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Quebrando mitos sobre os Ys Estereótipos sobre o comportamento dos jovens são obstáculos para as organizações reterem profissionais dessa geração. Uma busca na internet pelo termo “Geração Y” traz aproximadamente 995 mil resultados. Há uma infinidade de dados sobre esses jovens, que nasceram entre 1980 e 2000, mas que ainda não é capaz de ajudar efetivamente as organizações a lidarem com a nova composição de colaboradores em que os Ys são presença maior a cada dia. Em parte, isso ocorre porque houve uma generalização excessiva sobre o comportamento desses jovens, gerando interpretações carregadas de mitos, que muitas vezes se provam inverdades, segundo estudos da consultoria de aprendizagem LAB SSJ. Sabemos que os Ys são íntimos da tecnologia e estão acostumados com velocidade e o longo alcance da informação, características que, aliadas a outros fatores, fazem com que tenham uma conduta diferenciada nas suas relações com o mundo. Existe uma crença de que eles são apressados, têm baixo nível de comprometimento, carecem de foco no trabalho, preferem se comunicar via tecnologia e trabalhar com pessoas da mesma idade, são motivados por recompensas materiais e valorizam mais a qualidade de vida do que outras gerações. Contudo, a pesquisa “Top Talk: Choque de Gerações”, feita pelo LAB SSJ em parceria com as consultorias Clave e Idee, já mostrou que a realidade não é bem assim. Nesse estudo, 362 gestores responderam o que eles acreditam que os jovens esperam de uma empresa, e mais de 15,6 mil jovens profissionais disseram o que eles realmente buscam. Surpreendentemente, descobriu-se que a geração Y não está em busca de uma ascensão rápida simplesmente: sua ansiedade é por oportunidades de desenvolvimento. É a busca pelo aprendizado que acaba motivando a troca de emprego em períodos curtos, e não a falta de comprometimento. “Antes de classificá-los como descomprometidos, temos que avaliar o tipo de trabalho que estamos oferecendo a esses jovens. É desafiador? É relevante para seu aprendizado e crescimento profissional?”, aponta Alexandre Santille, sóciodiretor do LAB SSJ. O estilo ousado e aparentemente autoconfiante também gerou um mito de que os jovens de hoje não aceitam que lhe digam o que fazer, e isso faz com que gestores exagerem no quesito autonomia. Embora as hierarquias rígidas e burocráticas não façam o estilo desses profissionais, eles sentem necessidade de uma gestão que os oriente e direcione suas atividades, permitindo que possam desenvolver um senso crítico e criativo. A afinidade com a tecnologia é pura verdade, o que leva muitos gestores à crença de que os jovens se sentirão mais motivados se estiverem imersos em um apanhado de gadgets e mais confortáveis se puderem manter relacionamentos mediados por esses dispositivos. No dia a dia, porém, os Ys ainda preferem o relacionamento presencial e a oportunidade de trabalhar com pessoas de diferentes áreas. As áreas de recursos humanos enfrentam o desafio diário de atrair, reter e desenvolver pessoas, e precisam tomar cuidado com essas generalizações. A oferta de recompensas materiais e crescimento rápido não garantem sucesso com bons profissionais. “O que percebemos é que jovens de todas as épocas foram rotulados e que, na maioria dos casos, o lugar comum não determina uma geração, mas uma fase da vida em que os indivíduos estão em busca de aprendizado e desafios”, diz Santille.


Quer dizer, então, que todas as gerações são iguais? Obviamente, não. O contexto social (especialmente a tecnologia) tem um papel determinante na forma de agir desses jovens, mas os valores não mudaram completamente de uma geração para a outra, como alguns creem. Aparentemente, eles apenas estão em uma ordem diferente de prioridade. E esta sequência também deve mudar conforme os Ys envelhecem, assim como ocorreu com as gerações anteriores e vai acontecer com as próximas. Segundo o sócio-diretor do LAB SSJ, o RH da organização precisa basear suas estratégias nas necessidades dos indivíduos em diferentes contextos e fases da vida e não em estereótipos. Alguns valores são mais importantes num momento que outros. Além disso, é preciso ser consistente em relação ao que é prometido ao profissional como forma de atraí-lo para a empresa, e o que realmente é vivenciado no dia a dia. Se ele perceber que a realidade é muito diferente do discurso, não vai criar um vínculo de fidelidade com a organização. Na tabela abaixo, podemos ver os pontos em que a crença dos gestores e expectativa dos jovens convergem e onde elas divergem totalmente:


Sobre o LAB SSJ O LAB SSJ é uma consultoria especializada em soluções de aprendizagem corporativas, que conta com 180 profissionais e 120 instrutores associados. Mais de 90 clientes são atendidos com projetos no Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa, entre eles Gerdau, TAM, Votorantim, Whirlpool, Unilever, Oi e Itaú. As soluções são criadas a partir das necessidades estratégicas de cada cliente. Já foram atendidos mais de 160 mil profissionais das maiores empresas do mercado desde 1992. (www.labssj.com.br) Informações para imprensa - Papiro Comunicação Bárbara Benatti barbara@papirocomunicacao.com.br - (11) 3812-3118 Daniela Valente daniela@papirocomunicacao.com.br – (11) 8369-2219

Release - Quebrando mitos sobre os Ys  

Estereótipos sobre o comportamento dos jovens são obstáculos para as organizações reterem profissionais dessa geração.

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