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Carinho, Proteção e Independência ANO 05 - Nº 10 - 1O SEMESTRE 2018 - R$ 9,00 ISSN 2317-7675

AVÓS LEGAIS Convivência com os netos é um direito de vovôs e vovós NEUROLOGIA COGNITIVA Você sabe reconhecer os sinais do envelhecimento? DE VOLTA À ESCOLA Cresce o número de pessoas na terceira idade em busca de cursos

VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA Pesquisas mostram que os jovens de hoje terão menos saúde quando atingirem 65 anos do que os adultos que já têm essa idade. Veja como mudar isso


Nós cuidamos de quem você ama Conte com o profissionalismo, o carinho e a dedicação dos nossos Cuidadores para auxiliar o seu familiar. MAIS DE 160 UNIDADES

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Idosos Adultos Crianças Pós‐Cirúrgico Gestantes

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COMERCIAL PROJETOS E VENDAS DE PUBLICIDADE Sede 55 (11) 3256-4696 - 3214-5938 Gerentes de Contas Luzia Rodrigues - 55 (11) 97014-2726 luzia@editoralamonica.com.br Mislene Guedes - 55 (11) 95903-0244 mislene@editoralamonica.com.br Thais Andrade - 55 (11) 99115-3339 thais@editoralamonica.com.br

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PING-PONG A secretaria do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Jerusa Smid, fala sobre os sinais do envelhecimento

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HISTÓRIAS PARA ACORDAR O número de estudantes com mais de 51 anos não para de crescer nas universidades e escolas livres do País. Conheça algumas histórias e inspire-se

Administração e Financeiro Silvia Medeiros - silvia@editoralamonica.com.br Assinaturas: (11) 3256-4696 - 3214-5938

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SAÚDE EM DIA Saiba tudo sobre a anosmia, doença que representa a perda completa do olfato e atinge principalmente a população acima dos 60 anos

A Revista Home Angels é uma publicação semestral produzida, distribuída e comercializada pela Editora Lamonica Conectada. Disponível nas versões impresso, web, smartphones e tablets Plataforma digital: ISSUU Produção Gráfica: Leograf www.revistahomeangels.com.br

E MAIS: 04 De Tudo um Pouco 08 Pergunte à Home Angels 23 Artigo 24 Encontre a Home Angels www.revistahomeangels.com.br

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FIQUE DE OLHO Quer ver seus netos e não pode? Saiba que os avós têm direito a essa convivência! E atenção: o pagamento de pensão alimentícia também pode ser um dever Foto: Divulgação

Publisher José Lamônica - lamonica@editoralamonica.com.br Consultoria Estratégica de Gestão Militelli Business Consulting Direção de Produção e Edição Andréa Cordioli (MTb: 31.865) andrea@editoralamonica.com.br Reportagem Renata Turbiani (MTb: 30.844) renata@editoralamonica.com.br Direção de Criação e Arte Marcelo Amaral - marcelo@editoralamonica.com.br Silvério A. Bertelli Novo - silverio@editoralamonica.com.br Mídias Sociais Juliana Parollo - juliana@editoralamonica.com.br Fotos Ivana Debértolis Logística e Mercado Thais Guardacioni - thaisg@editoralamonica.com.br Mônica Cavalcante - monica@editoralamonica.com.br Marketing/Mailing Tatiane Brito - tatiane@editoralamonica.com.br

Foto: Ivana Debértolis

ESPECIAL PARA VOCÊ Estilo de vida dos jovens contribui para o surgimento de doenças crônicas na terceira idade. Como se preparar para envelhecer com saúde?

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Editora Lamonica Conectada Rua Sabará, 566 - 7º andar - cjs 72 e 74 CEP: 01239-010 Tel.: (11) 3256-4696 / 3214-5938

S UM ÁR I O

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DE TUDO UM POUCO Home Angels evolui para Home Angels Premium Maior rede de microfranquias da América Latina, a Home Angels, especializada em cuidar de pessoas e, principalmente, de idosos, expandiu seus negócios e agora passa a se chamar Home Angels Premium. Com isso, a empresa conta com mais dois modelos de negócios: a Home Angels Fisio Care, para especialidades como fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e nutrição, e Home Angels Mental Care, com atendimento através do AT (acompanhante terapêutico), um cuidador especial para portadores de transtornos psiquiátricos que não podem ficar sozinhos – fazem parte desse grupo pessoas com depressão e com transtornos afetivo bipolar, de ansiedade, estresse pós-traumático, déficit de atenção e hiperatividade. Além de oferecer terapeutas especializados em esquizofrenia, síndrome do pânico, fobias (sociais), compulsões, psicoses, neuroses, autismo e Asperger, para esses casos os atendimentos serão sempre orientados por um psicólogo ou psiquiatra. Mais informações no site www.homeangels.com.br.

Exames de próstata devem ser realizados a partir dos 40 anos Ao contrário do que muita gente pensa, os exames de próstata têm de começar a ser realizados a partir dos 40 anos. “É importante reforçar que a consulta preventiva deve ocorrer nesta idade, principalmente, em homens com antecedentes familiares, pele negra e obesos, grandes fatores de risco relacionados a este tipo de tumor”, afirma o cirurgião urológico do HCor – Hospital do Coração, Antonio Corrêa Lopes Neto. Segundo câncer mais comum entre os homens (atrás apenas do de pele não-melanoma) e, em valores absolutos e considerando ambos os sexos, o quarto mais comum, o de próstata não tem sintomas, o que faz com que o seu diagnóstico seja realizado tardiamente. Algumas dicas do médico para preveni-lo são: evitar bebidas alcoólicas, reduzir a quantidade de gorduras na alimentação, consumir com regularidade alimentos ricos em vitaminas A e D, além de tomate e castanha-do-Pará, e praticar, no mínimo, 30 minutos de atividade física por dia.

Medo de envelhecer? Pesquisa revela como idosos encaram o avanço da idade Mais ativos do que nunca, homens e mulheres com mais de 55 anos não só vivem mais, como vivem melhor. Pelo menos é isso o que aponta uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) de São Paulo em parceria com a Bayer. De acordo com o estudo, o envelhecimento está na pauta do público acima dos 55 anos – 63% deles pensa a respeito disso. Quando questionados sobre como se sentem em relação ao passar dos anos, 32% afirmam estar bem com a situação. A velhice assusta apenas 14% dos entrevistados. Outro dado interessante trata da percepção que esses indivíduos têm de si mesmos: mais da metade (54%) não se sente velho. Essa turma também anseia por um envelhecimento mais saudável e melhor qualidade de vida, para isso, visita o médico (24%), se alimenta de maneira adequada (23%) e pratica exercícios regularmente (17%). Mas as boas práticas não se limitam ao plano físico, a saúde mental também é observada – 76% dos participantes da pesquisa leem ou praticam alguma atividade que desafie o cérebro e 64% frequentam eventos sociais semanalmente. Algumas questões, no entanto, afligem os mais maduros, como solidão (29%), incapacidade de enxergar ou se locomover (21%) e desenvolvimento de doenças graves (18%). O estudo foi realizado em 10 capitais brasileiras, com dois mil homens e mulheres acima dos 55 anos.

Donos de cães têm menos chance de desenvolver doenças cardiovasculares Além de ótima companhia, os cachorros ajudam seus donos a desenvolver menos doenças cardiovasculares. Esta foi a conclusão de estudo realizado com mais de três milhões de pessoas, entre 40 e 80 anos, pela Universidade de Uppsala, na Suécia. A pesquisa identificou que solteiros que possuem cães têm 33% menos chance de morrer deste tipo de enfermidade e 11% menos de sofrer ataque cardíaco, comparativamente com solteiros que não têm a companhia de um amigo de quatro patas. Além disso, pessoas que possuem animais de raças alusivas à caça (terriers e retrievers, por exemplo) têm maior nível de longevidade.

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App gratuito ensina a meditar Alívio do estresse, aumento da criatividade, da capacidade de resolver problemas e da confiança, diminuição da ansiedade, das dores de cabeça e da frequência cardíaca e melhora da concentração e da imunidade. Estes são apenas alguns dos benefícios da meditação. Para quem quer iniciar a prática, mas não sabe por onde, uma boa opção é o novo aplicativo MeditaBK. Criado pela Brahma Kumaris-BK, organização mundial sem fins lucrativos dedicada à transformação pessoal e à renovação do mundo, ele oferece conteúdos para exercitar a mente e aumentar o poder da positividade diante de situações e circunstâncias imprevisíveis. O app é gratuito e por enquanto está disponível apenas para equipamentos com sistema Android.

Amend lança linha para cuidados dos cabelos da mulher madura

Estudo mostra que os homens querem viver mais Uma pesquisa realizada entre setembro e outubro de 2017 pela Pés Sem Dor, fabricante de palmilhas personalizadas, revelou que os homens desejam viver mais do que as mulheres. Entitulada "Saúde e qualidade de vida: a relação com os pés, tornozelos e joelhos”, ela mostra que as pessoas do sexo masculino querem viver em média 90 anos e 10 meses, enquanto as do sexo feminino, 88 anos e 7 meses. Somente 24% dos homens e 16% das mulheres desejam viver por mais de 100 anos. O levantamento também revela que fumantes apresentam um desejo por longevidade quase cinco anos menor que os não fumantes e que os que consomem bebidas alcoólicas não querem viver tanto quanto aqueles que não bebem – para cada dia da semana que o indivíduo tem o hábito de beber, o desejo de vida diminui em quatro meses. Fora isso, pessoas que fazem exercícios aeróbicos todos os dias querem viver quatro anos mais que os que não fazem essas atividades e as que consideram sua saúde excelente desejam viver 40 anos mais do que aquelas com saúde ruim.

Assim como a pele, os cabelos também envelhecem com o passar dos anos. As alterações hormonais e os agentes externos, como poluição, sol, agressões térmicas e químicas, desgastam os fios e o couro cabeludo, gerando um acumulo de danos. Por conta disso, a Amend lançou a linha Luxe Creations Regenerative Care. A fórmula contém os ômegas 3 e 6, presentes no óleo de Camelina Dourada, que, segundo a empresa, ajudam a fortalecer os cabelos e protegê-los do ressecamento, e alta concentração de ativos regeneradores, para restaurar a umidade, protegem a cor, diminuir a quebra e repor a massa capilar perdida ao longo dos anos, aumentando o diâmetro dos fios em até 2%. A nova gama é composta pelo Shampoo Luxe Creations Regenerative Care 300ml (R$ 42,00), o Shampoo Matizador Luxe Creations Regenerative Care 250ml (R$ 40,00), o condicionador Luxe Creations Regenerative Care 300ml (R$ 42,00), a Máscara Luxe Creations Regenerative Care 250g (R$ 45,00) e o Leave-in Luxe Creations Regenerative Care 45ml (R$ 54,00). Mais informações: www.amend.com.br.

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Foto: Ivana Debértolis

PI N G-PON G

Os sinais do

Pequenos esquecimentos e dificuldade para manter a concentração são alguns deles

envelhecimento

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m 2050, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil terá 30% de sua população com idade acima dos 60 anos. Levando-se em conta que os brasileiros, desde a década de 1980, ganharam mais 12,4 anos de vida em consequência de fatores como a diminuição das taxas de mortalidade, principalmente infantil, controle da natalidade e melhoria da qualidade de vida, é importante se atentar como o corpo e a mente sinalizam que chegaram à terceira idade. Como explica a secretaria do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Jerusa Smid, ao longo dos anos

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o organismo passa por diversas mudanças fisiológicas, bioquímicas e psicológicas, sendo normal que haja perda cognitiva leve, mas sem prejuízos à rotina. “Pequenos esquecimentos podem acontecer, bem como pequena dificuldade para manter a concentração, declínio da capacidade motora e piora do equilíbrio e da marcha”, afirma a especialista. Há, porém, de se ficar atento aos casos em que a pessoa começa a apresentar incapacidade de exercer as funções diárias, como fazer compras ou preparar a comida. Para saber mais sobre o assunto, e descobrir como se preparar para a envelhescência, confira a entrevista que Jerusa Smid concedeu para a Revista Home Angels.

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Aquela história de que a cada dia envelhecemos um pouco é mesmo verdade ou existe um período em que isso efetivamente se inicia? Trata-se realmente de um processo contínuo. Nosso organismo, ao longo dos anos, vai passando por mudanças fisiológicas, bioquímicas e psicológicas. De toda forma, o envelhecimento do cérebro e da capacidade cognitiva tem seu apogeu por volta de 40 ou 50 anos, depois ocorre um declínio quase imperceptível. Como se dá o envelhecimento normal e quais são os seus sinais? O envelhecimento normal é acompanhado de perda cognitiva leve, que não traz prejuízos


à rotina do indivíduo. Pequenos esquecimentos podem acontecer, bem como leve dificuldade para manter a concentração. Também há declínio da capacidade motora, com piora do equilíbrio e da marcha. Mas e quando há prejuízos à rotina? Se a pessoa começa a ter problemas no seu dia a dia, aí é um sinal de que algo está errado. Perceber que a capacidade de memorizar já não é igual de quando tinha 20 anos, isso todo mundo percebe, mas casos de dificuldades mais severas de memória e atenção e incapacidade de exercer as funções diárias, como a dona de casa que não consegue mais cozinhar ou fazer as compras, devem ser investigados. Quais as principais doenças do envelhecimento?

São os quadros demenciais, sendo o principal o Mal de Alzheimer, seguido por demência vascular, demência frontotemporal e demência de corpos de Lewy. Eles atingem, comumente, a faixa idosa a partir de 60 anos, com exceção, da frontotemporal, que pode aparecer em indivíduos mais jovens. Quais medidas preventivas devem ser adotadas para reduzir as doenças degenerativas que acometem o cérebro? Tudo o que é bom para o coração, entende-se que também é bom para o cérebro. Dessa forma, é fundamental cuidar da saúde de uma forma geral, com investigação e tratamento, se necessário, de colesterol, hipertensão arterial, diabetes, hipercolesterolemia e obesidade, entre outros problemas que afetam o organis-

mo. Também é fundamental investir em alimentação balanceada e saudável, como a dieta do mediterrâneo, que consiste no consumo de alimentos frescos e naturais ao longo da vida, assim como tratar déficit auditivo, evitar o tabagismo, praticar atividade física aeróbica regularmente, ler e se dedicar a novos aprendizados, como idiomas ou instrumentos musicais. E a partir de qual idade esses hábitos devem ser adotados? Quanto mais precocemente eles forem adotados, melhor, assim a pessoa aumentará a reserva cognitiva. Uma rotina saudável reduz significativamente a chance de desenvolver doenças neurológicas degenerativas, portanto, está associada a um envelhecimento com maior chance de estar livre delas.

Pesquisa mostra que deter o envelhecimento é matematicamente impossível Os biólogos Joanna Masel e Paul Nelson, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, atestam que é matematicamente impossível deter o envelhecimento em organismos multicelulares, como é o caso dos seres humanos. De acordo com os pesquisadores, com o passar dos anos algumas células gradualmente ficam mais lentas e param de se dividir, enquanto outras sofrem mutação, aumentando sua capacidade de divisão e se espalhando de forma incontrolável pelo corpo até se tornarem cancerosas. A conclusão a que os especialistas chegaram é que, por se tratarem de dois processos inevitáveis, não há como resolver um sem prejudicar o seguinte, o que torna o envelhecimento uma verdade incontestável. 2018 | 1o semestre | Revista Home Angels

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PERGUNTE À HOME ANGELS Dor nas costas pode ser indício de osteoporose? Pode sim. Isso acontece em função de microfraturas provocadas pela doença nos ossos da coluna, e ela causa dores intensas que geram desconforto e limitam boa parte das atividades cotidianas. A fisiatra do HCor, Pérola Plapler, explica que as microfraturas causadas pela osteoporose nas costas acontecem com a realização de movimentos simples, como quando dobramos o tronco para frente, ou em situações em que é preciso carregar peso. Muitas vezes, essa fratura passa desapercebida na fase aguda e só é sentida com o acúmulo de várias microfraturas e as alterações na postura, chamadas de corcundas. Para evitar a osteoporose, as recomendações da médica são exercícios regulares, ingestão de alimentos ricos em cálcio, exposição solar e adoção de hábitos mais saudáveis.

Como tornar a casa mais segura para um idoso?

Quais vacinas devem ser tomadas após os 60 anos? As indicadas são as pneumocócicas (VPC13 e VPP23), que protegem contra as infecções causadas pelo Streptococcus pneumoniae (pneumococo), como otite, sinusite, pneumonia, meningite e sepse, a contra a herpes zoster e os reforços da tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa ou dTpaVIP), para evitar difteria, tétano e coqueluche. Quem tem 60 anos ou mais também deve tomar as vacinas contra gripe. São elas a 3V e a 4V – essa última está disponível apenas na rede privada. Além disso, a depender da avaliação do médico, ainda podem ser recomendadas as vacinas contra hepatite A e B, sarampo, caxumba e rubéola. As informações são do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC).

É muito importante planejar bem os ambientes em que o idoso ficará a maior parte do tempo, a fim de lhe garantir conforto, segurança e mobilidade. De modo geral, o primeiro passo é retirar fios e tapetes soltos pela casa e instalar uma iluminação adequada. Cortinas, brinquedos de crianças, bichos de estimação, móveis baixos e tudo o mais que tem potencial para influenciar em uma queda requerem atenção especial. Nas áreas molhadas, como banheiro e cozinha, o ideal é que tudo fique ao alcance da mão, nem acima, que precise de grandes movimentos para pegar, e nem abaixo, para não ser necessário abaixar, já que essas mudanças de posição podem ocasionar quedas. Ainda no banheiro, deve-se colocar barras ao lado do vaso sanitário e dentro do box e piso antiderrapante – caso não seja possível, opte por tapetes que grudem no chão – e trocar o vaso sanitário tradicional por um maior. Já no quarto, a cama tem de ficar em uma posição confortável, assim como os demais móveis.

Se você tem alguma dúvida, crítica ou sugestão escreva para canaldoleitor@editoralamonica.com.br

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ESPECIAL PARA VOCÊ

Você está preparado para

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Pesquisa Kids and Old Age, realizada pela Economist Intelligence Unit (EIU) em parceria com a Merck Consumer Health, mostra que os jovens de hoje terão menos saúde quando atingirem 65 anos em comparação aos adultos que já têm essa idade

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e 2015 para 2016, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida do brasileiro ao nascer passou de 75,5 para 75,8 anos, o que representa um acréscimo de três meses e onze dias. Em 1940, esta taxa era de 45,5

anos, sendo 42,9 para homens e 48,3 anos para mulheres. Ao todo, houve aumento de 30,3 anos nos últimos 76 anos. Vários foram os fatores responsáveis por essa mudança. Na década de 40, com a incorporação dos avanços da medicina às políticas de saúde pública, o País experimentou uma primeira fase de sua transição demográfica, caracterizada pelo início da queda das taxas de mortalidade. Um pouco mais a frente, campanhas de vacinação em massa, atenção

ao pré-natal, incentivo ao aleitamento materno, contratação de agentes comunitários de saúde e programas de nutrição infantil também contribuíram. Mas, apesar de todas essas transformações e conquistas, será que, atualmente, as pessoas têm mais qualidade de vida? E será que os futuros idosos terão uma vida melhor do que os idosos atuais? Levando em conta os dados da pesquisa Kids and Old Age, realizada pela Economist Intelligence Unit (EIU), braço de

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ESPECIAL PARA VOCÊ

Foto: Allan Louros

consultoria do grupo britânico The Economist, em parceria com a Merck Consumer Health, empresa farmacêutica e química, a resposta é não. O estudo, que ouviu especialistas, educadores e pais de todo o mundo, constatou que os jovens de hoje terão menos saúde quando atingirem 65 anos em comparação aos adultos que já têm esta idade. A geriatra do Hospital Santa Catarina, de São Paulo, Márcia Kimura Oka, concorda. “O estilo de vida presente está causando prejuízos à saúde como um todo e certamente contribuirá para o surgimento de doenças crônicas na velhice”, afirma. Segundo a médica, as pessoas têm perdido a qualidade de vida muito por conta da correria do dia a dia. “Ninguém mais faz mais nada com tranquilidade, inclusive comer. Esse, aliás, é outro ponto que merece

atenção, pois a alimentação, especialmente de crianças e jovens têm sido cada vez pior, com excesso de alimentos industrializados, gordura e açúcar”. Essa situação também foi destacada no levantamento da EIU: 32% dos educadores entrevistados contaram que muitos garotos fazem escolhas nutricionais precárias – no Brasil, essa proporção aumenta para três quartos, em contraste com pouco mais de 50% na Alemanha. O estudo mostra ainda que as escolas até se concentram nos principais problemas detectados, como falta de exercício físico, mas ignoram temas como nutrição e cuidados com a saúde mental. Enquanto o esporte está no topo da lista de prioridades do currículo escolar, apenas 36% dos pais e educadores consultados relataram que as instituições de ensino

“O ESTILO DE VIDA PRESENTE ESTÁ CAUSANDO PREJUÍZOS À SAÚDE COMO UM TODO E CERTAMENTE CONTRIBUIRÁ PARA O SURGIMENTO DE DOENÇAS CRÔNICAS NA VELHICE” Márcia Kimura Oka, geriatra do Hospital Santa Catarina, de São Paulo

promovem práticas mais amplas de bem-estar, como evitar o estresse. Outro complicador é a pouca evidência de que os programas educacionais escolares estejam conseguindo deter os crescentes níveis de obesidade e distúrbios mentais. Mas é preciso destacar que esses problemas não se restringem à sala de aula: a pesquisa mostra que eles começam e se desenvolver em casa, com as crianças combinando estilo de vida sedentário com dietas pobres. “A expectativa de vida não acompanha a realidade. Nos dias atuais, todo mundo quer fazer e acontecer, mas sem saber esperar. As crianças e os jovens têm sido cada vez mais imediatistas, eles não conseguem construir as coisas a longo prazo. O problema disso é que acabam frustrados e podem desenvolver transtornos mentais. Nunca se viu tantas pessoas com depressão e ansiedade como agora”, analisa a psicóloga especialista em doenças psicossomáticas, causadas pelo emocional, Marilene Kehdi.

CONSTRUINDO UMA VELHICE SAUDÁVEL

Mas o que fazer, então, para melhorar a saúde da garotada e, assim, garantir que se chegue em melhor forma na fase adulta? Para a EIU e a Merck Consumer Health o primeiro passo, e mais essencial, é uma maior integração e cooperação entre sistemas de saúde, escolas, pais e políticas públicas, tanto a nível nacional como regional. O relatório indica ainda que se dê mais ênfase às questões amplas de bem-estar,


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ENVELHECER COM QUALIDADE AINDA É O GRANDE DESAFIO, POR MAIS QUE A MEDICINA AVANCE. É PRECISO SE PREOCUPAR COM ISSO JÁ como nutrição, exercícios e higiene, e promova boas práticas de saúde fora do currículo escolar formal. Para a médica Márcia Kimura Oka, é importante fazer as refeições com calma, e não pular nenhuma delas, em especial, o café da manhã, elaborar pratos coloridos e nutritivos, mastigar devagar e praticar atividade física. “Ao comer bem, se recebe todos os nutrientes necessários, o que elimina a necessidade de suplementação e evita uma série de doenças”. A psicóloga Marilene Kehdi aconselha a cuidar tanto da saúde mental quanto da física, já que uma da sustentação para a outra. “É necessário realizar atividades que dêem prazer e manter a cabeça ocupada, ativa”. Ela ainda recomenda viver com equilíbrio, ou seja, não fazer nada em excesso, como comer, beber, se exercitar, usar a internet... Além disso, a especialista garante que o quanto antes as pessoas iniciarem a prepa-

NA INFÂNCIA” Marilene Kehdi, psicóloga especialista em doenças psicossomáticas

ração para a velhice, melhor. “Envelhecer com qualidade ainda é o grande desafio, por mais que a medicina avance. É preciso se preocupar com isso já na

infância, a fim de adquirir bons hábitos e, assim, chegar na fase adulta com menos doenças e estresse e uma menor chance de sucumbir aos problemas”.

Informações sobre a pesquisa Kids and Old Age O estudo Kids and Old Age envolveu cinco países ricos e de renda média: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Brasil e Índia. Seu objetivo foi determinar o grau em que boas práticas de saúde são ensinadas nas escolas e fomentadas em casa e na comunidade. Para isso, baseou-se em três correntes: pesquisa de dados secundários, para determinar o quanto se conhece sobre a educação de crianças em relação a uma visão de longo prazo de sua saúde; questionários on-line com 400 pais de alunos entre 5 e 16 anos e 101 educadores e formadores de políticas públicas que atuam com estudantes; e entrevistas em profundidade com 18 especialistas de todo o mundo. Ela foi realizada pela Economist Intelligence Unit (EIU) e pela Merck Consumer Health em 2017.

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FI QUE DE OL HO

Avós têm direitos e deveres Pela Lei, vovós e vovôs podem recorrer à Justiça para ver os netos. Pensão alimentícia pode ser uma obrigação, caso os genitores dos menores não tenham condições

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eu filho me excluiu da vida dele e, o pior, da vida da minha netinha”; “Só posso ver meu neto de 15 em 15 dias e sob os olhares atentos da minha ex-nora. Ela e sua família ditam as regras, os horários e os locais dos encontros”; “Estou sem ver o meu neto há meses. A mãe não o deixa conviver com a família do pai. Estou sofrendo muito”; “Meu filho e a esposa só permitem que eu veja a minha neta na casa da outra avó e de forma vigiada”; “Fui excluída da vida do meu neto. Não o vejo há mais de dois anos. Meu filho faleceu e a mãe me proibiu de vê-lo”.


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Histórias como essas, relatadas na página da Associação dos Avós Excluídos, são mais comuns do que se pensa. Apesar de todo o sofrimento envolvido, a boa notícia é que no Brasil os avós têm o direito de recorrer à justiça caso sejam impedidos de conviver com seus netos. A própria Constituição Federal prevê, em seu artigo 227, essa relação, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), nos artigos 16 e 19, a lei da alienação parental e o Código Civil Brasileiro. Seja de forma implícita ou explícita, pela lei, vô e vó podem – e devem – ver os pequenos mesmo que não se dêem bem com seus filhos, genros ou noras. Esse vínculo é tão importante que pesquisas indicam que ele tem de ser estimulado, pois garante uma série de benefícios para os dois lados, como estabilidade, conforto e desenvolvimento cultural e psicológico. “Temos visto cada vez mais situações em que os genitores, especialmente após a separação, por conta de rusgas ou até como forma de vingança, tomam atitudes que prejudicam os filhos, e uma delas é justamente impedir o contato deles com os avós”, comenta a advogada especialista em Direito de Família e Sucessão (herança), Ivone Zeger. Quando avós e netos são proibidos de se encontrarem, e o diálogo não basta para resolver o problema, a solução é uma só: a Justiça. Os avós que se sentem injustiçados devem entrar com uma ação civil, que será analisada levando em conta, acima de tudo, o bemestar dos menores.

“Em 99% dos casos os avós ganham. Para isso, basta o juiz constatar que a convivência é salutar para a criança ou o adolescente. A partir daí, ele irá determinar o regime de visitas e, dependendo do que ficar acordado, será possível até mesmo sair com os netos para um passeio ou passar um final de semana com eles”.

PAGAMENTO DE PENSÃO

TEMOS VISTO CADA VEZ MAIS SITUAÇÕES EM QUE OS GENITORES, ESPECIALMENTE APÓS A SEPARAÇÃO, POR CONTA DE RUSGAS OU ATÉ COMO FORMA DE VINGANÇA, TOMAM ATITUDES QUE PREJUDICAM OS FILHOS, E UMA DELAS É JUSTAMENTE IMPEDIR O CONTATO DELES COM OS AVÓS" Ivone Zeger, advogada especialista em Direito de Família e Sucessão (herança)

Assim como direitos, vovós e vovôs também têm deveres perante os netos. De acordo com a Lei, se após a separação um dos genitores das crianças não tiver condições financeiras para arcar com a pensão referente aos filhos com menos de 18 anos, a obrigação, total ou parcial, poderá caber aos parentes mais próximos, no caso, os avós, mas desde que possam. É importante salientar que quando a responsabilidade passa para os avós, ela só atenderá as necessidades básicas de alimentação da criança ou do adolescente, não tendo como objetivo manter o mesmo nível de vida dos genitores. E vale ainda destacar que os avós da outra parte genitora também podem ser intimados a colaborar e pagar parte da pensão. “Quando há filhos maiores de 18 anos que estejam estudando, a obrigação se estenderá até a conclusão dos estudos”, explica a doutora Ivone Zeger. E a advogada faz um alerta: “Ajudar nos custos não significa exercer poder familiar. O Código Civil Brasileiro é claro ao estabelecer que a educação e a criação competem exclusivamente aos pais”.

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HISTÓRIAS PARA ACORDAR

De volta à

sala de aula O número de estudantes com mais de 51 anos não para de crescer nas universidades e escolas livres do País; conheça a história de três deles

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epois de uma vida inteira de muito trabalho e dedicação, o que as pessoas mais desejam fazer ao se aposentar? Descansar? Curtir os filhos e os netos? Passear? Que nada, muitas ainda têm disposição de sobra para encarar os estudos. Só para se ter uma ideia, entre 2009 e 2016, segundo dados da empresa de inteligência analítica IDados, o número de alunos com 51 anos ou mais fazendo faculdade no Brasil teve um aumento de 53%. Enquanto isso, o crescimento geral, considerando todos os que têm mais de 16 anos, foi de 35%. Há dois anos, matricularam-se em cursos superiores de todo o País 156 mil pessoas com 51 anos ou mais, sendo 80% delas em universidades privadas (125 mil). Em 2009, havia 102 mil estudantes dessa faixa etária matriculados, sendo 76% em privadas (78 mil). O total de inscritos em faculdades nacionais (estudantes com 16 anos ou mais) era de 6 milhões em 2009, e chegou a 8 milhões em 2016. Ainda em relação aos universitários com 51 anos ou mais, o número de ingressantes passou de 24 mil em 2009 para 36 mil em 2016 (quase 50% a mais). Já o número de concluintes (alunos que já cumpriram mais de 80% do curso) subiu de 23 mil em 2009 para 34 mil em 2016 (aumento de 48%). E não são apenas nas universidades tradicionais que esse público pode ser encontrado. Ele também frequenta aulas de idiomas, medicina alternativa, informática, música, fotografia, gestão empresarial e literatura, entre tantas outras. A seguir, confira a história de três pessoas que, após muitos anos longe da escola, resolveram voltar a estudar e estão felizes da vida com suas escolhas.

PRIMEIRO CURSO SUPERIOR

Aos 70 anos, João Costa Netto está no último ano do curso de Direito da Faculdade Pitágoras de Londrina, no Paraná, e cogita a possibilidade de prestar exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Casado há 51 anos, com cinco filhos, doze netos e três bisnetos, o universitário conta que teve de trabalhar durante a vida toda, o que lhe tirou a chance de estudar quando jovem. 2018 | 1o semestre | Revista Home Angels

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HISTÓRIAS PARA ACORDAR

“APRENDO MUITO COM ESSA GAROTADA, E SEI QUE TAMBÉM OS ENSINO BASTANTE COISA. HOJE, ME SINTO MAIS NOVO DO QUE QUANDO EU

pos, estudamos juntos, eles vão na minha casa... Aprendo muito com essa garotada, e sei que também os ensino bastante coisa. Hoje, me sinto mais novo do que quando eu tinha 50 anos”. Agora o Netto sonha com a conclusão do curso. “No momento eu quero conseguir o título de bacharel de Direito, e, dependendo do meu estado de saúde, conquistar a OAB, mas não para ganhar dinheiro e sim para ajudar aqueles que precisam. Meu desejo é facilitar a vida das pessoas o máximo que der”, conclui.

TINHA 50 ANOS”

“Já lidei com comércio, prestação de serviços, confecção e recuperação de automóveis. Mas sempre gostei de leis, política e questões sociais, só que antes eu não tinha condições de frequentar uma universidade”, explica. A decisão de buscar a primeira formação superior veio a partir do desejo de entender melhor a sociedade, ajudar as pessoas carentes de justiça e ainda deixar um legado para a família. E ele já tem motivos para comemorar, afinal, dois de seus netos optaram por cursar Direito por causa dele. O universitário relata ainda que a adaptação aos primeiros dias de aula não foram fáceis. “Confesso que senti um pouco de preconceito por porte dos alunos mais novos. Eles me respeitavam, só que não se aproximavam muito. Depois que me conheceram, tudo mudou. Fazemos trabalhos em gru-

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Foto: Divulgação

João Costa Netto Universitário

MUDANÇA DE VIDA

Morador de Santos, no litoral Sul de São Paulo, o sociólogo e funcionário público Elcio Cardoso Pereira da Silva, de 62 anos, cursa, desde maio do ano passado, Medicina Tradicional Chinesa no Instituto de Pesquisas Naturalis de Acupuntura e Iridologia (Ipenai). Ele conta que decidiu voltar para a sala de aula para não ficar parado após a aposentadoria, que está prestes a acontecer. “Já adiei este momento várias vezes, mas agora chegou a hora. E como não quero passar o tempo à toa, aceitei o convite do meu terapeuta para fazer esse curso”, afirma. Segundo Silva, seu objetivo não é abrir uma clínica ou ganhar dinheiro. O que ele busca é conhecimento e aplicar o que está aprendendo em si mesmo e nos amigos e familiares. “Eu não tomo remédio, por conta disso, sempre optei por tratamentos alternativos. Voltei a utilizá-los com mais força em 2012, quando tive um AVC hemorrágico. Isso de certa forma me levou para esse universo, foi algo natural”, relata. Casado e pai de dois filhos, o sociólogo, que deverá concluir os estudos em novembro de 2019, garante que não vai parar por aí. “Não podemos nos aquietar por causa da idade, muito pelo contrário. Eu encontrei na sala de aula uma maneira de me manter ativo e trabalhar a cabeça, e agora me sinto bem mais disposto e motivado”.

ESTUDANTE APAIXONADA

Elcio Cardoso Pereira da Silva, sociólogo e funcionário público

Revista Home Angels | 1o semestre | 2018

A pedagoga aposentada Elizabeth Faria Adamo, de 62 anos, sempre gostou muito de estudar. Formada em Pedago-


FOI APENAS MAIS UM PASSO QUE EU DEI. NÃO

CONSIGO FICAR PARADA, GOSTO DE MOVIMENTO, DE CONHECER NOVAS PESSOAS E TROCAR EXPERIÊNCIAS E CONHECIMENTOS” Elizabeth Faria Adamo, pedagoga aposentada

gia e em Técnico em Multimeios Didáticos, ela relata que só não fez outros cursos depois destes porque ou pagava a escola dos três filhos ou a sua faculdade. Agora, no entanto, a situação é diferente. Com a prole formada, ela resolveu voltar a

cuidar de si mesma e, este ano, inicia o quarto semestre de Geografia no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), na capital paulista. “Essa área nem é a que eu mais gosto, para dizer a verda-

de, mas tive esta oportunidade e embarquei. E estou aberta para outras experiências que possam aparecer”. Ex-dona de escola – ela deve duas por 13 anos –, Elizabeth também já trabalhou como gerente de Recursos Humanos e executiva de vendas. Seu próximo passo é tentar uma vaga de professora. “Gosto de dar aula para crianças, do primeiro ao quinto ano, e, se tudo der certo, ainda em 2018 darei expediente duplo na sala de aula, como aluna e como educadora”, adianta a aposentada. E ela acrescenta: “Voltar a estudar foi apenas mais um passo que eu dei. Não consigo ficar parada, gosto de movimento, de conhecer novas pessoas e trocar experiências e conhecimentos. Estou muito feliz nessa nova fase da minha vida”.

Exercitar a mente é fundamental para a saúde “A partir dos 60 anos, entendemos que as pessoas estão no processo de envelhescência, e ele gera uma série de alterações fisiológicas, principalmente na questão neuropsicológica. Na verdade, ocorre um efeito em cadeia, afetando as partes biológica, psicológica e social. Quando a pessoa volta a estudar depois de certo tempo, é como se ela estivesse indo para a academia, só que para exercitar o cérebro. Os novos desafios irão estimular a cognição, e isso é extremamente importante. Apesar disso, antes mesmo de pensar no que pode ser feito de efetivo nessa faixa etária, é preciso saber envelhecer. Com a vida cada vez mais corrida, a socie-

Foto: Divulgação

Foto: Ivana Debértolis

“VOLTAR A ESTUDAR

Marcelo Alves dos Santos, psicólogo e professor do curso de Administração da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas (SP)

dade tem tido pouco tempo para pensar nesse assunto. Ma sé preciso se conscientizar de que se trata de um processo natural e que

necessita de preparo, como cuidados com a saúde mental. Aprender algo novo, dançar, participar de grupos e leitura são algumas das atividades recomendadas. O que indico são ocupações que tragam qualidade de vida, e o estudo é uma delas. Isso mexe muito com o emocional, a autoconfiança e a autoestima. Ainda há a questão do desafio de acompanhar os colegas de classe, jovens na maioria. Como eles são mais dinâmicos e tecnológicos, é preciso um esforço pessoal para segui-los. Em contrapartida, o estudante da maior idade tem muito a oferecer por conta de suas experiências de vida. É uma relação muito rica, de troca, e que beneficia a todos”.

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S AÚDE E M DI A

Não consegue

sentir cheiro?

Anosmia, doença que atinge principalmente homens idosos, pode ser causada por lesão do nervo olfativo e obstrução da passagem de ar pelas fossas nasais

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L

aringite, faringite e otite. Essas certamente são as doenças mais comuns quando se trata de garganta e ouvido. Mas há outra enfermidade dessa “família” que também merece atenção: anosmia. Temporária ou permanente, ela consiste na perda completa do olfato, o que pode ser potencialmente perigoso, pois, diante de odor de gás (vazamento) ou fumaça (incêndio) e alimentos estragados, o portador será o último a perceber, correndo, inclusive, risco de morte.

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TRATAMENTO

A médica relata que o sintoma pode ser agudo ou crô-

Foto: Divulgação

Em alguns casos, o indivíduo percebe cheiros estranhos e gostos atípicos do habitual, mas existe ainda outro problema. Como o olfato está muito ligado ao paladar, ao não conseguir sentir o aroma dos alimentos, a pessoa corre o risco de também não sentir os seus sabores. Isso possivelmente fará com que ela não coma o suficiente, ficando desnutrida. São várias as causas dessa condição. Entre elas estão lesão do nervo do olfato, obstrução da passagem de ar pelas fossas nasais e irritação na membrana mucosa que reveste o interior do nariz, geradas, entre outros, por trauma, pólipos nasais, rinite alérgica, sinusite, resfriados, gripes, sequela de infecções virais, inalação de produtos químicos tóxicos, tumores, uso de determinados medicamentos tóxicos ao olfato, diabetes, Mal de Alzheimer, Parkinson, radioterapia, quimioterapia, desnutrição, esclerose múltipla, deficiência vitamínica, envelhecimento, herança genética, AVC (acidente vascular cerebral) e tabagismo. Segundo a otorrinolaringologista, otoneurologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Jeanne Oiticica, a anosmia é mais prevalente em idosos “Isso se deve à degeneração dos neurônios implicados no sentido olfativo, e os homens são os mais afetados”.

NOS CASOS

DE SINUSITE, PRESCREVEMOS ANTIBIÓTICOS.

QUANDO A

ANOSMIA É GERADA PELO TABAGISMO, É PRECISO PARAR DE FUMAR nico. “É agudo nos casos de rinite alérgica, sinusite, resfriados e gripes, e desaparece com tratamento ou por conta própria após alguns dias. Os crônicos são aqueles que persistem por mais de três semanas, e aí o tratamento é diversificado, variando conforme a causa”. Para diagnosticar a doença são necessários alguns exames. O primeiro deles, normalmente, é um teste para detectar se o paciente consegue sentir certos odores. Os demais são análise do sangue, ressonância magnética ou tomografia computadorizada, raio-X e endoscopia nasal (nasofibroscopia). Dessa forma, também será possível determinar a causa. A doutora Jeanne Oiticica diz que quando há obstrução à passagem de ar pelas fossas nasais, o uso de descongestionantes, anti-histamínicos, sprays nasais e antiinflamatórios hormonais (esteroides) costuma resolver o problema. “Nos casos de sinusite, prescrevemos antibióticos. Quando a anosmia é gerada pelo taba-

IMEDIATAMENTE" Jeanne Oiticica, otorrinolaringologista, otoneurologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)

gismo, é preciso parar de fumar imediatamente. Se for pólipo nasal, é necessária cirurgia e desobstrução da via nasal interditada, e, se for sequela de outro problema, alguns medicamentos do tipo antioxidante podem ajudar. O tratamento é direcionado caso a caso e de acordo com a etiologia”, conclui a especialista. Distúrbios resultantes de alguma condição genética ainda não têm cura, porém, existem diversos estudos sendo realizados pelo mundo. Em um deles, pesquisadores americanos conseguiram, pela primeira vez, restaurar o olfato de um camundongo por meio da regeneração de estruturas celulares ciliadas que existem no revestimento interno da traqueia e dos brônquios. Bom sinal!

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Por *Marco Cassel

Foto: Divulgação

E

stava em meu escritório, dias atrás, refletindo sobre os acontecimentos de 2017. Pensei: “Nossa, como ano passou rápido. Já estamos em 2018!”. Resolvi praticar, então, um exercício de imaginação. E se pensássemos no tempo de forma linear? Ou seja, se não houvesse o fim de um ano e a entrada de outro, o fim de um dia e o início de outro? E se o tempo fosse observado de forma contínua, se tudo fosse apenas uma sequência de fatos e acontecimentos e não tivéssemos a oportunidade do recomeço. Como nos sentiríamos? Afinal, qual a diferença entre o último minuto do dia 31 de dezembro e o primeiro do dia 1o de janeiro? Muita! Há muita diferença em nosso ânimo, na sensação de “pilhas recarregadas”. Mesmo que isso aconteça somente em nossa mente, a oportunidade de recomeçar, o início de um novo ciclo, nos dá uma sensação única.

ARTI G O

Faça de cada dia um recomeço Ah, como é bom ter um recomeço. A oportunidade de fazer tudo diferente, ou tudo igual, mas sempre recomeçando. Como os ciclos são importantes em nossas vidas. Penso que, sem eles, ficaríamos sobrecarregados, nossos fardos seriam cada vez mais pesados. Mas, analisando os ciclos do maior para o menor, dentro de uma perspectiva humana, temos ciclos de 100, 50 e 10 anos, um ano, um dia, uma hora, um minuto... Ou seja, nossa chance de recomeço está sempre no momento presente! Já dizia um autor que “O presente tem a duração do tempo que passa”. Então, na verdade, só temos o presente e a nossa chance de buscarmos o novo, de recomeçarmos, é agora. Nosso ciclo tem o tempo do agora. Agora é a hora de parar de reclamar. Agora é o momento de fazer as pazes, de tentar de novo, de aumentar o brilho nos olhos, de não desistir. Enfim, o tempo é linear, porém, sempre nos oferece novas possibilidades. O que faz a diferença é o tamanho do ciclo que queremos. Sim, que queremos. Posso esperar 10 anos para iniciar um novo projeto de vida pessoal ou profissional, de reconquistar minha esposa ou meu marido, de iniciar uma nova carreira, mas também posso iniciar esse projeto agora, porque nossas vidas têm a duração do tempo que passa, e ele passa muito rápido. Desejo que seu agora seja repleto de recomeços e novos projetos e que seu coração fique repleto de felicidade!

*Marco Cassel é palestrante motivacional e especialista em superação e criação de valor

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