. “ Ent ão,est áf el i zport erobanhei r osópr av ocê? ” ,per gunt o,com um t om dev ozdel i ber adament eal egr e.“ Todaaquel aáguaquent e.Ah, ev aiserodonoabsol ut odocont r ol er emot o.Esuascer v ej asnãov ão t erquedi sput arespaçonagel adei r acom meusespumant es.Nãov ai t ermai scabel osnor al oe…” Par ameuhor r orcompl et o, mi nhav ozf i caembar gada.Nãoconsi go nem v erascor r ent i nhasqueest out ent andodesembar açarf azal guns mi nut os, por quemeusol hosseenchem del ágr i mas. “ Ei ” , di zBen, par ecendoem pâni co.El esent aaomeul adonochão, est our andoumapor çãodebol hasdopl ást i conopr ocesso.“ Oqueé i sso? ” El epegaumal ágr i macom odedo, oquemef azchor arai ndamai s. “ Sei l á” , r espondo, em mei oaossol uços.“ Éque…achoque…eu não…”El epassaosdedosdel ev enomeur ost o.“ Vousent i rsua f al t at ambém, Par ks. ” Ol hopar ael ecom av i sãot odabor r ada.“ Compr eiumast oal has nov as.Vár i as.Dei x eil av adasecol oqueidebai xodapi a,pr av ocêt er um est oqueporum bom t empo.Ev oul i gart ododi apr at el embr ar de…” El et apami nhabocacom amão.“ Par ker .Rel axa.Vocêv aimor ara ci ncomi nut osdaqui .Nãoécomoseagent enuncamai sf ossesev er . ” “ Eusei . ”Li mpoonar i zcom odor sodamão.“ Masv aiserdi f er ent e. Nãov ai ? ” Bencol aosj oel hosnopei t o,env ol v easper nascom osbr açose f i caol handopar aasmãos.“ É.Vai serdi f er ent e. ” Nãoéi ssoquequer oqueel edi ga, ent ãochor oai ndamai sant esde mej ogarnosseusbr aços, agar r andoseupescoçocom f or ça. El ef i cat ensoporum i nst ant e,masdepoi sl ev aumadasmãosàs


mi nhascost aseaout r aaomeucabel o.“ Vocêeseuschor os. ”


“ Poi sé” , mur mur ocont r aseupescoço.“ Souumamant ei ga der r et i da. ” Abr açadaporel e, mesi nt onol ugarcer t o.Pel ami l i onési mav ezme per gunt oseest ouf azendoacoi sacer t ai ndomor arcom Lance. Recuoum poucopar aol harBen,enossosr ost osf i cam separ ados porpoucoscent í met r os.Éest r anhopensarque,poucassemanas at r ás, i ssot er mi nar i aem um bei j o. Eomai sest r anhoéquemi nhav ont adedef azeri sso per manece.Ai , Deus.Nãopossodej ei t onenhum ai nda est araf i m deBen.Par acomeçodeconv er sa, t em o Lance. Al ém di sso… Cer t o, nãoconsi gopensarem nenhum out r omot i v o. “ Lor i v ai chamarv ocêpr asai r ” , r ev el o, desesper adapar a i nt er r ompermeuspensament os. El el ev ant aassobr ancel has, ef i cosem saberseéporcausada mudançaabr upt adeassunt ooudanot í ci aem si .“ Ah, é? ” Façoquesi m com a cabeça. “ Tent eiav i sarpr ael a,mas… est ádet er mi nada. ” El ef r anzeat est a.“ Comoassi m, av i sar? ” “ Pr ael asepr epar ar ” , expl i co.“ Pr asuar ecusa. ” Benf i cameobser v andocom umaexpr essãoi ndeci f r áv el .“ Eporque eur ecusar i a? ” “ Bom,el anãoest áat r ássódeumat r ansa” ,di go,f or çandoum sor r i soedandoum t api nhaem seuj oel ho.“ Jáf al eiqueLor iquerum r el aci onament osér i o.Pr av al er . ” “ Ent endi …”Ot om dev ozdel ei ndi caquenãoent endeucoi sa nenhuma.“ Lor i querum namor ado” , r ef or ço, di zendocom t odas asl et r as. Fi coàesper adequeel eabsor v aai nf or maçãopar amegar ant i r quenãot em amenori nt ençãodeassumi rnadacom Lor ioucom qual querout r agar ot a.


Quev ai cont i nuaraserum sol t ei r ĂŁochar mosoegal i nha.


Nãoqueeugost edai dei adeBendor mi rcom um mont edegar ot as, maséal gomui t omai sf áci l deacei t ardoqueel ecom al guém de v er dade… MasBennãodi znadadi sso.Si mpl esment edádeombr os.“ Gost o daLor i . ” Fi coboqui aber t a.“ Vocênãopodeest arpensandoem di zersi m. ” El esol t aumar i sadi nhacur t aeum poucoásper a.“ Bom, nãoé exat ament eum pedi dodecasament o, né?Seel amechamassepr a sai r , euacei t ar i a. ” “ Mas…” “ Nãoquer of i carsol t ei r opr asempr e, Par ker . ” Ot om dev ozdel eéum poucoagudo, eomeuum poucoi r r i t ado quandor et r uco. “ Desdequando? ”Vej oqueBencer r aosdent esem i r r i t ação, mas i nsi st o.“ Quandof oi quev ocêdeual gumai ndi caçãodequequer i auma namor ada? ” “ Seil á,pô.Mast enhodi r ei t odemudardei dei a,não?Querdi zer , nãoest ouf al andoquev oucompr arumaal i ançanopr óxi mof i m de semana,masnem pori ssov oumemant erf echadoài dei aquandoa gar ot acer t aapar ecer . ” Si nt oum nónagar gant a.Nãosei porque, masessai nf or maçãome dei x aaomesmot emposur pr esaemagoada. Benest áesper andopel agar ot acer t a? Sempr eachei quef osseum sol t ei r ãoconv i ct o.Sódepensarque querseronamor adodeal guém… I ssoabal at odaami nhaconv i cçãodequem el eer a.Oudequem agent eer a. Nãof azomenorsent i do.Nadamai sf azsent i do. “ Você v aimesmonamor ara Lor i ? ” Tent of i ngi rquenão est oui ncomodadacom asi t uação, sem sucesso. “ Oqueest áacont ecendo?Agor aquem v em com doi spesoseduas


medi dasév ocê? ” ,el eper gunt a,l ev ant andocom umaexpr essãode i r r i t açãonor ost o. “ Comoassi m? ”Também f i codepé, par aencar ál o.


“ Vocêpodet erum namor adoeum mel horami go, maseusóposso t erv ocê? ” “ Não! ” , r espondo.“ Nãoéi ssoqueest oudi zendo.Sópensei que…”El ecr uzaosbr aços.“ Oquê?Oquef oi quev ocê pensou? ” Faço uma car et a ao ouv i ra f r i eza em sua v oz.Não consi go r esponder ,por quear espost aqueest ánapont adami nhal í nguav ai dest r ui roqueexi st eent r enós. Por queai dei amal ucaquedomi nami nhacabeçaéquenão consi goacei t arof at odequeBenest av aesper andopel agar ot a cer t a… Por quei ssosi gni f i car i aquenãosoueu. Todo esset empo,nuncame per mi t ipensarem Ben como umapossi bi l i dadepor queachav aqueel enãoquer i anamor ar . Sóqueeuest av aer r ada. El esónãoquersermeunamor ado. Mast udobem.Somossódoi sami gosque… “ Ai , meuDeus. ”Fechoosol hoscom f or ça. “ Acont eceu. ”“ Acont eceuoquê? ”Ot om dev ozdel e ai ndaédei r r i t ação. Eumeobr i goaol harem seusol hos.“ Est r agamosnossaami zade. Compl i camost udocol ocandosexonomei o. ” “ Ouent ãov ocêcompl i cout udodeci di ndov ol t arcom obabacado seuex . ”“ Ei ! ”Apont opar ael e.“ I ssonãoéj ust o.Pedisuaopi ni ão, e v ocêf al ou…”“ Nãoi nt er essaoqueeuf al ei ! ” ,Bengr i t a.“ Ouv ocê querf i carcom Lance, ou…” El esei nt er r ompeepassaasmãosnoscabel os.Douum passoà f r ent e.“ Ouquer of i carcom Lanceouent ãooquê? ” Nem sei di zeroquant odesej oqueel et er mi neessaf r ase. Em v ezdi sso, el ebai xaasmãosef echaosol hos.“ Por r a, i ssoé


l oucur a. Voudarof or adaqui . ” “ Ót i mai dei a.Fugi rquandoascoi sasf i cam f ei as” , di go, i r r i t ada.“ Lor i éumagar ot adesor t e.Vocêv ai serum ót i monamor ado. ”


Benmeencar a, com osol hosf r i oscomoogel o.Deum j ei t oque nuncav i .“ Tenhoumapal av r apr av ocê, Par ker , masf i quesabendo que, quandoeudi sser , nãosi gni f i caquequer oquet udov ol t easer comoer aant es.Quando eudi sser , v ai serpr aav i sarquenãoquer omai snadacom v ocê. ”Si nt oumapont adadepâni co.“ Ben…” El el ev ant aamão.“ Não,meescut a.Vocêt em odi r ei t odei rmor ar com Lance.Pr eci sasegui rem f r ent e.Maseut ambém pr eci so,enão dápr af azeri ssot endoal guém sempr edi zendoquesouum babaca super f i ci alemul her engo.Nãodápr af azeri ssocom al guém que pensaquepodet ert udo, maseunão. ” “ Esper aaí , Ben…” El esei ncl i napar aaf r ent epar aol harbem nosmeusol hos,ea expr essãoem seur ost oébr ut alquandodi zoquej amai si magi nei quef osseouv i r .Nossapal av r adesegur ança. “ Vi ol oncel o. ” Eassi m, donada, meumel horami godei xadef azerpar t edami nha v i da.


26

BEN Tr êssemanasdepoi s. “ Tem cer t ezadequepr av ocêt udobem? ” “ Pel aúl t i mav ez, si m” , r espondo.Em segui daabr oosor r i so mai ssi mpát i codequesoucapazpr adi sf ar çarmeut om dev oz i r r i t ado. Mas, f al andosér i o, el aj áper gunt ouumasv i nt ev ezes, deum mont e dej ei t osdi f er ent es.Seeut i v erqueouv i ri ssomai sumav ez … Ecl ar oquepormi mt udobem. Porqueeunãoi aquer ersai rpar aj ant arcom mi nhamel horami ga— ex-mel horami ga—eonamor adodel a? Par eceumaót i mai dei a. Abr oapor t ador est aur ant ei t al i anobacanadequeLor i v em f al ando sem par arasemanat odaedei xoqueent r epr i mei r o. Nãosoumui t of ãdel ugar esl ot adosnem det odaaondaem t or no dosr est aur ant es“ damoda” ,masLor iconheceal guém queconhece al guém,eest áagi ndocomoseconsegui rumar eser v anumasext aà noi t ef ossedi gnodeum pr êmi ooucoi sadot i po,ent ãot ent onão est r agarsuaempol gação. Ol ugarest áchei oebar ul hent o, oqueeumei oquedet est o, maso chei r oest áót i mo, ent ãot ent omeconcent r arni sso. Lor i di z( gr i t a)seunomepar aahost ess, queapont apar aof undodo sal ão. El af azum si nal com acabeçamepedi ndopar asegui l a.


Respi r of undoemeespr emoporent r easmesaspequenase pr รณxi masdemai sumasdasout r as, t ent andomepr epar arpar aoque v em asegui r . Eent รฃoav ej o.


Quandoponhoosol hosem Par ker , t odasasi nt ençõesdeol hara coi sapel ol adoposi t i v odesapar ecem. Achoquenãoconsi gof azeri sso. Mas, obv i ament e, t enhoquef azer . Lor i eeuj ásaí mosv ár i asv ezesj unt os, ef i quei of i ci al ment e sem descul paspar amesaf ardessepr ogr ama. Par kereLancel ev ant am aonosv er . El adáum abr açoem Lor i , enquant oLancemedáamãodaquel e j ei t oest r anhodedoi scar asquenãot êm mui t ai nt i mi dade. SeLanceouLor i per ceber am quePar kereeunãonosol hamos, mui t omenosnoscumpr i ment amos, pr ef er em nãof al arnada. “ Est el ugarél i ndo” , Par kercoment aquandonossent amosàmesa pequenademai s.El aeLor i f i cam def r ent eumapar aaout r a. I ssomedei xaper t odePar ker , oquemepar ecemel horquet erque f i carol handopar ael aot empot odo. Lor i nãosabedanossabr i ga.Pel aexpr essãot r anqui l anor ost ode Lance, achoqueel et ambém não, ent ãobast af i ngi rum pouco. Par kerest áf al andoagor a, esót enhoquepar ecerpr est arat enção. El aest áusandoumar egat adecot adaeum mont edecol ar es.Nada mui t oespeci al .Seuscabel osest ãopr esosem um r abodecav al oe usaumamaqui agem l ev e. Est áboni t a, ei ssomei r r i t a.Nãoquer oquesej ai nf el i z—nãomui t o —, mast ambém nãopr eci sav aapar ecerassi m .Todal i nda, r adi ant e e…f el i z. “ Quebom queagent econsegui uv i raquihoj e” ,Lor idi z.MeuDeus, el aai ndaest áf al andodor est aur ant e?“ Dav apr at erconsegui doum hor ár i omel hornasemanaquev em, masBenv ai pr oMi chi gan. ” Par kerol hapar ami m, sur pr esa.“ Vai pr acasadosseuspai s? ” Ent ãoéav ezdeLor i eLancepar ecer em sur pr esos, por que nor mal ment e —t i po, ant es—, Par kersabet odososdet al hesdoquev ouf azer .


Tomoum gol edeágua.“ Aspassagensf i cam car asdemai sno f er i adode


AçãodeGr aças, ent ãov ounof i m desemanaant er i or .Assi m posso agr adarmeuspai ssem gast art odaami nhapoupançanumav i agem deav i ão. ” “ Cl ar o” , el amur mur a. Desconf i oque,mai sdoqueni nguém,sai baoquant oeuquer i a ev i t aressav i agem. E,si m,seiquenãoémui t ol egaldami nhapar t epensarassi m. Quasenuncav ej omeuspai s, eapar ecerumav ezporanonum f er i ado nãoépedi rmui t o. Équesempr ev ol t odessasv i agensmesent i ndopéssi mo.Quat r o di assegui dosdev er sõespassi v oagr essi v asde“ Eent ão,quandoé quev ocêv ai par ardev i v ersónaf ar r a? ”f azem i ssocom apessoa. “ Seicomo é” ,Lance coment a.“ Meus pai sv ão pagara mi nha passagem eadaPar kerpr aBost onnof er i ado,ent ãoaquest ãodo di nhei r onãov ai pesar , mas, car a, odei ov i aj arnessaépoca. ” Émi nhav ezdev i r arsur pr esopar aPar ker ,masel aest ácom os ol hosv i dr adosnachamadav el asobr eamesa. ODi adeAçãodeGr açaséum ev ent oi mpor t ant epar aosBl ant on. Querdi zer ,t odasasf amí l i asgost am desej unt arpar acomerper u, masesseéof er i adof av or i t odeSandr a,quecost umacapr i charna comemor ação. Mai squenoNat al . Nãoacr edi t oquePar kerv ai f al t arpar ai rv i si t araf amí l i ade Lance.Lance, quedeuum pénabundadel adoi smesesat r ás. Lance, que… Meuspensament ossãoi nt er r ompi dospel achegadadogar çom, quef al adospr at osdodi a, com coi sasdequenuncaouv if al ar , anot a nossasbebi das —mui t onecessár i as—esemanda, dev ol v endot odosnósaonosso const r angi ment o. Pel omenosnami nhaopi ni ão.


Lor ie Lance par ecem nem per ceberque est ĂŁo mant endo a conv er sav i v asozi nhos. Pr ov av el ment epor queel aĂŠmui t oboadeconv er sa.


I sso f oiumacoi saqueapr endinasnossasduassemanasde “ namor o” , seépossí v el chamarassi m. Nãoquet enhar ol adomui t acoi sa.Sóum ouout r oj ant ar .Al moços j unt osnot r abal ho.El af oi at émi nhacasaumanoi t epar av erum f i l me. Mas…nadadesexo.Nadaquechegasseper t odi sso. Dá par a per ceberque est ái nt r i gada,masai nda não t ocou no assunt o.Mesi nt omei ocul pado.Dev eest arpensandoqueest ou quer endodarumadecav al hei r o, masnav er dade… Nãoest ouaf i m det r ansarcom Lor i .Nem com ni nguém. Ol hopar aPar kereLance, ei magi nocomoest áav i dasexualdel es. I ssoacabacom meuapet i t e.Comodi zem queacomi dadaquié ót i maeessapodeseraúni capar t eboadanoi t e,f açof or çapar a af ast aropensament o. Ascoi sasseguem t r anqui l asdur ant eapr i mei r ar odadadebebi das. E asent r adas.Mas,quando chegam ospr at ospr i nci pai s,t udo começaai rl adei r aabai xo. “ Ent ão,Ben” ,di zLance,cor t andoum pedaçodoseuf i l éenquant o ol hapar ami m.“ Souobr i gadoadi zerque,quandoPar kermecont ou quev ocêeLor i est av am namor ando, quasecaídacadei r a. ” “ Poxa, v al eu, Lance” , Lor i r esponde, sar cást i ca. “ Nãoporsuacausa” ,el edi zcom umapi scadi nha.“ Sóacheiqueo Bennãot i v esseamenori nt ençãodenamor ar . ” “ Deondeser áquev ocêt i r ouessai dei a? ” ,coment o,l ançandoum ol harpar aPar ker . El apar adeenr ol aramassanogar f oeest r ei t aosol hospar ami m. “ I magi noquedoseuhi st ór i co.Meaj udaal embr ar ,quandof oia úl t i mav ezquev ocêsai umai sdeumav ezcom umagar ot a?Uns quat r oanosat r ás?Ci nco?Ev ocênãoat r ai ucom…” “ Ei ,cal ma aí ” ,Lor idi z com uma r i sadi nha.“ Todo mundo f az bobagensnaf acul dadeedor mi ucom gent equenãodev er i a…” “ Fezami zadecom quem nãodev er i a” , mur mur oaodarumamor di da


na


car nedepor co. Ogar f odePar kerbat ecom f or çanopr at o, masel apegaat açade v i nhopar adi sf ar çar , eor est aur ant eét ãobar ul hent oqueni nguém r epar a. Sóeu. Também per cebosuaexpr essãomagoada, emear r ependonahor a. Essabr i gaéumai di ot i ce.Euent endo.Sei sanosdeami zadesól i dae per diacabeçasóporacharqueel apensouqueeunãoqui sesse namor ar . Mas, por r a, doeu. Of at odenãoconsegui rnem i magi narqueeupodi anamor ar . Of at odenem cogi t arque, seeugost assedeal guém, t r at ar i aa pessoacomoseel af osset udopar ami m. Of at odenãomeacharbom osuf i ci ent epar ai sso. Fui obr i nquedi nhodel aporum t empo, ef oi mai sdoquel egal . Ent r ei nessasabendoondeest av api sando, ebem cont ent ecom a si t uação. Mas, at éaquel aconv er sanoquar t onaquel edi a, eunãot i nha per cebi doquesómev i acomoum br i nquedi nho. Foi dur o. Assi m comodev et ersi dopr ael aaoouv i rmeucoment ár i oi nf el i z sobr easami zadesdaf acul dade. Masnãoest ouar r ependi do.Nãoaov erLanceapoi arobr açonas cost asdacadei r adel aenquant ocont aumahi st ór i aent edi ant esobr e umaexposi çãodear t equeosdoi sv i si t ar am ont em. Aúni cav ezem quePar kereeuf omosaumaexposi çãodear t ef oi par at i r arsar r odasobr as, masseonamor adodel agost a… “ Oquev ocêsv ãof azernof i m desemana? ” , Par kerper gunt a, apoi andooscot ov el osnamesaesor r i ndopar aLor i . Lor imedáumaol hadi nhaapr eensi v adecant odeol ho.“ Ah,seil á. Nãot emospl anos,nav er dade.Tenhoochádebebêdami nhai r mã


amanhãàt ar de, depoi s…” “ VamosaoPor t l andCi t yGr i l l ” , i nt er r ompo.


Par kereLor i v i r am pr ami m, eédi f í ci l saberqual dasduasest ámai s sur pr esa. “ Ah, é? ” , Lor i per gunt a. Abr oum sor r i sol ent oesedut or .“ Er asur pr esa. ” Eent ãomesi nt oomai orbabaca,por queel aabr eum sor r i sot odo f el i z,eper ceboqueest oubr i ncandocom ossent i ment osdeuma gar ot apar aal f i net arout r a. Desconf i oquePar kersabedi ssopor quenãopar ecemai smagoada, sóput adav i da. Mer da. Al ém de dar uma f al sa i mpr essão a Lor i sobr e nosso “ r el aci onament o”com um conv i t epar aum dosmel hor esr est aur ant es daci dade,agor at enhoquet ent arconsegui rumar eser v aepagara cont ar i di cul ament eal t a. Tudopor quequer i aquePar kersel embr assedanossanoi t el á, quandoai ndav i v í amosdespr eocupadosef el i z es. Mer da. Pr eci sopôracabeçanol ugar . Nãoconsi gopensarnest apor r adel ugarl ot adoebar ul hent o, ent ão r ecor r oaoexpedi ent ecov ar dedei raobanhei r o. Opr obl emaéquePar kert em amesmai dei ael ev ant aj unt o. Faço menção desent ar ,masLor ipegami nhamão edáuma r i sadi nha.“ Vocêspodem i raomesmot empo.Lanceeeusomos per f ei t ament ecapazesdeconv er sarsem v ocês. ” Mer daaoquadr ado. APar kereoBendeout r ost emposnãov er i am pr obl emaem i rao banhei r oaomesmot empo.Agent enem par ar i apar apensarni sso. JáaPar kereoBendeagor a… Abr oum sor r i sof or çado.Ev i t andomai or esol har es, f açoum gest o par ael ai rnaf r ent e. Osal ãol ot adoeor uí dodosf r eguesesal egr i nhosi mpedem


qual quer


conv er sa.Quandoent r amosnocor r edor , est ácompl et ament edeser t o. Segui mosem si l ênci oat éos banhei r os.Cor r eção. Banhei r o. No si ngul ar . Or est aur ant eépequeno,oquesi gni f i cai nst al açõespequenas,e por t ant oum banhei r ocompar t i l hado.“ Vai v ocêpr i mei r o” , mur mur o. El aassent eepassapormi m, mas, ant esquepossaf echarapor t a, espal moamãosobr eamadei r aeasegur o, ent r andoj unt ocom el a. Fechoapor t aat r ásdemi m,f i candoasóscom Par kerem um cômodo mi núscul oi l umi nado apenas por v el as ar omát i cas de l av andaouout r amer dapar eci da. “ Cai f or a” , el adi z, meempur r andopel osombr os.“ Pr eci sof azerxi xi . ” “ Pr eci sanada” , r et r uco.“ Sóquer i asai rdaquel amesa, assi m como eu. ” El anãodi znada.“ Nãoacr edi t oquev ocêf oimet eragent enessa. Porquenãodi ssepr aLor i quenãogost adecomi dai t al i ana? ” “ Por quet odomundogost adecomi dai t al i ana.Porquev ocênão cont ouqueagent ebr i gou? ” “ Porquev ocênãocont ou?Éonamor adodel a. ” Abr oabocapar ar et r ucar , masper ceboquemi nhaf al t adeapt i dão par aacoi saf oiomot i v odenossabr i ga, emer ecusoaf or necermai s muni ção. “ VocêeLancepar ecem bem f el i zi nhos” ,di go,mal doso.“ El eai nda não f i couent edi ado?Jáesqueceuosmot i v osdo pr i mei r o péna bunda? ” Mer da.Fui l onge demai s.Longedemai s mesmo. MesmosePar kernãot i v essesuspi r adoal t o,eusaber i aquet i nha ul t r apassadoosl i mi t es.


Lev oamãoaoseubr aço, quer ecusaot oque.Masnav er dadenão t em como,por queapor car i adobanhei r oét ãopequenoqueai nda est amosgr udados.Osdoi sf ur i osos, osdoi smagoados.


“ Descul pa” , di godepoi sdel ongosi nst ant esdesi l ênci ocar r egado det ensão.“ Foi um coment ár i obem f i l hodaput a. ” El aol hapar aochãoecr uzaosbr aços.“ Tudobem.Sei queagor a v ocêmeodei a. ” Si nt oum aper t onopei t o.“ Não.Não. ” Dessav ez,quandomi nhasmãosapr ocur am,el anãoseesqui v a,e eusegur oseusbr açoseachacoal hodel ev e.“ Est oubr av o, év er dade, masnãoodei ov ocê, Par ks.Jamai s. ” El aai ndaser ecusaaol harpar ami m.“ Vocêf al ou quenossa ami zadeest av aacabada.Sóporcausadeumabr i gui nha.I ssonãoé ami zadedev er dade, Ben.Nãoal goquet er mi naquandov ocêsei r r i t a. ” Est oubem magoadocom v ocê,si nt ov ont adededi zer .Vocêé mi nhamel horami ga.A pessoaquedev er i adi zerqueeuser i ao mel hornamor adodomundo,quequal quergar ot at er i asor t edeme ganhar .E não r i rda mi nha car a quando di go que quer o um r el aci onament o. “ Descul pa” , r epi t o, por quenãoconsi godi zert odoor est o. Masi ssonãobast a.Sei queum pedi dodedescul pasnãoéo suf i ci ent epar aameni zaroabi smoqueseabr i uent r enós. Pr i nci pal ment epor quenem ent endooqueéesseabi smo, e desconf i oquet ampoucoPar ker . “ Émel horv ocêsai rdaqui ant esqueal guém v ej a” , el adi z bai xi nho.“ Poi sé. ”Masnãomemexo. Nem el a. Ent ãochegomai sper t o, emi nhasmãossobem pel osbr açosdel a. Segur oseur ost o, puxandopar aj unt odomeu, apr oxi mando nossasbocas… Par kerv i r aacabeça. “ Nãof azi sso” , el adi znum sussur r o ásper o.Meusanguepar ececongel ar nasv ei as.


Mas…


Euseiqueel aquer .Est áest ampadonor ost odel a.Seipor que conheçoPar ker .El amequer , eessepensament oacendeumaf agul ha deesper ançaqueeununca… “ Porf av or , Ben” , el adi zbai xi nho, com um ol hardesúpl i canor ost o. “ Nãomet r ansf or maem al guém quet r ai onamor ado. ” Cer t o.Cer t o. El aest ácom Lance.De nov o.Eeumei oqueest ou com Lor i . E, comonuncaconsi gonegarnadaaPar ker , enomoment oel aquer

Lance , euasol t o. Masbem l ent ament e, dei xandomeusdedosacar i ci ar em suapel e maci a.Ent ãomeaf ast o. Edei xoqueel asai a, por quePar kerémi nhamel hor ami ga.Epor quegost odel ademai spar af azerai nda mai sest r ago.


27

PARKER Ent ão. BeneLor i t er mi nar am. Seéquedápar adi zerqueem al gum moment oest i v er am j unt os. “ Nãof azomenorsent i do” , Lor i di z, bat endoacanet af ur i osament e cont r aocader no, sent adaaomeul adonasal ader euni ões.“ Agent e nem…” El aol haaor edordasal aquase v azi a.“ Vocêsabe. ” Tent oesconderaal egr i aqueessanot í ci ame causa.BeneLor i nãof or am par aacama. Nãodev er i af azerdi f er ençapar ami m, masmal consi gor espi r ar . “ Vai v erel et em mai sr espei t oporv ocêdoquepel asout r asgar ot as” , di go, capr i chandonagent i l eza.“ Sabequev ocêmer ecemai squesó umanoi t e. ” Acanet aacel er a.“ Masent ãoporquet er mi nart udo?Ti po, el enão mev ênem comoumadi v er sãot empor ár i anem dur adour a. ” Cont r ai oosl ábi os.“ Mecont aexat ament eoqueel ef al ou. ” El a me ol ha de um j ei t o est r anho. “ Já f al eiduas v ezes. Si ncer ament e,év ocêquedev er i aest armedi zendocoi sas.El eéseu mel horami go.Meexpl i caoquesepassanacabeçadel e! ” Fi cohesi t ant e.Ai ndanãocont eiaLor iqueBeneeunãoest amos nosf al ando, eest ouum poucosur pr esaporel anãot erper cebi do, na v er dade.Assi m comoLance.Fi coi ndi gnada.Nuncamesent it ão sozi nha, t ãoper di da, eduasdaspessoasmai spr óxi masdemi m nem sedãocont a.


Eapessoaquedev er i aseramai spr óxi madet odas—meumel hor ami go


—nãopodenem serconsi der adoi ssonomoment o. “ El esóf al ouquemer eçomai s” ,Lor idi z,encol hendoosombr os, depoi s que se t or na óbv i o que não t enho nada a acr escent arà conv er sa.“ Nãoseioquei ssosi gni f i ca” ,el acont i nua.“ Mai soquê? Ent ãocomeçouaf al arsobr et r abal ho,f amí l i a,eum papodequeo i r mãomai sv el hoganhouum pr êmi odeser v i çopúbl i coqueel enunca v ai ganhar , eum mont edeout r ascoi sas, maseusóconsegui apensar : esper aaí , ent ãoquerdi zerquenãov amosnem t r ansar ? ” Lor iest ásent adaàmi nhadi r ei t a,eescut oum suspi r odr amát i coà mi nhaesquer da.Vi r amospar al ançarum ol hardei r r i t açãonadi r eção deEr y n. Tar dedemai s,per ceboquenossaconv er sa,quecomeçoucom sussur r os,f oiaument andodev ol umeàmedi daqueLor isemost r av a mai semai schat eada. Er y n conf i r ma que ouv i ut udo sol t ando um coment ár i o áci do: “ Vocêssabi am queexi st em l ugar esmel hor esqueasal ader euni ão par af al arsobr eav i daamor osa? ” . Lor il ev ant aum dedo,enãoseiseest áent r andoounãonomodo di v a,maseuoabai xocom um gest odi scr et o.“ Vocêouv i umui t a coi sa? ” , per gunt oaEr y n. El anãopar ecenem um poucoenv er gonhadaquandov i r apr agent e, ent ãodáumaol hadapar asecer t i f i cardequenossachef eai ndanão chegouequeasduasúni casout r aspessoaspr esent esest ãono cant oopost odamesagi gant esca,umaf al andoaot el ef one,out r a apar ent ement ej ogandopal av r ascr uzadasonl i ne. “ Vocêsest ãof al andosobr eBenOl sen, cer t o?Oami gui nhoda Par ker ? ” Nem Lor inem euconf i r mamos,masel apr osseguemesmoassi m. “ Éóbv i ooqueest ár ol andocom el e.Compl exodei nf er i or i dade. ” Sol t oumar i sadi nhadedeboche.“ Vocêcr uzoucom el eaquino pr édi odaempr esaoquê?Ci ncov ezes? ” “ Eem t odasasv ezesqueel eacompanhouv ocênoshappyhour se


em


out r osev ent os.Tenhoquemeocuparcom al gumacoi saenquant o v ocêsmei gnor am, ent ãof i coobser v andot udo. ” Si nt oumapont adadecul pa.Er y nét ãoi r r i t ant equenuncamedei cont adequepodi asesent i rexcl uí da. Def at o,nãoseiset odomundoaexcl uiporseri r r i t ant eouseel a agedemodoi r r i t ant eporsesent i rexcl uí da. “ El eacaboudeserpr omov i do, né? ” , Er y nconf i r ma. Lor iar r egal aosol hos.“ Desdequandov ocêv em escut andonossas conv er sas? ” Er y ndi spensaocoment ár i ocom um gest o.“ Desdesempr e.Vocês f al am mui t o al t o e par ecem não per ceberque asdi v i sór i asdos cubí cul ossóchegam at éopei t o.Enãosãoexat ament eàpr ov ade som.Enf i m,ent ãoBenf oipr omov i dohápoucot empoeser ecusaa cont arpar aaspessoas, ousej a, el eachaquenãomer ece.Al ém di sso, depoi sdegal i nharporaí ,f i nal ment eencont r oual guém l egal …”Er y n l ançaum ol harcét i conadi r eçãodeLor i .“ Ent ãot er mi nat udopor que achaqueel amer ecemai s…” Fi cool handopar ael a, com ospensament osami l . Er y ndádeombr osmai sumav ez, mui t oconv enci da.“ Comoeuf al ei , compl exodei nf er i or i dade.Ocar aachaquenãoser v epr anada,que nãomer ecenadadebom. ” Lor icomeçaaesbr av ej arcom Er y n,di zendoquedev er i acui darda pr ópr i av i da,maseumer ecost onacadei r aecomeçoapensarem t udooqueel af al ou. El anem conheceBen, maspodeest arcer t a.

Ai , meuDeus. Abr i gui nhadeLor ieEr y néi nt er r ompi dapel achegadadanossa chef e, et ent omeconcent r arnar euni ão.Dev er dade. Masaspal av r asdeEr y nf i cam ser epet i ndonami nhament e.Ocar a achaquenãoser v epr anada, quenãomer ecenadadebom . Der epent ecomeçoar epassart udooqueacont eceu.


Of at odenegarsermer ecedorda pr omoção.Suar ecusaacont arpar aas pessoas. Ent ãomedoucont adequeel esef echaem si mesmot odav ezque v ai v i si t arsuaf amí l i aper f ei t a. Pensoquet i r aof ocodet odasascoi sasi mpor t ant esquef az,se concent r andoem br i ncadei r i nhassobr esuashabi l i dadesem Cal lof Dut yesuaspr oezasnacama. E, opi ordet udo, pensonabr i gaquet i v emosnav ésper adami nha mudança. Quandor i di cul ar i zei ai dei adequeel epoder i anamor ar . Mi nhar eaçãof oi umar espost aaochoque—t al v ezaoci úme—, mas eseBent i v ercompr eendi dodeout r af or ma? Eseacharquenãopensoqueser i aum bom namor ado? Eseel eacharquenãoacr edi t oqueni nguém i aquer ernamor arcom el e? Esses pensament os dei xam meu cor ação aper t ado,por que est amosbr i gadosnomoment o.SeiqueBensei mpor t acom mi nha opi ni ão, assi m comoeucom adel e. Eusou—ouer a—i mpor t ant epar aBen, ef al ei queel esóser v i apar a pegaçãoemai snada. Eessel ancecom Lor i … Ser áqueel enãoseachabom osuf i ci ent epr ael a? Quant omai spensonoassunt o, mai smei r r i t o, por queBenser i aum companhei r oi ncr í v el par aqual querum . El eéomáxi mo. Mas, quandocomeçoameempol gar , v em odesâni mo. Houv eum t empoem queeupoder i adef enderBen.Serapessoa queopr ocur ar i anest eexat omoment oef ar i aum monól ogoani mado sobr eest arsendoum i di ot a,esobr ecomoser i aumaenor mesor t e par aqual quergar ot asersuanamor ada.


Eupoder i at erf ei t oi ssonaĂŠpoca, masascoi sasmudar am.Por que t enho


medodeacabardandocom al Ă­ nguanosdent es.Dedi zeroquenĂŁo dev o. Ti poqueeuquer oseressagar ot a.


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BEN Nof i m euat égost odemor arsozi nho. Oesquemadedi v i di racasacom Johnnãodeucer t o.Odonodo l ugarondeel emor asur t oucom ai dei adet eroi móv eldesocupadoe of er eceuum pr eçoót i mopr ael er enov arocont r at oef i carporl á. Oquesi gni f i caqueai ndaest ouàpr ocur adeal guém pr adi v i di ra casa, massem mui t apr essa. Par kert ev eadecênci adeseof er ecerpr apagardoi smesesdesua par t enoal uguelcomoumaespéci edeav i sopr év i o.Al ém di sso,a pr omoçãoquer ecebi not r abal hodeuumaboaaument adanosal ár i o. Pel apr i mei r av eznami nhav i da,di nhei r o não éum pr obl ema. Par eceumacoi sabem…adul t a. Ar endaext r anãoal i v i aadordet erest our adoocar t ãodecr édi t o naout r anoi t enoPor t l andCi t yGr i l l . Nãoqueoj ant arcom Lor i t enhasi do desagr adáv el .Foi l egal . Masf oi quandomedei cont adequeel amer eci amai sque“ l egal ” . Lor iéót i ma,mer ecemai sdoqueum car aquesóconcor douem sai rcom el apar ai r r i t arumaami ga. Eéaíqueest áopr obl ema. Sót opeit ent aral gumacoi sacom el apar apr ov arquePar kerest av a er r ada,masnof i m medeicont adequenãof azi aamenordi f er ença, por quemi nhasupost amel horami ganãol i gav aseeunamor av a,ou com quem. Par kersegui uem f r ent e.Sai udecasa.


“ Est áaf i m def azeral gumacoi sa? ”Apesardenãomor arcomi go, Johnpassaum bocadodet empoaqui , por quemi nhaTVémai or . Douumaol hadanor el ógi o.Sãooi t odanoi t edeum sábado,mas nãoquer onadaal ém def i carexat ament eondeest ou,v eget andono sof á, pensandosequer opi zzadepepper oni oucal abr esa. Eénessemoment oquemedoucont adequepr eci sosai r .Tenho quedei xarpar at r ásessaf asebi zar r a. Et enhoquet r ansar. Nãoencost eiem umagar ot adesdeaquel anoi t eem CannonBeach com Par ker— aqueconsi der eit ãoi mpor t ant e,massómef er r eipor i sso. Ti r oasper nasdeci madamesi nhadecent r o.“ Tá” ,di goaJohn. “ Vamossai r . ” Umahor amai st ar de,est oudev ol t aaomeuhabi t at .E,com o per dãodocl i chê,conqui st argar ot asécomoandardebi ci cl et a.A gent enuncaesquece. Seeuest i v ercapt andobem ossi nai s—oqueem ger alacont ece—, nof i m danoi t ev oupoderescol herent r eduasl oi r asboni t i nhas,uma l at i namar av i l hosaeumamor enal i nda.Masl ogoadescar t o,por que par ecedemai scom Par ker . Par ker , com quem nãof al odesdeaquel anoi t enor est aur ant e. Agent esecr uzouumaouduasv ezes.Est áv amosnamesmaf i l a doSt ar bucksout r odi a, esouobr i gadoaadmi t i rquef i ngi quenãoav i . Masnãochegaaserumav er gonhat ãogr ande,por queachoque el af ezamesmacoi sa. “ Eaí ,Ol sen? ”Vi r oeabr oum sor r i soant esdev erquem chamou meunome. “ Oi , Lor i ! ” Faz mai s ou menos uma semana que suger i del i cadament equeascoi sasnãoest av am dandomui t ocer t o.Apesar deLor iest arl i nda,nuncaémui t odi v er t i dodardecar acom umaex, mesmosem sabersepodemosserconsi der adosi sso. “ Oqueest áf azendoaqui ? ” , el aper gunt a.Est áf al andoum pouco


mai sal t o


doqueoambi ent eexi ge, oquemel ev aaacr edi t arquej át enha bebi doumaseout r as. “ Hã…” “ Est oubr i ncando” ,el aacr escent a,ant esqueeupossar esponder . “ Sei exat ament eoqueest áf azendoaqui .Omesmoqueeu! ” El aj ogaosquadr i spar aol adodeum j ei t oengr açado.Dour i sada, por queLor i nãopar ecenem um poucoi r r i t adaporcausadoquef i z. “ Omov i ment oest áf r acohoj e,pel omenosdecar as” ,el acoment a, ol handoaor edoreent ãopar ami m.“ Ouest av a. ” Osol hosdel asecr av am nosmeus,esóent ãomedoucont ade quebai xeiaguar dacedodemai s,por queaexpr essãoespecul at i v a em seur ost or ev el aal goqueest ámui t ocl ar oem suament e. El aquersexosem compr omi sso. “ Qualé? ” , Lor idi z, dandoum puxãodel ev enomeubr aço.“ Pr omet o quenãov oumai sobr i garv ocêamepagarj ant ar es,sóquer ome di v er t i rum pouco, sabe?Com al guém t ãoat r aent equant oeu. ” Ol hopar ael adeci maabai xo, enessepont oconcor do. El aéat r aent emesmo.A bl usaazulr ev el aocont or nodosseus pei t oscom per f ei ção,t er mi nandoum pouqui nhoaci madaci nt ur ada cal çaedei xandoum pedaçodabar r i gal i si nhaapar ecer . Lor iél i ndaedi v er t i da,eest ágar ant i ndoquenãoquernadaal ém deumanoi t edesexoedi v er são, mas… Nãoposso. Pr eci sot r ansar ,év er dade,maspar apar ardepensarem Par ker . Comoi ssoser i apossí v el i ndopar aacamacom umaami gadel a? Não ser i a a coi sa cer t aaf azer .Par a nenhuma das par t es env ol v i das, pr i nci pal ment eLor i . El aper cebequev aiserr ej ei t adaeest al aosdedoscomoquem l ament a.“ Enf i m.Val euat ent at i v a.Fi cat r anqui l o,Ol sen.Tenhoum pl anoB. ” “ El eéum car adesor t e” , di go, com t odaasi ncer i dade.


Lor i dáumapi scadi nhaecomeçaaseaf ast ar , ent ãov i r adenov o par ami m com um ol harcur i oso.“ Umaper gunt i nha. ” “ Cl ar o” , r espondo, dandoum gol enabebi da. “ Quandochamei v ocêpr asai r …f oi porcausadaPar kerqueacei t ou? Em cer t osent i do? ” Abr oaboca, masaspal av r asnãosaem. “ Equandot er mi noucomi go” , el acont i nua, “ f oi porcausadaPar ker t ambém, né? ” Ai ndanãosei oquedi zer . Osor r i sodeLor i f i candomai sconf i ant e.“ Eagor a, quandor ecusou mi nhaof er t a…” Bal ançoacabeçadev agar , por quemesi nt onaobr i gaçãodeser si ncer ocom el a.Si m.Foi porcausadaPar ker . “ El aémi nhamel horami ga” , di go, pr aqueLor i nãof i quecom a i mpr essãodequesi gni f i quequet enhoal gumai nt ençãor omânt i ca com Par ker . Por quenãoéessaaquest ão. Cl ar o, ascoi sasf i car am mei oesqui si t asem CannonBeach, er ol ou al go…i nt enso.Mas, mesmoassi m, el acont i nuousendoPar ker . Lor i sol t aum gr unhi doaut odepr eci at i v o.“ Mi nhanossa, comoéque eupudesert ãocega? ” Ent ãoel apar eceseani marum pouco, eseusol hosazui sse cr av am em mi m.“ Masnãot ant oquant ov ocê.Nem del onge. ” “ Comoassi m? ” , per gunt o. MasLor i j áest áseaf ast andodemi m, dandoum acenode despedi daaopassarporum f or t ãoencost adonapar ede. “ Danese” , mur mur o. Vi r odenov opar aobaref i coal i v i adoaov erquemeusal v os or i gi nai sai ndaest ãol á.Sópor quenãoacei t eiaof er t adeLor inão si gni f i caquenãoquer omedi v er t i rcom umadesconheci da. Sexocom gent eav ul saéexat ament edoquepr eci soagor a.


Nav er dade, éoquesempr equi s.Emal di t asej aPar kerporest r agar t udocom seupapi nhodequesexopr eci saserdi v er t i doe“ v ocê pr eci saquer erconv er sarcom apessoadepoi s” . Sexoésexo. Conv er saé conv er sa. Sãoduascoi sasdi st i nt asquenãodev em sermi st ur adas,comoeu ePar kercompr ov amosdef or mat ãodesast r osa. Ol ugardossent i ment oscom cer t ezanãoénacama. Nof i m,medeci dopel al oi r abai xi nha,umaassessor adei mpr ensa si mpát i caqueacaboudeacei t arumaof er t adeempr egoem Aust i ne dei x oucl ar í ssi moqueest áaf i m deumaúl t i manoi t adaem gr ande est i l oant esdemudar . A gar ot apr at i cament et em “ sexosem compr omi sso”escr i t ona bundar edondaeempi nadi nha. Ci ncomi nut osdepoi s,pagoacont adobaremedespeçodeJohn, quet ambém par ecepr est esa sedarbem.Est ou pr ont o par ai r embor acom Anaquandomeucel ul arv i br anobol sodet r ásdacal ça. Pegooapar el hocom ai nt ençãodecol ocarnosi l enci oso, masmeu dedof i capar al i sadoquandov ej oonomeescr i t onat el a. Par ks. Fazt ant ot empoqueel anãomel i ga, nãoescr ev e, nãof al acomi go, queporum br ev emoment oabr oum sor r i so, masent ãomel embr odo est adoat ual danossaami zade. Di goami m mesmopar ai gnor arocel ul ar .Tent omeconv encera meconcent r arem coi sasmai ssi mpl es, comoAna. Masmeucér ebr onãodábol a, por quemeupol egardesl i zanat el ae l ev oot el ef oneaoouv i do, apesardenãoconsegui rdi zernada. Nãosei oque f al ar .“ Ben? ” Det enhoopasso, por quer econhecer i aesset om dev ozem qual quer


si t uação.El aest áchor ando. Aut omat i cament e, meui nst i nt ov em à t ona.Euf ar i aqual quercoi saporel a, mesmoagor a.Pr i nci pal ment eagor a. Euf ar i aqual quercoi saporv ocê, Par ker .“ Podef al ar ” , di go. “ Émi nhamãe. ”Ot om dev ozdel aébai xoe assust ado.Meucor açãodi spar a. “ Ocâncerv ol t ou.E…ébem gr av e. ”“ Ondev ocêest á? ” “ Nacasadel a.Nãopr eci sav i r .Eusó…sóquer i a…eu pr eci sav a…”“ Chega, Par ks.Est oui ndoaí . ” Eassi m, donada, eumedoucont a.Far i aqual quercoi sa—qual quer coi sa

mesmo—par at ermi nhamel horami gade v ol t a.“ Quem er a? ” , Anaper gunt aquando desl i go.“ Umaami ga. ” “ Par eci aserbem mai squei sso” , el acoment acom cer t ai ndi f er ença, mascandoum chi cl et e. Fi cool handopar aagar ot a, com ospensament osgi r ando. Mepar eceumacoi sar i dí cul a,masabsol ut ament ei nquest i onáv el , queessapessoaquasedesconheci dasej aaquel aqueabr i umeus ol hospar aamai oremai si mpor t ant ev er dadedami nhav i da: Par kerémai squeuma ami ga.Tal v ezsempr e t enhasi doi sso. Éot i podeper cepçãocapazdev i r aral guém doav esso, mas mesmoassi m… Nãopossocont arpr ael a. Anãoserquequei r aper derPar kerdev ez .


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PARKER Nãosei oquemef ezl i garpar aBen, enãopar aLance. Sósei que, quandoabr oapor t adacasadosmeuspai sev ej omeu mel horami gopar adodi ant edapor t a, si nt oquet omei adeci sãocer t a. El econf i r maessai mpr essãoquandoent r a, f echaapor t ae, sem di zerumapal av r a, medáum abr açoaper t ado. Sol t oum suspi r ot r êmul o.Pel apr i mei r av ezem umahor a, mesi nt o… nãoexat ament ebem, cl ar o, mascapazdeenf r ent art udoi sso. Comoseeupudesseenf r ent arqual quercoi sacom Benaomeul ado. Meusdedosseagar r am àsuacami sa.Encost oacabeçaem seu ombr oeconsi gor espi r arpel apr i mei r av ezem hor as. Não, pel apr i mei r av ezem semanas. El echei r aaper f umedemul her , masnãol i go.Tudooquei mpor t aé queest áaqui . Quev ei o. Depoi sdet udoporquepassamos, depoi sdamanei r acomo f al amosum com oout r o, depoi sdaf or mai mat ur acomoj ogamos anosdeami zadepel aj anel aporcausadeum desent endi ment obobo, el ev ei o.Eest ámeabr açando. Meusol hosseenchem del ágr i mas.Benl ev aasmãosaomeu cabel o.“ Nãochor a. ” Masécl ar oquef açoj ust ament ei sso.Sol uçoat é.El esabi aque ser i aassi m. Benmedei xachor ar , sem di zernenhumaf r asev azi a, dot i po“ v ai f i cart udobem” .Sem t ent armeacal mar .Sómeabr aça.


Depoi sdeum t empo, f ungohor r i v el ment e.El eol hapar asuacami sa


br anca, agor asuj adebaseer í mel . El eapont apar aopr ópr i opei t o.“ Essaéumacoi sadequenãosent i f al t a. ”Abr oum sor r i si nho. “ Vou buscara cai xa del ençost amanho f amí l i a” ,el ecoment a, passandoamãonomeubr açoant esdei rpar aobanhei r o.Ent ão i nt er r ompeopassoev i r adenov opr ami m.“ Par ker ? ” “ Oi ? ” Enxugoosol hosnamangadomol et om. El eapont adenov opar aacami sa.“ Essaf oiaúni cacoi sadeque nãosent i f al t a. ” Meder r et opordent r oaov eroaf et oem seusol hos.Opedi dode descul pasest ampadoem seur ost o. Eder epent eest amosnumaboadenov o.Tenhoabsol ut acer t eza di sso.Sent onosof áel ogodepoi sel er eapar ececom acai xade l ençospr omet i da. Benaj oganomeucol oant esdeseacomodaraomeul ado.“ Onde est ãoseuspai s? ” “ Láem ci ma” , r espondo, ol handopar aasmãos.“ Daúl t i mav ezque passamospori sso,mi nhamãef oibem cor aj osaeot i mi st a,mas agor a…”Engul oem seco.“ El anãosai udoquar t odesdequer ecebeua not í ci a. ” Cont i nuool handopar aasmãosant esdepr ossegui r .“ Meupaique t ev equemecont ar .Quandof ui f al arcom el a…agent esóchor av a. ” I ssomef azcai rnochor odenov o,eBenmai sumav ezr ecor r ea um abr aço, por queémui t obom ni sso. “ Est ánosgângl i osl i nf át i cos” ,expl i coquandooacessodechor o passa.“ Ot r at ament ov aicomeçari medi at ament e.Um negóci oque pel oj ei t oj ádeucer t oal gumasv ezes,masai ndaest ãousandoa pal av r a‘ exper i ment al ’ ” , consi godi zer . Sei smeses.Tal v ezum ano. Benmesol t aesei ncl i napar aaf r ent e. El ej unt aasmãos, bai xaacabeçaef echaosol hoscom f or ça.


Sóent ãoper ceboquenãosouaúni caar r asadacom anot í ci a.Ben ador ami nhamãe. Ponhoamãoem suascost as,par aqueel esai baquet em meu apoi oassi m comot enhooseu. “ El aéf or t e” , Bendi z.“ Vai l ut ar . ” “ Eusei ” ,di go.“ Éque…Nossa,Ben,nãoseiseconsi gopassarpor i ssodenov o.Oscabel osdel acai ndo,osenj oos,aper dadepeso,a pal i dez. ” “ El av ai super ar ” , el egar ant e, v i r andopar ami m esegur andomi nhas mãos.“ Por quev ocêv aiest arot empot odoaol adodel a.Eseupai .E eu.ELance” , el ecompl ement a, massi nt oquesóporobr i gação, como al gomenosi mpor t ant e. Todosospensament osquebor bul har am dent r odemi m noúl t i mo mêsv êm àt ona.Si nt onecessi dadedef al ar . Por quet enhocoi sasadi zeraBen. Coi sasquenãoseicomoexpr essar ,masnãoi mpor t a,por quemeu cor açãoest át r ansbor dandodesent i ment os—det r i st ezapel ami nha mãeepormi m, masnãosó. Coi sasi mpor t ant es. Equesóagor aest oucomeçandoa ent ender .“ Ben, eupr eci so…” “ Vocêdev er i al i garpr oLance.El epr eci sav i rpr acá” ,Bendi z ,me cor t ando, ent ãosor r i .“ Descul pa.Vocêpr i mei r o. ” Masmi nhacor agem passou.Euaquit ent andoconf essarqueacho queposso…quesi nt o…Eel ev em f al ardomeunamor ado? Masopi oréqueest ácer t o.Pr eci somesmol i gar .NãosóporLance, mast ambém por queacabeidet r azerBendev ol t apr ami nhav i da. Nãopossomear r i scaraper dermeumel horami godenov oquando nem t enhocer t ezadoquesepassa. Ent ãof açoexat ament eoqueBen suger i u.Pegoocel ul arel i gopr omeu namor ado.


Et ent ocom t odasasf or รงassot er r arossent i ment osquesรณpodem causarpr obl emas.


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BEN Um mêsdepoi s. Par kereeuest amosdev ol t aaonor mal . El aai ndaest ámor andocom Lance,cl ar o,ent ãonãodi v i di mos mai samesmacasa. Masder est oest át udocomoant esdecomeçar mosa t r ansar .Asbr i ncadei r as, asr i sadas, aconv er saf áci l . Ascar onas.El av em mepegart odamanhãem seucar r ohi ppi e, me t r azdev ol t anof i m dat ar de, eassunt onuncaf al t a. Comoant es. OsBl ant onmeconv i dar am par apassaroNat alcom el es,ef i quei t ent adoai r .Pr i nci pal ment econsi der andoasi t uaçãodeSandr a. Mas, nof i m, acabeii ndov i si t armi nhaf amí l i anoMi chi gan.Foimeu pr i mei r oNat al l ádesdequemef or mei . Ef oi i mpor t ant e. Um r ecomeço,nãoapenaspar adi mi nui rmi nhadependênci ade Par keresuaf amí l i a,mast ambém par amer eapr oxi mardami nha f amí l i a. Achoquef i zal gunsav anços.Dur ant easf est as,f i zum esf or ço par amecol ocardei gualpar ai gualem r el açãoaosmeusi r mãos— f azert odosent ender em que, sópor quedeci di escol herout r ocami nho, nãosi gni f i caquenãopossaserbemsucedi do. Mi nhamãeai ndanãoconsegui uacei t arpori nt ei r omi nhadeci são denãomet or naradv ogadoapesarde“ t odoosacr i f í ci o”queel af ez, masconseguium bel oav ançocom meupaiemi nhamadr ast a.O


suf i ci ent epar af i car


ansi osopel av i si t aqueel esf i car am demef azerem f ev er ei r o. Consi der andot udo,mi nhav i daest áboacomonãof i cav af azi a t empo—dei xandodel ado, cl ar o, of at onadai r r el ev ant edequet enho sent i ment osmui t o, mui t ocompl i cadospormi nhamel horami ga. Sent i ment osquemedev or am quandoest ousozi nhoànoi t e, quando asol i dãoeaescur i dãomei mpl or am par aqueconf essepar ael aoque si nt o. Mas,quandonosv emosnodi asegui nt eeel acont aumahi st ór i a engr açadasobr et ersuj adoat éot et odev i t ami naem umat ent at i v a def azerocaf édamanhãpar aLance,l embr oami m mesmoque,se gost omesmodel a— egost o,mai sdoquet udo—,pr eci soper mi t i r quesej af el i z. Eaf el i ci dadedel aéLance. Oquemel ev aànot í ci aqueest oupr est esadar … Par kerj áest áacomodadanoassent odomot or i st a, di gi t andono cel ul ar , quandoent r onocar r odepoi sdot r abal ho. “ Ei , quet al um kar aokêhoj eànoi t e? ” , el aper gunt aquandome acomodonobanco. “ Cl ar o” , r espondo, af i v el andooci nt odesegur ança.“ Quem v ai ? ”“ Eu, v ocêeLance, cl ar o…” Cl ar o. “ ELor i , com onamor adoeai r mã.Ah, eumagar ot adot r abal ho, Er y n. ”Enr ugoat est a.“ Pensei queagent edet est asseEr y n. ” Par kerl ev ant aum dedo.“ Agent edet est av aEr y n.Agor aagent esó achaqueEr y npr eci sadeami gos. ” “ Ent endi .Bom, Er y nest ácom sor t e, por queeusouum ót i mo ami go. ”“ Com cer t eza” , Par kerconcor da.“ Anãoserquando…” Ponhoamãoem suabocapar af azercom quef i quequi et a, ent ão dei x oosf ol het osqueest av am nami nhamãoem seucol o. Par kerol hapar abai xo.“ Oqueét udoi sso? ” “ Éumabr i ncadei r anov adequeouv i f al ar ” , r espondo.“ Achoque chamam de‘ l ei a’ . ”


El amei gnor a, f ol heandot udoel ogoper cebendodoque set r at a.Par kerl ev ant aosol hos.“ Pósem admi ni st r ação. ” Doudeombr os.“ Deci diqueest ánahor adeacei t arof at odeque ador omeut r abal ho,eest ouaf i m deum desaf i o.Acheiquepoder i a ser ,t i po,mi nhav ol t aporci ma,j áquel ev eiaf acul dademui t onas coxas.Quer omedest acaragor a. ” Or ost odel aseacendeenquant of al o,emeupei t oseencheum pouco, cl ar o, por quedápar aper ceberqueest áor gul hosa. “ Jápensouem qualv aisersuaespeci al i zaçãoouv aicomeçarcom um cur r í cul omai sgenér i coe…” El asei nt er r ompe, eeuf i cot enso, ci ent edoqueest ápr est esa acont ecer .Ent ãoer gueosol hos, eagor aaex pr essãoem seur ost o édeconf usão. “ Todosessescur sossãoem Seat t l e. ” “ Poi s é” ,r espondo, t ent ando par ecer despr eocupado. “ Tem f acul dadesmui t oboasl á, e…” “ Et em f acul dadesmui t oboasaqui .Em Por t l and. ”El aét ei mosa.El i nda. “ MasSeat t l ef i caaduashor asdaqui ,só” ,r ebat o.“ Éf áci li rdef i m desemana. ” Essaéav ant agem.Vouest arper t oosuf i ci ent epar acont i nuar , bom,per t odePar ker .Par adarmeuapoi oquandof orpr eci so.Mas t ambém v ouconsegui rmant erum poucodedi st ânci a. Osuf i ci ent epar asuper armeussent i ment osporel a.Esper o. “ Maseot r abal ho? ” , Par kerper gunt a.“ Vocêacaboudedi zerque…” “ Tem umav aganaf i l i al deSeat t l e.Jádi sser am que, seeuqui ser , possoi r pr al á. ” “ Vocêj ádeci di ut udo? ”Par kerpar eceat or doada.“ Háquant ot empo est ápl anej andoi sso? ” Ouçooqueel anãodi z:


Sem mecont ar .


Ent endosuaper pl exi dade.Houv eum t empoem quecont áv amos t udoum par aoout r o.Masnãopossocont i nuarf azendoi sso.Pr eci so sermai s…caut el oso. Éumaquest ãodeaut opr eser v ação. Et al v ezsej aegoí smo,masmudarpar aSeat t l eéumaf or made mant eramel horpar t edanossaami zadesem queeumor r apor dent r onopr ocesso. “ Bom, f i cof el i zporv ocê” , el adi z.“ Eador oSeat t l e!Possoi rpr al áo t empot odo.Agent epodei raoPi kePl aceMar kete…” Vej oasl ágr i masseacumul ando,ent ãoponhoamãosobr easua. “ Sópr eci sodeumamudançadear es, Par ker .Vocêent ende, né? ” El adáumaf ungada.Eaper t ami nhamão.“ Ent endo.Seéi ssoque v ocêquer , f i cof el i z.Dev er dade. ” Abr oum sor r i so, por quesei quesuaspal av r assãosi ncer as.Por que, depoi sdet udoporquepassamos,esseéum det al hecr uci alque apr endemossobr enós.Vamossempr ecol ocaranecessi dadedo out r oem pr i mei r ol ugar .Sempr e. Quando per cebemos que est amos de mãos dadas no est aci onament odot r abal ho,nosaf ast amosàspr essas.Cer t o,nem t udoest ácomoer a.Nãonost ocamosmai s.Quandoi ssoacont ece, em um moment odedi st r ação, ocl i maf i caesqui si t o. Em um ent endi ment ot áci t o,não conv er samos sobr e mi nha mudançapar aSeat t l edur ant eav ol t apar acasa, nosconcent r andono r ecal ldeum shor tdecor r i daqueaf i r mapr eci souf azer ,por queo t r oçocausav aal er gi aeassadur as. “ Lanceeeupodemospegarv ocêpr ai raokar aokê” , el adi z.“ Quet al àsset e? ” “ Nãopr eci sa, euencont r ov ocêsl á” , r espondo. Est oul i dandomui t obem com or el aci onament odel es.O mel hor queposso.Masev i t oosdoi sj unt ossempr equepossí v el .Como di sse, éumaquest ãodeaut opr eser v ação.


Or est ant edodi apassadepr essa.Academi a.Banho.Umal i gação dami nhai r mãpar af al arsobr eocar ai ncr í v elcom quem est ásai ndo. Lav or oupa, umacoi saqueodei omai sdoquenunca. Ai nda est ou mor ando sozi nho.Vi v o pensando em col ocarum anúnci oem buscadeal guém par adi v i di racasa,massempr eacabo f ant asi andoquePar kerpodedeci di rv ol t arear r umoumadescul pa par aadi art udo. Écomoeuf al ei .Pr eci soi rpar aSeat t l e.Tenhoquesegui rem f r ent e com mi nhav i da,f azercom quenossar el açãov ol t easerpl at ôni ca, sem qual querdesej ol at ent e. Quandoapar eçonokar aokê,àsset e,est oumei oi r r i t ado,eme ar r ependodet eracei t adooconv i t e. Masacoi saf i caai ndapi or . Lanceacabasent adoent r emi me Par ker .Um put apesadel o. Porsor t e,or est ant edopessoaléani madoedi v er t i do,ecomeçoa r el axar ,apesardeLancenãopar ardemexernobr i ncodePar ker , comoum i mbeci l . Conv er so com Er y n,que pel oj ei t o eu j á conheci a,mas nem l embr av a.At équeel aédi v er t i da,deum j ei t o“ sér i omesmoqueel a di ssei sso? ” . Par kerf i nal ment econseguesedesv enci l hardosdedosdeLance em seusbr i ncos,easgar ot assedi r i gem par aopal copar acant ar umamúsi camei ogi r lpowerquenãoconheçomui t obem, enquant oa gent ef i canamesa,apr ov ei t andopar abeberbast ant e,casosej amos ar r ast adospar aopal coem segui da. “ Nuncav i m com Par kernum kar aokê” ,Lancegr i t anomeuouv i do. “ Sempr eachei bobagem.Masel aéboani sso, hei n? ” Assi nt o, por que, por r a, cl ar oquePar keréboa, eol haquecom essa músi canãoconseguemost r art odooseut al ent o.Sópr eci sapul are ber r ar . Começoapensarem nossasel eçãohabi t ualdeduet os,ent ãome


doucont adequet al v ezi ssoest ej af or adecogi t açãoagor a. ComoLancenuncav ei oaum kar aokêcom agent e, nãosabecomo somos


bonsj unt os.Nopal co. Oquemef azt erv ont adedemost r arael e. Epar aPar kert ambém.Quer oquesel embr edi sso. Masaopor t uni dadenãov em.Lor i eonamor adocant am uma v er sãodesaf i nadade“ Yel l owSubmar i ne” , quef i caum hor r or . Er y nsobenopal coecant aumamúsi cacount r ysupost ament e r omânt i caquenav er dadepar ecef al ardeum st al ker , masnãodá par at ercer t eza. Par kert ent a ar r ast arLance par a o pal co,mas el e se r ecusa t er mi nant ement e.Osol hosdel a sev i r am par a mi m ant esdese v ol t ar em par a Lance.Porsua expr essão caut el osa,i magi no seu conf l i t oi nt er i or .El aquercant arcomi go,mast ambém achaquepode nãoserumaboai dei a. Lor i at i r adessedi l ema.“ Ei , Par ks, sobel áecant aumabal ada. ” “ Umabal ada? ” , per gunt aEr y n, f r anzi ndoonar i z .“ Desani mado, não? ” “ NãoquandoPar kercant a” , Lor i gar ant e.“ Vocêv ai v er .Fi cat odo mundoem si l ênci o, sóol hando, admi r ado. ” “ Vai l á, gat a” , Lancei ncent i v a.“ Ador osuav oz. ” El eest áol handonocel ul arquandodi zi sso, ent ãopr eci some segur arpar anãor ev i r arosol hos.Babaca. Mas, senãopossocant arcom Par ker , pel omenosv out ero consol odeouv i rsuav oz—esóasua. Lev ant oosol hosef i cosur pr esoaonot arqueel aest áme encar ando. Quasecomosepedi ssemi nhaper mi ssão, sei l á par aquê.“ Vai l á” , di go, l ev ant andomi nhabebi da. Par kermor deol ábi oecont i nuameol hando.Fi comeper gunt ando seal guém mai sachaessasi t uaçãoesqui si t a, ent ãoel asobenopal co. “ Esper aaí , agent eai ndanãoescol heuamúsi ca! ” , Lor i gr i t aat r ás del a.“ Ai , dr oga, esper oquesej aAdel e. ” Nãoé.


Amúsi caqueel aescol hemef azr espi r arf undo. Nãoéumadamoda.Longedi sso.“ I ’ l l St andbyYou” , dosPr et ender s.


Nopr i mei r oanodef acul dade, quandoagent eest av acomeçandoa se apr oxi mar ,f i quei bêbado uma noi t e. Não compl et ament e est r agado, masnum cl i madef al aroquenãodev er i a. Enum moment odef r aquezar ev el ei queessamúsi camel osaé mi nhaf av or i t a. Enãopensei mai sni sso. MasPar kerl embr ou.Depoi sdet odoesset empo, ai ndal embr a. Suav ozsoai nsegur anocomeço,masel av aiganhandoconf i ança e o si l ênci ot oma cont a do sal ão.A pessoa r esponsáv elpel a i l umi naçãoébem cui dadosa,por queapagat odasasl uzesquenão est ãoem Par ker . Mal consi gor espi r arquandoseusol hosencont r am osmeus.Eal i f i cam. Apesardet ercent enasdepessoasnor eci nt o, deLanceest arbem domeul ado, si nt oqueest ácant andopar ami m.Pormi m. Nãomexoum múscul oenquant oel a cant a.Sobr eami zade.Sobr eapoi aro out r o. Seusol hosnãodesgr udam dosmeus, et enhocer t ezadequea músi caépr ami m.Pr agent e. Enãoéumamel odi apopsobr emel hor esami gos. Éumal et r aaomesmot empodoceeamar ga.Sof r i da.Si ncer a. Quandot er mi na,asl ágr i masescor r em pel oseur ost o.Vounegar i ssoat éof i m dosmeusdi as, masav er dadeéquemeusol hosest ão mei omar ej adost ambém. Éi mpossí v el nãopensarquePar keracaboudesedespedi r .Nãoda nossaami zade, por queel asempr ev ai exi st i r , em mai oroumenor medi da. Foi umadespedi dadecomoagent eer a.Decomopoder i at ersi do. Apl at ei aenl ouquece.Cl ar o.El aéamel horcant or adanoi t e, eo públ i cor econhecei sso.


“ Por r a, Lance, émel hort omarcont adessagar ot a” , onamor adode Lor i gr i t aem mei oaosapl ausoseassobi os. Ol hof ei opar aocar a, i magi nandoqueest áser ef er i ndoami m, mas el e


apont apar aosal ão.“ Todomundov ai darem ci madel aagor a. ” Fi cot enso,masLancesel i mi t aaabr i rum sor r i so,sem semost r ar nem um poucoi ncomodado,t ot al ment econf i ant edequeel aé…só sua. Ent ãomepegopensandosenãof oit udocoi sadami nhacabeça. Qual quercar a na pl at ei a pode t erpensado que Par kerest av a cant andopar ael e. Oquemedei xabem depr i mi do. Si nt oal guém meol handoel ev ant oacabeça.Par ami nhasur pr esa, é Er y n,com seus ol hos pr et os e i nt ensos.El af az um aceno i mper cept í v el , most r andoqueent endeut udo. Um gest odeempat i a.

El asabe. Desv i oosol hosepr ocur oumadescul papar aencer r aranoi t emai s cedo,ent ãoLancemecut ucacom ocot ov el o.“ Car a,v amosl ápegar mai sumar odada.Eupago, maspr eci sodeaj udapr at r azer . ” Éaúl t i macoi saqueeugost ar i adef azernomoment o:passar t empoasóscom ocar aquedor mecom Par kert odasasnoi t es. Masent ãoeuav ej ov ol t andopar aamesaeper ceboque,ent r e l i darcom el eet erqueencar ál aquandoai ndaest oucomov i doat éo úl t i mof i odecabel o, pr ef i r oapr i mei r aopção. Sóqueest ouer r ado.Mui t oer r ado. Lancepedemesmomai sbebi daspar at odomundo,masnãof oi pori ssoquemechamouj unt o. “ Ent ão,v em cáum pouco” ,el edi z,apont andopar aum cant omai s v azi odobal cão.Ol hopar aaat endent e,mascomoel at em set e dr i nquespar apr epar ar ,nãot enhomot i v opar anãoat enderopedi do bi zar r odocar a. Masdev er i at erpensadoem um mot i v o.Qual querum . Por queLance,obabacademer daquedeuum pénabundada Par kernãomui t ot empoat r ás, t i r aumacai xi nhav er mel hadobol soe,


depoi sdeol haraor edorpar asecer t i f i cardequeni nguém est áv endo, abr epar aqueeuv ej a. Fi cot or cendopar aquesej aum pardebr i ncos, um br ochei nút i l , qual quer


coi sa. Masv ej ooqueeumai st emosemat er i al i zarnami nhaf r ent e. “ Achaqueel av aigost ar ? ” ,Lanceper gunt a,gr i t andopr asef azer ouv i r , oquesór ef or çaabi z ar r i cedasi t uação.Quet i podei mbeci l t r az umaal i ançadenoi v adopar aum kar aokê? Umaal i ançade noi v ado.Par kerv ai se casar . Com Lance. “ Nãov ouf azeropedi dohoj enem nada” , el eexpl i ca.“ Sóquer i asua opi ni ãoant es.Ni nguém aconhecemel horquev ocê. ” Podeapost ar . E,car amba,el av aiador ar .Tem um di amant eper f ei t o( enor me) com um cí r cul odebr i l hant esmenor esem v ol t a.Écl ássi co, mascom mui t obr i l ho. Ocar aacer t ouem chei o. Eumeobr i goameconcent r arnoquemai si mpor t a: af el i ci dadedel a. Encar oLance.“ Par kerv ai ador ar . ” El esol t aum suspi r odeal í v i o.“ Val eu, car a.Vocênãoi magi nacomo euest av aner v oso.Achoquenãov ouf i cart ensoassi m nem quando f orpedi ramãodaPar keraopai del a.Por r a, eudev er i apedi rav ocê. ” “ Nadadi sso” ,r espondo,gr at o pel of at o deabar ul hei r ado bar i mpedi rqueel eper cebami nhav ozembar gada.“ El aésuagar ot a. Sempr ef oi .Sót omei cont adel aporunst empos. ” Nem medouaot r abal hodear r umarumadescul pa,enãome i nt er essaoqueosout r osv ãopensarquandov ouembor adobarsem nem aomenosmedespedi r . Si godi r et opr acasaepr eenchoasf i chasdecandi dat ur adet odas asf acul dadesdeadmi ni st r açãodeSeat t l e. Ent ãor emet opel ocor r ei o.Sem esquecernenhuma.


31

PARKER Lance“ escondeu”aal i ançanagav et adecuecas. Querdi zer , sem cont arocl i chêdacoi sa, el enãoécapazdel ev arem cont anem quequem l av aasr oupassoueu?Enãosól av o, massecoe guar do. Cl ar oqueeui aencont r aramal di t a al i ança.Masnof i m nãof azdi f er ença. Nãof azdi f er ençaseLanceest av at or cendopar aeuencont r ara al i ança,noqueser i aapr opost adecasament omenosr omânt i cade t odosost empos, ouseel eéapenasdi st r aí do. Nof i m, acai xi nhav er mel haf oi oal er t adequeeupr eci sav a. Nãosódequenãopossocasarcom Lance, por quedi ssoj ásei há um t empão. Masacai xi nhamef ezper ceberumacoi saai ndamai s per t ur bador a: Est ouusandoLance. Dei t oaoseul adot odasasnoi t es,t ent andomel embr ardecomo er aserapai xonadaporel e,quandonav er dadecadapensament oe cadasonhomeuenv ol v em out r apessoa. Écl ar oquenãor ev el oessaúl t i mapar t equandot er mi not udocom el e. Sópeçopar asesent arcomi goquandochegaem casadot r abal ho ecom t odaat r anqui l i dadeegent i l ezadi goqueascoi sasnãoest ão dandocer t o. Ai r oni adasi t uaçãof i cabem cl ar a. Nãoer ami nhai nt enção, masdei um pénabundadel enomesmo


l ocal em quel ev ei um al gunsmesesant es. Esouobr i gadaar econhecerqueel el i dacom ar ej ei çãocom mui t o mai s


di gni dadequeeu. Nem aomenospar ecesur pr eso.Comooconheçomui t obem — quaset ant oquant oconheçoBen—, est r ei t oosol hos. “ Lance. ” El eer gueosol hos. “ Vocênãopar eceexat ament ear r asado” , di gocom um sor r i sol ev e. “ Em especi alconsi der andoqueencont r eiumacer t aal i ançanagav et a dasuacômoda…” El esol t aum gr unhi doesei ncl i naat éencost arat est ano bal cãodacozi nha.“ Souum i di ot a. ” “ Por quei amepedi rem casament oquandoacabamosdev ol t ar ? Sem nem t ert r ansadoai nda? ” El ebuf a.“ Eusei .I adev ol v eraal i ança.Éque…” Apoi oocot ov el onamesaeoquei xonamão.“ Éque…” “ Eupensei quecompr andoaal i ança…mecompr omet endocom v ocê, i aconsegui resquecer …” Aj ei t omi nhapost ur anahor a.“ Ai , meuDeus.Vocêai ndaéaf i m da t al Laur el . ” “ Não! ”El esent adi r ei t o.“ Não, eu…Sei l á.Fazt empoqueagent enão sev ê, masai ndapensonel a.Fi comeper gunt ando…” Ent ãoeusor r i o,ai ndaquesej aum sor r i soagr i doce,ef i codepé. Mei ncl i nopar aaf r ent eedouum bei j onat est adel e.“ Vocêdev er i a conv er sarcom Laur el . ” “ El at em namor ado. ” Doudeombr os.“ Mesmoassi m.Achoquenósdoi ssabemos queépossí v el namor arumapessoapensandoem out r a. ” El emeol hacom cui dado. “ Ben? ”Engul oem seco. Eassi nt o. Lancesol t aoarcom f or ça.“ Eusabi a.Aquel amúsi canokar aokê… f oi pr a


el e, nãof oi ? ” Meusol hosseenchem del ágr i masquandol embr o.Omai sest r anho équef oi ont em ànoi t e.Par ecequet i v eumav i dai nt ei r apar apensara r espei t o. Nãoconsi gopar ardepensarnoquesent i despej andomeucor ação emi nhaal maaocant araquel amúsi cal i nda, decor t arocor ação. Ai ndaest ousoboi mpact odaagoni adet ercont adoaBencomome si nt osem queel esoubessequeeuest av af azendoi sso. Meucor açãoacel er aquandopensoar espei t o.Ese Bensabe?SeLanceper cebeu, porquenãoel e? Ai , Deus.Esef oi pori ssoqueel ef oi embor adonadaont em ànoi t e? Todomundoachouquet i v esseconheci doal gumagar ot anobar , umahi pót esequemei r r i t ou,masessaout r aéai ndapi or .EseBen per cebeuoqueeuest av at ent andof azeredeunopé? Lancef i cadepéemeacompanhaat éapor t a. Pegoamal aquedei xei per t odapor t apar aest emoment o, quando dei x ar i aocar acom quem um di apensei quef ossecasar . “ Tchau, Lance. ” El esei ncl i napar aaf r ent eemedáum bei j onor ost o.“ Tchau, Par ker . ”E, der epent e, est át udoacabado. Acabou, et udobem pormi m. Tal v eznão“ bem” .Por quet em um bur acoenor menomeupei t o, o qual nãoest ár el aci onadocom ocar acom quem acabei det er mi nar . Amel horescol haser i ai rpar aacasadosmeuspai s.OudeCasey . OudeLor i . Ouat éum hot el . Pr eci sopensarar espei t o.Bol arum pl ano. Ent r onocar r oev ouat émeuspai s.Chegandol á, não consi gosai r .Douapar t i dadenov o. Façoocami nhodev ol t a, masnãopr acasade Lance.Voupr ami nhacasa.


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BEN Eucost umav aserbom ni sso, pegargar ot asnor mai sem bar es. Masdev oest arsem pr át i ca, por queagar ot aqueest ádançandona mi nhamesi nhadecent r o— apesardenãot ermúsi cat ocando— é t ot al ment epi r ada. “ Demi ” , eudi go, t ent andomant erot om dev ozomai st r anqui l o possí v el .“ Quet al euchamarum t áxi pr av ocê? ” Aúni car espost aqueeur eceboéumabl usaat i r adanor ost o.Adel a. “ Mer da” , mur mur o.Nãoest ounem um pouconocl i ma. “ Quer odançar ! ” , el agr i t a.“ Vem, Bl ake! ” Coçooquei xo.Jur oporDeusqueel anãopar eci at ãomal ucanobar . Mei oani madi nhademai s, masnãomal uca. Vai v ereusóest av adesesper adopr apegaral guém.Pr amel i v r ar dadorquenãodei xameupei t o. “ Sódançosev ocêdescerdamesa” , mi nt o. El adáumar equebr adanosquadr i s,eseusdedossedi r i gem à br agui l hadacal çaj eans.Lev ant andoasobr ancel ha,enquant oDemi abr eopr i mei r obot ão,per ceboqueest oupr est esat est emunharum st r i pt easenãoconsent i do. Umabat i danapor t amesal v adet erqueol harquandoel av i r a l ent ament e, i ncl i naocor poef azescor r egarpel abundaacal ça aper t ada. “ Porf av or , quesej aJohn” , mur mur o. Vouserobr i gadoar ecor r eràf or çapar at i r aressagar ot adami nha mesi nhadecent r o, eum pardemãosamai sv i r i abem acal har .


MasnãoéJohn.


“ Par ks!Oi ! ” , di go, r egi st r andoasequênci adesensaçõesque exper i ment oasegui r , comopâni co, al egr i aeper pl exi dade. Por queconheçoquaset odasasexpr essõesf aci ai sdePar ker Bl ant on, masj ur oquenuncav i seur ost ocomoagor a. “ Hã, est át udobem? ” , per gunt o. Douum pul opar aaf r ent equandoDemi , chei r andoaper f umedoce, v em meabr açarport r ás.El aai ndaest ádesut i ã, gr açasaDeus.Mas nãodecal ça. “ Quem éessaaí ? ” , el aper gunt a. Osor r i sodePar kerél ar goesi mpát i coquandof i xaool harem Demi . Opa. Essacar aeuconheço. Coi t adadaDemi . “ Oi , eusouaPar ker . ”Ot om dev ozdel aé ami gáv el .Demi f r anzeonar i z .“ I ssoénomede meni no. ” “ Humm” ,Par kerdi zem um t om pensat i v oquandoent r aepõea mal aaol adodapor t a.Umamal abem gr ande.Fi comeper gunt ando pr aondev ai .“ Émesmo?Eoseu, qual é? ” “ Demi ! ” “ Ent ão, Demi . ”Par kerj unt aasmãosedáumaboaol hadanel a. “ Descul paest r agarsuanoi t edessej ei t o, masmeui r mão…el enãoest á mui t obem. ” Pel apr i mei r av ez , osor r i sof i xodeDemi sedesmancha.“ Seui r mão? ” Par kerapont acom oquei xopar ami m,esouf or çadoasegur aro r i so.“ El eév i ci adoem sexo, edev er i aest arem r eabi l i t ação.Maspel o j ei t ot ev eumar ecaí da. ” Demi mel ançaum ol harapr eensi v o.“ Gost odesexo. ” “ Cl ar oquesi m, Demi ” , Par kerr esponde.“ Maséqueosgost osde Bensãomei o…pecul i ar es. ” Demi passaal í nguanosl ábi os, par ecendoapr eensi v a.“ Ti po…


al gemas? ” Ar i sadadePar kersoaum pouqui nhocondescendent e.“ Ah, não. Ti po bonecas. ” Consi gosegur arar i sada, masporpouco.


EPar kersóest ácomeçando.“ El ecur t et erasbonecasporper t o quando,bom,quandoest áem ação.Gost adepent earoscabel os del as.Col ocat odasenf i l ei r adasenquant o…” “ Obr i gado” , i nt er r ompo, “ pormeaj udaramemant ernar eabi l i t ação. ” Par kerdáum t api nhanopei t o.“ Éomí ni moquepossof azer .Sent i quet i nhaal gumacoi saer r adaquandodi sser am quev ocêt i nha dei x adoPol l y . ” Par kerol hapar aDemi .“ Pol l yéabonecaf av or i t adomeui r mão. Dei x ar am queel el ev asseuma, desdequenãof i zessenada…esqui si t o. ” Aessaal t ur aDemi j áest áacami nhodasal a, v ol t andoem t empo r ecor decom acal çaai ndaaber t aecol ocandoabl usaàspr essas. “ Obr i gada” , Demi di zaopassarporPar ker , mei gnor ando compl et ament e.“ Denada” , el adi zcom um sor r i so.“ Querqueeu chameum t áxi ? ” “ Não, meusami gosest ãonum baraqui per t i nho. ” “ Ent ãot á” , Par kerdi z, com um acenobr ev e.“ Tchau, t chau! ” Nósdoi scont i nuamosi móv ei squandoapor t asef echaat r ásde Demi .“ I ssoéumav i nganci nhaporcausadav ezem quef al ei que v ocêt i nhauma col eçãodebonecas? ” , di goporf i m. MasPar kernãoest ái nt er essadaem r el embr arnada, por queme i nt er r ompenahor a. “ Fal aroucal ar ? ” , el aper gunt a. “ Eu, hã, oi ? ”Fi coconf usocom ar eapar i çãodoj ogo.Em ger al sóousamosquandoaout r apar t eest ácom al gumacoi saem ment e. E, apesardeest arcom al gumacoi saem ment e, nãoéal goqueeu possaf al ar … “ Nãoév ocêquem v ai f al aroucal ar ” , el aexpl i ca.“ Soueu.Deci deaí . ” Comoassi m, por r a? “ Porqueeudeci di r i asev ocêv ai f al arounão? ” , per gunt o.


El ameencar a, bem sér i a.“ Por queexi st eumachancemui t o, mui t o gr andedenãogost ardoquet enhopr af al ar . ” Ot om dev ozdel anãoéani mador , mas…


“ Tem al gumacoi saquev ocêquei r adesabaf ar ? ” , per gunt o, caut el oso.“ Eunãoest ar i aaqui senãot i v esse. ” Sol t oum suspi r ol ongoepr of undo.“ Ent ãomanda. ” El aabr eaboca, maspar eceper deracor agem, por quef echade nov o.“ Tem comoagent ef azeri ssol ánasal a? ” “ Hã, t udobem” , concor do, por queel aj áest ái ndo par al á.“ Eumabebi di nhacai r i abem! ” Ser áquepr eci sodeumat ambém? “ Émel horpegarumapr av ocêt ambém! ” , el agr i t a. Ót i mo. Remex oat r ásdeunsr est osdecomi dav er gonhosament ev el hose encont r oumagar r af adeespumant edaépocaem quePar kermor av a aqui . Ti r oar ol haedespej oumaboaquant i dadeem duascanecasdecaf é. Fi co meper gunt andosenão dei xeiesseespumant ena gel adei r aexat ament epar aessar az ão. Naesper ançadequeel av i esse. Eaqui est áel a.Est ouf el i zem v erPar ker , dev er dade.Maséque… t enhoasensaçãodequeser i amel horquenãot i v essev i ndo. Por quesóconsi gopensarem i mpl or arpar aquenãov áembor a. Masant est emosqueencar arogr andeanúnci oqueadei xat oda af l i t a, andandodeum l adopar aoout r opel asal a, comoum bi cho enj aul ado. Of er eçoumacaneca.Par kerf i cameol handoporum moment o, masnãof azmençãodepegar . “ Descul papornãot erumat açadecr i st al ” , di go.“ Est aéacasade um homem sol t ei r oagor a. ” “ Cl ar o” , el ar esponde.“ Deupr aper ceberpel agar ot a, hã, par ci al ment ev est i da. ” Douum gol eenor medeespumant e.Nãoémi nhabebi daf av or i t a, masmeuest oquedecer v ej aj áer a, epr eci sot omaral gumacoi sa.


“ Sópr adei xarcl ar o, eunãosabi aqueel aer al oucaquandoagent e v ei o


pr acá” , expl i co. “ Sei …” O cet i ci smoem suav ozi ndi caqueel apensaqueai ndaest ou dor mi ndocom met adedePor t l and.Abr oabocapar ar et r ucar ,mas pensomel horedesi st o. Aúl t i macoi saqueumamul herpr est esaf i carnoi v apr eci sasaberé queseumel horami goai ndaest áapegadoemoci onal ment eàsua úl t i mat r ansacom el a. Fi copar al i sadoquandoum pensament ot er r í v el mev em à ment e.Der epent e, ent endoporquePar kerest áaqui . Ent endoporqueest át ãot ensa. Esei porqueachaquenãov ougost ardeouv i roquet em par af al ar .Por quenãov oumesmo.Enãoquer oouv i r . Nãoquer oouv i rqueLanceapedi uem casament o.Nãoquer oouv i r quev ai casarcom out r o. “ Cal ar ” , di go, mei odesesper ado.“ Nãomecont a nada. ”El api scav ár i asv ezes.“ Masv ocêdi sse…” “ Mudei dei dei a.Nãoquer oouv i r . ” Sei queéegoí smodami nhapar t e.Cl ar oquesei . Em al gum moment ov ouacabarouv i ndoev oudarospar abénspar a el a, t al v ezat épr oporum br i nde, masagor anãodá. Nãoquer oouv i rqueagar ot aqueeuamov ai casarcom out r o.

Por queeuamoPar ker. Engul oabebi daev i r oacabeça, f echandoosol hoscom f or ça. Amodemai s. “ Esper aaí ” , el amedi z, v i ndonami nhadi r eção.“ Nãov ouf al arnada sev ocênãoqui ser , maspel omenosmecont aporquemudoude i dei a…” Eumev i r opar aencar arPar ker .Meusof r i ment odev eest ar est ampadonomeur ost o, por queel aar r egal aosol hosedáum passo at r ás, sur pr esa.


Der epent e, asi t uaçãoset or nai nsupor t áv el .Par kerél i ndademai s, e gost o


demai sdel apar ai sso. “ Fal aroucal ar ” , di gocom av oz ásper a.“ Masv ocêf al ouque…Est ou conf usa. ” “ Eu” , expl i co.“ Est amosf al andodemi m agor a.Vocêquerqueeu f al e? ”El af r anzeat est adel ev e.“ Vocêt em al gumacoi sapr a desabaf ar ? ” Équaseumar epr oduçãol i t er aldanossaconv er sadeagor ahá pouco, sóquecom ospapéi si nv er t i dos.Der epent eper coapaci ênci a com osj ogui nhosdepal av r as,com t erquepi sarem ov osum com o out r o. “ Sent aaí ” , di go. “ Vocêest áesqui si t o” , Par kercoment a. El av aiat éosof ámesmoassi m,maseumudodei dei asobr e sent ar .Segur oseubr açoeav i r o, f i candocar aacar acom Par ker . Ar espi r açãodeambosest ámai sacel er adadoqueasi t uação exi gi r i a.Mast al v eznão,por queabombaquev ouj ogarem ci madel a nãoédasmenor es. “ Par ker , eu…” “ Nãov ápr aSeat t l e” , el adi zder epent e, me i nt er r ompendo.“ Eu…oquê? ” Par kerchegamai sper t o, par ecendoem pâni co.“ Nãov ápr a Seat t l e. ”Bal ançoacabeça.“ Masj áf i zasi nscr i çõese…” “ Edaí ?Vocêpodesei nscr ev erem cur sosaqui .Em f acul dadesde Por t l and. ” Nãoésobr ei ssoquequer of al arnomoment o, masachoquepode serum bom pr el údi opar aoquet enhoadi zer ,ent ãosi goem f r ent e. “ Nãopossocont i nuaraqui . ” “ Maspr eci sa” , el ar esponde, com av ozembar gada.Par kerest ende asmãosnadi r eçãodomeupei t o,masaspuxadev ol t a.“ Nãopode meabandonar . ” Meu cor ação se despedaça,apesarde eu est armai s do que


conf uso.“ Par ks…” “ Ouent ãoeuv oucom v ocê! ” , el adi z.“ Querdi zer , v out erquev i rpr a


Por t l andot empot odoporcausadami nhamãe, maspossomor ar com v ocêem Seat t l eumapar t edasemanae…” Tem al gumacoi saer r ada.Essenãoéonor mal del a. Segur osuasmãospar aquei nt er r ompaagest i cul ação desnecessár i a.“ Par ker .Oqueacont eceu?Ésuamãe?El api or ou? ” Osol hosdel aseenchem del ágr i mas.“ Não.El aest ánamesma.O pr ognóst i cocont i nuav al endo. ”Par kerpassaal í nguanosl ábi ospar a segur arasl ágr i mas, emeucor açãosedespedaçamai sum pouco. Oqueest áacont ecendo aqui ?Respi r of undo. “ Lance…” “ Agent et er mi nou. ”Af r asesai acel er ada. Mi nhapr i mei r ar eaçãoédeal í v i o.Um al í v i opr of undo, comose t i r assem um pesodaal ma.Um al í v i opormi m. Masl ogov em osof r i ment oporel a.Nãoquer ov erPar kerpassar port udoaqui l odenov o.Nãoéàt oaqueest át ãoagi t ada.Acaboude l ev arum pénabunda. Sóquenadadi ssof azsent i do.Porqueel ecompr ar i aumaal i ançae t er mi nar i at udoem segui da? “ El eexpl i couporquê? ” , per gunt o.“ Porqueoquê? ” “ Porquet er mi nout udo? ” , escl ar eço, mant endoot om dev ozmai s suav epossí v el . “ Vocênãoest áent endendo! ”Par kersesol t aedáum passoat r ás, masl ogoem segui dav ol t aaseapr ox i mar , ebast ant e. El aol hanosmeusol hos.“ Nãomef azcal ar , Ben.Porf av or .Me dei x af al ar . ” Meucor açãodi spar a. Demedo.Edeesper ança. Quandoasmãosdel aseapr oxi mam demi m, est ãot r êmul as, e Par kerhesi t aem t ocarmeur ost o.


“ Nãof oi Lancequet er mi nou” , el aexpl i ca.“ Fui eu. ”Fi cosem f ôl ego.Nãoconsi gor espi r ar . “ Porquê? ” Osol hosdel aper cor r em meur ost oàpr ocur adeal go.“ Sér i omesmo quev ocênãosabe? ” Meucor açãoest ámai sdoquedi spar adoagor a, masnão consi gomemov er . “ Achoque…”Eumei nt er r ompo, epr eci sol i mparagar gant apar a podercont i nuar .“ Achoquenãov ouaguent arot r ancoseest i v er er r ado. ” “ Ont em ànoi t e, depoi squecant ei pr av ocê, pr aondev ocêf oi ? ” Mi nhasmãosseer guem, cobr i ndoasdel a.“ Ent ãov ocêest av a mesmocant andopr ami m? ” Par kerconseguer ev i r arosol hosmesmoel esest andochei osde l ágr i mas.“ Cl ar o. ” Fi cohesi t ant e, sem saberoquant opossor ev el ar , masagor aét ar de demai spar av ol t arat r ás.“ Lancecompr ouumaal i ança” , di go, i nsegur o. “ Eusei .Euv i . ” “ El ememost r ou” , cont oael a.“ Epedi umi nhaper mi ssão, ou al gumamer dadot i po. ” “ Ev ocêdeu? ” , el a per gunt a.“ Oquê? ” “ Vocêdeusua per mi ssão? ”“ Cl ar o” , r espondo. Seusol hosper dem of oco, suasmãoscaem aol adodocor po, eel a dáum passoat r ás. “ Não, Par ks…nãoéque…pensei quev ocêest i v esseapai xonadapor el e. Quequi sessecasarcom ocar a. ” El abal ançanegat i v ament eacabeça.“ Masnãoquer i a.Não


quer o. ”Fechoosol hos, com medodeal i ment arf al sas esper anças. “ Par ker …”Mi nhagar gant asef echa, epr eci sot ossi rdenov o.“ Por quev ei oaqui hoj e? ”


“ Por queeucomet ium er r o” , el amur mur a.“ Pr omet ique, seagent e t r ansasse, nadai amudar .Quet udopoder i av ol t arasercomoer a. ” El aol hapar aochãoant esdesev ol t arpar ami m denov o.“ Maseu meapai xonei .Enãoquer oqueascoi sasv ol t em asercomoer am. ” Abr oabocapar af al ar , masaf el i ci dadeét ant aquenãot enho pal av r as. Nãoconsi goemi t i rum r uí dosequer . “ Sev aimedi spensar ,pel omenosf azi ssol ogo” ,Par kerdi z.“ Que nem quando t omeiv aci na ant i t et âni ca no ano passado e v ocê ar r ancouocur at i v o.Émel horassi m…” Lev oasmãosaoseur ost o.Segur ocom f or ça.Edouum bei j onel a. É um bei j o br ut o edesesper ado,em quedespej ot odo o meu sent i ment o, at éaúl t i magot a. Recuoum pouco,àpr ocur adeal gum si nalnor ost odel adeque est ousendocl ar o.Par kerai ndapar ececonf usa, ent ãoabei j odenov o, dessav ezcom mai scal ma. “ Ben? ” , el adi zquandomeaf ast oum pouco. “ Vocêdi ssequenuncat i v eumanamor adasér i adesdequeagent e seconhece” , f al ocom av ozembar gada.“ Quersaberporquê? ” El af i cahesi t ant e, masassent e. Doumai sum bei j onel aant esdecont i nuar .“ Por quemeapai xonei porumagar ot ai ncr í v elnopr i mei r oanodef acul dade.Sóquenão sabi aoqueer ai sso, ent ãof i zaúni cacoi saquepodi apar af i carper t o del a:v i r eiseuami go.Seumel horami go, eent er r eimeussent i ment os t ão f undo que nem consegui a mai sr econhecer ,por que o que i nt er essav aer am ossent i ment osdel a,eoqueel aquer i aer aout r o car a. ”Respi r of undoemeobr i goacont i nuar .Demonst r aramesma cor agem que el a.“ Mas quando encost eiem v ocê,Par ker … eu desmor onei .Todosossent i ment osent er r adosv i er am àt onae…v ocê ent endeoqueest ouquer endodi zer , né? ”


El aenxugaosol hos, ent ãoassent e.


Sor r i o.“ Ébom quesej am l ágr i masdef el i ci dade. ” El asor r i t ambém.“ Damai orf el i ci dadedet odas.Eut eamo, Ben. Dev er i at erdi t oi ssoassi m queent r ei . ” Dour i sada.“ Dev er i amesmo.Maseudev er i at erdi t oanosat r ás. ” El aseencost aem mi m, eseudedoper cor r emi nhabocacomose qui sessememor i zarseucont or no.“ Ent ãof al aagor a. ” Dobr oum poucoosj oel hospar anossosol hosseal i nhar em.“ Eut e amo, Par kerBl ant on.Teamohámui t o, mui t ot empo. ” Osor r i soqueel aabr eét udopar a mi m.“ Também t eamo, BenOl sen. ” “ Nov ar egr adacasa” , di go.“ Vocêpr eci sadi zeri ssot ododi a. ” “ Soueuquef açoasr egr asdacasa” , el ar ebat e, cobr i ndomi nha bocacom odedo.“ Eeudecr et oquev ocêt em quedi zeri ssot ododi a. ” Euaenv ol v onosbr aços, t i r andoseuspésdochão.“ I ssosi gni f i ca quev oupoderv erv ocêpel adadenov o? ” El adár i sada, eeuador oouv i ressesom.“ Depende.Seusl ençói s est ãol i mpos? ” Euaj ogonosombr osecomeçoasubi raescada.Par kerbat enas mi nhascost ascom asmãosaber t as.“ I ssonãoér espost a. ” Subocom el aecom um sor r i sono r ost o.Meusl ençói snãoest ãonada l i mpos. Mas, nof i m, el anem l i ga.


Epí l ogo

PARKER Oi t omesesdepoi s. “ Ah, j ásei ” , di go, apont andot odaani madapar aocat ál ogodo kar aokê.“ Agent epodecant aressadaDi sney . ” Benmeol hacom umaexpr essãoenoj ada.“ Pode.Eeupossome enf or carcom of i odomi cr of one…” “ Bom, ent ãoescol hev ocêumamúsi ca” , r espondo, i mpaci ent e. “ Quet al r el axarum pouco? ” , el edi z, f ol heandoast r i l har esde pági nasdocat ál ogo.“ Tem, t i po, quat r opessoasnanossaf r ent eai nda. ” “ Nãoseagent ef ur araf i l a. ” “ I ssosóf unci onacom v ocêeLor i ,eseenv ol v erum bandode t ar ados.Consi der andoqueLor iest ácom al í nguanagar gant ado Dr ake, duv i doqueest ej ai nt er essadaem cant ar . ” “ Nem acr edi t oqueel av ai casarnodomi ngo” , coment o, ol hando par aol ocal ondemi nhaami gaest áseagar r andocom seuf ut ur o mar i do. I ssomesmo.Lor i v ai casarcom um car aqueconheceuhámenos deum ano. Soumadr i nha, assi m comoai r mãdel ae, acr edi t esequi ser , Er y n. A gar ot a cont i nua super esqui si t a,mas passou a seruma das nossascompanhi aspr edi l et asagor aqueaensi namosanãodi zer t udooquepassaporsuacabeça. “ Quet al essa? ” , Bensuger e, mecut ucando. Ol hopar aopapel .“ Hã, não.Al i ás, par aev i t arpr obl emasf ut ur os,


t odasasv ezesquev ocêsuger i rumav er sãoem duet ode‘ BabyGot Back’ v oudi zer


não.Ar espost aer anãoquandoér amossóami gos, cont i nuousendo quandov i r amosami goscol or i dos, eagor aque…” Eumei nt er r ompo,eel eer gueassobr ancel has.“ Agor aqueoquê? Quesomosamant es? ” Ent or t o o nar i z pr a el e.“ Eu i a di zer‘ namor ados’ ,mas par ece i nadequado, né? ” El emeabr açaemepuxapar aj unt odesi .Sol t oum suspi r ode al egr i a,por que sempr e penso que não t enho como est armai s apai xonada,masacadadi aquepassameuamorcr esce,apont ode per derof ôl ego. “ Quet al ‘ mel hor esami gos…apai x onados’ ? ” , el e di z.Douum bei j onel e, t odaf el i z.“ Ri dí cul o. ” “ Al i ás,i ssoi ncomodav ocê? ” ,el eper gunt a,pensat i v o.“ Passamos anos e anos di zendo que o mundo i nt ei r o est av a er r ado sobr e homensemul her esser em ami gos,só pr a descobr i rqueno f i m est áv amoser r ados. ” “ I ncomodav ocê? ” , dev ol v oaper gunt a. El epassaosl ábi ospel omeupescoço,i gnor andoqueest amosem um barcom kar aokêl ot ado.“ Nem um pouco.Nuncaf i queimai sf el i z porest arer r ado. ” Obei j oacabasendomai squent edoqueopr et endi do,eum casal at r ásdenóspi gar r ei aal t o. “ Agent equer i av erocat ál ogot ambém” , ocar adi z, i ncomodado.Benoent r egasem desgr udardami nhaboca. Quandoenf i m par amospar at omarf ôl ego,naf i l adopal co,meus ol hosper cor r em osal ão. Local i zomeuspai s,quenãosóest ãof azendov i st asgr ossaspar a Lor ieonamor ado,queest ãoseagar r andonaf r ent edel es,como apr ov ei t am par anamor arum poucot ambém. “ Mal possoesper arpr av ermi nhamãenopal co” , coment o.“ Achoquenuncaaouv i cant ar .El aéboa quenem v ocê? ”


“ Não, épéssi ma.Tot al ment edesaf i nada.Maséumadascoi sasna l i st a


del a, ent ão…” AmãodeBenpousanasmi nhascost as,suav e,r econf or t ant e,e dei x oseucal oral i v i arum poucodat r i st eza.Mi nhamãeconsegui u passarpel abar r ei r adossei smeses, oqueéum bom si nal .Masai nda est ádoent e.Emui t o.O câncercont i nuadev or andoseucor popor dent r o. Est amosexper i ment andonov ost r at ament os.Mai sagr essi v os.Eel a v ai mel hor ar .Tenhocer t ezadi sso. “ Nãoacr edi t oquemef ezsai rànoi t enum di adesemana” , Ben coment acom um bocej o. “ Ai , descul pa, v ov ô. ” Doumai sum bei j oem seur ost o, por queest ouor gul hosadel e.Ben f oi acei t oem v ár i ospr ogr amasdepósgr aduaçãoem Seat t l eeem Por t l and. Eescol heuum daqui .Ondeéseul ugar . “ Ei , v ai f al arcom aquel asgar ot as” , mur mur o.“ Vêseconsegue passaragent enaf r ent e. ” “ Podedei xar . ” El eseaf ast a, ev ol t aem t empor ecor de.“ Pr ont o.Énossav ez . ” “ Mui t obem” , di go, i mpr essi onada.“ Enenhumadel asmeol houf ei o quandov ocêapont ou. ” “ Porqueel asol har i am f ei opr av ocê? ” , el eper gunt a, sef azendode i nocent e. Euoencar o.“ Vocênãof al ouqueeuer asósuaami ga, né?Oquef oi quedi ssesobr emi m? ” “ Sóf al ei av er dade. ”Benest endeamãopar ameaj udarasubi rno pal co, ent ãomeabr aça. “ Ah, é? ” , per gunt o.“ Equal éav er dade? ” El emedáum bei j ot ãodocecomosua r espost a: “ Eudi ssequev ocêémi nha mel horami ga. ”


Doi sanosdepoi s.


Dedi coest el i v r oat odosquej áseapai xonar am porum ami go.Seiporexper i ênci apr ópr i aquedásuper cer t o. Nãoé, Ant h?


Agr adeci ment os

Det emposem t empos,umahi st ór i abr ot anacabeçadeum aut or —donada, aoquepar ece—esi mpl esment epr eci sasercont ada. Al gumasper sonagenseal gunst i posdehi st ór i anãoest ãonem aí seoaut ort em um mi l hãodeout r ospr oj et osem andament o.Não est ãonem aísenãoseencai xam em um dosgêner osem v oga.Ouse v ão t erquemobi l i zardezenasdepessoasdi f er ent es( i ncl usi v eo aut or )par aserconcr et i zadas. Éocasodest el i v r oedesuasper sonagens.BenePar kerme v i er am àment eem umaquar t af ei r aqual querde2014,e,apesarde est arat ol adadepr oj et os,par eit udooqueest av af azendoecomecei aescr ev er . Al gumas hor as depoi s,j át i nha os quat r o pr i mei r os capí t ul os ( escr i t osdoj ei t i nhocomov ocêl euaqui )eosmandeipar ami nha agent e, pedi ndoquev i essem l ogoaomundo. Mi nhaagent e( ai ncompar áv el Ni col eResci nt i )nãopensouduas v ezes.Obr i gadapormeent ender , al i ás. Di asdepoi sdessemeu“ sur t o” ,el av endeuahi st ór i apar aSue Gr i mshaw, dosel oLov eswept , eagor aent r am osagr adeci ment os. Sem ent r arnaquest ãocompl i cadí ssi madospr azosedi t or i ai s, é pr eci sodi zerqueaequi pedaPengui nRandom Housepr oduzi uest e l i v r oem t empor ecor de.El esnãopr eci sav am f azeri sso, masdev em t erper cebi doqueeuer al oucapel ahi st ór i a, por quemei oquef i z er am ot emposemul t i pl i carpormi m.Sei quesempr eagr adeçoat odaa equi pequet r abal haem t odososmeusl i v r os( por queessaspessoas mer ecem! ) , masdest av ezf oi ai ndamai s i ncr í v el . Gi na Wacht el ,Ki m Cr owser ,Kat i e Ri ce,Ly nn Andr eozzi ,Dani el


Chr i st ensene,aci madet udo,SueGr i mshaw,porf av orsai bam que mi nhagr at i dãoéi mensa.Meconsi der oumapessoademui t asor t e port r abal harcom v ocês.


ANTHONYLEDONNE

Aut or abest sel l ernal i st adoNew Yor kTi mes, LAUREN LAYNE ador a escr ev er comédi as r omânt i cas.El a mor a em Nov a Yor k com o mar i do.


Copy r i ght©2015byLaur enLeDonne AEdi t or aPar al el aéumadi v i sãodaEdi t or aSchwar czS. A.

Gr af i aat ual i zadasegundooAcor doOr t ogr áf i codaLí nguaPor t uguesade1990, queent r ou em v i gornoBr asi lem 2009. TÍ TULOORI GI NALBl ur r edLi nes CAPAMar i naAv i l a FOTODECAPAgst ockst udi o/i St ock PREPARAÇÃOLí gi aAzev edo REVI SÃOAdr i anaBai r r adaeRenat aLopesDel Ner oI SBN9788554511091987 Todososdi r ei t osdest aedi çãor eser v ados àEDI TORASCHWARCZS. A. RuaBandei r aPaul i st a, 702, cj . 3204532002—SãoPaul o— SP Tel ef one: ( 11)37073500 www. edi t or apar al el a. com. br at endi ment oaol ei t or @edi t or apar al el a. com. brf acebook. com/ edi t or apar al el a i nst agr am. com/ edi t or apar al el a


Oacor do Kennedy , El l e 9788543805887 360pági nas

Compr eagor ael ei a Tocant e, pr of undo, engr açado, sexy . . .Um r omancequev ai t eencant aresur pr eenderacada pági na. HannahWel l sf i nal ment eencont r ou al guém queai nt er essasse.Mas, embor asej a aut oconf i ant eem v ár i osout r osaspect osdav i da, car r eganascost asumabagagem et ant oquando oassunt oésexoesedução.Nãov ai t erj ei t o: el a v ai t erquesai rdaz onadeconf or t o…Mesmoque i ssosi gni f i quedaraul aspar t i cul ar espar ao i nf ant i l , i r r i t ant eeconv enci docapi t ãodot i mede hóquei , em t r ocadeum encont r ode ment i r i nha. TudooqueGar r et tGr aham querése


f or marpar apoderj ogarhóquei pr of i ssi onal .Mas suasnot ascadav ezmai sbai xasest ão ameaçandoar r ui nart udoaqui l opel oqual t ant o sededi cou.Seaj udarumagar ot al i ndae sar cást i caaf azerci úmesem out r ocar apuder gar ant i rsuav aganot i me, el et opa.Masoqueer a apenasumat r ocadef av or esent r edoi sopost os acabaset or nandoumaami zadei nesper ada.At é queum bei j of azcom queHannaheGar r et pr eci sem r epensarost er mosdeseuacor do. Compr eagor ael ei a


Desej ar Lane, Ni na 9788554511333 280pági nas

Compr eagor ael ei a Ahi st ór i adeLi veDeancont i nuanosegundo v ol umedasér i eEspi r al doDesej o. Depoi sde quasev er em seucasament odest r uí dopor ment i r asedesi l usões, DeaneOl i v i ar et omam sua j or nadamai suni doseapai xonadosdoquenunca. Opr of essordehi st ór i amedi ev al esuaamada esposaest ãodet er mi nadosaconser t aroser r os dopassadoesabem que, par ai sso, t er ãoque uni rf or çaspar ader r ubarbar r ei r aser gui dasao l ongodeanos. Umai nesper adacr i seenv ol v endo ospai sdeDeanacaba, cont udo, dr agandoode v ol t aàespi r al decul pa,


r essent i ment oeamar gur aquemar cousua j uv ent ude.Tudooqueel emai squerépr ot eger Ol i v i a, mas, dessav ez , el aser ecusar áacumpr i ro papel deesposaf r ági l edel i cada.Aol adodeseu gr andeamor , Ol i v i aenf r ent ar áosmai st er r í v ei s f ant asmasdaf amí l i aWest—at émesmoos segr edosescondi dosaset echav es. Compr eagor ael ei a


Odi ár i odeBr i dgetJones Fi el di ng, Hel en 9788543806792 288pági nas

Compr eagor ael ei a Br i dgetJonesj áéumaper sonagem quer i dapor mi l hõesdel ei t or es.Sej apel asdesv ent ur as amor osasoupel ospr obl emascom ospai s, é mui t of áci l sei dent i f i car( eseencant ar )com a per sonagem cr i adaporHel enFi el di ng.Nest a nov aedi çãocomemor at i v adosv i nt eanosde l ançament odopr i mei r ol i v r o, osf ãsant i gost er ão achanceder eencont r ál aeosnov osl ei t or es descobr i r ãoumapai xãoporest ecl ássi co! Br i dget cont i nuaat ual eaf i adacomonunca: uma per sonagem t ãoper f ei t ament ei mper f ei t apar a aj udart odosaquel esquej ásesent i r am


i ncapazesdet omarasr ĂŠdeasdapr Ăłpr i av i da. Compr eagor ael ei a


Tr abal handoj unt os Gr ay , John 9788580868692 272pági nas

Compr eagor ael ei a Doaut ordobest sel l erHomenssãodeMar t e, mul her essãodeVênus, quej áv endeumai sde 50mi l hõesdeexempl ar es. Mui t asv ezes, as mul her essent em quepr eci sam t r abal harmai sdo queoshomenspar apr ov arseuv al or .Jáos homensacham queasmul her esper gunt am mui t o, sãosensí v ei sdemai seat r apal ham as deci sões.Em Tr abal handoj unt os, JohnGr ay ( aut ordeHomenssãodeMar t e, mul her essãode Vênus)eBar bar aAnni sanal i sam def or macl ar a eobj et i v aospont oscegosent r ehomense mul her esnoambi ent edet r abal ho.Vocêpoder á


darumaespi adanament edosexoopost oe descobr i rar ai zdet ant osequí v ocosemal ent endi dos, apr endendoael i mi narosr uí dosea t r ansmi t i rsuamensagem com ef i ci ênci amáxi ma. Compr eagor ael ei a


Di adebeaut é Cer i dono, Vi ct or i a 9788543804187 160pági nas

Compr eagor ael ei a Quasenadaét ãodi v er t i doquant omaqui agem.O l emadeVi ct or i aCer i dono, bl oguei r aeedi t or ade bel ezadaVogue, éespeci al ment ev er dadei r oem seul i v r oDi adebeaut é–um gui ademaqui agem par aav i dar eal .Com mai sde130f ot ose i l ust r ações, pr omet eensi nart udoqueexi st eent r e um makebási co, quasenada, eumamaqui agem par af est a.Sem nuncaper derot om di v er t i do, as di casdeVi ct or i asãoacessí v ei s, v i ndasdequem exper i ment oudet udopar adescobr i roquev al e mesmoapena.Um l i v r opar at odot i podel ei t or ( a) –desdei ni ci ant esat éobcecadas, passandopor


quem apenasbuscadi caspar asai rdar ot i na, ou al guém nãoi nt er essadoquesem quer erf oi par ar com ol i v r oem mãos.Um l i v r opar ai nspi r are desper t arav ont adedemer gul harnesse f ant ást i couni v er sodamaqui agem. Compr eagor ael ei a

Love Unepectedly #01 Mais que Amigos - Lauren Layne  
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