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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL RELAÇÕES PÚBLICAS

LANA ALVES JEFERSON CONCEIÇÃO RAFAELLA TEDESCO TATIANE CROSS

COMMODITYE EMPRÉSTIMO AUTOMATIZADO DE GUARDA-CHUVAS

Porto Alegre 2017


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LANA ALVES JEFERSON CONCEIÇÃO RAFAELLA TEDESCO TATIANE CROSS

COMMODITYE EMPRÉSTIMO AUTOMATIZADO DE GUARDA-CHUVAS

Trabalho apresentado como requisito para aprovação na disciplina Projeto Experimental Livre do curso de Comunicação Social com Habilitação em Relações Públicas, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Professores orientadores: Cleusa Maria Andrade Scroferneker Diego Wander Santos da Silva

Porto Alegre 2017


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RESUMO

O projeto aqui apresentado sugere a oferta de um serviço de empréstimos de guarda-chuvas para alunos, técnico-administrativos e professores da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul). Atento à realidade mercadológica, recupera conceitos de pesquisadores da área de Comunicação e Marketing, como Chiavenato (2000), Lacombe (2003), Kunsch (2003) e Oliveira (2011), entre outros. As informações e análises presentes neste projeto oportunizam uma reflexão a respeito de conceitos como originalidade e inovação, o que também sugere um olhar sobre as oportunidades de mercado. Nesse sentido, observa as particularidades da PUCRS, a fim de identificar iniciativas que possam contribuir para o bem-estar coletivo.

Palavras-chave: Inovação. Empréstimo de guarda-chuvas. Oportunidades de mercado. Bem-estar coletivo.


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SUMÁRIO

1 APRESENTAÇÃO

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2 QUADRO SÍNTESE SOBRE A ORGANIZAÇÃO

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3 DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL

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3.1 ORGANIZAÇÃO, RELAÇÕES PÚBLICAS E MERCADO

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3.2 APRESENTAÇÃO DO CONTEXTO DO TEMA

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3.2.1 Dados metereológicos de Porto Alegre

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3.2.2 Campus da PUCRS

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3.3 AÇÕES SIMILARES À PROPOSTA DO PROJETO

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3.4 ORGANIZAÇÃO E PROPOSTA DO NEGÓCIO

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3.5 PRINCÍPIOS NORTEADORES

21

3.5.1 Missão

21

3.5.2 Visão

21

3.5.3 Valores

22

3.6 MAPEAMENTO DOS PÚBLICOS DA ORGANIZAÇÃO

22

3.7 PROPOSTA DE INOVAÇÃO

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4 ANÁLISE DE CONCORRÊNCIA 4.3 COMPARATIVO ENTRE OS CONCORRENTES 5 ANÁLISE DOS CONSUMIDORES

27 30 34

5.1 PERCEPÇÕES DOS CONSUMIDORES EM POTENCIAL SOBRE O SERVIÇO A SER LANÇADO

35

5.1.1 Quadro amostral

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5.1.2 Resultados d a pesquisa

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5.2 NÚMEROS DO SETOR DO PRODUTO 6 PLANO DE COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS 6.1 DESAFIOS E PRESSUPOSTOS 6.1.1 Desafios de comunicação

46 49 49 49


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6.1.2 Pressupostos

50

6.2 OBJETIVOS DO PLANO DE COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS

51

6.3 MENSAGEM CENTRAL

51

6.4.1 Café tecnológico

52

6.4.2 Atenção: chove tecnologia na PUCRS

54

6.4.3 Calouros, não se molhem!

55

6.4.4 Pausa para dica

57

6.4.5 Concurso “My name. My color”.

58

6.4.6 Devolução que vale pontos

60

6.4.7 Gincana A charada do guarda-chuva

61

6.4.8 Diálogo 360°

62

6.5 CONSOLIDAÇÃO DOS INVESTIMENTOS

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6.6 INDICADORES DE MENSURAÇÃO DOS RESULTADOS

65

7 CRONOGRAMA DE GESTÃO DA COMUNICAÇÃO

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8 CONSIDERAÇÕES

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9 REFERÊNCIAS

69

APÊNDICE A – Entrevista com Engenheiro Henrique Van Groll

73

APÊNDICE B – Entrevista com Ana Paula Monteiro, gerente da biblioteca da UNIVATES

75

APÊNDICE C – Pesquisa Quantitativa (aplicada pelo Google Forms)

80

APÊNDICE D – Entrevista com Daiane Ghisleni Relações Públicas na Assessoria de Comunicação e Marketing da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

84

APÊNDICE E – Conversa com a startup Caiu do Céu, franquia de máquinas para venda de guarda-chuvas

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ANEXO A – Apresentação e materiais de divulgação da Caiu do Céu

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Volume de chuvas em Porto Alegre

16

Figura 2 - Tabela climática de Porto Alegre

17

Figura 3 - Os cinco blocos de questões da “Pesquisa sobre proposta de projeto inovador à PUCRS”

35


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LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Sobre a organização

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Quadro 2 - Análise dos públicos de interesse

23

Quadro 3 - Análise de concorrência - produto e serviço

29

Quadro 4 - Análise de concorrência - comunicação

31

Quadro 5 - Quadro amostral

37

Quadro 6 - Segmentação de mercado-alvo CommodityE

47

Quadro 7 - Organizações, públicos e objetivos de comunicação e Relações Públicas

51

Quadro 8 - Organização, públicos e mensagens para a comunicação

51

Quadro 9 - Ação Café Tecnológico

53

Quadro 10 - Ação “Atenção: chove tecnologia na PUCRS”

54

Quadro 11 - Ação “Calouros, não se molhem!”

56

Quadro 12 - Ação de dicas para os usuários

57

Quadro 13 - Ação “Concurso ‘My name. My color”

58

Quadro 14 - Ação “Devolução que vale pontos”

60

Quadro 15 - Ação “Gincana ‘A charada do guarda-chuva’”

61

Quadro 16 - Ação “Diálogo 360º”

62

Quadro 17 - Consolidado de investimentos de todas as ações

64

Quadro 18 - Consolidado de investimentos de todas as ações

66

Quadro 19 - Cronograma de comunicação

67


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LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Dados qualitativos sobre o perfil amostral (Amostra: 126)

38

Gráfico 2 - Dados quantitativos em relação aos prédios ou faculdades mais frequentadas pelos respondentes (Amostra: 119)

38

Gráfico 3 - Número de respondentes que utilizariam ou não o serviço automatizado de empréstimo de guarda-chuvas (Amostra: 119)

39

Gráfico 4 - Dados quantitativos do perfil amostral que utilizariam ou não o serviço automatizado de empréstimo de guarda-chuvas (Amostra: 119)

41

Gráfico 5 - Dados quantitativos sobre a disposição dos respondentes a pagarem ou não pelo serviço de empréstimo de guarda-chuvas (Amostra: 119)

41

Gráfico 6 - Dados quantitativos sobre até qual valor os públicos estariam dispostos a pagar caso houvesse cobrança pelo empréstimo (Amostra: 119)

42

Gráfico 7 - Respostas dos que optariam por não utilizar o serviço de empréstimo de guarda-chuva, caso este for implementado na PUCRS (Amostra: 9)

43

Gráfico 8 - Respostas dos que não estariam dispostos a pagar um valor simbólico por este empréstimo (Amostra: 14)

44

Gráfico 9 - Qual o percentual de alunos da PUCRS, do Colégio Champagnat, e funcionários da PUCRS, estariam dispostos a pagar pelo serviço (Amostra: 119) 45


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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ASCOM - Assessoria de Comunicação e Marketing da PUCRS DCE - Diretório Central dos Estudantes DCE - Diretório Central dos Estudantes IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística PIB - Produto Interno Bruto PMI - Project Management Institute PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul RRPP - Relações Públicas SENAI-RS - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Sul UNE - União Nacional dos Estudantes UNIVATES - Universidade do Vale do Taquari


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1 APRESENTAÇÃO

O presente trabalho foi realizado na disciplina Projeto Experimental Livre do oitavo semestre do curso de Relações Públicas da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS. Com o propósito de apresentar um projeto de inovação e empreendedorismo, buscamos explorar e aplicar os conceitos e conhecimentos adquiridos no decorrer da graduação. Além da proposta inovadora, será apresentado um plano de Comunicação e Relações Públicas de caráter estratégico e disruptivo. No cotidiano acadêmico é comum os alunos, técnico-administrativos e professores terem transtornos de deslocamento, principalmente em dias de chuva, onde por vezes acabam se expondo ao mau tempo. Tendo em vista que a área do campus é bastante extensa, consideramos tornar positiva essa experiência de deslocamento, oferecendo empréstimos de guarda-chuvas. Pensando na viabilidade financeira, os empréstimos acontecerão a partir da utilização do sistema de leitores de código de barras já adotado pela PUCRS (nas bibliotecas, estacionamentos, catracas, aplicativo da universidade), através das carteirinhas de estudantes e crachás de técnico-administrativos e professores. Nesse sentido, não haverá um custo elevado sob o ponto de vista de criação e desenvolvimento de um software1. Inicialmente existirão pontos-teste para os empréstimos, que serão expandidos à medida que haja aumento da adesão pelos públicos da universidade. A partir desta ideia, acreditamos que a iniciativa oferecerá à comunidade da PUCRS uma experiência positiva de deslocamento entre os prédios em dias de chuva, facilidade no cotidiano dentro e fora do campus e uma oferta de solução coletiva para evitar gastos não essenciais, como a compra de um novo guardachuva. Entendemos que a qualidade de vida dos acadêmicos e dos profissionais que circulam no campus deva ser uma prioridade para a universidade e trazer esta solução para estes públicos é uma forma de minimizar suas preocupações diárias e entregar uma infraestrutura para ele usufrua o máxima possível do ambiente onde circula.

1 Segundo o site da Universidade Anhembi Morumbi (2017), software é toda parte lógica do computador que

engloba: sistema operacional e programas aplicativos, como Word, calculadora, controle de folha de pagamentos, navegador de Internet, etc.


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2 QUADRO SÍNTESE SOBRE A ORGANIZAÇÃO

Quadro 1 - Sobre a organização Razão Social: CommodityE - Empréstimo Inteligente LTDA. Nome fantasia: CommodityE CNPJ: Não existe. Proprietários e Sócios: Lana Alves, Jeferson Conceição, Rafaella Tedesco e Tatiane Cross Silveira Endereço: Não existe Telefone: Não existe E-mail: contato@commoditye.com.br Início das atividades: 10 de agosto de 2017. Finalidade da empresa: Máquina estilo vending machine2 para serviço de empréstimo de guarda-chuvas para alunos e técnico-administrativos de universidades. Públicos prioritários: alunos, técnico-administrativos e professores da universidade. Principais desafios de comunicação e relacionamento: comunicação institucional e mercadológica para lançamento, divulgação, capacitação dos usuários e manutenção sobre esse serviço disponível na universidade. Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

2 Segundo o site Hot Coffee (2017), “vending machine é uma máquina automática que fornece diferentes tipos

de produtos como cafés, doces, salgados e bebidas sem contato manual para a liberação dos consumíveis. Também são conhecidas como máquinas para autosserviço.”


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3 DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL

A partir do suporte teórico de autores da área de comunicação, refletimos sobre a importância do profissional de Relações Públicas nas organizações e o motivo pelo qual é ele o responsável por analisar os mercados onde elas estão inseridas. Apresentamos o objeto deste estudo, a empresa CommodityE, prestadora de serviço de empréstimo de guarda-chuvas, e expomos quais os motivos que a levaram a projetar este sistema e seus objetivos quanto organização.

3.1 ORGANIZAÇÃO, RELAÇÕES PÚBLICAS E MERCADO

Para Lacombe (2003), uma organização é um agrupamento de pessoas, que se reúne de forma estruturada e deliberada, e que possuem metas traçadas para atingirem objetivos comuns para todos integrantes. Nesse sentido, as competências e as habilidades desses integrantes devem se complementar para que, com um trabalho conjunto, alcancem o propósito da organização. Mas para que haja uma harmonia nas ações, é importante que elas sejam planejadas e coordenadas, como afirma Chiavenato (2000, p.44) ao explicar que a “organização é a coordenação de diferentes atividades de contribuintes individuais com a finalidade de efetuar transações planejadas com o ambiente”. Moraes (2004) concorda com Chiavenato, pois acredita que os elementos humanos e materiais fazem parte do composto da organização. Esses elementos têm forte ligação e interdependência do meio ambiente no qual se encontram inseridas, estando em permanente troca. A fim de viabilizar uma articulação entre teoria e prática, o profissional de Relações Públicas, que tem dentre suas habilidades o papel de projetar a identidade da organização aos públicos de interesse e possivelmente impacte de forma positiva na formação da imagem organizacional, será apresentado como gestor deste processo, pois é ele quem entende de todas as etapas que compõem um planejamento estratégico de comunicação. Para Kunsch (2003, p. 89):


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As relações públicas, como disciplina acadêmica e atividade profissional, têm como objeto as organizações e seus públicos, instâncias distintas que, no entanto, se relacionam dialeticamente. É com elas que a área trabalha, promovendo e administrando relacionamentos e, muitas vezes, mediando conflitos, valendo-se, para tanto, de estratégias e programas de comunicação de acordo com diferentes situações reais do ambiente social.

Ao falarmos sobre Relações Públicas entendemos que essa atividade é relevante no momento em que as organizações estabelecem relacionamentos com seus diferentes segmentos de públicos. Pensar e executar estratégias e programas possibilitará que resultados sejam alcançados por essas organizações, desde que atentem para sua missão, visão e valores, que constituem a identidade organizacional, que deve estar consolidada nesse ambiente. Com isso, torna-se necessário refletir sobre o papel das Relações Públicas e em que medida elas podem

contribuir

para

a

consecução

dos

objetivos

comunicacionais

e

consequentementes do negócio. Gestionar estratégias e programas de relacionamento que priorizem o atendimento mútuo dos interesses e necessidades das organizações e seus públicos é necessário, por isso, “a área de relações públicas deve ter como foco central fortalecer o sistema institucional das organizações [...]. E, para tanto, terá de se valer de técnicas, instrumentos e estratégias de comunicação”, afirma Kunsch (2003, p. 99). Pensar Relações Públicas exige conhecimento, principalmente no sentido de compreender e aceitar que cada vez mais os públicos têm aumentado sua criticidade em relação ao que lhes é ofertado. A partir dessa exigência, há também outra temática que requer conhecimento para ser compreendida: a inovação. Ao pensarmos sobre inovação é comum relacionarmos diretamente esse termo à tecnologia. No entanto, podemos redirecionar esse pensamento a uma visão mais ampla, que vai além daquilo ao que geralmente é relacionada, como por exemplo a questão digital. Roldan (2016), explica que existem várias definições sobre o que é a inovação. Para esse autor, essa diversidade faz com que não exista uma definição única sobre essa temática. Para Hamel (2006), a inovação, especialmente em relação à gestão do negócio ou processos administrativos e de comunicação, pode ser definida como um


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distanciamento em relação a princípios, processos e práticas tradicionais de gestão. De acordo com Kotler (2000, p.158): As empresas bem-sucedidas têm visões do ambiente interno e externo de seus negócios. Elas reconhecem que o ambiente de marketing está constantemente apresentando novas oportunidades e ameaças e compreendem a importância de continuamente monitorar e se adaptar ao ambiente.

Terra (2012), afirma que inovar nos negócios pode envolver uma complexa teia de mudanças nas especificações de produtos, processos, modelos de vendas, sistemas contábeis entre outros. A autora ainda destaca que, um dos maiores desafios é focar no que é efetivamente necessidade dos clientes, pois quando uma organização adota efetivamente essa postura, as possibilidades se ampliam, possibilitando uma identificação cada vez maior dos problemas e propostas de valor para os mais variados públicos que atualmente não têm suas necessidades plenamente atendidas. Como a referida autora: A inovação efetiva e de impacto sempre começa no topo e com objetivos claros e entendimento claro das consequências que essas decisões de onde inovar têm na modelagem de todos os processos de inovação da empresa. (TERRA, 2012, p. 27)

Hoje a inovação em práticas empresariais, não está somente focada no lucro, mas também na sustentação da sua razão de existir, o que faz com que as organizações se adaptem às diferentes realidades percebidas. A partir disso, Hamel (2002) destaca que neste mundo que tanto oscila e surpreende, seja positivamente e/ou negativamente, só adquire sobrevida os dispostos a revisitar as suas regras e as de seu setor. Em relação ao papel da inovação corporativa, Terra (2012) destaca que as inovações começam com uma ideia de algo novo que precisa ser implementado para gerar valor, desde algo relativamente simples, em um processo produtivo bem dominado até o desenvolvimento de uma tecnologia ou oferta totalmente novos para o mercado. O importante é capturar essas ideias e implementá-las de uma maneira que seja possível gerar inovação.

3.2 APRESENTAÇÃO DO CONTEXTO DO TEMA

Com a correria do dia a dia, muitas vezes não estamos preparados para as


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repentinas mudanças climáticas, pois não é sempre que temos um guarda-chuva na bolsa ou mochila para nos abrigarmos. Tanto o fator climático, quanto o tamanho da PUCRS, foram fatores importantes para a decisão da elaboração de proposta deste projeto.

3.2.1 Dados metereológicos de Porto Alegre

Segundo o site Geossistema (2017), Porto Alegre é a capital mais meridional do país, localizada nas coordenadas geográficas: 30° 01'42"S e 51°13'42"W. O ponto mais extremo sul é de 30°16'09"S, no bairro Lami, na zona rural de Porto Alegre. Ainda sua sede situa-se a uma altitude de 25 metros. Porém sua altitude máxima chega aos 311 metros no Morro Santana. Sendo assim, a capital do Rio Grande do Sul também se torna a mais próxima da Antártica, estando sujeita aos avanços constantes de massas de ar polares (ibidem). Por estas características geográficas Porto Alegre é a capital que apresenta a maior amplitude entre o verão e o inverno (cerca de 11ºC de amplitude térmica anual). O site Geossistema (2017) destaca as seguintes características da cidade de Porto Alegre: ● Clima: Subtropical úmido (Cfa) ● Temperatura média: 18,8ºC ● Temperatura média do mês mais quente: 24,5ºC ● Temperatura média do mês mais frio: 13,2ºC ● Média janeiro: 19º a 33ºC ● Média julho: 5º a 18ºC ● Média de geadas: de 3 a 5 geadas ● Temperaturas absolutas: -4ºC a 39ºC ● Precipitação anual: 1343 mm ● Umidade anual: 76%

Ao longo do ano é possível perceber o quanto as temperaturas variam durante as estações em Porto Alegre. Nessa cidade o clima é classificado como subtropical. No que diz respeito às precipitações, segundo dados disponíveis no site Climate-Data.org (2017), o inverno e a primavera são os períodos mais chuvosos na


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capital. O mês de setembro é considerado o mais chuvoso. A umidade aumenta nos meses mais frios, devido a entrada de frequentes frentes frias neste período. Na maior parte do ano Porto Alegre apresenta ventos constantes. Porém nos períodos mais quentes do ano quando o vento sopra do quadrante Norte há uma calmaria, provocando uma sensação de abafamento. Já no inverno quando há uma entrada de uma massa de ar polar o vento se torna forte agravando a sensação térmica de frio, este vento é conhecido como Minuano (quadrante oeste/sudoeste). De acordo com o site da prefeitura de Porto Alegre (2017), o clima da capital é considerado subtropical úmido, sendo a média de temperatura anual 19,5º, no outono ficando entre 10º a 25º, no inverno entre 2º e 20°, na primavera de 15ºa 30º, e no verão entre 25º a 35º (ibidem). Ainda de acordo com o site Climate-Data.org (2017), Porto Alegre possui uma pluviosidade3 significativa ao longo do ano. Mesmo o mês mais seco ainda assim possui pluviosidade significativa, sendo que a média anual é de 1397 mm. Ainda em relação a pluviosidade de Porto Alegre, o site do Centro Integrado de Comando (CEIC) nos disponibiliza uma tabela que discrimina a quantidade de chuva mensal medida por mm, em que 1 mm de chuva, significa 1 litro de chuva por metro quadrado, como pode ser observado na Figura 1.

Figura 1 - Volume de chuvas em Porto Alegre

Fonte: CEIC (2017).

A partir dos dados contidos na Figura 1, podemos perceber que os meses de agosto e setembro, são os de maior precipitação. São os primeiros meses letivos do segundo semestre na universidade, o que poderá causar maior adesão ao projeto por parte dos públicos envolvidos. O site Clima Date ainda nos disponibiliza uma 3 Conforme descrito pelo site Descobrir a Terra (2017), a pluviosidade é um fenômeno meteorológico que

consiste na precipitação de água sobre a superfície da Terra por um determinado período de tempo. Nem toda água formada nas nuvens de chuva chegam a atingir o solo, algumas gotas evaporam enquanto caindo, e isso acontece principalmente em períodos e locais de ar seco.


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tabela com as médias de temperatura e chuvas na cidade:

Figura 2 - Tabela climática de Porto Alegre

Fonte: Clima Date (2017).

Dessa maneira entendemos que com as precipitações que são comuns na região, em que muitas vezes o dia amanhece ensolarado, mas no final da tarde chove, essa mudança acaba surpreendendo os cidadãos, ou seja, sem um guardachuva para se proteger. Sendo assim, a disponibilização do empréstimo de guardachuva pela Universidade, poderá beneficiar muitas pessoas que moram longe da universidade, e até mesmo quem passa grande parte do seu dia na PUCRS.

3.2.2 Campus da PUCRS

De acordo com os dados disponíveis no site da PUCRS (2017), o complexo universitário possui mais de 55 hectares, onde

funcionam quatro Escolas, 13

Faculdades, sete Institutos, oito órgãos suplementares e uma biblioteca. Grande parte das vias de circulação são descobertas, dificultando o deslocamento das pessoas em dia de chuva. Frequentam o Campus, hoje, 25 mil alunos, 1.286 professores e 4.663 técnicoadministrativos, número total de potenciais usuários do sistema de empréstimo de guarda-chuvas CommodityE. Entendemos que o sistema de empréstimo não contemplaria todos de uma só vez, mas considerando que um único guarda-chuva possa ser utilizado por mais de uma pessoa e que nem todos usufruíram do sistema, o número poderia ser reduzido para utilização em emergências.


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3.3 AÇÕES SIMILARES À PROPOSTA DO PROJETO

Em pesquisas realizadas encontramos algumas ações e projetos que são similares ao que propusemos, e que possuem um objetivo em comum: facilitar a locomoção de pedestres nos dias de chuva, seja por meio de empréstimo, aluguel ou venda:

1. Universidade Estadual de Feira de Santana: a UEFS oferece o serviço de empréstimo de guarda-chuvas para quem necessita retirar livros na biblioteca em dias de chuva, mas apenas mediante empréstimo de livros, como descrito no documento Organização e Funcionamento de Biblioteca (2017). 2. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro: segundo matéria do O Globo (2014), estudantes da Puc-Rio criaram um projeto de empréstimos de guarda-chuvas para quem utiliza a biblioteca da universidade. A aquisição dos guarda-chuvas foi feita pelo próprio grupo e não há nenhum tipo de controle ou cobrança para o empréstimo. A única exigência é que ele seja devolvido o mais rapidamente possível. O serviço aceita doações para aumentar a quantidade de guarda-chuvas disponíveis. 3. Projeto Cabi+: Conforme descrito na página de Facebook (2016), o Projeto Cabe+ foi criado em 2016, trata-se de um projeto de compartilhamento de guarda-chuvas na cidade de São Paulo/SP. A ideia consiste em ter porta guarda-chuvas na saída das estações de Metrô Brigadeiro, Trianon-Masp, Consolação e também em centros culturais parceiros da iniciativa, com o objetivo de incentivar o acesso à disponibilidade cultural da cidade. Para a realização do projeto, Pedro Piovan, que é seu idealizador, lançou uma vaquinha on-line. 4. Universidade Feevale: conforme descrito no trabalho acadêmico Práticas De Inovação E Marketing Em Biblioteca Universitária: Oferta De Recursos Não-convencionais - Protetores Auriculares, Sacolas e Guarda-chuvas, apresentado no XIX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (2016), a universidade já fazia o empréstimo de fone de ouvido e de lupas de aumento para pessoas com baixa visão. A Biblioteca da Feevale passou


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a emprestar, em 2016, outros dois itens: sacolas e guarda-chuvas retornáveis. O empréstimo de guarda-chuvas foi idealizado em 2015, ao identificar relatos dos usuários no momento da devolução de livros que foram danificados por terem sido molhados pela chuva. A ideia foi discutida na instituição e em parceria com o Setor de Marketing, foram confeccionadas 100 unidades. Hoje, tanto para as sacolas, quanto para os guarda-chuvas, concede-se o prazo de 15 dias para devolução e, visando uma imagem positiva do serviço e o bom relacionamento, não é cobrada multa pelo atraso e também não é cobrado o ressarcimento em caso de avarias. O valor do produto somente é cobrado do usuário após 30 dias que ele não efetiva a devolução, neste momento o valor é acrescido à mensalidade, no entanto, devido ao apelo estético do produto, alguns usuários manifestam o interesse em possuir o produto e realmente não realizam a devolução da sacola ou do guarda-chuva. 5. Startup Chinesa “E Umbrella”: conforme a matéria Na China, “Uber do guarda-chuva” perde quase todos os seus 300 mil guarda-chuvas (2017), a startup chinesa lançou um serviço de compartilhamento de guarda-chuvas: você retira o guarda-chuva em um ponto, devolve em outro, e paga pelo tempo utilizado. Porém, as pessoas acabam não devolvendo o guardachuva, a startup já perdeu quase todos os guarda-chuvas, mas não cessou as atividades. Os pontos de aluguel da E Umbrella estão presentes em 11 cidades da China e são localizados perto de estações de ônibus e trem. Para pegar um guarda-chuva, basta fazer o pagamento por meio de um aplicativo, que então libera um código de desbloqueio. O preço é de 19 yuans na retirada (R$ 9,17) e meio yuan (R$ 0,24) a cada 30 minutos de aluguel. Mesmo com o prejuízo, a E Umbrella ainda não cobra taxa dos usuários que não devolvem os guarda-chuvas. 6. Univates: de acordo com o site da Univates (2017), a universidade conta com o empréstimo de guarda-chuvas, uma ideia que busca trazer mais comodidade aos usuários, além de contribuir para a durabilidade dos materiais disponibilizados. Atualmente, são 40 guarda-chuvas que podem ser retirados por todos que possuem cartão institucional e vínculo ativo com a Univates. A retirada e a devolução podem ser realizadas no balcão de atendimento, localizado no hall da Biblioteca. O prazo de empréstimo para


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esse material é de sete dias, sem a possibilidade de reserva e/ou renovação. Em caso de atraso da devolução, o valor da multa diária é de R$ 1,70.

3.4 ORGANIZAÇÃO E PROPOSTA DO NEGÓCIO

A empresa CommodityE se propõe a prestar um sistema automatizado de empréstimo de guarda-chuvas para frequentadores da PUCRS. A ideia é facilitar e trazer mais comodidade para os dias de chuva de quem circula nestes ambientes. As máquinas no estilo vending machine já são conhecidas por fornecerem cafés, refrigerantes e salgadinhos mediante pagamento com moedas ou cédulas de dinheiro. A proposta da CommodityE é fornecer um guarda-chuva para uso temporário, que será devolvido dentro de um prazo pré-estabelecido. A utilização pode ser por curtos períodos, para atravessar de um prédio para outro dentro do próprio Campus e/ou para deslocamento até a residência e/ou trabalho de quem o retirou. A inovação está na facilidade de empréstimo automatizado, mediante utilização de carteirinha ou crachá, confeccionado pela própria universidade, onde o usuário passará a carteirinha no leitor para retirar quando precisa e fazer o mesmo para a devolução. Os equipamentos, a princípio, estarão localizados nas principais entradas da PUCRS: Faculdade de Odontologia (acesso Av. Ipiranga), Gráfica Epecê (acesso Av. Bento Gonçalves) e Parque Esportivo (acesso Av. Ipiranga). Cada ponto contará com uma máquina instalada, com capacidade de até 50 unidades de guarda-chuvas para empréstimo. Não será cobrada nenhuma taxa para retirada dos guarda-chuvas, porém, a utilização é limitada a uma unidade por pessoa. Em caso de atraso na devolução, a carteirinha ou crachá do usuário ficará bloqueada para utilização até que o mesmo pague a multa por atraso e/ou extravio. Para isso, disponibilizaremos um guichê para atendimento presencial. A parceria da CommodityE com a PUCRS será pelo retorno monetário do aluguel do equipamento e ganhos em imagem da organização. Isso ocorrerá através do empréstimo sem custo para o aluno, o que pode ser considerado uma gentileza. Serão utilizados os meios de comunicação digital (site, redes sociais) como espaços oficiais de divulgação da máquina para os alunos, utilizando sempre um


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apelo de cuidado e facilidade para o dia a dia em toda a comunicação. A máquina ainda terá uma identidade visual de acordo com a instituição, para que seja identificada de longe e seja visualizada e reconhecida com facilidade pelos usuários.

3.5 PRINCÍPIOS NORTEADORES

Os Princípios Norteadores são os conceitos básicos que buscam definir o negócio, bem como transmitir os objetivos estratégicos e as ideologias que representam uma organização. Para Chiavenato (2004, p. 220): falar de planejamento é falar de futuro. Daquilo que deverá ser feito. E falar de futuro é falar de objetivos a serem alcançados. Onde se pretende chegar. Os objetivos constituem a mola mestra da administração e o foco para onde devem convergir todos os esforços da organização. O ponto focal onde as coisas deverão chegar.

A partir deste pensamento, entende-se que é indispensável que se haja um norte e os princípios pré-estabelecidos pela organização é que dão este suporte. Chiavenato (2004) acrescenta, ainda, que “os objetivos fazem parte de um contexto mais amplo. Eles dependem da missão organizacional e da visão de futuro da organização”.

3.5.1 Missão

A Missão é definida, segundo Tavares (2001), como a razão de existência de uma organização e a delimitação das atividades dentro do espaço que deseja ocupar em relação às oportunidades de negócios. Para a CommodityE, a missão é “Oferecer conforto e facilidade no deslocamento de alunos, técnicos-administrativos e professores da PUCRS a partir de um serviço automatizado de empréstimo de guarda-chuvas.”

3.5.2 Visão

A visão organizacional é o que ela almeja para o futuro de seu negócio. Para Chiavenato (2003, p.67):


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A Elaboração da visão de negócios é um processo carregado de emoção, pois o que se procura reconhecer é o propósito de ser da organização. A visão constitui um fator de agregação dos esforços quando envolve todos os stakeholders ao proporcionar consonância e convergência de esforços.

Sendo assim, a CommodityE tem como sua visão “Ser reconhecida pelos públicos internos das universidades como uma organização que oferece um serviço inovador e contribui para o bem-estar no cotidiano acadêmico.”

3.5.3 Valores

Os valores de uma organização, conforme Chiavenato e Sapiro (2003, p. 69) são “o conjunto de conceitos, filosofias e crenças gerais que a organização respeita e emprega e está acima das práticas cotidianas, na busca de ganhos a curto prazo”. A partir desta reflexão, a CommodityE estabeleceu os seguintes valores: ● Seriedade: compromisso com a qualidade dos serviços prestados; ● Transparência: construção e trabalho perene em relação à geração e manutenção da confiança dos seus públicos e atendimento das suas expectativas; ● Modernidade: organização atenta às opiniões e crenças dos seus consumidores, sincronizando sua missão e visão às diferentes realidades percebidas; ● Inovação: organização que reflete sobre as carências do seu mercado e responde aos problemas dos públicos lhes oferecendo soluções assertivas e coerentes ao perfil dos consumidores.

3.6 MAPEAMENTO DOS PÚBLICOS DA ORGANIZAÇÃO

Cada organização, ao se estabelecer, relaciona-se com determinados agentes sociais do meio em que se encontra e, com eles, forma sistemas (STEFFEN, 2011). De acordo com o PMI (2014), o stakeholder pode ser uma pessoa, equipe ou empresa que pode impactar e ser impactada por uma decisão, tarefa ou término de um projeto. As partes interessadas englobam todos os membros da equipe do


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projeto, da mesma forma que todas as entidades interessadas internas ou externas à empresa. Identificar a urgência em um stakeholder é ter certeza de que ele requer atenção imediata para suas necessidades (XAVIER, 2010). É importante destacar que o conceito de stakeholder é útil para entender a dinâmica organizacional e o seu relacionamento com os interessados no negócio (JUNQUEIRA; WADA, 2011). . A partir dessas reflexões, a empresa CommodityE definiu como públicos os alunos, técnicos-administrativos e professores da PUCRS como consumidores finais. A PUCRS será a primeira universidade a ter a possibilidade de adquirir a máquina de empréstimo de guarda-chuvas para utilização dos seus alunos, técnicoadministrativos e professores, com o intuito de que ambos se movimentem dentro e fora do campus. Entende-se como públicos também o governo; a comunidade; os fornecedores (através do comprometimento, qualidade e fornecimento dos materiais e serviços para a organização); imprensa na concessão de espaços na mídia (publicação de matérias ou reportagens); e os parceiros no estabelecimento de ações em conjunto (Quadro 2).

3.6.1 Tabela de descrição dos públicos de interesse

No quadro a seguir, apresentaremos os públicos de interesse da CommodityE. A partir das suas características, poderão ser identificadas possibilidades de gestão do negócio e da comunicação com esses públicos.

Quadro 2 - Análise dos públicos de interesse Organização Públicos

Características

CommodityE

Viabilizadores do projeto (ASCOM PUCRS)

A ASCOM tem como objetivo o gerenciamento estratégico das ações de comunicação institucional e mercadológica da PUCRS, assessorando a Administração Superior e orientando as Unidades Universitárias em seus processos de interação e diálogo com seus diferentes públicos.

Imprensa

Principais veículos de comunicação de Porto Alegre: RBS TV, Zero Hora, Record TV RS, Jornal Correio do Povo, Jornal do Comércio, Band RS,


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Jornal Metro de Porto Alegre, TV Pampa e Jornal O Sul. Possuem visibilidade que vai além da Capital e levam suas notícias a milhares de pessoas por dia. PUCRS

Alunos da PUCRS

São em torno de 25 mil alunos na PUCRS, que frequentam o campus quase que diariamente. A circulação destes alunos na universidade, acontece em três turnos (manhã, tarde e noite). Eles estão divididos em quatro Escolas, 13 Faculdades, sete Institutos, oito órgãos suplementares e uma biblioteca. A vida de tais universitários se fragmenta, por vezes, em horas de estudo e de trabalho (seja este efetivo ou estágio). Os alunos da PUCRS necessariamente precisam administrar o seu tempo e os objetos que carrega com si, simplesmente pelo fato de disporem de uma rotina exaustiva e em diversos casos retornarem apenas a noite para suas casas.

Técnicosadministrativos e professores da PUCRS

São 6.099 técnicos-administrativos e professores, divididos entre PUCRS e o Colégio Marista. Inúmeros professores frequentam o campus em período integral, tendo que muitas vezes se locomover entre os prédios do campus.

Funcionários do TECNOPUC

O Tecnopuc, localizado dentro do Campus PUCRS, abriga 120 organizações, somando mais de 6,5 mil postos de trabalho. As organizações instaladas são inovadoras, além de dispor de uma forte base tecnológica. Os funcionários e visitantes do Tecnopuc possuem maior circulação durante horário comercial. Entre os funcionários existem diversos estudantes da PUCRS seja por bolsas de iniciação científica, empreendedores ou efetivos.

Fonte: Elaborado pelos autores (2017), a partir de informações obtidas no site oficial da PUCRS (2017).

A partir das informações do Quadro 2, observamos que a CommodityE tem diferentes públicos, que mesmo que tenham características em comum, possuem


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algumas particularidades. Nessa lógica, as gestões do negócio e da comunicação terão de atentar a imagem e discurso da marca, para que as ações atinjam de forma efetiva a pluralidade dos públicos.

3.7 PROPOSTA DE INOVAÇÃO

Através de parecer técnico de especialistas, com a realização de entrevistas, pudemos compreender a complexidade do tema. Com visões da área da engenharia e de idealizadores de iniciativas similares neste projeto já identificadas, entendemos que o projeto é inovador a partir do momento em que oferece uma solução a fim de viabilizar a locomoção que oportuniza o bem estar coletivo dos públicos das universidades. Henrique Emilio Van Groll Lemos, engenheiro mecânico e ex-professor do SENAI-RS, aponta que a consolidação dessa iniciativa se dá no momento em que o projeto pensa em contribuir para o conforto coletivo. Embora já existam iniciativas similares, a evolução acontece quando se une a tecnologia nessa proposta. Os entrevistados concordam que hoje existem práticas que vão ao encontro da ideia de empréstimo de guarda-chuvas não automatizado, o que difere da nossa proposta, que é viabilizar esse empréstimo de uma forma mais rápida e prática, com a utilização de um sistema automatizado. Além de Lemos, a gerente da biblioteca da Univates, Ana Monteiro concorda que a proposta é pertinente, e que hoje desconhece processos automatizados nesse sentido. Inclusive o que hoje existe não contempla todos os públicos de uma instituição inteira, como, por exemplo, o serviço de empréstimo da Univates, que hoje

oferece

guarda-chuvas

apenas

para

usuários

da

biblioteca

e

que

necessariamente precisam solicitar empréstimos de livros para usufruir deste serviço. Partindo dessa afirmação, Ana oferece alternativas que permitem uma reflexão a respeito de práticas mais viáveis sob o ponto de vista financeiro. É importante destacar que, para ela, embora a proposta contemple a utilização de um sistema já adotado pela universidade, a sincronia dos novos dados do sistema de empréstimo aos dados já existentes no sistema da universidade (dados sobre estacionamento, empréstimos de livros, catracas, laboratórios, etc.), exigirá um investimento intelectual e financeiro para a enfim realização da proposta de empréstimo de guarda-chuvas.


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Compreendemos que apesar de a proposta de empréstimo de guarda-chuvas ser, em alguma medida, já adotada por outras instituições, evoluir a ideia a partir de um sistema automatizado, classifica como original a proposta de pensar em soluções rápidas e importantes para o contexto de mobilidade nas universidades. Por isso, pensar o coletivo revela uma maturidade da ideia no sentido de integrar conforto e agilidade, e, consequentemente, o bem estar. Conversamos também com a Daiane Ghisleni, Relações-Públicas na Assessoria de Comunicação e Marketing da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, para verificar a possibilidade de viabilização do projeto na universidade. A mesma afirmou que todo projeto que trouxer benefício para as pessoas da comunidade da PUCRS, é um bom projeto do qual vale ser implementado. Na sua visão, esse projeto incentiva e ajuda as pessoas a circularem dentro do Campus, sendo um benefício para os alunos, para os técnicosadministrativos e para professor. Daiane sinalizou que o projeto deverá passar por muitos setores dentro da universidade, ser refinado e pensado detalhadamente em seu planejamento e funcionamento, mas concluiu, que é um serviço útil e seria muito interessante para a PUCRS viabilizá-lo, aprovando assim a continuidade deste projeto.


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4 ANÁLISE DE CONCORRÊNCIA Conforme Kotler (2009, p. 24) “a concorrência inclui todas as ofertas e substitutos rivais, reais e potenciais que um comprador possa considerar”. Nessa lógica, podemos compreender como concorrentes também os fornecedores que podem eventualmente oferecer os mesmos produtos e serviços. Seguindo essa perspectiva, um fornecedor poderá destacar-se em relação aos concorrentes se houver(em) vantagem(ns) competitiva(s) no seu negócio. De acordo com Oliveira (2007, p.95), “vantagem competitiva é identificação estruturada dos produtos ou serviços e dos mercados para os quais a empresa tem diferencial de atuação”. Assim, podemos entender que, sob o ponto de vista mercadológico, uma empresa poderá ser percebida pelos seus públicos como diferenciada se os seus produtos e serviços superarem as expectativas dos consumidores e, ainda, se sobrepor à concorrência. Numa realidade onde há diferentes segmentos de negócios em permanente confronto, cabe às empresas manterem-se atentas a esse cenário. Uma das iniciativas que podem auxiliá-las a encontrar essas oportunidades é examinar periodicamente a concorrência. Para isso, É importante definir quais concorrentes deverão ser examinados. Todos os concorrentes importantes já existentes devem ser analisados. Entretanto, pode ser também importante analisar os concorrentes potenciais que podem entrar em cena (PORTER, 2004, p. 51).

As reflexões de Oliveira (2007) e Porter (2004) podem ser relacionadas se pensarmos a concorrência e a vantagem competitiva como temáticas diretamente ligadas e mutuamente dependentes. Na perspectiva desses autores, podemos entender que somente conhecendo as particularidades da concorrência as empresas poderão garantir vantagem competitiva. Portanto, podemos pensar que além de permanecer atento à concorrência, é essencial que as empresas revisitem periodicamente suas políticas mercadológicas e institucionais para que todo o processo de evolução do negócio seja coerente com a identidade organizacional. Seguindo esse mesmo pensamento, o grupo realizou uma pesquisa e análise dos concorrentes do projeto CommodityE. Foram pesquisados estabelecimentos que


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fazem a venda de guarda-chuvas e sombrinhas4 no campus, e também ambulantes informais que fazem a venda esporadicamente aos arredores da PUCRS. Abaixo segue a relação dos concorrentes analisados. ● Ambulantes vendedores de guarda-chuva: são vendedores esporádicos, que não possuem um ponto fixo de venda, podendo estar tanto em frente ao Pórtico de entrada da PUCRS, quando na frente do Hospital São Lucas. As vendas de guarda-chuvas são feitas preferencialmente quando o tempo está chuvoso. Além disso, também vendem outros materiais como, acessórios eletrônicos,

bijuterias,

etc.

Esses

vendedores

ambulantes

visam,

principalmente, os públicos que circulam ao entorno da PUCRS e do Hospital São Lucas. A modalidade de vendas utilizada pelos Ambulantes, é a venda direta. Os valores dos guarda-chuvas e sombrinhas, variam de R$ 10,00 à R$ 25,00, e a forma de pagamento é em dinheiro. Não possuem um posicionamento e comunicação definidos, bem como, também não se utilizam de estratégias de comunicação. Seu ponto forte é a comunicação face a face com os públicos, com a possibilidade de interação, negociação e barganha. Seu ponto fraco é que, por alguns não serem legalizados e não possuírem uma comunicação planejada, os públicos podem não obter garantias sobre a origem e qualidade desses produtos. ● Griffe PUCRS: A Griffe PUCRS é uma loja localizada no prédio 11 do campus Central da PUCRS. Ela é responsável pelas vendas de artigos com marca da PUCRS, entre estes artigos estão: materiais de papelaria, bolsas, mochilas, chaveiros, moletons, camisetas e também guarda-chuvas. Os públicos de interesse são os alunos, professores e técnico-administrativos da instituição, e a modalidade de venda adotada é a venda direta por loja física. Os valores praticados nos guarda-chuvas variam de R$ 45,00 para sombrinhas e R$ 65,00 guarda-chuvas. As formas de pagamento podem ser tanto por dinheiro à vista, quanto com cartão de crédito e débito, parcelando as compras em até 3x sem juros. A Griffe PUCRS é a loja oficial dos produtos com a marca PUCRS. Seu diferencial é baseado na qualidade e

4 Sombrinhas segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, significa: pequeno guarda-sol de senhora,

artefato constituído por uma armação articulada que se pode abrir e fechar, coberta de tecido ou material afim, usado para resguardar da chuva ou do sol.


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exclusividade de produtos licenciados com a marca da universidade. Eventualmente nas voltas às aulas de cada semestre, é feito promoções de alguns produtos específicos, sendo a divulgação feita através de e-mail marketing enviado para a base da PUCRS, e também pelo Instagram. Alguns pontos fortes da marca são: uma boa estrutura de loja física para atender aos públicos, uma comunicação mais direta com os públicos, através do Instagram e da possibilidade de envio de e-mails com o mailing da PUCRS, a legitimidade que possuem diante da comunidade, e a qualidade de seus produtos. Dentre os pontos fracos, é possível destacar a baixa frequência de postagens no Instagram, a inexistência de uma página no Facebook para interação com os públicos, e também um website que mostre todas as novidades e promoções existentes na loja. ● Acadêmica Variedades: A acadêmica variedades é uma loja de artigos para presentes, situada no prédio 40 do campus central da PUCRS. Ela faz parte do grupo da Livraria acadêmica, porém seu foco é na venda de bolsas, bijuterias, cartões, artigos de decoração e presentes. A loja vende também sombrinhas no valor de R$ 29,99, e as formas de pagamento são: dinheiro à vista, cartão de débito e crédito em até 3x sem juros. Os públicos de interesse da

Acadêmica

Variedades

são:

estudantes,

professores,

técnico-

administrativos e visitantes da PUCRS. Seu diferencial está nos produtos exclusivos, e personalizados, além da qualidade que cada um possui. Possuem um website, porém através dele não foi possível verificar os públicos de interesse, visto que ele direciona todos os usuários que clicarem em suas seções para a página no Facebook, dessa maneira acreditamos que o site seja mais para um posicionamento dentro do Google. No Facebook, a comunicação é voltada para alunos, técnico-administrativos e professores da PUCRS com postagens quase que diariamente de forma direcionada para relacionamento com os públicos e também para mostrar as novidades que chegam na loja, atualizando a rede com frequência, além de possuir uma boa taxa de resposta no Facebook. Se posicionam como a papelaria e loja de variedades parceira dos alunos e professores da PUCRS. Seus pontos fortes são o atendimento na loja física, a interação com os públicos no meio digital, e também a qualidade e diversidade dos produtos vendidos. Já nos pontos fracos, gostaríamos de destacar que o site da maneira como se encontra


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hoje, acaba se tornando inútil para a organização, não contribuindo para uma comunicação ou relacionamento com os públicos.

4.3 COMPARATIVO ENTRE OS CONCORRENTES

Nos quadros a seguir, apresentamos um comparativo entre os concorrentes da CommodityE. Serão analisados seus produtos e serviços, públicos de interesse, distribuição,

localização

geográfica,

atuação

no

mercado,

posicionamento

estratégico, preços praticados e adoção ou não de promoções.

Quadro 3 - Análise de concorrência - produto e serviço Características ou Atributo Competitivo Produto/ serviço

Ambulantes vendedores de guarda-chuva

Griffe PUCRS

Acadêmica Variedades

Venda de guardachuvas, sombrinhas, capas de chuva.

Guarda-chuvas e sombrinhas.

Guarda-chuvas e sombrinhas

Públicos de interesse

Transeuntes que circulam ao entorno da universidade PUCRS, alunos e técnicoadministrativo da universidade e do Hospital São Lucas.

Alunos, professores, técnico-administrativos, e visitantes da universidade PUCRS.

Alunos, professores, técnico-administrativos, e visitantes da universidade PUCRS.

Distribuição

Venda direta

Venda direta por loja física

Venda direta por loja física

Localização geográfica

Em frente às saídas da passarela de acesso à PUCRS e ao Hospital São Lucas. Av. Ipiranga, 6690 Jardim Botânico, Porto Alegre - RS, 90619-900

Térreo do prédio 11 Av. Ipiranga, 6690 - Jardim Botânico, Porto Alegre - RS

2º andar do prédio 41, loja 04 Av. Ipiranga, 6690 - Jardim Botânico, Porto Alegre - RS

Tempo de atuação no

Não é possível mensurar

Não obtivemos essa informação

35 anos


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mercado Posicionam ento Estratégico e Diferencial de Mercado

Não possuem.

Diferencial de mercado é de possui produtos licenciados e exclusivos com a marca PUCRS

Diferencial de mercado é possuir produtos personalizados, diferenciados, e de qualidade, além de estar a 35 tempo na universidade.

De R$ 10,00 à R$ 25,00

De R$ 40,00 à R$ 65,00

R$ 29,99

Condições de Pagamento

Dinheiro

Dinheiro, cartão de crédito e débito.

Dinheiro, cartão de crédito e débito.

Promoção de Produtos

Não possui

Desconto eventuais para estudantes

Não possuem descontos

Preço (produto)

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

No Quadro 3, estão listados os produtos e serviço de cada uma das concorrentes. Todos praticam a venda de guarda-chuvas e sombrinhas, com preço que varia de R$ 10,00 à R$ 65,00, de acordo com o modelo e material de fabricação. O diferencial da Griffe PUCRS e da Acadêmica Variedades é a personalização dos produtos, já os ambulantes, estes estão posicionados próximo às paradas de ônibus e possuem o preço mais competitivo, o que facilita a compra do produto. Todos estão localizados em prédios de fácil acesso aos alunos e não fazem divulgação destes produtos. Também não foram identificadas ações e promoções para os mesmos.

Quadro 4 - Análise de concorrência - comunicação Características ou Atributo Competitivo

Ambulantes vendedores de guardachuva

Griffe PUCRS

Produto/

Guarda-chuvas

Material escolar,

Acadêmica Variedades

Presentes, objetos de


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Serviço

Públicos de interesse

(quando chove), bijuterias, acessórios de celular, acessórios femininos Transeuntes que passam pela frente do pórtico de entrada da PUCRS, ou em direção ao Hospital São Lucas.

Comunicação Posicionamento

Não possuem

Comunicação Instrumentos e Estratégias

Não possuem

Comunicação

Contato direto e

agasalhos, bolsas, mochilas, guarda-chuva

decoração, livros, bolsas, acessórios femininos

Através das Newsletter tentam atingir os alunos tanto da PUCRS, quando do Colégio Champagnat. Pelo Instagram, o foco é em alunos da PUCRS, e técnico-administrativos da instituição.

Pelo site não foi possível verificar os públicos de interesse,, visto que ele direciona todos que clicarem em suas seções para a página no Facebook, dessa maneira acreditamos que o site seja mais para um posicionamento dentro do Google. No Facebook, a comunicação é voltada para alunos, funcionários e professores da PUCRS. Se posicionam como a papelaria e variedade parceira dos alunos e professores da PUCRS Possuem um site, porém ao clicar em algumas opções, ele redireciona para a página da empresa no Facebook. Este é atualizado com uma frequência diária.

Se posicionam como a loja que vende artigos diferenciados para os alunos PUCRS Utilizam o Instagram para divulgação de produtos, novidades e promoções, mas não atualizam com frequência, utilizam o mailing da PUCRS para envio de Newsletter. Possuem uma

Utilizam o Facebook


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Pontos Fortes

face a face com os públicos, utilizando na necessidade eventual de seus clientes para a venda.

Comunicação Pontos Fracos

Não possuem de fato uma comunicação estruturada

comunicação mais direta com os públicos, através do instagram e da possibilidade de envio de e-mails com o mailing da PUCRS, loja física bem estruturada para atendimento, legitimidade perante a comunidade, qualidade dos produtos. Não atualizam com frequência o Instagram, não possuem uma página no Facebook para se relacionar com os públicos, não possuem site.

de forma direcionada para relacionamento com os públicos e também para mostrar as novidades que chegam na loja, atualizando a rede com frequência, além de possuir uma boa taxa de resposta no Facebook.

O site da organização não cumpre com o papel de ser informativo, ou até mesmo um canal de contato entre a organização e os públicos.

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

Quanto à comunicação, apresentada no Quadro 4, observamos que não há uma forte divulgação e incentivo para que os alunos comprem guarda-chuvas. Os concorrentes não se preocupam em estar presentes em todos os canais de comunicação virtual. A Griffe PUCRS, por ser a representante oficial da marca PUCRS, utiliza dos canais da universidade para sua divulgação, mas não possui um canal próprio. A Acadêmica Variedades, ao que podemos notar, não possui profissionais da comunicação a frente de suas redes, o que torna suas publicações mais “amadoras”. O ambulante se utiliza apenas da comunicação face a face e pode-se dizer que é oportunista, apresentando o produto apenas em dias de chuva e posicionando-se em locais de maior circulação de pessoas.


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5 ANÁLISE DOS CONSUMIDORES

Na perspectiva mercadológica, podemos entender que, conforme Churchill (2005), consumidor é quem compra um bem e/ou um serviço para si mesmo ou para outros, e não para revendê-lo ou usá-lo como insumo. Já para Kotler (1998), os consumidores maximizam valores de um produto ou serviço, mas estão limitados pelos custos, pelo conhecimento, pela mobilidade e pela renda. Podemos entender que Churchill (2005) e Kotler (1998) concordam que o consumidor está submetido a uma contrapartida ou condição para satisfazer desejos e necessidades, sejam seus ou de outras pessoas. Para Mowen e Minor (2003, p. 3), o comportamento do consumidor é definido como o estudo das unidades compradoras e dos processos de troca envolvidos na aquisição, no consumo e na disposição de mercadorias, serviços, experiências e ideias.

Ainda segundo Mowen e Minor (2003), o elemento fundamental do comportamento do consumidor é o processo de troca entre consumidores e empresas ou a troca entre duas empresas, numa situação de compra industrial. A partir dessa afirmação, podemos apontar que consumir pode significar a troca ou transferência de recursos com ou para alguma parte. Por exemplo: num supermercado o consumidor troca dinheiro por produtos. Além disso, podemos pensar que recursos como sentimentos e informações também podem ser trocados num único processo. Para Samara (2005, p. 4): Analogamente, pode-se dizer que o consumidor é como um iceberg. Ele se movimenta no mercado e todos podem visualizá-lo. como a ponta de um iceberg, mas suas reais intenções, motivações e atitudes permanecem ocultas. Apenas analisando-o mais profundamente, por meio da imersão em seu interior, será possível conhecer o seu todo, enxergando-o de forma integral e descobrindo as verdadeiras razões que o levam a agir de determinada forma. Esses motivos, que variam desde crenças, atitudes, preconceitos e valores até interesses, necessidades ou desejos, são as forças motrizes que estimulam o comportamento humano e variam de indivíduo para indivíduo.

Nesse sentido, podemos entender que o consumidor é movido por influências submersas, como um iceberg, que justificam seu modo de pensar e agir (aqui podemos indicar fatores sociais, como grupos de referência, famílias e papéis e posições sociais). Além disso, sendo um ator social, podemos pensar que diferentes


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consumidores possuem diferentes especificidades. Sendo assim, suas decisões de compra, portanto, podem ser influenciadas por características pessoais. Por fim, os fatores psicológicos, como motivação, percepção, aprendizagem, crenças e atitudes, podem também exercer influência sobre o comportamento dos consumidores (KOTLER, 2006).

5.1 PERCEPÇÕES DOS CONSUMIDORES EM POTENCIAL SOBRE O SERVIÇO A SER LANÇADO

A fim de compreender a percepção dos alunos da PUCRS em relação à implementação do CommodityE, serviço automatizado de empréstimo de guardachuvas na PUCRS, elaboramos um questionário que começou a ser desenvolvido na ferramenta Google Docs Formulário em 31 de agosto de 2017 (Apêndice C). Na pesquisa, os respondentes tiveram sete questões, divididas em cinco blocos, representados na Figura 3. Figura 3 - Os cinco blocos de questões da “Pesquisa sobre proposta de projeto inovador à PUCRS”

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).


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Tivemos como perfil amostral o total de 126 respondentes, no entanto, devido aos filtros, somente 119 respostas puderam ser validadas. Entre os respondentes tivemos alunos e funcionários da PUCRS (técnico-administrativos e professores) e Colégio Marista Champagnat. Foram realizados cinco pré-testes com pessoas de diferentes perfis para validação dos filtros. A pesquisa possuiu uma questão filtro, sendo ela:

1 - Você é aluno ou funcionário da Rede Marista? ❏ Sim, sou aluno PUCRS (continua a pesquisa). ❏ Sim, sou funcionário PUCRS (continua a pesquisa). ❏ Sim, sou aluno marista (continua a pesquisa). ❏ Não (eliminado – encerramento). Também, foi utilizada uma pergunta com “pulo”, que direcionava o respondente para outro bloco de perguntas. Sendo ela:

3 - Se existisse um sistema de empréstimo de guarda-chuvas (similar ao empréstimo de livros da biblioteca), exclusivo para alunos e funcionários, em que você pudesse circular dentro e fora do Campus da PUCRS, você utilizaria? ❏ Sim (continua a pesquisa). ❏ Não (pulo para questão 6).

A pesquisa foi aplicada entre os dias 5 de setembro de 2017 e 23 de setembro de 2017, através do compartilhamento em redes sociais e enviada via email, sendo realizada inteiramente online. Destacamos o dia 10 de setembro de 2017, que obteve o maior número de respostas (41), dia em que divulgamos o questionário nas redes sociais.

5.1.1 Quadro amostral

O Quadro 5, elaborado pelos autores deste projeto (2017), apresenta os números da amostra da pesquisa quantitativa realizada, cujo objetivo foi identificar a percepção dos públicos - alunos da PUCRS, funcionários da PUCRS (técnico-


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administrativos e professores) e alunos Marista - que utilizariam ou não o serviço automatizado de empréstimo de guarda-chuva.

Quadro 5 - Quadro amostral Utilizariam o serviço automatizado de empréstimo de guarda-chuva

Não utilizariam o serviço automatizado de empréstimo de guarda-chuva

Total

Alunos PUCRS

96

7

103

Funcionários PUCRS

13

2

15

Aluno Marista

1

0

1

Total de respondentes 119 Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

5.1.2 Resultados da pesquisa

Nesta seção indicaremos os resultados alcançados a partir da realização da pesquisa, a partir dos dados obtidos no questionário, utilizado como instrumento e disponibilizado via Google Forms aos respondentes. Para identificar o perfil dos amostral, apresentamos a primeira pergunta, que também serviu como filtro para descartar as pessoas que não se enquadram no perfil de público, “Você é aluno ou funcionário da Rede Marista?”, representada no gráfico a seguir.


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Gráfico 1 - Dados qualitativos sobre o perfil amostral (Amostra: 126)

Fonte: Os autores (2017).

O Gráfico 1 caracteriza o perfil amostral da pesquisa quantitativa realizada em quatro opções, sendo elas: aluno Marista; aluno PUCRS; funcionário PUCRS; Nenhuma das alternativas. A partir dos resultados identificamos que 86,55% dos respondentes são alunos PUCRS, 12,61% são funcionário PUCRS e 0,84% são alunos do Colégio Marista. A fim de identificar quais os prédios de maior circulação dos públicos de interesse, incluímos a questão “Quais prédios ou faculdades você mais frequenta?”. A seguir, os prédios mais citados na pesquisa.

Gráfico 2 - Dados quantitativos em relação aos prédios ou faculdades mais frequentadas pelos respondentes (Amostra: 119)

Fonte: Os autores (2017)


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De acordo com o gráfico 2, é possível perceber que dentre os respondentes da pesquisa, os prédios que costumam frequentar com mais regularidade são: em primeiro lugar, com 51,3% das respostas, o prédio 7. Na sequência em com 27,7% o prédio 16, com 15,1% o prédio 11, com 10,9% o prédio 50, e com 10,1% o prédio 30. Desta maneira percebemos que inicialmente existe a necessidade de pontos do CommodityE nesses prédios, visto que, possuem grande circulação, e são relativamente distantes uns dos outros. Além disso, ao disponibilizar o serviço nestes locais, a potencialidade da adesão dos públicos poderá ser maior. Indagamos os respondentes se eles utilizariam um sistema de empréstimo de guarda-chuvas (similar ao empréstimo de livros da biblioteca), exclusivo para alunos e funcionários, em que pudessem circular dentro e fora do Campus da PUCRS, se existisse, e as respostas foram muito positivas como mostra o gráfico abaixo.

Gráfico 3 - Número de respondentes que utilizariam ou não o serviço automatizado de empréstimo de guarda-chuvas (Amostra: 119)

Fonte: Os autores (2017)

A partir desse gráfico podemos entender que, embora seja evidente que ampla maioria (92,4%) utilizaria o serviço automatizado de empréstimo de guardachuva, há um grupo de respondentes que resistem à proposta. Embora seja pequeno (7,6%), esse grupo minoritário poderá influenciar em alguma medida na decisão dos demais. Aqui vale construir o seguinte cenário: se o grupo dos que não


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estão dispostos a aderir ao serviço estiverem ligados ao DCE 5, por exemplo, há uma probabilidade desse público exigir à universidade que esse serviço seja gratuito, uma vez que em sua percepção o preço cobrado nas mensalidade já é elevado. Nesse sentido, podemos entender a importância de pensar em alternativas na comunicação, para que este grupo que é contrário à utilização, possa ter um olhar mais amplo em relação aos benefícios dos empréstimos de guardas-chuvas, além do custo financeiro desta prestação de serviço. Através do cruzamento de dados do perfil amostral e da utilização do serviço, pudemos identificar quais dos respondentes seriam os possíveis públicos de interesse da CommodityE.

Gráfico 4 - Dados quantitativos do perfil amostral que utilizariam ou não o serviço automatizado de empréstimo de guarda-chuvas (Amostra: 119)

Fonte: Os autores (2017)

Entre os públicos respondentes da pesquisa, os alunos são os que mais utilizam esse serviço, com 81% das respostas afirmativas, em contrapartida 6% deste grupo disse que não seria adepto da utilização do serviço. Entre os técnicosadministrativos da instituição 11% afirmaram que utilizariam o serviço de empréstimo 5 Segundo o site da UNE (2017), DCE é a entidade que representa o conjunto dos universitários de uma

determinada universidade. Deve existir nas instituições de ensino que tenham mais de quatro cursos superiores. O DCE possibilita aos estudantes o debate e mobilizações relacionadas àquela instituição, seus problemas, desafios gerais ou específicos.


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de guarda-chuva, e 2% disse que não utilizaria. Quando questionados sobre a disposição em pagar um valor simbólico por este empréstimo, obtivemos o seguinte cenário:

Gráfico 5 - Dados quantitativos sobre a disposição dos respondentes a pagarem ou não pelo serviço de empréstimo de guarda-chuvas (Amostra: 119)

Fonte: Os autores (2017)

Com esses resultados podemos pensar que, se relacionarmos o grupo dos que estão dispostos a pagar pelo serviço ao grupo dos que estão indecisos, teremos 87,3% de alunos e funcionários dispostos a aderirem ao serviço, considerando a possibilidade de pagarem por isso. Nessa lógica, observamos que apenas 12,7% dos respondentes não pagariam para ter o serviço de empréstimo automatizado de guarda-chuvas. Ainda que minoria, esse último grupo pode tornar, em alguma medida, não tão efetivo o serviço quanto o esperado pelo grupo (em termos de adesão). Embora as chances sejam baixas, conforme indicado pelo gráfico, precisamos considerar as manifestações negativas ao viabilizar o serviço. Aos que marcaram a resposta positiva, seguimos com a pergunta “Até quanto você estaria disposto a pagar pelo serviço?”.


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Gráfico 6 - Dados quantitativos sobre até qual valor os públicos estariam dispostos a pagar caso houvesse cobrança pelo empréstimo (Amostra: 119)

Fonte: Os autores (2017)

A partir das respostas obtidas nesta questão, é possível observar que dos 119 respondentes que estariam dispostos a pagar pelo serviço, 55% sinaliza que o valor máximo que pagaria é de R$ 2,00. Assim, percebemos que esse resultado pode ser influenciado pela oferta de guarda-chuvas que existe no Campus e ao seu entorno, em que é possível comprar um guarda-chuva de um vendedor ambulante por valores a partir de R$ 10,00, sendo assim o valor de R$ 2,00 poderia ser considerado justo, visto que, o produto deverá ser devolvido. Um fato curioso é o percentual de pessoas dispostas a pagar R$ 5,00 pelo empréstimo (valor mais alto estipulado na pesquisa), que foi maior que o número de pessoas dispostas a pagar R$ 1,00 (valor mais baixo estipulado na pesquisa). Podemos, assim, entender que o serviço de empréstimo é visto como útil e é valorizado pelos público. Aos que se mostraram contrários ao a implantação do sistema de empréstimo, tentamos entender seus motivos a partir do questionamento “Por que você não usaria o sistema de empréstimo de guarda-chuva?”.


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Gráfico 7 - Respostas dos que optariam por não utilizar o serviço de empréstimo de guarda-chuva, caso este for implementado na PUCRS (Amostra: 9)

Fonte: Os autores (2017)

Essa pergunta foi feita de forma aberta, ou seja, em que os participantes da pesquisa poderiam optar por escrever ou não, o motivo que os levaria a não utilizar o serviço de empréstimo. A partir das respostas que obtivemos, foi possível observar que 4 dos respondentes, que disseram não aderir ao serviço, utilizaram como justificativa o fato de já carregar seu próprio guarda-chuva. Porém, 2 salientaram que a universidade deveria ter uma preocupação maior com outras prioridades antes de fornecer este serviço. Essas foram as duas justificativas mais citadas, mas também a questão do medo, por parte do usuário, de esquecer o guarda-chuva em algum lugar, e também o “não gostar” de utilizar guarda-chuva, foram citados. Com isso percebemos que a maior motivação é já carregar seu guarda-chuva. Mas a questão das prioridades da PUCRS também foi colocadas em pauta, o que nos leva a pensar que a comunicação desse novo serviço deve ser planejada de maneira a mostrar que uma melhoria para o bem-estar dos públicos não anula outras melhorias que possam vir a ser realizadas no Campus. Aos respondentes que utilizariam o sistema, mas não se sentiriam à vontade de pagar um valor para o empréstimo, questionamos seus motivos.


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Gráfico 8 - Respostas dos que não estariam dispostos a pagar um valor simbólico por este empréstimo (Amostra: 14)

Fonte: Os autores (2017)

Com base nos resultados, podemos identificar que a maioria dos respondentes que não pagariam pelo serviço (7%), justificou que a mensalidade da Universidade já é bastante alta, outros 4 disseram que apenas não queriam pagar, ou que não viam motivos para pagar esse tipo de serviço. A questão sobre a PUCRS ter caminhos cobertos também foi levantada, e a falta de condição financeira também foi um fator que apareceu em 1 das respostas. Identificamos a importância de conhecer o perfil dos respondentes que estariam dispostos a pagar um valor simbólico pelo serviço, então cruzamos os dados obtidos na questão 1 e na questão 4 da pesquisa.


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Gráfico 9 - Qual o percentual de alunos da PUCRS, do Colégio Champagnat, e funcionários da PUCRS, estariam dispostos a pagar pelo serviço (Amostra: 119)

Fonte: Os autores (2017)

A partir dos dados obtidos com este cruzamento entre as questões de número 1 e 4, é possível observar que 41% dos alunos da PUCRS estariam dispostos a pagar pelo serviço, 36% dos alunos ainda não têm certeza se pagariam ou não, e 10% não pagaria. Dessa forma percebemos que para haver uma real adesão, e também para que haja cobrança do serviço, seria necessário trabalhar fortemente a comunicação entre, principalmente, os alunos que estão indecisos em relação a cobrança. Pois, caso contrário, o percentual de alunos que não pagariam e estão indecisos, poderia chegar a ser maior (46%) que o percentual de pagantes (41%), se levarmos em consideração a influência que estes alunos poderiam ter sobre outros. O mesmo caso se repete entre os respondentes que são funcionários da universidade, pois o percentual de dispostos a pagar é de 5%, contra os que não estariam dispostos a pagar, cerca de 4%. Além dessa diferença de apenas 1%, ainda existe o percentual de indecisos que é de 3%, reforçando que se houver uma real intenção de cobrar pelo serviço, essa ação deverá ser muito bem planejada e alinhada ao planejamento de comunicação, para que assim não haja riscos de prejudicar o projeto.


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5.2 NÚMEROS DO SETOR DO PRODUTO

Os dados obtidos no site Brasil Escola (2017) mostram que o setor terciário (setor

de

serviços)

possui

grande

importância

na

economia

brasileira

contemporânea, tendo participação significativa nos produtos e empregos no Brasil. Este setor abrange atividade de serviços e comércio de produtos, contendo diversos ramos

como

transportes,

comunicações,

comércio,

instituições

financeiras,

administrações públicas, tecnologia da informação e outras. Devido a discrepância deste setor, é difícil realizar uma análise perceptível tendo em vista que nele estão incluídos desde multinacionais, elevadamente capitalizadas, até comércios mais humildes do varejo. Por isso, uma única análise deste setor pode gerar percepções simplistas e não adequadas a sua complexidade. Segundo dados do IBGE (2017), o setor de serviços, responsável por quase 75% do PIB, foi o que registrou maior crescimento trimestral – 0,6% – em 2017, com destaque para o segmento de comércio (1,9%). Tal resultado foi causado principalmente pela volta do crescimento do consumo das famílias (1,4%), fruto da queda do desemprego e de uma maior estabilidade do rendimento médio real da população. Outros segmentos do setor de serviços também apresentaram crescimento relevante neste segundo trimestre, sendo eles: Atividades imobiliárias (0,8%); outros serviços (0,8%); e Transporte, armazenagem e correio (0,6%). Entretanto segmentos como os de Serviços da informação, o setor público e Intermediação financeira e seguros provocaram apreensão no mercado devido a suas baixas. O IBGE ainda aponta que no ano de 2015, o Brasil dispunha de 1,287 milhão de empresas de serviços, que geraram R$ 856 bilhões de valor adicionado bruto. Na época o setor empregava cerca de 12,7 milhões de pessoas, que receberam R$ 315,0 bilhões de salários, retiradas e outras remunerações. O número de postos de trabalho, porém, recuou 2,3%, ou seja, 304.521 empregados foram demitidos.

5.3 SEGMENTAÇÃO DO MERCADO

A partir destas informações, foi possível perceber alguns aspectos e características dos públicos que poderão ser consumidores do serviço CommodityE. Utilizamos como base os fundamentos para a análise geográfica, demográfica,


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psicográfica e comportamental, para compreendermos e conhecermos melhor nossos públicos. Dessa maneira poderemos definir, os públicos para os quais as mensagens e estratégias de comunicação serão direcionadas, e assim para efetividade do plano de comunicação poderá ser maior.

Quadro 6 - Segmentação de mercado-alvo CommodityE Geográfica

Brasil, Porto Alegre, Bairro Partenon

Demográfica

● Masculino e Feminino; ● Classes A, B, e C; ● Jovens e adultos de 18 a 70 anos, dependentes e independentes financeiramente da família, com ensino fundamental, médio ou superior (completo e incompleto); ● Renda familiar mensal entre um a quinze salários mínimos.

Comportamental

● Alunos, professores e técnico-administrativos da PUCRS; ● Que utilizam transporte público, ou estacionamentos descobertos da PUCRS; ● Que circulam pelo Campus da universidade; ● Que apreciem novidade, inovação, conforto e facilidade; ● Que utilizem redes sociais, e sigam os canais de comunicação da universidade.

Psicográfica

● Pessoas que não possuem costume de carregar guarda-chuva; ● Que passam o dia todo fora de suas residências, ou que moram longe da universidade, estando impossibilitadas de retornar para buscar seu guardachuva caso haja uma mudança no clima; ● Pessoas que passam o dia todo no Campus Central da PUCRS; ● Pessoas que circulam em prédios variados da universidade.

Fonte: Elaborado pelos autores com base em Kotler (2006).

a


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Percebemos que os públicos de interesse da CommodityE, são compostos por pessoas ligadas a PUCRS (sejam professores, alunos ou funcionários da instituição). Esses públicos passam muitas horas do seu dia na universidade, e possuem grande circulação entre diferentes prédios. Com base nesta análise de segmentação de mercado, entendemos que os públicos estão localizados especificamente na PUCRS, Av. Ipiranga, 6681 Partenon, Porto Alegre/RS. Costumam circular entre os prédios que ficam localizados no campus central, Parque Esportivo e também no Hospital São Lucas. Através de observação do grupo, percebemos que na universidade existem todos os gêneros, feminino e masculino, com distintas faixas etárias. A partir disso, acreditamos que o serviço CommodityE independe de gênero, e idade podendo ser utilizado por homens, mulheres, crianças, jovens e idosos, desde que sejam alunos, professores ou técnico-administrativos da PUCRS.


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6 PLANO DE COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS

Este capítulo apresenta os desafios de comunicação e pressupostos da iniciativa proposta no projeto CommodityE. Também, apresenta os objetivos do plano de comunicação e Relações Públicas, bem como as mensagens centrais pensadas para cada público. Ainda, neste capítulo são apresentadas ações de comunicação e Relações Públicas para a consecução deste projeto.

6.1 DESAFIOS E PRESSUPOSTOS

A partir das informações obtidas, já apresentadas nos capítulos anteriores, percebemos alguns desafios e pressupostos em relação à implementação e adesão ao serviço de empréstimo automatizado de guarda-chuva, que se não seguidos podem interferir negativamente no (re)conhecimento dos públicos de interesse, podendo resultar em uma comunicação ineficiente. Dessa forma apontamos os desafios e pressupostos a seguir:

6.1.1 Desafios de comunicação

Os desafios de comunicação projetados para a consolidação da CommodityE estão concentrados em aspectos como a falta de conhecimento dos públicos em relação ao serviços de empréstimo automatizado de guarda chuva, a resistência na aceitação do projeto bem como o respeito ao prazo de devolução. Com isso, apresentamos: ● A falta de conhecimento dos públicos em relação ao serviço pode comprometer a efetividade da execução do projeto. Isso pode acontecer porque a PUCRS, enquanto viabilizadora, poderá questionar se essa iniciativa é possível manter sob o ponto de vista do seu grau de adesão; ● Embora pequena, conforme pesquisa de opinião já realizada e apresentada neste projeto, há uma parcela de alunos, professores e funcionários da PUCRS que resistem à proposta da CommodityE, com


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isso há o desafio de pensar em ações que auxiliem no processo de aceitação; ● Emissão de mensagens que garantam que os usuários respeitem as normas de devolução dos guarda-chuvas, especialmente o sentido de entregá-los no prazo de sete dias; ● Inconsciência dos públicos sobre a importância desse serviço para o Campus Central.

6.1.2 Pressupostos

Os pressupostos a seguir identificam os pilares em que as ações propostas estão ancoradas. Com isso, essas informações estão ligadas ao que, sob o ponto de vista do grupo, pode garantir assertividade na consecução do projeto: ● Comunicação clara e focada em alunos, professores e técnicoadministrativos da PUCRS; ● Utilização do sistema de comunicação da universidade para divulgação do serviço; ● Aproveitamento das oportunidades em eventos realizados pela universidade, que envolvam os públicos de interesse da CommodityE; ● Utilização de espaços físicos da instituição para divulgação do serviço.

6.2 OBJETIVOS DO PLANO DE COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS

Nesta seção serão apresentadas as organizações envolvidas neste projeto, ou seja, a CommodityE e PUCRS, bem como os demais públicos que poderão legitimar o serviço de empréstimo automatizado de guarda-chuvas. No quadro a seguir identificamos cada um desses públicos e os respectivos objetivos que norteiam as ações para eles direcionadas.


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Quadro 7 - Organizações, públicos e objetivos de comunicação e Relações Públicas Organização

Públicos

CommodityE

Viabilizadores do projeto

● Despertar o interesse pelo serviço; ● Ressaltar a importância de prestar esse serviço aos públicos internos; ● Destacar o valor tecnológico e inovador agregado ao serviço.

Imprensa

● Estabelecer um relacionamento que viabilize a presença da CommodityE nos veículos de comunicação da cidade de Porto Alegre, através de reportagens e notícias.

Consumidores finais

● Informar os públicos em relação ao serviço e sua utilização; ● Despertar o interesse de públicos resistentes à proposta da CommodityE; ● Conscientizar os usuários quanto à devolução dos guarda-chuvas dentro do prazo de sete dias; ● Esclarecer aos públicos sobre a importância desse serviço para os alunos, professores e técnicos administrativos.

PUCRS

Objetivos

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

6.3 MENSAGEM CENTRAL

No quadro a seguir serão apresentadas as mensagens centrais pensadas para os públicos. Nele foram identificadas as organizações envolvidas diretamente neste projeto (fornecedor e viabilizador), bem como seus respectivos públicos e uma orientação de comunicação para cada um deles.

Quadro 8 - Organização, públicos e mensagens para a comunicação Organização

Públicos

Mensagem


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CommodityE

PUCRS

Viabilizadores do projeto

Serviço inovador pensado para proporcionar uma experiência positiva de deslocamento, aproximando a PUCRS de seus públicos a partir do acolhimento a eles oferecido.

Imprensa

A CommodityE é uma empresa inovadora, que acredita no bem-estar dos alunos, professores e funcionários da PUCRS, porque oferece um serviço inteligente e automatizado de empréstimo de guarda-chuva.

Consumidores finais

Uma experiência positiva de deslocamento entre os prédios em dias de chuva, facilidade no cotidiano dentro e fora do campus e uma oferta de solução coletiva para evitar gastos não essenciais.

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

6.4 AÇÕES DE COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES PÚBLICAS

A seguir serão apresentadas a campanha de comunicação e as ações de comunicação e Relações Públicas propostas. Divididas por quadros, as ações de comunicação contemplam as seguintes informações: nome, públicos envolvidos, descrição, canais/mídias envolvidos na ação, responsabilidades, investimentos, indicadores de mensuração da ação e plano de prevenção.

6.4.1 Café tecnológico

A ação a seguir contempla o público viabilizadores do projeto. Foi planejada para despertar o seu interesse pelo serviço, ressaltar a importância de prestá-lo aos públicos internos e destacar o seu valor tecnológico e inovador. Os responsáveis pela implementação desta ação são os integrantes da CommodityE.


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Quadro 9 - Ação Café Tecnológico Campanha: Vai um guarda-chuva amigo aí? Ação

Café Tecnológico

Públicos envolvidos

Viabilizadores do projeto

Descrição

A proposta do café tecnológico é promover um encontro da CommodityE com os viabilizadores do projeto, neste caso, gestores da PUCRS. O encontro ocorrerá no turno da manhã nas dependências da universidade, e será dividido em dois momentos: primeiramente um café da manhã, oferecido pela fornecedora do serviço, e em seguida, a apresentação da proposta de empréstimo automatizado de guarda-chuvas. O encontro contará com apresentação de um vídeo explicativo sobre o projeto, um protótipo (impresso em impressora 3D) do toten, presença de DJ para sonorização do ambiente durante o café da manhã, distribuição de guarda-chuvas com a marca PUCRS, cascata de água em vidro para tematizar fotos (que serão produzidas durante o evento com uma câmera de impressão instantânea).

Canais/mídias envolvidos

Ligações telefônicas e e-mails

Responsabilidades

Contato com gestores via telefone Envio de convite digital via e-mail Elaboração de lista com nomes confirmados Contratar serviço de catering Construção de um cenário (cascata em vidro) Contratação de DJ Contratação de fotógrafo Aquisição de guarda-chuvas com a marca PUCRS Criação e produção de uma animação (vídeo) com a apresentação do projeto e simulação da utilização do


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equipamento Investimentos

R$ 25.000,00

Indicadores de mensuração da ação

Implementação do projeto CommodityE (aprovação) Aceitação

de,

pelo

menos,

90%

dos

gestores

participantes do Café Tecnológico Plano de prevenção

Locação de um auditório para reunir gestores da universidade caso não haja disponibilidade de espaço no campus e fornecimento de água se o custo do catering não puder ser suprido.

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

6.4.2 Atenção: chove tecnologia na PUCRS

A ação a seguir contempla o público imprensa. Foi planejada para estabelecer um relacionamento efetivo entre a CommodityE e jornalistas dos principais veículos de comunicação de Porto Alegre. Os responsáveis pela implementação desta ação são os integrantes da CommodityE. Quadro 10 - Ação “Atenção: chove tecnologia na PUCRS” Campanha: Vai um guarda-chuva amigo aí? Ação

Atenção: chove tecnologia na PUCRS

Públicos envolvidos

Imprensa (televisão e jornais)

Descrição

O “Atenção: chove tecnologia na PUCRS” consiste no envio de guarda-chuvas a um jornalista de cada um dos principais veículos de comunicação de Porto Alegre (RBS TV, Zero Hora, Record TV RS, Jornal Correio do Povo, Jornal do Comércio, Band RS, Jornal Metro de Porto Alegre, TV Pampa e Jornal O Sul), bem como um cartão do jornalista (semelhante aos cartões dos alunos da PUCRS) com QR Code que daria acesso a um vídeo


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explicativo sobre o projeto e um release. Canais/mídias envolvidos

Motoboys

Responsabilidades

Criação, desenvolvimento e produção de um vídeo Aquisição de guarda-chuvas pequenos Elaboração de release Criação e produção de cartões Contratação de serviço de motoboy

Investimentos

R$ 7.000,00

Indicadores de mensuração da ação

Veiculação de, no mínimo, 15 matérias (reportagem ou notícia) nos veículos de comunicação contatados, entre televisão e mídias impressas e onlines. Esses conteúdos poderão ser identificados por meio de clipping.

Plano de prevenção

Caso o custo seja considerado elevado, permanecer somente com a proposta de enviar de cartões via mala direto, sob possibilidade de convênio com serviço de Sedex/Correios.

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

6.4.3 Calouros, não se molhem!

A ação descrita abaixo é direcionada aos públicos internos, mais especificamente aos calouros de cada semestre. Ela está atrelada aos objetivos de informar os públicos em relação a oferta deste serviço, inteirar os públicos quanto a importância desse serviço no Campus Central, e despertar o interesse desses públicos. Será realizada semestralmente, na cerimônia de recepção dos calouros. A responsabilidade da execução desta ação é da PUCRS.


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Quadro 11 - Ação “Calouros, não se molhem!” Campanha: Vai um guarda-chuva amigo aí? Ação

Calouros, não se molhem!

Públicos envolvidos

Consumidores finais - alunos

Descrição

Durante a cerimônia de recepção dos calouros que ocorre no início de cada semestre, será feita uma divulgação da existência do serviço de empréstimo de guarda-chuva, juntamente com uma capacitação de como utilizar o auto-empréstimo. A apresentação do serviço será feita na palestra que mostra os serviços que a PUCRS possui e estão disponíveis para a utilização dos alunos, e logo em seguida será feita uma demonstração de uma forma divertida em uma espécie de teatro, onde a chuva será representada por confetes, terá uma máquina de auto-empréstimo e um veterano irá ensinar como fazer para obter seu guarda-chuva e não se “molhar” com os confetes.

Canais/mídias envolvidos

E-mail marketing da instituição, Facebook e Instagram

Responsabilidades

Roteiro de apresentação do serviço para a palestra; Escolha do representante dos veteranos; Roteiro da participação do veterano na demonstração; Compra dos papeis confetes;

Investimentos

R$ 700,00

Indicadores de mensuração da ação

Pesquisa quanto a adesão dos calouros ao serviço de auto-empréstimo.

Aprovação

esperada:

80%

de

satisfação. Plano de prevenção

A ação será realizada no centro de eventos, caso não tenha tempo hábil para isso durante a cerimônia, poderá ser feita uma atividade individual do serviço no saguão


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da biblioteca; Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

6.4.4 Pausa para dica

A ação apresentada no quadro abaixo está direcionada para os consumidores finais. Ela contempla o objetivo de despertar o interesse dos públicos da CommodityE, através de informações rotineiras e interativas que entretenha os usuários e os estimulem a aceitarem e o aplicação do serviço. A responsabilidade da execução desta ação é da PUCRS.

Quadro 12 - Ação de dicas para os usuários Campanha: Vai um guarda-chuva amigo aí? Ação

Pausa para dica

Públicos envolvidos

Consumidores finais

Descrição

Ação “Pausa para dica” tem o intuito de informar os consumidores finais de uma forma divertida, se fazendo presente na rotina de seus usuários nos dias de chuva e nos dias de sol. O “Pausa para dica” trará dicas de cuidados com a saúde, previsão do tempo, palestras, atividades e eventos no Campus PUCRS, gastronomia e cultura.

Canais/mídias envolvidos

Redes sociais (Facebook e Instagram) e aplicativo.

Responsabilidades

Mapeamento de dicas; Produção das artes; Gestão das Redes sociais; Monitoramento de interações com as publicações.

Investimentos

R$ 400,00/mês (duração de 12 meses, podendo ser renovada)


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Indicadores de mensuração da ação

Ferramenta de monitoramento e mensuração de redes sociais. Alcance de, pelo menos, 80% dos curtidores das redes sociais, gerando engajamento de número igual ou superior. Aumento de 20% do número atual de participantes nas palestras, eventos e atividade no Campus da PUCRS.

Plano de prevenção

Utilizar inicialmente SMS como canal de comunicação para engajar o interesse pela ação “Pausa para dica”

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

6.4.5 Concurso “My name. My color”

A ação a seguir está direcionada aos alunos, técnicos-administrativos e professores. Ela contempla os objetivos de informar aos públicos em relação ao serviço e sua utilização, despertar o interesse de públicos resistentes à proposta da CommodityE e inteirar os públicos sobre a importância desse serviço para os alunos, professores e técnicos administrativos. Também transmite a mensagem uma oferta de solução coletiva para evitar gastos não essenciais. A responsabilidade da execução desta ação é da PUCRS. Quadro 13 - Ação “Concurso ‘My name. My color” Campanha: Vai um guarda-chuva amigo aí? Ação

Concurso “My name. My color”

Públicos envolvidos

Consumidores finais (alunos, técnicos-administrativos e professores)

Descrição

Concurso “My name. My color” será realizado para definir o nome oficial do guarda-chuva e a primeira cor ou estampa que o guarda-chuva terá. A participação do público da PUCRS (alunos, técnicos-administrativos e professores) será decisiva para a execução dessa ação. Inicialmente será lançado o teaser para captação de


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possibilidade de nome e cores para o guarda-chuva. As cinco sugestões mais curtidas passarão para a próxima etapa. Na segunda etapa, será divulgado uma enquete através de intranet, e-mail marketing e aplicativo, com os cinco nomes e cores mais curtidos. Somente alunos, técnicos-administrativos e professores poderão votar nessa segunda etapa. Após o período de votação, o nome e cor mais votado será adquirido pelo guardachuva e iniciará a etapa de implantação dos totens com os guarda-chuvas personalizados. A pessoa responsável pela sugestão vencedora ganhará um guarda-chuva personalizado. Canais/mídias envolvidos

Redes sociais (Facebook e Instagram), intranet, e-mail

Responsabilidades

Produção das artes;

marketing, cartazes e aplicativo.

Gestão das Redes sociais; Verificação dos nomes e cores classificados para a próxima etapa; Monitoramento de interações com as publicações; Envio de e-mail marketing e mensagem pela intranet; Distribuição de cartazes; Contagem dos votos para definição dos vencedores; Organização do evento de lançamento. Investimentos

R$ 4.500,00

Indicadores de mensuração da ação

Ferramenta de monitoramento e mensuração de redes sociais. Engajamento de pelo menos 80%. Volume de 30% de participação da comunidade PUCRS.

Plano de prevenção

A votação poderá ser por una em cada Centro Acadêmico.

Nessa

votação

contaremos

com

participação de representantes dessas entidades. Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

a


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6.4.6 Devolução que vale pontos

A ação abaixo está direcionada para os alunos, técnicos-administrativos e funcionários. Ela objetiva fomentar a devolução dos guarda-chuvas dentro do seu prazo, e consequentemente evitar com que o usuário tenha que arcar com multa. A responsabilidade da execução desta ação é da PUCRS. Quadro 14 - Ação “Devolução que vale pontos” Campanha: Vai um guarda-chuva amigo aí? Ação

Devolução que vale pontos

Públicos envolvidos

Consumidores finais

Descrição

À medida que o usuário for realizando a devolução dos guarda-chuvas dentro do prazo de empréstimo ele vai acumulando pontos, que podem ser consultados no aplicativo da PUCRS. Cada devolução que ocorrer dentro da data correta valerá dez pontos. De acordo com uma tabela pré-estabelecida, o usuário poderá fazer o resgate desses pontos por produtos da Griffe PUCRS. Por exemplo: a partir de 250 pontos o usuário poderá trocar por itens de até R$ 20,00, 500 pontos por itens de até R$ 50,00, e assim sucessivamente.

Canais/mídias envolvidos

E-mail marketing, Facebook e Instagram

Responsabilidades

Contato com Getit para implementação do sistema de pontos; Estabelecer parceria com a Griffe PUCRS para obtenção de descontos nos itens que serão trocados;

Investimentos

R$ 1.000,00 para desenvolvimento do sistema de pontos; R$ 1.000,00 em produtos Griffe PUCRS para o primeiro


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ano da ação. Indicadores de mensuração da ação

Controle das pontuações X frequência de entregas. Aumento de 50% nas entregas dentro do prazo. Controle de trocas de produtos na Griffe PUCRS. Aumento de 15% do número de visitas à loja.

Plano de prevenção

Caso a Griffe PUCRS não aceite a parceria, a Livraria Acadêmica pode ser uma opção viável, ou uma parceria com Safe Park para isenção de estacionamento.

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

6.4.7 Gincana A charada do guarda-chuva

A ação a seguir está direcionada aos alunos da PUCRS. Ela busca atender aos objetivos de despertar o interesse nos usuários e público resistentes à proposta da CommodityE e expor aos públicos sobre a importância desse serviço para os alunos, professores e técnicos administrativos. A gestão e gerenciamento desta ação ficará sob a responsabilidade da PUCRS. Quadro 15 - Ação “Gincana ‘A charada do guarda-chuva’” Campanha: Vai um guarda-chuva amigo aí? Ação

Gincana “A charada do guarda-chuva”

Públicos envolvidos

Consumidores finais (alunos)

Descrição

A gincana intitulada “A charada do guarda-chuva” ocorrerá semestralmente com os alunos da PUCRS. Será alocada uma charada em cada um dos guardachuvas em um ponto inicial, essa charada só poderá ser resolvida com as dicas espalhadas pelos totens de guarda-chuvas. Cada dica levará a um toten diferente, ocasionando a circulação dentro do Campus, até o resultado final. O primeiro usuário vencedor ganhará um


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guarda-chuva personalizado e uma viagem (destino a definir). Canais/mídias envolvidos

Redes sociais (Facebook e Instagram), cartazes e

Responsabilidades

Construção e planejamento das charadas e regras da

aplicativo.

gincana; Divulgação; Monitoramento das redes sociais; Planejamento do prêmio. Investimentos

R$ 10.000,00.

Indicadores de mensuração da ação

Ferramenta de monitoramento de mensuração nas redes sociais. Engajamento de, pelo menos, 80% dos públicos curtidores da página. Participação de 600 alunos.

Plano de prevenção

Realizar a ação “A charada do guarda-chuva” como uma atividade vinculada a gincana oficial da PUCRS.

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

6.4.8 Diálogo 360°

A ação a seguir está direcionada para os alunos da PUCRS. Ela objetiva despertar o interesse do público que resiste à iniciativa da CommodityE. A responsabilidade da execução desta ação é da PUCRS. Quadro 16 - Ação “Diálogo 360º” Campanha: Vai um guarda-chuva amigo aí? Ação

Diálogo 360º

Públicos envolvidos

Consumidores finais (alunos)

Descrição

A ação tem a proposta de reunir o grupo contrário à proposta de empréstimo automatizado de guarda-chuvas


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numa tenda (semelhante a tenda produzida durante o SET Universitário, entre os prédios 7 e 8). As pessoas que integram esse grupo seriam convocadas via e-mail marketing, redes sociais e cartazes nos murais dos prédios do campus. Com o intuito de discutir sobre as melhorias da universidades e os porquês de elas acontecerem, a temática dos guarda-chuvas seria contemplada à pauta. A ideia promoverá um ambiente favorável e oportuno ao debate. Possibilitará também que alunos informem e contribuam com seus pontos de vista. Canais/mídias envolvidos

E-mail marketing; Cartazes; Redes sociais (Instagram e Facebook); Espaço na agenda online localizada no site da universidade;

Responsabilidades

Contratação de aluguel de tenda e pufs; Roteiro para o(s) mediador(es); Utilização de equipamento de luz, imagem e som; Criação e produção de material gráfico e texto;

Investimentos

R$ 3.500,00.

Indicadores de mensuração da ação

Pesquisa de satisfação (aceitação do serviço de empréstimo automatizado em 60% dos respondentes); Índice de leitura de e-mail marketing (acima de 5%); Ferramenta de monitoramento e mensuração de redes (400 confirmações no evento e conversão de 15% dos alunos contrários à proposta); Adesão de 15% da população PUCRS ao evento

Plano de prevenção

Caso não seja possível realizar o evento, a criação de um canal de comunicação online, tão eficiente quanto o


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evento, será uma possibilidade que oportunizará o debate. Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

6.5 CONSOLIDAÇÃO DOS INVESTIMENTOS

A necessidade em realizar investimentos na comunicação organizacional é permanente, não apenas para sua lucratividade, mas principalmente para a sua longevidade, defende Crepaldi (2008, p.21). E para que os investimentos em ações de comunicação mercadológica sejam justificados, é importante que estes investimentos sejam consolidados. A seguir, apresentamos o resumo das ações e os valores necessários para sua realização:

Quadro 17 - Consolidado de investimentos de todas as ações Ação

Investimento

Café Tecnológico

R$ 25.000,00

Atenção: chove tecnologia na PUCRS

R$ 7.000,00

Calouros, não se molhem!

R$ 700,00

Pausa para dica

R$ 4.800,00 (R$ 400,00/mês durante 12 meses)

Concurso “My name. My color”

R$ 4.500,00

Devolução que vale pontos

R$ 2.000,00

Gincana “A charada do guarda-chuva”

R$ 10.000,00

Diálogo 360º

R$ 3.500,00

Total investido em ações

R$ 57.500,00

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).


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6.6 INDICADORES DE MENSURAÇÃO DOS RESULTADOS

Para mensurar os resultados das ações, é importante apontar que é essencial a realização de procedimentos que respondam os objetivos. Conforme Yanaze (2010, p. 109): Muitos das avaliações da comunicação mercadológica é feito por meio de indicadores que não são próprios da comunicação, como o montante de venda de produtos, número de ligações no SAC etc. Não que a comunicação não possa ajudar na obtenção de resultados mais significativos nesses indicadores, mas há que se entender que isso não acontecerá se não houver outras providências do todo da organização em prol dessas questões.

Nesse sentido, trabalhar com métricas de taxa de conversão e rejeição permitirá que a marca perceba quantitativamente a efetividade das suas ações. Para isso há ferramentas que auxiliam nesse processo, como Sprout Social (software para monitoramento de redes sociais, que permite avaliar a qualidade e grau de engajamento dos públicos com a marca, ideal para acessar estatísticas de acesso, menção e interação das redes sociais Facebook e Instagram da organização e assim analisar sua performance de relacionamento no meio digital). Também, entendemos que necessariamente pesquisas de mercado sejam realizados para que a organização conheça suas possibilidades de evolução dos negócios, conhecendo seus perfis, desejos e necessidades que poderão contribuir para o sucesso da marca se bem trabalhados. A fim de conhecer resultados a respeito de investimentos em ações de comunicação, entendemos que o cálculo de ROI seja adequado para avaliar se a marca de fato está sendo trabalhada na percepção dos públicos. É importante saber em que medida o envolvimento dos públicos se dá em relação à CommodityE, a fim de mantê-la positivamente na mente dos potenciais clientes. Enxergando os objetivos de comunicação estabelecidos no trabalho, o grupo entende que as métricas adequadas para mensuração de resultados das ações propostas são:


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Quadro 18 - Consolidado de investimentos de todas as ações OBJETIVO

MÉTRICAS

FERRAMENTAS

Taxa de adesão pelo serviço

Mensurada pela extensão no aplicativo PUCRS

Ressaltar a importância de prestar esse serviço aos públicos internos

Taxa de adesão pelo serviço e engajamento nas redes sociais

Mensurada pela extensão no aplicativo PUCRS; Sprout Social.

Destacar o valor tecnológico e inovador agregado ao serviço

Taxa de aceitação do projeto pela PUCRS

Não se aplica

Estabelecer um relacionamento que viabilize a presença da CommodityE nos veículos de comunicação da cidade de Porto Alegre, através de reportagens e notícias

Taxa de menção nas mídias.

NewsMonitor

Informar os públicos em relação ao serviço e sua utilização

Taxa de adesão pelo serviço e engajamento nas redes sociais

Despertar o interesse de públicos resistentes à proposta da CommodityE;

Taxa de conversão e rejeição

Conscientizar os usuários quanto à devolução dos guarda-chuvas dentro do prazo de sete dias;

Taxa de entrega de guarda-chuvas no prazo

Esclarecer aos públicos sobre a importância desse serviço para os alunos, professores e técnicos administrativos.

Taxa de engajamento nas redes sociais

Despertar serviço:

o

interesse

pelo

Fonte: Elaborado pelos autores (2017).

Mensurada pela extensão no aplicativo PUCRS; Sprout Social. Sprout Social

Mensurada pela extensão no aplicativo PUCRS Sprout Social


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7 CRONOGRAMA DE GESTÃO DA COMUNICAÇÃO

O quadro a seguir apresenta o cronograma de gestão da comunicação. Nele, as ações contemplam a duração e os períodos das implementações.

Quadro 19 - Cronograma de comunicação AÇÃO

DURAÇÃO

PERÍODO

Um turno/manhã

março/2018

Um dia

março/2019

Devolução que vale pontos

Permanente

Início em março/2019

Calouros, não se molhem!

Um dia

Semestral. Nos meses de março e agosto. Início em março/2019.

Pausa para dica

Permanente

Início em abril/2019.

Gincana A charada do guardachuva

Uma semana

Semestral. Nos meses de maio e outubro. Início em maio/2019.

Concurso “My name. My color”

Um mês

setembro/2019

Dois turnos/manhã e noite

Outubro/2019.

Café Tecnológico Atenção: chove tecnologia na PUCRS

Diálogo 360º

Fonte: Elaborado pelos autores (2017)

Nesse quadro pode ser percebido que, entre a apresentação do projeto aos gestores da PUCRS e sua implementação - se aprovado -, há o período de um ano. O grupo entende que esse intervalo de tempo é necessário para o planejamento isolado de cada ação. Nessa lógica, elas podem atender aos objetivos propostos.


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8 CONSIDERAÇÕES

A criação e elaboração do projeto CommodityE contribuiu para a evolução do grupo, especialmente sob o ponto de vista do autoconhecimento. Em se tratando de um projeto inovador, percebemos limitações que até este momento do curso não havíamos encontrado, principalmente em termos de conhecimento técnico sobre tecnologia. Os principais pontos positivos foram o acesso a profissionais de outras áreas, como por exemplo a engenharia. Também, conhecer o contexto de outras universidades foi importante para que nosso projeto fosse melhor estruturado, especialmente sob o ponto de vista do comportamento de alunos frente a iniciativas criativas por parte das universidades. Desafios como a falta de referências para a elaboração deste projeto prejudicaram o grupo. Durante esse processo foram encontradas, em sites e demais plataformas de pesquisa, algumas informações amplas que não puderam ser aproveitadas. Com isso, o grupo teve de buscar respostas mais assertivas em diferentes entrevistas com profissionais de áreas distintas. Quando já estávamos nos ajustes finais do projeto, tivemos a oportunidade de conversar com a startup Caiu do Céu (Apêndice E), que possui uma franquia de máquinas de venda de guarda-chuvas, e nos explicou sobre o funcionamento das máquinas, inclusive os custos de produção delas. Eles se interessaram por nossa proposta de inovação e pensam em adaptar seu produto para atender a necessidade de um equipamento para empréstimos. Estão dispostos a fazer parceria com a PUCRS para viabilizar a implantação do sistema na universidade. Enquanto futuros profissionais de Relações Públicas acreditamos que este projeto garantiu maior estímulo para pensarmos em alternativas à sociedade através das organizações que atuamos ou viremos a atuar.


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9 REFERÊNCIAS

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APÊNDICE A – Entrevista com Engenheiro Henrique Van Groll

No dia 24 de agosto de 2017, foi realizada a entrevista com o Engenheiro Henrique Van Groll, formado pela PUCRS, via WhatsApp. Infelizmente, por falha técnica, a entrevista não pode ser gravada, mas procuramos seguir o roteiro abaixo: 1. Explanação da ideia principal e objetivo do projeto. 2. Você conhece o sistema de trava do Bike POA? É viável? Qual o custo? Existe algum outro sistema que seja indicado para este fim? Travas por ímã são melhores? 3. Placas de energia solar são muito caras? É possível a instalação em totens para garantir a energia do sistema de trava dos guarda-chuvas? 4. Seria possível ter um outro tipo de energia sustentável ou de baixo custo para pontos na rua? 5. De forma geral, o quão viável você considera este projeto? 6. Sistema wireless é utilizado no Bike POA para destravar as bicicletas, é viável implantar este tipo de sistema nos guarda-chuvas? 7. Você indica wireless, wi-fi ou a carteirinha da PUCRS para destravar os guarda-chuvas?

Henrique disse ser totalmente viável a máquina, embora seu custo para a produção seja alto, o investimento é possível ser recuperado em médio ou longo prazo. Uma das ideias propostas por ele para redução de custos é a parceria com a faculdade de engenharia, utilizando algumas disciplinas eletivas para construção do protótipo da máquina. Quanto as travas, ele disse conhecer o sistema das Bike POA, que inclusive seria um sistema viável, mas não soube entrar em detalhes sobre custo. Ele disse que as travas por imã também seriam uma boa solução. Porém, o problema destes dois tipos de trava seriam o espaço que a nossa máquina ocuparia, pois os guardachuvas teriam de estar pendurados. A solução que ele nos trouxe foi uma máquina no estilo “máquina de refrigerante”, as Vending Machines, pois elas utilizam uma solução mais mecânica, reduzindo o custo com tecnologia, e os guarda-chuvas ficariam empilhados, ocupando menos espaço. O acionamento para retirada e devolução dos guarda-chuvas, ele considera a parte mais simples e completamente viável através das carteirinhas dos estudantes,


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uma vez que o sistema seria o mesmo utilizado nas catracas da universidade. E para que não saia mais de um por vez e contabilize a quantidade guarda-chuvas, seria utilizado um sensor. O engenheiro disse que outra possibilidade seria o sistema de QR Code, que são utilizados nas impressoras da PUCRS. Para garantir a energia elétrica da máquina, Henrique alegou serem muito caras as placas de energia solar, se quiséssemos uma solução sustentável seria a energia eólica. Porém, a de menor custo seria a utilização de um nobreak que manteria a máquina funcionando em torno de quatro horas, tempo mais que suficiente para que a energia seja restabelecida em caso de queda. De forma geral, ele avaliou nossa ideia com nota número 8 em questão a viabilidade, considerando a nota 1 nada viável e 10 totalmente viável. O engenheiro apenas ficou em dúvida se realmente a PUCRS estaria disposta a arcar com o custo elevado de produção da máquina.


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APÊNDICE B – Entrevista com Ana Paula Monteiro, gerente da biblioteca da UNIVATES

No dia 30 de agosto de 2017, foi realizada a entrevista com o Ana Paula Monteiro, responsável pela biblioteca da Univates, via Skype. A entrevista se inicia com o grupo agradecendo a disponibilidade da entrevistada, e informando que iria gravar, e explicando qual a ideia central do trabalho e da disciplina. Como uma ideia parecida com essa foi realizada na UNIVATES é relevante a entrevista para conhecer melhor como o projeto foi desenvolvido lá.

Grupo - Queria que você falasse um pouquinho como começou a ideia de ter os guarda-chuvas disponíveis para empréstimo na biblioteca, e qual foi o intuito da ideia no início. Queria te pedir para falar um pouquinho sobre esse projeto. Ana - Então assim, fico bem feliz de vocês nos procurarem a gente, a Biblioteca Univates, te confesso que não é algo assim que já não tenha acontecido em outras bibliotecas. A gente faz parte de uma comunidade das universidades gaúchas, e sempre trocamos muitas informações, e dentre elas sempre refletimos para melhor os serviços. E chamou a atenção que a Feevale também já faz isso, essa prática de empréstimo de guarda-chuvas, e vimos que isso era algo muito legal e simpático de duas formas: 1º que a gente atende a uma situação muito importante para a biblioteca, que é a preservação do material, até porque as vezes acontecem essas viradas de tempo, e a pessoa está desprevenida, passa o dia inteiro na instituição, e aí de repente chove, e tem que se deslocar, pode molhar os livros. Enfim, até o próprio deslocamento interno, entre os prédios, é distante, e “ne”, todos têm toldos. Aí pensamos que seria interessante para atender essa demanda do material, e também o aluno. Porque de repente é uma forma simpática e simples de dar uma possibilidade para que ele se abrigue, não somente por causa do material, mas para a pessoa também. Grupo - Vocês disponibilizam para que o aluno retire o guarda-chuva mesmo que não tenha livros para levar para a casa? Ana - Também, não é uma vinculação, como te falei, não é só por causa da preservação, mas se não retirou o livro, mas se ele está na instituição e tá precisando, a gente não questiona o motivo, e ele pode levar sim, desde que tenha vínculo com a instituição. Na verdade qualquer pessoa que tem o vínculo, que está


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com o cartão e com disponibilidade, pode sim retirar o guarda-chuva. Grupo - Olhamos na Feevale e eles só emprestam quando é relacionado a retirada de livros na biblioteca, aí por isso te fiz essa pergunta. Então aí a pessoa pode retirar, usar, levar para a casa e tem que devolver em 7 dias, é isso? Ana - Sim, é que a gente fez assim, sempre aquela ideia de, o que é importante ver um serviço acontecendo, e como você também vai disponibilizar isso na tua instituição. A gente sempre pensa no que a gente pode atender às demandas aqui, então, lógico que a gente conversando com outras instituições que já fazem esse serviço, ok o foco principal é o material. Mas aqui também existia uma demanda dos alunos, pois sempre fazemos as avaliações e recebemos feedback e tinha situações de uma dificuldade de, assim a PUC talvez já está a mais tempo, já tem mais prédios distantes. Aqui a instituição foi crescendo,e os prédios também se tornaram mais distantes, aí os alunos começaram a ter essa dificuldade, pois não tinha toldo em todos os prédios, justamente porque muitas vezes não se pode colocar em todos os lugares. E essa iniciativa é uma forma de dizer, sim, estamos nos preocupando com o bem-estar de vocês, então achamos a ideia simpática, de trazer um benefício para o aluno. Grupo - E como foi a adesão dos alunos ao projeto, eles utilizam bastante ou têm receio de buscar? Como funcionou isso desde o início? Ana - O pessoal gostou muito, só que no momento que a gente colocou o projeto em funcionamento, parou de chover (risos). Teve aquele período que choveu direto, mas ai quando conseguimos implementar, começou a divulgar, o que a gente fez, começamos a divulgar em um período que a instituição estava de recesso, por isso estava mais tranquilo. Até pra gente poder estudar como seria, como os alunos iriam se apropriar da ideia, então ver o que a gente poderia melhor, até na política de empréstimo, ou se estava Ok dessa forma. Então quando colocamos para funcionar o projeto, só tinha dia ensolarado, e ai ficamos na expectativa de um dia de chuva para ver quem seria o primeiro a pegar o guarda-chuva. E aí mês passado acabou chovendo bem forte, e o pessoal começou a retirar. Compramos 50 guardachuvas para o início do projeto, até para ver como iriam aderir e qual seria a demanda. Desses 50, disponibilizamos para a retirada 40, e os outros 10 ficam para uma reserva porque a gente sabe que questão de chuva, temporal, pode acabar danificando o produto. E neste dia dessa chuva, tinha um evento aqui no teatro e todo mundo foi pego desprevenido, todos os guarda-chuvas foram retirados, e vimos


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que isso foi uma coisa legal. Grupo - E chegou a ter gente que foi buscar e não tinha mais guarda-chuva? Ou não chegou a acontecer? Ana - Quase, na verdade ficou só um sobrando, então 39 foram emprestados. Grupo - E como é que vocês chegaram nesse número de 40 guarda-chuvas? Vocês simplesmente compraram porque era a verba que tinha, ou fizeram um cálculo da quantidade de alunos, e a partir daí uma média de quantos usariam? Ana - Não, não foi relacionado a verba, até poderíamos ter comprado mais, porém entramos em contato com quem já faz o serviço, e já oferece o número de 100, então como a gente queria fazer um teste inicial, e iniciamos isso em julho. Ainda estamos verificando se o pessoal vai aderir mais, e se será necessário mais ou não guarda-chuvas. A princípio para esse momento está OK, mas quando a gente perceber que a demanda está maior e que pudermos oferecer mais, aí vamos repensar. É tudo uma questão de entendimento, porque daqui a pouco se compra 100 guarda-chuvas e o pessoal não vai se apropriar da ideia. De repente o aluno pensa “ah eu tenho carro, não vou usar”. Por isso a gente resolveu não comprar 100, mas sim 50 para testar como será a adesão. Grupo - Vocês cobram alguma multa, quando acontece de o guarda-chuva quebrar ou extraviado? Ana - A multa que praticamos hoje é, se atrasou o prazo de 7 dias para entregar o guarda-chuva,

sempre pensamos nesse prazo pois é o período que

damos aos alunos para o tempo de renovação de qualquer material, aí se a pessoa atrasar a devolução, vai pagar o mesmo valor de multa que um livro, R$ 1.70 por dia. E teve uma situação que a gente percebe que o guarda-chuva se quebra, aí a gente não cobra, dá a baixa, pois percebemos que a culpa não foi do aluno e sim do material que é feito o guarda-chuva. Claro, se a gente perceber que é um danos que não foi por exemplo ruído por cachorro, ou cortado, rasgado, mas damos a baixa se percebemos que não foi negligência do aluno, mas sim por causa da ação do tempo mesmo. Então, ainda estamos nos habituando e aprendendo conforme os alunos se apropriam da ideia, por enquanto essas regras estão indo super bem. Já estamos trabalhando para o próximo semestre ter uma outra novidade também, além do guarda-chuva. Grupo - Vocês chegaram a fazer alguma pesquisa antes de implementar a ideia, sobre o que seria melhor, se era guarda-chuva ou se era outro item. Ou foi


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mais pela necessidade de carregar os livros que surgiu a ideia de ser o guardachuva? Ana - A gente não fez uma pesquisa, não colocamos com uma pesquisa, mas como conversamos muito com outras instituições, e principalmente o fato da Feevale utilizar, a gente começou a anunciar na fanpage da biblioteca e percebemos que aquilo deu muito resultado, assim, às pessoas curtiram muito. Então, na nossa Fan Page tivemos um feedback positivo. Grupo - E quanto ao funcionamento do empréstimo, o aluno vai até a biblioteca e fala com uma atendente que passa a carteirinha dela. É isso? Ana - É da mesma forma como se empresta qualquer material aqui da biblioteca, e também tem os auto-atendimentos, mas os guarda-chuvas ficam no balcão de atendimento presencial que fica no saguão. Então a pessoa vai até o balcão solicita o guarda-chuva, a gente separa, e solicita o que o aluno precisa para qualquer empréstimo, que é o cartão institucional e ter a senha. Aí ele passa o cartão e coloca a senha, damos baixa no sistema que reconhece, e fazemos o empréstimo. Grupo - Para te contextualizar sobre a nossa ideia, inicial foi ter um dispositivo que não precisasse de pessoa. por isso que te perguntei como seria o de vocês. pois o que estamos pensando é por exemplo, uma máquina de latinha de coca-cola que cairia o guarda-chuva mediante a passagem da carteirinha da PUCRS. E queríamos saber a tua opinião sobre isso, já que vocês já tem a experiência com o empréstimo, tu acha que seria interessante ter isso de forma automatizada, e se a universidade se interessaria em investir em um projeto assim? Ana - Bom, eu acho que os alunos iriam aderir com certeza, por exemplo os empréstimos automatizados dos livros da biblioteca, o pessoal aderiu muito bem. Por isso imagino que para o guarda-chuva seria da mesma forma, ainda mais para essa geração mais independente. Mas o que deve ser pensado é o custo, se for um custo mais baixo e que possa ser feito de material que seja mais fácil de achar e construir. Aqui a gente optou por fazer nos balcões pois já tínhamos o sistema e a estrutura pronta. Mas a pessoa deve se deslocar até aqui para conseguir retirar. mas vocês tem que pensar na viabilização disso, no custo para a instituição. Grupo - Pretendemos conversar com o pessoal da PUCRS para ter uma ideia quanto a sistema, e também viabilidade. Até pensamos em fazer um projeto integrado junto com o pessoal da Engenharia, utilizando algumas disciplinas que


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eles possuem para que fosse feito o desenvolvimento disso. Ana - Isso é muito legal, pois se algo que é possível de produzir internamente é bem legal. Grupo - A nossa ideia é melhorar a mobilidade entre o Campus, entre os prédios. Assim o aluno pode retirar em um prédio, e devolver no outro, por exemplo. Ana - Se o custo da máquina for muito caro, de repente vocês podem utilizar a recepção de cada prédio para fazer esse empréstimo e devolução. Quem sabe para o início, para testar pode ser utilizado dessa forma. E depois se tem uma integração entre os cursos, depois vocês podem devolver e passar para quem quiser aderir no futuro. Grupo - Nossa você ajudou muito nessa questão dos empréstimos, porque falar com uma pessoa que já conhece na prática é muito melhor. Queria te agradecer pela entrevista e por todas as dúvidas que você tirou. Foi realmente muito valioso esse contato contigo. Ana - De nada! Fico muito feliz de vocês terem procurado a gente, e quando quiserem vir para Lajeado-RS para conhecer, serão muito bem vindos.


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APÊNDICE C – Pesquisa Quantitativa (aplicada pelo Google Forms)

Pesquisa sobre proposta de projeto inovador à PUCRS

Olá! :D Somos estudantes do curso de Relações Públicas e buscamos entender um pouco sobre os hábitos dos alunos e funcionários da Rede Marista que frequentam o Campus, além de saber qual a sua percepção sobre a proposta de projeto inovador para PUCRS. Para isso, basta responder o questionário a seguir. Será rápido e não é necessário que se identifique. Esta é uma pesquisa para a disciplina de Projeto Experimental Livre do curso de Relações Públicas da Faculdade de Comunicação Social da PUCRS. Agradecemos a participação!

1 - Você é aluno ou funcionário da Rede Marista?* Marcar apenas uma. ○ Sim, sou aluno PUCRS. Ir para a pergunta 2. ○ Sim, sou funcionário PUCRS. Ir para a pergunta 2. ○ Sim, sou aluno Marista. Ir para a pergunta 2. ○ Não. Ir para "Muito obrigado! :)".

Em caso positivo Marque até 3 opções. 2 - Quais prédios ou faculdades você mais frequenta?* Marque todas que se aplicam. ❏ Prédio 1 - Reitoria ❏ Prédio 2 - Fundação Irmão José Otão ❏ Prédio 3 - Escola de Humanidades, RU e AFPUC ❏ Prédio 4 - Salão de Atos ❏ Prédio 5 - Escola de Humanidades ❏ Prédio 6 - Faculdade de Odontologia (FO) ❏ Prédio 7 - FAMECOS ❏ Prédio 8 - FALE


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❏ Prédio 9 - FAU ❏ Prédio 10 - FACA e FAFIS ❏ Prédio 11 - FADIR e Escola de Humanidades ❏ Prédio 12 - FABIO, FFARM, FAQUI e FAENFI ❏ Prédio 13 - LABELO ❏ Prédio 14 - CEMBE ❏ Prédio 15 - Escritório de Carreiras - FIJO PUCRS ❏ Prédio 16 - Biblioteca Central Irmão José Otão ❏ Prédio 17 - Colégio Champagnat e Centro de Pastoral e Solidariedade ❏ Prédio 19 - Palatu's Eventos ❏ Prédio 20 - SSO, CDLOG e SEP ❏ Prédio 22 - Centro de Convivência para Professores ❏ Prédio 23 - Igreja ❏ Prédio 30 - FENG, FAMAT, LABELO e IDÉIA ❏ Prédio 32- FACIN ❏ Prédio 33 - Gráfica Epecê e EDIPUCRS ❏ Prédio 40 - MCT, EDUCON e GTIT ❏ Prédio 41 - Centro de Eventos da PUCRS ❏ Prédio 50 - FACE ❏ Prédio 55 - Centro Clínico da PUCRS ❏ Prédio 60 - Hospital São Lucas da PUCRS e FAMED ❏ Prédio 63 - Instituto do Cérebro ❏ Prédio 64 - Laboratório de Habilidades Médicas - FAMED ❏ Prédio 65 - CEMBE ❏ Prédio 69 - PUCRS - Infra-estrutura (Subestação) ❏ Prédio 75 - Centro Acadêmico FAMED e Vestiário ❏ Prédio 79 - CDLOG ❏ Prédio 80 - Centro Desportivo PUCRS ❏ Prédio 81 - Prédio Poliesportivo, FEFID e FAENFI ❏ Prédio 82 - Estádio Universitário PUCRS ❏ Prédio 84 - Centro de Reabilitação e FAENFI ❏ Prédio 92 - CPBMF ❏ TECNOPUC


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Proposta de projeto O projeto se propõe a disponibilizar máquinas, no estilo vending machine, para serviço de empréstimo de guarda-chuvas para alunos e funcionários da Rede Marista, que frequentam Campus da avenida Ipiranga. 3 - Se existisse um sistema de empréstimo de guarda-chuvas (similar ao empréstimo de livros da biblioteca), exclusivo para alunos e funcionários, em que você pudesse circular dentro e fora do Campus da PUCRS você utilizaria?* Marcar apenas uma. ○ Sim ○ Não Ir para a pergunta 6.

Em caso positivo 4 - Você estaria disposto a pagar um valor simbólico por este empréstimo?* Valor referente a 7 dias de empréstimo. Marcar apenas uma. ○ Sim Ir para a pergunta 5. ○ Talvez Ir para a pergunta 5. ○ Não Ir para a pergunta 7.

Considerando que está disposto a pagar 5 - Até quanto você pagaria?* Marcar apenas uma. ○ Até R$ 1,00. Ir para "Muito obrigado! :)". ○ Até R$ 2,00. Ir para "Muito obrigado! :)". ○ Até R$ 4,00. Ir para "Muito obrigado! :)". ○ Até R$ 5,00. Ir para "Muito obrigado! :)".

Em caso negativo 6 - Por que você não usaria o sistema de empréstimo de guarda-chuva?* Resposta de texto longo. Ir para "Muito obrigado! :)".

Em caso negativo


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7 - Por quĂŞ?* Resposta de texto longo. Ir para "Muito obrigado! :)".

Muito obrigado! :) Clique em enviar para registrar suas respostas.


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APÊNDICE D – Entrevista com Daiane Ghisleni Relações Públicas na Assessoria de Comunicação e Marketing da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

No dia 8 de novembro de 2017, foi realizada a entrevista presencialmente com a Daiane Ghisleni, Relações Públicas na Assessoria de Comunicação e Marketing da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS. A entrevista se inicia com o grupo agradecendo a disponibilidade da entrevistada, e informando que iria gravar, e explicando qual a ideia central do trabalho e da disciplina. Como a ideia foi criada especialmente para a comunidade PUCRS é relevante a entrevista para verificar a possibilidade de viabilizar o projeto.

Grupo: O que você achou da ideia e do funcionamento? Uma visão geral do projeto. Daiane: Pelo o que vocês já tinham enviado por e-mail para gente, a gente leu, não é só eu que achei, outros colegas olharam, a assessoria de comunicação olhou, e o que foi conversado enquanto a agente estava avaliando foi que todo projeto que traz benefício para as pessoas da comunidade aqui da universidade, ele é um projeto banaca. Então, uma das perguntas que vocês listaram, que provavelmente vocês vão abordar, é se a gente via que agregava valor para a universidade. A gente pensa que antes de agregar o valor para a universidade, é bacana que ele agregue valor para as pessoas, então é um projeto que ajuda as pessoas a circularem aqui dentro, só por isso ele já é um benefício. Benefício para os alunos, e pelo que entendi, é estendido para os técnicos-administrativos e para professor, todo mundo que tiver a matrícula, o cartão poderá utilizar, então, é um serviço que facilitaria, que ajudaria. Todo mundo gostou. Grupo: Seria possível vincular a ação dos guarda-chuvas com o sistema já existente na PUCRS, o sistema utilizado na biblioteca, estacionamento, seria possível criar essa extensão? Daiane: Assim, a universidade é bem grande, a gente tem muita coisa aqui dentro e muitos setores também, então para eu poder te ajudar nessa questão que também estava no e-mail, eu conversei com a Gerência de Tecnologia da Informação, que é a GTIT, eu conversei com um colega que ele trabalha essa parte de sistemas, então assim, sem ter um briefing maior, pensar exatamente o tamanho, como a gente vai fazer tecnicamente ele, eu não tenho como definir, garantir na entrevista agora como


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seria, mas é possível trabalhar e integrar em algum dos serviços, e a gente imaginou que poderia trabalhar em cima, dentro do aplicativo, fazer uma parte desse serviço dentro do próprio aplicativo da PUCRS. Claro que para o resultado final precisaríamos de uma avaliação muito maior, mas conversando assim pelas informações que vocês tinham passado, a gente achou bem interessante, além de tecnicamente poder resolver a questão de ir lá e retirar e devolver, conseguir registrar, ter esse controle, seria legal como divulgação, como a gente tem vários alunos que baixam o aplicativo, poderiam deixar disponível na web também, pelo site da PUC, pelo aplicativo também seria uma forma de divulgar legal. Grupo: Sobre o funcionamento do prazo de 72h, vocês acham este prazo curto para os alunos, técnicos-administrativos e professores? Daiane: Sim, pensando nos alunos que vem poucas vezes a universidade, inclusive eu estou na graduação e faço poucas cadeiras, se eu fosse só aluna, talvez na aula de quinta-feira eu viria só na segunda e já perderia esse prazo de entrega, então eu acho que o ideal é pensar no aluno que pode fazer uma cadeira só, que talvez essa prazo de uma semana fosse um período que pudesse ser avaliado. Em vez de facilitar vai causar outra situação para a pessoa. Grupo: Com sua visão de funcionária, você utilizaria? Daiane: Sim, com certeza! É uma coisa fácil, vai lá registra. Utilizaria sim. Grupo: A PUCRS estaria disposta a pagar um valor mensal pelas máquinas? Daiane: Eu acho que é possível, mas eu não posso responder, por essa questão que eu falei, por exemplo se entrar um projeto grande como esse para gente tentar implementar, pode entrar pela assessoria, como poderia entrar por outra frente aqui, que teriam várias avaliações. Tem a parte de comunicação, tem como a gente aproveitaria esse serviço em benefício da pessoa, como eu disse que é o principal, mas também como daqui a pouco comunicar que a gente está tendo um serviço bacana para os alunos, mas o projeto passaria também pela pró-reitora financeira, pela gerência de Tecnologia da informação, a gente teria que acionar também o pessoal da arquitetura da universidade, porque eles tem que ver que tipo de coisa nós estamos distribuindo e aonde. Tem uma gama de lugares que a gente teria que conversar, botar as pessoas para conversarem para ver, e inclusive, se a PUCRS financiaria alguma coisa, que acredito até se quisesse abraçar esse projeto, teria que fazer, mas só conversando com as pessoas para garantir, mas impossível acho que não é, é uma coisa possível. Eu não tenho uma ideia de valores das máquinas,


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quanto seria por mês. Grupo: Sobre a devolução do guarda-chuva: Nós nos baseamos no sistema de empréstimo da biblioteca, na questão de retirada, devolução e cobranças. Sobre esse último item, nós gostaríamos que existisse um certo comprometimento com a devolução do guarda-chuva, por isso das ideias iniciais era de vincular a matrícula com a devolução do guarda-chuva, como é feito com a biblioteca, que caso não seja pago o valor do atraso do livro, acaba trancando a tua matrícula, obrigando o aluno a pagar o valor em débito. Qual tua opinião sobre esse estilo de cobrança? Acha que poderia ser algo mais simples por se tratar de um guarda-chuva, ou ele pode sim ser cobrado como um livro? Daiane: Olha, eu acho que teria que pensar um pouco no assunto porque eu acho que deveria ter o compromisso entre a pessoa que está pegando, de cuidar daquele objeto e devolver porque é para todo mundo, é uma coisa que é para ajudar todo mundo. Então seria legal se tivesse esse comprometimento tanto da universidade de manter isso, adequado, com guarda-chuvas inteiros., enfim, dar essa manutenção, como também da pessoa que está retirando ter esse cuidado, acho que teria que ter tipo de um contrato entre aspas, entre ambos, mas teria que pensar se chegaria ao ponto de trancar a matrícula, por exemplo. A biblioteca é um serviço que tem em várias universidades e isso é bem usual, de ter essa multa, de cobrar na hora da matrícula, então já vi em outras universidades, por isso as pessoas estão mais acostumadas, então de repente com outro tipo de serviço teria que avaliar melhor assim, se seria aceito ou não. Não podemos causa um sentimento negativo em algo que é tão positivo para o público. Teria que cuidar e avaliar até onde valeria a pena isso da cobrança e deste contrato, o que seria cobrado se fosse estragado ou se não devolvesse. Se o projeto viesse para cá, com certezas seria um ponto a ser pensado, antes de tomar a decisão. Grupo: Por fim, você acredita que este serviço agregaria valor as pessoas e universidade? Daiane: É um serviço útil. Como vocês me relataram que chegar molhado na aula não é a mesma coisa que chegar seco, então realmente é uma coisa que ajudaria as pessoas, seria interessante para a PUCRS.


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APÊNDICE E – Conversa com a startup Caiu do Céu, franquia de máquinas para venda de guarda-chuvas

No dia 8 de novembro de 2017, realizamos um contato, via chat de Facebook (www.facebook.com/ecaiudoceu/), com a startup Caiu do Céu, para termos mais informações sobre a sua franquia. No mesmo dia, Vinicius Bassani de Camargo, diretor de Marketing da Caiu do Céu, telefonou para Tatiane Cross, a fim de conversar sobre seu serviço. Por termos tratado, inicialmente, como uma pesquisa de mercado, não gravamos o telefonema. A seguir, o resumo da conversa.

Vinicius apresentou a Caiu do Céu como sendo uma empresa Catarinense, localizada em Joinville-SC. Seus principais produtos e serviços são as Máquinas de Vendas de Guarda-Chuvas, no estilo Vending Machine, e a personalização de Guarda-Chuvas. A máquina foi iniciativa de Vinícius e outros dois colegas (Wagner Krelling e Gabriel Lise), quando estavam cursando engenharia de produção na Universidade Estadual de Santa Catarina. Hoje os três são sócios da Caiu do Céu. Ele explicou como funcionaria a franquia das máquinas, teria um custo inicial de R$ 11,5 mil, que é o valor da máquina, que é pago apenas uma vez e depois ela é nossa; R$ 5 mil, que é o valor da franquia (renovada a cada 5 anos) e é feito pagamento a eles de 5% de royalties sobre o faturamento mensal, que, no nosso caso, teríamos que conversar melhor para sabermos como isso seria cobrado, uma vez que não vamos vender o produto, mas fornecer um serviço. Durante a conversa, Vinicius se mostrou bastante empolgado com a nossa ideia de empréstimo e com a possibilidade de expandir negócio para o Rio Grande do Sul, através de uma parceria com a PUCRS. Ele nos enviou, por e-mail, uma apresentação da Caiu do Céu e materiais de divulgação (Anexo A).


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ANEXO A – Apresentação e materiais de divulgação da Caiu do Céu


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COMMODITYE - EMPRÉSTIMO AUTOMATIZADO DE GUARDA-CHUVAS  

O projeto aqui apresentado sugere a oferta de um serviço de empréstimos de guarda-chuvas para alunos, técnico-administrativos...

COMMODITYE - EMPRÉSTIMO AUTOMATIZADO DE GUARDA-CHUVAS  

O projeto aqui apresentado sugere a oferta de um serviço de empréstimos de guarda-chuvas para alunos, técnico-administrativos...

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