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R.G. Alexander Três para Mim?

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Três para Mim? R.G.Alexander Disp em Espanhol: Las Excomulgadas Envio do arquivo: Gisa Tradução e Revisão: Dani Lioni Revisão Final: France Formatação: Dani Lioni TWKliek Três homens, uma moleca… e um jogo erótico que poderia mudar tudo. Simon, Eric, Rafael, Lee… e Charli Charli nunca tinha se importado de ser a única garota do grupo. Afinal de contas, sempre havia sido uma moleca. Sou uma dos garotos. Entre o trabalho e o tempo ocioso em frente à TV nas quintas-feiras, a vida era bem boa. Claro, nenhum homem jamais conseguiu ultrapassar essa forte amizade, mas graças aos seus garotos e seus jogos, ela tem um montão de material de fantasias. É uma situação de ganhar-ganhar. Até que o casamento de Lee acontece em Cozumel e os deveres de Charli como um dos ‚padrinhos de casamento‛ fazem um perverso giro. Através do que parece ser uma armação pelas noivas de Lee, Charli se encontra em uma excursão por uma terra decididamente decadente, jogando ‚A Corrida Erótica‛ Com cada desafio sexy, se faz mais claro que no fundo, ela deseja não a um, nem a dois, mais sim a seus três amigos que continuam solteiros. Eles são a única família que conheceu. Não pode imaginar viver sem eles. Terá que fazer uma escolha? Ou a pontuação final será de três a um?


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Comentários de Revisores: Comentário da revisora Dani Lioni: Gente... Diverti-me muito... É a historia de quatro amigos de infância. Três meninos e uma menina. Eles fazem tudo juntos, vão pescar, assistem TV, jogam futebol... Ela é o que chamam de ‘moleca’ e também são super protetores uns com os outros. Ai numa viagem eles vão participar de um jogo e a historia se desenrola. Tem muito sexo, é hot, mas também é divertido e terno. Eu ri bastante. Espero que gostem! Comentário da revisora France: Eles eram amigos, viviam juntos o tempo todo e não sabiam da profundidade do sentimento que os unia, há várias formas de amar e essa história comprova isso, que até o ato de compartilhar é permitido, para viver esse sentimento em todo o seu esplendor. Boa leitura.

Obs. Livro com cena de sexo grupal.

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Capítulo 1

− E vocês, Lee Ronald Barrow, Connie Lynn MacIntosh e Lori Annette Shelton, aceitam uns aos outros como maridos e mulheres? Prometem honrar e respeitar uns aos outros renunciando a todos os demais, até que a morte os separe? − Sim − Sim − Eu também.1 Charli bufou ante a resposta de Lori Ann, e a pequena e tranquila audição começou a rir por entre os dentes. Incluindo o notório publico da intima cerimônia realizada na praia. Lee a conteve com um olhar por seus óculos de armação de prata, ela abaixou sua cabeça se desculpando enquanto a cerimônia seguia. Isso era um pouco surrealista. Era muito estranho que Lee estivesse se casando com suas duas noivas de longa data. Bem, tecnicamente só estava se casando com Connie, mesmo que ambos houvessem assinado um acordo pré-nupcial que incluía Lori Ann. Mas para piorar o assunto, ele havia pedido a Charli para ser seu ‚padrinho‛ de casamento. Ela. Não Eric ou Rafael, nem sequer Simon. De todos seus amigos de infância, Lee escolheu a sua única companheira feminina para o trabalho. Deu uma olhada por entre os olhos aos seus companheiros padrinhos. Inclusive de bermudas com estampas havaianas, blazer de smoking sem mangas e gravatas borboletas, o grito da moda, para a elite do casamento em Cayo Hueso, era um impressionante grupo de homens. Seus homens. Eles foram seus melhores amigos desde quando poderia se lembrar, desde a sexta série. Protegendo uns aos outros dos valentões da escola e dos pais distantes, celebrando os êxitos e se lamentando pelos corações partidos. Sempre juntos. Lee havia sido o ultimo a se unir a seu heterogêneo grupo... E não era como se Connie ou Lori Ann não fossem maravilhosas, mas nada mais seria como antes. 1

No original: Me three. Um jogo de palavras que faz referencia à expressão Me too que significa eu também. Por razões obvias a autora mudou a expressão para Me three. Mas preferi deixar como Eu também.

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Esse era o início do fim. Em breve os outros se contagiariam com a doença do casamento. Todos eram homens atraentes e bem sucedidos, na flor da vida. Não estariam solteiros por muito tempo. E logo Charli estaria sozinha. Sem mais viagens de acampamento, sem mais festas de ócio as quintas à noite. Não para ela. Era uma pessoa ruim por pensar assim? Por se preocupar por ela mesma de forma egoísta, ao invés de desejar o melhor para eles? Provavelmente. Mas, inferno, odiava mudanças. − Acorda Chuck. – Simon lhe deu um cutucão e ela levantou os olhos, ruborizada, ante as olhadas expectantes que recebia. − Oh! – Deslizou seus dedos dentro do short muito curto, que estupidamente tinha permitido que os garotos comprassem para ela, e pegou três anéis gravados. – Sinto muito. Connie soltou uma risada e Lee deu de ombros, sorrindo enquanto pegava os anéis das mãos úmidas de Charli. Ela o jovem lerdo e desajeitado de sua infância naquele sorriso e seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ele fazia seus votos. Simples, honesto e com suficiente humor para ser perfeitamente Lee. − Desejamos que o amor que esses três encontraram entre eles seja nutrido e apoiado por todos os que estamos presentes aqui hoje. O amor é um presente raro. Vem em muitas formas e embalagens, cada um único... Cada um uma bênção. Primeiro Connie, logo Lori Ann, receberam um profundo e apaixonado beijo de seu novo marido. Charli levantou as sobrancelhas quando as duas mulheres se abraçaram e, sem nenhuma vacilação, pressionaram seus lábios suavemente, ternamente. Rafael, sempre o menos inibido, soltou um alto uivo. – Penso que falo por cada homem aqui presente quando digo: Amém a isso! Charli se inclinou ao redor de Simon para dar um murro no estomago de Rafael. – Que maneira de arruinar o momento. ‘Senhor Romance’. − É, sou romântico! Pergunte a qualquer mulher. − Não quer dizer... Pergunte a qualquer um? – Charli escutou o baixo murmurar de Eric e sua fronte se enrugou de preocupação. Ele havia passado por tempos difíceis quando Rafael admitiu ao grupo que era bissexual. Eric e Raf foram inseparáveis antes disso. Mesmo agora, depois de cinco anos do anuncio, as coisas não eram as mesmas entre eles. E aquela panela tinha sido remexida por Connie e Lori Ann e o obvio afeto que tinham uma pela outra. Já mencionara que odiava mudanças? − Obrigada a todos por virem. Agora vamos para o barco antes que nos deixem. Próxima parada, Cozumel! – Connie fez um giro na areia e ambas as noivas viraram para lançar seus buques para a pequena multidão de família e amigos. 4


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O de Lori Ann foi pego pela tia de Lee, Kelly, o único membro da família a responder ao convite. Ela disse a eles que as ovelhas negras tinham que se manterem juntas, mas Charli estava agradecida de que Lee a tivera, para se apoiar. Todos eles se apoiavam nela. Incluindo Charli, que tinha morado em sua casa dos quinze anos, até que se formou na escola secundária. Todos precisavam de uma Tia Kelly. Sorria ante a beleza de cinquenta e três anos de idade, que sustentava seu premio e gritava como se houvesse ganhado na loteria, quando viu um míssil de orquídeas e lavanda voando até ela. As mãos de Charli levantaram-se com os instintos de um experiente receptor, salvando seu rosto de uma verdadeira morte florida. Olhou para baixo, para o delicado arranjo. Demônios! − Boa pegada! É por isso que ela é o padrinho. − Suponho que é a próxima Chuck. Charli olhou a todos com raiva, guardando seu mais maligno olhar para Simon, que somente levantou as sobrancelhas e sorriu. Ele a deixava louca, por muitas razões para que pudesse contar. Não sendo a menor delas sua persistência em pegar seu já masculino nome e masculinizá-lo ainda mais. Connie gritou e Charli olhou para cima para ver Lee colocar Connie e Lori Ann, uma em cada ombro, levando-as facilmente na arenosa inclinação, até o Trem da Concha, o bonde turístico que os levaria de volta ao barco de cruzeiro. − Esperem meninos, prometi ao Lee que tiraria uma foto de vocês quatro nesses lindos trajes. Fiquem juntos. Três pares de fortes mãos masculinas a puxaram para perto ante a ordem de Kelly, colocando-a bem no meio. Ela fechou os olhos diante do calor. Deus, eles cheiravam bem. Todos. Estava doente desde o café da manha. Devia ser essa a razão para que tivesse esse repentino desejo de se esfregar contra eles. Demônios, talvez o casamento fodesse seus hormônios, a lembrando de que era uma garota. − Espera Tia Kelly. Precisamos de mais uma. Tirem meninos. – Rafael agitou suas sobrancelhas para Charli, desabotoando o blazer de seu smoking e sua camisa com toda a destreza de um bailarino exótico. – Oh. Estou tão quente. Esta me acendendo. – Sua entrega monótona fez com que todos rissem às gargalhadas e ela sorriu. Assim é como deveria ser. Tudo luz e diversão e nenhum deles tenha a mínima ideia do que ela estava realmente pensando. Triste, mas ser amiga de um grupo de garanhões cheios de tesão a fez guardar alguma coisa para si mesma. Todos se viraram para ela com os braços estendidos e Charli quase caiu de tanto rir. − Oh meu Deus! Quando arrumaram essas? 5


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Simon, Eric e Raf sorriram abertamente ante seu prazer. Todos vestiam camisetas vermelhas cobertas com chamas douradas e laranja. As letras em preto eram em negrito e inconfundível. Seus olhos se encheram de lagrimas outra vez, mas dessa vez as lagrimas eram de alegria. Os diabos de Charli. A tia de Lee tirou a foto. – Não tem preço. Sim, pensou Charli, eles não têm. ########## − Estou tão contente por ter trazido um extra. Sabia que ficaria super sexy em um biquíni. − Não posso acreditar que sejam reais. Eu mataria por um par desses. Charli ia matar Lee. Ele não deveria estar em sua suíte de lua de mel, fazendo coisas loucamente pervertidas com suas novas esposas? Em troca, ele e os outros garotos tinham desaparecido, deixando a sozinha com Lori Ann e Connie. Ela a convenceram de tomar um pouco de sol na piscina e, ao que parece, seu traje azul desbotado de uma peça, não era permitida na festa. Ajustou os estreitos triângulos que, estava segura, apenas cobriam seus mamilos. Connie tinha um corpo bonito, mas a parte de cima do biquíni era muito pequena. O pesadelo de Charli sempre tinha sido seus peitos. Sem importar em quão pequeno e tonificado era o resto de seu corpo, por uma vida de jogos com os garotos, seus peitos nunca reduziram nem um pouquinho. Lee uma vez os chamara de ‚peitos pornô‛. Antes que Simon e Eric lhe dessem um soco na cara. − Oh, relaxe Charli. Somente se recoste, desfrute das margueritas2 de cortesia pelo casamento e nos diga tudo sobre Lee na época em que era um adolescente tesudo. – A risada de Connie era contagiosa, e rapidamente, por causa do álcool ou pela companhia, Charli se viu relaxada. E compartilhando histórias. − Você quer dizer que na realidade ele pensou que seu... Que aquilo era...? − Juro. E estava muitíssimo assustado de que o doutor tivesse dito a sua mãe, assim Simon e eu tivemos que levá-lo à cidade mais perto enquanto Eric e Raf o cobriram com uma historia ridícula de pesca.

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Marguerita: coquetel. ½ limão; 1 dose de tequila; ½ dose de cointreau; gelo;1 colher (sopa) de açúcar; (ou à gosto) Bata todos os ingredientes e sirva em uma taça de coquetel, com a borda incrustada com suco de limão e sal.

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Lori Ann expulsou a jorros sua marguerita, e as três garotas gemeram com renovado humor, enquanto a secavam a toalha. – Vocês pensariam que essa coisa é feita de ouro, pela forma que ficam ao redor dela. Connie deu um sorriso astuto. – Bom, a de Lee, sem duvidas, vale seu peso em outro. As coisas que pode fazer... Hummm... − Lalalala. Muita informação gente! Amiga e sócia de negócios aqui! Não preciso saber nada sobre o que ele pode fazer com seus pedaços e peças. Lori Ann inclinou a cabeça até Charli. – Vamos garota! Do que é feita, de pedra? Tem estado rodeada por quatro dos homens mais perfeitos do planeta. Quando Lee me apresentou ao grupo pela primeira vez, quase cheguei ao orgasmo antes da sobremesa. E você, não apenas trabalha com Simon, mas sim passa a maior parte do seu tempo livre unida aos três pelos quadris. Diga-me que não fantasiou com um ou com vários deles nesse tempo que os conhece, e te direi que tenho algumas ex-namoradas em quem poderia se interessar. Charli se afogou em sua bebida. Era difícil se acostumar à fofoca feminina. Nunca fora boa com isso. A maldição de ser uma garota entre os meninos. De uma vara de pescar ou uma montanha para escalar podia dar conta, mas pelo amor de Deus, que a salvassem das conversas nos banheiros femininos. − Claro que sei que são magníficos. Sou a de quem todas suas aspirantes a namoradas se fazem amigas, a fim de que fale bem delas. Mas somos amigos desde sempre. E algumas coisas são mais importantes que minha vida sexual, ou a falta dela. Connie franziu o cenho. – Olhe, isso é o que não entendo. É o sonho erótico de todo homem. Gosta de futebol, tem o corpo de uma bailarina exótica, sem querer ofender, e é a coproprietária de uma cadeia de lojas de artigos esportivo incrivelmente popular. Como é que pode estar solteira? – Tem irmãos mais velhos? Charli bufou. Ambas as moças sacudiram suas cabeças. – Bem, eu tenho quatro, quatro irmãos super protetores, irritantes, mas bem intencionados. Para ser justa. Lee nunca se uniu realmente aos outros, no que fazia. Mas tampouco não teve um homem que pode passar pelas provas. − Provas? – Ambas as mulheres falaram ao mesmo tempo. Lori Ann encheu o copo de Charli com mais marguerita gelada. Ela assentiu. − Eles têm um sistema. Eric vai pelo cérebro. Ele os interroga intensamente, os prova, trata de fazê-los se equivocar. Se aprovar uma conversação com ele, Raf toma o posto. Ele é tão intenso, nunca sabe se vai humilhá-los, bater neles, ou ambos. Se o homem é determinado o bastante para sobreviver a esse encontro, o peso pesado é chamado. Connie colocou o dorso de sua mão em sua fronte, fingindo desmaiar. 7


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− Simon. Esse é um alto, moreno e delicioso pedaço de homem. Charli deu de ombros, mesmo que em segredo estivesse de acordo. – Sim, ele é uma lenda em sua própria mente. O Mister Universo faz com que cada pretendente que tenho se caguem de medo, fiquem em pé e zás, nenhuma vida sexual para Charli. Lori Ann balançou a cabeça como para clarear a nevoa causada pela marguerita. – Então, espera um pouco. Esta dizendo que seus amigos, entre aspas, espantam todos seus pretendentes? Isso me deixaria realmente enfurecida. Por que diabo os deixa em qualquer lugar perto de um provável namorado? Sua aposta mais segura seria evitar apresentá-los. − Eu nunca poderia fazer isso. – O tom de Charli era firme. – Quero dizer, isso me deixa louca, mas por outro lado, por que quereria alguém que não possa lidar com os garotos? Eles são meus melhores amigos. Simon,Eric, Raf, eles são minha família. Também Lee. Sem duvidas, os escolheria sempre. Connie sustentou sua mão. – Posso estar bêbada e enjoada com a alegria de estar recém casada, mas tenho uma teoria. – ziguezagueou um pouco em sua cadeira reclinável antes de dizer a Charli. – Você os ama. − Claro que eu os amo. − Não, não. Você os ama. Charli se endireitou. – Não seja ridícula. Praticamente somos parentes. Lori Ann sacudiu a cabeça. – Nem sequer são aparentados. Sou uma boa enfermeira, sei dessas coisas. E se os ama ou não, definitivamente os deseja. Aos três. Isso era ridículo. – Aos três? Se estivermos delirando, porque não incluir Lee nessa minha lista fantasiosa? − Você não quer o Lee. Confia em mim, seriamos capazes de reconhecer. Não, com ele esta bem. O ama como a um irmão, e ele se sente da mesma maneira por você. Mas é mais que obvio que o resto de vocês tem uma... Tensão. Charli se retorcia em sua cadeira. Os homens eram muito mais simples. Eles não recorriam às sutis pistas, só notavam as coisas que queriam notar. Não o geral. E se o faziam, eram muitos homens para se incomodar em mencionar. − Tensão? Connie deu uma tapa em sua testa. – Há sim. Se só pudesse ver as olhadas que recebe quando lhes da às costas. Lava quente, colega. − Quem me olha? − Todos o fazem, Charli. Simon, Eric, Rafael. No que diz respeito a ele, não há outras mulheres quando você esta por perto. Para grande decepção da população feminina de Denver. 8


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− Vê? Agora sei que mente. Eles têm trazido encontros às nossas reuniões. Os tenho visto chegar com garotas em bares. Diabo, temos chaves da casa uns dos outros. E me deixe dizer que, pela quantidade de mulheres e homens que vi passar pelas portas giratórias que eles chamam de dormitório, nenhum deles está sofrendo. Lori Ann levou um morango à boca, mastigou e engoliu antes de falar. − Viu algo assim recentemente? Porque estivemos com Lee durante quase dois anos e a única mulher com que os vimos, tirando nós mesmas, foi você. Rafael, apesar de sua bravata, tampouco trouxe alguém. Pense nisso. Ela pensou. Elas tinham razão. Os meninos não tinham trazido muitos encontros recentemente. E o Senhor sabia que não tinham desejado um homem perto de 10 metros de distancia dela. Talvez só estivessem emocionalmente esgotados pelos encontros. Talvez tivessem caído na rotina. Quem poderia saber? Independentemente do caso, as garotas se equivocaram. Isso nada tinha a ver com ela. Mas estava certa quanto seus próprios sentimentos? Pensou no meditativo Simon, sua super proteção, seus ardentes olhos azuis. O tímido Eric, o professor de inglês com aspecto de um loiro Adônis, e uma sagacidade e intelecto que sempre a assombravam. E Rafael. Raf. Sua pele bronzeada e olhos escuros a faziam babar, mas eram seu humor e irreverência o que ela amava. Ele sempre a fazia sorrir. Oh, irmão. Estava com problemas! − Olhem, sei que têm boas intenções, e pode ser que tenham razão. Qualquer mulher que os tenha conhecido por mais de cinco minutos, ficou caída por pelo menos um deles. Afinal, sou humana. Mas isso não significa que algo vá acontecer. – Deu de ombros. – Não sou como vocês, não sou realmente boa em... Compartilhar. Sem duvida um defeito em mim, mas sou assim. Connie se aproximou e sentou ao seu lado, colocou um braço amistoso sobre seus ombros. – O amor vem em muitas embalagens. Escrevi isso eu mesma. De qualquer maneiro que o encontre, se te fizer feliz como nós somos, então é o adequado para você. Charli fechou os olhos com um gemido. – Se pudesse encontrar uma embalagem que englobasse todos em um cara, seria feliz. Juntos eles fariam um homem perfeito. − Agora, essa é uma fantasia! – As três mulheres brindaram pelo pensamento, rindo tontamente. − Se importam de compartilhar a piada? Agora foi a vez de Charli derramar sua bebida. A gelada marguerita de morango encharcou seus dedos e cobriu suas cochas. – Maldição!

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− Ui! Iremos buscar alguns guardanapos. – Connie e Lori Ann ficaram de pé num salto, mais rápido do que era prudente considerando o quanto haviam bebido, e desapareceram em meio a cambaleantes risadas femininas. − Caramba! Esta um desastre, Chuck. − Obrigada Simon. Não sei o que faria sem te ter para me dizer essas coisas. Vai ajudar ou só ficar ludibriando de longe? Simon sorriu por entre os dentes, tirou a camisa e a usou para secar suas coxas. Deus, ele era magnífico! – Ajudar, claro. Acha que as garotas estão felizes? Lee esta entorpecido pelo álcool e não sente nada. A maioria das pessoas pagou uma rodada para celebrar. Se realmente gostassem dele, pagaria uma rodada de café, de outra maneira, sua noite de núpcias será uma lembrança confusa de vômito e dor. Charli assentiu, lambendo o frio e pegajoso liquido de deus dedos. – É verdade. − O que é verdade? Charli olhou para baixo, notando que Simon esfregava suas pernas com sua camiseta de algodão. Esfregando numa lenta caricia circular que a estava ascendendo lentamente. Lentamente? Ela pensou. A quem queria enganar? − Que não deveria beber em sua noite de núpcias. − A tá. Precisa de alguma ajuda com isso? − Com o que? Charli olhou em seus olhos. Ele olhava para seus dedos, que gotejavam marguerita. Antes que pudesse rechaçá-lo, Simon estendeu a mão para agarrar seu punho, levando-o até sua boca. Oh. Meu. Deus! Charli não se moveu, apenas respirou enquanto ele deslizava seus dedos, um pó um, em sua boca e os chupava. Ela pressionou as coxas juntas, não querendo que o calor que chegara ao ventre e ao seu sexo. Um pequeno gemido escapou de sua garganta e os olhos de Simon se escureceram. Um surdo grito, seguido de vários respingos da piscina em volta, fez com que Charli levasse sua mão para trás. – Obrigada, Simon. – Sua risada soou forçada, mas não havia nada que ela pudesse fazer sobre isso. Pegou a camiseta dele e terminou de se secar, antes de devolvê-la. – Creio que bebi demais. Connie e Lori Ann são péssima influência. Simon se colocou de pé, sua expressão era tão carinhosa como sempre, a menos que olhasse seus olhos. Esses contavam uma historia diferente. – Bom, é por isso que esse navio festeiro foi uma ideia tão boa. Não precisa se preocupar sobre ter muita diversão, Chuck. Desta vez não terá que ser a motorista da rodada. Mesmo que, como me conhece, saiba que eu preferiria estar acampando.

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− Te entendo. – Graças aos céus estavam de volta a um terreno familiar. – Eh! Diga aos garotos que não tenham muita diversão essa noite. Preciso deles em suas melhores formas amanha pela manhã. − Sim, claro. A excursão em terra por Cozumel. Charli assentiu, esfregando as mãos. The Amazing Race3. Tirando o casamento, isso era o que a convenceu a entregar os negócios nas mãos de supervisores e vir nesse cruzeiro. Era exatamente como no programa de televisão, um jogo de pesquisa e velocidade. Um jogo que precisaria de cérebro, encanto e resistência. E ela tinha os homens perfeitos para aquele trabalho. − Vamos ganhar essa corrida. Somos uma equipe invencível! − Sim. Somos. Os informarei. Simon se virou, para se afastar, levava sua camisa como um novelo no punho, e Charli deixou escapar um pequeno gemido. Que diabo foi isso? Além de um dos acontecimentos mais eróticos da sua vida. E quão patética era aquela verdade? Muito. Talvez, quando chegasse em casa destas férias, pensaria em voltar a levar um homem, através da armadura de amigos. Ela precisava de alguma coisa, e estava segura de que não era um amistoso beijo na bochecha. Ou uma chupada no dedo. Mesmo que tenha sido agradável. Charli precisava de um homem. Um homem. Se pudesse se dissesse isso vezes o bastante, talvez pudesse começar a acreditar.

Capitulo 2 O itinerário foi mudado. Encontraremos com nossos guias na beirada extrema do cais, Perto do bar Três Amigos, às quatro e meia. Conveniente, não? Eric e os demais perdedores.

Quatro e meia? Eles atracaram às duas da tarde. Por que mudaram o horário?

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The Amazing Race é um reality show, no qual os times, que são compostos de duas pessoas com um relacionamento já existente devem percorrer, em competição contra outras equipes, ao redor do mundo. Desta forma, o grupo que chegar por último pode ser eliminado da competição. O time que atravessar a linha de chegada, destino final, vence a corrida e ganha o prêmio principal: um alto valor em dinheiro.

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Nem teve tempo para pensar nisso. Connie e Tia Kelly apareceram para distraí-la com dia de completo tratamento num SPA. Nunca tinha feito as unhas antes, achava que seria parecido a uma tortura, mas na realidade, se sentiu muito bem. Depois de uma limpeza facial, body wrap4, uma massagem terapêutica e manicure/ pedicure, Charli sentia-se como gelatina. Uma feliz e feminina gelatina. Quando voltou ao seu quarto e foi tomar uma ducha, já era três e cinquenta e cinco. Rapidamente colocou uns shorts e camiseta sem mangas, prendendo seus longos cabelos castanhos em um rabo de cavalo enquanto corria pelo cais até as coloridas cabines de compras que formavam Porta Maya, em Cozumel. Entrou no bar, buscando um rosto familiar. Não estavam aqui? Tinha chegado tarde demais? Estava a ponto de perguntar a alguém as horas quando sentiu uma leve batida nos ombros. – Senhora Rindel? Charli Rindel? − Sim? – Charli se virou e olhou para cima. E ainda mais para cima. Um belíssimo homem loiro que parecia ter acabado de sair da puberdade, sorria para ela. – Está bem. Sou Florenz e serei seu guia e a pessoa que dará as pistas esta tarde. O taxi com seus companheiros de equipe e as demais equipes que jogam hoje acabam de sair. Shelly, minha cúmplice, foi com eles, enquanto eu te esperava, e a outro casal... E agora aqui estão eles. Oh, ele tinha um sotaque. Alemão pelo som. Um magnífico alemão menor de idade. Falando de bons garotos, porque não a tinham esperado? Esse não era o costume deles. – Eles me disseram quatro e trinta. − Esta tudo bem senhora. Não estaremos muito atrás deles. – A levou até o taxi que os esperava. – Prometi ao Simon e aos outros que a manteria a salvo. Ele se voltou para apresentá-la a um adorável casal. Em lua de mel. E bem jovens também. Quando isso acontecera? Quando as pessoas começaram a chamá-la de senhora? Tinha somente trinta e quatro anos. Quando ficara de repente... Velha? O casal de uniu a ela no taxi e ela se apresentou. A esposa se ruborizou e olhou, timidamente, para baixo, mas o homem ofereceu a mão para saudá-la. – Sou Tim e essa é minha esposa, Dawn. – Tim olhou por sobre seus ombros para frente do taxi, onde Florenz falava em voz baixa com o condutor. – Então, Florenz. Como se envolveu com esse, hum... Jogo? É um pouco selvagem, não?

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Primeiro é feita uma esfoliação, depois, coloca-se uma máscara de argila marinha enriquecida com proteína e colágeno, extrato de hera, extrato glicólico de centella asiática e sais que tem por objetivo drenar e desintoxicar o corpo. Após o processo, são colocadas bandagens de gesso que são dissolvidas em um sal de talassoterapia e engessam as áreas problemáticas. Promete resultado já na primeira aplicação.

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Florenz deu um brilhando sorriso em sua direção. – Vim a Cozumel de férias, exatamente como vocês. Inscrevi-me para corrida e conheci Shelly. O resto, como dizem, é história. Charli viu um momentâneo fogo brilhar em seus olhos. Então ele e sua companheira guia turística, eram um casal. Que doce. Tim se virou para ela. – Você parece ser muito agradável, Charli. Mas deve saber que você e seu namorado vão perder. Minha Dawn e eu estivemos praticando. Charli cruzou os braços no peito, seu sorriso cresceu ante a expressão satisfeita. – Não conte com isso companheiro. Meus garotos e eu somos muito competitivos. Suas palavras renderam um surpreendido olhar dos grandes olhos de Dawn. – Seus... Garotos? Mais de um...? Ela assentiu, e Tim puxou Dawm para mais perto dele. – Bem, isso é muito, hum... Moderno de sua parte Senhora Charli. Mas mesmo assim, estou confiante. Tão confiante que acho que deveríamos fazer uma aposta. Duzentos e digo que minha Dawn e eu sairemos vencedores. Ou ao menos, os superaremos. Oh-Oh. O pobre garoto não sabia com quem estava se metendo. Se ela dissesse aos meninos sobre a aposta, e o faria, eles moveriam céus e terras para ganhá-la. Eram seu jeito de ser. – Que seja duzentos e cinquenta e estou de acordo. – Deram-se as mãos no momento em que o taxi parou. − Aqui estamos, damas e cavalheiro. Deixe-me levá-los ao resto do grupo para que Shelly possa dizer as regras e dar os papeis que têm que assinar. Saíram do taxi no coração da pequena cidade costeira e Charli foi diretamente em direção a Simon e Rafael. – Onde está Eric? Não importa, tenho algo a dizer. Apostei com aquele casal de recém casados que nós ganharíamos deles. Duzentos e cinquenta dólares, meninos. Vocês sabem o que isso significa. − Charli... Charli também tem algo que temos que te dizer. – Rafael parecia perturbado. Passou as mãos por seu emaranhado cabelo castanho e olhou para Simon. – Diga você. Simon se esquivou de Raf e agarrou Charli pelos ombros. – Carinho... Chuck... Esta corrida é... − Charli! Bem vinda ao inferno. Já te disseram? – Eric devorou uma garrafa de Dos Equis5 em menos de um minuto. Ele era abstêmio. E odiava cerveja. O que estava acontecendo? − Disseram-me o que? Tudo bem com você Eric?

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Marca comercial de cerveja, produzida no México

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Rafael sacudiu a cabeça. – Não, não esta. Essa é sua terceira cerveja nos últimos dez minutos. − Estão todos aqui? – a guia chamou a atenção de todos. – Maravilha. Bem Vindos A Corrida Erótica! Parecida, mas de nenhuma maneira conectada a The Amazing Race e desafiando a um nível completamente diferente. – A pequena ruiva deu uma piscadinha antes de continuar. – Florenz e eu nos conhecemos nessa corrida, assim não têm que ser um casal na linha de partida. Mas se não o são, os advirto que definitivamente vão se conhecer muito melhor no final. Florenz parou ao lado da guia. Se Charli não estivesse paralisada de choque, teria se maravilhado pelo estranho casal composto pela animadora alegre e pequena e pelo gigante relaxado e acolhedor. Shelly levantou a voz para ser ouvida pela ruidosa multidão que passava. − Cada casal... Humm... Grupo, receberá três pistas, e três desafios uma vez que resolvam seus enigmas. Já que uma equipe tem mais de duas pessoas, dois de seus membros terão que participar num dos desafios e os outros dois serão excluídos, para ser justo. Bem, estamos todos prontos? Trouxeram seus cérebros e suas libidos? Então, que comece A Corrida Erótica! − Puta merda, vamos sair daqui. Estamos na excursão errada. Como isso aconteceu? Charli agarrou Eric e Rafael pelas camisetas escritas ‚Os Diabos de Charli‛, sacudindo sua cabeça para que Simon os seguisse. Simon não se moveu, mas ela notou uma vacilação em seu olhar. – Foi Lori Ann, Connie e Tia Kelly. Deixaram-nos uma nota com a guia. Elas pagaram por tudo isso, Chuck, e prometeu nos reembolsar pela outra corrida. A que começou há várias horas atrás. − As matarei. − O fará depois de ler sua ridícula nota. – Eric riu sombriamente. – Eu disse a vocês que era uma piada garotos. Deveríamos tê-la esperado no bar. “Esta pode ser sua única possibilidade. Ela os quer a todos. Se vocês a desejam, joguem o maldito jogo. Divirtam-se”. C, L e K Ela amassou a nota em sua mão sentindo-se traída. Como puderam dizer aos garotos o que confidenciara a elas? Seu rosto ficou quente. O que pensariam dela? Conhecendo-os, poderiam seguir em qualquer direção. Provocando e brincando sobre isso

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pelo resto de sua vida, ou com a mesma distancia incomoda que tinha acontecido com Eric e Rafael, quando Raf disse a eles sua orientação sexual. − Ela não esta rindo disto. Por que não esta rindo disto, Charli? – Rafael inclinou sua cabeça, olhando atentamente. − E-eu estou, uh, isso é... Eric parecia assustado. – Ela esta gaguejando. − Sim, esta. E ela só faz isso quando quer mentir. Mente muito mal Chuck. Alguma vez te dissemos isso? – Simon tinha se aproximado, os três a rodearam por todos os lados. Oh Deus. − D-deviamos ir. − Desistindo, já? Antes que o jogo comece? Bom, meu amor, parece que ganhamos a aposta. – A voz de Tim rastejou por seus nervos já desgastados. − Aposta? Ouvi alguém mencionar uma aposta? – Em instantes três casais os rodearam, sua nova Nêmeses6, Tim, colocando todos a par de sua pequena aposta. Todos queriam se unir à diversão. Uma garota com aspecto gótico e com sotaque russo se apresentou como Natalie. Ela sorriu com satisfação enquanto segurava num homem magro e pálido, obviamente mais novo que ela, num poderoso aperto. – Já joguei esse jogo muitas vezes. Ganharei em dificuldades. – Um casal mais velho da Inglaterra, que mais pareciam avós do um excêntrico casal de swingers7, chegou apressado. – Ah, penso que não, queridos. Bill e eu temos anos de prática. Podemos ganhar. Estamos dentro. − Betsy. − Vamos amor. − Bem. Estamos dentro. A aposta acabava de crescer em sérias proporções. Merda. Simon chegou mais perto para sussurrar em seu ouvido. – Se formos agora teremos que pagar a toda essa gente por um jogo que nem sequer competimos. Um jogo que poderíamos ganhar. Sua boca secou e ela engoliu em seco. – M-mas não queremos... Quero dizer, vocês não querem fazer isso. Ou querem? − Oh, eu quero, carinho. Penso que dizer com certeza que Eric e Raf também querem. Podemos ganhar essa aposta para você, Chuck. Somos invencíveis como equipe, sem importar o jogo. Você mesma disse. Vamos. Joga conosco.

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Nêmeses: Na mitologia grega é a Deusa personificação da vingança O swing ou troca de casais é um relacionamento sexual entre dois casais estáveis que praticam sexo grupal. Existem correntes que consideram o swing quando um casal adiciona um ou mais elementos numa relação sexual. 7

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Isso não podia estar acontecendo. Ela olhou para Rafael com duvida. O bastardo sorria de orelha a orelha. Ele assentiu, estando de acordo com Simon. Eric tocou seu ombro e ela o olhou. – Escuta. Não pense nele. Só faça. – Ele lhe deu uma cerveja. Teria outra? A agarrou e tomou um trago, o frio sabor fez pouco para acalmar seus nervos. Abaixou a garrafa e olhou a cada um deles nos olhos. Tinha um mau pressentimento de que, de uma maneira ou de outra, não haveria retorno se aceitasse o obvio desafio. Mas oh, queria muito aceitar. Poderia ela ter a torta e também comê-la? Ter suas fantasias, eles três, e arruinar uma amizade de toda a vida? Simon sentiu que ela baixou a guarda e entrou para matar. – É um jogo Chuck. Isso é tudo. Uma noite para caminhar pelo lado selvagem. Sem arrependimentos. Ela deu uma olhada ao redor, para os outros casais, seu olhar se conectou comum sorridente Florenz. – Tudo certo, meninos e meninas. É uma aposta. Assinaram os formulários e aprenderam as regras do jogo. Tinham que levar distintivos com um símbolo Maya, para assegurar de que não fossem presos pela polícia e no caso de que algum dos aldeões precisasse ajudá-los com uma das pistas. Ela não conseguiria ver o museu ou as ruínas de San Gervasio. Este não parecia essa classe de jogo. Não tinha ideia do que implicaria, mas depois de receber sua primeira pista, começou a ter uma ideia. Não era exatamente uma pista de Jeopardy8. Siga os sinais até o ponto em seu mapa. Se jogar bem, ela terminará em seu colo. Rafael riu por entre os dentes, mas os outros homens o fulminaram com o olhar até um silencio arrependido. Simon foi à frente enquanto seguiam o pequeno mapa que deram a eles. Viraram num pequeno beco, passaram vários homens com carrinhos cheios de quinquilharias turísticas, que deram uma olhada em suas insígnias e riram dissimuladamente e com conhecimento. − Poderia matá-los se quisesse. – O tom de Eric era tranquilo, mas o olhar que enviava aos homens era mortal. Não atuava como ele mesmo em absoluto. Simon era o agressivo. Mas Charli não o culpou nem um pouquinho. Ela não se sentia particularmente normal. − Não. Guarde para as garotas, quando voltarmos para o navio de cruzeiro. Eric, não tem que fazer isso se não quiser. Não vou gostar menos de você. Sua risada foi ruidosa. – Pensa que isso é algo que não quero? Não é Charli. Confia em mim. Não, estamos todos dentro. Até o final. Deus queira que saibamos o que estamos fazendo. − Estamos aqui. 8

Jeopardy: famoso programa de concurso de televisão norte americano.

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Charli olhou o sinal. Parecia um bar ordinário. Karaokê, cerveja e nada sexual nele. – Um de nós vai cantar? − Com certeza perderemos. Rafael riu de Eric, dando palmadas em suas costas. – Fale por si mesmo. Eu tenho uma voz fantástica. Simon deslizou uma mão ao redor de sua cintura, levando-a ao interior com os outros moços atrás deles. Estava cheio de turistas e locais, todo mundo bebia e sorria. No fundo podia-se escutar alguém fazendo uma horrível interpretação de ‚Layla‛ de Eric Clapton. − Vocês estão com os outros competidores, não? – uma pequena e encantadora mulher com uma saia assustadoramente pequena se inclinou sobre Rafael. − Sim. Sabe o que, supostamente, devemos fazer aqui? − Infelizmente, sim. Se dissesse que não, teria fugido contigo. É muito guapo9. Eric deu de ombros e Simon deu um passo para frente – É realmente uma lástima. Talvez na próxima vez. Pode nos ajudar? A mulher deu uma olhada de cima a baixo em Charli e deu de ombros. – Farei todo o possível. Ela deve me seguir até Shelly, o resto de vocês deve subir pela escada principal e ver Florenz. Outra coisa linda com a qual não posso jogar. Ah, bem. Vamos, chica10. Ela puxou o braço Charli e ela a seguiu, olhando por sobre os ombros para ver os meninos subindo a escadaria. O que estava acontecendo? Um gole de tequila, proporcionado por Shelly, e uma troca de roupa mais tarde e Charli descobriu. – Oh diabos, não. − O que acontece querida? Você está fantástica! Charli ficou boquiaberta. A pequena e doce Betsy, da Inglaterra, vestia um espartilho preto de borracha e meias arrastão. E parecia surpreendentemente cômoda com traje, sobretudo com aquele látego nas mãos. A tímida Dawn era outra surpresa. Com seus cachos loiros soltos e provocantes, estava equipada com camiseta de renda, rosa e branco, ajustada ao corpo, a parte inferior completamente nua e empoada. – Realmente esta, sabe? Adoraria ter esses seios. Mas Tim diz que mais de um pouco é... – Dawn ruborizou – Sem querer ofender. Charli se esforçou para ficar tranquila, tentando esquecer seu próprio incomodo. – Ter que levar a esses bebês é uma dor, literalmente. E você esta maravilhosa. − Queria essa roupa. – Natalie a olhou com raiva, vendo-se intimidante num traje ajustado, de corpo inteiro, com estampa de leopardo. 9

Guapo: Bonito em espanhol Chica: garota

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− Desculpa? Shelly se aproximou e colocou-se entre elas. – Nat, já sabe que não escolhe o próprio traje. Além disso, já foi uma colegial travessa várias vezes. Dê oportunidade a mais alguém. Colegial travessa. Charli tampou o rosto com as mãos, dando uma olhada no espelho através de seus dedos estendido. Seus cabelos estavam trançados. Não usava trança desde os nove anos de idade. Os sapatos de couro de criança e as meias brancas até as coxas eram ruins o bastante. A saia xadrez era tão curta, que podia ver a calcinha branca e apertada, que estava na embalagem da loja em foi comprada, ao lado do conjunto. Mas era a camisa, que em sua maior parte, estava lhe dando um ataque. Branca e abotoada desde o pescoço, se detinha logo abaixo dos seios, deixando seu diafragma nu. Era tão fina que poderiam ver a sombra de seu mamilo. Shelly e outra mulher a esfregaram com um pano úmido, fazendoa completamente transparente. Ela nunca seria capaz de olhar os meninos outra vez. − Não fique nervosa. São somente duas canções. E está bastante escuro ali. O Jogo aluga a parte de cima do clube por todo o tempo que estamos aqui, assim ninguém, exceto os outros competidores, te verão dançar. E estou certa que estarão muito ocupados para te olhar. Charli sentia um pouco de calor. Talvez fosse a tequila, mas não tinha, necessariamente, medo desse desafio. Era a melhor amiga de quatro homens muito masculinos. Já foi a um clube de strip-tease antes. E realmente gostava de dançar. Se somente não tivesse que vestir essa roupa humilhante. Recordou o que Connie disse, sobre o fato dela ter o corpo de uma dançarina exótica. Será que ela sabia que esse era um dos desafios? Ia ter uma longa conversa com a nova esposa de Lee quando voltassem. Shelly as conduziu a uma porta com cortinas. − Na parte superior daquela escada encontrarão um cenário principal que as conduzirão às suas passarelas individuais. Dancem uma música completa nessa passarela para seus homens. Quando a próxima canção começar, de a eles a Lap Dance11 de seus sonhos e estejam abertas somente ao prazer. Esta é uma experiência maravilhosa. Os homens sabem o que têm que fazer para conseguir a próxima pista. Então vão e mostrem a eles o que vocês têm! Shelly deteve Charli enquanto as outras continuaram em frente. – Já foi dito aos seus garotos, mas queria te deixar saber que pode escolher a somente um para a Lap Dance, os outros podem olhar, mas não tem permissão para te tocar até que termine a canção. De 11

Lap dance é uma dança erótica, comum em clubes de strip-tease, onde a dançarina move-se sensualmente com ou sem roupa e chega a sentar no colo do cliente.

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acordo? Ótimo! – Saiu correndo, com a prancheta nas mãos enquanto Charli respirava profundamente. Realmente ia fazer isso? A música começou e caminhou até o cenário principal. Claro que faria. Ela nunca dava para traz numa aposta. Charli caminhou com longos passos ao ritmo do compasso, olhando suas colegas fazerem o mesmo com um sorriso. Dawn, apesar de sua timidez, parecia determinada a fazer isso por Tim. E pela expressão em seu rosto, Charli poderia dizer que ele apreciava. Ela caminhou até o fim de sua passarela e colocou as mãos em seus quadris. – Se algum de vocês rirem de mim, lhes darei uma sapatada. E roubarei seu dinheiro para o almoço. − Charli? − Deus querido. Obrigado. Amém. − Merda, Chuck. Você esta... – Ela levantou o queixo de modo ameaçador, mas o olhar de Simon estava completamente enfocado em seus seios. Ele suspirou. – Maravilhosa. − Verdade? – Viu Shelly fazendo um movimento de dança e começou a se balançar com a música. Eric, Raf e Simon a olhavam fixamente, vendo-se aturdidos e completamente cativados. O calor se formou entre suas coxas. Ser o foco desta classe de atenção era... Bom... Era maravilhoso. Concedia poder a ela. Algo que definitivamente poderia se acostumar. Tinha um poste e Charli sempre quisera experimentar um. Todos aqueles músculos de alpinismo foram colocados em bom uso enquanto ela se levantava num salto no cilindro de aço usando as coxas para se agarrar, os braços estendidos num arco para trás, o que dava uma perfeita vista, de ponta a cabeça, de sua audiência. − Deus do céu. − Sabia que ela podia fazer isso? Simon não respondeu, só tirava seus olhos azuis dela tempo o bastante para piscar. O sorriso de Charli era perverso. Levantou-se, deslizando-se para baixo no poste até estar de joelhos na passarela, engatinhando para perto da borda do cenário. – Como estão indo os outros? Estamos ganhando? − Quem sabe? Quem se importa? – As bochechas de Eric estavam ruborizadas e Rafael olhou para ele, antes de voltar sua atenção a Charli. − Me esqueci. Esta realizando a fantasia favorita do professor Eric preciosa. Ele vai ter dificuldades para manter as mãos longe de você. Charli parou seu movimento para frente, sentando-se para esfregar suas mãos sobre a camiseta unida. Seus mamilos estavam duros. Sensíveis. Os três gemidos sentidos a fizeram sorrir. – Que fantasia? − Nenhuma. – Eric olhou iradamente para Rafael, mas Raf só sorriu. 19


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− É inútil mentir sobre isso amigo. Eric costumava nos dizer que sua fantasia favorita era você como uma de suas estudantes. Uma de suas estudantes más. Que precisaria ser castigada. Charli piscou. Um jorro de excitação umedeceu sua branca calcinha de colegial e ela, inconscientemente, deslizou suas mãos por entre as pernas. – Ela gosta da ideia Eric. – A voz de Simon era áspera e ela estremeceu como se ele tivesse tocado sua pele. – Realmente gosta. Não gosta, Chuck? Ela mostrou a língua, mas por dentro estava tremendo. Imagens dela, inclinada sobre a mesa de Eric, sendo açoitada, sendo fodida, encheram sua mente. Fechou os olhos, arqueando seu pescoço enquanto sua mão desaparecia em baixo da saia. A música terminou e Rafael fez um som de frustração. Os três homens se moveram nos assentos. − Tempo para a segunda rodada damas. Vocês sabem o que fazer. Vocês também moços. – A voz alegre de Shelly arrancou Charli de sua fantasia a fazendo se ruborizar. A nova música era mais lenta, mais sensual. Recordando o sexo. Como se, de qualquer forma, não o tivesse feito agora mesmo. − Tem que escolher um carinho. Tem que escolher um de nós para dançar. Não era uma escolha tão difícil quanto pensara. Ela estava pensando em escolhê-lo de qualquer maneira, mesmo que só porque tivesse pensado que fosse o que, provavelmente, menos zombaria dela. Mas agora. Agora queria escolhe-lo por uma razão completamente diferente. − Escolho o Eric.

Capitulo 3

Charli desceu da passarela e chegou perto de Eric, o bastante para sentir seus joelhos se tocando. – Esta de acordo com isso? − Está brincando? Sim Charli. Deus, sim. Estou de acordo. Eric estendeu suas pernas, dando espaço para que pudesse se mexer mais perto. Era uma loucura. Nunca em sua vida tinha imaginado que faria isto, dar a alguém uma Lap

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Dance fantasiada, e muito menos a um de seus mais antigos amigos. Mas francamente, estava muito excitada para se preocupar. – Queria me ver... Professor? Seus gemidos foram repetidos por Simon e Rafael. Rafael esfregou suas mãos com prazer perverso. – Homem, amo esse jogo. Dança pra ele Charli. O deixe louco. Ele merece. Ela balançou os quadris no sensual ritmo da música, suas pernas roçando nas suaves calças de linho de Eric. Ele deslizou suas mãos por suas meias, até agarrar a pele nua de suas coxas, por cima do tecido. – Não tem ideia do longo tempo que queria te tocar assim. Ela levantou os braços sobre sua cabeça, seu corpo ondulando instintivamente com a música. – O que mais quer fazer, Professor? Simon se inclinou para frente. – Diga a ela. Diga que garota travessa têm sido. Foi pega colando e terá que ficar depois da aula. Charli ofegou ante o feitiço que ele lançava com suas palavras. Inclinou-se para frente, até que seus seios úmidos, cobertos pelo tecido, ficaram na linha de visão de Eric. – Farei qualquer coisa para conseguir um A. − Porra! – As mãos de Eric se deslizaram mais acima, seus dedos encontrando a borda de sua calcinha. Ele abriu a boca, raspando rapidamente seus dentes no seio que o provocava, e Charli tropeçou. Eric a segurou mais firme, para evitar que caísse e seus olhos se encontraram. − Não serei capaz de resistir a fazer isso outra vez. Melhor se sentar em meu colo Charli. Ela girou para se encontrar olhando Simon e Rafael. Ambos pareciam tão necessitados. Famintos. Colocou suas mãos sobre os joelhos de Eric e ele a levou até seu colo. – Meu Deus. − Ele esta duro por você Charli? Pode sentir o pau dele contra sua bunda, senti-lo vibrar contra sua pele? Ela mordeu os lábios ante as perguntas de Rafael. – Sim. Posso senti-lo. As mãos de Eric subiram para pegar seus seios doloridos e ele soltou um áspero som contra seu pescoço. – Charli, carinho, eu sabia que te sentira assim. Simon não era dos que ficavam de fora. – É uma garota muito travessa Chuck. Mas pode fazer com que te dê um A. Aperta sua bunda nele... Sim, assim. Mostre a ele o quão bom pode ser. Mostre quanto o quer. Apertou-se contra Eric, sentindo seu duro membro contra ela, enquanto empurrava seus seios contra suas mãos. Seu corpo estava em chamas. 21


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− A toque Professor. Mostre a ela o que um A custará. – Eric deslizou uma mão fora de seus seios, dando um aperto final no mamilo antes de levar a mão para baixo, por seu ventre e levantar sua saia. − Caralho. − Ainda não Chuck. Mas logo. Muito em breve, se tenho algo a dizer sobre isso. – Charli olhou diretamente aos olhos de Simon enquanto os dedos de Eric deslizavam dentro de sua empapada calcinha, entre seus apertados cachos, até que alcançou o núcleo de seu sexo. − Ela esta tão molhada. Esta empapando meus dedos. Jesus Charli, tenho que... – Eric empurrou seu dedo médio profundamente, acrescentando outro quando ela gritou, seus quadris bombeando contra sua mão. − Levanta a saia Charli. Não nos deixe de fora carinho. – As mãos de Rafael estavam enroscadas na cadeira de couro, suas juntas ficando cada vez mais brancas, à medida que ela fazia o que ele pediu. A mão de Eric deixou seu outro seio empurrar sua calcinha para um lado, deixando a completamente nua ante seus olhares. Charli se apoiou completamente contra Eric, incapaz de se sustentar, todo seu ser enfocado em empurrar os dedos dele para dentro e para fora de seu sexo. − Tem uma boceta tão bonita Chuck. Uma boceta tão quente e molhada. Estamos tão famintos por ela carinho. Tão famintos por prová-la. Tão famintos por fodê-la. − Oh merda. – Ela queria que Simon se calasse. Queria que continuasse falando. Estava tão perto. Tão perto de gozar que começou a entrar em pânico. Uma pequena voz em sua mente dizia que este era o momento que tudo mudaria entre eles. Ela balançou a cabeça. − Não lute contra isso Charli. Por favor me deixe sentir. Deixe-me sentir que você goza ao redor dos meus dedos. Esta tão apertada Charli. Nunca senti nada tão apertado. − Ela lutou em seu colo. Tinha que escapar. Não podia deixar-se ir. Rafael grunhiu. – Esta é minha fantasia. Não sabia Charli? Olhar-te. Olhar ao Eric. Ambos rubros de desejo. Ambos morrendo por gozar. Só que em meu sonho termina quando consigo fodê-los. Quando consigo deslizar meu pau profundamente em sua boceta e logo, profundamente dentro do doce cu do Eric. − Maldito seja Raf. – O pau do Eric palpitou contra ela apesar de sua reação, e ela não pode mais se conter. Gozou com um grito, sem ter em mente os outros competidores, inconsciente de tudo, exceto o prazer e as imagens que as palavras de Rafael traçaram em sua mente. Ele e Eric, juntos.

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Eric murmurou um elogio em seu ouvido, acariciando suavemente seu sexo úmido com a mão. Ela o sentiu abaixar sua saia rapidamente, abriu os olhos para encontrar os homens em pé, de maneira protetora, na frente dela, Florenz ao lado deles. − Sinto de verdade interromper. Mas já que conseguiram dar um orgasmo a ela, tenho sua próxima pista. Certo. O jogo. Ao que parece, disseram a eles que tinham que fazê-la gozar enquanto dançava para eles. Esquecera-se por um momento. Deixou-se levar. Charli levantou do colo de Eric, afastando-se com os braços cruzados sobre os seios, enquanto os outros procuraram alcançá-la. – Então. A pista seguinte? O que diz? Melhor nos apressarmos, parece que Tim e Dawn já estão a caminho. − Esta bem Chuck? Ela fez um gesto com a mão para que não se preocupasse, sem fazer contato visual. – A pista? Rafael entregou a pista, sua atenção fixa em Eric, que lambia seus dedos com uma meticulosidade que a fez gemer e se virar. − Diz: Outro mapa, outra pista. Para confiarem-nos outros, precisasse de dois. Parece que dessa vez alguém mais vai ter que se fantasiar e dançar como um idiota. Falando nisso, vou me apressar e me trocar. − Charli? – Eric a virou para ele, levantando seu queixo com os dedos ainda úmidos. Ela tremeu. – Obrigado. Ele beijou sua fronte e ela olhou para baixo, notando a barraca no linho, o ponto úmido no tecido cobrindo a ponta de sua ereção. Ele a agradecia? Ele dera a ela um dos maiores orgasmos de sua vida, e ainda estava dolorosamente excitado. Ela deviria agradecer a ele. – Tudo bem. Somos uma equipe, verdade? Ele sorriu. – Sempre. – Arqueando uma sobrancelha levantou sua voz para incluir aos demais. – Enquanto Rafael guarde suas masculinas fantasias para ele mesmo. Rafael rio por entre os dentes, mas havia pouco humor nele. – Charli pareceu gostar da ideia. Ela correu do cenário atrás da cortina, até o vestuário. Não podia ter aquela conversa aquela hora. Não podia admitir como a ascendia a ideia de Raf e Eric fodendo. Alguém teria alterado sua tequila? Por causa deles, ela teve poucos encontros com o sexo oposto. T. Todas as deixando necessitada. Charli nunca disse a Simon, mas o vibrador que ele, de gozação, lhe deu em seu trigésimo aniversário se queimara em menos de um mês. E também encadearam sua obsessão secreta pelos namorados mecânicos. Esses não tinham que passar pelo crivo dos

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meninos. Vinham em caixas não identificáveis e só demandavam uma tomada ou um par de pilhas AA para serem felizes. Disse a si mesma que isso era o suficiente para satisfazê-la. Mas não podia mentir mais para si mesma. Não depois de hoje. As mãos de Eric em sua pele, Simon e Rafael olhando... Isso a afetou de uma maneira assombrosa. Era tão incrivelmente erótico, tão excitante. Ela pensava que Lee estava louco por ter duas namoradas, agora esposas, de uma só vez, mas finalmente podia entender a atração. Não pense nisso. Os três juntos. Simon dentro dela, a possuindo enquanto ela olhasse Rafael fazer Eric gritar de prazer. Rafael a tomando por traz e Eric fodendo sua boceta enquanto ela chupava o pau de Simon em sua boca. Bom trabalho Charli. Que forma de não pensar nisso! Tirou o elástico de seu cabelo, sem se importar em pega-lo de novo enquanto corria, descendo pela escadaria até a rua onde eles a esperavam. Tinha que se colocar em ordem. Este era somente um jogo para eles, uma experiência excitante que estava determinada a ganhar por causa de uma aposta. Cedo ou tarde, depois de ganhar, eles ririam dessa noite, fariam alguns comentários lascivos e seguiriam em frente. Ela cruzou os dedos. ########## Viu Simon e Rafael juntos, sussurrando, exatamente antes que chegassem a seu seguinte destino. No que estavam agora? Shelly saltitou até eles com um sorriso brilhante. – Sua equipe esta fazendo um tempo excelente. Bem. Agora precisaremos de Charli e um voluntário extra para fazer funcionar esse desafio em particular. − Vamos garotos. – Charli compartilhou um sorriso bem humorado com Shelly enquanto olhavam os três homens jogar ‘pedra, papel e tesoura’. Eric perdeu. Três vezes. Os outros dois sutilmente chocaram os punhos, e ela supôs. Armaram para ele. Queriam se assegurar que Eric perderia. Esse era um bom jogo para isso. Inclusive Charli sabia que Eric acreditava ter um sistema para aquele jogo ridículo. Mas o sistema funcionava previsivelmente quando os outros o conheciam por tanto tempo quanto ele o fazia. − Vocês dois terão que usar isso. Somente durante um minuto. Simon e Rafael aqui, os conduzirão até onde têm que ir. Só devem confiar neles. – Charli viu a venda para olhos em suas mãos e suspirou. Eric deu um passo para trás. – De maneira nenhuma. Ela cruzou os braços. – De forma que esta tudo bem eu me rebaixar totalmente e ser colocada em situações vergonhosas, mas para você não? Ele levantou as mãos. – Charli, eu só... 24


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Ela o olhou firmemente e em silencio até que ele assentiu. – Esta completamente certa. Estou sendo um idiota. – Ele pegou a venda e bufou. – Estou somente um pouco fora do meu elemento. Ela o enlaçou pelo pescoço e deu um beijo em sua mandíbula. – Bem vindo ao Clube. Só quero saber quando será a vez de Simon e Raf sofrer. Os longos cílios de Eric baixaram sobre aqueles olhos verdes mar. – Eles terão sua vez. Não se preocupe com isso. Permitiram que Shelly atasse as vendas ao redor de suas cabeças. Charli notou que seus outros sentidos estavam em alerta máximo. Podia ouvir as conversas em espanhol numa barraca perto dali. Também podia sentir o aroma de algo delicioso cozinhando numa grelha ao ar livre, seu estomago grunhiu. Betsy e Bill, o casal inglês acabava de chegar. Betsy ria como uma adolescente de algo que Florenz dizia a ela. Shelly tocou sua mão. – Vou te entregar a Simon agora. Tudo bem Charli? − Espera. Queria perguntar... Você fez isso antes? Com Florenz? Ela quase podia ouvir o riso na voz de Shelly. – Sim. Fiz. Fiquei um pouco selvagem quando vim pra cá nas férias de verão. Estava disposta a provar qualquer coisa. Tive muita sorte, no entanto, porque isso me levou a ele. Charli sorriu. – Me desenvolvi tardiamente. Esta é a primeira vez que me torno selvagem. Shelly sorriu. – Se posso dizer, parece estar respondendo ao tempo perdido. Sentiu o momento em que Simon se colocou de pé ao seu lado. Shelly colocou suas mãos juntas e Charli tremeu. Amava a todos eles, mas sabia que era mais próxima de Simon. Ele que ficou acordado a noite toda com ela, depois que os outros adormeceram em seus sacos de dormir, quando a avó dela morreu. Ele que propôs a ideia de que a tia de Lee acolhesse Charli para que não fosse viver com algum estranho, ou fosse colocada no sistema de adoção pelo resto da adolescência. Eles até decidiram entrar nos negócios juntos, fazendo Lee sócio igualitário em sua cadeia de artigos esportivos. Viveram aventuras ao ar livre e foral malditamente bons nisso. Sem Simon ela não saberia onde estaria. Também era com ele que tinha fantasiado mais frequentemente. Talvez fosse porque, tão próximos como eram, ele ainda era um mistério. Tinha um ar secreto sobre ele, como se houvesse uma parte que mantinha separada de todos. E tinha que admitir, tinha um corpo duro com pedra. O homem estava realmente bem. − Está tão tranquila Chuck. Em que está pensando? − Não te direi jamais. 25


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Ele se chegou mais perto enquanto abriam as portas de outro clube lotado. – Quer apostar? − Não comece Simon. Acho que parei com apostar por um tempo. Só me diga aonde ir para que não tropece. − Acredite em mim carinho. Não te deixarei cair. – Ela começava a pensar que era um pouco tarde para aquela promessa. Estavam caminhando por um corredor estreito, podia ouvir Eric se queixando a Rafael na frente dela e sorriu. A respiração de Simon acariciou sua orelha. – Raf tinha razão, não é Chuck? Foi à ideia dos dois juntos o que finalmente te fez gozar. Ela mordeu os lábios. – Isso é estranho? Ele diminuiu a velocidade. – Não. Não há nada estranho sobre pessoas que desejam umas as outras. O sexo é a coisa mais natural do planeta. Algumas pessoas só precisam perder a capacidade de controlar a situação, para que finalmente possam ser honestas sobre o que querem. Para poder ver o que esta bem na frente delas. Falava sobre Eric, ou sobre ela? – Alguma vez já perdeu o controle? − Estive bem perto esta noite. Vendo como gozava. Vendo Eric te foder com os dedos. Quis derrubar o jovem Florenz com um só golpe por nos interromper. Mas se ele não o fizesse, não teria sido capaz de me segurar em te tomar. Charli lambeu os lábios. Seu corpo começou a se esquentar outra vez. Deus, gostava quando ele falava assim. Simon a virou, levando-a através de uma porta. Ele murmurou um baixo ‘obrigado’ a alguém e logo a porta se fechou com chave atr{s deles. − Simon? − Estou aqui Chuck. E também Eric e Raf. Ela inclinou a cabeça, escutando. Podia ouvir a respiração de Rafael se acelerar, ouvir o baque do metal e o estalo de algo se encaixando em seu lugar. − Filho da puta. – Eric soava nervoso, mas resignado. E algo mais. Excitado? Simon tomou sua mão outra vez, levando-a mais adentro do quarto. − Lembra-se do que fazia na pista de dança? Essa parte do jogo é toda sobre confiança. Se quisermos ganhar esta aposta, tem que confiar em mim. Sobe. Ela o fez, colocando os pés sobre duas plataformas parecidas com pedais. Inclinouse para trás, contra o que parecia uma maquina de exercício. Couro contra suas costas, metal frio contra suas coxas. − Levante os braços. – Sua voz parecia estranha. Quase gutural. Ela levantou os braços e ele pegou seus punhos, colocando-os em... O que era isso? Algemas forradas de couro?

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− Minha confiança esta acabando companheiros. Será que alguém pode tirar a venda dos meus olhos? − Num minuto. Quero apreciar isso. – O tom de Simon estava cheio de satisfação. Isso colocava Charli nervosa. − Ela esta realmente sexy assim, não? Consigamos uma terceira opinião. – Rafael tinha aquele tom travesso na voz que queria dizer que ela estava com problemas. Suas coxas se moveram, agitadas. Ela queria estar em problemas. No segundo que Simon a atara nesse... O que seja... Seu coração começou a palpitar como louco e seus mamilos se empurraram contra a camiseta. Estava aprendendo coisas espantosas sobre si mesma essa noite. − Esse é o jogo? Torturar-me mostrando que não posso tocar? Rafael riu de Eric. – Ela te escolheu no ultimo desafio. Você a tocou, aqui. – Sentiu a camiseta ser levantada até o pescoço. Dedos tocaram ligeiramente seus seios nus e sua respiração saiu num ofego. – Você empapou seus dedos no calor dela. – Alguns dedos se apertaram, durante um momento frustrante, sobre o tecido de seu short, entre suas pernas. − Raf tem razão. Nós os olhamos gozar juntos, mas as regras nos impediram de participar. Agora é nossa vez. − Tire. Minha. Venda. Charli tremia por causa da excitação, mas Simon somente riu. – No caso de que ainda não tenha notado, realmente não está em posição de nos ordenar nada Chuck. Seus seios estão duros carinhos. Esta gostando de não ter o controle? Vamos descobrir. – O cheiro de Simon a rodeou. Todo macho, sombrio e sexy. Seus dedos deslizam um pouco para baixo do cós de seu short e ela se sentiu ceder enquanto ele liberava o botão superior, baixando o zíper. Conteve o fôlego enquanto ele, vagarosamente, estendia o tecido de seu short, revelando a pequena tanga cor de rosa. – Rosa, heim? Então a garota pouco feminina tem algumas surpresas ocultas. Eu gosto disso. Lembra-me algodão doce. Coloca-me faminto. Simon começou a descer seu short e ela gemeu. – Por favor, Simon. Por favor, me deixe ver. As mãos contra sua pele tremeram. – Disse a palavra mágica carinho. – A venda foi tirada de seus olhos e Charli pestanejou. Eric entrou em seu campo de visão primeiro. Eles deviam ter tirado a camiseta dele antes de tê-lo atado. E suas calças. Suas calças já estavam ao redor de seus joelhos. Charli encontrou seu olhar cravado em seu duro pau. Era grosso e duro com a excitação. Lambeu os lábios novamente, perguntando-se como seria seu sabor. Eric deu um puxão em suas restrições. – A vingança é uma puta Raf. 27


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Rafael parou ao lado de Charli, sua mão acariciando seu braço, ele também parecia cativado pela crescente ereção de Eric. – É um risco que estou disposto a correr, meu amigo. Mais que disposto. Agora se recoste e desfrute com o espetáculo. Porque assim tivermos a oportunidade de dar a Charli um fantástico orgasmo, irei por você. Ou devia dizer, você virá por mim? Ela olhou o corpo de Eric tremer em consequência daquelas palavras e sentiu um tremer em seu próprio corpo em resposta. O olhar de Simon prendeu o seu e ele sorriu. Desceu seu short e calcinha até embaixo, pelas suas coxas, até que ela, como Eric, teve o short ao redor dos joelhos. − Então o desafio é fazer com que eu goze? Simon abaixou a cabeça e acariciou seus lábios com os seus. Docemente. Com cuidado. Como a calmaria antes da tormenta. Ele sussurrou. – O desafio é que você confie em mim e que Eric confie a Raf seu prazer. Meu plano é fazer com que você goze tantas vezes quanto possa antes que eles batam na porta e me arrastem para longe de ti. − Oh. – Sua respiração era instável e Simon não se moveu, enquanto esperava sua resposta. – Bom plano.

Capitulo 4 Charli olhou em torno do quarto. Estava vazio, tirando as duas cruzes de ferro em que ela e Eric estavam presos e uma mesa cheia de brinquedos e lubrificante. Respirou profundamente, tentando tranquilizar seu coração acelerado. − Oh preciosa, faz isso outra vez. – Rafael apertou seus seios, levantando e pressionando-os juntos, como toda a fascinação de uma criança com um brinquedo novo. – Não tem ideia de quanto tempo têm me tentado. Têm-nos tentado. Todas aquelas viagens ao rio, essa horripilante roupa de banho azul que pensava que ocultava tudo. Estaríamos mentindo se, qualquer um de nós, negássemos o que fizemos em nossos sacos de dormir, a cada noite, pensando nesses seios deliciosos. Você era um demônio enviado para nos torturar Charli. − E-eu... Sinto muito? − Não carinho. Não se atreva a nos pedir perdão. Você falia a pena. Sempre o fez. Rafael esteve de acordo com Simon. – Sempre. – Então, ambos os homens, abaixaram suas cabeças até seus seios, cada um colocando os lábios ao redor de um mamilo e chupando com força. 28


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− Há! – Charli olhou sobre suas cabeças e seu olhar se uniu a de Eric. Ele puxava suas ataduras, seu grosso pênis duro como o aço em que estava atado, enquanto olhava os outros se alimentarem de seus seios com prazer voraz. Dois pares de dedos ásperos e masculinos viajaram para baixo, por seu ventre, deslizando por entre suas pernas para massagear seu sexo. Charli gemeu, mas em nenhum momento tirou seus olhos de Eric. Sua expressão estava cheia de ódio e frustração por estar amarrado, sendo mantido longe dela. E de necessidade. Necessidade infinita, sem fim. − Assim era como me sentia Charli. Desejando-te. Amando-te, cuidando e sendo seu amigo, tudo enquanto queria te tomar com cada fôlego do meu corpo. Sabendo que nunca poderia. – Ele puxou suas ataduras outra vez, seus olhos se moveram até a boca de Rafael enquanto esse deixava o seio de Charli e se movia para baixo. Rafael levantou os olhos, sua respiração quente contra seu clitóris. – Diga a ele o que sentiu também Charli. Diga a ele o que pensava de nós, que se tocava a noite inteira até que gozasse gritando nossos nomes. – Puxou seu clitóris com os dentes, lambendo seu sexo empapado com suaves e sensuais golpes de língua. − O fiz. Deus, o fiz. Tantas vezes. Mas nós nunca poderíamos... Eu não poderia. Merda Raf... Sim! Rafael sorriu contra seu sexo, beliscando divertidamente os dedos de Simon, até que ele levantou sua cabeça de seus seios e grunhiu, imediatamente voltando a sugar seus seios e a empurrar seus dedos em sua boceta. Rafael encontrou seu olhar, seu sorriso se desvanecendo numa confusão atordoada. – É melhor que qualquer sonho erótico preciosa. Seu sabor. A forma que a sentimos. Não podemos ter o suficiente. Diga-me o que quer, independente do que seja, é seu. – Um tremor percorreu seu corpo diante a sinceridade na voz dele. Ela levantou os olhos até Eric, tentando se concentrar, apesar da distração e da estimulação exaustiva de Simon. – Quero-te ver fazer o Eric gozar. Simon deu uma risadinha contra seu seio, enquanto Eric começava a praguejar. Ela não tinha ideia que ele podia dizer palavrões dessa maneira. Estava errada? Tinha recebido dos seus sinais cruzados? Será que ele não desejava ao Rafael? − Vejo preocupação em vez de desejo em seus olhos Charli. Isso não pode acontecer. – Rafael se colocou em pé e caminhou até o ruborizado Eric, passando um dedo ao redor de seus mamilos. – Pode ser que Eric não goste de me desejar. Mas me deseja. E o faz há muito tempo. − Sandices.

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Simon caiu de joelhos para roçar sua barba por fazer na pele de seu ventre, olhando com ela a forma com que Rafael tocava ao seu agitado amigo.

– Tenho que dizer a eles

sobre aquela noite então? Sobre quão perto estivemos de ceder ante a necessidade? Como você, não eu, iniciou aquele beijo e levou minha mão até seu... − Eu estava bêbado cara. Rafael segurou a mandíbula de Eric, o forçando a enfrentá-lo. – Foi por isso que fui embora. O porquê eu o detive, apesar de seus protestos. Olhando para trás, acho que me enganei. Devia ter fodido até seu cérebro aquela noite. Devia ter te tomado de cada forma suja e bela que existia. Talvez se o tivesse feito, meu melhor amigo não teria passado os últimos cinco anos fugindo de mim. − Desejávamos Charli. – Eric soou quase aflito, desesperado. Simon reduziu a velocidade de suas carícias e Rafael ficou de joelhos. − Sim, desejávamos Charli. Mas de toda forma o fizemos. E você e eu, velho amigo? Também desejávamos isso. Charli sentiu se sexo se encher de creme, suas coxas tremiam enquanto olhava Rafael dar suaves beijos, de boca aberta, sobre as coxas de Eric, sobre seus quadris, atormentando, mas nunca provando, verdadeiramente, seu pau. As mãos de Rafael deslizaram-se ao redor dele para agarrar as bochechas da bunda de Eric. – Alguma vez experimentou, amante? Alguma vez deslizou um dedo nesse doce cu, acidentalmente no banho, perguntando-se como poderia ter sido? Os quadris de Eric empurraram involuntariamente, fazendo com que Charli se perguntasse se Rafael pressionara um de seus dedos em seu ânus. Eric viu que ela olhava, mordeu seus lábios com tanta força que até sangrou. – Charli, eu... Ela sorriu com aprovação. O amando, sentindo a agonia em que estava, ao resistir a algo que obviamente queria desesperadamente. – Não penso que alguma vez vi algo tão sexy. Sua cabeça voou para trás como se tivesse levado uma bofetada e Simon deslizou seus dedos dentro dela mais uma vez, elogiando-a com seu toque. − O fez Eric? Alguma fez fodeu a si mesmo com os dedos ou com um plug, desesperado para que meu pau golpeasse esse seu ponto especial que o enviaria para a fodida lua? – Rafael não deixava de pressionar. – Ou você e Charli ainda são virgens ali? Charli devia ter feito uma careta, se delatando. – Charli, você não é... Você não... Simon se colocou de pé ante as palavras de duvida de Eric. Inclusive Rafael olhou em sua direção. Se um disco se arranhasse, não seria mais desconfortável que isso. – O que?

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A expressão de Simon ficou austera. – Quem Chuck? Quem fodeu seu cu? Deixamos apenas um corpo

com pênis ficar perto de você por anos. Foi nesse fim de

semana com Tia Kelly em Colorado Springs? − O que? Esta dizendo que vocês, deliberadamente, espantaram todos os meus encontros, e é você o que está nervoso? Nenhum deles disse nem uma palavra, todos olharam seus olhos com dor. Como se ela houvesse sido infiel. – Jesus, ninguém, esta bem? Eu não transo há séculos, graças a vocês. Fizeram um belíssimo trabalho. Se não fosse pelo vibrador e o plug anal, morreria de frustração. Rafael apoiou sua cabeça contra as coxas de Eric, seus olhos fechados. – Plug anal? Merda precisa, tem um plug anal? Acho que acabo de gozar um pouco. De que tipo carinho? − O que importa de que ti... – Simon levantou uma única sobrancelha, sua expressão a fazendo tragar as palavras. – É... Um... Que vibra. Eric a olhava como se nunca a tivesse visto antes, seus olhos dilatados, seu corpo coberto com um brilho de suor. Com um demônio tentador por dentro, um que ela não sabia que tinha até essa noite, querendo sair e brincar. – Eu gosto disto Eric. Quando Rafael nos disse que gostava de homens também, me perguntei. Perguntei-me como seria ter alguém dentre de mim, ali. Então, comprei o plug. Doeu a principio, mas ao mesmo tempo foi bom. Quando, por fim, esteve dentro, profundamente, e o liguei... Gozei. Nunca tinha gozado com tanta força até... Bem... Até que dancei para você. − Oh preciosa. – Rafael lambeu o pau de Eric, só uma vez, como se fosse incapaz de se conter. E Eric explodiu. − Quer que admita? Quer que suplique? Odiei-te por sair àquela noite e me odiei por querer que ficasse. E sim, me toquei, perguntando-me como seria entre nós dois. Agora mesmo acho que poderia explodir se não me tocar. Chupa meu fodido pau Raf. O trague até em baixo em sua fodida garganta. Mostre a Charli e a mim se é tão bom quanto achamos que seja. Isso era tudo o que Rafael precisava escutar. Charli engasgou ao ver o grosso pau de Eric desaparecer na boca de Rafael, aqueles lábios carnudos e atraentes se estirando pra aceitar sua largura, gemendo com o sabor. − Merda. – O rosto de Eric estava tenso pela excitação. – Raf, merda, faça. Empurra no meu cu. O quero. – Ele estirou suas pernas e Charli viu o braço de Raf trabalhar, sabendo que ele o fodia com os dedos, enquanto sugava seu pau. Ela gemeu em voz alta, até que o rosto de Simon apareceu na sua frente, bloqueando sua vista.

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− Boa garota. Mas agora digo que quero sua completa atenção. Vou comer sua doce boceta, carinho. E você vai gozar para mim. Vai gozar gritando meu nome. E logo, sem importar como termine essa corrida, irei-te foder. Uma e outra vez, até que não possamos mover uma polegada. E depois que dormirmos, te tomarei mais uma vez. – Simon a beijou, sua língua empurrando profundamente dentro de sua boca aberta, como se não pudesse conseguir o suficiente de seu sabor. Ela mordeu seus lábios e ele ronronou, tirando seus lábios dos dela para olhá-la, olhos tão azuis que quase se viam pretos. Ele beijou seu pescoço, sua clavícula. Ela tremeu quando ele beijou a parte inferior de cada seio, logo lambeu um delicado circulo ao redor de seu umbigo. Viu quando Rafael foi até a mesa, para desembrulhar um pequeno plug negro e cobri-lo com lubrificante. Eric estava na frente dele agora. E tudo no que pensou foi em Simon. Ele pegou seus pés, um de cada vez, tirando completamente seu short e sua calcinha, levantou suas pernas para colocá-las sobre seus ombros. Estendeu os lábios de sua vagina com os dedos, respirando-a, por um momento dolorosamente terno, antes de enterrar sua cara entre suas coxas. Não houve nenhuma lambida pacífica, nenhuma vacilação. Simon tomou. Comeu seu clitóris, mordiscando os lábios de sua boceta, sua língua empurrava profundamente dentro dela, fodendo-a com sua boca. – Simon! Simon!, Isso é tão... Oh! − Foda-me Raf. Foda-me com isso. Sim. Merda, o que...? Deus, vou gozar Raf. Os sons do prazer de Eric uniram-se aos seus, aumentando em urgência e altura, enquanto seus dois amantes procuravam satisfazer suas necessidades. Simon deslizou um dedo por seus sulcos, pressionando-o contra seu cu, atormentando-a enquanto a fodia com a língua. − Charli! − Ela abriu os olhos, o olhar febril de Eric buscando o seu. − Goza comigo, carinho. Não posso mais me conter. Goze para nós Charli. Merda. Tenho que... Charli gritou o nome de Simon enquanto chegava ao clímax, olhando o Eric se retorcer enquanto Rafael engolia seu gozo, recusando-se a sair, sua mão torcendo o plug anal mais e mais fundo no cu do Eric. Simon tirou seu dedo, ambas as mãos segurando sua coxa apertadamente, enquanto sugava cada gota de sua excitação, chupando e lambendo até que ela tremia como uma folha contra ele. Ele não parava. Não parava e ela podia sentir seu desejo crescendo outra vez, seu corpo formigando com um fogo renovado. − Simon? Amigo, temos que deixá-los ir agora. Eles não vão nos deixar aqui por muito mais tempo.

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Rafael se levantou, beijando o agora silencioso Eric ternamente sobre os lábios, tirando o plug e colocando um tubo extra de lubrificante em seu bolso, antes de começar a desamarrá-lo. Ela viu, através de olhos ofuscados de desejo, quando os dois pararam em ambos os lados do ajoelhado Simon. Ele grunhiu, seu apertão sobre suas coxas quase causou hematomas, enquanto a levava, de novo, a um nível febril com sua língua. − Outra vez. Mais. Eric estava preocupado, mas Rafael olhou seus olhos e sorriu. – Ele realmente precisa que goze outra vez preciosa. Dê a ele o que necessita. – Ele levantou um pesado seio com sua mão, oferecendo-o a Eric. Seu belo professor loiro o tomou com gratidão, chupando a ponto como força contra o céu de sua boca. Rafael tomou o outro. Era muito. Ter todos eles a tocando, a beijando desta forma. Era muito. Gozou outra vez. Mais forte que antes. Simon, com gula, a bebeu, seus sons de prazer vibrando em seu clitóris. Um golpe soou na porta. – Para sua informação, nosso tempo quase acabou aqui. Temos bebidas e tira-gosto na pequena cozinha do outro lado da rua, antes do desafio final. Venham se unir ao resto de nós. A alegre voz de Shelly finalmente fez com que Simon se colocasse de pé num salto. A maçã de seu rosto estava escura pelo rubor, sua mandíbula flexionada pela advertência. Rafael e Eric a soltaram, mas Simon não saiu do caminho. Segurou sua recém liberada Mao e colocou contra sua ereção coberta pelos jeans. Os olhos de Charli se arregalaram. Ele era longo e grosso e estava tão duro que ela quis implorar para que a tomasse. Aqui. Agora. Ele fechou os olhos, saboreando a sensação de seu toque por um momento. Então a deixou ir, virando para abrir a grossa porta metálica e sair para o corredor. − Vamos te vestir preciosa. Eric, vá e se assegure de que Simon não jogue a pequena Shelly no oceano. − Ele esta bem? – Charli permitiu que Rafael a vestisse como se fosse uma criança. Ele desceu sua camiseta, logo recolheu seu short e sua calcinha do chão. − Oh, com certeza. É somente como um viciado, que tem vivido com uma dose servida em baixo de seu teto durante os últimos vinte anos. Depois de todo esse tempo, alguém lhe dá uma pequena prova, somente uma, mas diz a ele que não pode ter tudo. A confusão de Charli devia ser aparente. – Não nos foi permitido gozar preciosa. Pelo menos, Simon e eu não o fizemos. E a nenhum de nós foi permitido te foder da forma que queremos. Nossa parte nesse desafio. Isso só o esta deixando, diabos, nos deixando a todos, um pouco louco. 33


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− Oh! Ele riu por entre os dentes e envolveu seus braços ao redor dela. – Tudo isso vai funcionar bem Charli. Não pense mais nisso. Vamos arrumar algo para comer. Estou morto de fome. ########## − Bill é um pouco tímido, pobrezinho. Decidimos pular o ultimo desafio e voltar ao barco. Assim posso tratar com o homem em privado. Betsy riu tontamente sobre o gargalo da sua garrafa de cerveja, fazendo as outras garotas rir. – Mas não se preocupem, demos nossa parte do dinheiro a Shelly. Quem quer que ganhe, o terá. Tudo valeu a pena no que a mim se refere. A maldita aposta. Charli não estava segura de como se sentia sobre ela. Esta lhe dera à tarde de seus sonhos. Fantasia atrás de fantasia, a maioria enterradas tão profundamente que nem sequer as admitira a si mesma. Mas não podia evitar pensar no amanha. Como seriam capazes de continuar como estavam agora, depois de tudo que tinham feito aqui? − Não sei sobre os pontos, mas no que se diz respeito à velocidade, definitivamente compensei meu tempo, do primeiro desafio, com esse ultimo. Nós fomos os primeiros a chegar aqui, depois de tudo. – Charli fez uma careta para Natalie. E pensava que ela era competitiva. A pobre Dawn se via totalmente intimidada pela dominatrix do inferno. – Não sei, Tim e Dawn se sobressaíram em tudo até agora. Minha equipe, por outro lado... Dawn sorriu com gratidão. – Bem, só tenho que me preocupar com um homem Charli. Não sei como manejaria... Hum... Sem... Sem intenção de ofender. − Não se preocupe. Charli deu uma olhada sobre seus ombros, deslizando uma batata cheia de molho em sua boca, enquanto estudava sua ‚equipe‛. Rafael e Eric falavam intensamente, os dramáticos gestos de mãos de Raf diziam que ele estava sendo contundente. Simon estava de pé ao lado deles no balcão, segurando uma cerveja em silencio. Ele parecia diferente. Distante. Já começara então? A mudança que ela temia? − Senhora? – Era Florenz. – Posso falar com você por um momento, em particular? – Ela assentiu, desculpando-se para unir-se ao arrojado guia num canto distante, para não serem escutados. – Suas amigas, as que pagaram pela excursão, me deixaram instruções para te dar essa nota agora.

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Outra nota? Maravilha! Agora o que? – Obrigada Florenz. E por favor, pelo bem de minha saúde mental, me chame de Charli. – Ele se colocou de pé perto dela, ocultando-a da vista dos demais enquanto ela lia. Minha querida, Chegou-se até esse ponto sem voltar correndo ao navio e “quebrar algumas cabeças”, bravo! Estou muito orgulhosa de você. Os meninos sempre foram loucos por você, e são tão protetores, eu sabia que estariam bem. O ultimo desafio é de enormes proporções, mas se é tão valente como sei que é, você o aceitará. Sim, sim, sei o que esta pensando. Já participei dessa corrida antes... Não é estupenda? Não fique brava com Connie, eu a convenci a isso. E não estava sozinha, mais essa é a única dica que conseguirá de mim. Sempre quis que fosse feliz. Pode ser pouco convencional, mas você sabe o que sempre digo, quanto mais, melhor. Tia Kelly − Acho que Shelly pode estar te procurando – Simon estava de pé ao lado de Florenz, com um sorriso ameaçador no rosto. O jovem guia retrocedeu com as mãos para cima. – Estou certo de que esta. Boa sorte com o resto da corrida, para ambos. − Isso foi grosseiro Simon. E completamente desnecessário. – Charli entregou a nota a Simon. – O que acha que quer dizer com que não estava sozinha? Simon encolheu os ombros, colocando a nota no bolso. – Quem sabe? Lee talvez? Embora esse não seja realmente seu estilo. Além disso, tem estado muito distraído com o casamento para planejar algo como isso. – Tomou um gole da cerveja, olhando sobre os ombros. – Importa como chegamos aqui? Pensei que estaria mais preocupada com o vem pela frente. – Ele riu. – Não fique tão surpresa Chuck. Não é como se fossemos completos estranhos. Ninguém te conhece melhor que eu. − Eu sei. Que confusão. Ele se virou para confrontá-la. – É? Eric e Rafael estão se falando outra vez, e todos nós estamos passando muito bem. Você certamente parece estar aproveitando. Ela ruborizou. – Estou, é só que... − Só nada. Aproveite isso Charli. Deixe-nos te fazer sentir-se bem. E, se no caminho ganharmos mil dólares, para jogar nas mesas do navio, muito melhor, não é? − Sim. Muito melhor. Acho que preciso de outra bebida. – Ela caminhou até o balcão, longe de Rafael e Eric, longe dos outros jogadores. Não queria que vissem seu

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rosto, ou estariam sobre ela num instante. Sentia-se como uma idiota em quem tinham dado um murro no estomago. Acabava de descobrir algo. Simon não a conhecia tão bem, apesar de tudo.

Capitulo 5

Já era noite. Em algum lugar perto havia uma festa. Charli podia ouvir a musica e as palmas. Precisava vir a Cozumel de novo algum dia, talvez, realmente vez a cidade ao invés de clubes de strip-tease e atrevidos quartos dos fundos. Riu para si mesma. − Chegamos ao ultimo desafio! Esperamos que a comida e a bebida os tenham animado, porque vão precisar de um pouco mais de energia para chegar ao fim. – Shelly olhou e sorriu para Florenz, que continuou por ela. − Não há pista, falaremos qual é o desafio, diretamente. Abriram suas mentes permitindo-se confiar em seus parceiros, e a ultima parte do desafio se trata de dar. Sem importar a hora e o local. Independente das preocupações e das normas. Se entregar totalmente ao prazer. Sorriu ante os excitados murmúrios do grupo. – Olhem para trás, o armazém que veem pertence ao criador da ‘A Corrida Erótica’.

Do outro lado do edifício é onde

começarão. Por rações legais, não podemos levar o desafio para qualquer parte. E para sua própria proteção, Shelly e eu ficaremos aqui. Bom, vão e deixem-se levar! Charli e Eric compartilharam um olhar confuso. – O que significa isso? − Isso significa que vamos ter sexo. – Natalie rodou os olhos, arrastando seu miserável namorado-brinquedo até a outra extremidade do edifício. − Bem, não quero ter sexo com ela. – Rafael fez uma careta e Shelly riu, chegando mais perto para sussurrar em seu ouvido. – Oh. Oh. Agora nos entendemos. – Pegou Eric e Charli pelas mãos, arrastando-os e rindo. – Apressem-se, meninos e menina, este é o evento principal, Vamos Simon. Sei que vai gostar disso. − Que diabos esta acontecendo Raf? – Simon andou lentamente atrás deles, com as mãos no bolso, parecendo mal humorado.

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Tinha uma pequena calçada entre o armazém e o oceano. Charli podia ver o Navio de Cruzeiro iluminado, ao longe. Ao longo do armazém tinha quatro focos de luz espalhados, o resto da parede estava na escuridão. – E agora o que? − Têm que se entregar completamente carinho. Significa exatamente como soa. O mais perto que vai chegar de fazer amor no meio da rua, já que provavelmente nunca o faríamos sem sermos presos. Charli deu um passo para trás, afastando-se de Rafael e olhando ao redor. Dawn estava em cima de Tim, a garota tímida que conhecera substituída por uma gata selvagem, quase rasgando os botões da camisa de seu sorridente marido. Natalie tinha ao seu jovem escravo de joelhos, beijando seus tornozelos. – Ugh. Estou ficando preocupada. Simon a agarrou pelos ombros e a apertou contra a parede. – Sinta isso. – Seu beijo converteu seu cérebro em mingau. Quente e duro, cheio de fogo, quando a pressionou contra sua crescente ereção, ela gemeu, envolvendo os braços ao redor de seu pescoço. − Devia estar nua o tempo inteiro. Assim não teríamos que ficar te despindo e vestindo. – Ela escutou a voz de Rafael, que sorria enquanto ele e Eric tiravam sua roupa. Não se importava. Não se importava quem pudesse olhar, não se importava com o que aconteceria depois, contanto que Simon continuasse beijando-a. − Compartilhe o tesouro homem. – Eric empurrou Simon do caminho, cobrindo a boca dela. Mais suave e gentil. Eric. Derreteu-se em seus braços. Ajudou Rafael a despi-lo, escutou o barulho a sua volta quando Simon tirou a camisa e desabotoou seus jeans. Simon a separou de Eric, entregando-a a Rafael. O beijou às cegas, seu corpo tão sensibilizado, depois de tudo o que experimentara hoje, que já estava em chamas com a necessidade. Rafael mordia e chupava seus lábios, grunhindo de modo brincalhão quando ela chupava sua língua na boca. Voltaram-se para Simon, que estava contra a parede atrás de Charli e Rafael. Charli sentiu o pau de Simon, duro como aço, roçando seu quadril e gemeu contra a boca de Rafael. − Shh, carinho. Vai ser incrível. O que você precisa, cara? Ouviu o som de papel rasgando e fechou os olhos. Oh meu Deus. Estava realmente acontecendo. – Preciso do lubrificante extra que guardou, e preciso que Chuck seja uma boa garota, se incline e chupe o pau de vocês dois. Ele acariciou suas costas com suaves movimentos, e seus olhos se abriram de repente. Ambas? Eric e Rafael se dirigiram a ela com sorrisos idênticos, parando um junto ao outro, na frente dela. Rafael atirou-lhe um pequeno tubo. – Sabia que isso seria útil. 37


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Simon segurou suas omoplatas12 com mais firmeza. – Vamos carinho. Preciso de você. Seu coração se agitou ante as ternas e abertas expressões nas faces de seus amigos. Seus homens. Deixou que Simon a empurrasse a frente, até que sua boca estivesse no mesmo nível que a grossa circunferência de Eric e o escuro comprimento de Rafael. Tinham pênis magníficos. Umedeceu os lábios, sugando primeiro a ponta de Rafael e logo o pênis do Eric. − Caralho. − Sim carinho. Chupe-nos. Ambos tinham suas mãos ao longo de seus cabelos, gentilmente, sem pressionar. Afetuosos. Charli chupou o escuro eixo de Rafael profundamente em sua boca, se engasgando um pouco antes de relaxar sua garganta para tomar mais. – Ela chupa tão bem Eric. Pode ser que ela seja melhor que eu. Carinho. Assim mesmo Charli. − Me mostre Charli. Deixe-me sentir sua boca sobre mim. – Charli virou a cabeça e tomou a sedosa largura de Eric na boca, abrindo-a tanto quanto podia para ter tudo dele. Delicioso. – Haaa. Carinho, porra! Como aprendeu a fazer isso? Porra, Raf, o que ela esta fazendo com a língua esta me matando! Eric gemeu e Charli viu que se beijavam por cima dela. Deus, isso era sexy. Deslizou as mãos por entre suas pernas, pressionando seu clitóris para aliviar um pouco da própria excitação. Simon inclinou-se sobre suas costas para sussurrar em seu ouvido. – Não Chuck. Ou vou atar suas mãos atrás das costas. Seremos os únicos que precisará para gozar. Rafael pressionou seu pau ao lado do de Eric e ela pegou ambos em suas mãos, colocando as cabeças em sua boca e sugando-as. Juntas. − Porra Charli! Algo frio e liquido deslizou pela fenda de seu traseiro. Lubrificante. Esse, rapidamente foi seguido pelo polegar de Simon. Usou o plug antes de vir ao cruzeiro carinho? Assinta. Ela assentiu com a cabeça. − Bom. Porque não creio que possa ser tão paciente como precisaria ser se não houvesse usado algo para encher seu cu. – Ele separou suas nádegas com as mãos, a cabeça do seu pau, coberta com uma camisinha, pressionava insistentemente contra ela. Ela gemeu baixo, enquanto os dois cacetes deslizavam-se, um contra o outro, dentro da sua boca. Simon fez um som rouco, como se sentisse dor. – Sonhei com isso por tanto

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A escápula ou omoplata é um osso grande, par e chato, localizado na porção postero-superior do tórax.

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tempo. Minhas mãos cheias com suas nádegas, meu pau te enchendo, Charli. Meu pau. Os nossos. Você nos pertence, Chuck. A nós, a ninguém mais. Nunca se esqueça. Ela abriu a boca para respirar profundamente, enquanto o duro eixo de Simon empurrava através do apertado orifício de músculos. Era melhor que seus brinquedos. Melhor... Incrível... Mais... – Sim. − Gosta disto? Sabia que gostaria carinho. Sabia que amaria isso. Quer mais? – A voz rouca de Simon a atingiu como raios de calor. − Sim Simon. Por favor. Quero mais. − Jesus, Charli, é tão condenadamente sexy. – A voz de Eric parecia vir de longe. Tudo que ela conseguia fazer era sentir. Simon empurrou mais fundo. E seu corpo teve dificuldades de aceitá-lo. − Grande. Deus, é tão grande! − Quente e apertada. Ahh, Charli, amor, é isso, toma tudo de mim. − Sentiu umas mãos segurando seus ombros, acariciando seus seios, sentiu as mãos de Simon agarrando em sua cintura, seu quadril pressionado contra seu traseiro. Dor, prazer, sentia tudo e se sentia tão malditamente incrível, que pensou que poderia morrer. − Eric, a tome. Foi levantada, ainda com Simon profundamente dentro dela, deslocando-se pelo movimento. Ela gritou. Mais embalagens de alumínio e logo seus braços e pernas estavam enlaçados ao redor de Eric e ele a beijava. − Merda Simon. Não sei se ela pode tomar nós dois. − Ela pode. Certo Chuck? Foi feita para nos tomar. Respira carinho. Deixe-nos cuidar de você. Deixe-nos te amar. Charli apoiou a cabeça no ombro de Simon, amando o som de sua voz. Eric estava, pouco a pouco, introduzindo seu grosso pau em sua boceta, estirando-a, enchendo-a por completo. Tão cheia. – Porra! − Tudo bem? Charli, diga-me que está bem ou me deterei. − Não! Não pare Eric. Ninguém se deterá. Fodam-me. Deus, isso é tão bom! Simon mordeu o lóbulo de sua orelha e empurrou seus quadris. – Essa é minha garota. Eric e Simon começaram a se mover de forma rítmica, saindo e entrando em seu interior. Lagrimas deslizaram por suas bochechas. De alívio? De felicidade? Não estava certa do que sentia, só sabia que não queria que terminasse. Um flash de luz a fez focalizar. Rafael sorriu por cima dos ombros de Eric e o mordeu suavemente. – Não vão me deixar de fora. – Eric se deteve e Charli instintivamente apertou os músculos ao redor dele, segurando-o firmemente. 39


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− Charli, merda. Raf, só vou... Oh, demônios, seja gentil. Rafael girou o queixo de Eric até ele. Seu belo rosto cheio de amor e felicidade. – Sempre. – Eric ficou tenso e investiu contra Charli, gritando enquanto enterrava o rosto em seu pescoço. Rafael agarrou os ombros de Eric e empurrou lentamente, impulsionando os quadris de Eric contra Charli e Charli contra Simon. – Oh Deus, está nos fodendo a todos. – Saiu de sua boca, mas era verdade. − Agora começa o meu malvado, ah sim, plano. O som do prazer deles enchia o ar da noite. As pernas de Charli estavam envoltas ao redor de Eric e Raf, sua cabeça girada para aceitar o beijo de Simon. Era o céu. Nunca estivera tão cheia, tão tomada. − Oh. Foda! − Isso mesmo Eric. Amo foder. – Rafael bombeava seu quadril mais forte contra Eric, mais rápido. – Passou muito tempo. E é tão bom... É tão difícil ser gentil. Charli tirou sua boca da de Simon para ver a expressão de Eric, seu feroz sorriso mostrava os dentes. – Te libero da sua promessa Raf. Não seja gentil. Foda-me duro. − Simm. Simon grunhiu contra seu pescoço quando seu movimento o empurrou mais forte em seu interior, mais profundamente. – Tenho que me mover carinho. Tenho que gozar. − Qualquer coisa Simon. Estou perto. Não posso... É tão... − Charli! Porra carinho, não posso esperar. − Simon deslizou sua mão ao redor de seu corpo, até onde se unia a Eric, e esfregou seu clitóris. − Cristo Simon. – Eric mordeu os lábios, seu quadril bombeando no interior do sexo de Charli. De repente houve muitas sensações, muito prazer, e Charli sentiu seu corpo se incendiar e arder como uma estrela recém nascida. − Ela esta gozando. Esta apertando meu pau como em um maldito punho, carinho. − Não posso esperar mais. − Charli, carinho! Era incrível. Podia sentir todos gozando contra ela, nela. Juntos. Seu corpo estava vivo de uma maneira que nunca experimentara antes. Nem escalar, nem as corredeiras de águas brancas, nada se comparavam a essa euforia. Cada terminação nervosa faminta, o sangue bombeando por suas veias. Viva. E perdidamente apaixonada. Mas, por quem? − Wow. De maneira alguma posso competir com isso. Vocês têm meu voto para ganhar. 40


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− Tim. − Bom, eles têm. Charli tratou de ocultar seu corpo, corando furiosamente quando a bolha mágica explodiu ao seu redor e se deu conta de onde estavam. Fora. Num lugar público. Um público que, aparentemente, tinha parado de ter sexo para observá-los. − É um imbecil. Alguém já te disse isso antes? – Rafael colocou-se em frente a ela, Simon e Eric se movimentaram para rodeá-la por todos os lados, para que pudesse se vestir. − Sinto muito. Não sabia que era tímida. Quero dizer, vocês quatro foram... − Se não fechar a boca, vou ter que fechá-la para você. – O grunhido de Simon era ameaçador. Charli colocou seu short com mãos trementes, agarrando a camiseta e batendo nas costas de Simon, ao mesmo tempo. − Se acalme. Não estávamos escondendo nem nada. Esta tudo bem. Terminamos, de qualquer forma. – Simon ficou tenso em baixo de sua mão, como se sentisse o que estava pensando. Estava como um desastre. Precisava só de um momento para respirar. Para ficar sozinha. − Vou me refrescar, tudo bem? Voltarei. – passou por baixo do braço de Eric, escapando Simon e correndo até a esquina. − Charli! Negou-se a olhar para trás, vendo primeiro a Florenz, que esperava. Shelly estava ao seu lado e os dois pareciam um pouco bagunçados, como se estivessem participando do ultimo desafio. – Esta tudo bem Charli? Ouvimos o que aconteceu, não pudemos evitar. Sinto muito se algum dos outros competidores a envergonhou. − Não é isso. Acredito que minha experiência com o lado selvagem se tornou muito... Selvagem. Poderia me arrumar um taxi? Sozinha? Seus guias compartilharam um olhar sobre sua cabeça e Florenz desapareceu na esquina. – Claro. Florenz verá aos demais e eu farei com que regresse ao navio. – Charli se deixou guiar pela jovem animadora, agora deprimida, perguntando-se para onde estava fugindo. Para Tia Kelly? Connie? As pessoas que sempre buscara por conselhos eram as mesmas com quem não poderia ficar cara a cara nesse momento. Se houvesse acontecido com outros homens, talvez. Talvez então, dissesse a eles que o que experimentou essa noite a destroçara. A tinha mudado. Fez com que quisesse algo que sabia que não podia ter nuca. E essa verdade pura e simples transformou seu mundo para sempre. Como ia viver e trabalhar, dia após dia, querendo e não tendo? Os assistindo seguir em frente, talvez Raf e Eric se unissem, talvez Simon encontrasse outra loira curvilínea, 41


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suas favoritas. E Charli. Sozinha e apaixonada por seus melhores amigos. Amigos. Plural. Riu com um pouco de histeria e Shelly apertou sua mão. − O taxi esta aqui. − Obrigada. − Charli? Tem certeza de que esta bem? Charli entrou no taxi e tentou sorrir, mas só saiu um soluço. – Não. Não creio que esteja. Em menos tempo que esperava, subiu a bordo e falou com o comissário de bordo. Esta a caminho do aeroporto em menos de uma hora. Charli disse a si mesma que foi sorte que estivesse no ar, e a caminho de Denver, antes que a procurasse por ela. Estava feliz por eles ainda não terem chegado. A aeromoça lhe entregou uma tequila no meio do caminho do voo. Talvez quisesse assegurar que os outros passageiros deixassem de reclamar da mulher que chorava todo o caminho de volta a casa.

Capitulo 6

− Maldição Charli, se não abrir esta porta, e quero dizer agora, Eu a derrubarei. Ele não se deteria. Ela conhecia Simon muitíssimo bem. Ele colocaria sua porta em pedacinhos e ela teria que se explicar com o síndico. Deu fortes passos até a porta e a abriu. – Não se atreva! Charli respirou profundamente. Ele estava horrível. Não tinha se barbeado, seus olhos estavam fundos e pesados. Ela nunca o tinha visto assim. − Simon? Passou por ela e entrou em sua sala de estar. – Todos nós voltamos para casa no dia seguinte, sabia disso? Kelly, Eric, Rafael, até mesmo os recém casados. − Tia Kelly telefonou. Lamento por eles. Não tinha a intenção de arruinar a lua de mel deles. Simon riu por entre os dentes, mas era um sorriso pouco atraente. – É uma idiota se pensou que não o faríamos. Eu liguei também. Devo ter deixado mais de cem mensagens. Nunca retornou as ligações. Charli se abraçou. – Precisava de um tempo.

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Ele assentiu, mas ainda estava de costas. – Isso foi o que Eric disse. E todos concordamos em dá-lo a você. – Caminhou até o sofá e colocou a cabeça entre as mãos. Ela queria ir até ele. Para abraçá-lo e dizer que tudo ficaria bem, da forma que ele sempre tinha feito para ela. Mas se conteve. Esse não era mais o seu lugar. Ele levantou a cabeça para fulminá-la com seus belíssimos olhos azuis. – Duas semanas Charli? Duas semanas sem nenhuma palavra, nem ao menos um e-mail. E agora faz com que um advogado chame o Lee e diga que quer vender sua parte do negócio? Nosso negócio Chuck? O que sonhamos juntos? Ele ficou de pé, sacudindo a cabeça. – Esta errada. Eric está errado. Você não precisa de tempo. O que precisa é de uma surra. Ela deu um passo atrás. Ele não o faria. Estudou sua expressão e se afastou um pouco mais. Ahh sim, faria. − Olhe Simon, só acho que seria melhor para todos se nós... − Não. Não diga nem mais uma palavra. Não até que me escute. – Ele começou a andar de um lado a outro. Passeando. Simon não passeava. – Eu tentava te despertar. Mostrar-te quão bom poderíamos ser juntos. Pensei que se estivéssemos num lugar estrangeiro, diferente, você baixaria a guarda o suficiente para... Diabos, não sei. Eu estava desesperado. Nós todos estávamos. Espera um pouco. – Simon, do que esta falando? Foram Connie e Tia Kelly quem planejaram a corrida, não? Você estava tão surpreso como eu. − Não. Eric e Rafael estavam tão surpresos como você. Fui eu quem sugeriu a ideia a elas. Pensei que teria todas as bases cobertas13, até encontrei esse moço, Tim, no corrimão do navio e o convenci a fazer aquela aposta. Você nunca pode resistir a uma aposta. Ele passou uma tremente mão por sua barba e a parede de gelo que ela passou duas semanas construindo em volta de seu coração se derreteu um pouco. Nunca vira Simon tão vulnerável antes. Deu um passo, se aproximando. − Por quê? – Tinha que ouvi-lo dizer. − Pela mesma razão de cada maldita coisa que fiz dede a sexta série Chuck. Pela mesma razão que me levanto toda manhã esperando com ânsia ir trabalhar. A razão pela qual meu coração bate. Por você Charli. Porque te amo. Ela deu outro passo. – E o Eric, e o Rafael? Por que os colocou nisso? – Ele captou seu movimento e se manteve imóvel, esperando. – Eles também te amam, você sabe. Eric se perdeu no baile da nona série, e com Rafael aconteceu quando você quebrou o braço protegendo-o de Jamie Ann Burns.

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Bases cobertas: referencia ao jogo de basebol

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Ela riu em silencio e ele permitiu-se um pequeno sorriso. – E você os ama. Eu te conheço Chuck. Se eles se fossem e se casassem você ficaria arrasada. Nós te pertencemos. E você nos pertence. E isso é tudo o que quererei enquanto viver. Seus olhos se encheram de lágrimas. Ela finalmente entendeu. – Tentou me dar tudo o que eu queria. Tanto que está disposto a me compartilhar... Com eles? Ele se virou para ela e pegou sua mão. – Diabos, garota. Compartilhamos-te durante toda nossa vida. Isso é o que fazemos. Porque arruinar uma coisa boa? Ele a atraiu mais perto. – Especialmente quando se pode fazê-la ainda melhor? ##########

− Charli esta bem? − Sua mensagem dizia que era urgente. O que esta acontecendo? Charli sufocou uma risada, enquanto se ocultava no corredor. Ela e Simon tinham tudo planejado. Mas claro que ela tinha algumas surpresas reservadas para ele também. A voz de Simon a fez estremecer. – Alegro-me que tenham vindo tão rápido. É muito importante. Deus, ela o amava. Ele a levou para sua casa e passaram o dia juntos. Ela o banhou, e o olhou se barbear. Alimentaram-se um ao outro na sua enorme cozinha e depois, ele tinha feito amor com ela uma e outra vez. Estava supressa de que qualquer um deles pudesse andar. Porém, para ela ainda era difícil acreditar que era real. Charli temia tanto perdê-lo como amigo que não foi capaz de ver que ele estava pronto para muito mais. Que todos eles estavam. − Que diabos, homem? Onde ela está? Falou contigo? − Olá garotos. – Eric e Rafael viraram-se para ela, suas mandíbulas caindo quando viram o que ela vestia. Ela teve que ligar para Tia Kelly para saber onde podia comprar uma fantasia de menina travessa. Pensou que fosse apropriado. Torceu sua trança. − Bem vindos ao lar. Eles piscaram num mudo assombro e Simon riu as gargalhadas. – Acho que estão sem fala Chuck. Porque não os tiramos da sua miséria? Façamos uma oferta que não poderão rechaçar. Ela balançou até eles, tentando avaliar suas reações. – Vejo que tem outro estudante com você Professor. Foi malvado com ele também?

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Eric tragou de forma audível, mas Rafael começava a sorrir. – Tenho sido muitíssimo mal, agora que mencionou. – Assinalou severamente para Charli. – Mas, no entanto, de nenhuma maneira perto o bastante do mau que você tem sido, saindo antes que a aula terminasse. Penso que, definitivamente, deveria ser castigada. Charli sorriu abertamente antes de agitar suas sobrancelhas para Eric. – É seu dever, como meu mestre. – Caminhou até a grande mesa de mogno de Simon, deslizado suas mãos pela lisa madeira, mostrando sua pequena calcinha branca para os homens atrás dela. Ouviu seus gemidos sentidos e soltou uma risadinha, olhando-os sobre os ombros. Rafael deu uma cotovelada em Eric e todos eles se aproximaram, seus olhares famintos focados em seu traseiro. − Abaixe essa calcinha jovenzinha, e permaneça inclinada sobre essa mesa. – Charli tremeu, fazendo o que Eric disse. − Esse traseiro ficará muito melhor cor de rosa. – Essa foi toda a advertência que teve antes que mão de Eric baixasse com força sobre sua nádega esquerda. Um pouco forte demais. − Ai. Hei! Ele agarrou seus ombros e a girou. – Você mereceu Charli. Estávamos doentes de preocupação por você e agora quer jogar mais jogos? Quando foi embora aquela noite pensei que depois do que nós... Pensei que não gostaria de me ver mais. Oh, era uma cadela egoísta. Não pensou em Eric. Ele se abrira para Raf e para eles. Saiu de seu elemento, junto a ela, só que ele não tinha fugido. E ela sim. Apertou seus braços ao redor dele. – Sinto muito. Realmente o faço. Eu só estava assustada. Rafael esfregou seu traseiro gentilmente. – Deixou de ter medo? Ela sorriu para ele, seus olhos enchendo-se de lágrimas. – Absolutamente. Não vou a nenhum lugar. Eric a estreitou com força, deixando sair um suspiro aliviado contra sua bochecha. – Não faça isso outra vez. – Ele a beijou, e ela se apertou contra ele com um gemido aliviado. Amava os ternos beijos de Eric. Faziam-na sentir-se querida. Especial. − Ela esta nisso por um longo tempo. E eu também. O que dizem, caras? Estão dentro? − Está dizendo o que eu acho que esta dizendo Simon? – Eric se estacou ao seu lado e Charli conteve o fôlego. O que diriam? – Estou. Charli e eu gostaríamos que vocês se mudassem para cá. Conosco.

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− Nós dois? Rafael estudou a ambos, seus olhos escuros brilhando. – Por quanto tempo? Charli começou a falar. – Para sempre. Quero dizer, não presos ou algo assim. Claro, sempre poderíamos arrumar uma daquelas coisas de aço... Mas isso não vem ao caso. Simon riu entre os dentes. – O que Chuck quer dizer é... − Amo você. − A mim? – Eric começou a sorrir. − Não. Sim. A todos vocês. Amo os três e quero que estejamos juntos. Se vocês quiserem. – O coração de Charli estava acelerado. Mas, no entanto, uma parte dela não estava certa de como responderiam. Quando o silêncio se estendeu no grande escritório, Charli sentiu seu coração cair até seu estomago. – Não têm que fazer isso. Quero dizer, isso não mudará o que sinto por qualquer um de vocês e, de forma alguma, os culparia de pensarem que é muito estranh... Rafael cobriu sua boca com os dedos. – Nos dê um tempo para tomar fôlego, preciosa. Não pode oferecer a um tudo o que ele sempre quis sem dar-lhe um tempo para se ajustar. Charli deu um salto, mas manteve a boca fechada. Daria a eles quantos segundos precisassem. Mas agora que sabia o que queria, descobriu que estava impaciente para fazê-lo acontecer. Eric olhou para Rafael e então para Simon, fazendo com que Charli encarasse a mesa novamente, sua mão estava firmemente sobre a parte baixa de sua coluna. Ela aceitou seu sinal e se inclinou com um ofegante suspiro de excitação. – Do que pensa que esta rindo? Curve-se ao lado de Charli. Charli virou a tempo de ver os olhos de Rafael se arregalaram. – Esta falando sério? – Eric olhou rigorosamente para baixo, todo ele um professor. − Completamente. − Melhor fazer o que ele diz Raf. Não vai querer ficar de detenção. – Charli meneou seu traseiro na direção de Rafael, divertidamente, conseguindo uma pequena palmada de Eric. Mais suave dessa vez, aprovando. O olhar de Rafael capturou o seu enquanto unia-se a ela na mesa. Ele parecia feliz. E sem nenhuma dúvida, excitado. Embora estivesse claro que não queria que Eric percebesse. – Seja agradável Professor. Ou se arrependerá mais tarde, essa noite. Ela olhou como as mãos de Eric chegaram à frente dos jeans de Rafael, desabotoando-os com movimentos rápidos e seguros. – Você acha, não é? – Abaixou os 46


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jeans, revelando a impressionante ereção do Rafael. Eric o acariciou rapidamente antes de dar um passa para trás e olhar seu trabalho. – Vamos averiguar. Charli pressionou seus seios, fortemente, contra a mesa, seu corpo se movia agitadamente. Fazer amor com Simon mais cedo somente a colocara mais sensível, mais excitada. Em sua mente, as imagens do ultimo desafio repetiam-se uma e outra vez. Todos eles juntos. Queria isso de novo. Eric apertou suas nádegas, deslizando suas mãos entre suas coxas para afastar suas pernas. – Deveria ter te expulsado da minha classe no inicio do semestre Senhorita Rindel. Sabia que ia me causar problemas. Vocês dois. Charli soube, no instante em que ele riu em silencio, que havia notado o lubrificante e seu novo plug anal, um presente de Simon, colocados ao lado de sua cabeça, sobre a mesa. − Pelo menos você tem todos seus materiais escolares. Rafael suspirou e a palma de Eric abaixou sobre sua bunda com um ruidoso golpe. − Merda! Sinto muito! − Sente o que? – A abertura da tampa do pequeno tubo de lubrificante soou alta no grande escritório. Eric verteu um pouco sobre seus dedos e Charli viu como Rafael ruborizava. − Sinto muito... Professor. − Melhor. Sobe na mesa Charli. Ajoelhe-se, assim está bem. – Ela fez o que ele disse, seu corpo tremendo. Olhou sobre seus ombros, fascinada. Eric no controle era uma visão excitante de se apreciar. Ele a colocou com as pernas em ambos os lados da cabeça de Rafael. Logo, pegou o plug e o besuntou de lubrificante. – Raf, mantenha suas mãos aonde eu possa vê-las. Não a toque com nenhuma parte do seu corpo. Não até que o diga. Entendido? − Deus! Sim, Professor. Ela pode sentir o hálito dele sobre seu clitóris quando ele falou. Tentadoramente perto. Uma parte dela queria se mover, só o suficiente para sentir essa mágica língua contra seu sexo, contra seu cu. Estava tão molhada que suas coxas estavam úmidas e sabia que Rafael podia ver. Sabia que ele não podia afastar suas vistas. − Deveria te castigar, mas têm sido tão obediente. – Eric rodou a ponta do plug contra seu ânus, umedecendo-o com o espesso liquido que cobria o brinquedo. – Eu estaria disposto a reconsiderar, te dar esse A que morre por ter. Mas primeiro teria que fazer algo por mim. − O que seja Professor.

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Rafael bateu a testa, de maneira comovedora, contra a mesa, apertando seus punhos enquanto tentava permanecer quieto. Eric usava sua outra mão para desabotoar sua própria calça, sua ereção dificultando seu progresso. – Posso te ajudar com isso? − Não seja petulante, Senhorita Rindel. – Aumentou a pressão no plug e ela tremeu. – Não, o que quero que faça, é me mostrar como toma isso. Quero te foder com esse grosso plug, enquanto fodo o apertado cu do Rafael com meu pau. −Simm. Sim Professor. Os escuros olhos do Rafael brilhavam febrilmente. – Tem certeza sobre isso Prof? Porque, quando te tinha de joelhos sobre a ducha essa manha, te enchendo com o meu pau, disse que não tinha certeza se poderia ser o que fodia. – Sua voz era baixa, zombadora. – Ou que seria tão bom quanto o que fiz para você. Charli achou que poderia gozar antes que alguém a tocasse. O intercambio entre eles a incendiou. Precisava de mais. Tomou uma respiração, se empurrando para trás, no plug. Seu gemido quebrado conseguiu a atenção de todo mundo. Simon, que até agora estava, excepcionalmente, em silencio, deu a volta para o outro lado da mesa, acariciando seu cabelo. – Impaciente carinho? − Doce céu, essa é uma linda vista. – Eric empurrou o plug um pouco mais para dentro, a sensação foi tão poderosa que ela gritou. – Sem mais jogos Charli. Só prazer. Simon beijou seu nariz, virando seu queixo para trás, até Eric e Rafael. Ele sabia que ela morria por vê-los outra vez. Morria por assisti-los tomando um ao outro. Eric mordeu seu lábio à medida que pressionava seu grosso pau no ânus do Rafael. − Eric, eu... Oh carinho, esta me enchendo. – A Mao de Rafael se estendeu para acariciar a panturrilha de Charli, como se não pudesse evitar, enquanto Eric o estirava, polegada a polegada, de maneira devastadora. – Merda, sim... Foda, Eric. Eric sorriu tensamente. – Isso é exatamente o que estou fazendo Raf. Te fodendo. – Ele girou o plug muito lentamente, empurrando o resto do caminho até estar todo dentro. Charli gemeu. – Estou fodendo os dois. Charli levantou uma mão da mesa, deslizando-a entre as coxas. Precisava gozar. Simon estalou a língua em seu ouvido antes de dizer sobre seus ombros. – Rafael acredita que nossa mulher esta necessitada. Rafael, com suas bochechas escurecidas pela excitação, pegou seu olhar, antes de assentir para Simon com um sorriso. – O prazer é meu. − Levantou a parte superior do seu corpo e pressionou a boca, aberta, sobre seu sexo molhado.

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− Oh, sim. – Seus olhos se fecharam, sua cabeça jogada para trás, às cegas, até Simon, enquanto Rafael empurrava profundamente sua língua dentro de sua boceta. E ainda, não era o bastante. – Simon, por favor! − O que queira Chuck, carinho. Tudo o que precise. – E ele sabia. Sentiu seu suave pênis deslizar por sua bochecha, a ponta úmida pela excitação. Sua boca se abriu e sua língua saiu para prová-lo com gula. − Amor, sim! Deus, isso está bom. – ela espirou, enchendo sua boca com o pau dele. Ali esta. Aquela sensação de ser tomada. Cheia por dentro e por fora. Não havia nem um nervo em seu corpo que não estivesse eletrificado. Oprimido. Rafael gritou seu prazer contra seu sexo, fazendo eco do atormentado gemido do Eric. Ela sentiu o principio de sua explosão na base da sua coluna, o poder desta, fazendoa contrair os dedos dos pés. Gritou contra o eixo do Simon. − Carinho, vou gozar. Não posso me conter... – Segurou sua cabeça, seu quadril se sacudia enquanto ele gozava em sua boca. Charli engoliu, adorando seu sabor. Dele. Simon. Ela abaixou até a mesa, seu corpo inteiro tremia com os efeitos secundários do seu orgasmo. Se soubesse o que estivera perdendo todos esses anos, teria acorrentado a todos em sua cama, anos atrás. Seus melhores amigos. Seus amantes. Suas pálpebras se levantaram a tempo de ver Eric dar um lento e terno beijo em Rafael, e sorriu. − Não vai dormir em cima de nós, não é Chuck? Simon acariciou seu rosto, seu sorriso era gentil. Carinhoso. − Não podemos permitir isso. Eu realmente esperava, com impaciência, essa surra. O ligeirinho aqui, não pode esperar. – Rafael piscou para ela, levantando uma sobrancelha, em desafio, na direção de Eric. – Você não é um disciplinador muito firme? Charli sorriu. – Você esta pedindo por isso, não esta Raf? Ele estendeu suas mãos. – Pedindo? Rogando. Farei qualquer coisa para ver ao doce traseiro, aqui presente, dar-te uma surra que nunca se esquecerá. Ela esfregou sua nádega esquerda e fez uma careta. – Não é provável que me esqueça da ultima. O sorriso de Raf se fez malvado. – Quero dizer, do tipo que te fará gozar. Charli sacudiu suas tranças, sentando-se com um sorriso feliz. – Você não pode fazer a ninguém gozar dando-lhe uma surra. – Os homens compartilharam um olhar conhecedor. – Pode? Simon a levantou em seus braços, facilmente carregando-a. – Parece que ainda têm muito que aprender Chuck. É uma boa coisa que estaremos todos aqui para te ensinar. 49


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Ele começou a andar até o corredor que levava ao quarto. Eric e Rafael os seguiram de perto. – Penso que precisaremos de uma cama maior. Charli riu e Simon deu uma piscadinha que disse a ela que tudo ficaria bem. Ela tinha sua família de volta. E tinha amor. Pouco convencional, mas como Tia Kelly sempre dizia, quanto mais, melhor,

Fim.

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Tpm