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poemas para matar dem么nios


poemas para matar dem么nios (por 铆talo dantas)


1. tua figura almeja um tiro exato humildemente tiro meu cavalinho da chuva mas [nunca os suspensórios verde neon; digo arroz doce mil [vezes ao contrário mas nunca teu nome não sei por quanto tempo ainda te direi adeuses nem em quantas línguas ou por quantas cópias de chaves que certamente irei [perder um tiro ou bloco de concreto deliciosamente áspero se aloja à direita de meu olho como uma trave anunciada pelo evangelho (yeshua não habita meus [sonhos) um propósito falso segredo que é deserto que não


ĂŠ uma rosa mudo de assunto pra nĂŁo mudar de ti e muito menos pra te matar, filha de vĂŞnus, de meus pensamentos


2. face down, mastronĂŠlia alada nĂŁo me pareces lenta vista de cima tua boca espumante contra a pele (biliosa) veloz sinfonia; as mozartianas


3. poem to the sound of grimes não sei o que procuro entre escombros —————— |: see u on a dark night :| (os olhos de um poste aceso) nossa clarividência falha quanto ao presente <script type=''text/javascript'' charset= ''utf-8''> getTextTout("poems poets"); </script> girl u know you gotta watch your health :chorus inutilmente te busco sem te buscar, porém


4. 4.1 funciona como engrenagem sobre a noite a glande extrema de deus (mutilada) 4.2 (a força inútil deste exército de mandíbulas me tenta) deita uma moeda sobre estes olhos para uma passagem tranquila & sem canções apenas o roçar dos últimos ossos


: o eco das รกguas


5. 合成 my dear, your eyes are weary; t e e’s o way you came out of me and into my bewildered eyes i’ve bee p ayi g fo you sile tly. just because we do ’t feel fles and dreams of fiery deeds does ’t mea we do ’t fea your sea of amber, this black ocean where the other hides (blue bloom is on the gold pinnacled hair) thus your soul ignited so many shades of pale; and we were lovers even in baths of blood ow we ca ’t be f ie ds ‘cause it’s cold outside. o leaf-thronged [night above


and it feels like sleep as i breathe: this is your baptism.


la bodeguita edições – março de 2016 “é você quem financia esta merda”


la bodeguita

Poemas para matar demônios, por Ítalo Dantas  

Este folheto foi lançado em 10 de março deste ano e marcou o início das publicações desta editora independente.

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