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Ano 7  Número 44  Ago/Set 2017  ISSN 2175-4926  R$ 12,00 www.varejoeoportunidades.com.br  Impresso  Web  Smartphones  Tablets

Editora:

RANKING SHOPPING CENTERS Qual o futuro deles com a ascensão dos outlets e e-commerces?

VAGA NO VAREJO Saiba como crescer e construir uma carreira sólida

CLUBES DE COMPRAS Eles conquistaram grandes empresas e não param de se multiplicar

2017

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SUMÁRIO

26 ESPECIAL

Exclusivo: veja o estudo “300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro 2017”, da SBVC, e as análises de especialistas e entidades do varejo

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SHOPPINGS

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Diante do crescimento do comércio eletrônico e da ascensão dos outlets, qual é o futuro dos grandes centros comerciais no País?

42 MERCADO

Empresas como Pão de Açúcar e Gillette aderiram aos clubes de assinaturas, hoje já organizados em associação. O que esperar desse mercado?

22 RECURSOS HUMANOS

O que é preciso para seguir carreira no varejo? Quem responde é a coordenadora geral da Academia de Varejo, da Faculdade UBS, Patricia Angelo de Castro Cotti

12 NA MIRA DO VAREJO

Notas, dicas, eventos, lançamentos, produtos, serviços e o que move o varejo

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Editora Lamonica Conectada Rua Sabará, 566 7º andar  cjs 72 e 74  CEP: 01239-010 Tel.: (11) 3256-4696  3214-5938 Publisher: José Lamônica - lamonica@editoralamonica.com.br Consultoria Estratégica de Gestão: Militelli Business Consulting Direção de Produção e Edição: Andréa Cordioli (MTb: 31.865) andrea@editoralamonica.com.br Reportagem: Renata Turbiani renata@editoralamonica.com.br Direção de Criação e Arte: Marcelo Amaral - marcelo@editoralamonica.com.br Silvério Bertelli - silverio@editoralamonica.com.br COMERCIAL PROJETOS E VENDAS DE PUBLICIDADE Sede 55 (11) 3256-4696 - 3214-5938 Executivos de Contas: Fábio Braga - 55 (11) 99800-8632 fabio@editoralamonica.com.br Gesner Castro - 55 (11) 99815-3063 gesner@editoralamonica.com.br Luzia Rodrigues - 55 (11) 97014-2726 luzia@editoralamonica.com.br Mislene Guedes: 55 (11) 95903-0244 mislene@editoralamonica.com.br Thais Andrade - 55 (11) 99115-3339 thais@editoralamonica.com.br Logística e Mercado: Thais Guardacioni - thaisg@editoralamonica.com.br Mônica Cavalcante - monica@editoralamonica.com.br Mídias Sociais: Juliana Parollo - juliana@editoralamonica.com.br Marketing e Mailing: Tatiane Brito - tatiane@editoralamonica.com.br Administração e Financeiro: Silvia Medeiros - silvia@editoralamonica.com.br contasareceber@editoralamonica.com.br Assinaturas: (11) 3256-4696 - 3214-5938 Plataforma digital: MavenFlip Publicações Digitais Produção Gráfica: Leofraf

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ARTIGO

Gilmar Tamanini, CEO da Teclógica, fala sobre o desafio de gerir equipes de diferentes gerações

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SUNGLASS HUT INAUGURA UNIDADE EM BELÉM (PA) O Boulevard Shopping, em Belém (PA), agora conta com uma loja Sunglass Hut, rede internacional especializada em óculos de sol, que comercializa marcas como Prada, Prada Linea Rossa, Persol, Dolce & Gabbana, Versace, Ralph Lauren, Polo Ralph Lauren, Michael Kors, Vogue, Ray-Ban, Oakley, Arnette e Empório Armani. A empresa iniciou suas operações no ramo de franquias no País em maio de 2016 e já conta com 11 unidades. A próxima inauguração ocorrerá em São Paulo, na rua Pamplona, e o plano de expansão inclui triplicar o número de lojas franqueadas no mercado nacional. “Nossa rede tem como meta acrescentar mil novas unidades à base global nos próximos anos, e a América Latina é fundamental para este movimento, com grandes investimentos previstos para Brasil, México, Colômbia, Peru, Paraguai e Argentina”, afirma o diretor geral LATAM Sunglass Hut, Giorgio Pradi.

CROCS COMEMORA 15 ANOS GLOBALMENTE A Crocs, fabricante de calçados diferenciados para homens, mulheres e crianças, comemora 15 anos desde o lançamento do modelo Beach Clog, atualmente conhecido como Classic Clog. Presente em mais de 90 países, a empresa já vendeu cerca de 350 milhões de pares. No Brasil, ela está desde 2007 e possui cerca de 90 lojas. Para celebrar suas conquistas em todo o mundo, a marca acaba de lançar a campanha global “Come as you are”. “Trata-se de um convite para que as pessoas compartilhem sua identidade e a sua grandeza, tão importante no mundo de hoje. Esperamos ajudar a todos a se sentirem à vontade com seus próprios estilo e jeito de ser”, explica o diretor global de Marketing da Crocs, Terence Reilly. 12

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FRAN’S CAFÉ ABRE 14ª LOJA EM BRASÍLIA (DF) O Fran’s Café comemora a abertura da sua 14ª loja em Brasília (DF), na região de Guará. Na capital federal desde 2004, quando inaugurou a unidade na Fnac Park Shopping, a rede nos últimos quatro anos dobrou de tamanho no estado e passou a priorizá-lo. “Os nossos clientes são fiéis, gostam da marca e dos produtos. Essa conquista foi conseguida ao longo dos quase 45 anos de existência do Fran’s Café e do frequente investimento no desenvolvimento de produtos e treinamentos”, comenta o gerente geral da empresa, João Augusto Penna.


ESTUDO MOSTRA QUE GERAÇÃO X É A QUE MAIS CONSOME Hoje em dia, muito se fala sobre os millennials, cuja faixa etária vai de 20 a 34 anos, mas, de acordo com a pesquisa “O X da Questão”, realizada pelo Grupo Abril, a Geração X, com idades entre 35 e 54 anos, ainda é a que mais consome no País. O levantamento, construído a partir de duas mil respostas e um estudo neurocientífico, revelou que essa turma, que representa ¼ da população, é responsável por mais da metade da renda gerada no Brasil – comparada aos millennials, ela é 56% superior. A pesquisa mostra ainda que a idade média dos clientes de e-commerce é de 43 anos, sendo que sete em cada dez compras são realizadas por pessoas acima dos 35. A Geração X também é a que mais consome uma série de conteúdos online, como sites de notícias, finanças e automotivos, e seu gasto per capta supera o dos millennials: +66% em vestuário, +47% em lazer, +45% em alimentação fora do lar e +38% em beleza.

HAVANNA EXPANDE NO MERCADO NACIONAL Com quase 70 anos, a Havanna, marca argentina de alfajores, presente no Brasil há mais de dez anos, almeja chegar a 320 pontos de venda em todo o território nacional ao longo de 60 meses. A operação de franquias no País iniciou em 2014 com a comercialização e a abertura de quiosques e cafeterias. Porém, a partir de 2016, a empresa mudou o foco e passou a trabalhar somente com cafeterias – hoje, apenas 9% das lojas da rede são quiosques. O plano da Havanna por aqui prevê a abertura de 24 unidades ainda este ano em praças nas diversas regiões brasileiras. Além disso, a marca traz diversas novidades para aumentar o faturamento dos franqueados. Entre elas estão a redução de preços do cardápio de sobremesas e

a contratação da chef pâtissier Carole Crema, que passa a ser a fornecedora dos doces para todos os cafés Havanna. Os investimentos para abertura de uma franquia da rede são a partir de R$ 350 mil. As operações geram de cinco a 12 empregos diretos e o tíquete médio é de R$ 25,00 nos cafés.

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BANCO DO BRASIL LANÇA NOVA ESTRATÉGIA PARA FRANQUIAS O Banco do Brasil apresenta uma nova estratégia de atuação tanto com franqueadores como com micro e pequenos empresas (MPE) franqueadas. O objetivo é gerar negócios e se posicionar estrategicamente junto a um setor de menor risco, com alto potencial de crescimento em médio e longo prazos. Atualmente, a instituição, que conta com 41 grandes marcas conveniadas e mais de três mil unidades franqueadas correntistas, possui 94 agências Empresas, especializadas em MPE e distribuídas em todo o País. A expectativa é chegar a 120 agências deste tipo até o fim do ano. Em cada uma delas, há carteiras especializadas em franquias e especialistas em setores específicos de franquias, como de calçados e alimentos. Outro diferencial é a “Central de Negócios Franquias” por telefone, como canal exclusivo dedicado a atender os franqueados das redes conveniadas, além de prestar consultoria aos franqueadores em horário de atendimento das 8h às 18h.

FINI ANUNCIA PLANO DE EXPANSÃO De origem espanhola, a Fini, fabricante de balas de gelatina, aposta na expansão do modelo de franquias no Brasil em 2017. Com crescimento de 27% ao ano, a marca prevê a inauguração de dez unidades – atualmente, ela soma 50. As lojas contam com mix de 70% de produtos importados e exclusivos, além dos carros-chefes da marca. As próximas aberturas devem ocorrer em praças-chave, como São Paulo (SP), Salvador (BA), Curitiba (PR) e Brasília (DF). O investimento é de R$ 120 mil para quiosques e R$ 200 mil para lojas.

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VAREJISTAS PODEM APLICAR DESCONTO SOBRE DIFERENTES FORMAS DE PAGAMENTO No final de junho, o presidente Michel Temer sancionou a lei que possibilita descontos para os consumidores em função do prazo e da forma de pagamento. Originária da Medida Provisória (MP) 764/2016, a nova legislação permite que os comerciantes adotem preços diferenciados para um mesmo produto para quem pagar à vista, em dinheiro, com cartões de débito e crédito ou a prazo. “A ideia é tornar o mercado mais competitivo e as regras mais claras, além de deixar o sistema varejista brasileiro mais parecido com o de outros países”, diz Patrícia Cavassani, advogada especializada em Varejo e Franchising, do escritório Novoa Prado Consultoria Jurídica. A cobrança diferenciada é opcional e o lojista que optar por ela deverá informar, em lugar visível, os descontos que são oferecidos, tanto com relação ao meio de pagamento quanto ao prazo.


PESQUISA REVELA QUE PERCENTUAL DE MULHERES EMPREENDEDORAS CHEGA A 38% NO BRASIL Uma pesquisa encomendada pela iZettle, empresa sueca de soluções de pagamentos e serviços financeiros, aponta que o número de mulheres empreendedoras no Brasil chega a 38%, muito acima das que ocupam posição de CEO nas empresas, que é de 11%. O estudo, realizado pelo Instituto Qualibest, entrevistou 831 pessoas, com ênfase em MEIs (microempreendedores individuais), que totalizaram a maior fatia de público (30%). Considerando apenas o recorte da categoria MEI e de profissionais autônomos (66% dos respondentes), essa tendência é ainda mais evidente: o percentual de mulheres empreendedoras nessa faixa é de 43%.

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BEAUTY FRANCHISING REFORMULA ÁGUA DE CHEIRO Após ser adquirida pela Beauty Franchising e passar por um período de reformulação e reestruturação, a mineira Água de Cheiro apresenta um novo modelo de negócio. Atualmente com 194 lojas, sendo grande parte concentrada na região Sudeste, a rede agora aposta na união de marca própria e multimarca. Segundo a empresa, seu portfólio conta com produtos com preços acessíveis e que evidencia a brasilidade. Os investimentos para abertura de franquia da Água de Cheiro variam entre R$ 150 mil e R$ 250 mil, já com a taxa inclusa. O tempo de retorno de investimento está entre 24 e 36 meses, e o ticket médio, na faixa de R$ 70 reais.

NOVO CANAL FACILITA ACESSO DE PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS A CRÉDITO DO BNDES O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou um sistema que permite que micros, pequenos e médios empresários solicitem crédito direto ao sistema bancário. Por meio do Canal do Desenvolvedor MPME (www.bndes.gov.br/canal-mpme), as empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões podem fazer manifestações de interesse de crédito, via internet, em qualquer lugar, 24 horas por dia e sete dias da semana, sem precisar visitar um agente repassador de recursos. A plataforma pode ser acessada por meio de dispositivos móveis (celulares e tablets), e tem como objetivo simplificar, agilizar e ampliar o acesso ao crédito, aproximando o BNDES dos seus clientes finais.

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REDE MY PLACE OFFICE CRESCE NO PAÍS A rede My Place Office, que atua no segmento de escritórios inteligentes e coworking, e iniciou sua expansão por franquias em 2016, já conta com 14 unidades no País – as últimas três foram inauguradas em São Paulo (SP), nos bairros Morumbi e Tatuapé, e Belo Horizonte (MG). Para o diretor de franquias da rede, Frederico Loriggio, a tendência de minimizar custos de aluguel e infraestrutura, referentes ao local de trabalho, vem potencializando a expansão e atraindo investidores. “Na capital paulista se gasta, em média, R$ 4,5 mil por mês para manter um escritório de 38 m² em uma região considerada nobre. Na My Place Office, um espaço com estas mesmas características tem um custo médio de R$ 2 mil”, ilustra.

APLICATIVO DA ABLAC AJUDARÁ NO TREINAMENTO DE VENDEDORES DO VAREJO CALÇADISTA Durante a Francal 2017, realizada entre 2 e 5 de julho em São Paulo, a Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac) lançou um aplicativo para ajudar no treinamento de vendedores no varejo calçadista. Batizado de Treinalojas Ablac, e disponível para dispositivos IOS e Android, o app contém informações sobre produtos, técnicas de atendimento, inovações dos fabricantes e campanhas de vendas, entre outras, que podem ser acessadas a qualquer tempo pelos atendentes cadastrados. De acordo com a entidade, os usuários receberão certificações (por exemplo: especialista em varejo de calçados) quando atingirem os critérios de avaliação da plataforma. “O objetivo é que o aplicativo seja fonte de consulta diária dos profissionais, e que com ele possam qualificar-se e diferenciar o atendimento aos clientes, gerando fidelização e maior volume de vendas”, explica o presidente da Ablac, Marcone Tavares.

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DAISO JAPAN CHEGA AO SHOPPING JARDIM SUL (SP) O Shopping Jardim Sul, na Vila Andrade, em São Paulo, foi o escolhido para receber a 24ª unidade da Daiso Japan. A nova loja conta com pouco mais de 230 m², 140 mil produtos, com preços que variam entre R$ 7,99 e R$ 49,90, e recebeu um investimento de R$ 1,5 milhão. Segundo a rede, sua aposta é em uma experiência de compra que aproxime os clientes, cada vez mais, da cultura japonesa. Atualmente, a Daiso Japan está presente em 26 países, com mais de 4.500 lojas no mundo. No Brasil, além das lojas físicas, é possível fazer as compras online pelo site www. daisojapanbrasil.com.br, com entregas, por enquanto, apenas no estado de São Paulo.

TEM PROMOÇÃO NA REDE DIVINO FOGÃO A rede de restaurantes Divino Fogão lançou uma promoção voltada para adultos e crianças. Trata-se da “Aventura Encantada”. Até o dia 21 de outubro, ou enquanto durarem os estoques, no consumo mínimo de R$ 20 em refeição, a garotada de até 12 anos receberá uma raspadinha e ganhará, na hora, um dos copos colecionáveis dos Smurfs – são seis modelos diferentes. No caso dos adultos, também no consumo mínimo de R$ 20 em refeição, pode-se concorrer a uma viagem internacional para um dos destinos selecionados (Bélgica, Dubai, Los Angeles ou Tailândia). Para participar, basta cadastrar o cupom fiscal de compra no site da promoção até o dia 15 de outubro. O cupom deverá ser guardado para comprovação quando houver o sorteio pela Caixa Econômica Federal.

E-COMMERCES AUMENTAM FATIA NO MERCADO BRASILEIRO bém chama a atenção na pesquisa é O mercado de e-commerce no Brasil o boom de lojas virtuais com mais de anda a passos largos rumo à maturi500 mil visitas mensais: a participação dade, demonstrando certa consolidadelas saltou de 0,76% para 14,77%. ção no decorrer do último ano. Essa O estudo da Big Data Corp. registrou é uma das conclusões do estudo “O ainda crescimento da presença do Perfil do E-Commerce Brasileiro 2017”, e-commerce no âmbito do total de siencomendado pelo PayPal Brasil à tes brasileiros. Essa expansão foi de BigData Corp. Pelos dados obtidos en54,23%, saindo de 3,54% para 5,46%, tre junho de 2016 e junho de 2017, o núo que equivale, atualmente, a 600 mil mero de lojas online cresceu 9,23% no shoppings online no Brasil – em 2016, País, ritmo de expansão que se aproxieram 547 mil; em 2015, 450 mil; e em ma do que se percebe nas lojas offline 2014, 360 mil. (8,57% no mesmo período). O que tam20

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CARREIRA

NO VAREJO A coordenadora geral da Academia de Varejo, da Faculdade UBS, Patricia Cotti, conta o que é preciso para conquistar uma vaga e, principalmente, crescer no setor

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iferentemente de outros setores, um grande número de profissionais que atua no varejo não o considera como uma carreira promissora a ser seguida. Para eles, prosperar no trabalho ou ganhar mais só é possível se migrarem para outras áreas. Grande engano, afinal, o segmento, mesmo na atual

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situação do Brasil – que vive crises na política e na economia – tem apresentando bons números. Além de estar voltando a crescer e ser o que mais emprega no País, um estudo feito pela consultoria Michael Page mostra que 57% dos trabalhadores do comércio nacional tiveram aumento salarial acima da média em 2016.


Foto: Ivana Debértolis

sobre o assunto, confira a seguir a enDe acordo com a diretora de conteútrevista que Patrícia concedeu à Revisdo da Academia de Varejo, da Faculdata Varejo & Oportunidades. de UBS, Patricia Cotti, as possibilidades no mercado varejista são muitas, Como está a situação do varejo tanto na operação (lojas) quanto nas nacional? sedes das empresas. Entre os departaNós últimos anos, o varejo tem sido mentos de atuação estão comercial, fiatingido fortemennanceiro, marketing, te pela crise que recursos humanos e começou em 2015 logística. A especiae durou até o ano lista diz ainda que passado de forma o sistema contrata mais intensa. No pessoas dos mais último semestre de variados perfis e for2016 e no começo mações, sempre com de 2017, o setor o desafio de fazer o tem apresentado negócio aumentar melhoras, que se suas vendas e abrir refletem no aunovas lojas. mento nas contraNo entanto, ela tações. Hoje, esse ressalta que messegmento é o que mo os funcionários mais emprega no da base, como os Brasil. Com os sivendedores, necesnais de retomada, sitam de capacitae a possível melhoção. E quanto mais, ra da economia, melhor. “O ideal é os empresários do procurar faculdades varejo estão mais voltadas para varejo otimistas a ponto e trend marketing”, Os empresários do varejo de considerar reaafirma. Também é lizar investimenimportante realmen- estão mais otimistas a ponto de tos nos próximos te enxergar o segmento como uma considerar realizar investimentos meses. E é justamente isso que possibilidade de nos próximos meses” vem sendo moscarreira real e lon- Patricia Cotti, diretora de conteúdo da trado nas últimas ga, ter flexibilidade Academia de Varejo da Faculdade UBS edições do Índice e não ser avesso a de Expansão do Comércio, apurado mudanças. pela Federação do Comércio de Bens, “O varejo é mutante por si só, enServiços e Turismo do Estado de São tão, ao mesmo tempo em que é uma Paulo (Fecomércio-SP). Em março, o verdadeira escola, ele exige que as indicador mostrou uma alta de 4% na pessoas se adaptem de maneira rápicomparação com fevereiro. Na relação da, já que o consumidor muda a cada com o mesmo mês do ano passado, dia”, diz Patrícia. Outras característio aumento foi ainda mais intenso, de cas importantes são ter jogo de cintura 23,2%. Esse indicador mostra o apetite para lidar com os mais diferentes tipos do empresário em contratar pessoas e de compradores e ter disposição para investir na própria empresa. trabalhar e aprender. Para saber mais

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RECURSOS HUMANOS

Apesar dos sinais de retomada, você acha que no momento os profissionais estão se afastando do varejo? Não, muito pelo contrário. E é preciso ressaltar que muitos profissionais de outras áreas, desligados de seus trabalhos, acabam encontrando no varejo uma solução. Outro ponto importante é que essa foi a primeira vez que houve grandes demissões nas média e alta lideranças. Esse público sai das empresas com caixa e acaba investindo em negócios próprios, de alimentação e vestuário, na maioria das vezes, ou franquias.

E como se adquire essas competências? Estudando. Alguns cursos até ensinam algumas dessas competências especificas, mas normalmente têm na sala de aula alunos de outros setores, o que acaba desvirtuando as discussões. O ideal é procurar faculdades voltadas para varejo e trend marketing, nas quais os demais estudantes estarão buscando a mesma dinâmica. Aqui, na Academia de Varejo, temos diversos cursos exclusivos, de graduação, pós, MBA, de curta duração, formação continuada, de extensão e EAD.

O que é preciso para iniciar carreira nessa área? O varejo tem uma dinâmica própria, Antes de mais nada, vale destacar pois lida diretamente com o que o varejo ainda é visto por muita consumidor. Sendo assim, o que mais gente como um simples primeiro emo profissional desse segmento deve prego, uma porta de entrada para o possuir? mercado de trabalho. Realmente, o dia a É grande o número de dia no setor varejista é profissionais que atuam O varejo exige que completamente diferennesse segmento e não o as pessoas se adaptem te dos demais. Isso porconsideram como uma que o comportamento carreira a ser seguida. de maneira rápida, do consumidor muda de Para eles, crescer e ga- já que o consumidor forma muito rápida. O nhar mais só será posprofissional que tem as sível ao migrarem para muda a cada dia” competências de gestão Patricia Cotti, diretora de conteúdo outras áreas. O que não precisa aprender a traé verdade, pois o setor da Academia de Varejo da duzi-las para o cotidiano Faculdade UBS varejista oferece muitas do negócio. Dessa foroportunidades. Mas, de ma, cada cargo acaba modo geral, para quem começa no seexigindo um perfil diferenciado. Nos da tor é fundamental ter as competências operação, é fundamental ter pessoas de venda. Normalmente, o funcionário muito comunicativas e com habilidade entra em uma loja, como vendedor ou de entender o consumidor. No planejaestoquista. Para se destacar, ele premento e no financeiro, o mais importante cisa, acima de tudo, ter visão de cresé conhecer inteligência analítica, númecimento de carreira. Também deve ros e estratégia. Já em marketing, o proentender o funcionamento da loja e fissional deve ser bem versátil, e entenenxergá-la como uma unidade de neder de tudo um pouco. gócio e saber sobre liderança, equipe, aspectos financeiros, comportamento No geral, qual a característica mais do consumidor... enfim, entender de importante para quem quer atuar gestão. Para aqueles que entram direnesse segmento? to na matriz, o grande gap é conhecer Flexibilidade e não ser avesso a muo outro lado, o da operação. danças. O varejo é mutante por si só,

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a estrutura geral, mas como o varejo no Brasil ainda é muito familiar, pode mudar de companhia para companhia. Em quanto tempo o profissional consegue um cargo de mais destaque nesse segmento? Se considerar que ele tem graduação e pós-gradação, consegue conquistar uma posição mais estratégica, de liderança, em cerca de quatro ou cinco anos. Quem entra no varejo como vendedor pode levar mais tempo. Mas é claro que isso depende muito da empresa e do comprometimento do funcionário.

então, ao mesmo tempo em que é uma verdadeira escola, ele exige que as pessoas se adaptem de maneira rápida, já que o consumidor muda a cada dia. Fora isso, quem deseja seguir carreira no varejo precisa ter disposição para trabalhar, pois o desempenho profissional é avaliado constantemente. Outras características são mostrar-se prestativo, disposto a ajudar e, principalmente, a aprender. E, assim como em todas as áreas do mercado de trabalho, manter um bom relacionamento com colegas e gestores é de extrema importância. Também não podemos esquecer de que é preciso ter muita dedicação. Quais são as áreas de atuação no varejo? São muitas. Na operação, por exemplo, existem os cargos de vendedor, estoquista, gerente e, dependendo do porte da empresa, cargos administrativo, financeiro, de liderança e diretoria. Na matriz, as possibilidades são em marketing, vendas, comercial, compras, financeiro, prevenção de perdas, planejamento e recursos humanos. Essa é

Quais são as suas dicas para se destacar nas empresas de varejo? Recomendo não ficar preso ao setor específico de atuação. Isso a pessoa consegue assimilar no seu dia a dia. O interessante é pegar conceitos de outras áreas e até implantá-los, se possível. Entender como todo o mercado atua é uma necessidade para conseguir crescer na carreira. Caso contrário, fica-se muito bitolado apenas aos próprios processos. Também é fundamental conhecer o novo consumidor, que tem várias necessidades e muita informação à sua disposição. É preciso entender o seu comportamento, saber o que ele quer e, assim, entregar a solução mais adequada. E, o mais importante, é enxergar o varejo como carreira, quebrando essa mentalidade do “primeiro emprego”. E quanto aos salários, quanto se ganha no varejo brasileiro atualmente? Essa questão depende muito da estrutura da empresa. Nas lojas menores, normalmente, um vendedor ganha entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. Já nos supermercados, alguns salários passam de R$ 15 mil. Existe uma grande variação nos salários dependendo do cargo, do formato, do segmento e da autonomia diante da cadeia de lojas.

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LUPA NO VAREJO Ranking “300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro 2017”, da SBVC, apura que essas empresas faturaram mais de R$ 562 bilhões em 2016

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ntre 2014 e 2016, o cenário que se apresentava no Brasil era o seguinte: inflação e juros altos, aumento no índice de desemprego, desconfiança por parte dos consumidores e dos investidores, crise política, desvalorização do real, valorização do dólar e bancos mais criteriosos na con-

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cessão de financiamentos. Apesar de a situação ainda não estar sob controle, um setor em particular merece destaque: o varejo nacional. Prova disso são os resultados do ranking “300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro 2017”, realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).


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De acordo com a terceira edição do estudo, as grandes empresas do segmento registraram, no ano passado, aumento nas vendas e no número de lojas, resultado dos acertos da gestão de cada uma. Juntas, as empresas listadas tiveram faturamento estimado de R$ 562,136 bilhões e responderam por 40% do varejo brasileiro. Considerando as 236 companhias que divulgaram seus faturamentos brutos em 2015 e 2016, o crescimento anual foi de 8,6%, quase o dobro dos 4,5% do varejo como um todo, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – excluindo os 6,29% de inflação medida pelo IPCA-IBGE. Quando se trata do top 10 (Carrefour, GPA Alimentar, Walmart, Via Varejo, Lojas Americanas, Grupo Boticário, Raia Drogasil, Magazine Luiza, B2W Digital e Grupo Martins), o crescimento foi de 9,74%, contra 3,54% na edição 2016 do levantamento. O desempenho das líderes, mais ajustadas ao novo momento da economia brasileira, representa mais do que o dobro da expansão total do fa-

turamento nominal do varejo nacional, mostrando que elas, impulsionadas por tecnologia, conhecimento do mercado, capacidade de gestão e saúde financeira, têm sido capazes de manter um crescimento sólido. “O cenário das 300 maiores varejistas brasileiras mostra um crescimento acima da média do varejo como um todo. Mas o que levou esse grupo a esse resultado? Um dos aspectos mais importantes foi a busca por produtividade. O aumento se deu mesmo com uma ligeira redução no número de trabalhadores no setor e com expansão na base de lojas. O varejo entendeu que era preciso otimizar seus recursos para lidar com um cenário fortemente recessivo e foi capaz de mudar processos e estruturas de negócios para fazer mais com menos. Analisar cada ponto de venda e encontrar oportunidades de melhoria estão criando empresas mais fortes e resilientes”, analisa o presidente da SBVC, Eduardo Terra. Segundo o executivo, também chama atenção, na evolução do varejo, a formação de Conselhos de Administração:

ABF

Foto: Marcel Uyeta

O importante estudo feito pela SBVC dimensiona o varejo e o franchising brasileiros em profundidade. O fato de 41 franquias integrarem a lista das 300 maiores empresas do varejo brasileiro no ranking nos mostra a importância desse sistema no setor varejista. A indústria do franchising no Brasil segue resiliente, com resultados positivos frente à crise. Esse bom desempenho é fruto, principalmente, de muito trabalho, gestão e planejamento estratégicos, ganhos de eficiência e das melhores práticas no setor, que age em sinergia com o varejo”. Altino Cristofoletti Junior, presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF)

2017

AGO/SET

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27


ESPECIAL

hoje em dia, 65 das companhias participantes do levantamento contam com uma estrutura consultiva que as permita entender melhor as rápidas mudanças do mercado e identificar prioridades estratégicas, o que certamente estimula movimentos inovadores. “A necessidade que o varejo tem de realizar uma transformação digital para lidar com os desafios e aproveitar as oportunidades que surgirão nos próximos anos é algo que tem sido bastante ressaltado, e certamente a criação dos CAs possibilita que as empresas recebam insights e inputs relevantes que as direcionam nesse sentido. O resultado com certeza será positivo para todo o setor”, complementa. SETORES Assim como nos anos anteriores, o ranking 2017 da SBVC constatou a presença maciça dos supermercados. Das

300 companhias listadas, 144 são desse segmento – elas somaram faturamento de R$ 288,78 bilhões em 2016, o equivalente a 51,37% das vendas das maiores empresas do Brasil. O setor continua sendo um dos motores da economia brasileira e, em um período de baixo crescimento, torna-se ainda mais importante, uma vez que os consumidores adiam cortes em itens de primeira necessidade, como alimentos, retomando o consumo o mais rápido possível. O segundo mercado mais representado no estudo é o de Moda, Calçados e Artigos Esportivos: 49 varejistas, mas nenhum no top 10, que tiveram faturamento de R$ 64,84 bilhões no ano passado (11,53% das vendas das 300 maiores varejistas). Apesar de contar com grandes redes, essa é uma área bastante pulverizada, com muitas empresas de médio porte e forte presença regional. Análise

AS MAIORES EMPRESAS DO VAREJO BRASILEIRO 2015 2016

Empresa

Bandeiras Carrefour Hiper, Carrefour Bairro, Carrefour Express, Carrefour.com, Atacadão, Banco Carrefour Pão de Açúcar, Minuto pão de Açúcar, Extra, Extra Mini Mercado, Compre Bem (Aliados) e Assaí

1

1

(Carrefour) Grupo Carrefour Brasil 1

2

2

GPA Alimentar 1

3

3

(Walmart) Walmart Brasil Ltda. 2

4

4

5

No Variação Crescimento No Lojas Lojas do nº de Faturamento Bruto 2016 Faturamento Bruto 2015 de vendas 2016 2015 lojas 2016 vs 2015

Super, Hiper, Atacarejo R$49.103.325.988,00 R$42.701.594.004,00 e Conveniência

14,99%

349

288

21,18%

Super, Hiper, Atacarejo R$44.969.000.000,00 R$40.242.000.000,00 e Conveniência

11,75%

1.135

1.167

-2,74%

Walmart, Maxxi, Big, Bompreço, Mercadorama, Super, Hiper, Atacarejo R$29.409.150.946,00 R$29.323.141.083,00 Todo Dia, Sam’s Club e Conveniência

0,29%

485

485

0,00%

Via Varejo 1

Casas Bahia, Ponto Frio, Casas Bahia.com, PontoFrio.com, Cdiscount.com, Barateiro.com, Extra.com

2,18%

975

1.014 -3,85%

5

Lojas Americanas S.A. 1

Lojas Americanas, Americanas Express

R$11.124.349.000,00

7,65%

1.127

1.041

8,26%

8

6

Grupo Boticário 1

O Boticário, Eudora, Quem disse Berenice?, The Drogaria e Perfumaria R$11.436.962.865,00 R$10.100.000.000,00 Beauty Box

13,24%

4.038 3.961

1,94%

9

7

Raia Drogasil

24,20%

1.416

1.232 14,94%

7

8

Magazine Luiza

8,32%

800

786

6

9

B2W Digital1

13

(Smart 10 Supermercados) Martins 1

Droga Raia, Drogasil, Farmasil, 4bio e Univers

1

1

VAREJOEOPORTUNIDADES.COM.BR

Eletromóveis

R$22.293.000.000,00 R$21.818.000.000,00

Lojas de Departamento, Artigos R$11.975.115.000,00 do Lar e Mercadorias em Geral

Drogaria e Perfumaria R$11.409.411.064,00

R$9.186.554.752,00

Magazine Luiza, Luizacred, Luizaseg, Consórcio Eletromóveis R$11.371.644.000,00 R$10.498.314.000,00 Luiza, Época Cosmeticos Americanas.com, Submarino, Shoptime, SouBarato, B2W Marketplace (Americanas. Lojas de com Marketplace, Submarino Marketplace e Departamento, Artigos R$10.520.400.000,00 R$10.509.600.000,00 Shoptime Marketplace), BIT Services (Sieve, do Lar e Mercadorias Site Blindado, Sky Hub e Admatic), InfoPrice, em Geral BFF Logística (Click-Rodo e Direct), Submarino Finance e Digital Finance Smart Supermercados

Fonte: SBVC

28

Segmento

AGO/SET

2017

Super, Hiper, Atacarejo R$9.100.000.000,00 R$7.300.000.000,00 e Conveniência

0,10%

24,66%

eecommerce commerce

893

1,78%

900 -0,78%


2017

semelhante vale para a área de Eletromóveis, em que, mesmo com a presença de duas companhias entre as dez maiores varejistas do País – e 34 na listagem total –, existe uma grande relevância de empresas com forte atuação regional. Na edição 2017 do ranking, o faturamento bruto desse segmento foi de R$ 71,08 bilhões ou 12,64% das vendas totais das maiores empresas do varejo brasileiro. A quarta e a quinta posições foram ocupadas pelos setores de Drogaria e Perfumaria e Foodservice, ambos com 16 empresas entre as 300. No primeiro caso, as redes registraram, em 2016, faturamento de R$ 52,14 bilhões, ou 9,27% das vendas das maiores varejistas brasileiras. Já a segunda área, na qual o sistema de franquias está mais presente, faturou R$ 17,34 bilhões (3,08% das vendas das maiores varejistas brasileiras). EMPREGOS Atualmente, o varejo é o maior empregador privado do Brasil. Mesmo com o crescente desemprego provocado pelo cenário econômico, o setor continua a contratar e promover o crescimento do País. Só para se ter uma ideia, as em-

50 MAIORES GRUPOS

1 - GPA Alimentar 1  2 - (Carrefour) Grupo Carrefour Brasil 1  3 - (Walmart) Walmart Brasil Ltda. 2  4 - Lojas Americanas S.A 2  5 - Grupo Boticário 1  6 - Raia Drogasil 1  7 - Magazine Luiza 1  8 (Smart Supermercados) Martins 1  9 - (Cencosud) Cencosud Brasil Comercial Ltda. 1  10 - DPSP 4  11 - Lojas Renner 1  12 - Máquina de Vendas 4  13 (Riachuelo) Guararapes Confecções 1  14 - Dia% 2 15 - Grupo Mateus 4  16 - Farmácias Pague Menos 4  17 - C&A 5  18 - (Muffato) Irmãos Muffato & Cia Ltda. 2  19 - Companhia Zaffari Comércio e Indústria 2  20 - Supermercados BH Comércio de Alimentos Ltda. 2  21 - Leroy Merlin 4  22 - (Comper Supermercados) Grupo Pereira 1  23 Supermercados Guanabara RJ 5  24 - McDonald’s 4 25 - Lojas Cem 4  26 - Condor Super Center Ltda. 4 27 - Havan 1  28 - Pernambucanas 3  29 - Marisa Lojas S.A.3  30 - Supermercado Mundial 5  31 - Sonda Supermercados Exp. e Imp. S.A. 2  32 - Móveis Gazin1  33 - Roldão 4  34 - DMA Distribuidora S.A. 2  35 - Grupo SBF 5  36 - A. Angeloni Cia. Ltda. 1  37 - Privalia 4  38 Savegnago Supermercados Ltda. 2  39 - Tenda 5 40 - (Líder Supermercados) Líder Comércio e indústria Ltda. 2  41 - Fast Shop 5  42 - Subway 4  43 - Grupo Netshoes 1  44 - Coop - Cooperativa de Consumo 2  45 - Kalunga 4  46 - Grupo Herval 4 47 - Nagumo 1  48 - (Super Nosso) Multi Formato Distribuidora S.A. 2  49 - Supermercado Bahamas S.A. 2  50 - (DPaschoal) Comercial Automotiva S.A.4 Fonte: SBVC

ABRAFARMA

Foto: Fabia Mercadante

Com profissionalismo e atento às tendências internacionais, o varejo farmacêutico vem experimentando um crescimento contínuo nas vendas, com índices sempre acima de dois dígitos. Mesmo em períodos mais conturbados, o setor manteve a aposta na expansão geográfica e na diversificação da oferta de produtos, levando boas práticas de saúde e bem-estar a todos os cantos do País. Atualmente, investe nas farmácias como centros de orientação clínica. Todas essas conquistas e evoluções têm uma receita em comum: a capacidade de ouvir o consumidor e entender o que ele quer, de fato, no ponto de venda”. Sérgio Mena Barreto, presidente executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma)

2017

AGO/SET

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29


ESPECIAL

EMPESAS POR RAMO DE ATIVIDADE ENTRE AS 300 MAIORES DO VAREJO Super, hiper, atacarejo e conveniência Moda, calçados e artigos esportivos Eletromóveis Drogaria e perfumaria Foodservice Lojas de departamento, artigos do lar e mercadorias em geral Material de construção Outros segmentos Óticas, bijoux, bolsas e acessórios Livrarias e papelarias

144 49 34 16 16 10 10 10 6 5

Fonte: SBVC

presas listadas no ranking da SBVC somam 1,57 milhão de funcionários, número praticamente igual ao do ano anterior (1,6 milhão). O principal grupo gerador de empregos é o GPA Alimentar, divisão de varejo de alimentos do Grupo Pão de Açúcar, com 91 mil colaboradores em 2016, redução de 8,17% em relação ao ano anterior. A seguir aparecem Carrefour (80.021), Walmart (65.000), McDonald’s (50 mil), e Via Varejo (46 mil). Essas cinco companhias são responsáveis por 332.021

empregos, 21,15% do total das 300 empresas. Considerando o top 10 dos maiores contratantes – entram na lista Grupo Boticário, Raia Drogasil, Grupo Martins, Cencosud e DPSP –, esse número sobe para 483.966 (30,83% do total). E-COMMERCE Canal cada vez mais importante para o varejo, seja para venda direta e relacionamento ou interação e informação, o e-commerce acabou modificando a jornada de compra dos consumidores

As mudanças no comportamento e o empoderamento do consumidor brasileiro trazem sempre novos desafios ao varejo de moda, pois são consumidores que buscam empresas com um propósito definido e prezam pela moda inclusiva, justa e sustentável. Nesse sentido, o Programa da ABVTEX vem conquistando um importante reconhecimento do mercado ao representar um esforço setorial liderado pelas mais representativas redes de varejo de moda na consolidação das boas práticas na cadeia de fornecimento em prol de um ambiente de negócios sustentável e das questões de compliance”.

Edmundo Lima, diretor executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX)

30

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AGO/SET

2017

Foto: Divulgação

ABVTEX


2017

varejistas do País. De acordo com a SBVC, as lojas exclusivamente online representam 3,16% das comercializações do grupo das maiores empresas brasileiras e tiveram um crescimento consolidado de 6,91% em suas vendas no ano passado. Quando falamos do ranking geral, menos

e transformando o papel do PDV na relação empresa/cliente. Entre as empresas listadas no estudo, sete atuam especificamente de forma virtual. Chamadas de pure players, elas apresentaram em 2016 faturamento de R$ 17,78 bilhões, valor impulsionado pela B2W (R$ 10,51 bilhões), situada no top 10 das maiores

OS MAIORES E-COMMERCES PURE PLAYERS DO PAÍS Posição no Maiores Ranking 2016 2016

Empresa

Bandeiras

Segmento Lojas de Departamento, Artigos do Lar e Mercadorias em Geral Moda, Calçados e Artigos Esportivos Moda, Calçados e Artigos Esportivos Moda, Calçados e Artigos Esportivos Drogaria e Perfumaria Outros Segmentos

9

1

B2W Digital1

Americanas.com, Submarino, Shoptime, SouBarato, B2W Marketplace (Americanas.com Marketplace, Submarino Marketplace e Shoptime Marketplace), BIT Services (Sieve, Site Blindado, Sky Hub e Admatic), InfoPrice, BFF Logística (Click-Rodo e Direct), Submarino Finance e Digital Finance

40

2

Privalia 4

Privalia

46

3

100

4

133

5

Ultrafarma1

Ultrafarma, Rahda e Sidney Oliveira

232

6

Wine.com 4

wine.com, wbeer.com

254

7

Mobly 4

Mobly.com

Grupo Netshoes 1 GFG LatAm - Dafiti 4

Netshoes, Zattini, Shoestock Dafiti, Kanui, Tricae

Eletromóveis

Estrutura de Capital

Aberto

Faturamento Bruto 2016

No Lojas Funcionários 2016 2016

R$10.520.400.000,00 e-commerce

Fechado R$2.519.660.000,00 e-commerce Aberto

12.903

350

R$2.200.000.000,00 e-commerce

2.687

Fechado R$1.103.950.000,00 e-commerce

2.900

Fechado

R$755.867.262,05

4*

1.515

Fechado

R$375.000.000,00

e-commerce

358

Fechado

R$306.000.000,00 e-commerce

500

Fonte: SBVC

EMPRESAS COM MAIS DE MIL LOJAS Posição no Ranking 2016

Maiores 2016

Empresa

Bandeiras

Segmento

No Lojas 2016

6

1

Grupo Boticário 1

O Boticário, Eudora, Quem disse Berenice?, The Beauty Box

Drogaria e Perfumaria

4.038

45

2

Subway 4

Subway

Foodservice

2.243

59

3

(AM PM Mini Market) AM/PM Comestíveis Ltda. 2

AM PM Mini Market

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência

2.165

68

4

Cacau Show

Cacau Show, Brigaderia

Outros Segmentos

2.063

81

5

Ortobom 5

Ortobom

Eletromóveis

2.011

7

6

Raia Drogasil 1

Droga Raia, Drogasil, Farmasil, 4bio e Univers

Drogaria e Perfumaria

1.416

88

7

BR Mania

BR Mania

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência

1.255

80

8

“(Bob’s) BFFC1”

Bob´s, Yoggi, Doggis, Pizza Hut, KFC

Foodservice

1.236

12

9

DPSP

Drogaria São Paulo, Pacheco

Drogaria e Perfumaria

1.176

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência Lojas de Departamento, Artigos do Lar e Mercadorias em Geral Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência

1

4

4

2

10

GPA Alimentar 1

Pão de Açúcar, Minuto pão de Açúcar, Extra, Extra Mini Mercado, Compre Bem (Aliados) e Assaí

5

11

Lojas Americanas S.A. 1

Lojas Americanas, Americanas Express

16

12

Dia% 2

Dia Maxi, Dia %, Dia Market

1.135 1.127 1.050

Fonte: SBVC

2017

AGO/SET

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31


ESPECIAL

da metade das 300 companhias contam com uma presença digital sólida – são 119 ou 39,67% do total. Destacam-se nesse cenário o setor de Livrarias e Papelarias, 100% representado. O de Moda, Calçados e Artigos Esportivos, por sua vez, é, em termos absolutos, o que mais tem presença no mundo online, com 33 empresas entre as maiores do varejo. Na sequência aparece Eletromóveis, com 22. “Ainda é elevado o número de empresas que não possuem operação de e-commerce. Isso é fortemente impactado pelo varejo alimentar, já que apenas 18 das 144 maiores redes de supermercados (12%) e quatro das 12 maiores de foodservice (25%) têm loja virtual. Mesmo nos segmentos de varejo não alimentar, que apresentam maior índice de presença digital, apenas 97 das

140 empresas (69%) vendem online”, comenta o fundador da Varese Retail e vice-presidente e conselheiro deliberativo da SBVC, Alberto Serrentino. O executivo destaca ainda que quase 80% da população economicamente ativa já compra pela internet no Brasil. “Os consumidores estão se movimentando mais rapidamente que o varejo, que já deveria estar avançando em processos de transformação digital”, complementa. Para os coordenadores do Centro de Estudos e Pesquisas do Varejo (Cepev), da Universidade de São Paulo (USP), Francisco J. S. M. Alvarez e Marcos R. Luppe, o impacto da tecnologia na sociedade realmente tem que ser acompanhado pelo varejo. “Com as mídias sociais e os aplicativos será possível conhecer mais a fundo os

O ano de 2017 começou como um grande desafio para todos nós. Vínhamos de dois anos consecutivos de queda, os piores dos últimos 14 anos, e, depois de altos e baixos e de muita luta ao longo dos meses, iniciamos um processo modesto de recuperação. Preciso lembrar, porém, que momentos de turbulência e volatilidade econômica são importantes para o desenvolvimento do mercado, pois eles exigem entendimento do ambiente de negócios, preparo para compreender o que está acontecendo ao redor e ações para reagir. A crise ajuda a nos reinventar. As dez empresas do segmento de material de construção estão entre as 300 maiores do varejo brasileiro por motivos plausíveis, fizeram a lição de casa e não deixaram de investir em talento e tecnologia, modificando diversas ações em seu plano estratégico, mesmo nesta conjuntura nada fácil. São empresas como essas que nos fazem seguir em frente, apostando em dias melhores”. Cláudio Conz, presidente da Anamaco

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AGO/SET

2017

Fotos: Divulgação

ANAMACO


2017

MAIORES EMPRESAS DE CADA SEGMENTO Segmento

Empresa

DROGARIAS E PERFUMARIAS

Grupo Boticário ¹

ELETROMÓVEIS

Via Varejo ¹

Bandeiras

Faturamento Bruto (2016)

O Boticário, Eudora, Quem disse Berenice? R$ 11.436.962.865,00 e The Beauty Box Casas Bahia, Ponto Frio, Casas Bahia.com, PontoFrio.com, R$ 22.293.000.000,00 Cdiscount.com, Barateiro.com e Extra.com

Número de Funcionários lojas (2016) (2016) 4.038

37.242

975

46.000

FOODSERVICE

McDonald’s

McDonald’s

R$ 4.500.000.000,00

902

50.000

LIVRARIAS E PAPELARIAS

Kalunga

Kalunga

R$ 2.100.000.000,00

169

3.300

Lojas Americanas e Americanas Express

R$ 11.975.115.000,00

1.127

21.166

Leroy Merlin

R$ 4.935.000.000,00

41

10.000

Lojas Renner ¹

Lojas Renner, Youcom e Camicado

R$ 7.644.642.000,00

444

19.018

Óticas Diniz ¹

Óticas Diniz e DNZ EyeWear

R$ 830.000.000,00

900

10.000

(Carrefour) Grupo Carrefour Brasil ¹ (DPaschoal) Comercial Automotiva S.A.

Carrefour Hiper, Carrefour Bairro, Carrefour Express, Carrefour.com, Atacadão e Banco Carrefour Dpaschoal, Auto Z, Maxxi Training, DPK, Da Terra e Techno Park

R$ 49.103.325.988,00

349

80.021

R$ 2.000.000.000,00

660

3.500

LOJAS DE DEPARTAMENTO, ARTIGOS DO LAR E MERCADORIAS EM GERAL MATERIAL DE CONSTRUÇÃO

Leroy Merlin

MODA, CALÇADOS E ARTIGOS ESPORTIVOS ÓTICAS, JÓIAS, BIJOUX, BOLSAS E ACESSÓRIOS SUPERMERCADO, HIPERMERCADO, ATACAREJO E CONVINIÊNCIA OUTROS SEGMENTOS

Lojas Americanas S.A. ¹

Fonte: SBVC

OS MAIORES EMPREGADORES DO VAREJO BRASILEIRO Posição no Ranking 2016

Maiores 2016

Empresa

2

1

GPA Alimentar 1

Bandeiras

1

2

3

3

26

4

(Carrefour) Grupo Carrefour Brasil 1 (Walmart) Walmart Brasil Ltda. 2 McDonald’s 4

4

5

Via Varejo

6

6

Grupo Boticário

7

7

Raia Drogasil 1

10

8

Pão de Açúcar, Minuto pão de Açúcar, Extra, Extra Mini Mercado, Super, Hiper, Atacarejo e Compre Bem (Aliados) e Assaí Conveniência Carrefour Hiper, Carrefour Bairro, Carrefour Express, Carrefour.com, Super, Hiper, Atacarejo e Atacadão, Banco Carrefour Conveniência Super, Hiper, Atacarejo e Walmart, Maxxi, Big, Bompreço, Mercadorama, Todo Dia, Sam’s Club Conveniência McDonald’s Foodservice Casas Bahia, Ponto Frio, Casas Bahia.com, PontoFrio.com, Eletromóveis Cdiscount.com, Barateiro.com, Extra.com O Boticário, Eudora, Quem disse Berenice?, The Beauty Box Drogaria e Perfumaria

1 1

(Smart Supermercados) Martins

Segmento

Droga Raia, Drogasil, Farmasil, 4bio e Univers 1

Drogaria e Perfumaria Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência Drogaria e Perfumaria

Smart Supermercados

12

10

(Cencosud) Cencosud Brasil Comercial Ltda. 1 DPSP 4

18

11

Farmácias Pague Menos 4

Farmácias Pague Menos

5

12

Lojas Americanas S.A. 1

Lojas Americanas, Americanas Express

14

13

Máquina de Vendas 4

8

14

Magazine Luiza 1

Ricardo Elétro, Insinuante, City Lar, Salfer, Eletro Shopping Magazine Luiza, Luizacred, Luizaseg, Consórcio Luiza, Época Cosmeticos

13

15

Lojas Renner 1

Lojas Renner, Youcom, Camicado

106

16

Zara Brasil 5

Zara, Zara Home

80

17

Bob´s, Yoggi, Doggis, Pizza Hut, KFC

15

18

45

19

22

20

“(Bob’s) BFFC1” (Riachuelo) Guararapes Confecções 1 Subway 4 Supermercados BH Comércio de Alimentos Ltda. 2

11

9

G. Barbosa, Prezunic, Bretas, Perini Drogaria São Paulo, Pacheco

Subway Supermercados BH

91.000 80.021 65.000 50.000 46.000 37.242 29.809 29.724 29.170 26.000

Drogaria e Perfumaria Lojas de Departamento, Artigos do Lar e Mercadorias em Geral Eletromóveis

21.000

Eletromóveis

19.600

Moda, Calçados e Artigos Esportivos Moda, Calçados e Artigos Esportivos Foodservice Moda, Calçados e Artigos Esportivos Foodservice Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência

Riachuelo

Funcionários 2016

21.215 21.166

19.018

18.930 18.715 18.611 17.944 16.525

Fonte: SBVC

2017

AGO/SET

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33


ESPECIAL

clientes e comunicar-se de forma direta e frequente, o que amplia a abrangência de comunicação aos vários níveis do negócio”, afirmam. CRESCIMENTO Resiliência. Essa é a palavra de ordem para o varejo na atualidade. Ao analisar as 300 maiores varejistas brasileiras, o panorama não é de crise, mas sim de crescimento moderado em um ambiente econômico bastante difícil. Para muitas delas, os últimos dois anos têm sido marcados pela busca por eficiência e produtividade na gestão e nas operações, o que leva ao fechamento de pontos de venda deficitários. Pela análise da SBVC, lojas com desempenho fraco, que eram mantidas abertas durante os tempos de crescimento farto na expectativa de que viessem a maturar e passassem a ser rentáveis foram fechadas em 2016. A diferença é que novas oportunidades de expansão estão surgindo, e diversas companhias têm sido capazes de capturá-las. Em relação à expansão, uma amostra de 231 empresas revela que a base de lojas ter-

minou o ano passado 3,5% maior do que começou. Em 52% das empresas houve aumento, 32% se mantiveram iguais e 16% apresentaram redução. O segmento que mais abriu pontos, tanto em termos absolutos quanto relativos, foi o de Drogaria e Perfumaria, com 862, crescimento de 8,38%. O segundo com melhor resultado foi o de Supermercados (453 pontos de venda, passando para um total de 10.420). Na outra ponta, o de Eletromóveis teve uma diminuição de 5,74% em sua rede física, com o fechamento líquido de 559 unidades, e o de Moda perdeu 60 lojas (-0,67%). Considerando o desempenho das empresas ao longo de 2016, seis das 10 de maior crescimento porcentual nas vendas são do mercado de Supermercados. As áreas de Lojas de Departamentos, Drogaria e Perfumaria, Foodservice e Moda, Calçados e Artigos Esportivos também estão representadas entre o top 10. Trata-se de um cenário ligeiramente mais concentrado do que o da edição anterior do ranking, no qual seis setores do varejo apareciam entre as principais companhias.

Vivemos uma nova era, onde as buscas e a satisfação das necessidades mudam radicalmente e as relações de consumo devem ser questionadas e inovadas constantemente. O mercado do varejo tem demonstrado forte atenção ao entendimento da cultura digital e a satisfação das demandas dos seus clientes e suas tendências disruptivas. Inovar torna-se essencial para a sustentabilidade das empresas. As que se prenderem ao passado ou não tiverem estrutura e habilidade suficiente para encontrarem os caminhos da inovação estarão fadadas ao fracasso. Por outro lado, as que fizerem a ‘lição de casa’, acompanharem a evolução das necessidades do mercado e de seus consumidores, entenderem melhor o meio ambiente e apresentarem capacidade e agilidade adaptativa, serão as que terão destaque entre as mais rentáveis, gerando riquezas e benefícios para a sociedade”. Helio Biagi, sócio-diretor da BTR Educação e Consultoria

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AGO/SET

2017

Fotos: Divulgação

BTR EDUCAÇÃO E CONSULTORIA


2017

OS MELHORES DESEMPENHOS DO VAREJO BRASILEIRO Posição no Maiores Ranking 2016 2016

Empresa

Bandeiras

Segmento

Crescimento de vendas 2016 vs 2015

274

1

Supermercados Alvorada Eirelli ²

Supermercados Alvorada

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência

74,63%

111

2

Farmarcas (Redes Associadas)

Ultra Popular, Super Popular, Maxi Popular, Entrefarma, Big Fort, Farma 100, AC Farma, Mega Pharma

Drogaria e Perfumaria

71,79%

262

3

Costa Azul Multimercado ²

Costa Azul Multimercado

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência

69,00%

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência

59,06% 47,06%

4

17

4

Grupo Mateus 4

Mateus Supermercado, Mix Mateus, ElétroMateus, Armazém Mateus, Bumba meu Pão, Invicta

194

5

Coco Bambu 4

Coco Bambu

Foodservice

228

6

Higa Produtos Alimentícios Ltda. ²

Higa Atacado

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência

46,91%

100

7

GFG LatAm - Dafiti 4

Dafiti, Kanui, Tricae

Moda, Calçados e Artigos Esportivos

43,44%

277

8

Agricer Supermercados

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência

37,32%

126

9

Tonin Supermercados

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência

37,04%

82

10

Supermercados Mambo Ltda. ²

Supermercados Mambo, Giga Atacado

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência

35,98%

Agricer Distribuidora e Comercial de Prod. Alim. Ltda. ² Luiz Tonin Atacadista e Supermercados S.A. ²

67

11

Mart Minas Distribuição Ltda. ²

Mart Minas

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência

35,96%

35

12

Roldão 4

Roldão

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência

35,00%

212

13

Madero 4

Madero

Foodservice

33,33%

263

14

Reserva ¹

Reserva, EVA, Reserva Mini, Oficina e Ahlma

Moda, Calçados e Artigos Esportivos

31,13%

Fonte: SBVC

A líder em crescimento foi a Polishop. Com R$ 2 bilhões em faturamento, ela duplicou seus números na comparação anual. Os Supermercados Alvorada faturaram R$ 257,3 milhões e cresceram 74,63%. A rede de farmácias Farmarcas teve expansão de 71,79% (R$ 938 milhões); a Costa

Azul Multimercado, 69% (R$ 285 milhões), e o Grupo Mateus, 59,06% (R$ 6,49 bilhões). Levando em conta a inflação medida pelo IPCA-IBGE, de 6,29% em 2016, 157 empresas listadas no levantamento da SBVC tiveram aumento real nas vendas. Outras 57 registraram expansão entre

EBIT “Com o avanço do acesso a internet e o crescimento dos dispositivos móveis nos últimos anos, vivemos uma mudança comportamental do processo de compra, no qual os consumidores passam a utilizar a internet de forma cada vez mais intensa para comparar preços, buscar e avaliar opções de vendedores e, consequentemente, adquirir produtos. Assim, estar estabelecido com um site de e-commerce atualmente significa não apenas uma extensão do seu negócio, mas em muitos casos, a principal (ou única) fonte de vendas”. André Dias, COO da Ebit

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AGO/SET

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ESPECIAL

zero e 6,29%, indicando crescimento nominal, mas queda nas vendas em termos reais. Já 62 fecharam o ano com declínio no faturamento bruto nominal, em todos os segmentos do varejo. FRANQUIA Consolidado no Brasil, o sistema de franquias tem importante papel no desenvolvimento do varejo brasileiro. As 10 maiores redes do País somam faturamento de R$ 43,89 bilhões (7,81% do faturamento das 300 empresas do ranking) e estão distribuídas em diversos segmentos: três são de Supermercados, três de Foodservice, duas em Outros, uma em Moda e uma em Drogaria e Perfumaria. O top 10 das maiores franquias nacionais fechou 2016 com uma expansão

de 10,94% no faturamento bruto, cerca de 2,5 vezes a expansão do varejo nacional no ano passado. O crescimento em número de lojas foi de 9,55%, passando para 14.979 pontos de venda, abaixo da expansão de 13,13% no número de colaboradores, que avançou para 186.838 no ano passado. “Das 300 maiores, 41 empresas possuem operações relevantes de franchising, ou modelos de licenciamento em rede. O ranking da SBVC vem revelando o potencial e a relevância do franchising ao classificar as empresas pela venda consolidada das redes (sell-out) e não pelo faturamento das franqueadoras (sell-in). Com isso, conclui-se que 21 redes de franchising apresentam faturamento consolidado acima de R$ 1 bilhão”, finaliza Serrentino.

AS MAIORES FRANQUIAS Posição no Maiores Ranking 2016 2016

Empresa

Bandeiras

Segmento

Faturamento Bruto 2016 No Lojas 2016

Funcionários 2016

6

1

Grupo Boticário 1

O Boticário, Eudora, Quem disse Berenice?, The Beauty Box

Drogaria e Perfumaria

R$11.436.962.865,00

4.038

37.242

10

2

(Smart Supermercados) Martins 1

Smart Supermercados

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência

R$9.100.000.000,00

893

29.724

16

3

Dia% 2

Dia Maxi, Dia %, Dia Market

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência

R$7.162.377.000,00

1.050

10.497

26

4

McDonald’s 4

McDonald’s

Foodservice

R$4.500.000.000,00

902

50.000

45

5

Subway 4

Subway

Foodservice

R$2.262.208.000,00

2.243

17.944

57

6

(DPaschoal) Comercial Automotiva S.A.4

Dpaschoal, Auto Z, Maxxi Training, DPK, Da Terra, Techno Park

Outros Segmentos

R$2.000.000.000,00

660

3.500

55

7

Habib´s 5

Habib´s, Ragazzo, BOX 30, Picanha Grill

Foodservice

R$2.000.000.000,00

400

16.000

59

8

(AM PM Mini Market) AM/PM Comestíveis Ltda. 2

AM PM Mini Market

Super, Hiper, Atacarejo e Conveniência

R$1.968.470.000,00

2.165

12.449

68

9

Cacau Show1

Cacau Show, Brigaderia

Outros Segmentos

R$1.764.189.376,49

2.063

7.249

72

10

Arezzo Indústria e Comércio S.A. 1

Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Fiever

Moda, Calçados e Artigos Esportivos

R$1.700.000.000,00

565

2.233

Fonte: SBVC

(¹) Dados declaratórios fornecidos pelas empresas, formalmente recebidos e arquivados pela SBVC; OBS: e-mails que as empresas nos enviaram (²) Dados publicados por entidades setoriais representativas; OBS: Ranking ABRAS (³) Balanços contábeis publicados pelas empresas; OBS: Balanços que conseguimos no site, Supermercado Moderno e Ranking Exame (Đ) Publicações em veículos de notória reputação; OBS: Reportagens (Đ) Estimativas feitas pela equipe técnica da SBVC, empregando como critérios a venda média por loja de redes de segmento e perfil similares ou o faturamento por loja divulgado pelas empresas em publicações setoriais, multiplicados pelo número de lojas da rede

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SHOPPINGS

Mercado em ascensão Hoje considerados verdadeiros complexos de lazer, entretenimento e serviço, os shopping centers ainda têm muito espaço para crescer no Brasil

F

oi-se o tempo em que os shopping centers eram vistos apenas como simples centros de compras. Atualmente, eles ainda contam com muitas lojas, claro, e que continuam atraindo consumidores, mas também passaram a ter uma diversidade de atrações de lazer, entretenimento e serviço voltados para a família toda, como espaço de jogos, teatro,

NÚMEROS DO SETOR Total de shoppings: .....................................................558 A inaugurar este ano: ..................................................... 18 Área bruta locável (em milhões de m2): ............15,363 Área construída (em milhões de m2):....................3 2,11 Vagas para carros:................................................889.493 Total de lojas: .........................................................100.814 Lojas âncora:...............................................................3.024 Megalojas: ....................................................................2.016 Lojas satélites: ..........................................................74.603 Lazer: ............................................................................ 1.008 Alimentação: ............................................................. 13.106 Lojas de serviços: .......................................................7.057 Salas de cinema:........................................................ 2.729 Empregos gerados: ......................................... 1.024.808 *Os dados são referentes ao mês de julho de 2017 Fonte: Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce)

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PARTICIPAÇÃO POR REGIÃO Região

NO de shoppings

% do total

Área bruta locável (ABL)

Norte

27

4,8%

822.213

Nordeste

86

15,3%

2.631.921

Centro-Oeste

55

9,8%

1.295.422

Sudeste

301

53,6%

8.499.048

Sul

93

16,5%

2.114.021

Total

562

100%

15.362.625

Fonte: Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce)

demonstra o presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Glauco Humai. A entidade revela ainda que os malls nacionais, no ano passado, faturaram R$ 157,9 bilhões e registraram 26.302 novos postos de trabalho. Outro dado prova o quanto esse ainda é um mercado em expansão no Brasil: em 2016 foram inaugurados 23 empreendimentos, totalizando 558 em operação, 3,7% a mais do que em 2015 – a previsão é de que até o final de 2017 sejam construídos mais 18. Quanto à frequência, a Alshop indica que cerca de 2,1 vezes a população brasileira passa pelos shoppings todos os meses. “O País conta com cinco mil e poucas cidades, e muitas delas comportam mais shoppings, fora as que ainda não tem nenhum. Com isso, são muitas as possibilidades de crescimento. Sem contar que shoppings menores em cidades menores ainda é uma carência, que pode ser resolvida Luís Augusto Ildefonso, diretor assim que houver me- de Relações Institucionais da lhora na economia”, Associação Brasileira de Lojistas afirma Ildefonso. de Shopping (Alshop)

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AGO/SET

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além do já tradicional cinema, clínicas de estética, médicas e odontológicas, ampla praça de alimentação e restaurantes de vários estilos e preços, academias, bancos, casas de câmbio, farmácias, pet shop e até escolas de idiomas e faculdades. Além disso, muitos estabelecimentos realizam uma série de ações pontuais (exposições, feiras, shows, apresentações e desfiles, por exemplo), tudo para atrair cada vez mais visitantes e proporcionar a eles acolhimento, segurança e diversão. Por esse ser um setor muito dinâmico, e que sempre passa por grandes transformações – tanto que hoje é possível afirmar que esses empreendimentos são verdadeiros centros de convivência e conveniência – nem mesmo as crises política e econômica que assolam o Brasil mudam o cenário. “Há 15 anos, mais ou menos, cerca de 67% a 70% das pessoas iam aos shoppings para comprar. De dois ou três anos para cá, esse índice caiu para 37%. Isso não significa que o dinheiro tenha acabado, mas sim que esses locais acrescentaram muitas alternativas para o consumidor”, analisa o diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luís Augusto Ildefonso. E quem pensa que os grandes centros comerciais estão saturados no País, engana-se. Diferentemente dos Estados Unidos, onde cerca de 20% a 25% deles deverão ser fechados até 2020 por conta do crescimento do comércio eletrônico e da ascensão dos outlets, segundo relatório do banco Credit Suisse, por aqui ainda há muito espaço para crescimento e novidades. “É fato que a crise nacional abalou diversos segmentos. O ano de 2016 foi muito desafiador, porém, o setor de shopping centers registrou retomada do crescimento, inclusive apresentando números melhores do que o varejo de maneira geral, e se mostrou resiliente. O mês de abril deste ano é exemplo disso: nossos dados mostram crescimento de 10,7% nas vendas na comparação com igual período de 2016”,


COMÉRCIO ELETRÔNICO E OUTLETS Quando se trata dos outlets, um dos problemas para o segmento de shoppings dos Estados Unidos, apenas nos últimos três anos, o número de unidades nesse formato mais que dobrou no Brasil, passando de quatro para 11. Segundo a Abrasce, até 2019 ao menos outros cinco entrarão em operação. “Cabe frisar, porém, que esses centros têm como principal característica oferecer produtos com preços abaixo do mercado. Normalmente localizados em regiões de alta concentração de renda e fora do centro das cidades, eles possuem, em sua maioria, apenas um piso, o que contribui para menores custos de construção e manutenção, uma vez que não possuem escadas rolantes, elevadores e ar-condicionado. Devido a essas características, e por serem voltado para outro perfil de público, eles certamente não substituirão os shopping centers tradicionais por aqui”, diz Humai. Quanto ao comércio eletrônico, o presidente da Abrasce garante que sua relação

com os shoppings é de interligação. Isso porque há uma convergência entre os dois universos na hora em que o consumidor faz a compra: adquire-se pela loja após pesquisar na internet ou compra-se online um produto que foi Glauco Humai, presidente da experimentado Associação Brasileira de Shopping na loja. “A nossa Centers (Abrasce) pesquisa Perfil do Frequentador de Shopping indica que 90% dos visitantes possuem um smartphone ou tablet com acesso a internet e que 40% deles utilizam o dispositivo dentro de uma loja durante a compra. Esse resultado demonstra a interatividade entre os dois mercados, por isso, cada vez mais, os shoppings têm estudado como caminhar lado a lado com o e-commerce”, completa o executivo.

EVOLUÇÃO DO SETOR Número de shoppings

AB (milhões m2)

Lojas

2006

351

7.492

56.487

R$ 50

524.090

203

2007

363

8.253

62.086

R$ 58

629.700

305

2008

376

8.645

65.500

R$ 64,6

700.650

325

2009

392

9.081

70.500

R$ 74

707.166

328

2010

408

9.512

73.775

R$ 91

720.641

329

2011

430

10.344

80.192

R$ 108,2

775.383

376

2012

457

11.403

83.631

R$ 119,4

804.683

398

2013

495

12.940

86.271

R$ 129,2

843.254

415

2014

520

13.846

95.242

R$ 142,3

978.963

431

2015

538

14.680

98.201

R$ 151,5

990.126

444

2016

561

15.237

99.900

R$ 157,9

1.016.428

439

Fonte: Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce)

40

Tráfego de pessoas Faturamento Empregos (milhões visitas/mês) (bilhões)

Ano

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SHOPPINGS


8

3 e 4 de Outubro de 2017 Teatro do Complexo JK Iguatemi São Paulo - SP

O MAIOR EVENTO DE GESTÃO DE REDES DE FRANQUIAS DO BRASIL O 8° FÓRUM INTERNACIONAL DE GESTÃO DE REDES DE FRANQUIAS & NEGÓCIOS traz para São Paulo REDES EXTRAORDINÁRIAS – renomados palestrantes nacionais e internacionais compartilham estratégias para inspirar o repensar dos negócios em rede.

AltinoCristofoletti

Bruno Garfinkel

ABF

PORTO SEGURO

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GRUPO BITTENCOURT

PROPÓSITO MAIOR Um convite à reflexão da autenticidade e diferenciação das empresas, à conexão direta com a alma da organização, com o sonho dos seus fundadores. Claudia Bittencourt

UMA REDE REALMENTE EXTRAORDINÁRIA

GRUPO BITTENOURT

Cristiano Bastos LOCALIZA

Daniel Nasser

SPIN’N SOUL

KEYNOTE SPEAKER ISABEL SORIANO (VF CORPORATION) A condução da construção e desenvolvimento de um portfólio de marcas atuantes nos mais diversos canais e sempre com foco em lifestyle e inovação. Graciela Kumruian

HitendraPatel IXL CENTER

VF CORPORATION

Jaime Troiano

Janete Vaz

Jean Klaumann LINX

Jeremy Vitaro

LarryOberly REMAX

Ligia Camargo

Lyana Bittencourt

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NETSHOES

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MARCAS COM ALMA Como algumas marcas conseguem conquistar um lugar de destaque no coração do consumidor por meio da transparência, autenticidade e relacionamento.

QUANDO AS TENDÊNCIAS VIRAM PRÁTICA

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As empresas que trouxeram o futuro para “O AGORA”.

ALÉM DAS STARTUPS Como empresas consolidadas também podem ter aceleração e crescimento.

DUNKIN’ DONUTS

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COMO CONSTRUIR REDES EXTRAORDINÁRIAS CASES NACIONAIS E INTERNACIONAIS Grandes redes de franquias e negócios nacionais e internacionais contam sua trajetória e como construíram marcas fortes, com excelência em gestão e expansão mundial.

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GRUPO BITTENCOURT

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PROJETO SOCIAL, LUCRO E TRANSFORMAÇÃO A transformação social por meio de empresas que buscam muito além do lucro. Mais informações e inscrições: www.forumdefranquias.com.br +55 11 3660.2201 | forum@bcef.com.br

SuzanaFreitas

REDE GLOBO

Realização:

Thiago Brandão CUPONERIA


MERCADO

GRANDES PLAYERS

ENTRAM PARA O MERCADO DE

CLUBE DE ASSINATURAS Pão de Açúcar e Gillette aderiram ao sistema, hoje com faturamento anual de cerca de R$ 400 milhões e já organizado em Associação

A

venda por assinaturas não é algo novo no mundo, especialmente quando falamos de revistas, livros e jornais. No entanto, a comercialização de outros tipos de produtos (vinhos, flores, pães, cervejas, cafés e itens de beleza, gastronomia e higiene, por exemplo) por meio dessa metodologia surgiu há

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pouco tempo – mais precisamente em 2010, nos Estados Unidos. Por aqui, o modelo de negócio começou a aparecer já no ano seguinte, com as marcas GlossyBox Brasil, Shoes4You e Clube W, da Wine. Nos anos seguintes, diversas outras foram criadas, especialmente entre 2014 e 2015, período de bom crescimen-


Foto: Ivana Debértolis

Ainda existe muito espaço para crescimento [de clubes de assinaturas], em especial para determinados nichos, como o de bebidas” Gabriel Ribeiro, presidente da Associação Brasileira dos Clubes de Assinaturas e fundador do clube gastronômico BistrôBox

to para esses players. O ano de 2016 também foi de expansão para o setor – assim como tem ocorrido em 2017 – e, o mais importante, marcou a entrada das varejistas P&G e GPA, além do Grupo Abril. Atualmente, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Clubes de Assinaturas e fundador do clube gastronômico BistrôBox, Gabriel Ribeiro, o País conta com cerca de 350 sites do gênero, com aproximadamente 450 mil sócios, e que faturam R$ 400 milhões por ano. “Essa não é uma tendência passageira. Ainda existe muito espaço para crescimento, em especial para determinados nichos, como o de bebidas. E o lançamento dos clubes de grandes empresas só demonstra a força do segmento”, analisa.

GRANDES EMPRESAS No caso da P&G, o primeiro passo no mercado dos clubes de assinaturas aconteceu no final do ano passado com o Gillette Club, o primeiro da marca na América Latina. “Através de pesquisas, identificamos que uma parcela dos usuários de Gillette busca comodidade e bom custo benefício na hora de comprar seus produtos de higiene pessoal. Essa é a nossa resposta para esta demanda”, comenta

CONHEÇA OUTROS CLUBES DE ASSINATURAS BRASILEIROS ALIMENTAÇÃO Clube do Azeite Les Gourmands Los Paderos

INFANTIL MamãeBox Petite Box Baby Kids Box

LIVROS BEBIDA Clube Leiturinha Club Café Booxs Clube Meus Drinks Clube TAG WBeer BELEZA E ITENS PESSOAIS Esmalteria Club Madame Dondoca Glambox GEEK Nerd ao Cubo Casa Geek Geek Box

PET Pet Boss Club Maskoto DogBox ERÓTICO My Hot Sex Box Gostoso Segredo Hot Flowers FLOR Clube da Flor Flor Encanto Florinda

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a diretora de marketing de Gillette, Juliana Moretti. A plataforma para a assinatura de aparelhos de barbear conta com três pacotes: Gillette Prestobarba 3, Gillette Mach3 e Gillette Fusion ProShield. Ao efetuar o primeiro pedido, o usuário planeja a recompra para o tempo que desejar, sendo lembrado pelo sistema com antecedência. Segundo a executiva da empresa, esse foi apenas o primeiro modelo e irá servir como base para outras marcas, a fim de permitir que todo o portfólio da P&G possa ser trabalhado da mesma maneira. “Como temos DNA inovador dentro da companhia, estamos sempre atentos e abertos às novas tendências, tecnologias e às necessidades dos nossos consumidores”, complementa. O GPA, controlador do Pão de Açúcar, por sua vez, aderiu ao sistema de assinaturas em abril de 2016. “Como líder de mercado em venda de vinhos no Brasil, e guiado pela paixão em provar novos rótulos das mais variadas regiões do mundo, decidimos dar um passo a mais e criar um clube de vinhos com rótulos exclusivos do Pão de Açúcar”, evidencia o diretor de e-commerce de alimentos do grupo, Rodrigo Pimentel. Batizado de Pão de Açúcar Viva Vinhos, o negócio, em pouco mais de um ano, conta com seis mil clientes cadastrados em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF). Ele oferece dois rótulos exclusivos por plano (Plano Essencial e Plano Suprema) mensalmente. Os países oriundos da

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MERCADO

Estamos sempre atentos às novas tendências, tecnologias e às necessidades de nossos consumidores” Juliana Moretti, diretora de marketing de Gillette

bebida são variados, como Brasil, Chile, Argentina, França, Portugal, Espanha, Itália e Uruguai, e vão de acordo com a curadoria do mês. O ticket médio é de R$ 99,00. Já o Grupo Abril, em maio do ano passado, criou a GoBox. A plataforma de clube de assinaturas oferece diversas opções de caixas com produtos de marcas parceiras entregues periodicamente na casa do consumidor – os preços variam entre R$ 20,00 e R$ 250,00. No lançamento, foram investidos R$ 20 milhões. A expectativa da empresa é alcançar 200 mil clientes e faturar R$ 250 milhões em três anos, o que tornará o canal de vendas a terceira maior fonte de receita da Abril Mídia.


ARTIGO Gilmar Tamanini*

É

interessante e objeto de profunda admiração a força sinérgica que a colaboração é capaz de produzir. Talvez por isso os funcionários são agora mais referenciados como “colaboradores”. Importa saber, e com proficiência, que estágios elevados de verdadeira colaboração somente serão atingidos quando, independentemente da geração que cada um pertence, existir alinhamento, significado e constância de propósito no consciente coletivo da organização. Nesta hora, é que a sensibilidade do gestor que, ao lançar um olhar analítico sobre suas equipes percebe a necessidade de criar pontes entre as diferentes gerações, fará toda a diferença para executar a gestão, conferindo-lhe autoridade, respeito e admiração. Para o gestor não resta outra alternativa senão especializar-se em caminhar em território que requer o máximo de atenção. É preciso criar sua própria leitura sobre cada indivíduo antes de imaginar que tudo dele sabe apenas por conhecer sua data de nascimento. Alerto para o perigo da generalização da sopa de letrinhas que criamos para as gerações. Não se trata, nem de longe, de um código fonte de programação: “se indivíduo = “x” então (executar_rótulos_e_características_da_geração_x), senão, se for igual a “y”...ou “z”...e por aí vai. Simplesmente não funciona dessa maneira. Temos aventureiros de quase 60 anos. E nostálgicos de 19. Cada indivíduo pode até ser classificado dentro de diferentes gerações, mas abraçará para si apenas o que lhe fizer bem e independentemente de como for rotulado terá sua própria receita de sucesso e felicidade. Acredito que o grande desafio do gestor seja ressignificar, de acordo com cada geração e maturidade do indivíduo, sua leitura sobre tudo que sempre fez e fará parte do ato de gerir uma equipe: conflito, resiliência, motivação, decisão, comunicação, trabalho em equipe. Não é difícil de en-

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AGO/SET

2017

tender. Enquanto que para alguns o “conflito” é sinônimo de “confronto”, para outros representa oportunidade de aprender diante de diferentes pontos de vista. “Motivação” pode ser “sucesso financeiro” mas pode também ser “reco- *Por Gilmar Tamanini, nhecimento”. CEO da Teclógica O desafio certamente é grande e existe. Talvez o que a maioria não percebe é que são as coisas mais simples que constroem um grande gestor. É a preocupação genuína no desenvolvimento e bem-estar de sua equipe. O acolhimento das necessidades e o cuidado com as vontades que podem dificultar o caminho. É a sensibilidade de receber com interesse cada indivíduo e oferecer atenção e apoio. Comunicar com linguagem adequada e manter tratamento respeitoso e igualitário com todos. Para esse tipo de gestor, a própria equipe se encarregará de fazer de sua gestão um sucesso. O tempo passará e as gerações também. Esta receita eu sinceramente acredito que continuará a funcionar. Gerações à parte, nessa metamorfose ambulante que é qualquer organização, o segredo parece ser o mesmo: abraçar a tarefa de gerir, gostar de pessoas, estar aberto a aprender com cada geração, com cada indivíduo e combinar o que de melhor cada um tem a oferecer. Cada um no seu tempo. Na sua maturidade. Sua velocidade. Reter talentos não é problema para a empresa que investe no aprimoramento da sua gestão. Cada centavo investido é retorno garantido, principalmente quando os talentos estão distribuídos em diferentes décadas.

Foto: Divulgação

O DESAFIO DE GERIR EQUIPES DE DIFERENTES GERAÇÕES


Flávio Azevedo, franqueado DIA há 6 anos.

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Revista Varejo & Oportunidades nº 44  

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