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36° FESTIVAL DE INVERNO DA UFMG 36° FESTIVAL DE INVERNO DA UFMG 36° FESTIVAL DE INVERNO DA UFMG 36° FESTIVAL DE INVERNO DA UFMG 36° FESTIVAL DE INVERNO DA UFMG 36° FESTIVAL DE INVERNO DA UFMG

SUMÁRIO

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Diamantina 2004

Abertura

6 Frans Krajcberg 18 Artes Cênicas 22 Artes Plásticas 26 Literatura e Cultura 30 Mídia Arte 34 Música 38 Projetos Especiais 41 Manifesto de Biribiri 42 Eventos 46 Patrocinadores 52 Apoio 54 Expediente


O 36º FESTIVAL DE INVERNO DA UFMG

Neste Festival de Inverno, cujo eixo temático foi Arte: fronteiras contemporâneas, buscou-se mapear novas fronteiras para a produção artística emergente, dando continuidade à proposta do 35° Festival de Inverno — Limites: rupturas e desdobramentos —, em 2003.

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Essa linha conceitual abrange os possíveis desdobramentos para a produção de arte. A intenção era a de criar uma oportunidade para se estabelecer outra ótica sobre o campo artístico — um lado mais humano, mais delicado e sensível do processo da criação. Na arte — e por meio dela —, pode-se avançar, no terreno fértil da sensibilidade, para uma maior compreensão do significado de cada indivíduo como um ser humano recriador do universo. Nesse universo poético, instaura-se uma busca do autoconhecimento e da posição que as pessoas assumem diante das coisas. A arte é um meio de ser, de educar, de mostrar, de enxergar e de transformar. Cabe ao artista descobrir novos rumos e direcionamentos não-convencionais, dar o salto sobre o desconhecido. Perceber, sentir, fazer... Urge perceber! O perceber... antecede o sentir. É algo que vem de dentro, é intuitivo. Perceber os objetos, as pessoas e o espaço. Percebe-se pelos sentidos do olhar, do ouvir, do falar e do gesticular — sentidos sensíveis e preparados para absorver e responder pelas inquietações do ser humano. O sentir... antecede o fazer. É algo que vem de fora para dentro. São reverberações da memória associadas ao novo que se percebe. Esses ecos promovem a ação consolidada no fazer e no criar. O sentir permite ao homem interiorizar o mundo, percebê-lo e traduzi-lo a partir de ações criativas. Com o auxílio da memória, procura-se compreender o passado e o presente, para, assim, se situar no universo. O fazer... O Festival de Inverno da UFMG é um desses raros momentos ideais para o fazer, para a experimentação e a busca de linguagens que alimentem a expressão e a criatividade. Nesta edição, a questão central girou em torno da busca de novas fronteiras, tendo como referência uma ética e uma resposta sensível para um mundo interativo. O eixo estrutural dos trabalhos propostos a todos os participantes do evento foi costurado no simpósio Arte: fronteiras contemporâneas, mediante discussões sobre as novas vertentes éticas e filosóficas da produção artística contemporânea. Associadas à teoria, fixaram-se as práticas experimentais nas

diferentes áreas, com várias oficinas inter-relacionadas. Outro aspecto a ser destacado é o notável desenvolvimento econômico da região de Diamantina em função das atividades do Festival de Inverno. O evento reforçou substancialmente as atividades fomentadoras do turismo cultural, o que proporcionou um clima de confiança para novos investimentos e empreendimentos geradores de trabalho e de renda. Ecoam as ações do Festival e as reverberações de suas atividades, na cultura e na economia, vão ao encontro de uma proposta básica da Universidade — a promoção do conhecimento, da cidadania e do desenvolvimento socioeconômico. Fabrício Fernandino Coordenador Geral do Festival de Inverno da UFMG


Frans Krajcberg, uma referência

Transitando entre natureza e cultura, entre tradição e vanguarda — razão pela qual ocupa um lugar absolutamente ímpar no contexto artístico internacional —, Frans Krajcberg pode ser considerado um artista de fronteira, um explorador de limites e possibilidades da arte, compreendida, nesse caso, como forma peculiar de conhecimento e como projeto de emancipação do homem.

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Por esse motivo e, também, por seus vínculos históricos com o Festival de Inverno da UFMG, a obra e a trajetória desse artista servem de referência à proposta conceitual desta edição — Arte: fronteiras contemporâneas. São dele as imagens que fundamentam o trabalho de identidade visual do 36º Festival de Inverno da UFMG. As fotografias reproduzidas neste catálogo resultaram de uma de suas inúmeras incursões pela paisagem de Minas Gerais — Itabirito, Diamantina, Curralinho —, onde o artista pesquisa os impactos causados à natureza pela ação predatória da atividade econômica. Movido pelo propósito de denúncia, Frans Krajcberg, no entanto, resgata do ambiente degradado os elementos que apontam para um ideal possível de beleza e harmonia entre o homem e a natureza. Ao homenageá-lo, o Festival de Inverno associa-se a esse ideal e reafirma compromisso idêntico com o futuro da arte e com o destino da humanidade.


O grito de um homem contra o homem e a favor da natureza O jogo de luzes dos manguezais, as cores dos caranguejos. O mangue é o que mais o atraiu em Nova Viçosa, onde vive em uma casa em cima de uma árvore, num terreno com mais de um quilômetro de comprimento, à beira da praia. Acorda às cinco da manhã e dorme antes das oito da noite. Já conhece todo o Brasil. Não gosta de muita coisa; detesta os homens. Com suas obras, pretende lutar pela natureza, denunciando a destruição dela. Para ele, o homem sem arte é vazio e o homem sem educação, mais vazio ainda. Acha que a arte, se não acompanha a evolução humana, não pode ser chamada arte. Acredita que se está em um vazio político absoluto. Projeto para o futuro: fazer uma viagem por toda a América Latina. Esse é Frans Krajcberg. Os três espaços permanentes — a memória da obra Quero registrar o esforço que fiz até hoje — guardar minha obra, minha presença para mim mesmo. Escolhi, então, três lugares: Paris, onde tenho meu estúdio há 43 anos; Curitiba, onde morei e trabalhei nos anos 1950; e Nova Viçosa, que tem minha presença desde os anos1970. O Brasil Tive em Monte Alegre, no Paraná, meu primeiro contato com a natureza brasileira. Estou no Brasil porque, aqui, descobri outra vida — a natureza, cuja destruição é brutal. Escutamos notícias de que os incêndios na Amazônia diminuíram. Acho isso uma piada! É claro que diminuíram, pois não há mais mata. Em 50 anos, a floresta mais linda do mundo foi transformada em um paraíso de plantações de eucalipto. Está tudo de pernas para o ar. A revolta Para defender a vida, é preciso compreendê-la. Sempre me pergunto como e quando vou compreender o homem, que é um dos piores animais que existe. Não consigo me adaptar aos homens. Tenho o direito de ser revoltado, pois acho que é insuportável viver o que vivi: ver montanhas de corpos empilhados como lixo para serem queimados (durante a Segunda Guerra Mundial). Consegui sobreviver até hoje, porque tive bastante coragem. Sou revoltado com a luta do homem contra o homem, do homem contra a natureza, do homem contra a vida. O meu trabalho é a única maneira de me expressar, pois, se eu sair gritando pela rua, me colocam no hospício. Então, transformo pedaços de árvores no meu grito. Quero gritar cada vez mais contra essa sociedade selvagem. Sou muito revoltado com as leis que nos enquadram na vida urbana, cada vez mais difícil. Anticategorizações Se o Brasil me considera brasileiro? Não me incomodo mais com isso, porque, do ponto de vista político, sou internacionalista e, do ecológico, sou planetário. No entanto, em todo lugar, até hoje, sou considerado o polonês radicado no Brasil. Primeiramente, não sou polonês. Só porque nasci na Polônia? Não sinto nada nem sei o que é a Polônia hoje em dia; tampouco, sou radicado aqui. Tenho direito de escolher o lugar onde quero viver neste Planeta! Nunca a natureza me perguntou de onde eu vinha, se era naturalizado, se tinha religião. Sei que ainda não sou brasileiro neste País, porque defendo uma causa que incomoda a muita gente. Não me esqueço de quando viajei em um avião no Acre e, ao meu lado, um homem bem vestido disse: “Tenho uma grande admiração pelo senhor, seu Frans, mas o senhor é uma pedra no meu sapato”. Dei risada e compreendi — mais um que vem do Rio Grande do Sul, São Paulo ou Paraná para destruir centenas de hectares de terras. Nas minhas viagens, havia locais em que nem me deixavam filmar as queimadas. No Acre mesmo, chorei como uma criança diante de tanta brutalidade. Na Amazônia, vi cenas piores que na guerra. Sou anti-religioso. As religiões dividem a humanidade, separam os homens em vez de uni-los: “Vai com Deus e mata teu inimigo”. Não gosto da palavra “museu”. Também não gosto de “artista”. Essa palavra, querendo significar “super-herói”, não existe para mim. Faço de tudo: pintura, desenho, fotografia para guardar certas imagens da natureza. Se, às vezes, caio no estético, não é minha culpa... Não me interessa mais se a minha obra é grande, ou não. Se é importante, ou não. Se faço arte, ou não. Isso é problema dos outros. Quero me expressar. Frans Krajcberg

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Artes Cênicas

A área de Artes Cênicas pretende contemplar os universos do Teatro e da Dança, cada vez mais inseparáveis no mundo contemporâneo. O estudo do movimento apresenta-se, então, como um dos focos de atenção, seja no seu diálogo com o espaço ou na ampliação de sua expressividade cênica. Paralelamente, pretende-se, também, propor o exercício da criação espetacular a partir de diversos caminhos: a dança-teatro; a utilização das máscaras; a idéia de co-autoria entre atores, diretores e dramaturgos, num processo colaborativo; a pesquisa das possibilidades de uma releitura contemporânea da obra clássica. Em especial, pretende-se estimular o debate sobre o conceito de contemporaneidade na arte e o seu caráter essencialmente intersemiótico.

O principal objetivo que a área de Artes Cênicas assumiu no 36º Festival de Inverno da UFMG foi o de dar continuidade ao debate sobre o complexo conceito de contemporaneidade, iniciado no evento anterior. Assim, as oficinas foram propostas reunindo profissionais que se têm destacado, no cenário artístico, como criadores-pesquisadores dos múltiplos caminhos que o teatro pode trilhar. Uma primeira e inegável constatação foi a diversidade e a riqueza de propostas. Dessa forma, foi possível focalizar o conceito de dramaturgia do ator — com Márcio Aurélio; as possibilidades de releitura do teatro musical brasileiro — com o quinteto Chico Pelúcio, Maurílio Rocha, Babaya, Gustavo Guimarães e Fernando Mencarelli; a quebra das hierarquias na criação cênica — com o processo colaborativo da Maldita Cia. de Investigação Teatral; e a importância da máscara na preparação técnica do ator — com Fernando Linares. No sentido de resgatar para a dança o merecido espaço, contou-se com a presença de Vivien Buckup, que pesquisou a ampliação da expressividade do gesto e do movimento; com a de Dudude Herrmann, que propôs o diálogo do corpo com o espaço; e com a de Lia Rodrigues, que buscou o movimento particular de cada um. Paralelamente à imensa carga de trabalho e co-responsabilidade pelo sucesso do Festival, a função de Coordenador da área possibilita o privilégio de poder acompanhar, mesmo que em parte, os diversos trabalhos desenvolvidos pelos artistas-professores, que mergulham com absoluta dedicação nas oficinas e a elas se entregam de corpo e alma. Mais uma vez, observou-se, com clareza, a importância do Festival de Inverno em termos de aprendizado do trabalho coletivo e do desenvolvimento da capacidade criativa de cada indivíduo. Isso especialmente no que diz respeito à adequação e adaptação do projeto inicial das oficinas em função das imprevisíveis características e expectativas daqueles que escolheram participar de cada um desses processos. Implica, também, outro grande privilégio — o de poder perceber como os grupos apontam as melhores direções, abusando da criatividade e da cooperação. Como era de se esperar, as discussões sobre a contemporaneidade, sobretudo no que se refere ao teatro, possibilitaram o levantamento de inúmeras questões e, talvez, de nenhuma resposta que atendesse a todas as expectativas. Porém não resta dúvida de que todos terminamos a experiência sensivelmente modificados, certos de que os festivais de arte são imprescindíveis para a sobrevivência da cultura no País.

Ernani Maletta Coordenador da área de Artes Cênicas

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A MÁSCARA COMO SEGUNDA NATUREZA DO ATOR

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Objetivo: Proporcionar aos participantes o contato com exercícios corporais específicos para a utilização das máscaras e o desenvolvimento de dinâmicas de improvisação, individuais e em grupos. Realizar exercícios com máscaras neutras, larvárias, máscara inteira de olhos pintados e meia máscara expressiva, que propiciam ao ator maior consciência do seu potencial corporal, intensificam sua presença cênica e, ao mesmo tempo, o colocam em situações expressivas que o afastam das suas características pessoais recorrentes, levando-o a adquirir maior capacidade e agilidade interpretativa e experimentando cada máscara como sua “segunda natureza”. PROFESSOR Fernando Linares (BH) 01

DRAMATURGIA DA CENA Objetivo: Proporcionar a atores e bailarinos interessados em dança-teatro a oportunidade de exercitar a criação espetacular por intermédio de diferentes materiais, a partir da idéia de ação. PROFESSOR Márcio Aurélio (SP) 04

MOVIMENTO EM CENA

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Objetivo: Pesquisar e desenvolver os recursos de que dispõem os profissionais das Artes Cênicas – atores, dançarinos, cantores – para tornar mais expressivos seus gestos, mais significativos seus movimentos. PROFESSORA Vivien Buckup (SP) 05

AUTOR/CRIADOR/INTÉRPRETE EM DANÇA CONTEMPORÂNEA

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Objetivo: Descobrir novas possibilidades de expressão por meio do movimento e estimular o potencial criativo de cada participante. Com exercícios específicos e improvisações dirigidas, pretende-se desenvolver e ampliar a maneira particular que cada intérprete ou criador carrega no próprio corpo para se mover e se expressar, provocando novas descobertas mediante um contato mais íntimo com o fazer individual e buscando compreender como esse fazer pode significar uma assinatura própria. Além disso, a oficina pretende abrir um canal de comunicação para o desenvolvimento de uma linguagem coreográfica. PROFESSORA Lia Rodrigues (RJ) 02

PROCESSOS DE CRIAÇÃO COLABORATIVA Objetivo: Pesquisar e experimentar o Processo de Criação Colaborativa, definido por Antônio Araújo (Teatro da Vertigem) como uma “metodologia de criação em que todos os integrantes, a partir de suas funções artísticas específicas, têm igual espaço propositivo, sem qualquer espécie de hierarquia, produzindo uma obra cuja autoria é compartilhada por todos”. Com base nesses princípios, orientar quatro equipes — formadas por cinco atores, um diretor, um dramaturgo — na montagem de quatro micropeças. Permitir, além do exercício da co-autoria entre os diversos criadores da cena, a possibilidade de uma revisitação do espaço urbano, contrapondo-lhe o conceito de arquitetura do abandono. PROFESSORES Maldita Cia. de Investigação Teatral (BH) 06

CORPO: ASSUNTO DE ARTE

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Objetivo: Abrir possibilidades de inter-relações no espaço, tendo o corpo como mediador do processo e usando como ferramentas alguns conceitos de dança contemporânea. Investigar o mover diretamente ligado ao pensamento de um espaço vivo. Produzir danças via improvisações que alimentem o discurso corporal. Por fim, trabalhar tendo como veículo o entendimento de um corpo que dança. PROFESSORA Dudude Herrmann (BH) 03

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TEATRO MUSICAL: UMA ABORDAGEM CONTEMPORÂNEA Objetivo: Pesquisar as possibilidades de uma releitura contemporânea do Teatro Musical Brasileiro de Arthur Azevedo, a partir da obra O Mambembe. PROFESSORES Fernando Mencarelli (BH), Chico Pelúcio (BH), Babaya (BH), Gustavo Cerqueira Guimarães (BH) , Maurílio Rocha (BH) 07

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Artes Plásticas

Procurando desenvolver a reflexão, a experimentação e a pesquisa — característica fundamental do ensino das artes nas Universidades — em oficinas que privilegiam linguagens tradicionais — como a pintura, a escultura, a gravura, o desenho e a produção gráfica — a área de Artes Plásticas visa a oferecer aos seus participantes vivências originais no âmbito de questões vitais da arte contemporânea, assim como a dialogar com a cidade de Diamantina em suas múltiplas fontes de identidade cultural.

Coordenar novamente a área de Artes Plásticas, em um evento com tanta tradição — Festival de Inverno da UFMG —, já em sua 36º edição, é sempre um desafio extremamente prazeroso. Possibilitar um diálogo profícuo entre todos os participantes da área, estabelecendo pontes entre as pesquisas, as experimentações, o fazer nas oficinas e a reflexão sobre a cidade de Diamantina e região, em suas múltiplas fontes de identidade cultural, esse foi o eixo ordenador de todas as atividades propostas. Os participantes das oficinas de escultura, gravura, pintura, produção gráfica, desenho e projetos especiais — dirigidas por profissionais da mais alta competência, que sempre procuraram estabelecer, mediante vivências originais e conceitos artísticos inovadores, relações entre os processos criativos e a cultura e a geografia locais — puderam, ainda, compartilhar uma mesma oficina de caráter teórico — Tópicos de Arte Contemporânea —, em que se buscou, durante todo o evento, discutir, em profundidade, questões pertinentes à arte e à contemporaneidade. Apesar da redução de tempo do Festival de três para duas semanas — um evento que, durante anos, durou todo o mês de julho —, uma perda que reflete a dificuldade contínua de se promover cultura no Brasil, acredito, com base em depoimentos de todos os envolvidos — artistas, professores e estudantes —, que as atividades da área de Artes Plásticas puderam atender plenamente aos objetivos originalmente propostos.

Mário Zavagli Coordenador da área de Artes Plásticas

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INTRODUÇÃO À ESCULTURA CINÉTICA OU MECÂNICA BÁSICA PARA ARTISTAS Objetivo: Conhecer e construir máquinas simples: plano inclinado, alavanca e polia. Construir objetos cinéticos movidos por manivela, gravidade, água, vento ou eletricidade. Enfoque na plasticidade das máquinas e em seus movimentos. Ilustração com exemplos da história da arte e da ciência. Animação de objetos. Estímulo e prática desses conhecimentos para fins artísticos.

PROCESSO SERIGRÁFICO NA GRAVURA EM METAL Objetivo: Ampliar o conhecimento das possibilidades expressivas por meio do processo serigráfico na gravura em metal, com a utilização da fotomontagem, imagem digital e desenho direto sobre a matriz. PROFESSOR Clébio Maduro (BH) 05

PROFESSOR Guto Lacaz (SP) 01 05

01 A PINTURA ALÉM DA PINTURA Objetivo: Unir a prática da pintura aos conceitos que a ela são inerentes, numa tentativa de redescoberta e inserção da arte pictórica no contexto da arte contemporânea, levando em consideração os diálogos que se concretizaram entre a pintura e as novas técnicas artísticas, como a instalação, a fotografia e o vídeo.

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PROFESSOR Marco Paulo Rolla (BH) 02

ESCULTURA

RUÍDOS, IMAGENS E OUTRAS GRÁFICAS Objetivo: Instaurar um território híbrido, processado a partir da aproximação entre artes visuais e design gráfico. Um dos eixos centrais refere-se ao binômio texto/imagem, que é tratado fora de qualquer aspecto hierárquico e/ou estrutural. A rotina de trabalho está organizada em quatro eixos temáticos: tipografia ilustrada – manipulação de catálogos de clichês e outros referentes tipográficos; projeto gráfico-editorial – livros de imagens e livro de artista; produção gráfica – formalização dos projetos desenvolvidos, contextualização e intervenção na cidade de Diamantina e adjacências, exploração, reconhecimento e releitura da iconografia local diamantinense; estudo de caso – Joan Brossa (poema-objeto e poesia visual: a revolta poética). PROFESSOR Marcelo Drummond (BH) 06 06

Objetivo: Desenvolver e realizar projetos individuais em escultura, a partir da análise da paisagem e da coleta de materiais do entorno da cidade de Diamantina. 03

PROFESSOR Paulo Laender (BH) 03 TÓPICOS DE ARTE CONTEMPORÂNEA

FIGURA HUMANA, EXPERIMENTOS PARA O CORPO, O OLHAR E O DESENHO Objetivo: Entender e potencializar as possíveis relações entre desenhista, modelo e superfície. Perceber o próprio corpo e seus reflexos no entendimento do desenho e da figura humana. Fomentar a reflexão em torno da apreensão e do significado da figura humana, ampliando o campo de abordagem do tema. 04

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PROFESSOR Eugênio Paccelli (BH) 04

Objetivo: Garantir, durante o período de duração do Festival, um espaço experimental de reflexão, questionamento e troca de informações sobre conteúdos direta ou indiretamente ligados à produção contemporânea de arte. Vivências trazidas das práticas das outras oficinas são bem-vindas. Ampliar horizontes de interlocuções surgidas ao longo da oficina com gravações e registros visuais das dinâmicas produzidas, assim como com produção de textos, além da utilização de referências de textos, livros, revistas especializadas, slides, transparências, vídeos e DVDs. A oficina é parte integrante de todas as outras oficinas da área de Artes Plásticas. PROFESSOR Marcos Hill (BH) 07

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Literatura e Cultura

As oficinas da área de Literatura e Cultura têm a finalidade de levar técnicas e temáticas literárias ao conhecimento de um público maior, proporcionando, assim, uma mediação entre o trabalho acadêmico e o público interessado. Indo além dos conceitos tradicionais da literatura como domínio de autores consagrados, as oficinas em questão rompem com as fronteiras convencionais da literatura, inserindo-a no âmbito cultural de cada pessoa. Os participantes têm oportunidade de se iniciar, com o apoio de escritores e professores, na prática e na teoria, ensaiando não apenas os primeiros passos da criação literária, mas familiarizando-se, também, com alguns aspectos teóricos. Pretende-se um enfoque especial na relação entre literatura e cinema, dois tipos de narrativa que se complementam e se fecundam mutuamente, denunciando a tradicional fronteira entre ambas como obsoleta.

A área de Literatura e Cultura organizou-se em torno do tema geral proposto para as atividades de 2004 — Arte: fronteiras contemporâneas. Assim, foram organizadas oito oficinas de iniciação, em que se contemplou um constante cruzamento entre literatura e outras artes, atendendo a diferentes demandas do público. Como a proposta da área era a de ultrapassar as fronteiras da arte literária, diversos meios e abordagens estiveram presentes no cotidiano de professores e alunos, especialmente a partir da contribuição de artistas presentes. Ministradas por escritores, cineastas, professores e performers, as oficinas oferecidas não só propiciaram a experimentação de formas consagradas de criação literária, mas também permitiram a reinvenção de temas, ritmos e motivos ou, ainda, a descoberta de novas possibilidades expressivas. Além disso, procurou-se atender a várias modalidades de intervenção artística, buscando-se a estetização de práticas cotidianas e o resgate de relações entre arte e vida. Desenvolveram-se habilidades de leitura/escrita de textos literários, considerando-se: 1) a importância da Música Popular Brasileira (MPB) na sala de aula, inclusive como inspiradora de material

didático; 2) as relações orgânicas entre palavra falada e sujeito falante, visando à configuração de um corpo performático capaz de explorar as diversas dimensões da palavra; 3) as narrativas orais e os cantos afro-brasileiros, especialmente os vissungos — cantos de trabalho e funeral —, remanescentes em Diamantina e adjacências; 4) o processo de composição da prosa de ficção: surgimento de uma idéia, ou texto básico, e seu refinamento até se obter uma obra de arte; 5) a produção artística na atualidade — especialmente das áreas de literatura, arquitetura e cinema -, sob o enfoque de teorias pós-modernas, que remetem ao local e ao global; 6) as relações entre literatura, imprensa e tecnologia, sobretudo no que tange à crítica da banalização do sofrimento e à existência de gêneros híbridos — como videopoema, conto em vídeo, web arte; 7) a escritura, ou a rasura do “livro interior”, que, pertencendo, simultaneamente, ao passado e ao futuro, é encontrada na literatura canônica e em cada autor ou leitor; 8) a convivência de voz, música e performance no interior da poesia, em especial quando esta se corporifica em intervenções e espetáculos.

A única oficina de atualização oferecida nesta área foi ministrada por Sylvio Back e teve como finalidade o estudo do cinema brasileiro com base na obra fílmica do próprio cineasta. Em forte interação com outras artes — em especial, a música e o cinema —, a literatura trabalhada neste Festival utilizou as competências obtidas na leitura do texto impresso para propor a leitura de outros códigos. E, também, usou a percepção de telas e ritmos para desenvolver o refinamento dos modos de leitura de textos. A ultrapassagem de fronteiras — artísticas, conceituais, acadêmicas — foi capaz de restaurar, em vários momentos, a conexão perdida entre palavras, coisas e gentes. Numa cidade construída por bateias, conspirações e tradições, mas sobretudo pelos amantes trágicos João Fernandes e Chica da Silva, a literatura funcionou, em Diamantina, como espaço articulador de relatos, imagens e percepções.

Maria Antonieta Pereira Coordenadora da área de Literatura e Cultura

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MATERIAL DIDÁTICO: A MPB NA SALA DE AULA Objetivo: Desenvolver habilidades na leitura e na produção de textos, usando a música popular brasileira como ponte para os estudos literários. Conceito de leitura e escrita. O papel do autor, do texto e do leitor na produção e na recepção de textos. A MPB na sala de aula: produção de materiais didáticos de leitura e produção de textos, usando a música popular. 01

PROFESSORA Carla Vianna Coscarelli (UFMG) 01 PALAVRA FALANTE: INTRODUÇÃO À PERFORMANCE POÉTICA

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Objetivo: A oficina Palavra Falante organiza-se como um espaço interdisciplinar de pesquisa e criação que tem os seguintes objetivos: o preparo vocal/corporal do performer a partir do treino da percepção; a compreensão do corpo como “mídia primária”; a exploração das dimensões oral, cênica e plástico-visual da palavra; o uso da voz como elemento composicional. Mais que apenas falada, a palavra, nesta oficina, é tomada como um elemento que se funde, organicamente, com o sujeito que a pronuncia – o falante. Todo o trabalho se dá pela da realização de exercícios individuais e coletivos e pela análise de exemplos extraídos de diferentes épocas e contextos estético-culturais, como mitopoéticas africanas e ameríndias, sound poetry, poesia concreta, ficção experimental e outros. PROFESSOR Ricardo Aleixo (BH) 02 VISSUNGOS: CANTOS AFRO-DESCENDENTES DE MORTE E VIDA

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Objetivo: Criar textos poéticos a partir de narrativas orais e cantos afro-brasileiros, em registros sonoros, impressos e fílmicos. O foco principal incide sobre os vissungos, cantos de trabalho e de funeral dos quais ainda se podem encontrar remanescentes na região do Serro e de Diamantina. PROFESSORA Sônia Queiroz (BH) 03 O CAMINHO DAS PEDRAS: INICIAÇÃO AOS PROCESSOS DA PROSA DE FICÇÃO

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Objetivo: Observar os diversos pontos de partida — e de chegada — da prosa e buscar perceber, criticamente, a literatura e seus mecanismos de criação. A oficina investe na produção ficcional, desvendando os caminhos que o escritor percorre desde o surgimento da idéia até o texto final.

QUEM TEM MEDO DO PÓS-MODERNO? Objetivo: A questão do pós-moderno na arquitetura, na literatura, no cinema e nas artes em geral. A pósmodernidade como releitura da modernidade. O fim dos grandes relatos e a fragmentação dos discursos: desconstrução, disseminação, diferença. A desapropriação do lugar do autor e a técnica do pastiche. A teoria como política da alteridade. Arte como cultura: a relação entre o local e o global. PROFESSOR Wander Melo Miranda (BH) 06 CONTRA A BANALIZAÇÃO DO SOFRIMENTO: AS FRONTEIRAS ENTRE IMPRENSA, LITERATURA E TECNOLOGIA Objetivo: Partindo do pressuposto de que a avalanche de informações da imprensa leva à banalização do sofrimento cotidiano das pessoas, procura-se mostrar como as artes — literatura, vídeo, cinema, web arte — posicionam-se contra essa tendência. A partir de informações da imprensa, os participantes podem ensaiar a ficcionalização dos fatos veiculados pelos jornais, mostrando, entre outras coisas, que ficção não é mentira – muito pelo contrário... Os participantes podem, também, refletir sobre os gêneros híbridos que surgem no mundo contemporâneo (videopoema, conto em vídeo, literatura na web), a partir da mesclagem entre literatura e tecnologia.

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PROFESSORES Maria Antonieta Pereira (BH) e Georg Otte (BH) 07 LITERATURA INFANTO-JUVENIL: O LIVRO INTERIOR Objetivo: Leitura de textos de literatura infanto-juvenil produzidos por autores “canônicos” na literatura para adultos, — como Clarice Lispector, Manoel de Barros, Graciliano Ramos, Silvia Plath, entre outros. Pesquisa sobre o “livro interior” — livro da infância ou livro futurante — de cada um, na tentativa de escrevê-lo, seja “recuperando-o”, seja rasurando-o. Projeção de filmes em que o olhar da criança é privilegiado. Produção de livros infanto-juvenis — texto e projeto de edição —, com base no “livro interior” de cada um.

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PROFESSORA Lúcia Castello Branco (BH) 08

PROFESSOR Sérgio Fantini (BH) 04 CINEMATECA SYLVIO BACK Objetivo: Introdução, estudo e discussão em torno do cinema brasileiro, sua história e atualidade, a partir da obra do cineasta Sylvio Back. 05

PROFESSOR Sylvio Back (RJ) 05

POESIA – VOZ, MÚSICA E PERFORMANCE Desenvolver a escrita de poesia e, também, a oralidade. Desenvolver os diferentes atos e espetáculos de emissão criativa do texto literário na contemporaneidade. PROFESSOR Maurício Salles Vasconcelos (BH) 09

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Mídia Arte

Da convergência entre os meios de comunicação e a prática artística surge a Mídia Arte ou Artemídia. Da fotografia ao cinema digital, passando pelo vídeo e pela arte generativa, as oficinas da área, este ano, orientam-se pela palavra-chave: infiltração. Infiltração nos códigos que originam a imagem (Imagem-Código), nas estruturas de transmissão e de poder das mídia (Microtransmissão/estação de TV pirata), nas linguagens e práticas artísticas (Linguagens em mutação: Vídeo X Música), nos processos de produção (Cinema de cozinha). Infiltração que pretende alargar os horizontes da arte: fronteiras contemporâneas.

Da convergência dos meios de comunicação com a prática artística surge a Mídia Arte, ou Artemídia. Esta pode e deve ser pensada como uma prática artística que dialoga com os elementos das chamadas “alta cultura” — tecnologia, crítica estética e social e outros — e “baixa cultura” — cultura pop, televisão, HQ, música popular e outros —, sem uma tabela valorativa, que impute maior ou menor importância a esta ou àquela prática, estética, pensamento, arte/cultura ou, mesmo, técnica/tecnologia. É importante, pois, chamar a atenção para a necessidade de se compreenderem as práticas audiovisuais como um todo, como possibilidades de expressão do artista hoje, inserido na realidade de um “imaginário maquínico”, representado, veiculado e atravessado pelas máquinas semióticas presentes no cotidiano de todos. Assim, a linguagem do cinema, a da fotografia e a do vídeo, sempre presentes no Festival, misturam-se às novas linguagens dos meios digitais, possibilitando formas inéditas de expressão artística e obras a cada dia mais híbridas, que buscam dar conta desta complexa e multifacetada era. Da fotografia ao cinema digital, passando pelo vídeo e pela arte generativa, as oficinas da área orientarm-se por uma palavra-chave — infiltração. Infiltração nos códigos que originam a imagem, nas estruturas de transmissão e de poder das mídias, nas linguagens e práticas artísticas e nos processos de produção. Destacou-se a oficina Imagem-Código, oferecida pela artista, professora e curadora Giselle Beiguelman, que tem trabalhos nos mais importantes festivais nacionais e internacionais de arte eletrônica e desenvolve uma reflexão teórica e prática a respeito dos novos regimes visuais. Beiguelman trabalha com aquilo que se pode definir como o “limite” das práticas estéticas contemporâneas — uma grande novidade não apenas no Festival de Inverno da UFMG, mas também no circuito artístico internacional. Destacou-se, ainda, a oficina Microtransmissão – Faça Você Mesmo uma Estação de TV, com os artistas Sagi Groner e Alex Fischer, que deu continuidade à oficina Guerrilla News, oficina realizada no 34º Festival, em 2002, quando eu ainda era Subcoordenador da área. Oficinas de “mídia-ativismo” são uma das práticas que mais têm chamado a atenção no cenário das artes eletrônicas e contemporâneas. Houve, também, as oficinas Cinema no Papel — Oficina de Criação de Roteiro de Curta-metragem, orientada pelo roteirista e diretor Marcelo Gomes, e Cinema de Cozinha, oferecida pelo diretor e fotógrafo Cao Guimarães, que podem ser consideradas oficinas tanto de cinema quanto de vídeo, o que reflete a prática contemporânea da área, que se recusa a fazer distinções a partir do formato de captação. Em Linguagens em Mutação: Vídeo X Música, dada pelo professor Eduardo de Jesus, buscou-se refletir novos modelos para a relação entre música e imagem. E, em A Filosofia da Fotografia, orientada por Mário Ramiro, desenvolveram-se reflexões e práticas sobre o atual estatuto da fotografia como prática artística e forma de expressão. Complementou-se o trabalho com duas palestras realizadas no simpósio Arte: fronteiras contemporâneas — a saber, “Desafios do Cinema Brasileiro Contemporâneo: entre Idéias, Estéticas e Orçamentos” e “Infiltração: Desvendando Estruturas, Códigos e Pensamentos em Mídia Arte”. Tais discussões refletiram a preocupação desta Coordenação de área em tentar dar conta das práticas tradicionalmente presentes na antiga área de Artes Visuais — fotografia, cinema e vídeo —, ao mesmo tempo que procuraram atender às exigências das transformações presentes no universo da arte contemporânea. Rodrigo Minelli Coordenador da área de Mídia Arte

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CINEMA DE COZINHA Objetivo: Realizar alguns vídeos, cujas características básicas são a total liberdade criativa, o embate sensorial com a realidade, formas alternativas/experimentais de realização. Durante a oficina, são, também, mostrados e debatidos alguns trabalhos da história do audiovisual condizentes com essas características. PROFESSOR Cao Guimarães (BH) 01 01

A FILOSOFIA DA FOTOGRAFIA Objetivo: O curso apresenta um panorama das obras, já publicadas no Brasil, que abordam o tema da “Filosofia da Fotografia”. São analisados os textos fundamentais de Walter Benjamin, Roland Barthes, Susan Sontag e do filósofo tcheco-brasileiro Vilém Flusser. A obra de Flusser constitui o foco de aprofundamento desse trabalho. O seu livro, Filosofia da Caixa Preta, publicado no Brasil em 1985 e reeditado em 2001, tornouse leitura fundamental desse que é considerado um dos “profetas das novas mídias” desde a década de 80 do último século. Paralelamente a esses estudos, o curso desdobra-se numa oficina cujo objetivo é a realização de um trabalho feito com câmeras digitais, tendo em vista a concretização de um trabalho que possa ser apresentado no formato livro ou painel, ao final das atividades.

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PROFESSOR Mário Ramiro (SP) 04 LINGUAGENS EM MUTAÇÃO:VÍDEO X MÚSICA Objetivo: Refletir sobre o sistema audiovisual contemporâneo, levantando algumas de suas características mais importantes — hibridação de suportes e gêneros, experimentalismo, narrativas não-lineares e conexões com as estruturas típicas do ambiente tecnológico, entre outras — que estão presentes na produção atual de videoclipes. Tratar o videoclipe nessa perspectiva de forma teórica, por meio do debate e da discussão pautados na produção téorica atual e na prática, com a realização de exercícios. Técnicas de computação, animação, videoarte e experimentalismo fornecem a base para a realização de pequenos videoclipes.

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PROFESSOR Eduardo de Jesus (BH) 02

IMAGEM-CÓDIGO Objetivo: As imagens digitais diferenciam-se das produzidas em outros formatos por sua base algorítmica. Isso permite que lhes sejam atribuídos comportamentos e funções. Mapeáveis, clicáveis, programáveis, estão na base das interfaces informatizadas e são o pressuposto da cultura interativa que se populariza com os DVDs e se anuncia na discussão da TV digital. Inserem-se no campo da crítica de mídia e de arte novas variáveis de análise, como a arquitetura de informação e a manipulação de scripts de programação. Nesse curso, interroga-se como se estão modificando o conteúdo e a forma dos produtos da comunicação de massa e da arte baseada em novas mídias. Em resumo, analisam-se suas especificidades e métodos de autoração específicos das imagens algorítmicas, questionando-se os regimes de visibilidade e de comunicação para que apontam.

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PROFESSORA Giselle Beiguelman (SP) 05 CINEMA NO PAPEL – OFICINA DE CRIAÇÃO DE ROTEIRO DE CURTA-METRAGEM Objetivo: Discutir as diferentes linguagens na produção atual do curta-metragem: a ficção, o documentário, além de linguagens híbridas e experimentações. Exibir curtas que explorem essas diferentes linguagens. Desenvolver roteiro de curta-metragem em todos os seus estágios, desde a story line, sinopse, argumento, escaleta, roteiro. 03

PROFESSOR Marcelo Gomes (PE) 03

MICROTRANSMISSÃO – FAÇA VOCÊ MESMO UMA ESTAÇÃO DE TV Objetivo: Aprender a colocar no ar a própria estação de TV. Construir o próprio transmissor a partir de um videocassete quebrado. Produzir conteúdos e prepará-los para transmissão. Fazer uma campanha para a estação. O resultado final da oficina é a transmissão ao vivo pela cidade inteira. A proposta é que a estação se mantenha em operação durante o Festival. PROFESSORES Alex Fischer (Holanda) e Sagi Groner (Holanda) 06

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Música

As formas de expressão da música nascem de um diálogo entre a prática da linguagem e a reflexão e criação a partir dela. Mesmo na música tradicional, nas manifestações que as comunidades preservam, existe essa interferência. É nessa fronteira entre o saber especulativo e o experienciado que vão transitar as oficinas de música neste Festival. Isso inclui uma reflexão sobre a composição contemporânea, percorrendo os caminhos da prática musical e seus processos criativos, como a improvisação, indo até a pesquisa etnomusicológica. É nessa fronteira entre a música popular e a música erudita contemporânea que se insere a pesquisa. A busca é muito mais no sentido de se fazer uma pergunta do que de se delimitar a fronteira. Interessa compreender e ser ativo na produção de um conhecimento livre de fronteiras.

Estou convencido de que o espírito do homem vem a este Planeta para ser criativo ou, talvez, para aprender a ser criativo ou, ainda, para criar a si mesmo. O homem é, por natureza, um ser incompleto. Para essa empreitada, recebe um corpo físico. Por intermédio desse corpo, das impressões que este lhe proporciona, ele vai criando um outro corpo, onde habitam sensações, pensamentos e emoções. A cultura possibilita-lhe compartilhar essas impressões com seus semelhantes, o que acaba constituindo, ainda, um outro corpo — este, social. Em muitas situações, tais processos se dão de maneira aleatória, aparentemente acidental; em outras, muito mais raras, o indivíduo sente-se mais consciente. Estou, também, convencido de que a arte deve ajudar a tornar esse processo mais consciente ou, pelo menos, mais desperto. É verdade que “consciência” é uma palavra que, atualmente, está muito longe de ter um significado objetivo. Seu significado está impregnado de um componente intelectual acentuado, que é muito suscetível ao devaneio. Isso, naturalmente, começa na educação e se estende, de uma forma geral, às condições de vida a que se está submetido. O homem vive constantemente cercado de mentiras e sugestões, que incitam o devaneio, confundem a percepção e levam a um impasse ético e à violência. O Festival de Inverno da UFMG abre a possibilidade de se incluir, através da arte, a sensação e a emoção nos processos da vida. Durante o encontro, professores, alunos, funcionários, técnicos e público em geral colocam-se sob condições não-habituais, que favorecem uma atividade criadora no que tange à reflexão e à performance. Sob tais condições, é possível buscar-se uma direção mais real, menos comprometida com os padrões impostos pela massificação cultural e que ofereça um caminho que dialogue com a realidade e a necessidade do espírito criador. O mote do 36º Festival de Inverno — Arte: fronteiras contemporâneas — sintetiza bem essa busca. A área de Música realizou oficinas que contemplaram a diversidade. Introdução à Pesquisa Etnomusicológica, orientada pela professora Glaura Lucas, possibilitou a interação dos participantes com a comunidade dos vissungos e com os seresteiros de Diamantina. A Polifonia nas Inter-relações Texto/Música, dirigida pelo professor Oilliam Lana, de cunho mais reflexivo, desenvolveu a análise das manifestações polifônicas a partir do levantamento das relações texto/música. Já o professor Edgar Alandia, o compositor boliviano radicado na Itália, abordou problemas da linguagem na música contemporânea. Houve, ainda, oficinas de performance relacionadas à técnica específica de cada instrumento e à prática em conjunto, orientadas por renomados professores do Brasil e do exterior — Cliff Korman, Ivan Corrêa, André Queiróz, Fábio Adour, Guida Borghoff e Paulo Sérgio Santos. Muitas relações foram desenvolvidas e criaram-se alguns encontros significativos, sob a forma de apresentações — como o recital de clarineta e piano, com Guida Borghoff e Paulo Sérgio Santos, e o show Nexos, com Cliff Korman, Mauro Rodrigues, André Queiroz e Ivan Corrêa. Não se pode, pois, esquecer o cotidiano, diurno e noturno, que faz do Festival um lugar de intensidade ímpar. O Festival de Inverno da UFMG tem exercido influência decisiva na direção da vida criativa de muitos que por ele passam. Eu mesmo sou um desses que tiveram sua vida redirecionada a partir das experiências vivenciadas nesse evento. O que, nele, se recebe anima a atividade criativa de indivíduos e de grupos, fato que reforça o aspecto de educação continuada e a absoluta relevância desse Festival. Mauro Rodrigues Coordenador da área de Música

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INTRODUÇÃO À PESQUISA ETNOMUSICOLÓGICA: A OBSERVAÇÃO DE CAMPO Objetivo: Favorecer o exercício da escuta e do olhar na experiência de campo a partir de reflexões teóricas sobre a Etnomusicologia, tendo como espaço de aprendizado e interação um grupo pertencente a uma tradição musical local. O processo vai ser registrado em vídeo e editado para ser compartilhado ao final da oficina.

PERCUSSÃO BRASILEIRA Objetivo: Abordar, por meio da performance e da análise, a construção e utilização da polirritmia aplicada à percussão e, especialmente, ao instrumento bateria, na música brasileira. PROFESSOR André Machado Queiróz (BH) 07

PROFESSORA Glaura Lucas (BH) 01 01

A CLARINETA E SEU REPERTÓRIO: ERUDITO E POPULAR Objetivo: A clarineta no repertório erudito e popular. Abordagem de aspectos técnicos, estilísticos, interpretativos e da improvisação na música popular. PROFESSOR Paulo Sérgio Santos (RJ) 02

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A POLIFONIA NAS INTER-RELAÇÕES TEXTO/MÚSICA

PIANO PAN-AMERICANO Objetivo: Traçar um panorama do piano instrumental popular americano, onde americano designa Américas do Norte, Central e do Sul, incluindo as ilhas do Caribe. O percurso contempla a história do gênero, considerando as raízes e influências comuns, as diferenças em cada região e entre os compositores, assim como as raízes dessa grande diversidade. A análise comparativa considera os componentes históricos, culturais, sociais e musicais. PROFESSOR Cliff Korman (EUA) 08

Objetivo: Desenvolver análise das manifestações polifônicas a partir das inter-relações texto/música em obras de gêneros e períodos diversos.

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PROFESSOR Oilliam Lanna (BH) 03 CONTRABAIXO MODERNO 03

Objetivo: Abordar, por meio da performance e da análise, as principais técnicas do contrabaixo elétrico atual. PROFESSOR Ivan Corrêa (BH) 04

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PRÁTICA DE CONJUNTO

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Objetivo: Formar grupos para performance de música em conjunto, orientada por professores. São abordados tópicos de interpretação, arranjo e improvisação. Vão ser formados grupos que trabalharão com todos os professores em revezamento. PROFESSORES André Machado Queiróz (BH), Cliff Korman (EUA) e Ivan Corrêa (BH) 07,08,04

MÚSICA DE CÂMARA PARA INSTRUMENTISTAS E CANTORES Objetivo: Abordar o repertório para diferentes formações de instrumentos e canto, orientando a interpretação técnico-musical. 04

PROFESSORA Guida Borghoff (BH) 05 PANORÂMICA DAS POÉTICAS MUSICAIS E PROBLEMAS DA LINGUAGEM NA MÚSICA CONTEMPORÂNEA Objetivo: Abordar novas técnicas instrumentais na música contemporânea: aspectos da criação musical e problemas de linguagem.

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PROFESSOR Edgar Alandia (Itália) 06

VIOLÃO BRASILEIRO

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Objetivo: Desvendar alguns dos segredos do violão brasileiro, focalizando dois aspectos principais: as técnicas que constituem o alicerce dos principais arranjos e arranjadores brasileiros — com aulas expositivas, análises de peças populares consagradas e oficinas de criação de arranjos —; as possibilidades interpretativas do repertório desse universo — com aulas em forma de master-classes, sempre com alunos sendo atendidos individualmente —. A música popular brasileira é a que mais deu espaço para o violão, e os violonistas do País não desdenharam a oportunidade, criando um universo musical singular para o instrumento. O Brasil é único nesse sentido. Não há outro país onde o violão popular se tenha desenvolvido tanto. Nomes como Baden Powell, Egberto Gismonti, Dilermando Reis, Garoto, João Pernambuco, Paulo Bellinatti, Juarez Moreira, Guinga, Ulisses Rocha, Paulinho Nogueira e Toquinho entre outros. falam por si mesmos. PROFESSOR Fábio Adour (BH) 09

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Projetos Especiais Mantendo a mesma estrutura dos anos anteriores, a área de Projetos Especiais possibilitou o inter-relacionamento da arte e da cultura com outras áreas do conhecimento, tendo como sustentação a prática e a reflexão artísticas. É um espaço que permite ao Festival de Inverno estabelecer conexões culturais e político-sociais, além de promover encontros e o conhecimento em segmentos que são importantes para o desenvolvimento social e regional. Esta área também tem permitido, de forma continuada, manter uma agenda de programação internacional sempre ligada às questões da arte contemporânea, buscando novas fronteiras e desdobramentos, o que é possibilitado por meio de palestras, simpósios e seminários.

Em conformidade com a mesma estrutura dos anos anteriores, a área de Projetos Especiais manteve o propósito de criar interfaces criativas entre as áreas artísticas do Festival de Inverno e outras áreas de conhecimento. Assim sendo, concretizou a proposta de promover políticas culturais, a fim de fomentar um desenvolvimento humano equilibrado e norteado por preceitos éticos, culturais e ambientais. Neste 36º Festival de Inverno, retomou-se, com enorme entusiasmo, a oficina Circo, pela qual a comunidade tem uma grande simpatia, uma vez que se volta para o público infanto-juvenil. É muito gratificante ver as crianças e os adolescentes envolvidos no evento e desenvolvendo diversas atividades circenses, movidos pelo entusiasmo, pela motivação da participação e pela criatividade. O Festival de Inverno da UFMG sempre deixa um legado de alegria, de conhecimento, de produção e de propostas para o desenvolvimento de Diamantina, fazendo com que a cidade se torne uma parceira e não seja apenas mero palco das ações desse evento. Nessa perspectiva, seminários específicos e pontuais trataram de questões importantes, que promoveram o desenvolvimento cultural e artístico locais. Nesta edição, o desafio consistiu em trabalhar o artesanato da região — tapete arraiolo, artesanatos em pedra e arranjos florais com sempre-vivas —, que é extremamente original, mas merece uma avaliação em termos de qualidade e de mercado, desde a produção até a distribuição para a venda. É imprescindível que se faça um estudo profundo, marcado por ações efetivas, para que esse artesanato se torne definitivamente fonte de renda para a região. Estabeleceu-se, então, uma aproximação entre o design e o artesanato produzido em Diamantina e em seus arredores. Para isso, contou-se com a presença do grupo de pesquisa Piracema, do Rio Grande do Sul, com uma parceria especial do SEBRAE e com os artesãos locais. A oficina desenvolvida focou-se nas várias frentes de trabalho desses artesãos e criou oportunidades para uma troca de experiências e de informações, bem como para um levantamento de dados para dar continuidade ao projeto, pois era de fundamental importância o fortalecimento do artesanato como fator de geração de recursos e renda. Com o propósito de estabelecer conexões com outras áreas artísticas, buscando um diálogo transdisciplinar, a área de Projetos Especiais sempre inclui, na grade de programação, simpósios internacionais, cujo eixo principal é o conceito que norteia o Festival de Inverno. Este ano, de maneira incisiva, realizou-se um simpósio de maior densidade acadêmica — chamado Arte: Fronteiras Contemporâneas —, em que se exercitou a liberdade do pensamento criativo em discussões diárias, visando-se a enriquecer as diversas áreas da prática artística e a buscar a interação entre elas. Os artistas convidados e o público do Festival reuniam-se, ao final de cada dia, a fim de discutirem questões concernentes às tendências e desdobramentos da arte contemporânea e às possíveis novas fronteiras a serem estabelecidas para ela. Mantendo-se a proposta contínua de internacionalização do Festival, com o objetivo de intercambiar experiências, um outro encontro reuniu representantes de 18 Universidades sul-americanas — o seminário da Associação das Universidades do Grupo Montevidéu (AUGM). As metas eram estabelecer propostas de pesquisa no campo das artes e avançar nos projetos de intercâmbios acadêmicos e culturais no âmbito da América Latina, bem como consolidar a fértil troca de experiências entre estudantes e professores de artes das diversas Universidades envolvidas. Como produto do encontro, redigiu-se um documento final — denominado Manifesto de Biribiri —, em que se reafirma a importância da pesquisa e do intercâmbio no campo das artes para a conquista de novas fronteiras para o pensamento e a criação. Dessa forma, mais uma vez, a área de Projetos Especiais contribuiu para que o Festival de Inverno da UFMG continue a fortalecer sua vocação para estabelecer rupturas e propor desdobramentos corajosos e novas fronteiras, amplamente significativos para a arte contemporânea. Fabrício Fernandino Coordenador da área de Projetos Especiais

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OFICINA DE INICIAÇÃO - CIRCO Criar novas possibilidades de expressão e comunicação, contribuindo para o desenvolvimento cultural, afetivo e social do aluno; desenvolver, de forma lúdica, a consciência corporal do participante, por meio de dinâmicas que o auxiliem a expressar suas emoções e a perceber o espaço e o movimento cênico; favorecer a socialização, despertando o interesse pelo outro e pela cultura. Dessa forma, são criadas situações de aprendizagem no fazer, no construir, no observar, nos sentimentos e nos pensamentos que possibilitem uma construção coletiva e a ampliação da concepção de mundo. PROFESSORES Clerinha Rocha (BH), Rafael Pereira (BH) , Olívia Lima (BH) e Cassiano Inácio Garcia (RJ)

SEMINÁRIO - ESTRATÉGIAS DE APROXIMAÇÃO ENTRE DESIGN E ARTESANATO Unir pontos de interesse e ações que vêm sendo desenvolvidas no campo da produção artesanal e que, embora pertinentes, permanecem restritas a territórios específicos. Pretende-se plantar sementes de uma atuação mais sistemática, levando-se em conta o potencial e as características dos vários personagens que participam dessa dinâmica, ou seja, a Prefeitura Municipal de Diamantina, com seu potencial turístico e cultural de Patrimônio da Humanidade; o Sebrae/MG, com sua política de estímulo ao desenvolvimento social, em geral, e de apoio às iniciativas do artesanato na região, em particular; o Festival de Inverno da UFMG, com sua tradição de fórum cultural, canalizador e irradiador das novas tendências de criação cultural; e o Laboratório Piracema de Design, como mentor científico e realizador pedagógico do Projeto Faber: capacitação de profissionais para atuação em programas de artesanato, em parceria com o Sebrae/RS, como a primeira iniciativa do gênero no País. Ao final do Seminário, os participantes devem elaborar um documento conclusivo, abordando os principais pontos levantados e sugerindo diretrizes. COORDENADORA Heloísa Crocco (RS). PROFESSORES Ana Luisa Cuervo Lo Pumo (RS), Fábio Del Re (RS), José Alberto Nemer (BH) e Maria Cristina de Azevedo Moura (RS)

ENCONTRO DO COMITÊ ACADÊMICO DE PRODUÇÃO ARTÍSTICA E CULTURAL AUGM - A INVESTIGAÇÃO E A PRÁTICA DA CRIAÇÃO ARTÍSTICA DENTRO DAS UNIVERSIDADES DA AUGM

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Criado em agosto de 1991, o Grupo Montevideo é, hoje, composto por 16 universidades brasileiras e estrangeiras, conveniadas entre si, com objetivos nítidos de contribuir para o fortalecimento e a consolidação da massa crítica de recursos humanos de alto nível e da pesquisa científica, tecnológica e cultural, entre outros. A Universidade Federal de Minas Gerais passou a integrar o grupo em 2003, com representantes dos vários segmentos do conhecimento acadêmico. Como resultado imediato dessa ação integrada na área cultural, o Festival de Inverno da UFMG abre espaço para um encontro internacional com representantes das universidades que compõem o Comitê Acadêmico de Produção Artística e Cultural, com o objetivo de refletir sobre o papel da produção artística contemporânea no âmbito da discussão de uma política cultural universitária interinstitucional, além de estabelecer uma pauta de convênio para efetivar o intercâmbio entre docentes, artistas e pesquisadores e discutir as ações diretivas traçadas pelos encontros anteriores. Está previsto, para o último dia, o fechamento das idéias, com a redação de um manifesto interinstitucional sobre a produção da arte contemporânea nas universidades envolvidas e as suas possibilidades de intercâmbio.

SIMPÓSIO - ARTE: FRONTEIRAS CONTEMPORÂNEAS Permitir ampla discussão sobre as novas fronteiras da arte e seus desdobramentos nos vários campos de ação, com a participação de convidados de expressão nacional e internacional das áreas de Artes Cênicas, Artes Plásticas, Literatura e Cultura, Mídia Arte e Música. COORDENADOR - Fabrício Fernandino (BH)

PALESTRAS Artes Cênicas

MEDIADOR Ernani Maletta (BH) PROCESSOS DE CRIAÇÃO NO TEATRO CONTEMPORÂNEO PALESTRANTES Chico Pelúcio (BH) e Márcio Aurélio (SP) AS TENDÊNCIAS DA DANÇA CONTEMPORÂNEA PALESTRANTES Dudude Herrmann (BH), Lia Rodrigues (RJ) e Vivien Buckup (SP)

Artes Plásticas

MEDIADOR Mário Zavagli (BH) ARTE CONTEMPORÂNEA: REFLEXÕES E ALTERNATIVAS PALESTRANTES Marco Paulo Rolla (BH) e Marcos Hill (BH) SANTOS DUMONT DESIGNER PALESTRANTE Guto Lacaz (SP)

POLÍTICAS E POÉTICAS DO ESPAÇO: ARGENTINA E BRASIL PALESTRANTE Maria Antonieta Pereira (BH)

Mídia Arte

MEDIADOR Rodrigo Minelli (BH) DESAFIOS DO CINEMA BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO — ENTRE IDÉIAS, ESTÉTICAS E ORÇAMENTOS PALESTRANTES Cao Guimarães (BH), Marcelo Gomes (PE) e Rafael Conde (BH) INFILTRAÇÃO: DESVENDANDO ESTRUTURAS, CÓDIGOS E PENSAMENTOS EM MÍDIA ARTE PALESTRANTES Giselle Bieguelman (SP), Mário Ramiro (SP) e Sagi Groner (Holanda)

Música

MEDIADOR Mauro Rodrigues (BH)

MEDIADOR Maria Antonieta Pereira (BH)

MÚSICA RITUAL DE TRADIÇÃO POPULAR E SUAS FRONTEIRAS DE INTERAÇÃO SOCIAL PALESTRANTE Glaura Lucas (BH)

LITERATURA E CINEMA NO BRASIL CONTEMPORÂNEO PALESTRANTES Sylvio Back (RJ) e Wander Melo Miranda (BH)

O PIANO AMERICANO, AS FRONTEIRAS PALESTRANTE Cliff Korman (EUA)

Literatura e Cultura

MANIFESTO DE BIRIBIRI

ARTE, FRONTEIRAS CONTEMPORÂNEAS — O PROCESSO DE CRIAÇÃO ARTÍSTICA NA AUGM 36º Festival de Inverno da UFMG · Diamantina · 30 de Julho de 2004.

O Comitê de Produção Artística e Cultural da Associação de Universidades do Grupo Montevidéu (AUGM), reunido durante o 36º Festival de Inverno da UFMG e, seguindo o espírito que norteou o Festival — o de romper fronteiras, estabelecer novos horizontes e alargar campos de ação no pensar e no fazer a arte e a cultura —, propõe-se a colaborar em todas as instâncias possíveis para o aprofundamento da reflexão crítica sobre as fronteiras contemporâneas que se colocam às artes e às culturas, desde os umbrais geopolíticos e econômicos até as barreiras criadas pelos preconceitos que impedem, na atualidade, a livre circulação e o acesso de todos os povos às culturas e às artes em suas diversidades e alteridades, qualificando e promovendo as manifestações culturais e artísticas latino-americanas. No momento atual, as universidades devem ser pensadas dentro de um mundo globalizado, que cria e recria novas relações de forças internacionais, gerando núcleos desenvolvidos nas periferias do mundo simultaneamente a bolsões de misérias, nos países economicamente mais avançados, constituindo um ambiente social no qual o controle substitui à repressão e no qual as leis do mercado internacional predominam sobre todos os valores, transformando tudo — mesmo a arte e a cultura — em mercadorias iguais às outras. Mas, a globalização está criando, involuntariamente, aberturas às diferenças e minorias, que se somam às resistências de cunho crítico e político, afetando todos os campos, inclusive o das artes. As freqüentes desterritorializações e reterritorializações geram novas dinâmicas e inter-relações dos campos artísticos, desencadeando processos de criação abertos e, ao mesmo tempo, críticos em relação à situação atual. Propomos pensar a Universidade dentro desse contexto, assim como os modos pelos quais nossa união institucional, através da AUGM, pode nos permitir aprofundar nossas ações e reflexões sistemáticas sobre a arte e pela arte. Evidencia-se a necessidade de novos enfoques na formação em artes nas universidades: maior abertura aos processos de criação artística e maior equilíbrio na reflexão entre processos e resultados finais. Além dessa ênfase na criação vinculada à reflexão, faz-se cada vez mais necessário oportunizar — pela própria vocação da Universidade e pelas novas exigências da globalização — a abertura à informação e à interdisciplinaridade, sobretudo, na consideração da importância crescente das novas tecnologias e da necessidade da Universidade em atuar junto à sociedade em seu todo. Comitê de Produção Artística e Cultural da Associação de Universidades do Grupo Montevidéu (AUGM)

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Eventos

Lista de Eventos

Área em que é possível promover uma série de ações disseminadoras da cultura e das manifestações artísticas experimentais. Os eventos promovidos pelo Festival têm sido responsáveis pela grande divulgação do projeto desse Festival, por intermédio do público presente e da mídia espontânea. Aberto, principalmente, às novas linguagens, a participação nos eventos do Festival de Inverno da UFMG tem sido uma oportunidade para o desencadeamento de ações criativas e a consolidação de grupos artísticos de renome nacional e internacional.

Abertura oficial do 36º Festival de Inverno da UFMG Musical “Mistura Brasil” - Projeto Cariúnas (BH) Espetáculo de dança “Poderia ser rosa” - Cia. de Dança do Palácio das Artes (BH) Espetáculo teatral “Sereno da Madrugada - A Folia dos Mascarados” - Oficina de Peripécias Teatrais (BH) Abertura da exposição “Arte, Ensino e Sociedade - Bichinho: uma sociedade transformada pela arte” Ensaio aberto do espetáculo de dança “Coreografia de Cordel” - Cia. de Dança de Minas Gerais (BH) Abertura da exposição “Mário Seguso: 50 anos de Brasil” Espetáculo teatral “Nesta Data Querida” - Cia. Luna Lunera (BH) Mostra de Cinema - exibição dos curtas-metragens “Dançantes” e “Leite de Pedra” Abertura da exposição “Objetos e outros objetos” - Curadoria de Mário Azevedo (UFMG) Show “Brasil Usina da Alegria” - Saldanha Rolim (Diamantina) Mostra de Cinema - exibição do filme “A Alma do Osso”, direção de Cao Guimarães (BH) Concerto com Paulo Sérgio Santos (RJ) - clarineta, e Guida Borghoff (BH) - piano. Espetáculo de dança “Dos Tornozelos à Alma” - Quik Cia. de Dança (BH) Mostra de Cinema - exibição do filme “Aleluia, Gretchen” Concerto de Juarez Moreira (BH) Show “Dois em Pessoa” - Patrícia Lobato e Renato Motha (BH) Espetáculo teatral “Casa das Misericórdias” - Maldita Cia. de Investigação Teatral (BH) Espetáculo teatral “Nossa Pequena Mahagonny” - Grupo Teatro Invertido (BH) Lançamento dos livros A educação vem de todos os lados e As nuvenzinhas sabidas. Mostra de Cinema - exibição do filme “Rádio Auriverde” - direção de Sylvio Back Concerto do Grupo Nós & Voz (BH) Show “Vitrola Alquimista”, de Patrícia Ahmaral e banda (BH) Lançamento do livro Língua, de Gustavo Cerqueira Guimarães Concerto do Ars Nova - Coral da UFMG Mostra de Cinema - exibição do filme “Yndio do Brasil” - direção de Sylvio Back Espetáculo teatral “Muito barulho por quase nada” - Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (Natal/RN) Espetáculo teatral “O Ser Sepulto” - Cia. AcomPalito (BH) Mostra de Cinema - exibição do filme “Cruz e Sousa - o poeta do desterro” - direção de Sylvio Back Espetáculo teatral “Clistórias” - alunas do curso de Artes Cênicas da UFMG (BH) Lançamento do livro Ego excêntrico, de Makely Ka (BH) Espetáculo teatral “Lírios” - formandos 2003 do curso de artes cênicas da UFMG (BH) Show “Nexos”, com Cliff Korman (EUA), Mauro Rodrigues, Ivan Corrêa e André “Limão” Queiroz (BH) Shows de Lundun Ensemble e Mio Matsuda (Portugal), Titane (BH) e Grupo Tempo (São Tomé e Príncipe) Mostra Sylvio Back - exibição do filme “A Guerra dos Pelados” e reexibição do filme “A Alma do Osso” Concerto com o violonista Fábio Adour (BH) Shows de Marco André (Belém/PA), Guto Pires e Djumbai Djaz (Guiné-Bissau) Lançamento do Suplemento Literário de Minas Gerais Mostra final da oficina “Pintura além da pintura” Mostra final da oficina Circo Monólogo “Personalmente Einstein” - com Juan Tribulo e direção de Mariana Ezcurra (Argentina) Mostra final da Oficina “Poesia - voz, música e performance” Mostra Sylvio Back - exibição do filme “A Revolução de 30” Mostra final das oficinas “Microtransmissão - Faça você mesmo uma estação de TV” e “Cinema de Cozinha” Espetáculo teatral “O Pranto de Maria Parda” - Grupo A Barraca (Portugal) Shows de Cordas do Sol (Cabo Verde) e Pereira da Viola (BH) Mostra final da oficina “Prática de Conjunto” Shows com Eyphuro (Moçambique) e Sérgio Santos (BH) Show com Cliff Korman, Pacífico Mascarenhas, Chiquito Braga e Zé Carlos

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MEC - SESu SECRETARIA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR


Apoio

Apoio Institucional Consulado da Itália em Belo Horizonte Consulado de Portugal em Belo Horizonte Istituto Italiano di Cultura em São Paulo LCTUR Ltda. Rede Globo de Televisão Rede Bandeirantes de Televisão Jornal Estado de Minas Jornal O Tempo Rádio Inconfidência FM

Apoio Institucional em Diamantina 16ª SR II IPHAN 3° Batalhão da Polícia Militar Colégio Diamantinense Conservatório Estadual de Música Lobo de Mesquita Cúria Metropolitana Escola Estadual Leopoldo Miranda Escola Municipal Belita Tameirão Faculdades Federais Integradas de Diamantina - Fafeid Instituto Casa da Glória - UFMG Livraria Espaço B Secretaria Municipal de Cultura e Turismo Secretaria Municipal de Educação ADELTUR e Associação Comercial, que representam instituições comerciais, pousadas e hotéis Agradecimentos a todas as Unidades/Órgãos da UFMG que, mediante prestação de serviços, empréstimo de equipamentos e/ou cessão de pessoal, contribuíram para a viabilização do Programa. Agradecimentos, em especial, às Escolas de Belas Artes e de Música e às Faculdades de Filosofia e Ciências Humanas e de Letras pela cessão dos professores que coordenaram as áreas acadêmicas do Festival.


Expediente 36° FESTIVAL DE INVERNO DA UFMG - 2004 REITORA - Profa. Ana Lúcia Almeida Gazzola / UFMG VICE-REITOR - Prof. Marcos Borato Viana / UFMG DIRETOR DE AÇÃO CULTURAL - Prof. Fabrício José Fernandino / UFMG DIRETORA CEDECOM - Profa. Maria Céres Pimenta S. Castro / UFMG PREFEITO DE DIAMANTINA - Dr. Gustavo Botelho Jr. / Diamantina VICE-PREFEITO - Dr. Miguel Pontes Correia Neves / Diamantina SECRETÁRIA DE CULTURA E TURISMO - Márcia Dayrell F. Botelho / Diamantina COORDENADOR GERAL E DA ÁREA DE PROJETOS ESPECIAIS - Prof. Fabrício José Fernandino / UFMG COORDENADOR DA ÁREA DE ARTES CÊNICAS - Prof. Ernani Maletta / UFMG SUBCOORDENADOR DA ÁREA DE ARTES CÊNICAS - Prof. Fernando Mencarelli / UFMG COORDENADOR DA ÁREA DE ARTES PLÁSTICAS - Prof. Mário Zavagli / UFMG SUBCOORDENADOR DA ÁREA DE ARTES PLÁSTICAS - Prof. Clébio Maduro / UFMG COORDENADORA DA ÁREA DE LITERATURA E CULTURA - Profa. Maria Antonieta Pereira / UFMG SUBCOORDENADOR DA ÁREA DE LITERATURA E CULTURA - Prof. Georg Otte / UFMG COORDENADOR DA ÁREA DE MÍDIA ARTE - Prof. Rodrigo Minelli / UFMG SUBCOORDENADOR DA ÁREA DE MÍDIA ARTE - Prof. Rafael Conde / UFMG COORDENADOR DA ÁREA DE MÚSICA - Prof. Mauro Rodrigues / UFMG SUBCOORDENADORA DA ÁREA DE MÚSICA - Profa. Guida Borghoff / UFMG

COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVA COORDENADORA - Márcia Fonseca Rocha / UFMG SUBCOORDENADORA - Rossilene Azevedo Rossi Diana / UFMG ASSESSORES FINANCEIROS - José Reinaldo Maia e João Fernandes Nepomuceno / UFMG ASSISTENTE DE INFORMÁTICA - Robson Miranda / UFMG ASSISTENTE DE APOIO BH - Maria Angela Ribeiro Bosco Dumont / UFMG OPERADOR DE XEROX - José Piroli Filho / UFMG OPERADOR AUXILIAR DE XEROX - Fernando Clécio da Silva Gomes / UFMG OFFICE-BOY DAC/APOIO BH - Pedro Henrique da Silva Barreto / UFMG ASSISTENTE DE HOSPEDAGEM - Sandra Fonseca Rocha Alvim / UFMG ASSISTENTE DE ALIMENTAÇÃO - Maria Bernadeth Gomes / UFMG ASSISTENTES ACADÊMICOS - Mary do Carmo Silva Ramos, Maria Goreth Gonçalves Maciel e Eliane Faria Ramos de Jimenez / UFMG AUXILIAR DO ALOJAMENTO - Agostinho de Aquino Silva / BH ASSISTENTES DE MATERIAL DE CONSUMO - Fernando de Souza Guimarães e Gilson Antônio Mathias / UFMG OFFICE-BOY - Rafael Miranda dos Santos / Diamantina COPEIRA/FAXINEIRA DA SECRETARIA - Elizabeth de Fátima Nascimento / Diamantina

COORDENAÇÃO DE EVENTOS COORDENADOR - Sérgio Renato Diniz Araújo / UFMG ASSISTENTE DA COORDENAÇÃO - Jefferson Matoso / BH PRODUTORA EXECUTIVA - Rosângela Ferreira Santos / UFMG PRODUTORES ASSISTENTES - Rubem Calazans e Rafael Bianchi Zavagli / UFMG, Ricardo Luiz Souza dos Santos / Diamantina PRODUTOR AUXILIAR - Gleicimar Ader Souza / Diamantina AJUDANTES DE PALCO - José das Dores Carvalho, Bruno Alexandre / Diamantina MONITOR DE EXPOSIÇÃO MUSEU DO DIAMANTE - Michael Aparecido C. Mafra / Diamantina MONITOR DE EXPOSIÇÃO SECRETARIA DE CULTURA - Edsonia Aparecida Santos / Diamantina MONITOR DE EXPOSIÇÃO CASA CHICA DA SILVA - Gildelaine de Fátima Oliveira / Diamantina MONTADOR DE EXPOSIÇÃO - Antônio Reginaldo / Diamantina BILHETEIRO DO TEATRO - Rodrigo da Silva Miranda / Diamantina PORTEIRO E VIGIA NOTURNO DO TEATRO - Leonardo Francelino Silva / Diamantina VIGIA NOTURNO DO PALCO - Alessandro Teixeira / Diamantina VIGIA DIURNO DO PALCO - Leandro Fernandes da Cruz / Diamantina OFFICE-BOY - Adalberto Carlos R. da Luz / Diamantina MOTORISTA - Elias Estêvão Batista / UFMG

ESTAGIÁRIO DAC - Alexandre Oliva Dias / UFMG COORDENADOR DE PRODUÇÃO TV - Marcílio José Sabino Lana / UFMG REPÓRTER/ASSISTENTE DA COORDENAÇÃO - Maria Cecília de Souza Araújo / UFMG CINEGRAFISTAS - Rogério Fidélis da Silva e Ricardo Eustáquio Campos / UFMG EDITOR - Osger Machado / UFMG ESTAGIÁRIOS TV/PRODUÇÃO - Cinara Diniz, Ernesto Magalhães e Magalhães, Glauciene Diniz Lara, Ione Nascimento, Izabela Moreira, Marina Xavier, Regiane Lucas de Oliveira Garcez, Rodrigo Freire, Tatiane Fontes Ladeira, Thays Sant’Ana Prado, Zirlene Lemos / UFMG MOTORISTA - Antônio Carlos Rosa (Garrafinha) / UFMG TÉCNICO-ELETRICISTA - João Paulo Motta de Andrade / Diamantina OFFICE-BOYS - Anderson Samuel Oliveira, e Vinícius Luiz Correia / Diamantina

COORDENAÇÃO INFRA-ESTRUTURA COORDENADOR - Alberto Antônio de Oliveira / UFMG ENCARREGADO DA MANUTENÇÃO - José César de Oliveira / UFMG ELETRICISTAS - José da Luz Alves - UFMG e José Geraldo de Oliveira / Diamantina CARPINTEIROS - Inácio dos Santos Pereira - UFMG e Luiz Duque das Dores / Diamantina PINTORES - Sebastião Ferreira dos Santos e Antônio das Graças Costa / Diamantina AJUDANTES - José Balbino Moreira, Pedro Cristiano Pinto e José Geraldo Oliveira / Diamantina e Juarez dos Santos Israel, Laci Domingos da Silva, Marco Antônio Alves de Oliveira, Sílvio Gomes Pereira / UFMG VIGIAS NOTURNOS - Antônio Marco, Eliton Luiz Cruz, Geraldo Milton de Lima, Reginaldo da Conceição Carvalho, Roque Alves Ferreira, Tilis Renato Almeida Ribeiro / Diamantina VIGIA DIURNO - Vilson das Dores Ferreira / Diamantina APOIO LOCAL - Adão da Conceição Costa / Diamantina FAXINEIRAS - Alice Aparecida Sales, Altina Rodrigues Souza, Antônia Israel de Moura, Áurea Nascimento, Cleusa de Souza Alves, Darli Aparecida Vieira, Deysivânia Aparecida Oliveira, Elenice de Fátima Silva, Eliana Patrícia Silva, Fátima de Jesus Souza, Guiomar de Lurdes Assunção, Jaqueline Alves, Lúcia dos Reis Bento Barbosa, Lúcia Ferreira dos Santos, Maria de Fátima Luiz - Diamantina ASSISTENTE DE SEGURANÇA E LIMPEZA - Artur Botelho Neto / Diamantina ENCARREGADO DE TRANSPORTE - Blandino de Oliveira Diana / BH ENCARREGADO DE TRANSPORTE BH - Ellias André Abrão da Cruz / UFMG FRENTISTA - Márcio Santos / UFMG MOTORISTAS - Antônio Sérgio Marques Serpa, Ataíde Gomes dos Santos, Cândido Rodrigues da Paixão, Carlos José dos Reis, Cássio Murilo F. de Andrade, Edson Lúcide do Nascimento, Elídio Israel Rodrigues, Geraldo Macedo Rocha, Joel Franklin, José Tavares da Silva, Marcelo Moreira, Márcio Souza Neves, Roberto Alves Lessa, Sebastião Pires da Silva, Sérgio Sales, Willer Lucas F. da Silva / UFMG ASSISTENTES DE EQUIPAMENTO - Geraldo Henrique da Costa, José Osvaldo Álvares Andrade, Luiz Fábio Tabuquini Antunes / UFMG OPERADOR DE AUDIO E VÍDEO - Ivanildo Lúcio dos Santos - UFMG, Weverton Augusto dos Santos / BH OPERADOR DE SOM/TEATRO - Graziano de Carvalho / UFMG TÉCNICO DE PALCO - Reginaldo Amâncio Pereira / BH

CATÁLOGO CONCEPÇÃO E COORDENAÇÃO EDITORIAL - Fabricio Fernandino / UFMG PROJETO GRÁFICO - kurtnavigator e Pedro Peixoto / UFMG ASSESORIA TÉCNICA - Márcia Fonseca Rocha, Rossilene Azevedo Rossi Diana e Renata Lobato PRODUÇÃO - Renata Lobato PESQUISAS E ENTREVISTAS - Yara Castanheira REVISÃO DE TEXTO - Maria Lúcia Brandão Freire de Mello e Yara Castanheira DIGITALIZAÇÃO - Tamoios Editora Gráfica e NArP - EBA / UFMG ACOMPANHAMENTO DE IMPRESSÃO - Eduardo Fonseca COLABORAÇÃO ESPECIAL - José Reinaldo Maia, José Sena dos Santos Júnior, Najla Miranda Mouchreck, Ari Eduardo da Costa - Imprensa Universitária e Patrícia Franca - NArP - EBA / UFMG IMPRESSÃO - Imprensa Universitária / UFMG FOTOGRAFIAS - Frans Krajcberg, Fabricio Fernandino, Foca Lisboa, Cláudio Nadalin e Pedro Peixoto

REALIZAÇÃO:

COORDENAÇÃO COMUNICAÇÃO COORDENADOR - Régis Antônio Duarte Gonçalves / UFMG JORNALISTA - João Norberto Teixeira Pombo Barile / BH FOTÓGRAFO - Florisvaldo Ferreira Lisboa / UFMG ESTAGIÁRIOS DE JORNALISMO - Alfredo Gresta Brant , Renata Lobato e Yara Castanheira / UFMG PROGRAMADOR VISUAL - Samuel Rosa Tou / UFMG

Diretoria de Ação Cultural da UFMG

Núcleo de Artes Vinculadas Emp. Jr. EBA / UFMG

A impressão deste catálogo foi concluída em maio de 2005 para Universidade Federal de Minas Gerais com a tiragem de 1000 exemplares, por ocasião do 36º Festival de Inverno da UFMG, Belo Horizonte, MG.


c36  

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