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Always You MISSY JOHNSON

Love Hearts LIVRO UM 2

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EQUIPE PEGASUS LANÇAMENTOS Distribuição: SORYU Tradução: GHOST Revisão: SILVIA HELENA Leitura Final: LUH CAMPANHA E ALICE Verificação e Formatação: KATERINA PETROVA

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SINOPSE Fiquei feliz quando me ofereceram um cargo de professor na prestigiada Academia Tennerson para garotas. Aos vinte e três anos, está seria a primeira vez que ensinaria de forma “real”. Trabalhar em um internato de elite, onde as filhas de algumas das famílias mais ricas do mundo estavam, era uma grande oportunidade e seria estupido se deixasse passar. Uma semana em meu novo trabalho e de repente não tenho ideia do porquê escolhi essa escola de ensino médio, já fui um garoto de dezessete anos, sei como os adolescentes se comportam. Nem sequer podem imaginar o inferno que é tentar dar aulas para trinta alunas, garotas de dezessete anos cheias de hormônios que estão presas ali, longe de qualquer contato masculino. Posso lidar com os sussurros cada vez que entro na sala. Até posso lidar com as óbvias tentativas de chamar minha atenção. O que não posso lidar era com ela... Vadias ricas e cheias de regras. Não é estranho que eu odeie a escola. Acrescente isso a falta de contato masculino e estou ficando louca. Literalmente. Não estou acostumada a isso. Há um ano eu era uma pessoa normal. Tinha um namorado, amigos e uma família amorosa. Já não há nada normal em mim e ninguém aqui me deixa esquecer isso. Meu nome é Wrenn e estou aqui apenas porque minha tia me trouxe depois do que aconteceu, mas ela também é a diretora dessa escola... Pode ver meu problema? Me odeiam por minha falta de dinheiro e por quem minha tia é. Então ele chegou. Dalton Reed. Meu novo professor de história. Lentamente, me ajuda a ver que mesmo nas piores situações, sempre há esperança.

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Prologo Onze anos antes... — Sobre o que estão conversando? — Perguntou com o nariz franzido. Encolhi os ombros. — O mesmo que sempre conversam. — Disse — Que algum dia ficarei doente. Coçou a cabeça e franziu o cenho. — Bom... — Parou. — Todos ficaremos doentes um dia, certo? Então, porque temos que nos preocupar com isto agora? Olhei a garota. Ela não tinha mais que sete anos de idade, com seu longo cabelo escuro e olhos verdes brilhantes. Ela era uma criança, mas conversava como uma adulta. — Quer ver minha casa de brinquedo? — Perguntou de repente. Assenti. Ela correu para fora, fui atrás dela. Corremos pelo outro lado da propriedade, atrás da garagem, além da horta. Logo, uma pequena casa apareceu a vista. Diminuímos o passo quando nos aproximamos da porta. Dentro, tudo era cor de rosa: as paredes, o tapete grosso e felpudo — mesmo as pequenas cadeiras que estavam no centro da sala eram de um intenso rosa, quase doente. Estava ali de pé com orgulho, esperando minha reação. — É muito... rosa. — Comentei um pouco desajeitado. — Gosto de rosa. — Ela disse na defensiva, segurando uma boneca e sentando-se em uma das cadeiras. Ri baixinho e me sentei na outra. Era muito alto para a casa, mas me sentei de qualquer forma. — Então, o que aconteceu? — Perguntou.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Acho que tenho a mesma doença que meu pai. — Respondi com voz baixa. Ela parecia surpresa. — Então não sabe se está doente? Neguei com a cabeça. — Então, porque se preocupa com algo que poderia nunca acontecer? Encolhi os ombros. Não tinha uma resposta para ela. Preocupavame porque meus pais o faziam. Preocupava-me porque via o quanto meu pai lutava. Preocupava-me porque cada dia era um dia mais perto da morte. — É difícil explicar. Queria dizer que era difícil explicar para uma criança de sete anos que não entendia o conceito de vida e morte. Aos doze anos, perdi minha infância. Minha vida girava ao redor desta doença que podia ou não me consumir um dia. A doença que estava matando lentamente meu pai. — Simplesmente não entendo porque se preocupam que talvez fique doente, especialmente quando poderia não acontecer por anos. Não se pode mudar, assim para que serve se preocupar? — Ela encolheu os ombros e passou a mão pelo cabelo da boneca. Dizia de uma forma tão simples, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Ela apontou algo tão óbvio e nenhuma vez o considerei. Realmente não. Com todos os anos de paranoia e luto pela perda da minha vida que poderia ou não acontecer em vinte ou quarenta anos, meus pais nunca pensaram em me permitir viver de verdade. Nunca tive a liberdade ou o desejo de explorar minha vida. O fato de que poderia ser interrompida, deveria ser uma razão a mais para viver meus sonhos, não uma desculpa para ficar longe de 8

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV tudo o que queria. No espaço de poucos minutos, está menina e sua simples visão da vida mudou toda minha perspectivava sobre a vida e a morte. Deveria saber que era ela quando a vi novamente neste primeiro dia na aula. Deveria ter sido óbvio. Mas ela mudou, assim como eu. Os anos me mudaram. E eu estava a ponto de descobrir que a mudaram também. Essa é nossa história.

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Capitulo UM WRENN “O que fica atrás de nós e o que jaz à nossa frente tem muito pouca importância, comparado com o que há dentro de nós. ” Henry Stanley Haskins

Nessa época, no ano passado, eu era normal. Tinha uma grande vida em Washington, DC. Vivíamos em uma casa enorme com um grande jardim na frente. Frequentava uma escola que amava, onde tinha muitos amigos. Nesta época no ano passado, eu tinha uma mãe e um pai. Um irmão que, ainda que me irritasse às vezes, eu adorava. Então sim, eles se foram. Mortos. E eu estava sozinha. Dizem que as coisas acontecem por uma razão, mas em minha vida, não podia entender a razão por trás disso. Que grande lição deveria aprender para requerer este tipo de plano? Perder um membro da família era trágico, mas perder três ao mesmo tempo era algo que nunca superaria. Não importava quanto tempo passasse, nada encheria o vazio. Esta dor em meu coração nunca diminuiria, pelo menos enquanto vivesse e respirasse. Meus tios foram maravilhosos. Não tenho ideia de como teria conseguido atravessar o ano passado sem seu amor e apoio. Eles me levaram para sua casa sem perguntas, fazendo todo o possível para que me sentisse parte de sua família. Mas nunca me sentia completamente assim. Por muito que me amassem, sei que sim, nada podia substituir meus pais e meu irmão. Tudo o que podia fazer era seguir adiante com minha vida e deixar minha família orgulhosa. Tentaria não esquecer as coisas maravilhosas que me ensinaram. 10

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Queria muito que se sentissem orgulhos de mim. Não posso trazêlos de volta. Não posso apagar o passado, mas posso controlar meu futuro.

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Capitulo dois WRENN Sem fôlego, me sentei de golpe na cama. Outro pesadelo. Dessa vez acordei justo quando o carro bateu contra a árvore, no momento que o impacto sacudiu meu corpo, eu acordei. Os gritos de mamãe ainda ecoavam em meus ouvidos enquanto tentava acalmar meu corpo. Estremeci, o frio do ar tocando o suor que cobria meu corpo, enquanto eu olhava o relógio. Quase sete. Não tinha sentido voltar a dormir quando iria me levantar logo de qualquer forma. Vagando pelo andar de baixo, apertei o nó do meu robe rosa claro com força ao redor de minha cintura. O acidente continuava tão real em minha mente, mesmo depois de quase um ano. Cada pequeno detalhe dele era tão vivo como se houvesse acontecido no dia anterior. O som dos pneus freando, o sabor metálico do sangue na minha língua. E o choro. Oh, Deus o choro. Desci a escada e entrei na cozinha. Layna já havia se levantado e feito café, o que não deveria ter me surpreendido. Dormia menos que eu. Ela arqueou as sobrancelhas, seus olhos castanhos cheios de preocupação enquanto lentamente tomava seu café. — Levantou cedo. — Disse ela, ainda com as sobrancelhas levantadas. Assenti, concentrando-me em sua camisola branca, com pequenas flores bordadas em cor de rosa ao redor do pescoço. — Sim. Outro pesadelo. — Peguei uma xícara e deslizei-a pelo balcão de mármore até ela. Ela encheu a xícara e a empurrou de volta. — Talvez conversar a respeito com alguém diferente possa ajudar? — Sugeriu.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Encolhi os ombros. Conversar com alguém não diminuía os pesadelos. Quase todas as noites tinha a sorte de conseguir dormir por pelo menos quatro horas e poderia ficar assim. — Ficarei bem. Então, soube que toda a escola está agitada com o novo professor que contratou. Como ele é? — Perguntei algo relacionado com seu cargo de diretora e também mudando de assunto. — É realmente uma grande coisa? Ele apenas ficará por oito semanas. Sempre e quando possa controlar tudo, isto é o que importa. — Brincou sorrindo. — Que idade tem? — Perguntei, passando os dedos pelo cabelo longo e escuro, deixando-o girar em uma trança sobre o ombro. Como qualquer outra garota da escola, estava esperando que fosse jovem e quente. Não terei está conversa com você, Wrenn. Vocês meninas são implacáveis. — Ela balançou a cabeça, com o cabelo curto e loiro ondulado ao redor de seus ombros. Eu ri e peguei uma barra de cereal de granola, minha xícara e subi para me arrumar. Tomada banho e com meu uniforme — completo, com meias negras, considerando que do lado estava um frio louco — desci e agarrei minha mochila. Era um pouco mais que oito e meia. Menos de quinze minutos para minha primeira aula, fiz meu caminho através do campus. A primeira delas, de história e como todas as demais estudantes da escola, estava curiosa para ver o substituto da Sra. Lucas. Os rumores diziam que era jovem e quente. Um professor lindo sobre o qual fantasiar? Um sim, por favor! Poderia dizer que não saio muito? 13

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Kassia estava me esperando do lado de fora da sala de aula quando cheguei. Ela sorriu quando me viu. Era minha única e melhor amiga neste lugar. Começamos a sair juntas sobretudo porque éramos duas párias sociais. Eu porque era... bom, era eu e ela porque era lésbica. De verdade, porque tratariam alguém como uma pária apenas por ser homossexual? Ela era a única pessoa com quem podia me divertir. Sem ela, este lugar poderia ter me arruinado há muito tempo. Aprendi rapidamente que a personalidade não importava neste lugar, tudo o que importava era a posição social e quanto dinheiro você possuía. Eu não tinha nenhuma das duas coisas. — Viu Paige Warner hoje? Juro que sua saia é tão curta que posso ver sua boceta. — Murmurou. Bufei. — Dez dólares que deixa cair algo diante do Sr. novo-professorquente, apenas para que possa pegá-lo e dar-lhe um espetáculo. Eu não estranharia se ela quisesse dar-lhe uma dança do colo ali mesmo. — E você estaria ali olhando. — Sorri, empurrando-a de lado. Paige era uma puta e a líder do grupo das cadelas que faziam de sua missão infernizar minha vida e a de Kass. Ao menos eu estava sofrendo apenas por um semestre. A pobre Kass estava convivendo com esta merda há cinco anos. Ainda assim, Paige era — como diria Kass — uma coelhinha da Playboy quente tanto como poderia achar Roger Federer sexy como eu — ou talvez mesmo este novo professor quente — Kass insistia em fazer o mesmo com Paige. Dizia que a personalidade desagradável de Paige significava que não precisava me sentir, principalmente devido à falta de inteligência dela, o que sempre me fazia rir. Entrarmos e nos sentamos nas duas únicas carteiras disponíveis, na parte de trás. Bufei. Paige se virou e nos olhou, com os olhos estreitos. Olhei impaciente. Havia uma lei contra bufar agora? 14

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Desculpe, mas havia uma histeria presente hoje, devido ao potencial professor quente, assim toda a estrutura da sala mudou. As garotas legais agora se sentavam no centro da primeira fila, peitos se sobressaindo, camisas desabotoadas e as pernas cruzadas, prontas para atacar o pobre e desprevenido professor. Já estava sentindo pena dele. Kass me olhou e balançou a cabeça ao mesmo tempo que mostrava o dedo para Paige. Isso me fez bufar novamente. Movendo-me no assento, deixei a mochila na mesa e comecei a puxar os livros. Um — o senhor professor estava três minutos atrasados. Não era uma boa primeira impressão. Liguei o notebook, esperando com impaciência que a aula começasse. Todas estavam sentadas com ansiedade, olhos na porta, esperando que se abrisse. Quando finalmente aconteceu, ficou tudo tão silencioso que jurava poder ouvir um alfinete cair. Santa mãe de Deus. Este era o novo professor? Meu coração acelerou apenas olhando para ele. Era além de quente. Tinha o cabelo negro curto, mas não curto o suficiente para que não pudesse tê-lo bagunçado passando a mão por ele e um sorriso torto que fez meu estomago girar. Era alto, atlético e muito atraente. Mas o primeiro que notei foram seus olhos. Eles eram de um azul profundo como jamais vi. Lindos cílios escuros os emolduravam e não podia decifrar o que, mas havia algo familiar nele. Algo que me fez esquecer tudo ao meu redor. Parecia ter vinte e poucos anos, sua pele era bronzeada, ainda que estivessem em um forte inverno. Olhei para minha própria pele branca e silenciosamente amaldiçoei. Que porra estavam pensando, colocando este pobre rapaz entre centenas de garotas adolescentes, algumas das quais estavam presas ali por tanto tempo, que o único exemplar de macho que viram era o 15

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV professor de ciências de meia idade com uma barriga de cerveja que rivalizava com a barriga de uma mulher grávida? Estavam buscando problemas e acredite em mim, ninguém poderia causar mais problemas como algumas destas garotas. Voltou a sorrir. Estava nervoso? Claro que sim. Ele parecia muito relaxado, no entanto, considerando como a sala estava. Era um pedaço de carne com sangue em um tanque cheio de tubarões. Vi como se sentou casualmente na beirada da mesa, com as mãos nos bolsos, olhando pela sala, não parecendo perturbado com todos os olhos concentrados nele. — Olá, sou o Sr. Reid. A professora de vocês está de licença maternidade, assim ficarei por aqui durante as próximas oito semanas. Deus, mesmo sua voz era incrível — baixa e rouca — tanto que poderia fazer anúncios de filme pornô. Voltou a sorrir e quase cai da cadeira. Kass riu ao meu lado. Olhei para ela. — Falarei um pouco sobre mim. Saí recentemente da universidade e está é minha primeira experiência prática em sala de aula. Sou de uma pequena cidade ao norte de Los Angeles. Gosto de música e filmes clássicos, ensinar foi o que sempre quis fazer. — Ficou de pé e caminhou para trás e para frente ao longo da sala de aula. — O que acha de nos conhecermos? — Houve um ruído surdo de risadas, nas quais me inclui, todas pensando no quanto gostariam de conhecer o Sr. Reid. — Assim, quero que cada uma fique de pé e conte algo sobre vocês e logo podem me perguntar algo. Soa bem? Passou ao redor da sala, as garotas nervosas disseram algo sobre si mesmas e logo lhe fazia uma pergunta, como sua cor favorita ou comida. Pontou para Paige. Ficou de pé, estreitando os olhos sobre ele enquanto sorria.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Sou Paige e adoro dançar. Tenho um corpo muito flexível. — Ela praticamente ronronou. Gemi, com vergonha por ela. Porque não tentar montá-lo nesse momento? — Um, isso é bom na dança. — Disse um pouco nervoso. — E você tem uma pergunta para mim, Paige? — Qual o número de seu telefone? — Todas riram. Kass chamou minha atenção e rodou os olhos. — Bem, isso não irá acontecer. — Riu, girando para Deena que estava sentada ao lado de Paige. Meu coração começou a acelerar quando se aproximou minha vez. O que deveria dizer? O que deveria fazer? Estas pareciam as decisões mais importantes da minha vida no momento. Esqueço a universidade e as coisas que realmente são importantes, tudo o que queria era me destacar entre o restante das garotas. — E você? — Seus olhos se encontraram com os meus e congelaram. Kass me deu um chute, puxando-me de volta à realidade. Fiquei de pé, minha cadeira indo contra a parede. Eu era a última da fila. — Sou Wrenn. Eu... eu sou de Washington e acabo de me mudar há uns meses. — Sorrio, os olhos dele hipnotizantes me deixando tonta. — O que quer me perguntar, Wrenn? — Ouvi-lo dizer meu nome me fez começar a suar. Podia sentir o suor pingando por minha nuca. Odiava ser o centro das atenções, mas ser o foco de sua atenção era quase insuportável. Disse o primeiro que veio em minha mente. — Manhã ou noite? — Levantou as sobrancelhas para mim, uma sombra de um sorriso nos lábios. — Você é uma pessoa que gosta da manhã ou prefere a noite? — Disse, sentindo a necessidade de explicar. — Definitivamente não sou uma pessoa que gosta da manhã. Não funciono muito bem antes do meio-dia. 17

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Sorriu enquanto eu me sentava, com os olhos ainda em mim, antes de desviar a atenção. — Bom, vamos direto ao ponto, certo? Se todas puderem abrir o livro na página quarenta e seis, podemos repassar a última lição. Tentei tirar minha atenção do novo professor e me concentrar nos livros. Não precisava de uma distração neste momento, não importava quão atraente fosse. O ano passado foi difícil e os últimos oito meses foram um inferno. A escola era algo que odiava com paixão. Nem sempre foi assim, no entanto. No ano passado foi uma história completamente diferente. Isso demonstra o quanto as coisas mudaram. No ano passado tinha amigos, um namorado e uma família. E não estava rodeada de putas com uma obsessão por dinheiro durante todo o dia. Esta escola era como meu pior pesadelo se transformando em realidade. O pensamento “eu queria ter morrido junto com o restante de minha família” cruzava minha mente com frequência, o que deixava muito óbvio que não estava bem emocionalmente. Este lugar era um inferno. Não, era pior que o inferno e mal podia esperar para sair dali. Estava contando os dias até me formar. No próximo mês faria exatamente um ano que perdi minha família. Ficava um pouco mais fácil, mas não era algo que superava completamente. Os pesadelos apareciam quase toda noite. Era como uma lembrança constante do quanto perdi. Cada sonho era o mesmo: eu sentado na parte de trás com meu irmão. Usava uma calça jeans nova. Ele derramou suco no meu colo e eu estava gritando. Mamãe gritava para que deixasse de gritar e papai estava tentando acalmar a minha mãe. De fato, senti o momento em que o carro bateu na árvore, o impacto quase dividindo o carro pela metade. Desmaiei e acordei no hospital. 18

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Soube antes de me dizerem que minha família se foi. Não podia explicar, mas havia um vazio dentro daquele quarto de hospital e então soube. Talvez fosse apenas ansiedade o que sentia, mas o temor que senti momentos antes de me dizerem foi diferente de tudo o que já experimentei.

A menos que tenha perdido alguém próximo, não se

poderia entender a dor de perder um ser querido. Perdi meus avós quando era mais jovem e ainda que tenha sido triste, consegui seguir adiante, porque isso era o que deveria ser feito. A morte sempre foi algo que me deu medo, mas distante. Quer dizer, ninguém em minha família iria a algum lugar tão rápido, verdade? As pessoas sempre pensam que nunca irá acontecer. Costumava assistir os jornais e ver aqueles terríveis acontecimentos e me sentia mal pelas pessoas envolvidas, mas nunca realmente considerei que algo assim pudesse acontecer comigo. Até que aconteceu. Até que me transformei em uma daquelas pessoas. Como sobrevivi, não tenho ideia. Minhas lesões foram menores em comparação com o impacto: três costelas quebradas e uma fratura de pélvis. Fiquei no hospital por três semanas e logo em um hotel por outras quatro, Layna ficou comigo até que me recuperei o suficiente para viver aqui. Não podia voltar para casa, a ideia de enfrentar anos e anos de lembranças era demais. Era um trauma psicológico que demorei muito para superar — ainda estava superando-o. As primeiras semanas depois do acidente, não se sentia real. Era como se estivesse presa em um pesadelo, esperando acordar. Mesmo no funeral, custei a compreender que já não estavam. Enterrei três membros da família em apenas uma tarde e ainda havia uma parte de mim que esperava mamãe chegar e me dar um beijo de boa noite. Ou que Jordan ligasse, pedindo que o buscasse de carro. Ou que papai gritasse por usar o carro sem permissão. 19

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV No momento que comecei a aceitar o que aconteceu, foi na quarta semana, já que estávamos fazendo as malas em casa. Encontrei algumas fotos tiradas durante as férias no Havaí ano anterior. Todos parecíamos muito felizes, descansando na piscina sem preocupações. Naquele momento então, meu maior problema era decidir que sapatos usar com meu novo vestido de alças negro e vermelho. Perdi o controle. Sentei-me no chão da sala chorando por horas, ligando para o correio de voz do celular apenas para ouvir suas vozes uma vez mais. Mesmo agora, ainda tenho as mensagens guardadas. Às vezes tudo o que preciso fazer é ouvir minha mãe dizendo “eu te amo” para me lembrar o quanto tinha sorte por tê-los comigo.

~*~ Depois da emoção do primeiro período, o restante do dia empalideceu em comparação. Vi o Sr. Reid nos corredores algumas vezes. As palmas das minhas mãos começaram a suar e meu rosto ruborizar, mas ele nem sequer me olhou. Eu era invisível e gostava assim. Podia olhá-lo e fantasiar sem parecer uma maníaca — como qualquer outra garota da escola faminta por sexo. A verdade era que os garotos eram a última coisa em minha mente desde o acidente. Reid foi o primeiro rapaz por quem me deixei ser atraída. Isto me assustou um pouco, mas saber que não iria a lugar nenhum, era reconfortante. Antes de ir para casa, fui ao banheiro. Estava a ponto de sair da cabine quando a porta se abriu. Merda: era Paige e suas amigas. Sentei-me em silencio, sem coragem para sair. — Viu o quão quente é o Sr. Reid? Eu o deixaria me pegar a qualquer dia da semana. — Riu Paige. Suas amigas riram e

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV concordaram com o fato dele ser quente, discutindo sobre quem teria a melhor chance com ele. — Já viram meus peitos? Obviamente irei ganhar. Os rapazes não podem resistir a isto. Cobri a boca, sufocando uma risada. Esta deveria ser Stacie. Ela sempre estava falando sobre seus seios, o que na minha opinião, não eram tão bons assim. — Podem apostar. Todas vocês pagarão quando eu ganhar. E usarei este dinheiro para comprar lingerie sexy para quando transarmos. Que porra era aquela? Procurei na minha mochila meu telefone, enviando uma mensagem para Kass. Presa no banheiro. Cadelas fazendo piadas e apostando sobre o Sr. Reid. Kass podia ser uma pária, mas sabia tudo o que estava acontecendo naquele lugar e geralmente justo depois que acontecia. Meu telefone vibrou. Sim. Quem vai beijá-lo primeiro. Nojento. A ganhadora leva uma bolada. Acha que posso ganhar? ;) Ri baixinho e empurrei meu celular no bolso. Apenas para o caso de algo acontecer. Estas garotas eram loucas. Alguém realmente deveria advertir ao pobre rapaz. Realmente não tinha ideia do que o esperava.

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Capitulo Tres DALTON Abri a porta da sala de aula, tentando ignorar o grupo de garotas risonhas de pé a minha esquerda, me olhando. Pouco a pouco estava me acostumando a ser o único professor do sexo masculino nesta escola com menos de cinquenta anos. Com o tempo se afastaram pelo corredor, mas não antes de mais sussurros e risadas. Balancei a cabeça em negação e fechei a porta. — Estão apostando, sabe. Dei a volta. Estava apoiada na parede da frente, com a cabeça inclinada de lado enquanto ela me observava com seus profundos olhos verdes. Cabelos escuros caindo em ondas por suas costas. Ela parecia familiar,

mas

isto

não

era

surpreendente,

considerando

que

provavelmente frequentava uma das minhas aulas. — Apostando? — Repeti, desconcertado. — Sim. Estão fazendo apostas. Sobre quem irá beijá-lo primeiro. — Ela balançou a cabeça e sorriu quando fiquei impaciente. — A ganhadora leva cerca de mil dólares. Eu ri. Isto explicava muito, na verdade. Fazia uma semana que era um professor recém-saído da universidade. Pronto para correr o mundo, pronto para qualquer coisa — ao menos, pensava que sim. Depois de menos de uma semana aqui, estava começando a lamentar minha decisão de ensinar estudantes, sobretudo do ensino médio, quando estes eram apenas garotas adolescentes cheias de hormônios. Este lugar era meu conceito de inferno. Que porra estava pensando? Ensinar em um internato de prestígio para garotas era um papel que não imaginei nem tampouco acredito que conseguiria a posição e 22

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV provavelmente não mesmo, se não fosse o fato de minha mãe ser uma velha amiga da diretora. Sim, apesar de ter vinte e três anos, mamãe ainda interferia em minha vida. Uma ligação conseguiu a entrevista e logo aceitei o trabalho. Minhas qualificações perfeitas, recomendações e uma grande visão da vida era justo o que precisavam, pelo visto. Era irônico, considerando todas as coisas que viam como: olhecomo-é-brilhante quando na verdade era muito diferente. Acho que era melhor em guardar meus sentimentos do que pensava. Olhei a garota outra vez, tentando entende-la. Ela estava em uma das minhas aulas, mas por outro lado, todas as garotas se misturavam. Certo. Wrenn... alguma coisa. Tranquila e estudiosa, era uma das poucas garotas com quem cruzei que parecia ter algum tipo de plano para seu futuro. Claro, me baseando em algumas poucas lições, tinha a sensação de que a maioria das garotas não podiam planejar além de suas roupas para o final de semana. — Está em minha aula de história, certo? — Perguntei. Ela assentiu e sorriu, ajudando a alça de sua mochila sobre o ombro. — Wrenn. Nas segundas pelas manhãs e nas quintas a tarde. História. Sociologia. — Ela ruborizou de repente, com os olhos cada vez mais amplo de horror. — Eu não participo da aposta. — Disse rapidamente. Ri enquanto seu rosto ficava vermelho. — Quer dizer, não que não o acho atraente, mas... — Tudo bem. — Interrompi. Sobretudo para que deixasse de cavar um buraco profundo para si mesma. Apenas um passo à frente. — Ri enquanto ela ruborizava novamente. — De qualquer forma agradeço a conversa. — Pisquei e passei junto a ela pelo corredor agora vazio. — Nos vemos na segunda, Wrenn. 23

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Fiz meu caminho para a sala de professores, pensando no que disse Wrenn. Estavam fazendo apostas. Deus, como se as coisas já não fossem ruins o suficiente, agora apostavam que poderiam me fazer atuar de forma inapropriada? Tive algumas garotas pedindo aulas particulares, garotas me deixando presentes na mesa e algumas que “deixavam cair” algo enquanto estava perto apenas para pegar e mostrar seus traseiros, poderia ser divertido se estivesse acontecendo com outra pessoa. Porra, uma garota pediu a seu pai para fazer uma importante doação ao departamento de História, falando sobre a forma como minhas aulas tem incentivado sua filha a levar a escola mais a sério. Estava ali havia uma semana! Ela estava levando algo a sério, mas duvidada que fosse sua educação. Tirando meu almoço da geladeira, sorri e me sentei junto a Marcos. Aos vinte e sete, era quatro anos mais velho que eu, no entanto, o único perto da minha idade. Cada professor ali tinha mais de trinta ou davam aulas por quase o mesmo tempo. Fale-me sobre me sentir fora do lugar. Não me interpretem mal. Todo mundo era agradável, mas a diferença de idade era difícil de fazer a conversa ir além do habitual. Ao menos com Mark poderia falar de futebol, carros ou qualquer outra coisa. Os outros professores e sua conversa de política e a evolução me intimidava. Minha primeira impressão da Academia Tennerson foi uma puta merda. Tennerson era com certeza uma das vinte melhores escolas preparatórias do país. Como uma escola de alto nível, que aceitava estudantes com idades entre dezesseis e dezoito anos. Era exclusivamente um internato até 1983, quando começou a aceitar estudantes durante o dia também. Hoje em dia, as cento e trinta 24

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV e oito estudantes residenciais se dividiam em cinco casas — cada casa com capacidade para vinte estudantes. Em cada prédio havia um líder e dois professores. Os professores restantes moravam no campus ou fora dele. Como um novo professor, estava morando no campus em meu próprio apartamento, que mais parecia uma suíte de hotel moderno, situada na ala dos professores. Graças a Deus não me colocaram nas casas residenciais. Não descartaria ser atacado enquanto dormia por algumas das garotas que estavam acostumadas a conseguir exatamente o que queriam. Isto era muito mais pressão que seu trabalho habitual. Ali era 24/7. Isto era uma coisa difícil de se adaptar quando não tinha experiência. Tudo o que tinha que fazer era olhar ao redor da sala de professores, a experiência do internato de Tennerson se mostrava nesta sala com estes professores mais velhos. Isso deixavam todos nervosos e se perguntando o que fiz para conseguir o trabalho. Merda, às vezes eu mesmo me perguntava como consegui o trabalho. Oh espera, é verdade: minha mãe interferiu. — Atum? — Mark enrugou o nariz enquanto olhava meu sanduiche. — Não precisa comer. — Disse, mordendo e tomando um pouco de suco. — Sim, mas tenho que sentir o cheiro. — Respondeu, mudando de assento. Olhei para ele. — Irá se encontrar esta noite com Layna? —Perguntei. Layna, a diretora e seu marido Dan, viviam em uma casa atrás do prédio principal. Cada sexta-feira à noite, ela e Dan ofereciam um jantar para o pessoal. 25

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Conhecia Layna a anos, apesar de apenas tê-la visto algumas vezes em alguns eventos da família. Ela e mamãe conversavam sempre, mas viviam tão longe uma da outra que era difícil se encontrarem. Foram um destes eventos o funeral do meu pai, onde eu na verdade a conheci. Mark assentiu. — Provavelmente. Não tenho nada melhor para fazer e tem comida grátis, verdade? — Meus pensamentos também. — Eu ri. — Como sua primeira semana terminou? — Perguntou. Grunhi. — Eu subestimei todas. Acabo de descobrir que há uma aposta, sobre qual das minhas alunas irá me beijar primeiro. Mark riu, batendo a mão na mesa. Eu o fulminei com o olhar. — Está realmente achando engraçado? — De verdade? Cuidado cara, estas garotas são brutais. Este é o problema com garotas ricas, estão acostumadas a conseguir o que querem, sem importar o custo. — Olhou sua barriga de cerveja. — Não sei porque não estão atacando diretamente ainda. — Sorriu. — Nem ideia, amigo. — Eu ri. — Mas tenho que admitir, alegro-me que seja um contrato temporário. — Você diz isso agora, mas espere dez anos. Uma garota bonita prestar atenção em você, será o ponto culminante da semana. — Riu novamente quando balancei a cabeça. Havia tantas coisas erradas no que acabava de dizer que nem sabia por onde começar. — Não sei nada sobre isso, mas queria que algumas garotas na universidade prestassem atenção em mim. — Eu ri. Mark bufou. — É difícil acreditar que as universitárias não tenham se lançado aos seus pés. E pense nisso: todas estas garotas bonitas na universidade? Serão estas garotas aqui apenas um ou dois anos depois. 26

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Olhei para Mark quando ele começou a gargalhar alto. Ele estava tentando brincar, mas havia uma verdade em seu comentário, o que deixava minha falta de experiência e minha idade próxima dessas garotas, mais evidente ainda. No ano passado não teria piscado ante a ideia de ficar com alguma estudante quente do primeiro ano. Porra, meus amigos e eu sempre aproveitamos do que chamávamos de “carne fresca”. Seriam estas garotas em poucos meses e os rapazes como eu iriam cair sobre elas. Fiquei de pé, jogando meu sanduiche pela metade no lixo, de repente sem fome. Suspirei, grato por ter apenas oito semanas do ano escolar pela frente. Sem dúvida, poderia com apenas oito semanas, verdade?

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Capitulo Quatro DALTON A única coisa boa sobre a vida no campus? Dois minutos e já estava em casa. De volta a Los Angeles, eu ainda vivia na casa da minha mãe e passava metade do dia no carro indo e vindo de minhas aulas. Neste caso, podia chegar até quinze minutos antes da minha primeira aula e sair cedo. Fiz meu caminho para o apartamento a pé, cruzando as extensas áreas verdes que separavam a escola das unidades residenciais. As árvores se alinhavam por toda a propriedade, a maioria delas com centenas de anos de antiguidade, criando uma sensação de privacidade. Meu apartamento estava em um grupo de outros quinze dentro de um antigo edifício de tijolos vermelhos. Dentro havia um contraste completo. Tudo foi reformado, com mobiliário novo e moderno, e tons cinza e neutros. A sala de estar era enorme, como o quarto. A cozinha, ainda que pequena, era completa com eletrodomésticos modernos. Inclusive tinha uma pequena sacada, que dava para a entrada da escola. Deixei minhas chaves no balcão e fui diretamente para a geladeira, tomar um suco e comer o resto da pizza da noite anterior. Caminhando para o sofá, me sentei e liguei a televisão. Minha primeira semana terminou oficialmente e sobrevivi. Quase não. Oito semanas mais. Se pudesse passar por elas, conseguiria um trabalho em qualquer lugar. Isto era o que realmente queria: a segurança de um trabalho permanente com benefícios, tais como convênio médico, o que era algo que precisava. Não era negociável. Este trabalho era como um passe livre a qualquer posição de professor que quisesse. Colocava-me um 28

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV passo adiante dos outros vinte mil graduados que solicitaram a mesma posição. O sonho de ser um professor estava comigo desde que consigo me lembrar e era algo que meu pai odiava quando estava vivo. Eu tinha tanto potencial, porque queria me perder em uma subcarreira? Porque não queria seguir seus passos e estudar Direito? Porque o decepcionava? Porque não estava tentando com mais afinco? Tudo isso foi dito quando estava no ensino médio. Fale-me sobre pressão. Apesar de tudo isso, sabia que me amava e queria o melhor para mim. Quando percebeu que estava doente, toda sua visão da vida mudou. Deu um giro de centro e oitenta graus completos. Depois de seu diagnóstico, foi a favor de que seguisse meus sonhos, sem me conformar com outra coisa e deveria fazer o que me deixasse feliz. Feliz? A felicidade era sobrevalorizada. Como eu poderia realmente ser feliz sabendo que tudo pelo qual trabalhei poderia ser facilmente arruinado? A felicidade foi algo que me iludiu durante muito tempo. O melhor que poderia fazer era tentar levantar a cabeça da água e esperar que não me afogasse, mesmo que alguns fosse mais difícil. Alguns dias, tudo o que queria fazer era dizer “foda-se tudo” e desaparecer, mudar para algum lugar onde ninguém me conhecesse e começar novamente. O único que me impedia era minha mãe e sabia que não podia fazer isto com ela. A perda de papai a deixou mal. Ela não poderia lidar com a minha perda também. Isso era inteligente o suficiente para perceber que não poderia fugir de seus problemas, que sempre estariam atrás deles onde quer que fosse.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV O Skype em meu computador tocou quando estava a ponto de sair. Era Cam, um de meus melhores amigos da universidade e do ensino médio.

Também

era

professor,

terminou

substituindo

outros

professores em uma das escolas mais difíceis de Los Angeles. Estiquei a mão e aceitei a mensagem, ativando o microfone. — Oi. — Disse, sentando-me. O grande sorriso idiota de Cam encheu a tela, com o cabelo bagunçado caindo em todas as direções. — Como está? — Ei. Como vai o garoto na escola particular? — Gritou. Suspirei. — Não posso esperar para que isto termine, na verdade. Prefiro ficar na pior escola do país que aqui. Estas garotas são loucas, homem. — Disse, esticando os braços atrás da cabeça. Cam riu. — Incrivelmente quentes, quer dizer. Estou certo? — Riu histericamente. Cam não mudou nos oito anos que o conhecia. Tinha muita energia e nada a diminuía. Era uma das pessoas mais genuínas que conhecia e foi um suporte quando meu pai morreu. Neste momento erámos amigos durante alguns meses, mas ele esteve ali para mim quando o restante de meus amigos me abandonou, sem saber o que dizer ou como atuar. Era surpreendente como de frente a tragédia, as pessoas fugiam. Balancei a cabeça. — Não vá por aí, homem. Deus sabe que não quero nada disso. Como está? Fez mais entrevistas? — Sim, ontem estive em uma escola decente, não muito longe daqui, assim vamos cruzar os dedos, sim? — Ouvi uma voz fraca no fundo. — Amy disse oi. 30

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Olá Amy. — Disse de volta. Amy era sua namorada de três anos e um amor verdadeiro. Ela o mantinha conectado à terra. — Ouça, tenho que ir. Uma coisa do trabalho, mas te chamo de volta logo, certo? — Claro, não trabalhe demais. — Advertiu. — Nunca faço. — Respondo.

~*~ Enquanto me aproximava da casa ajustei meu suéter negro e minha jaqueta de couro, tentando acalmar meus nervos. Eu não era uma pessoa tímida, mas este era meu primeiro trabalho real e me sentia intimidado. Caminhava pela estrada que conduzia à entrada e bati na porta. Dan atendeu. Sorriu-me. — Dalton, é bom vê-lo novamente. Entre. — Ele me levou para dentro, dando-me tapinhas nas costas. Segui até o pátio na parte de trás, onde o resto das pessoas se reuniam. — Posso lhe servir algo? — Perguntou, levantando as sobrancelhas. Dan era um destes homens dos quais gostava ao instante que conhecia. Era o tipo de pessoa que todos gostavam. Ele era divertido, sociável, amável e trabalhava duro por longas horas como chefe do departamento de Engenharia da Universidade de Halbrook, a apenas umas poucas cidades mais. — Claro, apenas um suco está bom, obrigada. Esta era uma destas ocasiões nas quais desejava beber, apenas para acalmar os nervos. Fiquei de pé de forma desajeitada, sorrindo a qualquer pessoa que fazia contato visual comigo enquanto esperava Dan voltar. Sentia-me fora de lugar, como o novo garoto no parque infantil. Falei literalmente não mais de poucas palavras a estas pessoas. Alguns deles nem sequer reconhecem. Layna me viu e me saudou com a mão. 31

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Aos quarenta e dois anos, a mesma idade que mamãe — Layna era alta, magra e atraente. Tinha o cabelo loiro curto até os ombros que marcava seu rosto angular. Seus olhos castanhos penetrantes faziam com que parecesse alguém com quem ninguém iria querer cruzar. Na verdade, era uma das pessoas mais compreensivas que já conheceu. — Dalton. — Ela sorriu, tocando meu braço. — Como está se adaptando? Feliz pela semana ter terminado, aposto. — Sim, estou bem, mas feliz pelo fim de semana ter chegado. — Eu ri. Sim, uma mentira, mas dizer a minha chefe como me sentia, provavelmente não era um grande passo em minha carreira. — É bom saber. Pegue seu copo e se misture. Virou-se, já conversando com outra pessoa antes que pudesse responder. Olhando ao redor procurando por Mark, o vi de pé junto a um balcão, conversando com o professor de inglês, Gary. Sai pela porta, tentando me lembrar onde estava o banheiro que vi na semana anterior. Depois de terminado, fui novamente ao pátio. Passando pelo que parecia a sala de estar, ouvi os sons inconfundíveis de Alfred Hitchcock em Os Pássaros. Parei e sorri. Deus, como gostaria de ficar ali assistindo um filme no lugar de tentar impressionar um grupo de desconhecidos. Empurrei a porta aberta e me aventurei dentro. Wrenn estava deitada em uma grande poltrona reclinável de couro. Seus olhos se abriram quando me viu. Sentou-se em posição vertical, endireitando

sua

saia.

Meus

olhos

foram

atraídos

por

suas

panturrilhas nuas enquanto a colocava sob as coxas. — Sr. Reid. — Disse ela, seus lábios curvando-se em um sorriso. Ela apontou a televisão. — Desculpe, muito alto? 32

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Dei um salto ao ouvir o som de sua voz, obrigando-me a concentrar-se em seu rosto. Bem, agora me sinto como um idiota. Mas eu era um rapaz de vinte e três anos de idade e ela uma adolescente que tinha apenas alguns anos a menos que eu. Estava em meu DNA apreciar garotas. — Não, em absoluto. — Respondi, dando um passo mais na sala. — E pode me chamar de Dalton. Não estamos na escola. De qualquer forma, estava apenas passando e percebi que estava assistindo um dos meus filmes favoritos. — É fã de Hitchcock? — Ela sorriu, seu rosto se acendendo. — Mais um fanático pelo cinema clássico de terror. — Disse, me sentando no braço do sofá de couro mais perto da porta. — De verdade? Eu também. Nada melhor que um filme de terror para realmente se concentrar na história, sabe? Todos os filmes de terror nos dias de hoje parecem ser apenas pedaços e sangue. — Ela estremeceu e balançou a cabeça. Eu ri. Ela tinha razão. Os filmes de terror atuais não tinham nada a ver com as antigas, simplesmente não era um argumento ao qual estava acostumado ouvir de alguém com idade inferior a cinquenta anos. — Não sabia que estaria aqui. — Disse casualmente. Na verdade, não havia como perguntar de forma educada que merda estava fazendo ali. Ela ruborizou. — Layna é minha tia. Moro com ela. Por isso estou na escola. — Explicou. — Bem, não sabia. — Disse. Wrenn o olhava de forma estranha. 33

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Minha mãe e Layna são velhas amigas. Foram juntas a escola. — Expliquei. — Então sua mãe provavelmente conheceu a minha mãe. — Disse em voz baixa. Seus olhos também foram para baixo. Eu obviamente acertei um alvo e percebi o uso do tempo passado quando falou de sua mãe. — O que aconteceu? — Então, está gostando daqui? Somos um pouco diferentes do que está acostumado? — Perguntou ela, uma mudança sutil de assunto. Eu ri. — Diferente é eufemismo. Acreditei que soubesse o que esperar. Honestamente, a realidade é muito pior. — Eu disse. — Esqueci quantos hormônios os adolescentes têm. E havia algo a acrescentar na minha lista de coisas para não dizer a meu filho adolescente. — Esqueceu? — Brincou. — Não estava na universidade no ano passado? Não tinha adolescentes ali? — Ela mordeu os lábios para evitar sorrir, seus olhos verdes brilhantes. — Tem razão, mas não era meu trabalho controla-las. — Disse rindo. — Sim e parecem ficar ainda mais loucas presas em um internato. — Ela rodou os olhos. — Está é minha saída. — Acrescentou apontando a televisão. — Filmes de terror. É uma boa fuga. E com frequência menos assustador que a realidade. — Disse. — Se gosta disso, deve tentar assistir à Madrugada dos mortos. É um dos melhores filmes de terror de todos os tempos. — Disse, ignorando a forma como soava nerd. — Obrigada pela dica. — Disse com um sorriso. — É melhor que volte. — Ela apontou a porta, seus olhos intensos. — Eles virão procura-lo. 34

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Sim. Devo voltar. — Murmurei. Apesar de preferir ficar ali. — Nos vemos na segunda? — Acho que sim. Boa noite, Dalton.

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Capitulo cinco WRENN Meu pulso acelerou quando entrou na sala de aula. Deus, estava ficando louca e nem sequer sabia. Como agora mesmo, por exemplo: seu traseiro naquela calça jeans. Suspiro. Isto era provavelmente o melhor de ser uma garota e não ter que se preocupar em tentar esconder uma ereção no meio da aula. Não sabia como os garotos faziam. Colocou a mochila sobre a mesa, abrindo-a e puxando vários papeis. Lançando um olhar ao redor da sala, sorriu. — Bom dia. Todos tiveram um bom final de semana? Murmúrios encheram a sala. Estava muito ocupada olhando fixamente para responder. Seu olhar passou por mim e por um momento, pareceu-me ver um sorriso. Era para mim? Estava pensando sobre o filme na casa da Layna? Ao ver Dalton fora da sala na sexta-feira foi incrível. Claro que foi apenas uma conversa de cinco minutos, mas ele me tratou como uma pessoa. Cada professor que conhecia minha história me olhava de forma simpática e com pequenos sorrisos que diziam: não direi como sinto muito, mas realmente sinto-me muito mal por você. Ufa. Era como se não pudesse escapar do meu passado, não importava o quanto quisesse. Graças a Deus que nenhum dos outros estudantes, nem sequer Kass, sabia. A última coisa que precisavam eram mais munições para usar contra mim. Quando mais me ignorassem melhor, podia lidar com isso. Foram os dias que decidiram implicar comigo sem descanso os piores. E por “elas’ me referia a Paige, mas se ela apontasse, todas as outras a seguiam. Era triste, de verdade.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Era incrível o que um jovem professor atraente e quente poderia fazer com o nível de motivação. Nos poucos meses que estava na escola, ninguém prestou em absolutamente nada até a presença do Sr. Reid. Estudava a causa deste fenômeno com ele conversando ao redor... honestamente? Não tinha ideia do que ele falava no momento e tinha certeza que todas as demais estudantes na sala se sentiam da mesma forma. Não apenas era atraente, era além de quente. Sem dúvida, havia uma lei contra um indivíduo lindo destes dar aulas para adolescentes, certo? Isto era uma tortura. Mas de qualquer forma, eu aceitaria. Sim. Poderia me acostumar com isso. Sentei-me novamente, meus olhos nele enquando falava pela sala. Uma vez, juro que sorriu quando seu olhar passou por mim. Não podia ter imaginado isto duas vezes. — Todas fizeram a tarefa que passei? — Perguntou, sentando-se na beirada da mesa. Bem, em meu momento apreciando o lindo do meu professor, esqueci que tinha uma tarefa para entregar — como o restante da turma. O som de papeis encheu o silencio enquanto todas procuravam em sua mochila. Puxei meu resumo de três páginas da Carta Magna e passei para frente. Pelo canto do olho vi Paige me olhar, logo sussurrar algo para sua colega, Deena. Ambas riram. Obriguei-me a não reagir. Por muito que fingia que não me importava, ainda doía. Ninguém queria ser uma pária. Não queria acordar de manhã e pensar: espero que não tenham vandalizado meu armário novamente ou espero que não tentem me incriminar por roubar uma prova. Não tenho ideia porque Paige me odeia tanto, mas seja o que for, em sua mente deve ser algo grande. O resto do período passou rapidamente. Acho que o tempo voa quando realmente não está ouvindo. Havia vantagens em repetir o ano. Bom, na verdade, não estava repetindo. Depois do acidente, levei muito 37

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV tempo para me recuperar, tanto fisicamente como mentalmente. Algumas coisas que estava estudando ali, já tinha visto na antiga escola e outras não. Tudo dependia do programa. De qualquer forma, me ajudaria nas notas para conseguir uma vaga na Universidade de Boston e isto significava que poderia me graduar na metade do ano. A campainha tocou, me assustando. Meu coração ainda estava acelerado quando o Sr. Reid se despediu. Quando guardei minhas coisas e comecei a sair, ele me chamou. — Wrenn, posso falar com você um momento? — Perguntou casualmente. Quase desmaiei na sala. Sorri para Paige, que estava com um olhar mortal. Eu a olhei sair da sala, sabendo que provavelmente pagaria por isto mais tarde. Ao me aproximar da mesa, esperei quando ele puxou sua maleta e tirou um DVD. Entregou-me e senti curiosidade, meus dedos tocaram os dele enquanto se envolviam ao redor da capa dura de plástico. Merda. Obriguei-me a concentrar-me do DVD e não na pulsante eletricidade percorrendo minhas veias ao contato. Ele sentiu isso? Deus quisesse que não, porque se alguma vez realmente me tocar — provavelmente terei um orgasmo no ato. Observei a capa do DVD. Madrugada dos mortos. — Ah, esse é o que falou? — Perguntei, repentinamente excitada. Virei a capa para ler a parte de trás. Ele assentiu com a cabeça, seus olhos observando minha reação. Sorri, secretamente feliz por ter se lembrado. — Se puder lidar com ele, então tenho alguns outros que também são muito bons. Levantei as sobrancelhas para ele.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Acha que irei me esconder debaixo da cama ou algo assim? — Brinquei. — Posso lidar com qualquer filme de terror, Sr. Reid. Tenho certeza que posso lidar com este. — Pisquei para ele. Ele riu, passando a mão pelo cabelo, seu lindo sorriso aparecendo. Bem, estava fazendo meus joelhos tremerem. Wrenn diga algo! Abri a boca e voltei a fechá-la. Bem, agora pareço um maldito peixe. — Certo, bom, veremos. Quer dizer, isto faz com que “Os pássaros” seja uma comédia. — Hum. — Disse, ainda não estava convencida. Empurrei o DVD na mochila e sorri. — Obrigada. Eu o verei amanhã na casa da minha tia? — Disse, levantando uma sobrancelha. — Talvez. — Murmurou, mantendo meu contato visual.

~*~ — Então, o que queria? — Pressionou Kass. Eu ri. Mal sai pela porta quando ela pulou sobre mim. — Viu Paige? Está irritada, é tudo que posso dizer. É melhor cuidar de suas costas. — Apenas queria ver uma parte do programa que já havia concluído de minha antiga escola. — Menti. Não gostava de mentir para Kass e nem sequer tinha certeza do porque o fiz. Tudo o que sabia era que me sentia como se quisesse manter nossa pequena conexão para mim, por um tempo, pelo menos. Kassia pareceu decepcionada. — Isto foi tudo? — Disse com tristeza. — O que esperava? Que jogasse tudo sobre a mesa no chão e me jogasse ali? — Perguntei. Kass sorriu. 39

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Bom, gosto da ideia. Não apenas a ideia de fazê-lo com você, mas eu fazendo isto. Ou talvez ele a mim. Eu a empurrei de brincadeira, sabendo que ela estava mentindo. Tinha uma namorada, Trina, estavam juntas a seis meses. Trina não estudava em Tennerson. Frequentava uma escola pública na cidade, que era parte da razão pela qual Kass não morava no campus neste ano. Os pais de Kass eram muito liberais. Aceitavam sua sexualidade e pessoas como Trina e eu, como se fossemos da família. O qual se sentia bem. Especialmente naqueles momentos nos quais sentia falta da minha família. Layna era muito boa, mas me lembrava muito a minha mãe e quando estava muito deprimida era difícil ficar perto dela. Se as vissem lado a lado, saberiam de imediato que eram irmãs. Tinham o mesmo cabelo loiro e olhos castanhos. Tanto Jordan como eu puxamos meu pai e minha mãe odiava isso. Ela costumava dizer que se sentia excluída, já que erámos todos muito parecidos. — Vamos sair daqui. Tenho que voltar a tempo para o jantar. — Ela entrelaçou o braço com o meu. Assenti de acordo e puxei meu telefone para enviar uma mensagem a Layna dizendo onde iria. Ao chegar ao estacionamento, nos encontramos com Paige, Deena e Stacie, as três bloqueando nossa passagem. Paige ficou na frente, com as mãos nos quadris, os lábios apertados. — Bem, se não são as duas amantes lésbicas. — Zombou ela, enquanto as outras garotas riam. Ao parecer, qualquer pessoa que passasse tempo com Kass era lésbica por associação. Kass deu um passo à frente até que quase ficou nariz com nariz com Paige. — Saia do meu caminho agora, Paige. — Ou o que? O que fará Kass? Correr e chorar nos braços de sua pequena amante? — Ela apontou o dedo para mim. 40

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Balancei a cabeça, a ira fervendo dentro de mim. Esta garota era muito desagradável. Puxei Kass pelo ombro. — Vamos. Ela não vale a pena. Vamos embora. — Disse olhando para Paige. — Sim, ouça sua namorada e fuja. Kass começou a rir e Paige a olhou surpresa. — Você sabe o que acho, Paige? Acho que no fundo, me quer. Acho que deita a noite na cama imaginando meus dedos dentro de você, brincando. Acho que fica louca para sentir minha língua deslizando entre suas pernas e sabe que nunca me terá. — Ela sorriu com doçura e me agarrou pela mão, passando pelas três, rindo para si mesma. — Isso foi brilhante. — Gritei assim que saímos da vista. — Porra, foi impressionante Kass, o que você disse. — No fundo queria ter a mesma confiança. Adoraria derrubar Paige com uma palavra ou duas.

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Capitulo Seis WRENN Ao olhar pela janela do jipe de Kass, pensei em meu futuro. E meu passado. E como não podia esperar para sair dali. — Porque decidiu ficar em Tennerson? — Perguntei. — Quer dizer, eu odeio, mas não tenho outra opção. Sei que seus pais lhe permitiriam mudar se soubessem que tipo de merda Paige e suas putas lançam. Kassia me olhou. O impulso de lhe perguntar isto saiu do nada e surpreendeu a ambas. — Não são tão ruins como antes. — Ela encolheu os ombros. — Além disso, Tennerson é a melhor escola preparatório do estado. Se quiser entrar em Harvard, então preciso aguentar até o final. Não me importa estas garotas. Não ligo para o que pensam de mim. Elas irão cair na realidade no ano que vem quando forem para universidade, comprada por seus pais e perceberão que não são merda nenhuma. Uau. Queria ser confiante assim. Odiava que deixasse o que os outros pensassem de mim me incomodasse. Não era assim antes. Foi como se o acidente matasse minha autoestima. Não podia esperar para chegar a universidade. Eu me sentia, como se neste momento, estivesse no limbo — à espera da minha vida começar. Tudo o que pensava saber sobre a vida e o amor se foi e não conseguia avançar. Ou talvez não quisesse seguir em frente? Seguir adiante significava aceitar que o passado não iria mudar. Não teria mais nenhuma conversa com minha mãe sobre os rapazes. Ou ter seu consolo quando meu coração se partisse. Não ter outra discussão com Jordan ou vê-lo se formar no ensino médio. E papai não estaria ali para me levar ao altar no dia do meu casamento. Ninguém da minha família estaria ali para me ver casar com o homem dos meus 42

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV sonhos. O futuro era assustador e ao mesmo tempo emocionante. Tinha tanto medo de esquecer, no entanto, estava desesperada para deixa-lo para atrás. Não era de estranhar que estivesse confusa. — Não deixe que te afetem, Wrenn. É muito melhor que elas. Lembre-se disso. — Kassia sorriu novamente enquanto estacionava o carro. Claro, pensava que tudo isso era sobre Paige. Não sabia nada sobre meu passado. — Sou tão óbvia? — Perguntei fazendo uma careta. Ela riu e assentiu. — Eu sei, tem razão. Irei trabalhar nisso. — Prometi, desejando que fosse assim fácil.

~*~ Encontramos Trina no Starbucks. Fui para a fila fazer os pedidos enquanto elas encontravam uma cabine e começavam a se beijar. Não eram tímidas ao demonstrarem seu afeto em público. Chamavam a atenção de todos os homens no lugar, mas o que faziam? Quem teria pensado que estavam juntas? Sorrindo me virei para ficar em frente ao balcão. O rapaz na minha frente se virou. Era o Sr. Reid. Dalton. — Ei. — Disse, tocando seu braço. — Que surpresa te encontrar aqui. — Wrenn. — Seu rosto se iluminou. Ele olhou para a fila na nossa frente. — Não há nada que odeio mais do que esperar. É quase o suficiente para me fazer sair, mas infelizmente meu vício na cafeína não me deixa. Eu ri. — Sim, as coisas que fazemos pelos nossos vícios. 43

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Ele levantou as sobrancelhas para mim e ruborizei. Não pretendia que soasse tão sujo. — Então deixe-me adivinhar... gosta de expresso puro. Ele pareceu ofendido. — Acha que sou tão sem graça? Quero uma mocha com leite duplo. Adorava a forma como seus olhos brilhavam enquanto brincava comigo. — Ei, eu também! — Sorri. Ele riu do meu entusiasmo. — Então, está sozinha? — Perguntou. Neguei com a cabeça e apontei Kass e Trina, que ainda estavam na cabine. Encolhi os ombros, mas ele apenas riu. — É bom ver que consegue relaxar. — Acha que não consigo? Relaxo demais. Sou a rainha do relaxamento. — Proclamo. Sorriu e levantou as sobrancelhas. Genial, ele não acredita em mim. — De verdade acha que preciso relaxar? — Sempre parece tão séria nas aulas. Eu sei, apenas estou ali um pouco mais que uma semana, mas é algo que percebo. É muito dura. — Na escola sim, sou concentrada, porque sei onde quero chegar e o que tenho que fazer para chegar ali. Não apenas isto, mas a escola não me enche de felicidade. — Fiz uma pausa, percebendo que estava na borda de um precipício. — Incomodam-me muito, assim não gosto dali. É simplesmente um meio para um fim. Nada naquele lugar me agrada. — Você lida muito bem. — Disse. Parou, sua expressão ficando séria. — Se a faz se sentir melhor, sinto-me intimidado também. — Você? — Disse, arqueando uma sobrancelha. Queria rolar os olhos. Isso era tão ruim como os programas das celebridades na 44

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV televisão, onde todos compartilhavam suas histórias chorosas sobre bullying. — Sim, eu. — Riu. — O que, acha que um cara descolado e legal como eu não pode ser alvo de piadas? Ruborizei novamente. Descolado? Estava pensando mais na linha de quente... sexy... incrível... — Você ruboriza muito, Wrenn. Realmente deve se controlar. Mostra tudo. — Disse piscando. E assim ele era o próximo da fila. Ele fez seu pedido e logo deu a volta. — O que aquelas meninas querem? Fiz o pedido ao caixa. Ficamos de lado juntos, esperando nossas bebidas. — Não precisa comprar nossos cafés. — Disse com timidez. — Não gostaria de causar nenhum problema. — É um café, Wrenn, não um encontro. — Ele sorriu e ruborizei novamente. Deus, eu tinha que controlar meu rubor. Riu e balançou a cabeça. Ficamos ali esperando. Podia ver como me deixava nervosa? Eu era um desastre. Minhas mãos tremiam, minha boca estava seca e não podia deixar de pensar no seu cheiro maravilhoso. O rapaz colocou nosso café no balcão. Dalton sorriu enquanto pegava o seu. — Tenha um bom dia, Wrenn. Levei nossas bebidas até a cabine, Kass ficou me olhando, com os olhos estreitos. — Era nosso professor quente com quem estava conversando? — Perguntou. — Você tomou ar o suficiente para ver? — Sorri, deixando a bandeja. Trina riu e pegou seu copo. 45

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Então. Era? — Sim. Estava na minha frente, então conversamos. — Encolhi os ombros inocente. — Acha que ele é quente? — Perguntou com uma risadinha. Fiz uma careta impaciente. — Oh acha! Sente tesão pelo professor! Lute por ele, Wrenn, se jogue sobre ele e faça o que quiser. — Cale-se. — Disse mostrando o dedo do meio. Ela riu, tomando um gole de seu café com leite. — Não vou me lançar sobre ele como o restante das meninas na escola. — Eu estava feliz simplesmente admirando a vista de longe.

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Capitulo Sete DALTON — Sr. Reid, pode me ajudar com isto? Olhei para cima. Paige Warner estava parada na minha frente, com as mãos apoiadas na mesa. — O que precisa, Srta. Warner? — Está tarefa, quero saber se poderia olhá-la e verificar se está correta. — Ela se inclinou, seu cabelo loiro caindo sobre seu ombro enquanto inclinava a cabeça, olhando-me sedutoramente. — Paige, precisa entregar hoje. Não há muito o que fazer se não estiver correto. Seu rosto ficou vermelho. Levantei-me e juntei as mãos. — Bem, garotas, sentem-se. — Meus olhos foram para Wrenn em seu lugar habitual na última fila. Pisquei e ela sorriu. Pegando alguns papeis na minha mesa, a maioria com caneta vermelha, comecei a entrega-los. — As tarefas da semana passada. Algumas foram bem. Outras precisam se esforçar mais nos estudos. — Deixei cair uma folha com um “C” na mesa de Paige. — Talvez se passasse mais tempo fazendo suas tarefas como faz compras, isto seria um A. — Risadas encheu a sala enquanto ela franzia o cenho. Coloquei a folha de Wrenn sobre a mesa: A+. — Bom trabalho. — Disse uma piscadela. Ela ruborizou, inclinando a cabeça enquanto me olhava. — Sim, não é tão difícil tirar boas notas quando sua tia paga o salário dos professores. — Murmurou Paige. Seu comentário foi recebido com risadas. Wrenn olhava para sua folha, negando-se a responder. 47

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Chega Paige. — Disse. — Mais um comentário assim e não ficará nas minhas aulas. Fui claro? Com a boca aberta enquanto estreitava os olhos para mim. Ela murmurou um sim. — Para a tarefa desta semana, abram seu livro na página setenta e três. — Disse, disparando outro olhar na direção de Wrenn. Sua cabeça ainda estava baixa. Olhei ao redor da sala. Algumas alunas me olhavam com assombro, impressionadas com minha capacidade de fazer Paige se calar. Outras não pareciam tão impressionadas. Wrenn tinha um leve sorriso nos lábios que fez meu coração acelerar. Fez meu coração acelerar? O que eu era, uma menina de doze anos? Não importava o fato de que qualquer tipo de comportamento envolvendo um coração acelerado, causado por uma aluna era totalmente inadequado. Sempre que fosse meu coração e não qualquer outra parte do meu corpo, no caso, precisava parar. A campainha tocou e as meninas começaram a guardar suas coisas. Enquanto todos saiam da sala. Wrenn parecia ganhar tempo, guardando

uma

caneta

de

cada

vez

enquanto

as

colocava

cuidadosamente na mochila. No momento que fiquei de pé, a sala estava quase vazia, a última das meninas saindo. Pelo canto do olho, vi Paige olhar em minha direção enquanto saia da sala. Esta garota me dava arrepios. Um olhar para Paige e tudo o que via era problema. Wrenn, sem deixar de sorrir, aproximou-se da mesa. Seus olhos verdes estavam tão brilhantes e quentes que não podia deixar de se sentir bem. — Obrigada por isso. O que disse a Paige. — Ela fez uma pausa, levantando o cabelo dos ombros. — Mas não subestime esta garota. Pode causar muitos problemas até mesmo para você. 48

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Aprecio sua preocupação, mas acho que posso cuidar disso. — Eu ri. Se Paige quisesse descobrir o quão duro poderia ser, estava mais que feliz em mostrar a ela. Garotas como ela me deixa arrepiado. Não tinha a menor empatia ou sentimentos por ninguém além de si mesma. — Certo, como quiser. — Sorriu, seu dedo traçando a borda da minha mesa. Podia sentir meu coração começar a acelerar e não tinha ideia do porquê. Me negava a acreditar que era por causa dela. — Não deve ter medo de enfrenta-la, Wrenn. Ela levantou os olhos, surpresa. Logo encolheu os ombros, como se não fosse grande coisa. — Enfrentá-la, apenas iria criar mais drama. Prefiro não ter que lidar com isso. Tenho coisas mais importantes em minha mente que Paige e seus comentários. — Ela sorriu com tristeza. — Prefiro concentrar minha atenção em pessoas que realmente importam. Tem sentido? — Perfeitamente, na verdade. — Murmurei esfregando meu pescoço, seus comentários golpeando muito perto. — Assim, você é de Washington e gosta de filmes de terror. O que mais há para saber sobre Wrenn? — Não sabia porque, mas não queria que se fosse ainda. Queria manter esta conversa durante tanto tempo como possível, sem parecer muito interessado. Ela fez uma careta, olhando longe. — Não há muito para saber. — Disse com sinceridade. — Sou muito sem graça, eu acho. Adoro carros e não gosto de ir a compras. Adoro coisas que me fazem pensar, como um bom livro. Sou muito obstinada, mas consigo ouvir ambos os lados em uma discussão. E sempre quis ser advogada, desde pequena. — Qualquer área particular da lei? — Direito penal. — Ela respondeu imediatamente. Olhou para seu celular. — E estou atrasada para a aula. — Acrescentou com timidez. 49

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Eu te darei um passe de entrada para que não entre em problemas. — Sorri, agarrando um bloco. Escrevi a nota e a entreguei. Nossos dedos se roçaram, seu toque deixando-me rígido. Ela sorriu, ainda de cabeça baixa e logo saiu da sala. Afundei-me novamente na cadeira, tentando processar o acabou de acontecer. O que estava fazendo? Criar pequenas fantasias em minha cabeça sobre uma aluna era simplesmente errado. Mas havia algo diferente nela. Algo especial que me fazia querer — não — precisava saber mais.

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Capitulo OITO WRENN Me encontrei olhando para a frente nas aulas de história muito mais do que deveria. Depois de duas semanas com Dalton em minha vida, qualquer oportunidade que tenho de vê-lo era algo que ansiava. Um capricho de adolescente? Talvez. Não tinha certeza. Na sala de aula sempre me tratava como as demais, mas diferente de alguns de outros professores, não se sentava ou ignorava os comentários de Paige. Não me dava nenhum tratamento especial, talvez imaginasse um olhar aqui e um sorriso ali, mas nada concreto. Na sala me tratava como qualquer uma. Era algo que nunca iria a nenhuma parte, mas me dava a comodidade de pensar nele como algo mais que meu professor. Não imaginava que minha paixão fosse correspondida. Não era estupida. Ele sempre era agradável comigo, dentro e fora da sala de aula. Ainda assim, não podia deixar de fantasiar com ele quando estava na cama a noite ou imaginar como seria beijá-lo. A medida que avançava a cada dia, me encontrei pensando nele cada vez mais.

~*~ Quase perdi a aula na quinta-feira, o que me valeu um olhar estranho de Kass. Ela nunca me viu tão feliz na escola, assim que não culpava seu ceticismo. —

Que

merda

você

tem?

Perguntou,

levantando

as

sobrancelhas. Merda. Precisa me controlar. Ninguém ficava tão excitado com uma aula de história.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Nada. Simplesmente me sinto bem hoje. É quase final de semana. Ela pareceu aceitar isso e continuou divagando sobre seus planos para o final de semana. — Wrenn? — Sim? — Disse, envergonhada por ela ter me pego perdida nos pensamentos. — Disse que deveria vir conosco. Para a costa. Neste final de semana? Ficar pelo campus me daria a oportunidade de ver Dalton. Não queria renunciar a isto. Além de tudo, um final de semana com as duas, observando-as? Acho que não. — Prometi ajudar minha tia com algo. — Menti, mordendo os lábios. As possibilidades de encontra-lo eram pequenas, mas ainda assim o faria. Além disso, sabia que Kass e Trina iriam desfrutar de seu momento sozinhas. Kass assentiu. — Certo. Se mudar de ideia, deixe-me saber. Será divertido. Entramos na sala, e sentamos nos mesmos lugares na parte de trás. Dalton já estava ali. Paige e sua amiga, Deena de pé junto a ele, rindo e balançando o cabelo. Quase ri do incomodado que ele parecia. Obviamente intimidar seu comportamento na segunda não diminuiu o interesse nele. Seus olhos se cruzaram com os meus e se estreitaram levemente à medida que ria. Eram estas pequenas conexões que tínhamos, como neste momento, que me fazia pensar... — O que é engraçado? — Perguntou Kass, interrompendo meus pensamentos. — Paige e Deena. Olhe como o Sr. Reid está incomodado. Kass olhou para eles e começou a rir alto. Paige olhou para nós com uma expressão de puro ódio. 52

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Bem garotas, sentem-se. — O Sr. Reid esperou que todas se sentassem. Ele pegou alguns papeis. — Tenho as tarefas de vocês. Algumas foram excelentes e outras precisam se concentrar mais. — Começou a fazer seu caminho pela sala. Piscou quando me alcançou, deixando cair minha folha sobre a mesa com meu A+. — Bom trabalho, uma vez mais. — Murmurou. Não pude evitar sorrir como uma idiota. Paige rolou os olhos, mas não disse nada. Nem sequer me importava. Nem sequer ela poderia arruinar o quanto me sentia bem neste momento.

~*~ — Quer vir para casa comigo? — Kass mordeu uma maçã enquanto caminhávamos para fora. Estava nublado e frio, um dia típico para esta época do ano. Tudo o que queria fazer era me aconchegar de frente ao fogo com um livro ou talvez um filme. — Não, quero dormir cedo. Estou esgotada. — Bocejei e estiquei os braços. Kass rolou os olhos. — É muito fraca. — Disse com um sorriso enquanto caminhava para o estacionamento. — Mas tudo bem. Eu a vejo amanhã! Passei a noite deitada no sofá vendo a Madrugada dos mortos. Tinha razão: era um filme muito bom e dava muito medo. Meu estomago pulou quando pensei nele. Ele me emprestou o filme. O que isso queria dizer? Ou simplesmente estava sendo amável? Estava tentando muito não ler nas entrelinhas cada pequena interação, porque sabia que poderia ser ferida. Eu era sua aluna. Era a única coisa que sabia com certeza.

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Capitulo NOVE WRENN Certo, eu era excitante. Era sábado à noite e eu estava em casa, estudando. Meus tios viam mais ação que eu. Saíram pela tarde — e ficariam até a noite — para um casamento. Kass me pediu novamente para ir com ela e Trina, mas honestamente queria ficar em casa. Gostava de ter a casa somente para mim e estudar mantinha minha mente ocupada. Quando minha cabeça estava ocupada, não vivia no passado. Era simples assim. Ao ouvir a campainha na porta, corri escada abaixo para atender. Abri a porta e fiquei com a boca aberta de surpresa. Dalton estava ali, diabolicamente atraente em uma calça jeans e jaqueta. Sorrindo torto de forma deliciosa. Parecia feliz em me ver. — Olá Wrenn. Layna está em casa? — Ele levantou um pequeno pacote envolto cuidadosamente com uma fita cor de rosa brilhante. — Um presente de minha mãe. — Explicou com um sorriso tímido. Eu ri. Isto era muito lindo. Fiquei de lado e o deixei entrar. Fechando a porta, fiz sinais para me seguir até a cozinha. — Ela e Dan foram a um casamento. Quer tomar algo? — Perguntei. Hesitou e logo assentiu. — Um suco estaria bem, obrigado. — Ele colocou o presente no balcão, olhando-me enquanto servia o suco. Podia ver quanto minhas mãos tremiam? Entreguei-lhe um copo e sorri, tomando um gole enquanto caminhava até a mesa. Ele me seguiu, sentando-se na cadeira de frente a mim. 54

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Isso realmente estava acontecendo? Dalton, sozinho comigo em casa, a centímetros de distância. Poderia esticar a perna neste momento e acidentalmente roçar a perna dele. Não faria isto. Meu coração estava acelerado e estava tremendo como uma louca. Podia ver o quanto estava nervosa? Porra, esperava que não. Queria transparecer tranquilidade, não alguém nervosa. — Acho que toda população estudantil está fora está noite, por ser um sábado. — Disse suavemente, os olhos nos meus. Encolhi os ombros e brinquei com a borda do copo, a ponta do meu dedo dando voltas e voltas. Olhei para cima e vi seu olhar fixo. Parecia nervoso quando seus olhos encontraram os meus. — O que posso dizer? Sou sem graça. — Disse com um sorriso. — Me aceitaram na Universidade de Boston, mas é provisório, depende de minhas qualificações. Qualquer tempo livre que tenho está dedicado a isto. — E os filmes de terror. — Acrescentou, seus olhos se abrindo e fechando. Eu ri. — Sim. Falando nisso... — Fiquei de pé, meu copo na mão, pedindo que me seguisse. Ele levantou uma sobrancelha e me olhou com receio. — Vou leva-lo até a sala. Não irei ataca-lo. — Brinquei. Seu rosto vermelho apenas me fez rir mais forte. A pior tentativa de humor. Alguém precisava me ajudar. Precisava de ajuda urgente. Na sala de estar, deixei meu suco e alcancei a pilha de DVD’s na mesa de café. — Isto é seu. — Disse, devolvendo a Madrugada dos mortos. — Gostou? — Perguntou. 55

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Adorei. — Admiti. Passei-lhe o restante dos DVD’s. — E todos estes chegaram ontem pelos correios. — Fiz um pedido louco pela Amazon. — Boa opção. — Disse sorrindo do meu exemplar da Semente do diabo. — Nunca assisti. — Disse com um sorriso. Ficou sem fôlego, movendo a cabeça e fingindo horror. — E chama a si mesma de viciada em filmes de terror? Não. Precisa cuidar disso agora. Neste momento. — Declarou. — Mesmo se isto significa não ir para a universidade, valerá a pena. É imperativo que assista este filme. — Porque não fica? Layna e Dan ficarão um tempo fora e se é tão forte como diz não tem como eu assistir sozinha. — Ah merda. Assisto muitos filmes de terror sozinha, mas não iria deixa-lo ir sem lutar. Hesitou por meio segundo e logo encolheu os ombros. — Certo, que merda. Vamos assistir. Tentei conter minha emoção. Ele disse que sim? Não esperava que dissesse sim! Meu entusiasmo se converteu em horror enquanto entendia. Merda, como posso ficar sentada junto a ele durante duas horas e dezesseis minutos malditos? — Enquanto coloca, pedirei uma pizza. — Disse decidido — Qualquer preferência? — Perguntou. Balancei a cabeça. Ele puxou o celular e ligou enquanto eu colocava o DVD, meu estômago se sentia como em uma montanha russa e cheio de traças dançando no ácido. Porque as traças? Devido a que não eram tão elegantes como as borboletas. Sentei-me em uma das poltronas de couro, colocando os pés debaixo das pernas. Observei-o enquanto falava no celular e sem 56

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV perceber minha atenção. Seu cabelo escuro estava bagunçado e combinava perfeitamente com sua calça jeans e a camisa. Usava uma jaqueta preta, que parecia de couro. Resisti a tentação de estender a mão e tocá-lo. Tudo nele me fazia querer tocá-lo: o cabelo, queria passar minhas mãos por ele, a barba que queria sentir contra meus dedos, os lábios que queria sentir pressionados contra os meus, a língua invadindo minha boca. Oh Deus, estava ficando molhada... — Dez minutos. — Disse, tirando-me do sonho. Dez minutos o que? Oh a pizza... — Bom. Podemos começar o filme agora. Ele se sentou na poltrona junto a mim. Deus, podia sentir o cheiro de seu perfume. Cítrico, amadeirado e misturado com o doce aroma de seu suor. Estava mal que quisesse me inclinar e cheirá-lo? Ri, a imagem mental era muito divertida para resistir. Ele me olhou, com o cenho franzido e balançou a cabeça. Provavelmente acha que sou um bicho raro. Tinha este estranho habito espontâneo de rir quando estava nervosa e nada me deixava mais nervosa que tê-lo perto de mim como estava neste momento. Tinha certeza que me veria como uma adolescente imatura. O que estava pensando ao pedir que assistisse um filme comigo? E porque aceitou? Não era a Regra Número Um dos professores não se envolverem com seus alunos fora da sala de aula? O fato dele estar na minha sala de estar, com as mãos a centímetros das minhas, me deixava nervosa. Momentos atrás pensei que tudo fosse uma ideia tola na minha cabeça, mas a possibilidade de realmente ir a alguma parte me assustava. Em minhas fantasias, imaginava a mim mesma tomando a iniciativa e seduzindo-o. Seria incapaz de resistir aos meus encantos. 57

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV De verdade? Porra, não. Não havia como fazer um movimento. Não mesmo, merda. Movi no assento, um pouco nervosa, pelo amor de Deus. Não tinha a coragem de tentar algo... tinha? A campainha tocou e saltei. Dalton riu enquanto pressionava pausa. — Nem sequer pode lidar com a campainha da porta. Como irá lidar com as partes do filme? — Brincou, ficando de pé. Ele me fulminou com o olhar enquanto saia da sala. Uns minutos mais tarde voltou com a caixa de pizza na mão e duas latas de refrigerante. Afastei os livros da mesa de café enquanto ele deixava a caixa ali. — Aqui. — Disse, lançando-me uma das latas. Peguei-a. — Obrigada. — Disse, colocando-a ao lado do meu copo de suco ainda cheio. Abriu a caixa e mostrou-me. Peguei um pedaço com muito pepperoni. — Ia pegar este. — Disse estreitando os olhos em brincadeira. — Perdeu. Não deveria ter me oferecido primeiro. — Encolhi os ombros, mordendo. — De verdade? Acho que isto acontece ao tentar ser um cavalheiro. — Disse sorrindo. Fiz uma careta e mordi novamente, tentando ignorar a covinha na bochecha que queria tocar com a mão. — Pegue outro pedaço. — Brinquei, cobrindo a boca com a mão. Ele riu e pegou um pedaço. Voltamos ao filme e nos sentamos novamente, como se não houvesse uma interrupção. Prestei mais atenção nele do que na tela. Pensei que poderia ver o filme mais tarde novamente. Seria mais assustador. 58

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Seus olhos estavam presos na tela enquanto empurrava a pizza na boca. Concentrei-me novamente na barba crescendo em seu rosto. Fez isto de propósito ou simplesmente não se incomodou em barbear? Acho que o que mais me incomodaria sobre ser um homem, seria ter que me barbear todos os dias. Era um esforço para mim me depilar com cera uma vez ao mês. Ali embaixo, me depilava com cera na linha da calcinha e ficava bem aparado. Pelo amor de Deus, não podia entender porque algumas garotas ficavam completamente nuas. Não havia como no inferno fazer isto. Era uma covarde quando se tratava de dor. Me encolhi. Estava de verdade sentada ali junto ao meu professor, pensando em depilação e pelos pubianos? Que porra estava acontecendo comigo? Deus, agora estava pensando no que ele gostaria. Aposto que todas as garotas com quem esteve eram lisas e nuas ali embaixo... Pare com isso, Wrenn! Ruborizei furiosamente, pedindo a Deus que ele não percebesse. Não o fez.

~*~ — Bom, tenho que admitir que é muito bom. Dalton sorriu enquanto esticava as pernas. — Não posso acreditar que não assistiu antes. — Disse balançando a cabeça. — Imagino que há um bom número de obras clássicas que ainda tenho que ver. — Respondi, passando a mão pelo cabelo. Sentei-me para frente e fechei a caixa de pizza vazia. — Obrigada pela companhia. Foi muito divertido. — Foi. — Concordou, seu olhar ainda em mim, um leve sorriso ameaçando invadir sua boca. — Não há muitas pessoas aqui com quem 59

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV poderia ser eu mesmo. — Admitiu. Ele se inclinou para frente, com os braços descansando casualmente em suas pernas. — Sabia que ficar afastado dos meus amigos e família seria difícil, mas está sendo pior do que pensava. — Posso imaginar. — Disse baixinho. Minha mente volta aos meus antigos amigos. Nem sequer ouvi falar deles, não desde o acidente. — Claro. — Disse. — O que estou dizendo? Você sabe exatamente como me sinto. Imagino que gasta muito com telefone, verdade? Graças a Deus existe o Skype. — Não tenho muitas pessoas para quem ligar. — Respondi com cuidado. Uau, isto estava sendo rápido. Seu rosto ficou mais rígido e sabia que ele percebeu que havia algo ali. Não planejei explicar minha situação a ele tão rapidamente, mas agora me sentia como se tivesse que fazê-lo. — Me mudei para cá porque... porque minha família morreu em um acidente de carro no ano passado. Layna é meu único parente vivo. Ela me acolheu. — Engoli saliva, rezando para que não me pressionasse por detalhes. — Merda, Wrenn. Sou um idiota. Não posso acreditar que disse isto. — Afundou a cabeça entre as mãos. — Você não sabia. — Disse. — A maioria dos professores sabem, mas apenas porque estavam aqui quando cheguei e Layna achou melhor contar por causa do meu estado frágil. As alunas não sabem. E prefiro assim. Já me odeiam o suficiente sem isto. — Talvez se soubessem iriam compreender melhor sua situação. Tenho certeza que não te odeiam. — Respondeu com voz suave. Eu ri. — Acredite em mim, odeiam. Sou a sobrinha da diretora e não venho de uma família com muito dinheiro. Acrescente isto a que toda atenção “ especial” que recebo de alguns professores e o que restaria? 60

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Brinquei. Encolhi os ombros. — Não me importo. Com exceção de Kass, prefiro não conhecer nenhuma das garotas. Eu me concentro no trabalho escolar e nas notas. Isto. Dois meses mais e serei livre. Seis semanas. Graças a Deus pelos créditos adicionais e a formatura antes do tempo. Ficou em silencio por um momento. — Qualquer pessoa que escolhe não a conhecer está perdendo. Não você. Você não é como qualquer outra garota que conheci. — Olho para cima e encontro seu olhar, estes incríveis olhos azuis estavam olhando direto para minha alma. Fiquei arrepiada. Este homem me fazia querer viver. Realmente viver, não apenas passar pelos movimentos do dia. Sorri, sem saber como responder ao seu comentário. — Está apenas tentando ser agradável e agradeço, mas esse lugar não me importa. Apenas penso no futuro. Mais uns meses e estarei na universidade. Porra, se não fosse pelo acidente, estaria lá esse ano. — Estaria? — Murmurou, franzido o cenho ante a ideia. — Sim. Estou repetindo meu último ano por causa do acidente. Por isso tenho créditos o suficiente para me formar na metade do ano. — Uau, não sabia. — Murmurou, olhando para mim e balançando a cabeça para limpar a linha de pensamentos que o estava distraindo. — De qualquer forma, é melhor ir embora. Não poderei lidar com o rumor que circularia se fosse visto aqui quando Layna não estava em casa. — Ele rodou os olhos e ficou de pé, soltando seu celular que caiu no chão. Ambos nos inclinamos para pegá-lo, quase batendo nossas cabeças no processo. Por um segundo, olhamos um para o outro. Não podia ler sua expressão. Endireitou-se bruscamente e sorriu de forma tensa. — Nos vemos a próxima semana.

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Capitulo Dez DALTON Se não fosse por seu acidente, ela seria uma estudante da universidade este ano. Universidade. Não ensino médio, mas universidade. Porque ouvi-la dizer isso me fez contorcer? A mesma razão pela qual meu coração acelerava quando pensava que apenas estava sendo agradável ao dizer que ela era especial. Esta garota estava começando a me afetar. Se Wrenn fosse uma estudante do primeiro ano na universidade quando eu estava ali, teria... Não importa. Deus, porque até mesmo estou pensando nisso? Ela não está na universidade e eu não estou lá também. Além disso, mesmo se

as

coisas

fossem

diferentes,

Deus

sabe

que

não

tenho

relacionamentos. Não deveria ter ficado com ela. Minha intenção no início era totalmente inocente e não dei nenhuma indicação de que queria mais do que companhia para passar o tempo. Mas quanto mais me sentava ali, tentando ver o maldito filme, mais meus pensamentos iam para outra coisa... inadequada. Cada mudança de posição na maldita poltrona junto a mim, cada movimento de seu cabelo enviava o cheiro de seu perfume até mim e fazia minha mente girar. Quantas vezes pensei — merda e até esperei — que poderia fazer um movimento. E por muito que quisesse convidá-la para se unir a mim no sofá, fiquei pensando no quanto seria ruim e simplesmente não pude fazê-lo. Depois de duas horas e dezesseis minutos da Semente do diabo, estava em uma batalha interna, indo e voltando, sobre pedi-la para se

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV unir a mim no sofá e logo conversar sobre o fato de não podermos fazer isso e cruzar a linha. Minha cabeça era uma grande bagunça. Ficar sozinho em sua casa enquanto ela era minha aluna, foi uma grande cagada da minha parte e não podia deixar que isso acontecesse novamente. O que aconteceria se alguém tivesse visto? Estaria fora do trabalho tão rápido que não saberia o que me golpeou e poderia dizer adeus a minha carreira. Além disso, que porra achava que iria acontecer? Foi muito fácil esquecer a verdadeira razão pela qual meus amigos me chamavam de “solitário” na universidade: porque nunca passava mais de uma noite com a mesma garota. Não tinha relacionamentos. Nunca tive um e provavelmente nunca teria — pelo menos a curto prazo. Mas ela era diferente. E ela passou por muitas coisas. Não podia negar que havia uma conexão, não para mim mesmo. A dor que senti por ela quando me falou sobre a perda de sua família, me fez querer pegar para mim toda ela. Esta vontade de protege-la iria me meter em problemas. Tinha que tomar cuidado. Se fosse honesto comigo mesmo, minha carreira era a menor das minhas preocupações quando se tratava de Wrenn.

~*~ A semana passou sem incidentes. Concentrei-me em meu trabalho e tentei diminuir o número de olhares que enviava para Wrenn durantes as aulas. Graças a Deus a maioria deles eram quando ela estava de cabeça baixa, concentrada em sua tarefa ou quando ela precisava responder alguma coisa. Paige e sua atitude para com Wrenn estava começando a me irritar muito. Várias vezes tive que chamar sua atenção pelos comentários pessoais e francamente desagradáveis, não era a forma como um 63

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV professor queria reagir a uma aluna, mas era a forma como um homem protegia sua mulher. Wrenn claro, lidava com a maldade de Paige da mesma forma de sempre,

ignorando-a e

concentrando-se nas

coisas

que eram

importantes para ela. Deus, eu admirava sua força. As lembranças da minha infância voltaram, movendo-se em minha cabeça. Ser atingido pela doença do meu pai quando criança foi assustador. Mas ainda pior era a vergonha que sentia de mim mesmo por pedir que me deixasse na esquina da escola ou para não ir mais aos eventos, tudo por medo de zombarem de mim. Nunca irei apagar a imagem dele no dia que disse que não queria que fosse a minha formatura no ensino médio. A dor em seus olhos era algo que me perseguiria para sempre. Tudo porque alguns garotos zombavam de sua incapacidade. Partiu meu coração neste dia e nunca me esqueci como se sentia.

~*~ Os dias pareciam passar voando e na quinta-feira à tarde eu estava em casa, preparando-me para voltar para a sala dos professores para uma reunião de planos de estudos. Decidi ligar para minha mãe. Não falei com ela por mais de uma semana e sabia que ela gostava que ligasse com frequência. Peguei o telefone e marquei seu número. — Dalton. — Disse, soando feliz. — Oi mamãe. Como está? — Perguntei, equilibrando o telefone entre meu ombro e ouvido enquanto abotoava a camisa. — Estou bem, querido. Justo agora estava saindo para o trabalho. E como vai o seu? Está gostando? Espero que todos estejam sendo amáveis com você.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Bem mamãe e sim, todos são amáveis comigo no trabalho. — Eu ri. Tudo o que precisava saber era que estava bem e feliz. Não precisava da história completa. — Bom. Disse a Layna para manter um olho em você, sabe. — Estou consciente disso, mamãe. — Respondi com diversão. —

Preocupo-me

com

você.

Isso

não

vai

passar

e

sabe.

Especialmente quando não sabemos... — Mamãe, estou bem. Deixe de se preocupar comigo. — Disse, interrompendo-a. — Tenho que ir, mas ligo de volta logo, certo? Eu te amo. — Também te amo, querido. Desliguei. Suspirando, peguei uma foto da mamãe e papai que havia na mesa. Foi tirada antes que ele começasse a mostrar os sintomas. Era para estar na foto, mas não ficava quieto. Cada imagem saiu da mesma forma: comigo fugindo, mamãe com as mãos na cabeça e papai gritando atrás de mim. Esta era uma das minhas fotos favoritas, porque me lembrava como a família era importante.

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Capitulo Onze WRENN Estava começando a notar que não era apenas minha imaginação: a forma como mantinha contato visual comigo durante meio segundo a mais do que fazia com todas as demais, o fato de que encontrava qualquer desculpa para ir a minha casa. Podíamos nos sentar e conversar por horas sobre nada e tudo. Ainda era impessoal, continuava sendo meu professor, mas fora da sala de aula se converteu em meu amigo. Esta noite, iria testar isso. Ele sentia algo ou não e se não o fizesse, então iria passar o resto do semestre com vergonha a cada vez que tivesse que entrar na sala. — Há alguém em casa? — Gritei, deixando cair meus livros sobre a mesa. O silencio me deu as boas-vindas. Meu coração estava acelerado, fui direto ao escritório de Layna. Aproximei-me da mesa e me sentei, sem ter ideia por onde começar. Um leve ruído me fez saltar, porque tinha certeza de que seria pega. Seria uma péssima ladra. Olhei em alguns papeis e não encontrei nada. O arquivo e nada. As gavetas das mesas, nada. Estava perdendo a esperança de encontrar o que precisava, quando o vi. Seu telefone. Ela sempre o esquecia em casa. Isto era perfeito. Seu telefone era a melhor oportunidade de encontrar o que estava procurando. Peguei-o e fui direto a seus contatos, até Reid. E ali estava. Minhas mãos tremiam enquanto anotava o número do celular. Uma voz gritava no fundo da minha mente. Que porra estava fazendo? Sai dos contatos e voltei a tela principal, colocando o celular onde o encontrei, no mesmo ângulo que estava. 66

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Uma vez no andar de cima, na segurança do meu quarto, meu coração estava acelerado. Sentei-me com as pernas cruzadas na cama, olhando seu número. Seu número. Realmente iria fazer isto? E se desse um fora? Tomei ar e digitei antes que pudesse mudar de ideia. — Olá? Oh meu Deus. Sua voz me arrepiou. Quase desliguei. Minha voz não funcionava e estava começando a suar. — Olá? — Repetiu. — Hum, oi. — Consegui. Porra, sou uma idiota. — Quem é? — Perguntou, sua voz curiosa. Bati com a mão no rosto. Oh Deus, mate-me agora. Isto estava piorando a cada momento. — É Wrenn. — Oh. — Ele pareceu surpreso. E atento. — Pode esperar um momento? — Hum, sim. — Murmurei. Isto estava errado. Ouvi um som abafado dele conversando com alguém. Passaram-se uns segundos e logo o som de uma porta se fechando. — Desculpe. Eu estava... em uma reunião. Está bem? — Soava preocupado. Senti-me envergonhada. Em minha fantasia era uma boa ideia, mas isto? Ele era meu professor, era cinco anos mais velho que eu e mais do que isso, ele era quente, atraente e capaz de conseguir qualquer garota que quisesse. Porque estaria interessado em mim? — Wrenn? — Hum, desculpe. Foi uma estupida... — O que foi? — Pressionou. Estupendo. Agora soava divertido, como ele pensava que isto era divertido. Mata-me agora. Suspirei. Já estava como boba. Quanto pior poderia ficar? 67

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Psycho está passando em Halbrook está noite e me perguntei se queria ir. — Praticamente gritei as palavras no telefone. Bati a mão sobre a boca, completamente envergonhada. — Com você? — Perguntou assombrado. — Não, com o jardineiro. — Respondi. Ele riu, provavelmente, ante a ideia de um velho resmungão como o Sr. Landen desfrutar da vida, por falar em um filme. — Olha, apenas pensei que poderia ser algo que gostaria de fazer sabe, como amigos, mas provavelmente seja melhor... — Tudo bem. — Disse me cortando. Como? Ouvi corretamente? — Tudo bem? — Repeti confusa. Com certeza devo ter ouvido mal. — Sim. Mas será melhor que me encontre lá, no entanto. — Acrescentou desajeitado. — Sim, certo. Começa as sete. Nos encontramos dez minutos antes? — Soa bem. Eu a vejo lá. Sim. Estava sorrindo como uma idiota. Ao desligar o telefone, fiquei na cama. Merda. Uma onda de enjoo tocou meu estômago. Que merda iria vestir? Pulei da cama e corri para o banheiro, liguei o chuveiro e tirei o uniforme. Depois de me ensaboar, fiquei sobre o jato de água, tentando acalmar meus nervos. Ele apenas me via como uma amiga. Provavelmente sentia pena da pobre órfã, sem amigos. Não importava quantas vezes repetisse isso a mim mesma, uma pequena parte de mim queria gritar a plenos pulmões. Não havia nada que impedisse esta parte de Wrenn de ter esperanças. Esta parte de mim que pulsava com pensamentos 68

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV ridículos. Coisas como, porque iria arriscar seu trabalho para ir com você a um filme, se apenas quisesse sua amizade? Ao sair do chuveiro, sequei o cabelo e o prendi em um coque solto, a franja caindo um pouco na testa. Envolvi uma toalha ao redor do meu corpo e fui para o quarto. Agora tinha que decidir o que vestir. Arrastei-me até a gaveta de roupa interior, pegando meu mais bonito sutiã e uma calcinha, um conjunto de renda francesas de cor creme que Kass me deu em meu aniversário, vindo de uma loja de Paris. Eu não era mais que uma puta. Não tinha intenção de deixar que alguém visse minha roupa interior hoje ou a curto prazo, para o caso, mas me sentia bem usando-a. Sobre o sutiã coloquei uma blusa de seda rosa escura, que combinava com meu jeans justo, botas pretas de cano alto e uma quente jaqueta curta de lá. Por último, passei uma sombra cinza esfumaçada que deixaria meus olhos parecerem maiores e um brilho labial rosa. Perfeito: parecia atraente, mas casual o suficiente para um filme com um amigo. Peguei minha bolsa e desci a escada até a cozinha. Deixei uma nota escrita no balcão. Estou saindo com Kassia, volto a tempo do toque de recolher. Wrenn xx Tinha um toque de recolher relaxado, considerando que rara vez tinha aonde ir para ficar até meia-noite nos finais de semana e as onze nos dias de aulas, quase sempre estava com Kass, Layna não se importava desde que soubesse onde estava. Este era o único momento em que ser sobrinha da diretora era muito útil. Nenhuma das garotas podia sair à noite sem a permissão 69

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV dos pais, o que era muito mais fácil para mim se precisasse de um pouco de espaço. Entrei no carro e coloquei o endereço do cinema no GPS. Halbrook era duas cidades para frente, uns trinta minutos de carro. A localização era longe o suficiente para que fossemos vistos, sobretudo porque esta noite era o jantar dos professores. Outra razão pela qual me surpreendeu ter dito sim. O que diria a minha tia? Com certeza não a verdade.

~*~ Cheguei ao cinema com cinco minutos de antecedência. Coloquei a mão na bolsa e procurei o pó compacto com espelho, para comprovar minha maquiagem. Não usava muito, assim que me sentia estranha usando agora, como se houvesse algo em meus olhos que precisava tirar. Respirando fundo, aproximei-me da entrada, olhando ao redor e procurando por Dalton. Eu o vi de pé à esquerda da porta de entrada. Seus olhos se iluminaram quando me viu. Deus, parecia tão quente. Usava uma calça jeans descolada e uma jaqueta de couro preta sobre uma camiseta cinza. Seu cabelo castanho claro estava bagunçado e parecia perfeito, seus olhos azuis estavam tão azuis que fiquei olhando para eles por muito tempo. — Oi Wrenn. — Ele sorriu, com os olhos presos nos meus, como se não confiasse em si mesmo para impedi-los de vagar por meu corpo. O pensamento enviou um arrepio por minha coluna. — Oi. — Disse alegre. — Provavelmente devemos conseguir as entradas. — Olhei ao redor da entrada deserta e franzi o cenho. —

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Apesar de que a entrada parece deserta, esperava mais pessoas. — Aproximei-me do rapaz bem desinteressado no caixa. — Oi. Duas entradas para Psycho. — Disse. — Dia errado, doçura. É amanhã à noite. — Merda. Eu me virei para ver Dalton rindo atrás de mim. Meu desejo de acertar o rapaz do caixa por me chamar de “doçura” foi sufocado pela vergonha de ter errado o dia. — Não é divertido. — Grunhi, minhas bochechas um vermelho brilhante. — Sinto-me como uma idiota. — Estava ficando frequente. Quem erra um maldito dia? — Vamos, é muito divertido. —

Ele puxou meu braço, me

aproximando. Seu sorriso era contagioso e logo começamos a rir juntos. — Já comeu? — Perguntou. Neguei com a cabeça. Comida? Não, estava muito nervosa para comer. — Bom. Vamos conseguir algo para o jantar. Há um lugar logo acima na rua que tem uma comida muito boa. Podemos ir no meu carro. Assenti, seguindo-o, sem compreender que estava a ponto de entrar no carro com ele. Apenas ele e eu. — Muito bom. — Murmurei, passando o dedo ao longo do capo do Mazda RX7 vermelho. Levantou as sobrancelhas, divertido. — O que? — Disse brincando. — Não posso gostar de carros? — Não, não é isso. — Ele negou com a cabeça. — Não são muitas garotas da sua idade que sabem que carro é este. — Minha idade? — Zombei. — É apenas uns poucos anos mais velho que eu. — Seis. — Corrigiu, com os olhos brilhantes. — Tenho vinte e três. 71

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Na verdade, espertinho, cinco. — Respondi. — Tem dezoito anos? — Disse com a boca aberta. — Sim. — Sorri. — Lembra-se? Estou repetindo o ano. Isso me deixa com dezoito anos e na maioridade em vários países para diversas atividades. Nós dois ficamos em silencio enquanto entramos no carro. Realmente disse isso? Deus, precisava de uma mordaça, nada me impedia de falar. Eu coloquei o cinto de segurança, desfrutando da sensação dos assentos baixos. — Tem certeza que pode dirigir esta coisa? — Brinquei, tentando aliviar o ambiente. Funcionou. Piscou um olho enquanto acelerava o motor antes de golpear a engrenagem. Eu ri quando entramos na rua, cantando os pneus. — Desculpe. Acho que deveria atuar um pouco mais responsável, verdade? — Riu, com os olhos brilhando de emoção. — Não sei, estava gostando desse seu lado. E além disso, é final de semana. Precisa relaxar em algum momento. — Gostava da ideia de que baixasse a guarda ao meu redor. Que não me visse como uma aluna. O pensamento fez meu coração acelerar.

~*~ — Então, me fale de você. Adora carros rápidos e filmes de terror, o que mais posso saber sobre o Sr. Reid? — Perguntei, lambendo a última gota do melhor mousse de chocolate que já experimentei da colher. — Bom, para começar, meu nome é Dalton. — Respondeu ele, estreitando os olhos em mim. — Certo, Dalton. — Eu ri. Dalton. Adorava esse nome. 72

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Somos apenas minha mãe e eu, meu pai morreu quando eu tinha quinze anos. Sempre quis ser professor, ainda que originalmente quisesse ir para o ensino básico. — Porque acabou em uma escola de ensino médio? — Perguntei com curiosidade. Encolheu os ombros. — Decisão de último minuto. — Disse com um sorriso. Eu ri. — Oh aposto estar lamentando agora. — Brinquei — Não tenho ideia de a que se refere. — Olhou de forma inocente e logo seu sorriso apareceu. — Certo, dar aulas para adolescentes é um verdadeiro inferno. Eu ri novamente. — Vamos, não pode ser tão ruim. Algumas centenas de garotas, pensando que é um Deus? Isso tem que massagear seu ego. — Algumas centenas de garotas menores de dezoito anos. — Corrigiu ele rispidamente. — Eu não sou. — Disse suavemente, surpresa pelo que estava saindo da minha boca. — Sim, é a exceção. — Disse. Exceção. Gostava de ser uma exceção. Encontrei seu olhar, os olhos ardendo nos meus. Meu rosto começou a ruborizar. Como podia não entender outras coisas quando estava olhando para mim assim? Sentia-me nua sob seu olhar. Imaginei a mudança de comportamento desde que descobriu que tenho dezoito anos? Isto faria diferença em relação aos limites entre nós? — Sabe, dadas as circunstâncias adequadas, poderíamos ter cruzado nossos caminhos na universidade. — Disse em um tom leve. — Quer dizer, se eu estivesse na universidade este ano e você tivesse continuado seus estudos em um mestrado ou algo assim... 73

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Ele assentiu com a cabeça, estes profundos olhos azuis cravados nos meus. — Tem um ponto? — Perguntou, levantando as sobrancelhas. Encolhi os ombros. — Não sei. Iria pensar duas vezes antes de aceitar sair com uma estudante de primeiro ano? Provavelmente não. Acho

que

simplesmente

estou

apontando

as

diferentes

circunstâncias... — Deixei minha voz se apagar, com a esperança de soar de deliberada. Na verdade, as palavras me abandonaram. Acabei de fazer propostas ao meu professor? Sim, sim eu fiz. Para meu alivio, ele riu. — Disse que quer estudar Direito, verdade? Assenti. — Isso é bom. Está claro que seus argumentos são convincentes. — Fez um gesto para a garçonete e sorriu. — Acho que preciso leva-la para casa antes que me meta em problemas.

~*~ Parou atrás do meu carro justo antes das dez e meia. Surpreendeume o quanto era tarde. Ficamos conversando por horas. Senti-me relaxada ao seu redor, no entanto, ao mesmo tempo ninguém me fazia sentir assim. — Então, ainda quer ver o filme amanhã? — Perguntou, levantando uma sobrancelha. — Está me convidando? — Perguntei, meu tom doce. — Não. Simplesmente estou tentando ampliar os conhecimentos cinematográficos de uma de minhas alunas. — Sua expressão ficou séria. — Convidar uma das minhas alunas seria muito pouco profissional da minha parte e pouco ético. Não tiraria vantagem dessa forma.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — O que acontece se eu quiser que tire vantagem? — Aproximeime dele, muito devagar, avaliando sua reação. Segurou o fôlego enquanto me aproximava, até que nossos lábios quase se tocaram. Fiz uma pausa, olhando em seus olhos, desesperadamente querendo sentir seus lábios contra os meus, mas sem querer ultrapassar o limite sem ele também querer. Inclinei a cabeça para que seus lábios roçassem os meus, a sensação me deixando tonta. Sua mão se aproximou do meu rosto, os dedos passando pelo meu cabelo. Então, de repente meus lábios tocaram os deles com uma paixão que não esperava. Tão rápido como começou, ele se afastou de mim, os olhos uma mistura de luxuria, arrependimento e confusão. Eu estava um desastre quente. Meu coração estava fora de controle, sentia-me quente, fria e atordoada. Graças a Deus, que estava sentada ou teria caído. — Desculpe, Wrenn. Não deveria ter feito isso. — Disse em voz baixa. — Não fez nada que eu não quisesse. — Respondi. Sentou-se, com as mãos apertadas no volante, sem falar. — Eu o verei amanhã? — Perguntei. Ele me olhou, confuso. — O filme. — Eu o lembrei. Ele exalou forte. — Acha que é uma boa ideia? — Perguntou, levantando as sobrancelhas. — Talvez não, mas acho que precisamos conversar sobre isso... — minha voz se apagou enquanto ele assentia. — Eu te ligo. — Sua voz se suavizou, como sua expressão. Assenti e sai do carro, fechando a porta. Ele foi embora e fiquei ali na calçada, olhando até que já não pude ver as luzes traseiras. Uma vez que se foi, entrei em meu carro. 75

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Sentei, tentando entender o que acabou de acontecer. Beijá-lo evocou tudo em mim. Sentia-se como um furacão de sentimentos e emoções percorrendo meu corpo, deixando uma bagunça por dentro. Coloquei a mão na bolsa e puxei meu telefone. Estava em silêncio desde que cheguei ao cinema. Havia seis ligações perdidas de Kassia e várias mensagens, todas dizendo: ligue-me. Marquei seu número. Ela atendeu na primeira chamada. — Aonde porra estava? — Gritou. — O que aconteceu? — Perguntei, alarmada com seu tom. — O que aconteceu, porra Wrenn. Se vai dizer a sua tia que está saindo comigo, ao menos me avise. — Ela soava frustrada e irritada. Merda. Nem sequer considerou o fato de que Layna era amiga dos pais de Kass. — Merda, nem sequer me ocorreu. — Gemi, golpeando a testa. — Tudo bem. Desta vez. Eu a cobri. Estou sentada em um restaurante fora da cidade, congelando a bunda por você. Então, está me devendo. — Ela resmungou. — Traga seu traseiro aqui agora.

~*~ Deslizei do outro lado de Kass, entregando minha jaqueta a ela. Pegou-a e agradeceu. — Você me deve uma sobremesa. — Disse, ainda irritada. Sorri. — Claro. Peça o que quiser. — Sentei-me novamente, pensando na noite. Aquele beijo... estremeci quando senti um arrepio. — Oh, pensando nele. — Ela alcançou o cardápio para olhar suas opções. — Assim, derrame. — Como? 76

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Onde estava e porque não queria que sua tia soubesse? E nem sequer tente mentir para mim. — Advertiu ela, com os olhos castanhos se estreitando em mim. Olhei ao redor do restaurante vazio, lutando contra o que deveria lhe dizer. Podia confiar em Kass e precisava conversar com alguém. Estava desesperada pela opinião de outra pessoa e não havia ninguém que falaria sinceramente comigo que Kass. — Promete que não dirá a ninguém? — Disse inclinando-me sobre a mesa. Ela fez o mesmo. — Prometo. — Disse ela, com os olhos muito abertos. — Bom. Estava com Dalton. Ela parecia confusa, assim acrescentei. — Reid. Seus olhos se abriram ainda mais. — Com o... — Sr. Reid. — Concordei. — Conte-me tudo! Não deixe nada de fora! — Disse com os dentes apertados enquanto eu ria, aliviada por sua reação. — É difícil explicar. Estamos em uma espécie de paquera durante semanas. Eu liguei e o chamei para ver um filme e ele aceitou. A boca de Kass se abriu. — Kass, eu me sinto tão... nem sequer sei como explicar. E quando eu o beijei... — Você o beijou? — Gritou. Ruborizei e lhe lancei um olhar. De imediato fechou a boca. — Apenas aconteceu. Agora não sei onde estou. — Esqueça a sobremesa. Fique na minha casa esta noite. Temos que reconsiderar isto. — Ela agarrou meu braço e me levou até o balcão. — Mas primeiro, precisa pagar os cinco cafés que tomei te esperando. 77

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~*~ O quarto de Kass era maior que nossa sala de estar em casa. Era enorme. Ela tinha seu próprio banheiro e sacada. Sua cama extragrande mal se via no quarto. Uma grande televisão estava pendurada na parede de cor marfim sobre a lareira. — Certo, conte-me tudo. — Disse ela, contorcendo-se fora de sua calça jeans e vestindo uma calça folgada cinza. Deitei na cama e lhe contei tudo, desde os filmes e o que sentia com relação a ele. Era como se um peso houvesse saído de cima de mim. Precisava desabafar e se não com Kass, então com quem seria? Minha tia? Estremeci com o pensamento. Podia conversar com Layna sobre muitas coisas, mas me apaixonar por um professor não era uma delas, sobretudo quando acabei de beijar tal professor. Kass caiu dramaticamente ao meu lado na cama. — Uau. — Murmurou ela, suspirando alto. — Pode me prometer algo? Virei-me para ela com expectativa. — Se, por alguma razão, isso tiver que sair, posso estar ali quando contar a Paige? Ou melhor ainda, posso contar? — Ela sorriu. Comecei a rir. Deus, a expressão no rosto de Paige quase valeria a pena. — Contei a ele sobre as apostas. — Disse rindo. — Contou! Isso é genial. O que ele disse? — Não falou nada. — Disse. — Acho que ficou um pouco desconcertado com toda a atenção das garotas. — Bom, ele é um jovem e delicioso professor. O que esperava? — Ela sorriu. Balançou a cabeça. — Merda, Wrenn. É tão... rebelde. Nunca teria imaginado que pegaria um professor. 78

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Não fiquei com ninguém. Não desde Toby, de qualquer forma. E não foi assim. Gosto dele. — Disse em voz baixa. A pergunta era, será que gostava de mim? — Toby? — Perguntou Kass. — Era seu namorado? Assenti. Estava convencida de que estava apaixonada por Toby e olhando para trás, acho que estava. Isso apenas piorou tudo quando ele terminou comigo. Quando as coisas ficam difíceis, não se espera que alguém que ama a abandone. Mas foi isso o que aconteceu. Abandonada por minha família e logo por Toby. — Nunca fala sobre sua família. — Disse Kass lentamente. Ela me olhava como se não estivesse certa de como eu iria reagir. E ali estava. As perguntas começaram. Era inevitável que chegasse o momento, mas a ideia de lhe dizer tudo ainda me deixava doente. Não porque não confiasse nela ou me preocupasse com o que pensaria, era mais como eu me sentia a respeito. — Meus pais e irmão morreram em um acidente. — Disse. Seus olhos se abriram e aproximou-se de mim, envolvendo seu braço nos meus ombros. — Meu irmão e minha mãe morreram no ato, meu pai morreu umas horas mais tarde. — Oh Deus, Wrenn. — Ela me abraçou. Senti-me aliviada por ela saber. — Nem sequer posso imaginar o difícil que foi. — Sim. Minha vida antes era completamente diferente de como é agora. Toby, meu namorado, deixou de me ver porque não sabia como atuar com uma garota que perdeu a família. — Eu ri, pensando em como todos os demais atuaram incômodos. — Quer dizer, eu quem tive minha família morta e ele não podia lidar? — Neguei com a cabeça. — Então veio para cá? — Sim. Layna pensou que precisava ficar perto dela. Aos dezesseis anos, poderia ter ficado em casa, mas havia muitas lembranças... — 79

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Engoli enquanto as lagrimas escorriam dos meus olhos. Sinto falta deles, muito. Depois de nossa conversa profunda e significativa, Kass e eu assistimos filmes e conversamos. Ela estava me dizendo sobre seus planos com Trina para as férias, quando meu telefone tocou. Parou no meio da frase e me olhou. — É ele? — Pressionou. Peguei o telefone da bolsa, minhas mãos trêmulas. Provavelmente apenas Layna. Porque enviaria uma mensagem? Fiquei olhando o nome na tela durante uns dez segundos antes de abrir a mensagem. Posso te ligar? Enviei uma mensagem de volta. Eu te ligo. Dê-me cinco minutos. — Quer falar comigo. — Disse em voz baixa, uma sensação de tontura. Kass pulou da cama e correu para a sacada. — Venha aqui. Vou descer e pegar algo para comermos. Desça quando terminar. Esperei até que ela saiu do quarto antes de caminhar para a sacada. O concreto estava frio contra meus pés descalços, mas mal percebi. Tudo em que podia pensar era no que queria me dizer. Marquei seu número e pressionei chamada. Com o telefone no ouvido, segurei meu estômago, esperando que atendesse. — Wrenn. — Deus, soava incrível. — Ei. — Disse, sentando-me em uma das cadeiras de vime do lado da porta. — Tem razão. Nós precisamos conversar, se ainda quiser ver o filme, iremos. Acho que quanto antes esclarecermos isto, melhor. 80

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Meu estômago rodou. Quanto antes esclarecer isto melhor? Não soava prometedor. Soava como um desastre que queria resolver antes que alguém percebesse. — Bom. Eu o encontro as sete? Podemos conversar depois do filme.

~*~ Desci para a cozinha. Kass franziu o cenho quando me viu aproximar da cozinha. — Foi rápido. — Observou ela e me entregou um uma taça de sorvete. Sentei na mesa e assenti. — Ele quer conversar comigo amanhã para esclarecermos a situação. — Oh. — Exatamente. — Concordei. Empurrei a taça e coloquei a cabeça na mesa. — Kass, sou uma idiota. — Certo. Ouça o que tem a dizer antes de dizer alguma coisa. — Não, tudo bem. Fui uma completa idiota. — Ele devolveu o beijo? — Como? — Perguntei sem ver o ponto. — Quando o beijou, ele devolveu o beijo? Mesmo que por um momento? Pensei. Eu instiguei o beijo, mas definitivamente ele correspondeu. Não foi unilateral. Foram os dois. — Sim. — Disse. — Mas este não é o ponto. — Qual é o ponto? O que quer dele, Wrenn? — Perguntou me apontando com a colher. Não podia responder a isso. Queria que arriscasse sua carreira para ficar escondido comigo? Não. Mas não podia ignorar meus sentimentos também.

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Capitulo Doze DALTON Fiquei olhando o telefone depois que ela desligou, dizendo a mim mesmo várias vezes que isso era o que precisava ser feito. O beijo foi incrível, ela era incrível, mas não podia acontecer. Ainda que fosse apenas pelo fato de ser seu maldito professor, isto estava errado. Não se sentia assim, no entanto. Quando estávamos juntos se sentia bem. Ela era brilhante e madura como eu. Isto não era muito, mas ela ia além de seus dezoito anos. Dezoito. Eu apenas tinha vinte e três. Ela tinha cinco anos a menos que eu, uma diferença de idade socialmente aceitável. A onda de expectativa que se precipitou através de mim quando fiz dezoito anos me aturdiu. Gostava muito de Wrenn, mas foi apenas quando nos beijamos que percebi que meus sentimentos por ela iam além da atração. Seu comentário sobre como as coisas poderiam ser diferentes, se ambos estivéssemos na universidade, entrou em minha pele. Ela tinha razão: eu não piscaria um olho sobre sair com uma estudante do primeiro ano. Deus, aqueles lábios, suaves e lisos. E a forma como tocou meu rosto me deixou quase insensível. Meu corpo sentiu um formigamento ao pensar nela. Pare! Isto não iria acontecer. Amanhã vai dizer a ela que devem se distanciar. Exceto que algo dizia que Wrenn não iria ser influenciada facilmente. E sabia que não demoraria muito para me empurrar. Tenho que deixar de pensar nisso ou ficarei louco. Ao abrir a geladeira, peguei uma lata de refrigerante e me sentei no computador. Abri o Skype para ver se Cam estava conectado. Não estava, assim enviei um e-mail. 82

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Cara, Como está? Avise quando estiver perto e vamos nos encontrar no Skype. Diga olá para Amy, Dalton. Acabei de enviar quando uma notificação de Cam apareceu dizendo que estava online. Aceitei a chamada. Seu rosto apareceu e ri. Seu habitual cabelo loiro bagunçado estava todo penteado e usava um terno no lugar da camiseta e jaqueta. — Bom aspecto. — Disse. — Sim, fiz uma entrevista, logo me encontrei com Amy. De qualquer forma, não importa. O que aconteceu? — Não muito, amigo. Apenas queria ver um rosto familiar e conversar. — Ah, pobre Dalton está com nostalgia, verdade? — Cam estalou a língua enquanto ria. — Vá a merda. Tive uma semana difícil. E fica cada vez pior. — O que está mal? — Fez uma careta, coçando a orelha. — Digamos que estou complicando mais as coisas do que costumo fazer. — Suspirei. Falava de Wrenn para ele ou não? Eu queria, mas algo me impedia. Quanto menos pessoas soubesse melhor. — De qualquer forma, as coisas vão melhorar. Precisa, verdade? — Sim, claro. — Disse Cam, levantando as sobrancelhas e não convencido. — Então, quando volta para casa? Podemos colocar a conversa em dia. — Sim. Provavelmente não será até o final do meu contrato. — Certo. Mantenha-se afastado dos problemas e tome cuidado ao redor dessas garotas atrevidas. — Advertiu, estalando a língua. 83

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Se ele soubesse.

~*~ Depois de uma hora corrigindo tarefas, mal podia manter os olhos abertos. Porra, estava cansado. Era de se esperar, porque neste momento, a única coisa que queria fazer era dormir. Guardou tudo novamente na maleta e foi para o quarto. Pendurei a jaqueta na cabeceira da cama e tirei a camisa, jogando-a no chão. Desabotoei a calça jeans, tirei-a e minha cueca boxer, deitei na cama. Levou ao meu corpo alguns minutos para se adaptar a temperatura dos lençóis frios. Fiquei ali, quase dormindo, mas incapaz de tranquilizar minha mente. Cada vez que fechava os olhos, eu a via. Senti uma ereção, excitado ante a imagem de seu sorriso, aqueles lábios. Deus, podia imaginar a sensação deles em mim... Merda! Eu me virei, irritado comigo mesmo. Não iria me masturbar pensando nela. Ela era minha aluna! Não queria nada mais do que ficar com ela... nós dois juntos. Mas precisava ser realista. Não iria acontecer.

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Capitulo treze WRENN Não havia palavras fortes o suficiente para explicar como me sentia quando me aproximei do cinema. Estava de pé contra a parede, com as mãos nos bolsos na calça jeans, o joelho dobrado, o pé apoiado na parede. Pensei muito sobre o que deveria usar esta noite e quando olhei para seus olhos se abrindo mais e o corpo tenso, soube que o vestido preto e os saltos cor creme foram uma grande escolha, mesmo se estivesse congelando o traseiro. Queria fazê-lo se contorcer por dentro. Nós dois sabíamos o que iria dizer e estava pensando em colocar a prova sua determinação. Aquele beijo foi incrível e não estava disposta a renunciar a ele ainda. — Uau, está impressionante. — Murmurou, os olhos vagando por meu corpo. Sorri e inclinei a cabeça. Estava tudo bem. — Devemos ir. — Respondi. Ele levantou duas entradas e sorriu. — Tinha a esperança de que os houvesse comprado. — Notei o mesmo rapaz no caixa e a última coisa que queria era lidar com ele novamente depois da vergonha do dia anterior. Caminhamos para dentro. O cinema estava cheio. Sem pensar, segurei sua mão e o levei para o canto mais afastado no alto da sala. Deu um salto ao meu contato, mas não resistiu. Nos sentamos, sua mão não soltou a minha. — Apenas para o caso de alguém que conhecemos estar aqui, pensei que o canto teria mais sentido. — Expliquei levantando meu rosto.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Ele assentiu com a cabeça, entrelaçando seus dedos nos meus, sua pele tão suave. — Tem sentido. Mal ouvi, estava muito ocupada concentrada na forma como seu dedo acariciava suavemente o meu. Deus, como era possível que o mínimo contato me excitasse dessa forma? A medida que o filme começava, fiz todo o possível para assistir, mas de verdade, toda minha atenção estava nele. Levou quinze minutos para ter a coragem necessária para mudar de posição a mão, para que a minha ficasse por cima, nossos dedos juntos. Ele me olhou com um leve sorriso. Isto me deixou confusa. Não queria que acabasse? E se iria nos parar antes de sequer realmente começarmos, porque segurar minha mão? Gostaria de ter coragem de beijá-lo neste momento. Este era o lugar perfeito: um cinema escuro, sentados sozinhos no canto, de mãos dadas, mas não podia fazê-lo. Não importava o quanto quisesse sentir seus lábios contra os meus, tinha muito medo de ser rejeitada. Muito rápido, o filme acabou. Fomos os primeiros a se levantar de nossos acentos, pelo medo de sermos descobertos. Caminhamos rapidamente para seu carro. Ele abriu a porta do passageiro e esperou que eu entrasse antes de fechar a porta. Nos sentamos em seu carro em silencio enquanto esperava que falasse. Estava preparando um grande discurso em sua cabeça, simplesmente sabia. Tinha que dizer algo agora ou iria perder minha oportunidade. Não podia fazer mais papel de boba do que antes, porque não ir adiante? — Quero dizer algo. — Disse antes que ele começasse. 86

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Olhou para mim surpreso, mas assentiu. — Gosto de você. Muito. Entendo suas reservas sobre entrar em uma relação comigo, mas tenho dezoito anos. Sou uma adulta e ambos temos menos de seis semanas na escola. Você não é muito mais velho que eu e acho que gosta de mim também. Não espero ou mesmo quero, que corra riscos em seu trabalho por mim, então estou disposta a esperar até que a escola termine para podermos começar qualquer coisa. Respirei fundo, esperando que respondesse. Ele me olhava com aqueles olhos azuis e quase me afoguei neles. — Tem razão. — Disse finalmente. — Gosto de você, Wrenn. Mas sem importar o fato de ter dezoito anos, isto começou por você ser minha aluna. Há coisas a serem consideradas e tem as questões éticas sobre eu sair com uma aluna ou mesmo sugerir que estou interessado em fazer algo quando terminar a escola. Suspirei. — Você está preocupado com o fato de poder me sentir pressionada por ser, meu professor? — Soltei o cinto de segurança e me virei para ele. Inclinei-me, deslizando o braço em seu pescoço, aproximando-o mais de mim. — Isso se parece comigo sendo pressionada, Dalton? Não resistiu, nem sequer quando meus lábios encontraram os dele. Ele me devolveu o beijo, sua língua deslizando dentro da minha boca, lutando contra ela. Saltei quando senti sua mão em meu quadril, passando por minha coxa e parando na pele exposta. Beijá-lo se sentia muito bem, como se fossemos um ajuste perfeito. Seus lábios eram tão suaves, muito mais suaves do que esperava que fossem. Passei os dedos pela barba suave no seu rosto, a sensação causando um formigamento na pele.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Não tenho ideia de como poderia funcionar, Wrenn. Já é muito difícil que seja seu professor, mas ambos moramos no campus. Isso deixa as coisas quase impossível. — Gosto de desafios. — Disse com um sorriso enquanto acariciava seu rosto. — Mas se quiser esperar até que me forme, estou bem com isso. Não quero colocá-lo em problemas, nem quero que se sinta pressionado. — Acrescentei, devolvendo suas próprias palavras com um tom de sarcasmo. — Atua toda inocente, mas é uma atrevida, Wrenn. — Riu. Sorrindo me inclinei e o beijei novamente. Logo, comecei a sentir como se estivesse começando minha vida novamente.

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Capitulo QUATORZE WRENN — Se pudesse mudar algo em você mesma, o que seria? Estávamos deitados sobre uma manta na margem do rio, olhando o céu. Era uma noite clara, o suficiente para que todas as estrelas brilhassem sobre nós. Estremeci e ele envolveu os braços ao meu redor, puxando a manta de lã grossa para nos cobrir até o queixo. Ri enquanto me beijava. — Mudar em mim ou na minha vida? — Perguntei. — Você mesma. Eu sei o que mudaria na sua vida, Wrenn. — Disse com voz tão baixa que mal podia ouvi-lo, mas sabia que estava falando da minha família. Suspirei e pensei na pergunta. — Não sei. Acho que com tudo o que fazemos, descobrimos que se mudarmos algo não seriámos a mesma pessoa no dia de hoje. — Encolhi os ombros, olhando para ele. — Sei que não sou perfeita, mas estou feliz com a pessoa que sou. Acho que ofereço muito como pessoa e sei que ainda tenho muito a aprender, mas tudo o que aconteceu, tudo o que sou, me fez aprender coisas. Seus braços se apertaram ao meu redor enquanto beijava minha testa. — Sua força me surpreende, Wrenn. Cada segundo que passamos juntos, encontra uma nova forma de me surpreender. — Me beijou, seus lábios em sincronia com os meus enquanto os dedos entravam sob meu suéter. Suspirei enquanto tocava meus seios, meus mamilos ao instante ficaram duros. Eu o desejava muito. Estas últimas semanas foram nada menos que perfeitas. Queria ficar com ele cada vez mais e era difícil controlar minhas emoções quando não estávamos sozinhos.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Olhei meu telefone, meu coração acelerou. Quase o toque de recolher. Odiava deixa-lo. — Tenho que ir. — Disse com tristeza, beijando seus lábios uma vez mais antes. Tentei ficar de pé. Ele ficou de pé também, os braços ao redor da minha cintura enquanto beijava meu pescoço. — Não queria que precisasse ir. — Murmurou. — Eu também. Nos vemos amanhã. — Lançou um beijo enquanto caminhava para meu carro, meu coração cheio de tristeza ao deixa-lo. Estava apaixonada por ele, não tinha dúvidas. Estava muito apaixonada.

~*~ Kass estava falando ao ouvido algo, mas não podia me concentrar. Tudo o que podia ver era Dalton, do ouro lado da sala de aula, ajudando outra aluna. Ele riu de algo que Emma disse e meu estomago se contorceu. Porque estava me afetando tanto? Era um professor de uma escola para garotas, claro que precisava interagir com os membros do sexo oposto. Simplesmente não gostava de ver. — Wrenn? Que merda está acontecendo com você hoje? Deu um salto e me virei novamente para Kass, que estava me olhando. — Nada. — Murmurou. — O que estava dizendo? — Estava dizendo que não sei o que farei durante o resto do ano sem você aqui. Sentirei sua falta quando se formar. — Sentirei sua falta também. Terminará antes que perceba e ainda veremos uma a outra todo o tempo. — Eu disse sorrindo.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Ela assentiu com a cabeça e moveu o nariz. Eu me aproximei e ela apertou minha mão. Kass era uma boa amiga e eu tinha muita sorte de tê-la em minha vida.

~*~ Depois que tocou a campainha final, Kass e eu caminhamos para fora da sala de aula, mais além da mesa de Dalton. Podia senti-lo me olhando. Efetivamente, quando dei a volta, seus olhos estavam em mim, todo em mim. Sorri e pisquei, fazendo-o rir. Virou-se novamente para sua mesa, um sorriso nos lábios e sabia que estava pensando em mim. Quanto mais tempo isto se prolongasse, mais difícil seria para nós dois. Quando sente algo tão forte por alguém, não deseja mantê-lo em segredo. Quer gritar aos quatro cantos. Quer que todos saibam o que está sentindo. Esconder é ruim. Como pode se apaixonar ser algo ruim? Mas era. Ao menos, isso era o que a sociedade queria que nós pensássemos. Poderíamos ter as circunstâncias mais excepcionais no mundo e não faria nenhuma diferença. Ele sempre seria meu professor e eu sua aluna. Apenas rezava para poder conseguir ir além disso.

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Capitulo Quinze DALTON Quanto mais tempo passava com Wrenn, mais gostava dela. Cada momento que passava com ela, entrava mais na minha vida. Pouco a pouco, ela estava começando a desentranhar os muros que construí ao meu redor. E isso me deixava nervoso. Ri de mim mesmo. O curioso era que ela podia sentir minha ansiedade sobre nossa relação e pensava que tinha a ver com o fato de ser seu professor. Isso não poderia estar mais longe da verdade. Honestamente? O risco de perder meu trabalho, ficava em segundo plano. Quão ruim era isso? Não, isto era mais profundo. O que mais me amedrontava estava no fundo da minha mente. Poderia fazer um teste e saberia. De um modo ou outro com certeza saberia. Mas não queria saber. Merda, estava irritado com minha própria mãe. Porque não podia ter mentido? Não saberia a diferença. Poderia viver minha vida na ignorância. Às vezes era melhor não saber.

~*~ O conhecimento me golpeou uma tarde depois que mamãe me enviou uma mensagem, lembrando-me para ir no aniversário da morte de meu pai. Não podia fazer isto. Tinha que parar. Tinha que pensar em Wrenn antes que isto fosse mais longe. Poderia terminar agora. Não tinha certeza que teria forças se deixasse mais tempo. Pegando meu telefone, enviei uma mensagem para ela, pedindo que me encontrasse no lago. Um lugar deserto, o lago era meu lugar favorito

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV para nos encontrarmos, porque era tão longe que não havia como sermos pegos. — Claro. Dê-me vinte minutos xx Peguei minha jaqueta e fui para o carro. Não podia pensar com clareza. Tudo o que queria era abraça-la e sentir sua pele contra a minha e o sabor daqueles pequenos lábios doce. Porra, ela era intoxicante. Mesmo a ideia dela por perto me deixava duro. Merda, vêla na sala de aula na semana anterior me deixou excitado. Isto não era uma boa coisa. Como iria acabar e ainda ficar perto dela nas próximas semanas? E então o que? Ela deixou claro que me esperaria. Que desculpa teria para ela quando já não fosse minha aluna? Pensei em contar tudo, mas não queria compaixão. Não quero que confunda seus sentimentos de simpatia por desejo. Os tipos de emoção que sentia era completamente novo para mim e honestamente, me assustava. A viagem até o rio foi de dez minutos. Ela já estava ali. Esperandome. Seu rosto se iluminou quando me viu, separando os lábios em um sorriso que alcançava os impressionantes olhos verdes. Inalei com força enquanto saia do carro. Parecia muito sexy. Suas botas subiam até quase os joelhos sobre a calça justa, mostrando todas suas curvas. Usava um suéter azul sob a jaqueta. Meu coração acelerou quando sai do carro. Inclinou-se para me beijar e a deixei. Estava aqui para terminar com ela, no entanto, tudo o que queria fazer era explorar cada centímetro deste corpo com minhas mãos, minha boca e minha língua. Eu ri. Oh, a ironia. Deus, tudo o que podia sentir era o cheiro floral doce de seu perfume. E o frescor de sua pele. Ela esperou que eu dissesse algo, 93

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV franzindo o cenho enquanto observava meu rosto. Ela sabia que algo estava errado. — Wrenn. Não posso fazer isso. Temos que parar de nos ver antes que vá mais longe. — Consegui dizer. Isso me fez sentir melhor? Não. Sentia-me como uma merda. Deu um passo atrás, cruzando os braços sobre o peito, com os olhos muito abertos. Ela não esperava que dissesse isto. — O que quer dizer com que não pode fazer isso? — Disse de maneira uniforme. — Não pareceu ter nenhum problema nas últimas semanas. — Estava ferida. Podia ver em seus olhos. E não a culpava. Isto saiu do nada. — Sinto muito. Está... não posso fazer isto. — Queria muito falar mais, mas não podia. O que poderia dizer? Que estava tão perto de me apaixonar por ela? Que a última coisa em minha mente era o fato dela ser aluna? Que estava escondendo algo, algo que potencialmente poderia mudar minha vida, a dos dois. Algo que merecia saber. Mas como poderia dizer? Como poderia ser responsável por partir seu coração? Prefiro terminar isto agora e que ela pensasse que era um pedaço de merda inútil. — Não me importa que seja meu professor, Dalton. Não me importa nada disso. — Estava irritada agora. Seus olhos verdes brilhavam enquanto me olhava. Tanto fogo e paixão em uma garota tranquila. Ela sabia o que queria e não se entregaria sem lutar. — Para mim sim. — Menti. — É minha carreira, Wrenn. Trabalhei muito para chegar onde estou e arruinar tudo por... — Minha voz se apagou. A única forma de fazê-lo era convencê-la que minha carreira significava mais para mim do que ela. — Por mim? — Disse. Seu rosto endureceu. — Entendo. Não quer jogar fora sua carreira por uma aventura, verdade? Fui apenas um 94

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV entretenimento barato para passar o tempo? — Ela me olhou, exigindo uma resposta que não iria dar-lhe. Ela assentiu. — Surpreende-me que não tenha me fodido quando teve a oportunidade. — Zombou. Afastei o olhar. Odiava vê-la irritada. — Wrenn... — Não se incomode. — Interrompeu ela. — Obviamente não estamos na mesma página. Ela foi para seu carro e entrou, saindo do estacionamento. Coloquei os braços atrás da cabeça, irritado comigo mesmo. Irritado com meu pai. Irritado com o mundo inteiro, inútil como uma merda. Wrenn era diferente a qualquer mulher que conheci, tão enérgica e segura de si mesma. Mas ela não era uma mulher, era ainda uma criança. Ter dezoito anos não lhe dava esta condição. Passou por mais dor que a maioria das pessoas em toda sua vida e lidou com tudo com maturidade e dignidade. Mas nada disso mudava o fato de que não podia ficar com ela. Simplesmente não era o correto e não era justo com ela. Estava irritada, mas sabia que passaria. E uma vez que acontecesse, ela não iria se render sem lutar. Hoje eu ganhei. Mas se ela me empurrasse, eu iria me romper e quando isto acontecesse, nada ficaria no caminho dela. Deus, esperava que ela respeitasse minha decisão.

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Capitulo Dezesseis WRENN Estava irritada. Quem era ele para tomar está decisão? Estava assustado. Muito. Iria me acalmar e lidar com ele. Enfrentei muito mais no último ano do que jamais saberia. Não precisava que me protegesse. A forma como me sentia por ele ia além de alguma paixonite de adolescente. Nos conectamos em muitos níveis. Mas ele apenas não podia superar o fato de ser meu professor. Perdi muito para deixar que escapasse. Não iria permitir que isso acontecesse. Eu me recusava. Passei o resto do domingo assistindo DVD’s e olhando meu telefone, com a esperança de que enviasse uma mensagem, qualquer coisa, para me dizer que mudou de ideia. Layna comentou meu mal humor e disse que era TPM. Isso acabou com alguma dúvida. Provavelmente foi a única vez que minha menstruação foi útil. Odiava a forma como estava me sentindo. Sentia-me vulnerável, tão aberta ao dano. Odiava isso e neste momento, o odiava. Considerei fingir estar doente, assim não teria que vê-lo no dia seguinte, mas uma parte de mim queria estar ali. Queria esfregar em seu rosto o que perdia. Meu telefone vibrou e me lancei para ele, suspirando quando vi apenas uma mensagem de Kass. Eu a li. — Imagino que o final de semana foi tão divertido como o meu (piscou duas vezes) Gemi e respondi. — Apenas se esteve no dentista arrancando os dentes. Demorou uns dez segundos para me ligar. — O que? — Gritou. 96

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Segurei o telefone longe do ouvido. — Acabou. Terminou. Fim. Fato. — Murmurei olhando sob a unha. Não estava de humor para falar disso, nem sequer com ela. — Oh Wrenn. Porque? O que aconteceu? — Não sei. Apenas disse que era demais e não podia mais. — Eu o imitei. Ouvi a porta se fechar com um golpe. — Olha, falo com você amanhã. Há alguém em casa. Arrastei-me para baixo e vi Dan com sua bicicleta no meio da sala de estar, trocando a câmara do pneu. Olhou para cima e sorriu enquanto caminhava e me sentava no sofá. — Ei garota. Vi como movia a roda. — Layna te mataria se soubesse que está fazendo isso dentro de casa. — Comentei de mau humor. — Por isso não vamos contar. — Ele sorriu, piscando um olho. Sorri, apesar do meu estado de ânimo, lançando as pernas sobre o braço da cadeira. — Está bem, Wrenn? Parece realmente irritada. — Ficarei bem. Apenas tive um mal dia. Ele assentiu com a cabeça e deixou suas ferramentas. Aproximouse e sentou no sofá. — Sua tia adora tê-la aqui conosco. Eu também. — Disse Dan. Assenti. Eles nunca me fizeram sentir incomoda e gostava disso. — Você sabe, Layna sempre quis ter filhos. Acho que em parte porque ama seu trabalho. — O que aconteceu? — Perguntei com timidez. Sempre me dei bem com Dan, mas esta conversa sentimental não era comum. Sentia que estava pisando em ovos ao seu redor. Como se invadisse sua vida. O qual, de forma, o fazia. 97

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — A vida aconteceu. Esperamos demais para começar a tentar e no momento que percebemos, já era muito tarde para ter uma criança da forma natural. Tentamos por inseminação. Ela ficou grávida duas vezes e perdeu o bebe durante o primeiro trimestre. — Sorriu. — Tudo o que estou dizendo é, não subestime o quanto aquela mulher e eu a amamos. Assenti com a cabeça, sentindo-me um pouco melhor. Nunca duvidei que me amassem, mas me perguntava o que teria acontecido se outras pessoas cuidassem de mim. — Obrigada Dan. Eu também amo vocês. E sinto muito se não digo o suficiente, mas agradeço tudo o que fez por mim. Ele se aproximou e apertou minha mão. — É uma boa garota. Se alguma vez precisar conversar, estou aqui, certo? Assenti com a cabeça, sorrindo.

~*~ Às seis, fiz um sanduíche e fui para a cama, alegando não me sentir muito bem. Não acho que Dan ou Layna acreditaram, mas me deixaram ir. Tirei a roupa, vesti um pijama e entrei nos lençóis, aconchegandome ao travesseiro. Pensei

em Dan. Contou a Layna sobre nossa conversa?

Provavelmente. De fato, esperava que sim. Provavelmente não me expressava tanto quando deveria. Nunca tive problemas em dizer a minha família que os amava, porque era difícil com meus tios? Talvez medo de perdê-los também? Era em grande parte. Não era que não podia sentir algo pelas pessoas, mas mais ter medo de dizer o que sentia, porque no passado, todo mundo que me 98

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV amou, me deixou. Era como se minha mente contradissesse meu coração. Sim, pode amar esta pessoa, mas tenha cuidado com quanta emoção demonstrar. Ou então não tinha ideia do porque sou assim. Este último era o mais provável. Estava na cama, pesando no diferente que era tudo agora, a partir de então. Odiava que minha família tivesse sido levada longe de mim, mas não havia nada que pudesse fazer para mudar isso. Com Dalton, poderia. Poderia me sentar e aceitar que isto era o que ele pensava ser o melhor ou poderia lutar pelo que queria, pela primeira vez.

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Capitulo Dezessete DALTON Estava com medo de entrar na sala de aula. Não tinha ideia de como iria conseguir para os seguintes quarenta minutos. Fale em incomodo. Esta situação encabeçava a lista. Terminei meu café na sala dos professores e joguei fora o copo, muito consciente da campainha que iria tocar. Queria adiar as coisas, evitando a situação iminente durante tanto tempo como possível. Wrenn estava muito irritada no dia anterior. Passou por minha cabeça que ela poderia se vingar, mas descartei a ideia com a mesma rapidez que apareceu. Ela não faria isso, sem importar o quanto irritada se sentisse. Mark estava ao meu lado, falando algo. Assentia com a cabeça de vez em quando, fingindo ouvir, quando na verdade não tinha ideia do que estava dizendo. Ele não parecia perceber. — Bom, nos encontramos esta noite as oito, então. Irá gostar dela, acredite em mim. Minha cabeça se levantou quando percebi que aceitei algo que não queria. Este último comentário soou como se eu tivesse concordado com um encontro. — O que? —Perguntei. — Julie. Ela é linda e muito quente. Tenho certeza que vocês se darão bem. — Mark disse enquanto se afastava. Teria que conversar com ele no almoço. Idiota.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV O caminho pelo corredor até minha sala foi o mais longo da minha vida. Podia ver as estudantes agrupadas na porta, esperando por mim. Cheguei na porta e a abri. As garotas murmuravam e riam, mas tudo em que podia me concentrar era ela. Mesmo sem olhar, sabia que estava me olhando. Engoli, minha garganta áspera como papel lixa. A porta se abriu. Fiquei atrás deixando o grupo de alunas entrarem primeiro. Encontrei o olhar de Wrenn enquanto ela e Kass passavam diante de mim. Seus olhos se estreitaram. Ela ainda estava irritada. Odiava ver sua irritação, mas a paixão golpeou algo dentro de mim, fazendo-me sentir muito mais do que estava disposto a admitir. Fechei a porta e me aproximei da mesa. — Bom. Hora dos testes. Livros guardados, apenas uma caneta, por favor. Gemidos encheram a sala, mas não me importei. Hoje queria a menor interação com esta sala que pudesse ter. Entreguei os testes e voltei a me sentar na mesa, abrindo meu notebook. Passei através de página por página, desinteressado de tudo. Ao clicar no meu e-mail pessoal, vi uma mensagem nova. Era dela. Minhas mãos tremiam quando a abri. Deus, me sentia um idiota. Parecia um adolescente olhando pornografia. Dalton, Entendo porque terminou as coisas, mas quero que saiba que não me rendo facilmente. Você sabe que passei por muitas coisas e acho que pensa que está me poupando de mais dor ou que for, mas na verdade, tudo o que está fazendo é me machucar. Meus sentimentos por você não são superficiais. Eles não desaparecerão porque decidiu que está errado. Tampouco os seus sentimentos por mim. Podemos conversar sobre isso? W xx

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Olhei para cima, respirando com dificuldade. Ela estava me olhando, como se soubesse que estava lendo seu e-mail. Afastei o olhar. Era um estupido por ter incentivado seus sentimentos. Era esperado que isto explodisse no meu rosto. Movi os dedos pelo mouse e apaguei o e-mail. Fechei o notebook e peguei as tarefas, eram uma atividade tediosa, repetitiva e exatamente o que precisava no momento. O resto da hora passou rapidamente e em silencio. Disse as todas as alunas que poderiam sair quando entregassem o teste. Em pouco tempo, a sala estava vazia, com exceção de mim e Wrenn. Sabia o que estava fazendo. Ela pensou nisso. Queria que ficássemos sozinhos. Queria colocar a prova minha decisão. Fiquei de pé e limpei a garganta. — O tempo acabou. Ela agarrou sua mochila e se aproximou da mesa, deslizando o teste por ela, seus olhos nos meus. — Podemos conversar? — Perguntou sentada na borda da minha mesa, sua saia sobre as coxas brancas e cremosas. Olhei para a porta. Graças a Deus estava fechada. Se tentasse me beijar neste momento, provavelmente não resistiria. Merda, se tentasse me foder ali na mesa não poderia resistir. — Não aqui, Wrenn. — Disse mantendo distância. Não confiava em mim Se chegasse muito perto. Queria ela demais. — Então onde? Está noite? Podemos nos encontrar. — Não posso. Tenho uma reunião. — Menti. Recolhi minhas coisas e aproximei-me da porta. — Sinto muito, Wrenn. Ela manteve meu olhar e logo assentiu com a cabeça, com os lábios apertados.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Sabe, em três semanas, você não será mais meu professor. — Murmurou de mal humor. E do nada, voltou a ser a garota de dezoito anos de idade que era. — Não, mas ainda seria alguém em quem confiou e que abusou de seu poder. Pense nisso. Como irá parecer? Decidimos ficar juntos assim que você sai e meu contrato termina? Vamos, Wrenn. Ninguém é tão estupido para acreditar nessa merda. — Eu estava sendo duro, mas ela não recuava. — Não me importa nada o que pensam. — Respondeu ela, levantando a voz. — De verdade? Nem sequer sua tia? Ela fechou a boca e me olhou por um momento. — Tenho que ir, Wrenn. Isto é o melhor. Já verá.

~*~ Joguei-me no sofá e gemi quando percebi que esqueci de falar com Mark sobre cancelar o encontro. Olhei o relógio na parede sobre a geladeira. Já eram mais de sete horas. Muito tarde agora. Não tinha outra opção. Levantei-me, vesti um jeans e uma camisa, sem prestar muita atenção a minha aparência. Passei os dedos por meu cabelo para arrumá-lo. Agarrei as chaves e fui para o carro, querendo que a noite acabasse logo.

~*~ A mensagem de Mark dizia para espera-los do lado de fora da churrascaria na cidade. Era muito cheio nas segundas a noite. O lugar era tão comum como se esperava, com cabeça de animais nas paredes 103

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV e as garçonetes vestidas de vaqueiras, mas parecia ter a melhor carne da região. Vi Mark e Shelly em uma mesa, com eles estava uma atraente mulher loira quase da minha idade. — Olá. — Disse me sentando junto a mulher que apenas poderia ser Julie. Ela sorriu. Era muito bonita. Seu cabelo loiro caia por suas costas. Usava uma saia preta e um suéter azul que parecia mais escuro contra sua pele branca como porcelana. — Julie, este é Dalton. Dalton, está é Julie. — Mark nos apresentou. — Prazer. — Murmurei, segurando sua mão estendida. Ela sorriu. — Que bom vê-la novamente Shelly. Shelly sorriu, com a mão sobre a de Mark. — Então, você também é professor? — Perguntou Julie. Assenti. — Não sei como consegue lidar com todos aqueles hormônios. — Riu. — E sendo tão atraente, aposto que todas suas alunas o assediam. — Talvez uma ou duas. — Admiti desajeitado, tentando rir para aliviar o peso em meu peito. — Não sei o que há de tão especial nele. — Queixou Mark, que recebeu um tapa de Shelly. — O que? — Protestou. Mark tinha razão: Julie era divertida, amável e muito atraente. Ela teria sido perfeita se estivesse interessado. E se não estivesse apaixonado por outra pessoa. Merda, de onde saiu isso? Estava apaixonado por ela? Não que mudasse algo. Não podia acontecer nada. Nem agora, nem em um mês. Jamais.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Passei pelo encontro tentando ouvir, fazer perguntas e rir quando ela fazia uma piada. Em um momento vi Mark e Shelly trocarem um olhar que dizia: isto está indo muito bem! Neste momento estava pensando no que diria a Mark. Que acabei de sair de uma relação longa. Ela me machucou muito e não estava pronto para seguir adiante... bla, bla, bla. Olhei para meu relógio, me surpreendendo ao ver que apenas oito horas. Merda. Parecia como estivesse sentado ali por horas. Minha mente foi para Wrenn. O que estava fazendo agora? Provavelmente deitada no sofá assistindo um filme de terror. Sorri ante a ideia. Isto era exatamente onde preferia estar neste momento, aconchegado com Wrenn, assistindo filme enquanto movia seu cabelo para o lado e beijava seu pescoço. Porque minha cabeça sempre voltava para ela?

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Capitulo Dezoito WRENN — Vamos, será bom. — Kass agarrou meu braço e me arrastou dentro do restaurante. O lugar estava cheio. O último que queria era sair, mas Kass insistiu. Fiquei de pé junto a ela, enquanto pedia uma mesa para nós. Observei os rostos na esperança de que não houvesse ninguém da escola ali. Isto era tudo o que precisava hoje. Então o vi. Está brincando. Ele estava em uma merda de encontro. Observei a loira, pensando em cada coisa negativa que pude encontrar nela, o que não foi muito. Era bonita, bem vestida e ria muito. Eu a odiei. — Não posso ficar aqui. — Murmurei para Kass, tentando abrir caminho além dela. Ela seguiu meu olhar, seus olhos quase saindo da cabeça. Ela me impediu de sair. — Não. — Disse com um sorriso nos lábios. — Tenho uma ideia. — Ela pegou o telefone e enviou uma mensagem. — Pode conseguir uma mesa para quatro, por favor? De preferência ali. — Ela apontou a direção de Dalton. Que merda estava fazendo? Minha expressão deveria estar confusa, porque tocou meu braço, os olhos suaves. — Confie em mim. — Murmurou. Esperamos dez minutos, dez minutos extremamente incômodos e ansiosos até nos levarem a uma mesa... justo ao lado de Dalton. Kass segurou

meu

braço,

empurrando-me.

Meus

pés

finalmente

encontraram o caminho. Segui Kass, não deixando de olhar em sua direção. Nos sentamos. Obriguei-me a olhar adiante, mas pelo canto do olho pude vê-lo me olhar. Vire-me para olhar para ele, levantando a sobrancelha. Parecia envergonhado. Balancei a cabeça com raiva. Deveria mesmo sentir vergonha. 106

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Não queria ficar ali. Queria estar em qualquer lugar, menos ali, vendo-o jantar com uma loira que não era sua aluna. — O que estamos fazendo, Kass? — Perguntei confusa. — Está é sua forma de torturar? — Trina está a caminho com seu irmão. — Levantou as sobrancelhas. — Seu irmão mais velho, muito quente. — Por favor, diga que não sabe. — Gemi. Sentia-me incomoda o suficiente e não queria que mais pessoas soubessem que estava apaixonada por meu professor. — Relaxe. Disse que há um cara aqui que a enganou, não disse quem era. Diremos que é ele. — Apontou para um rapaz do outro lado, parecendo amoroso com uma garota. Era da nossa idade. Comecei a relaxar. Mantive os olhos na entrada principal, esperando ver Trina. Finalmente a vi. Porra. Kass não estava brincando quando disse que o irmão de Trina era quente. Era alto, loiro, com músculos em todos os lugares corretos. Parecia um surfista. Se meu objetivo fosse passar ciúmes em Dalton, este rapaz era mais que perfeito. — Agora vamos brincar, certo? — Kass disse, sorrindo para Trina. — Olá meninas. Desculpe por chegar tarde. — Trina se inclinou e beijou os lábios de Kass. Seu irmão sorriu. Ruborizei, perguntando o que Trina disse. Aquilo era vergonha? Imagine se soubesse que estava tentando passar ciúmes em seu professor. — Você deve ser Wrenn. — Disse, tentando alcançar minha mão. Assenti com a cabeça, forçando um sorriso. — Sou Shannon. — Ele puxou meu braço, obrigando-me a ficar de pé, me abraçando. Logo me beijou. Foi apenas um beijo nos lábios, mas fiquei em estado de choque. Olhei na direção de Dalton. Seus olhos estavam em Shannon e parecia completamente louco. Parecia querer matar Shannon. Ri e logo 107

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV olhei para Shannon e depois para Dalton. Ele me olhou, no entanto, estreitando os olhos, o rosto escurecido pela ira. Estava funcionando! — Sabe, este cara é um idiota. Se não pode ver que beleza é, não a merece. — Disse Shannon, olhando fixamente e meus olhos. Sua mão se fechou sobre a minha, os dedos se arrastando por meu braço. Ruborizei e ele se afastou. Este rapaz era um bobo. Mas era o rapaz que estava deixando Dalton com mais ciúmes do que já vi em outro homem. — De verdade? E descobriu isso nos últimos minutos? — Perguntei seca, arqueando uma sobrancelha. Ele sorriu, mostrando os dentes brancos e perfeitos para mim. Fiz uma careta e estendi uma mão, colocando a minha sobre a dele. Kass pisco um olho, feliz por entrar no jogo. — Conheço algo bom quando o vejo. Quando estiver pronta para renunciar a estes garotos, venha me procurar. — Apertou os lábios. — Venha e saberá como um homem de verdade pode trata-la. Comecei a rir e disparei um olhar para Kass. Ela encolheu os ombros. Era cara era de verdade? Isso tinha que ser parte de seu ato. Com certeza! — Obrigada, mas se você for a definição de homem de verdade, acho que vou passar. Encolheu os ombros, seu ego ferido nenhum pouco. — Irá mudar de ideia. Sempre mudam. — Inclinou-se para trás em sua cadeira e sorriu, estreitando os olhos enquanto percorria meu corpo. Calça de moletom e uma blusa com capuz? Sim, parecia quente. Se soubesse que veria Dalton, teria me arrumado mais. — Hum, podemos pedir? — Peguei o cardápio para esconder meu sorriso. Este rapaz era um bobo. Mas funcionou: Dalton estava furioso. 108

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Percebi pela forma como não podia afastar os olhos de mim. Podia sentir a ira irradiando dele. Pedi batatas fritas e uma bisteca, ao ponto. — Ao ponto? Gosto de uma de uma garota que sabe comer carne. Gosta de carne, Wrenn? — Shannon sorriu, passando a língua pelos lábios. Fiz uma careta, desculpando-me e logo indo ao banheiro. Não precisava ir, apenas precisava escapar do ego deste rapaz por um momento e me reorientar. Abri caminho através das portas duplas brancas do outro lado do restaurante. Certo Wrenn, controle-se. Fiquei olhando meu reflexo quando as dúvidas começaram a se arrastar em minha mente. E se isto não funcionar? Então o que? Falei sobre não desistir sem lutar, mas na verdade, se ele não estiver interessado, que outra opção teria? Sai do banheiro e bati em algo duro. Ofeguei. Dalton. Agarrou meu braço e me puxou para o que parecia um depósito, fechando a porta. Nunca o vi tão irritado. — O que está fazendo, Wrenn? — Grunhiu, sua voz misturada com ira. Olhou para mim, com os olhos tão escuros que eram quase negros. Os pelos da minha nuca se arrepiaram enquanto lutava para soltar meu braço. — Estou fazendo o mesmo que você. Jantando. — Afastei-me. — Sabe a que me refiro. Quem é o rapaz? Inalei. — Porque quer saber? — Perguntei com raiva. — Deixou claro que não estamos mais juntos. Não tem nada a dizer sobre o que faço. — Olhei para baixo. — De qualquer forma, parece óbvio. Reunião, certo? — Fique sem opção sobre vir aqui está noite. O último lugar onde quero estar é aqui com ela. — Disse “ela” como se fosse uma doença. A 109

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV familiar ansiedade começou a se mover no meu estômago. Poderia estar dizendo a verdade? Deu um passo adiante, pressionando-me contra ele. Ele abaixou o olhar para mim, suas mãos no meu pescoço. Quando seus lábios se encontraram com os meus, meu coração parou. Tudo parou. O único que importava era ele e eu. A sensação dele, o seu cheiro... era como se não pudesse ter o suficiente. Levantou-me pelos quadris, pressionando minhas costas contra a parede atrás de mim. Beijou meu pescoço, sua língua em círculos suaves sobre minha pele. Estendi a mão, meus dedos passando entre seu cabelo maravilhosamente suave enquanto sua boa encontrava a minha novamente. Gemi, esfregando meus quadris contra o dele, a sensação de sua ereção contra minha coxa me excitou como nenhuma outra coisa. Adorava deixa-lo tão duro. Eu o queria, ali mesmo. — Porra, Wrenn. Não podemos fazer isso aqui. — Sussurrou entre beijos, com as mãos sob a camiseta, segurando meus seios. Graças a Deus, disse aqui, porque se houvesse me golpeado novamente, acho que teria batido nele de verdade. — Eu sei. É melhor voltar para Kass ou virá me buscar. Ele me colocou no chão, com as mãos acariciando minhas costas, fazendo-me arrepiar. — Então, vai me dizer quem é o rapaz? — O que? — Perguntei, confusa. — O idiota em sua mesa. Preciso bater algumas cabeças? Balancei a cabeça enquanto sorria. — Olha, é em momento como este que realmente mostra sua idade, Reid. — Brinquei. — Ele é o irmão de Trina. Pedi que viesse aqui para deixa-lo com ciúmes, depois que o vi com ela. — Bom, funcionou. Este cara é um idiota. — Disse sombrio. — E Trina e Kass são... — Parou. 110

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Namoradas. — Terminei, estreitando os olhos. — Sei que as viu se beijando no Starbucks no outro dia. — Acrescentei, levantando uma sobrancelha. Ruborizou. — Kass sabe sobre nós? — Perguntou, ignorando meu comentário. Assenti lentamente enquanto fazia uma careta. — Wrenn... — Precisava conversar com alguém. E além disso, está me cobrindo com Layna. Não teria como sair para encontra-lo se não fosse por ela. — Volte para sua mesa antes que enviem um grupo de busca. — Ordenou. Dei um pulo quando bateu no meu traseiro suavemente. — Quando o verei? — Fiz um beicinho, não querendo deixa-lo. — Eu ligo mais tarde. Se faremos isto, precisamos ter cuidado. — Olhou ao redor do depósito e suspirou. — E isto não é ser cuidadoso. É estúpido.

~*~ Ri e li a mensagem novamente. — Eu disse como estava sexy esta noite? Realmente calça de moletom e blusa com capuz mostra sua idade. Respondi enquanto Kass me olhava de forma estranha. Fomos de carro para casa, depois do jantar. Não contei sobre meu incidente no banheiro, mas sabia que algo estava acontecendo. Meu estado de ânimo mudou completamente. — Hum, obrigada. O que posso dizer? Estava sofrendo. — Certo, o que está acontecendo Wrenn? — Kass perguntou finalmente, meu celular vibrando novamente. Outra mensagem. — Não posso esperar para vê-la. Apenas você e eu. E de preferência não em um depósito. 111

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Deixei o celular e olhei para Kass, que estava me olhando com impaciência. — Vamos. Derrame. — Disse. — Dalton me seguiu ao banheiro. E ficamos juntos no depósito. A boca de Kass se abriu, seus olhos cada vez mais abertos. — Não, não foi assim! — Eu ri, percebendo o que estava pensando. — Mas se estivéssemos em um lugar mais privado, provavelmente teria acontecido. Kass gritou e bateu no meu braço. — Aí. — Disse rindo. — Você, sua pequena descarada, então funcionou! Estava com muito ciúme? — Perguntou ela sorrindo. — Ele queria bater em Shannon. — Admiti com um sorriso. — Isto é tão doce. — Ela respondeu. — Foi bom vê-lo tão irritado, Kass. Porque me senti bem? — Porque significa que realmente gosta de você e não quer apenas sexo. — Respondeu ela, com um tom sábio. Eu ri. Porque ela tinha experiencia. — É virgem? Ruborizei e balancei a cabeça, sem esperar que ela perguntasse. — Quando tempo irá esperar para dormir com ele, então? — Não sei. — Encolhi os ombros, sentindo-me incomoda, mesmo por conversar sobre isso. — Quando me sentir bem, eu acho. Não sou contra fazer sexo no início da relação. — Mas? — Sinto-me inexperiente ao seu lado. É verdade que é apenas cinco anos mais velho que eu, mas provavelmente já dormiu com Deus sabe quantas mulheres. O que acontece se for ruim? — Tão logo disse, me encolhi. Kass começou a rir, me fazendo sentir ainda pior. 112

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Wrenn, você é jovem e sexy. Quer dizer, eu dormiria com você. Poderia ficar ali sem se mover e continuaria sendo uma grande foda. Olhei para ela, uma pequena parte de mim gostando dela me achar sexy. Ela tinha razão. Se ele realmente gostar de mim, o sexo seria especial, independente do quão inexperiente eu fosse. — Já fez sexo oral antes? — Perguntou com um sorriso. — Para sua informação, disseram que sou muito boa nisso. — Disse com indiferença. — Quem disse? Toby de dezessete anos e sem experiência? — Ela riu. Eu a fulminei com o olhar. Certo, talvez minha fonte de elogio não fosse tão confiável, mas ainda sabia como me mover ao redor de um pênis. — Mas de verdade, isso é totalmente sério. Nunca iria colocar minha boca em um. Aff. — Ela enrugou o nariz. — Gosto muito mais de vaginas. — Então nunca... — Sim. Fiz sexo com a alguns rapazes, mas não isso. Prefiro o corpo de uma mulher. Não tenho problemas em ir abaixo em uma garota, mas um rapaz? Não. Não ficaria excitada o suficiente para esta merda. — Então, como se sente? — Não podia acreditar que estava perguntando isso. Minha curiosidade tirando o melhor de mim. — O que? — Perguntou confusa. — Ir abaixo em uma garota. — Ruborizei enquanto os olhos de Kass brilhavam. Ela riu sem nenhuma vergonha. — Ah, sabia que iria perguntar! É difícil explicar. — Ela pensou por um momento. — É suave e geralmente mais fácil e temos três lugares com os quais podemos chegar ao orgasmo. Isso deixa muito espaço 113

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV para a exploração... pessoalmente acho que todos os heteros em segredo querem uma experiência lésbica, porque é muito atraente. A língua na abertura de uma vagina é uma das coisas mais eróticas que posso pensar... Deus não posso nem explicar. É realmente algo que precisa experimentar. Eu ri. — Claro, terei isso em mente.

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Capitulo Dezenove DALTON Duas semanas mais. Duas semanas mais e meu contrato termina, Wrenn se forma e podemos ficar juntos. Deus, como desejava que tudo fosse fácil assim. Queria muito que nestas duas semanas as coisas fossem mais fáceis. Mas o verdadeiro problema nunca iria desaparecer. As coisas nunca foram tão fáceis. Não para mim. Precisava dizer. Era um movimento tão idiota, deixar que se apaixonasse sem saber a verdade. Sobretudo depois do que passou. Merecia o melhor. E talvez pudesse lhe dar isto. Talvez não. Suspirei e olhei a lista de trabalho na minha frente. Layna deu a entender que poderia ter outro contrato para mim no próximo ano. De alguma forma duvidava que mantivesse a oferta sobre a mesa quando descobrisse que estava saindo escondido com sua sobrinha.

~*~ Era sexta-feira à noite. Apenas enviei para Wrenn uma mensagem para organizar onde iriamos nos encontrar no dia seguinte. Queria fazer algo especial para ela, assim reservei uma cabana junto ao lago do bosque, duas horas ao norte — longe o suficiente para podermos relaxar e desfrutar um do outro. Ao vê-la com aquela idiota no restaurante percebi que não podia simplesmente empurrar meus sentimentos para o lado. A visão dela com outro homem me deixou mais irritado e frustrado do que jamais fiquei. Segui-la até o banheiro e arrastá-la para o depósito? Aquilo foi estupido. Qualquer um poderia nos ver, mas a

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV necessidade de confrontá-la, tocá-la, era muito mais forte que os sinais de alarme na minha cabeça. Meu telefone tocou na mesa de café. Aproximei-me dele. — Soa maravilhoso. Não posso esperar para vê-lo. Sorri e enviei uma mensagem de volta. — Queria que estivesse aqui agora. Algumas coisas que quero fazer com você... Ela respondeu rápido. — De verdade? Gostaria de saber exatamente o que quer fazer comigo... Eu ri, tirando os sapatos e me deitando no sofá quando enviei uma mensagem de volta. — Não vou falar por mensagem. Terá que esperar e talvez algum dia descobrirá. Esperei ela responder. Passaram-se dez minutos e não houve resposta. Tinha desistido, quando soou um golpe suave na porta. Pulei do sofá. Quem iria bater na minha porta as dez da noite? Abrindo a fechadura, puxei a porta, ficando com a boca aberta. Wrenn. Minha linda e atraente Wrenn. Meu olhar desceu pelo suéter decotado e a calça justa que abraçava suas curvas. Ela sorriu. Fechei a boca, que estava seca. — Vai me deixar entrar antes ou depois que nos descubram? — Sussurrou. Ruborizei e abri a porta o suficiente para ela passar. — O que faz aqui? — Perguntei. — E porque não está com uma jaqueta? Deve estar gelada! Ela riu. — Estou bem. — Seus olhos verdes se estreitaram. — Então, estávamos falando sobre o que queria fazer comigo? 116

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Eu ri, meus braços encontrando o caminho ao redor de sua cintura. Tê-la ali, dentro do meu apartamento, era uma má ideia, mas não podia resistir a este sorriso ou a forma como os olhos brilhavam para mim. Estendi a mão, segurando seu rosto, inclinei os lábios para encontrar os dela. — Veio aqui para descobrir o que quero fazer com você? — Eu ri, meus lábios buscando os dela. Ela sorriu e assentiu. — Não vou dizer. Vou mostrar. — Gosto de como soa isso. — Sussurrou. Levantei

os braços dela para

meu

pescoço,

meus dedos

suavemente sob o suéter, sobre sua pele suave. Ela respirou forte. Meus lábios tocaram os dela, enquanto minha língua deslizava em sua boca, movendo-se contra a dela. Ela era incrivelmente doce, senti meu corpo endurecer enquanto pensava em minha boca em outras partes de seu corpo. Beijei sua bochecha e logo o queixo, beijando os lábios, por último passei a língua pelo pescoço. Ficou sem folego, apertando meu pescoço. — Sua pele é tão suave. — Sussurrei, beijando os cantos de seus lábios. Minha mão passou pela barra do suéter. Sorriu, me deixando saber que estava tudo bem. A última coisa que queria, era fazê-la fugir, mas precisava sentir seu corpo contra o meu. Levantei o suéter por sua cabeça, deslizando por seus braços. Meu Deus. Usava um sutiã preto, seus seios para cima, criando o mais glorioso decote. Meus dedos se arrastaram sobre a suavidade de seus seios. Abaixei e beijei enquanto suas mãos entravam em meu cabelo. Puxei o sutiã, deixando ao descoberto seus mamilos duros. Ela abriu a boca quando fechei a minha sobre um e logo o outro, chupando e dando voltas com a língua. 117

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Isso é incrível. — Murmurou, com os olhos fechados. Enquanto a olhava, poderia sentir meu corpo endurecer mais. Porra, ela era linda. Retrocedi até o sofá e me sentei, puxando-a para baixo comigo. Ela riu quando caiu sobre mim, o som de sua risada me fazendo sorrir. Puxei o suéter por seus braços e abri o sutiã, deixando ambos cair no chão. Ela se sentou sobre mim com os seios nus, tocando minha ereção dolorosa contra a restrição do jeans. Ela também sabia. Com um brilho nos olhos se esfregou contra meu pênis, como se amasse o poder que tinha sobre mim. Levantei minha camisa e a tirei, queria sentir nossas peles. Lambeu meu pescoço enquanto seus mamilos duros raspavam pelo meu peito. — Você é incrível. — Grunhi, minha mão na sua nuca, segurando seu cabelo. Obriguei-a a voltar a minha boca, desesperado para explorar a dela. Quando nossos lábios se tocaram foi como se todo o mundo parasse, a única coisa que importava ela era e fazê-la feliz. AS batidas de nossos peitos ecoaram em nossos ouvidos enquanto nossas línguas se misturavam. Deus, poderia prova-la toda a noite. Minhas mãos percorriam suas curvas, passando sobre os seios, apertando e brincando. Estava tão duro e queria muito me sentir dentro dela, mas não queria apressar as coisas. Separei-me e ela me olhou, ofegando suavemente, suas bochechas vermelhas. Sorriu e acariciei seu cabelo selvagem, memorizando tudo sobre ela. Ela me olhou quando estendi a mão e tracei ao redor do mamilo com o dedo. Isto estava me deixando muito excitado. Quase como se houvesse lido minha mente, ela moveu os joelhos e foi para o chão. Meu coração aumentou o ritmo. Estava realmente a ponto de fazer isso? Sentei enquanto ela abria meu cinto, logo, os botões da calça. 118

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Colocou a mão em minha cueca boxer com cuidado, como se estivesse lidando com uma serpente venenosa. O pensamento me fez sorrir. — O que é tão engraçado. — Perguntou, estreitando os olhos. — Nada. Parece com medo. — Disse. Ela ruborizou. Porra, essa garota era perfeita. — Estou nervosa. — Admitiu. — Quer dizer, sei o que estou fazendo, mas tem muito mais experiência que eu... não fazer papel de ridículo. Neguei com a cabeça e riu. — Vê o quanto estou excitado? Teria sorte se pudesse durar mais de dez segundos com sua boca em mim. Acredite, qualquer coisa que fizer será o melhor que já tive. Seus olhos se estreitaram quando ela segurou na mão. Oh Deus. Pouco a pouco moveu a mão de cima para baixo ao longo do meu eixo. Inclinou-se, curvando a língua ao redor da ponta do meu pau, olhando com aqueles grandes olhos verdes, rodeados por longos cílios escuros. — Oh. — Gemi quando olhei meu pau desaparecendo em sua boca aberta, a língua me acariciando enquanto seus lábios se movia ao longo. Porra, isto era muito... minha linha de pensamento me abandonou quando arqueei as costas, observando-a em silêncio enquanto chupava com mais força e mais rápido. Acariciei seu cabelo, meu ardente olhar nela. Então não podia aguentar mais já que meu pau começou a pulsar. Ela chupava forte, cada movimento me empurrando além do limite até que por fim saltei. — Oh puta merda... — Gemi novamente gozando em sua boca, meu corpo estremecendo, incapaz de lidar com seu toque e ao mesmo tempo exigindo. Limpou a boca e sorriu timidamente. 119

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Foi bom? — Bom? Isso foi alucinante. Porra Wrenn. Isso foi... nem sequer tenho palavras. — Encostei no sofá, sem ser capaz de me sentar. Ela ficou de pé e se enroscou sobre mim, com a cabeça apoiada em meu peito. Beijei seu cabelo, sentindo o cheiro de seu xampu de coco e incapaz de compreender o que aconteceu. Uma hora mais tarde, ainda estávamos no sofá. A televisão estava ligada, mas nenhum dos dois estava prestando atenção nela. Fez cocegas em minhas costas enquanto ela sorria, com os olhos fechados. Observei seu rosto. Ela era tão bonita. Sentia necessidade de dizer, pois não podia acreditar no quão linda era. — Mmmm, isto é bom. — Murmurou enquanto acariciava seu cabelo. — Gosto de fazê-la se sentir bem. — Disse, aspirando o aroma de seu perfume. Ela sorriu novamente, abrindo um olho para me olhar. — Sempre me sinto bem quando estou perto de você. Sinto-me relaxada e excitada ao mesmo tempo. Sinto-me segura e assustada. Você deixa tudo em evidencia para mim. — O mesmo faz comigo. — Disse, beijando sua cabeça. — Nunca me senti tão perto de ninguém. Não sei você, mas sinto-me conectado a você. Como se estivesse destinado a conhece-la. — Fiz uma careta. — Deus, estou soando como uma garota. Ela riu e negou com a cabeça. — Não sei, Sr. Reid, gosto deste seu lado sensível. — Ela sorriu, com o queixo apoiado no peito, com os dedos entrelaçados nos meus. — Sim, é bom não dizer a ninguém. Minha reputação se arruinaria. Ela fez uma careta, impaciente. — A quem diria? Minha tia? Dei uma palmada em seu traseiro. 120

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Não é divertido. Nem engraçado. Está ansiosa por amanhã? Ela assentiu. — Mas gostaria que me contasse exatamente onde vamos. — É uma surpresa. — Disse beijando sua testa. Ela estreitou os olhos e sorriu. — Acredite em mim, vai adorar. — Sempre que tiver a oportunidade de passar a noite com você, fico feliz. — Ela suspirou. — É melhor voltar. Não acho que sair daqui ao amanhecer seja uma boa ideia. — Ela sorriu e saiu do sofá. Eu a olhei vestir o sutiã e logo o suéter, o delicado tecido fluindo sobre seus seios, cobrindo seu estômago. Virou-se para mim, subindo novamente em meu corpo até se sentar, seu cabelo escuro caindo sobre seu rosto e o meu. — Pensei que fosse embora. — Disse em voz baixa. — Apenas queria lhe dar algo. — Sim? — Disse. Esperando. Curioso. Batidas de coração. A boca seca. Ela se inclinou para baixo, esmagando seus lábios contra os meus enquanto suas mãos percorriam meu peito nu. — Se não for embora, terei que levá-la ao meu quarto e fodê-la até ficar sem sentido. — Murmurei, minhas mãos movendo-se sobre seu sutiã. — Não vou me queixar. — Disse, rindo. — Vá. — Grunhi, estreitando os olhos nela. Ela riu e se levantou. Pegou seu cabelo, puxou-o de sob a gola por suas costas como uma cascata chocolate. — Nos vemos amanhã. — Ela sorriu, deslizando sobre suas pernas e saindo. Observei-a sair com um sorriso em meu rosto, pensando no incrível que era está mulher. 121

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Capitulo Vinte DALTON Peguei Wrenn na casa de Kass depois das oito na manhã de sábado. Nenhum de nós dormiu muito na noite anterior, mas os dois estávamos tão dispostos a passar mais tempo juntos que não importava. Ela entrou em meu carro, um leve sorriso em seus lábios enquanto se aproximava para beijar. O cheiro de seu perfume, almiscarado e doce, me envolveu. — Ei. — Murmurou, sem afastar os olhos dela. — Ei. — Disse de volta. Ela estendeu a mão para tocar meu rosto, os dedos passando suavemente sobre minha barba. — Senti sua falta. E sim, sou consciente de que a vi algumas horas. — Ela riu. — Sim, bom também senti sua falta. — Aproximei-me e coloquei minha mão em sua coxa enquanto dirigia pela estrada. — Dormiu bem? — Não muito. — Disse. — Então, onde vamos? — Já verá. — Respondi misteriosamente. — Deus, espero que tenha uma banheira de hidromassagem. — Disse esticando as pernas. — De verdade? — Respondi, divertido. — Não sabe o estressante que é o último ano, sobretudo quando se tem um romance com seu professor. — Oh, então isso é o que é? — Disse, levantando as sobrancelhas. Ela ruborizou e riu. — Você é tão fácil. Ela estreitou os olhos em mim, mas estava sorrindo. — Quero passar um tempo com você. Quer dizer, sei que estamos sempre juntos, mas isto é diferente. Não se sente escondido ou mal. — Ela esticou as longas pernas, meus olhos foram diretos para ela como imã. — Quero que está noite seja especial. 122

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV De imediato soube onde isso iria e estava decidido a não exercer muita pressão sobre ela, não importava o quanto a quisesse. Deveria estar em desacordo comigo mesmo. A ideia de dormir com uma aluna deveria me desgarrar por dentro, muito mais do que estava. Mas não era assim. Estava preocupado com meu trabalho e como tudo isso poderia afetá-la, mas todas minhas reservas sobre nós tinham pouco a ver com meus sentimentos sobre ser seu professor e tudo a ver com o resto da minha vida. — Quero que isto seja muito especial também, Wrenn. Mas não vou pressioná-la. Quero que esteja pronta, mesmo se isso signifique esperar um mês ou um ano. — Murmurei. Virou-se para mim, com uma expressão surpresa. — Dalton... não sou virgem. — Disse em voz baixa. — Não me importo com isso, Wrenn. Não se trata disso, é sobre você. Quero que me queira. Quero que precise de mim. E não, não estou a ponto de cantar uma canção. — Disse ironicamente. Ela riu, com o rosto iluminado pela diversão. — Acho que subestima o quanto te quero, Dalton. Estou nervosa por dormir com você? Sim, mas não tem nada a ver com nada, além do fato de que realmente gosto de você. Se for muito para mim, eu direi. Prometo. Olhou pela janela a linha de árvores pelas quais passávamos. Estremeceu e liguei o aquecedor, logo coloquei a mão em sua coxa. — Então, falta pouco para que seja um homem livre, Sr. Reid. Quais são seus planos para depois que seu contrato terminar? — Perguntou ela, mudando de assunto. — Bom, isso depende de algumas coisas. — Disse, passando a mão sobre sua coxa. — Como o que? — Pressionou. Ela apoiou a cabeça contra o assento, virando-se para mim, esperando minha resposta. 123

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Acho que depende do que me oferecerem. Se ainda quiser dar aulas. Farei... — Porque meu coração acelerava? Falar do futuro me assustava, mas falar de um futuro com Wrenn era quase insuportável. — Se estivermos juntos e estiver em Boston, então é onde estarei também. Ela sorriu e envolveu sua mão sobre a minha e a sensação de nossas peles se tocando era incrível. Ela me olhou fixamente durante um minuto, como se um pensamento estivesse se formando em sua cabeça. — Acha que podemos fazer isso? Quer dizer, na verdade fazer com que funcione? — Perguntou em voz baixa. — Porque não? As pessoas têm relacionamentos todo o tempo. Porque não nós? — Encolhi os ombros. Soava tão seguro de si mesmo, tão seguro sobre nós. O que não queria era fazer a pergunta. E se, depois disso, simplesmente não funcionasse? Apertei sua mão novamente. — Não posso dizer como será, Wrenn. Tudo que posso fazer é prometer que farei todo o possível para lidar com isto, se for o que decidirmos que queremos. Ela assentiu, seus olhos se encontrando com os meus. — Acho que já estou além de tomar esta decisão. — Disse, com voz suave.

~*~ Entrei no caminho de pedra da cabana, o movimento fazendo Wrenn acordar. Ela olhou para cima. Pela janela em confusão, como se houvesse esquecido por completo onde estava. Ela me olhou, piscando algumas

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV vezes, logo olhando novamente para a cabana que era nosso pelo final de semana. Fui bem cuidadoso, querendo que fosse especial. Não podia esperar para ver seu rosto quando olhasse dentro. Descemos do carro, o cheiro de ar puro quase atordoante. — É lindo. — Virou-se lentamente, olhando a impressionante vista do lago do bosque e seu entorno. — Espere para ver dentro. — Segurei sua mão e caminhamos pela estrada até a varanda da frente. Usando a chave que foi deixada para nós, abri a porta. Wrenn entrou primeiro e a segui. — Porra. Este lugar é incrível. — Gritou. Sorri. Pelo que paguei, tinha que ser incrível mesmo. Uma noite quase me custou uma semana de salário. Entrei na sala de estar, onde Wrenn estava de pé. Bom. Era agradável. O espaço aberto fazia parecer muito maior do que realmente era. O quarto estava à esquerda, como o banheiro. Um enorme balcão estava do lado direito da casa. As janelas iam do chão ao teto separando a sala do balcão. — Ah uma banheira de hidromassagem! Uma banheira de hidromassagem enorme! — Pulei quando Wrenn começou a gritar. Ela lançou os braços no meu pescoço e não pude deixar de rir. Via o brilho da juventude em momentos como este. Apertou os lábios contra os meus, suas mãos fazendo seu caminho por baixo da jaqueta e a camisa, sobre a pele nua das costas. — Porra, suas mãos estão geladas! — Ofeguei, tentando me afastar dela. Ela riu e segurou-se em mim, negando-se a deixar que saísse até que já não sentia o frio nela.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Beijei-a outra vez, apenas tê-la perto me deixava duro. Segurei sua mão e a levantei nos braços. Ela riu enquanto a levava pela sala e a jogava no grande sofá de três lugares. — Farei chocolate quente, então podemos preparar o jantar. — Você cozinha? — Perguntou, impressionada. Assenti com orgulho. Não era o melhor cozinheiro do mundo, mas podia fazer uma refeição decente. — Que tal seu eu ajudar? — Perguntou. — Se insiste. — Respondi. — Voltarei logo. Agarrei as malas e as coloquei no quarto, deixando minha carteira e o telefone na mesinha de noite. De volta a cozinha, esquentei um leite e depois coloquei achocolatado e açúcar, mexendo até dissolver. Servi dois copos que encontrei e acrescentei mashmallow. Levava as bebidas quentes novamente para a sala de estar, junto com alguns biscoitos. — Obrigada. — Sorriu ela, pegando o copo com as duas mãos. Ela o levou aos lábios e tomou um gole, os lábios em um sorriso. — Perfeito. — Então, o que disse a sua tia sobre seu paradeiro? — Perguntei. — Com Kass. Ela e Trina desapareceram. Layna acha que estou com elas. — Sorriu alegremente enquanto tomava mais um gole. — Está com fome? — Perguntou. Ela assentiu. — Morrendo de fome. — Vamos então. Fomos para a cozinha. Ela rodeou o balcão e se sentou em um dos bancos, suas palmas diante dela. — O que faremos? — Espaguete à Reid. — Disse com orgulho. — Pode fazê-lo? — Sorriu, levantando as sobrancelhas. — Claro. É macarrão, cebola, alho, tomate, manjericão e meu ingrediente secreto anchovas. 126

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Uf. De nenhuma maneira! — Enrugou o nariz em desgosto. — Desculpe, mas não gosto destes pequenos monstros marinhos. — Nem sequer poderá sentir o gosto quando dissolver no molho. — Protestei. Ela balançou a cabeça inflexível. — Bem. Vou deixar de lado as anchovas por você. — Concordou de má vontade. Coloquei a tabua de cortar, uma cebola e um dente de alho na frente dela e lhe entreguei uma faca. — Picar? — Perguntou. Assenti. Enquanto fazia isso, coloquei uma panela com água para ferver. Esquentei a frigideira, com um pouco de azeite e coloquei a cebola e o olho em cubinhos, a boca enchendo de água com o cheiro no ar. — É muito alho. — Ela sorriu. — O que, agora não gosta de alho? — Respondi. — Não. — Ela riu. — Adoro, apenas sendo cautelosa sobre hálito de alho. Estava pensando em muitos beijos depois. — Porque esperar até então? — Inclinei-me sobre o balcão, beijando seus lábios. — Além disso, os dois teremos hálito de alho, assim realmente não importa. — Coloquei os tomates, um pouco de manjericão, sal e pimenta, logo deixei em fogo lento. Acrescentei o espaguete na água fervendo, com um pouco de sal. — Parece se dar bem na cozinha. — Sorriu. — Ajudava minha mãe com a cozinha e a limpeza depois, então sou bem domesticado. — Mmmm. Muito atraente. — Riu ela, com os olhos brilhando para mim. Estreitei os olhos, não muito seguro se ela estava brincando comigo ou não. 127

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Então, era próxima de sua mãe? — Eu vi a dor em seus olhos e ao instante me senti mal. — Sim. Quer dizer, brigávamos. Era uma adolescente normal que discutia com sua mãe, mas também era minha melhor amiga. Podia falar com ela sobre qualquer coisa, sabe? — Ela sorriu. — Bom, talvez não tudo. Provavelmente não diria sobre você. — Sim, provavelmente não seria bom. — Fiz uma careta. — E Layna é sua única família? — Sim. Meus avós morreram quando era pequena e papai não tinha irmãos. Tenho sorte apesar de tudo. Ela foi um grande apoio. Além disso, há pessoas piores que eu. Tive uma família maravilhosa por um curto período de tempo. Isto foi melhor do que não ter. — Ela encolheu os ombros como se tivesse muito sentido. Uma vez mais, me surpreendeu. Como podia perder tanto e ainda continuar sendo forte? Como podia ser tão positiva? Ela tinha esta forma de me fazer sentir absorto em mim mesmo. Pensando em minha vida e as coisas sobre as quais não tinha controle me consumia. Aqui estava uma garota que perdeu tudo e ainda era capaz de ver o lado bom das coisas. Mexi o molho para ver se estava pronto. Quase perfeito. A única coisa que faltava eram as anchovas. O espaguete estava pronto, assim que o separei em dois pratos. Sobre a parte de cima coloquei o molho. Então peguei uma anchova e coloquei na frigideira e logo mexi até se dissolver. — Experimente. — Disse depois de colocar o molho sobre meu prato. Ela fez uma careta. — Vamos. — Disse com um sorriso. Suspirou, sendo obrigada, enrolou o espaguete em seu garfo antes de levar à boca. Seus olhos se iluminara, — Bem, isso é muito bom. — Murmurou ela surpresa. Voltou para mais. Eu ri baixinho, puxando o perto. 128

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — É meu. Ficarei com ele. — Tem certeza? — Sim. — Disse. — Talvez me ouça da próxima vez? — Provavelmente não. — Ela sorriu e riu. Ao menos era honesta.

~*~ Depois do jantar, conversamos. A conversa fluiu. Senti-me como se pudesse sentar ali durante horas e o assunto nunca acabaria. Adorei que ela tivesse suas próprias opiniões sobre as coisas. Ela falava quando não concordava e era muito apaixonada em suas crenças. — Então... eu poderia usar aquela banheira de hidromassagem. — Ela sorriu maliciosamente. — De verdade? — Murmurei, esticando os braços acima da cabeça. Deu a volta, esticando a perna sobre a minha até que ela se sentou no meu colo. Uau. Ela levantou o suéter pela cabeça, deixando-o cair no chão. Minha mão foi até seus seios, os dedos soltando-os do sutiã rosa claro. Inclinei-me para frente, tomei um mamilo na boca, rodei-o com a língua até que ficou duro. Ela gemeu quando a boca se fechou sobre o outro, com as mãos em suas costas. — Talvez possa se unir a você na banheira. — Murmurei, beijando seu pescoço. Ela segurou meu rosto, os lábios pressionando contra os meus quando meu pau começou a cobrar vida. Fiquei de pé e a levantei em meus quadris. Beijou meu pescoço, abrindo minha camisa enquanto a levava até varanda coberta, para a banheira de hidromassagem. Encolhendo os ombros para soltar a camisa, deixei-a cair no chão e me ajoelhei na frente dela. Ela riu quando desabotoei a calça jeans e puxei-a sobre suas coxas brancas. 129

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Ao ver a beleza diante de mim, beijei a borda da calcinha rosa enquanto tirava sua calça. — Depois. — Disse, fazendo um gesto para a banheira com água quente. Ela com cautela foi para a banheira, entrando na água. — Oh, isto é fantástico. — Sorriu, com os olhos cheios de felicidade. Abrindo minha calça, tirei-a e entrei na água. Estava muito mais quente do que esperava, mas contra o frio da noite, se sentia bem. Sentando-me na água, puxei Wrenn para meu colo, minha ereção muito óbvia. — Alguém está excitado. — Murmurou ela me beijando. — Sempre estou excitado ao seu redor, Wrenn. É muito difícil não mostrar quando não estamos sozinhos, mas sempre me tem duro. — De verdade? — Disse, colocando os braços ao redor do meu pescoço. — Diga-me, o que em mim o excita, Sr. Reid? O que me excita? Tudo nela me excita, de seus olhos a forma como ria. Aproximei-me mais e abri o sutiã, deslizando-o fora de seus ombros. Beijei sua bochecha de logo o queixo, chupando lentamente seu pescoço e depois seus seios redondos. — Tudo. — Murmurei, minha língua rodando sobre seu mamilo. — Não há nada em você que não me excita. Faz-me sentir vivo. Ela puxou minha cabeça para tocar meus lábios, beijando-me profundamente, saboreando, movendo seus quadris contra minha ereção. Deus, o que estava fazendo comigo? Não podia suportar mais isso. Não podia tê-la tão perto de mim e não entrar nela. Fiquei de pé, dei um passo fora da banheira, estendendo a mão. Ela a segurou, suas sobrancelhas no alto em confusão. Depois que ela saiu, a levantei nos meus braços e a levei ao quarto. 130

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — O que está fazendo? — Riu ela, seus dedos acariciando minha nuca. — O que parece? — Grunhi, lançando seu corpo molhado na cama. Ela riu enquanto ficava sobre ela, com as mãos explorando seus seios. Ela gemeu, enquanto apertava um mamilo. Adorava a forma como endurecia ao meu contato. Deus, adorava tudo sobre ela. — Tem certeza sobre isso? — Murmurei, acariciando sua pele. Ela assentiu, levantando a cabeça para me beijar. Meus dedos passaram pelas curvas de seu corpo, chegando ao elástico da calcinha de renda. Enrolei os dedos ao redor dele, puxandoa para baixo, deixando ao descoberto sua boceta perfeitamente depilada. Ela levantou os quadris, o que me permitiu deslizar a calcinha pelas pernas e sobre seus pés. — Você é muito linda. — Murmurei enquanto meus dedos acariciavam a parte interna da coxa. Ela separou as pernas e gemeu, a curva do braço em minhas costas. Eu queria tanto sentir-me dentro dela, mas mais que isso, queria tomar meu tempo. Puxei-a para mim, beijando seu estomago e lentamente me arrastei para cima, sobre seus seios e seu pescoço. Ela gemeu quando meu dedo tocou sua umidade, enquanto meus lábios encontravam sua boca. Seus lábios acariciaram os meus, mordendo e brincando, assim como eu fazia com ela. Beijei seu queixo, até seu pescoço, depois os seios. O mamilo estava duro quando me aproximei e passei a língua por ele, chupando suavemente, excitando-a ao extremo. Ela abriu a boca enquanto deslizava um dedo dentro dela, outro massageando seu clitóris. Ela gemeu, movendo os quadris, tentando empurrar meu dedo mais fundo. Eu ri e beijei seu pescoço enquanto entrava mais nela. Ela estava muito úmida e pronta. Deslizei outro dedo dentro dela, 131

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV movendo-os e saindo rapidamente. Sua respiração ficou pesada quando ela arqueou os quadris e tentou prender meus dedos dento dela. — Oh. Oh Deus. Oh sim, sim, sim! — Ela arqueou suas costas, a mão segurando os lençóis, apertando-os enquanto o orgasmo a atingia. — Pare, oh Deus. — Exclamou. Eu ri, tirando minha mão, beijando-a. Precisava dela. Estava tão duro quando abaixei minha cueca boxer, chutando-a pelas pernas. Ela sorriu, fechando a mão ao redor da minha ereção, movendo seu punho a um ritmo constante para cima e para baixo. Porra, era muito bom. Incorporou-se e se colocou sobre mim até que minha ereção pressionou sua entrada, brincando comigo. Procurei minha carteira e puxei um preservativo. Abrindo-o, rapidamente o coloquei e me virei com as mãos em seus quadris. Seus olhos ficaram nos meus enquanto ela se deixava cair sobre mim, com força, sua boceta molhada apertando meu pau. Ela começou a se mover para frente e para trás, seus seios pulando suavemente ao movimento. Eu a virei, para que ficasse sob mim e eu por cima, com as pernas dela ao redor da minha cintura. Meus dedos entraram em seus cabelos com ternura enquanto olhava fixamente em seus olhos. Empurrei ainda mais dentro dela enquanto nossos lábios se encontravam. Ela era incrível. Movi-me dentro dela, cada empurrão nos aproximando do êxtase. Sua boceta me apertava forte e estava muito molhada para mim. Gemi, deslizando dentro e fora dela. Meus movimentos aceleraram, meu pau dentro quase impossível de sair. Meu Deus. Queria que a sensação durasse para sempre. Havia algo assombroso no primeiro orgasmo, minha primeira vez dentro dela. 132

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Segurei seu pescoço, meu corpo ficando tenso quando atingi o orgasmo. Meu pau pulsava e se sentia como se fosse explodir a qualquer momento. Logo, me soltei, disparando meu sêmen dentro dela, meu corpo estremecendo, incapaz de lidar com a sensibilidade com a qual ela me deixou. Eu beijei-a, tocando seus lábios com paixão. Ainda dentro dela, segurando-a em meus braços, não querendo que o momento acabasse. — Isso foi... nem sequer sei o que. — Suspirou. Eu ri, percebendo por seu sorriso sonhador que estava satisfeita. — Você é espetacular. — Sussurrei. Fiquei de lado, levando-a comigo. Ficamos ali, com as costas contra meu peito, até que ela dormiu. Eu me sentia o homem mais feliz na terra.

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Capitulo Vinte E UM DALTON Cheguei mais cedo para a aula na manhã de segunda, principalmente porque queria limpar minha cabeça antes que Wrenn chegasse. Era difícil não passar todo o tempo olhando-a. O final de semana foi perfeito, não poderia ter ficado ainda mais especial. Agora, precisava voltar à realidade. Voltar a fingir que ela era apenas sua aluna. Sabia o importante que era manter segredo, mas estava ficando cada vez mais difícil para mim não demonstrar meus sentimentos por ela perto dos outros. Quando falava, eu queria ouvir. Queria tocar seu rosto e seu sorriso. Deus, podia passar todo o dia olhando aqueles lindos lábios vermelhos como sangue. E o cabelo tão escuro que ressaltava seus olhos. — Sr. Reid? Olhei para cima e vi Paige entrar na sala. — Paige. O que posso fazer por você? — Perguntei, tentando manter minha voz neutra. Sentei-me na cadeira enquanto Paige ficava na beirada da mesa, com uma perna sobre a outra, sua saia ficando perigosamente alta nas coxas. — Prefiro que se sente na cadeira se precisa discutir algo comigo. — Fiz um gesto ao assento que estava do outro lado da mesa. Ela estreitou os olhos, de má vontade, saltou da mesa e começou a caminhar para a cadeira. — Quero saber se pode arrumar um tempo para mim. — Ela levantou a sobrancelha, seus lábios formando um sorriso enquanto me olhava. — Um tempo? — Repeti.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Sabe. Uma monitoria. — Não havia outra forma de interpretar o tom de sua voz. Ela estava quase dizendo monitoria com aspas. — Ouvi que você está dando aulas particulares a algumas alunas. — Seus olhos brilharam para mim enquanto sorria. — Srta. Warner. — Comecei com rigidez. — Se está sugerindo o que acho que está, terei que informar sobre isto. — Vamos, Sr. Reid. Tenho quase dezoito anos. Você não é muito mais velho que eu. Tudo o que estou sugerindo é termos um pouco de diversão. Ninguém precisa saber. Fiquei com vontade rir no seu rosto. Ela sinceramente não entendia? Mesmo se não fosse seu professor, não tinha nenhum interesse em “monitoria” com ela. Nunca. — Srta. Warner, por favor, sente-se. E se continuar com isso, vou informar a diretoria. Seu rosto ficou vermelho. Ficou de pé, estreitando seus olhos em mim. Neste momento, as alunas começaram a entrar. Paige se virou bruscamente e foi para sua mesa. Ela sentou-se, ainda me olhando. A expressão em seus olhos me deixava incomodo. Não duvidava que se ela quisesse, poderia causar problemas. Tentar esquecer a proposta de Paige, tentar não prestar muita atenção a Wrenn e dar aulas era quase impossível. As duas garotas me olhavam, Paige com o cenho franzido e Wrenn... bem, ela me olhava com mesmo anseio de sempre. — Paige, pode ler o capítulo doze. Ela estreitou os olhos, mas logo olhou para o livro e começou a ler. Suspirei aliviado. Alguns poucos minutos sem ela me olhando. Uns poucos minutos nos quais poderia olhar para Wrenn e talvez até mesmo sorrir. 135

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Isto era uma loucura. Estava perdendo o controle. Tudo em que podia pensar era Wrenn, até o ponto que interferia no restante da minha vida. Esta garota estava sob minha pele e eu adorava.

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Capitulo Vinte E DOIS WRENN Caminhava para casa, com uma grande emoção no peito. As coisas estavam muito bem. Sentia-me como se tudo estivesse começando a cair em seu lugar e podia ver o final. Paige até mesmo deixou de implicar comigo. Em menos de duas semanas estaria livre deste lugar para sempre. Menos de duas semanas e poderia sair em público com meu namorado. Poderíamos fazer coisas normais juntos. Senti meu telefone vibrar no bolso. Era Dalton. — Posso vê-la? Sinto falta de seu rosto bonito. Eu ri quando respondi. — Viu meu rosto bonito na aula. Ele respondeu. — É verdade, mas há coisas que quero dizer a você que poderiam me despedir se o fizesse na sala de aula. — Ei puta. Eu me virei e olhei para Paige, que estava atrás de mim, com o cenho franzido, com uma mão apoiada no quadril. Tanto para ela me deixar sozinha. — O que quer, Paige? — Suspirei. Não estava de humor para isso. Hoje não. — Apenas queria conversar. Pelos velhos tempos. Suspirei. Que porra estava falando? Fiz uma careta e ajustei a mochila de livros no ombro, esperando com impaciência que falasse logo. — Deixe-me em paz, Paige. Sabe que vou sair deste lugar em duas semanas? Não precisarei olhar para você novamente. — Eu me virei e comecei a me afastar. 137

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Ela riu atrás de mim. — De verdade? Apostei que conseguirá foder seu namorado sem o risco dele perder o trabalho. O que? Fiquei imóvel, pensando ter ouvido mal. Não havia como ela saber. Simplesmente não era possível. Paige se aproximou lentamente até que seus olhos ficaram no nível dos meus. — Sim, é verdade. Imaginei. E sua reação agora? Isso confirmou. — O que quer? — Disse com os dentes apertados. Ela riu. — Nada que possa me dar, com certeza. — Ela sorriu. Eu a vi se afastar. — Ah e Wrenn. — Disse com doçura. — Diga a seu namorado que posso foder melhor que você.

~*~ Depois de praticamente correr para casa e me fechar no quarto, liguei para Dalton. — Ei. — Parecia feliz em me ouvir. — Paige sabe. Ela sabe sobre nós. — Afundei-me na cama, cobrindo o rosto com as mãos. — Que merda faremos agora? — O que disse? — A voz de Dalton estava calma. Contei a conversa, deixando fora a última parte na qual disse que poderia fodê-lo melhor. — Eu sabia. Ela praticamente me fez propostas antes da aula hoje. Como? Ela o que? Aquela filha da puta. De repente, tudo o que sentia era raiva. — Sinto muito Dalton, sei como isto será para você... — Ei. — Interrompeu ele. — Se ela sabe, então sabe. Não muda o que sinto por você, certo? E honestamente? Não estou preocupado. 138

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Acho que o último que Paige quer é que suas colegas de sala pensem nela como uma dedo duro. Gostaria de estar convencida assim. — Talvez devêssemos não nos encontrar por uns dias. — Murmurei, minha cabeça uma luta de pensamentos contraditórios. A ideia de não vê-lo era uma tortura, mas isto estava ficando uma bagunça. — Não posso fazer isso. — Murmurou. — Venha esta noite. Passe a noite comigo. — Sua voz ficou baixa e rouca. Como podia lhe dizer não, quando soava tão sexy? — Certo. — Suspirei. — Não posso dizer não a você.

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Capitulo Vinte E tres DALTON Não dormi nada. Passei toda a noite com ela em meus braços, olhando-a dormir. Parecia tranquila, tão relaxada. Tão inocente, como se nada no mundo pudesse tocá-la. Pensamentos invadiram minha cabeça, tudo sobre ela e o que estava fazendo comigo. Era como se estivesse com medo de dormir e acordar para descobrir que tudo era apenas um sonho. Justo antes das cinco, a acordei. O sol estava saindo e sabia que se ficássemos mais tempo, o risco de sermos pegos era maior. Ela se moveu, mas não acordou. Sorri e me inclinei para ela, os lábios tocando os dela. Desta vez, ela sorriu e abriu os olhos, olhando-me. — Está é uma boa forma de acordar. — Murmurou, esticando seu corpo. Passei a mão sob os lençóis, acariciando suavemente seu seio. Voltou a sorrir, levantando a boca até encontrar a minha. — Está amanhecendo. É melhor ir. — Disse, sem me incomodar em esconder minha decepção. Se pudesse mantê-la em minha cama todo o dia, eu o faria. — Sim, eu sei. — Disse ela, procurando sua roupa ao redor. — Não posso esperar até não precisarmos esconder. Apenas quero conseguir ficar na cama com você. — Eu sei. — Murmurei. Alcancei seu braço e a puxei para mim, sobre o colchão. Ela começou a rir, deixando-se cair sobre mim — seu cabelo sobre seu rosto e os lábios nos meus. Não podia ter o suficiente dela. Horas, dias juntos, nada disso era o suficiente. Toda uma vida com ela não seria o suficiente. Lutou para se afastar de mim, rindo. Suas bochechas vermelhas. Seus olhos verdes estreitando em mim enquanto se afastava, assim não 140

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV poderia puxá-la novamente. Neguei com a cabeça e ri, olhando-a se vestir. Porra, ela era tão atraente. Ali, de pé com calcinha e sutiã sem combinar, tentando encontrar sua blusa, fazia com meu corpo doesse por ela. Mordeu o lábio inferior e sorriu enquanto entrava em sua calça jeans. Com um último beijo, ela se foi. Pela porta e o amanhecer. Dormi novamente, imaginando que ainda estava ali comigo.

~*~ As aulas de sexta-feira passaram rápido. Depois do trabalho fui para casa, tinha algumas horas livres antes de ir para casa de Layna. Perdi os últimos jantares para ficar com Wrenn e minha ausência não passou desapercebido. Layna brincou que se não fosse a este, iria me buscar. Não duvidava que o faria. Tinha um palpite de que esteve conversando com minha mãe. Mamãe estava preocupada comigo, mas novamente, ela sempre se preocupava comigo. Ela passava quase todo seu tempo cuidando de mim e assegurando que ficasse bem. Puxei meu telefone e liguei para minha mãe. Senti-me mal por estar sem falar com elas por uns dias. Sabendo o quanto se preocupava, deveria ter feito um esforço. Ela respondeu no quarto toque. — Oi querido. — Disse alegre. Fechei os olhos e imaginei seu sorriso. — Oi mamãe. Como está? — Bem. Trabalhando muito, mas bem. Como está você e como vai o trabalho? — Perguntou. — Bem. A ponto de terminar e então voltarei para casa. — E mal posso esperar. — Respondeu ela. — Foi atrás de outros trabalhos para o ano que vem? 141

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Realmente não. Estava pensando em fazer uma pós-graduação. Acho que não fui feito para dar aulas para adolescentes. — Eu ri. — Sempre me surpreendeu que aceitasse dar aulas para o ensino médio ao invés do fundamental. — Mamãe concordou. — Se isto é o que quer, então faça. — Sim. Talvez o faça. Depois de desligar, comecei a pensar no próximo ano. Quanto mais pensava, mais percebia que era o que queria fazer. Abri o notebook e naveguei na página de cursos da Universidade de Boston. Merda. Eu o farei. Cliquei no curso e passei os próximos vinte minutos contemplando minha solicitação para uma pós-graduação que deveria começar na metade do ano. Sentia-se bem, como se tivesse um plano. Sabia para me dirigia pela primeira vez. Justo quando estava a ponto de fechar o notebook, um e-mail de Cam apareceu. Ei homem, Tenho um maldito trabalho! Finalmente! É um contrato de um ano para o próximo ano em uma escola pública decente em Farisbrook. Acho que estou melhorando, verdade? É hora de começar a atuar de forma responsável e parar com as bebidas e dormir tarde. O bom é que tenho alguns meses para limpar meu sistema ;) Como vai a vida maravilhosa em uma escola particular? Ainda odiando? Deveria tentar um posto de trabalho por aqui. Mantenha-se bem. Cam. Eu ri da ideia de Cam como um professor a tempo integral. Acordar cedo e corrigir provas, isto não era o seu ponto forte. Com frequência me perguntava se ele percebia o quanto trabalho seria quando começou 142

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV a dar aulas ou se escolheu devido as férias excessivas. De qualquer forma, ele estava a ponto de descobrir. Felicidades homem, isso é fantástico! Que aulas dará? Aqui as coisas estão na mesma. Apenas faltam duas semanas e estarei livre. Não tenho certeza do que virá para mim. Estou pensando em voltar para a universidade e conseguir um título para o ensino fundamental. Menos hormônios com os quais me preocupar. O que fará durante as férias? Precisamos colocar a conversa em dia. Há alguém que gostaria que conhecesse. Pressionei Enviar e logo ele adivinharia o que queria dizer com a última frase. Cam me conhecia o suficiente para saber que não tinha relacionamentos. Não sabia porque, mas por causa das minhas incontáveis noites de uma vez só na universidade, sabia que levaria para casa alguém que era importante, muito importante, porque era algo que nunca fiz.

~*~ Justo quando estava a ponto de sair, peguei o telefone e vi uma mensagem de Wrenn. — Quando me ver está noite, quero que saiba que a roupa atraente que estou usando é apenas para você ;) Sorri e balancei a cabeça. Ela era engraçada. — Como sempre sabe que iria arrancar a roupa de seu corpo mais tarde esta noite. Sua resposta veio quase instantânea. — Não iria querer de outra forma. 143

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Gemi e fui me arrumar. Ficar no mesmo lugar que ela era um inferno. Tinha que controlar meus olhares e assegurar minha atenção. Seria tão fácil qualquer um ver o que tínhamos entre nós. Às vezes, ficava verdadeiramente surpreso por ninguém ter descoberto nossa relação. Revisei meu reflexo no espelho enquanto saia do banheiro. Com uma calça preta e uma camisa combinando, vesti a jaqueta de couro. Passei um perfume e penteei meu cabelo. Saber que a veria me fez cuidar da minha aparência. Vê-la e não ser capaz de tocar e beijar me deixaria louco. Queria que ela sentisse isso. Queria que ela se sentisse louca como eu. Wrenn era a última pessoa que esperava que abrisse a porta. Minha boca de abriu. O vestido preto curto que usava era quase criminoso.

Parecia

incrível.

Suas

pernas

brancas

cremosas,

aparentemente longas, estavam sobre saltos. Ela sorriu, envolvendo uma mecha de cabelo ao redor do dedo enquanto esperava que eu reagisse. A jogada foi correta. Mas ela não estava jogando limpo. Como iria conseguir passar pela noite com ela no mesmo lugar? Como poderia não olhá-la o tempo todo? Como um homem com sangue quente poderia não olhá-la e pensar em todas as coisas sujas que gostaria de fazer com ela? — Oi. — Disse finalmente, encontrando minha voz. — Olá. Entre. — Ela se apoiou na parede quando passei por ela, movendo-me lentamente, mantendo contato. Ela respirava forte, o que me fez sorrir. Posso jogar este jogo tão bem quanto ela. — Todos estão ali. — Disse, apontando a sala de estar. Assenti com a cabeça, os olhos nos dela. Não me importava uma merda onde estavam todos. Apenas ela. — Está incrível. — Sussurrei. Queria muito beijá-la. Queria empurrar suas costas contra a parede e explorar seu corpo. 144

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Uma batida na porta me fez pular. Neguei com a cabeça, perguntando-me como entrei nessa situação. Wrenn foi para a porta e entrei na sala de estar. Estava chovendo, assim a reunião habitual no pátio estava acontecendo dentro. Layna me recebeu quando me aproximei do sofá. Sorri e assenti, saudando vários colegas. Ao longo do jantar, não podia afastar os olhos de Wrenn. Deus sabia que tentei, mas continuava aparecendo. Ela, naquele vestido, que esperança tinha? Tinha certeza que todos pensavam que era um idiota. Estava em uma conversa e a mente longe. — Ei homem. Olhei para cima e vi Mark. — Oi. Nem sequer percebi que estava aqui. — Disse com um movimento de cabeça. — Sim. Parece ter outras coisas em sua mente. — Disse significativamente apontando a cabeça para Wrenn. Ruborizei. Merda. Se ele notou, quem mais o fez? Ele riu. — Tudo bem, amigo. É permitido olhar. Eu o faço o tempo todo. — Acrescentou rindo, enquanto se virava para olhar o traseiro de Wrenn. Eu queria dar-lhe um soco. Queria agarrar seu rosto e limpar aquele sorriso. Queria arrastá-lo para fora e bater nele por apenas olhála. Apertei os punhos de lado, engoli minha ira, obrigando-me a não reagir. Esta possessividade era nova para mim. Pedi desculpas para ir ao banheiro, precisava me afastar. Precisava me recompor. Fora da sala de estar e no corredor me apoiei na parede, tentando me recompor. Isto era uma loucura. Iria me descontrolar e arruinar tudo. O melhor era fingir uma dor de cabeça e ir embora. Mas claro, o fato de ter uma dor poderia chegar até mamãe...

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Wrenn apareceu do nada, segurando minha mão e me levando para longe. Ela me levou para cima, em um quarto —

seu quarto —

fechando a porta atrás dela. — Parece irritado, Sr. Reid. — Disse ela, sua voz sensual enquanto envolvia seus braços em minha cintura. Ela me olhou nos olhos. Ainda ficava alguns centímetros mais baixa que eu, mesmo com aqueles saltos. — Não posso suportar outros homens te olhando, Wrenn. — Grunhi. Seus lábios encontraram os meus enquanto nos beijávamos e literalmente, senti que estava derretendo. Segurei seu rosto em uma mão, a outra explorando sua coxa. Ela levantou a perna, envolvendo-a ao redor da minha cintura. Puxei seus quadris, empurrei-a contra a parede, desesperado por mais dela. Estava muito duro e ela riu quando sua mão roçou minha ereção, seus olhos nos meus. — Gostou do meu vestido? — Disse ela, sua boca na minha. — Prefiro ele fora de você. — Grunhi, minha mão em sua nuca, passando pelo cabelo longo e escuro. Nos beijamos novamente, as mãos passando por todas suas curvas. Ela ofegou enquanto a levava para cama. — Minha porta não tranca. — Sussurrou ela, com os olhos muito abertos. — Quais são as probabilidades de alguém nos pegar? — Perguntei acariciando seu cabelo. Respirou fundo quando meus dedos tocaram a parte interna de sua coxa. Minha língua começou a lamber seu pescoço enquanto passava meu dedo por sua calcinha. Sentia suas pernas me apertando quando ela deixou escapar um gemido suave. —

Deus,

quero te provar. — Murmurei.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Cheguei mais abaixou e puxei sua calcinha sobre as pernas, jogando-a de lado. Abri seus joelhos, rindo de sua expressão mortificada. — Alguém já te chupou antes? — Perguntei, beijando sua coxa. Ela balançou violentamente a cabeça, fazendo-me rir novamente. — Relaxe. Beijei lentamente meu caminho pela parte de dentro de sua coxa, surpreso com a suavidade de sua pele. Com cada beijo dava um salto, sabendo que cada vez me aproximava de seu sexo. Aspirei seu cheiro, passando minha língua ao longo dos pelos ali. Ficou sem folego, arqueando as costas contra a sensação da minha língua. Suas pernas se fecharam ao redor dos meus ombros, passando a mão pelo cabelo. Deus, ela tinha um gosto bom. Minha boca a tocou, lambendo, a sensação da língua entrando na suavidade de sua boceta era muito quente. Poderia ficar ali e fazer isso por toda a noite. Separou mais as pernas, sua mão agarrando meu cabelo enquanto minha língua acariciava sua umidade. Ela levantou as pernas até que ficaram nos meus ombros. Gemendo suavemente, meus dedos foram pelo estômago até os seios, rodando os mamilos entre os dedos, arqueando as costas. — Oh! — Gritou enquanto seus quadris se moviam contra mim, pedindo que entrasse mais fundo. Coloquei os braços ao redor de seus quadris, empurrando-a contra mim enquanto minha língua golpeava profundamente, penetrando-a. — Oh sim. — Disse, colocando o braço sobre a boca para abafar seus gritos enquanto chegava ao clímax. — Deus, não pare. — Ofegou ela, novamente segurando meus cabelos. Meus movimentos ficaram mais lentos. Lambi lentamente, adorando vê-la se contorcer fora do 147

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV meu alcance. Sentou-se, com as bochechas vermelhas, puxando-me para ela. — Porra, isso foi muito bom. — Sussurrou ela, envolvendo seus braços ao meu redor. Sua boca esmagou a minha, seu sabor ainda fresco. — Wrenn? Nós dois congelamos, olhando um ao outro. — Um momento. — Disse em voz alta. — A sacada! — Sussurrou, com os olhos abertos de medo. Assenti com a cabeça e entrei em ação. Ao abrir a porta o suficiente para passar, desapareci na escuridão. Esperei ali, recuperando o folego, os olhos fechados enquanto ouvia. — Oi querida. Você viu Dalton? Estava bem li agora mesmo e não o encontro mais. — Layna. Sabia que ela estava me vigiando. Maldita mamãe. — Acho que o vi sair pela parte de trás. Ele estava conversando no telefone... — Bom. Melhor descer. Está bem? Está um pouco vermelha. Está com febre? Segurei minha mão sobre a boca para abafar uma risada dissimulada quando Wrenn insistiu que estava bem. Depois que fechou a porta, bateu na porta da sacada e esperei até que Wrenn apareceu. — Não podia ir sem beijá-la mais uma vez. — Disse, passando os dedos por seu cabelo. Ela sorriu, encontrando meus lábios, o cheiro de sua boceta ao meu redor. — Vá. — Ordenou. Assenti e caminhei até a borda do terraço onde dava para o exterior da casa. Desci e me deixei cair no chão. Fiquei de pé e me sacudi, logo voltei a entrar como se nada houvesse acontecido. 148

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Capitulo Vinte E Quatro WRENN Um rubor deslizou por meu rosto enquanto pensava na noite anterior. Dalton, descendo... Deus, como me senti quando sua língua me explorou. Foi a coisa mais intima que já fiz com alguém. Muito mais íntimo que o sexo. Como mulher, havia algo pessoal sobre alguém... uf, nem sequer podia colocar em palavras. Fiquei na cama durante tanto tempo como pude, revivendo a noite anterior. Com cada pensamento, meu núcleo formigava, doendo para sentir seu contato novamente. Meus dedos roçaram os mamilos, que ficaram duros. Fechando os olhos, pensei nele e o quão bem me fazia sentir. A forma como sua língua massageou meu clitóris, quase me fez gozar na hora. Meus dedos se arrastaram para baixo entre minhas pernas. Eu o imaginei ali, beijos, caricias. Coloquei um dedo dentro de mim. Estava muito molhada. Pensar nele me deixou excitada. Comecei a esfregar mais forte quando o impulso de ser satisfeita começou a aumentar. Imaginei sua ereção pressionando minha entrada, brincando. Pensei na outra noite, depois da banheira de hidromassagem. Eu o queria tanto que meu corpo sofria por ele. Acariciei meu clítoris, revivendo o momento dele entrando em mim e empurrando. Ofeguei quando meu corpo sofreu um espasmo, meu próprio quase impossível de lidar. Esfreguei suavemente minha umidade, a euforia me envolvendo até que não pude aceitar mais. Suspirei e dei a volta, exausta e, no entanto, satisfeita.

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~*~ Fiz meu caminho para baixo, pensando em Dalton. Deus, mesmo pensar nele me fazia sorrir. Estávamos perto do final, sentia que poderia arruinar isto. Exceto por Paige. Desde que me abordou no outro dia, ficou fora do meu caminho. Não conversava comigo. Até mesmo deixou de zombar de mim. Dalton estava convencido de que não diria nada. Sem provas, era nossa palavra contra a dela e Paige era tudo sobre as aparências. O último que queria era fazer papel de boba. Gostaria de compartilhar sua confiança, mas parte de mim estava esperando que ela fizesse ou falasse algo. Eu a conhecia o suficiente para saber que não desistiu. Isto não seu estilo. Ao virar a esquina, ouvi o nome de Dalton. Parei em seco, me apertando contra a parede para que Layna não me visse. Esforcei para ouviu o que dizia. Meu coração começou a acelerar com força. Pensei: Paige lhe contou. Acabou. Senti-me enjoada enquanto lutava para respirar. Oh Deus, não assim. — Querida, prometi que cuidaria dele e estou fazendo-o. — A voz de Layna era suave. Agora estava confusa. Querida? Com quem estava conversando? Layna riu. — Você pode se preocupar com ele, é sua mãe. Fiquei gelada. A mãe de Dalton. Isso não era sobre nós. Senti alivio. Graças a Deus. — Eu sei, eu entendo. Eu também ficaria. A que idade Derek começou a mostrar os sintomas? — Silencio. — Sim. — Mais silencio. Quem porra era Derek? E o que significava “sintomas”? De que? — Está preocupada com algo que pode nunca acontecer. Se Dalton ficar doente, irá lidar com ela e não estará sozinho. Terá Dan e eu. Não 150

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV tenho ideia se a melhor solução para ele é fazer o teste ou não. É uma decisão pessoal se ele quer saber ou não. Meu coração acelerou enquanto tentava processar o que estava ouvindo. Podia estar doente. Dalton podia estar doente. Meu cérebro doía enquanto corria através de todos os possíveis cenários do pior em minha cabeça. Porque não me disse? O que estava errado com ele? Oh Deus, não podia lidar com isso. Minhas pernas cederam. Perdi o equilíbrio, batendo contra um jarro grande, derrubando-o. O dedo do meu pé pulsava enquanto eu pulava. — Mary, tenho que ir. — Ouvi o telefone desligar e logo Layna apareceu. Ela segurou meu braço e estabilizou-me e levou ao sofá. — Wrenn, o que aconteceu? — Ela perguntou, franzido as sobrancelhas. Neguei com a cabeça, sem saber o que dizer. — Estava caminhando e te ouvi ao telefone. Soava como algo que não deveria interromper, então esperei... — Estava ouvindo? — Disse ela, balançando a cabeça irritada. Ruborizei, não estava acostumada a ser repreendida por Layna. — Honestamente Wrenn, era uma conversa privada. — Então talvez não deveria estar no meio da sala de estar? — Respondi. Ela estreitou os olhos e franziu o cenho. — Então o Sr. Reid está doente? — Perguntei, tentando manter longe a emoção em minha voz. Por dentro, estava em ruinas. Layna suspirou e se sentou ao meu lado. — Pode estar. Poderia não estar. Não sabemos. — O que está errado com ele? É grave? — Perguntei. Neste ponto a preocupação em minha voz fora de lugar. Meu coração estava 151

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV acelerado, um milhão de pensamentos voando por minha cabeça sobre o que poderia estar errado com ele. Layna assentiu e logo suspirou. — Não posso falar com você sobre isto, Wrenn. Sinto muito. Tente não se preocupar. Tente não se preocupar? Estava além de me preocupar. Em minha cabeça, estava planejando um maldito funeral. Saltei do sofá. Tinha que sair dali. Se tivesse que ficar por mais tempo, iria me romper. Indo em direção a porta, peguei minha bolsa e as chaves. — Vou me encontrar com Kass. Falo com você mais tarde. — Obriguei minha voz a sair natural e até consegui esboçar um sorriso. — Certo. E Wrenn? Mantenha isso para si mesma, de acordo?

~*~ Fui até o lago com mãos tremulas. Estava chovendo, mas abri a porta e sai de qualquer forma. Precisava sentir algo, qualquer coisa, para me distrair dos pensamentos que corriam por minha cabeça a um milhão por hora. A chuva caia sobre mim, muito forte, gotas frias de água salpicando meu rosto, mas não percebi. Estava molhada e não me importava. O ar frio me atingiu, mal pude registrar. Ele não pode estar doente. Não posso perde-lo também. Aproximei-me da margem do lago, dando chute nas pedras no caminho. Cai de joelhos, sentada no barro úmido e frio enquanto a chuva caia ao meu redor. Não era justo. Já não tive o suficiente? Era minha via algum tipo de piada? Se existia um Deus, provavelmente estava rindo de Wrenn e todas suas tragédias. Era uma coisa atrás da outra e não tinha certeza de quanto mais poderia lidar. Tentei muito me manter inteira para não viver no passado, mas deve ser brincadeira. Isto era demais. 152

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV E então percebi a pessoa horrível que eu era. Pensava somente em mim. Nem sequer podia imaginar talvez ter alguma doença que pudesse se apoderar de mim a qualquer momento. Pobre Dalton. E sua mãe. O terrível que deveria ser para ela, perdendo seu marido e logo se perguntar se a mesma doença iria roubar seu filho. Durante a hora seguinte me sentei sozinha na margem do rio, molhada e gelada. Meu estado de ânimo mudou de sentir pena de mim mesma para sentir pena de Dalton e de volta novamente. Ao longe um trovão ecoou no céu e com relâmpagos. Sentei-me ali, alheia. Não me importava nada. Com exceção dele.

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Capitulo Vinte E Cinco DALTON Da comodidade do meu sofá, ouvi o barulho da tempestade. Com o aquecedor no máximo e meu notebook nos joelhos, estava feliz por estar dentro de casa. O único que faltava era Wrenn, a linda e doce Wrenn. Fechei os olhos e imaginei seu rosto. Estes olhos penetrantes podiam ver direto em minha alma. Seus lábios, com um beijo, poderiam fazer todos meus problemas parecerem sem sentido e cômicos. Ela era perfeita. E era minha. No próximo ano poderíamos realmente ficar juntos. Nossa relação podia ser real e não escondida por trás de mentiras e segredos. Quando pensava em Wrenn, vinha meu futuro tão brilhante e cheio de possibilidades. Mas havia uma coisa no caminho. Precisava lhe dizer. Estive evitando isto todo o tempo, mas não havia como fazer isto sem parecer um idiota. Estava, sem perceber, que mesmo se o teste desse positivo, minha vida estava longe de terminar. Isto não precisava ser uma sentença de morte. Poderia ser uma benção. Cada um tinha que morrer em algum momento. Teria provavelmente dez, talvez vinte anos antes dos sintomas começarem a se mostrar e provavelmente outros dez mais. O que mais me assustava era viver estes anos sem ela. Ela fazia tudo valer a pena. Mas ela já passou por tanta coisa. Era justo da minha parte esperar que ficasse de pé ao meu lado e me vendo morrer? Meu telefone tocou. Tirei do bolso e comprovei a mensagem. Era Wrenn. — Preciso falar com você. Pode me encontrar no lago?

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Olhei para fora. A chuva golpeava forte contra o vidro da janela. Que porra estava fazendo com este tempo? — Dê-me dez minutos. Podia vê-la ao longe, sentada na margem do lago, olhando a tempestade. Que porra estava fazendo? Sai do carro, a força do vento batendo no meu rosto. — Wrenn! — Gritei. Ela ficou tensa, mas não se virou. Corri e toquei seu ombro, sem me preocupar agora por também estar molhado. — O que faz aqui? Venha, entre no carro. Ela se virou para mim, com os olhos inchados. Estava chorando. — O que você tem? — Perguntou ela, sua voz acima do som da chuva. Seus punhos se fecharam dos lados enquanto esperava que ele dissesse algo. Fiquei gelado. O que ela sabia? — O que quer dizer? — Perguntei, limpando a água do meu rosto. — Ouvi Layna conversar por telefone com sua mãe. Que porra você tem Dalton? Oh Deus, não. — Vamos Wrenn. Entre no carro e vou contar o que quer saber. Ela puxou sua mão de mim e ficou de pé. — Apenas me diga! — Gritou. Estava molhada, sua blusa branca agora se aferrava a ela como uma segunda pele. Estremeceu quando a água da chuva lentamente caia por suas bochechas. Sabia que a única forma de tirá-la dessa tempestade era contar. Com o estado de ânimo que se encontrava, não havia como conversar com ela, não neste momento.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Meu pai tinha uma doença genética chamada de Doença de Huntington. Há cinquenta por centro de probabilidades que eu a tenha. — Disse. Olhou para cima, com os olhos sombrios e cheios de tristeza. Suas sobrancelhas se ergueram enquanto olhava para mim. Ela estava irritada. Não que a culpava, eu estaria irritado comigo também. — Seu pai, morreu por causa disso? — Ela exigiu. — Wrenn... — Porra, responda à pergunta Dalton! — Sim, está bem. Isso é o que queria ouvir? Sim, Wrenn, há cinquenta por cento de chance de que esta doença me mate. — Iria me contar? — Ela secou os olhos. Queria muito chegar a ela e consolá-la. Assenti. — Quando? Porque se estava esperando que me apaixonasse por você, ainda está em tempo. — Ela passou junto a mim e correu para seu carro. — Wrenn, fale comigo. — Gritei atrás dela. Não parou. Fiquei ali, impotente, enquanto ela entrava no carro e ia embora. Merda! Chutei uma pedra perdida no lago. De todos os cenários que passou por minha cabeça sobre quando finalmente lhe contasse, este era mil vezes pior. Tudo o que queria era evitar a dor, mas no processo eu a machuquei mais. Menti, simples assim. Tão logo começamos a ficar mais sério, deveria ter contado. Mas não o fiz e ficou cada vez mais difícil a medida que o tempo passava.

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Capitulo Vinte E Seis WRENN Deitei-me na cama, sem me incomodar em tirar a roupa molhada do meu corpo. Isto não podia estar acontecendo. Como podia a vida ser tão injusta? A ideia de perde-lo era demais. Não podia passar minha vida com ele, esperando que uma doença o atacasse. Sentei-me e me aproximei da mesa. Sentei e abri o notebook. Escrevi: Doença de Huntington, no Google e cliquei no primeiro link: uma página da Sociedade Americana de Huntington. Nunca ouvi falar dela. Não tinha ideia do que implicava ou que tipo de vida poderia esperar, se de fato, tivesse a doença. Poderia cair morto algum dia? Haveria sintomas? Todas estas perguntas estavam correndo por minha mente, sem respostas. ... a doença de Huntington é uma doença neurodegenerativa que causa a ruptura das células cerebrais... ... os sintomas incluem perda da coordenação motora muscular, perda de memória e perda da função cognitiva... ...não se conhece nenhuma cura... ... a esperança de vida depois do aparecimento inicial dos sintomas costuma ser de dez a vinte anos... Fechei o notebook e fiquei de pé. Sentia-me doente. Quanto mais lia, mais me sentia pior. Por surpreendente que a internet fosse, quando se tratava de encontrar a informação correta, causava uma desordem emocional que não era uma boa coisa. Pegando

meu

telefone,

ignorei

várias

chamas

perdidas

e

mensagens de Dalton, liguei para Kass.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — O que foi? — Kass atendeu quase de imediato, soando otimista como seu habitual. — Sou eu. Preciso sair daqui. Quer vir comigo? — Meu tom deve ter dito que era grave, porque não me perguntou nada. Desliguei, coloquei uma roupa em uma mochila, junto com a escova de dentes e um pente. Arrumei tudo e desci. Graças a Deus todos estavam fora. Deixei uma nota para Layna dizendo que saí com Kass e voltaria no dia seguinte. Antes de sair, passei pela gaveta inferior e peguei a chave da casa de praia. Meus dedos a seguraram com força. Coloquei no bolso e sai para esperar por Kass.

~*~ Fiel a sua palavra, em dez minutos Kass parou o carro na entrada. Entrei do lado do passageiro e coloquei o cinto de segurança. Kass me olhou com preocupação enquanto saia da calçada. — Está bem? — Na verdade, não. — Murmurei. Coloquei minha cabeça para trás e fechei os olhos. — Podemos ir para Cinter Beach? Minha tia tem uma casa de férias ali. Kass assentiu. Pela primeira vez na história, ficou em silencio. Podia ver que estava irritada e acho que não era sobre conseguir que eu falasse ou não. Os primeiros quinze minutos de nossa viagem foi em silencio total. Kass se concentrou na direção e eu, estava perdida em meus pensamentos. Com um suspiro, fiquei olhando pela janela. A tempestade passou, mas o dia parecia horrível, refletindo meu estado de ânimo perfeitamente. — Poderia estar doente. 158

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Kass girou a cabeça, alarmada. Seus olhos castanhos cheios de preocupação enquanto esperava que eu continuasse. — Dalton. — Esclareci. — Poderia estar morrendo. — Como? — Disse Kass com cuidado. Suas mãos apertavam o volante enquanto me olhava e para a estrada. Inalei. — Não sei. Pode ter uma doença genética terminal, mas que não se mostrará durante anos. Décadas talvez. Mas que irá finalmente, matálo. — Oh Wrenn. Merda, isso é ruim. Não há como descobrir se ele a tem? — Perguntou em voz baixa. Encolhi os ombros. O que eu sabia? Nada. Ela se aproximou de mim, colocando a mão sobre a minha. — Sinto muito, Wrenn. — Nem sequer me contou, Kass. Soube por uma conversa de Layna com sua mãe por telefone. Como não me contou algo assim? Neguei com a cabeça, ainda tão irritada. Merecia saber se o homem por quem estava apaixonada iria morrer. Merecia saber, merda. Sentiame enganada. Traída. Se soubesse isto mudaria a forma como me sentia por ele? Não mudava quem era, mas poderia ter afetado minha decisão de ir atrás dele. — Talvez não soubesse como abordar o assunto. Não posso imaginar que esta seria uma conversa fácil para se começar. Olhei para ela. Talvez tivesse razão. Olhei pela janela novamente, fechando os olhos. Talvez estivesse tentando me proteger. Poderia passar os próximos vinte anos sem saber que iria perde-lo. Teria sido melhor assim? Não sabia. Deus, estava tão confusa. 159

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~*~ — Wrenn. Abri os olhos e olhei ao redor. Cinter Beach. Onde passei a maior parte das minhas férias quando criança. A suave areia branca que se estendia por quilômetros, águas cristalinas, pequenas sorveterias que ficavam abertas até tarde da noite. Não tanto em pleno inverno, no entanto. Tinha tantas lembranças. Lembrar me deixava triste. Me fazia desejar ter minha mãe ali para que pudesse conversar com ela. Que conselho me daria? Esquecendo por um momento que Dalton era meu professor, mamãe teria me dito para seguir meu coração. O amor verdadeiro, incondicional era algo tão raro de encontrar que um curto tempo era melhor do que não experimentá-lo. — Acima na colina. Na cerca branca. — Murmurei, percebendo que Kass esperava direcionamento. Enquanto dirigia pelo boulevard, as lembranças de minha infância vieram correndo: papai me ensinando a surfar, tomando sorvete na praia com mamãe e Layna, a luta com Jordan sobre que quarto era o meu. Limpei uma lágrima perdida. Kass parou na entrada. Abri a porta e sai. Caminhamos pela escada junto a porta principal. Não estive ali desde o verão antes do acidente. Enquanto caminhava para a porta, uma sensação de paz se apoderou de mim, apesar das lembranças loucas me golpearem. Sentime perto de minha família ali, perto como não me senti em semanas, meses inclusive. Dentro, caminhamos pela cozinha. Tudo parecia igual há dois anos, menos por uma fina capa de pós que cobria o sofá e mesinha de vidro, situada de frente a ele. Sai por trás para a caixa de fusíveis e 160

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV liguei a eletricidade e a água. Dentro, a cozinha se iluminou e a geladeira veio à vida. — Este lugar é agradável. — Murmurou Kass, me olhando com expressão de assombro. — Você esteve escondendo está pequena joia de mim. — Acusou. — Esqueci-me dela. — Admiti, afundando-me em uma poltrona grande de couro. Kass se uniu a mim, afundando do lado. Talvez “esquecer” fosse a palavra errada. Empurrei este lugar dentro da minha cabeça, para não lidar com as lembranças. — Quer falar sobre isso? — Perguntou suavemente Kass. — Não sei o que dizer. — Poderia mudar algo? Não. — Sabe algo sobre a Doença de Huntington? — Disse meio brincando. Ela balançou a cabeça. — E por favor, diga que não buscou no Google. — Acrescentou. Fiz uma careta. — Wrenn! Deus, fique longe do maldito computador. Converse com Dalton. Se tiver perguntas, faça. Deus. — Disse novamente, movendo a cabeça. — Não aprendeu quando pensou que tivesse câncer porque o Dr. Google analisou seus sintomas? Obviamente não. Olhei meu telefone. Vinte ligações perdidas. Eu o levantei para que Kass pudesse ver. Ela gemeu e balançou a cabeça. Sabia o que estava pensando: dê ao pobre rapaz um descanso. Apenas não era capaz de fazê-lo. Não confiava em mim mesma para conseguir falar uma frase sem explodir em lágrimas. Precisava de tempo para digerir tudo isso. Precisava de tempo para descobrir qual o seguinte movimento. — Darei um passeio. — Murmurei ficando de pé. — Quer que vá? — Perguntou Kass. 161

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Neguei com a cabeça. Precisava de um pouco de espaço. Precisava de tempo sozinha para limpar minha mente. Inclinei-me e a abracei, sabendo a sorte que tinha por tê-la como amiga.

~*~ A uns cinco minutos a pé pela estrada e fora de um caminho de terra estava a pequena piscina que costumávamos ir. A areia branca da praia protegida por enormes árvores grossas, que deixava o lugar perfeito para relaxar. Aproximei-me e me sentei na árvore caída que servia de assento. Passei os dedos pelas gravações na madeira, uma em particular: o melhor verão de 2009. Tinha quatorze anos neste verão. Havíamos chegada a casa de praia para as férias de verão e conheci um garoto. Neste verão dei meu primeiro beijo. Sorri ao me lembrar de mamãe depois que aconteceu. Nos sentamos até tarde tomando chocolate quente, falando das coisas e de alguma forma a conversa foi para ele. Nem sequer podia me lembrar o nome do rapaz. Sam ou Steve, algo assim. Nunca o vi ou ouvi dele novamente, mas a proximidade fez com que falasse para minha mãe que o amaria para sempre. Tirei os sapatos, aproximei-me da margem e coloqueis os pés na água gelada. Vi quando diminutas ondas lamberam meus pés antes de serem absorvidas pela areia, logo voltava para o mar. Minha mente voltou a Dalton. Pensei no quanto me fazia sentir especial. Ninguém me fez sentir desta forma por muito tempo. Era tudo muito ruim, mas nada mudava a forma como me sentia por ele. Não mudava o fato de estar apaixonada por ele.

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Capitulo Vinte E Sete DALTON Andei pelo quarto com as mãos na cabeça, esperando que ligasse. Ou enviasse uma mensagem. Deus, eu era um idiota. Descobrir era muito ruim, mas não ser por mim? Isso era pior. Muito pior. — Porra! — Chutei a parede, no instante lamentando o grande buraco que apareceu, do tamanho do meu sapato. Vi quando pequenos fragmentos de gesso caíram no chão. Olhe, isto era porque evitava relacionamentos. Como se pode planejar o futuro, quando pode que não tenha um? Percebemos que meu pai tinha a Doença de Huntington quando tinha quatro anos. O fato de tê-la significava que um de seus pais a tinha. Era de uma época na qual o risco genético não era identificado até ser tarde demais. Papai tinha quarenta e oito anos quando foi diagnosticado com a doença e cinquenta e três quando morreu. Seu diagnóstico foi a razão pela qual decidiram não ter mais filhos. Sua progressão foi rápida, muito mais rápida que o habitual, mas a velocidade da progressão era também um fator genético. O que significava que iria desenvolver os sintomas mais cedo e mais rápido? Provavelmente. Basicamente se reduzia a isto, se tivesse a mutação, havia uma chance de cinquenta por cento de mostrar os sintomas aos quarenta anos. Um simples teste poderia potencialmente dizer com cem por cento de exatidão se tinha ou não a doença. Mas era algo que queria saber? Até agora, não saber era melhor do que saber. Não saber dava-me esperança. Mas agora não era apenas eu, tinha que pensar em Wrenn. Se ainda assim queria ficar comigo.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Peguei o telefone e liguei para mamãe, precisava de seu conselho. Ela esteve tentando que fizesse um teste por anos, sem êxito. Ela iria querer saber porque mudei de ideia repentinamente. — Dalton. — Ela pareceu surpresa. — Oi mamãe. — Disse me sentando na beirada da cama. Esfreguei minha nuca, tentando aliviar algo da tensão dos últimos dias. — Como está? — Bem. Há algo errado? Parece irritado. — Não, está tudo bem. Apenas estava pensando... acho que quero fazer o teste. — Mamãe ficou em silêncio. Esperei um momento para deixar minhas palavras penetrarem antes do bombardeio de perguntas. — O que trouxe isto? — Perguntou. — Alegro-me que tenha decidido a descobrir, mas sempre foi tão inflexível a respeito. — Eu sei, mas as coisas mudaram. Preciso saber, de uma forma ou outra. Preciso viver, mamãe. Não posso continuar esperando algo que poderia ou não acontecer. Não importa o quanto tente afastá-lo, sempre estará aí, me corroendo. — Ligarei para o Dr. Martin e agendarei uma consulta. — Disse mamãe, se referindo ao médico que atendeu papai enquanto estava vivo. Ao parecer, ele era um dos melhores especialistas de Huntington no país. — Bom. Obrigado, mamãe. — Senti-me com uma sensação de alívio. Estava um passo mais perto de conhecer meu destino. Depois de desligar, tentei falar com Wrenn novamente. Quase desmaiei quando Kass atendeu. — Dalton. — Ela soava cansada. — Kassia. Está Wrenn aí? Pode falar comigo? — Perguntei tentando manter o desespero longe de minha voz. — Olha, estamos na casa de praia de sua tia. No Boulevard 430, Cinter Beach. Se vier, desapareço por algumas horas. 164

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Deus, obrigado Kassia. Estou a caminho.

~*~ Bati na porta da casa de praia, ainda inseguro sobre meu plano de jogo. Uma hora no carro e ainda não tinha nada. Na verdade, o que diria? Podia me desculpar todo o dia por não dizer, mas no fundo sabia que não era o verdadeiro problema. Kass abriu a porta. Ela sorriu e me deixou entrar. — Ela está na sala de estar, no final do corredor a direita. — Ela saiu pela porta, fechando-a atrás dela. Caminhei pelo corredor da enorme casa. Tudo era perfeito, tão novo, era como uma paisagem. E estranhamente, tudo era tão familiar. Senti-me como se houvesse estado ali antes. Wrenn estava aconchegada no sofá, de costas para mim. Aproximei-me, o coração acelerado. A televisão estava baixa. Deu a volta, com os olhos abertos, surpresa ao me ver. Pareceu ver algo de um sorriso, mas não logo esteve ali, se foi. A emoção se estendeu pelos olhos: choque, felicidade, tristeza e logo confusão. — Você está aqui. — Disse secando os olhos. — Deixe-me adivinhar. Kass? Assenti e caminhei ao redor do sofá. Incorporou-se, sentei-me ao seu lado. Coloquei a mão em sua coxa sobre a calça jeans. Usava uma blusa azul e seu cabelo estava uma bagunça, preso em um rabo de cavalo. De qualquer forma, parecia bonita. — Desculpe por não dizer antes. — Murmurei, segurando sua mão. — Pesquisei um pouco. — Virou-se para me olhar. — O teste pode dizer se tem a doença e quando vai mostrar os sintomas? — Ela parecia 165

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV assustada, apenas queria envolver meus braços ao redor dela e tirar a dor. — Dirá se tenho a doença. Pode sugerir quão rápido vou mostrar os sintomas, mas não exatamente quais. — Tentei explicar, mas não havia muito para contar. Tive toda minha vida para descobrir sobre esta doença e não havia nenhuma merda que ainda não sabia. — Que idade tinha seu pai? — Perguntou. — Quando os sintomas começaram? — Quarenta e dois. Apesar de que os sintomas apareceram alguns anos antes, mas não podia dizer com certeza se era Huntington ou não. — Sabia que existia a possibilidade quando o tiveram? Que poderia ter? — Perguntou ela. Neguei com a cabeça. — Papai foi adotado. Nunca conheceu seus pais verdadeiros. — Respirei fundo. — Olhe Wrenn, entendo se isto é demais para você. Por isso tentei afastá-la de mim no início. Você perdeu sua família. Não podia imaginar fazê-la passar por isso. Lágrimas encheram seus olhos quando ouviu o que dizia. — Não quero ficar sem você Dalton, mas a ideia de perde-lo? Não sei se posso lidar com isso. — Disse em voz baixa. Segurei sua mão na minha, entrelaçando nossos dedos. — Não precisa decidir agora. De fato, não quero que o faça. Quero que pense nisso o tempo que quiser. — Fiz uma pausa, a seguinte frase ficou presa na minha garganta. — Farei o teste. — Disse em voz baixa. — Fará? — Disse ela, com os olhos bem abertos. — Sim. Quero saber. Estar contigo me fez compreender que preciso saber a verdade. — Suspirei, tão irritado com a situação. — Wrenn, preciso estar completamente preparado. Se tiver a doença de Huntington, tem o direito de saber exatamente o que significa. Pergunte-me o que quiser. 166

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Como? — Disse que pesquisou. Isso significa que tem perguntas. Pergunte qualquer coisa e farei o meu melhor esforço para responder. Girou o corpo para mim, insegura e com medo. Ela não disse nada por um tempo, sentou-se ali olhando o chão. — Quais são os sintomas? — Perguntou finalmente em voz baixa. — O sintoma mais comum geralmente se percebe como espasmos musculares. Movimento involuntário, este tipo de coisas. Outros sintomas são a inquietação, fica desajeitado, deixando cair coisas. — Fiz uma pausa, olhando-a fixamente. — Também pode haver sintomas mentais como a depressão, perda de memória, impulsividade... — Como pode lhe matar? Quer dizer, disse que seu pai morreu por causa dela. — Perguntou em voz baixa. — A doença em si não mata, é coisas como pneumonia, asfixia com comida e falência de órgãos que finalmente causam a morte. — Oh. — Disse, seus olhos indo para o chão. — Com que rapidez avança? Era seu pai capaz de caminhar antes de morrer? Quer dizer, se movia? Neguei com a cabeça e limpei a garganta. Falar de papai fazia a gravidade se afundar. — Não. Nos últimos meses, estava em uma casa de saúde. Não podia caminhar, falar ou mesmo comer. Avança lentamente, mas não se pode subestimar o difícil que estes poucos anos finais são, Wrenn. Se tiver isto... pode me ver desaparece lentamente. Precisarei de ajuda com tudo, desde comer até ir ao banheiro... — Minha voz se apagou enquanto lutava para conter minhas emoções. Isto era o mais honesto do que jamais fui comigo mesmo sobre a doença e a ideia de que me visse assim... Porra, me suicidaria antes de vê-la passar por isso. 167

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Não quero pensar nisso agora. Preciso dela. Se ela não puder ficar comigo, então cuido de tudo, mas agora preciso dela. — Pode esquecer isto, Wrenn? Apenas por esta noite? Quero uma noite com você, onde não tenho que me preocupar em machucá-la. Sei que é pedir muito, mas se tenho que deixa-la ir, realmente preciso disso. Ela assentiu e apertou minha mão. — Pode me levar para casa amanhã? Direi a Kass que ela pode ir. Assenti com a cabeça e me inclinei para beijá-la, minha boca passando junto a seus lábios suaves. Afastei e olhei para ela, querendo memorizar cada detalhe de seu rosto. Levou uma mão ao meu pescoço e me puxou, nossos lábios se tocando novamente, desta vez em um lento e intenso beijo, que me deixou sem folego. — Quer dormir comigo? — Perguntou ela, com voz ansiosa. — Apenas quero que me segure em seus braços. Nunca me senti tão segura como o faço quando estou em seu abraço. Assenti e a levei para cima. Entramos no quarto. Um espelho estava na parede e uma pequena cômoda no canto. Caminhamos para a cama grande sob uma janela curvando os braços sob suas coxas e ao redor de suas costas, a subi na cama, puxando as mantas sobre ela. Então me deitei ali, com ela nos meus braços. Acariciei seu braço com ternura. Esta doença... que tinha a capacidade de roubar minhas capacidades mais simples, como segurar a mulher que amava assim. Acaricie seu braço até que dormiu e logo ouvi o som de seu peito subindo e descendo. Evitei me apaixonar por esta razão. Esta doença maldirá arruinou minha família. Como poderia arrastar alguém que amava a este mundo? Ao menos o teste me daria uma definição. Eu sabia. De uma forma ou outra, queria saber com certeza e Wrenn teria todos os fatos. Ela merecia saber tudo, porque isto afetaria toda sua vida. Mesmo ter 168

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV filhos seria um problema... mas ao menos havia testes nos dias de hoje e formas de evitar que a doença fosse transmitida. Minha cabeça descansava contra a dela. Fechei os olhos, ouvindo sua respiração. Se estes eram os últimos momentos com ela, então queria me lembrar deles para sempre.

~*~ Eu me viro, envolvo meu braço na cintura de Wrenn. Apenas que ela não estava ali. Sentei-me em estado de choque, a luz do sol da manhã quase me cegando. Tirei o telefone do bolso. Eram mais de onze. Como dormi até tão tarde? E onde estava Wrenn? Sai da cama, ajustando meu jeans. Ao sair pelo corredor, olhei cada cômodo em busca de um sinal de Wrenn. Fiz meu caminho para a cozinha, chamei seu nome. Sem resposta. Porque porra este lugar era tão familiar? Tinha certeza que estive ali antes. Caminhei para fora e para baixo no pátio traseiro. Um caminho de pedra me conduziu por um gramado bem cuidado, até uma ampla garagem. — Wrenn? — Chamei. Ouvi sua voz fraca ao longe. Caminhando para ela, o que parecia um cubículo apareceu à vista por trás de um grupo de arbustos. Inalei o ar salgado, algo que apenas se pode experimentar perto do oceano. Adorei estar ali. — Onde está? — Disse em voz alta. — Aqui. — Sua voz estava abafada vindo de dentro do cubículo. Agachei e deu um passo pela porta. Minha respiração parou na garganta enquanto as lembranças vinham. Wrenn e eu. 169

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Nos conhecemos antes. Esta casa rosa horrível, por isso o lugar era familiar. Há onze anos, neste mesmo lugar, eu percebi que precisava viver minha vida. Todos estes anos mais tarde, encontramos nosso caminho de volta um para o outro. — O que foi? — Perguntou alarmada. Neguei com a cabeça, sem saber o que dizer ou como. — Estive aqui antes, Wrenn. Nos encontramos antes. No primeiro dia na escola eu soube. Era tão familiar para mim, mas não pude me lembrar. Supunha que era apenas algo sobre as aulas, mas não era assim. Lembra-se que disse que minha mãe poderia ter conhecido a sua? Bom, se conheciam! Nos conhecemos em uma festa. Você tinha uns sete anos e eu doze. Ela balançou a cabeça como se estivesse louco e riu. Sim, soava louco e estava bem, porque era incrível. Quais as probabilidades? Quer dizer, considerando nossa relação com Layna, não era tão descabelado, mas esta mulher pela qual estava apaixonado ser a mesma menina que mudou minha perspectiva a tantos anos... fiquei surpreso. — Você não se lembra, verdade? — Eu ri. — Não. Sinto muito. É óbvio que deixou uma impressão duradoura em mim. — Brincou. Aproximei-me dela e segurei sua mão, ajoelhei-me diante dela. Ela separou as pernas, fiquei entre elas. Abracei seu corpo, meus lábios acariciando sua nuca. — Você fez exatamente isso comigo. — Disse em voz baixa. — Não de uma forma descomunal. Apenas explicou, de forma inocente, que estava perdendo minha vida esperando que ficasse doente. Wrenn pareceu desconcertado. — Como sabia que ficaria doente? — Viemos aqui para escapar de nossos pais. Estavam conversando sobre mim e a doença de papai. Você me olhou e disse: O que? Todos 170

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV ficarmos doentes um dia. — Sorri, apertando sua mão. — Disse algo que ninguém se incomodou em dizer. Fez-me perceber que o fato de que poderia ficar doente algum dia, não me fazia especial. Ou diferente. — Uau. — Murmurou, franzindo as sobrancelhas. — Isto é incrível, verdade? — Não. — Respondi, beijando seus lábios. — Você é incrível.

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Capitulo Vinte E OITO DALTON Cai na cama na noite de domingo, muito cansado para tomar banho ou mesmo tirar a roupa. Estava esgotado. Mal consegui dormir na noite anterior. Passei a maior parte dela na cama com Wrenn nos meus braços, olhando-a dormir. Adorava a forma como seus lábios se apertavam e como a cada poucos minutos suspirava. Era como se não pudesse dormir para me lembrar de cada segundo dela. Agora estávamos novamente no campus, novamente à realidade. Era irônico que voltar ao mundo real significava voltar a fingir que era algo que não era. Apenas tínhamos que passar por uma semana mais e então tudo ficaria mais fácil. Ainda não sabia como daríamos a noticia para Layna ou mesmo se havia alguma notícia a dar. Wrenn tinha muito em que pensar e eu não queria assumir que ela decidiria ficar comigo apenas por causa da noite anterior.

~*~ Na tarde seguinte, eu estava sentado na sala dos professores quando Layna entrou. — Dalton, preciso falar com você um momento. Em minha sala? Assenti com a cabeça, olhando sua expressão. Ela não olhou em meus olhos. Deus, ela sabe. Merda. Cheguei a sua sala, todos os sinais claros de um ataque de pânico começaram a manifestar-se dentro de mim: as mãos trêmulas, as batidas do coração aceleradas e um nó no estômago. Sentei-me em uma

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV cadeira em sua mesa, tentando minhas mãos trêmulas sob minhas coxas. Qual era meu melhor movimento aqui? Esperar as acusações ou abrir o jogo agora? — Dalton, não há uma forma fácil de dizer isto... — Ela suspirou enquanto se sentava, suas mãos apertando a mesa. — Houve uma acusação contra você. — Uma acusação? — Repeti surpreso. Minha mente foi para Wrenn. Não havia como no inferno... poderia ela? Quer dizer, ela estava confusa sobre nós neste momento, mas ela nunca faria isto. — Uma aluna fez uma denúncia contra você... — Parou e respirou. — Deus, não sei como expressar isto. Teve relações inapropriadas com Paige Warner? — Paige? — Quase gritei. Uma parte de mim se sentiu aliviado. O restante se perguntou que porra Paige disse. — Nunca. Nunca fiquei sozinho com ela, além de alguns minutos antes ou depois da aula. O que ela disse? — A Srta. Warner disse que foi a seu dormitório na noite anterior. Ela afirma que você a forçou. — Ela disse que a estuprei? — Disse incrédulo. Que porra? Na noite anterior estava com Wrenn, a cinquenta milhas deste lugar. Estive tão rígido esperando que isto sobre Wrenn que meu corpo entrou em pânico. Era a palavra de Paige contra a minha e a única forma de limpar meu nome seria admitir minha relação com Wrenn. Merda. Uma vez que as coisas saíssem, não importava se era inocente ou não, minha carreira iria à merda. — Ela disse que a intimidou para fazer sexo com você. Não disse que a estuprou, mas ela está dizendo que sentiu não poder dizer não, dado sua posição. 173

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — E isto não é estupro? — Perguntei com sarcasmo. — O que acontece agora? — Tenho que notificar a junta escolar e deixá-los saber. Logo, terei que informar a polícia. Merda. Isto era uma loucura. Não tinha ideia de que porra estava acontecendo na cabeça da garota. Porque merda iria dizer tais mentiras? Fez isso porque não aceitei suas propostas? — Dalton, se isto não for verdade, chegaremos a ela. — Layna me olhou com simpatia. — Claro, porque uma investigação sobre estupro não teria nenhuma influência sobre minhas perspectivas futuras de trabalho. — Grunhi. Senti-me mal por falar assim com Layna. Ela apenas estava fazendo seu trabalho. — Sinto muito. Entendo que está em uma posição difícil. Ela sorriu e assentiu. — Resolveremos isto, Dalton. Tente não se preocupar. Enquanto isso, terei que suspendê-lo. Poderia ser uma boa ideia ficar fora da escola por uns dias, enquanto a polícia faz a investigação. Assenti com rispidez e me levantei. — Se isso é tudo, irei buscar minhas coisas.

~*~ — Ela o que? — Gritou Wrenn. Sua reação foi a mesma que a minha: horrorizada e irritada. — O que... quer dizer, estava comigo... oh, aquela cadela. — O que? — Disse, equilibrando meu telefone no ombro enquanto enchia a mochila. 174

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — A pequena cadela! Sei exatamente qual seu jogo, Dalton. Ela não quer nos delatar, quer a segunda melhor opção, nos expor. Merda, Wrenn tinha razão. Paige sabia que a única forma de verdadeiramente limpar meu nome era admitir meu romance com Wrenn. Ela sabia que eu estava com Wrenn na noite anterior. Como, não sei, mas tudo fazia sentido: ela estava se sentindo tão ameaçada por Wrenn que faria qualquer coisa para destruí-la e eu, ao que parecia. — Não posso acreditar. — Murmurei. — E agora o que? O que faremos? — Não posso sair, estou sob investigação policial. A escola está me colocando em um hotel por algumas noites. — Respondi com tristeza. — Que hotel? — Perguntou. — Wrenn, é uma má ideia... — Eu sei. Mas não vê-lo será uma tortura. — Murmurou. — Isso quer dizer que me perdoa? — Perguntei, segurando a respiração. — Eu o perdoo. Quer dizer, entendo porque não me contou e isso não muda o que sinto por você... — Sua voz se apagou. — Mas? — Disse com suavidade. — Preciso pensar. Mas isto não quer dizer que não quero vê-lo. Apesar de saber que não posso, de qualquer forma. — Podemos nos ver de alguma forma. Talvez se conversar com Kass e ver se tem alguma ideia de onde poderíamos nos encontrar. — Boa ideia. Falarei com ela hoje. — Respondeu Wrenn. — Tenho que ir. Layna acabou de chegar. Me manda uma mensagem? — Sim. — Desliguei, ainda atordoado pelo que aconteceu. Ainda que soubesse que não fiz nada errado em relação a Paige, não podia ver nada disso se resolver. 175

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~*~ No hotel fora da cidade estava escuro e ao parecer toda escola pensava que era culpado. Os lençóis estavam manchados e deixava a cama com um aspecto pouco atraente e o som das baratas passando pelo chão me revolvia o estômago. Mandei uma mensagem para Wrenn para deixa-la saber que estava bem. Não precisava saber que o hotel era ruim. Estava preocupado com limpar meu nome para Layna. Não precisa dar mais razões para piorar a situação. Não podia ficar ali. Agarrei minha mochila, sai do quarto do hotel fechando a porta atrás de mim. Preferia dormir no carro que naquela pocilga. Tirei a mochila nas costas e deslizei pelo assento do motorista. Procurei em meu telefone um hotel em Hollisbrook. Ficaria ali por uma noite e logo para casa da minha mãe. Se a polícia quisesse falar comigo, poderiam fazê-lo ali. Depois de reservar um quarto e entrar, joguei a mochila no chão e caí na cama. Como consegui foder tudo isso? Temia o que a polícia me perguntaria. Assediei uma aluna? Bom, tecnicamente sim, mas não é o que vocês pensam! Sim, certo, tudo ficaria bem.

~*~ Que porra era aquela? Estava tudo negro. Levei um momento para me lembrar onde estava e porque estava ali. Procurei às cegas um abajur. Meus dedos agarraram o cabo. A luz encheu o quarto. Bang bang bang. Saltei da cama e fui para a porta. Wrenn estava ali, franzindo o cenho. Ela entrou e fechou a porta. — Parece uma merda. — Observou. 176

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Obrigado. — Esfreguei a cabeça dolorida. — Como sabia que estava aqui? — Perguntei. Ela me olhou estranho. — Você me enviou uma mensagem. — Inclinou-se e por um segundo pensei que iria me beijar. — Andou bebendo? Eu o fiz? Olhei o frigobar e várias garrafas vazias estavam no balcão. Bom, isso explicava algumas coisas. Aproximei-me delas e joguei as garrafas vazias na lixeira. Logo, enchi uma cafeteria com água e depois café, antes de liga-la. No fundo da minha mente veio as palavras “perda de memória”. Como qualquer outro momento era possível um sintoma sair à superfície, a pergunta era: era o começo? Tinha a doença? Mesmo há umas poucas semanas, o telefone escorreu da minha mão enquanto conversava com Wrenn. Depois disso sempre o segurava mais firme. — Contarei a Layna tudo. — Anunciou Wrenn. — Wrenn não... — Tem uma ideia melhor? — Perguntou ela, dando voltas, as sobrancelhas no alto. Fechei a boca. Não, não tinha. Afundei na cama e suspirei. Wrenn sentou-se ao meu lado e segurou minha mão. Ela era tão quente. Como fazia isto? — Olhe, ela ficará irritada, mas aconteça o que acontecer, é a melhor alternativa, verdade? Assim que a polícia começar a perguntar, nosso segredo irá sair. — A máquina de café ferveu. Ficou de pé e encheu duas xicaras com café e creme. — Obrigada. — Murmurei, pegando o café de sua mão estendida. — Ficarei na casa de mamãe por alguns dias. Não posso ficar aqui, olhando para as paredes. Estou ficando louco. — Não vou vê-lo? 177

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Eu lhe darei alguns dias e veremos onde vai. Espero voltar antes que sinta minha falta. — Disse. Coloquei o café na mesinha e puxei sua mão, para colocá-la no meu colo. Sentou-se sobre mim, com meus braços ao redor de sua cintura. Inclusive uns poucos dias longe dela eram muitos, mas não podia ficar onde estava. — Já sinto sua falta. — Murmurou ela, com o cenho franzido. Beijei a ponta do seu nariz e apoie a testa contra a dela. — Mal posso ficar algumas horas sem você, Dalton. — Sua voz estremeceu enquanto fechava os olhos, negando-se a me olhar. Suavemente levantei seu queixo, os lábios pressionando contra os dela. Enquanto nos beijávamos, a excitação começou a aumentar dentro de mim. Deslizei a mão sob seu suéter, passando os dedos ao longo da curva da coluna. Suspirou enquanto meus lábios tocavam seu pescoço. Seus dedos se fecharam na barra do suéter, levantou-o sobre sua cabeça. Deus, era tão sexy. Beijei os seios sobre o sutiã, puxando-o para baixo para mostrar a pele suave. Minha boca acariciou seu mamilo até que ficou duro. — Eu te quero tanto, Wrenn. Ela me beijou e logo ficou de pé, movendo-se fora de sua calça jeans. Empurrando-me para trás na cama, alcançou meu cinto, desabotoando minha calça. Levantei os quadris, deixando que ela a tirasse, junto com a cueca boxer até que ficaram no chão. Meu pau sofria por ela e logo ela se ajoelhou. Tomou a ponta na boca e começou a chupar. Oh senhor. Sim. Sua língua se estendeu ao longo do meu eixo enquanto seus lábios trabalhavam em meu pau. Minhas mãos encontraram sua cabeça, os dedos entre as mechas longas e sedosas. Havia algo incrivelmente erótico em observá-la enquanto chupava, seus 178

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV olhos firmemente nos meus, como se soubesse o poder que tinha sobre mim. — Venha aqui. — Ofeguei, tentando alcançar minha carteira. Peguei um preservativo e o rodei sobre minha ereção. Segurando sua mão, a ajudei a subir na cama, descendo-a sobre meu pau. Ela gemeu enquanto deslizava dentro dela, esfregando contra mim enquanto balançava para frente para trás. Meus dedos percorreram sua cintura nua, passando sobre seus seios, apertando-os em minhas mãos e logo para baixo, agarrando seus quadris, empurrando a mim mesmo profundamente dentro dela. — Oh Deus, sim. — Disse sem fôlego. Inclinou-se sobre mim, seus seios em meu rosto enquanto se movia sobre meu pau. Passei a língua por um mamilo e chupei com força, fazendo-a gritar. — Vou gozar. Oh Deus sim! — Gritou enquanto a movia mais rápido. Oh Deus, o que está mulher fazia comigo. Ofeguei quando me soltou, suas unhas na pele do meu peito, a dor junto com o orgasmo que me percorreu. Ela me deixava louco e sabia pressionar cada botão enviando-o ao limite. Deixou-se cair ao meu lado, ofegando. Dei a volta e fiquei de conchinha com ela, esgotado e satisfeito. Sabia que não podia ficar, mas mesmo uns poucos minutos com ela em meus braços valia a pena.

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Capitulo Vinte E NOVE WRENN Mesmo antes de sair do hotel de Dalton, já havia decidido contar tudo a Layna. Não podia ver o ponto em manter em segredo por mais tempo. Não havia outra forma de Dalton sair desta bagunça e em uma semana nada disso teria importância. O único problema era a carreira de Dalton, mas Paige praticamente assegurou que fracassasse. Dan estava fora quando cheguei em casa. Alegrei-me. Isto seria muito difícil apenas com Layna. Ela contaria a Dan e estava bem com isso, mas contar aos dois juntos era demais. Encontrei Layna em seu escritório, as sobrancelhas enrugadas e pensando profundamente, estudando minuciosamente alguns papeis. Bati na porta. Ela levantou os olhos e sorriu. — Posso falar com você sobre algo? — Perguntei, aproximando-se e me sentando de frente a ela, com as mãos entrelaçadas em meu colo. — Sempre pode falar comigo. O que foi? — Perguntou ela, tirando seus óculos. Apertei minhas mãos para tentar combater o tremor incontrolável delas. Estava sinceramente com medo do que iria dizer. — Preciso de contar algo. Sei que ficará irritada, mas espero que ao menos possa ouvir o que tenho a dizer com a mente aberta. Layna franziu o cenho. — Está me assustando, Wrenn. Está grávida? — Fiquei sem fôlego. Inalei e balancei a cabeça. Deus, no entanto, talvez em seu pensamento isto fosse uma coisa boa. Talvez reduziria o impacto do que contaria. Bem que queria. — Estou me encontrando com alguém. — Engoli saliva, o enorme nó em minha garganta não se moveu. — Ele é o homem mais incrível que conheci em minha vida. Ao seu redor sinto-me especial. Como se 180

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV fosse uma em um milhão. Faz-me querer-me mais por mim mesma. Ele me deixa com vontade viver, não apenas existir. Sinceramente, não posso explicar o profundo que meus sentimentos por ele são, Layna. Simplesmente não há palavras para lhe fazer justiça. — Bem, isso é bom. — Disse Layna, nervosa, alisando o cabelo loiro com as mãos. — Quando chegará a parte que não vou gostar? — Está chegando. — Assegurei com um sorriso. — Não ficará feliz quando ouvir quem é este homem. — Fiz uma pausa por um momento, esfregando os lábios. — Dalton. — Dalton? — Ofegou Layna, com a boca aberta. — Como em... — Sim. — Oh Wrenn. Porque? Como? Você começou isto ou ele o fez? — Os olhos de Layna se encheram de lágrimas, sua mão na boca. — Não foi assim, Layna. Apenas aconteceu. Por favor, não fique irritada com ele. Em todo caso, eu empurrei para ficarmos juntos. — Estava tentando tanto explicar, mas não importava o que dissesse, ele sempre seria o professor que se aproveitou de mim. — Vamos, Wrenn. Ele é seu professor, claro, ele tem culpa. Abusou de sua posição de poder. Independente de como pode se sentir, aproveitou-se de você. — Ela passou de irritada, diretamente para a ira. Uma ira dirigida a ele. — Tenho dezoito anos. — Discuti. — Sou adulta. Não há nenhuma lei que nos impeça de ficarmos juntos... — Uma vez mais, isso não importa! Está escola tem orgulho de sua reputação. Como acha que isto irá parecer aos nossos investidores? E posso dizer agora mesmo que isto não ajuda em nada em seu caso contra Paige. — Ficou de pé, andando no pequeno espaço de seu escritório, de vez enquanto parando de mover a cabeça.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Por isso estou te contando. Sei que ele não estava com Paige naquela noite, porque ele e eu estávamos na casa de praia em Cinter. Paige está mentindo. — Suspirei e balancei a cabeça. Isto era um desastre. Senti-me como se tivesse piorado as coisas. Foda-se Paige. Isto era culpa dela. Se houvesse mantido sua boca suja fechada, nada disso teria acontecido. Claro, isto não mudava o fato de Layna descobrir tudo finalmente. Não era estupida, iria colocar dois mais dois juntos e saberia o que estávamos fazendo. — Ela tentou algo com ele, ele a rejeitou, ela o fez por vingança. Sabia sobre nós e sabia que eu não iria deixar de protege-lo, mesmo que arruinasse minha relação com você. — Expliquei em voz baixa. Layna ficou em silêncio por um momento. — Você nunca poderia arruinar nossa relação. — Disse ela, envolvendo seus braços ao meu redor. — Fiquei impactada Wrenn e decepcionada. Trata-se de muito para assimilar. Mas não importa o que, Dan e eu sempre gostamos de você e estaremos aqui. — Ela se sentou ao meu lado, segurando minhas mãos entre as suas. — Por isso ficou tão incomoda quando ouviu minha conversa com sua mãe. — Seus olhos se encheram de lágrimas novamente. — Deus, sinto muito por descobrir daquela forma. — Soube o tempo todo que Dalton poderia ter a doença...? — Disse. Layna assentiu, com os olhos cheios de tristeza. — Ele te contou o que é, verdade? Assenti. — Seu pai era um homem maravilhoso. Foi muito difícil para sua mãe vê-lo sofrer daquela forma. Tem certeza que está pronta para isso, Wrenn? — Não. — Admiti. — Mas não estou disposta a deixa-lo ir também. Então, que opção tenho? Estou pensando nisso. Em tudo. Não lhe dei uma resposta ainda. 182

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Layna assentiu. — É uma mulher jovem muito madura. A maioria das garotas da sua idade não estariam pensando tão longe no futuro, mas você tem sua vida planejada. Admiro isto. Sorri, suas palavras significavam muito mais para mim do que poderia expressar. Estava tão segura de que ela não entenderia e estava mais aberta do que jamais poderia imaginar. — Não tenho certeza do que estou fazendo. — Admiti com honestidade. — Não, mas o fato de estar pensando tanto a respeito, diz muito. Brincando com as unhas enquanto criava coragem para perguntar o que estava em minha mente — coisas que fiquei com medo de perguntar a Dalton, coisas mórbidas que não saiam da minha cabeça. Cada vez dizia a mim mesma que não poderia fazê-lo, pensava em não estar com ele e sabia que deixá-lo não seria uma opção. Tinha que fazêlo. Mais que isso, tinha que aguentar e deixar de ser uma criança egoísta. Não se tratava de mim. Realmente não. A imagem era muito maior do que o que estava sentindo neste momento. — Layna? O pai de Dalton, o que conheceu bem? Não sei muito sobre esta doença, apenas o que encontrei no Google e o que Dalton me disse. — Sim, o conhecia bem. Ele era um homem orgulhoso que não gostava de ser mimado. Isso deixou tudo pior. — Ela suspirou e balançou a cabeça com tristeza, seus olhos nublados com as lembranças. — O que quer dizer? — Perguntei em voz baixa. — A doença lhe roubou toda sua independência, Wrenn. Mesmo com coisas pequenas, precisava de ajuda. No início de seu diagnóstico não foi tão ruim, mas à medida que avançavam as coisas... ficou mais difícil, mesmo para mim, uma pessoa de fora do seu círculo. — Ela me 183

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV olhou com seriedade. — Não mentirei, Wrenn. Como Mary e Dalton conseguiram ir adiante está além de mim. A doença de Huntington é implacável. É uma doença terrível. E não se trata apenas dos sintomas físicos que precisam ser considerados. Coisas como depressão e outras doenças mentais com sintomas comuns que podem acontecer muito antes de chutar qualquer sintoma físico. — O que mais me assusta é perdê-lo. Não sei se posso lidar com isso. Como posso ser forte por ele quando não posso enfrentar as coisas por mim mesma? — Minha voz estremeceu. Layna me levantou e me abraçou novamente, seu quente abraço confortante. — É mais forte do que pensa, querida. E há tanto amor e paixão dentro de você. Sua mãe estaria tão orgulhosa, sabe? Assenti com a cabeça, secando os olhos. Ela estaria muito orgulhosa de mim. Não tanto sobre me apaixonar por meu professor, mas todo o mais. Como lidei com tudo que aconteceu no último ano. E agora isto. — Deus Wrenn, não posso ficar irritada com você. Tudo deveria me horrorizar, tanto como sua tia e como a chefe dele, mas ambos passaram por tantas coisas. E não importa o que, sempre terá a mim. Decida o que for, sempre que precisar, estarei do seu lado. Você não estará sozinho nisso, querida. — Obrigada. — Murmurei. — Isto significa muito para mim. Esfreguei o lado da cabeça e reprimi um bocejo, mal percebendo o quanto estava cansada. Os últimos dias foram demais e tão estressantes que apenas consegui dormir por algumas horas. — O que acontece agora? Isto é o suficiente para conseguir que a mentira de Paige caia? — Perguntei nervosa.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Sem dúvida será o suficiente para criar dúvidas em sua história. E se tiver razão e o único que quer é arruiná-la, então sua admissão deveria ser suficiente para deixar cair sua acusação. — E Dalton? Como isto afetará sua carreira? Layna moveu a cabeça. — Infelizmente, isto não compete a mim. Farei todo o possível para que isto não vá para seu histórico, mas não posso prometer nada. Você deve ficar longe dele por alguns dias, no entanto, Wrenn. Será melhor para ele e para você. Até que isto se esclareça. Até depois de sua formatura. Assenti com a cabeça e voltei a abraça-la, perguntando-me como ficaria sem vê-lo, mas ao mesmo tempo aliviada por ter tempo para pensar. Sem ele me distraindo.

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Capitulo Trinta WRENN A véspera de minha formatura. Um dia mais, até que estivesse livre. Um dia mais, até que pudesse iniciar o resto da minha vida e ainda não resolvi o que fazer. Negava-me a me comprometer com Dalton a menos que estivesse seguro. Deus, soava horrível. Tão ruim como me sentia, mas deveria ser pior para ele. Não iria mudar de decisão em cinco ou dez anos. Se estivesse com ele, era para sempre. Tentei colocar as coisas na perspectiva com relação a minha vida com Dalton e a vida sem ele. Meus sentimentos por ele iam além do amor. Adorava este homem mais do que outra coisa no mundo. Se ele tivesse a doença, vinte anos com ele seria o suficiente? Era melhor do que não ter nada? Não podia imaginar alguém o amando como eu. Isso tinha que contar para algo. Kass me levou para comprar um vestido de formatura, sobretudo para tirar minha cabeça de Dalton e tudo o que estava acontecendo. Paige retirou as acusações contra Dalton, mas a junta insistiu em investigar minha relação com ele. Depois de inúmeras entrevistas com vários membros da junta escolar, hoje era o dia de se reunirem para decidir seu destino e eu estava nervosa. Não o vi ou falei com ele durante toda a semana. Enviamos um ao outro uma grande quantidade de mensagens, mas não era o mesmo que ouvir sua voz. Queria ouvir sua voz rouca, sussurrando coisas atraentes e sujas em seu ouvido. — Que tal este? Kass me mostrou um vestido de gazar purpura com negro curto. Franzi o nariz para as alças finas. Não gostava de alças. Faziam meus

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV ombros ficarem enormes. Procurei na arara de frente a mim, apenas metade de minha mente concentrada na tarefa em questão. — Não é esse? — Disse. Parei para olhar o vestido que tinha em minhas mãos. De acordo, este não era de todo ruim. Era sem as alças finas e tinha um corpinho. Toquei o tecido azul, amando a forma se sentia contra minha pele. Era perfeito. Uma cerimônia pequena e informal para dezenas de alunas que se formavam mais cedo foi realizada no jardim de inverno. Não era habitual para as alunas que se formavam mais cedo terem uma cerimônia na metade do ano, mas Layna insistiu em marcar a ocasião. — Vou ficar com ele. — Concordei, levando-o ao provador. Tirei a calça jeans, a camisa e o sutiã. Passei o vestido com cuidado sobre minha cabeça, deixei-o cair sobre meu corpo e quadris. Uau.

Olhei

meu

reflexo

no

espelho.

Este

vestido

era

impressionante. Empurrei a porta e chamei Kass. — Merda, espero que fique com o vestido. — Ofegou ela, cobrindo a boca. — Parece incrível. Irá me passar ele depois. Olhei novamente a mim mesma, inclinando a cabeça. Era perfeito, mas também era caro. Quando Layna me deu seu cartão de crédito para um vestido, tinha certeza que não tinha este preço em mente. No entanto, tinha algumas economias. E não comprava nada para mim em muito tempo... Bem. Comprei o vestido. Tudo em que podia pensar era esperar até que Dalton que visse neste vestido, ainda que faltassem uns dias para o baile.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Depois de terminar as compras, Kass me deixou em casa. Sai ajudou com meu animo e era exatamente o que precisava. Subi para guardar o vestido. A porta de baixo de fechou e corri para descer, esperando que fosse Layna. Estava tão ansiosa sobre as notícias da audiência. Dalton não enviou mensagens ou ligou e isto me deixava nervosa. Layna parou no corredor. Vi quando ela tirou a jaqueta e a pendurou, procurando em seu rosto qualquer indicação do que poderia ter acontecido. Nada. Ela levantou os olhos e me viu. Um sorriso. Um sorriso era bom, verdade? — Como foi? — Perguntei, meu estômago apertado. — Bom. — Voltou a sorrir. — Você está saindo de Tennerson, mas porque não quis prestar queixa, chegamos a concussão de que nada pode ser provado, assim isto não irá para o histórico dele. — Sim! — Corri e envolvi os braços ao redor dela. — Tem certeza que não prestará queixa? — Ela sorriu. Inalei e a fulminei com o olhar. Gracioso. — Ele sabe? — Perguntei. Ela assentiu. — Eu liguei antes de vir aqui. Mal terminou de falar e voltei a subir a escada, fechando a porta do quarto. Peguei o telefone e marquei seu número. — Então já sabe. — Atendeu. Me joguei na cama e fechei os olhos, me concentrando em sua voz. Quase o podia imaginar ao meu lado, deitado junto a mim. Tocandome. — Não vou perder minha carreira. — Sim, é maravilhoso. — Sorri ao telefone. — Não posso esperar para vê-lo. 188

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Eu também. Venha para a cidade depois da graduação. Fique aqui comigo. — E sua mãe? — Levantou a voz, encolhendo-se ante a ideia. Mal podia imaginar o que pensaria de mim. Eu era a garota que estava roubando o coração de seu menino. — Mamãe quer conhece-la, Wrenn. — Ele riu. — Sabe quanto tempo ela espera que eu traga alguém para casa? Acho que em segredo sempre quis uma filha. — Mesmo uma aluna sua? — Brinquei. — Bem. Eu vou. — Decidi. Pelo menos conversar com sua mãe poderia me ajudar a tomar algumas decisões mais rápido. — Bom. Sinto muito por não poder estar aí amanhã. — Disse, a decepção em sua voz óbvia. Meu estado de ânimo caiu enquanto pensava no difícil que seria o dia seguinte. Teria Layna e Dan ali, mas minha formatura era uma dessas coisas que esperava compartilhar com meus pais e irmão. Não ter Dalton aqui para ver minha formatura era outro golpe. — Não se preocupe, Layna tirará muitas fotos. — Bom. Acho que nos vemos logo. — Disse em tom suave. — Não posso esperar. — Sorri.

~*~ Kass chegou as nove da manhã para me ajudar a me arrumar. Pessoalmente, não vejo o ponto de me levantar cedo quando precisamos estar no auditório somente ao meio-dia, mas cedi. Quem era eu para estragar a repentina urgência que desenvolveu para fazermos coisas femininas juntas? — Você o verá está noite? — Perguntou ela, passando uma prancha pelo meu cabelo. 189

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Assenti. No início pensei em ficar e logo no dia seguinte ir jantar com Layna e Dan para comemorar minha formatura. Então me lembrei de que a única pessoa com queria comemorar não estava aqui. Ele era a única pessoa com quem realmente queria compartilhar algo. E mais, me golpeou que não tive nenhum pesadelo sobre o acidente desde que nos conhecemos. Foi neste momento que soube que não importava o que, não podia renunciar a ele. Não se pode escolher a pessoa por quem se apaixona, tudo o que pode fazer é agradecer por ter encontrado alguém que a entenda. Ninguém me entendia como ele o fazia.

~*~ Estava sentada em minha cadeira com minha beca, esperando que meu nome fosse chamado. Logo foi. Fiquei de pé e caminhei para o palco para pegar meu diploma. Era um momento amargo, cada emoção se lançava através de mim, a felicidade e o alívio, também ira e tristeza. Este era o momento da minha vida no qual minha família deveria estar ali para ver e fiquei irritada por tudo que foi tirado de mim. Eu os imaginava de pé sob o enorme carvalho nos jardins. Mamãe estaria sorrindo e aplaudindo como louca enquanto papai se esforçava para encontrar sua câmera de vídeo. Jordan estaria rodando os olhos e tentando ajudar papai, ao tentar esconder o fato de que estava orgulhoso de sua irmã mais velha. Cheguei ao palco onde estava Layna, segurando meu diploma. Podia ver as lágrimas em seus olhos e soube que estava pensando o mesmo que eu: minha família deveria estar ali. Sequei os olhos e sorri, incapaz de conter as lágrimas. 190

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Estariam muito orgulhosos de você. Como Dan e eu estamos. — Sussurrou em meu ouvido. Beijou minha bochecha e me abraçou quando a pequena multidão aplaudiu. — Agora vá até a área de simulação de incêndios. Que merda? Abri a boca para perguntar. Ela apenas balançou a cabeça e sorriu. — Sem perguntas, Wrenn. Por uma vez na sua vida, faça o que digo. Assenti e me dirigi fora do palco quando as formandas começaram a se reunir com suas famílias. Olhei os jardins vazios, desconcertada pelo que supunha-se que estivesse ali. Passe pela área de lazer e fui para o estacionamento dos alunos, ainda sem certeza de que porra estava procurando. Iriam me dar um carro novo? — Oi para você. Eu me virei, meus olhos se abriram em choque. Dalton. Que porra estava fazendo ali? Estava me olhando, divertido com minha reação. Sua boca com um sorriso enquanto corria para frente e para seus braços. Deus senti falta dele. Nossos lábios se encontraram, as mãos segurando seu pescoço, deixando minha pele formigando e boca com vontade de mais. — Não podia perder sua formatura. — Murmurou suavemente, beijando meu nariz, meus olhos, minha testa. — Liguei para Layna e concordamos em que deveria espera aqui, longe de... bem, todos. Envolvi meus braços ao redor de sua cintura, a cabeça apoiada em seu peito, feliz por ele estar ali. Olhei para trás para a multidão no palco, que começava a se dispersar. Eu não iria ao baile esta noite. Queria passar cada momento com ele. — Vamos para casa. — Disse, puxando-o nessa direção. 191

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Ele levantou a sobrancelha, como dizendo: agora? Eu ri e ruborizei enquanto assentia. Ele negou com a cabeça e riu. — Olha, não pode ficar longe de mim, Wrenn. Não pode durar nem um minuto sem mim ao redor. — Era verdade. Os dias foram um inferno sem ele. Se não houvesse já tomado uma decisão, então vê-lo hoje certamente seria decisivo. A medida que nos afastamos, vi Paige nos olhando do outro lado do jardim. Reduzi a velocidade até parar, com o coração acelerado. — Pode me dar um momento? — Disse a Dalton. Precisava fazer isso. Um fechamento. — Claro. — Respondeu Dalton, desconcertado. Olhou ao seu redor e viu Paige, seu corpo ficou tenso. — O que está fazendo? — Perguntou com incerteza, com a mão agarrando seu braço. — Algo que deveria ter feito a muito tempo. — Murmurei. Quando me deixou ir, aproximei-me dela. Olhou-me com frieza, os lábios apertados quando me aproximei, Se sentia-se mal ou envergonhada pelo que fez, não demonstrava. — Quero lhe perguntar algo. — Disse, olhando-a nos olhos. Todo o inferno que passei e tudo se reduzia a isto: eu, finalmente enfrentandoa. — O que? — Zombou em desgosto. Ela se comportava como se até mesmo falar com ela, fosse uma afronta. Ela tirou o cabelo loiro do ombro e esperou. — Quero saber qual o seu problema. Porque me odeia tanto? O que fiz para você? Paige riu e negou com a cabeça. — Nunca entendeu. Vem aqui, a sobrinha da diretora, atuando como se fosse muito melhor que as demais com sua vida perfeita. — 192

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Ela franziu os lábios, estreitando os olhos em mim. — Não preciso de uma razão para odiá-la, Wrenn. Apenas o faço. Comecei a rir. Ela me olhou como se estivesse louca. Talvez estivesse. Durante muito tempo deixei que ficasse sob minha pele a agora não podia me importar uma merda com ela. A resposta apenas me confirmou o que já sabia: era uma garota egoísta. — Sabe porque vim para cá? — Perguntei. Não esperei uma resposta. — Porque toda minha família morreu em um acidente de carro. Perdi minha mãe, meu pai e irmão, Paige. Acha que pedi por isso: Acha que queria invadir seu pequeno mundo? — Perguntei estendendo as mãos. — Minha pequena vida perfeita terminou há muito tempo. Sua boca se abriu enquanto seus olhos azuis se enchiam de vergonha. Ela na verdade parecia sentir algo. Quase ri. A cadela na verdade tinha coragem para sentir pena de mim. Deus, me deu vontade bater nela. — Meu Deus Wrenn, não sabia. — Não. Claro que não, Paige. — Interrompeu Wrenn. — Nunca me deu a oportunidade. Tudo o que fez foi transformar a minha vida em um inferno e a vida dos demais. Você acha que algo disso importa? Em dez anos, onde estará? Ainda julgando as pessoas o pouco que sabe sobre eles? Ela não respondeu. Em troca, abaixou o olhar e esperou que terminasse. — Faça-me um favor e aprenda com isto, porque com frequência o que aparenta perfeição, não é. — Eu me virei e fui embora antes que pudesse responder, acomodando meu cabelo sobre o ombro. Porra, isto se sentia bem.

~*~ 193

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Tem certeza que não seremos interrompidos...? — Dalton disse com os dentes apertados, beijando meu pescoço. Assenti. Layna e Dan ficariam cuidando das coisas da formatura relacionadas com a escola por pelo menos mais duas horas. Então jantaríamos. Os quatro juntos, algo que me deixava completamente ansiosa. Já que a verdade sobre nós saiu e não tive o prazer ainda de ficar no mesmo lugar que Dalton e minha família, assim não tinha ideia do que esperar. Em meus dedos dos pés, aconcheguei-me com os braços ao redor de seu pescoço, inclinando os lábios para encontrar os dele, desfrutando da sensação de sua mão nas minhas costas. Soltou-se e segurou minha mão, levando-me para a cama, curvando os braços ao redor de mim. Não precisava de sexo para me sentir perto dele. Apenas o fato de tê-lo junto a mim era o suficiente.

~*~ Bom, isso era incomodo. Dalton, Dan e eu estávamos sentados na mesa enquanto Layna preparava o assado que deixou cozinhando todo o dia. A mesa estava cheia de pão, legumes, verduras cozidas e outros alimentos, o cheiro me deixava com água na boca. Ficamos em silêncio. E não era de um bom tipo. Era raro o silêncio e estava quase partindo o cérebro pensando em algo para iniciar a conversa. Não me ocorreu nada. Olhei para Dalton, silenciosamente desejando que dissesse algo. Ele encolheu os ombros. Merda. — Então, por fim estou livre. — Foi o primeiro que me veio à cabeça. — Não mais tarefas escolares. Não até começar a universidade, de 194

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV qualquer forma. — Bem, agora estava sendo incoerente, mas a era a melhor alternativa. — Como se sente? — Perguntou Dan, entrando no assunto proposto. — Bem. Um pouco com medo, mas um medo diferente. — Senti Dalton apertar meu joelho sob a mesa. Coloquei a mão na sua e sorri, ficando tenso quando sua mão subiu mais na minha coxa. Meu corpo estremeceu, seu toque me despertando, mesmo na presença da minha família. Olhei para ele. Piscou um olho, escondendo um sorriso. — Então irá para a Universidade de Boston, verdade? — Dalton sorriu, com a mão ainda na minha coxa. — E você, Dalton? Quais seus planos agora que o ano escolar terminou? — Perguntou Dan deliberadamente. Dalton me olhou. — Bom, Wrenn não sabe isso ainda, mas fui na pós-graduação para ensino fundamental na Universidade de Boston. Virei-me para ele com a boca aberta. O que? Estaria na Universidade de Boston comigo? — De verdade? — Gritei. Inclinei-me e beijei seu rosto, lançando os braços ao redor dele. — Parabéns. — Obrigado. — Murmurou sorrindo. — Sei que não falamos muito sobre o futuro e não queria a oferta sem falar com você, mas isto é algo que realmente quero fazer. — Acho que soa perfeito. E estaríamos juntos na universidade. — Eu ri. — Como estranho isso seria? — Queremos ser um casal quase normal. — Riu. Layna se sentou quando Dan cortou o assado. Sorriu para Dalton e não pude deixar de perceber que ela estava muito feliz por ele. — Isso é uma grande notícia, Dalton. 195

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV O restante do jantar foi bem. Não foi um jantar completamente natural, mas foi muito menos doloroso do que estava esperando. Não podia esperar para que ficassem cômodos com a ideia de estarmos juntos, mas o fato era que todos estavam tentando.

~*~ — Não será tão ruim. — Dalton riu, sentando-se na cama. — Tem certeza que está bem que fique em seu quarto? Fiz uma careta. — Sim, está bem. Tenho dezoito anos, lembra-se? Merda, nem sequer estou no ensino médio mais. — Brinquei. Aproximei-me da cama e me uni a ele, deitando-me de lado, com a mão apoiada na cabeça. — Fico feliz. — Grunhiu, balançando a cabeça. — Acredite ou não, você como minha aluna era algo bom, apenas algo que tinha que tirar da minha cabeça. Eu ri. — De verdade? Achei que fosse uma fantasia. Isso e um trio. — O trio, talvez. — Ele riu. — Mas de verdade, sinto-me muito mais cômodo sobre nós agora que a escola terminou. Ainda acho que para todos, sempre serei o professor de história que se aproveitou de sua aluna. Sorri, rodando para me sentar sobre ele. — Veja, pelo que me lembro, eu me aproveitei de você. De fato, tomei todas as iniciativas. Você foi o pobre professor inocente corrompido por sua aluna muito irresistível. — Inclinei para beijá-lo. Riu e me afastou. — Não, não posso te beijar quando fala assim. — Riu. — Mas tem razão em uma coisa: é muito irresistível. 196

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Deitamos na cama com a televisão ligada, vendo filmes de terror até a metade da noite. Umas poucas vezes cochilava, apenas para acordar com ele acariciando meu cabelo e sorrindo. — Dormiu a maior parte do filme. — Riu beijando meu nariz. — Grande dia. — Murmurei, dando a volta e dormindo.

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Capitulo Trinta e um WRENN Nunca estive em Los Angeles antes. Era mais ou menos como esperava: muito tráfego, pessoas e barulho. Dalton olhava para mim a medida que íamos em direção a Lanyard, onde morava sua mãe. Ficaríamos com ela algumas semanas e depois de passar por Boston, onde planejávamos conseguir uma casa, prontos para o início da universidade. Estava nervosa por conhecer sua mãe. Ela conheceu a minha mãe e esta conexão me aliviava um pouco. Era como se todos estivéssemos conectados na vida do outro e era inevitável que alguma vez nos encontrássemos. A mãe de Dalton vivia em uma enorme casa de tijolos de dois andares acima do lago Potter. Os jardins estavam perfeitamente cuidados, como o lugar todo. Meu coração estava acelerado enquanto entrava no caminho da casa. E se ela não gostasse de mim? E se ela pensasse que não era boa o suficiente para seu filho? Como se sentisse minhas preocupações, Dalton sorriu e colocou a mão em minha coxa. — Ela a amará, como eu. Virei-me para ele. Apesar de ter seus sentimentos claros, era a primeira vez que dizia que me amava. Levei sua mão a boca e beijei seus dedos. — Também te amo. Muito. — Disse, meus olhos cheios de lágrimas indesejadas. Ele riu e se aproximou de mim, limpando-as.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Não chore. Este é um momento feliz. Aproveite. —

Sorriu

novamente. — Eu te amo, Wrenn. — Beijou-me com ternura, seus dedos afastando o cabelo do meu rosto. Ele estava certo. Merecia aproveitar o momento. Ele. Tudo. Este era meu final feliz. Não importava o futuro.

~*~ Mary, a mãe de Dalton, era uma mulher bonita que logo gostei. Ela me abraçou como se fossemos velhas amigas e nos levou para dentro. Fomos para a cozinha e exigiu que me sentasse enquanto fazia café. — É encantador conhece-la por fim, Wrenn. Ouvi tantas coisas maravilhosas sobre você. Sorri. O que Dalton e Layna falaram sobre mim? — É bom conhece-la também. — Disse de verdade. Ela colocou uma xicara de café quente na minha frente e para Dalton. Quando o olhava, podia sentir o amor. Quase ocupava o lugar. Ele era seu bebê e faria qualquer coisa para protege-lo. Apenas havia algumas coisas que não poderia fazer por ele. — Marcou o teste? — Perguntou, tocando sua xicara. Olhou para cima e esperou que respondesse. Ela assentiu, mordendo os lábios, o rosto ansioso. — Obrigada mamãe. Ficará tudo bem. — Assegurou. — Ficarei bem. Não importa o que, ficarei bem. Não precisa se preocupar comigo. Ela riu, com lágrimas nos olhos. — Querido, sou sua mãe. Sempre me preocuparei com você. É meu trabalho.

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Depois do jantar, Dalton saiu para se encontrar com alguns amigos. Queria que fosse, mas disse que estava com dor de cabeça. No início queria ficar, mas depois de cinco minutos insistindo que saísse e aproveitasse, finalmente cedeu. Depois que se foi, sai do quarto, fazendo meu caminho para a sala de estar, onde Mary estava lendo. Ela sorriu quando entrei, deixando seu livro. — Como está sua dor de cabeça, querida? — Perguntou ela, a testa franzida de preocupação. — Melhor. — Disse me sentindo culpada. Não estava com dor de cabeça. Apenas precisava de uma desculpa para passar tempo sozinha com Mary. Havia tanto que queria saber. — Posso te trazer algo? Um suco? Um chá? Neguei com a cabeça, aconchegando-me em uma das duas poltronas, minhas pernas sob mim. Não tinha ideia de como abordar o assunto da doença. — Quer conversar? — Perguntou com suavidade. Sorri e assenti. Sentou-se na poltrona do meu lado. — É uma garota forte, Wrenn. Sei que parece assustador, mas aprecie o tempo que passa com ele. — Como foi? Ver seu marido sofrer? — Isto era algo que estava em minha mente e algo que apenas ela poderia responder. — Horrível. Foi difícil. E tão ruim como foi para mim, sei que foi pior para ele. — Ela respirou fundo e logo suspirou. — Perder Derek foi horrível, mas agradeço os anos maravilhosos que passamos juntos. — Sofreu? — Perguntei em voz baixa. — Os últimos meses foram difíceis para ele. Tenho certeza que estava sofrendo, mas então tinha problemas para se comunicar... — Sua voz se apagou enquanto lágrimas enchiam seus olhos. Eu me senti mal por tocar no assunto. — Não pode escolher quem ama Wrenn e 200

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV acho que sabe melhor que ninguém. Se soubesse sobre a doença de Derek, não mudaria nada. Meu amor por ele não desapareceu. A única coisa que poderia ter mudado era que não teria Dalton. O poder de suas palavras em golpeou. Fora da tragédia da doença de seu marido Dalton nasceu e se soubesse disso, ela não teria se arriscado. Não se poderia viver a vida esperando que coisas dessem errado, porque então você realmente não viveria. Todos iriam morrer. Isto era parte da vida. O mais importante era viver cada dia como se fosse o último. Fiquei de pé e abracei Mary, feliz com seu apoio e conhecimento. O que o amanhã trouxesse, estava decidida a estar ali para ele. Porque mesmo um dia apenas com ele, valeria a pena.

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Capitulo Trinta e dois DALTON O teste era uma simples análise de DNA no sangue. Meu sangue era enviado ao laboratório onde seria analisado para determinar se tinha a doença. Se tivesse, então não havia dúvidas de que iria se desenvolver. — O que isto significa? — Wrenn murmurou, jogando o folheto na mesa. Estávamos sentados na sala de espera do consultório médico. Inclinei-me para frente e o peguei, sentindo sua frustração. Estava nervosa. Os dois estávamos. Eu estava muito nervoso. — A genética da doença é muito complicada. Basicamente, a doença é um mal funcionamento genético no cérebro. A mesma mensagem se repete várias vezes e não consegue passar para as partes do corpo que precisam. Viu aqui? — Apontei a referência da mutação genética CAG. Ela assentiu. — Isto se repete ao menos trinta e cinco vezes, então está tudo bem. Quanto maior for o número de repetições, mais cedo de desenvolve a doença. — Geralmente é pior em cada geração? — Perguntou. Assenti. — Não sempre, geralmente. Wrenn estudou o folheto. — O que acontece se repetir, por exemplo, trinta e seis vezes? — Perguntou de repente. — Se for menos de trinta e quatro e maior de trinta e nove, provavelmente a doença se desenvolverá. Acho que é algo como uma possibilidade de setenta por centro. Mostrarei os sintomas quando chegar aos setenta. — Então, depois de tudo isso, existe a possibilidade de que não terá uma resposta conclusiva? — Ela perguntou. 202

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Assenti. — Então, qual o ponto? Porque faz tudo isso se há uma possibilidade de não ter as respostas que quer? — Porque não importa quão pequena, se existir a possibilidade. Quero saber. — Suspirei. Isto era tão difícil. Pensava em algo para dizer a ela. Como poderia fazê-la entender? Como poderia colocar em palavras o que estava sentindo? — Não saber é o mesmo que saber se tenho. Sempre estará aí, Wrenn. Tudo o que está no fundo de minha mente, não desaparecerá. Não quero que viva esta vida também. Se tiver, então bem, mas ao menos saberá exatamente o que irá acontecer. — Já disse que ficarei aqui. — Disse com o cenho franzido, tentando alcançar minha mão. — E disse que qualquer decisão que tomar antes de sabermos com certeza, não aceitarei. — Disse com firmeza. Ela me olhou. — É uma grande decisão, Wrenn. Se tiver a doença, não poderei fazer nada. Mas você tem uma opção. Não que se sinta como se não tivesse uma opção. — Dalton Reid? Olhei para cima. O médico de pé no corredor fora do consultório. Assenti com a cabeça e me levantei. Wrenn foi comigo. Segurou minha mão com força. Estava tremendo. Tentei sorriu tranquilo, mas saiu uma careta. Seguimos para o consultório. Observei seu rosto, em busca de respostas,

mas

não

vi

nada.

Seria

um

jogador

de

pôquer

impressionante. Nos sentamos, esperando que ele tomasse seu lugar atrás da mesa. Ele assentiu com a cabeça, levantando as sobrancelhas para Wrenn. Passou-se anos — cerca de dez anos para ser exato, desde que vi o Dr. 203

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Martin. Não mudou muito. Seu cabelo estava mais branco e parecia mais velho, mas isto era tudo. — Dalton. Passou-se o que, dez anos? Claro que se converteu em um bom rapaz. Suponho que seja sua namorada? Assenti com a cabeça e riu enquanto as sobrancelhas de Wrenn se ergueram com o “bom rapaz”. — Está é minha namorada, Wrenn. — Namorada. Uau, isso soava bem. — Bom, é um prazer conhece-la Wrenn. Apenas queria que fosse em outras circunstâncias. Todo meu corpo ficou tenso quando se voltou para mim. Observei seu rosto. Seus olhos não encontraram os meus e não deixava de molhar os lábios, como se o ar tirasse a umidade deles. Isto era ruim. Oh Deus, não quero ouvir isto. — Sinto muito, Dalton. Não há uma maneira fácil de dizer isto, então não vou fazer rodeios. Deu positivo. Quarenta e duas repetições. Você tem a Doença de Huntington. Eu me lembraria deste momento para sempre. Meu coração acelerado, o som de minha respiração, o tique taque do relógio que estava na parede. Era consciente do olhar de Wrenn, mas me atrevi a olhá-la. Positivo. Positivo. Não importa o quanto se prepara para ouvir as palavras, nem sempre sobra alguma esperança quando se ouve que deu positivo. Todas as vezes que considerei a doença, na verdade nunca acreditei que a tivesse. E tinha a Doença de Huntington. A doença que matou meu pai, iria me matar também. Bom, isto não era completamente verdade, meu pai morreu de pneumonia, uma 204

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV complicação da doença, mas este era meu futuro. Senti-me paralisado, incapaz de reagir. Deus sabia o que estava passando, pensei em Wrenn. Talvez fosse melhor ficar longe de mim. Não tinha ideia do que viria. Que tipo de vida poderia lhe oferecer? — E agora o que? — Perguntei, limpando a garganta. — Agora, faremos um acompanhamento. No momento, a cada poucos anos. Uma que os sintomas se desenvolverem, iremos acompanhar a progressão. Isto não precisa ser uma sentença de morte, Dalton. É provável que tenha uns bons quinze ou vinte anos antes de desenvolver os sintomas. As repetições de CAG estão do lado inferior do positivo e isto é bom. Queria rir. Não era uma sentença de morte? Diz o homem que não tinha uma doença terminal incurável que lentamente roubaria sua independência e finalmente, sua vida. Fiquei de pé, de repente com uma sensação de claustrofobia, como se as paredes se fechassem. Precisava sair dali. Sentia-me doente. Fui para a porta, atingindo a cadeira, com a saída em minha mente. Sai, sem nenhuma lembrança de passar pela área de espera para chegar do lado de fora. Respirei o ar gelado. Coloquei as mãos atrás da cabeça, com medo e sem o que fazer. Agachei contra o tijolo da parede do consultório, deslizei para baixo até que fiquei sentado no chão, com a cabeça entre as mãos. — Dalton. Senti seus braços ao meu redor. Não olhei para cima. Não podia. Não podia ver seu rosto. Não queria saber o que pensava. Não queria imaginar minha vida sem ela e nem morrer e deixa-la. — Não posso fazer isto, Wrenn. Não posso esperar a morte. — Disse, minha voz trêmula. 205

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV — Então não o faça. Viva porque é possível. Viva porque terá quinze ou vinte anos antes de mostrar os sintomas, então talvez outros vinte. Viva porque me ama e não posso suportar a ideia de perde-lo ainda. — Ela estava chorando, seu cabelo escuro caindo no rosto, as mãos suaves e quentes contra meu pescoço. Deus, não podia suportar a ideia de perde-la também.

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Capitulo Trinta e tres WRENN — Apenas quero que tenha certeza. Neguei com a cabeça e ele riu. Quantas vezes teria que dizer que o amava? Muitas pelo que parecia. — Passou-se um mês Dalton. Acredite em mim, tive tempo para pensar. Tive tempo mais que suficiente para pensar nas coisas e não tenho dúvidas no mundo de que quero ficar com você. — Bom, esta é a melhor notícia que ouvi em todo mês. — Ele sorriu e segurou meu queixo, sufocando-me com doces beijos. Fechei os olhos e aproveitei a atenção, desfrutando de cada minuto. Nas últimas semanas, ficamos com sua mãe. Dan e Layna apareceram algumas vezes, sobretudo nos primeiros dias de seu diagnóstico. Estes primeiros dias foram um inferno: todos estavam atuando como se houvesse morrido, o luto pela perda que ainda poderia ser daqui a trinta anos. As coisas se acalmaram agora e estávamos quase de volta a rotina normal. Na semana seguinte, iriamos para Boston. Conseguimos um contrato de aluguel de um pequeno apartamento com dois quartos perto da universidade. Não podia esperar. Dalton estava esperando seu curso e porque o meu não começaria até o próximo ano, iria procurar um emprego. Era emocionante planejar o futuro com o homem que amava. Tentei não pensar no diagnóstico, porque estava decidida a não passar meu tempo de luto. Já o havia feito por tempo suficiente.

~*~ 207

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV Levantei os olhos da seção de empregos do jornal local de Boston e vi o rosto sorridente de Dalton. — Pelo amor de Deus Wrenn, aproveite seu tempo livre. Preocupese com um trabalho quando nos mudarmos. — Deslizou no assento ao lado, para pegar uma maçã na fruteira no centro da mesa. Fiz uma careta. — Desculpe, mas quero um trabalho. Quero sair e trabalhar. — Isto irá durar cerca de uma semana. — Riu. Mostrei a língua. — O fato de você ter tido uma experiência ruim de trabalho não significa que todos temos. — Disse suavemente, levantando-se e dando um tapa no jornal. Ele me pegou pelo braço quando passei por ele e me virou para ficar no seu colo. —

Tem sorte em ser tão bonita. — Murmurou, beijando seu

pescoço. Ri enquanto me beijava. Nunca me cansaria de beijá-lo. — É linda Wrenn, sabe disso? Não tem um momento que agradeço a sorte de encontrá-la. Sorri, envolvendo meus braços ao redor dele, sabendo que eu tinha sorte. — Eu te amo. — Murmurei, minha boca encontrando a sua. Beijoume, suas mãos se movendo por todo meu corpo, como se não tivesse o suficiente. — Eu te amo muito. — Deus, Wrenn eu também te amo. — Ele negou com a cabeça e olhou fixamente em meus olhos. — Saiba ou não, na primeira vez que nos encontramos há todos esses anos, me inspirou a ser mais do que pensava que jamais poderia ser. Sempre foi você.

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Epilogo WRENN Apenas Cinco anos se passaram desde que me formei em Tennerson. Dalton e eu continuamos juntos, ainda muito apaixonados. Ele não tem sinais da doença e alguns dias parece tão são e forte, que acho que cometeram um erro. Ele não pode estar doente. Estou no último ano de Direito e Dalton dá aulas em uma escola primária em Boston. Diz que seus alunos de terceiro ano são muito mais fáceis que adolescentes e concordo com ele. Estou na idade de pensar em ter meus próprios filhos, então me pergunto, é egoísta da minha parte querer isto? Tenho medo da doença se apoderar de Dalton. É justo colocar nossos filhos nisto? Nem sequer posso imaginar o difícil que foi para ela, ver seu pai se deteriorar e como mãe, gostaria de protege-los disso, verdade? Mesmo se significasse trazê-los a este mundo? Logo penso no homem incrível que é e a sorte que nossos filhos teriam por passar alguns anos com ele. Nunca pensei que aos vinte e três anos, estas seriam as decisões que teria que tomar mais cedo ou mais tarde. Nenhuma só vez me arrependi de minha decisão de ficar com Dalton. Todos os dias sinto seu amor por mim e penso na sorte que tenho de tê-lo encontrado. Irei aproveitar o máximo de tempo que tiver com ele e juntos iremos lidar com o que a vida nos lançar.

DALTON Cada momento que passo com Wrenn é um presente e um pelo qual agradeço. Muitas pessoas nunca experimentam o amor e tenho 209

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV sorte de ter encontrado alguém com quem passar o resto da minha vida. Estou feliz e livre de sintomas, tento fazer o melhor para apreciar isto. Não me sentarei aqui e direi que é fácil. Pergunto-me o que está ali na esquina e como lidaremos com isto. Tento me concentrar no bom e em sua maior parte posso fazê-lo. Logo de vez enquando a negatividade se arrasta e você não pode deixar de pensar no que estará deixando para trás. Olhou para Wrenn e vejo a mulher incrível e com tanta força interior que todos os dias, me surpreende. Quero dar-lhe os filhos que tanto anseia, mas me preocupa. Ver meu pai passar pelas etapas finais daquele inferno, era algo que não desejo infligir a outro ser humano, sem falar nos meus próprios filhos. Mas é justo da minha parte negar a Wrenn o dom de ser mãe? Devido a que ela seria uma incrível. Não sei qual a resposta. Por agora, seguirei vivendo minha vida e agradecerei pelo que tenho. Há tantos piores que eu. Poderia ter um câncer agressivo ou perder a vida em um acidente. Sabemos o que vem e não, não será algo fácil, mas ainda temos o dia de hoje e o dia seguinte e o dia depois desse. Antes de conhecer Wrenn e quando papai estava ainda vivo, lembro-me de estar sentado com ele, vendo-o lutar para respirar e pensar em mim mesmo e se quando chegasse minha vez, colocaria fim a minha vida. Não deixaria que minha família sofresse a dor de me ver morrer. Agora? Não acho que poderia fazê-lo. Não podia roubar estes poucos momentos preciosos juntos. Esta doença é uma merda, mas me nego a deixar que me defina. Estou decidido a encher nossas vidas de lembranças felizes para depois que tenha ido, Wrenn terá apenas lembrança dos maravilhosos momentos que compartilhamos. Todos os dias me asseguro que ela 210

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV saiba o quanto significa para mim. Se há uma coisa que aprendi, é que nunca pode deixar de dizer a alguém o quando ela significa para você, porque nunca sabe o dia que será o último. “Viva cada dia como se não houvesse amanhã, mas não se esqueça de viver cada dia como se não houvesse o ontem também. Viva o presente, porque é um presente de Deus. É por isso que se chama presente. ” Emily Austen

Fim

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV A SERIE LOVE HEARTS CONTINUA, COM O LIVRO 02:

Out of Reach Andy e eu tínhamos sido melhores amigos desde os oito anos de idade. Observá-lo lentamente desaparecer, cada vez mais perto do seu sopro final, me deixou tão incrivelmente irritado. Eu sabia que não havia nada que eu pudesse fazer para mudá-lo — eu caí no desespero, mas Andy não. Ele tinha um último suspiro para dar. Ele não iria simplesmente sentar e aguardar a morte reivindicá-lo — não Andy. Ele iria viver a vida até que ele não pudesse mais segurar os olhos abertos. Andy não queria morrer em algum hospital estéril e me pediu para levar ele e Emily para a praia. Seria nossa última viagem por estrada juntos. Emily. Emily foi um problema para mim. Abri um segredo que destrave nossa amizade. Eu estava apaixonada pela garota de Andy desde que ela entrou em nossa classe de sexta série, há tantos anos atrás. Então, que tipo de pessoa isso me faz? Meu melhor amigo está morrendo, e é horrível — mas meu coração ainda dói por sua garota. Eu me odeio por pensar que com a morte de Andy, eu e Emily poderíamos ter um futuro, mas não posso me impedir. Estou apaixonado por ela.

Aguarde..

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OVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOVE * LOV A SOBRE A AUTORA

Missy Johnson Com um New York Times e USA Today best-seller, Missy vive em uma pequena cidade em Victoria, Austrália, com seu marido e seus animais de estimação confusos (um cão que acha que ela é um gato, um gato que acha que ele é um cachorro... você começa a foto). Quando ela não está escrevendo, ela geralmente pode ser encontrada procurando algo para ler.

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Missy johnson love hurts 1 always you [revisado]  
Missy johnson love hurts 1 always you [revisado]  
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