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PREENCHA AQUI E COMPARTILHE Conheça jovens que se mobilizam para mudar o lugar onde vivem com pequenas (grandes) ideias. Qual é a sua?


POR AQUI BASTIDORES Nossa deliciosa função nos colégios sempre rende muita coisa legal, sugestões de pauta, interação e aquele carinho que a gente adora. Em cada ida também rolam sempre fotos lindas, que enfeitam nosso site e as nossas páginas – agora distribuídas por toda revista. Mas tem outra coisa que a gente curte muito, que são as redes sociais (valeu Zuck!). No Face ou no Instagram têm muuuuita foto legal (como essa selfie gigante do Capu com a galera do Sinodal, em São Leo), cards divertidos pra curtir e compartilhar e tudo sobre o #kzukawayoflife. Segue lá!

EDITORIAL

seu dia para a Liga Feminina de Combate ao Câncer. Mostramos a história da Rê Galvão, lá na África, e provamos que dá sim pra fazer, mesmo longe, mesmo com dificuldade, alguma coisa pra mudar a vida de alguém. Mas fazendo tudo isso a gente descobre, também, que pode fazer ainda mais. Ser ainda mais gentil com as pessoas, os animais e no trânsito. Dedicar mais horas pra quem tem fome, seja de comida ou de carinho. Se indignar mais com o que não está certo e transformar isso em ação concreta. Compartilhar mais conhecimento sem pedir nada em troca e se encantar ainda mais com o lado bom da vida. Torcer ainda mais para o Brasil ser mesmo o País da Copa, mas também perguntar mais a que custo. E, acredite: dá pra fazer tudo isso mesmo com a agenda cheia de trabalho e estudo. O que não dá pra fazer é só se surpreender com as boas ações, ter boas ideias e deixá-las na caixinha pra amanhã. Né?

Sabrina Passos

NA MINHA CIDADE EU QUERO... Barracas de churros em cada esquina (e mais amor)

Muito mais esporte

Menos carros, mais bikes e ônibus

Sabrina Passos

Felipe Costa

Editora

Repórter

Carina Kern Designer

sabrina.passos@kzuka.com.br

felipe.luis@kzuka.com.br

Mais gentileza no trânsito

Caminhar à noite com segurança

Mais justiça

Marina Ciconet

Renuska Celidonio

Andressa Costa

Núcleo digital

Designer

digital@kzuka.com.br

carina.kern@kzuka.com.br

andressa.costa@kzuka.com.br

Mais segurança, PELO AMOR DE DEUS!

Muitos lugares com comida boa

Mais ciclovias e segurança pros ciclistas

Franklin Peres

Nathalie Córdova

Gustavo Gonçalves

Comunika

Assistente digital

Designer

franklin.peres@kzuka.com.br

nathalie.cordova@kzuka.com.br

gustavo.goncalves@kzuka.com.br

Paz entre as torcidas

Mais atenção para os animais

Ruas mais iluminadas durante a noite!

Ariel Gil

Capu

Bárbara Santos

Comunika

Comunicador

ariel.gil@kzuka.com.br

PLANEJAMENTO E MARKETING Bárbara Zarpelon REDAÇÃO (51) 3218 7214 COMERCIAL (51) 3218-7221

capu@kzuka.com.br

Assistente comercial barbara.andrea@kzuka.com.br

GRUPO RBS PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO E COMITÊ EDITORIAL

Nelson Pacheco Sirotsky DIRETORIA EXECUTIVA

PRESIDENTE EXECUTIVO Eduardo Sirotsky Melzer JORNAIS, RÁDIOS E DIGITAL Eduardo Magnus Smith TELEVISÃO Antônio Augusto Pinent Tigre JORNALISMO Marcelo Rech JURÍDICO E RELAÇÕES GOVERNAMENTAIS Alexandre Kruel Jobim FINANÇAS Claudio Toigo Filho PESSOAS E TECNOLOGIA Deli Matsuo ESTRATÉGIA E DESENVOLVIMENTO DE NEGÓCIOS Luciana Antonini Ribeiro NEGÓCIOS DIGITAIS - E.BRICKS Fabio Bruggioni DIRETORA DE REDAÇÃO ZH E JORNAIS RS Marta Gleich DIRETOR COMERCIAL E DE MARKETING DOS JORNAIS Marcelo Leite

PRESIDENTE EMÉRITO

FUNDADOR

Jayme Sirotsky

Maurício Sirotsky Sobrinho (1925-1986)

03 | KZUKA | maio 2014

Quando a pauta sobre as microrrevoluções que a gente mesmo pode fazer pipocou aqui na redação, por sugestão do Felipe, eu já sabia que estávamos prestes a fazer uma coisa muito legal. Durante a apuração e a reportagem, encontramos cases que são pura inspiração (e transpiração). Além de dar muita ideia e estimular a mudança, eles nos deram aquele puxão de orelha que pergunta: o que é que a gente pode fazer para melhorar cada vez mais o mundinho ao nosso redor? Aqui no Kzuka tem gente empenhada pela causa dos bichinhos, tem voluntários em ONGs de muito respeito e também realizadores de sonho (né, Marina?). A gente separa o lixo, respeita as leis de trânsito e tenta controlar o consumo maluco. Fazemos festas que arrecadam alimentos e valorizamos quem faz o bem. Nessa edição da revista, por exemplo, tem o Marcos, da Fundação Igor Carneiro (Ficar), nosso novo colunista, e as lindas meninas que dão horas do

marina.ciconet@kzuka.com.br

PRODUTO Sabrina Passos

KZUKA.COM.BR (51) 3218 7241

QUERO MAIS

Repórter

DIREÇÃO GERAL Ariane Roquete


KZUKA OPINIãO

roller coaSteando

Só pode falar quem uSa Só quem anda de ônibus pode falar sobre o assunto. Sim, sou radical neste ponto. Sou jornalista, tenho 32 anos, e há muito tempo eu decidi que não teria carro. Apesar de isso não ser bem visto no Brasil (sim, vivemos em uma sociedade onde o carro é sinal de status). Confesso que não foi uma decisão difícil. Tenho o direito de não ter carro. Como eu tenho o direito de ter um transporte público de qualidade. O segundo me foi sonegado. Por diversas vezes, ouvi de políticos que temos o melhor sistema de transporte do país. MENTIRA! Só quem utiliza sabe o que estudantes e trabalhadores passam todos os dias. Faço o seguinte convite aos senhores administradores da nossa cidade: vamos andar de ônibus? Mas tem que ser entre 18h e 20h, quando as pessoas voltam para casa, humilhadas por perderem um pouco mais da dignidade. Aí sim, aceitarei a opinião dos senhores. Até lá, não. (RODRIGO ADAMS).

para aprecIar Quem curte música indie pop deve prestar atenção no cantor Marcelo Perdido. Apesar do sobrenome engraçado, ele possui um timbre suave com sonoridade leve. Marcelo fazia parte da banda Hidrocor e recentemente lançou seu primeiro trabalho solo, o álbum Lenhador, com 12 faixas que refletem as preocupações dos “jovens adultos”. Com uma abordagem diferente da que fazia, Perdido surge com um repertório inovador, faixas autorais, versos singelos num estilo alternativo e canções que transitam em questionamentos como “O que estamos fazendo com nossas vidas?”. Assim, o álbum de Marcelo é realmente um som para se apreciar: Paquetá e Aritmética, por exemplo, têm arranjos artesanais que conseguem trazer encanto e leveza. Vale ouvir. (ANDRESSA COSTA)

Não sou lá uma pessoa muito corajosa quando se trata desses brinquedos ~radicais~ dos parques de diversão. Mas fiz uma viagem pra Orlando e, com tanto parque incrível, não tinha como deixar de ir. Fiz então a temível promessa de não negar brinquedo, por pior que parecesse! E vou falar dos melhores (ou piores, dependendo do ponto de vista) aqui: #3 The Incredible Hulk, na Universal Studios. Foi o primeiro que eu fui, para acabar com o medo tão rápido e doloroso quanto arrancar um esparadrapo. A fila de espera é dentro do laboratório do Bruce Banner, com os experimentos dele para tentar se livrar da sua condição. Bastante coisa interessante para olhar até chegar sua vez. E quando chega, woah! Essa montanha-russa tem um sistema de impulsão que lança o carrinho, de 14km/h, para 64km/h em 2 segundos! E além dos 7 loopings, o brinquedo ainda conta com uma queda de 32m de altura e a velocidade máxima de 108km/h. Calminho, né? #2 Kraken, no Sea World. Fui várias vezes e quero ir de novo, por incrível que pareça. Foi a mais longa e com mais emoção – entre as que eu curti, claro. Ela tem uma altura de 45m e queda de 44m! Contém 7 loopings de diversos tipos, incluindo dois que passam por dentro de túneis perto da água. A visão lá de cima é incrível! É tão alta que dá pra ver até as ruas do lado de fora do parque. Mas não dá muito tempo de admirar, já que logo em seguida você perde totalmente a noção de localização graças à sutil velocidade 105km/h e às inacabáveis voltas. Vale muito a pena. #1 Manta, no Sea World. Não chega a ser tão rápida quanto as outras duas (até 90km/h), nem tão alta (altura de 43m e queda de 34m) e nem com tantos loopings (apenas 4). Mas calma. Continua lendo. Ela é a mais impressionante. O genial da Manta é a posição dos assentos, que deixa os passageiros de bruços – imitando a visão de uma arraia, ou manta, em inglês. Essa característica torna a viagem mais emocionante. É sensacional passar por perto da água e dos pedestres que estão caminhando nos arredores. Como a gente quase não enxerga os trilhos, é como se estivéssemos voando. Sem contar que a fila de espera é dentro de um aquário incrível! Não dá para perder. (CARINA KERN)


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10 MODA

educação física tambÊm Ê fashion

08

KzuKa curte.......................................................... Homenagem Ă s mĂŁes!

PORTAS EM AUTOMà TICO Intercâmbio aqui perto

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caPa .......................................................................... Microrrevoluçþes urbanas. Todo mundo pode! eu tenHo uM sonHo, Qual o seu?................ Nós fomos pra à frica cHucK norris ...................................................... O dono das måquinas VestiBular ........................................................... As obras que vão cair na UFRGS

18

20 24 26

32 Menu KzuKa........................................................... 35 toQue Ficar ..........................................................36 Todos pela vida cuecas ................................................................... 39 sounD KzuKa ...................................................... 40 KzuKa.coM.Br ...................................................... 42 PoP uP...................................................................... Adoramos Glamour

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TEAM KZUKA Ballet FIt

KzuKa #146 Quer ler esta e todas as ediçþes da Kzuka na internet?

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capa SHUTTERSTOCK, pOR jUmpingSaCK arte andRESSa COSTa

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05 | KZUKA | maio 2014

o Que VocĂŞ Quer ler aQui no KzuKa? ManDe uM e-Mail Pra gente! rePortageM@KzuKa.coM.Br


No mês das mães, resolvemos fazer um Kzuka Curte diferente. Isso porque, a gente confessa, curtimos muuuuuito nossas mãezinhas queridas. Veja aqui então o que gostam algumas das mães dos nossos amados leitores – e do nosso Comunika Franklin Peres. E aproveite para declarar seu amor enviando pra gente o que mais curte na sua mãe. Pode ser por e-mail (digital@kzuka.com.br) ou lá no nosso Facebook (kzuka.com. br/kzukaoficial) ou Instagram, tudo com a hashtag #kzukacurte. Vamos ficar esperando!

TUDO EM CASA Se tem uma coisa que a mãe da Carol Demetri curte muito é reunir a família e amigos em casa. Tudo é motivo para confraternizar, até um simples bolo da tarde é “desculpa” de encontro e batepapo. A Márcia sempre faz tudo com muito capricho e deixa bem claro que em casa não podem faltar velas e flores para decorar.

08 | KZUKA | maio 2014

MÃE SABE TUDO Ela não é das mais agitadas, mas também não é das mais sossegadas. Sabe a hora de tudo: sair, rir, ficar na dela. Mas o que a mãe do Vinicius Fanfa curte mesmo é estar em família. Seja pra ir ao shopping, assistir a um filme ou até mesmo viajar, estar em família é a maior curtição pra Simone. Aí sim ela fica tranquila e bem feliz!

PAPEL PRINCIPAL No palco da vida, a mãe do Gabriel Soares curte mesmo o papel de “ser mãe”. A Laura abre mão de qualquer coisa ou programa para poder passar mais tempo com os filhos. O melhor: fica mais feliz quando eles também estão. Mãezona, né?


PAIXÃO OTIMISTA A mãe da Helena Rache é alegre, espontânea e otimista. E está sempre disposta a ajudar os outros. Fazer programas com a família é uma das coisas que a Márcia mais curte e tê-la sempre por perto é uma prioridade na vida dela. Coisa linda!

BOA DE BOLA A mãe da Maria Laura Villanova curte jogar vôlei! Desde pequena, treinava no colégio e hoje virou hobby. No verão, em Jurerê, sempre rolam partidas no fim de tarde e todos querem a Francisca no time. Ela joga muito!

DE VOLTA PRA ESCOLA A mãe da Fernanda Mincarone curte viajar e conhecer novos lugares. Fabiane também gosta de estudar e, atual-mente, está fazendo a segunda faculdade, estudando História. Superexemplo pra filhona de que conhecimento nunca é demais!

MÃE PELO MUNDO

A mãe do Franklin Peres gosta de tanta coisa que ficou difícil escolher. Mas o que a Simone curte mesmo é a avó dele, a dona Corina – e os motivos são óbvios. As duas se entendem bastante e sempre estão dispostas a se ajudar, não importa onde, como e por quê. Nada mais justo, neste mês, citar as duas mães da vida do nosso Comunika, né?

@franklinperes

@caroldemetri

@gabrieldmsoares

@fernandaminca

@victoriachika

@fanfavinicius

@mlvillanova

@helenarache

@thiagochika

09 | KZUKA | maio 2014

MÃE E AVÓ

A mãe da Victoria e do Thiago Chiká curte muito viajar, porque pra ela esse é um ótimo momento para reunir a família, além de ser uma oportunidade de conhecer novos lugares e vivenciar maravilhosas experiências! O lugar que Kathleen mais gostou de visitar foi o Hawaii, com tudo que ela ama: praia espetacular, muita diversão e compras!


O D A

10 | KZUKA | maio 2014

M


11 | KZUKA | maio 2014

Os looks pra ir à escola nos dias de Educação Física são super sem graça, né? Pra ajudar você, fizemos uma produção de moda na Paquetá Esportes que desmitifica essa teoria. Com peças certas, você pode compor looks lindões e cheios de estilo pra arrasar na sala e nas quadras das escolas. Confira!


M O D

KZUKA | novembro 2013 12 | KZUKA | maio 2014

A Nos dias de botar o corpinho pra suar nas quadras da escola, o ideal é escolher um shortinho de corrida ou shortsaia, que está super em alta e é bem feminino. Escolha blusas larguinhas e confortáveis, combinados com tops bonitos e de boa sustentação. O tênis ideal depende do estilo, do esporte praticado e da pisada de cada pessoa, mas os coloridões estão super na moda e garantem um visual com destaque.


13 | KZUKA | maio 2014 KZUKA | novembro 2013

Para dar um plus no look naquela legging preta que toda menina tem no armário, escolha uma parte de cima de maior destaque. A moda esportiva está cada vez mais antenada com as tendências da moda mundial. O moletom neon com detalhes em tule nos ombros é super fashion e bonito. Quando a Educação Física acabar, você pode tranquilamente trocar a legging por calça jeans e sair linda para qualquer programação.


M O D

KZUKA | novembro 2013 14 | KZUKA | maio 2014

A Vamos jogar bola sem largar o lado menininha? Olha que lindo esse conjunto poá. O top de bolinhas combinado com regata preta é um clássico e a calça de cintura alta deixa a menina super confortável. Esse modelo de calça ainda deixa o corpo todinho no lugar. Pra quem tem um pouquinho de barriga, é o modelo ideal. Básica, confortável e linda!


Bastidores

15 | KZUKA | maio 2014 KZUKA | novembro 2013

Ficha Técnica Produção: Marina Ciconet Arte: Andressa Costa Fotos: Clarissa Londero/Pix Fotovimento Agradecimentos: Paquetá Esportes e Colégio Anchieta Modelos: Júlia Farret e Jéssica Bazzanella


POR AI

Colégios Fotos:Ariel Gil

No lançamento dos uniformes do Assunção, a gata Marceli Feldmann foi uma das que desfilou

As coloradas Rebecca Reschke e Mariana Betat

No João Paulo I Sul, os gremistas Antônio Brasil e Henrique Andras

16 | KZUKA | maio 2014

Também no Assunção, Junior Szancoslovski e Mauricio Maffei


Colégios

POR AI

Ariel Gil

Andressa Barros/Especial

As gurias do Grêmio Estudantil, Francielle Pieretti e Laura Gelpi ajudaram na distribuição do Kzuka no Mãe de Deus

No ACM do Centro, Pedro Toledo e Leonardo Ilha

Ariel Gil

Andressa Barros/Especial

No Mãe de Deus, Nathália Attolini curtindo a edição de abril do Kzuka

17 | KZUKA | maio 2014

Frances Rocha, no Monteiro Lobato


A C PA

COLETIVOS FORMADOS POR JOVENS TENTAM MOBILIZAR A POPULAÇÃO PARA MUDAR O LUGAR ONDE VIVEM COM PEQUENAS (GRANDES) AÇÕES texto FELIPE COSTA arte ANDRESSA COSTA

18 | KZUKA | maio 2014

N

inguém entendia por que um homem, fantasiado com uma capa e uma máscara de lutador, pintava uma faixa branca em uma das ruas mais movimentadas da Cidade do México. El Peatónito, como se identifica, quer ser super-herói. Mas, ao invés de lutar contra grandes mentes do mundo do crime, tenta facilitar a vida dos pedestres no trânsito caótico da capital mexicana. Hoje, todo mundo entende o que ele faz. A faixa branca marca os pontos onde as calçadas são muito estreitas. A pequena ação virou rotina e chamou a atenção da prefeitura. Agora, onde El Peatónito pinta, a cidade amplia as calçadas. A história, conhecida num vídeo da palestra da jornalista Natália Garcia, filmada no fim do ano passado, e a divulgação de um levantamento das ruas com maiores índices de roubos e furtos de carros em Porto Alegre fizeram com que Pedro Heckmann, 20 anos, tivesse uma ideia. Era hora de fazer alguma coisa pela cidade. Ele chamou os colegas do curso de publicidade Guilherme Piazza, 23, e Eduardo Garske, 20, e, juntos, colaram 40 adesivos entre as 14 ruas do centro da Capital que lideram o número de ocorrências, sem contar as principais avenidas. As mensagens dizem “alto índice de furto e roubo” e foram coladas nas placas das ruas de risco. A ideia é atualizar os dados a cada seis meses. – Começamos tentando fazer algo pela região onde vivemos. E também não tínhamos pessoal nem dinheiro para colar tantos adesivos. Mas a ideia era mostrar que o número de envolvidos pode ser pequeno e, mesmo assim, causar uma grande mudança – diz. Cada um dos três gastou R$ 30 com impressão e tirou quatro fins de semana, entre fevereiro e março, para colar tudo. Os resultados ainda são medidos pelas mensagens que eles recebem, quase que diariamente, com incentivo e pedidos de que o projeto, batizado de Acatisia (que significa uma grande difi-

culdade em ficar parado), se estenda para outras regiões da cidade.“Se puderem fazer o mesmo na Rua Dr. Otávio Santos, no bairro Jardim Itu Sabará, os moradores agradecem. Os assaltos lá são frequentes. No bairro Teresópolis também está complicado. Os moradores têm até um grupo no Facebook onde se atualizam das ocorrências diárias. Quem sabe assim inibimos essas ações, não é?’, diz a mensagem enviada por Mariana Arieta. Se a resposta da sociedade chegou, Pedro, Guilherme e Eduardo ainda aguardam a atualização dos números da Secretaria de Segurança do Estado para ver se a ação funcionou. Mas avisam que não vão esperar parados. Um coletivo de Fortaleza já entrou em contato, e os três devem ir ao Ceará em maio. Com mais pessoas e recursos, o plano é aumentar a proporção e transformar a cidade nordestina em mais um exemplo a ser seguido. – Queremos convidar os moradores de lá para colar os adesivos, para sentir e entender que também são donos das ruas – afirma Pedro. O conceito de “cidade para pessoas”, que ele cita várias vezes quando fala do Acatisia, foi retirado justamente dos vídeos da palestra de Natália. Além de jornalista, ela é especialista em planejamento urbano e viaja o Brasil contando experiências sobre uma viagem que fez por 12 cidades do mundo para entender o que as deixa mais humanas. – Estamos acostumados a percorrer um único caminho para chegar em uma resposta. Vivemos isso nas escolas, no trabalho e nas cidades. É a maldição da única resposta certa – fala Natália no começo da palestra. O passo a passo ensinado por ela é seguido à risca por Pedro: mapear problemas das cidades com precisão, juntar um repertório de ideias para resolver estes problemas, testar estas ideias na prática e, finalmente, pensar em projetos de larga escala que modifiquem uma cidade.


Manoel Petry

Luke Jerram

Um super-herói mexicano virou exemplo que incentivou um gaúcho, que vai a Fortaleza transmitir e ampliar seus planos. Um inglês teve uma ideia maluca que inspirou outro gaúcho não só a fazer o mesmo, mas em proporções maiores. Copiar, repassar e incentivar a multiplicação de ideias é uma característica comum de quem cria esse tipo de projeto. E a internet potencializa tudo isso ao redor do mundo.

Assim como o Acatisia, o Shoot the Shit também usa adesivos. Para tentar facilitar a vida dos usuários do transporte público de Porto Alegre, o grupo pensou primeiro em colar os itinerários de todos os ônibus. Já que o plano era causar impacto, entre as diretrizes do grupo uma estava bem clara: não pedir autorização para órgãos públicos. Mesmo assim, a ideia agradou tanto que, por um tempo, até a prefeitura se envolveu. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) passou a ajudar na impressão e na colagem dos adesivos. Hoje a parceria não existe mais, com a justificativa de que o vandalismo impossibilita o projeto. Segundo dados da própria EPTC, 80% dos adesivos colados nas avenidas Erico Veríssimo e Cristóvão Colombo foram destruídos menos de um mês após a experiência. A solução foi buscar outros parceiros. Uma gráfica já se comprometeu a imprimir os adesivos de graça, agora com um material especial resistente a água e rasgões. Hoje, Giovani trabalha como freelancer em planejamento de projetos, e Gabriel se dedica ao lançamento da Múrmura, uma plataforma de inovação focada em problemas urbanos. Luciano, que é roteirista, segue levando o Shoot the Shit como um projeto paralelo.

Qualquer morador da terceira maior cidade de Índia pode ter um perfil no BCity, site de gestão informal da cidade. Por ele, grupos se reúnem para resolver os problemas da cidade de 8,5 milhões de habitantes. Na página, tem até um sistema para juntar o transporte público formal com o informal e criar uma rede para que conversem entre si. A junção formou linhas mais densas que a do metrô de Londres.

Numa atividade do Shoot the Shit realizada em Porto Alegre, nasceu outra iniciativa focada em mudança e proatividade. Paula Pinheiro, 26, Lúcio Wagner, 28, e Ricardo Maluf, 28, se conheceram quando foram desafiados pelo coletivo a criar, com R$ 100, uma solução para amenizar os problemas de segurança pública na cidade. A saída? Um cartaz indicando os pontos onde eles, familiares e amigos já haviam sido assaltados, mais a colaboração de quem passasse pelo local. Das placas e cartazes espalhados pela cidade, o projeto BO Coletivo evoluiu para um aplicativo para smartphones. Gratuitamente, pessoas de qualquer lugar do planeta podem visualizar um mapa com ocorrências ao seu redor e, caso sejam vítimas de assalto, furto ou sequestro, marcar o local exato. Prefeitura e polícia já tentaram formar uma parceria, mas o grupo prefere se manter independente.

Em Portland, nos EUA, chove de outubro a junho, e a água que lavava o asfalto caía dentro do principal rio, o Willamette. Ao tratar a chuva como uma característica local, e não um problema, a população e a prefeitura buscaram uma solução. A universidade de lá fez uma pesquisa e foi desenvolvida uma superfície permeável. A água começou a chegar limpa ao rio e os moradores voltaram a nadar no Willamette.

19 | KZUKA | maio 2014

Desde 2010, o coletivo Shoot the Shit realiza intervenções em Porto Alegre a fim de “alertar para os problemas da cidade e despertar um senso de cidadania”, segundo o enunciado na página do projeto na internet. Dos três criadores, apenas um permanece envolvido. Luciano Braga, 29 anos, já jogou golfe nas ruas esburacadas de Porto Alegre, transformou uma delas em um grande cinema e colou um poema gigantesco de Mario Quintana em um dos muros de outra. O discurso por trás de tudo isso é o mesmo: levar as pessoas a viverem a cidade, e não apenas viverem na cidade. Para isso, o próximo projeto segue a linha megalomaníaca característica do coletivo. No verão, ele pretende transformar uma das ladeiras porto-alegrenses no maior tobogã de água do mundo. A ideia é copiar a iniciativa do artista inglês Luke Jerram, que vai criar um water slide de 90 metros no meio da cidade de Bristol. Luciano e Luke nem se conhecem, mas sonham que as ruas sejam planejadas para pessoas e não para carros. Querem mostrar para a população das suas cidades uma nova forma de experimentar os lugares onde vivem. – Temos que dar um jeito de levar as pessoas pra rua, pra viver realmente a cidade. Gente na rua traz segurança e deixa a cidade mais viva – diz Luciano.


E TE

H N SO M U O H

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O texto e fotos MARINA CICONET arte ANDRESSA COSTA

O KZUKA FOI ATÉ UMA DAS MAIORES FAVELAS DO MUNDO, NA ÁFRICA DO SUL, CONHECER DE PERTO O PROJETO IDEALIZADO POR DUAS JOVENS QUE NÃO TIVERAM MEDO DE TENTAR MUDAR A REALIDADE DE UMA FAMÍLIA

20 | KZUKA | maio 2014

D

emorou um pouco para Sylvia Mankayi, moradora da favela de Khayelitsha, segunda maior da África do Sul, acreditar que o sonho de uma casa nova seria realizado. Num cenário de pobreza e hostilidade, ela comanda a Qaqambani Safety Home, um lar para crianças carentes ou que vivem em ambientes familiares vulneráveis. Se fosse um orfanato comum, elas ficariam lá temporariamente. Mas, na casa da Mama, como é conhecida, o que encontram é muito mais que um teto. Até o final do ano passado, ela e seus 18 filhos viviam num pequeno cômodo de zinco – que fica muito gelado no inverno. As condições sempre foram precárias. Mas Mama nunca deu bola pra isso. Leva quem encontra abandonado para dentro de casa. E faz isso há mais de 20 anos. Em 1993, regularizou junto ao governo sul-africano a organização que já liderava de maneira informal. Hoje, aos 63 anos, sobrevive graças à ajuda governamental e de amigos. As doações possibilitam que ela mantenha os 10 filhos (oito já deixaram a casa), com idades entre dois e 15 anos, que moram junto dela e do marido. Pintado de azul, com um sol desenhado com tinta amarela e banheiro do lado de fora, a Qaqambani era um lar. Mas não uma casa. Isso até a gaúcha Renata Galvão, 23, e a sulafricana Lezerine Mashaba, 28, entrarem na vida desta grande família, ano passado. No coração de Khayelitsha, região símbolo do Apartheid, elas encontraram afeto e superação. Mas a esperança para realizar sonhos tinha pouco espaço. Acostumada em identificar projetos sociais na África do Sul e varrer o país em busca de boas histórias que pudessem ser replicadas, Lezerine conheceu o trabalho de Mama. – O que mais impressiona é o fato de ela não precisar de treinamento. Ela sempre soube dar amor, educação e cuidado para aquelas crianças. Mama era um caso pronto. Mas precisava de uma casa. Ela morava num barraco superlotado – lembra Lezerine. Daí nasceu o projeto Casa pra Mama, em 2013. Renata, que é jornalista e vive na Cidade do Cabo desde 2011, sempre participou de projetos sociais no Brasil e se conectou com Lezerine logo de cara na África. – Conheci a Mama e me apaixonei. A energia, a entrega e a verdade desse povo são inigualáveis. Quis ajudá-los a melhorar de vida na mesma hora – conta Renata.


As duas decidiram lançar, então, um crowdfunding online para arrecadar verba e construir a tão sonhada nova casa, em Khayelitsha. Sair da favela nunca foi cogitado. A ideia era arrecadar 70 mil rands, o equivalente a R$ 17 mil. Conseguiram o dobro. Muita gente se uniu para tirar a casa do papel e o projeto Eu Tenho um Sonho, Qual o Seu?, iniciativa do Kzuka em parceria com o Yåzigi, foi um dos incentivadores e divulgadores da ideia no ano passado. O projeto Eu Tenho um Sonho..., alÊm de querer fazer a galera pensar nos próprios desejos e mostrar que Ê possível realizå-los,

tambÊm busca mostrar bons exemplos de ação coletiva e engajamento pessoal. E nada mais incentivador do que a ação Casa pra Mama: as meninas queriam dar a ela um ambiente em que pudesse viver com tranqulidade e conforto lå do outro lado do mundo, e conseguiram isto com ajuda de muitos brasileiros comovidos com a história. – Estou emocionada com essa solidariedade internacional que conseguiu ver, mesmo de longe, o valor desta família e a necessidade de um lar de verdade para morar. Todos se uniram nesta corrente do bem – diz Lezerine. * A repórter viajou à convite do Yåzigi.

Sylvia Makayi, a Mama, entre Lazerine (E) e Renata (D)























     realizå-lo Ê o sonho da renata Galvão e essa virou a nossa causa: o projeto vai ajudar a construir uma casa para a mama, na åfrica do sul. conheça essa linda história aqui      



     

Renata GalvĂŁo, 21 anos, que jĂĄ trabalhou conosco aqui no Kzuka, se mandou pra Ă frica do Sul em busca dos seus prĂłprios sonhos. LĂĄ, conheceu a Mama, uma mulher que adotou 18 crianças. Ela acabou se envolvendo tanto com a realidade deles que o seu sonho se tornou coletivo. O grande desejo da Renata hoje ĂŠ construir uma casa pra Mama, que vive em condiçþes precĂĄrias em uma favela na Cidade do Cabo. A RĂŞ colocou um vĂ­deo no Facebook, montou uma vaquinha no site benfeitoria.com/casapramama e convocou a galera pra doar. A gente descobriu, se apaixonou pelo sonho dela e abraçou no “Eu Tenho um Sonho, Qual o Seu?â€?. ImpossĂ­vel nĂŁo ficar encantada com essa famĂ­lia e com a iniciativa da Renata. DĂĄ gosto de ver e participar de sonhos assim. E, por isso, estamos ajudando a tornar o dela realidade.

           

Toda essa histĂłria, o vĂ­deo da Renata e o link pra doar vocĂŞ encontra no canal A Cara da Marina, no kzuka.com.br. Mas dĂŞem uma lida no que a Renata escreveu pra gente pra entenderem por que precisamos da ajuda de todos vocĂŞs: “Um lar eles jĂĄ tĂŞm, agora sĂł falta uma casa! Qaqambani Saftey Home ĂŠ um orfanato localizado em Khayelitsha, Cidade do Cabo, na Ă frica do Sul. A Mama ĂŠ uma senhora de 62 anos que dedica a vida para cuidar de crianças abandonadas e em situação de risco. A atual moradia do orfanato ĂŠ precĂĄria, pois alĂŠm de todos terem que dormir em somente um quarto, o material de zinco torna-se extremamente gelado no inverno e ĂŠ suscetĂ­vel a enchentes e alagamentos. AlĂŠm disso, Mama costuma passar as noites em claro para ajudar as crianças que precisam usar os banheiros, pois estĂŁo localizados fora da casa. Por isso, queremos construir uma casa de concreto e com estrutura suficiente para abrigar 13 crianças, a Mama e o seu marido, o Tata. Para construir a casa, precisamos arrecadar pelo menos R$12.500. Podem ser feitas contribuiçþes a partir de R$10 e o projeto sĂł serĂĄ realizado se o valor mĂ­nimo for atingido. Caso contrĂĄrio, o valor ĂŠ devolvido aos colaboradores. Eu acredito na Mama. Eu acredito em VOCĂŠS!â€? Quer doar? Maravilha! Acessa lĂĄ e ajuda a Mama com R$ 10, que, com certeza, nĂŁo vĂŁo fazer falta pra vocĂŞ que nos lĂŞ, mas pra Mama faz uma baita diferença. Se ultrapassarmos a nossa meta, vamos poder mobiliar a casa e dar mais conforto ainda pra essa famĂ­lia que merece. Gostou dessa histĂłria? Curta no Facebook do Kzuka. Compartilhe a nossa ideia. Doe. Se envolva. Vamos ajudar, pessoal? #casapramama ĂŠ muito amor!      

do o momento. A casa, que terå três quartos (um pra ela e o marido, outro para os meninos e mais um para as meninas – alÊm de sala, banheiro e cozinha) estå em obras, com ajuda de arquitetos e construtores da própria favela, e tudo serå do jeito dela. A cor escolhida Ê pêssego, vibrante e alegre como a proprietåria. A previsão Ê de que a obra seja entregue no próximo mês. Mama estå ansiosa pra ver sua casa brilhar no bairro. – Sou uma mulher muito abençoada. Estou me sentindo muito bem e muito forte vendo minha casa crescer. Não sei explicar o quão feliz estou. Não consigo dormir e fico cuidando minha casa nova – falou, em meio a sorrisos e lågrimas. Misturando o inglês e o xhosa, umas das 11 línguas oficiais sul-africanas, Mama repetia sem cansar:



JĂĄ assistiram nas nossas redes o vĂ­deo do Eu Tenho um Sonho com famosos e estudantes? Corram pra lĂĄ!. Vamos parar pra pensar nos nossos sonhos ou, quem sabe, sonhar juntos?

Em setembro do ano passado, o Kzuka apresentou o sonho de Renata GalvĂŁo

E a rainha agora terĂĄ, muito em breve, seu palĂĄcio.

Em maio de 2013, a repórter Marina Ciconet decidiu que queria realizar sonhos. Melhor, queria ajudar as pessoas a sonharem. O projeto foi desenhado e o Yåzigi abraçou a ideia, numa parceria com o Kzuka em busca do bem coletivo. Desde então, participamos das realizaçþes nas ONG Renascer da Esperança e Centro de Acolhi-

da Paz e Mel, em Porto Alegre. Contamos as histĂłrias de Felipe Denz e outros jovens empenhados em ver o mundo melhor, como a galera do “1%â€?. Conhecemos em agosto o projeto Casa pra Mama e, desde entĂŁo, acompanhamos o trabalho na Ă frica do Sul. Assista Ă  sĂŠrie de vĂ­deos e tudo sobre nossos sonhos lĂĄ no Kzuka.com.br

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O Kzuka foi visitar Khayelitsha em abril para conferir a nova casa de perto – e o sonho de Mama, Renata, Lezerine e todas as crianças se realizando. O tamanho da favela e a pobreza impressionam. Mas a organização tambĂŠm chama atenção. Barracos alinhados, ruas asfaltadas, banheiros pĂşblicos enfileirados na maioria das esquinas, muitas cores e salĂľes de beleza em contĂŞineres por toda parte se destacam na paisagem. Apesar de o Apartheid ter sido derrubado em 1994, o histĂłrico de segregação racial continua estampado por ali. A cerca de 40 quilĂ´metros do centro da capital, Khayelitsha foi fundada com um carimbo: â€œĂ rea para negrosâ€?. Mais de 90% dos moradores de lĂĄ sĂŁo da tribo xhosa, a mesma da Mama e tambĂŠm de Nelson Mandela. Mama nunca imaginou ver o antigo barraco de zinco transformado. NĂŁo tinha tempo para sonhar – nem sabia como. Hoje, estĂĄ curtin-


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AS EXPERIÊNCIAS DE ALUNOS DA UFRGS EM PAÍSES SUL-AMERICANOS MOSTRAM QUE, ALÉM DA ECONOMIA FINANCEIRA, ESTAR PERTO DE CASA AJUDA A ENTENDER A RIQUEZA CULTURAL DOS VIZINHOS texto BRUNO MORAES

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arte CARINA KERN

em sempre é necessário cruzar oceanos ou mudar de hemisfério para fazer um bom intercâmbio. Às vezes, não é preciso sequer sair do Pampa para ter uma experiência acadêmica no Exterior. De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais (Relinter) da UFRGS, 20 alunos da universidade foram estudar em países sul-americanos – 18 apenas na Argentina – no ano passado, principalmente acadêmicos das ciências humanas. Formado em História em dezembro do ano passado, Bruno Félix Segatto, 22 anos, cursou um semestre na Universidad Nacional del Litoral (UNL), em Santa Fé, Argentina. Afora o benefício acadêmico – ele hoje faz mestrado sobre a história política argentina e a guerra com o Paraguai –, Bruno destaca as facilidades econômicas. – Além de enriquecer minha formação com a história de outro país, com diferentes visões e perspectivas, defini os temas de pesquisa do meu projeto de mestrado. Também pude estabelecer uma rede de amizades que me permitem viajar por várias regiões do país sem ter que gastar com hospedagem. Normalmente, os intercâmbios dos convênios da UFRGS duram de três a seis meses. Antes mesmo de os alunos embarcarem, monta-se um plano de estudos, em que são

foto SOLOMINVIKTOR, SHUTTERSTOCK

selecionadas quatro ou cinco disciplinas que serão cursadas no Exterior. Aluno de Geografia na UFRGS, César Berzagui, 23, esteve no Uruguai em 2013, onde passou o primeiro semestre na Universidad de la Republica (Udelar), em Montevidéu. Prestes a se formar, precisou readequar o planejamento acadêmico. – Tive de modificar o meu plano de estudos original, porque algumas cadeiras só eram realizadas uma vez ao ano e não estavam mais disponíveis quando cheguei. Como já estou no fim do curso, não poderia aproveitar aqui as mais genéricas. Os professores e os coordenadores foram bastante atenciosos e, por fim, consegui recomendações deles para cursar algumas disciplinas em outras faculdades de lá. As proximidades históricas e geográficas entre o Rio Grande do Sul, o Uruguai e a Argentina favorecem a criação de hábitos semelhantes entre gaúchos com e sem acento. – São regiões que constituem uma área de formação sócio-histórica parecida, nas quais predominavam a pecuária extensiva, a presença da figura do gaúcho e que estiveram envolvidas nos inúmeros conflitos platinos que marcaram as décadas posteriores às independências de Espanha e Portugal. Juliana Manfroi de Azevedo Iurinic da

Costa, 24 anos, estudante de arquitetura que esteve no Uruguai, acrescenta o futebol e a colonização italiana às semelhanças entre os vizinhos: – Uma vez um uruguaio que me disse que eu era só uma uruguaia nascida mais para o norte quando soube que eu era gaúcha. Na opinião de César, existe uma dose grande de mito nessas proximidades. – Inegavelmente a questão da “identidade pampa” do gaúcho é muito forte. Mas acho que nós temos uma percepção muito maior do que eles sobre isso, ao menos em Montevidéu. Ele lembra que, nos primeiros dias de aula, todos tomavam mate, inclusive o professor, mas não lhe passavam a cuia. – Eram 15 pessoas e oito cuias! Mesmo assim, me pulavam na roda. Aguentei nos dois primeiros dias. Ainda não tinha quebrado o gelo, e não pedia mate para ninguém. No terceiro dia de aula, levei meu mate. Casualmente, sempre tomei mate a “la uruguaya”, e todos me olharam meio espantados, até que um disse “ué, dando uma de uruguaio? Geralmente brasileiro não toma mate porque acha amargo”. A resposta foi curta e grossa: “Pois é que eu sou gaúcho também”. Depois disso, os fins de semana quase sempre ganharam um assado de tira.


Reprodução Youtube

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aos 18 anos ele já trabalha com algumas das maiores marcas de carro de luxo do mundo texto ariel gil arte andressa costa

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uem nunca sonhou em transformar aquele carrinho de brinquedo no carro dos sonhos pode parar de ler. A história de Rodrigo Goulart, que aos 18 anos já está por trás de empresas como Hummer Motors, King Blindados e King Limousines, referências no Estado para locações e vendas de carros de luxo, começou também com esse sonho de guri. A loja que tem no Iguatemi Corporate é o retrato de um gosto que já tinha quando criança, quando os “carrinhos” eram a grande paixão da vida. Outra influência veio do pai, que faleceu há dois anos, mas já trabalhava no ramo antes mesmo de Rodrigo nascer. A dor da perda do pai virou combustível para o jovem empreendedor. – Grandes obstáculos e dificuldades servem também para motivar, fazer repensar e levantar a cabeça e seguir em frente –, diz, focado em manter o negócio na estrada e a memória do pai sempre acesa. Mesmo jovem, Rodrigo não tem medo da concorrência ou da clientela mais velha (e até mais exigente). Muitos dos clientes já viraram amigos e ele garante que deixá-los satisfeitos é o que faz o negócio girar. São eles quem indicam novos clientes e, se estiverem satisfeitos, voltam. Hoje, Rodrigo atende principalmente clientes de Porto Alegre, como executivos da Capital, empresários de jogadores de futebol ou até mesmo jogadores e artistas. Ele também aluga seus carrões para festas de 15 anos e bailes de debutantes. A King Limousines e a Hummer Motors já são algumas das maiores empresas de locação de carros exóticos do Sul do Brasil. E o investimento não para. – A Hummer Motors realiza um número considerável de importações por ano e a King Limousines já tem cinco limousines que são as únicas originais americanas

do País. Temos planos para trazer mais carros e expandir para outros estados. Para seguir no negócio sem se perder, Rodrigo dá a dica: manter a calma e a cabeça no lugar, aprender e não perder o espírito jovem. Como assim? – É preciso ser jovem com atitude de adulto. Quem está começando precisa manter os pés no chão, não achar que sabe tudo e agir com determinação, naturalidade, motivação, seriedade e sempre observando muito aos mais velhos e experientes –, ensina. No meio de tanta lição, será que ele tem tempo para diversão? Os carros de Rodrigo já foram usados na gravação de um clipe do MC Dino. E, claro, ele sabe que o funk ostentação adora citar carrões como os que ele tem para vender ou alugar. – Sou mesmo procurado e fico feliz por isso. O funk ostentação quer o melhor em tudo e é uma satisfação fazer parte disso e acompanhar clipes com mulheres bonitas e carros de luxo, claro. Apesar disso, confesso que diariamente não escuto funk. Mas, para fazer festa, nada melhor! O carro que vai levá-lo pelos caminhos da vida não importa muito. Importante mesmo é que ele sabe bem onde quer chegar! Fotos: divulgação


Lançamento da Revista Kzuka no Vilaró

Fotos: Giuliano Cecatto/Especial

Guilherme Fortes

POR AI

O beijinho de Júlia Cardones e Júlia Prado

Raphael Capra

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Bruna Albella prestigiou o lançamento da edição de abril da revista Kzuka


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em só de livros vivem os vestibulandos: o disco Tropicália ou Panis et Circensis é a grande novidade para quem se prepara para a próxima prova da UFRGS. O álbum, que conta com a participação de artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Os Mutantes, está entre os 10 livros e 25 poemas da lista do vestibular 2015. É a primeira vez, desde que a UFRGS implantou a lista em 1999, que um disco figura na relação. Segundo a professora de literatura do prévestibular Universitário Tatiana de Camilles, já era esperado que algum disco entrasse na lista: – A canção sempre foi presente na prova. E dentro da UFRGS tem várias linhas de pesquisa sobre o assunto canção relacionado à literatura, o que já dava um indicativo que um álbum pudesse entrar na relação. O foco da prova deve ser nas letras. As outras três novidades são A Noite das Mulheres Cantoras, da portuguesa Lídia Jorge – que substitui História do Cerco de Lisboa, do Nobel de Literatura José Saramago –, O Amor de Pedro por João, de Tabajara Ruas e Dançar Tango em Porto Alegre, de Sergio Faraco – que entraram nos lugares de O Centauro no Jardim, de Moacyr Scliar, e Contos Gauchescos, João Simões Lopes Neto. Para Tatiana, a escolha das obras que entraram neste ano foi pensada para despertar o interesse dos estudantes. – Temos percebido que a Universidade tem incluído obras que os estudantes vão gostar de ler. A ideia é fazer com que quem não gosta se interesse mais por literatura – diz.

A professora de literatura da UFRGS Jane Tutikian classifica Lídia Jorge como a grande escritora portuguesa. Em sua obra, desmistifica a imagem de Portugal como grande império, tratando da presença lusitana na África. Nos livros mais recentes – caso de A Noite das Mulheres Cantoras, de 2011 – transitou para a análise social da sociedade de seu país: – Hoje, a literatura de ponta na Europa é a portuguesa. A obra da Lídia tem uma inquietação estética. Reconhecemos imediatamente o texto dela. Mas não creio que os vestibulandos terão dificuldades de leitura como no livro do Saramago.

Lançado em 1968, o disco reúne artistas como Tom Zé, Nara Leão, Torquato Neto e Gal Costa, entre outros, que, capitaneados por Caetano Veloso e Gilberto Gil, misturam rock, marchinha e orquestrações. É o primeiro disco a ingressar na lista de leituras obrigatórias. O professor Luís Augusto Fischer lembra que o programa da prova de literatura já previa, desde muitos anos, a obra de cancionistas essenciais, em particular Caetano Veloso e Chico Buarque.

O livro de Tabajara Ruas tem a ditadura como ambiente, tratando da solidão de militantes políticos que buscam abrigo no Chile, governado por Allende. Com a ascensão de Pinochet ao poder, eles têm de se exilar na Europa. O próprio autor foi um exilado no mesmo país sul-americano. Segundo o professor de literatura da UFRGS Luís Augusto Fischer, a escolha está relacionada aos 50 anos do golpe, mas esse não é o principal motivo: – Procuramos colocar livros (e discos) de várias épocas e de vários gêneros, tentando combinar o critério da importância com o da legibilidade pelo público envolvido, os vestibulandos.


Obra que reúne 18 contos, tem histórias ambientadas na fronteira. O professor da UFRGS Luís Augusto Fischer destaca que alguns deles abordam estágios da formação dos protagonistas, com meninos ou jovens passando para estágios mais maduros de vida: – É um dos grandes contistas de sua geração, no Brasil, com obra de enorme relevância no Rio Grande do Sul. É um contista de aspecto clássico, sem grandes invenções formais. Um escritor cuja força vem em parte dos enredos, não raro trágicos e muitas vezes ambientados no mundo da fronteira do Brasil com a Argentina. Retrato da região de Ilhéus, no sul da Bahia, a trama se desenrola em um cenário de grandes latifúndios, no anos dourados do cacau e dos coronéis, apresentando a violenta disputa entre dois grupos por terras: a família Badaró contra o Coronel Horácio da Silveira.

O bicheiro Boca de Ouro é assassinado logo no início da peça. Caveirinha, repórter de um jornal sensacionalista, conversa com uma antiga amante do bicheiro, que apresenta versões diferentes sobre quem era Boca de Ouro.

Textos da escola do realismo fantástico, com narrativas que trazem acontecimentos absurdos do ponto de vista lógico ou científico – como animais falantes e um prédio de mais de 800 andares cuja construção nunca termina. A UFRGS selecionou 12 contos do autor.

No romance de estreia de Lya, a personagem-narradora, Anelise, busca compreender sua vida a partir de de suas lembranças e origens. Refugiada em um chalé, ela reconta seus dramas familiares e pessoais.

O traço fundamental da obra de Pessoa são os heterônimos, autores fictícios, com nome, biografia e estilo próprio de poesia e/ou visão de mundo. Alberto Caeiro é o mestre dos outros heterônimos de Pessoa. Os temas fundamentais de O Guardador de Rebanhos tratam da natureza, que representa a única realidade aceitável.

Romance realista, o livro traz dois protagonistas antagônicos: um conservador, que representa a monarquia, o outro liberal, que representa a república. Apesar de o vocabulário não ser uma dificuldade, a narrativa pode ser desafiadora, com um narrador alternando entre a primeira e a terceira pessoa.

Poeta barroco, faz versos sobre o cenário nordestino do ciclo da cana-de-açúcar, dos engenhos e da escravidão. Conhecido como Boca do Inferno, tem uma obra dividida em três eixos de poesia: religiosa, lírica e satírica.

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O texto é rompe com os padrões sentimentais do romantismo, embora tenho sido escrito nos primórdios desse tipo de narrativa no país. Com realismo quase trivial, o autor troca as paixões desmedidas pelo humor e pelo registro do cotidiano das classes média e baixa (os “pobres livres”).


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texto MARINA CICONET arte CARINA KERN foto TADEU VILANI

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TESTAMOS A AULA NA ESCOLA DE DANÇA LENITA RUSCHEL, QUE LANÇOU O CONCEITO NA CAPITAL

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oi só as blogueiras fitness começarem a divulgar o Ballet Fitness da Betina Dantas, que logo todo mundo queria ter o corpo daquela bailarina sarada e cheia de curvas. Betina criou o conceito Ballet Fitness, misturando movimentos do balé clássico com exercícios funcionais e de ginástica – e hoje dá aula para várias famosas. Helena Ruschel Py, professora de ballet e proprietária do Ballet Lenita Ruschel, em Porto Alegre, criado pela sua mãe há quase 60 anos, fez o curso com Betina Dantas, em São Paulo, para disseminar a modalidade por aqui. As aulas começaram a ser divulgadas em fevereiro e hoje já acumulam mais de 20 alunas por turma, nas diferentes sedes da Lenita em Porto Alegre. – O Ballet Fit é uma mistura de exercícios no solo e na barra, com conceitos do balé clássico combinados com abdominal, agachamento, peitoral, tríceps, glúteo. É uma aula completa, para mulheres de todas as idades – revela Helena.


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Fotos: Tadeu Vilani

E claro, nós fomos testar o Ballet Fit: a aula dura pouco mais de uma hora e a turma é composta em sua maioria por bailarinas e ex-bailarinas de todas as idades. Exige força, foco, equilíbrio, flexibilidade. É superintensa e perfeita para quem quer complementar outros exercícios feitos na semana. – A maioria das alunas vem do balé, mas tem muita gente que nunca calçou uma sapatilha na vida. No Ballet Fit, as regras do balé clássico e rigidez não existem, o que agrada muito quem nunca dançou antes – diverte-se Helena. Ao lado da irmã Silvia Ruschel, Helena concorda que o ballet clássico mudou muito com o passar do tempo. A dança é feita para todas e nem todo mundo deseja ser bailarina profissional. É aí que entra a flexibilidade do esporte e o conceito fitness em aulas tradicionais. – As alunas vem pra cá pra serem felizes, curtir, malhar, se divertir. Nem todo mundo sonha em dançar balé! Tem gente que nem gosta, não quer... mas aparece para testar o ballet fit. Meninas dos 13 anos até mulheres de 50 surgem aqui depois de verem as fotos no Instagram. Isso é muito legal! – comemora Helena. Quer começar a fazer? Não precisa ter a clássica roupinha de bailarina. O coque também não é obrigatório. Body e legging de ginástica, combinados com sapatilha básica, é tudo que você precisa pra começar a dançar, agachar e suar muito!

OUTRAS DANÇAS QUE VOCÊ PODE CURTIR

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Zumba: na moda em academias, a Zumba é um super treino para queimar calorias. Inspirada em coreografias latinas, trabalha sequências repetidas e exercita os músculos do corpo todo.

Sapateado: as batidas dos pés ajudam a queimar gordura e dão força e equilíbrio. Além disso, mantendo o controle de todas essas combinações, a coreografia ajuda a trabalhar a memória e coordenação.

Hip Hop: combina elementos de jazz com movimentos de dança de rua. Muitos exercícios são acrobáticos e feitos no solo. É preciso treinar bastante pra pegar ritmo.

Ritmos: um clássico das academias, a aula de Ritmos é uma mistura de vários tipos de danças rápidas, com coreografias, que ajudam a queimar muitas calorias em uma só aula. Bom pra relaxar e descontrair!


Stop and Go

POR AI

Fotos: Giuliano Cecatto/Especial

Daniela Ferreira e Gabriela Herbst Ant么nio Madrid e Alexandre Piccoli

Roberta Ludwig

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Jer么nimo Pletsch, Andr茅 Schneider e Cristiano Moraes


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texto MARINA CICONET foto CLARISSA LONDERO, ESPECIAL agradecimentos THELURE PORTO ALEGRE arte CARINA KERN

16 ANOS, COLÉGIO PANAMERICANO

GLAMOUR GIRL EM 2013.

Maio é o mês oficial do Baile da Glamour Girl (este ano rola dia 30, no Leopoldina Juvenil). Por isso, fomos até a Thelure Porto Alegre, onde as meninas escolheram looks. Conversamos com todas, que nos contaram como se sentem com o trabalho na Liga Feminina de Combate ao Câncer. Confere aí nestas lindas fotos.

“A vida de uma Glamour Girl é uma rotina diária de busca de apoio, envolvimento com as pessoas da Liga, eventos. É bastante trabalho, mas eu gosto muito! A gente acaba esquecendo os problemas e se aproxima bastante das gurias.”

16 ANOS, COLÉGIO ANCHIETA

ADORA ACESSÓRIOS QUE COMPLEMENTEM O LOOK

ADAPTA A MODA CONFORME O ESTILO. AMA SE

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ARRUMAR E SE PRODUZ BASTANTE PARA IR À ESCOLA.

“Além do Glamour ser uma experiência muito legal, a gente faz novas amizades. Sem contar que a causa é nobre!”

15 ANOS, COLÉGIO FARROUPILHA

ESTILO BEM BÁSICO E SEM INVENÇÕES DE MODA.

“Adorei conhecer um outro lado das coisas com a Liga. Poder me doar pra quem realmente precisa é muito especial.”

“Esta ideia de ajudar uma causa nobre e acabar se ajudando também, na companhia das amigas, é ótima. Também acabamos revivendo o Début, que foi um momento mágico no ano passado.”

15 ANOS, COLÉGIO ANCHIETA


15 ANOS, DO COLÉGIO BOM CONSELHO

16 ANOS, COLÉGIO BOM CONSELHO

AMA SAIA LONGA E USA SEMPRE QUE

15 ANOS, COLÉGIO ROSÁRIO

PODE. GOSTA DE ESTAR SEMPRE BEM ESTILO SUPERBÁSICO, ADORA JEANS COM BLUSINHA. E SÓ!

“Gosto de ver que posso ajudar gente que jamais conheceria se não fosse com a Liga, e que, na verdade, são as que mais precisam.”

VESTIDA.

“O Glamour não é só um desfile, mas também uma boa ação. Estamos ajudando várias pessoas com a nossa iniciativa. Não é fácil, mas levamos nossa alegria para quem precisa.”

ESTILO CASUAL, ADORA VESTIDOS E BATAS.

ELA É CASUAL. QUE ELA É ARROJADA. DEU PRA

BÁSICA E FÃ DE HIPISMO, SÓ SE ARRUMA

ENTENDER?

PARA EVENTOS

“Eu não gostava muito de concursos, mas fui na Liga, gostei do trabalho e resolvi ficar. Estou me sentindo muito bem, fazendo novos amigos e algo de útil na minha vida.”

“O Glamour é uma ótima causa. Gostei das idas ao hospital, de conhecer novas realidades diferentes da minha. Fiquei bem feliz em participar!”

ESPECIAIS.

15 ANOS, COLÉGIO ANCHIETA

15 ANOS, COLÉGIO PROVÍNCIA DE SÃO PEDRO

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A MÃE ACHA

“Quero fazer a diferença na vida de outras pessoas. Pra mim, pode ser um gesto pequeno, mas pra quem recebe o carinho no Hospital Santo Antônio, faz toda a diferença na rotina diária de luta contra doenças.”


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15 ANOS, COLÉGIO FARROUPILHA

16 ANOS, COLÉGIO ANCHIETA

ADORA LOOKS QUE ESTILO BÁSICO,

VALORIZEM O SEU

ADORA A

CABELO RUIVO.

COMBINAÇÃO

“O trabalho na Liga Feminina de Combate ao Câncer é muito legal. Não é só um evento, tem um propósito especial. A gente faz isso mais pelos outros do que pela gente mesma.”

SHORTINHO E BLUSA.

“Entrei para o Glamour Girl para fazer o bem. O que mais me satisfaz é o sorriso de todos e a alegria que geramos nas idas ao Hospital Santo Antônio.” ADORA UM VISUAL PRAIANO E DESPOJADO.

“Poder ajudar quem precisa de carinho especial é uma experiência incrível. Tem um valor muito grande pra mim.” PRA ELA, “FORA DO NORMAL”. PRA GENTE,

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SUPERPRODUZIDA.

“Como nunca tinha feito trabalho voluntário, quis doar um pouco mais do meu tempo pra quem precisa. Sempre chego em casa depois de visitar o hospital e agradeço a minha mãe por tudo que eu tenho.”

16 ANOS, COLÉGIO FARROUPILHA

15 ANOS, COLÉGIO ANCHIETA


Menu KzuKa Fotos: Solanda Rodrigues/Divulgação

REQUEIJÃO, PEITO DE PERU E QUEIJO

2 PEssOAs

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cREAm cHEEsE, sAlmÃO DEfUmADO E RÚcUlA 2 PEssOAs

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1 fatia de pão de torta fria sem casca Requeijão 6 fatias de peito de peru 6 fatias de queijo (lanche, muzzarela, gruyere)

cOmO fAZ? Coloque a fatia de pão em uma superfície lisa (bancada ou tábua de corte). Com um rolo de massa, comprima a fatia até chegar em 1/3 de sua espessura. Passe o requeijão e corte ao meio. Coloque, em cada metade, 3 fatias de peito de peru e 3 fatias de queijo, deixando as laterais livres de recheio, para não sair pra fora quando for enrolar. Enrole, apertando bem. Sirva em rolo ou corte em fatias de aproximadamente 2cm.

1 fatia de pão de torta fria sem casca Cream Cheese Lâminas de salmão defumado (no super há embalagens de 100g de salmão defumado que já vem em lâminas) 5 folhas de rúcula (opcional)

cOmO fAZ? Coloque a fatia de pão em uma superfície lisa (bancada ou tábua de corte). Com um rolo de massa, comprima a fatia até chegar em 1/3 de sua espessura. Passe o cream cheese e corte ao meio. Coloque, em cada metade, 3 fatias de peito de peru e 3 fatias de queijo, deixando as laterais livres de recheio, para não sair pra fora quando for enrolar. Enrole, apertando bem. Sirva em rolo ou corte em fatias de aproximadamente 2cm.

No KZUKA.cOm.BR TEM MAIS RECEITAS DE oUTRAS DELÍCIAS PRA VoCÊ SE ARRISCAR NA CoZINHA. Não DEIxE DE CoNHECER TAMbéM ToDo o MENU DA AssEssORIAgAsTROnOmIcA.cOm.BR.

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Aprenda a fazer um sanduíche simples com cara de elaborado

Bateu aquela fome no meio dos estudos e você precisa comer algo rápido pra voltar aos livros? Essa receita que a galera da Assessoria Gastronômica nos mostrou vai ajudar você a dar um pulo na cozinha, armar um sanduba gostoso e diferente e voltar pra estudar com o estômago feliz e sem peso. Ah! Quer mais uma dica? Se você cortar o rolo em fatias finas, rola servir como canapé numa noite.


TOQUE FICAR

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ue maravilha este espaço que o Kzuka criou para vocês e também para nós do Instituto Igor Carneiro (Ficar)! Para quem não nos conhece, a parada é a seguinte: o Igor foi numa festa que todo mundo ía, em 2008, e nessas aí ~de todo mundo ir~, o lugar era uma roubada. Ele não voltou pra casa, nunca mais. Festa sinistra, com tudo de errado que poderia acontecer. Menos um cara de bem e do bem entre a galera. A mãe do Igor, Isabel, reuniu forças para ser maior que sua grande perda e, com muitos amigos, parentes e tantos que se comoveram, resolveu que algo deveria ser feito. Foi daí que nasceu o Ficar – pra galera ficar saudável, divertida, pra ficar com quem está a fim, ficar seguro, ficar vivo na balada e ficar esperto aonde vai. Nestes cinco anos de trabalho, temos muito a comemorar: leis aprovadas, outras em trâmites, conquistas diversas, amizades dentro e fora do Ficar, e o mais importante: ser agente transformador no cenário que antes era bem caótico no universo das festas. Hoje, temos mais eventos com ambulâncias e/ou ambulatórios, preocupação com a lotação do local, alvarás e outros documentos legais, sinalizações de emergência, número suficiente e qualificação maior de equipes de segurança, além de algo superimportante: as produtoras de fes-

tas se enquadrando como empresas (com CNPJ) e não sendo aventureiros. Diga não a produtoras piratas, pois elas não são garantia de nada. E, se você colaborar com venda de ingressos ou curtir o perfil no Facebook, também pode ser responsabilizado, né? O Ficar não é e nem tem poder de polícia, muito menos quer este papel. Os milhares de jovens que nos conhecem das viagens de férias para Bariloche e Porto Seguro, das festas de formatura e das viagens para o Planeta Atlântida, e das mais de 100 palestras em escolas, centenas de ações em baladas e outros eventos, sabem bem: temos a responsabilidade de mudar nosso mundo para melhor, sendo agentes formadores de opinião e transformadores daquilo que não funciona. Outra questão que tratamos com muita seriedade é a prevenção para álcool e drogas. No álcool, nossa intenção é segurar a onda dos menores e dar o toque de moderação para os maiores. No caso das drogas, ficar fora é o canal. Voltaremos a estes e muitos outros assuntos. Fique conosco. Fique com o Ficar aqui no Kzuka. Marcos Daudt VP e coordenador geral do Ficar contato@ficar.org.br


POR AI

Farroupilha Fotos: Andressa Barros/Especial

Maxine Meneghetti de olho na seção Kzuka Curte

Karolaine Pereda

Thiago Chiká gravando o projeto ‘Uma vez um amigo meu’, do Kzuka e da Unimed

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Eduardo Paim e Mariana Widholzer


CUECAS

texto FELIPE COSTA*

arte ANDRESSA COSTA

O

fracasso também é vitória quando sobra uma boa história pra contar depois. Quem nunca tomou um fora daqueles bem brabos que atire o primeiro guardanapo com telefone. Se acalma aí, o sucesso só chega com a experiência. É tipo treino de bola parada, com o tempo e com a prática, vai ficando mais fácil. Mas tem que tentar. E em tempos de Facebook e Tinder, chances é que não faltam.

menina, vai com elegância e sinceridade. Não seja mais um chato e aproveite para se destacar no meio de tantos. E se levar um corte, tranquilo. Leva na boa, vai que rola uma outra chance depois? Se não rolar, bóra pra próxima. Como a primeira tentativa não passou da barreira, resolvi chutar do meio-decampo pra ver se pegava o goleiro desprevenido: – Oi, sua amiga já deixou claro que o papo está bom e achei melhor mesmo não interromper. Mas acho que até semana que vem estarei preparado pra um papo interessante. Qual seu telefone? – escrevi em um guardanapo. A resposta chegou rápido: – Difícil, já que não estou nem um pouco interessada em te ouvir. HAHAHA. Acontece. O chute do meiode-campo às vezes não chega no gol.

*Felipe é jornalista e repórter do Kzuka. Já viajou por 15 países numa kombi e fez um documentário sobre felicidade. Aqui, divide as trapalhadas da vida. E muito mais. Se quiser que ele escreva sobre algo especial, manda aí: felipe.luis@kzuka. com.br

Schlurpschruls (barulho dela beijando outro cara)

Não percebeu que eu vim pra dançar?

Não quero te usar, nem te fazer sofrer. Você é bom demais pra mim.

Meu nome é Marcão.

Desculpa, é que eu já estava indo embora. (A festa tinha recém começado).

Você já tentou e eu disse não. A resposta não muda na quarta vez.

Quero que sejamos apenas amigos.

Nem morta.

Acabei de sair de um namoro, não quero ter um relacionamento sério neste momento.

Essa é uma resposta automática: Desculpe,o usuário desta conta não utiliza mais o aplicativo. (via Tinder)

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– E aí, meninas. O que vocês acham de eu e o meu amigo ali puxarmos as cadeiras pra mesa de vocês? O papo aqui parece estar bem mais interessante... – disse certa vez o rapaz que aqui escreve. – Justamente. O papo está muito interessante pra vocês virem estragar – respondeu uma das moças. Bom humor é fundamental em tudo na vida: trabalho, escola, em casa e também na hora da conquista. Quem faz piada do próprio fracasso mostra segurança e ganha confiança. Rir de si mesmo acaba virando um charme. As donzelas não querem nada mais que um cara confiante e bem humorado ao lado delas, vai por mim, um amigo meu que disse. Não deu certo pra mim nem pra ele, mas não custa tentar. Vale quase tudo que é tentativa, só cuida pra não exagerar nas brincadeiras. Não faça piadas sobre roupas ou a boa forma da


SOUND

Confira essas e muitas outras dicas na minha página: kzuka.com.br/capu. Lá também estão meus sets pra baixar e muitos vídeos da pilhadeira lifestyle.

LILY ALLEN DE SHEEZUS

ORGANIZAÇÃO CELESTIAL

REAÇÃO NA LUA

Já falamos da ousadia da Lily Allen, no álbum Sheezus, que homenageia o rapper Kanye West – ele lançou o Yeezus tempo atrás e, em uma das faixas, afirma ser Deus. Prepotência pouca é bobagem. Seguindo na vibe de chutar o balde, Lily lançou o clipe da faixa que dá nome ao disco e sai ironizando a competição das cantoras pop: de Lady Gaga a Lorde, passando por Beyoncé, Katy Perry e Rihanna. Pra ela, alfinetadas nas divas gringas vira diversão e marketing. O clipe é cheio dos efeitos especiais e o som está valendo muito.

Além de talentosos, os queridos da Reação em Cadeia são das pessoas mais incríveis que já tive o prazer de conhecer no mundo da música. O som cada vez mais maduro que o Jonathan Correa consegue tirar na liderança da banda deixa todo mundo de queixo caído. O single Sete Luas veio no embalo das bandas gringas, que cada vez mais privilegiam os fãs que acompanham o trabalho pelas redes sociais. A faixa foi lançada exclusivamente pelo Facebook e, além de ter a produção do som e do clipe do monstro Juliano Cortuah, foi masterizada em Los Angeles por uma das maiores referências na engenharia de áudio, o vencedor do Grammy Gavin Lurssen. Tudo isso somado era impossível não ser gol.

Sabe aquelas bandas que tu tens vontade de avisar até a mãe, pra que ela não saia de casa sem antes conhecer? Então, a gauchada da Organização Celestial do Livre Arbítrio é uma dessas. Ela se classifica como um coletivo musical e, desde 2009, une o talento do multi-instrumentista Pedro Dom, do baixista Patrick Bass, dos MCs Lucas Uilson e Yule Almeida e do baterista Rodrigo Cordeiro. Os caras mandam um som absolutamente interessante, apresentando o seu rap e hip-hop tocados ao vivo e mesclando uma sonoridade com elementos da MPB, samba, bossa, além da sofisticação do jazz, já que também temos músicos com formação clássica nesse time. E, pelo visto, o grupo em breve deve ganhar o Brasil. Em abril foi divulgado o primeiro disco oficial dos caras.

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PHARRELL & MARILYN MONROE Pharrell, Pharrell e Pharrell. Tudo no mundo pop gringo gira em torno desse cara. Agora o produtor/cantor liberou o clipe do seu som novo, Marilyn Monroe. Ele já havia avisado que essa seria a nova música de trabalho, depois do sucesso absurdo de Happy, que por sinal ainda está no topo da Billboard. Além dessa, Pharrell vai trabalhar em paralelo a música Come Get It Bae, em parceria com Miley Cyrus. No clipe novo, de Marilyn, o cara está cercado de várias gatas e troca de chapéu toda hora. Por que falei isso? Porque esse chapéu é feio pra caramba, mas já virou marca registrada. Não vai demorar muito para virar febre mundial.

REMIX BY AVICII Tem um ditado que diz que nem tudo é tão bom que não possa melhorar. O Avicii é um cara que pensa assim. O produtor e DJ sueco é uma das maiores referências quando o assunto é EDM de qualidade. Ele acaba de lançar um disco com as mesma faixas do True, do ano passado, mas remixado. O cara conseguiu fazer música boa em dobro, já que todos os remixes e as novas versões foram feitos por ele mesmo. O álbum True Avicii by Avicii já caiu na web e a nova música de trabalho do cara, Addicted to You, está bombando nas pistas gringas. Se você ainda não ouviu, se liga que está valendo muito. Outra iniciativa irada é o clipe do sucesso Wake Me Up, com uma animação feita por um fã participante do projeto Channel 4. Irado.


Anchieta

POR AI

Fotos: Andressa Barros/Especial

Laura Grala

Roberta Canozzi se divertiu com o Kzuka

Vinicius Kuelle e Karina Tagliari

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Daniel De Marchi


KZUKA.COM.BR SEGURANÇA NAS MÃOS

Divulgação/Ooli

/ GEEK ME

O KZUKA.COM.BR ESTÁ BOMBANDO DE COISAS LEGAIS. VALE CONFERIR! Reprodução/YouTube

/ SOUND KZUKA

MUSAS EM DESENHO

/ A CARA DA MARINA

Reprodução/YouTube

FIQUE POR DENTRO

/ LIFESTYLE

Tem alguma dúvida sobre suplementos alimentares? Agora é a hora de saber TUDO sobre o assunto! A nutricionista Fabiana Barreto é especialista em nutrição esportiva e esclarece tudo sobre o mundo fitness. Divulgação

SURPRESA ESPECIAL Para contar ao pai que ele viraria avô, a americana Jessica Hickey preparou uma surpresa especial. Ela gravou o momento e você pode ver o vídeo (superemocionante!) no nosso site.

Marina Ciconet

A banda Neon Treen arranjou uma baita forma de divulgar seu trabalho: colocou, no mesmo clipe, as cantoras Miley Cyrus, Katy Perry e Beyoncé. Caaaalma, é tudo desenho! Você precisa ver.

Dois gaúchos bolaram o Ooli, aplicativo que com apenas um toque avisa a sua localização e lança um alerta para auxiliar na segurança da galera. Quer entender melhor como funciona? É só entrar no Kzuka.com.br!

/ POP UP

TRAILER ESTENDIDO

Reprodução /Twitter

FESTA, PRAIA E GUIMÊ

Editora Nemo/ Divulgação

/ PORTAS EM AUTOMÁTICO

Fãs de A Culpa é das Estrelas, preparem-se! O longa baseado no best-seller vai para as telonas em junho deste ano e o trailer oficial (e estendido) já está no Kzuka. Tente não se emocionar.

/ TEAM KZUKA Isso mesmo: MC Guimê é atração confirmada nas festas da galera que vai passar as férias de inverno em Porto Seguro. Ele vai agitar as noites de julho a outubro, com nove shows já marcados. Quem vai?

SENNA EM HQ

Herói de uma geração (e de basicamente todo brasileiro), Ayrton Senna virou história em quadrinhos. A vida de um dos maiores pilotos de Fórmula 1 se transformou no HQ Ayrton Senna: A Trajetória de um Mito Mito.


PARA CABER O SONHO DE TODA ESSA GALERA, SÓ UMA CASA COM O PÉ DIREITO BEM ALTO. "$!&! *'& !'%! !'0!'+ !-)! )'&$ %!$!'( $ /%0%$! &$% $!-)%$.!!' !00%! &$! &!%%"$&%! !!"$)$ !(%%! &$ ! "!$ %%! #' ! $     #' '  $ /% $ &%  ' % !$% (% ! ' !  ,$ ! ' ! $!$!  "! ! &'! #' % $  ! &!! ! %"/! %%-$! "$ ! & '$ %!  !


Revista Kzuka Maio 2014