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ano VII • no 40 • julho - agosto • 2011

lançamento

enCarte

anuário abla em inglês

Confira tudo sobre o x Fórum e salão abla

bolívia

destino de carros roubados de locadoras Estima-se que mais de mil veículos estejam no país, para onde são levados e trocados por drogas Esta revista tem suas emissões compensadas por restauro florestal em mata ciliar


expediente

editorial

Conselho gestor Paulo Gaba Jr., Paulo Nemer, Alberto de Camargo Vidigal, José Adriano Donzelli, Saulo Fróes, Nildo Pedrosa, Carlos Rigolino Júnior, Alberto Faria, Roberto Portugal, Valmor E. Weiss, Luiz Mendonça e Carlos Faustino. Conselho Gestor (Suplentes): Carlos Teixeira, João Carlos de Abreu Silveira, Eládio Paniágua, Luiz Carlos Lang, Cássio Lemmertz, Paulo Miguel, Alberto Nemer Neto, Reynaldo Tedesco, Marcelo Fernandes, Nelma Cavalcanti. Conselho Fiscal: Antonio Pimentel, Eduardo Corrêa, Paulo Bonilha Jr., Flavio Gerdulo, Raimundo Teixeira, Jacqueline Moraes de Mello. Conselho Fiscal (Suplentes): Joades Alves de Souza, Félix Péter, José Zuquim Militerno, João José Regueira de Souza, Marco Antonio Lemos e Emerson Ciotto. Comissão Editorial: Marco Antonio Gomes, Marcio Gonçalves, Nelma Cavalcanti Sobral e Saulo Fróes. Presidente Executivo João Claudio Bourg

Revista Locação Projeto, criação e execução: Scritta (11) 5561-6650 - www.scritta.com.br Jornalista Responsável: Paulo Piratininga (MTPS 17.095) - piratininga@scritta.com.br Coordenação geral: Diogo Cruz Redatores: Francisco Otake, Kátia Simões e Rafael Carrieri Revisão: Júlio Yamamoto e Leandro Luize Projeto gráfico e diagramação: Cris Tassi (11) 3287-0065 - cristassi@terra.com.br Impressão: Neo Band Publicidade: Cibele Cambuí (11) 5087-4831 – cibele.pqa@abla.com.br     Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis Rua Estela, 515 – Bloco A – 5º andar Cep 04011-904 – São Paulo/SP Telefone: (11) 5087-4100 Fax: (11) 5082-1392 E-mail: abla@abla.com.br Site: www.abla.com.br   SAS Quadra 01, conjunto J, 6º andar, sala 602 Edifício CNT, Cep 70070-010 – Brasília/DF Telefone: (61) 3225-6728 Fax: (61) 3226-0048   A revista Locação não se responsabiliza pelas opiniões emitidas nos artigos assinados. Permitida a reprodução das matérias desde que citada a fonte.

Novas perspectivas para os negócios O sucesso do X Fórum e Salão Abla coincidiu com o momento peculiar vivido pelo segmento de locação no país. Próximo à comemoração dos 35 anos da entidade, o evento reuniu lançamentos e novidades das principais montadoras do país, com a presença maciça das nossas novas companheiras, as chinesas – que, definitivamente, vieram para ficar.

Paulo Gaba Jr. Presidente do Conselho Nacional

Tivemos a participação de 13 montadoras e mais de 20 parceiros ligados à locação de veículos, como empresas de acessórios, companhias de seguro e peças de reposição automotivas. Destaque para as importadoras que estão investindo em nosso mercado. Para comemorar o sucesso, preparamos para você um encarte especial, com todos os destaques do Fórum. Imperdível! Falando em crescimento, esperamos continuar com o mesmo ritmo registrado no ano passado, quando batemos recorde na compra de veículos. Em média, o aumento foi sempre superior a 10% nos últimos anos. Somos o setor que mais adquire automóveis no Brasil, o que nos faz somar a uma frota de mais de 430 mil veículos, renovados a cada 15 meses. Todos esses fatores contribuem para geração de empregos, negócios, pagamento de impostos, que, consequentemente, movimentam polos turísticos, automotivos e de negócios. Entretanto, nunca se podem perder de vista os obstáculos, entre eles a grande incidência de roubos e furtos de veículos com destino à Bolívia, uma prática prejudicial a toda cadeia automotiva e que força o aumento das diárias de locação. Também temos o desafio de ampliar o número de usuários e, para isso, pretendemos também firmar parcerias com operadoras para incluir o serviço de locação nos pacotes turísticos. São missões que nos fazem trabalhar cada vez mais para oferecer ao setor o que de melhor esteja disponível no mercado. Boa leitura! Até logo!

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índice

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ENTREVISTA Conversamos com o diretor de vendas corporativas da JAC Motors, Alexandre Jaen, sobre os planos da montadora para o mercado nacional

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Bolívia na rota dos

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carros roubados Crime atinge também as locadoras de veículos

Por que o preço do etanol decolou? Confira os motivos da oscilação dos preços dos combustíveis no país

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Direção econômica Dicas para poupar combustível em seu veículo

07 Anuário em inglês 16 Locação de ônibus e caminhões 23 Salão Abla 26 Test Drive 28 Objetos de Desejo 33 Vida Executiva 34 Pit Stop 36 Artigo 6

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Roteiro de Férias: Monte Verde Aprecie um destino europeu com hospitalidade mineira


Anuário ABLA sem fronteiras Entidade lança publicação destinada ao mercado internacional Respaldada pelo crescimento da atividade de locação no país, a ABLA lançou a versão oficial em inglês do Anuário 2011, que teve sua edição brasileira divulgada no mês de maio. Pelo segundo ano consecutivo, a publicação é adaptada para um segundo idioma. Com 80 páginas, o anuário será distribuído a executivos de montadoras, empresas do setor e agentes financeiros. “Somos o mercado que mais compra veículos na América Latina e um dos quatro maiores na produção de automóveis no mundo”, afirma Paulo Gaba Jr., presidente do Conselho Nacional da ABLA. Os mercados da Europa, Ásia e América do Norte prometem investir ainda mais no Brasil e terão nesta publicação a bíblia do setor. As perspectivas justificam a produção em inglês. A expectativa é que o Brasil consiga produzir 5 milhões de carros nos próximos quatro anos, gerando para a economia nacional valores aproximados de US$ 20 bilhões. Visando aos grandes eventos internacionais que o país receberá até 2016, o setor está investindo ainda na compra de novos automóveis e trabalhando para reduzir a idade média da frota para 14 meses. A versão em inglês também pode ser conferida no site www.abla.com.br.

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entrevista

Alexandre Jaen

A

frota de veículos nas ruas brasileiras ganha novos integrantes. E eles estão dispostos a agitar. Uma das novas personagens da indústria

automotiva no Brasil, a chinesa JAC Motors apresentou como cartão de visita uma arrojada campanha de marketing, com publicidade massiva na mídia impressa e também nas grandes emissoras de TV. A revista Locação destaca essa estratégia e as perspectivas da montadora para o mercado brasileiro na ótica do Diretor de Vendas Corporativas, Alexandre Jaen. O executivo antecipa ainda as novidades que pretende reservar para o setor de locação, um dos focos de atuação da marca. Confira.

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Quais são os principais desafios da JAC para crescer no Brasil? Jaen: Qualquer empresa, para ganhar impulso no mercado nacional, precisa se pautar por quatro pilares: produto, preço, ponto de venda e promoção. Foi esse princípio que norteou nossa chegada ao país. Nosso produto é confiável, tanto que oferecemos seis anos de garantia. Realizamos 242 mudanças no J3 e no J3 Turin, e mais de 350 no J6, para adaptá-los perfeitamente ao perfil do consumidor brasileiro. O modelo exibe design italiano, concebido em conjunto com o estúdio Pininfarina. Ele é completo de série e utiliza componentes de sistemistas mundiais, como Bosch e Valeo. E tudo a uma faixa de preço adequada aos padrões de renda do país. Temos 52 concessionárias muito bem distribuídas em 14 estados, todas com profissionais altamente gabaritados e espaço físico adaptado para atender ao cliente não apenas na venda, mas também nas revisões e eventuais retornos. E, no quesito promoção, apostamos no prestígio do apresentador Fausto Silva como nosso garoto-propaganda e estamos presentes com frequência na mídia, de maneira espontânea ou via propaganda. Quais são as dificuldades de enfrentar um mercado já consolidado? Jaen: O grande desafio é se lançar em um mercado repleto de marcas consolidadas no que se refere a imagem, pontos de venda e produtos. E para isso necessitamos de um investimento agressivo, como os R$ 380 milhões destinados à produção, distribuição


Existe algum diferencial que a montadora chinesa oferece ao mercado brasileiro? Jaen: Garantia de seis anos, além de ótima relação custo-benefício.

Como tem sido 2011 para a montadora? Depois do J6, outro modelo pode ser esperado para este ano? Jaen: Começamos a comercialização em 18 de março e, desde então, já atingimos 1% das vendas. Isso representa Divulgação Jac Motors do Brasil

Qual é a previsão de crescimento para os próximos cinco anos? Jaen: A meta é atingir 3% do share do mercado rapidamente, por meio de uma substancial capilaridade da nossa rede e do lançamento de mais modelos. Mas não realizamos projeções de longo prazo.

Como a JAC Motors enxerga o setor de locação? Jaen: A participação das locadoras nas vendas do mercado automobilístico deve ser superior a 10% neste ano, o que já denota a importância desse segmento para nossas operações. Além do grande volume que as locadoras compram anualmente, a venda para o setor permite aos clientes testar nossos carros e, consequentemente, maximizar a divulgação. Nossa estratégia é negociar com as empresas que atuam na locação diária com capilaridade de rede e na terceirização de frotas. Queremos que esse setor associe a JAC diretamente à relação custo-benefício.

e divulgação em 2011. Porém, em até quatro anos, o número de unidades/ano comercializadas no mercado nacional deve aumentar em até 5 milhões, sem contar o fato de o brasileiro ser naturalmente receptivo a novas marcas.

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entrevista

Qual é o principal fator de crescimento para o setor: carros mais baratos ou parcerias com locadoras? Jaen: O principal fator é o avanço da economia brasileira, independentemente da prioridade de cada montadora. A JAC pretende vender apenas veículos compactos no Brasil? Jaen: Já lançamos o J6, que possui uma das maiores dimensões do mercado brasileiro. Em março do ano que vem, temos o lançamento do J5, um sedã médio. O mercado de frota é uma tendência mundial para as montadoras? Jaen: O mercado de frota representa uma fatia importante do total de veículos comercializados no país, algo em torno de 20%. Ele opera em paralelo ao varejo, representando um excelente canal de vendas,

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além de ser menos impactado por políticas de restrição de crédito e pela volatilidade da economia atual. A reposição de peças é um problema por se tratar de carros importados? Jaen: Não. Mantemos um galpão de peças de 15 mil m² em Barueri (SP), abastecido por navios a cada 15 dias. O centro consegue distribuir peças até um dia após o pedido em um raio de 500 quilómetros. Divulgação Jac Motors do Brasil

mais de 10 mil unidades vendidas em quatro meses. Foi um ótimo começo. Até o fim do ano, devemos vender cerca de 45 mil veículos.


ABLA no Salão do Turismo O Programa Nacional de Qualificação e Capacitação da ABLA foi um dos destaques da 6ª edição do Salão do Turismo - Roteiros do Brasil, realizado no Palácio de Convenções do Anhembi. Instalada no estande do Ministério do Turismo, que abordou o Bem Receber Copa, a equipe da associação cadastrou interessados em participar dos seus programas de qualificação.

Novo Focus A Ford começa a testar a nova geração do Focus no Brasil. O modelo, que já é comercializado na Europa, deverá começar a ser vendido no Brasil em 2012 ou 2013, conforme as vendas da geração atual. A montadora aposta no design do veículo agregado a bons preços e alinhado ao pacote de equipamentos. É aguardar para ver mais este lançamento que promete agitar o mercado. Divulgação Ford

Francisco Filho

Pit stop


CAPA

Uma frota brasileira nas ruas da Bolívia Estima-se que mais de mil veículos roubados ou furtados das locadoras estejam no país, para onde são levados e trocados por drogas. O problema está longe de ser resolvido

J

á era madrugada quando, acompanhado da polícia, Alvani Laurindo, 62 anos, avistou a caminhonete Toyota Hilux, novinha, pronta para atravessar a fronteira do Brasil com a Bolívia. “Por pouco não perdi o veículo. Só consegui recuperá-lo porque contei com a ajuda de um amigo, um coronel que mandou fechar a fronteira”, relata. Há 28 anos no setor de locação e 17 à frente da

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rede de locadoras Yes Rent a Car, da qual é um dos sócios, o empresário já acumulou muitos prejuízos. Entre eles, a tentativa de resgatar um automóvel de luxo roubado em Várzea Grande, na Grande Cuiabá, e enviado para Santo Inácio, cidade boliviana a 600 km de distância. “Acompanhado do cônsul da Bolívia, eu viajei até lá, contratei um advogado por US$ 1 mil e até agora estou esperando a resposta. Já se

vão mais de três anos”, ressalta. “Não é um país sério. Às vezes, é melhor você recomprar o próprio carro por US$ 4 mil do receptador do que ter de adquirir uma caminhonete nova para recompor a frota.” Para reduzir a incidência de roubo e dificultar a ação dos ladrões, o empresário passou a rastrear a frota de sua locadora – primeiramente os caminhões,


para além da fronteira, estamos perdidos”, assegura. Alvani Laurindo não é o único a colecionar histórias de carros roubados e enviados aos países vizinhos. “Os roubos acontecem das mais variadas formas”, destaca Marco Lemos, 53 anos, que desde 2000 administra uma franquia da Yes em Campo Grande (MS). “O maior problema está em lidar com clientes de posse de cartões clonados e documentos falsos. As cópias são tão bem feitas que tornam a detecção quase impossível”, afirma Lemos.

“Também é bastante comum o carro ser roubado no Brasil e vendido ou trocado por drogas na Bolívia. Dias depois, alguém entra em contato afirmando que o carro foi dado como garantia de um empréstimo e que você é responsável pela quitação.” A saída encontrada pelos donos de locadoras dos estados que fazem fronteira com a Bolívia é treinar a equipe e contar com o feeling do atendente na hora de liberar a locação. Recentemente, três homens de terno chegaram a pé e se apresentaram à locadora

depois as caminhonetes e por fim os veículos executivos. Até 2012, a proteção será estendida também aos carros populares. Atualmente, a locadora paga à empresa R$ 200 pelo equipamento e R$ 20 por carro rastreado via satélite. “Tem dado resultado, porque, se dependermos de terceiros para recuperar os veículos roubados e enviados

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capa habitantes que faz fronteira com o estado de Mato Grosso, que possui 750 km de fronteira com a Bolívia, um dos maiores produtores de cocaína do mundo. Segundo a polícia, as quadrilhas costumam passar com carros e drogas por estradas de terra, que cortam fazendas, onde não há fiscalização. Os fazendeiros, com medo, pouco colaboram. O resultado são centenas de automóveis brasileiros circulando em território estrangeiro com documentação ilegal ou amontoados em desmanches. E o pior: correndo o risco de ser legalizados pelo governo local.

Programa de recuperação

de Laurindo, em Várzea Grande, em pleno domingo. Alegando serem advogados, exibiram o cartão de visitas e solicitaram a locação do veículo. “A atendente logo desconfiou. Ninguém chega de terno a pé para alugar um carro. Dito e feito, eles mudaram de endereço e outro parceiro caiu no golpe”, lembra.

Apesar de os esforços terem sido redobrados, a situação está longe de ser resolvida. De acordo com a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), pelo menos mil carros dos cerca de 1,2 mil associados da entidade estão na Bolívia. O principal destino é San Mathias, cidade com 10 mil

 Estima-se que mais de 4 mil veículos brasileiros estejam na

Bolívia  Segundo a Polícia Federal, 2,7 mil carros brasileiros se encontram no país vizinho  Com a legalização de veículos roubados, o governo boliviano espera arrecadar US$ 200 milhões  O preço dos carros vendidos na Bolívia não chega a 20% do cobrado nas concessionárias brasileiras

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A Abla lançou recentemente um programa de recuperação dos seus veículos furtados e levados à Bolívia. “Identificamos um tipo de golpe em que o cliente alugava o carro por até seis dias e depois de ter sido roubado, mas essa mesma pessoa cruzava a fronteira”, comenta Paulo Gaba Jr., presidente do Conselho Nacional da associação.


Celebração

ABLA prestigia senador de Minas Gerais A diretoria da ABLA compareceu ao jantar comemorativo em homenagem ao senador mineiro e atual presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) Clésio Andrade, realizado no dia 25 de maio, em Brasília / DF. O presidente do Conselho Nacional, Paulo Gaba Jr., o presidente executivo João Claudio Bourg e o diretor adjunto Weber Mesquita prestigiaram o evento. “As entidades nacionais estão empenhadas em dicutir e apoiar medidas que beneficiem o setor de transporte e locação de veículos”, destaca Gaba Jr. Empresário de transporte e líder classista, Clésio Andrade também é fundador do Serviço Social do Transporte (Sest) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), entidades civis sem fins

lucrativos que têm como objetivo a profissionalização e a valorização dos trabalhadores, dos transportadores e de todo o segmento do transporte brasileiro.

Executivos da AblA durante cerimônia em Brasília

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Aluguel

Divulgação Ford

Sinal verde para ônibus e caminhões

N

o início deste ano, a ABLA deu início a um trabalho de identificação do potencial de um novo negócio para as locadoras de veículos de todo o país. A locação de ônibus e caminhões, muito utilizada no exterior, poderá impulsionar ainda mais o mercado de terceirização de

frota, que já corresponde a 56% do faturamento do setor. E o futuro já chegou a Maceió, capital alagoana. A locadora Rota Car, uma das pioneiras no aluguel de caminhões, começou a oferecer esse serviço há dois anos. “É um segmento que cresce em todo o país. Incrementamos o faturamento

em torno de 20% desde que iniciamos essas operações”, afirma o sócio-administrador Lusirlei Albertini. A frota dispõe atualmente de 18 caminhões, destinada especialmente a empresas de construção civil, cerâmica e produtos químicos. As vendas nesse mercado

A locação de veículos pesados começa a avançar no Brasil, acompanhando mercados como Estados Unidos e Europa 16

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na diminuição do número de empresas e executivos parados no trânsito das grandes cidades, além da redução de custos para terceirizados. E a iniciativa deu certo!

Freios para o crescimento O transporte privado de passageiros é uma atividade muito comum nas grandes cidades brasileiras. Somente em São Paulo, esse serviço representa 20% do transporte urbano. Cerca de 1,5 milhão de pessoas se utilizam dos ônibus para se locomover na metrópole diariamente. Entretanto, há um problema corriqueiro que parece ser difícil de solucionar: o trânsito. Essa categoria de locação encontra ainda o sinal vermelho da legislação, que proíbe as locadoras de transportar passageiros em razão das diferenças de pagamento de tributos. Para Jorge Miguel, diretor executivo do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento e

para Turismo de São Paulo e Região (Transfretur), as locadoras podem oferecer esse serviço, mas com outro foco. “Acredito que parcerias entre locadoras e empresas de transportes seriam a solução para o impasse. Atuando juntas, não haveria problemas legislativos”, opina. “Os serviços de transporte de passageiros tendem a crescer, ainda mais por causa de grandes eventos que estão por vir. A exemplo de outros países que investem no transporte, o país segue no rumo para a abertura de novos nichos de mercado”, complementa.

Divulgação Volkswagen

cresceram 17% no primeiro semestre diante dos 10% de todo o setor automobilístico, índice que permite às locadoras oferecer planos de descontos por meio de parcerias com empresas que necessitam desses serviços, além de abatimentos de impostos, como PIS e Cofins. Como resultado, mais comodidade e economia para quem procura alugar um caminhão e, para a locadora, alto valor agregado em seu portfólio de serviços. Quanto aos ônibus, eles podem ser utilizados também para turismo. Acordos de locadoras com operadoras e agências de viagem são uma alternativa encontrada por locatários para oferecer um serviço diferenciado. “Ao buscarmos esse modelo de parceria o objetivo foi para que os clientes possam fechar pacotes para grupos de até 30 ou mais pessoas”, reforça Paulo Gaba Jr., presidente do Conselho Nacional da ABLA. Os exemplos são promissores, mas apenas engatinham no mercado nacional. Essa tendência já é realidade nos Estados Unidos, na Austrália e em alguns países da Europa, como Alemanha, França e Itália. Essas nações começaram a promover programas de locação de ônibus e caminhões apostando

• As vendas de caminhões Volkswagen no setor de locação já correspondem a 3% • O setor de locação de caminhões e ônibus tem uma fatia inserida nos 56% dos contratos de terceirização de frota julho • agosto 2011

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ECONOMIA

Por que o preço do etanol decolou? Valor do combustível registra alta de 24,25% no primeiro semestre deste ano

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om o advento dos carros flex, os motoristas brasileiros têm a possibilidade de escolher qual combustível usar para abastecer seus veículos. A grande dúvida surge no momento de optar pela gasolina ou pelo etanol. Como saber qual é a opção mais vantajosa e econômica para o bolso do consumidor? No primeiro semestre deste ano, o preço do etanol oscilou muito, o que despertou ainda mais dúvidas. Em pleno período de safra da cana-de-açúcar, o valor do etanol aumentou em todo o território nacional. No primeiro semestre de 2011, o combustível chegou a subir até 24,25%. Em junho, o preço médio do litro ficou em torno de R$ 1,94, o maior índice para o período nos últimos dez anos, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com investimentos do governo no plantio da cana-de-açúcar, recordes de safra no ano passado, período de colheita e extração da matéria-prima, o efeito deveria ser contrário. Normalmente, a queda de preço começaria nos meses de abril e maio, 18

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estendendo-se para os meses de junho e julho por causa da alta na produção. Mas o aumento logo no fim de junho significou um sinal de alerta. Mas quais seriam as razões que levaram a essa decolada? Uma conjunção de fatores explica o atual panorama. A produção de veículos bicombustíveis atingiu 2,9 milhões de unidades – 200 mil a mais na comparação com a safra 2009/2010, um adicional de consumo em torno de 5 bilhões de litros. O preço do açúcar no mercado internacional também contribuiu para estancar o recuo dos preços. Muitas usinas brasileiras aproveitaram o momento para

vender mais açúcar ao exterior, produzindo menos etanol. E a safra da cana-de-açúcar deste ano ainda não foi tão proveitosa quanto a do ano anterior, incrementando a defasagem de produção. Outro motivo está na exportação da matéria-prima. O Brasil é responsável por uma das maiores produções de petróleo do mundo e comercializa etanol para outros países a preço muito inferior ao do mercado interno. O combustível no Brasil é carregado de impostos diversos, o que encarece demais o produto. A lei da oferta e da procura é motivo para que o combustível fique valorizado.

Motivos do aumento do etanol defasagem: a safra da cana-de-açúcar não foi tão proveitosa como no ano passado exportação: com o açúcar em alta no mercado internacional, muitas usinas preferi-

ram fabricar o produto Carros flex: a alta demanda na produção de veículos contribuiu para o aumento do preço

Etanol na frente Tomando como base indicadores da ANP, os estados de Goiás, Mato Grosso e São Paulo são os únicos onde o etanol ainda é compensador. O litro mais barato do brasil vai para o tanque dos mato-grossenses, para os quais os postos vendem o litro de etanol a R$ 1,66 em média. Já os motoristas de São Paulo encontram o álcool a R$ 1,81. Completa o ranking o Paraná, que cobra em média R$ 1,84. Mesmo assim, a gasolina continua a ser a alternativa mais econômica.

Se você é um daqueles motoristas superatentos ao orçamento no fim do mês, saiba que há um cálculo rápido para concluir qual combustível usar na hora de abastecer. basta dividir o valor do litro do álcool pelo da gasolina. Se o resultado for inferior ou igual a 0,7, ponto para o etanol. Caso contrário, não hesite em escolher a gasolina. O importante é o motorista ter a consciência de que ele tem opções para abastecer.

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AEROPORTOS SERVIçO

Direção econômica 20

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Seguem as principais dicas de especialistas: •

Calibrar sempre os pneus permite que o veículo desenvolva velocidades constantes, sem forçar o motor durante o trajeto

Nas estradas, evite abrir totalmente as janelas. o vento que vai para dentro do veículo empurra o carro para a direção contrária

ao encontrar um semáforo, o motorista pode antever o que vai acontecer. Não freie nem acelere bruscamente. Encontre o equilíbrio ideal e reduza aos poucos. Assim, ao abrir o semáforo, o veículo pode seguir sem paradas

a manutenção em dia também é essencial na hora de economizar combustível. Verificar se as velas estão em bom estado, checar as trocas de óleo e de filtro e cuidar da limpeza dos bicos são boas dicas

Não tenha preguiça de trocar as marchas. trocas até 2.500 rpm são suficientes para que o motor trabalhe adequadamente ande sempre com a marcha engrenada, pois não há consumo de combustível após retirar o pé do acelerador

nunca é demais lembrar: abasteça com combustível de qualidade.

Se o motorista gasta R$ 500 de combustível por mês, ele pode ter uma economia de R$ 150, o que em um ano significa que ele economizou R$ 1.800. Com esse valor, é possível quitar o seguro de um automóvel no valor de R$ 29 mil. Portanto, cabe ao motorista zelar pela economia e por um ar mais limpo.

Conduzir o veículo e ainda economizar não são tarefas tão simples

M

uitos motoristas reclamam ao dizer que o seu veículo está “gastão”, isto é, consumindo mais combustível do que deveria. Alguns sabem como economizar, mas pouquíssimos aplicam a regra na hora de conduzir o veículo. Há aquela turma que julga conhecer a técnica, mas acaba dirigindo de forma errada, colocando em risco a segurança dos demais motoristas. Pequenas atitudes ao volante fazem toda a diferença para poupar o consumo de combustível. Uma condução mais econômica pode reduzir o consumo em até 30%, além de contribuir para diminuir a emissão de gás carbônico na atmosfera. O meio ambiente agradece e o seu bolso também.

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Divulgação Effa Motors

notas pit stop

Na cola do Eco... A francesa Renault pretende lançar no Brasil um concorrente similar ao Ford Ecosport, que domina o setor desde 2003. O Duster, como deverá ser chamado, será fabricado na planta de São José dos Pinhais (Paraná) e exportado para a Argentina. Seu lançamento oficial está marcado

Divulgação Renault

Nova fábrica no Brasil

para novembro, com valor inicial de R$ 50 mil.

A empresa brasileira Effa e a montadora chinesa Lifan assinaram acordo para a construção de uma planta no Brasil, com capacidade para 10 mil unidades por ano. O investimento gira em torno de US$ 100 milhões. Serão produzidos os modelos 320 e 620, vendidos por R$ 29.380 e R$ 39.980, respectivamente. Hoje em dia, esses carros são fabricados no Uruguai. O local da unidade ainda será divulgado.

O presidente do Conselho Nacional da ABLA, Paulo Gaba Jr., representou a entidade no Entur Encontro Nacional de Turismo, realizado no Centro de Convenções da Bahia, nos dias 18 e 19 de agosto. O executivo foi um dos palestrantes, com o tema Como ganhar dinheiro com aluguel de carro. O evento teve o objetivo de fomentar negócios entre operadores, agentes de viagens, hotéis, resorts, companhias aéreas e destinos turísticos.

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Divulgação Volkswagen of Americ

Entur - Encontro Nacional de Turismo

Até que enfim! Enquanto rodamos ainda com a quarta geração do Volkswagen Golf, a imprensa mundial já repercute o lançamento da família VII, que pode desembarcar em terras brasileiras. Por enquanto, o veículo só anda em mula de testes em carros da sexta geração. É provável que o novo Golf só circule por aqui no fim do segundo semestre de 2012. Contagem regressiva!


Mais de 1,6 mil pessoas no X Fórum e Salão ABLA Público recorde debate novos cenários para a atividade de locação

O

tema Modernizar para Perpetuar foi muito bem escolhido para representar o que foi a décima edição do Fórum e Salão Nacional da Indústria de Aluguel de Carros, realizado nos dias 9 e 10 de agosto no Transamérica Expo Center, em São Paulo. O evento congregou mais de 1,6 mil pessoas (empresários e profissionais do setor de locação e automotivo), que puderam observar as novidades das montadoras nos estandes e debates com palestrantes renomados do setor que estarão em destaque na matéria das páginas 24 e 25. Foram cerca de 20 expositores, entre montadoras, importadoras, empresas de tecnologia e logística, seguradoras e eletroeletrônicas. A feira contou pela primeira vez com a participação de montadoras chinesas e a adesão de marcas premium como Audi e BMW. A expectativa é que o salão tenha gerado em torno de R$ 50 milhões em negócios. Parte desse volume proveio das locadoras, que aproveitaram a presença das montadoras para viabilizar a renovação da frota, hoje em torno de 430 mil veículos.

Atualmente, cerca de 40% do faturamento do setor é proveniente do turismo, mas esse número poderá crescer até o fim do ano e alcançar quase 50% de um mercado de R$ 5 bilhões. Segundo Paulo Gaba Jr., presidente do Conselho Nacional da ABLA, a receita oriunda do turismo de lazer aumentou 25% desde o início do ano. “Estamos crescendo, em média, mais de 10% ao ano, o que exige parcerias e uma aproximação cada vez maior com as operadoras de viagem”, acredita. Hoje, os 35 anos de existência da associação coincidem com um momento para lá de positivo. “Hoje o mercado de aluguel de veículos é o que mais compra automóveis no Brasil, e uma das tendências é de que o setor se consolide como um dos maiores do mundo”, avalia Gaba. O evento terminou com o sorteio do carro J3, da JAC Motors. O felizardo foi o empresário Pedro Manuel Brandão, da locadora Prime Plus, de Fortaleza (CE). Acompanhe mais detalhes do salão em um encarte especial de oito páginas anexado a esta edição.

Principais expositores Audi brasil Distribuidora de Veículos Autoservice logística bMW do brasil Mini CN Auto Effa Motors Euro IT Soluções em Tecnologia Fiat Automóveis Flash Engenharia Ford Motor Girotondo H-buster JAC Motors brasil lifan Mongeral Aegon Nissan do brasil Peugeot Renault Rontan Eletro Metalúrgica Segplus Serviços e Corretagem Fenaloc - Federação Nacional das Empresas locadoras de Veículos Automotores ST - Corretora de Seguros Volkswagen do brasil Outros

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PQA

Fórum destaca Núcleo do Conhecimento Palestras mobilizaram diferentes segmentos da economia

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programação do X Fórum e Salão Nacional da Indústria de Aluguel de Automóveis 2011 contemplou a realização de palestras do II Núcleo do Conhecimento. O encontro reuniu especialistas, líderes e profissionais do setor de locação que abordaram temas voltados para o fortalecimento da gestão empresarial

líbano barroso, presidente da TAM Tema: Aviação e locação de veículos: sinergia

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e para o aumento da qualidade nos atendimentos e nos processos internos. Ao todo, foram 11 apresentações com foco em temas do momento – tributos e legislações pertinentes, sustentabilidade, gestão, inovação e liderança. “A importância da qualificação profissional aos associados da ABLA foi o ponto fundamental na

Waldez ludwig, psicólogo e consultor em gestão empresarial Tema: Criatividade e inovação nas empresas

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escolha dos participantes do Núcleo do Conhecimento. Os temas foram atuais e focados no nosso negócio. Conseguimos aliar profissionais competentes em suas áreas de atividade e que estão antenados com o atual panorama da locação”, enaltece José Adriano Donzelli, coordenador do PQA e presidente da Federação Nacional das Locadoras (Fenaloc).

Cecília lodi, consultora de empresas familiares em Governança e Sucessão Empresarial Tema: Gestão empresarial

adriano Castro, assessor jurídico do Sindloc-MG e da ABLA Tema: Tributos como aliados


Durante os dois dias de evento, os 11 palestrantes foram prestigiados por mais de 400 representantes de locadoras de todo o país, associados à ABLA. Confira a lista dos palestrantes e os assuntos debatidos.

Fred Carvalho, jornalista e especialista da indústria automobilística Tema: O carro do futuro e sustentabilidade

valdner Papa, professor de gestão automotiva da Dom Cabral Tema: O mercado de carros usados: desafios e oportunidades para as locadoras de veículos

marcelo araújo, advogado especialista em trânsito Tema: Resolução Contran 151 - Multa por não identificação do condutor infrator imposta a pessoa jurídica

marcelo nogueira, gerente comercial do Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária) Tema: Reparabilidade: qualidade, redução de tempo e de custo

martín sánchez Zinny, diretor regional para o Cone Sul da CIT – Câmara Interamericana de Transportes Tema: Logística en situáción de emergencia y desastres

Zanone Campos, CEO internacional da FGV Tema: Liderança e o novo olhar para os negócios com foco nas pessoas

José adriano donzelli, presidente da Fenaloc (Federação Nacional das Empresas Locadoras de Veículos Automotores) Tema: Preço certo

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Test Drive

E os chineses estão chegando *João Claudio Bourg

Fotos divulgação Jac Motors Brasil

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JAC Motors chegou ao Brasil no início deste ano com a abertura de 50 concessionárias e investe no mercado apostando no baixo preço, mas acompanhando um pacote recheado de equipamentos. O J3 é completo, com arcondicionado, direção hidráulica,

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vidros elétricos (nas quatro portas), travas e retrovisores elétricos, rodas de liga leve (de aro 15), ABS com EBD e airbags dianteiros de série. O valor de seguro também ajuda o chinês. O modelo é o segundo hatch pequeno mais fácil e barato de reparar, com índice 13 (em uma escala que varia de 10 a 60, sendo

que, quanto menor for o índice, mais barato e mais fácil será o custo do reparo), de acordo com o índice Car Group, do Cesvi. A posição de dirigir é alta, com ajuste na coluna de direção. O painel tem iluminação azul com ponteiros vermelhos. Conta-giros e velocímetro são concêntricos.


* João Claudio Bourg é presidente executivo da ABLA

COMPACTO SURPREENDE EM RELAÇÃO AOS RIVAIS, POR ENTREGAR MAIS E COBRAR MENOS O que impressiona no carro é o tamanho do espaço interno para ocupantes com mais de 1,80 metro. O porta-malas comporta 346 litros. bate os 327 litros e é o maior da categoria superando até o do Honda Civic, um sedã médio, em 6 litros. O motor 1.4 rende 108 cv a 6.000 rpm a gasolina. O carro se mostra seguro em ultrapassagens tanto no trânsito, quanto em estradas. Talvez o único ponto negativo seja o torque de 14,1 mkgf, que surge a altos 4.500 rpm, característica de um motor multi-válvulas. Mas, graças ao bom isolamento acústico da cabine, não chega a atrapalhar tanto; aliás, o nível de ruído é muito baixo para essa categoria de veículo. Os engates do câmbio do JAC são leves e precisos, com exceção da ré, que às vezes não engata logo de primeira.    As revisões com preço fixo são outro exemplo da estratégia de vendas da JAC. São realizadas a cada 5mil km, fora a primeira, gratuita, aos 2,5 mil km. Como as trocas de óleo têm de ser feitas nos mesmos intervalos, as concessionárias da JAC Motors querem

acompanhar o nível de satisfação do serviço com os consumidores, estreitando o relacionamento com as redes. Mesmo mais frequentes, mantidos os preços atuais, elas deverão custar menos que as de seus oponentes até os 60 mil km. Somadas, ficarão em R$ 1.575. Adicionada ao bom custo-benefício, a garantia de seis anos é outro diferencial, inclusive para as locadoras. O comportamento do J3, é tão satisfatório quanto o de veículos concorrentes, mostra que o veículo é uma opção interessante para quem quer segurança e economia na hora da manutenção. As dúvidas do setor resumem-se à disponibilidade de peças e ao valor de revenda. Ao participar do X Fórum e Salão AblA, a JAC sinalizou que chegou com seriedade e pra valer, deixando claro que estará atenta principalmente a estes dois itens.

Há também marcadores de temperatura do motor e do nível de combustível nas laterais do painel. Apesar da altura da suspensão, o veículo se mostrou firme em curvas de alta velocidade sem deixar de abrir mão da relação de conforto e dirigibilidade. Ele ainda encara com facilidade absorção de buracos e lombadas com maciez.

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lUXO

Objetos de Desejo Quem seguir as dicas desta edição terá a chance de relembrar momentos da infância, degustar um bom vinho, adoçar sua vida e planejar uma viagem a dois. Aproveite e convide os amigos para um churrasco profissional no fim de semana. Mergulhe nessas ideias! Brinquedo de gente grande Os colecionadores de miniaturas podem adicionar mais um item na lista de desejos. Com ares retrô, a van era a favorita dos surfistas norte-americanos nos anos 50. O charme fica para as duas pranchas na capota do carro. Feita de metal, a peça mede aproximadamente 22 cm (altura) x 18,5 cm (largura) x 37 cm (comprimento). Preço aproximado: R$ 150. Importado pela Full Fit. Telefone: 11/3577-0585

Cada mergulho é um flash Para registrar momentos especiais, a câmera COOLPIX S3100 da Nikon diferencia-se por funções como o modo Animal de Estimação – tecnologia que focaliza automaticamente a face do animal de estimação e, em seguida, dispara também automaticamente o obturador. Além disso, há o Retoque Rápido e o recurso de autofoco com Prioridade de Rosto, com avançada tecnologia de detecção de rostos e capacidade para focalizar até 12 pessoas. Disponível nas cores prata, preta, rosa e violeta. Preço sugerido: R$ 499. Site: www.nikon.com.br

Para curtir a dois Encravado na paradisíaca Praia de Cumbuco, no Ceará, o Vila Galé Cumbuco é o destino ideal para curtir a dois. Além da natureza exuberante, o hotel conta com quatro restaurantes, cinco bares, uma piscina de 2,2 mil m², 465 apartamentos e chalés, além de um Spa Med. O sistema é all inclusive e a diária para casal é de R$ 720.

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Pisadas com estilo Seguindo as tendências da moda, a sugestão são a bota de couro da Samello com cadarço, costuras aparentes e solado de borracha. Na cor conhaque, o modelo vai bem com jeans e outras produções mais casuais. Preço: R$ 309. SAC (16) 3711-2450


Boa safra

Aroma verde Em complemento ao conceito da marca, a fragrância masculina Lacoste Vert apresenta um aroma fresco e natural, graças à combinação de notas cítricas de bergamota, verbena e grapefruit. Essa mistura harmoniosa é equilibrada por uma nota de coração relaxante de lavanda azul, tomilho, folha de violeta e figo. Na base, há um aroma de bambu fresco que reproduz a sensação de madeira verde. Preços sugeridos: R$ 120 (30 ml) e R$ 250 (100 ml). SAC 0800-7725500

Ter uma superadega em casa faz toda a diferença na hora de armazenar e escolher os vinhos favoritos. Da Dynasty Eletro, a Adega Termoelétrica comporta 12 garrafas. Com tecnologia de ponta, ela dispõe de um sistema de luz interna que permite a visualização dos rótulos sem a necessidade de abrir a porta. O acionamento é feito no painel da adega, que também apresenta display de LCD. Preço: R$ 449, à venda na Tabacaria Fidel. Telefone: 11/3024-3742

Doce sabor São 3,5 cm de puro sabor. Assim podem ser definidos os mini-cupcakes produzidos pela Pricake, sem leite nem ovos, e os únicos com denominação de origem. São 36 sabores, entre eles de maçã, chocolate com maracujá, pistache e frutas vermelhas, decorados um a um. Preço: R$ 2,20 a unidade. www.pricake.com.br

Kit para seu churrasco Churrasco que se preze exige acessórios especiais. Uma dica é o jogo com 24 peças de inox, entre pegadores, facas, pinças e espátulas que facilitam o preparo das carnes. Os utensílios são organizados em uma elegante maleta. Da Dinasty Kitchen, por R$ 349 e à venda na Villa Cuccina. Telefone 11/5181-5961

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TURISMO

SUÍÇA COM

JEITINHO DE

MINAS

Pegue um carro e desvende o acolhedor destino de Monte Verde, sob as bênçãos da Serra da Mantiqueira

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magine acordar com aquele dia maravilhoso de sol, despertar a família, colocar as coisas no carro e pé na estrada. E com destino à simpática e acolhedora Monte Verde, em Minas Gerais, distante apenas 166 km de São Paulo. A paisagem coberta por serras denuncia um destino com ares europeus e um recanto preferido por casais e famílias. A exuberância da Mantiqueira emoldura o cenário da viagem, ideal para quem quer alugar um carro. Distrito pertencente à cidade de Camanducaia, Monte Verde apresenta inúmeras credenciais que a qualificam como uma estância climática. Situada a 1.554 metros acima do nível do mar, a cidade possui temperaturas

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muito baixas no inverno (podendo atingir 0 C). Mas o clima típico é apenas parte da associação com a Europa. Colonizada por letões, alemães e italianos, a vila conserva a gastronomia e a arte do Velho Mundo, muito bem casadas com a hospitalidade de excelência e a culinária brasileira. Os ares de Monte Verde formam a atmosfera certa para o romance. O clima frio atrai casais apaixonados, com direito a atrativos como o pôr do sol nas montanhas, as lareiras, as caminhadas e os passeios a cavalo. Os restaurantes da vila também dão sua contribuição, deixando as luzes baixas e a iluminação a velas, além de uma variada carta de vinhos.


descanso

Fotos Associação de Hotéis e Pousadas de Monte Verde

A dica imperdível é a gastronomia local, que sobressai com influências da deliciosa cozinha mineira e europeia. Não deixe de experimentar o nhocão recheado, a truta e a piranha na pedra. Para as receitas açucaradas, aprecie o strudel e os doces artesanais. E não se esqueça dos saborosos fondues de carne, queijo e chocolate. Aproveite ainda para conhecer as lojas de artesanato, onde se encontram de cerâmicas e porcelanas a tapetes e vasos. Atividades de aventura estão à disposição, com atrações como patins no gelo e paintball. Antes ou depois das refeições, é aconselhável dar uma volta pela avenida principal com o mesmo nome da vila. O trajeto é repleto de lojas que exibem o artesanato, a malharia, os queijos e a arte local. E, se quiser botar o pé na estrada mais uma vez, que tal uma parada em cidades próximas no interior paulista, entre elas Atibaia, Serra Negra e Bragança Paulista?

Para completar o clima europeu, apenas 700 metros separam o centro de Monte Verde da Pousada Moinho Velho (www.pousadamoinhovelho.com.br). O empreendimento ostenta o estilo de uma autêntica mansão inglesa, com acomodações em torno de um jardim planejado. São 16 suítes e 11 chalés para até seis pessoas, piscina com bar molhado e cascata, mirante com vista privilegiada, ofurô, sauna seca e a vapor, salão de jogos, american bar, restaurante e estacionamento. O café da manhã colonial, incluído na diária, reúne mais de 40 itens. E quem vai com os filhos pequenos pode acomodar duas crianças de até quatro anos no mesmo apartamento, sem custo.

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Como chegar Saindo de São Paulo - Siga pela Rodovia Fernão Dias (BR-381) até a cidade de Camanducaia (utilize a saída 918). A partir daí, acompanhe as placas de sinalização. São mais 30 quilômetros até a vila. Saindo do Rio de Janeiro - Siga pela Via Dutra em direção a São Paulo até a altura de Jacareí (Km 72), pegue a Rodovia D. Pedro I (SP-065) até Atibaia e entre à direita na Fernão Dias. Principais distâncias de Monte Verde Camanducaia

30 km

São Paulo

166 km

Campinas

160 km

Rio de Janeiro

541 km

Belo Horizonte

483 km

Brasília

1.065 km

Fonte: Guia Monte Verde

Acesse todas as locadoras da região associadas à ABLA no site www.abla.com.br

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Saindo de Belo Horizonte - Utilize a Avenida Amazonas para sair de Belo Horizonte e prossiga até entrar na Rodovia Fernão Dias, rumo a São Paulo; a partir daí, continue sempre em frente, até a cidade de Camanducaia. Saindo de Brasília - Saia pela BR-040, passando por Luziânia e seguindo até Cristalina (percurso aproximado de 129 km). Ali, entre na BR-050 e continue sempre por ela, passando por Uberlândia e Uberaba e seguindo rumo a São Paulo. Já em terras paulistas (onde a rodovia passa a se chamar Anhanguera (SP-330), continue até a entrada de Campinas e pegue a Rodovia D. Pedro I (SP-065) até Atibaia; entre à esquerda na Fernão Dias até Camanducaia.


VIDA EXECUTIVA

Fora de Série - Outliers O livro conta a trajetória de sucesso de celebridades como Bill Gates e Mozart, na visão peculiar de Malcolm Gladwell, jornalista britânico radicado no Canadá e atualmente vivendo em Nova York. Todos os personagens citados são reconhecidos por uma atuação fenomenal e também por trabalhar duro, para atingir a perfeição. É com base nessa premissa que o autor sustenta a seguinte tese: são necessárias nada menos do que 10 mil horas de prática para se obter um nível de excelência em qualquer atividade - o equivalente a três horas por dia de treinamento durante dez anos.

Pôquer na rede Cresce cada vez mais o número de praticantes do pôquer na internet. O portal pokerstars.net, o maior do mundo, registra uma média de 160 mil pessoas distribuídas em 23 mil mesas. O site chega a ter picos de mais de 200 mil jogadores apostando valores milionários. Resorts e até emissoras de televisão já descobriram o potencial do esporte, recebendo, organizando ou transmitindo competições. E um detalhe: quase 50% do número de jogadores inscritos no portal são brasileiros como André Akari, comentarista de pôquer no canal ESPN. “Não existe esse papo de jogo de azar. Se eu disputar 100 vezes com um iniciante, ele pode ganhar até 30. Eu ganho as outras 70”, acredita.

Segredos de um bom martini A bebida preferida de James Bond, o dry martini, não é tão simples de preparar como nos filmes. Há vários cuidados que devem ser levados em consideração no momento de preparo. A taça de martini deve ter um formato que permita a você segurá-la pela haste, sem que o calor das mãos a aqueça. Coloque pedras grandes de gelo, que poderão descongelar em menos tempo. Você pode usar tanto azeitonas como uma raspa de limão-siciliano ou até mesmo os dois. Mas o grande segredo é justamente o gim, o elemento mais importante para deixar sua bebida ainda mais saborosa. Das marcas que estão à venda no Brasil, procure pelas originárias do Reino Unido. Com essas dicas, você poderá degustar uma bebida autenticamente secreta.

na rota da Fórmula 1 Para você que aprecia o melhor do automobilismo mundial, não perca a última etapa da Fórmula 1 de 25 a 27 de novembro, em São Paulo. A categoria completará 40 anos no país e 30 provas só no Autódromo de Interlagos, onde, em 1972, máquinas e pilotos alinharam-se pela primeira vez em um autódromo brasileiro. Pensando nisso, vários hotéis da região de Interlagos dispõem de pacotes turísticos para os três dias de prova, com direito a acesso ao paddock. Os valores variam de R$ 1,5 mil a R$ 5 mil, todos com três noites de hospedagem, café da manhã, ingressos e traslados entre hotel e autódromo. A briga entre Red Bull, Ferrari e McLaren será quente no Brasil. Divulgação Grande Prêmio do brasil de F1

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divulgação Martini

dica de leitura


pit stop

Independência

Audi nos gramados

Comprar veículos em importadoras inde-

A Audi realizou, nos dias 26 e 27 de julho, um torneio de classe mundial. A montadora reuniu quatro grandes clubes para a Copa Audi, disputada na Allianz Arena de Munique (Alemanha). O evento reuniu Internacional de Porto Alegre, Barcelona, Milan e o anfitrião Bayern de Munique. A montadora alemã personalizou quatro Audi A1 com as cores e brasões de cada time. Os atletas do Barcelona ficaram com o título e levaram outros modelos da marca como prêmio. Mas os brasileiros também fizeram bonito. O Inter segurou o Barcelona até a disputa dos pênaltis e, na decisão do terceiro lugar, levou a melhor sobre o poderoso Milan – também nas penalidades.

pendentes pode ser uma alternativa para quem deseja importar um automóvel. Em alguns casos, é possível economizar entre 10% e 20%. Lojas independentes exigem declaração de renda como pessoa física e oferecem como garantia manu-

Divulgação Internacional de Porto Alegre Foto: Alexandre Lopes

tenção em oficinas especializadas.

Polícia de aluguel

Divulgação Secretaria de Comunicação do Estado da Paraíba

As viaturas utilizadas pelas polícias Militar e Civil do governo da Paraíba não serão mais compradas, e, sim, alugadas. Segundo o secretário de Comunicação, Nonato Bandeira, a medida acaba sendo mais econômica e vantajosa. Bandeira explicou que a vida útil de um veículo usado pelas polícias não supera três anos. E, na quebra de peças, o estado necessita realizar licitações para repor o componente, o que demanda tempo.

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China à vista! As montadoras chinesas registraram, no primeiro semestre de 2011, vendas de 26,5 mil veículos no Brasil, 54,8% a mais do que em todo o ano passado. Embora representem uma pequena participação no mercado, as importadoras têm aumentado o número de pedidos de carros da potência asiática. Em 2008, vieram 806 carros e, no ano seguinte, 2,43 mil. Não à toa que já podemos perceber nas ruas marcas chinesas dividindo espaço com os modelos mais tradicionais.


Mercedes na pista A Mercedes-Benz acaba de anunciar quatro lançamentos sob medida para os apaixonados pela marca alemã. O Classe B 200, o R500, o R500 L e o ML 63 AMG devem chegar às ruas em breve. O B 200 é chamado de Sport Tourer – um carro compacto, mas com amplo espaço interno. O modelo mescla características de minivan e perua e custa a partir de R$ 135 mil. A montadora também iniciou a comercialização da Classe R, que chega ao mercado em duas versões, com motor 5.0 V8 e câmbio automático de sete velocidades – R500 (R$ 380 mil) e R500 L (R$ 400 mil). Já o ML 63 AMG é o superesportivo exibido no Salão de Frankfurt do ano passado. O carro tem motor 6.3 V8 e câmbio sequencial de sete velocidades controlado no volante.

Segurança reforçada na Argentina Divulgação Daimler-Mercedes

O governo argentino divulgou uma série de novas normas de segurança para os automóveis produzidos a partir de 2014. Entre as novidades está o Isofix, dispositivo que permite fixar, de maneira mais segura, as polêmicas cadeirinhas para bebês nos bancos traseiros. No Brasil, modelos como VW Polo, Golf e Jetta, além de Honda Civic e CR-V, já contam com o equipamento. Segundo o Denatran, não há cadeirinhas com o sistema certificadas pelo Inmetro, com exceção das importadas.

Estivemos presentes Confira os eventos nos últimos meses com a participação do presidente do Conselho Nacional da ABLA, Paulo Gaba Jr., e do presidente executivo João Claudio Bourg: 02/06

Lançamento do Projeto Copa 2014 Sebrae/RJ - Rio de Janeiro

09/06 Nissan Inova Show São Paulo 28/06

Noite de Congraçamento dos 20 anos do Sindloc/SP São Paulo

29/06

Comemoração de 30 anos do Jornal Brasilturis Hotel Tivoli

13/07

Abertura do 6º Salão do Turismo Parque do Anhembi - São Paulo

27/07

Confraria Auto Data São Paulo

28/07

Evento JAC Motors São Paulo

17/08

Prêmio Car Group Hotel Sofitel - São Paulo

23/08 Jantar de Posse dos Novos Acadêmicos da Academia Brasileira de Eventos Centro de Convenções Rebouças - São Paulo

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ARTIGO

Locação com motorista

Como diferenciá-la da atividade de transporte

Introdução Esta coluna trata de importante segmento da indústria de locação de veículos, pela qual ocorre a contratação conjunta de veículo automotor com operador habilitado, a locação com motorista. Esse tipo de locação pode apresentar, em alguns casos, valores superiores aos da própria locação de veículos. O principal problema é a injustificada confusão que muitos órgãos de fiscalização fazem entre locação com motorista e atividade de transporte ou locação de mão de obra. Nesta coluna, serão diferenciadas as atividades de transporte e locação com motorista, deixando a distinção com a locação de mão de obra para a próxima edição.

Transporte versus locação com motorista As atividades de transporte e locação de veículos, com ou sem motorista, atendem à mesma demanda: mobilidade. Entretanto, o regime jurídico e a forma de execução de ambas as atividades são distintos. Há vários critérios técnicos para se distinguirem as atividades. Pela natureza jurídica da obrigação, o contrato de transporte cria uma obrigação de fazer (trasladar), e a locação cria uma obrigação de dar (entregar o veículo). Pelo resultado pretendido com a contratação, o transporte se identifica pelo fim alcançado (obrigação de resultado: chegar ao destino em segurança), e a locação se caracteriza pelo meio oferecido (obrigação de meio: entrega de veículo em condições de ser empregado pelo cliente). Em relação ao tempo de execução, o transporte é contrato de execução instantânea (a execução se dá uma só vez e em uma única prestação), e a locação é contrato de

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execução periódica ou de trato sucessivo (há repetições periódicas – diárias, semanas, mensalidades – das obrigações das partes). Pela liberdade de exploração empresarial também se distinguem transporte e locação, pois o transporte é serviço público regulado cuja exploração demanda autorização administrativa (Constituição federal, art. 175), e a locação pode ser livremente desenvolvida por qualquer empresário. A breve exposição das diferenças jurídicas entre locação e transporte deixa claro que o melhor critério para se lhes distinguirem não é externo, é interno à relação contratual. Melhor explicando: transporte e locação com motorista empregam veículos automotores e motoristas para sua execução, daí a semelhança externa entre as duas atividades. O que diferencia locação com motorista e transporte são principalmente a finalidade pretendida pelas partes contratuais e o modo de emprego dos veículos e motoristas utilizados na execução do contrato, o que leva à necessidade de conhecer internamente a relação negocial entabulada. Pelo contrato de transporte, a transportadora se obriga, mediante retribuição, a transportar, de um lugar para outro, pessoas ou coisas (Código Civil, art. 730). Portanto, o negócio jurídico viabilizado pelo contrato é a transladação, o deslocamento físico de pessoas ou bens. Interessa o resultado. E a transportadora, como profissional no ramo, é contratada para oferecer resultado específico: a transladação eficiente de bens ou pessoas. A locação de veículos com motorista é atividade significativamente distinta. Trata-se de contrato complexo, que une a locação de bens móveis e a prestação de serviços, sem desnaturá-la como locação. A locação de coisas é a cessão remunerada do uso de determinada coisa, por tempo determinado ou não (Código Civil, art. 565). Na locação de veículos, com ou sem motorista, não apenas o elemento do contrato é a simples transladação


Adriano Augusto Pereira de Castro

(resultado específico que define o transporte), mas a mera disponibilidade para a locatária de meio idôneo para tal – a entrega do veículo em perfeito funcionamento à sua disposição. O fato de colocar motoristas à disposição da locatária não descaracteriza a essência do contrato de locação, que está na efetiva posse sobre o veículo e não sobre o seu modo de emprego. Os veículos e motoristas ficam ao dispor da locatária, que pode utilizá-los como lhe aprouver, respeitados os limites do contrato. Lembra-se que a condução de veículos exige autorização especial, a Carteira Nacional de Habilitação, e para alugar um veículo o locatário não precisa ser habilitado, bastando indicar alguém autorizado a conduzir o veículo. Na locação, o motorista se equivale ao operador do equipamento locado, como ocorre com frequência na locação de outros bens móveis, tais como guindastes, geradores, embarcações, reboques, maquinário especializado e outros. Portanto, o fornecimento conjunto do operador habilitado do bem alugado (motoristas) se revela como simples acessório, simples subespécie do contrato de locação de veículos, no qual se agrega determinados serviços para tornar possível ou melhor o aproveitamento dos veículos cedidos.

Algumas recomendações Recomenda-se a adoção de algumas práticas simples que, embora não sejam da essência do contrato de locação com motorista, facilitam a distinção entre locação e transporte: • As requisições de veículos devem ser feitas com antecedência na central de reservas, jamais sendo contratadas in loco, em concorrência com o sistema de transporte público. • Os veículos devem ficar à disposição dos clientes, não

• •

sendo utilizados para simples deslocamentos ponto a ponto. Funcionários uniformizados, habilitados e treinados, com identificação da empresa. Faturamento mensal, no qual se consolidam e discriminam todas as operações realizadas.

O veículo locado se encontra à disposição do cliente. Logo, é ele quem deve determinar itinerários e horários de utilização, os locais de embarque e desembarque de passageiros e outros atos similares. Em outro contexto, tais atos seriam até sugestivos do transporte, mas, quando determinados pelo cliente durante o período de uso do veículo locado, apenas reforçam a condição de locação.

Conclusão Conclui-se que a locação de veículos com motorista está submetida ao mesmo regime jurídico-tributário da locação simples. Os motoristas são o meio de imprimir eficiência ao contrato, facilitando o uso do veículo locado pelo cliente. Eles se equivalem aos operadores de equipamentos na locação de bens móveis, em nada se relacionando ao contrato de transporte. Não estando presente a intenção específica de transladar, de transportar coisas ou pessoas, e havendo a efetiva transferência do uso e gozo da coisa alugada ao locatário, não há motivo para confundi-la como se fosse atividade de transporte. Adriano Augusto Pereira de Castro Advogado especialista na indústria de locação de veículos (OAb/MG 94.950) Assessor jurídico do Sindloc-MG e da AblA - (31) 3224-1292 ou adriano@empresarial.adv.br Professor e mestre em Direito Empresarial

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Cecília Lodi

Em busca de novos horizontes Existe vida após a empresa? Esta é uma pergunta que abala profundamente os fundadores quando o assunto sucessão é comentado. A grande maioria deles prefere que a sucessão aconteça quando ele não tiver mais condições físicas nem mentais para gerir o negócio, assimilando como natural a ascensão do filho ao poder. O que fundadores e sucessores não entendem é que um planejamento sucessório deve levar em conta uma segunda carreira para o fundador. E por que isso? Nenhum empreendedor que tenha fundado um negócio e se dedicado a ele mais de oito horas por dia, nos últimos 40 anos, conseguirá apenas descansar ao final do processo de sucessão. Mesmo que sua vitalidade não seja a mesma na comparação com o início de sua vida profissional, ele quer dinamismo e desafios, como está habituado a ter todos os dias. Assistir de sua poltrona, em casa, à gestão da empresa por seus filhos pode causar toda sorte de sentimentos positivos e negativos. Ciúme é a sensação mais habitual. A empresa tornou-se, durante os anos, a amante do fundador e agora ele quer passá-la facilmente a seu filho. Não se espera que esta seja uma transição harmoniosa. Muitos sucessores, após chegarem ao poder, reclamam sentir a constante vigilância dos pais em suas ações empresariais. Frequentemente, os pais reclamam que os filhos não estão seguindo mais sua linha de gestão. Que providências tomar, então, para que se minimizem conflitos gerados por essa ordem de problemas? Em primeiro lugar, o fundador deve se redescobrir. Desengavetar aqueles projetos há muito esquecidos, que não teve tempo de pôr em prática devido às exigências que o consumiam. Deve encarar esses projetos com a perspectiva de negócio e estudar sua viabilidade nos tempos atuais. Se a análise gerar frutos, este é um bom começo. Sua atenção começa gradativamente a ser dividida entre a velha amante e a nova conquista.

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O fundador também precisa se preparar para o papel de conselheiro da empresa. Afastá-lo abruptamente da condução dos negócios é um erro que o sucessor pode vir a lamentar no futuro. Mesmo estando longe da gestão, o fundador pode e deve aconselhá-lo nos momentos difíceis, buscando passar um pouco de sua experiência nos anos em que esteve no comando. Ele conhece a empresa, o mercado, seus concorrentes e a equipe. Esse conhecimento não pode ser desprezado. Outro ponto importante é a manutenção do status quo e da dignidade do fundador após sua saída. Um fator que o deprime é a perda da identidade. Ele não será mais conhecido como Sr. Fulano, da Empresa Tal. Ele simplesmente não quer desaparecer de cena. O sucessor deve auxiliá-lo, respeitando-o e referindo-se a ele no ambiente empresarial como o conselheiro atuante que o fundador quer ser. Esse respeito será recompensado pelo respeito e orgulho do fundador pelo novo comandante da empresa e futuro líder da família. A sucessão pela conquista e usurpação acaba por trazer muitos problemas. O sucessor passa por desgastes contínuos ao tentar manter seu território. O sucessor deve também auxiliar o fundador nesse novo projeto de carreira, seja ele um projeto rural, uma nova empresa, seja a dedicação à filantropia. Sua compreensão e auxílio serão bem-vindos. Deve-se deixar claro que uma pessoa só deixa uma posição quando existe outra para onde migrar. Para o fundador, é importante buscar um novo objetivo que o mantenha saudável e ativo. Para o sucessor, é ponto fundamental para sua tranquilidade e liberdade na gestão de empresa.

Cecília Lodi é consultora de empresas familiares em Governança e Sucessão Empresarial.



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