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1.- ## Chambouleyron, Rafael Povoamento, ocupação e agricultura na Amazônia colonial (1640-1706) Belém : Açaí, 2010. -- 207 p. ; 22x15 cm. Esta obra, fruto de doutorado em História pela University of Cambridge em 2005, discute o processo de ocupação e povoamento do Estado do Maranhão e Pará entre a restauração da coroa portuguesa (1640) e o início do reinado de Dom João V (1707). A partir dos anos 1640, o domínio português sobre a região se consolida, o que dá início a um sistemático esforço da Coroa, por um lado, em ocupar economicamente o território e, por outro, em povoá-lo. A idéia do livro é entender as políticas da Coroa no sentido de estabelecer o que se acreditava um domínio mais efetivo sobre o território. O incentivo ao povoamento e à ocupação econômica do espaço, por meio da projeção de poderes territoriais e da organização da atividade agrícola foram os instrumentos centrais da política portuguesa nesse sentido, que este livro quer desvendar. <POLITICS AND GOVERNMENT> <NATIVES> <COLONIZATION> <BRAZIL - HISTORY> <COLONIAL PERIOD> <PEASANTRY>


2.- ## Lacerda, Franciane Gama Migrantes cearenses no Pará : faces da sobrevivência (1889-1916) Belém : Açaí, 2010. -- 403 p. ; 21x15 cm. Entre 1889 e 1916, sob a influência da economia da borracha e do interesse pelo desenvolvimento da agricultura, o Pará experimentou a chegada de grande número de migrantes cearenses que, movidos pelos problemas da seca, ou atraídos pelas alternativas de trabalho, para lá se deslocaram, vivenciando variadas experiências sociais. Este livro, fruto de doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo em 2006, analisa essa experiência, examinando os significados atribuídos a ela pelos migrantes, desde sua saída do Ceará até sua instalação, na capital paraense e nos seringais. Igualmente, tratou-se de perceber os sentidos que os poderes públicos do Ceará e do Pará deram a esse processo migratório. Parte da historiografia que se debruçou sobre o tema solidificou a imagem dos migrantes cearenses como pobres flagelados pela seca ou como semi-escravos nos seringais, presos aos revezes da natureza ou à exploração de um patrão. <LABOR AND LABORING CLASSES> <INTERNAL MIGRATION> <BRAZIL - HISTORY> <CEARA, BR> <PARA, BR> <MIGRATION POLICY> <AGRICULTURAL COLONIES> <CULTURAL ASPECTS>


3.- ## Chambouleyron, Rafael ; Alonso, José Luis Ruiz-Peinado T(r)ópicos de história : gente, espaço e tempo na Amazônia (séculox XVII a XXI) Belém : Açaí, 2010. -- 283 p. ; 22x15 cm. Este livro aborda uma pluralidade de perspectivas e olhares sobre o passado mais remoto e mais recente da região amazônica. São examinados temas como a consolidação do domínio português na região, o seu povoamento, as guerras contra índios, os problemas de mão-de-obra, as missões em regiões de fronteira, os mocambos de escravos africanos e suas fugas, o processo de independência e as fronteiras da região, a presença da Igreja, as políticas públicas contemporâneas para a Amazônia, e a sua representação imagética. Trata-se de entender as múltiplas formas da apropriação desse espaço ao longo do tempo. Acreditase assim, que a região naõ existe em si, mas somente a partir das experiências sociais que a conformam e transforma. É este o objetivo do livro, de refletir sobre as diversas experiências sociais que deram e dão sentido à Amazônia. <NATIVES> <CITIES AND TOWNS> <SOCIAL ASPECTS> <BRAZIL - HISTORY> <CULTURAL IDENTITY> <CULTURAL ASPECTS>


4.- Sacramento, Elias Diniz A luta pela terra numa parte da Amazônia : o trágico 07 de setembro de 1984 em Moju e seus desdobramentos Belém : Açaí, 2009. -- 132 p. ; 15x10 cm. -- (Trilhas amazônicas. História) Nesta obra é narrado os conflitos armados na luita pela terra em Moju, cidade paraense, por meio do assassinato de um vereador e acionista de uma empresa agroindustrial no ano de 1984. O autor enfatiza o que levou os moradores de duas localidades, chamadas de comunidades do Ipitinga e Curuperé, a assassinarem esse homem no dia 07 de setembro de 1984. Porque alguém chegou nesse município e logo queria se tornar dono de tantas terras? Quais eram seus interesses, ou os da empresa que este representava? Como 44 homens conseguiram impedir o expansionismo da empresa? São estas as perguntas que o livro se propõe a tentar responder. <MURDER> <SOCIAL CONFLICT> <BRAZIL - HISTORY> <PARA, BR> <ARMED CONFLICTS> <PEASANT MOVEMENTS> <LAND USE>


5.- Farias, William Gaia O alvorecer da República no Pará (1886-1897) Belém : Açaí, 2008. -- 145 p. ; 16x12 cm. -- (Trilhas amazônicas. História) O processo de transição da Monarquia à República em 1889 e ao longo da década de 1880 foi marcado por uma série de debates, conflitos e impasses, cujas análises remontam questões acerca da natureza do novo regime político inaugurado em 15 de novembro de 1889. É neste processo que se encontram questões como a construção de símbolos, propaganda política, formação de agremiações republicanas, debates sobre abolicionismo, separação entre Igreja e Estado, casamentos civis e disputas político-partidárias, inclusive por meio de luta armada. Portanto, é com o objetivo de discutir algumas dessas questões no âmbito regional, focando-se no estado paranaense, que se produziu esta obra. <POLITICS AND GOVERNMENT> <MONARCHY> <BRAZIL - HISTORY> <NINETEENTH CENTURY> <POLITICAL ASPECTS> <REPUBLICS> <PARA, BR>


6.- Barbosa, Mário Médice Juventude revolucionária cabana ou brigada cabana? : imprensa e poder em Belém Belém : Açaí, 2008. -- 130 p. ; 16x12 cm. -- (Trilhas amazônicas. História) A formação histórica e cultural de Belém, no Pará, foi redimensionada durante o “governo do Povo” termo usando durante o governo Edmilson Rodrigues (1997-2004) do Partido dos Trabalhadores, quando inúmeros projetos conformaram o espaço público da cidade num resgate da Cabanagem (1835-1840) revolta na qual negros e índios se insurgiram contra a elite política e tomaram o poder no estado, ao propor um projeto neocabano, com destaque para a Escola Cabana, e múltiplas programações e comemorações, tendo como marco o 7 de janeiro, a data em que o “povo cabano” chegou ao poder em 1835. Nos anos de governo de Rodrigues, a programação festiva incorporou aquela data formativa da identidade paraense, revestida com a marca popular e revolucionária, em contraposição ao neoliberalismo e à fragmentação promovida pela globalização. Este livro, fruto de mestrado em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 2004, aborda este tema. <POLITICS AND GOVERNMENT> <MASS MEDIA> <SOCIAL CONFLICT> <BRAZIL - HISTORY> <PARA, BR> <CULTURAL IDENTITY> <ARMED CONFLICTS>


7.- Amaral, Alexandre Souza Belém, o teatro das doenças, “A bubônica” (1904) Belém : Açaí, 2008. -- 187 p. ; 22x15 cm. Este livro, fruto de mestrado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 2006, o autor analisa diálogos e significados entre história e literatura ou reflexões sobre o cânone do naturalismo científico na Amazônia com destaque para a dramaturgia em Belém do Pará, no início do século XX. Em 1904, o literato paraense, João Marques de Carvalho, escreveu ‘A bubônica’ revista de sucessos paraneses que foram encenadas no Theatro Polytheama. No mundo das letras, os personagens-sujeitos representam no palco do teatro o cotidiano urbano de Belém. Uma cidade em transformação e movimento vinculado ao progresso, modernidade e civilização no teor das riquezas que produziram a belle époque. Esse fio condutor discute no espaço do espetáculo de rua, como representação social deste homem de letras, os olhares e percepções literárias do cânone naturalista bem como as alegorias do progresso, trabalho saúde e higiene nos espetáculos de rua. <HISTORY AND CRITICISM> <THEATRE> <VARIETY SHOWS> <BRAZIL - HISTORY> <TWENTIETH CENTURY> <PAGEANTS> <PARA, BR> <CULTURAL ASPECTS>


8.- ## Cancela, Cristina Donza Casamento e família em uma capital amazônica (Belém- 1870-1920) Belém : Açaí, 2011. -- 207 p. ; 22x15 cm. Este livro, fruto de doutorado em História pela Universidade de São Paulo em 2006, busca discutir o casamento e as relações familiares em Belém, capital do Pará, entre os anos de 1870 a 1920. Este período corresponde ao incremento da economia impulsionado pela maior demanda da borracha e, pelo crescimento populacional favorecido pela migração nacional e estrangeira. Procurou-se mostrar a inter-relação entre essas mudanças e o casamento envolvendo diversos segmentos sociais no que se refere; à naturalidade dos cônjuges, a idade ao casar e a legitimidade da família dos noivos. Num segundo momento, se analisou o casamento e as uniões consensuais em meio a famílias pobres destacando suas redes de sociabilidade, tensão e ajuda mútua. Por fim, o trabalho se encerra com a investigação de famílias da elite, particularmente no que diz respeito à transformação do perfil da riqueza, alianças estabelecidas, transmissão de herança e contratos de dotação. <FAMILY> <MARRIAGE> <SOCIAL ASPECTS> <BRAZIL - HISTORY> <PARA, BR> <CULTURAL ASPECTS>


9.- Mourão, Leila Do açaí ao palmito : uma história ecológica das permanências, tensões e rupturas no estuário amazônico Belém : Açaí, 2011. -- 390 p. ; il. ; 21 x15 cm. Fruto da tese de doutorado em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido em 1999, pela Universidade Federal do Pará. Tem por finalidade recuperar o histórico processo socioeconômico, cultural e ecológico que se conformou e vem se realizando a partir da coleta dos frutos e extração do palmito para o consumo e a comercialização, nos açaizais, na região do estuário amazônico. Revela, por um lado, a permanência ancestral desses usos pela população local; por outro, evidencia as complexas estruturas sociais, econômicas e culturais, assim como as diferentes práxis ecológicas operacionalizadas pelos diferentes grupos sociais envolvidos nesse processo. <RECURSOS NATURALES> <AMAZONIA> <BRASIL>


10.- Pinto, Benedita Celeste de Moraes, 1957Filhas das matas : práticas e saberes de mulheres quilombolas na Amazônia tocantina. Belém : Açaí, 2010. -- 350 p. ; il. ; 21 x15 cm. Este livro, fruto de mestrado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 1999, trata da relação familiar, atuação, vivências, lutas, práticas e saberes de parteiras, e benzedeiras em povoados negros rurais da região do Tocantins, no Pará — norte da Amazônia. Desde a formação dos antigos quilombos nesta região, essas mulheres vêm desempenhando múltiplos papéis, como chefes de família, organizadoras e condutoras de rituais religiosos e líderes. Ao lado da assistência ao parto, essas mulheres desempenham ainda, atividades relacionadas aos processos de cura e manipulação de plantas medicinais, bem como trabalhos por sobrevivência, muitos deles nem sempre considerados como sendo atividades compatíveis com o sexo feminino. Fazendo um cruzamento da memória oral com fontes escritas o trabalho repensa a importância do estudo das práticas cotidianas para o conhecimento dos diferentes papéis exercidos por mulheres e homens. <MUJERES> <MUJERES NEGRAS> <VIDA RELIGIOSA> <PLANTAS MEDICINALES> <CULTURA POPULAR> <QUILOMBOS> <PARA, BR> <BRASIL>


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