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Acadêmica: Larissa Tedéo

Canção para ninar um rio.

A noite veio trazendo seus encantos e temores. No silêncio da escuridão, ouvese um lamento: - Estou só, não quero morrer! Por que todos me abandonaram? - Por que os peixes não vêm colorir minhas águas? - Os homens me usaram e jogaram fora, já não sirvo para nada. Uma voz suave interrompe seus lamentos. - Não tenha medo meu filho. Nasceste em minhas entranhas, nunca te deixarei sozinho. Eu sou a Mãe-Terra, estou aqui para te proteger. - Já foste tão pequenino, cresceste descendo montanhas, percorrendo longos caminhos. Tuas águas levaram o progresso, te deixando mais orgulhoso. - Mas às vezes, o homem fica cego, esquecendo seus verdadeiros amigos, e na sua ganância te usaram sem escrúpulos. - Hoje, o teu pranto ecoa por esses vales, vem para os meus braços e te embalarei em doces sonhos. E assim, uma doce e mágica canção, corta o espaço silencioso. E o nosso querido rio se deixa levar por aquela voz tão meiga, tão protetora, na esperança que um dia seu destino mude e que ele volte a ser como criança.

O Rio Itajaí-Açu precisa de ajuda. Devolva a vida pra quem faz a vida.


A noite veio trazendo seus encantos e temores