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Rodape {

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Domingo 21/08/11 Ano 4 - Nº 3 UMA REALIZAÇÃO:

}

AÇÕES FORMATIVAS: FOMENTAR E INFORMAR – DEBATER PARA CRESCER

Arthur Moura

por Sarah Mendes

A Aldeia Sesc chega a sua VI edição. E como não poderia faltar, a programação esta recheada de ações de caráter formativo. Serão diversos workshops, oficinas e debates com os mais diferentes assuntos, para os mais diferentes públicos. As inscrições são gratuitas e foram abertas no início deste mês, e apesar da grande procura algumas atividades ainda tem vagas. Ontem, dia 20, aconteceu o primeiro Workshop desta edição, Introdução às Narrativas: Clássicas e Populares foi organizado pelo CDRL (Centro de difusão

espaço; o Ateliê Sesc Aberto à Comunidade acontece na galeria do Sesc Centro, de 24 a 26, sempre de 8h às 17h. O audiovisual aparece na segunda-feira (22) com a Oficina de Vídeo-Arte: Experiências com o real, um exercício para o olhar ao cotidiano. As artes cênicas estão presentes no dia 25 (quinta-feira), no workshop O Ator, a Ação Cênica e o estado de representação. O treinamento é focado na ação física, com jogos cênicos e uma boa dose de bom humor. Outro momento importante das ações formativas é o debate que acontece ao fim de cada espetáculo selecionado para a Aldeia. O destaque fica para o Pensamento Giratório, mesa redonda que vai acontecer na terça-feira (23) com Charlene Sadd e Cia Dita (CE), com tema A nudez como proposição estética e política. O assunto promete render uma boa discussão, e afinal, este é o intuito desta e de todas as ações da Aldeia, formar através da cultura. {Workshop de literatura deu início as ações formativas da Aldeia}

{TECENDOLINHAS} Companhia cearense Cia Dita no palco do teatro Deodoro.

e realizações literárias). Como já dito, a Aldeia é para todos os públicos. A dança, por exemplo, tem seu lugar nos dias 22 e 23. No primeiro temos a Oficina Dança Contemporânea com Elementos da Técnica Clássica, mais direcionada aos bailarinos. No outro dia é a vez do Workshop ministrado por Marcelo Sena: Dança enquanto processo criativo, relacionando técnicas contemporâneas de dança com estímulo do próprio corpo como parte do processo. Seguindo a programação, as Artes Visuais também têm seu

{SEUJOFREFALOU} Bailarino alagoano apresenta força e sutileza em “Urucungo”.

{ENGENHODEFOLGUEDOS} Projeto que destaca o folclore alagoano é retomado.


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Coloca o engenho para funcionar! Arthur Moura

Glécio Rodrigues

grupos de folguedos, contemplando a pluralidade de manifestações da cultura popular alagoana. A retomada do projeto promete apresentações uma vez ao mês no museu Théo Brandão em Jaraguá. O Engenho de Folguedos volta à ativa durante a Semana das Culturas Populares, dentro das comemorações do mês do folclore promovida pelo museu, de 23 a 26 de agosto. A participação do Engenho de Folguedos será na quinta-feira (25). O projeto levará ao museu Théo Brandão o Samba de Matuto da Massagueira,

{Fandango do Pontal, uma das atrações do Engenho}

Urucungo, um dos espetáculos selecionados da Aldeia Sesc 2011. Foi um dos destaques da programação de ontem (20). A apresentação foi no palco do teatro Sesc Jofre Soares, onde perguntamos o que o público achou do espetáculo e...

27% achou Bom que só! 13% achou É, massinha

60% {ARRETADA} do público achou a programação

Mateu (ou Mateus) é o cara pintada que anuncia as boas novas no Guerreiro

que nas palavras de Ranilson França é “a mistura harmoniosa e inovadora do pastoril e das baianas”. No mesmo dia se apresenta, também pelo projeto, o Fandango do Pontal. Criado em 1930, hoje o fandango tem integrantes de 5 a 85 anos. O grupo Malacada encerrará a noite com muito samba.

OFICINA DE VIDEO-ARTE Com Arthur Tuoto Acervo

Preservar e propagar a cultura em Alagoas é uma luta contínua e por vezes bastante árdua. Por isso devemos aplaudir de pé projetos como o Engenho de Folguedos, idealizado pelo folclorista Ranilson França. O projeto estava desativado há dois anos, sem um calendário fixo de apresentações, e voltou à ativa no ano passado. O Engenho de Folguedos é uma parceria do Museu Théo Brandão, Associação de Folguedos Populares (Asfopal) e Secretaria Estadual de Cultura (Secult). O projeto tem como objetivo abrir espaço para os

O que é? Oficina de vídeo-arte que visa o aprendizado sobre o universo contemporâneo do vídeo, a partir do diálogo entre cinema e artes visuais. Por que participar? Na oficina será proposta uma imersão teórica e prática dentro do universo do vídeo, incentivando o aluno a explorar sua subjetividade perante o real a partir da ressignificação do cotidiano. O facilitador: Artista visual e cineasta, Arthur Tuoto desenvolve uma obra diversificada que mescla arte eletrônica, cinema, fotografia e novas mídias. Quando e onde? De segunda (22) a sexta-feira (26) no auditório da Secretaria de estado da cultura – Secult – Praça Marechal Floriano Peixoto, s/n, Centro.


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{SEUJOFREFALOU}

A força e sutileza de Urucungo Larissa Lisboa

Ao prestigiar o solo de dança Urucungo, o público aceita o convite para imergir em um ritual, que tem início desde a entrada no ambiente do espetáculo. A concepção deste espetáculo, do bailarino alagoano Denis Costa, transcorreu a partir da pesquisa do corpo e da cultura negra, ritmo e de elementos simbólicos da capoeira. O público acompanhou o iní-

cio do ritual ainda no saguão de entrada do Teatro Sesc Jofre Soares. Ao fim desta cena, os espectadores foram conduzidos a entrar e subir no palco para sentarem formando um semicírculo ao redor do bailarino. Urucungo na etnia banto significa berimbau, Denis encantou o público ao montar seu berimbau durante o solo. A presença deste instrumento da capoeira {O espetáculo e o debate}

{TECENDOLINHAS}

acentuou o desejo de parte do público em ver a utilização de passos e movimentos desta expressão cultural brasileira. O bailarino despertou muitos comentários sobre a precisão e força dos olhares que trocou com os espectadores; sobre o estímulo das sensações provocadas através de sua condução deste ritual. “Ficou muito forte a capoeira no corpo de Denis, como ela vai tomando corpo em sua pele, no olhar, em como ele utiliza a voz, como vai manipulando os instrumentos”, o comentário de Marcelo Sena, músico e dançarino, destaca os pontos mais elogiados pelo público em Urucungo.

Por Sarah Mendes

De-vir (CE) no Palco Giratório Barbara Esteves

A companhia cearense Dita participa da VI edição da Aldeia Sesc, com o espetáculo De-vir, dentro do Palco Giratório. A peça mostra quatro performers em cena pontuando as interferências do corpo com seu ambiente. Os performers se despem do figurino para revelar em seus corpos a liberdade em dançar, em provocar e em produzir um projeto estético repleto de significados. “Quando eu assistia aos espetáculos com nu, sempre percebia que a maioria das

vezes essa nudez não era honesta. Sempre tinha uma luz tênue, um ‘mostra, mas não mostra’ e isso me inquietava muito. Foi então que resolvi criar algo que fugisse disso”, explicou Fauller diretor e coreógrafo de De-vir. O espetáculo que possui 9 anos de concepção, aconteceu ontem, 20, no Teatro Deodoro, voltando

por Sarah Mendes

a se apresentar hoje, 21, às 19h, com entrada franca. Palco Giratório O festival itinerante percorreu capitais e cidades do interior, passando por teatros, centros culturais e praças públicas. Nesta edição do projeto participam 16 grupos, de diversos estados, num total de 37 espetáculos. Até dezembro serão percorridas 114 cidades, totalizando 728 apresentações, em todas as regiões do Brasil.


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{MOSAICO}

{CRUZADINHA} {2}

1- A ___________ é um tipo de poema popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel. 2- O livro O orvalho e os dias do escritor alagoano ______________ foi premiado no Alagoas em Cena de 2006. 3- O poeta alagoano Jorge Cooper teve suas obras reunidas em uma publicação que recebeu o nome ______________ completa.

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5- O acendedor de lampiões é um livro do renomado escritor alagoano __________.

Fotos: Sarah Mendes

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4- Além de poeta, contista, ensaísta, tradutor e cronista o alagoano Ledo Ivo também era ____________.

6- Nise da ________ é o nome da médica alagoana que além de escrever inúmeros livros e textos científicos, lutou pela reforma na psiquiatria.

B A N R H E R M E T O P A S C A L V T 7 T R I D E S T I L A D O S N H O

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D U O F E L

1

1

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N O V E 2 D I M E N S Ã O T 3 N E Y M A T O G R O S S O

resposta da ed. passada:

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1- “Expondo Ideias” na escadaria do Sesc. 6

2- Atividade do workshop Introdução às narrativas: clássicas e populares.

{

3 e 4 - Apresentação “Urucungo” e a interação com o público. 5- Debate após o espetáculo “Urucungo”. 6- Cena do polêmico “De-vir”

expediente

Coordenador Artístico-Cultural:

Thiago Sampaio

Técnico de Artes Cênicas:

Fabrício Barros

Estagiária de Artes Cênicas:

Jocianny Carvalho

Planejamento Gráfico e Diagramação:

Arthur Moura

Fotografia:

Sarah Mendes Vicente Moliterno Edição

Morena Melo Textos:

}

Arthur Moura | Barbara Esteves Larissa Lisboa | Morena Melo

Informativo produzido pelo SESC para o projeto Aldeia SESC 2011. Textos de responsabilidade de seus autores.

Rodapé N.3 (21/08/2011)  

Rodapé é o jornal da Mostra Aldeia SESC Guerreiro das Alagoas

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