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MODA SEM GÊNERO


CARTA EDITORIAL

Esse projeto editorial não narra apenas o inicio de uma evolução na moda. Aqui é contada uma história de desafios, discussões e reconsiliações. O acreditar de dois professores na capacidade de seus alunos ao ponto de entregar um trabalho tão complexo, desafiador e apaixonante, sabendo que eles seriam capazes de se superarem, aprender e ganhar conhecimento. É o trabalho de uma equipe, colaborados, pessoas que acreditarem que fariamos um bom trabalho e comprou essa empreendatada conosno. Só nos resta agradecer a todos e dizer... Preparem-se ! Estamos Chegando.


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Nem Rosa Nem Azul A moda sem gênero é muito mais do que um design , ela está totalemnte relacionada a uma nova forma de cultura e novos métodos de compra. Estamos falando de um novo estilo de comportamento. Bianca Ogliari Na década de 1920 e 1950, o mercado da moda começou a definir cores para meninas e meninos, apenas pela necessidade de impulsionar as vendas. Com isso, a cor escolhida para meninas seria a rosa e para os meninos, o azul. Possivelmente esse teria sido o “boom” da boa e velha mania de “tendências” - o que você deve ou não vestir. Lembremos também que na mesma década de 1920, Coco Chanel, ícone mundial da moda, roubou os suéters masculinos para as mulheres, sem contar nos desenhos elaborados por ela para quebrar o padrão de silhueta da época, criando um contraste que a moda aderiu e lançou como “tendência”. Mal sabiam que Chanel queria o que todos queremos hoje: vestir o que a gente quiser da cor que quisermos. E de Chanel, seguiram Yves Saint, Emilio Pucci, Giorgio Armani, Ralph Lauren e tantos outros tentando manter uma relação entre os dois gêneros. É dessa relação que estamos falando, de uma moda que não é direcionada para quem, mas apenas tem a intenção de vestir de maneira igual para igual, homens e mulheres, sem quaisquer estereótipos.

DESTAQUE

Aqui apresentamos a nova tendência: Genderless (sem gênero), possivelmente a tendência seja o marco de 2016, mas senhoras e senhores, isso aqui é uma conquista desde sempre. Todo mundo quer vestir o que der na telha, o problema é “será que eu saio na rua com isso?” “tá fora da moda” “não tá combinando”. Só que o fim da classificação feminino e masculino está com seus dias contados e se você quiser roubar as calças do setor alheio, pode roubar. Mas calma! Não estamos dizendo que as roupas a partir de agora serão fabricadas em uma única modelagem, não! Nós estamos dizendo que o mercado da moda está tomando um rumo de liberdade que já deveria ter tomado, um rumo modernista. A moda está acompanhando a mudança e a quebra de preconceitos, e se logo, logo, você quiser sair na rua toda de branco, preto, vermelho, marrom,

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não importará mais. Já não importa. Nós estamos querendo dizer também, que esse novo jeito de se vestir, significa usar peças masculinas e femininas, independente de sexo e de quem as compra. Algumas marcas estão abraçando a causa com muita ousadia. Ano passado, a Gucci no seu desfile masculino de inverno 2016, colocou homens e mulheres com as mesmas roupas e na mesma semana de moda Armani e Prada fizeram o mesmo. Este ano a Loius Vitton usou como modelo da sua coleção feminina, Jaden Smith, de 15 anos, filho do ator norte-americano Will Smith. E numa sociedade ainda conservadora quando o assunto é sem gênero, o impacto foi tão grande que o diretor criativo da LV teve que ir a público explicar a campanha, onde Jaden Smith representa uma geração de liberdade na moda. Mas, cairemos aqui, mais próximos de nós. A C&A abraçou a nova “tendência” que veio para ficar, e estreou sua campanha Tudo lindo&Misturado, apresentando seu novo conceito que é estimular os consumidores a misturar cores e estampas, encorajando-os a expressar seu próprio estilo e dando oportunidade para o novo. De todo o conceito para a prática, as marcas parecem não estarem entendendo muito bem o verdadeiro sentido dessa nova tendência eterna. As roupas são: mulheres vestindo roupas de mulheres e homens com roupas de homens. É como se estivessem tentando colocar a ideia na prática, mas com medo de perder vendas e

A rede de lojas Zara também entrou na onda e lançou sua primeira coleção de roupas sem gênero: a Ungendered, uma tentativa de mostrar que aderiu às mudanças que estão abalando as passarelas. Uma tentativa bem errada, aplicando uma coleção outono inverno rodeada de tons cinza, calças que mais parecem pijamas e cores pastel, que grita num universo onde pede cor e vida. Esse é o erro, criar roupas sem de igual para igual, sem gênero, não é colocar um moletom cinza e dizer que é roupa sem gênero. O mundo espera cor, as mulheres esperam flores e os homens também, os homens esperam passarinhos nas estampas e as mulheres também. Mesmo as roupas sendo esse igual, é necessário apenas pensar que as modelagens são diferentes, mas estampas podem e devem ser iguais. As mulheres querem usar a camisa larga dos homens, e os homens a calça justa das mulheres, porém ambas tem que cair bem no corpo, e isso é só um exemplo. O truque de toda essa moda, é que as mulheres querem aquela estampa, aquela cor, aquele modelo que está no armário dos homens e os homens querem o mesmo. Parem de dividir setores, é chato. Fazer moda sem estereótipos é a coisa mais simples: é só não fazer. Não estamos falando de cores sem graça, estamos falando de uma nova geração e cultura, em que a alma grita igualdade.

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RE

pref. indica reiteração, volta ao estado anterior. Separa-se por hífen o prefixo re da palavra a que deve ser ligado quando a forma sem hífen pode ter significação diferente: re-form formar de novo; reform reformar. re-cover cobrir de novo; recover recuperar.

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No Jardim de André Coelho brotam traços, formas, desenhos e sonhos. “No meu jardim nasceu uma flor, que resiste a ser apagada” - André Coelho por Bianca Ogliari

Pretendo traçar uma história cheia de flores com um caminho minado de borboletas, cores, fadas, duendes e tudo que a imaginação e a fantasia me permitem pensar. Possivelmente palavras não são as melhores ferramentas para construir essa história. Mas, com as palavras eu lhes apresento alguém que sabe fazer isso com linhas e traços, que trabalham a imaginação do ser humano de maneira delicada e singela. Então, senhores e senhoras sejam muito bem vindos à arte encantada. O personagem da minha história é o autor de toda essa inspiração citada acima. Ele fica camuflado em seu castelo de cores e criatividade, localizado em Curitiba, capital paranaense, cidade essa que oferece ao artista plástico e ator André Coelho, toda inspiração poética nas ruas, na arquitetura e na natureza. André Coelho é designer, artista visual e ator curitibano. Mais do que isso, André brinca com cores e imaginação, utilizando linhas orgânicas feitas em nanquim e marcadores sobre superfícies diversas. Possivelmente sua melhor auxiliar é a essência de criança que ele carrega na mochila para

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relembrar toda sua raiz artística num ambiente recheado de arte, música e poesia.

“Quando eu era criança, eu vivia numa casa com um super jardim, cheio de plantas, as quais eu observava como se desenvolviam. Eu cresci com muita referência de arte, música, com as plantas, a identidade do jardim e a natureza humana.” Com toda essa essência de um olhar mais puro, um olhar de criança, o meu personagem brinca com seus traços montando um jardim de plantas que não existem. Quem disse que não existem? Elas existem na imaginação de André, nos olhos e na imaginação de quem vê. Por que arte é tudo aquilo que a gente imagina, tudo que a gente vê e a gente gostaria que existisse para o mundo ficar mais colorido. É isso que o meu personagem tenta preservar com o seu trabalho, a energia criativa que a criança tem, o olhar de descoberta e a partir disso

enxergar a beleza do mundo. O meu personagem também tem uma relação histórica com sua cidade, Curitiba. Ele integra os coletivos de “Croquis Urbanos Curitiba” e “Urban Sketchers Curitiba”, fazendo um trabalho de observações e desenhos que cultivam um mar de registros visuais e artístico da cidade, com olhar apaixonado de quem tenta preservar a lembrança histórica em forma de arte. O principal instrumento do seu trabalho é a linha ponto de partida: a vida, essa que é poesia disso tudo.

“Meu trabalho não é um trabalho figurativo, eu desenho plantas que não existem. Eu acredito que a natureza é um reflexo nosso, é uma natureza interna, a natureza humana, nossas linhas.” Pausa: Você deve estar se perguntando o que isso tem a ver com moda, especificamente com o conteúdo da revista, e eu respondo: tudo. Buscamos entrevistar alguém que trabalhava


com a arte e mais do que isso, que se expressasse para o mundo, algo que é tão difícil hoje. É difícil aceitarmos que o mundo nos conheça, temos medo de ser quem somos na maioria das vezes. André Coelho tem tudo a ver com o que procurarão: a liberdade em se expressar.

“Eu gosto de me expressar através da moda como se eu fosse uma tela. Eu não visto nada que não seja eu, eu sou honesto com o que me visto. Quem não gosta de moda, tá perdendo, porque eu acho legal você se conhecer, se expressar.”

ENTREVISTA

Moda sem gênero não é apenas um modelo de corte, um uniforme de cores, de igual para igual. Moda sem gênero é um grito no mundo da arte, um grito de liberdade, de socorro para essa sociedade que já deu de tabus e regras. Moda sem gênero é uma liberdade necessária na moda e na arte. Assim como André desenha plantas e jardins que “não existem” você também pode vestir o que a tendência não indica.

Depois de muitas aulas analisando a Santa Ceia, Mona Lisa e etc. Eu senti pela primeira vez a arte perfurar minha alma. Vindo dizer que o novo, a arte: era o agora. E foi inevitável escrever essa matéria de maneira pessoal, porque muito mais de querer que você leitor conheça o artista que eu conheci, eu quero que você sinta o que eu senti. Eu quero que você construa uma história, assim como fiz aqui, com personagem e cenário. Mas o cenário que eu escolhi é um cenário existente, um cenário onde transcende a alma artística. No dia da entrevista, estava chovendo e isso só foi um “boom” para sentir toda a magia de um estúdio de quem faz uma arte para qualquer pessoa, qualquer público, sem exigências de conhecimento, apenas de sentimento. No meio da entrevista eu comentei com André Coelho o quão difícil é achar no mercado artístico algo incomum, que não seja igual. Você leitor, também sabe que é. Então essa matéria é um convite para que você aprenda a acordar todos os dias e olhar a poesia que existe em volta de você. Não se contempla quem já fez e o que já fizeram, apenas se tem gratidão. Contempla-se quem faz agora. A arte está tão perto de nós: nos jardins, nas ruas, nas

“Não precisamos de ‘mulher rosa e menino azul, mulher boneca e menino carrinho’, o mundo está se abrindo de uma forma que isso não cabe mais nele. O legal é você se vestir do jeito que você quiser... Mas sobre isso as pessoas são mais corajosas do que o mercado.” Um trabalho intuitivo, sem política e moral da história. Meu personagem não busca passar uma mensagem, apenas espera que as pessoas sintam a obra. Com toda energia embutida em seus traços, e que assim, elas encontrem a mensagem dentro delas mesmas. E posso dizer que é inevitável não sentir. Em tempos de história da arte, glorificamos nossos passados e esquecemos de vasculhar o hoje. As preciosidades com assinaturas únicas. Com detalhes e encanto único. No meu segundo ano de faculdade, eu tinha um professor de história da arte que sempre dizia que jornalista que não sabe sentir a arte, não sabe nada sobre arte, obrigada Marcos Araujo.

plantas que não existem no mundo real, mas deixam o nosso imaginário mais bonito. A arte está em chamar alguém para colorir sua parede branca, para trazer cor a sua vida. A arte é o que meu personagem, dessa história real, faz. Essa é nossa arte hoje, é nossa arte para ser aplaudida, é a arte que nos relembra a nossa própria natureza, o nosso próprio mundo e as coisas mais simples que estão a nossa volta.

“A vida é minha grande poesia, tudo que é feito na cidade me alimenta muito. Eu vejo poesia no dia a dia, nas pessoas na rua, na transformação da cidade, na mudança da natureza, nas coisas simples” Obrigada ao grande protagonista dessa história André Coelho, que me permitiu lembrar que arte, são as coisas mais simples que o nosso tempo curto não nos permite observar. Ainda bem que alguém faz isso por nós.

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Dino Bacciotti "Quero mostrar a evolução e a mudança de atmosferas que acontecem neste longo período. Eu era mais novo e agora volto mais experiente. Estou ansioso"

O cantor e compositor Dino Bacciotti apresentou uma pré-estreia seu novo álbum ” Entre Dois e Três” no dúltimo dia 19. O show foi aberto ao público e fez parte da Semana Cultural de Curitiba.

Entre Dois e Três é o primeiro álbum de músicas autorais de Bacciotti e foi produzido por Maycon Ananias, que já trabalhou com artistas como Maria Gadú, Jesse Harris, Tiago Iorc e Norah Jones.

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Café do Paço

O Primeiro e mais conceituado Café Escola do Brasil se encontra na Praça Generoso Marques, a parte interna é toda em madeira escura e da um ar sóbrio e aconchegante, abriga uma livraria, biblioteca e espaço de artes, no chão foi colocado um vidro e por ele você vê resquícios do primeiro Mercado Municipal de Curitiba. O café oferece aos frequentadores um espaço diferenciado de entretenimento e garante o contato com a programação cultural e acesso wireless. Lá os visitantes podem conferir apresentações de pianistas, DJ's e pocket shows, além de palestras e debates.

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esse Eisenberg interpreta um alter ego do cineasta, Bobby Dorfman, um jovem ingênuo que cansa de Nova York, onde trabalha na joalheria dos pais. Bobby sonha com o glamour e a boa vida. Então decide viajar até Hollywood, onde seu tio Phil (Steve Carell), poderoso agente de estrelas, o contrata como garoto de recados. Na cidade nova, ele se apaixona por Vonnie (Kristen Stewart), ambiciosa ajudante do tio. Rejeitado,eleretornaaNovaYork,ondeobservaaefervescênciados locaisdamodafrequentadospelachamada"CaféSociety",ummovimento de artistas, famosos e grandes mecenas, mas sem esquecer a amada. O romance se passa na nostalgica e elegante Hollywood e Nova York de 1930, levando o nome Chanel em parte de seu figurino e joias art deco .Com broches de penas e cascatas de diamantes o longa retrata um tempo em que a própria Gabriel Chanel viveu. Woody Allen não aparece no filme, mas é o narrador da história que se passa nos dois lados dos Estados Unidos. A estreia está prevista para o segundo semestre de 2016 e assim como na vida real Os personagens se questionam sobre suas decisões e sonham com a vida que teriam no caso de ideias diferentes.

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Hedem issue