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Tire suas dúvidas sobre saúde, previdência e bem-estar com o Vô Chico

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Carinho, Proteção e Independência ANO 02 - Nº 08 - MAR/MAI 2015 R$ 9,00 - ISSN 2317-7675

Prestes a completar 100 anos, Sumu Arata lê três jornais por dia

MAUS TRATOS 99% dos agressores de idosos são os filhos. Como denunciar? FOBIA DE ENVELHECER Você tem? Descubra na entrevista com a gerontóloga Thais Bento AI, MINHA COLUNA Oito em dez pessoas sofrem ou vão sofrer desse mal. O que fazer?

SIGA OS

ORIENTAIS

Japão tem quatro vezes mais pessoas centenárias em relação ao total da população que o Brasil. Quais são os segredos da longevidade?


TOP 25

DO FRANCHISING

BRASILEIRO 2014/2015

Bittencourt


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ENTREVISTA Conheça o perfil de quem tem gerontofobia na entrevista com a presidente da Associação Brasileira de Gerontologia, Thais Bento Lima da Silva

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ESPECIAL Alimentação, meditação, saúde pública, educação... qual é o segredo da longevidade no Japão? Até onde chegam os japoneses que vivem no Brasil?

10 14 12 Emiko Takahatsu e Marlene Massako Horigomeda

DIREITO Descubra os atos de violência mais comuns praticados contra idosos e saiba como denunciar maus tratos

23 Artigo 04 Na Mira do Vô Chico 09 Vô Chico Responde 24 Mapa da Rede

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SAÚDE Saiba quais são as causas das dores nas costas e os tratamentos que ajudam a prevenir e a diminuir essas ocorrências

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CASE Saiba como o esporte ajuda na longevidade da terceira idade com a dupla brasileira campeã do torneio Latino-Americano Master de Tênis de Mesa

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errata: Matéria publicada na página 11 da edição número 7 da revista Home Angels (dez/fev 2015) informa erroneamente que o suco de laranja natural tem a mesma quantidade de cálcio do que o leite. Na realidade, o leite tem uma concentração cerca de 4 vezes maior de cálcio do que a laranja. Agradecemos ao e-mail enviado pela leitora Elis Zanetti.

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S UM ÁR I O

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NA MIRA DO

Vô Chico

Eventos, cursos, dicas e muito mais!

Secretaria de Direitos Humanos lança manual para cuidar de idosos

Fotos: Shutterstock

Enquanto o Congresso não aprova a lei que regula o trabalho de cuidador de idosos, a Secretaria de Direitos Humanos lançou um manual com dicas para o cuidador de idosos. O objetivo é dar alguns parâmetros para a ocupação de cuidador, já que atualmente existem muitos improvisos, com pessoal sem qualificação e jornada de trabalho indefinida. O guia é gratuito e pode ser acessado pela internet, no site do órgão: www.sdh.gov.br

Aumenta expectativa de vida do brasileiro Em dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o aumento da expectativa de vida do brasileiro, de 74,6 anos, em 2012, para 74,9 anos, em 2013. Em 1980, era de apenas 62,5 anos. Para a população masculina, o aumento foi de três meses e 29 dias, passando de 71 anos em 2012 para 71,3 anos em 2013. Já para as mulheres, o ganho foi um pouco menor (três meses e 14 dias), passando de 78,3 anos para 78,6 anos.

Inadimplência da terceira idade no Brasil A taxa de inadimplência das pessoas acima de 60 anos no Brasil é de 12,7%, segundo o levantamento do Serasa Consumidor. Atualmente, existem de 28,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos no Brasil. A região Norte é a que possui maior porcentual de inadimplência, de 19,1%. Em seguida, o Centro-Oeste e o Nordeste, com 13,3%. O Sudeste tem 12,3% e a região Sul é a que apresenta a menor taxa, de 11%. Em relação às cidades brasileiras, Manaus (AM) apresenta a maior taxa de idosos inadimplentes: 28,9%, seguida por São Luís (MA), com 25%. Em terceiro, está Porto Velho (RO), com 24,4%, em quarto, Maceió (AL), com 22,3%. Em último está a cidade de São Paulo, com 11,3%.

Vitamina C ajuda a combater o envelhecimento Consumir uma porção de vitamina C todos os dias retarda o processo de envelhecimento. Quem já passou dos 50 anos, deve consumir duas porções diárias da vitamina. O sol é o principal fator para o envelhecimento da pele. A vitamina C interfere na redução do estresse oxidativo celular. Como é esse processo que reduz os radicais livres, a vitamina ameniza consideravelmente o envelhecimento. O nutriente pode ser obtido especialmente no consumo de laranja, acerola, kiwi, goiaba e verduras, como couve e brócolis.

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Ajudar os filhos financeiramente é um dos desejos da terceira idade Felicidade e saúde são inseparáveis para a terceira idade, segundo a pesquisa Felizômetro 2014, realizada com 632 pessoas com mais de 60 anos. Aproveitar a vida com a família e os amigos, ajudar os filhos financeiramente e conhecer outros lugares do Brasil apareceram no estudo como os principais planos e desejos para o futuro. Com a expectativa de vida aumentando, os entrevistados mostraram que estão se preparando para apoiar os filhos e parentes ao mesmo tempo em que não abrem mão de investir na própria qualidade de vida.

Dormir bem retarda o envelhecimento Dormir bem é muito importante para qualquer pessoa, em qualquer idade. Mas uma pesquisa revela que, quanto mais o tempo passa, melhor deve ser a qualidade do sono para que o processo de envelhecimento seja saudável. O estudo foi feito pela Universidade Federal de São Paulo e aponta que pessoas com mais de 85 anos devem apresentar um padrão mais regular do sono. Segundo os responsáveis pela pesquisa, os idosos com maior e melhor tempo de vida, dormem e acordam sempre no mesmo horário e ainda fazem um cochilo no meio do dia.

Um terço dos atendimentos por lesão traumática é de idosos Índices do Sistema Único de Saúde (SUS) revelam que um terço dos atendimentos por lesões traumáticas são com pessoas com mais de 60 anos, sendo que 75% desses acidentes aconteceram no ambiente doméstico, com fraturas em 34%. O processo de recuperação dos idosos é mais lento e pode deixá-los de repouso durante meses. Os cuidados também devem ser tomados momento após o acidente, para evitar traumas maiores. O ideal é não movimentar a vítima se não tiver certeza de que o procedimento está sendo feito corretamente e chamar profissionais especializados para fazer o atendimento.

Agenda Astronomia para a Terceira Idade 2015 O Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP oferece gratuitamente o curso "Astronomia para a Terceira Idade", de 12 de maio a 16 de junho de 2015, às terças e quintas-feiras, das 14 horas às 16:20. Mais informações: www.iag.usp.br/ astronomia/astronomiapara-terceira-idade

Agenda

Núcleo de Convivência para Idosos – Felicidade Não Tem Idade Atividades como artesanato, dança, educação física, artes plásticas e alfabetização para a terceira idade. Totalmente gratuito. De segunda à sexta-feira, no AMJAC (Associação de Mulheres do Jardim Colorado), na zona leste de São Paulo. Mais informações: (11) 2717-4203

Faça Memórias, Cultural – Terceira Idade Curso de arte e estímulo de memória direcionado a idosos com Alzheimer ou com problemas de esquecimento. Com foco na atenção e no diálogo com obras de arte, as atividades exercitam a memória, em visitas especialmente monitoradas no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE). Mais informações: (11) 2594-2601 e cursos@mube.art.br

Psicoterapia de Grupo para Cuidadores de Idosos No Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, o Grupo de Psicoterapia do Laboratório de Neurociências (LIM 27) oferece acompanhamento psicológico a cuidadores de pacientes com Mal de Alzheimer. Mais informações: grupopsicorpo@gmail. com e www.ipqhc.org.br

Iniciação em Natação Aulas práticas de natação e atividades especiais, em 50 minutos de aula. A duração do curso é de até 12 meses ou até o aluno adquirir as noções básicas. Grátis, nas unidades do Sesc. Mais informações: www.sescsp.org.br/

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E N TRE VI STA

Gerontofobia, você tem? Conheça o perfil de quem tem medo de envelhecer e as consequências psicossociais deste pânico desproporcional

Foto: Keiny Andrade

Thais Bento Lima da Silva, presidente da Associação Brasileira de Gerontologia

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O

medo excessivo de envelhecer e a aversão a tudo o que se relaciona à terceira idade têm um nome: gerontofobia. Para falar sobre esse problema, a Revista Home Angels entrevistou a presidente da Associação Brasileira de Gerontologia, Thais Bento Lima da Silva. Ela é gerontóloga e doutoranda em Neurologia pela Universidade de São Paulo (USP). Confira os principais trechos do bate-papo: Como podemos descrever a gerontofobia? A gerontofobia é um medo anormal de envelhecer e de tudo que se relaciona à terceira idade. Seria uma aversão ou medo patológico do processo de envelhecimento. Portadores da gerontofobia costumam buscar compulsivamente métodos e terapias antienvelhecimento, tentando, de toda forma, alterar os aspectos biológicos. Do ponto de vista social, são aquelas pessoas que, embora já na terceira idade, se recusam terminantemente a usufruir de direitos específicos a essa faixa etária, como, por exemplo, acesso ao transporte gratuito, direito à fila preferencial em estabelecimentos, pagamento de meia-entrada em eventos culturais e consultas com profissionais da saúde especialistas em saúde do idoso. Também evitam andar em companhia de pessoas da mesma faixa etária e costumam achar que apenas os outros estão envelhecendo. Além disso, recusam-se a participar de eventos e a frequentar serviços específicos para a terceira idade.

Quais são as suas causas? A quem ela atinge? Normalmente, as causas da gerontofobia são a falta de informações educativas e psicológicas sobre o processo de envelhecimento, suas mudanças e particularidades. Muitos indivíduos não tiveram acesso a essas informações quando mais jovens, o que resulta em não aceitação dessa etapa da vida que começa na faixa etária de 60 anos. Adicionalmente, parte das causas deve-se às experiências negativas que outros indivíduos vivenciaram na relação da sociedade com os idosos, muitas vezes tratados com preconceitos e estereótipos – como se fossem inválidos, rabugentos, apáticos, indiferentes, deprimidos, esquecidos, retrógrados e fisicamente frágeis. Em outra vertente, há também pessoas que não tiveram convívio com familiares idosos, por questões de perdas precoces, eventos estressantes ou mesmo desentendimentos. Por essa razão, não adquiram condições de entender o que ocorre no processo de envelhecimento. Finalmente, há aqueles que tiveram uma aposentadoria precoce e não se prepararam adequadamente para essa fase da vida, sendo também suscetíveis de serem acometidos pela gerontofobia. Existe uma idade determinada para o desenvolvimento da gerontofobia? A gerontofobia torna-se mais evidente entre os 50 anos e os 60 anos, quando o indivíduo passa a ter direito a questões específicas para a terceira idade, como, por exemplo, a aposentadoria.

Portadores da gerontofobia costumam buscar métodos e terapias antienvelhecimento, tentando, de toda forma, alterar os aspectos biológicos Existem consequências psicossociais geradas por essa fobia? As pessoas que são acometidas de gerontofobia tendem a apresentar quadros depressivos, ansiedade generalizada, isolamento social, baixa autoestima, negativismo e falta de projetos de vida, podendo apresentar maior suscetibilidade a problemas de saúde, principalmente doenças crônicas e neurodegenerativas, como quadros demenciais. Quais são os tipos de tratamento indicados para essas pessoas? Para tratar a gerontofobia indicam-se terapias individuais e grupais com profissionais capacitados e especializados em cuidado com idosos, pois se trata de uma fobia que afeta a autoestima, os projetos de vida e o estado de humor. Como um acompanhamento médico com profissional geriatra, para que a pessoa possa conhecer seu corpo e entender as mudanças fisiológicas do envelhecimento, assim

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O que se deve fazer para ter um envelhecimento sadio? Ter um estilo de vida saudável é fundamental para aumentar a expectativa de vida. Para isso, é preciso fazer coisas óbvias como ter uma alimentação adequada, realizar atividades físicas compatíveis com a idade, além de prevenir ou controlar doenças crônicas e cardiovasculares. Como gerontóloga, sugiro aos idosos sempre a participação em centros de convivência, em universidades abertas para terceira idade ou centros (este, no caso de dependência funcional ou cognitiva). Esses serviços e programas têm atividades cul-

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turais, de lazer e de promoção de saúde que proporcionam o aumento da expectativa de vida. Além disso, aumentam a convivência social, evitando que a pessoa se isole ou se torne depressivo. É sempre bom lembrarmos que somente envelhece quem está vivendo.

É sempre bom lembrarmos que somente envelhece quem está vivendo

Foto: Keiny Andrade

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aceitando as mudanças esperadas e adquirindo hábitos de vida para a promoção de saúde, visando um processo de envelhecimento com qualidade de vida. O acompanhamento gerontológico por profissionais também ajuda a desmistificar estereótipos do envelhecimento, potencializando o indivíduo a planejar e realizar novos projetos de vida após os 60 anos. De modo geral, sugere-se também a interação do indivíduo com seus semelhantes, frequentando serviços específicos para a terceira idade, para vivenciar um pouco da realidade da faixa etária, sempre respeitando a história de vida do indivíduo, seus passatempos e preferências. Buscar apoio profissional ajuda a pessoa que sofre desse mal a encarar com naturalidade o processo de envelhecimento em vez de “combatê-lo”. Será mais fácil valorizarmos os mais velhos e vivenciar essa faixa etária, individualmente e em conjunto, tendo uma visão melhor do ciclo de vida.

Como o País poderia se preparar para oferecer uma melhor qualidade de vida a essas pessoas? É importante destacar que, para um envelhecimento com melhor qualidade de vida, é preciso que se faça uma intervenção durante todo o ciclo vital do indivíduo, pois o processo de envelhecimento é constante, não ocorre necessariamente na terceira idade. Envelhecemos desde o nascimento, envelhecemos enquanto estamos vivendo. O Brasil precisa se preparar, atuando fortemente em campanhas educativas e de saúde, com investimentos em prevenção de doenças, em um estilo de vida saudável como um todo, incentivando o cosumo de alimen-

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tos saudáveis e a realização de atividades físicas e socioculturais. Deve-se investir também em capacitação e aprimoramento contínuo de profissionais que atuam diretamente com idosos, garantindo que estes possam entender melhor as demandas do público idoso, uma vez que o envelhecimento é heterogêneo, do ponto de vista biopsicossocial. Por fim, a previdência social brasileira precisa se preparar para o elevado índice de aposentadorias que ocorrerá nos próximos anos, pois teremos um quadro populacional semelhante ao de países desenvolvidos, e teremos mais pessoas beneficiadas com aposentadoria por tempo de contribuição do que contribuintes ativos.


Vô Chico responde Quais alimentos devem ser evitados na dieta das pessoas idosas? A má alimentação é um problema recorrente na terceira idade. Com o processo de envelhecimento, acontece uma mudança na composição corporal, com diminuição da massa muscular e aumento do tecido gorduroso. Isso porque o gasto energético nessa fase da vida é menor. É o chamado “metabolismo lento”. Com o passar do tempo, manter o peso e emagrecer requerem um esforço maior. Por isso, na terceira idade deve-se evitar ingerir excessivamente alguns alimentos, como o sal, gorduras saturada e hidrogenada, produtos industrializados e açúcar

O cuidador de idosos deverá estimular em seus clientes o gosto pela música, dança e esportes, mantendo, na medida do possível, o físico dos idosos em atividade. O cuidador deverá selecionar jornais, livros e revistas que digam respeito aos assuntos preferidos dos seus clientes, assim como ler histórias, textos e jornais para a pessoa idosa. O cuidador também pode ajudar na organização de todo o material na biblioteca da casa.

Como o cuidador deve construir a relação de ajuda com o idoso? Ajudar uma outra pessoa é doar a ela parte de seu tempo, de sua competência e de seus saberes. No caso dos idosos, além de tudo isso, é preciso dar amor, carinho e cuidados especiais. É saber ouvir e compreender suas necessidades, criando uma grande afinidade com eles. Mas para que o cuidador consiga estabelecer uma relação de ajuda para com o idoso, deverá conhecer também a si próprio. Só nos tornamos capazes de ajudar ao outro a partir do momento em que sabemos lidar com as nossas angústias e limitações. O processo é bem simples: se não somos capazes de cuidar de nós mesmos, vencendo nossos problemas e limitações, como poderemos ajudar os outros? Com o conhecimento pessoal nos moveremos para compreender o outro e, a partir daí, estabelecer uma verdadeira relação de ajuda. Fotos: Shutterstock

Quais devem ser as atitudes do cuidador quanto à cultura e à educação dos idosos?

Se você tem alguma dúvida, crítica ou sugestão escreva para vochico@revistahomeangels.com.br 2015 | março-maio | Revista Home Angels

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CAS E

De olho na B LINHA

A dupla brasileira campeã de Tênis de Mesa na América Latina conta como o esporte ajuda na longevidade da terceira idade ricô, novela ou dominó? Nenhuma dessas atividades faz parte da rotina das atletas Marlene Massako Horigome, de 74 anos, e Emiko Takahatsu, de 70. Dupla campeã do torneio Latino-Americano Master

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de Tênis de Mesa, realizado nos dias 8 e 9 de novembro de 2014, na Guatemala, elas mostram que o esporte faz bem para o corpo e para a alma e ainda colabora para quem quer viver mais esbanjando saúde.

Foto: Divulgação

Emiko Takahatsu e Marlene Massako Horigomeda


Fotos: Divulgação

“Não tenho problemas de saúde e também não faço uso de nenhum tipo de medicação. Tenho saúde para dar e vender”, conta Marlene, que é viúva e mãe de três filhos, todos adultos. “Eles são os meus maiores fãs e incentivadores”, acrescenta a mesatenista. Há 30 anos Marlene dá aulas de tênis de mesa para crianças na cidade de Suzano, na Grande São Paulo, onde mora e trabalha. Quando pode, viaja pelo mundo para participar de competições. Ela já esteve em pelo menos vinte países representando o Brasil em campeonatos de tênis de mesa. Na última edição do World Veterans Table Tennis Champonship, realizado em maio passado na Nova Zelândia, Marlene garantiu a medalha de prata. Em 2012, na edição realizada na Suécia, a atleta tinha sido ouro. A mesatenista também acumula bons resultados nos Jogos Olímpicos do World Master Game, realizados a cada quatro anos. Em 2009, Marlene foi bronze na categoria individual, na Austrália. Já em 2013,

A dupla Marlene Massako Horigomeda e Emiko Takahatsu é campeã do torneio Latino-Americano Master de Tênis de Mesa

Não tenho problemas de saúde e também não faço uso de nenhum tipo de medicação Marlene Massako Horigomeda

no Canadá, ela conquistou o ouro na categoria individual e bronze em equipe. Ex-atleta da Seleção Brasileira de Tênis de Mesa, Emiko foi tricampeã sul-americana na modalidade, entre as décadas de 60 e 70. O casamento e a chegada dos dois filhos a

A dupla campeã de tênis de mesa (de azul) com integrantes da equipe brasileira

fizeram abandonar o esporte. “Naquele momento decidi cuidar da minha família e não imaginava a possibilidade de um dia voltar”, lembra a atleta, que mora em Interlagos, na Zona Sul da capital paulista. Cerca de vinte anos mais tarde, ela reencontrou o antigo técnico, que a convenceu voltar a praticar o tênis de mesa. “Comecei disputando os jogos regionais e hoje vivo pelo mundo em competições”, diz Emiko, também medalha de ouro na categoria individual do torneiro Latino-Americano Master de Tênis de Mesa da Guatemala. Emiko e Marlene se conheceram durante as competições e a parceria transcendeu as quadras. “Formamos uma boa dupla, como podem observar”, diz Marlene entre risos. “A convivência, as afinidades e a parceria nos fizeram grandes amigas”, acrescenta Emiko. Para ambas, a aposentadoria é algo ainda muito distante. “Nem penso nisso. A minha vida é o esporte. É isso que me traz saúde e felicidade de viver”, diz Emiko, professora de tênis de mesa do Colégio Bandeirantes, há 14 anos. “Quando a gente faz o que gosta não se cansa. Dei uma pausa nos treinos no fim do ano passado, porque em 2015 tem mais”, finaliza Marlene.

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S AÚDE

D r nas costas: e s a u q todos um mal que atinge a Ela atinge 80% da população mundial em alguma época da vida e é a segunda maior causa de hospitalização, depois dos partos. Saiba quais são as causas das dores nas costas e os tratamentos mais indicados

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não são apenas trabalhadores braçais que carregam peso excessivo. Homens e mulheres que passam horas na frente do computador também estão entre os que sofrem desse mal. A radiologista Simone Valduga destaca que, no caso de idosos, estes sofrem do problema principalmente devido a um processo degenerativo. Já entre os jovens, os motivos são sobrecarga na coluna e desalinhamento por conta da má postura e de muitas horas à frente computador e falta de exercícios físicos. Entre crianças, jovens e adolescentes, o excesso de peso na mochila escolar é um problema que preocupa os especialistas. A Academia Americana de Pediatria considera que o ideal é que a mochila tenha entre 10%

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e 20% do peso corporal do estudante. Má postura, dores e dificuldades de locomoção são alguns dos problemas que o excesso de peso pode causar, de acordo com cartilha feita em parceria pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e a ONG Proteste.

Foto: Divulgação

s dores nas costas são consideradas o grande mal do século. É uma das queixas mais comuns da população. O problema, que atinge homens e mulheres de diferentes faixas etárias, é provocado por vários fatores, entre eles obesidade, postura errada e envelhecimento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 80% das pessoas sofrem ou sofrerão dores na coluna em algum momento de suas vidas. Estudo do Ministério da Previdência Social aponta que, por ano, ocorrem aproximadamente 160 mil casos de licenças do trabalho relacionadas a esse problema. E as vítimas

Simone Valduga, radiologista


José Goldenberg, autor do livro Coluna Ponto e Vírgula

A coluna é ao mesmo tempo uma estrutura óssea forte e delicada. É formada por um conjunto de vértebras dispostas umas sobre as outras. Entre elas, existem os discos intervertebrais, que têm a função de amortecer impactos e sobrecargas, além de proporcionar estabilidade para a coluna. Outras estruturas responsáveis pela estabilização da coluna vertebral são os ligamentos e a musculatura tanto a para vertebral (das costas) como a abdominal. Ambas precisam estar sempre alongadas e fortalecidas para que possamos evitar dores e desconfortos. “A coluna é uma estrutura que tem de ser respeitada e utilizada adequadamente”, alerta o reumatologista José Goldenberg. Autor do livro Coluna Ponto e Vírgula, Goldemberg registra que "oito em cada dez pessoas sofrem ou vão sofrer dores na coluna". E isso ocorre, segundo o especialista, porque poucos têm a consciência corporal necessária para manter a postura correta.

Fotos: Divulgação

oito em cada dessas pessoas sofrem ou vão sofrer dores na coluna

Para o tratamento das dores, os especialistas recomendam a fisioterapia e o fortalecimento da coluna, além de métodos alternativos como acupuntura e Pilates. Segundo eles, esses tratamentos podem evitar o uso abusivo de medicamentos, recomendados apenas em caso de extrema necessidade. A fisioterapeuta Jacqueline Bertagna, do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral, comunga da opinião de que "a postura errada e a falta de exercícios são fatores que potencializam o problema". Mas acrescenta que, na maioria dos casos, as dores não são constantes e tendem a desaparecer em até três semanas. Jacqueline alerta, no entanto, que se a pessoa não procurar um profissional plenamente capacitado que lhe dê as orientações necessárias, as dores acabarão recorrentes. Na opinião dos especialis-

a postura errada e a falta de exercícios são fatores que potencializam o problema Jacqueline Bertagna, fisioterapeuta do Instituto Paulistano de Neurocirurgia

tas, para se manter saudável, a coluna precisa de um regime regular de alongamento, fortalecimento e exercícios de condicionamento aeróbico, como natação, yoga, musculação e caminhadas. O estilo de vida sedentário é um dos grandes inimigos da coluna e um facilitador de dores nas costas. O neurocirurgião Eduardo Augusto Iunes diz que, sem exercício, os músculos podem ficar fracos, o que ocasiona dores nas costas e lesões. Na dúvida, ele orienta que a pessoa procure um especialista. Ele explica que estar acima do peso, principalmente com gorduras concentradas na região abdominal, muda o centro de gravidade do corpo. Ou seja, a pessoa se desloca para frente. Com isso, forma-se uma tensão desnecessária sobre os músculos das costas e dos tecidos circundantes. O especialista alerta também para quem tem pouco peso. “A magreza extrema, que pode ser acompanhada por baixa massa óssea, também coloca o paciente em risco de desenvolver osteoporose. O ideal é contar com acompanhamento médico para determinar e manter o peso ideal durante a vida”, finaliza.

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Ilustração: Shutterstock

DI R E I TO

Para

nunca mais acontecer Os casos mais comuns de violência contra idosos são negligência, violência psicológica e abuso financeiro e patrimonial. As denúncias podem ser feitas às Polícias Civil e Militar e ao Ministério Público

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Brasil já foi considerado um país jovem. Hoje, é visto como um país em rápido processo de envelhecimento. Os brasileiros maiores de 60 anos já são 26 milhões de habitantes e logo estarão na casa dos 30 milhões. Esse número é sete vezes a população do Paraguai. Em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, em 15 de junho, a Revista Home Angels mostra um pouco da Lei 10.741 – conhecida como Estatuto do Idoso. É importante que a sociedade tenha ciência dos direitos desse segmento da população, descubra os atos de violência mais comuns praticados contra idosos e saiba como denunciar maus tratos.

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Quase 12 anos depois da criação do Estatuto do Idoso, parte significativa da população brasileira com mais de 60 anos continua vivendo o triste cotidiano da violência. Segundo dados do governo federal, cinco denúncias de violência contra idosos são registradas a cada hora no Brasil. Os dados foram catalogados pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Entre os casos mais comuns de violência figuram negligência, seguida de violência psicológica e abuso financeiro, econômico e patrimonial. Além destes foram detectados violência física e exploração. As informações constam do documento “Envelhecimento no Brasil”. O levantamento estratificou o porcentual referente aos tipos de violação contra a pessoa idosa. Destes, 68,7% foram casos por negligência; 59,3% de violência psicológica; 40,1% de abuso financeiro-econômico e patrimonial e 34% de violência física. O procurador de Justiça João Estevam da Silva, do Ministério Público de São Paulo, um dos pioneiros na luta em defesa do idoso, denuncia que o mais aterrorizador é que, com frequência, os agressores são familiares da vítima. Esse fato pode dificultar a notificação da violência, devido à ligação física e emocional do idoso com seu algoz. “Em 70% dos casos de denúncias, as pessoas são mulheres idosas e 99% dos agressores são os filhos. A sociedade precisa tomar conhecimento dessa realidade e reagir, fortalecer a família, resgatar os valores de respeito e amor, porque se uma criança ou um jovem tem amor ao seu idoso não irá cometer violência, como

agredi-lo e ficar com sua aposentadoria”, completou Silva. O procurador ressaltou, no entanto, que até agora, a Lei e as políticas públicas não conseguiram frear os índices de violência contra idosos. “Os mecanismos que temos têm se mostrado ineficientes. A violência contra o idoso continua em escalada”, diz Siva. Ele aponta que nas delegacias não existe profissional especializado para cuidar desse tipo de vítima e as ocorrências registradas são, geralmente, de roubo ou homicídio. Mas, segundo ele, o maior tipo de violência contra idosos é a psicológica, e é cometida por parentes. Na capital paulista e na Grande São Paulo há várias delegacias especializadas para atendimento ao idoso. O Ministério Público estadual tem uma promotoria especializada e o Grupo de Atendimento Especial de Proteção ao Idoso (Gaepi). Na Polícia Militar há o Disk Denúncia (190), onde podem ser denunciadas infrações contra idosos. E no nível municipal funciona a Comissão Municipal de Direitos Humanos que atende casos de violência contra idosos pelo telefone 0800-7701445. O Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa foi instituído

em 2006 pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de promover a conscientização sobre o crescente número de idosos que são acometidos por algum tipo de violência. Além disso, a intenção é promover a discussão para buscar recursos e estratégias que atuem de forma a proteger os velhos.

“Em 70% dos casos de denúncias, as pessoas são mulheres idosas e 99% dos agressores são os filhos" Estevam da Silva, procurador de Justiça

DENUNCIE MAUS TRATOS CONTRA IDOSOS Disk Denúncia da Polícia Militar:

190

Comissão Municipal de Direitos Humanos:

0800-7701445 (*) Em seu estado, você também pode procurar as delegacias especializadas de proteção ao idoso

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E S P E CI AL

Centenários na terra do sol nascente Milhares de japoneses estão chegando ao centésimo ano de vida todos os anos no Japão. Quais são os segredos para a longevidade dos orientais? E os japoneses que vivem no Brasil também são tão longevos?

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s japoneses têm hoje uma das maiores expectativas de vida do mundo. De acordo com o documento The World Factbook, publicado em 2014 pela CIA, a central de inteligência dos Estados Unidos, a expectativa de vida no Japão é de 84 anos. No Brasil, a expectativa é de 73 anos, 11 anos a menos. Em comparação ao ano de 1947, houve um salto de mais de 30 anos na expectativa de vida da população japonesa. Já estatísticas anuais da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que as mulheres japonesas são as que têm a maior expectativa de vida em todo o mundo (86 anos), enquanto os homens ficam na oitava posição (80 anos). Segundo o Ministério da Saúde do Japão, o número de pessoas com mais de cem anos cresce há 44 anos, desde 1971, quando o país abrigava 339 centenários. Em 2014, o país oriental alcançou

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58.820 centenários, 4.423 a mais sobre 2013. As mulheres representam 87% do total, passando de 50 mil. O número de pessoas com mais de cem anos no Japão em relação ao total da população (0,048%) é quatro vezes maior que no Brasil (0,012%). “A longevidade pode ser atribuída tanto ao acesso a medidas de saúde pública quanto à dieta equilibrada, disciplina, educação, cultura e também práticas cotidianas de higiene”, afirma o superintendentegeral do Hospital Nipo-Brasileiro (HNB), doutor Walter Amauchi. Pesquisas recentes realizadas pelo HNB, em parceria com a Universidade de Tóquio, revelam que a expectativa de vida dos japoneses cresceu rápida e significativamente entre as décadas de 50 e 60, em razão, principalmente, da queda da taxa de mortalidade infantil e, também, da melhoria na qualidade de vida adulta, com um conceito diferenciado de saúde pública, que hoje é uma referência mundial.


“A longevidade pode ser atribuída tanto ao acesso a medidas de saúde pública quanto a uma dieta equilibrada, à disciplina, educação, cultura e também práticas cotidianas de higiene” Fotos: Divulgação

Doutor Walter Amauchi, superintendente-geral do Hospital Nipo-Brasileiro (HNB)

No período pós-guerra, o governo japonês investiu em ações de saúde pública, introduzindo o seguro nacional de saúde em 1961, o tratamento gratuito para tuberculose e infecções intestinais e respiratórias, além de campanhas maciças de vacinação. Segundo essa mesma pesquisa, a redução das mortes por Acidente Vascular Cerebral (AVC) foi uma das principais responsáveis pelo crescimento da expectativa de vida dos japoneses a partir de meados da década de 60. “O fato é que a longevidade do povo japonês vem crescendo mais do que antes, apesar de alguns de nossos hábitos terem se ocidentalizado com o tempo, o que torna a história um pouco mais complicada. Gostaria de salientar que a taxa de mortalidade infantil no Japão é a mais baixa do mundo: de 2,6 para mil nascidos no ano de 2007. No Japão, todas as pessoas são cobertas por um seguro médico”, afirma Yoo Fukazawa, 61 anos, diretorgeral da Japan Foundation, em São Paulo, organização ligada ao Ministério das Relações Exteriores do Japão. Para Tomiko Born, ex-professora de Gerontologia Social do Instituto Sedes Sapientiae, como aconteceu com outros

países que passaram por grandes mudanças no perfil de sua população, o aumento da taxa de longevidade do Japão também se deve à melhoria geral das suas condições socioeconômicas nas últimas décadas. “O sistema de saúde pública com cobertura universal, criado em 1961, soma atualmente 8,5% do PIB. Também há programas específicos de prevenção e controle de doenças não-transmissíveis, como AVC, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, combate ao tabagismo, diminuição na ingestão de sal”, diz Tomiko. Além disso, são oferecidos exames de rotina para todos na escola, nos locais de trabalho ou na comunidade, e há muitos anos os japoneses adquiriram o hábito diário de exercícios físi-

cos, como, por exemplo, o rádio taissô (ginástica coreografada). “Podemos aprender com os exemplos que o Japão nos apresenta nos níveis pessoal, familiar e de políticas públicas para atender ao idoso. É essencial o trabalho conjunto da população e do governo para dar uma atenção adequada e de qualidade à população idosa”, diz a professora Rosa Yuka Sato Chubaci, que coordena o curso de Gerontologia da Universidade de São Paulo (USP-Leste).

IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO

O alto nível de escolaridade dos japoneses também ajuda a educação para a saúde e a adoção de práticas de higiene. Não existe mais analfabetismo no Japão e todos completam pelo menos o curso médio. Isso contribui para a compreensão das orientações em relação ao envelhecimento saudável e ativo. São frequentes as campanhas de prevenção de doenças e de promoção de saúde por parte das prefeituras. A parceria com as universidades, principalmente as que têm relação com a gerontologia, tem aumentado, possibilitando que mais serviços atendam aos idosos em todo território japonês. “Os cuidados para viver mais e melhor devem começar na infância. Nesse sentido, é preciso

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"é preciso investir na qualidade do ensino, desenvolvendo programas educacionais que proporcionem meios para o crescimento e o desenvolvimento integral e harmonioso do ser humano" Fotos: Divulgação

Tomiko Born, ex-professora de Gerontologia Social do Instituto Sedes Sapientiae

investir na qualidade do ensino, desenvolvendo programas educacionais que proporcionem meios para o crescimento e o desenvolvimento integral e harmonioso do ser humano, que deve necessariamente oferecer atividades culturais e artísticas, além de contatos com a natureza”, diz Tomiko.

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

A alimentação japonesa é conhecida por contar com grande consumo de legumes, hortaliças, algas marinhas e uso de pouca gordura. A alimentação é rica em peixes e frutos do mar, que favorecem a boa saúde. A proteína do peixe é frequentemente mencionada como responsável pela saúde do japonês. Além disso, a soja, proteína vegetal, é o componente principal de diversos pratos, como a sopa missoshiru, consumida diariamente. Peixes como salmão, trutas e outros pescados são ricos em ácidos graxos poliinsaturados, principalmente ômega 3 e ômega 6, que podem colaborar na redução dos teores de triglicerídeos e colesterol sanguíneo humano. “A preocupação com os alimentos é essencial para a lon-

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gevidade dos japoneses. As recomendações para que tenham uma dieta balanceada é divulgada pela mídia e pelos agentes de saúde”, diz Rosa Chubaci. “Desde a antiguidade, os japoneses possuem uma dieta rica em verduras, grãos, peixes e frutos do mar, o que pode ao longo do tempo ter favorecido, geneticamente, a sua longevidade”.

A CULTURA ORIENTAL

A cultura exerce uma influência positiva na longevidade, como a prática do esporte, da dança e do canto, que estão presentes no dia a dia e estimulam o envelhecimento saudável e ativo. A higiene também é essencial para que as pessoas idosas possam viver em um ambiente

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saudável, e faz parte dos hábitos da população japonesa, que sempre priorizou o banho, a limpeza de suas casas e o ambiente externo. Os alimentos também são muito bem limpos antes do consumo. Com a porcentagem da população adulta diminuindo cada vez mais em relação aos idosos, o governo japonês tem criado serviços que podem auxiliar as famílias no cuidado do idoso, como os Centros de Convivência, os Centros para o Envelhecimento Saudável, os programas para acompanhantes de idosos, chamados de Home Care, e as instituições de longa permanência (casas de repouso), inclusive com especialização em cuidados para idosos com demência.

“Desde a antiguidade, os japoneses possuem uma dieta rica em verduras, grãos, peixes e frutos do mar, o que pode ao longo do tempo ter favorecido, geneticamente, a sua longevidade” Rosa Yuka Sato Chubaci, que coordena o curso de Gerontologia da Universidade de São Paulo (USP-Leste)



Fotos: Divulgação

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Centro de Convivência do Idoso Enkyo

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poneses. Conta que levanta às 6h30 todos os dias. Depois do almoço, vai para o CCI Enkyo, para jogar dominó e ler livros sobre todos os assuntos, de samurais à História. Lê em japonês e escreve. Faz exercícios diariamente, em um aparelho para idosos, em uma praça na Liberdade. Chega a fazer 120

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movimentos para os braços. À noite, gosta de bater papo com amigos na Liberdade. “Tenho saúde boa. Não tenho colesterol, nem diabetes”, diz. Kazue Kanno tem 81 anos e é brasileira, filha de japoneses. Também frequenta o CCI Enkyo, onde faz tricô, crochê, bordados e pintura em seda.

Makiko Miyamura é japonesa e tem 92 anos

Foto: Keiny Andrade

Makiko Miyamura é japonesa e tem 92 anos. Veio do Japão aos 12 anos, com a família, da província de Chiba, próxima a Tóquio. No Brasil, teve seis filhos, 11 netos e dois bisnetos. Há 52 anos vive no bairro da Liberdade, em São Paulo, e há cinco frequenta o Centro de Convivência do Idoso Enkyo, também na Liberdade. O CCI Enkyo existe desde 2010 e já recebeu pelo menos 1,6 mil pessoas. “Aqui é um paraíso. Quando venho para cá, encontro com os colegas para conversar e jogar cartas”, diz. Além disso, tem aulas de origami, yoga e ginástica Kenko Taissô. Ela acorda às 6 horas e dorme às 23 horas. Diz que é budista e reza todos os dias, de manhã e à noite. “Para agradecer”, explica. Iwao Yamanishi tem 90 anos, é brasileiro, filho de ja-

Foto: Keiny Andrade

JAPONESES NO BRASIL

Iwao Yamanishi, 90 anos, é brasileiro, filho de japoneses


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“Faço lenços, toalhas. Gosto de trabalhos manuais, que se faz na ponta dos dedos. Não vendo o que faço, dou de presente” Kazue Kanno, 81 anos

Foto: Keiny Andrade

Cem anos de muita história

Foto: Hakujusha Hyoushou

E S P E CI AL Foto: Keiny Andrade

“Faço lenços, toalhas. Gosto de trabalhos manuais, que se faz na ponta dos dedos. Não vendo o que faço, dou de presente”, diz. Além disso, faz alongamento e origami. Gosta muito de hanafuda, um jogo de cartas japonês. Tem quatro netos homens. O marido faleceu há dois anos. “A minha família é muito unida. Vivemos todos juntos, conversamos. Somos uma família feliz”, diz. Para Paula Akemi Nagai, gerontóloga e coordenadora do Centro de Convivência do Idoso Enkyo, projeto do Serviço Social da Beneficência Nipo-Brasileira, a longevidade é consequência do estilo de vida que as pessoas adotam. “Hábitos de vida saudáveis, especialmente a alimentação adequada e a atividade física regular são as principais medidas para manutenção da saúde em todas as idades”, diz. “Os idosos relatam que após frequentar o Centro de Convivência passaram a ter uma rotina fora de casa e reservar um horário para cuidar de si, sendo um local para encontrar amigos e ter momentos agradáveis. Conviver com pessoas de diferentes perfis e histórias de vida proporciona aos idosos uma maior valorização da vida e uma melhora no relacionamento com amigos e familiares”, completa Paula.

Sumu Arata recebe homenagem do cônsul-geral adjunto do Japão, Hiroaki Sana

Sumu Arata vai completar 100 anos em outubro próximo. Ele vive em uma casa tranquila numa vila no bairro de Pinheiros, em São Paulo, vizinho à filha. Veio do Japão para o Brasil em 1929, aos 14 anos, para trabalhar com a família no interior de São Paulo. Trabalhou até os 84 anos como comerciante, na capital. Casou-se e teve três filhos, seis netos e um bisneto. Até hoje Sumu mantém hábitos saudáveis, comendo frutas e legumes todos os dias, acordando cedo e fazendo uma hora de exercícios diários. Lê três jornais por dia, um deles, em japonês, o Nikkey Shimbun. Ele frequenta as reuniões literárias de Tanka (tipo de poesia), na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo), na Liberdade, em São Paulo. Em 2014, no dia 18 de junho – data da chegada do navio Kasato-Maru, que trouxe a primeira leva de imigrantes japoneses, em 1908 –, Sumu recebeu a homenagem Hakujusha Hyosho, dedicada aos imigrantes japoneses acima de 99 anos de idade. No momento dos agradecimentos, ele falou do privilégio de ter uma vida longa e agradeceu à comunidade e às famílias pelo respeito e cuidados dedicados aos seus idosos. Sumu Arata ainda prossegue com suas pesquisas e quer escrever a segunda parte do seu premiado livro sobre a história da literatura nipo-brasileira, chamado Literatura da Colônia Japonesa, publicado em 2008. “Eu sou teimoso e tenho 80 anos de experiência como escritor. Os japoneses tiveram grande contribuição para o trabalho e a cultura do Brasil”, diz.


*Cristiano Parente

muscular é essencial. Ele dá mais sustentação à estrutura óssea, evita seu desgaste e auxilia de maneira muito mais eficiente a locomoção, o equilíbrio e as atividades da vida diária. Pessoas da terceira idade podem trabalhar o sistema muscular de diversas formas. Exercitar-se contra uma resistência é o caminho mais eficiente, seja com exercícios com pesos, como na musculação, com resistência de molas, como no pilates, ou com resistência do peso corporal. Os benefícios serão notados em pouco tempo. Como exemplo, durante muito tempo pensou-se de maneira equivocada que a sensação de falta de fôlego que um idoso sentia ao subir uma escada ou ladeira ocorria por uma fraqueza do sistema cardiorrespiratório, por causa da respiração acelerada. Hoje, sabe-se que a hiperventilação acontece como resposta a um estímulo oriundo da musculatura das pernas, trabalhando próxima à sua capacidade máxima. O esforço próximo do limite faz a musculatura produzir e concentrar ácido lático. Essa acidez ‘pede’ que o coração bata mais rápido, para que chegue mais sangue ao músculo e retire o ácido ali acumulado. O aumento do batimento

Foto: Divulgação

ecentemente, o IBGE divulgou o aumento da expectativa de vida do brasileiro ao nascer, que subiu de 74,6 anos em 2012, para 74,9 anos em 2013. Um dos motivos do avanço está ligado ao aumento do índice de pessoas ativas. O processo de envelhecimento do corpo humano é inevitável. Contudo, por meio da alimentação e da atividade física, é possível interferir positivamente, de modo a retardar ou diminuir a sua velocidade. Com o passar dos anos, o metabolismo basal, que é a quantidade de energia que o corpo precisa diariamente para sobreviver, diminui. O organismo funciona mais lentamente e de modo menos eficiente. Os músculos, principal fonte consumidora de energia no corpo, reduzem de tamanho e, dessa forma, também se reduz o consumo energético. Com isso, há uma tendência natural ao acúmulo de gordura no corpo, que a cada ano precisa de menos energia, mas que dificilmente é acompanhada pela diminuição da ingestão de calorias na alimentação. Para manter o metabolismo basal elevado e os músculos com maior volume e ativos, o trabalho de fortalecimento

ARTI G O

Envelhecer com saúde cardíaco provoca uma resposta dos pulmões, que aumentam a frequência respiratória para oxigenar a maior quantidade de sangue bombeado pelo coração, dando a sensação de fôlego no limite, quando o que está fadigado são os músculos das pernas. Com o fortalecimento, o esforço da subida deixa de exigir a máxima capacidade da musculatura, diminuindo a produção do ácido lático, responsável por desencadear todo o processo orgânico causador do cansaço e da falta de fôlego. O exemplo ilustra apenas uma das vantagens da prática de atividade física. Não é necessário nada muito pesado. Somente exercícios resistidos, que trarão mais autonomia para o idoso e mais segurança para a realização de tarefas rotineiras, como tomar um banho. Muitos idosos já perceberam o bem trazido por uma vida mais ativa. Basta ver sua participação crescente nas academias. São pessoas que adotaram a filosofia de que mais importante do que viver mais é envelhecer com saúde.

* Professor de educação física, eleito este ano o melhor personal trainer do mundo em concurso internacional promovido pela Life Fitness, e diretor da Koatch Academia.

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A Home Angels é uma empresa de Cuidadores de Pessoas que desenvolveu um sistema Após qualquer intervenção cirúrgica, o corpo humano precisa de tempo para se regenerar. deMuitas alta qualidade, baseado nas melhores práticas recomendadas pelo Ministério da alterações ocorrem nos primeiros dias após a cirurgia e para se recuperar o organismo Saúde e pela OMS - Organização Mundial da Saúde relativos a horário, cuidados de idosos, precisa de toda ajuda possível. Repouso, alimentação adequada e no banho e auxílio adultos e crianças. para evitar esforço fazem a diferença. Nossos Cuidadores prestam assistência emocional e física para que nossos clientes mantenham sua rotina diária completa, e assim, possam continuar usufruindo dos melhores momentos da vida com seus familiares.

“Auxílio para evitar esforços podem A Home Angels estáque presente em todo o Brasil com mais de 150 unidades franqueadas certificadas. Toda unidade é dirigida por prejudicar a um franqueado-diretor que se responsabiliza técnica e recuperação” gerencialmente pela equipe. Na Home Angels Brasil, uma equipe

formada por profissionais experientes da saúde fornece suporte e treinamentos técnicos à toda rede.

Nossos Cuidadores são profissionais formados e treinados para prestar atendimento a pessoas que por circunstâncias transitórias ou definitivas, precisam de cuidados específicos. Eles fazem relato diário do atendimento a fim de manter os familiares informados. Uma Supervisora Técnica acompanha o cliente constantemente para avaliar a qualidade do atendimento e passar orientações ao Cuidador. Juntos, formamos uma equipe integrada A Home Angels possui cuidadores para tornar a vida mais fácil para quem precisa de cuidado, carinho e atenção. treinados para acompanhar pessoas Nossa Missão: Oferecer cuidado humanizado com respeito desde a internação atéàsa necessidades alta hospitalar, físicas, emocionais e culturais de nossos clientes. Preservar a rotina familiar ena com continuidade do atendimento estimular a independência de nossosresidência. assistidos. Eles são orientados a observar e registrar qualquer alteração que possa surgir, como inchaços, sangramentos no “Sistema dores, de alta “Cuidadores lolocal do corte, vermelhidão, etc. qualidade, baseado nas supervisionados E assim oferecer as informações melhores práticas em tempo essenciais ao acompanhamento médico.

integral”

recomendadas pela OMS” “Acompanhamento da internação à alta hospitalar e também no pós-cirúrgico.”

Além de prestar cuidados básicos de higiene, alimentação e vestimenta, o Cuidador também faz o acompanhamento a terapias orientadas, aos retornos médicos e no controle dos medicamentos.


A Home Angels acredita na importância do convívio familiar como auxiliar na recuperação de quadros de saúde de idosos. Assim, ao invés de colocar seu familiar numa casa de repouso, você pode ter um profissional capacitado para atender às necessidades dele em sua própria residência, sem privá-lo do ambiente familiar e da sua rotina diária.

“O cuidado especial que o idoso merece, sem privá-lo do ambiente familiar e da sua rotina” Desse modo, o Cuidador faz para o idoso apenas o que o mesmo não consegue realizar sozinho e incentiva atividades adequadas à sua capacidade atual, mas também está junto quando a limitação é grande, preservando a dignidade do assistido.

“Incentivo a realizar atividades dentro do limite da capacidade do idoso” Nossos Cuidadores, além da formação técnica, são treinados para cuidar de idosos como eles precisam, promovendo sua independência e auxiliando-os na realização das atividades pré-estabelecidas, visando preservar as fun funções existentes e estimular as deficitárias.


As atividades do cotidiano dependem da capacidade motora. Alimentar-se, fazer higiene, vestir-se, trabalhar, caminhar, estudar e ir ao médico são desafios a vencer. A vida adulta é generosa em oportunidades e realizações. Toda limitação física pode ser amenizada quando uma ajuda dedicada é oferecida e promove a continuidade profissional, a recuperação da saúde ou mesmo a adaptação para uma nova realidade física.

“Profissionais treinados em técnicas específicas de recuperação”

“Tarefas simples, como caminhar ou vestir-se, podem se tornar um desafio” Adultos com mobilidade reduzida por um histórico de Acidente Vascular Cerebral, acidentes automobilísticos, deficiências, doença de Alzheimer, Parkinson, entre outras, experimentam um grande alívio com a presença dedi dedicada de um Cuidador. A Home Angels possui Cuidadores preparados para atender adultos que apresentam déficits motores. São profissionais treinados em técnicas específicas para realizar atividades e ajudar na recuperação do estado de saúde, ou mesmo nas rotinas p profissionais.


A participação da família é indispensável em qualquer quadro de enfermidade ou deficiência de uma criança. Contudo, a presença de um Cuidador preparado para ajudar a criança e para interagir com a família traz grandes possibilidades de alívio para todos. A Home Angels possui Cuidadores treinados para atender crianças em recuperação de saúde, com limitação de mobilidade, com deficiência visual, com síndromes e estados de saúde permanentes. Brincar, vestir, manter a higiene e alimentar-se passam a ser atividades acompanhadas de atenção e carinho.

“Brincar, vestir-se, alimentar-se... Atividades que passam a ser feitas com amor e carinho”

O Cuidador não apenas reconhece a família como uma fonte de informação, mas como pessoas que podem ser orientadas e treinadas para cuidar da criança na sua ausência. Dessa forma, um grupo integrado de pessoas comprometidas e capacitadas se forma para garantir uma nova realidade a uma criança que só quer ser amada.

“Orientação aos pais sobre como cuidar da criança na ausência do Cuidador”


Após qualquer intervenção cirúrgica, o corpo humano precisa de tempo para se regenerar. Muitas alterações ocorrem nos primeiros dias após a cirurgia e para se recuperar o organismo precisa de toda ajuda possível. Repouso, alimentação adequada e no horário, banho e auxílio para evitar esforço fazem a diferença.

“Auxílio para evitar esforços que podem prejudicar a recuperação”

A Home Angels possui cuidadores treinados para acompanhar pessoas desde a internação até a alta hospitalar, com continuidade do atendimento na residência. Eles são orientados a observar e registrar qualquer alteração que possa surgir, como inchaços, sangramentos no lo local do corte, vermelhidão, dores, etc. E assim oferecer as informações essenciais ao acompanhamento médico.

“Acompanhamento da internação à alta hospitalar e também no pós-cirúrgico.” Além de prestar cuidados básicos de higiene, alimentação e vestimenta, o Cuidador também faz o acompanhamento a terapias orientadas, aos retornos médicos e no controle dos medicamentos.


O período de cuidados de uma gestante pode ser necessário desde os primeiros meses da gravidez. Após o parto, os cuidados essenciais duram de 6 a 8 semanas e só terminam com o retorno do ciclo. No caso de mães de múltiplos, os cuidados são ainda maiores. Os dias na maternidade e o retorno ao consultório do obstetra geralmente requerem ajuda que o Cuidador está apto a prestar. As mães precisam ser bem cuidadas e a posição de amamentação corrigida para reduzir dores e fissuras. O acúmulo de leite excessivo também precisa ser acompanhado, assim como a dieta prescrita pelo médico. Desafio. A maternidade é uma dádiva e o desejo de ter e cuidar de um bebê é universal entre as mulheres. Mas, e quando eles vêm em dobro (ou mais)?

“As gestantes e as mães precisam ser bem cuidadas”

O desafio de criar múltiplos é, sem dúvida, um dos maiores pelos quais uma mulher pode passar. Simplesmente porque, é óbvio, tudo se multiplica: o cansaço, o vestir, a alimentação, a higiene, etc. Nesses casos, os Cuidadores da Home Angels fazem uma grande diferença.

“Ajuda nos cuidados com os bebês, em especial na higiene, alimentação e vestimenta”

A Home Angels possui Cuidadores treinados para auxiliar as mães no delicado período de pós-parto. Ele presta auxílio na alimentação, no vestir e na higiene, bem como no acompanhamento às consultas médicas de rotina e apoio emocional em caso de depressão pós-par pós-parto. Também ajuda nos cuidados inerentes à saúde e bem-estar dos recém-nascidos"



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