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CLOWN EDIÇÃO 002 - 29 DE MAIO DE 2014

Clowns do Projeto Alegrai-vos dão entrevista sobre como é que acontece as visitas do projeto e como ocorre o curso. Também comunicam quando acontecerá o próximo curso!


A ALEGRIA CHEGOU! membros do projeto falam da alegria de serem clowns!

Este texto foi escrito por Patch Adams logo após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Trata de sua experiência pessoal com a palhaçaria, com a medicina e com a militância por um mundo mais amável, cidadão e saudável. O desejo por liberdade e por felicidade independem de línguas, países, opções sexuais, credos, classes e cores e, por isso, resolvemos trazer a tradução deste texto inspirador. “Os eventos de terror de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos provocaram muitas reações de vingança e de medo, tão tradicionais. A aceitação destas reações foi rápida e casual ao invés de ultrajar por gerar mais carnificina sem sentido, o que é sintomático, usando de um jargão médico, de um câncer imenso e maligno na sociedade humana. Também é sintomático que, no mesmo dia, mais de 30.000

crianças tenham morrido por inanição e não se tenha ouvido uma palavra acerca disso. Enquanto eu trabalhava a saúde da sociedade humana com a mesma compaixão gentil e compenetrada com que trabalhei a saúde de pacientes enquanto indivíduos, descobri um “paciente” em condições críticas, necessitando de atenção global. Porque valorizamos tanto nossas divergências e negligenciamos nossa saúde coletiva? Vivemos em um país onde atletas e atrizes são multimilionários. No entanto, 60% dos professores, que secundam apenas às mães na manutenção de sociedades saudáveis, necessitam de um segundo emprego para sustentar suas famílias nos EUA. 1 É necessário encontrar mecanismos que auxiliem a sociedade humana a nunca mais precisar de guerras; todos estão necessitados disso (e também a natureza), e a vida é uma celebração. Neste momento da história humana estes ideais não podem mais ser considerados idealistas ou inocentes. São imperativos bastante sensatos se desejamos retirar a espécie humana do risco de extinção. Sei que, após o 11 de setembro, em todos


os lugares por onde viajei, pude ouvir uma nação ecoando o chamado urgente para a guerra, feito pelo presidente. Comecei a perguntar ao meu público se qualquer um deles alguma vez considerou que uma “estratégia de amor” poderia funcionar enquanto resposta efetiva ao terror? Nunca ouvi falar de uma nação ou de um povo que, em face da violência, tenha discutido uma estratégia de amor 2. Temos de ser pioneiros. Primeiro, declaramos nossa intenção de ser pacíficos e amorosos e, tornando-a presente em todas as situações, atentemos para a maneira com que realizamos essas intenções. Temos de observar cada consequência dessas ações e, se elas forem capazes de fazer avançar nossas intenções de amor, alegria e humor, então adicionamos esta estratégia às nossas ações como entes públicos. Enquanto pacifista, jamais vi a violência como estratégia. Estratégia implica considerações bem pensadas. Violência em geral é visceral. Fico tentando imaginar os generais desistindo de suas “salas de guerra”, optando então por “salas de amor e humor” para criar, enfim, estratégias que ponham fim à violência. Tenho me perguntado constantemente qual é minha estratégia de amor. Em meu mais profundo íntimo sei que, na adolescência, quando decidi ser universal e publicamente amigável e um celebrante da vida, realizei minha estratégia mais poderosa para o amor. Certamente o amor e o humor jamais derrotarão a violência e a injustiça, pois jamais irão impor seu poder. No entanto, possuem um poder irresistível de transformação.

Precisamos praticar a compaixão e a generosidade de maneira a seduzir aqueles que estão embriagados de poder egoísta e de cobiça e amando a opressão e o dinheiro, de maneira que conscientemente optem pela compaixão e pela generosidade. Mas como operar esta sedução? A solução mais poderosa que conheço é o de dar oportunidade às pessoas para auxiliarem aqueles que sofrem. Com o tempo, muitos sentem um poderoso brilho interior que os conduz a fazer do cuidar do outro uma forma de v Os eventos de terror de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos provocaram muitas reações de vingança e de medo, tão tradicionais. A aceitação destas reações foi rápida e casual ao invés de ultrajar por gerar mais carnificina sem sentido, o que é sintomático, usando de um jargão médico, de um câncer imenso e maligno na sociedade humana. Também é sintomático que, no mesmo dia, mais de 30.000 crianças tenham morrido por inanição e não se tenha ouvido uma palavra acerca disso. Enquanto eu trabalhava a saúde da sociedade humana com a mesma compaixão gentil e compenetrada com que trabalhei a saúde de pacientes enquanto indivíduos, descobri um “paciente” em condições críticas, necessitando de atenção global. Porque valorizamos tanto nossas divergências e negligenciamos nossa saúde coletiva? Vivemos em um país onde atletas e atrizes são multimilionários. No entanto, 60% dos professores, que secundam apenas às mães na manutenção de sociedades saudáveis, necessitam de um segundo emprego para sustentar suas famílias nos EUA. 1 É necessário encontrar mecanismos que

Por: Larissa Vieira.



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