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Com maiores facilidades de financiamento, cresce a venda de imóveis e as ofertas de emprego nesse setor. Página 2

Já pensou em trabalhar como babá no Exterior? Descubra os destinos, os valores e o que é preciso para embarcar nessa experiência. Página 8 JORNAL-LABORATÓRIO SOBPRESSÃO DO CURSO DE JORNALISMO DA UNIFOR

MAIO/JUNHO DE 2010

Sanfona é

POP

Anúncio veiculado no jornal “O Povo” no dia 16/06/2010 Eduardo Buchholz

Foto: FaBiaN

e de Pau

la

Nada de chamar sanfoneiro apenas para tocar forró ou em festa junina. Atuando ao lado da guitarra e do violão, a sanfona, ou acordeon, passou a ser usado na música popular nacional e internacional. O arranjador cearense Adelson Viana garante que esse instrumento está no seu melhor momento e prova isso ao mostrar que músicos brasileiros como

Maria Bethânia, Marisa Monte, Gilberto Gil, Zeca Baleiro e Fagner mantém constantemente o instrumento em seus trabalhos. No Exterior, há destaque para a mexicana Julieta Venegas. A queridinha do momento na América Latina inseriu os acordes da sanfona no seu Indie Rock latino. Ela passou a ser uma das intérpretes mais premiadas de sua geração, acumulando seis Grammy e dois Billboard. A cantora participou do último CD do pernambucano Otto, “Certa manhã acordei de sonhos intranquilos” (2009), e do álbum “Acústico MTV” do cantor Lenine, em 2006. O francês Richard Galliano é considerado uma estrela do acordeon na atualidade. Ele é um dos muitos que utilizam a sanfona no jazz, algo comum desde que o estadunidense Art Van Damme introduziu o instrumento nesse tipo de música. O norte-americano morreu no início de 2010 e deixou sua herança musical ao também americano Frank Marroco.

Adelson Viana se diz preocupado com as barreiras impostas aos sanfoneiros. Segundo ele, no cenário regional, há uma barreira imposta pela mídia, que prioriza as bandas de Forró Eletrônico. Por isso foi criada a Associação Cearense do Forró (ACF), que tem encontros semanais nas terças-feiras na casa de shows Kukukaia. A ACF busca divulgar e defender as raízes da nossa musicalidade. Viana diz que, no Brasil, há muito preconceito com o acordeon, por ser algo da cultura nordestina. Ainda reforça que, em países como a França, Itália, Alemanha, Suécia, Portugal, Espanha, Argentina e Estados Unidos, existe muito respeito e admiração pelo instrumento, que é um vetor importante do folclore e tradição dessas nações.

ANO 7

N° 20

Como chegou ao Brasil A sanfona, nome popular dado ao acordeon, vai muito além da fronteira do nordeste brasileiro. O instrumento tem origem na China, mais de 2.500 anos antes de Cristo, e sofreu modificações constantes com o passar do tempo até incorporar a forma que conhecemos no início do século passado, na França.

A chegada ao Brasil se deu, principalmente, devido à vinda dos imigrantes europeus, que traziam, com o instrumento, um pouco do folclore ibérico, francês, italiano e alemão, tornando a sanfona popular nas regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste e adaptando-se muito bem à música nacional.

Tipos de sanfona A sanfona integra a tradição de vários povos e, por ser tão popular, ela acaba ganhando alguns nomes diferentes dependendo da região. Então, veja a seguir os cinco modelos da Sanfona (Nordeste Brasileiro), Acordeão, Acordeon, Gaita (Sul brasileiro) ou como você preferir denominar. Acordeon Piano Possui teclas de piano em sua caixa harmônica. O primeiro foi posto em um acordeon, primeiramente por Bouton de Paris em 1852. Acordeon Cromático Contém botões em sua caixa harmônica. O tamanho deles varia desde um acordeon com 20 botões e 12 baixos, até os Acordeons Cromáticos modernos que têm até 6 filas de botões e 160 baixos.

Bandoneón Com 72 ou mais botões, o Bandoneón tem um maior alcance de notas, normalmente até 4½ oitavas, com vários planos diferentes. É o principal instrumento do tango.

Para aprender Inicialmente, o ensino da sanfona era passado de pai para filho. Foi o que aconteceu com Luiz Gonzaga, Sivuca e Hermeto Pascoal, os maiores sanfoneiros do Brasil. Porém, hoje em dia, há um grande número de professores desta arte. A procura cresceu muito no decorrer do tempo e escolas de músicas viram aí um importante investimento. As aulas custam em média R$ 50,00 e alguns professores particulares chegam a dar cinco aulas por dia. O interesse dos alunos varia desde o hobby até a busca para se envolver no mercado musical do Forró Eletrônico. Além do prazer, o instrumento também é ferramenta de subsistência. É o caso do sanfoneiro Francisco Marques do Carmo (foto ao lado). Mais conhecido como “Chico”, tem 71 anos, nasceu em Guaiuba e toca desde criança. Além do tradicional forró, outros gêneros musicais compõem o seu repertório, como o bolero e o chorinho.

Melodeon Também conhecido como acordeon de estilo alemão, ele tem uma fila de dez botões no seu teclado. Há quatro botões nos baixos que funcionam da mesma forma que a botonera direita. Gaita Ponto Denominada também de acordeons diatônicos de duas hileras, ela difere do Melodeon (Gaita Ponto - uma Hilera) por ter uma outra fila de botões somada ao teclado. Fonte: http://www.csr.com.br/tipos_acordeon.htm

Para falar sobre forró A Associação Cearense de Forró (ACF) foi criada com o intuito de fortalecer a música raiz da cultura cearense, prejudicada pela ascensão dos novos grupos de forró eletrônico no cenário atual. Os forrozeiros se encontram semanalmente no Kukukaya e discutem projetos, ações e propostas de combate ao novo estilo de forró, que toma todo espaço midiático, além de procurar outros meios de destacar a originalidade do ritmo.

A Associação surge como ferramenta de valorização da cultura do Estado. Ela é composta por Adelson Viana, Ítalo Almeida, Renno Saraiva, Neo Pinel, Messias Holanda e outros músicos e artistas que esperam, um dia, voltar a ver o velho forró no coração de todo cearense. (EB) Informações sobre a ACF Local: Kukukaya Dia: Toda terça-feira Horário: 19h Contato: Kukukaya (3227-5661)


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A agenda positiva do setor imobiliário tivos da pesquisa mostram que entre janeiro do ano passado e o mesmo mês deste ano, o volume de vendas aumentou 3,62 pontos percentuais.

Anúncio veiculado no jornal “Diário do Nordeste” no dia 20/05/2010 Mara Rebouças

O mercado imobiliário vive uma boa fase em 2010. O desempenho resulta numa agenda positiva. Mais empregos no setor, mais oferta e mais vendas, movidas a mais facilidades de financiamento. A venda de imóveis em Fortaleza aumentou 13,73 % entre dezembro de 2009 e o início deste ano. O número foi apurado pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), que calcula o Índice de Velocidade de Vendas (IVV) para  apresentá-lo ao Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon). Dados compara-

(CBIC), Paulo Safady Simão, em entrevista ao Jornal O Povo, como ridícula. Um milhão de moradias para famílias com renda de até dez salários mínimos, em parceria com esImóveis para compra tados, municípios e a iniciativa A demanda por imóveis para privada, estão previstas para aluguel permanece estável e a serem construídas, mas os reprocura por residências para  sultados no Ceará foram pífios. compra está em ascensão, de Inferiores a 30% da meta. acordo com o presidente do No mercado em geral, crédiConselho Regional dos Correto- to não tem sido problema. “O res de Imóveis do Ceará (Creci- financiamento hoje está mais CE), Apollo Scherer. barato, de modo que as pessoO diretor da Viva Imóveis, ar- as não veem mais um empeciquiteto Paulo Angelim, afirmou lho no sistema, rompendo com que na empresa o volume de o paradigma que nós tínhamos vendas cresceu em 41 % no ano muito forte do mercado ao rede 2009, em relação a 2008. jeitar [o financiamento]”, afir“Neste ano, nos dois primeiros ma Paulo Angelim. meses, nós estamos 20% acima O corretor de imóveis Ernados resultados que tivemos no ne Passos diz que na Zona Lesano passado. Nossa expectativa te, região mais cara da cidade, também para este ano é que vol- o que mobiliza o mercado são te a crescer em torno de 20%”. as vendas. O empresário e corretor de imóveis Júlio Brasil Financiamento de moradias reforça essa ideia ao afirmar A participação do Ceará no que os financiamentos pelos projeto “Minha Casa, Minha bancos públicos em parceVida” foi classificada pelo pre- ria com as construtoras são o sidente da Câmara Brasileira principal alicerce da procura da Indústria da Construção por imóveis residenciais.

Oportunidades de emprego  O coordenador estadual da intermediação de profissionais do Sistema Nacional de Empregos e Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (Sine/ IDT), Antenor Tenório, explica que nos primeiros dois meses deste ano, o Sine registrou uma expectativa de crescimento com a colocação no mercado de quase 2 mil trabalhadores na construção civil. O cenário atual sucede uma fase de pequena retração, por causa da crise econômica internacional entre 2008 e 2009. No ano passado, o setor saiu da terceira colocação, como um dos setores de maior inserção de profissionais no mercado, para o quarto lugar. Foram inseridos 7.926, contra 7.952 em 2008. Apesar da crise, chegou a haver carência de profissionais qualificados. Bons engenheiros foram disputados pelas construtoras. “As várias propostas que surgem ao mesmo tempo permitem ao engenheiro civil, em alguns casos, escolher onde irá trabalhar”, afirma o engenheiro civil Jorge de Lima. Mas

ele ainda acredita que persiste a escassez. O Sine tem dificuldades de inserir alguns profissionais nas vagas captadas para o setor, de acordo com Tenório. “A construção civil tem um perfil com poucas exigências, mas é necessário ter conhecimentos específicos para o uso de novos equipamentos”. A opção pelos condomínios O mercado de imóveis residenciais fechados em Fortaleza se revela promissor. O cliente “quer ver no imóvel a segurança que não consegue ter na rua” e, portanto, é grande a compra de imóveis de condomínios verticais e horizontais, afirma o diretor da Viva Imóveis, Paulo Angelim. “O crescimento exagerado da violência em nossa Capital estimulou a procura por imóveis em condomínios fechados”, diz o corretor de imóveis Ernane Passos. Segundo ele, a cada dez unidades que são comercializadas na Zona Leste, pelo menos sete são em condomínio fechado, justamente por conta da segurança.

Morar sozinho como estilo de vida Saiba mais...

Flat x Quitinete

Anúncio veiculado no jornal “Diário do Nordeste” no dia 20/05/2010 Maria Falcão e João Neto

Solidão ou privacidade? Essa ambiguidade de sentimentos deve, por certo, passar muitas vezes na mente das pessoas que optam por morar em quitinetes. Esses novos inquilinos ganham cada vez mais espaço no mercado imobiliário de Fortaleza. Muitos são os motivos que cercam a escolha desse tipo de moradia: individualidade, economia, privacidade, praticidade e, por que não, a própria falta de escolha. Para a psicóloga Glei de Sousa, essa aparente solidão, pelo fato de se morar só, é ilusória. Para ela, existem outros meios de convivência que suprem essa carência de moradia. Quando questionada sobre os indivíduos que optam por ter seu próprio espaço, a psicóloga afirma

Quarto e sala: mesmo num espaço pequeno, conforto é quesito fundamental

que esse caso deve ser analisado individualmente. “Estamos em uma era em que as pessoas não precisam conviver sobre o mesmo teto para que haja uma interação. A internet encurtou o caminho da socialização”. Além de estudantes vindos de outras cidades para ficarem mais perto das universidades, jovens que possuem empregos estáveis, empresários, professores que transitam por faculdades da região, divorciados e até aposentados também procuram esse tipo de moradia individual. O universitário João Paulo de Freitas, 20, chegou a Fortaleza há quase dois anos. Sem alguém para dividir apartamento, teve de optar por morar só. “Adaptar a esse novo modelo de moradia

Foto: divulgação

foi o meu principal problema. No decorrer dos meses, entrei na rotina e não vejo mais nenhum problema em morar só”. O mercado na Cidade Em Fortaleza, o mercado de quitinetes está em grande expansão. Segundo a corretora imobiliária Leide Rodrigues, a procura por esse tipo de apartamento vem aumentando a cada ano. “A busca desses imóveis para o aluguel de temporadas se intensifica no início de cada ano. Isso se deve ao início do ano letivo, já que a procura normalmente é feita por jovens”, explica . As construtoras começam a seguir a tendência de mercado. Quitinetes e apartamentos cada vez menores, justificados

pelas famílias formadas no século XXI, nas quais o número de filhos se reduziu a um, no máximo dois, vão ganhando espaço onde só eram construídos grandes condomínios. A característica principal deste tipo de imóvel é o tamanho. Em geral, um quitinete possui entre 20 e 25 metros quadrados e abriga, em um mesmo ambiente, sala, cozinha, quarto e banheiro. Espaço que integra tudo que é necessário para uma pessoa viver bem e ter sua privacidade. O diretor da Viva Imóveis, Paulo Angelim, reforça que as áreas mais procuradas pelos estudantes são os locais próximos aos campi das grandes universidades de Fortaleza. Já os valores coincidem com os

O Flat é um apartamento em condomínio que oferece serviço de hotel, isto é, você sai de casa e os funcionários tomam conta de tudo: da arrumação do imóvel, troca de roupa de cama e banho, até lavagem de roupas e abastecimento do frigobar. A taxa de condomínio é mais alta e o aluguel pode variar entre R$ 500 e R$ 2 mil. No quitinete, a mobília e os serviços do apartamento são por conta do inquilino.“Existem quitinetes que têm serviço de abastecimento de água incluso no aluguel, mas é como um apartamento comum, só em tamanho reduzido”,explica a consultora da MRV Engenharia, Camila Guedes.

bairros nobres da cidade, como Meireles, Aldeota e Cocó. “Normalmente esse tipo de produto está em locais mais adensados, com boa infra-estrutura de serviços e comércio”. Para quem quer economizar, as áreas mais baratas ficam em áreas como Messejana, Parque Araxá ou até mesmo o Centro da cidade. O preço médio do aluguel de uma quitinete varia entre R$ 180,00 e R$ 300,00.

Jornal Classificado dá Notícia - Fundação Edson Queiroz - Universidade de Fortaleza - Centro de Ciências Humanas - Diretora do CCH: Profa. Erotilde Honório - Curso de Comunicação Social - Jornalismo - Coordenador do Curso de Jornalismo: Prof. Eduardo Freire - Disciplina Princípios e Técnicas de Jornalismo Impresso I - Concepção: Prof. Jocélio Leal - Projeto Gráfico: Prof. Eduardo Freire - Diagramação: Bruno Barbosa e Camila Marcelo - Estagiários de Produção Gráfica: Luiza Machado - Conselho Editorial: Professores Beth Jaguaribe e Eduardo Freire - Revisão: Profa. Solange Morais - Supervisão gráfica: Francisco Roberto - Impressão: Gráfica Unifor - Tiragem: 500 exemplares - Estagiários de Redação: Camila Marcelo e Viviane Sobral.

Confira mais matérias dos alunos da Disciplina Impresso I, semestre 2009.2, pelo blog http://blogdolabjor.wordpress.com


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Mercado de cabelos em alta

Deixar o cabelo crescer pode ser um negócio bastante lucrativo. Ainda mais se ele for loiro, liso, natural e volumoso. Pouca gente sabe, mas o mercado de cabelos é bem movimentado. Existem empresas que chegam a pagar cerca de R$ 2 mil por 300 gramas do “produto”. Os cabelos são avaliados conforme o comprimento e a qualidade. Segundo Camila Souza, especialista em alongamentos capilares, no comércio de cabelos, os loiros estão em alta, pois são mais raros. “Um cabelo claro natural é mais difícil de conseguir. O que não tem nenhuma química para ficar loiro é mais caro”, comenta. Cachos também são bastante valorizados. A cabeleireira afirma que um cabelo ondulado grande (de 80 a 90 cm), pode custar até R$ 4,1 mil, o quilo. É necessário que os fios estejam bonitos, com comprimento acima de 50 cm e não sejam

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Made in Asia A maior parte dos cabelos utilizados no país vem da Ásia, mas por causa do alto preço, muitas mulheres estão começando a pensar quanto valem suas madeixas. “No Brasil, está se tornando comum esse comércio, mas a preferência ainda são os cabelos indianos e japoneses. Além da ausência de produtos químicos, os cabelos geralmente são muito longos e variam de lisos a ondulados com cachos profundos, o que atendem as exigências do mercado brasileiro”, afirma Helena Pinheiro, 38, cabeleireira e dona de estabelecimento com seu nome. Os preços são determinados pelos cabeleireiros, que pagam por qualidade, peso e tamanho. Eles variam de R$ 500 e R$ 3 mil, fora a manutenção, dependendo da origem do cabelo e do trabalho para ser aplicado. O tempo de duração do Mega Hair é cerca de 3 meses. Após esse período deverá ser refeito ou retirado.

Quem pode fazer Mega Hair? Profissionais indicam que podem usar Mega Hair as pessoas que tenham cabelos saudáveis e que não estejam com problemas como queda acentuada. Quais os diferentes tipos de Mega Hair? Há o micro links, que utiliza micro esferas de metal para fixação dos tufos no cabelo. Existe também o entrelaçamento, que consiste em ‘trançar’ os fios do Mega Hair com o seu cabelo, e o Hair links, que utiliza telas com micro links para fixar nos fios do seu cabelo. Cabelos que utilizam Mega Hair podem ser tingidos? Sim, podem, desde que você faça a tintura no salão de beleza onde foi feito seu aplique. Caso haja algum problema, você está nas mãos do especialista que foi responsável pela execução do seu Mega Hair. (Érika Neves)

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Cuidados básicos • Para deixá-los menos quebradiços, certifique-se de que o seu cabelo está totalmente molhado antes de aplicar o xampu. Despeje um pouco e esfregue-o antes entre as palmas das mãos. Não ensaboe a cabeça por mais do que 30 segundos.

• Queda de cabelo e cabelos sem vida podem ser sinal de má alimentação. Tente diminuir o colesterol e as gorduras. • Use uma faixa de borracha encapada ou um prendedor macio para segurar os rabos de cavalo e pontas de tranças. Assim você diminui a tensão sobre o seu cabelo.

• Após aplicar o xampu, enxágüe os cabelos com água fria para fazer a umidade aderir aos fios de cabelo. • Seque o cabelo todo com uma toalha antes de usar o secador. Você vai economizar tempo e ainda evitar que os cabelos se danifiquem com o excesso de calor.

• Para diminuir a eletricidade estática, Comer salada ficou associado ao vegetarianismo Foto: FaBiaNe de Paula umedeça sua escova antes de escovar. • Evite usar escovas no cabelo molhado, pois elas o tornam quebradiço. Desembarace antes do xampu.

Foto: FaBiaNe de Paula

Áquila Leite

cas. “A maioria quer fazer o megahair”, explica. Os homens também são clientes, principalmente os calvos. “Há um crescimento da procura por parte do público masculino”, revelou a dona de um salão de cabeleireiros, Roberta Pinheiro. Ela explica que a peruca cobre todo o couro cabeludo da cabeça e a prótese apenas a parte onde há a calvície. Além dos carecas, homossexuais também compram o cabelo natural para fazer o aplique. “A maioria dos meus clientes homens tem essa preferência sexual e querem deixar o visual mais feminino”, declarou. O comércio de cabelos pode ser um bom negócio para quem tem um cabelo bonito e comprido. “Geralmente são as pessoas que procuram o serviço por meio de anúncios”, disse Roberta. Ela ainda afirma que quem quiser adquirir um cabelo lindo sem precisar cuidar demais pode recorrer à técnica do entrelaçamento, onde o cabelo do cliente é todo trançado e costurado com lã especial. “As tiras de cabelo são costuradas nas tranças já feitas, uma por uma”, confirma. Para a colocação do cabelo é cobrado o valor do cabelo com base na quantidade de gramas e comprimento necessário para um alongamento e o valor da mão de obra. O preço varia entre R$ 700,00 e R$ 1.200,00.

Fonte: www.uol.com.br Site Médico

Comprimento de família Priscila Gasparetto, 27 anos, cursa Física na Universidade Estadual do Ceará (Uece) e tem 90 cm de cabelo castanho. Para quem não a conhece, quando ela solta os cabelos, a primeira reação é de curiosidade. “A pergunta que mais fazem é se deixei crescer por conta de alguma promessa. Alguns elogiam e acham bonito, outros comentam que não veem como poderia valer a pena, pois não é prático para o dia a dia”. O clima quente de Fortaleza e o fato de levar mais de 45 minutos no banho para conseguir desfazer todos os nós quase a fizeram desistir de manter o seu cabelo grande, que desde os doze anos deixa crescer. “Minha vó e minha mãe também tiveram cabelos bem longos quando eram jovens. Minha mãe cortou na altura dos ombros e a mecha que ficou para o cabeleireiro tinha 1.10m. Então, na verdade, sempre quis deixar grande porque achava lindo. Só pensei em vendê-lo nos últimos dois anos”. A ideia surgiu de um progra-

Foto: arQuivo Pessoal

Anúncio veiculado no jornal “Diário do Nordeste” no dia 18/06/2010

tratados quimicamente. O mercado tem até cotação. Um cabelo com permanente importado da Europa com 60 a 70 centímetros de comprimento é avaliado em R$ 8.590, o quilo. Mais caro do que qualquer commodity negociada em bolsa de valores. A utilidade dos cabelos varia. Eles podem ser usados em apliques, perucas e até em implantes, mas antes de serem comercializados passam por um processo de limpeza. Eles são lavados diversas vezes, pintados, secados e cuidadosamente penteados. Camila Souza explica que a procura por apliques está cada vez maior e é necessário um cuidado especial para que os clientes fiquem satisfeitos com o resultado final. “Para garantir um penteado bonito, os fios são esterilizados em estufa para depois chegarem à cabeça do novo dono da vasta cabeleira”, afirma. O perfil da consumidora do cabelo alheio é o de uma mulher que busca mudar o visual repentinamente. A contadora Cristine Santos, que já fez dois apliques, se diz realizada com a nova aparência. “Sempre sonhei em ter cachos longos e definidos. Acho que independente de ser meu próprio cabelo ou não, o importante é estar feliz consigo mesma”, disse. Ela também afirma conhecer várias pessoas que já mudaram o visual com essas técni-

Priscila com seus 90cm de cabelo

ma de televisão, no qual havia uma garota com o cabelo loiro e liso, que o vendeu por mais de mil reais. A avó da Priscila brincou dizendo para ela fazer o mesmo. No momento, ela achava não ser possível, já que era ondulado e castanho, mas depois percebeu que ela poderia vender também. “Como faz cerca de 15 anos que não tenho um corte mais leve e ele está dentro das características de bem cui-

dado e sem química, achei que quando decidisse cortar seria bom vendê-lo. Além de receber parte do investimento de volta, faz com que ele não seja descartado direto pro lixo. Depois de todo trabalho que tive, sinto como se fosse um sacrilégio simplesmente jogá-lo fora pra ter um novo corte”. Ela tem inúmeros cuidados durante o dia, como usar creme para pentear e de ação hidratante, além de prendê-lo, para não deixar exposto muito tempo ao sol. Não pode lavar todos os dias, até porque demora quase um dia para secar naturalmente. “Lavo cerca de uma ou duas vezes por semana no verão e uso creme para pentear no meio tempo para evitar quebrar os fios mais ressecados”. Mesmo com todo esse trabalho, Priscila acredita que vai sentir saudades quando cortar o seu cabelo, no final deste ano, depois da sua formatura. “Depois de tantos anos, impossível não sentir. Bem provável que acabe deixando-o crescer novamente”. (Camila Marcelo)


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Mesas de bilhar são atrativos par

Anúncio veiculado no jornal “O Povo” no dia 17/05/2010 Camila Marcelo

Ano de Copa e, quando se pensa em bola, imagina-se apenas aquela em meio a 22 jogadores. Mas que tal pensar em uma outra, ou melhor, em várias bolas coloridas? A mesa de bilhar é uma atração dos bares mais simples aos mais caros da cidade. Assim como o futebol, ela também atinge todas as classes sociais. O jogo ainda é ferramenta de muitos locais de Fortaleza para garantir a freguesia. É chamariz para homens e mulheres, de diferentes idades. Com dez anos no mercado, o Sinuca Drink’s, no Centro, aposta em 14 mesas no seu espaço. Segundo o gerente Vandinei Freire, o bar consegue arrecadar, por mês, em média R$ 5 mil, em decorrência, principalmente, das mesas menores. Inaugurado em 2008, no Montese, a Confraria La Bombonera, dentre os seus diferentes ambientes, reservou um deles para quatro mesas de sinuca, que lhe rendem no final do mês R$1.800. “A média de espera por uma sinuca, às vezes, é de três horas no fim de semana”, comenta a caixa Kátia Mendes. Essa boa repercussão também acontece num dos bares mais tradicionais de Fortaleza, o Parente Snooker Bar, no Benfica. Por dia, vão geralmente de 60 a 70 pessoas para jogar sinuca, segundo o dono, Célio Parente. Comércio na sinuca Apostar nessa prática e arrecadar lucros parece não ser para todos os setores. O dono da Sinucas Paulistas e Jogos, conhecido como Chico da Sinuca, afirma que esse mercado nunca teve tempo favorável, embora ele já esteja nesse ramo há 32 anos. Ele explica que a dificuldade em fazer boas vendas anualmente se dá em resultado da concorrência. Os bares e donos de casas de praia ainda procuram comprar as suas mesas, mas, como há as locadoras e, principalmente, os locais que confeccionam de for-

Sozinho ou em um grupo de amigos, a mesa de bilhar possibilita diversão e competição por meio de diferentes jogos que vão da tradicional bilhar e sinuca até as suas adaptações, qu

ma amadora e mais barata, torna-se difícil fazer um serviço de qualidade e vender a mesa pequena por R$ 400,00 e a profissional por, no máximo, R$ 7 mil. Apesar disso, Célia Gonzaga, que trabalha há quatro anos na Locadora de Sinuca Contenaro, afirma que antes de ela começar nessa loja, havia registro de mais pessoas alugando.Agora elas preferem comprar. Nessa locadora, são mais de mil mesas distribuídas nos bares de Fortaleza. O valor arrecadado com o as fichas vendidas é

dividido 50% entre o locador e o dono do bar. Para as mesas que são reservadas para eventos e residências nos fins de semana, o preço depende do número de fichas desejad0 pelo cliente. Tipos de jogos Se alguém for convidado para jogar sinuca e se deparar com oito bolas, cada quatro de uma cor, e uma branca, não vai ser incomum, apesar de se tratar de uma variação de Mata-Mata. Isso porque a sinuca é o jogo mais aliado às mesas de bilhar. Ela é derivada do Snooker, que teve início em 1875, na Índia, por experiências do oficial inglês Sir Neville Francis depois

de várias partidas de bilhar. A Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca tem campeonatos e regras estabelecidas aos jogos de Sinuca, Snooker, Bilhar francês, Pool (bola 8, bola 9 e 14x1) e Mata-Mata. Mas nada impede que, em situações diárias e com jogadores amadores, as regras se adaptem à memória e às decisões dos participantes. Assim, o entretenimento se sobrepõe a qualquer formalismo e o mesmo jogo muda o seu nome ou até mesmo a forma de ser praticado a

cada grupo de jogadores. On line A mesa é virtual, mas a internet segue regras e reproduz diferentes torneios para quem quer jogar as diferentes modalidades de bilhar sem sair da frente do computador. Jogar com parceiros virtuais, com dois jogadores em um mesmo computador ou mesmo sozinho. Inúmeros sites oferecem a oportunidade de ter a sensação de competição e diversão, mesmo estando em um ambiente longe dos bares.


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ra encaçapar lucros

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Serviço

Locais para jogar em Fortaleza Bebedouro Bar Rua Norvinda Pires, 22 / Bairro Aldeota Telefone: 3224.4759 De terça a sábado, a partir das 17h30 Sinuca: R$ 0,50 (a ficha) Confraria La Bombonera Av. José do Patrocínio, 1334 / Bairro Montese Telefone: 3491.7878 Terça a quinta (11h à 00h), sexta a sábado (11h às 1h) e domingo (11h às 23h) Sinuca: R$ 4,90 (hora ou fração) Eu amo Sinuca Rua Ana Bilhar, 1460 / Bairro Varjota Telefone: 3267.4908 Todos os dias (a partir das 18h) Sinuca: R$ 12,00 (hora) e R$ 8,00 (meia hora) Parente Snooker Bar Rua Dom Jerônimo, 554 / Bairro Benfica Telefone: 3223.9206 Segunda a sexta (14h até 2h) e aos sábados (10h às 23h) Sinuca: R$ 7,20 (hora) Sinuca Drink´s Rua Meton de Alencar, 15 / Bairro Centro Telefone: 3221.2172 Todos os dias (10h até 1h) Sinuca grande: R$ 6,00 (hora) Sinuca pequena: R$ 0,25 (ficha) Noite Afora Av. Washington Soares, 747 / Bairro Água Fria Telefone: 3241.6008 Terça-feira a sábado (a partir das 17h) Sinuca: R$ 8,00 (hora) Snooker Texas Club Rua Vicente Leite, próximo a Normatel Telefone: 3227.0406 Segunda-feira a sábado (18h a 1h) Sinuca: R$ 8,00 (hora)

Para alugar: Locadora de Sinuca Contenaro Rua Salvador Correia de Sá, 681 / Bairro Edson Queiroz Telefone: 3472.6008 Locadora de Bilhar Sales Ltda Av Castelo Castro, 1185 / Bairro Conjunto São Cristóvão Telefone:3269-1822

Para comprar: Sinucas Paulistas e Jogos Rua Senador Alencar, 718 / Bairro Centro Telefone: 3212.6614

ue dependem dos jogadores. Isso, independente de o bar ser no Bom Jardim ou na Aldeota Foto:

HYaNa roCHa

Bilhar X Sinuca Bilhar Conhecido como bilhar francês, nesse jogo a mesa é limitada por tabelas e não tem buracos. São usadas três bolas: uma vermelha e duas brancas (uma delas com um ponto). Cada jogador deve fazer a sua bola, previamente definida, tocar nas outras duas. Acertando os dois alvos, acumula um ponto. O ganhador é aquele que atingir primeiro o valor de pontos combinado. Ainda há diferentes variantes para dificultar as jogadas, como a regra de uma tabela e das três tabelas. Na primeira, a bola deve, antes de tocar na terceira bola, bater, pelo menos, uma vez numa tabela lateral da mesa. Na segunda, a bola tem de bater no mínimo três vezes na lateral da mesa antes de bater na segunda bola.

Sinuca As partidas disputadas usando uma bola branca e sete coloridas, valendo: vermelha, 1; amarela, 2; verde, 3; marrom, 4; azul, 5; rosa, 6 e preta, 7 pontos. A branca é conhecida como “tacadeira” e, com ela, o jogador deve encaçapar a “bola da vez”, que é identificada como sendo a de menor valor. Para o início do jogo, as bolas de 1 a 7 são colocadas em suas respectivas marcas. Sem tocar em outra, a tacadeira é usada como “bola na mão”, colocada em qualquer ponto sobre e/ou delimitado pelo semicírculo “D”. O primeiro jogador é decidido por sorteio e o vencedor joga ou transfere a ação, sem direito de recusa. São alternadas as saídas das partidas seguintes. O jogo termina quando a bola sete é encaçapada e a diferença de pontos for 27 e 46 entre os dois jogadores ou times.


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Anúncio veiculado no jornal “O Povo” no dia 18/05/2010 Suiani Sales

O coordenador do Sistema Nacional de Emprego (Sine) da Regional de Fortaleza, Marcus Cunha, afirma que há muitas vagas para poucas empregadas. “Empregada doméstica é uma função em extinção. As vagas não são preenchidas por falta de interesse das trabalhadoras. As domésticas de hoje preferem não dormir no trabalho. Já a procura para preencher as vagas de diaristas são mais disputadas”. É aí que a situação complica. Os irmãos Liana e Leonardo Beviláqua são de Tianguá e estão em Fortaleza para estudar. Os dois moram em um apartamento e Liana comenta que achar uma empregada doméstica, hoje em dia, está muito difícil. “Já tentamos contratar várias moças, mas elas não querem dormir no trabalho e possuem várias exigências. Não gostamos da ideia de dia-

ristas, pois elas cobram mais caro pelo serviço”. Já o casal Rogério e Maria aderiu aos serviços de uma diarista. “Mesmo sendo um pouco mais caro, nós preferimos diaristas, pois não nos sentimos à vontade com alguém dormindo na nossa casa. Não acho isso necessário, pois à noite eu e meu marido não precisamos da assistência dela”, comenta Maria. A diarista Nice Maria, 37 anos, prefere ir ao trabalho e voltar para casa no começo da noite. “Tenho que cuidar da minha família também. Não gosto de pensar que tenho que dormir todo dia numa casa que não é minha. Uma dona de casa precisa botar as coisas em ordem todo dia. Além disso, ganho meu dinheirinho diariamente e não volto pra casa de mãos vazias”. A psicóloga Siena Guerra comenta que uma empregada doméstica é imprescindível para o andamento de sua casa. “Eu e meu marido passamos o dia trabalhando e precisamos de alguém para dar assistência às nossas filhas neste período diurno. Não temos tempo de fazer almoço, limpar a casa, lavar roupa. Nos finais de semana, estamos sempre em família, mas, quando eu e meu marido queremos ter um tempo para nós dois, é a nossa empregada que fica cuidando com muito carinho das nossas meninas. Mesmo elas já sendo gran-

dinhas, é importante ter um adulto de responsabilidade e que durma em nossa casa. Pra nós isso é essencial”. A empregada doméstica Olívia da Silva, 20 anos, veio de Ocara, interior do Ceará, a procura de emprego. “Pra mim não dá pra ficar indo e voltando pra casa todo dia. Tenho que me contentar com as folgas quinzenais. Lá na minha cidade não tem muita opção de emprego, minha família é grande e tenho que ajudar meus pais no sustento da casa”. Segundo Edina Maria Santos, secretária da empresa Elvis Presley, que oferta serviços de empregadas, o ramo de cada uma delas tem sua especificidade. Ela afirma que existem dois tipos de trabalhadoras: as diaristas, que prestam serviços domésticos de forma autônoma na casa das famílias ocasionalmente, e as empregadas domésticas, que trabalham diariamente na casa da pessoa que a contratou e dormem na casa dos patrões depende de um acordo prévio. Edina também comenta que a procura por empregada doméstica é maior do que por diaristas, por ser um emprego fixo na casa das famílias. “As pessoas que nos procuram para preencher as vagas de diaristas nós encaminhamos para o Sine, pois a procura de empregada doméstica é bem maior do que a de diarista”.

Doméstica x Diarista As empregadas domésticas possuem vários direitos que nem sempre são contemplados, pois alguns patrões, às vezes, costumam não atentar para as normas legais. Uma doméstica tem direito à carteira assinada e Previdência Social devidamente anotada; o salário tem que ser pelo menos o mínimo estabelecido pelo art. 7º, parágrafo único da Constituição Federal (R$ 510,00) e ela também possui direito ao 13º salário. Os feriados civis e religiosos também devem ser concedidos. Para quem não sabe, as secretárias do lar também têm direito às férias de 30

dias e a estabilidade no emprego no caso de uma gravidez até cinco meses após o parto. Além disso, de acordo com a Justiça do Trabalho, entendese por empregada doméstica aquela que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família no âmbito residencial destas. Isso quer dizer que a secretária do lar não pode tornar seu ambiente de trabalho outro meio de auferir lucro. Seus patrões também não podem exigir mão de obra que não seja de âmbito doméstico. Já a situação das diaristas é peculiar. O Tribunal Superior

do Trabalho (TST) não reconhece vínculo empregatício a uma diarista que trabalhe até três vezes na semana na mesma casa, pois os encargos sociais já estão embutidos na remuneração diária que elas recebem. No caso de ela vir a trabalhar rotineiramente durante a semana na mesma residência, e dependendo de outros aspectos a serem analisados pelos tribunais, a diarista pode acionar a justiça para tentar reconhecer seu vínculo empregatício e, com isso, possuir carteira assinada, dentre outros direitos que são cabíveis aos empregados domésticos.

A menina que trabalha lá em casa Em Fortaleza, elas nem mais costumam ser chamadas assim: “empregadas domésticas”. Aqui, elas ganharam novas alcunhas por conta de uma espécie de eufemismo da classe média. No mais das vezes, são denominadas como “secretária”, “assessora” ou, de modo mais usual,“a menina que trabalha lá em casa”. Confira alguns filmes da lista do site www.listasde10.blogspot. com nos quais as domésticas são personagens em destaque.

Domésticas (Brasil, 2001) conta a vida de cinco domésticas sob o ponto de vista das próprias.

Romance da Empregada (Brasil, 1988) Fala sobre Fausta, que acorda às 5h para pegar o trem e ir trabalhar.

Espanglês (EUA, 2005) uma mexicana vai para os EUA com a filha trabalhar sem saber nada de inglês.

La Teta Assustada (Espanha, 2009) Para pagar o enterro da mãe, a moça trabalhará como doméstica para um pianista.

Ilustração: Itamar Nunes

Doméstica: há vagas

No tom Doméstica ( Eduardo Dussek Luis Carlos Góes)

Como a mulata Que nasceu prá ser alguém...

Foi trabalhar Recomendada prá dois gringos Logo assim Que chegou do interior Era um casal Tipo metido a granfino Mas o salário Era tipo, um horror...

Pois não é que a Doméstica! Conseguiu uma prisão, doméstica Saiu por bom comportamento Mas jurou nesse momento Vingar a raça das domésticas...

A tal da madame, tinha mania Esquisitona de bater E baixava a porrada Quando a coisa tava errada Não queria nem saber... Doméstica! Ela era Doméstica! Sem carteira assinada Só caía em cilada Era empregada Doméstica!... Nunca notou A quantidade de giletes Não reparou A mesa espelhada no salão Não perguntou O quê que era um papelote Baixou “os home” Ela entrou no camburão...

Então alguém Lhe aconselhou logo de cara “Dá um passeio Vê se arranja um barão” Porque melhor Que o interior ou que uma cela É ter turista e faturar No calçadão... Até que um dia Um Mercedinho prateado buzinou Era um louro alemão Que lhe abriu a porta do carro E lhe tacou um bofetão... Doméstica! Virou uma baronesa Doméstica! Mesmo com as taras do barão Segurou a situação Levando uma vida doméstica....

Na delegacia Sua patroa americana ameaçou: “Lembra que eu sou Uma milionária, Eu fungava, de gripada Não seja otária, por favor”...

Realizada em sua mansão Em Stutgard Ouvindo Mozart de Beethoven de montão Com um pivete Mulatinho pela casa Que era herdeiro De olho azul como o barão...

Doméstica! Traficante disfarçada De doméstica Era manchete nos jornais O casal lhe deu prá trás Sujando brabo prá doméstica...

Precisou de uma babá Botou um anúncio Bilíngüe no jornal Seu mordomo abriu a porta Uma loira meio brega Uma yankee de quintal...

No presídio aprendeu Com as companheiras A ser dar bem A descolar, como ninguém Ficou famosa No ambiente carcerário

Doméstica! Era a americana, de doméstica A nêga deu uma gargalhada Disse: “Agora tô vingada Tu vai ser minha Doméstica”! (2x)


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MAIO / JUNHO DE 2010

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Múltiplas funções e nenhuma utilidade

Anúncio veiculado no jornal “O Povo” no dia 10/05/2010 Raynna Benevides

Tudo começou com os MP3 players, destinados a tocar música. Logo depois, vieram os MP4, capazes de reproduzir vídeos. Em seguida, a indústria chinesa teve a ideia de incluir câmeras nos aparelhos, dando origem, assim, aos MP5. O passo seguinte foi inserir componentes de telefonia, nascendo, então, celulares com múltiplas utilidades, como conhecemos hoje. Rádio, GPS, internet... são tantas funções, que às vezes até esquecemos para que os celulares servem exatamente. Os preços variam. O smarthphone N85, da Nokia, por

exemplo, chega a custar cerca de R$1.3 mil, enquanto o “clone” deste aparelho, de origem chinesa, é encontrado por R$ 249,00. É bem mais barato, mas a qualidade é duvidosa. Haroldo Gutemberg, 25, adquiriu em 2009 um desses aparelhos e se arrependeu. “Troquei meu aparelho que custava R$ 250 por um desses produtos made in China. O que tinha de bonito, tinha de frágil. Qualquer queda leve, um dos cantos, ou a tela, se quebrava. A pintura descascou, encaixes quebravam com facilidade. Além disso, usei por pouquíssimo tempo, logo deu defeito”, relata. Siglas como MP6, MP7, MP8, MP9, MP10, MP11 são usadas para identificar celulares multifuncionais chineses. O problema desses celulares não é serem feitos na China, mas serem imitações, não raro contrabandeadas, além de não possuírem autorização do órgão competente para serem comercializadas. Não existe nenhum pudor com relação à natureza desses produtos. Na internet, é possível encontrar vários sites nos quais as cópias

são vendidas abertamente, sendo anunciados como “idênticas ao original”.

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Slide show

Autorização da Anatel No Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é responsável pela homologação dos aparelhos. O selo da instituição, que fica atrás da bateria do telefone, garante que o produto passou por todos os testes de qualidade. São avaliadas funcionalidades, compatibilidade e segurança elétrica. Para se evitar a compra de aparelhos sem certificação, a Anatel disponibiliza em seu site (www.anatel.gov.br) uma consulta por meio do Sistema de Gestão de Certificação e Homologação (SGCH), que permite saber se um determinado produto está ou não devidamente aprovado, garantindo ao consumidor que ele não terá problemas de fabricação ao usá-lo. Além disso, sem a verificação, quem compra corre o risco de não conseguir habilitálo junto à operadora desejada devido, ao uso de tecnologias diferentes e incompatíveis.

Câmera

Mensagem Conversor de unidades TV

GPS

Relógio mundial Calculadora

E - book

MP3

MP4

Chamadas

Email

Tratamento público por opção Anúncio veiculado no jornal “Diário do Nordeste” no dia 11/12/09

Anúncio veiculado no jornal “Diário do Nordeste” no dia 13/05/2010 Taís Monteiro

“Começo a perceber melhora no jeito dele”. É o comentário de uma das mães dos pacientes que recebem apoio psicológico nos Capsi. Essa é a visão de muitos familiares dos pacientes em tratamento nos 12 Centros de Atenção Psicossocial para Atendimento de Álcool e outras Drogas (Caps AD), além dos Capsi (Centros Infantis). A vinculação da família com o tratamento é uma das vertentes dos Centros. “O nosso grande aliado são as famílias. Aqui, o paciente é atendido e o parente também”, explica a coordenadora do Caps AD da Secretaria Executiva Regional (SER) II e terapeuta ocupacional, Adriana Magalhães . Há duas maneiras habituais de o paciente ingressar no centro. Eles chegam dos hospitais psiquiátricos e postos de saúde, após uma crise de abstinência ou superdose da droga, ou ingressam por de-

Sede do Caps na Regional VI : em toda a cidade, 300 profissionais atuam na rede de saúde mental da Prefeitura

manda espontânea. A grande maioria é levada por familiares, que também tem acompanhamento nos centros. Não é exigida a abstinência na chegada do paciente, mas há a obrigatoriedade de ser assíduo nas atividades. Logo após o primeiro contato, os pacientes passam por uma conversa médicopaciente para traçar um plano terapêutico individual, no qual o paciente escolhe em que atividade irá se engajar para sua maior recuperação. As atividades podem ser entre

grupos terapêuticos, oficinas com artistas, atividades físicas e comunitárias, entre outras. Então, é feita uma avaliação clínica dos danos das drogas no organismo do paciente. Os tratamentos nos Caps AD objetivam a abstinência dos dependentes químicos. Há centros que trabalham com ‘redução de danos’, que é uma diminuição gradual do uso de drogas, até que o paciente deixe o vício totalmente. Os Caps possuem atividades ocupacionais diversas como grupos de arte-educação, saú-

Foto: divulgação

de do corpo inteiro, resgate da infância, entre outros. E é nesse processo de ações educativas e paliativas que não devem ser abandonadas. A frequência é um ponto importante na reabilitação do dependente químico ou alcoólatra. Origem Em 2004, quando foram criados os Caps, a grande maioria dos pacientes não tinha condições de pagar uma clínica particular e recorria aos serviços sociais públicos. Entretanto, essa visão está

mudando. Vários dependentes químicos da classe média ou alta estão começando a frequentar os centros que são reconhecidos pela sua confiabilidade. Hoje são mais de 300 profissionais atuando na rede de saúde mental da Prefeitura. Cada unidade possui uma equipe especializada multidisciplinar, que pode ser composta por: clínico geral, enfermeiro, psiquiatra, técnico em enfermagem, assistente social, terapeuta ocupacional, arte-educador, psicólogo, educador físico e farmacêutico. É oferecido aos pacientes um atendimento ambulatorial com tratamento intensivo, próximo ao que se oferece a um hospital. São feitas visitas domiciliares, acompanha-se o paciente nos postos de saúde e assistência farmacêutica. A outra face da problemática é o fato de que não há leitos para os dependentes nos hospitais públicos. Geralmente, os pacientes são enviados a hospitais psiquiátricos que não têm condições de atendê-los da forma que necessitam. Uma parcela dos pacientes afirma a necessidade de programação nos centros durante o fim de semana, que segundo os psicólogos é quando o dependente tem maior oportunidade de recair, e voltar a usar drogas.


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SOBPRESSÃO

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MAIO / JUNHO DE 2010

Au Pair dá pé A viagem de Lia

De Fortaleza para Michigan (EUA): a aluna de jornalismo Lia Dias foi aos 18 anos trabalhar como babá no Exterior, aproveitando também para conhecer a cultura e a língua norte-americanas

Anúncio veiculado no jornal “O Povo” no dia 18/05/2010 Érika Neves

Se você sonha em trabalhar e estudar no Exterior e adora crianças, ser Au Pair pode ser sua chance. Au Pair, que é uma gíria francesa que significa “troca de trabalho por moradia e alimentação”, é um programa de trabalho remunerado que envia jovens a diversos países do mundo na condição de babás, em troca de um salário semanal e a oportunidade de conhecer a cultura de outro país. O intercâmbio é exclusivo para garotas que pretendem morar por pelo menos um ano fora, fazendo parte de uma família, trabalhando para ela cuidando das crian-

ças. É preciso ter experiência com os pequenos, pois as principais responsabilidades de uma Au Pair são brincar com eles, cuidar de seus pertences, preparar o lanche, dar banho e até organizar a bagunça que fazem. Os países disponíveis na maioria das empresas de viagem brasileiras são Alemanha, Áustria, Estados Unidos, França e Holanda. “O programa representa para o intercambista uma oportunidade de assimilar a língua e a cultura, ao mesmo tempo em que é remunerado.” afirma Danielle Sá, atendente da empresa de intercâmbio CI. Para o programa, que pode durar no máximo dois anos, são aceitas apenas mulheres entre 18 e 26 anos, que tenham nível intermediário de inglês, sejam solteiras, sem filhos e possuam carteira de habilitação e prática de direção. É de responsabilidade da Au Pair buscar e levar as crianças para a casa e, muitas vezes, no carro da família. Mas isso não quer dizer que a intercambista pode usar o automóvel na hora que quiser. O carro é exclusivo para

o uso com as crianças. A idade das crianças varia de 1 a 12 anos. Portanto, haja responsabilidade! “A família normalmente é de classe média ou alta e pode ser de diferentes composições: pai, mãe e filhos, mãe solteira, pai solteiro, por exemplo. A Au Pair pode ser responsável por até quatro crianças”, diz Danielle. O trabalho dura em média de 30 a 45 horas por semana e o salário é em torno de US$ 195, que são R$ 391,95 semanais (considerando US$1 = R$ 2,01). Tempo livre também tem. Cada país tem regras diferentes de intercâmbio. Mas, se o país escolhido for os Estados Unidos, a intercambista terá um final de semana livre por mês pra fazer o que quiser e, no final do programa, pode passear durante um mês inteiro pelo país. Lembrando que ser Au Pair não é ser empregada doméstica, mas como membro da família, ela também entrará na divisão de tarefas da casa. Um dia pode lavar prato, outro dia, quem sabe, o banheiro. Em qualquer época do ano

é possível se inscrever no programa, pois ele funciona o ano inteiro. É importante que a interessada se matricule pelo menos 4 meses antes da data desejada de início, para haver reuniões de preparo com a empresa, tempo de

Fotos: arQuivo Pessoal

tirar passaporte, visto e uma iniciação com a família, troca de e-mails ou telefonemas.

Serviço Para saber mais: http://www.manualdaaupair.com.br

Eu vou “Quero ir para a Alemanha para conhecer mais da cultura, ter novas experiência e mais fluência no idioma. Ganhar dinheiro também, por que não? Eu adoro criança, cuido da minhas irmãs pequenas quando é necessário. Escolhi Alemanha porque faço curso da língua há dois anos. Se eu gostar do intercâmbio, volto pro País para fazer mestrado” Priscila Serbim, estudante de Direito

Já fui “Cuidei do James (3) e Elly Raham (6). Deram um trabalhão! A menina fazia muita molecagem para chamar atenção, colocava o pé em cima da mesa na hora do almoço e eu tinha que educá-la sem estresses. Às vezes eu tinha vontade de gritar, mas me controlei muito. A experiência é incrível. Fiquei um ano com a família e adquiri responsabilidade para a vida inteira” Lia Dias, estudante de Jornalismo


Jornal Classificado da Notícia#20