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MOWA PRESS

À moda antiga Looks vintage pro Dia dos Namorados

Sem fronteiras O gaúcho que foi estudar computação em Albany

Por aí Quem será que saiu na Kzuka deste mês?

Nº136

JUNHO/2013


POR AQUI BASTIDORES Esse é o Capu. Quem ouve ele no rádio ou lê as colunas dele aqui ou na ZH e pensa “esse cara deve ser divertido” acerta em cheio. Essa foto foi tirada num almoço da galera, mas não tem tempo ruim com ele nunca. Quer um abraço apertado? Ele tem. Quer um bom conselho? Ele manda. Quer uma piadinha divertida, um som bacana pro fíndi ou a história mais incrível sobre o Kzuka nas antigas? Esse cara é ele.

DIREÇÃO GERAL Ariane Roquete PRODUTO FêCris Vasconcellos PLANEJAMENTO, MARKETING E EVENTOS Franciane Reis COMERCIAL

EDITORIAL

EXECUTIVOS RS Bárbara Zarpelon Ricardo Machado

CADÊ?

OPEC Carla Rodrigues da Silva RIO GRANDE DO SUL: (51) 3218-7221

GRUPO RBS PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO E COMITÊ EDITORIAL

Nelson Pacheco Sirotsky DIRETORIA EXECUTIVA

PRESIDENTE EXECUTIVO Eduardo Sirotsky Melzer JORNAIS, RÁDIOS E DIGITAL Eduardo Magnus Smith TELEVISÃO Antônio Augusto Pinent Tigre JORNALISMO Marcelo Rech

Depois de um grande debate aqui na redação, decidimos deixar a revista Kzuka deste mês sem título. Vamos deixar o título de junho por conta de Neymar e companhia. Será que rola? A propósito, este mês também começaremos a sentir falta de uma colega – e, sobretudo, amiga – aqui no Kzuka: a Franciane Reis. Toda vez que a gente entrar na firma de agora em diante, vai faltar uma loira de voz rouca pra soltar aquela piadinha na hora certa, pra ser firme quando precisa ser firme e pra ser o coração da equipe quando a gente

tem um ou outro problema. Toda empresa diz que é uma família, mas aqui, não é papo furado. Olhar em volta num dia difícil de trabalho é olhar para rostos queridos, é encher o coração de satisfação e coragem pra enfrentar qualquer dificuldade. Como um time que perde um capitão, estamos vendo a Fran partir com dor no peito. Ao mesmo tempo, ver um amigo realizar um grande sonho, voar alto, é sempre uma alegria sem tamanho. Então, toda vez que alguém entrar aqui e perguntar “cadê a Fran?” a gente vai responder com um sorriso no rosto “foi ali ser feliz”.

FêCris Vasconcellos

PALPITE PARA A COPA DAS CONFEDERAÇÕES Eu vou queimar a pipoca ao menos uma vez

Brasil X Costa Rica

Copa? Oi?

FêCris Vasconcellos

Franciane Reis Ger. Mkt e Planej.

Carina Kern Designer

Editora

fecris.vasconcellos@kzuka.com.br

fran@kzuka.com.br

carina.kern@kzuka.com.br

JURÍDICO E RELAÇÕES GOVERNAMENTAIS Alexandre Kruel Jobim

Brasil com gol de Damião

Fernando Campeão com a Seleção

Taiti certoooo!

FINANÇAS Claudio Toigo Filho

Paula Minozzo Repórter

Ricardo Machado Executivo de contas

Debora Zilz Designer

Itália! Beijo, gente

Rumo ao TETRAAA!!!

Palpite para o jogador mais bonito, pode?

Marina Ciconet Repórter

Bárbara Santos

marina.ciconet@kzuka.com.br

Franklin Peres Comunika

Brasil 3 x 0 México

México! Arriba!

Divino Futebol Clube

Gustavo B.Rock Repórter

Gabriel Barcellos Assist. marketing

Capu Comunicador

paula.minozzo@kzuka.com.br

GESTÃO E PESSOAS Deli Matsuo ESTRATÉGIA E DESENVOLVIMENTO DE NEGÓCIOS Luciana Antonini Ribeiro NEGÓCIOS DIGITAIS - E.BRICKS Fabio Bruggioni

ricardo.machado@kzuka.com.br

franklin.peres@kzuka.com.br

UNIDADE DE EDUCAÇÃO Mariano de Beer

KZUKA | junho 2013

DIRETORA DE REDAÇÃO ZH E JORNAIS RS Marta Gleich

PRESIDENTE EMÉRITO

FUNDADOR

Jayme Sirotsky

Maurício Sirotsky Sobrinho (1925-1986)

reportagem@kzuka.com.br

KZUKA #136

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Estagiária

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KZUKA OPINIÁO

TCHAU, CABARET Texto: FêCris Vasconcellos | Foto: Felipe Martini

A REAÇÃO DA GERAÇÃO

Texto: Paula Minozzo | Foto: Reprodução

A matéria da revista Time sobre a geração dos millenials – pessoas que nasceram entre 1980 e 2000 – deu o que falar. O perfil traçado pela publicação apontou diversas características pontuais dessas pessoas com no máximo 30 e poucos anos. Narcisistas, gente boa, preguiçosos, a geração da internet foi rotulada de tudo e mais um pouco nessa reportagem, que contou com a opinião de especialistas e celebridades. Pelo que se pode ver na internet e nas redes sociais, os millenials (que como já sabemos, são muito bons de remix, além de todos os outros adjetivos) decidiram fazer um Tumblr (timemillennials.tumblr. com) com reedições da capa da Time. A original mostra uma menina tirando uma selfie com o título de Me Me Me (algo como eu, eu, eu). Em algumas imagens, a edição favorece a crítica a uma certa generalização. Em outras, os millenials riem de si mesmos e dão a entender que são assim mesmo e não dão a mínima bola pro que dizem.

LOBÃO TEM RAZÃO Texto: FêCris Vasconcellos Foto: Cisco Vasques

PAPEL, POR QUÊ? Texto: Paula Minozzo | Foto: Reprodução

Desde que o digital tomou conta, cada vez mais os meios eletrônicos estão substituindo o velho e bom papel em todos os ambientes, inclusive no ensino. Se fala muito nos benefícios dessas ferramentas para inovar na maneira de ensinar e tornar o aprendizado mais moderno e mais atrativo. Por outro lado, campanhas como Paper Because, nos Estados Unidos, mostram os benefícios do material com embasamento de especialistas que dizem que aprender no papel é melhor e mais sustentável, já que é um dos produtos mais reciclados no mundo, ao contrário dos gadgets. O grupo produz uma série de vídeos que mostram cenários do dia a dia em que o conteúdo no papel é insubstituível. Acesse paperbecause. com para entender melhor.

Lendo aqui o texto que Lobão escreveu pro lançamento do DVD Cachorro Grande Ao Vivo no Circo Voador, só consigo pensar na música do Caetano – homônima a esta nota. Lobão tem razão quando diz “esses caras são uns malucos! Quebram tudo no palco”, mas não é só. Ele acerta que é a melhor banda de rock em atividade do país, porque a Cachorro, apesar de não ter lá a proposta mais original, a executa com maestria, se mantém como referência no estilo e envolve a plateia durante a apresentação de modo que o mais mal humorado não consegue se segurar numa virada de bateria. Tudo isso, agora vai pra sala de casa no registro feito no RJ, com canções de todas as épocas dessa banda gaúcha, que é uma das grandes do rock nacional.

É impossível que a existência do Cabaret não tenha de alguma forma invadido a sua vida na última meia década. Eu vivi grande parte da faculdade frequentando a casa, morei a uma quadra de lá por quase um ano e vi o Cabaret passar de uma boate underground às filas de espera de três horas. Fica novamente o apelo para você procurar saber como é a estrutura dos locais que frequenta. Diversão, sim, mas com segurança sempre.

ELENA

Texto: Laura Hickmann | Foto: Divulgação, Elena

Quando assisti ao trailer do documentário Elena pela primeira vez, automaticamente me apaixonei pelo trabalho da diretora Petra Costa. Ele passa qualquer coisa de sensível, qualquer coisa de não-entenderlogo-de-primeira a história linear da qual a obra trata, de maneira que você se sente desafiado a juntar os pedacinhos que te dão e, acima de tudo, a processar aquele turbilhão de sentimentos que vêm misturados em imagens reais e fictícias. É muito mais gostoso um filme que te dá pistas (e abertura) para que você possa chegar na sua própria interpretação. Vale considerar que há diversos objetivos em um filme, e um deles pode ser entender o que você sente ao processar aquelas imagens. Ou seja, no mínimo, são maneiras diferentes de se fazer filme; nem melhor, nem pior, como alguns costumam julgar ao não entender a história. Se inspirou e quer ver saber mais sobre o filme? Vai em elenafilme.com.br


M O D A

<3 VINTAGE O editOrial de mOda de junhO tá uma cOisa de lindO: casais rOck n’rOll que amam a mOda vintage fOtOgrafaram cheiOs de amOr e charme na expOsiçãO The elvis experience, que tá rOlandO nO Barra shOpping e mOstra tudO sOBre a vida dO rei dO rOck.

KZUKA | junho 2013

texto débora tessler, especial arte cariNa KerN

O casal de designers Guilherme Gagliardi e Karla Ribas passou por várias transições – inclusive da profissão dela, que deixou a área de design gráfico para abrir uma empresa de doces. Karla nunca teve medo de mudanças: quando conheceu Guilherme, tinha outro namorado e não pensou duas vezes em deixar tudo para trás. “Um dia vi Guilherme na faculdade e na hora decidi ficar com ele.” Passou um tempo stalkeando até que começaram a conversar pela internet. Ele lembra que o encontro ao vivo aconteceu logo, assim como o amor: “tomamos um vinho e estamos juntos há cinco anos”. O encanto de Karla se deve ao estilo de Guilherme: “tênis All Star verdes, paletó e suíças.” Ela levou para a vida a dois todos os rocks portoalegrenses de que gostava, ele mostrou a banda Matanza: “Virou nossa trilha menos romântica que há”, brinca o designer. Camaleônicos como Elvis Presley, os dois fazem questão apenas de manter uma característica imutável: a essência tranquila, que só é deixada de lado na hora de ouvir um som pra lá de agitado.


despedida, pedi que ele deixasse comigo algum objeto pessoal que o obrigasse a me encontrar no dia seguinte. Funcionou!”, conta ela. Aos poucos, o casal descobriu que dividia também o amor pela música. Tiveram várias fases, de Magic Numbers a Beatles, passando por Wilco e Stray Cats – cujo estilo rockabilly é herança de Elvis. A trilha do casal tem romance e galanteio dos anos 50, mas foi em Black Sabbath que os dois se acharam de vez: ele metaleiro assumido, ela disfarçada, agora aguardam ansiosos para curtir juntos o show de Ozzy Ousborne e companhia em Porto Alegre, em outubro. Vão comemorar mais um dia dos namorados embalado a muito rock e com estilo de sobra.

KZUKA | junho 2013

Mesmo quando acontece à primeira vista, o amor sabe ser paciente – prova disso é o casal Gabriela Casartelli e Samuel Gambohan. A jornalista e produtora de moda encantou o baterista, fotógrafoe e bancário há alguns anos, quando ele trabalhava em uma livraria e ela procurava livros de arte. “Coloquei os olhos na Gabi e me apaixonei”, conta Samuca. Ao que ela rebate, divertindo-se: “Foi o melhor atendimento da minha vida”. Depois desse primeiro contato, vieram tempos de espera até, finalmente, se reencontrarem. E quando a vida os colocou de volta no mesmo lugar, não se separaram mais por um dia sequer. “Tomamos café, depois um chopp, comemos uma pizza, saímos para dançar e nos beijamos. Na


O D A

KZUKA | junho 2013

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KZUKA | junho 2013

Ficha Técnica: Producao: Debora Tessler Conteúdo & Relacionamento Assistente de produção: Caroline Moura e Raquel Chamis Fotografia: Raul Krebs | estúdio Mutante Beleza: Bianca Duarte Locação: The Elvis Experience


POP UP

DICA

Fotos Mauro Vieira, Agência RBS

DO CAPU

Falae, bandiloco, tudo na boa? Minha dica é pra galera que quer mais um festival cheio de bandas iradas também durante o ano, além do Planeta Atlântida no verão. Bora aloprar comigo no Atlântida Festival? Ter shows de bandas nacionais e ídolos passando pelo Estado sempre é muito irado, mas quando rola um festival com mais de 12 horas de música, também dando destaque pras bandas daqui, aí não existe a mínima possibilidade de perder. Quem foi nas outras edições do Atlântida Festival sabe do que eu to falando. Além disso, vai rolar cobertura do evento no site do Kzuka, te liga.

Vamos à programação, que tá demais. Dia 15 de junho tem Naldo, Marcelo D2, Armandinho, NX Zero, Strike, Fresno, Pollo, Ultramen e Reação em Cadeia, além do meu ídolo Neto Fagundes abrindo os trabalhos com o hino do Rio Grande do Sul, pra lembrar MESMO o Planeta. Por sinal, fizemos uma compilação das principais músicas desses caras lá no kzuka.com.br pra já aquecer a raça. Eu também vou estar aloprando com a galera do Kzuka no Atlântida Festival, então todo mundo tem encontro marcado na maior maratona de shows indoor do Brasil, combinado?

Foto Reprodução Facebook

SUICÍDIO AO CONTRARIO, NOME SINISTRO E SONZEIRA IRADA Uma das bandas gauchas que mais tem chamado a atenção do país todo, com letras densas e instrumental elaborado, é a Tópaz (fica a dica pra procurarem o motivo do nome da banda ser esse). O single novo dos caras, chamado Suicídio Ao Contrario, é inspirado na percepção do instrumentista e letrista Alexandre Nickel, sobre depoimentos de pessoas que tiveram experiências de quase morte e como hoje elas usam isso para viver melhor. Parece meio mórbido, mas ficou um som muito irado. Por sinal, a Tópaz é uma das maiores referencias quando o assunto é arrecadar fã nas web, então te joga na internet, já que no site oficial dos caras, o bandatopaz.com, rola baixar toda a discografia, inclusive o álbum Onze Nós, que é o mais recente e tem essa obra. Ah, o clipe já está bombando por lá também.


SOUND KZUKA Fotos Reprodução Youtube

por CAPU

Tem artistas que transformam em ouro tudo em que tocam. Vários deles, como Akon, Bruno Mars e PitBull, ficaram conhecidos primeiro pelas suas participações e somente depois pelas músicas próprias, e agora a Nicki Minaj é a bola da vez. Tudo que ela faz, bomba. Já que muita gente ajudou o inicio da Minaj, agora é a vez do troco. A cantora Ciara é irada, bomba uma coisa ali, some um pouco, quase explode com outro som, mas ainda não conseguiu se firmar 100% no mercado, então lá vai a Nicki Minaj dar um empurrãozinho no som novo da mina. A parceria das duas no single I´m Out, aconselha garotas que tomaram um pé na bunda a parar de sofrer e cair na pista. Nada mais justo.

Reproducao facebook.comDavidGuetta

DROPS

O bom da música eletrônica é que sempre rolam várias versões e colaborações na mesma faixa, já que tudo vira remix. Skrillex, o queridinho do DubStep, já havia feito isso quando disponibilizou a base de um som com um dos filhos do rei Bob Marley, Damian Marley, pra galera fazer as suas montagens e agora, seguindo nesse embalo, foi a vez do David Guetta. Na edição passada da Kzuka, falamos pra galera aproveitar que tinha coisa nova do DJ na rede, a parceria do francês com Ney-Yo e Akon, e agora foi lançado no iTunes uma compilação de várias versões dessa música, remixadas por vários outros DJs. Vale muito a pena curtir o que produtores como Maurizo Gubellini e R3hab pensaram pra esse som.

Fotos Reprodução Youtube

A força da internet é bizarra pra alavancar bandas novas. Seja lá nos tempos de Napster – quando começaram a bombar os N’Sync e Backstreet Boys da vida – ou agora, com novas boybands como a carioca P9, o que vira sucesso passa inevitavelmente pela web antes. A galera que ouvia a P9 no rádio e confundia com The Wanted, por exemplo, não faz ideia de como os caras são grandes na rede. A banda não tem esse nome à toa. Eles são frequentadores do Posto 9, no Rio de Janeiro, e têm aquela cara de surfistinhas de seriado, mas mandam uma sonzeira irada, são bons instrumentistas e, não por acaso, são confundidos com artistas gringos, até porque cantam músicas em inglês.

Irado é quando alguém mostra que as idéias simples e geniais não dependem da idade. Hoje, tudo tem que ser compartilhado e o João Pedro Carvalho Motta, de 17 anos, deixou a família no interior de Minas Gerais para trabalhar em São Paulo criando aplicativos para smartphones. Entre eles, está o Plaay, que chegou ao top 15 da App Store brasileira exatamente com a idéia de facilitar a descoberta de sons novos e saber o que anda bombando na tua rede de amigos. Basicamente, o Plaay começou como um site para escutar música, mas isso, vários fazem. Então, o que fez o cara conseguir mais de 50 mil usuários em tempo recorde é a idéia de facilitar a criação de playlists por um app, podendo compartilhar todas elas entre os teus amigos do Facebook e ouvir na hora a deles também, já que elas são linkadas com os clipes dos sons no YouTube. Aproveita que o App é free e bora pra mais uma rede social musical.

KZUKA | junho 2013

Fotos Reprodução Youtube

Eles lançaram o clipe do single My Favorite Girl, aquela que foi trilha da novela Salve Jorge, onde mostram os bastidores da banda e, finalmente, relevaram as carinhas de cada um no vídeo. Confere lá no YouTube.


by

Página do homem Homens, atenção! @O_Bairrista e @e001 completaram no final de maio um ano de A Voz do RS, programa em que recebem grandes celebridades deste país

(o Rio Grande do Sul) no estúdio da Rádio Gaúcha e também em eventos especiais. A comemoração foi em grande estilo, ao vivo do Palácio Piratini. É mole?

O que Ouvir Divulgação The Strypes

NOvO PlaystatiON

Reprodução

O fim de 2013 tem tudo para ser o apocalipse Maia dos relacionamentos. Milhares de homens ao redor do mundo irão trocar o cinema, o jantar e a visita à casa dos sogros por horas e horas na frente da TV. Não, a TV não vai melhorar, mas com a ajuda de uma caixinha mágica, ela se tornará o objeto de desejo de adolescentes espinhentos a homens barbados. Sim, o Playstation 4 está chegando na COHAB pra curtir a galera. Para a tristeza de muitas namoradas, esposas, amantes, pegadas e afins, a Sony anunciou que, até o fim de 2013, teremos o Playstation4. Pelo que foi divulgado, será o primeiro console integrado com as famosas e incríveis mídias sociais. É uma nova revolução: gráficos realistas e uma inteligência artificial aprimorada para fazer qualquer marmanjo esquecer problemas e namoradas. Mas não esqueça completamente, tá? Mulher também é bom.

a vOz dO rs

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Reprodução Instagram

Reprodução Netflix

O que assistir

Esses guris irlandeses de quinze anos já podem colocar no curriculo que, antes de completarem dezoito, a banda que eles criaram veio como um sopro na música feita por gente jovem. Diferente dos astros Bieber e Cyrus, The Strypes é um grupo que bebe diretamente da fonte do rock’n roll feito nos anos 60 e 70, tanto musicalmente quanto visualmente. Ao ver o menino Ross Farrelly cantar é impossível não imaginar uma mistura de John Lennon e Liam Gallagher. Apesar do repertório escasso e composto basicamente de covers, a banda dos guris dá uma roupagem crua e visceral para as músicas. Tanta originalidade soa como música própria. Procurem no YouTube e no Soundcloud por The Strypes e aproveitem.

Para os usuários do Netflix, o empreendedorismo da parada traz uma baita novidade. A quarta temporada de Arrested Development inteira e exclusiva para os assinantes. Todos os episódios são jogados de uma vez só (tal qual a nossa dica anterior, House of Cards) e ficam à disposição do público no serviço. Essa é mais uma série que o Netflix banca com recursos próprios e traz como conteúdo exclusivo. A ideia inovadora já despertou a atenção de grandes companhias, que estão prestes a investir pesado nesse tipo de produção. Especula-se que Warner e Fox lancem seus próprios canais com conteúdo próprio e exclusivo. Arrested Development é uma série de humor que conta a história da família Bluth. Falido e desfuncional, o clã perde o patriarca para a cadeia e vê um dos seus filhos, Michael – interpretado por Jason Bateman – assumindo o posto do pai nas empresas do Grupo Bluth. A série teve três temporadas, sendo a última em 2006, e agora retorna para encerrar seu ciclo. Fãs de humor mais non sense, irão gostar. Haters, gonna hate.

Um programa que já recebeu Tarso Genro, Olívio Dutra, Celso Roth e outras diversas celebridades desse universo incrível, que é o Rio Grande do Sul, acaba de completar um ano de vida. Se tu ainda não ouviu A Voz do Rio Grande, tá perdendo tempo, tchê! Corre pro site www.radiogaucha.com.br ou baixa o aplicativo da Gaúcha no teu smartphone e confere os programas hilários – e informativos – que fizeram esse ano 01 de Voz. Para acompanhar o programa ao vivo, gruta o ouvido no site ou no aplicativo às 19h das segundas, quartas e sextas. É legal fazer isso com o celular na mão, pra participar via Twitter (@o_bairrista ou @e001).


S D O CO S A I L I G N ÁT FA

Informe comercial

MARACANAÇO No primeiro Mundial disputado por aqui, em 1950, aconteceu a maior derrota do futebol brasileiro

Os ingleses, inventores do esporte, participavam pela primeira vez e protagonizaram um dos jogos mais memoráveis da história das Copas, contra os Estados Unidos no estádio Independência, em Belo Horizonte. Apesar de jogar muito melhor e dominar o adversário praticamente o tempo todo, a Inglaterra não conseguiu marcar e acabou perdendo por 1 x 0. A vitória norte-americana foi tão surpreendente que, ao receber a informação, um jornal inglês achou que se tratava de um erro do telégrafo e noticiou uma vitória de seu país por 10 a 1. Muita gente não sabe, mas a Copa de 1950 não teve uma final. Pelo menos na teoria. O campeão foi decidido em um quadrangular de jogos entre as seleções da Espanha, Suécia, Uruguai e Brasil. Mesmo assim, coube aos sul-americanos a tarefa de fazer justamente a última partida, que acabou decidindo o torneio. Precisando de apenas um empate, a seleção brasileira abriu o placar com gol de Friaça aos dois minutos do segundo tempo. Mas o Uruguai conseguiu a virada com

gols de Juan Schiaffino e Alcides Ghiggia. Duzentas mil vozes se calaram e, o que ficou conhecido como “silêncio ensurdecedor”, foi ouvido no Maracanã, enquanto os oriundos do pequeno país vizinho comemoravam no Brasil o seu segundo título mundial. Essa foi a última partida da nossa seleção com a camiseta branca e calções azuis. Após essa derrota, foi feito um concurso para escolha do novo uniforme. Foi então que surgiu a camiseta amarela, sugestão do jornalista gaúcho Aldyr Garcia Schlee, ironicamente um torcedor da seleção uruguaia e do Brasil – de Pelotas. Fatos, lendas e curiosidades: * A Índia teria desistido de participar da Copa no Brasil após saber que seus atletas não poderiam jogar de pés descalços. Algumas fontes dizem que isso é lenda, mas nesse caso a lenda é mais interessante do que a história verdadeira – seja ela qual for. * Em 1930, no primeiro Mundial, o placar dos jogos semifinais foi elástico e idêntico: 6 x 1. A Argentina bateu os EUA e o Uruguai derrotou a Iugoslávia pelo mesmo placar. * Apenas uma vez na história das Copas as duas seleções finalistas tinham goleiros que eram também os capitães de seus times: o italiano Giampiero Combi, campeão, e o tcheco František Plánika, vice da edição de 1934.

1950 Campeão: Uruguai Vice-campeão: Brasil Terceiro: Suécia Quarto: Espanha

Foto: www.sxc.hu Patrocínio:

Realização:

KZUKA | junho 2013

Apenas 13 seleções vieram para disputar nosso primeiro Mundial, pois muitos países, principalmente do leste europeu, desistiram da competição. Alguns alegavam que a distância, não apenas para chegarem ao Brasil mas também entre as cidades-sede do evento, era grande demais. A França, por exemplo, não veio em protesto contra o planejamento que previa uma viagem de mais de 3 mil quilômetros entre as suas partidas.


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Ernesto Benavides - AFP

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Neymar, além de ser um baita jogador de futebol (Não vamos chamá-lo de craque. pois tem geNte que diz que ele precisa provar mais um pouco), é uma celebridade. causa histeria por oNde

KZUKA | junho 2013

texto mariNa cicoNet

arte cariNa KerN

passa. Namora uma atriz global – e já pegou algumas famosas por aí. é estiloso, garoto-propagaNda de graNdes marcas do brasil, bem assessorado e bem relacioNado. Neymar, que é compa-

rado a pelé (será?), foi veNdido pro graNde barceloNa e com certeza é a maior estrela da copa das coNfederações, que será disputada este mês. ElE é o cara.


ache que ele ainda tem muito o que aprender (principalmente com o futebol europeu, que é diferente do brasileiro), amadurecer, viver, jogar. É aquela velha história de precisar provar que é o tal o tempo todo, coisa que acontece com quem tem fama, qualidade e dinheiro. – Chegou a hora de virar homem. Esse é o pensamento que tem que estar agora na cabeça de Neymar. Tá mais do que na hora de ele aprender ao lado do maior do mundo, Lionel Messi, que cabelo é menos importante. Que dancinhas são alegorias desnecessárias. Que enfrentar maiores desafios são alimentos para querer ter mais e ser o maior. Passa por Neymar Jr., maior representante do atual futebol individualista tupiniquim, o renascimento da Era que o craque só funciona e resolve se o coletivo impera. – diz Luciano Potter, comunicador da Atlântida e apresentador da RBSTV, que já cobriu Copa do Mundo pela RBS. A Copa das Confederações é a última oportunidade de o jogador brilhar no Brasil este ano. A seleção é vista com inúmeras incertezas devido a suas últimas atuações, mas o brilho e a qualidade de Neymar podem ajudar o Brasil a ser tetra campeão jogando em casa. – Numa Seleção sem brilho, em plena entressafra, um talento como o do Neymar é uma bênção. Só que as pessoas esquecem que ele tem só 21

anos. É um guri. Não tem como estar pronto. O peso de um país inteiro está nas costas deles. É injusto. O legal desta ida para o Barça é que lá existe um projeto de futebol que privilegiará o seu crescimento enquanto jogador, sem risco de xiliques de vaidade feito os do Cristiano Ronaldo, no Real Madrid. Messi e Iniesta não terão cíumes de Neymar, e vice-versa. Receberemos um craque mais evoluído em 2014. Quanto à Copa das Confederações, se o time jogar bem, tipo assim nota 7, mesmo que perca, já me darei por satisfeito. Aliás, ainda nem temos time. Enfim: a meta é o Mundial – diz Diogo Olivier, colunista de futebol da Zero Hora. Além de ser um craque da bola, ele também é um craque dos negócios. Apesar de gastar bastante (com imóveis, carros e até iates), Neymar ganha muito bem fora dos campos. Ele é patrocinado por sete grandes empresas. Todas elas têm a cara de Neymar estampada em anúncios publicitários (em uma das propagandas o jogador aparece até de cueca). Mas o jogador, bem assessorado pelo pai, que cuida da sua fortuna (extimada em R$ 30 milhões), não é bobo nem nada. A NR Sports, empresa familiar criada em 2006, cuida dos bens e da vida do craque. Ele também é sócio de empresas como a Palpiteros.com, um misto de bolão de futebol online com rede social e game, da qual participa de algumas ações.

Após o anúncio da transferência pro Barcelona, famosos mandaram recados para Neymar via redes sociais. – Que Deus continue trilhando seus caminhos... último jogo hoje pelo Santos, mas vamos continuar acompanhando e torcendo por você onde estiver #toiss #sómeninobom – Gabriel, jogador do Inter (@gabrielgubela) – Valeu, Neymar... mas você combina pacas com a camisa do Mengão, hein? – Carolina Dieckmann, atriz (@loracarola) – Muito Obrigado por tudo que você fez pelo futebol brasileiro! Agora vai mostrar pra o mundo o que você sabe fazer, que é dar show! Sentiremos saudades, volta logo muleke – Joshua Arantes do Nascimento, filho do Pelé (@josharantes)

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Quem não torce por neymar? Reprodução Instagram

O

jogador, apesar de seu espírito festeiro, tem base. Quando estourou no mundo da bola, ainda em 2009, poderia ter se mandado pra a Europa pra brilhar no primeiro mundo, quando as propostas pintaram no ano seguinte. Bem aconselhado pelo pai (que também se chama Neymar), seu fiel escudeiro, e pelo clube, preferiu ficar no Brasil e fazer história por aqui. Deu certo: em cinco anos jogando profissionalmente no clube paulista, Neymar ganhou seis títulos. Bom para ele e bom para o Santos, que lucrou milhões em publicidade, bilheteria e contratos de televisão. O espírito de ousadia e alegria do jogador – que é como um irmão do cantor Thiaguinho, com quem até já cantou – nunca o atrapalhou nos gramados. Neymar é um ídolo brasileiro, já foi capa de revistas mundialmente famosas (como Time e Vogue) e é amigo de vários famosos, como Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Michel Teló e Ronaldo. Toda sua simpatia também rendeu uma ponta na novela Amor à Vida, da Rede Globo. Sem contar o namoro com a atriz Bruna Marquezine, que brilhou na novela Salve Jorge e, claro, aumentou muito o cachê depois de começar a namorar o astro. Ser Neymar custa caro e tudo o que ele faz (usa, come, fala e com quem se relaciona) rende comentários e sucesso. Mas como qualquer pessoa, Neymar não é unanimidade. Tem que


no instaGram... @njunior11

Fotos Reprodução Instagram

como qualquer cara da sua idade, neymar é viciado em instaGram. todo dia ele posta alGuma coisa do seu dia a dia: nos treinamentos, viaGens, balada, com os amiGos, família, filho... dá uma olhada em alGuns cliques do joGador

Ganhando beijo de bruna marquezine na festa de aniversário do cantor thiaGuinho

neymar com o seu visual com o pai, que é quem cuida da sua imaGem, vida e finanças

mais recente (ele já teve todos os cabelos possíveis)

batendo uma aGitando com os amiGos

bola com o filho

durante o carnaval

ele já virou quadrinhos do maurício de souza

com alexandre pires

dando uma de cantor ao lado de thiaGuinho

clássica foto no carro


l e it U r A texto GUstAVo B.RoCK arte CARinA KERn Mais do que um prazer ou uma obrigação, a leitura também é um hábito. Em muitos casos essa ligação com os livros ocorre ainda na infância, por influência dos pais e familiares, os primeiros professores. – A família incentivou bastante, ler foi sempre importante. Cresci cercada por livros e minha mãe lia pra mim quando eu era pequena – diz Letícia Zalewski, 18 anos, que pretende cursar Psicologia. A garota entende que a leitura obrigatória para o vestibular é importante para melhorar sua cultura geral, apesar de muitas vezes ocupar o espaço de livros que ela gostaria mais. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, a figura materna é, ao lado dos professores, quem mais influenciou no hábito dos brasileiros considerados leitores. O mesmo estudo diz ainda que 88% dos entrevistados consideram que ganhar livros foi um fato relevante em suas vidas e que pesou no seu gosto pela leitura. Pode ser difícil começar a criar esse hábito e mantê-lo durante a vida, pois cada vez mais existe uma concorrência de atividades paralelas que acabam dividindo a atenção e o tempo dos leitores. – Muitas vezes eu preferia estar jogando videogame, dormindo ou vendo TV. Mas, provavelmente, se não estivesse lendo um livro, eu estaria lendo jornal. Quando vou dormir sem ler parece que falta alguma coisa – explica o estudante Felipe Braga, 18 anos, que não gosta de ler, mas o faz por obrigação. A escritora Annie Muller, que escreve sobre e para adolescentes, sabe que é necessário certo esforço do leitor para que o hábito surja e se mantenha, mas também acredita na paixão pelas boas histórias. – Eu tenho uma teoria que é a da primeira magia: o primeiro livro que te emocionar, e você sentir o poder que ele tem, é sinal de que essa relação vai continuar – diz ela. E, como em qualquer relacionamento, é necessário manter contato sempre que for possível, ou o distanciamento pode fazer com que essa paixão esfrie, e o hábito da leitura seja substituído e não volte mais.

AdAptAção Aos novos tempos O acesso à internet faz com que o público tenha diversas possibilidades de lazer. Contudo, essa rivalidade entre o livro e outras atividades não impede que o mercado editorial brasileiro registre aumento de títulos publicados, mesmo que em tiragens menores, segundo pesquisa da Fipe/USP feita em 2011. Os equipamentos leitores de livros eletrônicos (e-books) engatinham por aqui, e as editoras ainda faturam mais com a impressão e venda em livrarias. É um mercado que ainda está se expandindo, e que, segundo Annie Muller, irá dominar a geração que hoje não tem mais de 10 ou 12 anos.

KZUKA | junho 2013

Pesquisa feita na Inglaterra comprova essa projeção. Por lá, já se verifica uma mudança nos hábitos de leitura da gurizada, que prefere a tela digital ao livro impresso. Um estudo feito pela National Literary Trust e divulgado pela BBC mostra que mais da metade (52%) dos jovens entre 8 e 16 anos preferem ler em telas, e apenas 32% gostam do livro em papel. O restante não tem preferência ou o hábito de ler. Inaiara Vargas, 17 anos, nunca experimentou ler livros em plataforma digital, mas tem curiosidade. A estudante gosta de anotar palavras e destacar trechos, mas cita a praticidade e a possibilidade de reduzir o peso da mochila quando cursar a faculdade de Direito. Já seu colega no cursinho Lucas Bervian, 19 anos, que pretende estudar Medicina, entende a praticidade dos e-books, mas afirma ter encontrado dificuldades de se acostumar com outros meios. – Tentei ler livros eletrônicos, mas depois de certo tempo, senti cansaço e dores de cabeça. Tentei também com audiolivros mas não me adaptei, me distraio com qualquer coisa que passe na minha frente e não deu certo – explica ele.


ESPECIAL VESTIBULAR

Editorial

VESTIBULAR DE INVERNO: TÁ NA HORA Vestibular de inverno chegando e, como sempre, o Kzuka e o Universitário prepararam um caderno especial de vestibular para te acompanhar na véspera e durante as provas. Nesta edição, tu encontrarás informações sobre os principais concursos vestibulares de inverno, uma matéria com dicas sobre assuntos atuais que podem aparecer na tua prova e outra sobre profissões. Também estão muito legais a entrevista e a reportagem sobre músicas para estudar e outra, com toques sobre como aproveitar o tempo de estudo com maior eficiência e produtividade. Enfim, um caderno para levar debaixo do braço nessa reta final de preparação para o vestibular. Durante as provas, tu podes acompanhar toda a cobertura dos vestibulares pelo site do Universitário: www.universitario.com.br. E, por último, mas não menos importante, as recomendações de sempre: procurar te alimentar adequadamente na véspera da prova, levar os documentos e chegar ao local do exame uma hora antes do início da prova. Boa sorte e boa prova.


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texto GUSTAVO B. ROCK fotos DAVID REIS, ESPECIAL

arte DEBORA ZILZ

AUmEnTA A CADA AnO O númERO DE OPçõES DE CURSOS DISPOníVEIS Em UnIVERSIDADES. AInDA ASSIm, ChAmA A ATEnçãO A PROCURA POR CURSOS TRADICIOnAIS. SE AnALISARmOS AS úLTImAS DéCADAS, COm PEqUEnAS VARIAçõES, AS PROfISSõES qUE fIGURARAm EnTRE AS mAIS PROCURADAS PELOS jOVEnS nOS VESTIBULARES SãO mAIS OU mEnOS AS mESmAS, mAS Só nO nOmE

Conversamos com profissionais de três áreas que seguem muito procuradas para verificar o que mudounos últimos anos: a sociedade, os objetivos dos estudantes – que hoje têm mais possibilidades de seguir diferentes carreiras dentro de uma determinada profissão – e o próprio exercício do trabalho que escolheram, muito mais pautado pela tecnologia do que antigamente. o médico e o robô No Brasil dos anos 90, ainda eram poucos os hospitais que possuíam aparelhos de ressonância magnética, e as pessoas podiam até fumar nos corredores. Só por essas colocações dá pra perceber que a mudança dentro do setor foi bem radical em um curto espaço de tempo. – De uma maneira geral, a ciência médica avançou muito nos últimos 20 anos, particularmente no que diz respeito à tecnologia de diagnósticos, que hoje são muito mais precisos, graças a métodos modernos como, por exemplo, a tomografia computadorizada de alta definição – explica o Dr. Antonio Carlos Weston, diretor científico da AMRIGS. A tecnologia não está presente apenas nas novas máquinas disponíveis, mas também ajuda bastante a dar mais qualidade de vida ao paciente, com medicamentos mais eficazes e melhores métodos de tratamento. Hoje, os hospitais buscam estar de acordo com as normas de Acreditação Hospitalar, que é um certificado similar ao ISO, mas voltado para a área da saúde. São regras sobre como receber, encaminhar e tratar o

paciente, informando tudo o que está acontecendo com ele. – O que não mudou no exercício da profissão nesses anos, e talvez por isso ela ainda exerça um facínio, principalmente nos jovens, é que, mesmo com toda essa evolução, a medicina tem sua base no contato humano, e provavelmente nunca vá ser criada uma máquina que substitua o médico – conclui o doutor. certezas que se modificam Psicologia é uma profissão relativamente nova – completa 51 anos de regulamentação no Brasil em agosto. Talvez por isso, ainda traga estigmas remanescentes de outras épocas, como pensar que quem faz análise é um pouco pirado e que os psicólogos estão sempre te analisando – mesmo que você não seja um paciente e estejam apenas conversando em uma mesa de bar. – São várias as lendas urbanas. Tem gente que ainda entra no curso de psicologia pensando em resolver seus problemas. É um engano achar que fazer isso é o mesmo que fazer um tratamento – diz Luciana Menezes de Azevedo, diretora da Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul (SPRGS). Alguns transtornos tratados pela psicologia estão em constante modificação, e isso é acompanhado através de mudanças nas tabelas e manuais que a profissão utiliza junto à psiquiatria e à medicina em geral. Cientificamente, o que era diagnosticado como doença ou transtorno há alguns anos, hoje já é tratado de forma diferente até mesmo pela sociedade, como é o caso da homossexuali-

dade, do autismo e da síndrome de Down. – Sobre o autismo, são muitos os níveis e estágios desse transtorno que antes eram chamados por diversos nomes e tinham tratamentos diferentes, e agora recebem o mesmo diagnóstico – explica Luciana, que atribui à divulgação na mídia o motivo pelo qual as pessoas hoje em dia tem um conhecimento e uma aceitação maior sobre o assunto. as muitas vias da informação Nos anos 90, eram basicamente três as opções de carreira jornalística: rádio, televisão ou impresso (jornais e revistas). Hoje, essas áreas se expandiram e não existem mais como antigamente. A forma como as notícias são distribuídas é diferente. – Isso é mais desafiador. Talvez hoje tenhamos 300 possibilidades, ou três mil. Não sei quantas. Então o desafio é estar sempre atento a isso – diz Fábian Chelkanoff, coordenador do curso de Jornalismo da PUCRS. O smartphone, o tablet e outras possibilidades de informação e interatividade estão tomando conta, e muito mais pessoas produzem e divulgam conteúdo. – Quando surge uma notícia mais aguda, todo mundo busca a certeza de alguém que é confiável para confirmar a informação – garante Fábian. Seja qual for o curso que você escolher, manter-se atualizado parece mesmo ser a resposta unânime para se dar bem em todos eles. Pensou que já ia estudar menos, né?


B Á S IC O SE VOCÊ NÃO ESTÁ LIGADO NO QUE ESTÁ ROLANDO PELO MUNDO (NÃO ACOMPANHA JORNAIS E PROGRAMAS DE NOTÍCIAS DE RÁDIO E TELEVISÃO), TEM UM PROBLEMA PARA O VESTIBULAR. ASSUNTOS ATUAIS COSTUMAM CAIR NA PROVA E PEGAM MUITA GENTE DE SURPRESA. O PROFESSOR DO UNIVERSITÁRIO, LUCIANO TEIXEIRA, EXPLICA OS PRINCIPAIS ASSUNTOS QUE PODEM VIR A CAIR NA PROVA.

A partir de 2009, o novo presidente dos EUA, Barack Obama, define a ação no Afeganistão como prioritária na luta contra o terrorismo. Obama autoriza o envio de mais 33 mil soldados para o Afeganistão. Com isso, as tropas da Isaf somam 140 mil soldados em 2010, dos quais mais de 100 mil são norte-americanos. Acordo selado em novembro de 2010 define a retirada da Otan do país até 2014. Uma força especial dos EUA mata Bin Laden, em maio de 2011, na cidade de Abbottabad, no Paquistão. Obama anuncia, em junho, o início da retirada militar norte-americana. Diante do cerco militar no sul, o Taliban deflagra uma campanha de ataques de grande repercussão. Em setembro, um atentado suicida mata o expresidente Burhanuddin Rabbani, que mantinha conversações de paz com

A presidenta Argentina realiza há dois anos uma forte campanha para retomar as Malvinas. Recentemente, solicitou o apoio de recém-escolhido Papa, o Argentino Mario Bergoglio “Francisco”, para endossar o movimento frente a ONU. Mesmo assim, o governo britânico prometeu a proteção do direito de autodeterminação dos habitantes das Ilhas Malvinas, território reivindicado pela Argentina, em um discurso solene lido pela rainha Elizabeth II. GUERRA DAS MALVINAS: Em abril de 1982, a Argentina invade as ilhas e dá início à Guerra das Malvinas. Derrotada, rende-se em 14 de junho. Em 1985, as Malvinas se separam das Ilhas Geórgia

a ala moderada do Taliban. Karzai responsabiliza a rede Haqqani pela morte de Rabbani e pelo ataque à embaixada norte-americana, ocorrido no mesmo mês. Com os EUA, Karzai acusa o serviço de inteligência paquistanês de apoiar a rede Haqqani, o que abre uma crise com o governo vizinho. De acordo com a ONU, 2011 foi o ano mais letal da guerra, com a morte de 3.021 civis. No início de 2012, vários incidentes que envolvem as tropas norte-americanas recebem amplo repúdio no Afeganistão. Em janeiro, é divulgado um vídeo no qual soldados dos EUA aparecem urinando sobre três corpos afeganes. No mês seguinte, militares dos EUA da base de Bagram mandam incinerar, aparentemente por engano, cópias do Alcorão.

do Sul e Sandwich do Sul. O Reino Unido e a Argentina reatam relações diplomáticas em 1990. Em 2009, o Reino Unido começa a busca e retirada das minas da guerra. Em 2011, calcula-se que haja 15 mil minas para serem retiradas. SOBERANIA: Em janeiro de 2009, entra em vigor a nova Constituição que concede maior autonomia às ilhas. Em abril, a Argentina reivindica na ONU a soberania sobre o espaço marinho em torno das Malvinas após decisão britânica de prospectar petróleo na área. Em junho de 2012, a ONU aprova resolução pedindo diálogo entre britânicos e argentinos. Em setembro, o governo das Malvinas agenda para março de 2013 um referendo sobre a soberania das ilhas.


Recentemente as duas coreias elevaram ao nível máximo de tensão na península, com atos amadores do jovem chefe de estado King Jong Um, que tem a necessidade de provar a sua liderança frente ao exército e à população carente de recursos. Mas a verdade é que a tensão entre o dois países é antiga. A Guerra da Coreia teve início no dia 25 de junho de 1950, quando tropas militares norte-coreanas, sob o pretexto de violação do paralelo 38° por parte da Coreia do Sul, invadiram o território vizinho. Na realidade, o verdadeiro intuito era unificar o país e estabelecer o socialismo como sistema político. Tropas estadunidenses foram enviadas para auxiliarem a Coreia do Sul no confronto, no qual os chineses deram apoio militar à Coreia do Norte. Somente em 27 de julho de 1953, através da assinatura do Armistício de Panmunjom, a paz foi estabelecida e o acordo manteve a fronteira criada em 1948. No entanto, o conflito continua sem solução definitiva e ainda provoca tensões entre os dois países, principalmente após o desenvolvimento de armas nucleares na Coreia do Norte. Vale ressaltar que os dois países apresentam grandes diferenças socioeconômicas. Atualmente, a Coreia do Norte necessita de auxilio humanitário de outros países, o setor industrial está em declínio e a agricultura é a principal atividade econômica desenvolvida no país. A Coreia do Sul, por sua vez, apresenta grande desenvolvimento econômico, fruto da política democrática estabelecida no fim da década de 1980, investindo no sistema educacional, promovendo a industrialização e integrando-se ao quadro dos países chamados de Tigres Asiáticos.

Em dezembro de 2010, um jovem tunisiano ateou fogo ao próprio corpo como manifestação contra as condições de vida no país. O ato desesperado, que culminou na sua morte, seria o marco inicial do que viria a ser chamado mais tarde de Primavera Árabe (levante árabe/revoluções árabes). Protestos se espalharam pela Tunísia, levando o presidente Zine el-Abdine Ben Ali a fugir para a Arábia Saudita apenas dez dias depois. Ben Ali estava no poder há 23 anos. Inspirados no sucesso dos protestos na Tunísia, os egípcios foram às ruas. A saída do presidente Hosni Mubarak, que estava no poder havia 30 anos, demoraria um pouco mais. Enfraquecido, ele renunciou dezoito dias depois do início das manifestações populares, concentradas na praça Tahrir (ou praça da Libertação, em árabe), no Cairo, a capital do Egito. Mais tarde, Mubarak seria internado e, mesmo em uma cama hospitalar, seria levado a julgamento. A Tunísia e o Egito foram às urnas já no primeiro ano da Primavera Árabe. Nos dois países, partidos islâmicos saíram na frente. A Tunísia elegeu, em eleições muito disputadas, Ennahda. No Egito, a Irmandade Muçulmana despontou como favorito nas apurações iniciais do pleito parlamentar. A Líbia demorou bem mais até derrubar o coronel Muamar Kadafi, o ditador que estava há mais tempo no poder na região: 42 anos, desde 1969. O país se envolveu em uma violenta guerra civil. O último ditador a cair foi Ali Abdullah Saleh, presidente do Iêmen. Meses depois de ficar gravemente ferido em um atentado contra a mesquita do palácio presidencial em Sanaa, Saleh assinou um acordo para deixar o poder.


c é r e b r o Para o neurologista, leandro Teles, o estilo da música é crucial para que os efeitos sejam benéficos para a concentração. É essencial que a música seja de qualidade e tran-

concentrar-se nos estudos está difícil? que tal ouvir uma musiquinha pra relaxar e absorver melhor o conteúdo? sim, é possível! texto PAUlA MinOzzO foto lUCKY BUSinESS, ShUTTERSTOCK arte DEBORA zilz

com TV ou músicas que você ouve no rádio ou nas festas pode ser mais cansativo.

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– O ideal é que seja uma musica apropriada, com volume adequado e não qualquer estilo. Se for uma

ntes de começar a estudar, há algumas coisas que você pode fazer para melhorar sua concentração. Mas o quê? Existe um projeto para ajudar você a estudar: o Study Music Project, um canal e site com playlists específicas que ajudam na concentração e nos estudos. A música do Study Music é relaxante, não tem letras e mistura vários gêneros musicais. Algumas misturam sons de água com a melodia doce do piano. Outras têm batidas um pouco mais fortes, que lembram um pouco o hip hop. A música é completamente diferente do estilo que você ouve nas rádios ou no dia a dia, mas promete funcionar.

KZUKA | junho 2013

quila, sem letras, assim o cérebro é poupado do esforço para filtrar as informações adicionais que estão no ambiente ou na música. Estudar

O criador do projeto, o taiwanês Dennis Kuo, 27 anos, estudante de medicina da Wayne State University, em Detroit nos Estados Unidos, é pianista desde os sete. Assim que Kuo se deu conta de que teria muitos anos de faculdade pela frente, decidiu produzir música especial para as horas de estudo. Kuo recorreu a estudos sobre o efeito de música barroca no aprendizado e também sobre o mozart effect – fenômeno identificado por uma série de pesquisas que indica que escutar as músicas do compositor ajuda a executar tarefas mentais. Assim, há três anos fundou o Study Music Project. Ele

mistura diversos ritmos como jazz, lounge, etno, eletrônico e hip hop para criar o gênero study music, como ele chama. – As letras podem distrair, já que seu cérebro precisa interpretar o significado. Quando você está lendo ou estudando enquanto tenta decifrar as letras de uma música, ou cantar, é como se estivesse conversando com duas pessoas ao mesmo tempo. Além dos Estados Unidos, o site recebe acessos do Reino Unido e Canadá. – Às vezes, entro na biblioteca e vejo que alguns estão com meus vídeos tocando no YouTube (risos). Entre elogios e agradecimentos que recebe, Kuo incentiva os ouvintes a deixarem seu feedback sobre as playlists. Seu próximo plano é produzir músicas personalizadas para tipos diferentes de pessoas. Como músico, já está cumprindo sua missão e, como futuro médico, Kuo também quer ajudar as pessoas a se sentirem melhor com música: – Quero pesquisar mais sobre as conexões entre música e dor e se isso pode diminuir a ansiedade dos pacientes que estão prestes a fazer uma cirurgia. Música é minha paixão.

música que a pessoa gosta ou uma música badalada, vai tirar o foco, então é contraindicado. A música feita pra estudar relaxaria um pouco o cérebro, fazendo liberar a dopamina, o sistema de recompensa do cérebro, e a serotonina, que relaxa e diminui a ansiedade, criando o ambiente cerebral propicio ao aprendizado. Assim, você consegue estudar um tempo maior, estudar mais, e fazer um esforço mental menor – explica.

study music project está no youtube (youtube. com/StudymuSicProject) e disponível no itunes


Lifehacks

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que você precisa saber AS lifehAckS São pequenoS truqueS ou hábitoS que você pode AdotAr pArA melhorAr Seu deSempenho. em épocA cAScA groSSA de eStudoS, você vAi Sentir A diferençA com eSSAS dicAS. texto PAuLA MINoZZo

ilustração ALL-free-dowNLoAd.coM

arte deBorA ZILZ

AprendA o Speed reAding

Muito usadas nos EUA, as técnicas de Speed Reading aumentam a nossa velocidade para ler e nossa compreensão sobre o texto que foi lido. Vale usar programas e sites para melhorar a maneira como lemos. Um desses sites é o spreeder. com. Entrando no site e clicando em Click Here To Speed Read, você pode copiar e colar um trecho de texto. Palavra por palavra aparecem num flash na tela. Importante lembrar que, se a técnica não funciona pra você, volte ao tradicional.

intervAloS funcionAm

Um dos maiores erros de quem tem muito a ler e a estudar é não fazer um intervalo depois de horas de estudo. Um intervalo de 5 a 15 minutos depois de cada hora estudada pode fazer a diferença.

fAçA fichAS pArA eStudAr

Copiar todo o conteúdo da matéria ou do livro pode não ajudar. Fazer fichas com palavras-chaves e resumos na suas próprias palavras pode ser uma maneira de fixar melhor o conteúdo. Organize o conteúdo e mande ver nas fichas.

poSturA de poder

Em um vídeo com mais de 5 milhões de visualizações, a psicóloga, pesquisadora e professora de Harvard Amy Cuddy nos ensina um pouco mais sobre linguagem corporal. Nossos gestos influenciam a maneira como outras pessoas nos enxergam, mas nossa postura e algumas poses podem mudar a nossa própria percepção de nós mesmos. Como professora, Amy Cuddy cita exemplos de sala de aula, dizendo que os alunos que participam mais e melhor são os mais “espaçosos”. Ou seja, aqueles que sentam encolhidos, se diminuem, sentem-se menos confiantes e participam menos. Para mudar isso, você pode hackear seu corpo a se sentir mais confiante. Adotando certas power poses, ou posturas de poder, por alguns minutos antes de uma entrevista de emprego ou até mesmo uma prova, você diminui os níveis de cortisol, o hormônio do estresse e aumenta o testosterona, tendo um maior impacto nas chances de sucesso. Legal, hein? O vídeo está disponível no site do TED (www.ted.com).


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Vai lá no site: cienciasemfronteiras.gov.br para se informar sobre os processos seletivos do programa e, quem sabe, descolar uma bolsa para o exterior.

Arquivo Pessoal

podem conseguir – incentiva Adarley. Nos EUA, o garoto vive a vida de universitário, morando no campus como os outros juniors (como são chamados) e dividindo quarto. No último verão norteamericano, ele passou a morar com outros brasileiros, mas os conterrâneos por lá são poucos. Com muito trabalho da universidade para fazer em casa, o guri conta que a rotina é puxada, com pouco tempo para sair com a galera nos finais de semana. Um bom desempenho na universidade americana é algo exigido pelo programa. Atualmente, por causa das férias, o guri conseguiu um estágio de Web Design no Center for Technology in Government na universidade. – Estou impressionado com tudo aqui, por enquanto, não estou mexendo com código, mas realizando uma pesquisa para entregar. Não foi fácil conseguir tudo. Ouvi muito “não” antes de conseguir esse estágio. O que eu percebi é que as empresas queriam cidadãos americanos pra possivelmente continuar na empresa no futuro – opina. Na volta ao Brasil, Adarley vai continuar na faculdade mas pode reaproveitar várias disciplinas cursadas nos EUA. A data da formatura vai ser adiada em alguns meses, mas por um bom motivo: uma baita experiência no exterior.

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KZUKA | junho 2013

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– Meus pais estão gastando até menos comigo aqui do que no Brasil – conta o gaúcho Adarley Grando, 19, por telefone direto da cidade de Albany, capital do estado de Nova York, nos EUA. Para quem o intercâmbio parece ser inviável devido aos custos da passagem, estadia e cursos, fica a dica: Adarley é um dos brasileiros que foi estudar nos Estados Unidos por meio de um programa do governo: o Ciência Sem Fronteiras. Com bolsa integral que cobre os custos da alimentação, moradia e universidade, Adarley vai ficar um ano na gringa estudando Engenharia da Computação, curso que ele começou na Universidade de Brasília há dois anos, onde escolheu estudar por almejar uma federal. Mas, desde janeiro, ele frequenta as aulas na University of Albany. – Além do inglês, o aprendizado aqui é bem diferente. As matérias que cursei até agora foram muito práticas. Eles são muito competitivos e ensinam muito com foco no mercado. No Brasil, a teoria é bem forte, e isso foi um aprendizado a mais – conta. Para chegar até Albany, Adarley passou pelo processo seletivo do programa após saber que um amigo havia passado. Ser um aluno excelente foi essencial para ingressar, mas Adarley conta que os critérios variam dependendo da universidade. A dica é correr atrás das bolsas sem medo. – Nos países de língua inglesa, as vagas para o programa não chegam a ser todas preenchidas, mas poucas pessoas sabem dos recursos, o que o Ciência Sem Fronteiras pede, ou não acreditam que

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KZuKA | junho 2013

eU tenho Um Sonho, qUaL o SeU? texto marina ciconet

arte DeBora ZiLZ

reaLiZar SonhoS: eSSe É o oBJetiVo Do ProJeto Do canaL a cara Da marina, qUe Já começoU concretiZanDo Um DeSeJo Bem coLoriDo De qUem PreciSa e mUito Sonhar é preciso. e a gente faz muito isso na vida. todo mundo já sonhou aprender a andar de bicicleta, ver seu time campeão, passar naquela temida prova, arranjar aquele emprego, ganhar um cachorro, viajar pro exterior, dar o primeiro beijo, conquistar o primeiro amor. e o mais legal de sonhar – independente ele é distante ou bem possível – é poder realizar, não é mesmo? É em cima dessa ideia que surgiu o projeto Eu Tenho um Sonho, Qual o Seu?. em conversas aqui na redação, a repórter marina ciconet introduziu o assunto que foi ganhando cada vez mais seguidores. ela saía por aí perguntando “qual o seu sonho?” pra todo mundo – e o curioso é que quase ninguém sabe responder logo de cara. Pensa rápido se você sabe o seu aí! não, né? Sonhar é coisa séria. mas só vontade não bastava. a gente precisava tirar essa ideia do papel. Foi aí que o Yázigi resolveu abraçar essa causa e hoje está conosco em busca de captar, documentar e realizar sonhos por aí. a partir de agora, ela vai virar a cidade, o estado, o país e, quem sabe, o mundo (surpresas vão acontecer ao longo desse projeto) de cabeça pra baixo atrás dos sonhos mais lindos. tem um sonho? envia pra gente! Sonho bom ninguém sonha sozinho. tudo na vida é mais legal quando compartilhado. Por isso, o primeiro sonho realizado foi a pintura do muro da onG centro de acolhida Paz e mel, no bairro Partenon, em Porto alegre, que atende crianças, adolescentes e famílias sujeitas a vulnerabilidade social. eles dão oficinas de música, esportes e teatro, além de acompanhamento psicológico. no final do ano passado, quando divulgamos esse projeto, a voluntária cibele Farias entrou em contato por email pedindo a pintura. Logo que chegamos na Paz e mel, conseguimos entender o desejo da cibele. o muro não tinha vida e não transmitia o que se fazia ali: formar jovens do bem. arrastamos a nossa equipe e nos juntamos ao celo e ao Jotapê, do núcleo Urbanóide. eles, além de doar o talento, levaram as tintas coral, que também apoiou a ideia. os sprays pro grafite também foram doados pela tintas Spray Katucha. resumo da história: todos unidos por um muro mais colorido e cheio de vida. Você também tem um sonho? mande a sua história para o email eutenhoumsonho@kzuka.com.br com até 1.500 caracteres. a partir daí, a gente vai trocar ideia com você. no canal a cara da marina no kzuka.com.br tem tudo explicadinho. ali, você pode conferir os três primeiros vídeos do projeto. os sonhos escolhidos serão compartilhados nas nossas redes (site, Facebook e instagram). Se você tem interesse em ajudar, fique ligado e nos mande email com o seu contato. a curtição e compartilhamento é sempre bem-vinda. Lembre-se que com isso você pode ajudar o sonho de muita gente. contamos com você!


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SEJA UM NATIVO texto PAULA MINOZZO

foto ANDRESR, SHUTTERSTOCK

KZUKA | junho 2013

Viajar é bom, mas nem sempre é legal que fique escrito “sou turista” na sua testa. Se mesclar com a cor local pode te dar vantagens, e é isso que ensina o blog How Not To Be a Tourist (hntbat.com). As dicas têm uma pitada de acidez, ironizando o comportamento dos estrangeiros em cidades como Londres e Paris. Com a ajuda do HNTBAT e de quem já morou ou mora no Exterior, montamos um guia de como se integrar nos locais rapidamente. Afinal, quem nunca ouviu a história daquele amigo que foi para o Exterior e foi enrolado para pagar mais do que devia? Fora isso, a experiência de vivenciar a cultura dos lugares vai ser inesquecível.

Se for pegar um táxi, indique o endereço da seguinte maneira: “42ª com a 5ª Avenida”. Nunca peça por “5ª Avenida, número 500”. Determinar as esquinas é o mais importante. Acessórios e camisetas I Love NY são alertas: turista na certa. Chame Manhattan de “The city”. Ande muito de metrô. – A região de Williamsburg, no Brooklyn, é legal aos finais de semana e não é nada turístico. Lá tem várias lojas de design e bares legais – diz Luiza Fogaça, 19 anos, que morou em Nova York por quatro meses.

Antes de atravessar a rua, espere o sinal fechar. Fazer o oposto, mesmo que os carros não estejam passando, pode resultar em multa. Os ozzys ou aussies – como são carinhosamente chamados os australianos – sabem bem. Roupas e acessórios com a bandeira da Austrália são coisas de turista, especialmente shorts, cangas ou bandeiras enroladas no corpo. – Não tente pagar o ônibus com dinheiro, a maneira correta é com tickets comprados em lojas de conveniência – alerta Mariana Pacheco, 25, que morou em Sydney por seis meses.

Nunca fique parado do lado esquerdo das escadas rolantes, deixe livre para quem quer subir ou descer correndo. Os londrinos ficam bem irritados quando isso acontece. Carregue sempre um guarda-chuva. Frequente os pubs e os restaurantes no meio da tarde. Pelas 17h, as ruas estão cheias de engravatados (as mina pira!) em happy hour. Não encare as pessoas no trem. Os Londrinos não levam na boa. – É sempre bom cuidar para atravessar a rua. Além do lado ser o oposto do Brasil, os londrinos não param fora da faixa – explica Julia Sá, 19, lá há dois meses.

Almoce no parque! Leve seu lanche e sente na grama, sem frescura. Não se espante com a pouca roupa dos espanhóis na praia. É comum. Ande de bicicleta. Use o Cartão Bicing para isso, todos os nativos de lá têm um. – Quando for agradecer, diga “merci” (como em francês mesmo). Para pedir um favor, se pronuncia “si us plau”. Quem chega aqui e fala assim, vira rei!” – aconselha Ronald Zanardi, 30 anos, que mora há dois na cidade.

Em L.A., não precisa pedir para colocar nome na lista das baladas. Os locais por lá, geralmente, não têm listas. Não fale que vai no jogo dos Lakers, fale que vai ao Lake Show Espere o táxi no lado direito da rua, eles não param do outro lado. O píer ou a beira da praia de Santa Mônica são tomados por turistas. – No fíndi, faça hike (caminhada por trilhas) no Runyon Canyon. Todos os nativos vão, e é bem possível ver atores hollywoodianos por lá – é a dica de Giovana Duval, 27, que mora lá há oito anos.

Falar o tempo todo em português pode pegar mal com alguns argentinos. Treine o espanhol. Pague o ônibus com moedas. Fuja um pouco da Calle Florida, é por lá onde ficam todos os turistas. Casas de tango, como a conhecida Señor Tango, são famosas por atrair turistas. Opte pelos locais mais tradicionais. – Tirar foto com a Mafalda é muito coisa de turista – diz Brenno Marques Lucas, 19, que mora em Buenos Aires há um ano, mas já é tão local que virou bailarino de tango.


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a Nova fasE dos gamEs Não tEm chEfão texto gustavo b.rock

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este mês será lançado um videogame que promete causar uma grande revolução. o ouya tem o tamanho de um cubo mágico, foi financiado por fãs e deve custar apenas us$ 99 nos estados unidos – um valor muito menor do que os consoles fabricados por quem hoje domina o mercado

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kZUkA | junho 2013

Fonte: Pesquisa Games POP pesquisa quantitativa com 18 mil entrevistas face a face com pessoas acima de 10 anos, feitas nas regiões metropolitanas de são paulo, rio de janeiro, belo horizonte, recife, salvador, porto alegre, curitiba, fortaleza, florianópolis, goiânia e vitória, distrito federal e campinhas. em setores com grande presença de edifícios ou condomínios fechados, as entrevistas foram realizadas por telefone. Período: 23/04 a 07/05/2012.

ste é um período de transição, o momento em que consoles como Playstation 3 e Xbox 360 começam a se aposentar e entram em cena lançamentos. O Wii U, representante da Nintendo, chegou no final de 2012 e, este ano, devem pintar os novos Sony (PlayStation 4) e Microsoft (Xbox One). Correndo por fora e sem a intenção de competir diretamente com os grandes, o Ouya foi projetado para rodar jogos baseados em Android – o mesmo sistema operacional utilizado por muitos smartphones e tablets. O desenvolvedor Yanko Oliveira, do estúdio deVoid Games, explica. – O Ouya, por dentro, é basicamente um celular Android muito potente, mas com a adição de controles e saída para TV. A proposta é interessante, especialmente para desenvolvedores independentes de games e para o público que quer jogar sem gastar muito – diz Yanko, que está adaptando seu game de smartphone TriboT para o Ouya. A ideia de um console com preço acessível partiu de Julie Uhrman, hoje CEO do Ouya, que utilizou o sistema do Kickstarter (um site de financiamento coletivo) para arrecadar o dinheiro necessário e colocar seu plano em prática. Além do valor, o novo videogame prima pela acessibilidade, como explica o desenvolvedor Paulo Luís Santos, do Flux Game Studio. – A ideia é explorar a ampliação do público gamer, que se multiplicou agressivamente nos últimos anos com a revolução dos jogos para celular, e trazer este

público para a sala – explica Paulo, que ainda considera o Ouya uma aposta de alto risco. Ele pretende aguardar as primeiras opiniões sobre o console antes de continuar o projeto de criação de um jogo chamado DevNation, que faz em parceria com o Reload Game Studio, do também desenvolvedor Leandro Carlos. – Pra gente (que trabalha com isso), o Ouya traz esse gostinho de ter seu próprio jogo rodando na TV e, ao invés do touchscreen, jogando com joystick – diz Leandro. No pacote do videogame, está incluso o ODK (Ouya Development Kit, um software com ferramentas que possibilitam o desenvolvimento de jogos para o console) com o qual qualquer pessoa pode fazer o seu jogo e disponibilizar para outros usuários. – Será uma boa opção para aqueles que curtem os jogos mais casuais – diz Christian Lykawka, desenvolvedor da Rockhead Games. O lançamento oficial do Ouya vai ser no dia 25 de junho, mas dá pra fazer seu pedido pelo site www.ouya.tv. Se quiser esperar um pouco, certamente outros detalhes sobre o console serão divulgados no maior evento de jogos eletrônicos do mundo, a E3, feira que ocorre de 11 a 13 de junho em Los Angeles.


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S E M I R S C E S M O I D R DOS C

 

texto GUSTAVO B.ROCK arte DEBORA ZILZ

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os 17 anos, a estudante canadense Rehtaeh Parsons pôs fim à própria vida. Sua mãe alega que ela foi estuprada por quatro rapazes quando tinha 15 anos. Foram tiradas fotos da agressão e, como se isso não bastasse, as imagens foram compartilhadas na escola onde Rehtaeh estudava e nas redes sociais. O fato deu início a perseguições e bullying que acabaram levando a adolescente a cometer o ato de desespero.

com bons olhos pela sociedade em geral, o fato de conseguirem acesso a dados sigilosos na internet já pode ser enquadrado penalmente no Brasil, segundo o delegado especialista em crimes virtuais Emerson Wendt. Isso está previsto na chamada Lei Carolina Dieckmann (Lei 12737/12), que vigora desde abril. – Dificilmente eles conseguem esses dados sem invadir algum site, computador ou e-mail. Então a divulgação de informação privada pode caracterizar, sim, um delito mais grave, com pena de até dois anos – explica o delegado.

Após a morte de Rehtaeh, que não estava sendo tratada como crime pela polícia canadense, o coletivo internacional Anonymous anunciou, em vídeo, que divulgaria o nome dos responsáveis pelos ataques à estudante caso as autoridades não reabrissem o caso. O Anonymous, uma legião de hackers ativistas, não existe oficialmente. São pessoas que compartilham ideias e ideais, mas que fogem do rótulo de grupo, até para não serem facilmente identificados. Eles possuem um rosto, mas é apenas um e é sempre o mesmo – no caso, a máscara de Guy Fawkes, popularmente conhecida através da obra V de Vingança, criada nos quadrinhos por Alan Moore e depois levada ao cinema. As ações online que são creditadas ao Anonymous envolvem, por definição, indivíduos não identificados que costumam levantar a mesma bandeira – muitas vezes com o objetivo de promover a liberdade na internet. A cena mais comum nessa luta é a derrubada de sites governamentais ou de grandes empresas, normalmente utilizando a tática conhecida como DDoS (onde milhares de acessos ao alvo ocorrem simultaneamente, sobrecarregando o servidor e tirando o site do ar).

– A polícia precisa que o conteúdo original seja preservado para poder investigar. Quando apagam registros anteriores ou modificam o conteúdo, a prova do crime pode ser anulada, gerando impunidade – explica. Para a delegada, a sociedade civil organizada que tiver informações sobre algum crime é bem-vinda comunicando a polícia, e pode colaborar sempre, mas não fazendo justiça com as próprias mãos.

Apesar de muitas vezes atuar em causas que são vistas

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ES CRIMES DOS CRIM DOS

 

kZUkA | junho 2013

Em 2011, a estudante Sophia Fernandes teve sua página na rede social Twitter denunciada criminalmente pela OAB como racista por causa de mensagens contra nordestinos. Em pouco tempo, a página foi tirada do ar e era possível ler apenas a mensagem deixada pelo Anonymous. Esta interferência externa, que muitas vezes tem o intuito de colaborar, na verdade acaba atrapalhando o andamento do processo, como explica a delegada da Polícia Federal Diana Calazans Mann, responsável pela investigação de crimes contra os direitos humanos.


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/A CARA DA MARINA

RELACIONAMENTOS

/SOUND KZUKA

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/POP UP

O APANHADOR /SOUND KZUKA

Confira o novo videclipe da banda gaúcha Gritos de Paz. A música Deixa Eu Lembrar é do primeiro disco, produzido pelo renomado Rick Bonadio. O clipe teve direção de Maurício Eça, que já fez clipes de bandas como CPM 22, Pitty, Capital Inicial e Frejat.

DEIXA EU LEMBRAR

Musical com direção de Zé Adão Barbosa, baseado na obra O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger. O bacana é que a trilha sonora vai ser executada ao vivo nas apresentações da peça. A direção musical é de Thedy Correa.

/GEEK ME

DIA DO ORGULHO NERD

KZUKA | junho 2013

/GEEK ME Não se deixe enganar pelo apelido animador. A chamada pílula da inteligência é um psicoestimulante que, se usado sem acompanhamento ou de maneira errada, além de problemas de saúde, pode ainda levar à dependência. Em dois anos cresceu 75% o uso dessas substâncias por crianças e adolescentes no Brasil.

PÍLULA DA INTELIGÊNCIA

Foi em 25 de maio. Seja por um motivo ou por outro, nesse dia, muita gente saiu por aí homenageando os personagens e as histórias da cultura pop que mais gosta. Pra entender melhor, confira um verdadeiro nerd, fã d’O Guia do Mochileiro das Galáxias, falando sobre seu dia!


POR AI

Fotos David Reis, especial

GNC Cinemas

Os guris da banda Triathlon Vinicius Boa Nova e MaurĂ­cio Levy

O casal aproveitou a sessĂŁo de filme no GNC Cinemas

KZUKA | junho 2013

Foto Arquivo Pessoal

Essa foi a galera que curtiu um cineminha Kzuka


Lançamento da Revista Kzuka de maio Foto Giuliano Cecatto, especial

POR AI

Matheus Moisés com o fone Kzuka, baita presentão ein?!

As amigas Luíza Tubino e Roberta Obino Canozzi se divertiram com a revista Kzuka no Applebee’s do Barra Shopping


Foto Giuliano Cecatto, especial

Whitezzap

Bernardo Busnello e Marina Vasconcellos A gata Maria Rigatto

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Arthur Duarte e o beijinho de Carolina Chagas

POR AI


POR AI

Simulado Day no Farroupilha

A concentração de Maria Laura Villanova

Olha o foco da Renata Alvarenga

KZUKA | junho 2013

Fotos Ale Horn, especial

Karolaine Pereda aproveitou o Lounge Kzuka e Wake pós teste

Pedro Karst estava pensativo na hora do teste


POR AI

Foto Franklin Peres

Debutantes do Juvenil

“Façam careta guriaaas!!!”

Mariana Widholzer, Roberta Ludwig e Valentina Moreschi

Revista Kzuka Junho de 2013  
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