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DICAS DE VIAGEM PARA QUEM GOSTA DE AVENTURA

QUER COMER BEM E PAGAR POUCO? Conheça os bistronomiques em Paris INVERNO: Principais tendências para aquecer os dias mais frios do ano.

T�� ��e�� �e�� A TOP VIEW APRESENTA OS PROFISSIONAIS DE DESIGN E ARQUITETURA MAIS NOTÁVEIS DA ATUALIDADE, MUNDIALMENTE.


TOPVIEW EDITORIAL

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SUMÁRIO TOPVIEW

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ESPAÇOS ADEGA PARTICULAR

Paixão exclusiva Ter uma adega em casa e colecionar rótulos raros e especiais é um sonho possível. Aprenda com os especialistas e aventure-se nesse universo por Paula Melech | fotos

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á certo que para ter uma adega em casa é preciso um bom caixa para investir na estrutura adequada e em rótulos de qualidade. Mas, com calma, persistência para encontrar as melhores garrafas e, claro, muita paixão, é possível montar uma coleção de peso e valor. E alguns segredinhos são muito bem-vindos para aqueles que querem se dedicar a essa arte. “Fui conhecendo o mundo das bebidas e criando gosto pela coisa”, conta o empresário do setor de bebidas Waldomiro Fávero. Depois de 18 anos de envolvimento nesse universo encantador, hoje ele tem em sua casa duas adegas: uma subterrânea, destinada principalmente para os vinhos, e outra para o dia a dia, onde ficam os destilados. O primeiro passo para quem quer montar uma adega em casa, aconselha o empresário, é escolher uma categoria de produtos. “Ter garrafas de todas as idades, por exemplo, é uma boa escolha.”

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Jack Daniel’s: garrafa comemorativa aos 160 anos do nascimento do fundador da destilaria

Outro detalhe importante é sempre estar atento aos movi mentos do mercado. Como investimento, uma boa opção são as edições limitadas, lançadas sempre no final do ano ou em alguma data especial. Uma das principais raridades da adega de Fávero é o uísque Royal Salute Diamond Jubilee, lançado em homenagem aos 60 anos de reinado da rainha da Inglaterra. Outro destaque é a bela garrafa de Johnnie Walker, embalada em uma luxuosa caixa de madeira com detalhes em ouro, que ocupa um lugar imponente da estante. O empresário destaca que, no longo prazo, esses itens valorizam a adega.

Encontrar esses rótulos raros exige certa determinação e um conhecimento razoável do mercado. Como nem sempre chegam ao Brasil, é interessante visitar adegas e vinícolas que oferecem novidades exclusivas. Foi em uma empreitada dessas que Fávero encontrou o uísque Cardhu, principal single malt que compõe o Johnnie Walker. “Esse eu não abro. A não ser em uma ocasião muito especial”, diz. Essa, inclusive, é uma questão importante que envolve a adega: é sempre bom garantir a compra de duas garrafas do mesmo rótulo. Uma fica guardada, enquanto a outra é degustada. Para o dia a dia, essa adega guarda os destilados e alguns vinhos para serem consumidos em ocasiões mais informais

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E S C O L H A

Certa

ESPAÇOS ADEGA PARTICULAR Com os amigos São momentos para bater um papo e muitas vezes não são acompanhados por jantar, mas sim couvert ou aperitivos. Por isso é recomendável vinhos prontos para beber (que não necessitam de decantação). Sugestão: Cactus Reserva Carmenere (Valle Central – Chile) R$ 34,90 Almoço ou um jantar Para valorizar a ocasião, o vinho certo faz toda a diferença. Se a base do prato é carne, devemos harmonizar com vinhos mais tânicos. Se o prato é mais leve, o vinho precisa ser mais leve. A dica são os vinhos mais gastronômicos (adequados para serem harmonizados). Sugestão: Haras de Pirque Character Syrah (Maipo – Chile) R$ 79,90 Festas O Espumante Moscatel (ou Asti) é ideal para festas como formaturas, casamentos, aniversários e confraternizações. O Brasil se destaca pelos espumantes de grande qualidade com ótimos preços. Sugestão: Monte Paschoal Moscatel (Farroupilha – Brasil) R$ 16,90

Vinhos Bebida mais encontrada em adegas e uma das mais consumidas do mundo, o vinho tem necessidades diferentes dos destilados no armazenamento. O ideal é que a adega ocupe uma zona mais fresca da casa e sem luz, para não alterar as características da bebida. “Essas seriam as regras mais básicas. Mas, se for para fazer uma adega de grandes proporções, devemos ter um espaço com a temperatura e umidade controladas e pouca luz”, diz Ana Urbano, enóloga da vinícola portuguesa Caves Messias. Portanto, a pena investir num ambiente climatizado, já que não é raro o preço de uma única garrafa ser bem maior do que o da adega que o armazena. Além disso, ela diz que é necessário verificar de vez em quando a integridade das rolhas e, se for necessário, trocá-las.

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Para quem não é tão familiarizado com esse universo, tudo pode parecer um pouco complicado no início. Uma boa ideia para começar uma adega sem se perder entre tantos detalhes e decisões é contar com a ajuda de um personal wine. Este é um dos serviços oferecidos pelo maître sommelier da Adega Brasil, Washington Uchôa. Além de assessoria no assunto, ele ainda dá uma mãozinha na harmonização dos pratos. Na hora de comprar, por exemplo, ele diz que existem duas possibilidades que precisam ser levadas em conta: vinhos mais simples, para ocasiões informais, e os grandes vinhos, para momentos especiais.


Bons Rótulos Para quem busca vinhos como investimento, a enóloga Ana Urbano define pelo menos três estilos que atingem valores m elevados no mercado: Porto Vintage, Pinot Noir da Borgonha e Sauternes. Mas o que vai determinar a qualidade da adega ta bém é a variedade de bons vinhos. Ana diz que, se possível, é bom ter espumantes, brancos frescos, brancos com madeira, tintos leves, tintos bem estruturados, colheitas tardias e licorosos como o vinho do Porto e o vinho da Madeira.

Comprar duas garrafas, uma para beber e outra para guardar, é importante caso o vinho tenha potencial de guarda. Como o vinho é uma bebida viva, conta Uchôa, durante o armazenamento ele irá desenvolver aromas mais intensos. Isso acontece com vinhos elaborados para ter uma longevidade de 30 anos, por exemplo. Salienta o maître sommelier. Quando entra em contato com o oxigênio, “desperta” e deixa transparecer as nuances e qualidades da bebida

Vai envelhecer sem perder suas qualidades

Elegância: além das bebidas, vários objetos de apreço decoram a adega subterrânea.

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ilustração: Camila Velastin

SABORES BISTRÔS EM PARIS

Bistronomique:

BOM E BARATO oucas e boas opções de pratos, vinP hos regionais, ambiente informal, equipe re-

duzida no salão e na cozinha, e, claro, bom preço. Com essa equação muito simples ficaram famosos os bistronomiques, expressão da moda em Paris para designar os bistrôs econômicos com pretensões de alta gastronomia. Desta forma, sem toda aquela pompa dos restaurantes estrelados, esses novos bistrôs souberam exatamente como atrair e fidelizar uma fatia de consumidores muito exigentes, que almeja ada menos que o nirvana gastronômico sem ter que abalar seus orçamentos.

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Restaurantes parisienses com alma de bistrô em relação aos preços, mas que têm a criatividade de chefs premiados na hora de definir e apresentar os pratos. São os bistronomiques, que atendem as expectativas de quem quer comer bem e pagar pouco

Evidente que, às vezes, o barato não é exatamente o que imaginamos. Um jantar custando 120 euros por casal, incluindo serviço e vinho, pode não ser considerado exatamente uma pechincha, porém se levarmos em conta a qualidade, os produtos frescos e da estação, além da criatividade do chef, esse valor passa a valer muito a pena. Mas calma, existem cardápios cujos preços são bem menos proibitivos – é possível encontrar menus degustação que não passam de 40 euros.


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SABORES BISTRÔS EM PARIS

MELHOR COMIDA E MELHOR PREÇO Há aproximadamente 20 anos, o chef francês Yves Camdeborde apresentou no seu Le Comptoir a proposta de oferecer alta gastronomia em ambientes pequenos, despojados e geralmente com apenas um garçom – tudo isso compensado pelos preços convidativos. A partir daí, outras casas foram se adaptando e conquistando clientes ávidos por comida saborosa, bem apresentada, outrora com preços proibitivos. Os chefs que aderiram ao movimento podem ser chamados de reis da alta gastronomia de cifras atraentes, sem medo de exagerar. O badalado Le Dauphin é um dosendereços mais quentes da cidade. O minirrestaurante é inteiro de mármore branco – um projeto do arquiteto- -estrela Rem Koolhaas. Na cozinha, outra estrela, o jovem Iñaki Aizpitarte toca as panelas ao som de rock e divide seu tempo com outro espaço, quase ao lado, o Le Chateaubrian, que também merece uma visita. Em pouco tempo, os dois lugares já têm uma legião de fãs – esta que vos escreve entre eles. Um amigo gourmet conheceu os dois e elegeu o Le Dauphin como o melhor restaurante da sua última viagem. Três porções bastam e a conta:30 euros. Voltou em outra ocasião ao

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Chateaubriand, experimentou novo cardápio e não achou tão bom quanto na primeira vez. A surpresa da primeira visita nem sempre se repete. Outra referência de alguém de paladar afinado, o gourmand Jacques Trefois, no qual confio totalmente no quesito boa comida, foi categórico: “Se fosse para escolher apenas um, eu iria no Le Chateaubriand, caso não achasse lugar no Le Baratin. Le Troquet ou ChezMichel são também ótimos.” Consegui um lugar no Le Chateaubriand, sem reserva, uma chance na segunda rodada da noite que começa às 21h30. Nem a noite fria me fez desistir. Deixar Paris sem conhecer a comida desse

comida consegue a Asintonia entre produtos frescos e técnica

francês criativo, filho de bascos, não estava os meus planos. O lugar é como um simples restaurante de bairro: pequeno, barulhento, quase sem decoração, e você ainda fica colado no vizinho. O menu degustação de cinco pratos é no escuro, não há outra alternativa.

Muitas vezes os bistrôs estão em bairros afastados, mas a boa comida compensa a distância.

A opção de melhor comida, menor preço 152 , março 2013 , março 2013 153 ção a prix-fixe, que muda diariamente, é a única opção e garante o preço baixo para esse tipo de restaurante: 60 euros. Le Chateaubriand subiu na primeira colocação como um foguete na lista dos 50 melhores restaurantes da revista Restaurant, depois desceu seis casas, entretanto, ainda brilha na 15ª posição


Ao final do jantar, veio o veredito: a comida consegue uma perfeita sintonia entre produtos frescos e técnica, é extremamente delicada e saborosa, tão apetitosa a ponto de seduzir até quem tem medo de combinações ousadas. O lombo de porco ibérico feito à baixa temperatura, servido com alcaparras cro-

bouldingue. “Vamos fazer a festa!”, é assim que o restaurante se apresenta, numa tradução livre do seu nome. Na entrada, entreguei-me de corpo e alma à terrine da casa feita de bochecha e de nariz de porco. Depois, faltou coragem para pedir a sugestão do dia: tripas e cérebro – talvez em pequenas porções, mas um prato inteiro, não sei não. “Eles adoram o abate”, avisam no cardápio. Eu vou com calma. Dos franceses na mesa ao lado só escutei: “Hum, hum.” Encerrei com um inesquecível sorbet châtaignes aux marrons confits. Tudo isso por 32 euros. Na saída, como avisou Trefois, foi só olhar à esquerda e ver a beleza da Catedral de Notre Dame iluminada.

Leitura Obrigatória Além desta relação, o leitor poderá encontrar imagem: Cristiana Mello cantes, que eu nunca tinha omido; os queijos excepcionais; um sorvete de leite com maçã; e uma sobremesa de chocolate, deixaramme completamente feliz. Com outra listinha feita pelo gourmand Trefois de quatro bistronomiques imperdíveis na mão – Le Ribouldingue, Les Papilles, L’Entredgeu e Le Repaire de Cartouche –, consegui conhecer os três primeiros e posso seguramente recomendá-los. Destaco o Le Ri-

dicas gastronômicas no caderno trimestral Paris Chique, um guia editado pelo jornal Le Figaro – o de maior circulação na França – todo em português. O novo caderno será vendido nas bancas e distribuído gratuitamente nos locais frequentados por turistas de luxo e nas agências de viagem de alto padrão de São Paulo e Rio. Mas eu não poderia deixar de citar também o Paris by Mouth (parisbymouth.com), que, além de dicas fantásticas, pro - move os passeios temáticos: só cho colates, só queijos, só doces, que eu, juro, ainda farei um dia.

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SABORES BISTRÔS EM PARIS Também fui bem sucedida na missão de encontrar um restaurante da minha lista numa sextafeira à noite em Paris, sem reserva: La Gazzetta! Um encaixe e, pronto, rumo à Bastille. Na descrição das indicações, apenas “um italiano com aspirações gourmet.” Nem pense que vai encontrar um prato de massa leve, o chef quer mesmo é mostrar que sabe ousar. Ele sabe o que faz. Receitas clássicas executadas com perfeição. Há duas opções de cardápio. É um italiano gourmet em terras francesas para se recomendar. Quase todos os grandes hotéis oferecem em seus restaurantes opções de entrada, prato e sobremesa por preços camaradas para os padrões da cidade. Vale a pena. Eu escolhi o do hotel Crillon para um almoço no

Les Ambassadeurs. Todo o luxo, o serviço impecável e a qualidade na refeição num endereço clássico por 68 euros no almoço é algo a ser considerado, já o jantar é para poucos. Não esqueço a terrine de foie gras – a melhor que já experimentei. O La Cuisine, do renovado hotel Royal Monceau, que no verão serve as refeições no terraço, é outra indicação especial. Apesar de mais caro, é para ser visitado sempre que possível. Algumas horas para comer bem também devem ser reservadas à Place de la Madeleine. No Café Prunier peça o caviar francês, acompanhado por blinis, creme azedo e batata. Sim, caviar fica uma delícia com o

tubérculo. Eu achei mais suave do que o caviar russo. Quanto mais velho, mais acentuado o sabor, contaram-me. O salmão defumado nos Alpes Suíços “usando receita milenar” também é recomendado. Além das compras nas redondezas, como na Fauchon, que tem até escargots preparados para ir direto ao forno, pães, chocolates e doces, pode-se encontrar uma variedade de produtos de qualidade na Hediard, que tem seus famosos crepes dentelle, entre as atrações. As melhores trufas negras da França estão em La Maison de la Truffe, tudo isso com a Madeleine ao fundo. Programa para deixar qualquer um satisfeito.

FOTOs Romildo Voss Jr

Toque especial: os doces ao final da refeição garantem a satisfação do comensal. No detalhe, Les Ambassadeurs, dentro do requintado Hotel Grillon, também oferece uma versão bistronomique

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Se estiver andando pelo charmoso bairro do Marais vá almoçar quela que é considerada a melhor creperie de Paris, o Breizh Café, que lota nos fins de semana. Um toque japonês no lugar e uma lojinha para levar produtos especiais para casa são atrativos, além dos crepes, claro. É um lugar para se passar horas agradáveis. E se a temporada na cidade for mais longa, eu arriscaria um chinês, que não aceita reserva, tem bom preço

O Romildo Voss Jr

“melhor mercado de comida do mundo”.

e é mais do que recomendável. Falo do Délices de Shandong, descoberto por acaso. Voltando às compras, outro endereço para um momento caseiro, principalmente se um hotel não foi a hospedagem escolhida, é visitar a La Grande Épicerie de Paris, aliás, uma passada por lá é obrigação de qualquer gourmet. É impossível resistir ao “melhor mercado de comida do mundo”. E antes de deixar a cidade, é aconselhável visitar alguns endereços obrigatórios como a Pâtisserie des Rêves. Também visitei o Hugo et Victor e sai carregada de chocolates porque não conseguia mais comer na hora da visita. Sem arrependimentos. Endereço imperdível, assim como o

Jacques Genin se o desejo for comer um mil folhas. E depois de fazer tantas indicações, foi inevitável lembrar de uma pessoa adorável, apreciadora de boas comidas e bebidas e frequentadora de bons lugares, parente distante, que foi enfática quando lhe disse, há lguns anos, que eu iria começar a escrever sobre gastronomia: “Nunca indique um restaurante para ninguém, cada um tem um gosto.” Agora é tarde

La Gazzetta_33 1 4347-4705 29 Rue de Cotte, 75012 Breizh Café_33 1 4272-1377 109 Rue Vieille du Temple, 75003 Hôtel Crillon - Les Ambassadeurs 33 1 4471-1616 10 Place de la Concorde, 75008 Hotel Royal Monceau - La Cuisine 33 1 4299-8800 37 Avenue Hoche, 75008 Délices de Shandong 33 1 4587-2337 88 Boulevard Hôpital, 75013 Café Boutique Prunier 331 4742-9898 15, Place de la Madeleine, 75008 Fauchon_33 1 7039-3800 26 Place de La Madeleine, 75008

ONDE COM

ER

Comida boa , bonita e barata em Paris Le Comptoir_33 1 4427-0797 5 Carrefour de l’Odéon, 75006 Le Dauphin_33 1 5528-7888 131 Avenue Parmentier, 75011 Le Chateaubriand_33 1 43 57 45 95 129 Avenue Parmentier, 75011 Le Ribouldingue_33 1 4633-9880 10 Rue Saint-Julien le Pauvre, 75005 Les Papilles_33 1 4325-2079 30 Rue Gay Lussac, 75005 L’Entredgeu_33 1 4054-9724 83 Rue Laugier, 75011

Hediard_33 1 4312-8888 21 Place de la Madeleine, 75008 Caviar Kaspia_33 1 42 65 33 32 17 Place de la Madeleine, 75008 La Grande Épicerie de Paris 33 1 4439-8100 38 Rue de Sèvres, 75007 Pâtisserie des Rêves 33 1 4284-0082 93 Rue du Bac, 75007 Hugo et Victor_33 01 4439-9773 40 Boulevard Raspail, 75007 Jacques Genin_33 1 4577-2901 133 Rue de Turenne, 75003

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ESTILOS MODA O frio vai ser

quente Fotos agência Fotosite e Divulgação

As Principais tendências para a próxima estação sugerem looks carregados de sensualidade e elegância - elementos perfeitos para aquecer os dias mais frios do ano por Greyci Casagrande

Transparência

N

o outono/inverno 2013, as transparências - em evidência na temporada passada - voltam com detalhes mais elaborados e menos vulgares. Sobrepondo com outras peças e brincando com texturas e recortes, essa tendência esteve presente nas passarelas das grandes marcas ano passado; e segue em alta. “O jogo de esconde e revela deve aparecer muito em camisaria, peças com recortes e alguns looks mesclados com renda”, afirma Junior Gabardo, professor e consultor de moda. Para compor um look mais leve no inverno, a blogueira Tatiana Klimovcz, mais conhecida como Tati Kli, recomenda o uso da transparência com peças de tecidos como couro e veludo. “Assim, essa tendência foge dos comuns looks invernais, geralmente pensados devido as cores e tecidos”.

Nas ruas: Cuidado para não cair no vulgar.

Auslãnder

Samuel Cirnansck

Equilibre itens transparentes com outras peças mais comportadas e deixe amostra as partes que deseja valorizar.

Filhas de Gaia

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Gloria Coelho


Auslãnder

Espaço Fashion

Patachou

Couro

Auslãnder

Teca

Nas ruas: Todos podem usá-lo, mas é preciso evitar um look total no couro. Isso funciona apenas nas passarelas.

Fotos agência Fotosite e Divulgação

O

utro que está sempre aparecendo nas coleções outono/inverno, volta em uma releitura mais sexy e trabalhada. “Couro que parece renda, cortado a laser, grafitado, desgastado...Ele está cada vez mais presente nas coleções, principalmente nas brasileiras, e ganha destaque nesta temporada com suas variações”, explica Tati. Em versões femme fatale e produzido com couro de porco, de vaca, com pelo e sem pelo, nas passarelas o material esteve em salas, vestidos, jaquetas, masngas de suéteres e até na trama trabalhada da Tufi Duek. “O couro praticamente nunca sai da moda. Podemos usá-lo em jaquetas, calças, compondo looks com jeans e camiseta para o dia-a-dia e uma minissaia para a noite”, orienta Gabardo.

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ESTILOS MODA Alfaiataria

Ellus

C

Fotos agência Fotosite e Divulgação

om toque masculino e extremamente elegante, a alfaiataria foi vista em desfiles de grandes marcas nas passarelas SPFW e Fashion Rio e é uma forte aposta de Gabardo, que também é diretor criativo da Semana de Moda de Curitiba. “A alfaiataria foi apresentada em terninhos nobres, trazendo uma referência masculina com toque de delicadeza.” Essa linha tênue entre o que é para o homem e para a mulher é a grande sacada dessa têndencia para o inverno. “As peças com valorização de cortes e tecidos estão com tudo. Não só no óbvio terno e smoking, mas na silhueta com coletes e calças amplas”, garante Tati. A blogueira de moda, porém, dá uma dica importante: “ A alfaiataria só se apresenta de forma forte se usada em um look todo, mas isso funciona para uma pequena parcela das pessoas.

Nas ruas: Para quebrar a severidade do

terno tradicional, misture a alfaiataria com peças mais despojadas e modernas.

Vitorino Campos

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Maria Garcia

Triton

Auslãnder


Sacada

Herchcovitch

Formas arredondadas

Herchcovitch

Sacada

Andrea Marques

Nas ruas: O vestido de modelagem “A”, com formas arredondadas (Herchcovitch), é o coringa desta tendência e veste bem quase todos os biotipos.

Fotos agência Fotosite e Divulgação

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resente nos ombros e nas cinturas das modelos nos desfiles do ano passado, a forma arredondada reaparece, dando a pitada delicada e romântica da próxima estação. “Provavelmente, iremos encontrar essa tendência em looks inspirados nos anos 60, estilo Twiggy Lawson”, aposta Junior Gabardo. Já Tati Kli acha que essa tendência ainda não caiu totalmente no gosto popular. “ Acredito que ela seja mais para a passarela. Não é um estilo que favorece a maioria das mulheres.” O modelo estruturado no ombro, porém, combina com as brasileiras de quadris largos, pois dá postura e equilibra o corpo.

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ESTILOS MODA I

nspirada em uniformes, roupas de guerra, camuflados e utilitários, essa tendência desperta autoridade e heroísmo. Surgiu nas passarelas há algum tempo es está sempre se trasnformando. Ela segue com tudo na estação masi fria deste ano e, segundo Tati Kli, surgirá em formas menos óbvias, com cores fortes e tecidos inusitados, como os casacos de pele. Gabardo acredita que peças como a calça cropped, estampada em verde militar , casacos trench coat, parca e peças com abotoamento duplo estarão em evidência.

Andrea Marques

Fotos agência Fotosite e Divulgação

Militar

Nas ruas: Para usar o militarismo e fugir

da supremacia do verde oliva, invista em cortes e estilos em tons mais suaves.

Colcci

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Andrea Marques

Ellus

Ellus


ESTILOS DESIGNERS E ARQUITETOS

A TOP VIEW reuniu nesta edição dez dos mais notáveis profissionais do design e arquitetura da atualidade que ganharam destaque mundial com suas criações. Tem até suingue brasileiro. Confira! por Patricia Ribas

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Beleza é Utilidade

“D

esign é uma ferramenta para ajudar a tribo.” Autor de frases como essa mote para a criação de produtos funcionais, em detrimento de peças apenas bonitas - o parisiense Phillipe Starck, 63 anos, consolidou se como criador inquieto e preocupado com questões como democratização do Design e o meio ambiente. Suas peças tornaram se icônicas, como a cadeira Louis Ghost ou o espremedor de suco Juice Salif. Starck também virou grife para Hotéis, restaurantes e cafés descolados no mundo todo - do aguardado Ma Cocotte, em Paris, com inauguração prevista para setembro deste ano, ao Hotel Fasano, no Rio de Janeiro, remodelado por ele em 2007. “Ele transmite uma postura confortável mesmo quando está ousando e/ ou subvertendo”, diz Dulce Albach, coordenadora do curso de Design de Produto da Universidade Federal do Paraná (UFPR). “Isso libera limites configurando sua atuação nas mais diferentes áreas, com diferentes materiais, em diversos países e com grande segurança, para além das críticas e controvérsias.

Ele transmite uma postura confortável mesmo quando está ousando e/ ou subvertendo”. Abbracciaio Elegante candelario de alumínio que na disposição das duas velas sugere um abraço apaixonado. As duas peças unidas dão ainda estabilidade ao conjunto. Criação da coleção deste ano desenvolvida por Starck para a marca italiana Kartell.

Foto Divulgação

P������� St�r��

Master Chair

Também para a Kartell, a cadeira Masters foi criada especialmente para o Salão Internacional do Móvel de Milão de 2009. Combina os contornos de três cadeiras icônicas do Design: A Tulip Armchair, de Eero Saarinen, a Series 7 Chair, de Arne Jacobsen e a Eiffel Chair, de Charles Eames.

De enfant terrible, no início da carreira, a empresário consolidado e preocupado com questões sócio-ambientais. Fotos divulvação Kartell

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ESTILOS DESIGNERS E ARQUITETOS

As criações dele são ainda extremamente sensuais.”

K���� ��S��D

Excentricidade no Luxo Designer ousado, vai do rigor da academia, como professor respeitado, á alegria das pistas de dança, como DJ.

Garbo

fotos divulgação

Com a lixeira que de contornos suaves, que sujerem curvas Hollywoodianas, criada para a canadense Umbra, na década de 1990, Rashid mostrou que até o lixo pode ter sua dose de graça e glamour. A peça virou uma febre nas lojas e até hoje é um sucesso de vendas.

Booble

Inovação e sustentabilidade : a garrafa d’ água, além do desenho moderno, tem um filtro de carvão (que pode ser trocado e é vendido separadamente). A proposta é encher com água da torneira mesmo - o ffiltro garante a retirada de impurezas e o frescor.

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C

om uma personalidade solar, que reflete muito de sua origem multicultural - egípcio criado em Londres e radicado em Nova Iorque - Karin Rashid, 52 anos, trouxe ao design contemporâneo algo de ousado e -por que não? excentrico. Dono de um curriculo que soma cerca de 3 mil projetos com a sua assinatura, trabalha com marcas absolutamente diversas: Citibank, Hyundai, Samsung, Veuve clicquot, Audi e Swarovski, para citar algumas. Sua atuação abrange desde a criação de produtos até o desenvolvimento de marcas e artigos de luxo, além de design de interiores para hotéis, bares e restaurantes. tem quase uma década de experiência como professor e - surpresa - eventualmente se apresenta como DJ. “Rashid consegue provocar a percepção sensorial dos objetos através do seu design inusitado. Potencializa grandes marcas através da pluralidade de sua autoria, deixando em evidência sua assinatura e reiterando seu compromisso comercial, consquistando pela visibilidade de suas criações”, diz Ana Brum, Coordenadora do Curso de Design da Unicuritiba e diretora técnica do Centro de Design do Paraná. “As criações dele são ainda extremamente sensuais.” avalia.


Pa��í�i� U������A

Ela representa em grande estilo um sofisticado aconchego”.

Feminina sem frescura.

Fotos divulgação

C

Espanhola de Oviedo, vive e trabalha na Itália e é uma das mulheres mais respeitadas no ramo do Design.

om móveis e produtos repletos de curvas e formas arredondadas, que as vezes remetem á flores ou ondas, a espanhola Patrícia Urquiola, 51 anos, transmite muito da feminilidade - mas sem a pecha de “mulherzinha”. Como define a designer Dulce Albach, coordenadora do Curso de design da UFPR: Ela representa em grande estilo um sofisticado aconchego, delicadeza e contato humano característicos de uma especial ‘alma feminina’. Exemplos disso são as linhas de sofás produzidas para a rede italiana Moroso, a série de porcelanas e cerâmicas Landscape, desenvolvida para a tradicional fábrica Rosenthal - que foi exibida em 2008, no Design Museum, de Londres -e, mais recentemente, a delicada rolha Fil d’Or, desenvolvida para o champanhe francês Ruinart. Nascida em Oviedo, Patrícia cursou a Faculdade de Arquitetura da Politécnica de Madrid e o Plotécnico de Milão, onde se formou em 1989. Há muitos anos trabalha da Itália, onde mantém desde 2001 seu próprio estúdio. Lá além de design de produto, trabalha com arquitetura, instalações e desenvolvimento de conceito.

Canasta Essa série de sofás e poltronas que remetem á textura

arredondada e trançada de cestas de palha (‘canasta’, em espanhol) foi desenvolvida para a rede italiana B&B em 2007, para ambientes externos. Combina a nostalgia do material á modernidade das formas.

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ESTILOS DESIGNERS E ARQUITETOS

I�mão� ������A

Eles rompem as tênues barreiras entre design e arte.” Melissa

Brasileiros Singulares

D

iscreta e pouco chegada a holofotes, a dupla brasileira ganhou o mundo com projetos que trazem muito de inusitado, especialmente no que diz respeito á escolha de materiais. São cadeiras de imensos emaranhados de cordas, poltronas feitas com centenas de bonecas e bichos de pelúcia, mesas com tampo de ralo de PVC, luminárias de gravetos de bambu e sandálias de plástico. “Os irmãos Campana conseguem em sua irriquieta obra trazer a expressao brasileira, inventiva, instigante, lúdica. Ao mesmo tempo que retratam um momento e um local, o Brasil, eles são universais”, diz Ken Fonseca, mestre em Tecnologia e professor do cursod e Design da UFPR. “Eles rompem as tênues barreiras entre a arte e o design ao trabalhar com a linguagem híbrida, rompendo também com as aspectos puramente funcionais do produto. Nascidos no interior de São Paulo, Humberto e Fernando Campana, 59 e 51 anos, foram os primeiros designers brasileiros a exibir trabalhos no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), em 1994. Recentemente, receberam mais uma premiação internacional: o prêmio Criação e Patrimônio 2012 do Cômite Colbert, instituição que reúne 75 casas de luxo francesas e 13 instituições culturais.

fotos divulgação

Do interior de São Paulo para o mundo, os reservados irmãos Campana seguem levando humor e leveza ao Design contemporâneo.

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Experimentação com o mundo da moda: em 2004 foi iniciada parceria dos Campana com a Grendene, empresa brasileira de calçados. A série foi idealizada a partir do próprio trabalho dos irmãos com fios de PVC e já ganhou várias reedições.

Cadeira Vermelha

Criada em 1993, é formada por um calculado emaranhado de corda amarrado a uma estrutura de aço. Produzida pela italiana Edra, foi a obra que deu projeção internacional á dupla e marcou o início da produção industrial de seus trabalhos.


Chair One

Pensada a partir de uma bola de futebol, a cadeira Chair One, lançada em 2004, tem o assento feito de alumínio e pelo menos duas opções de base. È uma das peças mais populares do Design

Simples e eficiente.

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specializado na criação de mobiliário - sempre com foco no consumidor final - , o alemão Konstantin Grcic, 47 anos, é hoje um dos mais respeitados designers insdustriais do mundo. Desenvolve produtos para grandes companhias, como a japonesa Muji, a italiana Magis e a alemã Authentics, além de manter seu próprio negócio, a Konstantin Grcic Industrial Design (KGID), empresa criada por ele em 1991, com sede em Munique. Grcic tem entre suas criações mais conhecidas a cadeira Myto e a luminária Mayday Lamp, ambos projetos premiados com o Compasso d’Oro, uma das mais importantes e tradicionais premiações do design industrial europeu. Recentemente, ganhou repercurção sua cadeira Médici, criada para a italiana Matiazzi. A peça, toda em madeira de linhas retas e concepção clássica, foi definida pelo próprio designer como uma espécie de “volta as origens”- na juventude, Grcic fez um curso técnico de marcenaria, anos antes de estudar design no Royal College of Art, em Londres. Além da produção de móveis, também atua como curador de exposições sobre design para museus no mundo todo.

Creio que a proposta foi a mistura entre ingenuidade e rudeza”. Konstantin Grcic, sobre a cadeira Chair One.

fotos divulgação

K�nst�n��� GR�IC

Designer alemão costuma ser descrito como “minimalista”, mas diz preferir a palavra “simplicidade”, para definir seu trabalho.

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ESTILOS DESIGNERS E ARQUITETOS Com firmeza geométrica, ele dá leveza á produtos tradicionais”.

fotos divulgação

Design para Todos

Com peças vendidas em mais de 60 países, Dixon provou que o autodidatismo pode ser um excelente negócio.

Criatividade com tino comercial é a habilidade

de Tom Dixon, 59 anos, que começou a carreira por acaso - soldando sozinho uma motocicleta quebrada em 1983. Pegou gosto pela coisa e passou a criar peças de mobiliário: ganhou o mundo. Qauestionado certa sobre sua falta de formação acadêmica em entrevista concedida á equipe do Museu Design de Londres, declarou que via nisso algo positivo: “pude experimentar sem restrições e cometer meus próprios erros, como resultado desenvolvi minha própria atitude.” A partir de criações com a cadeira S-chair e a luminária The Jack Light, passou da produção “caseira” para a profissionalização. Apurou o faro comercial na Habitat, rede de móveis e decoração britânica. “Com firmeza geométrica, ele dá leveza a produtos tradicionais, trasnformando-os em objetos de desejo democráticos, quase unânimes”, diz a designer Ana Brum, diretora técnica do Centro de Design do Paraná. Nascido na Tunísia de pai inglês e mãe franco-letã, Dixon cresceu em Londres, onde mantém desde 2002, entre outros projetos, a companhia de criação e produção de peças de iluminação e mobiliário que leva seu nome. A marca lança coleções anualmente e vende em mais de 60 países.

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fotos divulgação

T�� ����N

Etch Web

Parte da coleção Luminosity , apresentada no slão do Móvel Milão deste ano, a luminária pendente Etch Web é composta por uma grande e leve esfera (65 cm de diâmetro, com menos de 1 quilo). Quando acesa, produz sombras em forma de ângulo

Fan Chair Natural

Aqui, como em várias de suas criações, Dixon faz uma releitura de móveis ingleses tradicionais. Lançada em 2011, a peça de madeira foi idealizada como uma versão moderna da clássica cadeira Windsor, um dos icônes do design britânico.


R�� A��D Experimentação

Avesso á rótulos, o designer

israelense Ron Arad, 61 anos, projetou-se internacionalmente com obras desafiadoras e a proposta de fugir do comum e da produção em massa. “Para ele não existe uma linha entre arte e design”, diz o professor Ken Fonseca, do curso de Design de Produção da UFPR. “Desenvolve peças únicas ou em pequenas séries, não mais definidas pelos processos produtivos, mas desafiando as limitações existentes”.

Para ele não existe uma linha entre arte e design’’.

nascido em Tel Aviv, mudou-se para Londres em 1973 para estudar arquitetura. Ganhou fama nos anos 80 como designer autodidata, fabricando móveis que mais pareciam esculturas - caso da Rover Chair, primeira peça que ganhou destaque: um assento velho de carro acoplado a uma estrutura de sucata. Arad também especializou-se em unir tecnologia a seus projetos, como na instalação Curtain Call. Essa cortina feita

de 5.600 barras de silício, suspensa em um anel de 18 metros de diâmetro, serviu de tela para filmes, performances e interação com o público durante o festival Bloomberg Summer do centro cultural Roundhouse de Londres, em 2011. “Com ele, o design redescobriu a sua liberdade de criação”. conclui Fonseca.

Loop Loop Chair

Conhecido por associar a arte ao design, Arad defende a originalidade de suas criações em detrimento do grande mercado.

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O preço da exclusividade: cadeira de malha de aço e curvas sinuosas é parte de um lote de apenas peças, criado por Arad em 1994. Durate um leilão, em 2009, foi arrematada por um colecionador suiço por 88.600 euros (R$ 225 mil, em cotação atual.

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ESTILOS DESIGNERS E ARQUITETOS

Z�h� ����D

Com firmeza geométrica, ele dá leveza á produtos tradicioArquiteta ganhou renome no meio do design com estilo futurista e elegante que confere a suas criações.

Com linhas fluidas e

formas dinâmicas, a iraquiana Zaha Hadid, 62 anos, conquistou respeito mundial por seu trabalho tanto em arquitetura quanto em design. para entender o porquê desse sucesso, basta ver a mesa Glacial Liquid ou o projeto do Centro Aquático de Londres, onde foram realizadas as provas de natação e outras modalidades aquáticas das Olimpíadas deste ano. “Difícil falar desta arquiteta que, pelo menos na

Roca Gallery

O projeto desta galeria situada em Londres, mantida pela empresa de acessórios para banheiros Roca, é todo baseado no movimento da água, com formas fluidas e curvas. O prédio foi inaugurado no ano passado e tem na arquitetura de Zaha uma de suas atrações.

nossa cultura, parece não estar neste tempo”, diz a coordenadora de Design da UFPR, Dulce Albach. “Zaha é do futuro, nos leva a pensar: ‘Isso é ficção ou realidade?’”. Zaha trabalha a interaçã entre paisagem, geologia e arquitetura utilizando tecnologia de ponta, o que leva a resultados por vezes inesperados. “È genial ter sempre uma sensação de surpresa e admiração pelas novas possibilades que ela apresenta, para além do óbvio,

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Topografia Visionária

pela inquietação que me provoca quanto á relação tempo e espaço”, opina Dulce. Premiada internacionalmente, também tem sua obra exposta com destaque em museus no mundo todo. Em 2010 recebeu da Unesco a condecoração Artista da Paz, e neste ano o título de Dame Commander da Ordem do Império Britânico.

Liquid Glacial Table

O efeito da obra é surpreendente - parece mesmo uma escultura de gelo suspensa. Toda feita em acrílico, a mesa foi desenvolvida neste ano e se propõe, a despeito da aparência, a ser uma peça funcional e ergonômica.

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Apontado pelo The New York Times como designer superstar.”

C

anadense de origem japonesa, Oki Sato, 35 anos, emprega muito das raízes nipônicas em seus trabalhos. Mas sem cair no caricato e com um toque bem-humorado - como na Gabbage Chair, cadeira repolho, em tradução livre - uma de suas criações mais conhecidas: um grande rolo de papel que, desfolhado transforma-se numa cadeira. Apontado pelo New York Times como designer superstar, também figura na lista dos 100 japoneses Mais Respeitados da revista Newsweek. formou-se em arquitetura pela Universidade de Waseda, de Tóquio, em 2002. No mesmo ano, abriu seu próprio estúdio na cidade, o Nendo. Três anos depois, inaugurava uma filial em Milão. Tem suas coleções exibidas em museus do mundo todo e somente neste ano ja recebeu dois premios como designer do ano, pelas revistas especializadas Elle Décor e Wallpaper. Na relação de clientes, quase uma centena de marcas, uma rica amostra da diversidade do trabalho da Nendo. Estão lá desde a tradicional rede de móveis italiana De Padova ás maisons de luxo Louis Vuitton e Hermès. Também estão nesse rol o chá inglês Lipton e produtos de beleza da japonesa Shu Uemura.

O�� �A�O Soma de juventude, trabalho duro e humor resultaram em reconhecimento e produtos com sua assinatura comercializados em diversos países.

Garbbage Chair

Peça criada em 2008 a pedido do estilistajaponês Issey Miyake, que buscava uma forma de reaproveitar as sobras resultantes da fabricação de papel plissado. O material recebeu resina, foi enrolado e só: nem pregos enm nada. Para sentar basta cortar o rolo e desfolhar.

Thin Black Lines

A cadeira de metal, que compõe a série Thin Black Lines, foi exibida em diversos museus pelo mundo a partir de 2010. O desenho é todo inspirado na caligrafia japonesa e cria um efeito bidimensional, dependendo do ângulo em que a peça é vista.

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Ant��i� �I�TE��O Design italiano.

Ele tem um estilo puramente italiano, marcado por peças de linhas simples e sofisticadas, tanto em mobiliário quanto em projetos de arquitetura.

Mart

Série de cadeiras e poltronas de couro e tecido criada por Citterio em 2003 para a rede de móveis italiana B&B. Reúne os traços que marcam o trabalho do designer, com linhas puras. Aqui, a vesão e tecido da poltona pequena. A poltrona em couro reclinável também faz parte da coleção da B&B. Nesse material, o trabalho de artesanato tradicional italiano do couro modelado foi somado a um processo tecnológico moderno. A peça prima pela qualidade e pelo conforto

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È simples e Elegante”.

D

ono de um estilo que mescla o luxo a formas limpas e simples, o italiano Antonio Citterio, 62, anos, começou a trabalhar com projetos de arquitetura e design mesmo antes de se formar: iniciou o próprio negócio em 1972 e não parou mais. Desde 1999 é parceiro da arquiteta italiana Patricia Viel em um estúdio de criação de nível internacional. Nele trabalha desde desenvolvimento de móveis e produtos de decoração (algumas linhas são fabricadas na filial brasileira da Axor- Hansgrohe) até grandes construções, como o hotel da marca de luxo Bulgari, em Londres, e a igreja de Àquila, cidade italiana que á três anos foi devastada por um terremoto. Essa obra Aliás, é finalista do prêmio Medaglia d’Oro All Architettura Italiana, que será anunciado em Outubro. O arquiteto também é professor na Academia de Arquitetura da Universidade da Suiça Italiana. “Citterio reflete o que entendemos comumente por ‘design italiano’, ou seja, a perfeita combinação entre objetos e o espaço, entre forma e função, somando e tensionando formas simples, planos sólidos, com cores e sombras”, explica Ken Fonseca, profes-

fotos divulgação B&B

ESTILOS DESIGNERS E ARQUITETOS


PERSONAGENS WALTEL BRANCO

O HOMEM-MÚSICO

Ele já ensinou Baden Powell, trabalhou com os expoentes da Bossa Nossa, e compôs, entre tantas trilhas famosas, a do filme A Pantera Cor de Rosa. É assim, nos bastidores, que esse paranaense de temperamento tranquilo prefere agir. “Nunca quis ser famoso. O que me importa é a música” por Paula Melech

Talvez seja mera coincidência, ou, quem interlocutor que fala, ele ouve sem pressa. sabe predestinação divina. Fato é que no dia 22 de Mas, por trás do semblante calmo, há uma novembro – dia do músico – nascia Waltel Branco. mente inquieta capaz de memorizar a primeira múO homem-músico que está completando 83 anos sica que aprendeu a tocar, ainda criança. Mal termipode ser descrito como um dos precursores do no de perguntar se ele se lembra da canção, rapidajazz fusion e da bossa nova. O maestro, composimente saca o violão e começa a dedilhar os acordes. tor violonista e arranjador foi professor de Baden É assim, musicalmente, que Waltel se comunica: Powell, arranjou discos de João Gilberto e criou recorda da música, mas não do nome dela trilhas sonoras de novelas e filmes – a mais conheci sem dúvida, é a famosa música de A Pantera Cor de Rosa. Waltel teve dois nascimentos. Sem maior A lista de feitos é grande: do erudito ao alarde, veio ao mundo em uma tarde de novembro popular, compôs mais de 5 mil peças. Fez arranjos de 1929 na cidade de Paranaguá, surpreendendo os e direções musicais para Dorival Caymmi, Nana pais. A previsão era que o menino nasceria somente Caymmi, João Gilberto, Roberto Carlos, Cazuza, dois meses depois. Os pais moTim Maia, Djavan, Cartola, Gal ravam em Curitiba e estavam no Costa, Maria Creuza, Vanuza, Mercedes Sosa, Astor Piazzola, Zé Keti, “Criou trilhas sonoras litoral a passeio. Com a chegada surpresa do filho, subiram a serra Peri Ribeiro, Sérgio Ricardo, Tom de novelas e filmes – a e foram direto para o Hospital São Jobim e muitos outros. Produziu mais conheci sem dúvi- Vicente, onde o pequeno foi regisaté um arranjo do Hino Nacional da, é a famosa música trado em uma data que se tornaria Brasileiro para a Orquestra de Vieemblemática na sua carreira. na executar. de A Pantera Cor de A música fazia parte da faDiante de tamanha imRosa.” mília. Seu primeiro professor foi o portância, é até curioso que o seu pai Ismael Helmuth Scholtz Branco, nome não seja proferido aos quatro saxofonista, clarinetista e maesventos. Talvez seja apenas reflexo de uma personatro. Crescendo nesse meio, os filhos sempre foram lidade tranquila ou simplesmente um desinteresincentivados a tocar algo e Waltel escolheu o violão se pela fama. “Nunca quis ser famoso. O que me – meio a contragosto, já que o pai achava que era importa é a música”, comenta Waltel. A fala baixa um instrumento de menor importância. Teve alguns e pausada sugere que se trata de um sujeito atento ao que diz. A conversa é olho no olho e, quando é o mestres ao longo do aprendizado, como o maestro

PREDESTINADO

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PERSONAGENS WALTEL BRANCO NO RITMO LATINO

Na trajetória do mestre Waltel, um dos momentos mais decisivos aconteceu a partir do contato com a cantora cubana Lia Farrel, no final de 1940. Os caminhos da vida tomaram um rumo definitivo para a sua carreira. Durante a temporada de shows no Rio, ocupou o cargo de violonista do conjunto que a acompanhava e passou a assinar a direção musical e os arranjos da intérprete. Após a última apresentação, seguiu com Lia para Montevidéu, no Uruguai, e depois para Cuba. Os dias eram agitados e a música estava por todas as partes. Morando Felizmente, Waltel Branco não tem sido esquecido nos últimos anos: livros, CDs e filme são provas disso. em Havana, conheceu artistas de renome da músiFonte: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo ca cubana como o pianista, compositor e maestro Perez Prado, o percussionista Mongo Santamaría e Chico O’Farrell. Profundamente envolvido com o Bento Mossurunga e Jorge Koshag. Em Curitiba, som latino, Waltel começa a se interessar por jazz e as atividades profissionais começam na rádio com Janguito do Rosário (cavaquinista), Arlindo (violão segue para os Estados Unidos. Lá, busca o guitarrista San Salvador – integrante do trio de Nat King sete cordas), Efigênio Goulart (acordeonista), além Cole – para tomar aulas. Em Nova Iorque, tocou de outros que atuam no cenário musical. com Laurindo de Almeida e gravou trabalhos com Durante a gravação de um disco com o Franco Rosolino, Charles Mariano, Sam Noto, Mel acordeonista italiano Cláudio Todisco nos estúdios Lewis e Max Bennett. da Odeon, no Rio de Janeiro, conheceu o maestro Definitivamente, a música ocupava tamaRadamés Gnattali. Waltel lembra que estava tocando nho espaço na vida do maestro que a Tocata e Fuga em Ré Menor (de influenciou até sua vida afetiva. Nos Bach) quando o maestro pergunEstados Unidos, Waltel conheceu a “Participaram de tou se ele estava lendo a partitura. “Respondi que sim, pensando gravações de discos cantora Peggy Lee, que era casada com o maestro Quincy Jones. Waltel que estava errando alguma nota. e apresentações de teve um affair com a irmã de Peggy, Então ele me convidou para traLede Saint-Clair, tornando-se assim, recitais. “ balhar com ele”, conta. Esse primeiro contato evoluiu para uma amizade que duraria até o fim da vida de Gnatalli. Juntos, participaram de gravações de discos e apresentações de recitais. A partir daí, passou a ter aulas de regência com outros mestres, como Alceu Bocchino e Mário Tavares, e ensaiou a orquestra nos concertos de Stravinsky na capital carioca. Na Escola de Música, no Rio, O livro de partitura também teve aulas com nomes de peso como o A Obra para Violão violoncelista Iberê Gomes Grosso e com o violonista de Waltel Branco é o Othon Salleiro. primeiro publicado de suas composições

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conta.

próximo de Jones. Juntos, tocaram muito jazz e música clássica. Foi quando conheceu o maestro Henry Mancini, que na época abria um escritório para atender à demanda por trilhas sonoras para TV e cinema. Waltel foi contratado e tornou-se o arranjador de uma das músicas mais famosas da história do cinema, a do filme A Pantera Cor de Rosa, de Blake Edwards.

A BOSSA BRASILEIRA

Depois da temporada no exterior, Waltel sentiu um chamado interior para regressar à terra natal. Quando aterrissou por aqui, no final dos anos 50, a Bossa Nova já estava no ar e o maestro entrou no movimento de cabeça. Tornou-se amigo de ninguém menos que João Gilberto, com quem inclusive dividiu um apartamento. “Somos amigos até hoje”,

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PERSONAGENS WALTEL BRANCO

UFPR concede título de Doutor “Honoris Causa” ao maestro Waltel Branco Fonte: Walter Alves/ Gazeta do Povo

primeiro livro de partituras, que reúne grande parte da extensa obra para violão. O projeto, capitaneado pelo produtor Alvaro Collaço, ganhou tanta repercussão que, dois anos depois, 20 violonistas populares e eruditos da cidade começaram a gravar algumas das mais de 200 composições suas para violão. O resultado foi a gravação do disco O Violão Plural de Waltel Branco. Muito procurado por músicos que querem a sua opinião sobre alguma composição, o maestro recebe a todos com muito carinho. Não tem mágoa de não ter ficado famoso como a turma da Bossa Nova, mas diz que Curitiba precisa se orgulhar mais dos seus artistas. “Não sei direito por que isso acontece, mas o meu trabalho foi mais reconhecido fora da cidade.”

A amizade e parceria musical resultaram no álbum Chega de Saudade, lançado em 1959, coarranjado pelo paranaense. A Bossa Nova foi fundamental para trazer à tona a importância de Waltel como um dos mais talentosos músicos Sempre trabalhando – brasileiros. Era muito requisitado para tocar e respeitado como “Eu nunca aparo, gosto arranjador. de estar em movimento” Sempre trabalhando – –, o maestro dava aulas “Eu nunca paro, gosto de estar em movimento” –, o maestro para Baden Powell dava aulas para Baden Powell e tocava com vários e tocava com vários músicos, quando recebeu um convite para músicos, quando trabalhar na Rede Globo. Roberrecebeu um convite to Marinho procurava alguém para trabalhar na Rede para comandar a equipe musical Globo. da emissora. Sob os seus cuidados foram compostas trilhas de novelas famosas até hoje, como a de Roque Santeiro, A Gata Comeu, A Moreninha e A Escrava Isaura. O grupo de trabalho era formado por ninguém mais ninguém menos que Radamés Gnatalli, Guerra-Peixe e Guido de Moraes. Foram 20 anos de trabalho na televisão. Mas não quis ser conhecido por este tipo de atuação, por isso assinava com pseudônimos. Hoje, a sua vida em Curitiba é tranquila. Mora no bairro Batel e gosta de sair de casa para caminhar ou ir a alguns shows e eventos em que é homenageado. Recentemente foi lançado o seu

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PERSONAGENS FESTIVAL DE TEATRO

Arte

ver

tente

Preços _Mostra 2013: R$ 60 _Fringe: de entrada franca a R$ 60 _Risorama: R$ 60 Como comprar _ Bilheteria Shopping Mueller, Av. Cândido de Abreu, 127, Centro Cívico, de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 14h às 20h _Bilheteria ParkShopping Barigui, Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 600, Mossunguê, de segunda a sexta, das 11h às 23h, sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 14h às 20h _Bilheteria Shopping Palladium, Av. Presidente Kennedy, 4.121, Portão, de segunda a sexta, das 11h às 23h, sábados, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 14h às 20h www.festivaldecuritiba.com.br e www.bilhetedigital.com.br

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por Daniel Batistella

TTempo em Curitiba 2013

sSssServiço 22º Festival de Teatro de Curitiba De 26/3 a 07/4

Para orientá-lo na vasta programação do Festival de Teatro de Curitiba, a TOP VIEW foi consultar quem realmente conhece o assunto. Confira as peças imperdíveis desta 22ª edição, indicadas por um time de peso.

Homem Vertente: cada apresentação utiliza em torno de 30 mil litros de água, reutilizando 80% em futuras apresentações.


as dicas de

GONZAGÃO - A LENDA (drama)

A trajetória de vida de Luiz Gonzaga é

somada aos mitos criados acerca do Rei do Baião para contar a história de um dos mais importantes nomes da música brasileira, no ano de seu centenário. No sertão de Araripe, uma trupe de atores chega embalada pelos sons do Nordeste e recria, sem se prender ao onde e ao quando, a atmosfera de nascimento de um dos principais gêneros da nossa música, que de tão original parece ter sempre existido. Com mais de 30 canções interpretadas, é um agradecimento ao compositor de Asa Branca pela riqueza cultural conferida por sua obra ao nosso Brasil. Direção: João Falcão. Elenco: Marcelo Mimoso, Laila Garin, Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Eduardo Rios, Fabio Enriquez, Paulo de Melo, Renato Luciano e Ricca Barros. Teatro Positivo - Grande Auditório (Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300, Campo Comprido), dias 31/3 (19h) e 1/4 (21h).

Artista multimídia

O HOMEM VERTENTE (multimídia, estreia nacional)

A montagem brasileira do espetáculo da

É de uma companhia argentina maravilhosa. Trazem esse trabalho fantástico, bem sensorial. É algo para ver e curtir. (Sobre O Homem Vertente)

Gil Baroni

companhia argentina Ojalá é uma produção multissensorial, na qual música, projeções, dança, performance e teatro se juntam e o espectador recebe um “bombardeio” de estímulos. Conta a viagem de um homem por meio de sua imaginação. Passando por baixo de muita água, ele deverá enfrentar desafios e atravessar mundos fantásticos repletos de criaturas e personagens alucinantes. Uma odisséia emocionante pelos caminhos da fantasia. Só no final descobriremos se foi encontrada a saída, e os espectadores serão a chave para chegar até ela. Direção: Pichón Baldinu. Elenco: não divulgado. Arena Parque Barigui (Av. Cândido Hartmann s/no), dias 30/3 (21h), 31/3 (19h), 5/4 (21h), 6/4 (21h) e 7/4 (19h).

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PERSONAGENS FESTIVAL DE TEATRO

O tema de relações entre pais e fil“ hos surge com direção precisa de Márcio

Abreu, confirmando Renata Sorrah como uma das maiores atrizes do país. (Sobre Esta Criança)

ESTA CRIANÇA (drama)

Estrutura-se em dez cenas curtas e apresenta

como tema único, ao mesmo tempo fragmentado em diferentes aspectos de abordagem, a relação entre pais e filhos. Constrangedoras, engraçadas, tristes, estranhas, as situações de morte, nascimento, adoção, abandono, agressão e desabafo ilustram pontos cruciais e eternos na vida dos personagens sem nome, reconhecidos apenas pelas relações de parentesco que se tornam aparentes no desenvolvimento dos diálogos. Direção: Marcio Abreu. Elenco: Renata Sorrah, Giovana Soar, Ranieri Gonzalez, Edson Rocha. Guairinha (Rua XV de Novembro, 971, Centro), dias 31/3 (19h) e 1/4 (21h).

PARLAPATÕES REVISTAM ANGELI (comédia, estreia nacional)

O grupo Parlapatões encena personagens do cartunista Angeli como Rê Bordosa, Meia Oito, Bob Cuspe, Bibelô, Moska e Os Escrotinhos. Com trilha sonora do titã Branco Mello em parceria com Emerson Villani e direção do parlapatão Hugo Possolo, a peça é uma revista rock’n’roll que homenageia esse artista polêmico da história recente do humor no Brasil. Quadros curtos são dedicados a cada criação, que também é representada em cena, com um personagem quase narrador, o Angeli em Crise. A visão crítica sobre a política nacional, mar-

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cante na obra do cartunista, é exposta em sincronia com a trilha sonora roqueira e um clima de HQ. Direção: Hugo Possolo. Elenco: Raul Barretto, Paula Cohen, Hugo Possolo, Rodrigo Mangal e Hélio Pottes. Teatro Marista (Colégio Marista Santa Maria, Rua Joaquim de Matos Barreto, 98, São Lourenço), dias 27/3 (21h) e 28/3 (21h).

as dicas de

Guilherme Weber Ator


FREUD EXPLICA

N (comédia)

A peça brinca com as formas

tradicionais de terapia e discute de forma ampla o estado da arte da psicanálise. Conta a história de Frederico, homem atormentado por um problema incomum: todos que olham para ele morrem de rir – literalmente. Brinca com as relações entre pacientes e analistas, em uma crítica a todas as teorias psicanalíticas. Mostra uma

situação em que analista e paciente se enxergam refletidos um no outro e não veem diferenças no aspecto da impossibilidade de compreensão. Encontram-se diante da escorregadia e deslizante dimensão da psique humana. Direção: João Luiz Fiani. Elenco: João Luiz Fiani e Marino Jr Teatro Fernanda Montenegro (Shopping Novo Batel, Rua Cel. Dulcídio, 517, Batel), dias 6/4 (19h) e 7/4 (19h).

Com João Luiz Fiani e “ Marino Júnior, essa peça já se

tornou um clássico e todos devem assistir.

(Sobre nem freud explica)

as dicas de

Diogo Portugal Comediante

RISORAMA (comédia)

Se o que você curte é dar boas

risadas, é a escolha perfeita. Comediantes de todo o país desembarcam em Curitiba trazendo seus melhores quadros de stand-up. As apresentações acontecem em um ambiente descontraído, perfeito para você relaxar e dar muita risada em boa companhia.

Com curadoria do humorista Diogo Portugal e a presença da anfitriã Nany People, o Risorama chega à sua 10ª edição. Elenco: 35 convidados, entre eles Rafinha Bastos, Marco Luque e Danilo Gentili. ParkCultural, ParkShopping Barigui (Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 600, Mossunguê), dias 28/3 (20h), 29/3 (20h), 30/3 (20h), 31/3 (20h), 1/4 (20h) e 2/4 (20h).

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PERSONAGENS FESTIVAL DE TEATRO as dicas de

Marcio Abreu Diretor

HAIKAI

(drama, estreia nacional)

A forma de poesia japonesa que trabalha com

a síntese para sugerir, por meio de livres associações, infinitos significados possíveis, confere ao espetáculo mais que o próprio nome. Em três momentos distintos – como nas três frases que compõem os haikais –, é desenhada uma espécie de paisagem humana traumática, com símbolos que evocam a morte, o crime, a ausência, a presença do invisível e a impossibilidade de compreendermos a nós mesmos e nossas ações. Traz, nas palavras, a força desorganizadora e criadora de infinitas formas de instabilidade sensorial. Direção: Roberto Alvim. Elenco: Martina Gallarza, Nena Inoue e Paulo Alves. Espaço Cênico (Rua Paulo Graeser Sobrinho, 305, São Francisco), dias 30/3 (21h) e 31/3 (21h).

FOTOs divulgação

FICÇÃO (drama)

Uma estrutura de cinco so- Composto por cinco espetáculos curtos independentes – porém complementares – acerca de los, criados por cada ator. Requestionamentos sobre a necessidade da ficção flexão sobre o lugar da ficção e e nossa impossibilidade de abandoná-la, tanto na vida real quanto nas produções artísticas. suas relações com o real. (Sobre ficção)

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Cada ator é também autor de seu próprio solo, e apresenta depoimentos ficcionais em que as ideias de intimidade e documento são indissociáveis. Chamados pelo próprio nome, os atores simulam um estado confessional, assumindo-se personagem, confundindo o espectador com histórias reais e histórias inventadas. Direção: Leonardo Moreira. Elenco: Aline Filócomo, Fernanda Stefanski, Luciana Paes, Mariah Amélia Farah, Thiago Amaral. Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/nº, Prado Velho), dias 6/4 (17h) e 7/4 (17h).


O MÉDICO E O MONSTRO (comédia)

Dr. Jekyll acredita que em todos os seres

humanos existem tanto o bem quanto o mal, e parece ter finalmente encontrado uma fórmula capaz de comprovar sua teoria. Após muito empenho, chega à poção que promete separar os indivíduos de seus comportamentos, e decide tornarse sua própria cobaia. Combinada ao café intragável da empregada Minerva, a fórmula traz à tona a metade perversa do médico, autodenominada Edward Hyde, que passa a cnsumir e a mandar na personalidade generosa de Jekyll. Direção: Cesar Augusto. Elenco: Bruce Gomlevsky, Débora Lamm, Erica Migon, Hugo Resende, Isabel Cavalcanti, Marcelo Olinto e Michel Blois. Teatro da Reitoria (Rua XV de Novembro, 1.299, Centro), dias 5/4 (21h) e 6/4 (21h).

Em Nome do Jogo (comédia)

Um famoso escritor de romances policiais

convida o amante de sua esposa, um cabeleireiro italiano, para um encontro, a fim de propor um golpe baseado em um jogo de encenação do qual ambos sairiam com lucro. A convivência entre os dois, porém, desencadeia uma batalha de gênios com potencialidade para resultados inesperados. O espetáculo tem em

as dicas de

Ranieri Gonzales Ator

sua construção o que de melhor nos romances de suspense: uma sucessão de jogos entre os dois homens, nos quais nem sempre é claro quem está realmente dominando ou sendo dominado. Direção: Gustavo Paso. Elenco: Marcos Caruso, Erom Cordeiro, Felipe Miguel e Vinícius Marins. Guairão (Rua Conselheiro Laurindo, s/ nº, Centro), dias 30/3 (21h) e 31/3 (21h).

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PERSONAGENS TOM ZÉ

A Lógica do

Tropicalismo entretenimento.uol.com.br

Em seu novo álbum, Tropicália Lixo Lógico, Tom Zé usa elementos de história, literatura, antropologia e até neurociência para rever o movimento do qual fez parte no final dos anos 60.

“Ele é o que há de mais próximo de um matemático-roqueiro”, afirmou Jon Pareles, crítico musical do The New York Times.

Acompanhar o ritmo de Antonio José Santana Martins é um desafio extramusical. O artista que completou 76 anos no último dia 11 de outubro tem uma das mentes mais irrequietas da música brasileira. Isso se não for a mais irrequieta. Conseguir uma entrevista com ele é sempre uma tarefa difícil, talvez pelas reminiscências da mágoa que – segundo dizem – ele e a esposa Neusa, que também é sua empresária, têm da imprensa, devido ao período no qual o músico ficou no obscurantismo, nos anos 70 e 80.

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Sua peculiar linha de raciocínio sempre vai longe. A disposição também. “Eu não sou um gênio, sou um carpidor de tirar sangue da pedra. Trabalho 16 horas por dia para tirar meia dúzia de compassos. Esse trabalho é feito dessa maneira e agora ainda com a responsabilidade de tentar fazer canções que tenham também a beleza como parte de sua estrutura”, emenda. Por causa de toda essa disposição para criar – embora tenha tantos afazeres, como o de ser o jardineiro do prédio onde mora, em São Paulo.


Tom Zé parece manter infinita sua capacidade de fazer discos. Nos últimos 15 anos ele já lançou 15 títulos diferentes, entre álbuns de carreira e alguns EPs. Sua mais nova invencionice chegou em setembro do ano passado e chama-se Tropicália Lixo Lógico, sua versão sobre o movimento liderado por Gilberto Gil e Caetano Veloso. Trata-se do álbum mais independente já feito por ele, pois não saiu com o rótulo de um selo fonográfico e ainda está disponível para ser adquirido no site oficial do cantor e compositor (www.tomze. com.br). “Todos os meus últimos discos têm tido temas que são trabalhados, desenvolvidos no decorrer deles”, explica. “Então, a Tropicália é mais um desses temas.” E é justamente por isso que Tom Zé já começa surpreendendo. Muito já se falou de toda a ebulição artística e cultural vivida no Brasil do final da década de 60. Depois de muitos livros, documentários, depoimentos e relançamentos fonográficos, o que haveria de novo para ser explorado a respeito do Tropicalismo? No que depender deste que foi um dos baianos que se tornaram vértices do movimento em sua facção musical, ainda há muita coisa para ser descoberta e dita. Nem que, para tal, seja preciso navegar entre diversas áreas, como história, literatura, antropologia e – acredite – neurociência.

São cinco as faixas que compõem a coluna vertebral temática de Tropicália Lixo Lógico. Apocalipsom A (O Fim no Palco do Começo) e Apocalipsom B (O Começo no Palco do Fim) servem de introdução e encerramento do trabalho. Na abertura, Tom Zé apresenta uma espécie de nascimento mitológico. Quanto à vinheta final, ele mesmo assume. “Faço plágio de um poema chamado The Second Coming, no qual [o famoso poeta e dramaturgo irlandês] Yeats trata da necessidade que o mundo tem de uma segunda encarnação de Cristo.” Tropicalea Jacta Est é uma ode a alguns dos principais estandartes das artes e ideias tropicalistas naquela São Paulo da segunda metade dos anos 60. José Celso Martinez Corrêa, Décio Pignatari, os irmãos Haroldo e Augusto de Campos e Torquato Neto aparecem na letra. Embora não cite nominalmente a dupla Gilberto Gil e Caetano Veloso, Tom Zé usa os dois como exemplo para explicar a faixa. “Ela se refere a Caetano e Gil tirando o Brasil daquela idade média emperrada que o país vivia no fim dos anos 60, injetando energia na mentalidade dos jovens para o país encontrar logo depois a segunda revolução industrial”. Já Marcha-Enredo da Creche Tropical, e a faixa que dá título ao álbum, amarram-se em uma dobradinha que discorre sobre as ideias centrais por

Na universidade, então, é lixo lógico que não acaba mais. - Tom Zé

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Prestes a completar 80 anos, o cantor brinca que nasceu na Idade Média e chama sua região natal, a cidade de Irará, na Bahia, de “pré-gutenberguiana”.

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trás da formação artística e intelectual de alguns dos grandes tropicalistas – mais precisamente ele próprio. “Na primeira, eu faço um gráfico explicativo que conta o que era a creche tropical. A nossa educação antes de, na escola primária, entrar em contato com a concepção aristotélica [que afirma, a grosso modo, que todo ser humano pode decidir se conformar ou não com alguma coisa] que predomina em todo o pensamento ocidental”. Já deu para perceber que para entender – e explicar – Tropicália Lixo Lógico, é preciso muitos minutos de conversa com Tom Zé (na verdade, seria melhor descrever como assistir a uma aula).

NÚMERO ZERO Curioso é ver os caminhos que a mente do tropicalista percorreu para desenvolver o conceito do novo álbum. A complexa tese tem início em um livro de ficção científica e no ano em que o homem chegou à lua. Naquela ocasião, ele – e quase toda a humanidade – estava no frisson e na excitação com aquela que vinha sendo anunciada como “a mais audaciosa aventura humana de todos os tempos.” “Foi quando eu li uma coisa que aguçou muito a minha curiosidade: a novela de ficção científica O Fim da Infância, de Arthur Clarke.” O cantor mergulhou profundamente nas páginas desse livro escrito pelo autor mais conhecido por outro romance, 2001 – Uma Odisséia no Espaço (que acabou sendo adaptado para o cinema pelo diretor Stanley Kubrick e até hoje é um dos filmes mais cultuados de toda a história do cinema). “Tomei conhecimento dessa coisa que me tirou do chão e despertou a minha curiosidade. Pela letra de 2001, que eu fiz e a Rita Lee veio a musicar, você pode imaginar como aquele assunto me interessava”, relembra.

Em O Fim da Infância, Clarke diz que os árabes, que já haviam invadido a Península Ibérica no século 8, desejavam entrar em toda a Europa. E, se o rei da França, Charles Martel, não tivesse impedido que os exércitos árabes expandissem a sua invasão, nós estaríamos indo às estrelas mais próximas e não simplesmente ao nosso satélite. “Nossa! Quando eu li isso, acompanhando como eu acompanhava com toda curiosidade cada passo que aproximava o momento do homem chegar à lua, me admirei com o fato de o homem ir às estrelas mais próximas.” Naquele mesmo século 8, segundo Clarke, os árabes eram o povo com as ciências mais desenvolvidas da Terra. Eles haviam acabado de inventar o número zero e estavam divulgando esse novo recurso de operações aritméticas e matemáticas. Combustível suficiente, aliás, para alavancar a estupefação de Tom Zé. “Como é que a civilização da Babilônia se pôs em pé? A civilização egípcia, a greco-romana, que é, enfim, a base de toda a nossa cultura... Pensava que o zero tinha sido concebido desde que o mundo é mundo, lá na Arca de Noé, e depois saber que esse zerinho tão esquivo, retardado e preguiçoso foi pensado apenas em uma época tão próxima de nós?” A explanação continua agora com Tom Zé lançando um olhar sobre o que acontecia na Europa naquele século. Segundo o cantor, a Península Ibérica (Portugal e Espanha) era civilizada pela mais sofisticada cultura do momento. Se na Idade Média esses conhecimentos científicos estivessem na mão de todos os povos da Europa, o desenvolvimento das ciências estaria muito mais sofisticado.

DO HIPOTÁLAMO AO CÓRTEX A empolgada explicação não só continua como também ganha ligações com a história do nosso país. “Imagine minha admiração quando eu percebi que toda essa história da

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inteligência no planeta Terra tinha a ver com a vida no Nordeste.” Logo quando os árabes se retiraram da Península Ibérica, os portugueses saíram para as suas grandes navegações e o Brasil foi descoberto. “A mentalidade do povo português estava contaminada com aquele amor pelas ciências e as primeiras bandeiras que foram para o sertão em 1576 levaram essa mente carregada de curiosidade especulativa.” Tom Zé lembra que o caboclo – a primeira subraça brasileira a habitar o Nordeste do país, e que é fruto da miscigenação de portugueses, índios e negros – vivia em situação de pobreza e analfabetismo. Mesmo assim, fazia questão de preservar suas raízes culturais, principalmente o culto da palavra: “A palavra, no Nordeste, é a moeda mais forte, mais valorosa que circula e energiza a vida mental das populações. Como a cultura moçárabe estava como uma constante no sertão e em parte do recôncavo, acabávamos sendo educados até os oito

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anos de idade com ela. Só vínhamos a tomar contato com a concepção de mundo aristotélica no momento em que entrávamos na escola primária.” O baiano de Irará, então, volta os olhos para o raciocínio que veio a desencadear a ideia do tal “lixo lógico” que faz parte do título do álbum e de uma das faixas. “Enquanto o professor resolvia as questões e os raciocínios de uma maneira aristotélica, nós imaginávamos ‘e se eu pensasse isso com o tipo de avaliação e pensamento com os quais eu fui criado?’.” No final das contas, o problema também poderia ser resolvido. “A verdade é que dava um restinho, uma ligeira diferença.” Só que essa “pequena diferença” nunca acaba sendo descartada. E, para o artista, é acumulada durante a vida. “O cérebro humano desde os tempos das cavernas não joga absolutamente nada fora. O conhecimento que deixa de ser usado é acumulado no hipotálamo. Durante toda a es


Passado, Presente e Futuro nas Telas No final de 2012, para marcar o ano de celebração do 35° aniversário da Tropicália, dois documentários ganharam as telas de cinemas alternativos de todo o país. E m Tropicália (da Paris Filmes, que acaba de lançar o documentário em DVD), o diretor Marcelo Machado preserva imagens da época e adiciona o depoimento de pessoas envolvidas com os olhos e sentimentos do presente, sem poupar as dores provocadas pelas atitudes políticas de artistas e militares do regime ditatorial da década de 1960. Já a dupla Ninho Moreas e Francisco César Filho se preocupa em olhar, sob

a ótica do século 21, um dos momentos culturais mais ricos do Brasil. Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now! (Vitrine Filmes) traz esquetes protagonizados por atores e um show com músicos como André Abujamra, Luiz Caldas e Alexandre Nero fazendo releituras contemporâneas de clássicos e pérolas perdidas naquele tempo. Também há espaço para pitadas de politização, como a inclusão da primeira presidenta brasileira, Dilma, e o depoimento de Gil, o tropicalista que recentemente ocupou o cargo de Ministro da Cultura no governo Lula.

www.jornalhojelivre.com.br

No ginásio, isso aumenta imensamente. E tomelhe lixo lógico no hipotálamo. Na universidade, então, é lixo lógico que não acaba mais”, exclama. Tom Zé finaliza sua aula desembocando na formação do movimento do qual ele fez parte e agora revê de maneira singular. Ele relembra que dois gênios como Gilberto Gil e Caetano Veloso estavam em São Paulo na época em que houve a redescoberta da poesia de Oswald de Andrade e que, no final dos anos 60, havia uma grande animação com Helio Oiticica e seus parangolés, sem falar do encontro com [o maestro] Rogério Duprat, Rita Lee e os Mutantes. “Toda aquela agitação cultural acabava criando uma espécie de necessidade iminente de pensar um Brasil diferente. E aí eu digo que isso serviu como uma espécie de gatilho disparador, que fez o lixo lógico vazar do hipotálamo para o córtex de Gilberto Gil e Caetano Veloso. A consequência disso, por fim, teria sido o desencadeamento do Tropicalismo.”

Os convidados especiais de TOM ZÉ •Mallu Magalhães foi convidada para participar das faixas Tropicalea Jacta Est e O Motobói e Maria Clara. Ela, que já tinha a admiração do cantor, trouxe jovialidade ao álbum. •Rodrigo Amarante participa de NYC Subway Poetry Department, uma canção que Tom Zé fez depois de observar o metrô em Nova Iorque. “Na hora em que o trem vai partir e as portas vão se fechar, uma voz grave repete: ‘Stand clear of the closing doors’, que quer dizer ‘Afastemse das portas, pois elas irão fechar’. A frase é tão bonita, tem duas linhas aliterativas, parece um verso”, diz o cantor. • O rapper Emicida aparece nas faixas Apocalipsom A (O Fim no Palco do Começo) e Apocalipsom B (O Começo no Palco do Fim). “Ele, que é um poeta das coisas da cidade, cantor das coisas urbanas, interpretou algo que é profundamente nordestino e relativamente distante da linguagem dele.”

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Borja a cidade do Ecce Homo

O restauro infeliz de uma pintura do século 19 em

Borja, Espanha, Tornou-se um dos maiores fenômenos midiáticos de 2012 e revelo um curioso destino turístico

BORJA É MAIS DO QUE BOAS RISADAS DO RESTAURO MALSUCEDIDO. por Juliana Reis

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FOTO 3BP.BLOGSPOT.COM

“Sí, Borja está na moda”, respondeu a moça do escritório de turismo quando finamente expliquei meu interesse nesse município espanhol de 5 mil habitantes na província de Zaragoza, Comunicada Autônoma de Aragão. Deixando tudo às claras ficou mais fácil, uma vez que o motivo do interesse era um tanto constrangedor. é que Borja tem sido palco de um dos maiores fenômenos midiáticos de 2012, desde que uma octogenária local resolveu restaurar uma pintura do século 19 em uma de suas igrejas da cidade, em agosto. Desprovida de qualificações adequadas, a borjana Cecilia Giménez provocou um dos mais infelizes retoques de obra de arte que se tem notícia de todos os tempos. O restauro teve repercussão internacional e a pacata Borja ganhou a atenção do mundo inteiro. Até a companhia aérea britânica Ryanair atuante em 28 países - anda anunciando pacotes para lá.


Fortaleza: Zaragoza fica situada entre as cidades de Barcelona e Madrid.

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ARREDORES ZARAGOZA A CIDADE

E o roteiro não é mesmo uma má ideia. Quem for até Borja, além de dar boas risadas, terá pelo menos três oportunidades: descobrir uma cidadezinha que guarda vestígios de todos os povos que por ali passaram - celtas, romanos, mouros e cristãos; conhecer os vinhos locais da Denominação de Origem "Campo de Borja"; e, obrigatoriamente, passar por uma das joias mais bem guardadas da Espanha: Zaragoza, capital de Aragão, verdadeira compilação de três civilizações e que, de quebra, guarda a construção moura mais fortemente marcada pela antiga dominação moura (árabe-mulçumana) da Península Ibérica.

ONDE ESTÁ A OBRA

A cinco quilômetros do centro de Borja, em uma colina repleta de árvores e fontes d'água, ergue-se o Santuário de Misericórdia, em cuja igreja está o Ecce Homo - pintura em parede realizada pelo artista Elías García Mertínez no século 19 e restaurada por Dona Cecilia nos século 21. Esse santuário foi construído no século 16 para acomodar A CIDADE TEM uma imagem da Virgem de Misericórdia, que VESTÍGIOS CELTAS, durante o domínio mouro ficou enterrada ROMANOS no claustro da Colegiata MOUROS E de Santa Maria - outra igreja importante de CRISTÃOS. Borja.

O casário dos séculos 16 e 17 aparece pelas ruelas de Borja.

ALÉM DO ECCE HOMO

Depois de matar a curiosidade diante da obra de Dona Cecilia, é hora de observar que uma fortificação mesclada a uma rocha paira no alto da cidade. é o que dá nome ao lugar: Borja, em árabe, significa torre ou fortaleza. Essa corcunda seca que sobe inesperadamente, desafiando a área urbana, é um enigma arqueológico. Uma escavação científica jamais foi feita ali, mas acredita-se que essa coisa meio castelo meio rocha foi utilizada por celtas, romanos, bárbaros e até pelos Banu-Qasi, uma família que dominou Borja e seus arredores no século 9, chegando até a confrontar

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Santuário da Misericórdia: lar da restauração mais falada no momento.


FOTO ARCHIVO PROVINCIAL DE ZARAGOZA.

abertamente os importantes emires de Córdoba. Os Banu-Qasi, eram muladis, cristãos convertidos ao islamismo para desfrutar dos mesmo direitos dos mulçumanos no al-Andalus (nome dado à Penínsola Ibérica pelos conquistadores islâmicos). Séculos mais tarde, já reconquistada pelos cristãos, Borja ganharia novas ruas, casas e palácios que representam a arquitetura renascentista aragonesa. Nesse universo vale destacar ainda o casario dos séculos 16 e 17 e monumentos como Colegiata de Santa Maria, antiga igreja cuja torre é um minarete - estrutura que pertence a mesquitas e de onde um encarregado anuncia as cinco preces diárias do Islã.

Queremos que se quede así!

Restauro feito de maneira inadequada (para não dizer grotesca) virou sátira no mundo todo

FOTOS DIVULGAÇÃO.

FOTO FLICKR.COM/ISANZSAL

A notícia do restauro veio à tona em 7 de agosto por meio do blog do centro de Estudos Borjanos, que documenta a história da cidade. Desde então, ganhou repercussão mundial e (pasmem) muitos admiradores. Os quase 28 mil fãs da recém-criada página “club de fans de cecilia giménez, la restauradora del Ecce Homo”, no Facebook, pedem que a restauração seja mantida como está e dão uma ideia do alcance do fato. a obra pode ser visitada no santuário de misericórdia, a cinco quilômetros do centro de Borja, das 10h às 14h e das 16h às 20h.

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Tempos de paz e prosperidade Dominada pelos árabes, Zaragoza floresceu e se converteu num verdadeiro caldeirão de cultura, numa lição de convivência e aprendizagem mútua entre muçulmanos, cristãos e judeus. Em seu período de máximo esplendor – do século 11 até a conquista pelos cristãos em 1118 –, acolheu intelectuais de diferentes pensamentos e religiões. Figura fundamental foi Abu Bakr ibn al-Sa’ig ibn Bayya, considerado o maior dos filósofos do al-Andalus. Conhecido pelos cristãos como

Basílica de Pilar: Ladrilhos e elementos árabes, toques góticos cristãos e a secular Ponte de Pedra.

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Avempace, foi também poeta, matemático, astrônomo, músico e médico, além de vizir (conselheiro) de três reis. Com a reconquista cristã, teve que se exilar. Acabou seus dias em Fez, no Marrocos, em 1138, provavelmente envenenado. O movimento do exílio e a morte repentina contribuíram para que seus escritos ficassem desorganizados. Sua perda é lamentada no Centro de Historia de Zaragoza, onde é possível conhecer a trajetória da Zaragoza e da Espanha dos mouros.


Surpresa de vizinha

ZARAGOZA: PASSADO RICO E LIÇÃO DE APRENDIZADO ENTRE CULTURAS.

FOTO DANIEL MARCOS/ ©ZARAGOZA TURISMO

Quem se aproxima de Zaragoza (a 65 quilômetros de Borja) atravessando a Ponte de Pedra rumo ao centro histórico e enxerga, às margens do Rio Ebro, a colossal Basílica da Nossa Senhora do Pilar, tem a impressão de estar em algum lugar mais ao oriente – como Istambul, talvez. É que as 11 cúpulas dessa igreja que mescla estilos cristãos e muçulmanos dominam a paisagem e formam o cartão postal mais famoso de Zaragoza, capital da Comunidade Autônoma de Aragão e um dos destinos mais fortemente

FOTO AGUSTIN MARTINEZ/ ©ZARAGOZA TURISMO

Zaragoza

marcados pela dominação muçulmana da Península Ibérica entre os séculos 11 e 14. A capital aragonesa pode não estar nos folhetos de viagem mais tradicionais – talvez a Andaluzia lhe roube essa chance – mas é, sem dúvida, uma surpresa. Fundada pelos romanos sob o nome de Caesaraugusta, tomada durante quatro séculos pelos mouros e conquistada pelo rei cristão Alfonso I em 1118, ela reúne vestígios de três civilizações. Se ruínas romanas aparecem em uma esquina, na próxima o domínio muçulmano escancara sua herança, tendo Palácio de la Aljafería como seu exemplo arquitetônico mais impressionante. O toque final é capricho dos monarcas cristãos: exemplos da arquitetura renascentista, barroca e góticomudéjar (que mescla componentes cristãos com muçulmanos).

Centro histórico: ruelas charmosas se entrelaçam por entre vestígios de antigas civilizações.

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FOTO AGUSTIN MARTINEZ/ ©ZARAGOZA TURISMO

Exterior da Aljaferia: palácio fortificado abrigou uma dinastia árabe, os reis católicos e a Inquisição Espanhola.

MOURA

A maior atração de Zaragoza é a gigantesca e já citada Basílica de la Virgen del Pilar, com seus Goyas, seus Velazquez e até duas bombas expostas na parede – sim, bombas! (veja box). Mas o Palácio de la Aljafería impressiona tanto quanto o templo cristão, e é a construção moura mais importante da Espanha fora da Andaluzia. Construído pelos mouros nos século 11 e tomado pelos cristãos no século 12, torna-se o palácio dos reis católicos Fernando e Isabel no final do século 15 e funciona por um tempo até como sede do Tribunal da Inquisição espanhola. Apesar das sucessivas reformas realizadas pelos monarcas aragoneses, a arquitetura muçulmana teima em continuar lá, visível e maravilhosa. A mescla de culturas continua na Catedral del Salvador, também chamada de La Seo, onde eram coroados os reis de

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Aragão na idade média. começou em estilo românico no século 12, passou para gótico no século 14, e o que se vê hoje é resultado de um trabalho que termina no século 17: fachada barroca, cobertura de ladrilhos e azulejos no estilo mudéjar (arte que se desenvolveu entre os séculos 12 e 16 e é mais representativa na Espanha, com destaque na Andaluzia, em Toledo e no vale do Ebro), muros com detalhes góticos, interior barroco e renascentista.

ROMANA

Essa civilização já se revela no subsolo da Plaza del Pilar, coração do centro histórico de Zaragoza, com o Museu do Fórum de Caesaraugusta: ali estão os vestígios do fórum, de um mercado, de pórticos e até do sistema de esgoto da cidade romana utilizado entre os anos 1 a.C. e 1 d.C. Já o Teatro de Caesaraugusta, do século 1, é o monumento romano mais bem conservado da cidade. O primeiro andar apresenta cenas de seu


descobrimento em 1972, retrocedendo no tempo e sugerindo como foi ocupado durante as épocas cristã, muçulmana e romana. Quem não quiser entrar, pode se contentar em ver o teatro pelo lado de fora, já que ele é fechado ao público apenas por uma grande barreira de vidro. E ainda aparecem pela cidade restos da muralha que protegia Caesaraugusta.

RECONQUISTADA

A reconquista cristã de Zaragoza aconteceu em 1118 por Alfonso I. A expulsão definitiva dos judeus e dos mouros ao longo dos séculos desacelerou o seu crescimento. No século 19, Zaragoza converteu-se num símbolo de resistência contra as tropas de Napoleão, na Guerra de Independência. Hoje é a quinta maior cidade espanhola. No vale do importante rio Ebro, renasce esplendorosa numa posição estratégica a meio caminho entre Madri e Barcelona.

Bombas Durante a Guerra Civil Espanhola (193639), três bombas foram atiradas em Zaragoza: uma delas caiu do lado de fora da Basílica de Nossa Senhora do Pilar e as outras duas, dentro. Nenhuma explodiu. O fato é compreendido como sendo um milagre. Após esse episódio, as bombas foram pregadas numa parede, dentro da basílica, e estão lá até hoje.

Milagre: as bombas estão na catedral desativadas, claro.

FOTO JULIANA REIS.

FOTO AGUSTIN MARTINEZ/ ©ZARAGOZA TURISMO

Muro da La Seo: azulejos, estilo mudejar e detalhes góticos enfeitam o lugar de coroação dos reis.

SERVIÇO - Como chegar: De carro a partir de Zaragoza (65 km) pela Ruta Nacional 232 ou de ônibus pela companhia Therpasa (www.therpasa.es, 0034 976-225-723, 1h30 de viagem). - O que visitar: Santuário de Misericórdia Monte Muela Alta (a 5 km de Borja, seguindo pela estrada Borja al Buste) Aberto das 10h às 14h e das 16h às 20h. - Onde ficar: Os melhores hotéis estão no centro histórico de Zaragoza. O centro de informação turística (Plaza del Pilar 0034 976-201-200) oferece uma lista com preços e faz reserva gratuita pelo site www.zaragoza.es/turismo ou pessoalmente.

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ARREDORES VIAGENS ESPORTIVAS

Espírito Aventureiro Se você ama viajar e gosta de praticar esportes, junte a mochila, uma boa dose de disposição e aventure-se por algum destes roteiros.

SOBRE RODAS Se você é aficionado por carros, motos e estradas, esta viagem foi feita pra você. A Bike Road Tour, agência especializada em viagens internacionais de moto e carro, reúne grupos interessados em destinos cobiçados como

por Fabiane Tombely

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Califórnia e Flórida. Nesse tipo de aventura é importante ter experiência e uma boa programação. Para isso, a agência acerta todos os detalhes da rota. No pacote está incluído o acompanhamento para a retirada dos passaportes e vistos, aluguel das motos ou carros, reservas em hotéis, restaurantes e passeios, guia bilíngue, caminhão para transporte de bagagens e apoio.


Ao chegar a esses lugares, os grupos alugam carros (as opções incluem Camaro e Mustang) ou motos (Harley-Davidson, BMW e Honda) e viajam pelo roteiro previamente escolhido. A próxima aventura na Califórnia está marcada para 22 de outubro de 2012. O roteiro inclui Los Angeles, Monument Valley, Las Vegas, San Francisco e Costa do Pacífico (Big Sur), com duração de 18 dias e 17 noites. No caminho, especificamente

em Las Vegas, o grupo terá a oportunidade de participar de eventos como o Sema Show (considerada a maior feira de customização de carros e motos dos Estados Unidos) e o NHRA (National Hot Rod Association), campeonato americano de arrancadas. Tudo isso devidamente gravado e fotografado pela equipe.

Quem leva! Bike Road Tour (41) 3024-6761 www.bikeroadtour.com.br

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ARREDORES VIAGENS ESPORTIVAS

SURF TRIPS Contato com a natureza, cultura local e ondas perfeitas são os atrativos que a operadora de turismo Wellcome Surf Trips oferece aos seus viajantes. Os três sócios da agência são surfistas e, claro, conhecem os principais destinos de surf do mundo. Juntos, prestam consultoria especializada na hora de escolher os roteiros, que são preparados de acordo com a experiência de cada surfista. Costa Rica, El Salvador, Indonésia e Peru estão na lista dos países mais procurados por quem busca boas ondas. O “Surfe Só Para Meninas” na Costa Rica, por exemplo, e as chamadas boat trips são os roteiros mais procurados. O primeiro inclui acompanhamento de guias locais surfistas que ficam encarregados de levar as garotas para surfarem nos melhores picos do país. Durante a viagem também há aula diária de yoga, massagem e outras atividades. As boat trips acontecem nas Ilhas Mentawais, na Indonésia, e também fazem a cabeça dos aventureiros. Durante 12 dias os surfistas ficam a bordo de um barco totalmente equipado, desfrutando de uns dos melhores picos de surf do mundo. As viagens são realizadas durante todo o ano, de acordo com a época das melhores ondas de cada destino. Réveillon na Costa Rica e nas Ilhas Mentawais são as próximas saídas programadas. A dica da agência para esses roteiros é muita disposição, preparo físico para enfrentar longas sessões de surf, e uma boa máquina fotográfica para registrar tudo.

Quem leva! Wellcome Surf Trips (41) 3249- 4416 www.welcomesurftrips.wordpress.com

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TRAVESSIA 4X4 Percorrer as mais selvagens praias do extremo norte da costa brasileira em jipes 4x4 é a proposta deste roteiro. Uma verdadeira expedição, que possibilita ao viajante conhecer toda a região costeira entre Lençóis e Jericoacoara. Os Lençóis Maranhenses são famosos por suas dunas brancas recortadas por águas verde-azuladas, rios e manguezais. No litoral cearense, Jericoacoara tem praias extensas de mar azul, e atrai muitos praticantes de kitesurf e windsurf pelas excelentes condições de vento. Por ser uma travessia, dorme-se em cinco hotéis diferentes durante a viagem. No

final, as duas noites em Jeri são suficientes para repor todas as energias. Um motorista profissional, um guia e um anfitrião da agência acompanham os viajantes durante a expedição. As noites são distribuídas entre as pequenas cidades e vilarejos de Santo Amaro, Atins, Barra Grande e Jericoacoara. Após explorar o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, os aventureiros embarcam em veículos 4x4, percorrendo alguns trechos por praias virgens e outros por estradas de areia e asfalto até chegar a Jeri e, aí sim, relaxar por alguns dias. O roteiro dura dez dias e nove noites. Quem proporciona a experiência é a Matueté Brasil, considerada a principal operadora de viagens personalizadas do Brasil.

Quem leva! Matueté Brasil (41) 3071-4515 www.matuete.com

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MERGULHO O Arquipélago de Fernando de Noronha é um dos destinos mais belos e desejados do Brasil. Para os amantes do mergulho, então, nem se fala. O local é o principal e mais bonito parque marinho brasileiro, considerado por muitos profissionais como um dos melhores lugares do mundo para a prática de mergulho. A operadora Freeway Diving (divisão da Freeway Brasil, operadora pioneira em ecoturismo no Brasil) traz alguns roteiros com viagens voltadas para a prática de mergulho autônomo, ou seja, para mergulhadores credenciados. Há opções de mergulho de nível básico e avançado. No roteiro estão inclusos quatro noites e cinco dias,

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três saídas com dois mergulhos – incluindo guia, cilindro e lastro (equipamento utilizado para compensar a flutuabilidade causada principalmente pela roupa isolante). Apesar das belezas do fundo do mar serem a principal atração, os passeios na Trilha do Atalaia, do Golfinho e do Leão onde se encontram as melhores praias de Noronha – são imperdíveis. Então, caso sobre um tempinho, não se esqueça de agendá-los.

Quem leva! Freeway Diving (11) 5088-0999 www.freeway.tur.br


Revista  

Trabalho facul

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