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Conheça alguns dos novos empreendedores

Novos desafios

Geraldo Vaz, 55, veio de uma instituição financeira e se viu perdido quando o desemprego bateu a sua porta. Ele começou a trabalhar de forma autônoma como advogado, até ser apresentado ao modelo de negócios da Tributarie, do Grupo Brugnara. Só tinha um problema: se ele não tinha experiência com franquias, menos ainda com tributos. “O que me chamou atenção é que não era `juridiquês`, eles dão suporte em todos os aspectos. Cabe ao franqueado exclusivamente a parte comercial”, explica. Hoje, ele conta que praticamente abdicou da advocacia para dar conta da demanda da franquia.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

TRANSFORMAÇÕES NO SETOR A chegada desse novo perfil trouxe mudanças significativas no franchising brasileiro e que devem apontar o caminho que o setor seguirá quando a recuperação econômica e política se estabelecer. “O franchising no Brasil é um canal de expansão de profissionalização do varejo. Agora, o legado é acelerar mais essa profissionalização, porque as redes montaram equipes preparadas para dar suporte”, acredita o consultor associado da Ponto de Referência, Paulo Mendonça. A própria franqueadora precisou se reestruturar para receber esse novo público, com cultura corporativa. O suporte precisa ser mais detalhado e a escolha mais criteriosa. “O franchising foi se habituando ao perfil das pessoas que entravam no mercado com muita informação. A partir do momento que tem o acesso de um novo público, o franqueador tem que oferecer um nível de atendimento superior”, explica o consultor. Outra transformação foi a proliferação de modelos de negócio com investimentos menores, justamente para atender a demanda de um novo empreendedor com bolso de menor alcance. O setor de serviços foi o que mais apresentou oportunidades, na visão de Filomena, da Franchise Store. Justamente por isso, a seleção também precisa ganhar novos filtros. “Os franqueadores precisam escolher pelo perfil, não pelo dinheiro. É uma coisa fundamental. Hoje o desafio não é só vender franquia, é manter a empresa aberta”, comenta o diretor da US Franchising, Eladio Toledo.

Plano B

Antes mesmo de receber a notícia do desligamento, Ricardo Ricci Azevedo, 55, já pesquisava opções de franquia. Há seis meses ele toca uma unidade home office da Límpidus. “Eu sempre pensava no plano B e acompanhava as histórias dos meus amigos, na minha idade o mercado fica mais difícil”, explica. Hoje, Azevedo já tem onze funcionárias, vinte clientes e revela que pretende continuar investindo para, a longo prazo, ter um escritório dedicado à franquia. “Quero crescer muito e gerar ainda mais empregos”, afirma.

Começar de novo

Laíne Mangueira, 38, mudou-se de João Pessoa para Brasília em 2004, onde trabalhou por seis anos na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e mais três anos na Associação Nacional dos Transportes Ferroviários (ANTF). Com a mudança na organização, ela foi demitida. De volta à terra natal, Laíne pôde apostar em um sonho que já vinha cultivando enquanto ainda era contratada: empreender. Há um ano e meio ela opera duas unidades da Maria Brasileira. “Os desafios foram muitos. No começo não tinha nem pró-labore, mas agora tudo já está nos eixos. Para mim é um recomeço”, celebra.

Outubro e novembro de 2017

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Revista Franquia & Negócios ABF nº 75  

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