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LARISSALUIZ Portfรณlio


Graduanda em Arquitetura e urbanismo na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo desde 2 013 . C o m p l e t a m e n t e apaixonada por arquitetura e história das cidades. Pesquisadora no Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética desde 2014 estudando temas de desempenho térmico, luminoso, ergonômico, acessibilidade e sustentabilidade. Curiosa, social e hiperativa está s e m p re e m b u s ca d e oportunidades de aprendizado. Apaixonada por literatura ama viajar nas páginas de um romance e também na realidade. O produto das viagens consiste em fotografias e desenhos. Voluntária em causas ligadas à infância, em busca de um futuro melhor para si e para o próximo.

Larissa A. Luiz


LARISSA AZEVEDO LUIZ Contato

(11)986-186-871

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laree.azevedo

larissa.azevedo.luiz@usp.br

@LareeA

R. Mariana Piccinim, 162 Vila Ayrosa, Osasco - SP

@LareeA

EDUCAÇÃO Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP) 2013 - Atual Graduação em Arquitetura e Urbanismo Colégio Nossa Senhora dos Remédios 2005 - 2011 Ensino Médio cursado com bolsa por mérito acadêmico

EXPERIÊNCIA Monitoria | Disciplina Desempenho Ambiental, Arquitetura e Urbanismo (Atual) Monitora em disciplina sobre a requalificação de edifícios comerciais tratando as questões de térmica, acústica, iluminação e ergonomia de forma integrada. Atuando no planejamento do conteúdo da disciplina, colaboração na montagem de aulas, organização de grupos de trabalho, coordenação de trabalhos de campo, organização de material didático, elaboração de roteiros de trabalho, realização de plantão para solução de dúvidas dos alunos e indicação e explanação da bibliografia da disciplina para os alunos. Laboratório de Conforto Ambiental | LABAUT-FAUUSP (2014 - 2017) Pesquisadora na área de conforto ambiental e ergonomia realizando medições in loco com uso de anemômetro, barômetro, decibelímetro, etc; entrevistas com usuários; levantamento do ambiente construído; modelagem 3D para simulações de desempenho ambiental (térmica e lumínica) e elaboração de relatórios de desempenho ambiental. EMBARQ - Brasil (07.2014 - 08.2014) Estágio em pesquisa sobre a microacessibilidade no entorno do Rio Pinheiros e estações da CPTM visando a elaboração de relatório técnico. Desenvolvimento de medições de conforto termo-acústico e acessibilidade in loco no entorno das estações Berrini, Santo Amaro e Vila Olímpia e entrevistas com usuários.


PESQUISA e EXTENSÃO «O desempenho, sob enfoque ergonômico, de áreas externas: arquitetura modernista e produção atual em São Paulo» Bolsa FAPESP de Iniciação Científica A pesquisa busca mostrar a aplicação de método de avaliação do desempenho, sob o enfoque Ergonômico, das áreas externas dos edifícios ícones da arquitetura modernista brasileira e dos principais eixos de produção atual, na Avenida Berrini. Complementarmente são avaliados os espaços de transição, de caráter semi público, existentes nos principais percursos utilizados junto a estes edifícios. Além de entender as interrelações da ergonomia com outras áreas do conforto ambiental, a pesquisa visa auxiliar no entendimento do desempenho global dos edifícios, não só avaliando as adaptações em busca de maior funcionalidade que ocorreram ao longo da vida útil dos mesmos, tanto no espaço físico, como em aspectos ambientais, mas também com as expectativas dos usuários quanto ao uso do espaço. Ÿ Artigo completo referente à pesquisa foi publicado no PLEA Proceedings (ISNB: Ÿ Apresentação referente à pesquisa foi feita no evento Passive Low Energy Architecture 2017 em

Edimburgh. Ÿ A metodologia de avaliação dos espaços desenvolvida na pesquisa foi apresentada em seminário

do projeto LATITUDES Global Studio da University of Westminster. Ÿ

Projeto LATITUDES - University of Westminster O projeto realizado em parceria com o curso Master in Architecture and Built Environment da UoW, visa uma exploração comparativa de desenho com foco nas mudanças climáticas em diferentes contextos geográficos. O projeto envolve um workshop inaugural de inverno, uma série de compartilhamento de estudos de caso e um laboratório final de verão para prototipar as ideias desenvolvidas durante o semestre. Ÿ O projeto SP Hostel foi apresentado em seminário na Universidade de Westminster em Londres, 2017. Ÿ O pavilhão Desabrochar, desenvolvido durante o workshop de verão, foi exposto no evento

FabFest’17 da Universidade de Westminster.

Da USP à cidade: ensaio sobre as zonas de ocupação especial e suas interfaces O trabalho é motivado pela iniciativa "Atelier Ensaios Urbanos", promovida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de São Paulo, com o objetivo de inserir as instituições acadêmicas no processo participativo de revisão do marco regulatório da política urbana na cidade de São Paulo. Constrói propostas de instrumentos e diretrizes para o uso e ocupação das Zonas de Ocupação Especial (ZOE) e seus entornos, a partir do estudo de caso da Cidade Universitária. Ÿ O trabalho final foi apresentado em seminário organizado pela Prefeitura de São Paulo Ÿ Artigo referente ao projeto em publicação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano


SKILLS

PERSONAL SKILL

AUTODESK REVIT

AUTODESK AUTOCAD

LIDERANÇA

COREL DRAW

ADOBE ILLUSTRATOR

ADOBE PHOTOSHOP CRIATIVIDADE

ADOBE INDESIGN

QuantumGIS

TERRAVIEW

TRABALHO EM EQUIPE

PACOTE OFFICE

SKETCHUP

LÍNGUAS ENGLISH

PÓS-INTERMEDIÁRIO (TOEFL)

ESPAÑOL

BÁSICO (DELE)

PORTUGUÊS

FLUENTE (NATIVO)

INTERESSES & HOBBIES

FILMES

DESENHO

MÚSICA

VIAGEM

LEITURA VOLUNTARIADO


Casa de Cultura Nísia Floresta Projeto individual desenvolvido para a disciplina Projeto IV

CONDOMÍNIO Aurora Projeto individual desenvolvido para a disciplina Projeto II

Residencial Parque da Mooca Projeto individual desenvolvido para a disciplina Projeto III

SP Hostel

Projeto em grupo desenvolvido para o projeto LATITUDES’17 na UoW

INSTITUTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS Projeto em grupo desenvolvido para o Prêmio Saint Gobain de Arquitetura Sustentável

Casa da dona nádia Projeto individual

Trabalhos Manuais Desenhos de modelo vivo e desenhos de observação

Fotografia Fotografias autorais


CASA DE CULTURA NÍSIA FLORESTA As Casas de Culturas são locais de entretenimento, onde há várias atividades, como oficinas, teatros, salas de literatura, música e dança.


Seguindo a definição de uma casa de cultura como o espaço construído para o entretenimento e arte, a Casa de Cultura Nísia Floresta na Rua Gravataí na região central da cidade de São Paulo é um projeto que busca fornecer um espaço multiuso, criativo e facilmente adaptável. O terreno, um antigo teatro abandonado de propriedade da Escola Estadual Caetano de Campos, insere-se na quadra de maneira que permite ao acesso direto tanto à Caetano de Campos quanto à E.M.E.I. Patrícia Galvão. Dois aspectos interessantes levantados durante a visita à ambos os núcleos escolares foram a ausência de biblioteca e pátio na E.M.E.I. e a adesão da E.E. ao Programa Escola da Família, uma iniciativa que busca abrir o espaço das escolas para que a comunidade posso usufruir da sua infraestrutura durante os fins de semana, sendo que no caso da E.E. Caetano de Campos o espaço é usado para cursos de libras, jardinagem, reciclagem, xadrez, futsal, tênis de mesa, voleibol, muay thai e kick boxing. A percepção desses aspectos norteou o projeto no sentido de construir um edifício que mantivesse uma ligação direta com o grupo escolar complementando o seu espaço e que fosse entendido como um complexo fora do horário letivo. Sendo assim a Casa de Cultura surge como uma vitrine viva das diversas atividades culturais que ali se realizam, atraindo jovens e adultos, e como ampliação do espaço dedicado às artes no grupo escolar.

O projeto (1) se localiza na Rua Gravataí, na região central de São Paulo próximo à pontos atrativos da cidade como o Parque Augusta (2), a Praça Roosevelt (3), a quadra dos edifícios Copan e Itália (4), o Parque Minhocão (5), o Centro Cultural Maria Antônia (6) e a estação Higienópolis no metrô (7).

6 7

5

4


Rua Gravataí

E.M.E.I. Patrícia Galvão

Implantação C.C. Nísia Floresta

E.E. Caetano de Campos


Pav 1

Térreo

3 7

1 5 4

1 2

1:500 LEGENDA 1. Praça Coberta 2. Praça Aberta 3. Informações 4. Café 5. Loja 6. Banheiro 7. Espaço Multiuso 8. Copa e Descanso 9. Depósito 10. Manutenção 11. Limpeza 12. Biblioteca 13. Sala de Leitura 14. Administratção 15. Auditório 16. Salão 17. Camarim 18. Sala de Dança 19. Sala de Exposição 20. Ateliê 21. Terraço

8 11 9 10

7

21

21


Pav 3

Pav 2 12

9 9

13

9 15

14

16

Pav 6

20

9

Pav 4

17 17

18 18

Pav 5

21

21

19

19

21


BB’

AA’

61

BB’

61

AA’


Perspectiva Ilustrativa Biblioteca

Perspectiva Ilustrativa Praรงa


condomínio AURORA O centro é a região mais plural da cidade de São Paulo, no mesmo lugar misturam-se pessoas e espaços de todos os tons e idades.


Localizado na região central da cidade de são Paulo o Condomínio Aurora, na rua de mesmo nome, próximo ao bairro da Santa Ifigênia encontra-se inserido no espaço mais densamente construído da metrópole paulista que, por sua vez, é caracterizada por ser o espaço de maior diversidade na cidade, é no centro que misturam-se pessoas de todas as raças, idades e classes sociais. O partido arquitetônico desse projeto baseiase principalmente no conceito do centro como um espaço misto, dinâmico, global e vivo, apesar do processo de abandono pelo qual passou após a década de 1980. Assim o projeto busca se encaixar na dinâmica desse espaço urbano fervilhante através de dois blocos projetados na esquina da Avenida Ipiranga com a Rua Aurora: uma lâmina de 7 pavimentos com 6 unidades duplex de 3 dormitórios e 2 unidades de 2 dormitórios e uma torre de 15 pavimentos com 30 unidades de 2 dormitórios. D e s s a m a n e ira e s p e ra - s e u m p e r fil diversificado de moradores que pode ir desde um estudante universitário que mora sozinho numa unidade menor até uma família com crianças morando numa unidade duplex. O pavimento térreo do conjunto é dedicado à buscar integração entre as ruas do entorno e o conjunto e à melhorar a qualidade do espaço público da quadra. Sendo assim, se constitui numa praça aberta para as duas ruas lindeiras que recebe tanto o acesso aos blocos residenciais quanto bicicletários e espaços comerciais. Os espaços comercias integrados à Praça configuram uma galeria aberta que permite através dos aluguéis do espaço reduzir o custo de manutenção do condomínio e incrementar a segurança através da criação de um espaço atrativo gerador de vida e movimento. A criação da galeria também visa uma melhoria na qualidade de vida dos moradores e até mesmo dos transeuntes do entorno, com calçadas largas e espaços de estar numa parte da cidade muito densa com pouco mobiliário de lazer e espaços de descanso. É importante ressaltar também a importância da construção de novas unidades habitacionais, espaços de descanso e respiros urbanos para a reocupação noturna e consequente revitalização da região central da cidade de São Paulo.


PAVIMENTO TIPO ÍMPAR

PAVIMENTO TÉRREO 1

1

15

2

3

8

2

10 9

11 7

4

1

6

5 7

1

2

LEGENDA 1. Praça 2. Loja 3. Bicicletário 4. Acesso Bloco A

2

1

5. Acesso Bloco B 6. Circulação Vertical 7. Cozinha 8. Serviço

8

2

15

9. Lavabo 10. Sala de Estar 11. Sala de Jantar 12. Banheiro

13. Sala 14. Quarto 15. Varanda

9

11 10


PAVIMENTO TIPO PAR 14 12 15 10

14 12 7

14

13

12 12 12 15 14

12 14

6

15 10 12 14

14

15 10

14 12 7

6

7

15 14

12

12 12 12

14

14

14

15 10 12

13

14

7 12 14


Condomínio parque da mooca Com pelo menos três canais o Hidroanel Metropolitano romperá com o conceito de esgoto à céu aberto, emparedado por rodovias.


O projeto do hidroanel metropolitano de São Paulo consiste numa proposta de uma rede de vias navegáveis formadas pela integração entre os Rios Tiête, Pinheiros e as represas Billings, Guarapiranga e Taiaçupeba, o complexo seria capaz de gerar 170 km de hidrovias dentro da região metropolitana. A obra do hidroanel, que consistiria em no mínim o t rê s ca n a i s p r in cip a i s n a v e g á v e i s , acompanharia um grupo de melhorias, entre eles: portos de carga e passageiros, novas eclusas, triportos, ecoportos, piscinas públicas, equipamentos públicos e a reconstituição das margens dos rios. Entre essas melhorias a construção de um transporto e porto turístico na foz do Tamanduateí levaria à necessidade da criação de uma série de subcanais e o redesenho das quadras no entorno da Avenida Henry Ford na Mooca. Este projeto localizado na quadra número 80 dentre as novas quadras liga a Avenida Henry Ford à nova Avenida Parque da Mooca, uma avenida elevada que passa por cima da linha do trem e dos subcanais. O projeto enfrenta como principais desafios a falta de um contexto urbano, proveniente da grande quantidade de quadras vazias no entorno devido ao redesenho, o desnível de 6 metros devido à elevação da Avenida Parque da Mooca sobre a linha do trem e a grande dimensão das quadras de 80m x 80m. Sendo assim a relação dos edifícios com as ruas do entorno é o principal conceito do projeto Condomínio Parque da Mooca. O complexo tem a intenção de ceder seu espaço abundante para construir um espaço público de qualidade para todos os usuários da cidade não apenas um espaço de lazer privado. As duas lâminas residenciais com acesso no nível da Avenida Parque da Mooca repousam sobre um embasamento de uso público, desenhado para permitir a travessia segura e confortável dos pedestres por dentro da quadra. O embasamento se divide em 3 níveis de acesso público: térreo, intermediário e superior. O nível térreo conceituado como um espaço público de lazer infanto-juvenil conta com padaria, lojas, pista de skate, playground e bicicletário. O nível intermediário conta com uma academia de dança, lojas diversas, café e restaurante abertos para o miolo da quadra onde uma fonte escorre a água do espelho d’água do piso superior numa praça, um espaço de transição entre o dinamismo do piso inferior e a contemplação do piso superior. E o piso superior recebe os acessos aos blocos residenciais e um espaço de estar, um parque gramado para o lazer no meio da cidade.


Café

Restaura

Térreo

Superior

Intermediário

12 10

2 4

1 1 1 1

1 1 1 1

3 5

7

8 6 12 1 1 7 1 1

6 11

11 7

6

11 7

9

7 11


CONTEMPLATIVO TRANSITIVO RECREATIVO LEGENDA 1. Loja 2. Padaria 3. Bicicletário 4. Pista de Skate 5. Playground 6. Praça 7. Terraço

ante

6

RESIDENCIAL

RESIDENCIAL

Academia de Dança

Pavimento Tipo Par 11

11

11

7 7

11 12

Pavimento Tipo Ímpar

8. Café 9. Restaurante 10. Academia de Dança 11. Acesso Blocos 12. Depósito


sp hostel O Hostel é um tipo de acomodação caracterizada pelos preços convidativos e pela socialização entre os hóspedes


O projeto do SP Hostel parte de um exercício de projeto proposto no Projeto LATITUDES’17, um projeto de parceria entre Faculty of Architecture and Buit Environment da University of Westminster e a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. O exercício proposto consistia em enfrentar o desafio do overheating de maneira energeticamente eficiente em Londres. Com o aquecimento global e o aumento das ilhas de calor a cidade de Londres com seus edifícios projetados para suportar um inverso rigoroso tem passado por uma série problemas devido ao superaquecimento de seus edifícios durante os meses do verão. Assim nesse projeto aborda-se o Retrofit de um edifício de 4 pavimentos em Bayswater, região central de Londres, de maneira a mudar o uso e através da arquitetura buscar soluções visando um edifício com temperaturas internas dentro da zona de conforto tanto no inverno quanto no verão , minimizando assim o uso desnecessário de sistemas de aquecimento e resfriamento artificial. O edifício existente, localizado na região central de Londres, assim como os edifícios que compõe o conjunto do entorno possuí como uma

dificuldade adicional o fato de ter sua fachada tombada pelo patrimônio histórico inglês como parte do conjunto que forma a tradicional região de Notting Hill. Sendo assim, a proposta mantém a fachada frontal e busca resolver os problemas ambientais na fachada posterior. O térreo foi recuado, criando um pátio posterior e permitindo abertura de janelas no pavimento térreo. Um primeiro estudo solar revelou que o entorno densamente construído impedia o acesso solar a praticamente todos os pavimentos levando ao primeiro e decisivo gesto projetual de escalonar a fachada posterior do edifício permitindo assim o acesso à luz do sol à todos os pavimentos. Estudos foram realizados para avaliar os melhores materiais, sendo escolhido combinações de concreto e madeira, para manter a temperatura interna sempre na zona de conforto. O tamanho das aberturas foi analisado visando maximizar o acesso ao sol, uma questão de saúde, e à ventilação natural mas, balanceando os ganhos de calor entre inverno e verão. Na distribuição espacial foi considerado fundamental a criação de espaços de convívio e estar de qualidade de acordo com a definição atual de um hostel.


Bayswater, Londres. Fonte: Google Earth

Hostels na regiĂŁo de Bayswater. Fonte: Google Earth


FLAT 3 FLAT 2 O edifício existente caracterizava-se por uma distribuição não racional do espaço com 4 flats distribuídos pelos 4 pavimentos e um restaurante sem janelas ocupando o piso térreo, como ilustrado no esquema ao lado. Nas elevações abaixo é possível observar a manutenção da fachada frontal tombada e a alteração radical na fachada posterior. FRONTAL

0m

1m

2m

FLAT 1 RESTAURANTE TRASEIRA

A N T E S

3m

FLAT 4


SP HOSTEL ALVO: TURISTAS ESPAÇOS DINÂMICOS DIVERSIDADE ESPAÇOS DE CONVIVÊNCIA JOVEM = GLOBAL E DINÂMICO ACOMODAÇÃO BARATA ESPAÇOS DE QUALIDADE BAIXO CUSTO + CONFORTO DESEMPENHO AMBIENTAL ENERGETICAMENTE EFICIENTE FRONTAL

D E P O I S

TRASEIRA


PAVIMENTO 1

PAVIMENTO 2

PAVIMENTO 3

PAVIMENTO 4

N


PERSPECTIVA ILUSTRATIVA PAVIMENTO 3

PAVIMENTO TÉRREO


AA’


BB’


ILUMINAÇÃO NATURAL o sol não atinge as fachadas e permitindo a entrada do sol nas áreas de convívio no inverno. Ÿ Pé direito duplo: A abertura do térreo para o primeiro pavimento, criando um pé direito duplo permitiu a maximização na captação de luz pelas grandes janelas da fachada tombada a norte. Luz essa extremamente necessária para o pavimento térreo, o mais prejudicado pelo sombreamento do entorno, onde a fachada sul nunca recebe luz direta. A efetividade das alterações foram v e r i fi ca d a s a t ra v é s d e e s t u d o s d e sombreamento e simulações de iluminância, daylight factor e daylight autonomy e foram simultaneamente testadas em simulações de térmica.

Com a intenção de maximizar o aproveitamento da luz natural, principalmente no inverno, foram aplicadas as seguintes estratégias passivas: Ÿ Escalonamento: o escalonamento do edifício permitiu, principalmente durante o inverno, o acesso ao sol nos pavimentos que eram completamente sombreados pelo entorno. Ÿ Aberturas: o estudo das abertura permitiu uma dosagem entre receber a maior quantidade possível de luz sem ter muita perda de calor durante o inverno ou superaquecimento no verão. Ÿ Clarabóia: o estudo da cobertura permitiu o correto posicionamento uma clarabóia que permite a entrada de luz o ano inteiro. Ÿ Átrio: a criação de um átrio central permitiu o aproveitamento máximo da luz da clarabóia levando luz diretamente para os pavimentos inferiores no verão quando

9am

VERÃO

INVERNO

12pm

15pm


ILUMINÂNCIA Iluminância é a quantidade de luz, ou fluxo luminoso, que incide sobre um ponto de uma superfície. Abaixo e na próxima página encontra-se a simulação de iluminância realizada no Diva4Rhyno em três horários (9am, 12pm, 15pm) para todos os pavimentos no solstício de verão e inverno. É possível observar também uma simulação em corte com a intenção de evidenciar o impacto positivo da abertura na cobertura, do átrio e do pé direito duplo no térreo.

9am

12pm

15pm

VERÃO

TÉRREO

INVERNO

TÉRREO


9am

12pm

15pm

VERÃO

1 PISO

INVERNO

1 PISO

VERÃO

2 PISO

INVERNO

2 PISO


9am

12pm

15pm

VERÃO

3 PISO

INVERNO

3 PISO

VERÃO

4 PISO

INVERNO

4 PISO


DESEMPENHO TÉRMICO A análise do desempenho térmico foi realizada paralelamente ao desenvolvimento do projeto, aplicando soluções e testando a sua eficácia através de simulações no Energy Plus. Assim foram definidos os materiais das divisórias (madeira) e a espessura e tipo das camadas de isolamento. As simulações auxiliaram também na compatibilização entre iluminação e ganhos de calor durante o processo de definição do tamanho das aberturas. Ao final do processo de projeto chegou-se à seguinte situação, sem sistema artificial de climatização apenas com a abertura de janelas é possível, durante o verão manter a temperatura interna oscilando entre 20ºC durante a noite e 30º durante o dia, minimizando assim o gasto de energia com climatização e descartando o overheating.

THERMAL LOADS HVAC ANNUAL COOLING LOADS (kWh/m²) ANNUAL HEATING LOADS (kWh/m²)

92.92

92.92

14.45 00.00 SEM VENTILAÇÃO NATURAL

COM VENTILAÇÃO NATURAL


PERFIL DE TEMPERATURA INVERNO

PERFIL DE TEMPERATURA VERÃO


Acesso solar, solstĂ­cio de verĂŁo 10am


A criação de um átrio central foi decisiva para o desempenho final do edifício, apesar da perda de espaço construído o átrio permite mais acesso à iluminação natural, fundamental para os pavimentos inferiores que possuem suas janelas sombreadas pelo entorno. O átrio também atua de maneira decisiva na humanização do espaço interno da edificação trazendo para o espaço interno a transição do dia para a noite e também a possibilidade de interação entre os usuários em diferentes pavimentos. Na simulação de acesso solar exposta ao lado é possível observar que a integração entre o átrio e a clarabóia permite que durante o verão o sol chegue até o segundo pavimento pelo átrio.


INSTITUTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS O Retrofit é o processo de modernização de um equipamento, ou edifício, já em considerado ultrapassado


O edifício Wilton Paes de Almeida, na Rua Antonio de Godói, no centro de São Paulo, Construído na década de 1960, já foi endereço de um conglomerado, foi ocupado pela Polícia Federal até 2003 e depois teve o térreo ocupado por uma agência do INSS até 2009. Uma vez desocupado, foi autorizada a instalação do Instituto de Ciências Jurídicas da UNIFESP. Até hoje, no entanto, o edifício não passou pelas reformas necessárias. Assim, este projeto apresenta uma proposta de retrofit que permita não somente o início das atividades acadêmicas, mas também que estabeleça uma inserção harmoniosa com seu entorno de uma maneira sustentável e energeticamente eficiente. Através da aplicação de estratégias passivas de condicionamento térmico e luminoso, o edifício foi requalificado para tornar seus espaços internos mais agradáveis para as pessoas, com a criação de espaços de estudos, de debates e de convivência naturalmente ventilados e iluminados. Em vista da crescente pressão pela busca de medidas energeticamente eficientes e sustentáveis, à exemplo das certificações ambientais (LEED, AQUA, PROCEL EDIFICA, etc), torna-se imperativa a adoção de medidas para a promoção do desempenho ambiental de uma edificação. Nesse sentido, o projeto mostra que a reabilitação deste edifício pode aumentar sua eficiência em relação ao uso original, pode reduzir o impacto dos resíduos que seriam gerados na demolição e por consequência, economizar materiais. A reforma de um edifício em comparação com a construção de um novo representa milhares de toneladas a menos de resíduos que seriam dispostos em aterros. Além disso, o reaproveitamento da estrutura existente representa uma significativa redução na geração de CO2 atribuída à toda a cadeira produtiva de um novo edifício. Além do reaproveitamento da própria estrutura do edifício, o projeto foi pensado visando o reuso e a reciclagem de materiais e componentes para sua readequação ao projeto.


redução na emissão de co2

redução no volume de resíduo disposto em aterro

vidro

267t co2

alumínio

586t

vidro

89 m³ alumínio

59 m³

co2 concreto

concreto

3,2t

152 m³

* emissão de co2 resultante da produção de novos componente

**volumes que seriam dispostos em aterros de inertes

co2

produção de

28% da demanda de energia


o edifício público é um A inserção de atividades programáticas no térreo, subsolo, mezanino e terraço voltadas à população contribui para a difusão de cultura e educação à toda a sociedade e aumenta a integração do edifício com a população. O alargamento da calçada no térreo também permite a permeabilidade do edifício com a cidade já que se cria um ambiente convidativo e um local de repouso no meio urbano. As duas empenas cegas verticais ao fundo e a empena do mezanino foram transformadas em paredes verdes. Com isso além do ganho estético para o edifício e da humanização do espaço da cidade, a existência do jardim vertical na empena do mezanino ameniza a sensação térmica na área expositiva, auxiliando a temperatura a se manter dentro de uma faixa de conforto térmico para o ser humano através do i s o l a m e n to cr i a d o p e l a s ca m a d a s d e impermeabilização e substrato.


ma extensĂŁo da cidade


ORGANIZAÇÃO EM VILAS setorização dos usos de acordo com a necessidade de proteção solar, proteção acústica, e com a relação com rua, quanto mais público mais próximo da rua. ILUMINAR NATURALMENTE VENTILAR NATURALMENTE PROTEGER DO RUÍDO INCENTIVAR O CAMINHAR CONVIVER E CRIAR SUBTRAÇÃO DE VOLUMES

ADM

ABERTURA DE ÁTRIOS CRIAÇÃO DE ÁTRIOS

EX

maximização da iluminação natural

trajetória solar solstício de verão

aproveitamento dos ventos predominantes

trajetória dos ventos predominantes


AUDITÓRIO

MINISTRAÇÃO DIDÁTICO

DIDÁTICO

DIDÁTICO

BIBLIOTECA

Internamente, uma das grandes alterações no projeto original, foi a incorporação de átrios. Os 24 pavimentos foram agrupados em 7 vilas setorizadas de acordo com o uso, de modo que em cada conjunto foram criados recortes na laje possibilitando a criação de átrios com pédireito triplo. Apesar da perda de parte da área total construída, a existência desses vazios no interior da edificação permite a configuração de espaços de transição naturalmente ventilados e com acesso ao sol. Estes espaços são áreas que estimulam a interação social, a criatividade e a produtividade. Os átrios criados constituem-se como zonas de transição climática que protegem os espaços mais fechados de condições de ventilação, iluminação e ruído excessivos ao mesmo tempo em que possibilitam a absorção do calor desses espaços, pela abertura das janelas e portas que dão para os átrios. Esse calor é liberado da edificação através da abertura da esquadria da fachada, propiciando a renovação de ar do interior e a economia de energia em iluminação e climatização artificial.

XPOSITIVO

lajes expostas O projeto original do Edifício Wilton apresentava suas lajes nervuradas cobertas por um forro de Cristal Albalite. No projeto, optou-se pela retirada deste elemento, garantindo o uso da inércia térmica do edifício e, consequentemente, a redução das amplitudes térmicas internas. A inércia térmica garante também um atraso térmico no fluxo de calor devido à alta capacidade da estrutura de armazenar calor.


expositivo

BIBLIOTECA

Recepção e informações estar e convívio livraria restaurante terraço 2 espaços expositivos

acervo de livros acervo de periódicos sala de estudo individual sala de estudo em grupo área de consulta à internet área de estar e leitura recepção

SUBSOLO

TERRAÇO

TÉRREO

PAVIMENTO 1

PAVIMENTO 2

administrativo

auditório

recepção secretarias comissões financeiro diretoria salas de reunião área de estar e convívio

auditório sala de mídia foyer café terraço jardim

PAVIMENTO 17

PAVIMENTO 18

PAVIMENTO 19

PAVIMENTO 20

PAVIMENTO 21

PAVIMENTO 3

PAVIMENTO 4


didático 1 & 3

didático 2

salas de aula sala de reuniões área de estudos laboratórios área de convívio

PAVIMENTO 5 E 13

salas de aula sala de reuniões área de estudos área de convívio área de debates

PAVIMENTO 6 E 14

PAVIMENTO 7 E 15

PAVIMENTO 9

PAVIMENTO 8 E 16

PAVIMENTO 10

PAVIMENTO 11

PAVIMENTO 12

absorção de calor pela laje

incentivo ao uso de escadas

ventilação cruzada garantida

átrios como zona de transição climática

brises: barreira contra radiação direta barreira contra radiação difusa

aproveitamento dos ventos predominantes


GERAÇÃO DE ENERGIA Buscando uma solução para geração de energia optou-se pela instalação de painéis de vidro, com células fotovoltaicas embutidas, revestindo a fachada Noroeste. Para um consumo de 9 KWh/m2 e uma área total de 8138 m2 a energia mensal a ser dimensionada no sistema será de: 73243 Kwh - 100 Kwh (sistema trifásico) = 73143 Kwh, considerando painéis de 260 W, seriam necessários aproximadamente 2344 painéis fotovoltaicos na fachada para suprir a demanda mensal de energia, devido a impossibilidade espacial para tanto, a instalação de 679 painéis na fachada noroeste permite a geração de 28% da energia mensal necessária.

painéis solares kromatix solar glass green transmitância: 87 +-1% eficiência: 16.5% - 17.5% emirates insolaire

Esquema ilustrativo do painel. fonte: emirates insolaire

SOMBREAMENTO DA FACHADA

esquema ilustra vo do fechamento dos brises

A melhoria do desempenho de condicionamento natural deste edifício faz-se visível ainda na fachada a partir do desenvolvimento de um sistema de proteção solar e de vedações verticais de 1m de altura em relação ao piso acabado, para redução da área de vidro. Este sistema consiste em três brises horizontais de alumínio escovado - dois com 50 cm e um com 30 cm de comprimento. Para aumentar a eficiência do sistema sem aumentar a quantidade de material necessária, foi utilizado um sistema de brises automatizados que se adequam à quantidade de radiação incidente na fachada. A área de vidro na fachada foi reduzida a partir da instalação de vedações verticais opacas com 1m de altura em relação ao piso acabado. Estas vedações atuam com dupla função: permitir a redução da entrada de radiação difusa nos espaços internos e marcar a presença dos átrios na fachada.


ILUMINAÇÃO NATURAL ABUNDANTE

simulação de iluminância solstício de verão, 14h corte aa’

corte bb’

SEM OFUSCAMENTO em área de trabalho E COM BAIXO GANHO DE CALOR

redução dos ganhos de calor por radiação redução da radiação difusa

35%

48% 52% uso de brise

A redução se deu pelo uso de brises móveis e do corte de radiação difusa através da redução da área de janela

iluminância, lux 0

3.333

pavimento _sem átrio

pavimento _com átrio lateral

5.000

pavimento _com átrio frontal

10.000

A simulação de iluminância no interior do edifício mostra a entrada de luz natural para o dia 22 de dezembro, considerada uma data crítica para a entrada de luz solar por ser o solstício de verão no hemisfério Sul. As simulações mostram que os maiores valores de iluminância estão nos átrios, térreo e no terraço, que é bom por se tratarem de espaços de transição e convivência. esquema ilustrativo da ventilaçãovia esquadria


CRIATIVO produtivo

URBA PÚBLICO

DIN SAUDÁVEL

CONSCI

INSPIRADOR MUTÁ


ANO

SUSTENTÁVEL EFICIENTE

NÂMICOGLOBAL

IENTE

ÁVEL

HUMANO


casa da dona nádia Uma casa é qualquer edifício para habitar, por definição é o espaço ligado ao recolhimento e ao descando do corpo e da mente


Esse projeto de residência de solteira, localizado no bairro Helena Maria em Osasco, região metropolitana de São Paulo, parte da intenção uma mulher de meia idade, solteira e sem filhos, a diarista Dona Nádia, de construir sua casa própria depois de anos morando num barraco construído no terreno herdado do pai e dividido com os irmãos. Localizada nos fundos do lote, no jardim da antiga casa da família (hoje casa da irmã mais velha), essa residência deveria preservar a construção existente e as árvores plantadas no quintal pelos irmãos da moradora na infância e simultaneamente conseguir conciliar o acesso à iluminação e ventilação natural com a manutenção da privacidade do lar, sendo essa última o principal desejo e motivação para a construção. O reduzido espaço a ser destinado para a

edificação norteou a distribuição dos cômodos em dois blocos e a criação de um jardim de inverno entre eles, jardim esse separado do resto do jardim familiar por uma parede de cobogós. A abertura das janelas para o jardim de inverno permitiu o acesso à ventilação e iluminação natural abundante sem prejudicar a privacidade da casa. A necessidade de economia na obra foi um fator decisivo na escolha dos materiais, logo o projeto visa incorporar no seu desenho materiais de baixo custo e fácil execução, como os pisos de cimento queimado e as paredes de bloco de concreto aparente que dialogam com as esquadrias de alumínio pintadas com esmalte na cor preta, criando uma paleta marcada pelo verde do jardim, o cinza do concreto e o preto das esquadrias e da empena da escada.


EDIFÍCIO EXISTENTE


trabalhos manuais VocĂŞ pode sonhar, criar, desenhar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo. Mas ĂŠ necessĂĄrio ter pessoas para transformar o seu sonho em realidade Walt Disney


desenho de modelo vivo pose de 1 minuto nankin


desenho de modelo vivo pose de 5 minutos nankin


desenho de modelo vivo pose de 5 minutos - detalhe nankin


desenho de observação caneta nankin


desenho de observação analítico - Pena caneta nankin


FOTOGRAFIA Você não fotografa com sua máquina. Você fotografa com toda a sua cultura. Sebastião Salgado


Portfolio Larissa Luiz  
Portfolio Larissa Luiz  
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