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A Federação Portuguesa de Ténis fez jogar a sua joia da coroa (o Campeonato Nacional Absoluto) na zona de Guimarães. Mérito para o clube de Mesão Frio que desencalhou a prova e para os jovens João Domingues (dobradinha após chicotada psicológica) e Maria João Koehler (o tri aos 19 anos).

NovakDjokovic foi homenageado pelo seu clube em Portugal (o Benfica) com uma camisola com o número 1, celebrando uma das melhores épocas de sempre do ténis profissional. Mas 2011 foi também um ano salpicado de proezas, emoções, desilusões e anedotas. A recordação de alguns dados pitorescos e relevantes.

OhumoristaTiagoDores sagrou-sevice-campeãono MastersMédisCopaIbérica econfessouementrevista asuapaixãopela modalidade

PRÓXIMA EDIÇÃO 28de janeiro LAGOS SPORTS

Este número do Jornal do Ténis/Record faz parte integrante do n.º 11.935 de 16 de Dezembro de 2011 e não pode ser vendido separadamente

GIANNI CIACCIA

Anoemretrospetiva comDjokovicnúmero1

FPT

NacionalAbsoluto consagroujuventude

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02 x

SEXTA-FEIRA 16 DE DEZEMBRO DE 2011

TENDÊNCIAS

Match-point

ÁS

JOÃO LAGOS

VETERANOS – Quem assistiu ao Masters Médis Copa Ibérica no CIF pôde comprovar uma evidência: joga-se cada vez melhor ténis nos escalões etários mais avançados OFICIAIS – Carlos Sanches foi supervisor do ATP World Tour Finals (Masters) e Carlos Ramos voltou a arbitrar na final da Taça Davis: dois lusos nos píncaros da arbitragem SEGUNDO SERVIÇO CAR – o Centro de Alto Rendimento prossegue o seu trabalho mas as grandes melhorias/revelações do ano vieram sobretudo de projetos individuais e/ou de clubes MARIA JOÃO KOEHLER – é tricampeã nacional aos 19 anos, mas os seus objetivos são assumidamente internacionais e não foram cumpridos em 2011: o top 150 WTA DUPLA FALTA RFET – a final da Taça Davis entre o Flamenco espanhol e o Tango argentino teve um ambiente incrível, mas a organização da Real Federação Espanhola de Ténis foi... fracota

Investirnodesporto C

om a escassez de meios financeiros que parece estender-se inexoravelmente a todo o mundo chamado “desenvolvido”, entramos numa espiral de cortes e desinvestimentos que ninguém sabe onde deve parar. Como conciliar um cenário de contenção e austeridade, gerador de menor liquidez disponível e conducente à recessão, com uma estratégia de investimento nas plataformas que nos poderão conduzir a novas etapas e períodos de crescimento? Quais as nossas prioridades? Onde apostar o nosso futuro? Deverá por exemplo o Estado desinvestir nos grandes eventos, deixando a sua sobrevivência à mercê da eventual capacidade da iniciativa privada? Ou serão eles suficientemente importantes numa perspetiva nacional para que a sua continuidade seja vista como prioritária? Todos sabemos quão importante é o Desporto na sociedade contemporânea. Ele é essencial como fator promotor da saúde, tanto do ponto de vista fisiológico como emocional, numa população sujeita a fraturas de stress e hábitos alimentares pouco aconselháveis. O Desporto cumpre tal missão de forma ativa, bene-

LIVRE ARBÍTRIO

MIGUEL SEABRA

ficiando os que assumem práticas desportivas regulares, mas também passivamente como via de entretenimento, equilibradora da tensão emocional que caracteriza a vida atual. Ele é determinante como elemento de formação do jovem, ajudando a moldar positivamente o seu caráter, nele inculcando sãos princípios e os grandes alicerces que nortearão a sua vida futura, pessoal e profissional. “Mente sã em corpo são”, lema de vida para os atenienses na Grécia Antiga alguns séculos antes de Cristo, é cada vez mais um “must” nas sociedades contemporâneas, fator indissociável do equilíbrio emocional e “qualidade de vida” que todos buscamos. O Desporto deve assim ser considerado, não só como um direito e bem essencial da população, mas ainda como via de investimento estratégico no desenvolvimento de uma nação. E os grandes eventos, pela sua notoriedade e volume de media que conseguem arrastar, levando imagens do país a todo o Mundo, constituem o elo mais forte na cadeia de promoção do Desporto. Para além de incentivarem à prática desportiva e constituírem vias de entretenimento e lazer essenciais à população, os grandes eventos promovem e qualificam o país,

MEL/FEL. Se a Taça Davis é um cancro no calendário do circuito profissional, é um tumor benigno que nunca deverá ser extirpado. A apoteótica final de 2011 jogada em Sevilha entre a Espanha e a Argentina só me convenceu ainda mais de algo que teimosamente acredito desde sempre, contra a opinião de alguns colegas da imprensa internacional e de

provocam impacto direto na economia, criam emprego e animam a indústria turística, são fator de vitalidade e geram mais receita fiscal para o Estado. Poderá um país com a dimensão de Portugal, em clara desvantagem perante a concorrência de economias mais fortes, dar-se ao luxo de perder algum do seu património desportivo de referência, abdicando de tão importante posicionamento estratégico? Sabemos como é difícil sair vencedor em processos de candidatura de megaeventos, ou mesmo manter os que conquistámos, neste contexto de feroz concorrência internacional. Os casos da America’s Cup (vela), Ryder Cup (golfe) e Grande Prémio do Estoril (F1) são exemplos dessa amarga realidade, ainda frescos na nossa memória. Este cenário e o atual contexto de crise tornam, contudo, ainda mais valiosos os eventos que temos, que serão poucos mas ainda assim referências exemplares no contexto internacional. Os grandes eventos do golfe, do ténis, do desporto motorizado, do surf e agora da vela com a mítica Volvo Ocean Race a aportar a Lisboa, constituem um património nacional que importar salvaguardar. n

vários jogadores de nomeada: apesar de muitas vezes os compromissos da Taça Davis surgirem em continentes diferentes e pisos opostos à programação individual dos tenistas, é um formato que potencia todo o encanto da maior competição por equipas do ténis mundial – com o nacionalismo exacerbado das eliminatórias em casa e a promoção

local da modalidade. Coloquem os países a digladiarem-se em território neutro (na China ou no Médio Oriente, onde há dinheiro) e o resultado será um campeonato com sabor a exibição onde os duelos entre os melhores se irão diluir. A Fed Cup fez essa experiência e não deu resultado. Não transformem uma taça de mel em taça de fel!

FRANCISCO FRANCO DIAS – o ex-campeão nacional de juniores prometia, mas optou por estudar numa universidade americana em vez do profissionalismo PAULO CALADO

REFERÊNCIA. Juan Martin del Potro: uma vedeta mundial em ação no Estoril Open

HÁ30ANOS O “Jornal do Ténis” de Dezembro de 1981 destacava um torneio de exibição por equipas entre as seleções dos EUA e da Europa, lideradas por John McEnroe e Ivan Lendl; Bjorn Borg foi o grande ausente, e mal se sabia na altura que ele não mais regressaria de modo consistente ao circuito. Coincidência: é feito o relato da primeira final da Taça Davis da Argentina, perdida por 3-1 diante dos EUA em Cincinnati; 30 anos depois, e no início deste mês, os argentinos perderam a sua quarta final – desta vez diante da Espanha e pela mesma marca de 3-1..

TÉNISNAREDE facebook.com/jornaldotenis twitter.com/jornaldotenis ARQUIVO DIGITAL: lagossports.com » ténis » Jornal do Ténis

TÉNISNATV DE 2 A 8 DE JANEIRO: ATP 250 DE DOHA (QATAR) DE 2 A 8 DE JANEIRO: WTA DE BRISBANE DE 9 A 14 DE JANEIRO: WTA DE SYDNEY DE 16 A 29 DE JANEIRO: OPEN DA AUSTRÁLIA 22 DE DEZEMBRO: COMPACTO MASTERS MÉDIS COPA IBÉRICA 24 DE DEZEMBRO: COMPACTO MASTERS MÉDIS COPA IBÉRICA PRÓXIMAS SEMANAS: MELHORES FINAIS DE 2011 DE 30 DEZEMBRO A 1 DE JANEIRO: EXIBIÇÃO DE ABU DHABI

MÉDIS COPA IBÉRICA. Compacto na Sport TV NOTA: a programação é fornecida pelos respectivos canais, pelo que quaisquer alterações de última hora são da inteira responsabilidade dos emissores. Mais informações em http://tv.eurosport.pt e www.sporttv.pt

Diretor: João Lagos. Editor: Miguel Seabra. Editor Record: Norberto Santos. Redação: Manuel Perez, Pedro Carvalho e Carlos Figueiredo (Jornal do Ténis). Fotografia: Paulo César (editor Record), Arquivo Record e Arquivo Jornal do Ténis. Departamento Gráfico Record: Cristiano Aguilar e João Henrique (editores chefes de arte), José Fonseca e Pedro Almeida (editores) e Nuno Ferreira (coordenador digitalização). Redação e Publicidade: Rua da Barruncheira, n.º 6, 2790-034 Carnaxide. Telefone: +351 21 303 49 00. Fax: +351 21 303 49 30. E-mail: jornaldotenis@lagossports.com


Campeonatos Nacionais x 03

SEXTA-FEIRA 16 DE DEZEMBRO DE 2011

PALMARÉS

CAMPEONATONACIONALCOMVENCEDORESJOVENSTEVEBOM PALCOMASFALTOU AMBIENTE

87.º EDIÇÃO DO CAMPEONATO NACIONAL ABSOLUTO

Títulos&teenagers

SINGULARES MASCULINOS

João Domingues (CT Azeméis) v. Gonçalo Falcão (Carcavelos Ténis), 6-2, 7-5 SINGULARES FEMININOS

Maria João Koehler(CT Porto) v. Bárbara Luz (CET Oeiras), 6-2, 6-2 PARES MASCULINOS

Ricardo Jorge/Francisco Ramos v. Diogo Cabral/Gonçalo Pereira, 3-6, 6-3, 10/6

MIGUEL SEABRA E PEDRO CARVALHO

PARES FEMININOS

n Com a Cidade Berço ali ao lado, os

Bárbara Luz/Joana Valle Costa v. Adriana Silva/Rita Vilaça, 6-1, 7-5

títulos nacionais absolutos de 2011 foram conquistados por uma campeã que não deixou o seu favoritismo por mãos alheias e um campeão que confirmou os progressos que já lhe haviam dado o troféu de juniores. Para Maria João Koehler, foi o terceiro título nacional absoluto e o 12.º (entre singulares, pares e por equipas) nos últimos três anos – solidificando o seu estatuto de segunda melhor tenista portuguesa atrás da “imigrada” Michelle Larcher de Brito e seguramente a melhor a evoluir regularmente em solo português. Para João Domingues, o primeiro título nacional absoluto dar-lhe-á motivação suplementar para investir ainda mais na sua carreira profissional, embora o “caloiro”

PARES MISTOS

Bárbara Luz/José Ricardo Nunes v. Patrícia Guerreiro/Luís Ferreira, 6-1, 6-3

FATORDEMOTIVAÇÃOEXTRA

Chicotada... aocontrário!

n A vitória de João Domingues fi-

cou marcada por uma chicotada psicológica… ao contrário. Três dias antes do início do campeonato foi “despedido” pela sua equipa técnica, formada pelo treinador austríaco Daniel Wieser e pelo preparador físico João Peralta: “A situação tornou-se incompatível devido a um acumular de situações e a decisão foi deles”, confessou o rapaz de Azeméis, sem querer abrir muito mais o livro. “Foi um choque tremendo, já que estive com o Daniel quase quatro anos, mas consegui lidar bem e até me serviu de motivação; surpreendi-me a mim mesmo!” n

FTP

JUVENTUDE. João Domingues e finalistas Maria João Koehler e Bárbara Luz: média abaixo dos 19 anos

Cruzeiro. Para Maria João Koehler, o terceiro título consecutivo foi alcançado praticamente em velocidade de cruzeiro e não somente devido a adversárias menos cotadas; é que, depois de umas curtas férias, a pupila de Nuno Marques chegou ao tri num vai-e-vem entre o seu Porto natal e Guimarães, enquanto fazia trabalho específico de pré-época (!). Bateu Bárbara Luz por um duplo 62 e, com apenas 19 anos, começa a forjar um belo currículo precoce na linha do de Sofia Prazeres – embora, na 217.ª posição do ranking

WTA, tenha falhado o objetivo para 2011: a entrada no top 150. Para João Domingues, que optou por pernoitar em Mesão Frio, foi o corolário de uma notável época em que emergiu como uma das grandes revelações nacionais (no verão acumulou vitórias nos eventos internacionais de juniores de Leiria e Taça Diogo Nápoles e no Campeonato Nacional de Juniores) e, sem perder qualquer set e aos 18 anos e 56 dias, bateu um recorde de precocidade que pertencia aos 18 anos e 306 dias de João Cunha e Silva em 1986. A sua direita pesada

e intensidade exibicional fizeram a diferença num quadro despojado dos anunciados Rui Machado e João Sousa (o algarvio alegou uma lesão e o vimaranense radicado em Espanha também não compareceu), batendo um Frederico Silva apoquentado por problemas nos pés nas meias-finais e depois Gonçalo Falcão na final. “Tinha perdido com o Frederico duas semanas antes num prize-money em Espinho, pelo que a vitória sobre ele nas meias-finais foi o momento mais marcante da semana para mim”, confessou o mais novo campeão. n

APÓSEDIÇÕESEM ÉVORAENOPORTOSANTO,AREALIZAÇÃOEM MESÃOFRIOFOI DIGNAMASAFASTOU MAISESPECTADORES

Revezesdadescentralização

FTP

n Foi a solução encontrada face ao

COBERTURA. Primeiro Nacional Absoluto exclusivamente sob teto

problema decorrente da complicada situação financeira da Federação Portuguesa de Ténis e à indisponibilidade dos melhores tenistas portugueses em virtude da sua participação no circuito profissional – transferir o Campeonato Nacional Absoluto de setembro para dezembro e da Grande Lisboa para os arredores de Guimarães. Mas se o empenho do clube Open Sports Village de Mesão Frio que acolheu o evento – pela terceira vez consecutiva sem distribuir quaisquer prémios monetários – foi louvado e as suas instalações (complementadas com Hotel e Health Club/Spa) mui-

to elogiadas pelos jogadores, qual o rescaldo a fazer para além da atribuição dos mais prestigiados troféus do calendário federativo? Que, em Portugal, a regionalização do Campeonato Nacional Absoluto não funciona em pleno. As anteriores experiências fora da Grande Lisboa e do Grande Porto (Évora e Porto Santo, na década passada), não atraíram gente suficiente para transformar o evento no que ele tem de ser: um polo evangelizador da modalidade e uma montra popular do ténis nacional. E a convivência com a final da Taça Davis também não ajudou em nada o impacto mediático do evento… n

MIGUEL SEABRA

sublinhe que não abandonará os estudos superiores de arquitetura. A cerca de 14 quilómetros de Guimarães, a notável infraestrutura que acolheu o evento não terá sido o palco ideal para as características da prova: fez muito frio no recinto coberto de Mesão Frio, quando se espera sempre um ambiente quente e festivo no Campeonato Nacional Absoluto. O aquecimento foi dado sobretudo pela alta voltagem da pancada de direita que se afigura preponderante no jogo dos novos campeões – tanto no da esquerdina do Porto como no destro de Oliveira de Azeméis. E se a origem nortenha de ambos ainda ajudou a atrair alguns espectadores no dia das finais, a assistência não terá chegado sequer à meia centena. A joia da coroa da FPT tem forçosamente de valer mais.

RUI PAULO OLIVEIRA

JoãoDomingues éoprimeiroaganhar ostítulosmasculinos dejunioreseabsoluto

Daniel Wieser e J. Domingues

EQUIPASECADEIRADERODAS

ClubedeTénis doPortobisou n As instalações do Open Sports Village acolheram o Campeonato Nacional de Clubes na semana anterior ao Campeonato Nacional Absoluto – com o Clube de Ténis do Porto a açambarcar os dois troféus em compita: nas equipas masculinas superiorizou-se ao Clube Escola de Ténis de Oeiras, ao Clube de Ténis das Caldas da Rainha, ao Centro de Ténis de Faro e ao Ace Team; na vertente feminina, terminou à frente da Associação Académica de Coimbra e do Clube Escola de Ténis de Oeiras. Já o título nacional de cadeira de rodas foi para o pombalense Carlos Leitão, que ao derrotar Paulo Espírito Santo logrou um quarto troféu nacional consecutivo... igualando precisamente o tetra do seu adversário na final! n


04 x Masters Médis Copa Ibérica

SEXT 16 DE

TIAGO DORES

GatoFedorentodemonstroubomestilomasperdeunafinaldos35 anosperanteAndréMota.EnãoesqueceoqueviunoJamorem2007

«Djokovicmarcou-me» MIGUEL SEABRA n Tiago Dores faz parte da nova gera-

PRO-AM. No dia das finais realizouse um Pro-Am, abrilhantado com a presença do número um português Rui Machado – que se impôs ao lado de João Eusébio face à dupla formada por Pedro Sousa e Valdemar Duarte

ritmo não dava para aguentar! Jogo isto de forma muito descomplexada, até porque não tenho objetivos de ganhar seja o que for a não ser divertirme, defrontar bons jogadores e desfrutar da organização. JT – Nota-se que é um grande entusiasta; como nasceu a sua ligação ao ténis? TD – Foi já há muitos anos; comecei a treinar cedo, aos 8 anos, no Centro de Ténis de Monsanto, com o professor Alfredo Laranjinha, a Filipa Laranjinha, o Arnaldo, depois com o Rui Santos e finalmente com o António Semedo, com quem treino até hoje, já vai para mais de 20 anos. Fiz alguma competição sem grande sucesso nos infantis e cadetes, jogava os campeonatos regionais sem chegar aos nacionais; depois antes da faculdade deixei de competir e há alguns anos comecei a pensar em jogar torneios de veteranos – e a Médis Copa Ibérica é uma ótima oportunidade. JT – É um regular do Estoril Open… TD – Sou um espectador assíduo do

Estoril Open e da generalidade do circuito através da televisão; sempre que posso vejo o que se vai passando e até tenho uma aplicação porreira para o iPhone que me permite acompanhar os resultados. Gosto de estar a par do que se passa – aliás, sou melhor espectador do que praticante! JT – Qual foi o encontro que mais o marcou no Estoril Open?

ver o Roger Federer jogar no Jamor. JT – É Federista ou Nadaliano? TD – Tenho dificuldade em responder, porque admiro todos os jogadores. Gosto muito do estilo tão diferente de ambos; gosto de todos os jogadores e não consigo destrinçar. Mas se tivesse de escolher talvez o Roger Federer pela aparência de facilidade, pela elegância – qualquer

TD – Marcou-me muito o Novak Djokovic entrar no campo com a camisola do Benfica em 2007! Lembro-me também do Ivan Lendl a jogar de calças logo numa das primeiras edições. Não fui a todas as edições, mas terei ido à maioria delas. E também gostei muito de

Gostava de ir ao US Open; gosto daquele enorme campo central – o único capaz de fazer frente à espetacularidade do Estádio da Luz

pessoa que jogue ténis tem de apreciar isso. E no Rafael Nadal aprecio a garra impressionante; mentalmente é talvez o melhor ou dos melhores de sempre. Agora entrou o Novak Djokovic para o topo e acho muita piada à dinâmica entre eles os três, a transitividade existente e estamos a

SUCEDEU AOIRMÃOBERNARDOCOMOMESTREDOSMESTRES

Motaacelerademais n André Mota, antigo número um do

ranking interno da Federação Portuguesa de Ténis, confirmou as expectativas ao triunfar no escalão dos 35 anos. “Vim fazer aquilo que gosto, que é jogar ténis. Se em cima disso é possível ganhar o torneio, melhor ainda – sobretudo tendo o privilégio de competir numa organização como esta da Lagos Sports e com um ambiente de gala como este montado no CIF. É uma satisfação enorme e a família passa a ter dois títulos no Masters, já que o Bernardo também o tinha ganho há um par de anos”. E foi perentório so-

bre o seu famoso adversário da final: “O Tiago surpreendeu-me pela positiva, tendo em conta o nível que apresentou; sempre que eu baixava um bocadinho o ritmo ele jogava muitíssimo bem e não pude facilitar. A esquerda dele é um pouco inferior à direita, mas teve muita atitude e quando precisei tentei ser mais agressivo e encurtar os pontos vindo para a rede”. O triunfo no Masters Médis Copa Ibérica, juntamente com o título na etapa inaugural no CIF e a presença na final em Vilamoura, deram-lhe o primeiro lugar no ranking de final de ano. n

LAGOS SPORTS

mas este ano investiu igualmente nos singulares e não só conseguiu o apuramento para o Masters Médis Copa Ibérica como até se qualificou para a final – derrotou o seu carrasco na etapa de Madrid, Tiago Vasquez, e depois sucumbiu, como seria de esperar, diante do favorito André Mota. Apresentando um estilo variado assente sobretudo numa boa direita e com esquerda a uma mão, Tiago Dores logrou equilibrar mais a contenda no segundo set – mas sucumbiu naturalmente por 6-1 e 6-3 face ao maior ritmo do adversário, padecendo de “dores de crescimento”: quanto melhor é a competição, melhores adversários se defrontam e mais exigente é o nível. O humorista avaliou a sua prestação nos campos cobertos do CIF e depois confessou as suas preferências tenísticas. JORNAL DO TÉNIS – Como é que analisa a sua prestação na final? TIAGO DORES – Não se aprende nada, a não ser que se vá para casa ver o que se passou em slow motion… o André Mota elogiou o meu ténis, mas só porque é uma pessoa educada. Quando ele subia um bocadinho o

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Aprecio todos os jogadores, mas se tivesse de escolher um seria o Roger Federer pela aparência de facilidade, pela elegância

LAGOS SPORTS

AFICIONADO. O humorista chegou a participar em torneios oficiais na sua juventude e está agora de volta à competição

LAGOS SPORTS

ção de humoristas portugueses e a sua integração no quarteto Gato Fedorento transformou-o numa figura nacional. É também um grande aficionado de ténis que pratica a modalidade desde muito jovem e recentemente retomou o contacto com a competição participando em vários torneios integrados no circuito de veteranos Médis Copa Ibérica. Fez a sua estreia em 2009, apenas na variante de pares,

viver um período excelente para o ténis. Durante a final do Open dos Estados Unidos recebi muitas mensagens de gente que não costuma ver ténis e que estava impressionada com a intensidade do encontro e que me disse nunca ter visto algo assim. JT – Também costuma ir lá fora ver torneios ao vivo… TD – Fui a Roland Garros, vi jogar lá o Nadal e a Sharapova; não há nada para não gostar – é um torneio tão bom como o Estoril Open mas numa escala maior. Também já fui ao Masters de Londres em três anos seguidos. JT – Acompanha assiduamente o circuito pela televisão, tem preferência por algum torneio em particular que gostasse de visitar? TD – Gostava muito de ir ao Open dos Estados Unidos, gosto muito daquele enorme campo central – o Arthur Ashe Stadium é o único capaz de fazer frente à espetacularidade do Estádio da Luz, ficando no entanto num honroso segundo lugar. JT – Bate a sua esquerda a uma mão, cada vez mais uma raridade nos tempos que correm! TD – Tinha esquerda a duas mãos quando era miúdo, mas mudei a determinada altura por causa do Pete Sampras. Não sabia que o Stefan Edberg, que era um jogador maravilhoso, também tinha mudado de esquerda a duas mão para esquerda a uma mão! Há cada vez menos esquerdas a uma mão e a esquerda a duas mãos é uma tendência que provavelmente será ainda mais evidente no futuro. Mas os espécimes raros que há são honrosos, começando pelo Roger. A esquerda a uma mão tem vantagens e inconvenientes… JT – Os seus parceiros dos Gato Fedorento também são tenistas? TD – O Zé Diogo treina, o Ricardo também já treinou e o Miguel também é fã e dá uns toques. O Ricardo ainda teve algumas aulas comigo, há muitos anos… n


Masters Médis Copa Ibérica x 05

TA-FEIRA DEZEMBRO DE 2011

UM DOSDONOSDAFILAREVELOU SEGREDOSDONEGÓCIO

Equipadoarigor commarcadelenda

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CAMPEÃO. Há sempre que contar com o tenaz Nuno Allegro, que se impôs nos 65 anos

CLASSE. Rajiv Batra ganhou título e revelou ter logística em Portugal

PORTUGUESESSOMAM QUATROTÍTULOSEMIÚDOSDERAM ESPETÁCULO

n Entre os vários tenistas não ibéri-

cos no Masters Médis Copa Ibérica, houve um britânico de origem indiana a suscitar particular atenção – não só pelo ténis de fino recorte baseado no serviço-vólei como também por ser um dos responsáveis pela marca de equipamentos Fila, tornada famosa por Bjorn Borg. Rajiv Batra salvou mesmo um match-point para ganhar a final no escalão dos 50, apesar da terra batida não ser a sua terra prometida. E revelou como passou a responsável da marca: “Há mais de 20 anos que a minha família era fornecedora da Fila e montamos negócio no Reino Unido; em 2003 fomos contactados para adquirir parte da marca. Até temos a nossa logística baseada em Portugal, no Porto”. Dos anos 70 e 80, em que a Fila e outras marcas italianas como a Sérgio Tacchini dominavam o mercado, Rajiv

Partilhardegerações emclubecentenário n A Médis Copa Ibérica é o mais co-

nhecido circuito internacional de veteranos que se realiza em Portugal – mas, no ano em que celebra a sua 32.ª edição, acolheu no secular CIF a nova geração dos melhores tenistas nacionais do escalão de 12 anos para um minitorneio que decorreu em paralelo com a realização das finais dos vários escalões. E o que se pode constatar é que a ideia não poderia ter surtido melhor

FOGOSO. Duarte Vale venceu na estreia dos Sub-12

Competitividade. Mas os veteranos também proporcionaram espetacularidade em todos os escalões, destacando-se a final dos 40 anos, com o algarvio Nuno Delfino a perder pujança física quando liderava por um set e 3-1 diante de Fernando Granero Alameda. Rogério Matias e António Trindade foram os outros vice-campeões portugueses vítimas de nuestros hermanos nas correspondentes finais, mas os

representantes lusos ainda tiveram quatro vencedores nos escalões em compita. Para além de André Mota nos 35 anos, Nuno Allegro confirmou credenciais nos 65 anos em que deveria decidir o título com o rival João Lagos, magnânimo nas meias-finais (desistiu quando tinha match-point). Nas senhoras, Isabel Cunha d’Eça e Carmina Azevedo contribuíram para o sucesso nacional. n

PALMARÉS2011 “NOLITA”. A espanhola Rosário Barea de Lara espantou ao jogar com a camisola do Benfica com o nome Nolito nas costas: é cunhada do avançado benfiquista, que até a foi ver jogar ao CIF

MASCULINOS MAIORES DE 35 ANOS

André Mota (Por) v. Tiago Dores (Por), 6-1, 6-3 MAIORES DE 40 ANOS

Fernando Granero Alameda (Esp) v. Nuno Delfino (Por), 4-6, 6-2, 10/5

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NoscobertosdoCIF atuaramcampeões dos12 aos75 anos efeito, atendendo ao contraste etário e à qualidade do ténis praticado. Os quatro integrantes da seleção nacional de iniciados proporcionaram duelos aguerridos e na final prevaleceu o ténis mais poderoso do campeão nacional Duarte Vale sobre a combatividade de João António; o vencedor cascalense ofereceu o iPad que ganhou ao seu técnico José Nunes; o vencido alentejano (faz 340 quilómetros diários para treinar em Lisboa) procura um novo técnico após deixar o Clube VII.

faz a distinção para os tempos modernos: “O mercado mudou com as grandes superfícies. Antes mandavam as marcas, agora são os retalhistas; querem a Nike e a Adidas, depois são eles que decidem sobre as outras marcas e ditam o preço para obter o máximo de lucro. As outras marcas têm de se reinventar.” E aponta o caminho do presente e do futuro sem esquecer o passado: “Equipamentos sem costuras que se adaptam ao corpo e protegem dos raios UV, mas a nossa linha Heritage é muito bem sucedida: temos todos os produtos originais dos anos 70 e recriamo-los, fazendo-os parecer como eram antes mas com novos materiais. É surpreendente como há lojas especializadas em roupa vintage e de design que vendem tão bem as linhas retro dos tempos de Bjorn Borg!” Os clássicos são eternos... n

MIRAGEM. A prova ficou encerrada com o apoteótico jantar de entrega de prémios no Cascais Miragem, o hotel oficial do Estoril Open que também acolheu os mestres da Médis Copa Ibérica

RANKING DEFINALDETEMPORADA MAIORES DE 65 ANOS

HOMENS

Nuno Allegro (Por) v. Paul Abrahamse (Hol), 6-4, 6-3

35 ANOS: 1. André Mota, 165; 2. Tiago

MAIORES DE 70 ANOS

FélixCandela (Esp) v. António Trindade (Por), 6-2, 6-3

MAIORES DE 45 ANOS

FEMININOS MAIORES DE 35 ANOS

José Luís Villuendas-Ortiz (Esp) v. Emmanuel Egbeama (Nig), 6-2, 5-7, des.

Tanja Suennen (Lux) v. Marta Coelho (Por), 6-1, 6-2

MAIORES DE 50 ANOS

MAIORES DE 40 ANOS

RajivBatra (GBR) v.Ramon Canosa (Esp), 6-3, 3-6, 11/9

Letícia Almirall-Garbayo (Esp) v. Rosário Barea de Lara (Esp), 6-4, 6-1

MAIORES DE 55 ANOS

MAIORES DE 50 ANOS

Juan Francisco Arcones-Pastor(Esp) v. Rogério Matias (Por), 7-5, 6-0.

Isabel Cunha d’Eça (Por) v. Marília Madeira Pinto (Por), 6-1, 6-3

MAIORES DE 60 ANOS

MAIORES DE 60 ANOS

Buenaventura Velazquez (Esp) v. Antoni Arnau Sans (Esp), 6-0, 6-1

Carmina Azevedo (Por) v. Brigitte Bocken Jacob (Bél), 6-4, 4-6, 11/9.

Vasquez, 150 pontos; 3. Tiago Dores, 125; 4. Pedro Marinho Pinto de Azevedo, 90 40 ANOS: 1. Fernando Granero Alameda, 180; 2. Vasco Graça, 140; 3. Nuno Delfino, 90; 4. José Pedro Martins, 90 45 ANOS: 1. José Luis Villuendas-Ortiz, 185; 2. Eric Mampaey, 120; 3. Emmanuel Egbeama, 100; 4. AndrewSharp, 90 50 ANOS: 1.Ramon CanosaSendra,140;2.RajivBatra, 120; 3. José Alberto Pereira, 105; 4. Robby Hill, 100 55 ANOS: 1. Juan Arcones-Pastor, 240; 2. Jorge Haenelt, 135; 3. Rogerio Matias, 40; 4. Carlos Velasco-Calvo, 75 60 ANOS: 1. Buenaventura Velásquez, 225; 2. FrankVan Lerven, 125; 3. Antoni Arnau-Sans, 100; 4. José LuísTomás, 95

65 ANOS: 1. Nuno Allegro, 160; 2. Paul Abrahamse, 135; 3. Giuseppe Losego, 120; 4. Mário Videira, 110 70 ANOS: 1.AntónioTrindade,185;2.FelixCandela, 180; 3. Roland Sannwald, 115; 4. Manfred Hagl, 105 SENHORAS

35 ANOS: 1. Paula Falcão, 130; 2. Tanja Suennen, 120; 3. Marta Coelho, 110; 4. Iwona Domanska, 90 40 ANOS: 1. Leticia Almirall Garbayo, 240; 2. CristinaAlmirall Garbayo, 160;3. RosarioBareade Lara, 125; 4. Belen Linares Corral, 90 50 ANOS: 1.IsabelCunhaD’Eça,140; 2.MariliaMadeiraPinto,135;3.CarmenLang Verdugo,120;4.VerónicaLimadeAngelis,105 60 ANOS: 1. Carmina Azevedo, 140; 2. Brigitte Bocken Jacob, 135; 3. Maria Teresa Morillo Solano, 105; 4. Carmen Alvarez Leal, 90


06 x Retrospetiva 2011

SEXTA-FEIRA 16 DE DEZEMBRO DE 2011

OSJOGADORES,OSNÚMEROS,ASFRASES,OSCASOSEOSFEITOSMAISMARCANTESDAÉPOCANACIONALEINTERNACIONAL

Umanopararecordar n Foi mais uma temporada positiva

FRASES

para o ténis português, que continuou a assistir ao quebrar de novos recordes nacionais no cenário internacional. Mas 2011 não ficou apenas marcado por resultados – foram muitas as peripécias, as anedotas e as proezas que contribuíram para a história do ano. Aqui ficam algumas…

“Ele tem molas nas pernas” (o capitão eslovaco Miloslav Mecir sobre o veloz Rui Machado) “Não sejas bebé!” (João Cunha e Silva para o rezingão Gonçalo Loureiro na equilibrada final do Nacional de cadetes que o seu pupilo acabaria por ganhar) “Queria tanto fazer-lhe um lob!” (Pedro Sousa sobre o balão que fez sobre o gigante Juan Martin del Potro no fim do terceiro set do embate entre ambos no Estoril Open e que suscitou risada)

DIALÉTICA. Rui Machado e Frederico Gil protagonizaram uma animada rivalidade indireta com repercussão positiva no estabelecer de marcos históricos; o sintrense tornou-se no primeiro representante luso a jogar os quartos-de-final de um evento Masters 1000 (Monte Carlo) e atingiu a 62.ª posição do ranking; Rui Machado estabeleceu a melhor marca de um português nos rankings mundiais ao chegar à 59.ª posição em outubro.

NÚMEROS

REUTERS

MUSIQUETA. No jantar prévio à eliminatória da Taça Davis entre a Suíça e Portugal em Berna fez-se ouvir o tema musical do filme “Missão Impossível”; os portugueses perderiam por 5-0 face aos poderosos adversários, mas Rui Machado – que não ganhou qualquer encontro em piso rápido no circuito (venceria dois no Masters do Challenge Tour) – impôs-se no primeiro set do seu compromisso com o campeoníssimo Roger Federer.

RECORDAÇÃO. Rui Machado diante de Roger Federer na Taça Davis: “o maior desafio da minha carreira” amoroso com a vedeta do hóquei no gelo Alex Ovechkin. “Fiquei com o número de telemóvel dela!”, desabafou o ex-campeão nacional de juniores.

máticos, com Gastão Elias crivado de cãibras e prostrado na terra batida a ser forçado a desistir no terceiro set de uma maratona com o seu amigo João Sousa na primeira ronda.

Juan del Potro com Pedro Sousa

SURFISTA. Pedro Sousa exibiu-se a grande nível na primeira ronda do Estoril Open face a Juan Martin del Potro, chegando a liderar por um break e 40/0 no terceiro set num encontro transmitido à escala planetária pela televisão e internet; a réplica do “desconhecido” português deu quase tanto que falar como os seus calções, muito comentados no Facebook e no Twitter por esse Mundo fora: “quem é o surfista?”. DRAMA. O sexto duelo fratricida em 22 edições do Estoril Open ficou marcado por momentos dra-

va na segunda ronda do torneio júnior de Wimbledon ficou marcado pela presença da hiper-megacampeã Martina Navratilova – não para ver atuar o jovem luso mas o seu adversário, oriundo do “exótico” Borundi.

D.R. RECORD

PEDRO FERREIRA

VISITA. O encontro de Frederico Sil-

MAIOR(CA). Frederico Silva foi convidado a passar mais de uma semana em Maiorca para servir de sparringpartner a Rafael Nadal e até andou no Aston Martin do campeoníssimo, que elogiou o cadete (16 anos) português ao JT: “Gostei muito dele; portou-se muito bem durante os treinos e tem um ténis muito completo, para além de ter mostrado ser boa gente e trabalhador.”

REDENÇÃO. Acusada de ter recusado efetuar um controlo antidoping num prize-money nacional e consequentemente suspensa, Rita Freitas foi ilibada um ano depois e pode regressar às competições oficiais: os procedimentos do controlo não tinham sido devidamente cumpridos.

DILEMA. Divergências sobre a preparação física de Ana Ivanovic estiveram na origem da rutura da sua ligação com António van Grichen; o técnico português queria que ganhasse peso e robustez para aguentar os terceiros sets que estava a perder, enquanto a sérvia pretendia manter a linha esbelta conseguida nos últimos anos. Os resultados menos bons da ex-n.º1 provam quem tinha razão.

Maria Kirilenko e Francisco Dias

LUVA BRANCA. No Masters Médis SORTUDO. Francisco Franco Dias está Copa Ibérica, João Lagos desistiu nas a estudar nas imediações de Washington e teve a sorte de ser escolhido para sparring-partner de uma das mais bonitas tenistas do circuito: a russa Maria Kirilenko, que fez a época do defeso na zona devido ao seu relacionamento

“JORNALDOTÉNIS” DESIGNAMELHORESDE2011 Internacional NovakDjokovic & Petra Kvitova Revelações Milos Raonic & Petra Kvitova Nacional Rui Machado & Maria João Koehler Revelações João Domingues & Cláudia Gaspar

meias-finais quando tinha dois match-points a 7-6, 6-5, 40/15 – foi uma bofetada de “luva branca” ao seu adversário, que se mostrou cético relativamente a algumas decisões de arbitragem. n

PALMARÉSPRINCIPAL NACIONAL Absoluto João Domingues & Maria João Koehler Juniores João Domingues & Bárbara Luz Cadetes Gonçalo Loureiro & Joana Valle Costa Infantis Tiago Cação & Matilde Fernandes Iniciados Duarte Vale & Marta Oliveira Estoril Open JM del Potro & Anabel Medina Garrigues

229.281: em euros, comparticipação financeira anual concedida pelo IDP à FPT para a execução do programa de enquadramento técnico 154.980: valor bruto anual em euros pago ao técnico responsável do Centro de Alto Rendimento, João Cunha e Silva 440: os lugares galgados por Gastão Elias no ranking ATP em 2011, desde o 603.º no dia 1 de janeiro até ao 163.º lugar logrado em novembro 211: km/h do mais rápido serviço de um português no Estoril Open, executado por Francisco Franco Dias no qualifying deste ano 198: centímetros do mais alto vencedor de sempre do Estoril Open, Juan Martin del Potro 75: minutos da duração da mais rápida final da história do Estoril Open, com Juan Martin del Potro a trucidar Fernando Verdasco 7: número de vezes que Marta Oliveira aplicou o parcial 6-0 nos cinco encontros que lhe deram o título nacional de iniciados 1: encontro ganho por Frederico Gil em 12 participações em torneios do Grand Slam, quebrando finalmente a malapata em janeiro deste ano, no Open da Austrália 0: encontros ganhos por Rui Machado em piso rápido no circuito regular, até vencer dois no Masters do circuito Challenger

PALMARÉSPRINCIPAL INTERNACIONAL Open Austrália NovakDjokovic & Kim Clijsters Roland Garros Rafael Nadal & Li Na Wimbledon NovakDjokovic & Petra Kvitova USOpen NovakDjokovic&SamanthaStosur Masters ATP & WTA RogerFederer& Petra Kvitova Taça Davis/Fed Cup Espanha /República Checa PUBLICIDADE


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A Médis Copa Ibérica concluiu a temporada de 2011 numa jornada magnífica de competição nos courts de terra batida do centenário CIF - só possível devido ao apoio inestimável de todos os Parceiros e Jogadores do evento.

Obrigado a todos!

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Jornal do Ténis 16 Dezembro 2011  

Jornal do Ténis 16 Dezembro 2011