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MARP

UMA NOVA SEDE

LARISSA SPINELLI PEREIRA


A


CAPA


MARP UMA NOVA SEDE

Monografia apresentada ao Centro Universitário Moura Lacerda, para cumprimento das exigências para obtenção de grau de Licenciatura em Arquitetura e Urbanismo sob a orientação da Prof. Ms. Rita de Cassia Fantini de Lima.

Larissa Spinelli Pereira

Ribeirão Preto, 2013


eeee

Aos meus pais que depositaram toda confiança em meu sonho, em minha vocação. Em especial a minha mãe, companheira das madrugadas de projeto e de constante incentivo. Aos amigos e companheiros dessa longa jornada, sempre a disposição nos momentos de necessidades. Aos professores, em especial as mestras Marcela Cury Petenusci e Rita de Cassia Fantini de Lima pela dedicação, e por estimularem meu amor pela arquitetura.


RESUMO O projeto de pesquisa apresenta a proposta de implantação da nova sede do Museu de Arte de Ribeirão Preto, que atenda de maneira adequada suas necessidades espaciais, e as necessidades técnicas para armazenar e preservar corretamente seu acervo. . Com o objetivo de valorizar o conceito do museu, voltado à arte contemporânea, e valorizar o local da implantação, e o eixo cultural de Ribeirão Preto, buscando atrair um numero crescente de visitantes o projeto visa expressar o conteúdo do MARP em um edifício cultural e democrático propondo a máxima integração com o entorno, como forma de aproximação da arte com se público.

Palavra chave: Museu de Arte de Ribeirão Preto, museu, arte, democratização da arte, arquitetura e arte.


ABSTRACT This project brings a new implantation proposal for the new Museu de Arte de Ribeir達o Preto, bringing better solutions to its spatial needs and use due to the storage and preservation of the art work. With the objective to praise the museum concept, the contemporary art, as the implantation site, the Ribeir達o Preto culture program and trying to increase the museum visit number, this project aim to express the MARP content in a cultural and democratic building due to a proposal of a full integration with its surrondings to get the art closer to the public.

Key words: Museu de Arte de Ribeir達o Preto, museum, art, architecture.


SUMÁRIO INTRO - MARP ESPAÇO PARA ARTE ALÉM DAS EXPERIENCIAS VISUAIS ARQUITETURA É ARTE? ARQUITETURA ABRIGA A ARTE? DOS GABINETES DE CURIOSIDADES A ARTE URBANA

REFERÊNCIAS PROJETUAIS PRAÇA DAS ARTES GALERIA NACIONAL DE BERLIM AMPLIAÇÃO DO MUSEU NACIONAL DE QUEBEC

MARP A NOVA SEDE

LEVANTAMENTO DE DADOS LOCAL EIXO CULTURAL QUADRILATERO CENTRAL SISTEMA VIARIO CARACTERISTICAS DO TERRENO PROPRIEDADE DO DAERP

DIRETRIZES PROJETUAIS CONCEITO CONDICIONANTES PROETUAIS PARTIDO ARQUITETONICO PROGRAMA DE NECESSIDADES EIXOS DE CIRCULAÇÃO

O PROJETO MEMORIAL JUSTIFICATIVO CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS LISTA DE IMAGENS


INTRODUÇÃO O Museu de Arte de Ribeirão Preto, ou MARP, é, atualmente, o museu de maior importância para o município de Ribeirão Preto, bem como é considerado o museu de arte contemporânea de maior expressão do interior paulista. Atualmente funciona em um edifício emprestado pela Sociedade Recreativa, e adaptado para as necessidades do museu. Diante nas necessidades espaciais e funcionais, propõese uma nova sede para o MARP que permita o seu crescimento e a implantação de um programa adequado ao museu, com uma reserva técnica que ajude preservar o acervo, hoje, com mais de 1200 obras. Para o desenvolvimento do projeto será feita uma reflexão a respeito da transformação que os museus sofreram com o passar dos séculos, até chegar a uma instituição cultural e de consumo, e aos modelos arquitetônico mais adotados. A implantação da nova sede do MARP, almeja valoriza o museu reforçando sua importância para o eixo cultural e para a cidade de Ribeirão Preto, bem como permitir o pleno desenvolvimento de suas atividades, culminado em expressividade estadual e nacional cada vez maiores, que venham fortalecer o turismo cultural da cidade.


espaรงo para

arte


ALÉM DAS EXPERIENCIAS VISUAIS

“Uma coisa pura Linha luz e ar pousa frente ao mar assim definiu Carlos Drummond de Andrade o MAM, enquanto o MASP literalmente flutua sobre uma praça que se tornou um dos poucos lugares de São Paulo.” (Kiefer, acessado em setembro 2013) A arquitetura, ao contrario de outras artes plásticas como a pintura e a escultura vai além da experiências visuais, para envolver a experimentação do espaço. Para o arquiteto o espaço pode ser entendido como uma extensão do corpo mutável, passível de ser modelado conforme a expressão de uma época e das necessidades humanas. Na antiguidade clássica toda atividade de transformação ou modelação, com sentido de expressão do mundo e da realidade eram consideradas arte, a Arquitetura então era entendida como a arte da construção de espaços.


Sem a intenção de estabelecer aqui valores comparativos entre as diferentes manifestações artísticas, a arquitetura é a mais presente no cotidiano humano, que “constrói a vida com arte”, e sua percepção vai além do gosto estético. Esta diretamente relacionada a uma linguagem poli sensorial: visual, tátil, olfativa, auditiva, as combinações de luz e sombra que compõe o ambiente. A função utilitária não só é importante, mas diferencial

da

Arquitetura

em

relação

as

um

demais

manifestações artísticas, que quando bem desenvolvida alia funcionalidade a formas esteticamente atraentes e confere qualidade a obra. Arquitetura é composta também pelo espaço, corpo e mente, caráter emociona, subjetivo mutável a cada expectador que ultrapassam o limites físicos do espaço e fundamentais a interpretação da obra arquitetônica. A experiência no espaço ao longo de todas essa “sensações” que impulsiona a uma ação ou interação com o ambiente.


“Se dice que la arquitectura es “música congelada”, pero emotivamente esto sólo es cierto por su estructura dinámica, no por el efecto de su contenido. Globalmente su efecto emotivo depende de las cosas humanas de las que el edificio participa. El templo griego está demasiado alejado de nosotros para hacernos experimentar mucho más que los efectos de un quilibrio exquisito de fuerzas naturales. Pero al entrar en una catedral medieval es imposible dejar de sentir que forma parte de los usos a los ha estado destinada históricamente: también um hombre accidental siente algo parecido al entrar en un templo budista…” (PATETTA, 1998, pag. 25) A arquitetura vai além do que simplesmente manipular formas, proporção, escalas, geometria, pilares, estruturas ou curvas, ela tem um caráter representativo que como arte almeja produzir sensações em seu observador.


ARQUITETURA É ARTE? ARQUITETURA ABRIGA A ARTE?

Os museus contemporâneos realizaram uma completa transformação de sua concepção convencional. A influencia capitalista e a maciça e crescente presença de visitantes implicou na necessidade de multiplicar os serviços do museu, com exposições temporárias e locais para consumo, e redundou no crescimento das áreas dedicadas a direção, a educação e a conservação, atribuindo um caráter comercial a um local, antes, restrito a contemplação da arte.

Essa que não foi uma mudança de todo negativa, já que ocorreu a partir dos anos 80, em um período de crise da museologia, agravada pela arte de vanguarda e pelo pós guerra, uma vez que trouxe como beneficio a reafirmação do papel do museu na sociedade contemporânea, e tornou a arte acessível a um número maior de apreciadores.


“Paradoxalmente, tais crises acabaram por reafirmar o poder do museu como instituição de referencia e de síntese, capaz de evoluir e de oferecer modelos alternativos, especialmente adequados para assinalar, caracterizar e transmitir os valores e os signos dos tempos.” (MONTANER, 2003, pg 8).

Nesse período de crise da museologia, houve uma ruptura de conceitos promovida pelos artistas de vanguarda, que foi crucial para a transformação dos espaços de arte. Em 1909 o “Manifesto Futurista” de Filippo Marinetti, compara os museus e bibliotecas a cemitérios. Vinte anos depois, nos Estados Unidos, começam a surgir a nova geração de museus e, no final dos anos 30 concretizamse quatro modelos modernos de museus, com concepções distintas no que se refere a organização do espaço interno, ao critério museográfico de exposição do acervo, à relação com o contexto urbano e com a paisagem ou ainda no que diz respeito aos materiais e as tecnologias.


São eles: o museu de crescimento ilimitado de Le Corbusier, de forma retilínea que se enrosca e não tem limites para sua expansão; o museu de percurso helicoidal de Frank Loyd Wright; o pequeno museu surrealista e portátil de Marcel Duchamp; e o modelo adotado para o projeto da nova sede do MARP, o museu de planta livre de Mies Van der Rohe, ideal para instituições de menor porte, que permitem uma perfeita integração com a cidade, dentro do conceito de um museu formativo, voltado a população.

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Atualmente, embora essa nova geração de museus ofereçam tipologias adequadas as complexas necessidades espaciais, existe a necessidade de buscar, no passado, valores perdidos com as maciças visitas e a multiplicação dos locais de serviço e comércio dentro desses espaços de cultura.

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Se por um lado houve uma difusão da arte, tornando-a acessível a um numero maior de pessoas, houve, também, a banalização da arte, já que muitos locais, antes de contemplação, adquiriram um caráter muito mais comercial, perdendo o foco da disseminação da cultural. Surgiram com essas mudanças, espaços comercias que oferecem exposições artísticas, sem nenhum compromisso, quer com a qualidade de suas obras, quer com a formação de seu publico ou com a democratização de seu espaço. 03

O que pretende-se com essa proposta é aplicar os conceitos estabelecidos pelo MARP, para criar na nova sede um local de contemplação, de formação do seu público, em um espaço educativo e democrático voltado para a população. E que, utilize-se das áreas de consumo, apenas como forma de atrair um público maior ao espaço voltado à arte.

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Mas, se deve existir uma preocupação com a qualidade e a banalização da arte, como definir o que é arte? Tendo a arte um caráter tão abrangente, é difícil definir seus conceitos, por tratar-se de algo subjetivo. Assim, de forma simplificada, poderíamos definir a arte, como toda expressão humanística, dotada de valor estético. Com função, que poderíamos chamar de aprendizagem, que se dá, como especificas formas de conhecimento, diferentes dos processos racionais.

“Seu domínio é o do não-racional, do indizível, da sensibilidade: domínio sem fronteiras nítidas, muito diferente do mundo da ciência, da lógica, da teoria. Domínio fecundo, pois nosso contato com a arte, nos transforma. Porque o objeto artístico traz em si, habilmente organizados, os meios de despertar em nós, em nossas emoções e razão, reações culturalmente ricas, que aguçam os instrumentos dos quais nos servimos para apreender o mundo que nos rodeia.” (COLI, 1995, pg. 109)


A arte não é uma necessidade vital, ela representa um espaço único, onde a emoção humana pode desenvolverse de um modo privilegiado. “Poderíamos dizer que a arte é um espelho onde o homem reconhece seu espírito, recurso pelo qual o torna comunicável. [...] O fazer artístico e o convívio com a arte é uma necessidade natural do homem.”(CARNEIRO e LIPALI, não datado, pg. 3)

Assim, percebemos que a arte e arquitetura, são disciplinas tão próximas, a ponto de sobrepor seus significados e funções: há formas de arte que tratam o espaço arquitetônico, da mesma forma em que a arquitetura flerta com a arte na busca pela qualidade espacial que vai além da construção.


DOS GABINETES DE CURIOSIDADES A ARTE URBANA

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Os espaços destinados a abrigar e expor a arte passaram por inúmeras transformações, de configuração e conceito, que ainda não se encerraram. Atualmente, essas mutações vem com a tendência, cada vez maior, de transformar esses espaços privados, em públicos. A pratica de colecionar e expor obras de arte, data do fim da idade média, onde as obras eram expostas, a um seleto grupo de convidados, nos chamados “gabinetes de curiosidades”, jardins ou salas de palácios, onde ficavam em exposição, além das obras de arte, pedras preciosas e peças raras, a fim de ostentar o poder e o status da família, motivo de competição entre a realeza.


Mais

tarde,

mudanças

de

ordem

politica,

econômica e cultural fizeram com que parte desses acervos

fossem

institucionalizados,

tornando-os

mais acessíveis à população. Consequentemente, mudanças na maneira de expô-las começam a acontecer. Construções destinadas a exposição e a organização mais criteriosa dessas obras passam a ganhar importância. O ICOM (Conselho Internacional de Museus) conceitua museu como “uma instituição permanente, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público e que adquire, conserva, investiga, difunde e expõe os testemunhos materiais do homem e de seu entorno, para educação e deleite da sociedade”. Assim, em 1683 é criado o primeiro museu de que se tem noticia, o Museu Ashmolean na Universidade de Oxford, Inglaterra, resultado da nacionalização da coleção de obras de John Tradescant.


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A próxima grande mudança veio com os conceitos da expografia moderna que, na tentativa de tornar as exibições mais compreensíveis, teve duas vertentes:

A expografia moderna tradicional, influenciada pela Bauhaus, que utilizava a cor branca para paredes, painéis e suportes, ainda, atualmente, a mais encontrada nas galerias de Ribeirão Preto.


E a expografia Italiana, que utilizava a transparência nos suportes e painéis, e dispensava o uso das paredes. Menos difundida e pouco utilizada, teve um grande representante no Brasil, o MASP, Museu de Arte de São Paulo, projeto de Lina Bo Bardi.

“Pouco a pouco, o espraiar das obras e da arte como um todo foi se fazendo mais forte e conquistando outros campos. Primeiro alcançou a parede, depois o recinto, o espectador e logo mais a cidade. Marco desse processo, principalmente no âmbito brasileiro, foi a construção do Museu de Arte de São Paulo, o MASP, erguido no início da década de 1960 pelos traços da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi.” (ALVES, não datado pg. 6) Essas transformações trouxeram, também, um novo movimento da arte em relação ao observador: uma obra que antes era como uma janela, ganha uma terceira dimensão, a profundidade, posteriormente, se torna independente da moldura, se transforma em escultura.


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As instalações evoluíram da mesma forma, de um grupo seleto de visitantes, passou a um centro de exposição, que ganhou leveza e transparência com os anos, e hoje tende a levar a arte, desses espaços

privados,

para

espaços

totalmente

públicos. E, continuam a evoluir, de forma que a arte, principalmente as esculturas, tem saído dos museus e conquistado o meio urbano como um objeto manipulável e transformado pelo próprio observador. O que vem proporcionando uma aproximação cada vez maior, dos museus, com a cidade e seu meio.


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refe rĂŞncias


PRAÇA DAS ARTES AUTORES: BRASIL ARQUITETURA - Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz ANO: 2012 Area: 36.000,00 m2 LOCAL: São Paulo, Brasil

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Localizado em frente ao Vale do Anhangabaú, na Av. São João, entre a Rua Formosa e a Rua Conselheiro Crispiniano, foi parcialmente inaugurado em 2012 e ocupa quase toda a quadra, com acesso pelas três ruas. Em uma área que estava em processo de degradação, o projeto faz parte da revitalização do chamado Centro Novo de São Paulo, e foi inicialmente concebido para atender as necessidades de espaço da Orquestra Sinfônica, da Escola de Bailado e de Musica e do Coral Lírico, ligados ao Teatro Municipal. 13

Além da área destinada ao Corpo Artístico, Orquestra, Coral e Escola do Teatro, o programa conta com uma grande área de exposição, uma praça de convívio, auditório próprio e discoteca. Para integrar toda a área, o pavimento térreo foi mantido livre, para reforçar a ligação com o entorno e facilitar o acesso ao miolo da quadra, criando eixos de circulação por onde a cidade permeia, com alguns serviços, como: restaurante, bancas e comércios. 14


Segundo Ferraz, autor do projeto, o sucesso do espaço se deu, pelas reais necessidades da área, já que no Brasil, é comum prefeituras aproveitarem casarões, estações ferroviárias antigas e desativadas para a implantação de equipamentos culturais, muitas vezes em áreas que não necessitam, ou mal implantados, com um mau programa, critica ele. Para a viabilização do projeto legal, houve uma parceria com a Prefeitura de São Paulo, estabelecendo-se duas etapas de desapropriação, alguns edifícios degradados e sem valor histórico foram demolidos e tiveram sua área incorporada ao projeto, os de valor foram restaurados, incorporados ao programa e passaram a servir a comunidade, como o é o caso do prédio onde funcionava o sindicato dos comerciários. Apesar das desapropriações e do estado de degradação em que se encontrava o local, a área tinha grande potencial para


a reabilitação, por já contar com a praça no miolo da quadra, e por ter edifícios importantes como o Conservatório tombado pelo Condephaat. Foi então, a partir de estudos da praça préexistente, que se configurou o programa de requalificação da área, de maneira a atender aos diversos grupos artísticos, vinculados ao Teatro Municipal e, formar ali, um complexo cultural.

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Para a distribuição do programa, Ferraz e Fenucci, trabalham com três novos edifícios e construções, anexas aos prédios tombados, todos com vedação e estrutura em concreto e isolamento acústico de acordo com a atividade que abrigam.

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Essa leitura, trás como referência principal, a forma como os autores transformam um projeto, inicialmente de uso privado, voltado as necessidades das escolas e do corpo cênico do Teatro Municipal, em um espaço público de cultura e lazer, com o pavimento térreo, quase inteiramente destinado a integração com o entorno e áreas de convívio, que o torna democrático e acessível, a todos que queiram visitá-lo. A cidade permeia o equipamento, que funciona como uma extensão da calçada convidando o público a participar das atividades culturais.


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EIXOS DE CIRCULAÇÃO

A

cidade

equipamento,

permeia que

o

funciona

como uma extensão da calçada co vidando o público a participar 21

das atividades culturais.


NOVA GALERIA NACIONAL DE BERLIM AUTORES: Mies Van der Rohe ANO: 1968 LOCAL: Berlim, Alemanha

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Construido logo após a 2ª Guerra Mundial, em uma Alemanha dividida pela Guerra Fria, Mies foi contratado para construir um Museu de Arte Contemporânea, em frente à Orquestra Filarmônica de Berlim. Em 1968 o museu foi inaugurado, na porção ocidental da capital. Implantado em um tablado de pedra, o edifício é composto por um pavimento enterrado e um volume principal com fechamento em vidro, recuado dos pilares, que integra-se por completo com o entorno, dando leveza ao museu.

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Outra característica marcante, é a cobertura de 0.65 x 0.65 metros, formada por quadrados de aço, apoiados em 8 pilares, que deixam o vão do museu, de 0.50 x 0.50 metros, totalmente livre e versátil a dinâmica das exposições temporárias, e marcam a horizontalidade característica dos projetos de Mies.

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o volume inferior traz uma planta mais compartimentada, e com iluminação quase toda artificial e controlada, necessária para a preservação da obras e um jardim com exposição de esculturas, além do acervo.

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O

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modelo

de

planta

livre

adotado por Mies para a Galeria Nacional, na

define

arquitetura

de

um

marco

museus,

é

considerado a “evolução da caixa” de expor segundo Montanier no livro “Museu do sec. XXI”, que influenciou arquitetos como Lina Bo Bardi e Reidy, pois além de ser dinâmico e permitir a evolução da museografia, entendo-a como um equipamento voltado a população, 29

já que, através da transparência, consegue aproximar o edifício do publico e do entorno e transporta a cidade para dentro da exposição.

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AMPLIAÇÃO DO MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES DE QUEBEC Autor: OMA, Office for Metropolitan Architecture Área Construida: 12 mil m2 Ano: 2010 Local: Quebec, Canadá

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Vencedor

do

concurso

para

ampliação do Museu Nacional de Belas Artes de Quebec, o projeto foi concebido com o principal intuito de criar uma volumetria dramática e monumental, mas, ao mesmo tempo respeitosa aos demais edifícios do museu, construídos no sec. XIX e XX, que fazem parte de entorno. 33


34

O edifício contemporâneo é formado por

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três blocos, de tamanhos diferentes, dispostos em forma de cascata decrescente, que permitem que todos os ambientes sejam iluminados naturalmente. 36

Para o acabamento, os autores do projeto, optaram pelo vidro, translúcido ou opaco, conforme a face, e um sistema de estrutura metálica composta de vigas vierendeel e pilares, e caixas de madeira atirantadas as vigas.


SUBSOLO TÉRREO

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Analisando as plantas tem-se um exemplo da relação ideal da área acervo e apoio técnico em proporção á área de exposição permanente.

Exposição permanente Acervo

1º PAVIMENTO

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Apoio Técnico (Área de restauro, limpeza e montagem das obras)

Eixo de circulação de serviço Carga e Descarga

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A maior contribuição da leitura para o desenvolvimento do projeto, foi a compreensão da complexa estrutura necessária para um museu, as áreas de carga e descarga, o tamanho ideal do acervo, que deve ser de 1/3 da área expositiva e as salas necessárias ao apoio do acervo, como limpeza e montagem das obras. Outra característica interessante do projeto, é a forma como as coberturas foram aproveitadas como terraços, destinados a áreas de convívio e lazer e, como a circulação é organizada em um único eixo, a partir do qual, é distribuída, vertical e horizontalmente. 40


“Arte é contemplação. É o prazer da mente que penetra a natureza e descobre o espírito que anima. É a alegria da inteligência que vê o universo com clareza e o recria, dotando-o de consciência. A arte é a missão mais sublime do homem já que é o exercício do pensamento tentando

compreenderomundoe

torná-lo compreensível” (RODIN,1990.pg.8).


O MARP

m 22 de dezembro de 1992, é inaugurado

reformas e ampliações, a última delas para se

o MARP - Museu de Arte de Ribeirão Preto

adequar ao programa do museu pouco antes

Pedro Manuel-Gismondi, com o objetivo de

de sua inauguração.

reunir todo o acervo de artes plásticas da Prefeitura Municipal de Ribeirão, doadas ao

Durante esses 21 anos de funcionamento

poder público ou adquiridas através do Salão

o MARP, desde o inicio, voltou-se à arte

de Arte de Ribeirão Preto (SARP) e do Salão

contemporânea, e expandiu seu programa,

Brasileiro de Belas Artes (SABBART), bem

incorporando a ele o conceito social da educação

como de promover a recuperação do acervo.

através da arte. Hoje o museu conta com oficinas gratuitas, cursos destinados a formação de

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Instalado no prédio da antiga sede da

monitores, palestras, visitas monitoradas, uma

Sociedade Recreativa do arquiteto Affonso

pequena biblioteca de artes, e maior expansão

Garibello, datado de dezembro de 1908, que

nota-se no acervo, atualmente lotado com

já foi sede, também, da Câmara Municipal,

mais de 1200 peças, segundo informação de

entre 1956 e 1984, e passou por algumas

funcionários do museu.

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Essa expansão trouxe grande reconhecimento do meio cultural ao MARP, que é considerado o principal museu de arte contemporânea do interior do estado de SP, e já recebeu mostras de artistas importantes como Lasar Segall e impulsionou a carreira de muitos outros artistas regionais como Bassano Vaccarini, mas que continua sem sede própria, em um local adaptado para um museu e que hoje, devido à falta de espaço físico, tem seu crescimento e desenvolvimento limitados.

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Apesar de ser um equipamento público pertencente a prefeitura municipal, o MARP hoje é mantido quase que inteiramente pelo AAMARP, associação amigos do MARP, formadas por amantes da arte que contribuem com uma mensalidade para manter o museu funcionando. Já a prefeitura destina cerca de 140 mil reais por ano (15,8% da verba disponível para gestão de projetos culturais - dado da planilha orçamentaria de 2010) para gestão dos equipamentos de exposição da cidade, ou seja, esse valor é divido ente o Museu de Arte, o MIS e o Museu Histórico, quantia essa muito aquém da necessária para a manutenção do prédio, dos funcionários e para as melhorias necessárias. 45

Baseado na crescente visibilidade e importância que o MARP vem conquistando para a região e nas dificuldades físicas que enfrenta desde sua inauguração em 1922, propõe-se então, uma nova sede adequada a sua importância e as necessidades de um museu do sec. XXI.


O NOVO MARP A nova sede do MARP tem como objetivo resolver o problema de falta de espaço do museu, oferecendo uma planta adequado a museologia dos dias de hoje, que tenha o dinamismo necessário para as exposições itinerantes, e as condições ideais de preservação necessárias para as exposições permanentes. Como principal conceito, aproximar a arte de seu público, oferecendo também espaços de convívio e lazer, visto que o museu deixou de ser um lugar apenas de contemplação da arte, e vem se transformando em um local também de frequentes visitas, que busca se integrar cada vez mais ao cotidiano de seus frequentadores.

Área de exposição aproximadamente 350m²

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Hoje o MARP conta com aproximadamente 350 metros quadrados de áreas expositivas, um atelier, uma pequena biblioteca de artes e uma área que, quando necessário, é adaptada a palestras, além de e um acervo lotado e área de apoio aos funcionários e administração insuficientes. A nova proposta é triplicar a área destinada a exposição, adequar o acervo e apoio técnico as novas dimensões do museu, aumentar a quantidade de ateliers, para que as oficinas e cursos de formação possam ser acessíveis a uma maior parte da população, incorporar ao programa um auditório para as palestras que hoje acontecem em um ambiente improvisado, transformando assim o MARP em um equipamento artístico e cultural apto a receber exposições de diferentes portes, e a preservar seu acervo de maneira adequada. Para tornar o espaço mais atrativo ao publico menos envolvido com a arte, o equipamento integrará espaços multiusos e de convívio, além de café para atender aos frequentadores, e um restaurante e loja souvenir, com o principal intuito de gerar renda para o MARP e minimizar as dificuldades de manutenção do museu.


levantamento

de dados


A LOCALIZAÇÃO O ponto escolhido para implantação do projeto está localizado na porção oeste do quadrilátero central de Ribeirão Preto, na Rua Amador Bueno, entre a Av. IX de Julho e a Rua Rui Barbosa, limite entre o Centro e o Alto da Boa vista, conta com uma área total de 7742,90m2 no maior polo comercial fora dos shoppings centers e no bairro com maior concentração de equipamentos culturais da cidade. O lote é de propriedade do DAERP e atualmente tem uma área construída de 123.41m2 que abriga o reservatório de água que atende todo o centro da cidade e parte da Vila Tibério. O terreno foi escolhido por estar em uma área central privilegiada, junto a maior concentração de equipamentos culturais da cidade e, próximo ao terminal rodoviário, ou seja, de fácil acesso aos visitantes de Ribeirão e da região pelo transporte público e também por automóveis particulares pela proximidade com as avenidas IX de Julho e Caramuru. Outra condicionante importante é os 24 metros de declividade do lote, que ocupa a região de uma antiga pedreira, motivo pelo qual, ainda encontra-se desocupado, mas que, com o projeto deverá funcionar como uma ligação entre a parte alta e a parte baixa da cidade.

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EQUIPAMENTOS CULTURAIS

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Equipamentos Públicos Equipamentos Privados

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Ponto relevante na escolha do terreno foram as características de seu entorno, próximo a atual sede do MARP, e junto a maior concentração de equipamentos culturais da cidade, localizada no centro como mostra o mapa.

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Terreno Quadrilátero Central Principais equipamentos

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O QUADRILÁTERO CENTRAL

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O local escolhido para a implantação da nova sede do MARP, na porção oeste centro, como o Alto da Boa Vista, faz parte de uma das regiões mais antigas da cidade e que, antigamente, era das mais nobres, esbanjando o luxo da agricultura cafeeira. Hoje a região é o maior polo comercial fora de dos shoppings centers


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O bairro, delimitado pelas Av. IX de Julho, Av. Independência, Av. Francisco Junqueira e Av. Jeronimo Gonçalves, conhecido como quadrilátero central, foi escolhido porque, além de ter a maior concentração de equipamentos culturais de Ribeirão, apresenta grande diversidade de usos, com alguns equipamentos importantes, tais como o Terminal Rodoviario, um grande facilitador de acesso, e outros equipamentos institucionais e comerciais como o Colégio Marista, o Clube da Recreativa, o Mercado Municipal e o Centro Popular de Compras, que são equipamentos aglomeradores de público e que contribuem com o movimento no entorno. Como ponto negativo, há perto do local escolhido uma grande concentração de comércios e serviços, desfavorável a vida noturna do local, já este tipo de estabelecimento fecha durante o período da noite, deixando a região deserta, e consequentemente promovendo a desvalorização e degradação do seu entorno. Para resolver o problema já existe um projeto de requalificação dá área em fase implantação pela Prefeitura Municipal, com isso o projeto da nova sede do MARP deverá ser um incentivo a valorização e dinamização da região. TERRENO PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

COMERCIO INSTITUCIONAL ÁREA VERDE

MAPA DE USOS

RESIDENCIA


SISTEMA VIÁRIO A cidade de Ribeirão Preto tem um sistema de transporte radiocêntrico, ou seja, todo o transporte parte de um núcleo, o quadrilátero central, delimitado pela Av. IX de Julho, Av. Jeronimo Gonçalves, Av. Francisco Junqueira e Av. Independência, todas com fluxo bastante intenso. A partir desse quadrilátero, eixos de circulação, distribuem o tráfego para as demais áreas da cidade. Devido a essa concentração do tráfego urbano na região central, as vias de menor hierarquia funcional, ou seja, as mais estreitas, acabam por não dar vazão ao intenso fluxo de veículos que recebem, principalmente nos horários de pico. Apesar o tráfego intenso, o traçado radiocêntrico facilita a acesso á área de implantação do projeto.

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HIERARQUIA VIÁRIA FUNCIONAL


diretrizes do

projeto


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CARACTERÍSTICAS DO TERRENO 66

A característica mais marcante do terreno escolhido é sua topografia, com 24 metros de desnível artificial, herança de uma antiga pedreira que ocupou o lugar, e com aproximadamente 24,5% de declividade, que permite que o local seja edificado, mas o torna um desafio para o projeto, motivo pelo qual ainda encontra-se desocupado. Como contraponto, a área escolhida oferece um lindo olhar sobre cidade, resultado de sua localização, na divisa entre as partes alta e baixa da cidade. Outra característica importante para o projeto, é a possibilidade de dois acessos, pela Rua Amador Bueno e pela Rua Saldanha Marinho, possibilitando que o equipamento funcione, também, como costura entre essas duas partes da cidade, a alta e baixa, oferecendo uma alternativa de percurso, às escadarias das ruas do entorno. Outro condicionante relevante é a orientação solar, já que a melhor vista encontra-se voltada à noroeste, face com a maior incidência solar, porém é também a área mais privilegia quanto a ventilação, pois o entorno encontra-se em níveis mais baixos.

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Ă rea demolida


PROPRIEDADE DO DAERP

O terreno escolhido, conta com 7.742,90 metros quadros é de propriedade do DAERP (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto), onde, desde 1904, funciona o Reservatório Quizinho Junqueira,

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responsável pelo abastecimento de todo centro da cidade e de parte da Vila Virgínia. Parte do terreno é ocupada por uma pequena edificação, que, atualmente, serve como apoio aos funcionários que trabalham no local, desprovida de qualquer valor histórico ou cultural, além de encontrarse bastante degradada e que, consequentemente, não será mantida no projeto. No terreno existem, ainda, uma série de muros de arrimo e uma

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escadaria, que une as cotas de níveis mais altas com a parte baixa do terreno, ambos executados com pedra, e tão antigos quanto o reservatório e, pelo bom estado de conservação e pelo valor histórico serão incorporados ao projeto.

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CONCEITO

O conceito principal do projeto não é o de criar, apenas, um espaço de abrigo e armazenamento de obras de arte, com algumas salas expositivas, como eram os museus do inicio do século passado. Nem de criar um espaço de consumo excessivo, onde as atividades culturais passem para segundo plano. O objetivo é encontrar o ponto de equilíbrio entre os salões expositivos, atividade principal do museu, e os equipamentos de lazer e consumo que devem apenas atrair um número maior de visitantes as atividades culturais e artísticas. O edifício deve valorizar o conceito do Museu de Arte de Ribeirão Preto, de ser um equipamento cultural, educativo, voltado para a população. Atualmente o museu oferece visitas monitoradas a escolas, oficinas gratuitas, além de oferecer formação artística à seus curadores. O projeto procura, então, além de resolver o programa funcional, aproximar o MARP de seu publico e do seu entorno e expressar, através da arquitetura, o conteúdo do museu, como um equipamento cultural e democrático.


CONDICIONANTES PROJETUAIS O principal condicionante do projeto é o desnível de 24 metros a ser vencido, de maneira a manter o projeto dentro das normas de acessibilidade, e com uma circulação direta a parte baixa do terreno, para que o equipamento funcione como uma costura, entre a parte alta e parte baixa da cidade. O reservatório localizado bem no meio do terreno, também, é outra característica, que não pode ser esquecida, já que na sua área não pode haver pontos de apoio da estrutura, e nenhuma ocupação de carga sobre ele. O local de instalação do acervo também merece atenção, para a correta preservação das obras, precisa ser livre de umidade, com iluminação, ventilação e temperatura controladas.


PARTIDO ARQUITETÔNICO O principal partido, em relação a arquitetura, é a adoção do modelo de museu de planta livre, de Mies Van der Rohe, para as áreas expositivas, com objetivo trazer a flexibilidade e o dinamismo necessários aos museus de arte contemporânea, ao invés do muito usado modelo de salas de exposição. O projeto buscará, também, incorporar a vista da cidade, resultante do grande desnível, trazendo-a para dentro do edifício, através da transparência de seus volumes. E, para aproximar a arte do entorno, áreas de exposição ao ar livre, que possam ser vistas por quem circula pela via pública, e uma praça para contemplação da vista, que além de atender aos moradores da região, contribuirá para a recuperação da atividade noturna no local. A

escolha

dos

materiais

foi

baseada

nas

características

dos elementos encontrados no próprio terreno, e no estudo das necessidades no projeto. Optou-se, então, por trabalhar com madeira e vidro, aliados a altas tecnologias, que controlem a entrada de luz.


PROGRAMA DE NECESSIDADES O programa de necessidades foi desenvolvido com base: em analises dos projetos de referencias, em estudos realizados sobre o programa existente do MARP e em discussões com seus funcionários e curadores sobre suas necessidades de ampliação.

ENTRADA RUA AMADOR BUENO Praça / Mirante Passarela ENTRADA RUA SALDANHA MARINHO Estacionamento 26 vagas carros Estacionamento ônibus e caminhões EXPOSIÇÃO Salão principal Mezanino Exposição ao ar livre Sanitários ÁREA TECNICA Acervo Apoio técnico – montagem, limpeza, carga e descarga, depositos Administração Vestiários Descanso dos funcionários / copa EQUIPAMENTOS Ateliers Biblioteca Auditório 207 pessoas Foyer Sanitários Praça convívio - multiuso Café Restaurante

2547,20

626,35 765,10 1282,20 646,05 403,75 1209,35 31,75 483,05 267,30 78,80 33,85 78,25 296,60 237,42 332,75 95,10 44,56 1339,47 205,45 633,10


novo MARP

projeto


Implantação


PLANTA PAV. NIVEL + 19,00


Planta Pav. Nivel +16,00


PLANTA PAV. NIVEL + 14,00


Planta Pav. Nivel +9,00


PLANTA PAV. NIVEL + 0,00


CORTE BB

CORTE CC

CORTE AA


O estudo dos eixos de circulação foi o principal ponto de partida para a distribuição do programa, vertical e horizontalmente, no terreno. O local, que conta com dois acesos, pela Rua Saldanha Marinho e, o principal, pela Rua Amador Bueno, devido a declividade da área, dificulta a circulação de pedestres. No edifício, além dos eixos de circulação horizontal, foi priorizada a circulação vertical, através de um elevador urbano, incorporado ao equipamento, como ligação entre as duas entradas, e que, também funcionará como um elemento de costura urbana, facilitando o acesso à parte baixa da cidade.

ELEVAÇÃO 01

Além de priorizar a circulação vertical, o edifício desloca-se dos limites do terreno, ampliando a circulação das calçadas, e integrando-a com a circulação interna, como um convite ao pedestre e ao espectador. Considerando o nível mais alto do terreno, da Rua Amador Bueno, e nos 24,00m de desnível, pensa-se o edifício, como um objeto que distribui-se verticalmente, decrescendo em direção ao nível mais baixo, da Rua Saldanha Marinho. Ou seja, na Rua Amador Bueno, tem-se a cobertura de todo o volume, em um mirante, com vista de toda Vila Virginia, parte do Centro da cidade e parte do volume inferior, que aflora, conforme decresce o nível da calçada. Já pela Rua Saldanha Marinho, tem-se uma vista verticalizada do objeto, formado por níveis intercalados

ELEVAÇÃO O2


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A implantação do edifício foi determinada pela sobreposição dos eixos de circulação e pelas curvas de nível, que se encontram bem próximas ao original, com a existência apenas de alguns muros de arrimo, que foram preservados no projeto. Os níveis dos pavimentos foram escolhidos com o intuito de permitir a circulação acessível entre todos os pavimentos e a mínima interferência na topografia original da área. O acesso principal, é feito pela Rua Amador Bueno, o acesso de veículos, ao estacionamento social, de ônibus e a área de carga e descarga, são feitos pela Rua Saldanha Marinho, por ser uma via com menor declividade e fluxo de veículos menos intenso, o que facilita o acesso. 79

80

Com a implantação recuada dos limites do lote e os pavimentos independentes do terreno, formam-se amplos espaços abertos, utilizados como praças multiusos, importantes para a integração do museu com áreas verdes e, como uma forma de evidenciar as características originais do local. Cria-se então quatro áreas verdes: a menor delas, na entrada pela Rua Saldanha Marinho, que faz a transição da área externa e do estacionamento para os eixos de circulação que levam ao interior do edifício; um jardim multiuso central, utilizado como apoio ao atelier e ao café; uma praça na cobertura do museu, totalmente pública, que é, principalmente, um mirante sobre a cidade; e por fim, a cobertura do volume dos ateliers, auditório e café; que aflora conforme diminui o nível da calçada, acessado também pela Rua Amador Bueno, rampas e escadas internas, como um complemento a área expositiva, também usado para exposições ao ar livre. A vedação do edifício será de vidro perfil metálico, para permitir a contemplação da vista da cidade e do jardim interno. Como elemento sombreador, na fachada oeste, será usada uma malha metálica trançada (fig. 83), instalada em trilhos motorizados, para que possa ser aberta ou fechada, como uma cortina, conforme a movimentação e intensidade solar. Na fachada leste, voltada para o jardim interno, serão usados breeses de madeira moveis (fig. 82), que, além de proteger a área de descanso dos funcionários do sol matutino, agregará privacidade, sem


MEMORIAL JUSTIFICATIVO

impedir a visão de quem usa o local. O sistema estrutural será de concreto armado, as lajes de concreto nervurado, para diminuir seu peso e espessura e os pisos de todos os pavimentos, mirante e da área de exposições ao ar livre, serão de concreto queimado (fig. 78) e as demais áreas verdes terão pisos de concreto permeável (fig. 78).

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Os ateliers terão divisórias acústicas multidirecionais Serie 5000R da Wall Sistem (fig. 81), reforçando o conceito de dinamismo com a possibilidade de integração dos ambientes. O forro Metálico Spacial Tile, Refax Produtos Arquitetônicos (fig. 80), será usado no principal salão expositivo e no restaurante como forma de reduzir os índices de reverberação. 82

O eixo de circulação vertical contará com um elevador monta carga, para a circulação das obras, um elevador panorâmico urbano, com estrutura metálica e revestido de vidro e uma caixa de escada, também panorâmica, em estrutura metálica. Além do eixo principal de circulação, as demais rampas escadas e elevadores, que fazem as ligações diretas entre alguns pavimentos, também são de estrutura metálica e vedação em vidro.

83


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CONSIDERAÇÕES FINAIS

O projeto da nova sede do MARP nasce do desejo de se desenvolver um espaço de cultura e arte, voltado à população, como uma contradição ao status elitizante que a arte e o conhecimento artístico, ainda carregam, como parte da historia. Através do projeto, procurou-se integrar o museu ao entorno e incorporar a ele, áreas públicas, além de abri-lo, com vedações translúcidas, como forma de tornar a cultura, igualmente acessível e convidativa a toda a população, de todas as classes e de todos os níveis sociais e culturais. Além da responsabilidade social, o projeto visa, principalmente, atender as necessidades espaciais e de crescimento do principal museu da cidade, que tem seu crescimento limitado, devido ao prédio mal adaptado onde funciona, oferendo uma nova sede que se adeque a dinâmica rotina de um museu contemporâneo como o MARP.


BIBLIOGRAFIA

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LISTA DE IMAGENS

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1- Croqui do Museu Infinito, Le Corbusier. Fonte: Museu do Século XXI, Josep Maria Montaner.

images_2012_page_1091337031014381.jpg

2- Museu Infinito, Le Corbusier. Fonte:http://dc357.4shared.com/doc/ Xy12D-9C/preview_html_m612d1fdb.gif.

10- Escultura Urbana. Fonte:http://www.esculturasurbanas.com.br/site/ wp-content/uploads/2011/08/Incontinente-e-00007_Foto-Edouard-Fraipont.jpg

3Planta da Galeria Nacional de Berlim. Fonte:http://4.bp.blogspot. com/-mZt8Jo9hmBg/T4saNUYO1NI/AAAAAAAAE-Q/tt15pv7qcK8/ s1600/Neue_Nationalgalerie_Plans.jpg

11- Praça das Artes. Fachada. Fonte:http://ad010cdnd.archdaily.net/wp-content/uploads/2013/02/51228bccb3fc4bdcc200009e_plaza-de-las-artes-brasil-

4- Museu Guggenhein. Fonte:http://www.consueloblog.com/wp-content/ 12- Praça das Artes. Fonte:http://ad010cdnd.archdaily.net/wp-content/ uploads/2013/08/Lloyd_Wright_Guggenheim_Museum_1955-59.jpg. uploads/2013/02/51228bd4b3fc4bdcc20000a0_plaza-de-las-artes-brasil5- Museu Guggenhein. Fonte:http://4.bp.blogspot.com/_SJOK5385cOk/ TJVX4KJg6mI/AAAAAAAAARo/XMDW10BalGE/s1600/Wright,-Gugge13- Praça das Artes. Vista Interna. Fonte:http://ad010cdnd.archdaily.net/ nheim-Museum,-interior-763660.jpg. wp-content/uploads/2013/02/51228bd3b3fc4b23f900009f_plaza-de-las-artes-brasil6- Galeria Nacional de Berlim. Fonte:http://haggbridge.com/wp-content/ plugins/wp-o-matic/cache/df650_berlin0508-5691.jpg 14- Praça das Artes. Vista Interna. Fonte:http://www.reformafacil.com.br/ wp-content/uploads/2012/11/Pra%C3%A7a-das-Artes-II_a-1.jpg 7- Gabinete de curiosidades. Fonte:http://3.bp.blogspot.com/-FXwNo2U9U6E/UHHu1VBoAZI/AAAAAAAAFSI/aov4Ca5NZWc/s640/gabinete-de- 15- Praça das Artes. Programa de necessidades. Fonte:http://www.infra-curiosidades-de-van-haecht.jpg. estruturaurbana.com.br/solucoes-tecnicas/23/imagens/i368570.jpg 8- Galeria. Fonte:http://www.textoecia.com.br/wp-content/uploads/2013/09/Exposição-montada-na-Roberto-Alban-Galeria-de-Arte_Crédito-l-Andrew-Kemp.jpg 9- Cavaletes MASP. Fonte:http://classconnection.s3.amazonaws. com/577/flashcards/545577/jpg/arch_472__852_final_exam_prep__

16- Praça das Artes. Esquema de demolição. Fonte:http://www.infraestruturaurbana.com.br/solucoes-tecnicas/23/imagens/i368571.jpg 17- Praça das Artes. Fachada. Fonte:http://f.i.uol.com.br/fotografia/2012/11/30/215245-970x600-1.jpeg


27- Museu Nacional de Berlim. Fonte:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8f/Neue_Nationalgalerie_Sculpture_Garden.jpg 28- Museu Nacional de Berlim. Planta pavimento térreo. Fonte:http://1. bp.blogspot.com/_svAyYhspKJw/S7r7mgNS0GI/AAAAAAAAE-g/kp3AcMZssgw/s1600/planta+1.jpg

18- Praça das Artes. Vista Interna. Fonte:http://farm9.staticflickr. com/8065/8247778945_c56a8b57b9_b.jpg

29- Museu Nacional de Berlim. Corte. Fonte:http://2.bp.blogspot.com/_ svAyYhspKJw/S7r7rmTHHCI/AAAAAAAAFAI/bW4JKXChbl8/s1600/cortes1.jpg

19- Praça das Artes. Vista Interna. Fonte:http://img2.adsttc.com/media/ 30- Museu Nacional de Berlim. Corte. Fonte:http://2.bp.blogspot.com/_ svAyYhspKJw/S7r7rmTHHCI/AAAAAAAAFAI/bW4JKXChbl8/s1600/corimages/5122/8bd3/b3fc/4b23/f900/009f/large_jpg/IMG_4572. tes1.jpg jpg?1361218512 20- Praça das Artes. Vista Interna. Fonte:http://www.brasilarquitetura. com/galeria/projetos_img/099-01.jpg

31- Museu Nacional de Berlim. Corte. Fonte:http://2.bp.blogspot.com/_ svAyYhspKJw/S7r7rmTHHCI/AAAAAAAAFAI/bW4JKXChbl8/s1600/cortes1.jpg

21- Praça das Artes. Planta pavimento térreo. Fonte:http://img5.adsttc. com/media/images/5122/8f81/b3fc/4b23/f900/00bd/large_jpg/ PA_PLANTA_738_TERREO_LEGENDA.jpg?1361219455

32- Museu Nacional de Belas Artes de Quebec. Fonte:http://concursosdeprojeto.org/2010/04/04/museu-de-belas-artes-de-quebec-resultado/

22- Museu Nacional de Berlim. Fonte:http://www.art21.org/files/images/holzer-013.jpg 23- Museu Nacional de Berlim. Fonte:http://archcg.my/wp-content/ uploads/2013/01/Neue_Nationalgalerie.jpg 24- Museu Nacional de Berlim. Fonte:http://3.bp.blogspot.com/_svAyYhspKJw/S7r7r-kLOrI/AAAAAAAAFAQ/Mqjx6mQ5rPY/s1600/cortes2.jpg 25- Museu Nacional de Berlim. Fonte:http://25.media.tumblr.com/ c36512cea6a44b9bf5fc09ea6218df63/tumblr_mvdhfcXm321rcshqlo1_1280.jpg 26- Museu Nacional de Berlim. Fonte:http://farm6.staticflickr. com/5123/5331313608_e6c42c4bf8_b.jpg

33- Museu Nacional de Belas Artes de Quebec. Fonte:http://concursosdeprojeto.org/2010/04/04/museu-de-belas-artes-de-quebec-resultado/ 34- Museu Nacional de Belas Artes de Quebec. Fonte:http://concursosdeprojeto.org/2010/04/04/museu-de-belas-artes-de-quebec-resultado/ 35- Museu Nacional de Belas Artes de Quebec. Maquete. Fonte:http:// concursosdeprojeto.org/2010/04/04/museu-de-belas-artes-de-quebec-resultado/ 36- Museu Nacional de Belas Artes de Quebec. Fonte:http://concursosdeprojeto.org/2010/04/04/museu-de-belas-artes-de-quebec-resultado/ 37- Museu Nacional de Belas Artes de Quebec. Sistema estrutural. Fonte:http://concursosdeprojeto.org/2010/04/04/museu-de-belas-artes-de-quebec-resultado/


38- Museu Nacional de Belas Artes de Quebec. Planta subsolo. Fonte:http://concursosdeprojeto.org/2010/04/04/museu-de-belas-artes-de-quebec-resultado/

49- MARP. Planta pavimento superior. Fonte:http://www.marp.ribeiraopreto.sp.gov.br/scultura/marp/i14principal.php?pagina=/scultura/marp/ i14plantas.htm

39- Museu Nacional de Belas Artes de Quebec. Planta térreo. Fonte:http://concursosdeprojeto.org/2010/04/04/museu-de-belas-artes-de-quebec-resultado/

50- Imagem aérea do terreno. Fonte: Google Earth.

40- Museu Nacional de Belas Artes de Quebec. Planta 1º pavimento. Fonte:http://concursosdeprojeto.org/2010/04/04/museu-de-belas-artes-de-quebec-resultado/ 41- Museu Nacional de Belas Artes de Quebec. Corte. Fonte:http://concursosdeprojeto.org/2010/04/04/museu-de-belas-artes-de-quebec-resultado/ 42- MARP. Vista interna. Fonte:http://2.bp.blogspot.com/-cMJepYfBTYk/TbtL9K3ibBI/AAAAAAAAALM/OIAjhwtm2T0/s1600/MARP+-+Educativo+-

51- Centro Cultural Palace. Fonte: http://4.bp.blogspot.com/-cqNAkKbD-lY/TtqEZp1diPI/AAAAAAAAA90/m-V2NITRiYk/s1600/DSCF1513.JPG 52- Teatro Pedro II. Fonte:http://2.bp.blogspot.com/_zdpu0VByYZw/TOv68LncsqI/AAAAAAAABtE/BncMlLIGgDU/s1600/PedroII.jpg 53- Estúdio Kaiser. Fonte:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e2/Estáudios_Kaiser.JPG 54- Parque Roberto de Melo Genaro. Fonte:http://static.panoramio.com/ photos/large/72732043.jpg 55- Parque Maurílio Biaggi. Fonte:http://static.panoramio.com/photos/ large/38553756.jpg

43- MARP. Vista interna. Fonte: http://2.bp.blogspot.com/-8J-qAcM27tE/Ta1vA8gEf0I/AAAAAAAA- 56- Museu do Café. Fonte:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/comAGk/polCH2Sv7mE/s1600/MARP+-+Educativo_18-04-2011+001.JPG mons/3/32/Museu_do_Café_de_Ribeirão_Preto_01.jpg 44- MARP. Vista interna. Fonte:http://felipecama.com/site/wp-content/uploads/2011/08/Marp-e-o-Corpo-da-arte-04.jpg 45- MARP. Fachada. Fonte:http://f.i.uol.com.br/fotografia/2013/06/17/288897-970x600-1.jpeg 46- MARP. Fachada. Fonte: Arquivo pessoal

57- Colégio Marista. Fonte:http://i211.photobucket.com/albums/bb30/ ReinaldoRP/Centro/Fotos%20Pequenas/ColgioMarista.jpg 58- Clube Recreativa. Fonte:http://1.bp.blogspot.com/_lGQBIs3uHhk/ S9sYPySo-FI/AAAAAAAABfk/b0S2SoLi7fY/s1600/recreativa9dejulhoNet. jpg 59- Shopping Santa Úrsula. Fonte:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/ commons/1/12/Shopping_Santa_Ursula.JPG

47- MARP. Fachada. Fonte: Arquivo Pessoal 48- MARP. Planta pavimento térreo. Fonte:http://www.marp.ribeiraopreto.sp.gov.br/scultura/marp/i14principal.php?pagina=/scultura/marp/ i14plantas.htm

60- Terminal Rodoviário. Fonte:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/ commons/5/5c/Rodoviária_Ribeirão_Preto.JPG 61- Mapa de entorno. Fonte: arquivo pessoal.


62- Mapa de uso do solo. Fonte: arquivo pessoal.

img/produtos/4726/5510-forro-metalico-spacial-tile-refax-g.jpg

63- Mapa de hierarquia viária funcional. Fonte: arquivo pessoal.

81- Divisória acústica. Fonte:http://www.wallsystem.com.br/2009/fotos/ multi1_gde.jpg

64- Planta topográfica do terreno. Fonte: arquivo pessoal. 65- Corte do terreno. Fonte: arquivo pessoal.

82- Breeze de madeira. Fonte:http://maisarquitetura.com.br/wp-content/uploads/ 1289423657-corner-towards-the-east-landscape-528x352.jpg

66- Foto da vista do terreno. Fonte: arquivo pessoal. 67- Mapa situação existente do terreno. Fonte: arquivo pessoal. 68- Foto construção existente no terreno. Fonte: arquivo pessoal. 69- Foto do muro de arrimo. Fonte: arquivo pessoal. 70- Detalhe do muro de arrimo. Fonte: arquivo pessoal. 71- Imagem do projeto. Fonte: arquivo pessoal. 72- Imagem do projeto. Fonte: arquivo pessoal. 73- Imagem do projeto. Fonte: arquivo pessoal. 74- Imagem do projeto. Fonte: arquivo pessoal. 75- Imagem do projeto. Fonte: arquivo pessoal. 76- Imagem do projeto. Fonte: arquivo pessoal. 77- Imagem do projeto. Fonte: arquivo pessoal. 78- Concreto permeável. Fonte:http://www.rhinopisos.com.br/_libs/ imgs/final/ 79- Concreto queimado. Fonte:http://www.pisomixpisos.com.br/images/ galeria_cim_queimado/gallery_big4.jpg 80- Forro acústico metálico. Fonto:http://catalogodearquitetura.com.br/

83- Malha de aço. Fonte:http://www.archdaily.com.br/wp-content/uploads/2011/08/Museu-do-Aáo-2-1000x656.jpg


MUSEU DE ARTE DE RIBEIRÃO PRETO - UMA NOVA SEDE  

Trabalho de graduação em Arquitetura e Urbanismo pelo Centro Universitário Moura Lacerda