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Breaking Sin Teresa Mummert


Breaking Sin


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Teresa Mummert Sinopse: Sinthia quer escapar ilesa da faculdade e seguir em frente com seus planos para uma vida perfeita, mas uma improvรกvel amizade com Col in, o bad-boy da faculdade, faz ela repensar o que ela realmente quer.


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Livros Tradução: Drika Revisão Inicial: Lela Revisão final e formatação: Andréia C.


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Capítulo Um

- Pare! Por favor, segure o elevador! - Eu gritei enquanto eu corria pelo lobby, com as portas do elevador começando a se fechar. Eu estava atrasada para minha primeira aula do dia. Um homem dentro estendeu a mão entre as portas do elevador, fazendo com que elas voltassem a abrir. - Obrigada - eu murmurei, tentando respirar e sorrindo educadamente. Seus lábios se ergueram ligeiramente em um sorriso, mas ele não respondeu. Olhei para ele com o canto do olho, enquanto o elevador subia vários andares em silêncio. Seus cabelos eram escuros e desgrenhados, e tatuagens corriam por baixo de sua camiseta de manga curta. Seus olhos eram incrivelmente verdes


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e eu não conseguia desviar o olhar. Como um leve sinal, as portas se abriram e dois seguranças do campus estavam do outro lado. Uma pessoa obviamente sendo contida ao lado deles, batendo com os pés no chão. Eu apertei minhas mãos na parede do elevador, assustada, tentando descobrir o que tinha acontecido. O homem do elevador deu uma rasteira em um dos guardas e saiu correndo, e eles iniciaram uma perseguição, gritando que ele parasse. Eu fui para a aula incapaz de parar de pensar naqueles olhos verdes ardentes. Meu telefone tocou enquanto eu entrava na sala para a aula de História. - Você ouviu o que aconteceu no dormitório esta manhã? - Taylor perguntou, parecendo incrivelmente entusiasmada.


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- O que aconteceu? - Eu falei, enquanto pedia licença às pessoas que estavam amontoadas na porta da sala. - Um cara entrou em uma briga e bateu pesado em três caras. Todo mundo em torno do campus só fala sobre isso. Taylor estava totalmente animada com o assunto. Minha mente voltou para o cara estranho no elevador e meu coração começou a bater mais rápido. - Eu não falei com ninguém ainda. Eu fiquei acordada até às três horas da manhã para a prova de hoje. Eu quase podia vê-la revirando os olhos. - A faculdade é a época que mais precisamos curtir a vida. Você está perdendo a melhor parte! - Nós já conversamos sobre isso. Eu disse, abrindo as portas para a sala de aula e


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caminhando até o meu lugar. - Eu tenho que ir. - Espere! Hoje a noite no Fil y a cerveja sai por um dólar e... - Não posso. - Revirei os olhos, folheando minhas anotações da noite passada. - Pense pelo menos na possibilidade - Eu vou pensar. Revirei os olhos de novo e desliguei o telefone antes que ela pudesse ir em frente. Eu não tinha absolutamente nenhuma intenção de sair com ela esta noite. Eu precisava de todo o tempo que eu conseguisse para acelerar na matéria, para recuperar o período que perdi durante a visita que fiz em casa. Minha mãe teve uma suspeita de câncer e passei várias semanas com ela, ajudando-a a passar por este calvário. Só tínhamos uma à outra no mundo, e quando ela precisou de mim, eu larguei tudo para


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ficar ao seu lado. Foi o momento mais assustador da minha vida. Quando a aula de hoje finalmente acabou, eu mal me segurava em pé. Eu refiz o caminho de volta para o meu quarto. Deitei em minha cama e tirei minhas anotações de hoje da mochila. Meu telefone se iluminou e eu o deslizei para debaixo do meu travesseiro. - Agora não. - eu disse baixinho enquanto folheava as páginas. - Sinthia! Eu posso ouvir o seu telefone tocando aqui fora! - Taylor gritou do lado de fora do meu quarto. Eu tinha conhecido Taylor durante a orientação dos calouros. Ela e eu éramos totalmente diferentes. Seus cabelos eram loiros escuros e descontroladamente, encaracolados, amaldiçoava como um marinheiro e cada menino na escola a


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seguia como filhotinhos indefesos. Por alguma razão, ela estava determinada a me arrastar ao longo de cada aventura que a faculdade tinha para oferecer. - Merda - eu murmurei e levantei para atender. Ela estava com as mãos nos quadris, batendo o pé. - Você não esta atendendo minhas ligações. Seus olhos se estreitaram quando ela cruzou os braços sobre o peito. Revirei os olhos e caminhei de volta para a minha cama. - Eu tenho que estudar. - Você tem que fazer uma pausa antes de murchar e morrer neste lugar abandonado por Deus. - Isso é bem dramático - eu disse secamente.


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- Estou te chamando para uma bebida, eu não estou pedindo para você queimar bíblias no meio do campus. Basta ter um pouco de diversão de vez em quando. Ela esperou minha resposta. Eu sabia que ela estava certa. Ela só queria que eu tivesse a experiência completa que a faculdade podia oferecer, antes de sair para o mundo e me estabelecer. Minha vida estava perfeitamente planejada na minha cabeça desde que eu tinha 16 anos. Gostaria de encontrar um homem com um trabalho sério, ter dois filhos, e viver em uma cidade tranquila em algum lugar da costa leste. Minha mãe viria morar com a gente, me ajudando como babá, e claro, sendo a minha melhor amiga. - Uma bebida apenas? - Eu perguntei sobre meus óculos. - Sim! - Ela gritou me abraçando com entusiasmo. Ela me segurou firme nos braços e me olhou.


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- Nós temos que resolver seu cabelo em primeiro lugar. - Ela disse com desgosto ironico. Eu bati de brincadeira no seu braço, puxando elástico do meu cabelo, deixando uma longa cascata marrom derramar nas minhas costas. Eu fiz o meu melhor para manter o meu peito firme, zombando dela. - Melhor? - eu perguntei, esperando sua aprovação. - Quase lá - ela balançou a cabeça com um sorriso brincalhão. Peguei um pequeno espelho e coloquei um pouco de rímel e gloss. Quando entardecia, o Bar Fil y transbordava com estudantes universitários para curtir o descanso por um preço honesto. Eu puxei minha camiseta velha, desejando que eu tivesse me trocado antes de sair, não que alguém fosse me notar com Taylor do meu lado. As meninas ao meu redor usavam saias curtas e tops que mal continham seus seios.


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Eu fiz uma careta para Taylor, implorando-a em silêncio para me levar para casa. - Você está ótima! - Taylor disse, agarrando os óculos do meu rosto e empurrando-os em sua bolsa. Tentei protestar, mas ela levantou a mão para me impedir. - Eu vou lhe devolver, prometo. Mas agora, deixe as pessoas olharem para estes olhos verdes. Eles são tão bonitos! Minha mente voltou ao homem do elevador. Meus olhos verdes não foram suficientes para chamar a atenção dele. Nós atravessamos a pista de dança apertada até o balcão do bar. Taylor teve que gritar sobre a música para pedir as bebidas. Ela virou-se, me entregando uma cerveja, enquanto estudamos as pessoas ao nosso redor. - Não está tão ruim. Ela gritou. Eu tomei um gole da minha cerveja e assenti.


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- Poderia ser pior, mas eu acho que depende da sua definição de ruim. Eu respondi, e ela sorriu triunfante. Eu bebi um gole grande, e levantei minha garrafa quase vazia. - Quase hora de partir. - Eu avisei, e bebi os últimos goles da minha cerveja. Ela franziu a testa e voltou para o bar. - Mais duas cervejas e duas doses de vodka! Ela gritou para o garçom. Eu olhei para ela, batendo a minha garrafa sobre o balcão. Viva um pouco, disse ela, segurando um copo de vodka para eu tomar. Eu bebi e ele desceu queimando minha garganta. Eu rapidamente peguei a minha cerveja, tentando acalmá-la. - Vamos circular, ela agarrou meu braço, tentando me puxar para fora do bar. Tentei ficar firme onde estava, mas ela me puxou mais forte. - Eu não conheço ninguém aqui. - Eu protestei.


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- Exatamente o meu ponto! - Ela me puxou pelo braço enquanto circulava entre as pessoas. Quando ela soltou, eu esfreguei meu pulso. Enquanto ela cumprimentava, dando abraços, eu tentei ficar o mais escondida possível ao fundo. Bebi a minha cerveja lentamente, observando a cena. Um grupo de meninas do outro lado gritou olhando a porta, quando três rapazes entraram, Eles riram e caminharam direto para elas. O primeiro era menor, com o cabelo loiro cacheado, seguido por um homem muito maior, mas com a mesma cor do cabelo. Eles passariam por irmãos. O terceiro tinha cabelo escuro e bagunçado, com tatuagens espalhadas por seus braços. Eu o reconheci imediatamente como o cara do elevador. - Taylor. - Eu chamei baixinho, tentando chamar a atenção dela, mas ela tinha os braços em volta de um cara forte e ele estava


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sussurrando em seu ouvido. O gostoso de olhos verdes olhou para mim, com uma sugestão de um sorriso nos lábios e eu olhei para os meus pés, corando. - Pode nos pegar alguma bebida? - Taylor gritou sobre a música. Eu concordei e fiz meu caminho para o lado oposto do bar, tentando não olhar para o grupo de rapazes que estavam cercados por mulheres. Eu levantei meus dedos para o garçom, sinalizando mais dois drinques. Ele trouxe as bebidas e eu deixei o dinheiro sobre o balcão, e retornei, atravessando a multidão . - Valeu Sinthia! - Taylor abraçou meu pescoço com força, já meio embriagada. - Eu acho que aquele cara ali foi quem brigou no Campus. - Eu gritei em seu ouvido. Ela olhou ao redor do bar.


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- Aquele cara? - ela perguntou. - É o Col in. Ele tem um inferno de uma reputação. - Ela riu quando o cara que ela estava abraçando antes, voltou, passando os braços em volta da sua cintura. - Isso é dizer muito vindo de você. - Eu brinquei e ela fez uma careta para mim. Sua atenção voltando-se rapidamente para o cara, que agora estava mordiscando sua orelha e sussurrando no seu ouvido. Ela riu com entusiasmo e eu revirei os olhos. Eu gostaria de ter ficado em casa estudando. A noite se arrastou e depois de mais alguns drinques, eu tinha me soltado o suficiente para participar da conversa, que consistia principalmente em roupas e coisas parecidas. Eventualmente, eu fui até a pista de dança.


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- Isso é muito divertido! - Taylor gritava e eu não conseguia segurar o riso. - Não esta tão ruim. Quero dizer, esta um pouco mais tolerável do que se alguém estivesse tentando nos afogar com um saco na cabeça. - Dei de ombros, tentando mover os quadris no ritmo. Tenho certeza de que parecia que eu estava tendo algum tipo de ataque ao lado de Taylor, mas graças ao álcool correndo em minhas veias eu realmente não me importava. Eu me virei, colocando minhas costas contra ela, enquanto batíamos os nossos quadris juntos. Olhei para o bar e os meus olhos bateram direto nos olhos de Col in. Mordi o lábio colocando meu cabelo atrás da minha orelha. Ele sorriu para mim, ignorando a garota que estava sussurrando em seu ouvido e esfregando a mão em seu peito.


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De repente, o vento escapou dos meus pulmões enquanto fui empurrado com força no chão. Dois homens tinham começado a discutir e um empurrou o outro, fazendo-o voar diretamente para mim. Minha bebida derramou inteira em minha camiseta, me encharcando completamente. - Puta merda, Sinthia! Você está bem? Taylor perguntou. Do nada, Col in estava do meu lado. Ele agarrou o homem que me empurrou pelo colarinho. Segurando-o pelo braço, girou com força total. Seu punho colidindo com força na mandíbula do cara, fazendo-o cair na pista de dança. Col in não parou, ele estava sobre o cara, atingindo-o repetidamente. O cara pediu para ele parar, segurando seus braços para se proteger. Outros ao


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redor dele se juntaram e a pista de repente era um caos. - Vamos lá! - Taylor gritou, agarrando o meu braço e me puxando para fora da multidão que estava empurrando a nossa volta. Alguns tentando escapar, enquanto outros queriam uma visão melhor da luta e outros querendo entrar na briga também. As mãos de Taylor se perdeu da minha e logo algumas pessoas ficou entre nós. - Taylor! - Eu gritei sobre a música e os gritos da multidão. Col in olhou para mim e eu olhei para ele, incapaz de me mover. As portas da frente abriram e alguém gritou que os policiais estavam chegando. A sala irrompeu em pânico quando as pessoas se apressaram a sair. - Taylor! - Eu gritei de novo, enquanto a multidão movia mais e mais a minha volta. O


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cara que ela ficou durante a noite, a puxou para a saída, enquanto eu estava congelada. - Vamos - disse Col in, enquanto passava o braço em volta da minha cintura e me puxava para o fundo do bar, longe da saída principal. Eu procurei na multidão, mas Taylor não estava mais a vista. Nós passamos por uma porta escrita - apenas funcionários. Depois que serpenteamos por um pequeno corredor, estávamos de volta ao ar fresco da noite. Col in acenou para os dois caras que tinham entrado com ele no bar, enquanto me puxava em direção a um pequeno SUV preto. Ele abriu a porta de trás e eu entrei em pânico, não tendo certeza se eu estava sendo salva ou sequestrado. Eu me afastei dele. Ele olhou para mim, seu rosto se contorceu em confusão depois mudou para o que parecia ser diversão.


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- Eu não vou te machucar. Vamos. - Ele disse, puxando-me para o carro com um sorriso no rosto. Mordi o lábio e, relutantemente, deslizei para o banco traseiro enquanto mais pessoas saíram do bar correndo em todas as direções. Col in deslizou ao meu lado e bateu no assento em frente a ele. - Vamos lá! - O carro decolou na escuridão sem faróis para guiar o caminho. Peguei o meu cinto de segurança, mas eu entrei em pânico, puxando-o muito forte, fazendo com que ele travasse no lugar. - Calma, - ele disse calmamente quando chegou perto de mim e puxou suavemente o cinto, me trancando no lugar. Sua proximidade fez meu coração pular uma batida. Seus amigos gritavam e riam quando fizemos o nosso caminho em direção ao campus, mas eu me sentia como se estivesse para desmaiar.


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- Pare -, eu disse, mas minha voz quase não saiu. - Pare! - Eu gritei um pouco mais alto. Com um riso baixo, o motorista puxou o veículo para fora da estrada. - Eu posso encontrar meu caminho daqui. Eu disse, tentando não parecer ingrata. Eu desafivelei meu cinto de segurança e abri a porta. O ar da noite estava frio e eu imediatamente me senti melhor em terra firme. - Espere - Col in me chamou, e abriu a porta. Ele se aproximou de mim e eu dei um passo para trás, não tendo certeza quais eram suas intenções. Ele riu para si mesmo. - Vá em frente cara. Eu encontro com vocês mais tarde. - Ele disse para o motorista, acenando com a cabeça. O carro saiu para a escuridão, deixando-me em pé, sozinha, com Col in.


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- Qual é o seu nome? - Ele perguntou, com um sorriso de menino rastejando em seu rosto. - Sinthia - Eu disse baixinho, colocando meu cabelo atrás da minha orelha. - Sinthia, como em pecado? Isso é foda. Meu nome é Col in. - Eu sei. - Eu respondi, lamentando as palavras assim que saíram da minha boca. Seu sorriso ficou maior em seu rosto quando ele passou as mãos pelo seu cabelo escuro. - Não admira que você parecesse tão assustada - ele brincou, mas eu não relaxei. - Decker Hal , certo? Eu vou levá-la para casa. Nunca se sabe quem você pode encontrar por aqui. - Ele piscou e meu estômago deu um nó.


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- Eu posso me virar. Obrigada pela carona. Eu me afastei dele e comecei a andar pela trilha, não sabendo onde eu estava, apenas que eu precisava ficar longe dele. Ele era tudo o que eu não queria em um cara e mesmo assim estava achando difícil não torcer o cabelo como uma idiota e não rir de cada palavra sua. Ele correu ao meu lado, agarrando o meu braço. Prendi a respiração, com medo do que ele ia fazer. Ele soltou o meu braço quando viu minha expressão, dando um passo para trás. - Eu apenas queria lhe mostrar um atalho ele me explicou, apontando para as casas do nosso lado. Eu concordei e relutantemente me adiantei. Ele agarrou minha mão em um laço, seus dedos entrelaçados nos meus e me puxou para trás. - Você é muito diferente das outras meninas no bar. - Ele disse bruscamente e eu recuei, sentindo como se ele estivesse tirando sarro


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com a minha cara. Ele puxou minha mão para mais perto dele enquanto caminhávamos próximo as casas. - Eu não quis dizer isso assim. - Ele passou a mão livre pelo seu cabelo bagunçado. - A maioria das meninas do bar não tentam desesperadamente fugir de mim. - Seus olhos brilharam nos meus e eu senti minhas bochechas ficarem coradas. Eu olhei para o chão tentando não mostrar a ele o quanto ele me afetava. - Eu sou imune a mentira. - Eu respondi, revirando os olhos. O álcool estava me deixando um pouco honesta demais. Ele riu e eu não pude deixar de sorrir para ele. Eu podia ver meu dormitório em frente ao estacionamento e ele parou para me encarar. - Foi divertido.


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- Obrigada por me trazer em casa e... tudo mais. Eu puxei meus dedos do seu e comecei a caminhar em direção ao prédio. - Hey! - Ele me chamou. - Você não quer ficar aqui um pouco? - Ele olhou para mim com expectativa. - Eu realmente preciso dormir um pouco. Eu disse, balançando a cabeça. - Sim, tudo bem então. Foi bom conhecer você, Sin. - Ele sorriu e eu senti meu estômago dando um nó. - Sim, definitivamente é uma noite para se lembrar. - Eu respondi e ele olhou para o chão, chutando algumas pedras. - Se você quiser... talvez possamos tomar uma bebida ou algo assim? - Eu não conseguia parar. Ele tinha acabado de defender a minha honra na frente de uma multidão de pessoas. O


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mínimo que eu podia fazer era comprar-lhe uma bebida. - Legal! - Atravessamos o estacionamento e eu estava feliz por estar escuro assim ele não podia ver o sorriso estúpido que estava grudado em meu rosto. - Então, você não mora no campus? - Eu perguntei, tentando puxar conversa . - Não, meus amigos e eu alugamos um apartamento na Sicília Street - explicou. Nós caminhamos pelo edifício até um bar que ficava do outro lado da rua. O lugar estava praticamente vazio, com exceção de um punhado de moradores locais. Col in pediu duas cervejas e eu puxei o dinheiro do meu bolso para pagar. - O que você está fazendo? Ele perguntou, olhando genuinamente ofendido.


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- Eu lhe devo uma bebida. - Dei de ombros e me sentei com o dinheiro nas mãos. Ele revirou os olhos e me estendeu as cervejas. - Você pode segurá-las por um momento? Perguntou. - Claro. Eu peguei as bebidas e ele se voltou para o bar. Ele tirou dinheiro de sua carteira e puxou para fora. Ele agarrou a conta e a prendeu na frente da minha blusa. Eu era incapaz de detê-lo com as cervejas em minhas mãos. Eu olhei para ele, lutando para não rir. - Agora você me deve uma dança. - Ele riu. - Eu poderia derramar esta cerveja em você. - E eu ia ficar com minha camisa molhada igual a sua? - Ele brincou. - Merda - eu murmurei, olhando para a minha camiseta ainda úmida. Eu desejei que


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tivesse parado no meu quarto para me trocar, antes de sair novamente. Ele se inclinou mais perto, pegando sua bebida da minha mão. - Você está linda. - Ele sussurrou em meu ouvido, enviando um choque de excitação pelo meu corpo. Afastei-me dele, odiando o quão impossível era ignorá-lo. - Você joga? - Eu perguntei, olhando para a mesa de bilhar solitária no fundo da sala. - Eu não estou jogando? - Ele respondeu com sarcasmo. Revirei os olhos e fui ate a mesa, tirando as bolas da caixa. Eu comecei, pois Col in estava convencido de que eu iria perder muito rápido. Eu recuei e disparei, cravando a bola forte e encaçapando rapidamente três bolas no buraco. Ele parecia chocado quanto eu coloquei outro bola para dentro. No meu próximo tiro, eu perdi enquanto assistia ele olhando para um grupo


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de meninas que tinha chegado e se sentado em uma mesa em frente a nós. - Sua vez - eu disse baixinho enquanto encostava meu taco e bebia o resto da minha cerveja. Ele se inclinou e mirou na bola, errando completamente o alvo. - Eu pensei ter ouvido você falar que jogava? - Eu provoquei. - Eu não disse que jogava bem. - Ele brincou, terminando sua cerveja. - Vou pegar mais duas cervejas. - Fui ao bar e esperei o garçom vir me atender. Enquanto esperava notei que uma das meninas deixava sua cadeira, olhando na minha direção, enquanto ia direto para Col in. Ela tocou em seu braço enquanto flertava com ele e eles conversaram. Ela riu alto quanto ele sorriu para ela, recostando-se sobre a mesa.


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- Duas cervejas - eu disse ao barman que estava atrás de mim. Eu paguei e voltei para junto de Col in, que estava guardando um pedaço de papel no bolso que a garota havia lhe dado antes de voltar para suas amigas. Eu dei meu melhor sorriso, como se não tivesse o visto guardando o papel. - Obrigado - ele disse, pegando a cerveja e tomando um gole. - Fazendo amigos? - Fiz um gesto para as meninas enquanto eu tomava a cerveja. - Eu sou uma pessoa do povo. - Ele sorriu e eu revirei meus olhos, alinhando meu próximo jogo. Jogamos vários vezes, até que o garçom avisou que estava fechando o bar. Terminamos nossas bebidas e voltamos em direção ao meu dormitório.


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- Eu me diverti muito esta noite. - Col in falou sorrindo - Sim, surpreendentemente eu também, - respondi. - Uau, - ele colocou a mão no peito, fingindo estar ferido. - Não, eu não quis dizer isso dessa forma. Apenas não sou de sair muito e eu não esperava me divertir tanto. - Eu coloquei o meu cabelo atrás da minha orelha e uma parte caiu solta na frente do meu rosto. Col in estendeu a mão e o colocou de volta, seus dedos correndo ao longo da minha bochecha. Eu provavelmente devo ir. - Eu falei nervosa. Ele assentiu com a cabeça deixando sua mão cair para do seu lado. - Te vejo você por aí? - Ele perguntou enquanto eu caminhava em direção ao prédio. - Sim - eu gritei de volta para ele.


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Capítulo Dois

Meu alarme disparou acima da minha cabeça e eu balançei meu braço para ele, tentando desligá-lo. Mas ele estava fora do alcance e eu relutantemente sai da minha cama para apertar o botão. Minha cabeça latejava e, por um momento, eu não tinha certeza se conseguiria ir para a aula. Eu tomei um copo de água com uma aspirina e entrei no banho, esperando que isso fosse o suficiente para me manter acordada. Minhas aulas se arrastaram e, ao final do dia, eu não conseguia ver direito. Parte do problema era a ausência dos meus óculos que deixei na bolsa de Taylor. Meu telefone tocou quando andava pelo campus de volta para meu dormitório.


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- O que você fez na noite passada? - Taylor perguntou. - Olá para você também. - eu disse secamente. - Olá. O que diabos aconteceu com você e Col in noite passada? - Sua pergunta me pegou de surpresa. - Você sabe que eu não fiz nada, Tay. Revirei os olhos e apertei o botão do elevador. - Não me venha com essa. Ele estava de comendo com os olhos a noite toda. Em seguida, ele foi todo incrível Hulk com você na hora da briga. Eu ri quando as portas se abriram. Em pé na minha frente estava Col in. Seus olhos verdes brilharam quando me viu e por um segundo eu esqueci como respirar.


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- Olá. - eu disse baixinho quando entrei. - Sim, Olá. Nós já dissemos tudo isso, lembra-se? - Taylor estalou no meu ouvido. - Hey - Col in respondeu. - Quem diabos esta ai? Isso foi... foi Col in? Você transou com ele! Você é uma vagabunda! Taylor riu no meu ouvido e meu rosto queimou vermelho. - Eu ligo de volta. - Eu terminei a chamada e deslizei o telefone no meu bolso. Ele segurou a porta do elevador aberta e eu esperei ele sair, mas ele não saiu então eu entrei. - O que você está fazendo aqui? Eu perguntei, soando mais rude do que eu pretendia. - Eu estava procurando por você, mas eu não sabia qual era seu quarto, então, talvez, eu


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possa ter irritado algumas pessoas no seu andar. - Ele sorriu e meu coração começou a acelerar. - Por quê? - Eu perguntei. - Eu não sei. Apenas queria me certificar que você chegou bem em casa. - Ele correu os dedos pelos cabelos e eles cairam perfeitamente no lugar. Mordi o lábio. Ele me deixou incrivelmente nervosa. A maioria dos caras não se preocupava em se aproximar de mim. Eu normalmente ficava sozinha, além de raras ocasiões que eu deixava Taylor arrastar-me para uma bebida. - Aqui estou. - Eu estava sorrindo como uma idiota, mas rapidamente apaguei o sorriso do rosto. Que diabos esse cara estava fazendo comigo? Duas meninas entraram no elevador, e sorriram para ele. Ele sorriu de volta, mas seus olhos rapidamente voltaram para meu rosto.


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- Então, eu posso vir te ver aqui? - Ele perguntou enquanto saia do elevador e as meninas no canto ficaram quietas, esperando minha resposta. - Eu acho que sim, se continuar a perseguirme assim. - Eu recorri ao sarcasmo para esconder meu nervosismo. Ele riu quando as portas se fecharam. Voltei a olhar para as meninas atrás de mim que estavam me olhando de cima a baixo, como se eu tivesse uma doença infecciosa. Eu não podia esperar para chegar dentro do meu quarto. Assim que fechei a porta atrás de mim, encostei esgotada. Meu telefone tocou alto na minha mão. - Que diabos foi isso? - Taylor gritou. - Não foi nada. Eu encontrei Col in por acaso no elevador.


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- Você sabe que ele nem sequer vive em nosso dormitório, não é? - Ele não ficou comigo ontem à noite, Tay. Ele não é mesmo o meu tipo. - Você tem um tipo? - Você está me esgotando. - Eu suspirei, jogando meus livros na minha cama. - Se vista. Nós só temos mais cinco anos. Ela disse, desligando antes que eu pudesse protestar. Eu me deitei na minha cama e olhei para o teto Desejando que ele me engolisse inteira. A batida veio alguns minutos depois e Taylor não se incomodou em esperar por uma resposta. Ela veio e se sentou ao meu lado na cama.


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- Acorde dorminhoca! - Ela saltou no colchão e eu agarrei meu estômago. - Vamos, Taylor. - Eu gemia, abrindo meus olhos para vê-la sorrindo. - Onde? - Eu quero pegar alguns hambúrgueres no Smokey antes da corrida. - Smokey era uma lanchonete do lado da estrada principal. Todos no campus viviam indo lá. - Certo, - Eu a empurrei para fora da cama cruzanso os braços sobre o peito. - Essa é minha garota. Ela sorriu e enrolou seu braço no meu, me puxando para cima. Peguei meu hambúrguer, não me sentindo bem o suficiente para comer. Taylor ficou grasnando sobre o meu tempo com Col in, não acreditando que alguém pudesse estar a sós com ele e não arrancar suas calcinhas.


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- Ele nem sequer tentou, Tay. - Eu disse, tentando não parecer desapontada. - Falando em diabo sexy. - Ela disse sorrindo. Olhei para trás para ver Col in caminhar através da porta com os amigos do bar. Eu me afundei no banco, esperando que ele não me visse. Eu não sei nem porque eu me importava. Ele era bonito, com certeza, mas não era nada além de problemas à espera de acontecer. Eu ja acompanhei Taylor o suficiente com esses tipos de caras para saber que não havia nada neles que eu quisesse. Ele era um desgosto esperando para acontecer e eu me recusei a ser sua próxima vítima. - Ele está olhando para você - Taylor falou emocionada e eu olhei para o outro lado da sala. Col in estava olhando diretamente para mim. Senti minhas bochechas começarem a queimar e eu sorri rapidamente para ele. Ele


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sorriu e acenou com a cabeça uma vez para mim. Mordi o lábio e olhei para Taylor, que estava brilhando. - Ele quer você, porra. - Ela riu. Revirei os olhos e olhei novamente para trás. Três meninas haviam se juntado a eles e Col in tinha o braço em torno de uma menina com o cabelo loiro curto. - Eu acho que o radar está quebrado. - Eu disse, deixando cair um pedaço do meu hambúrguer. Ela inclinou-se para perto de mim. - Você realmente gosta dele? - Ela disse. - Parece que todo mundo gosta. - Eu revirei os olhos e tomei um longo gole de meu refrigerante. - Não há nenhuma maneira que eu possa levar um cara como ele para casa para conhecer minha mãe.


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- Eles estão indo embora. - Ela disse e eu tentei o meu melhor para não olhar para ele, mas eu desisti, olhando com o canto do meu olho. - Sin - Col in assentiu e meu coração pulou na minha garganta. A loira em seu braço parecia entediada. - Olá - Eu sorri educadamente, olhando para Taylor. Eles saíram do restaurante e eu chutei Taylor sob a mesa. - Porque diabos você fez isso? - Ela levou sua mão sob a mesa, esfregando a canela. - Escolha uma razão. - Eu disse, meio brincando. - Que tal... o fato de que estamos saindo hoje à noite? - Ela disse, puxando para trás para eu não bater nela novamente.


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- Eu não posso. - Eu balancei a cabeça quando ela começou a acenar com a cabeça. - Tenho certeza que Col in vai estar lá. - Ela disse como se isso fosse me convencer. - E todas as meninas com quem ele está dormindo também - eu brinquei. - Esta é a sua chance de mostrar a ele o que está faltando. - Mesmo se ele gostasse de mim, hoje eu não vou a lugar nenhum. - Eu sei, mas ainda assim é muito divertido flertar. - Ela estreitou os olhos, esperando eu aceitar. - A que horas? - Eu suspirei. Eu odiava quando ela me pedia assim, eu nunca poderia dizer não. - Oito.


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- Eu vou me arrepender disso.


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Capítulo Três

Eu nunca deveria ter deixado Taylor me vestir. Eu parecia uma prostituta com duas peças mínimas. Minha camiseta era com um corte baixo com três botões no centro que Taylor insistiu que era perfeita combinada com uma saia jeans curta. - Você esta fodidamente incrível. - Taylor me assegurou enquanto íamos em direção ao bar Fil y. Vários caras se viraram para nos olhar enquanto passávamos. - Eu te disse, ela sussurrou e eu não pude deixar de sorrir. - Puta merda. - eu murmurei. - O que foi?


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- Ele está aqui. - Eu sussurrei. Col in estava no bar, de costas para nós quando nos aproximamos. Eu fiquei escondida atrás de Taylor, quando ela pediu uma rodada de bebidas. - Eu pago isto. - Col in acenou para nós, colocando o dinheiro no bar. O garçom acenou de volta para ele. - Obrigada - eu gritei por cima da música. Ele moveu mais perto de nós. Eu saí de trás de Taylor e seus olhos me varreram de cima a baixo. - Uau, Sin. Você esta uma coisa de se ver. Ele sorriu e eu tive que desviar o olhar. Após um momento de silêncio constrangedor, eu tentei começar uma conversa informal. - Onde está sua namorada? - O que? - Ele sinalizou que ele não podia me ouvir. Inclinei-me mais perto.


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- Sua namorada? - Eu disse mais alto, pronunciando cada palavra. - Você quer ser minha namorada? Sinto-me lisonjeado. - Ele disse, indo para trás e colocando a mão em seu peito. - Não. - Eu bati no seu braço e esfreguei a mão, fingindo dor. Fiquei surpreso com o quão duro seus músculos estavam. Ele riu e se inclinou para mais perto. Eu podia sentir sua respiração no meu pescoço que enviou arrepios nas minhas costas. - Muito ruim - respondeu ele e minha respiração engatou na minha garganta. Seu rosto permaneceu ao lado do meu por um momento. - Espero não estar interrompendo. - A garota que estava com ele no Smokey falou, sorrindo para nós.


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- Nem um pouco. - Ele sorriu e se afastou de mim. Ela colocou os braços ao redor da sua cintura. Eu tomei um gole da minha cerveja e me virei à procura de Taylor. Avistei-a poucos metros de distância brincando de virar bebidas com um bando de garotos de fraternidade. - Eu te vejo mais tarde. - Eu disse, querendo mais do que qualquer coisa, fugir desta situação embaraçosa. - Eu espero que sim. - Ele respondeu, seus olhos verdes em chamas. A loira estava acariciando o rosto em seu pescoço, mas ele parecia alheio. Eu encontrei meu caminho de volta para Taylor. - Podemos ir? - Eu perguntei quando ela virou mais um copo.


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- Mais uma bebida? - Ela estendeu o lábio inferior. Eu agarrei o copo à sua frente e bati de volta na mesa. - Podemos ir agora? - Ela revirou os olhos para mim. - O que aconteceu com Col in? Eu apontei atrás de mim e ela fez uma cara de nojo. - Aquilo é uma puta! Vamos mostrar a ele o que está perdendo! Ela disse agarrando meu braço, e me puxando de volta para a pista de dança. - Oh, não! Lembra o que aconteceu na noite passada? - Eu implorei. - Lembro-me de alguém que veio para defender sua honra. - Ela sorriu e eu não tinha uma resposta.


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Nós dançamos a noite toda até as primeiras horas da manhã. Quando eu mal podia suportar por mais tempo, eu implorei Taylor me levar para casa. - Eu não estou pronta para ir ainda! - Ela choramingou. - Eu te levo. - A voz de Col in soou no meu ouvido. Eu me virei para vê-lo de pé, sozinho. Eu gaguejava tentando achar uma resposta espirituosa. - Essa é uma ótima idéia. - Disse Taylor com o riso em sua voz. Eu olhei para ela com meus ouvidos queimando e eu podia sentir que estava começando a corar. Antes que eu pudesse protestar, ele entrelaçou os dedos nos meus e me puxou para mais perto. Eu coloquei minha mão em suas costas quando ele me levou no meio da multidão de pessoas. Seus músculos flexionados sob meus dedos.


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O ar fresco do lado de fora foi refrescante. Eu puxei uma respiração profunda, feliz por estar fora do prédio cheio de fumaça . Ele acenou para seu amigo do outro lado do estacionamento e caminhou rapidamente para o SUV escuro. - Quer ir para o meu apartamento? - Ele perguntou, seus lábios se curvando em um sorriso. - Eu não vou transar com você. Revirei os olhos e puxei minha mão de volta, mas ele apertou-a com mais força. - Eu não pedi. - Ele sorriu e me senti humilhada. - Eu sei que você não é assim. Acrescentou. Eu relaxei quando percebi que ele não estava esperando nada de mim. Tão bonito como ele era eu não poderia querer mais do que amizade.


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- Vamos. - eu disse, agradecida pelo álcool que me deu coragem. Nós deslizamos no carro escuro e saímos . Col in olhou para fora da janela, com seu polegar roçando levemente meus dedos. Eu não sabia por que ele ainda estava segurando minha mão, mas eu não reclamei. Era reconfortante. Eu puxei minha saia desejando que eu não tivesse deixado Taylor me vestir. Olhei para Col in, cujos olhos estavam em minhas pernas. Ele rapidamente olhou para mim, sorrindo. - Então, o que aconteceu com a loira? - Eu perguntei, tentando preencher o silêncio constrangedor. - Qual? - Seu amigo riu do banco da frente.


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- Ela se tornou cada vez mais irritante à medida que ia ficando bêbada. - Explicou. - Isto é triste. - eu murmurei sob a minha respiração. Ele riu baixinho. Col in não era uma pessoa tão ruim como aparentava ser. Claro, ele era um mulherengo, mas como amigo, ele era muito fácil de conviver e ele cuidou de mim, o que era doce. Nós chegamos até um prédio de apartamentos fora do campus. Col in deslizou para fora do carro e ficou ao lado da porta, esperando por mim. Eu saí do carro tão graciosamente quanto pude naquela roupa ridícula. Caminhamos de mãos dadas até a porta. Quando ele empurrou a porta, eu suspirei no conjunto de escadas gigantes diante de mim. Tirei meus sapatos e fui atrás dele. O apartamento era legal. Tinha poucos móveis, mas era impecável com um piso plano


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bem aberto, que dava uma sensação de ser maior do que realmente era. - Você quer uma bebida? Ele perguntou enquanto entrava na cozinha e pegava uma garrafa em cima da geladeira. - Claro, eu disse, olhando ao redor. - Você joga? - Eu perguntei olhando para o sistema de jogos acoplada à televisão de tela plana. - Não estou jogando? - Ele zombou e bebeu em um gole a sua dose. Eu andei até o balcão e peguei a minha, batendo-a de volta. Queimou mas eu tinha tido o suficiente na noite para que não me incomodasse mais. - Quer jogar comigo? - Eu perguntei. Ele sorriu e serviu mais uma rodada para nós. - Claro que eu gostaria de jogar com você. Ele piscou e eu queria chegar ao balcão e bater nele.


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- Adeus - eu disse, e voltei para a porta. Ele correu ao redor do balcão e agarrou meu braço. - Eu sinto muito. Eu não posso ajudá-lo. Ele riu. Revirou os olhos e voltou ao balcão para beber a minha dose. - Sim, nós podemos jogar. Deixe-me trocar primeiro. Você quer algo para vestir? - Ele perguntou e eu mordi meu lábio perguntando se eu deveria. - Você não pode matar zumbis em uma roupa como essa. - Ele brincou e se dirigiu de volta pelo corredor. Eu segui atrás dele enquanto ele vasculhou seu armário por algo para vestir. Ele puxou uma camiseta branca e jogou em mim. Olhei em volta, procurando um lugar para me trocar . Eu não vou olhar. Disse. Estava de costas para mim, quando tirou sua camisa. Ele era grande e musculoso e coberto de tatuagens. Ele deslizou seu


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jeans e colocou um par de calções de basquete. Mordi o lábio enquanto deslizava minha roupa pelo corpo e puxava a camiseta sobre a cabeça. Ele pegou um par de boxers da gaveta e as entregou para mim. - Você disse que não iria olhar. - Ele revirou os olhos e se virou. Vesti rapidamente e voltei para a sala de estar. Nós jogamos por horas até que o sol começou a brilhar através das janelas. Nós acabamos com a sua garrafa de licor e mal conseguiamos manter os olhos abertos. - Eu acho que eu devo ir. - Eu bocejei. Ele esfregou os olhos, piscando para mantê-los abertos. - Eu estou muito cansado para levá-la para casa.


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- Tudo bem. Eu posso andar. - Eu me levantei do sofá e me espreguiçei. - Não. Você pode ficar. Você pode dormir na minha cama. Ele se levantou na minha frente. - Ok. - Eu estava exausta demais para protestar. Ele segurou a minha mão e eu o segui de volta no corredor para seu quarto. Eu olhei para a cama enquanto ele puxava as cobertas e deslizava sob elas. Eu tinha assumido que ele iria dormir em outro lugar, como o sofá. Eu queria dizer alguma coisa, mas que teria sido rude chutá-lo para fora de sua própria cama. - Você pode apagar a luz? - Ele perguntou, bocejando. Eu desliguei, amaldiçoando a mim mesma sob minha respiração, enquanto deslizava sob as cobertas ao lado dele. Eu fiquei tão perto da borda possível. Sua


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respiração tornou-se mais profunda e eu relaxei sabendo que ele tinha adormecido. Acordei no dia seguinte, por volta das três da tarde. O sol brilhava através das janelas e levei um momento para lembrar onde eu estava. A cama estava vazia e eu sentei, alongando. Eu ouvi um barulho no corredor, então eu saí para encontrar com Col in . - É um pouco tarde para acordar depois de uma noite boa heim? - O cara menor loiro, disse da porta da geladeira. - Não aconteceu nada. - Eu disse sob minha respiração. Ele olhou para mim sorrindo. - Não seja um idiota. - Col in chamou por trás de mim. Ele acabou de sair do banho e estava apenas com uma toalha enrolada frouxamente ao redor de sua cintura. Meus olhos foram imediatamente atraídos para o


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maravilhoso músculos em forma de V que permitia ver abaixo da ponta da toalha. - Com fome? - Col in perguntou, e eu percebi que eu estava olhando para ele como uma idiota. - Sim. - eu gaguejei. - Jake esta é a Sin. - Ele acenou de volta para mim enquanto olhava a geladeira. Jake olhou para trás, com um sorriso meioengatilhado. - Pecado - ele riu. - Ahhh ... Você é uma stripper! - Ele gritou. - Você realmente é um idiota. - Eu bati de volta. Col in se endireitou e estava olhando para seu colega de quarto com uma carranca irritada.


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- Era só uma piada. - Ele gaguejou e saiu da cozinha. Col in olhou de volta para mim, com o canto da boca transformando-se em um sorriso orgulhoso. - Você acaba de substituir oficialmente Jake como meu melhor amigo.

Capítulo Quatro

Várias semanas se passaram desde que eu tinha conhecido Col in. Passamos quase


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todas as noites juntos nos bares locais com Taylor, Jake e Beef. Beef era o loiro mais alto, colega de quarto de Col in. Eu não tinha idéia do qual era seu verdadeiro nome, mas eu me sentia como um idiota absoluta chamando-o de Beef. Eu ria como tivesse doze anos cada vez que falava seu nome, especialmente se eu tinha bebido. - Beeeeef! - Eu gritei para baixo do balcão, rindo pra caramba. - Como é que você vai ser uma companheira eficaz se você estiver caindo de bêbada? Beef perguntou com um sorriso no rosto. Ele deslizou o braço por cima do meu ombro. - Então me diga, Beef é um nome de família? - Eu ri novamente e ele apertou meu pescoço com o braço de brincadeira. Às vezes eu acho que ele se esquece de que eu sou uma menina.


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- Oww! - Eu gritei e ele imediatamente me liberou. - Que porra é essa? - Col in perguntou, colocando o braço sobre meu ombro protetoramente. Eu ri pensando se o pai de Beef tem o mesmo nome. Isso faria dele Beef Junior. Eu não sei por que isso foi tão engraçado, mas eu dobrei, rindo tanto que nenhum som realmente saiu. - Isso não é bom. Você deixou ela exagerar? Como é que ela pode ser um dos companheiros de fraternidade, se ela esta completamente bêbada? - Col in repreendeu Beef. - Eu estou bem. - Eu disse ficando ereta e jogando meu cabelo na cara de Col in. – Escolha -


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eu disse, tentando decidir qual a imagem borrada de Col in deveria olhar. Ele revirou os olhos e mudou o peso em seus pés. - Picareta malandra. - Ele examinou o balcão a procura de uma mulher. - Aquela - ele apontou para uma morena que tinha reflexos dourados nos cabelos. - Ugghh... realmente? - Eu perguntei. Olhando para ele com a minha cara firme. Ele suspirou alto como uma criança que tinha acabado de ser informada de que não poderiam ter seu brinquedo favorito. - Tudo bem, tudo bem. Acalme-se. - Eu entrei debaixo do braço Col in e cambaleei meu caminho até o bar. - Cerveja. - Eu pedi para o barman, que me deu um sorriso de lado, e uma garrafa no bar. Eu deveria ter sido cortada horas atrás, mas Col in tinha uma boa amizade com o proprietário. Peguei minha cerveja e virei.


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- Deus ele está muito gostoso. - Eu murmurei. A morena olhou em minha direção, então seus olhos passaram por mim. - Ele esta te comendo com os olhos a noite toda olho, maldição. - Eu? - Ela perguntou, surpresa. Eu olhei para o outro lado e revirei os olhos. - Sim. Eu tentei dançar com ele antes, mas ele só me empurrou. - Ele empurrou você? - Seus olhos se estreitaram e eu percebi que tinha dito alguma coisa errada. - Não, não. Não é como empurrar, literalmente. Ele recusa todas as meninas, que foram para cima dele. Honestamente, eu estou com tanta inveja de você agora. - Eu virei minha cabeça novamente e rolei os olhos para Col in. Eu vi os olhos Col in acenderem como se estivesse segurando o riso.


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- Eu vou falar com ele. - Ela disse, puxando a camiseta de cima para baixo para ter certeza que seus seios estavam praticamente caindo para fora. - Obrigada, ela piscou para mim e eu pisquei de volta, me virando para o bar. - Companheira de fraternidade? - O cara ao meu lado perguntou. Ele tinha algumas tatuagens espalhadas por seus braços e seu cabelo era de uma cor de areia. No geral, ele era decente de se olhar, mas nada que se destacasse em particular - Sim. - eu respondi, tomando minha cerveja - Eu também. - Ele se abaixou e eu segui o exemplo. - Aquele é o meu companheiro - ele fez um gesto com a cabeça para um cara do outro lado da sala de cabelos negros que desciam até o pescoço. - Esse é o meu companheiro - eu balancei a cabeça na direção de Col in.


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- Uh oh - ele falou disse calmamente. - O que foi? - Eu perguntei. - Será que ele sabe que você está apaixonada por ele? - Ele brincou. De brincadeira eu bati no seu braço. - Não é nada disto. - Eu disse, revirando os olhos e tomando um gole da minha garrafa. Eu terminei e me virei para o bar, esperando o garçom me darboutra. - Então, você esta sozinha? - ele perguntou, com um sorriso se espalhando pelo seu rosto. - Ei Sin, como está se sentindo? - Beef colocou sua mão protetora sobre a minhas costas.


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- Como uma estrela de rock! - Falei arrastando as palavras. - Beef, eu acho que o barman está me ignorando. - Você provavelmente está certa. - Ele limpou a garganta e entrou entre o meu novo amigo e eu. - Col in quer te levar para casa. - Ele disse como se preparando para argumentar. Olhei para Col in no bar . Ele estava conversando com a morena, esquecido de tudo ao seu redor. - De jeito nenhum. Onde está Taylor? - Eu perguntei. Eu a vi dançando na pista com um cara que ela tinha escolhido horas atrás. - Ela quer ficar. Eu posso levá-la para casa. Meu novo amigo disse atrás de Beef. Eu concordei e levantei minha cerveja enquanto Beef se virava e olhava para ele. Ele tomou a


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bebida da minha mão e me carregou pela pista de dança. - Porra, Beef. Por que você fez isso? - Eu gemia. - Você nunca teria ido para casa com ele de qualquer maneira. Você nunca faz isto. - Ele acenou dois dedos para o barman. Ele deu um olhar duro para Beef carne, mas colocou as garrafas na nossa frente. - Finalmente. - eu suspirei, agarrando a garrafa e tomando um longo gole. Beef me olhou de lado e balançou a cabeça. - Quando eu conheci você, nós mal podíamos fazê-la tomar duas bebidas. Agora você bebe mais do que todos nós juntos. - Eu não sabia responder. Eu gostava de ser mais extrovertida, ter mais amigos, pessoas que queriam passar um tempo comigo.


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- Vamos - eu disse, deixando a minha garrafa no balcão atrás de mim. Beef assentiu e enrolou seu braço no meu, me levando no meio da multidão. Arrastei-me sob as cobertas na cama de Col in. A sala girou em torno de mim e eu agarrei no cobertor tentando fazer o mundo ficar parado. Algumas horas mais tarde, eu acordei com o som de Col in batendo na porta do quarto e do tropeçar nos próprios pés quando ele tirou os sapatos e jogou-os no chão. - Porra. - Eu gritei jogando meu travesseiro para ele. - Desculpe - ele murmurou e rastejou debaixo das cobertas ao meu lado. - Divirtiu-se? - eu perguntei.


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- O mesmo de sempre. - disse. - Homem-prostituto. - Eu brinquei. - Hipócrita. - Eu podia ouvir o sorriso em sua voz. No dia seguinte, eu consegui comparecer para a maioria das minhas aulas. No almoço, todos nós nos encontramos em Smokey para comer hambúrgueres e dar risada sobre a nossa diversão da noite anterior. - Um brinde a Sin! Por ser a melhor ala que este grupo poderia esperar! - Jake disse, segurando sua cerveja. Eu levantei minha coca cola diet, tilintando contra sua garrafa, enquanto eu ajustava os meus óculos de sol. - Porra. Você é tão brilhante. - Eu murmurei. Col in colocou o braço em volta de mim e me puxou para perto dele.


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- E hoje, qual vai ser? Vamos deixar nossa casamenteira ter uma pausa. - Ele disse beijando o topo da minha cabeça. - Eu tenho que encontrar Derek novamente esta noite! - Taylor protestou. - Eu estou bem. - Eu disse, afastando suas preocupações. - E hoje nós vamos encontrar alguém para o nosso pequeno pecado levar para casa. - Jake sugeriu de brincadeira. - Não. - Eu acenei minhas mãos novamente. Taylor bufou e os meninos todos viraram a cabeça em sua direção. - O que? - Col in perguntou quando ela bebeu seu copo, sem olhar ninguém nos olhos. - Ela não é como a gente. - Ela finalmente respondeu.


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- O quê? Ela não gosta? - Jake brincou. Taylor tomou outro gole do refrigerante e seus olhos lentamente foram em minha direção.Eu me afundei na minha cadeira . - O Sin, você é ... é lésbica? - Eu joguei uma batata frita em seu rosto. - Não, Dick. - Eu zombei dele. Todos começaram a rir e brincar comigo, mas Col in ficou quieto, com o braço enrolado em torno de mim. Não era que eu era contra me juntar com alguém, eu só tinha um tipo certo que eu estava procurando e meu tipo de pessoa não frequentaria o Fil y, até altas horas da noite, eu pensei.


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Capítulo Cinco

Eu fiquei em casa com Col in jogando, enquanto o resto do grupo foi para o bar. Bebemos algumas doses, mas foi leve em comparação com as noites que passamos fora. Nós pedimos comida chinesa e depois sentamos no sofá para assistir a um filme de terror. Toda vez que eu pulava, Col in ria e zombava de mim por ser uma menina. Serviu-nos mais algumas doses e quando o filme acabou, eu estava pronta para a cama. Nós fomos para o quarto de Col in dormir. - Col in? - Eu perguntei no escuro, esperando que ele ainda estivesse acordado.


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- Sim, Sin? - Ele bocejou quando disse meu nome. Eu me enrolei mais apertado nos lençóis. - Não vai rir de mim, ok? - Eu esperei ele concordar. - Ok. - Eu estou com medo. - Eu esperei por sua resposta. Ele não disse uma palavra. Ele deslizou lentamente se aproximando e passou os braços em volta da minha cintura, me puxando firmemente contra ele. Eu podia sentir seus duros músculos peitorais a mimha volta. Eu me senti segura. Fechei os olhos. - Sin? - questionou. - Sim?


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- O que a Taylor quis dizer hoje no Smokey? Eu segurei minha respiração tentando decidir como responder. - Que coisa? - Eu perguntei, minha voz baixinha. - Eu sei que você não se conecta com pessoas no bar. Eu entendo isso. Mas ... - Sua voz sumiu e seu corpo ficou tenso atrás de mim. - O que? - Eu perguntei, minha voz trêmula. - Você é ... - Sua voz sumiu novamente enquanto ele lutava para encontrar as palavras certas. - Eu não sou lésbica. - Eu disse secamente. Ele riu, seu hálito quente na parte de trás do meu pescoço.


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- Eu sei. Eu só ... não importa. - Ele se aconchegou mais perto de mim. Eu soltei um suspiro profundo e fechei os olhos. No dia seguinte, o sol queimava através das janelas. Eu tentei sair da cama, mas os braços de Col in me apertaram com mais força . - Col in. - Eu tentei acordá-lo. - Não. - ele respondeu, seu aperto não afrouxando. Eu puxei contra ele novamente. - Col in. - Eu disse um pouco mais alto. Shh.... - Ele respondeu, com as mãos circundando o meu corpo e me puxando firmemente contra ele. Sua respiração estava soprando quente em meu ouvido. Eu contorci contra ele novamente e seus quadris me apertaram.


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- Sério? - Eu gritei enquanto pegava suas mãos e as arrancava de mim. Ele rolou, esfregando os olhos. - O que foi? - Perguntou ele, com os braços estendidos. - Nada. - eu suspirei e sai para o banheiro. Eu pulei no chuveiro e lavei o cheiro de fumaça de cigarro velho e licor. A porta se abriu e fechou e eu fiquei congelada por trás da cortina fina. - Col in? - eu perguntei, com medo de que a voz respondesse. - Sim? - Ele respondeu se virando sobre a pia. - Você se importa? - Nem um pouco. - Ele respondeu e continuou a escovar os dentes. Depois de alguns


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instantes de pé completamente nua e ainda a poucos centímetros dele a porta do banheiro abriu e fechou de novo, quando ele saiu. Eu rapidamente lavei meu cabelo e me vesti. Eu fui até a cozinha fazer o café da manhã para todos. Eu não sei o que eles comiam antes que eu aparecesse. Eu fritei um pouco de bacon em uma panela enquanto preparava uma grande tigela de ovos para misturar. Lentamente, todos entraram na sala. - Isso cheira fodidamente incrível! - Disse Taylor, quando veio pelo corredor à procura de algo para comer. - Saia da cozinha! - Eu levantei a espátula de maneira ameaçadora. - É bom ouvi-la, Tay! Ela já me bateu com essa coisa uma vez. Eu ainda não consigo comer sem ter lembranças deste momento! -


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Beef brincou do sofá. Col in vagava pelo corredor, esfregando os olhos de sono . - Com fome? - eu perguntei sobre o meu ombro. - É muito cedo! - Ele reclamou, ainda meio dormindo. - É uma hora da tarde do sábado. - Revirei os olhos e voltei para a cozinha. Ele entrou na cozinha e pegou meus ombros por trás, me beijando na parte de trás da cabeça. - Cheira incrível. - Ele sussurrou e foi tomar o seu lugar no sofá, com todos os outros. Nós comemos, enquanto discutíamos nossos planos para o fim de semana. Todos concordaram que devíamos fazer uma viagem para a cidade e tentar a sorte nos clubes maiores. Assim que terminou de comer Taylor e eu saímos para encontrar algo para


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vestir para esta noite. Nós deixamos algumas roupas no quarto de depósito no final do corredor. Nós mantivemos a nossa residência no dormitório, mas apenas era mais fácil ficar aqui ao final de uma longa noite de festa. O quarto tinha uma cama grande, mas Taylor geralmente dormia com seus encontros românticos. Col in nunca trouxe ninguém para casa, dizendo que nunca é sábio "foder onde você dorme", por isso era sempre seguro dormir em seu quarto com ele. - O Elixir está lotado! - Eu olhava pela janela como uma criança pequena, deslumbrada com todas as luzes. A linha curva para fora da porta e para a rua. - Não é grande coisa. Podemos entrar. - Col in respondeu e me puxou para mais perto dele. Eu sorri para ele, animada com a festa na cidade grande.


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Fomos direto para a porta da frente. Col in e o segurança trocaram algumas palavras e ele soltou a corda de veludo, deixando-nos passar. Nós caminhamos até o bar, para pedir uma rodada de bebidas para todos nós. - Aqui está a Sin! Eu não estou preocupado em arrumar o Céu , porque eu já estou nele! Beef levantou o copo brindando. - Hoje eu vou escolher alguém muito especial para você. - Eu lhe respondi com um sorriso agradecido. Nós pedimos outra rodada para nos aquecer e eu comecei a minha missão de encontrar alguém que pudesse agradar a todos. Deixei Col in por último. Ele olhou em volta, impressionado com a seleção. - Vamos dançar. - Ele disse quando agarrou meu braço e me levou até o chão. Eu dei-lhe um sorriso malicioso e fui atrás, pronta para


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me divertir por um tempo. Eu coloquei minhas mãos em seu peito musculoso, batendo meus quadris nos dele. Uma canção levou a outra e logo estávamos cobertos de suor quando virávamos juntos com a música, nossos rostos perigosamente perto. - Se importa se eu interromper? - Uma menina perguntou, batendo-me no ombro. - Vá em frente. - Eu pisquei para Col in e ele lentamente desembrulhou seus braços ao redor de mim. Como todas as noites, eu me encontrava sentada no bar, sozinha. Esta era geralmente a forma como as nossas noites aconteciam, mas esta noite estava especialmente solitária. - Você dança? - Uma voz profunda sussurrou em meu ouvido. Virei-me para ver um homem surpreendentemente bonito, com


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uma camisa de botão escura. Seu cabelo escuro estava cortado e ele parecia um iate no meio do oceano. Ele definitivamente se encaixava nos critérios para meu futuro marido. - Por que não, respondi, colocando minha mão na sua e deixando ele me levar para a pista. Nós dançamos o que pareceu uma eternidade. Era manso em comparação com minha dança com Col in, mas eu não estava reclamando. Eu tinha meus olhos fechados; lentamente balançando os quadris ao som da música, desejando que nunca acabasse. - Nós precisamos ir. - Col in disse no meu ouvido, me puxando deste momento. - De jeito nenhum. - Eu virei ao redor e atei os dedos atrás do pescoço do meu parceiro.


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- Vamos lá. - a mandíbula de Col in apertou e ele agarrou meu braço. - Que merda é esta cara? - O meu parceiro disse a Col in, empurrando sua mão do meu braço. Prendi a respiração à espera de Col in reagir. Em uma fração de segundo, ele me puxou para cima dele e seu braço balançou para trás com raiva. Seu punho ligado, enviando sangue pulverizado em meu peito quando meu parceiro bateu no chão. A multidão formou um círculo em torno de nós. - Col in! - Eu gritei quando ele se inclinou, esmurrando o homem enquanto ele estava indefeso. - Col in! - Eu gritei de novo, agarrando seu braço, tentando parar seu ataque. Depois de um último golpe, ele recuperou a compostura, estendendo a mão para eu levá-la.


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Passei por ele, atingindo-o duro com meu ombro enquanto eu caminhava para fora pela porta da frente.

CapĂ­tulo Seis

O carro estava em silĂŞncio no caminho de volta para casa. Col in me puxou para mais perto dele, mas me afastei para longe assim que ele se aproximou.


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- Eu sinto muito. - Ele sussurrou em meu ouvido. Eu o empurrei e olhei para fora da janela. Ele pegou minha mão e entrelaçou com a dele. Os nós dos dedos estavam sangrando e inchados Fomos deste jeito para casa sem lutar. Eu fui para o quarto de Col in e bati a porta atrás de mim. - Sin? - Ele bateu na porta, esperando por uma resposta. - É o seu quarto. Você não tem que bater. Eu gritei, enxugando as lágrimas de meu rosto. Ele entrou enquanto eu tirava meu vestido, arruinado pelos respingos de sangue. Eu virei de costas para ele quando eu desabotoei meu sutiã e deslizei pelos meus braços. Peguei uma regata da cômoda e a puxei. Quando me virei para ir para a cama, Col in estava olhando para mim. Eu olhei para ele e sai do quarto, incapaz de olhar nos olhos dele. Eu fiz meu caminho pelo corredor


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até o quarto de hóspedes, onde Taylor e eu deixávamos os nossos pertences. O corredor estava vazio e eu estava grata que eles decidiram ficar na sala para assistir filmes. Fechei a porta atrás de mim e aconcheguei sob as cobertas da cama fria e vazia. Eu chorei sozinha na escuridão pelo que pareceram horas, enquanto ouvia a todos rindo e se divertindo na sala de estar. - Sin? - Col in chamou do lado de fora. - O que foi? - Eu falei alto, tentando manter minha voz sem rachar. Ele abriu a porta e, lentamente, fez o seu caminho até a cama. Ele sentou-se na borda e esfregou minhas costas suavemente. - Eu não consigo dormir sem você. - Ele parecia perdido e ferido. Revirei os olhos


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querendo dizer que ele merecia, mas eu não podia. Eu empurrei as cobertas e pisei duro passando por ele no corredor. Momentos depois, ele se juntou a mim, deslizando sob as cobertas e pressionando seu corpo quente contra o meu . Eu odiava quão confortante me sentia, mesmo quando ele era o único que tinha me chateado. Eu relaxei com ele, curvando as costas contra seu peito. Seus braços segurando firme em torno da minha cintura. - Eu sinto muito. - Ele sussurrou no meu ouvido, sua respiração fazendo cócegas no meu pescoço. - Eu sei. - eu suspirei, limpando meu rosto. - Eu só... - Sua voz foi sumindo e eu esperei, pendurada em cada palavra sua. - Eu não quero que a sua primeira vez seja com um cara aleatório em um bar. - Meu corpo ficou rígido enquanto ele falava. Eu estava


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envergonhada que ele tenha descoberto. Seus braços me seguraram mais apertado, me puxando para ele. - Eu sinto muito. - Eu não sabia responder. Eu não sabia o que dizer. Ele tinha descoberto o meu segredo mais íntimo. - Olhe para mim, por favor. - Eu podia ouvir a súplica em sua voz, mas eu estava congelada. - Sin. - Sua respiração era quente contra a minha bochecha. Eu lentamente virei para encarálo. Quando me virei, suas mãos agarraram meus quadris e puxou meu corpo contra o dele. Soltei uma respiração pesada. Sua boca estava aberta e ele esforçou-se para manter a respiração mesmo com nossos lábios pairando a um centímetro um do outro e eu podia sentir o quanto ele me queria quando


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seus quadris se mantiveram firmes contra o meu. - Sin. - Ele falou com a voz baixa. A eletricidade fluía entre nós e eu lutava para me lembrar por que eu estava mesmo brava com ele. - Col in. - Eu respirei, o sabor doce do seu nome, uma vez que saíu da minha boca. Ele empurrou contra mim reflexivamente e eu deixei escapar um pequeno gemido. - Você tem alguma idéia de como você é perfeita? - Sua cabeça inclinou enquanto seus lábios roçavam o meu. Eu empurrei meus quadris contra ele, lutando para me manter afastada. Em um movimento rápido, ele me virou de costas e estava deitado em cima de mim, pressionando com força contra minha cintura. Ele se moveu lentamente seu rosto mais perto do meu. Fechei os olhos,


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implorando para que ele me tocasse. Ele congelou. Abri os olhos, olhando para seus , buscando o que eu tinha feito de errado. - Eu não posso. - Ele puxou sua boca de volta da minha. Eu não conseguia respirar. Eu nem sabia antes de hoje à noite o quanto eu o queria. Se ele não tivesse puxado aquela briga, talvez eu nunca tivesse descoberto o quanto eu o desejava. Ele rolou de cima de mim, me deixando com os olhos arregalados e com falta de ar. Fui humilhante e desesperador precisar tanto dele. Eu rolei para meu lado e me enrolei em uma bola. Depois de um momento, suas mãos deslizavam sobre minha cintura e ele me puxou de volta contra ele. Eu queria desesperadamente me afastar dele, mas eu não podia.


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Capítulo Sete Com o sol brilhando diretamente nos meus olhos, eu me contorci e deslizei para fora de seu aperto. Eu fiz o meu caminho para a cozinha para começar a preparar começar nosso café da manhã, me recusando a acreditar que a noite passada foi real. Só tinha dois ovos e não tinha bacon. - Porra. - eu murmurei enquanto batia a porta da geladeira. Voltei para o quarto e coloquei um jeans. Col in estava dormindo pacificamente no centro da cama. As ruas estavam cheias nesta manhã cedo e eu adorava o cheiro de produtos frescos no ar enquanto andava até a quadra do mercado. Pareceu-me séculos que eu não curtia estes momentos bem cedo. O sol estava incrível na minha pele. Eu comprei


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presunto, bacon, ovos, croissants e três tipos diferentes de queijos para o café da manhã. Eu bloqueei cada segundo estranho de ontem à noite da minha mente enquanto eu fiz o meu caminho de volta para o apartamento. Eu estava apavorada com as mudanças que isto iria causar na minha relação com Col in. De alguma forma, eu era a única pessoa no mundo que ele não iria tocar. Quando entrei no apartamento, Taylor pulou em mim, envolvendo os braços em volta do meu pescoço enquanto eu entrava na sala. - Jesus Cristo, nós pensamos que você tinha ido embora. - Ela sussurrou. Olhei ao redor da sala para todos os meus amigos. Col in se sentou na beira do sofá, incapaz de olhar para mim. - Precisávamos de mantimentos. - Eu respondi, olhando para todos os rostos. Taylor


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afrouxou seu aperto em mim e voltou para o quarto. - Pessoal? Que porra é essa? Você querem seus ovos ou não? - Eu brinquei, tentando desviar a atenção de mim mesmo. A sala irrompeu em aplausos e eu sorri, indo para a cozinha para fazer a todos eles um banquete digno de reis. Taylor me seguiu até a cozinha, colocando os pães na torradeira. Quando a conversa dos menino desviou para a televisão, ela começou a falar comigo. - Ele sabe? - ela perguntou baixinho quando eu quebrava os ovos em uma tigela grande. Mordi o lábio e assenti para ela. - E como você está? - ela perguntou e eu hesitei antes de continuar. - Ok. - Eu respondi bruscamente, me sentindo desconfortável com a discussão. Não era porque eu não confiava em Taylor, mas eu ainda estava incrivelmente confusa com a


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forma como a noite tinha terminado. Ele me fez sentir coisas que eu não sabia que eu era capaz de sentir, e virou e me deu as costas depois. Ele não me quer. Todo mundo comeu a comida, tentando ignorar a tensão na sala. De repente, me senti fora de lugar entre os meus amigos. - Você quer sair? Talvez ir ao shopping? - Col in perguntou enquanto todos olhavam para mim em ansiosa expectativa. - Claro. - Dei de ombros, olhando para o meu prato. Antes de hoje, todos me tratavam como um dos caras, agora eu era alguma coisa quebrável. Andamos pelo shopping por horas. - Sin, a noite passada... - Sua voz foi sumindo e eu podia sentir meu rosto queimando sob seu olhar.


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- Já esqueci. Quero dizer ... nós estávamos apenas um pouco alterados pela bebida. - Eu segurei minha respiração esperando sua reação. - Certo. - ele disse, esfregando a parte de trás do seu pescoço. - Eu só queria ter certeza de que estava tudo bem. Eu balancei a cabeça e continuamos olhando vitrines por mais uma hora, antes de voltar para o apartamento. Seu humor inteiro havia mudado. Ele estava ansioso para sair e se embebedar. Quando ele mencionou outras meninas, eu senti uma pontada de ciúmes, mas bloqueei isto completamente. O clube estava lotado, como sempre, e eu peguei o meu lugar regular perto do bar. Depois de algumas doses, todo mundo estava de ótimo humor, mesmo Col in. Ele parecia ter esquecido completamente sobre a noite passada e eu estava esperando que isso


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significasse que poderíamos voltar a ser os grandes amigos que éramos, sem mais nenhum momento estranho. Eu não levei em consideração se os meus sentimentos por ele haviam mudado. Eu sempre o achei fisicamente atraente, mas eu nunca quis nada mais do que amizade dele. Eu vi como ele tratava as outras meninas e eu não quero ser outro número em uma lista. Os olhos de Col in encontraram os meus pelo salão, enquanto ele dançava com uma menina ruiva. Eu me virei para o balcão, incapaz de assistir. Todo mundo estava rindo e eu precisava de um tempo, mas eu estava sozinha, no meio de um mar de estranhos. Peguei uma dose me virei para trás, procurando Col in na pista de dança. Eu o vi saindo pela porta da frente, com o braço em volta da menina ruiva. Ele, obviamente, já tinha esquecido a noite passada.


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A noite se arrastou e um por um, meus amigos saíram com suas conquistas. Às quatro da manhã, eu mal conseguia ficar em pé. Chamei um táxi que me levou de volta para o meu quarto do dormitório. Eu queria ficar sozinha. Eu não aguentava o pensamento de rastejar na cama ao lado dele depois de vê-lo com outra mulher. De alguma forma, no espaço de um dia, eu deixei de ser sua melhor amiga. Eu dormi quando estava amanhecendo. Foi estranho acordar na minha própria cama e levei alguns minutos para situar onde eu estava. Me estiquei para pegar meu telefone enquanto olhava para as minhas chamadas não atendidas. Taylor havia me chamado pelo menos 20 vezes, juntamente com uma quantidade igual de mensagens de textos. Eu rolei através deles, preocupada de ter acontecido alguma coisa.


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- Onde diabos você está? - Será que você vai para casa com alguém? Você vagabunda! - Atenda o telefone! - Col in está enlouquecendo. Ele está muito preocupada com você. Por favor, responda. - Merda. - Eu murmurei como limpei meus olhos. Eu disquei o número de Taylor. Após alguns toques, ela atendeu. - Onde diabos você está? - Ela sussurrou no receptor e eu sabia que ela estava tentando não deixar Col in saber que eu estava no telefone. Ouvi um som batendo alto e então a voz de Col in - É ela? Onde diabos ela está? - Ele estava fervendo de raiva e eu não conseguia entender o porque.


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- Uhh ... Sin? Col in está realmente preocupado. - Taylor estava nervosa. - Eu voltei para o dormitorio. Eu estava cansada. - Eu sabia que era mais do que isso. Eu precisava me distanciar dele. Vê-lo sair do clube na noite passada com o braço em torno alguém, realmente me bateu forte. O que ela tem que eu não tenho? Por que eu me importava? Eu já tinha claro na minha mente que ele não era o tipo certo de pessoa para mim. Se as coisas tivessem ido mais longe teria destruído tudo o que temos juntos. - Você está vindo? - Ela perguntou e eu sabia que ela queria acalmar Col in, mas eu não podia. - Eu realmente preciso estudar. Eu tenho sido muito negligente ultimamente. - Mordi o lábio e esperei ela falar alguma coisa.


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- Certo. - ela suspirou e desligou o telefone. Peguei meu kit de banho e fui para o banheiro. Eu precisava pensar sobre toda a situação. Eu sabia que se eu passasse uma noite deitada ao lado de Col in, as coisas ficariam fora de controle novamente e eu não gostaria de perdê-lo para sempre, e, se algo acontecesse, eu não poderia ter mais nada com ele. Ele não era do tipo que se acalmava e eu não estava procurando um relacionamento com alguém que não era capaz de me dar o que eu precisava.

Capítulo Oito As semanas se passaram e eu fiquei tão boa em dar desculpas que não podia sair, que os meus amigos quase nunca me chamavam mais. Col in me mandava mensagens de


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texto quando estava bêbado, para me avisar como ele estava se divertindo sem mim. Eventualmente, eu parei de responder e os textos deixaram de aparecer. Minhas notas começaram a voltar ao que era antes de sair com eles, e era como se nada disso tivesse acontecido. Eu até mesmo conheci um cara e saimos juntos algumas vezes. Seu cabelo era escuro como o de Col in, mas seus olhos eram de um castanho profundo e ele sempre tinha um sorriso no rosto. Outra grande diferença entre John e Col in foi que eu nunca vi John levantar a mão para ninguém. Ele era o homem mais carinhoso e gentil que eu já conheci. Ele era tudo que eu sempre quis, mas depois de passar tanto tempo com Col in, eu me vi ficando cada vez mais entediada com os nossos encontros.


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- Vamos sair. Estou com vontade de me divertir. - Eu gemia e John esfregava minha bochecha com seus dedos. - Eu tenho uma prova final para estudar. Ele balançou a cabeça. - Vamos lá. - eu gemia, fazendo biquinho para ajudar no efeito final. - Que tal sair para jantar? - Ele fechou seu notebook. - Tudo bem. O que você acha do Smokey? Eu me animei com o pensamento de sair. Ele fez uma careta e eu sabia que ele ia refutar minha idéia. - Você chama aquilo de comida? - Ele perguntou. - Pode ser qualquer um. - Eu me levantei do chão e comecei a puxar as roupas do meu


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armário, tentando encontrar algo legal para vestir para qualquer tipo de restaurante que ele tinha em mente. Ele seguiu atrás de mim, envolvendo seus braços em volta da minha cintura. - Eu sinto muito, Sinthia. - Ele pediu desculpas e beijou meu rosto. - Nós podemos ir para a sua lanchonete, se é isso que você quer fazer. - Eu me senti culpada pelo acesso de raiva. Eu gostava de John, eu realmente gostava, mas às vezes eu me cansava do seu jeito tedioso. - Está tudo bem. Nós podemos ir para onde você quiser. - Eu suspirei pesadamente, puxando uma blusa de seda no meu armário. Ele me virou e segurou meu rosto em suas mãos. - Vamos lá. Vamos para Smokey. - Ele sorriu, olhando nos meus olhos. Eu me inclinei para beijá-lo e ele me deu um selinho, afastandose rapidamente.


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O estacionamento do Smokey estava lotado. Nós tivemos que estacionar ao longo da estrada e John reclamou toda a caminhada até a porta em deixar seu carro na rua principal. Eu tentei desesperadamente não rolar os olhos para ele. Se eu tivesse um carro tão caro como o dele, eu estaria preocupada que alguma coisa acontecesse com ele também. Sentamos no canto do restaurante, porque John não podia suportar a fumaça que tinha nos outros lugares. Quando a garçonete chegou para pegar nossos pedidos, John mandou trazer dois refrigerantes e um Stromboli, não me dando a oportunidade de falar. - Na verdade... - eu falei e a garçonete se virou para me encarar. - Eu vou tomar uma cerveja. - Ela sorriu e anotou meu drinque. Olhei para John, que estava fazendo uma careta.


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- Isso parece divertido. Eu vou tomar uma cerveja também. A que você tem que é importada? ele perguntou. - Umm ... Ela olhou para mim pedindo ajuda. - Pode trazer duas budweiser. - Eu falei e ela saiu rapidamente. - Isso parece divertido. - Ele disse enquanto olhava ao redor da sala. Só então, a porta se abriu e Col in entrou, seus olhos bloqueando os meus. Eu me endireitei, desejando que eu tivesse escutado John sobre ir para outro lugar. Ele tinha uma morena debaixo do braço e ela colocou a mão em seu peito. Taylor, Beef e Jake seguiam atrás.


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- O que foi? - John perguntou, me chamando e colocando sua mão na minha. Eu fui para trás, colocando as mãos no meu colo. - Apenas alguns velhos amigos meus. - Ele seguiu meus olhos e pegou o local que eu estava olhando. - Muito colorido para você Synthia. - Ele brincou. Eu sabia que ele estava desconfortável, enquanto olhava para tatuagens Col ins. - Convide-os a se juntar a nós. - ele disse, sorrindo. - Não ... não. - Acenei longe a idéia enquanto a garçonete colocava nossas bebidas na mesa. Peguei minha cerveja e imediatamente bebi mais da metade dela em um gole. - Sabe, Synthia. Você nunca vai ser capaz de estudar à noite, se você beber deste jeito. -


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Ele puxou a cerveja da minha mão. Minhas bochechas queimaram vermelhas e eu olhei para meus velhos amigos que estavam conversando calmamente e olhando em minha direção. Taylor pegou sua bolsa sobre a mesa e caminhou em nossa direção. - Sin, que inferno! Onde diabos você esteve? - John quase caiu da cadeira com suas palavras. - Por aqui. - eu respondi - colocando meu cabelo atrás da minha orelha. Jonh limpou a garganta. - Taylor é John. John esta é minha amiga, Taylor. - Prazer em conhecê-la. - John disse estendendo a mão. Taylor olhou para ele de lado e apertou sua mão sua mão. - Umm Sin ..., nós estávamos pensando se você gostaria ir ao Fil y conosco esta noite. Você sabe se ...divertir um pouco? - Olhei


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para John mordendo o lábio. Demorou muito para convencê-lo a me trazer aqui, e eu sabia que ele nunca iria fazer isso novamente. - Parece que Col in consegue se virar sem minha ajuda. - Eu disse, olhando para a morena em seu braço. Ele estava cochichando em seu ouvido e ela estava rindo. - Sim ... Ele está pendurado com um monte. Seus olhos foram para seus pés. Meu coração se afundou no meu estômago. - Isso é ótimo. - Eu menti. - Mas que diabos. Vamos nos divertir. - John falou sorrindo. Taylor olhou para mim como se eu estivesse vindo de outro planeta. - Ótimo. Acho que vamos ver os dois em torno de nove?


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- Claro. - eu suspirei, sorrindo para John. Taylor fez seu caminho de volta pela sala enquanto todos a olhavam com expectativa. Ela deu a notícia e todos eles gritaram e aplaudiram, todos, exceto Col in. Ele olhou na minha direção e segurou sua acompanhante mais apertada com ele. Eu tinha praticamente esvaziado meu armário na cama em minha busca. Eu não conseguia encontrar nada adequado para vestir que John iria aprovar. Era em momentos como estes que eu realmente sentia falta de Taylor. Eu vesti um velho par de jeans apertados e uma pequena camiseta justa, que abraçou meu corpo em todos os lugares certos. - Bem, isso é divertido. - Ele disse, olhando a minha roupa. - Talvez eu deva mudar. Ele estava usando um botão de camisa e calças cáqui.


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- Você está ótimo! - Eu me inclinei para beijá-lo. Ele me ofereceu seu rosto.

Capítulo Nove

Fil y estava pegando fogo como de costume e a multidão derramada no estacionamento. John teve que estacionar longe novamente e demoramos a chegarmos até a porta da frente.


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- Podemos sair quando quiser. - Eu assegurei a ele enquanto abria a porta. A música bateu no meu peito e eu segurei a mão de John, quando atravessamos a pista de dança até o bar. Taylor e os caras já estavam lá fazendo uma rodada de bebidas. - Taylor. - Eu gritei, batendo-lhe no ombro. Ela se virou e colocou os braços em volta do meu pescoço. - Sentimos sua falta! - Vamos te pago uma bebida! - Ela sorriu e eu olhei de volta para John. - Eu estou indo só ao banheiro. - Ele se inclinou e beijou-me na bochecha antes de sair. Eu me virei para Taylor, que estava olhando para mim com os olhos apertados.


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- O que foi? - Eu perguntei quando ela agarrou duas doses no bar e me entregou uma. - Que porra esta errada com esse cara? - Ela perguntou, virando sua bebida. Eu bebi o meu e queimou mais do que eu lembrava. - Ele é um cara legal. - Eu disse, sem rodeios. - Exatamente! Ela riu e eu dei um tapinha de brincadeira no braço dela. Um par de braços grandes veio por trás e levantou-me no ar em um abraço de urso. - Sin! Beef gritou e eu gritei quando ele apertou-me com mais força. - Beef! - Eu ri e ele me colocou de volta para baixo. Virei-me e dei-lhe um abraço. Jake seguiu o exemplo e me abraçou. Todos nós bebemos uma dose enquanto eu olhava ao redor da sala.


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- Onde está o Col in? - Eu perguntei. - Ele esta... - Beef começou mas o rosto de Col in apareceu atrás dele. - Eu estou bem aqui. - Ele sorriu. - Ei, Sin. Ele acenou com a cabeça. Olhei ao lado dele para a morena que ainda se agarrava a ele. Esta é Sam. - Ele a puxou para mais perto de seu corpo. - Prazer em conhecê-la. - Sorri. - Outra dose? - Eu perguntei e todos irromperam em torno de mim. Nós tomamos mais duas rodadas, quando finalmente vi John de volta . Eu percebi que posso ter tomado as doses um pouco rápido demais. - John! - Exclamei, passando os braços ao redor de seu pescoço. Ele me empurrou para trás, olhando para o meu rosto em confusão.


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- Quanto você já tomou? - Ele perguntou. Beef andou ao meu lado e colocou o braço sobre meu ombro. - Ela pode lidar com isso, confie em mim. Ele sorriu. - John este é Beef. - Eu ri quando falei seu nome. Beef revirou os olhos e apertou meu pescoço um pouco mais duro. - Sinto muito, você disse ... - John começou. Beef estendeu a mão na frente dele. - Beef. É um nome de família ... - Ele olhou para mim com o canto do olho e eu ri novamente. John pegou minha mão. - Chega disso. Vamos dançar! - Taylor gritou atrás de mim. Todos foram para a pista de dança deixando John e eu de pé


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desajeitadamente sozinhos. Fiz um gesto com minha cabeça em direção a pista de dança, mas ele recusou educadamente. - Eu acho que gostaria de me sentar um pouco. - Ele gritou no meu ouvido sobre a música. Comecei a me sentar ao lado dele em um banquinho do bar, mas Taylor agarrou meu braço. - Oh, não, você não! Eu preciso de um parceiro de dança! - Ela sorriu e me puxou com força. Dei de ombros para John e ele acenou com a cabeça, sorrindo. Nós fizemos nosso caminho através da multidão quando uma nova música começou. Eu balancei meus quadris com ela e me senti como nos velhos tempos. Isso foi até eu olhar Col in com o canto do meu olho. Sam tinha as mãos em volta do


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seu pescoço e moía seus quadris junto com o dele até o meio do chão. Taylor me pegou olhando e pegou minha mão, girando em torno de mim na frente dela. - Ele parece feliz. - Eu gritei em seu ouvido. Ela deu de ombros e continuou dançando. - Ela tem sido bem constante com ele ultimamente. - Ela gritou de volta no meu ouvido. - Na casa? Parei e fiquei estava esperando a resposta. Ela assentiu com a cabeça, avaliando minha reação. - Ele nunca leva as meninas para a casa. - Eu fiz uma careta. Ela encolheu os ombros e agarrou minha cintura, me fazendo dançar com ela novamente. - O que há com esse cara John? - Ela fez uma careta e eu não pude deixar de rir. - Ele é um cara bom. - Eu dei de ombros.


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- Você já disse isso. - Eu me virei e olhei para John quando ele estava sentado falando em seu telefone celular. - Eu posso confiar nele. - Eu balancei a cabeça. Jake apareceu ao nosso lado, dançando enquanto balançava nossos quadris. - O que aconteceu Sin? Finalmente sossegou? - Brincou, apontando na direção de John. Eu sorri e balancei a cabeça. - Ele é um cara bom. - Eu gritei por cima da música. Jake fez uma cara azeda. - Parece chato! - Eu bati o braço e revirei os olhos. - Vamos lá pessoal! Eu pensei que vocês me queriam para ajudá-los a ficar com alguém? Eu olhei para eles e eles apenas olharam um para o outro.


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- Eu estou indo pegar algumas bebidas. Você não está estão fornecendo doses suficientes para Beef. Jack falou sorrindo e voltou para o bar ao lado de John. Eu podia vê-los conversando e eu fiquei preocupada com o que ele falaria para John e se ele iria se sentir fora de lugar. Jake sempre foi superprotetor para mim como um irmão. Depois que outra canção tinha terminado, Jake e Beef voltaram trazendo bebidas para todos nós. Olhei para John, que estava ocupado digitando em seu telefone. - Ele não queria nada. Disse que estava pegando leve. - Beef disse, revirando os olhos. Eu bati no braço dele fazendo com que um pouco de álcool derramasse de um dos copos. - Woah! Chegou quem faltava para a festa! - Ele brincou. Col in estava atrás de mim e pegou na minha cintura, segurando uma dose e


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virando. Ele olhou para mim, seu rosto a centímetros do meu e olhei para frente. O cheiro de seu sabonete me levou de volta para as noites que eu costumava dormir abraçada com ele em sua cama. Seu peito duro esfregou em mim e eu endureci, não querendo relaxar contra ele. Peguei uma dose das mãos de Beef e virei sem piscar um olho. - Como tem passado? - A voz de Col in soprou calorosamente contra o meu pescoço. - Bem. - eu disse baixinho, mordendo o lábio. - Bom. - Ele respondeu e se afastou de mim. Soltei uma respiração profunda e se virei para encará-lo. - Onde está Sam? - Eu perguntei, olhando ao redor.


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- Ela teve que ir para casa. Aula cedo amanhã. - Explicou. - Eu vou tomar outra. Quer? Ele perguntou, pegando o copo da minha mão. Quando seus dedos roçaram o meu, eu podia sentir a eletricidade entre nós. - Claro. - Eu balancei a cabeça e me dirigi para o bar ao lado de John. Eu assisti eles conversando por um momento, imaginando o que poderia Col in estar dizendo a ele. - Por que vocês não apenas termina essa merda já? Temos saudades de sair com você, Taylor gritou no meu ouvido. - E é óbvio que você e Col in tem alguma merda um com o outro. Meu rosto queimou vermelho. - Ele não é como eu, Tay. Ele fode tudo que anda, mas quando me encontrou, ele não poderia fazer isto comigo. - Eu olhei para ela dura, desejando que ela não tivesse trazido o passado.


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- Ele acha que você merece coisa melhor. Ela disse a sério. - Isso é ridículo. - Eu me virei para olhar para Col in e John. Col in estava de costas contra a balcão e estava olhando na minha direção. Eu sorri nervosa e ele sorriu de volta. - Estou surpreso que ele não tentou lutar até a morte com John por você. - Taylor riu. Revirei os olhos para ela. - John não é esse tipo de cara. - Ele não lutaria por você? - Ela perguntou e eu não tinha uma resposta. Col in deu um tapinha nas costas de John e fez o seu caminho de volta para a pista. - Aqui. - ele estendeu uma dose para mim e uma para Taylor. - John disse que ele precisa para chegar em casa e estudar. Eu fechei a


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cara, ainda não estava pronta para ir embora. - Eu disse a ele que eu faria você chegar em casa em segurança. - Ele sorriu dessa forma diabólica que me dava borboletas no estomago. Eu atirei-lhe um olhar sujo quando John caminhava até nós. - Eu tenho que estudar um pouco antes que seja tarde demais. - Ele franziu a testa e eu assenti. - Divirta-se com seus amigos. Vejo você amanhã. - Ele se inclinou e beijou minha bochecha. - Tchau John. - Eu sorri enquanto ele se afastava. - Tchau John!! - Meus amigos gritaram e acenaram para ele, tirando sarro de mim. - Ele beija como se você fosse a porra de sua avó, Sin. Isso é muito engraçado. - Col in riu


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e eu afundei meu cotovelo em suas costelas fazendo-o engasgar com a risada. - Sim, tire sarro dele porque ele não fode qualquer coisa que anda. - Eu apertei meu queixo antes de virar a minha bebida. - Eu não fodo tudo que anda! - Col in respondeu, insultado. Apertei os olhos para ele. Ele se inclinou para falar diretamente em meu ouvido. - Eu não te fodi. - Eu senti todo meu sangue sair do meu rosto com a frieza de suas palavras. - Como se eu fosse permitir!! - Eu atirei de volta. Ele sorriu e eu poderia dizer que ele tinha bebido mais do que o normal. - Por favor. Eu posso ter tranquilidade na primeira noite em várias que não estou fodendo alguem? - Seus olhos estavam vidrados e eu poderia dizer que ele deve ter


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começado a beber muito antes de terem chegado ao bar. - Lógico que pode, isto não é mais trabalho seu, é trabalho de John. - Meus olhos ardiam nos seus e ele olhou lívido. Ele moveu seu rosto praticamente contra o meu até que estavamos respirando o ar do outro. Ele não disse nada. Ele me empurrou e passou por mim, eu soltei a respiração que eu não tinha percebido que eu estava segurando. Eu estava no meio da pista de dança lutando contra as lágrimas enquanto eu tentava descobrir o que tinha acontecido. - Você está bem? - Taylor perguntou, colocando a mão no meu ombro. Mordi o lábio e respondi não com a cabeça. - Vou levá-la para casa. - Ela disse e eu a segui para fora do clube. Col in estava sentado no meio-fio do lado de fora da porta da frente e ele pulou quando me viu.


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- Sin! - Ele me chamou e eu andei mais rápido depois de Taylor. - Sin! - Ele agarrou meu braço, me girando para encará-lo. - Oww! - Eu gritei, tentando tirar os dedos dele de cima de mim. - Eu não quis dizer isso. - Seus olhos estavam tristes e cheio de remorso. - Não importa. - Eu puxei seus dedos, mas ele não desistiu. - Ei! Não vamos fazer isso aqui. - Taylor entrou no meio de nós dois, olhando para Col in. Ele assentiu e sua mão lentamente me liberou. Eu esfreguei meu braço. - Podemos conversar? - Ele falou atras de Taylor para mim. Uma lágrima escapou do meu olho e eu limpei rapidamente, esperando que ele não tivesse notado.


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- Talvez algum outro momento. - eu disse, minha voz trêmula. Ele acenou com a cabeça, mas não disse mais nada. Taylor e eu andávamos de volta aos dormitórios em silêncio. Quando finalmente paramos, ela falou. - Bem, você pode me contar exatamente o que está acontecendo? - Ela riu nervosamente. - As coisas são muito diferentes agora. - Eu dei de ombros e ela concordou com a cabeça. - Eu te vejo por aí. Eu sorri para ela quando eu saí do carro. - Ok. - Sua voz sumiu. Eu não podia esperar para rastejar sob minhas cobertas. Assim que eu entrei em meu quarto, eu deslizei para baixo da porta, puxando os joelhos apertados contra o meu peito


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e chorei. Eu nem sabia o porquê. Eu sabia que eu tinha tomado a decisão certa em ficar longe de Col in. Ele era muito intenso para mim. Eu pensei sobre o que tinha dito e as palavras doeram de novo. Eu era a única que tinha arruinado a nossa amizade. Ele nunca quis nada mais.

Capítulo Dez

No dia seguinte eu estava atrasada para a minha primeira aula e tinha esquecido minhas anotações. Quando a aula acabou eu caminhava em direção as grandes portas de vidro e eu podia ver Col in olhando para


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mim. Eu respirei fundo e sai, indo em sua direção. - Você acordou cedo. - Eu disse enquanto ele dava um passo atrás. - Sim, eu queria falar com você sobre a noite passada. - Eu me virei de frente para ele e ele estava passando as mãos pelos seus cabelos. - Não faça isso. Eu não sei o que eu estava pensando. Eu acho que eu tinha bebido um pouco demais. - Eu respondi, mordendo o lábio. - Eu não deveria ter dito... - Sua voz sumiu e ele deu um passo mais perto de mim. Eu dei um passo para trás. - Águas passadas. - sorri. Ele acenou com a cabeça, procurando-me com seus brilhantes olhos verdes. John aproximou-se por trás de


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mim e colocou o braço em volta da minha cintura, ignorando a tensão no ar. - Ei, Col in! A noite passada foi divertida. Ele sorriu, olhando para nós dois. - Sim. Foi como um assovio real. - Col in respondeu e eu me engasguei no meu próprio riso com suas palavras. Ele sorriu com o canto da boca. - Nós estávamos pensando em sair novamente hoje à noite, se você estiver animado? - Sim, com certeza. - Ele passou o braço em volta do meu pescoço de forma não natural. Minha garota e eu estaremos lá. - Col in olhou para mim quando John me chamou de 'a sua garota'. - Tenho que ir para a aula. - John me beijou na bochecha e acenou para Col in, que acenou com a cabeça uma vez.


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- Nós vamos sair de novo? - Meu estômago estava dando cambalhotas. - Sim, por que não? John parece ser um cara legal. - Ele olhou para mim, sem expressão no rosto. - Sim, ele é. - O silêncio entre nós cresceu estranho por um momento. - Eu devo ir. Ele acenou com a cabeça novamente. Assim que Col in tinha virado as costas, peguei meu celular e chamei Taylor. - Você está brincando comigo. Ele convidou ambos para sairem? - Taylor soou tão chocada quanto eu estava. - Eu não tenho certeza se é uma boa idéia. - Pela primeira vez, ela concordou comigo. - Quero dizer ... John é muito chato! - Eu não poderia responder, porque minha boca estava aberta com suas palavras.


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- Ele não é chato! - Argumentei, mas eu entendi o que ela quis dizer. Ele não era nada parecido com o resto de nós. Ele gostava de ficar em casa, ele não se metia em apuros, e acima de tudo ele nunca iria me machucar. Ela riu na linha. - Esta bem, Sin. Te vejo hoje à noite. - Talvez. - Eu desliguei o telefone e fui para o meu quarto. Eu decidi faltar o resto das minhas aulas e me concentrar no que eu usaria a noite. Depois de arrancar todas as roupas do meu armário, não consegui encontrar uma única coisa para vestir. Amaldiçoei-me por deixar a maioria das minhas roupas de balada na casa de Col in. Depois de guardar tudo de volta, eu chamei um táxi e andei em toda a cidade para encontrar a roupa perfeita. Shopping nunca foi um dos meus programas favoritos, pelo menos nos últimos tempos, mas eu queria ter certeza que todos soubessem que eu ainda sabia como me


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divertir. Eu experimentei incontáveis roupas, em pelo menos meia dúzia de lojas antes de achar O vestido perfeito. Um vestido azul brilhante sem alças que podia ser considerado apenas um pouco maior que uma camisa. Eu combinei com um novo par de saltos pretos que eu tinha encontrado por metade do preço . Voltei para o meu dormitório com tempo suficiente para tomar banho e enrolar meu cabelo para que ele ficasse em cascatas suaves ao redor do meu rosto. Passei o pouco de tempo que me restava fazendo minha maquiagem e me convencendo que eu realmente poderia ter coragem de sair deste jeito em público. John bateu na porta um pouco mais tarde. Puxei a porta lentamente, mordendo meu lábio enquanto ele me olhava. - Uau. - ele disse com uma risada nervosa.


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- Você gostou? - Bem ... é um pouco revelador. - Eu puxei na parte inferior da minha saia e franzi a testa. - É um pouco curto, mas a cor é muito bonita, você não acha? - Ele limpou a garganta e pensei como iria responder. - Você não gosta? - Eu senti meu coração afundar. Em questão de segundos, eu fui de me sentir como uma princesa a um pedaço de lixo. Eu joguei minha bolsa preta na minha cama e caminhei para o meu armário. Comecei arrancando toda minha roupa para o chão abaixo dos meus pés. - Sinthia, esta bom, realmente. Eu não queria incomodá-la. - Revirei os olhos e continuou a cavar. Ele estava sendo muito bom. Isso fez toda a situação ficar pior. - Se você não gostar do que você viu, você deve falar. Não diga o que você acha que eu


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quero ouvir. - Eu não sei por que eu estava sendo tão cruel com ele, mas naquele momento eu não poderia fingir que estava calma e educada, quando eu estava prestes a explodir. - Sin, pare. - Ele colocou a mão no meu braço. - Não me chame assim. - Eu me virei, me afastando de seu toque. - De que? - Ele parecia genuinamente ofendido e eu imediatamente lamentei minhas palavras. Eu enxuguei uma lágrima perdida de minha bochecha e respirei fundo. - Eu só ... Eu gosto quando você me chama Sinthia.


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Capítulo Onze

No momento em que chegamos ao clube, eu tinha suavizado as coisas com John. Eu me senti incrivelmente culpada por ser tão grossa com ele e eu não tinha certeza de por que eu estava tão chateada. Eu queria um namorado conservador e digno de confiança e que era exatamente quem ele era. Eu não podia culpá-lo por não querer me vestindo quase nada. Olhei para o meu vestido azul e de volta para ele. Eu devia ter me trocado. Eu não deveria tê-lo feito concordar que eu saisse com este vestido, se estava desconfortável para ele e eu não tinha idéia de por que eu me sentia tão conflituosa. Nós pedidos uma rodada de bebidas e esperamos no balcão os outros chegarem.


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- Você quer dançar? - Eu perguntei quando 'Wild Ones' começou a tocar nos altofalantes. Ele balançou a cabeça. - Você sabe que eu não gosto muito de dançar. - Ele estava praticamente corando enquanto olhava em volta para os casais quebrando os quadris um no outro na pista de dança. - Eu vou dançar com você. - Col in disse no meu ouvido atrás de mim. Eu me virei, quase derramando a bebida. - Isto é, se você não se importar. - Col in estava olhando para John com um sorriso educado no rosto. - Claro, por que não? - John respondeu, mas eu poderia dizer que ele realmente não gostava da ideia. Não pude conter o sorriso ridículo que se espalhou pelo meu rosto. Col in pegou minha mão e me puxou pelo meio do mar de gente enquanto Taylor e os outros


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circulavam em torno de John, ordenando uma rodada de bebidas. Col in envolveu as mãos em volta da minha cintura, puxando meu corpo forte contra o seu. Eu fiquei congelada por um momento, preocupada que John pudesse ficar chateado. - Ele está bem. - Col in fez sinal para John. Ele estava ocupado virando uma bebida com o resto do grupo e eles estavam gritando e torcendo quando pediram mais. Eu relaxei e encaixei meus quadris contra Col in. Eu deslizei minhas mãos até seu peito, chegando ao descanso nos lados do pescoço como seu olhar deslizou para mim. - Você está incrível esta noite. - Ele sussurrou em meu ouvido enquanto uma de suas mãos passava sobre minha bunda, segurando-me firmemente contra ele. A sensação de sua respiração no meu ouvido enviou um arrepio na espinha. Nossas bochechas estavam descansando


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juntas, quando nós nos mexemos juntos com a música. Eu respirei em seu ouvido quando nos viramos junto, completamente alheio ao mundo que nos rodeava. A música acabou e uma nova começou mais agitada. Eu empurrei ele de volta um pouco, mas suas mãos se agarravam firmemente em torno de meu corpo. - Eu tenho que voltar para John. - Eu disse, percebendo o quão perdida eu estava naquele momento. - Ele está se divertindo. E nós também. - Col in sorriu, mas de repente me senti terrivelmente culpada. - Vamos lá. Vamos pegar uma bebida. - Eu o empurrei de volta mais firme e ele finalmente relaxou seu controle, permitindo-me dar um passo atrás. Eu coloquei meu cabelo atrás da minha orelha e fiz meu caminho de volta para o bar. Col in agarrou a minha


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mão, mas eu me afastei, não querendo segurá-la. - Ei! Onde você estava? - John perguntou, suas palavras rolando juntas. Olhei para Taylor e os outros. Ela estava sorrindo culpada e Beef apenas deu de ombros, tomando um gole de sua cerveja e recusandose a me olhar nos olhos. - Eu estava dançando, lembra? - Eu expliquei, agarrando a cerveja de Beef e tomar um longo gole. - Isso não é engraçado. - Eu repreendi Taylor. - Vamos lá. Nós estamos apenas nos divertindo um pouco. - Um pouco? Você praticamente o deixou ter uma intoxicação por álcool em questão de minutos.


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- Vamos ter outra rodada para os meus amigos aqui! - John gritou para o garçom que revirou os olhos enquanto enchia nossos copos . - Eu acho que você ja teve o suficiente. Inclinei-me para John e coloquei minha mão na sua para que ele não pudesse beber. Ele se afastou de mim com raiva. - Eu não tive o suficiente, Sinthia. - Meu nome saindo longo e prolongado. - Eu acho que devemos encerrar a noite. - Eu coloquei meu braço no seu, na esperança de acalmá-lo. Ele agarrou sua chance, me empurrando de volta. Ele fez uma cara azeda por um momento enquanto se levantava do banquinho de bar. Seus olhos se encontraram com Col in. - Você sabe, só porque a minha menina está vestida como uma vagabunda, não significa


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que ela vai dormir com você. - Ele resmungou com raiva e eu senti meu rosto queimar vermelho. Col in colocou a mão no peito de John, advertindo-o a parar. - Ela não dorme com ninguém, não é mesmo Sinthia? - Eu estou lhe dando um fodido de um aviso. - A voz de Col in era baixa e firme. Eu sabia que era só uma questão de segundos antes que ele perdesse o controle. - Não, eu estou avisando! - John cutucou o dedo no peito de Col in. - Eu posso ver o que você está tentando fazer. Sinthia é muito boa para você. Você não é nada, é um lixo. - Ele sussurrou e eu senti meu sangue começar a ferver. - Isso é o suficiente! Eu gritei para John. Ele havia ido longe demais. Esta atitude de quem


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era santo estava realmente começando a me irritar. - Cale a boca, vagabunda. - John arrastou as palavras. Assim que as palavras saíram de sua boca, Col in inclinou para trás o punho, e plantou um golpe em toda a lateral do rosto de John, mandando-o contra o bar. - Pare com isso! - Eu gritei, tentando desesperadamente puxar Col in de John. Beef abriu caminho entre nós e Jake me puxou de volta, tentando me acalmar. - Eu acho que o nosso amigo aqui bebeu um pouco demais. Eu vou ter certeza que ele vai chegar em casa com segurança. - Beef disse, segurando John pelo colarinho de sua camisa com o sangue escorrendo pelo seu rosto. Minha cabeça estava girando. Eu estava com raiva de John pelas coisas que ele tinha dito, mas principalmente com o que ele tinha dito a Col in.


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Eu era muito superprotetora com meus amigos. Honestamente, eu estava mais brava comigo. Eu deveria ter dito não para Col in e eu nunca deveria ter saído para a pista de dança com ele, sabendo como eu me sentia. - Vamos lá. Vou levá-la para casa. - Col in disse, ainda tentando respirar normalmente. Ele estava mais nervoso que eu já tinha visto antes, o que era muito. Eu balancei a cabeça, hesitante. Eu segui Col in para fora. O exterior calmo e tranquilo fora do clube era quase irresistível. Eu deslizei para o banco e nós sentamos em silêncio, não certa se eu deveria agradecer a ele por defender a minha honra, ou bater nele por bater no meu namorado. John tinha todo o direito de estar chateado. Eu tinha feito ele se sentir desconfortável desde o início, vestindo essa roupa ridícula. Eu puxei a parte inferior da camisa.


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- Você realmente está incrível. - Col in quebrou o silêncio, olhando para mim com o canto do olho. Notei que havíamos passado do meu dormitório. - Para onde estamos indo? Eu pensei que você estava me levando para casa. - Eu olhei pela janela, enquanto o prédio ficava menor. - Eu não disse sua casa. - Col in sorriu e pressionou o pedal do acelerador. Eu olhei para ele, mas não podia deixar de sorrir. Eu tinha sentido falta de passar este tempo com ele.

Capítulo Doze


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Quando eu entrei no apartamento de Col in, parecia que eu nunca tinha saído. Ele fez o seu caminho para a cozinha e serviu-nos de algumas bebidas. - Eu sinto muito por bater em John. - Ele disse enquanto servia mais uma rodada. - Eu não posso dizer que você não avisou para ele. - Eu tomei uma dose da bebida. Col in passou as mãos pelo seu cabelo escuro. - Ele não é certo para você. Quero dizer ... Eu sei que ele é o tipo de cara que você acha que precisa, mas não é o que você quer. - Col in rodou no balcão e ficou na minha frente. - Como você sabe o que eu quero? - Eu perguntei, minha voz tremendo enquanto eu olhei em seus olhos verdes brilhantes. Ele chegou mais perto, com os olhos ardendo no meu. Prendi a respiração, incapaz de me afastar.


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- Eu sei que eu não sou bom para você, Sin. Eu sei que você merece coisa melhor. -Ele estendeu a mão, correndo os dedos ao longo da minha mandíbula. - Não fale de si mesmo desse jeito. - Eu agarrei sua mão, segurando-o na minha. - Você é incrível... - Minha voz sumiu quando a eletricidade fluiu entre nós. Minhas emoções estavam por todo o lugar. Eu tinha me convencido de que Col in não olhava para mim com interesse, mas como um amigo, e que todo o flerte e tensão sexual era uma invenção da minha imaginação. Ele inclinou o rosto mais perto do meu, seu hálito quente soprando contra meus lábios. - Eu queria você deste o momento em que te vi. - Sem pensar, eu empurrei meus lábios contra os dele. Ele voltou meu beijo e ficamos lá com nossos lábios empurrando o outro com força, o que parecia ser uma vida.


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- Tem certeza que isso é o que você quer? Sua respiração era irregular e eu poderia dizer que ele queria isso tanto quanto eu. Mordi o lábio e balancei a cabeça e um pequeno sorriso se espalhou pelo seu rosto. Ele me beijou de novo, desta vez separando meus lábios com a língua. Eu empurrei de volta com o meu, espelhando seus movimentos. Ele gemia baixinho na minha boca. Eu tinha sido apaixonada por Col in desde o início. Eu pensei que eu poderia lutar contra isso, que eu precisava de algo mais, mas, neste momento, nós éramos os únicos um para o outro. Caminhamos pelo corredor até seu quarto, nossas bocas nunca deixando o outro. Ele fechou a porta atrás de nós e passou os braços em volta de mim com força, me puxando mais contra ele. Corri meus dedos pelo cabelo, não escondendo o quanto eu precisava dele.


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- Nós podemos parar a qualquer momento. Ele me tranquilizou. - Não pare. - eu gemi. Ele agarrou o fundo do meu vestido e puxou-o por cima da minha cabeça, tomando um momento para olhar para mim, ele puxou a camisa sobre ele. Corri meus dedos sobre seu peito duro, com seu musculoso flexionado abaixo deles. Eu arrastei minha mão para baixo no seu estômago até a cintura da calça jeans, olhando de volta para ele. Eu desabotoei seu botão e deslizei suas calças para baixo no chão. Ele me empurrou para a cama, caindo comigo. Seus dedos atados no meu e ele os empurrou contra o colchão quando ele me beijou mais forte do que antes. Eu empurrei de volta contra ele, mas não era possível obter o suficiente. - O que diabos você está fazendo? - Nossos corpos congelaram.


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Olhei para a porta para ver Sam bloqueando a entrada. - Sam! - Col in gritou. Eu estava completamente mortificada. Ela se virou e seguiu pelo corredor. Ele empurrou para fora da cama rapidamente e vestiu calça jeans, correndo atrás dela. Fiquei ali parada por um momento incapaz de processar o que tinha acontecido. Eu ia deixar meu namorado por ele e ele estava correndo atrás de sua namorada. Eu empurrei para trás o nó na garganta e agarrei a minha roupa. Eu me vesti rapidamente e voei para baixo os passos para fora do apartamento. - Sin, espere! - Col in me chamou, sua namorada de pé em frente a ele, com os braços cruzados sobre o peito. Eu podia sentir as lágrimas prestes a cair e eu comecei a correr para baixo do bloco. Eu precisava chegar o mais longe possível dele. Eu me senti mal.


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Até o momento que eu cheguei em meu dormitório, eu parecia alguém que havia se arrastado para fora de uma sarjeta. Minhas bochechas estavam manchadas com rímel e meu cabelo estava selvagem. Felizmente, o elevador estava vazio e eu fui para o meu quarto, chorando baixinho. Enquanto eu caminhava pelo corredor, eu podia ver uma figura sentada na minha porta. John estava caído, dormindo contra a parede, o telefone na mão. Abri meu quarto e passei lentamente ao lado dele, deslizando para dentro. Eu não quero falar com ele depois de traí-lo com Col in. Tudo o que ele tinha dito hoje à noite estava certo. Arrastei-me em minha cama e me enrolei como uma bola, desejando que eu pudesse desaparecer. Na manhã seguinte eu acordei me sentindo pior do que na noite anterior. Eu fiquei sentada sozinha no meu quarto por horas ouvindo músicas deprimentes com o meu telefone fora do gancho. John bateu na minha


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porta por quase uma hora até que ele finalmente entendeu o recado e saiu. Eu não podia encará-lo. Ele pode ter sido o que eu pensei que eu precisava, mas ele merecia muito mais. Depois que eu tive certeza de que eu estava sozinha, eu fiz meu caminho até a sala para tomar um longo banho quente agradável. Eu não poderia manter a minha mente fora de Col in. Tão duro quanto eu tentei apenas ser amiga com ele, meu coração queria mais. Eu decidi que precisava de um tempo longe deste lugar e arrumar minha cabeça. Depois do meu chuveiro, eu arrumei uma mochila com minhas coisas e liguei para minha mãe. Eu disse que eu estava com saudades de casa e precisava de uma pausa. Ela me mandou uma passagem para mais tarde naquela noite. Eu só tinha mais algumas horas para evitar todos antes que eu pudesse finalmente


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fugir. Eu fiz algo para comer e me sentei no escuro, repetindo a noite passada mais e mais na minha cabeça. Bateram na porta e eu me sentei quieta, com medo de respirar. - Sin? - Taylor chamou. - Eu sei que você está ai. Eu só quero falar. - Eu relutantemente abri a porta. - Você esta uma merda. - Ela disse enquanto entrava no meu quarto. Fechei a porta atrás dela. - Obrigada. - Eu revirei os olhos e me joguei de volta na minha cama. - Col in... - Não! - Eu cortei, olhando para ela. Ela levantou as mãos. - É justo. - Ela suspirou e sentou-se em silêncio por alguns minutos, enquanto eu tomava


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a minha sopa. - O que há com a mochila? Ela acenou para a minha bagagem ao pé da minha cama. - Eu estou indo para casa por alguns dias. Eu disse, não encontrando seu olhar. - Sin, você não pode simplesmente fugir! - Eu posso. Eu vou. O Avião sai às seis. - Eu respondi, tomando outra mordida. - Col in está ficando louco! - Explicou. - Eu acho que fazer malabarismos com um grupo de mulheres pode fazer isso com você. Revirei os olhos e suspirei dramaticamente. - Ele não está enganando ninguém. Ele não tem sido o mesmo desde que você parou de andar com a gente. - Ele finalmente começou a ver Sam depois que todos o convenceram


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de que ela iria ajudá-lo a te esquecer. Ela disse, exasperada. Olhei para ela, não acreditando no que estava dizendo. - Ele a evita a todo custo. - Ele certamente não a evitou na noite passada. - Coloque-se na posição dele. Ele não podia deixá-la ir embora assim. Ele foi até ela para falar que te amava. - Suas palavras passaram por mim como um punhal. - Ele o quê? - Isto era obvio, Sin. Ele nunca quis fazer nenhum movimento, porque ele achava que você merecia mais do que ele. Eu balancei a cabeça. Eu odiava que ele achasse que não era bom o suficiente para mim. - Ele está morrendo agora, porque ele acha que ele perdeu para sempre.


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Meu coração se afundou. Eu nunca pensei em um milhão de anos que ele estava sofrendo tanto quanto eu estava. - Você pode ir falar com ele? - Eu não posso. - Eu enxuguei uma lágrima rebelde da minha bochecha e ela assentiu. - Só ... me ligue se precisar de alguma coisa. Ela disse e caminhou até a porta, deslizando para fora e fechando a porta atrás dela. Chorei por mais alguns minutos decidindo o que fazer. Era óbvio que eu estava fazendo uma bagunça na minha vida e eu precisava acertar as coisas. Eu peguei meu telefone, tomei uma respiração profunda antes de ligar.


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- Sinthia? - John perguntou, aliviado que eu tinha finalmente ligado de volta. - John, nós precisamos conversar. - Eu disse, esperando por sua resposta. - Eu vou aí. - Olhei para minha bagagem. - Não. Eu te encontro lá fora. - É justo Sentei-me na frente na calçada do dormitório esperando John chegar. Meu coração estava disparado a mil por hora, enquanto eu tentava descobrir o que eu ia dizer a ele. Quando ele chegou, eu pensei em voltar para dentro do prédio, mas quando eu vi a cara dele, eu não podia me mover. Seu olho era uma sombra natural de roxo e seu rosto estava inchado a duas vezes o seu tamanho normal.


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- Oh meu Deus! - Eu falei, levantando rapidamente. Ele ergueu as mãos para acenar a minha preocupação. - Eu merecia. Eu não deveria ter dito todas aquelas coisas na noite passada. - Eu entendo por que você fez. - Ele sorriu um pouco e meu estômago virou. - Nós precisamos conversar. - Eu estava revirando minhas mãos de nervosismo. - Eu gosto de você, eu realmente gosto, mas eu não acho que fomos feitos um para o outro. - O quê? Sinthia, somos perfeitos um para o outro. - Não, eu tentei ser o que você queria, mas não é justo para qualquer um de nós. - Ele deu um passo para frente, mas eu levantei a minha mão para detê-lo.


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- Então é isso? - Ele perguntou, parecendo derrotado. Eu balancei a cabeça e ele balançou a sua de volta. - Eu sinto muito - eu disse, e ele olhou para o chão, chutando algumas pedras. - Não sinta. Tenha uma boa vida, Sinthia. Ele se virou e voltou para seu carro. Eu respirei fundo e voltei para o dormitório. Eu estava me sentindo muito melhor sobre tudo o que aconteceu, mas eu ainda não tinha resolvido as coisas com Col in. Eu peguei minha bagagem e liguei para a empresa de táxi local. Escutei os recados da minha caixa postal, enquanto eu estava sentada na calçada esperando o taxi. Recados de Col in no meu celular variavam de triste a francamente chateado. Eu desliguei quando o táxi parou. Um milhão de pensamentos passaram pela minha cabeça, quando chegamos ao nosso destino. Eu paguei ao motorista e o observou sair na estrada até desaparecer. Eu


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me virei para olhar para o apartamento de Col in, criando a coragem de entrar.


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Capítulo Treze

- Sin!! - Col in gritou de sua janela. Eu protegi meus olhos do sol para olhar para ele. - Eu vou descer! - Ele gritou e em tempo recorde, saia pela porta da frente do prédio. Ele caminhou lentamente para mim como se eu fosse uma miragem que iria desaparecer a qualquer momento. - Eu pensei que você estava indo para casa. - Ele perguntou olhando confuso e aliviado ao mesmo tempo. - Eu estou aqui, não estou? - Sorri. Ele riu e deu um passo mais perto de mim. - Beije-a, seu idiota! - Taylor gritou da janela acima de nós. Nós olhamos para cima para


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ver Taylor, Beef e Jake olhando para nós como um espetáculo à parte. Col in passou os braços em volta da minha cintura e me puxou com força contra ele, seus lábios encontrando meu avidamente. Os gritos irromperam acima de nós quando meus pés deixaram o chão. Ele deslizou sua mão sob meus joelhos e me carregou, subindo rapidamente os degraus . - Façam algo útil e venham pegar suas coisas! - Col in gritou-se enquanto me carregava. Ele me levou facilmente, quando Beef deslizou por nós para recuperar os meus pertences. - Obrigada Beef! - Sorri. Ele virou-se para mim e piscou. Col in me beijou rapidamente no rosto quando chutou a porta da frente. Taylor e Jake estavam do outro lado aplaudindo e torcendo. -


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Eu me sinto como se eu estivesse em um filme de John Hughes, eu ri quando Col in me pôs no chão. - Este é o seu reino. Tudo o que a luz toca ... Col in começou em uma voz profunda. - O Rei Leão? Sério? - Eu dei um soco no seu braço. - Ai! Você bateu quase tão duro quanto eu! Ele gritou. - Vocês foram feitos um para o outro! -Taylor revirou os olhos. - Onde é que vamos comemorar? - Ela olhou para nós com expectativa. - Eu não sei quanto a vocês, mas eu poderia tomar uma cerveja. - Sorri. Col in me pegou e me girou.


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- Primeiro, eu tenho que fazer algo que eu tenho sonhado por meses. Ataque de cócegas! Col in gritou. - Eu a peguei. - Beef me pegou como um saco de batatas e me jogou nos seus ombro. Eu chutei e gritei quando ele se sentou comigo no balcão da cozinha. Eu ri e gritei quando eles me seguraram e Col in derramado tequila no meu umbigo e bebeu. Ele fez cócegas e eu lutei contra eles para me deixarem ir. - Tudo bem. Eu acho que ela foi torturada suficiente. Vamos festejar! - Taylor gritou. Arrastei-me do balcão e saltei nas costas de Col in. Ele me levou para baixo e fomos para Fil y, que nesta noite tinha a noite temática. 'Midnight Margarita.’


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O lugar estava lotado, como de costume e nós tivemos que lutar para chegar até o bar. Cada um de nós com sua "marguerita", voltamos para a pista de dança. "If" começou a tocar nos alto-falantes e usei isso a meu favor. Eu balancei meus quadris contra Col in. Virei-me e deixou cair as minhas mãos para o chão. Eu joguei meu cabelo para trás enquanto eu lentamente me levantava de costas colada nele, que ficou atrás de mim passando minhas mãos em meu pescoço. - Merda, Sin. Onde você aprendeu a dançar assim? - Suas mãos deslizaram para baixo em mim. - Com a televisão, duh. - Eu ri. Ele me virou, puxando-me com força contra ele. - Você não tem idéia de quantas vezes eu quis fazer isso. - Ele se inclinou e me beijou no meio da pista de dança. Nossos amigos em torno de nós gritando e batendo palmas


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como um bando de idiotas bêbados e eu adorei cada minuto. Eu senti como se estivesse no meio de uma história de amor sentimental que estava ficando melhor. - Leve-me para a cama ou me perdera para sempre! - Eu disse dramaticamente, imitando Meg Ryan em Top Gun. Achei apropriado depois de ser chamado de "companheira de fraternidade" nos últimos meses. - Você não tem que me perguntar duas vezes. - Col in levantou-me em seus braços e a multidão se abriu em torno de nós quando nós fizemos o nosso caminho para a porta. Quando chegamos ao apartamento, eu mal podia pensar direito. Eu tinha pensado neste momento há meses, mas agora que chegou, de repente senti medo.


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- Nós não temos que fazer isso agora. Nós temos todo o tempo. - Col in me tranquilizou, colocando meu cabelo atrás da minha orelha. - Cala a boca e me leve para a cama já! - Eu peguei seu rosto em minhas mãos e puxei sua boca para a minha. Ele me beijou de volta, e fomos tropeçando no corredor juntos, incapazes de soltar nossas mãos um do outro. Chegamos a seu quarto e ele chutou a porta atrás de nós, passando a fechadura na porta. - Eu deveria ter feito isso na primeira vez. Ele riu. Eu sorri, tirando minha roupa com seu rosto ficando sério. - Eu te amo, Sin. Ele respirava ofegante quando tirou sua camisa e agarrou meu rosto novamente para outro beijo. Nós entramos em colapso nos braços um do outro na cama, entrelaçados.


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- Col in... - eu sussurrei. Sua expressĂŁo parecia preocupada, como se ele tivesse ido longe demais. - Eu te amo. - Parecia um levantamento de peso enorme de cima de mim quando as palavras saĂ­ram da minha boca. Eu nunca quis algo mais do que falar essas trĂŞs pequenas palavras. Eles tinham o poder do mundo.


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Cinco anos depois ...

Abri a porta da minha casa. Era pequena, mas tinha um quintal com um bom tamanho e estava a poucos minutos do centro de Savannah. O tempo estava sempre quente e as pessoas eram incrivelmente amigáveis. A casa estava escura enquanto eu deslizava para dentro. Col in estava trabalhando até tarde hoje. Eu empurrei a porta aberta, as mãos cheias de alguns itens que eu tinha pego na padaria. Quando eu acendi as luzes, o quarto encheu de som. - Surpresa! - Todo mundo que eu amava no mundo estava lá. Taylor correu para me abraçar, inclinando-se sobre o meu estômago gigante. Minha mãe seguiu me beijando na bochecha.


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Lágrimas saltaram aos meus olhos. - Eu pensei que você não estaria aqui até o próximo mês! - Eu passei meus braços em volta do pescoço da minha mãe, apertando-a com força. - Eu não poderia perder o seu chá de bebê! Ela respondeu, agarrando o meu rosto com as mãos. - Como está meu neto? Ela colocou a mão na minha barriga. Eu coloquei a minha na dela e sorri. Meus olhos percorreram a sala, cheia de todos os meus amigos. Na parte de trás, vi Col in, sorrindo. As pessoas invadiram minha frente e eu não conseguia tirar os olhos dele.


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