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Estagiornal Fortaleza, 21 de setembro de 2010 - Ed. 11

FOTO: EVELYN ONOFRE

Apresentação de “Miralú e a Luneta Encantada” no Morro do Ouro/Cena, anexo ao Theatro José de Alencar.

Nesta edição

>>Teatro

>>Música

PÁG. 1

PÁG. 3

“Miralú e a Luneta Encantada”

“Maracangalha” no TJA

>> Artigo/Opinião

E mais!

Do Código do Menor ao ECA PÁG. 2

Repúdio à Indignidade eleitoral PÁG. 4

1º Desporto Educacional no São Miguel PÁG. 4

Expediente: Laboratório de Inclusão | Grupo de Informação e Consciência Humana | Coordenador: João Monteiro Vasconcelos | Estagiários: Diego Pinto (Psicologia), Elba Sousa (Pedagogia), Evelyn Onofre (Jornalismo), Horácio Peixoto (Administração), Paula Castelana (Direito) e Valesca Sousa (Serviço Social)


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Teatro da Acessibilidade apresenta “Miralú e a Luneta Encantada” no Morro do Ouro/Cena

FOTO: EVELYN ONOFRE

Artistas de “Miralú e a Luneta Encantada” e crianças que assistiram à peça no Morro do Ouro/Cena, anexo ao Theatro José de Alencar.

por Evelyn Onofre

é resultado do Teatro da Acessibilidade, oficina fundada pelo LaboA peça “Miralú e a Luneta En- ratório de Inclusão da Secretaria cantada” está em cartaz desde o dia do Trabalho e Desenvolvimento 4 de setembro, sendo encenada toda Social (STDS) e coordenada por sexta-feira do mês de setembro, no Amidete Aguiar, estudante de artes Morro do Ouro/Cena, anexo ao cênicas do Instituto Federal de Theatro José de Alencar. Com di- Educação, Ciência e Tecnologia do reção de Amidete Aguiar e texto de Ceará (IFCE). A oficina Teatro da Fernando Lira, a peça é baseada no Acessibilidade é voltada para peslivro A luneta mágica (1869), romance soas com Acessibilidade Dificultada de Joaquim Manuel de Macedo. (AD), seja auditiva, cognitiva, física “Miralú e a Luneta Encantada” ou visual, mas também conta com a conta a história de Miralú (Alânia participação de estudantes universiDiógenes), uma garota míope que tários da STDS. mora com o tio Lucrécio Money Há dois anos, a peça “Miralú e a (Júlio César), a tia Carola (Marília Luneta Encantada” vem sendo traQueiroz) e o primo Papito (Sérgio balhada na oficina Teatro da AcesRotschild). Através do Mestre Ma- sibilidade. Segundo Amidete, a golino (Hálysson Nepomuceno) oficina apresenta um misto de difee do seu companheiro Lunático renças. “As pessoas podem ser dife(Robson Félix), Miralú conhece três rentes, superar seus traumas, seus lunetas que a faz enxergar o mal, o medos. Respeitamos o tempo um bem e o bom senso. do outro”, diz ela sobre o desafio “Miralú e a Luneta Encantada” e prazer de trabalhar com pessoas

com deficiência. “Na oficina, trabalhamos pontos como inclusão, confiança e companheirismo. Contracenar é estar e viver com o outro”, diz Amidete. O grupo de Teatro da Acessibilidade já segue com sua terceira apresentação de “Miralú e a Luneta Encantada”. Na próxima sexta-feira (24), a peça será encenada pela última vez, às 15h, ainda no Morro do Ouro/Cena. Abrigo Desembargador Olívio Câmara (Adoc), Abrigo dos Idosos e Apae-CE já estiveram presente nas apresentações. O público esperado na próxima sexta é o Recanto Psicopedagógico. Serviço “Miralú e a Luneta Encantada”, projeto do Teatro da Acessibilidade. Todas as sextas-feiras de setembro (3, 10, 17 e 24/9), às 15h, no Morro do Ouro/Cena (anexo ao TJA). Entrada: Gratuita. 90 lugares.


Do Código do Menor ao Eca: o que muda com relação às leis para o adolescente por Valesca Sousa

A Doutrina da Proteção Integral, que veio substituir a Doutrina da Situação Irregular, subsidiou a elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e mudou o cenário existente que era, até então, baseado no Código de Menores de 1979. Este tinha caráter punitivo e assistencialista, além de se dirigir apenas aqueles que estavam em situação irregular, principalmente os abandonados e infratores. O ECA é válido para todas as crianças e adolescentes e, quanto ao trato da questão infracional, representou a opção pela inclusão social do adolescente em conflito com a lei. O ECA, Lei Federal 8.069 de 13 de julho de 1990, surge em resposta ao antigo Código de Menores, anteriormente mencionado, e regulamenta dispositivos previstos pela Constituição Federal de 1988. Orienta a implementação de políticas públicas que efetivem os direiCrônica

A vida por Sérgio Rotschild

A vida é meio louca. As coisas acontecem fora do controle e não podemos evitar que, entre essas coisas, não sejam perdidas as coisas belas e puras. Magoar e ser magoado são situações das quais não podemos evitar, pois nossas ações resultam em reações desproporcionais aos nossos desejos. Sonhar faz parte do espetá-

tos da criança e do adolescente, que passam a ser reconhecidos como cidadãos em condição peculiar de desenvolvimento e merecem tratamento prioritário em todos os sentidos. Além disso, o ECA determina que a sua proteção seja dever da família, da sociedade e do Estado. O Estatuto, no entanto, embora apresente significativas mudanças e conquistas, em relação ao trato com crianças e adolescentes, ainda está no plano jurídico e políticoconceitual, não chegando efetivamente aos seus destinatários. Por isso, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, juntamente com outras parcerias, elaboraram o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), visando concretizar os avanços contidos na legislação e contribuir para a efetiva cidadania dos adolescentes em con-

flito com a lei. O Sinase de 2004 foi constituído a partir de uma política pública destinada à inclusão dos adolescentes em conflito com a lei. É um conjunto ordenado de princípios, regras e critérios de caráter jurídico, político, pedagógico, financeiro e administrativo, que envolve desde o processo de apuração de ato infracional à execução de medida socioeducativa. Além disso, reafirma a diretriz do ECA sobre a natureza pedagógica da medida socioeducativa e tem como premissa a construção de parâmetros mais objetivos e procedimentos mais justos no enfrentamento de situações de violência que envolvem os adolescentes, enquanto autores de infrações ou vítimas de violação de direitos no cumprimento da medida socioeducativa. Esse sistema documento teórico-operacional traz parâmetros e diretrizes para a execução das medidas socioeducativas.

culo da vida, mas acordar para a realidade faz parte da vida real. Viver e estar submetido a duas situações adversas. A do palco, ou seja, as dos sonhos que almejamos que se tornem realidade; e a mais cruel de todas, ou seja, a da vida real, que em dados momentos nos leva a retirar a tinta que nos transforma em atores do espetáculo. Viver é aceitar que estes dois momentos são diferentes e, juntos, escrevem nossas histórias. O que somos e o que fazemos são resultados de nossos atos. Mas sermos felizes só depende de nós. Depende de como agiremos e reagiremos a essas adversidades. Quem disse que viver é fácil? Lágrima, sorriso, amor,

ódio, prazer, dor, decepção, conquista e muitas outras coisas sempre farão parte de nossas vidas, até que um dia, mais cedo ou mais tarde, ultrapassaremos a fase da dualidade e viveremos em um plano onde, simplesmente, sentir-se em paz será a melhor sensação que já sentimos. Aproveite a vida, seja personagem nesse espetáculo, mas saiba a hora certa de parar, descer do palco e encarar a realidade. Acredite tudo que acontece em nossas vidas tem uma razão para acontecer. Sorria, chore, ame, odeie, sinta prazer, dor, aceite as decepções como aprendizado, conquiste e se deixe conquistar, ou seja, viva, simplesmente viva.

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Laboratório de Inclusão lança os “Gestores da Informação”

Grupo de Acessibilidade Apresenta “Maracangalha” FOTO: EVELYN ONOFRE

por Horácio Peixoto

O que é o Gestor da Informação? É um projeto criado pelo Grupo de Informação e Consciência Humana do Laboratório de Inclusão, onde dois estagiários de cada Unidade, um do turno da manhã e outro da tarde, serão selecionados e convidados a colaborar com a difusão de informações. Por que criar esse projeto? Percebemos uma grande dificuldade de que as informações sobre eventos do Laboratório de Inclusão, principalmente os Fóruns Universitários, cheguem a todos os estagiários da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS). Como participar das atividades do Laboratório de Inclusão é direito e dever dos estagiários, o Grupo pensou neste projeto como uma maneira de tentar facilitar a difusão de informações. Quem poderá ser o Gestor da Informação? Há preferência por estagiários que tenham sido homologados recentemente, pois estes poderão dar continuidade ao projeto por mais tempo. Como será a seleção do Gestor da Informação? Os estagiários serão selecionados pelo Grupo de Informação e Consciência Humana do Laboratório de Inclusão e convidados a participar do projeto. Sim, convidados, pois não é uma atividade obrigatória. Quais as atividades do Gestor da Informação? A atividade principal é se comprometer em repassar as informações sobre eventos do Laboratório de Inclusão para os demais estagiários do mesmo turno e Unidade. O Gestor da Informação será um colaborador e facilitador do Grupo de Informação e Consciência Humana.

Banda “Maracangalha” em apresentação no saguão do Theatro José de Alencar.

por Evelyn Onofre

Na última sexta-feira (17) aconteceu mais um Grupo de Acessibilidade Apresenta, desta vez com a banda “Maracangalha”, que faz parte do projeto Arte Visual, de Guaiuba, coordenado por Anderson Costa. “Maracangalha” é estilo MPB, samba e soul, tocando músicas de cantores consagrados como Fagner, Luiz Gonzaga, Macau, Paula Toller, Seu Jorge e Zeca Baleiro. Em sua primeira apresentação, no saguão do Theatro José de Alencar (TJA), estiveram presentes João Blue (guitarra), Anderson Costa (guitarra e vocal) e Marcelo Pereira (percussão). Em sua versão original, “Maracangalha” conta ainda com mais três integrantes, Antônio Cristiano, Jonatas Sousa, Müller Cruz. Foi a terceira apresentação do Grupo de Acessibilidade Apresenta no TJA. O projeto, coordenado por Sérgio Rotschild, foi criado pelo Laboratório de Inclusão da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e tem como objetivo divulgar e incluir músicos com Acessibilidade Dificultada (AD) seja visual, cognitiva, física ou auditiva, no mercado de trabalho. A estreia do Grupo de Acessibili-

dade Apresenta foi com a apresentação da cantora Bia Marques junto a alguns integrantes da Banda Acesso, Anderson Costa (violão), Ricardo de Oliveira (bateria) e Uesley Gomes (teclado). O foco musical girou em torno da MPB com apresentações de músicas de Leoni, Paula Toller, Paulo Diniz, Roupa Nova e Vanessa Rangel, além de canções de autoria da própria Bia, como “Dominique”. Já na segunda vez, o Grupo apresentou Mateusinho da Sanfona, um garoto que toca clássicos do forró pé-de-serra, como Dominguinhos, Luiz Gonzaga e Waldonys. O projeto já conta com 30 músicos inscritos que passarão ainda por processo seletivo para se tornarem membro do Grupo, que gera emprego e renda através da própria arte.

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Opinião

Repúdio à indignidade eleitoral por Paula Castelana

O Brasil está em clima de eleições políticas, campanhas, propagandas, comícios, carreatas... muita festa. E porque não dizer um carnaval de hipocrisias? Não é nenhuma novidade o Brasil ser um país de contradições e desigualdades, onde, em um mesmo território, há uma parcela minoritária, que desfruta de acesso à política e bens materiais, e uma grande parcela de excluídos. Também vive, neste mesmo cenário, uma sociedade moderna, informatizada e uma sociedade de miseráveis, vivendo em condições tão sub-humanas que hoje estão a vender seus votos por uma camiseta, uma cesta básica, uma consulta médica, uma vaga na escola, um tanque de combustível, um pneu de bicicleta ou de moto, uns remédios na farmácia, um cargo no governo, uma vaga de trabalho etc, são situações humilhante que ainda acontecem em pleno século XXI e que fomenta a prática da corrupção política brasileira. Situação assustadora, porém real, que ainda conta com uma agravante: a nossa sensação de impotência e indignidade. Ao mesmo tempo, percebe-se, na sociedade brasileira, um crescente interesse pela ética. Neste sentido, indagamos: O que está nos levando ao resgate da questão da ética no campo da política? O fato é que a política se tornou AÉTICA! Hoje se pratica uma política onde os fins justificam os meios, e, em nome do acesso ao poder político, parece que VALE TUDO! Enquanto isso

ocorre, um terço da população brasileira ainda sobrevive abaixo da linha da pobreza. Não faz muito tempo, o povo brasileiro foi às ruas pedir o afastamento de um presidente eleito, acusado de corrupção contra a Nação. Isto não constituiu um surto de moralismo, mas a indignidade e a intolerância de nosso povo à corrupção na política, e, configurou sim, um basta a um tipo de estelionato eleitoral, ou seja, a falsas promessas disseminadas irresponsavelmente a um povo sofrido e sem escolhas seguras e sérias. QUALQUER SEMELHANÇA, BRASIL, NÃO É MERA COINCIDÊNCIA! O que você pensa estar vendo hoje na campanha eleitoral de 2010? E o que podemos lembrar hoje das campanhas eleitorais passadas? Há, há! O mesmo grau de inexperiência de alguns candidatos, a falta de postura, respeito, moral, responsabilidade, vergonha, princípio e seriedade em suas campanhas políticas, sem nenhum projeto de trabalho e comprometimento para com o povo, fomentando cada vez mais o repúdio à classe política de nosso país. A descrença e nojo em suas imagens vão desde cartazes em pontos estratégicos da cidade, pedindo a pena de morte sem nenhuma responsabilidade, a panfletos eróticos e humoristas pedindo ajuda para sustentar sua família! Que grande anarquia! Hoje o povo brasileiro acompanha rotineiramente pela imprensa casos de tráfico de influência, roubo de merenda escolar, extorsão, nepotismo, desvio de verbas públicas, super faturamentos de obras públicas, licitações fraudulentas, enriquecimento ilícito, fome, miséria, falta de saúde, criminalidade à nossa porta etc, uma

infinidade de desmandos e omissões políticas, agravando consideravelmente a confiança do povo brasileiro na classe política, contudo, estamos em período de eleições. Como será que podemos mudar essa sujeira toda? E, se não mudarmos, de quem será a culpa? Quem sofrerá as consequências? Por que será que tudo se repete? Acorda, Brasil, e limpa a casa de tanta indignidade e sujeira! Vamos votar com consciência e respeito.

São Miguel realiza 1º Desporto Educacional por Elba Sousa

No dia 1º de setembro aconteceu o I Desporto Educacional, no Centro Educacional São Miguel, organizado pela equipe de pedagogia com apoio da direção. O evento teve como públicos-alvo adolescentes e familiares, além da participação dos funcionários da Unidade. Nas salas de aulas, aconteceram atividades de poesia, recorte-colagem, produção de cartazes e redações. Já nas salas de oficina, as atividades foram voltadas para pintura em toalhas, cangas e panos de prato, serigrafia - impressão em panos de prato, tapetes e camisas - confecção de peças usando material reciclável, artes em sabonete etc, tudo relacionado a temas como esporte, lazer, cultura e arte. No segundo dia, houve a exposição dos trabalhos produzidos, além de atividades de integração entre pais e filhos como corrida de saco, dança das cadeiras, corrida da laranja, brincadeira com balões, sorteios de brindes – que eram os próprios materiais confeccionados pelos adolescentes – e bingo. O intuito é que este evento aconteça anualmente, sempre no dia 1º de setembro, tendo como objetivo a integração de pais e filhos, além de apresentar as atividades desenvolvidas pelos adolescentes no São Miguel.

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Estagiornal #11