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Economia MS Setores produtivos e empresários de MS falam sobre economia e crise. Ela vai chegar até nós?

Carreira & Mercado O profissional de RH: cargo estratégico para cuidar do maior patrimônio da empresa, os colaboradores.

P U B L I C AÇ ÃO B I M E S T R A L D O S I S T E M A F E CO M É R C I O M ATO G R O S S O D O S U L | A N O 2 | E D I Ç ÃO N º 9 | J U L H O / AG O S TO 2 0 1 2

DEVOL UÇÃO GARANTIDA

CORREIOS

Publicidade e Marketing

A hora e a vez de aparecer Comércio & Serviços A embalagem certa para agregar valor ao produto

Estratégia: A definição da cor de uma empresa e marca.


Onde tem FECOMÉRCIO, tem SESC, tem SENAC, tem Instituto de Pesquisa, tem REPRESENTATIVIDADE. BEM-ESTAR SOCIAL, EDUCAÇÃO PROFISSIONAL e toda força do comércio de Mato Grosso do Sul.

Você sabia que o Sistema Fecomércio promove condições favoráveis para que as empresas do comércio de bens, serviços e turismo gerem resultados positivos e desenvolvimento da sociedade? É isso mesmo! Por meio do SESC, SENAC, Instituto de Pesquisa e Federação do Comércio, são desenvolvidos diversos programas voltados ao desenvolvimento do comércio varejista, tais como eventos, workshops, palestras renomadas, pesquisas sazonais, educação profissional de qualidade para a população e assistência para milhares de pessoas todos os anos através de projetos sócio-culturais e de lazer. Esteja mais perto do Sistema Fecomércio e fique ligado em nossas diversas atividades!

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www.fecomercio-ms.com.br


Palavra do Presidente

Entre as diversas ferramentas para alavancar o empreendimento, o empresário tem à disposição o trabalho dos profissionais da área de marketing, publicidade e propaganda. Um setor que, estando coeso, promove resultados mais assertivos para melhorar a produtividade e a rentabilidade do negócio. Mas como mensurar valores para aplicação nas diversas mídias existentes? Qual é o melhor plano de marketing e como avaliar o retorno além do registrado pelo volume das vendas? Esta edição traz dicas preciosas sobre esse assunto que deve ter total atenção. A edição também aborda o novo conceito que as embalagens ganharam para conquistar clientela. De formatos e apelos variados, essa ferramenta também tem agregado valor à marca, ao produto e assumiu um papel estratégico na relação com o consumidor. E como não falar da importância de encontrar, na paleta, a cor que vai vestir a sua empresa, de acordo com o produto e público que se pretende alcançar? Todo o assunto permeia conceitos de marketing, publicidade e propaganda e tange as decisões do universo empresarial. Um mundo onde “quem não é visto não é lembrado” e é preciso saber qual a melhor forma de aparecer. Sabemos que a versatilidade e a criatividade do empresário sul-mato-grossense estão em alta. Dados do IBGE provam que o número de funcionários nas empresas teve redução inferior a 0,5% enquanto que o lucro do comércio varejista caiu 10% em um ano. Ou seja: os empreendedores estão diminuindo a margem de lucro e garantindo empregos, impulsionando a economia quando todas as atenções estão voltadas para o hemisfério norte, em especial para as finanças dos países europeus. Como será que a crise chegará em terras sul-mato-grossenses? Economistas, lideranças produtivas e especialistas comentam o assunto. Aproveitem as dicas, as sugestões e as experiências que nossos entrevistados relatam. Uma boa leitura!

EDISON FERREIRA DE ARAÚJO Presidente do Sistema Fecomércio de Mato Grosso do Sul


Sumário P U B L I C A Ç Ã O B I M E S T R A L D O S I S T E M A F E C O M É R C I O M AT O G R O S S O D O S U L | A N O 2 | E D I Ç Ã O N º 9 | J U L H O / A G O S T O 2 0 1 2

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Especialistas explicam como aplicar em marketing e outros planos de publicidade. O investimento deve ser orientado em função do público-alvo e do objetivo.

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Sul-mato-grossenses devem sofrer os impactos da crise europeia, mas empresários e lideranças dos setores econômicos estão com boas perspectivas.

As embalagens ganham novo status conceitual. Empresários mostram como aproveitar essa ferramenta de marketing na divulgação da marca.

16. Entrevista Eduardo Riedel, presidente da Famasul MS, aborda questões relacionadas ao Agronegócios no Estado. Também fala sobre os avanços e desafios do setor.

26. Carreira & Mercado A versatilidade exigida do profissional especialista em selecionar candidatos a colaborador da empresa e os atributos necessários para detectar talentos.

30. Fecomércio MS Palestras explicam como usufruir dos dados levantados pelas pesquisas sazonais; empresários podem melhorar a assertividade dos negócios.

34. Tecnologia & Inovação Empresas são a maioria da clientela que adquire equipamentos de segurança eletrônica. Todo cuidado é pouco para evitar bandidos cada dia mais audaciosos.

38. Ponto de Vista Presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, Omar Aukar, fala da importância das campanhas publicitárias para alavancar as vendas.

40. Empresária do Mês A Diretora do Grupo Buainain, Tádea Maria Buainain Thomazi, conta sobre os mais de 50 anos de trajetória da rede farmacêutica.

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Comércio & Serviços


PRESIDENTE DA FECOMÉRCIO/MS Edison Ferreira de Araújo DIRETORIA 1° VICE-PRESIDENTE Denire Carvalho 2° VICE-PRESIDENTE José Alcides dos Santos 1° SECRETÁRIO Hilário Pistori 2° SECRETÁRIO Manoel Ribeiro Bezerra 1° TESOUREIRO Sebastião José da Silva 2° TESOUREIRO Roberto Rech SUPLENTES DA DIRETORIA Ricardo Massaharu Kuninari; Valdir Jair da Silva; Carlos Roberto Bellin; Benjamin Chaia; Álvaro José Fialho; Cláudio Barros Lopes

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Estratégia

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A importância da cor para a marca e o logotipo do seu negócio. Isso também é estratégico e será referência para suas ações de marketing.

Legislação

Em MS são raros os casos de propaganda enganosa. Mas informações incompletas ou dúbias são tratadas no rigor da Lei pelo Procon.

SINDICATOS REPRESENTADOS PELA FECOMÉRCIO/MS Sind. do Com. Atacadista e Varejista de Dourados; Sind. do Com. Varejista de Amambai; Sind. do Com. Varejista de Aquidauana e Anastácio; Sind. do Com. Varejista de Campo Grande; Sind. do Com. Varejista de Corumbá; Sind. do Com. Varejista de Gêneros Alimentícios de Campo Grande; Sind. do Com. Atacadista e Varejista de Materiais de Construção de Campo Grande; Sind. do Com. Varejista de Naviraí; Sind. do Com. Varejista de Paranaíba; Sind. do Com. Varejista de Três Lagoas; Sind. do Com. Varejista de Ponta Porã; Sind. do Com. Varejista de Produtos Farmacêuticos de MS; Sind. dos Despachantes Documentalistas do Estado de Mato Grosso do Sul; Sind. dos Representantes Comerciais do Estado de Mato Grosso do Sul; Sind. dos Centros de Formação de Condutores de Veículos do MS; Sind. dos Revendedores de Veículos Automotores de C. Grande SUPERINTENDENTE DA FECOMÉRCIO/MS Reginaldo Henrique Soares Lima DIRETOR SUPERINTENDENTE IFMS Thales de Souza Campos DIRETOR REGIONAL DO SENAC/MS Vitor Mello

48. Senac MS Unidade Beleza e Moda, em Campo Grande, têm opções variadas para quem quer saber mais sobre um dos setores que mais cresce no País.

DIRETORA REGIONAL DO SESC/MS Regina Ferro COORDENADORA DE COMUNICAÇÃO Núbia Cunha

54. Nosso Ambiente & Cidadania E-marketing conquista espaço cada vez maior

entre as opções de publicidade, além de agregar o conceito de ser ambientalmente correto.

55. Sindical Sindicatos do Comércio compartilham estratégias e ações para o segundo semestre.

56. Sesc MS Esporte acesssível é o lema da instituição que preza a qualidade de vida e o bem-estar.

58. Gestão & Finanças Está mesmo na hora de fazer a migração bancária? Consultores alertam para avaliar os prós e contras da decisão.

EDIÇÃO: Infinito Comunicação Empresarial infinitocomunica@gmail.com EDITORA-CHEFE: Neusa Pavão MTB/MS 035 REPORTAGEM: Neusa Pavão, Fernanda Mathias MTB/MS 041, Marineiva Rodrigues MTB/MS 114, Rosana Siqueira MTB/MS 08, Fernanda Kintschner MTB/MS 874, Michele Abreu REVISÃO: Vanderlei Verdoim FOTOS: Mário Bueno MTB/MS 166; Edson Ribeiro MTB 050 PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO: Futura Marketing e Propaganda COMERCIALIZAÇÃO: Departamento de Relações com o Mercado - FECOMÉRCIO/MS PUBLICIDADE: Cândido da Costa Silva GESTORA DE RELAÇÕES COM O MERCADO: Ionise Catarina Piazzi Tavares CONSULTORA DE RELAÇÕES COM O MERCADO: Cátia de Almeida comercial@fecomercio-ms.com.br Rua Almirante Barroso, 52, Bairro Amambaí, CEP: 79008-300, Campo Grande/MS Fone: (67) 3321-6292 / Fax: (67) 3321-6310


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É hora de aparecer

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ão há uma regra sobre a reserva orçamentária ideal para a publicidade. Sócio proprietário da Remat Group, empresa com 25 anos de atuação em Mato Grosso do Sul, o publicitário Luiz Augusto Gorish Paraná, observa que na definição do valor a ser investido o ponto crucial é que o empresário tenha em mente um equilíbrio para não sobrecarregar o preço final do serviço ou produto e perder competitividade. “Ele deve ter consciência de que este percentual é um investimento dele, para o sucesso da sua empresa, de sua responsabilidade”. Embora precise estar atrelado ao faturamento, o percentual a ser investido varia em relação aos objetivos e necessidades de cada ramo de atividade e situação. “Quando de um lançamento, utiliza-se um percentual que pode chegar a 5% da receita bruta. Uma promoção de preços ou serviços pode chegar a 3%, enquanto que as campanhas institucionais variam de 1,5% a 2,5%. É a partir desta definição que se obtém o valor nominal e que se pode indicar o meio, ou meios, com a melhor relação custo-benefício para este investimento”.

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>> PLANO DE MÍDIA O publicitário Elton Tamiozzo, especializado em Marketing pela FGV e em Gestão pelo SENAC, ressalta que é preciso se orientar sempre por um plano de mídia considerando três fatores: quanto do público-alvo deve receber a mensagem publicitária pelo menos uma vez (alcance); por quanto tempo a mensagem será veiculada (continuidade) e quantas vezes em média cada pessoa que faz parte do público-alvo receberá a mensagem durante o período de veiculação (frequência-média). “Por exemplo, em uma campanha promocional (Dia dos Namorados) é preciso um alto alcance, uma continuidade GUTO PARANÁ: “EQUILÍBRIO PARA NÃO PERDER COMPETITIVIDADE”

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Alguns clichês são atemporais, não caem em desuso. Um deles é o famoso “quem não é visto não é lembrado”. A prova são cifras bilionárias e crescentes do mercado publicitário nacional. Decisão gerencial importante, o investimento em marketing deve ser orientado por uma estratégia e não pode ser fator isolado, ou seja, é preciso garantir que o consumidor encontrará o que lhe está sendo oferecido. O primeiro passo é ter um foco em função do público-alvo e do objetivo que se pretende atingir antes de definir quanto e em que mídia investir.


Anahi Fros

LOURIVAL STANGE: “EQUIPE AFIADA PARA QUE FLUXO DE CLIENTES SE CONVERTA EM VENDAS”

concentrada e uma alta frequência média. Ou seja, eu preciso que grande parte do público-alvo que recebe a mensagem, a receba muitas vezes e a receba em um curto período de tempo (o período da promoção)”. Para o especialista, simplesmente fixar um orçamento anual para mídia ou parte da receita mensal, independentemente do plano de mídia, traz o risco de não se atingir objetivos, porque não considera fatores externos, como as ações da concorrência. No momento de avaliar o retorno do investimento, Elton pondera que é preciso levar em conta não só o retorno em volume de vendas, mas o conhecimento e a lembrança da marca e dos produtos entre os consumidores e o aumento do interesse de compra (visitas a loja, acessos ao website, ligações telefônicas, e-mails recebidos, etc). “A propaganda, sozinha, não tem como garantir a venda; é preciso que o composto de marketing do cliente (produto, preço, promoção e praça) esteja equilibrado. Em Mato Grosso do Sul é possível citar recentemente uma propaganda que despertava o interesse de compra em muitas pessoas, mas o produto não existia em nenhum varejista. Nesse caso, mesmo a propaganda funcionando não existiu aumento de vendas”. >> RESULTADOS Economista e consultor com ampla bagagem na área de marketing, Lourival Stange, de Porto Alegre (RS), observa que os investimentos nas mídias de massa são feitos por uma minoria e para mensurar resultados é importante estabelecer indicadores básicos de desempenho, como o valor médio das compras (ticket médio), o fluxo de clientes na loja e a taxa de conversão deste fluxo em compras. Sempre levando em conta o público-alvo, as mídias são geralmente eficazes no aumento do fluxo de clientes, mas para que isso se converta em vendas é preciso uma equipe afiada, preparada para dar conta da demanda extra. O grande fluxo de clientes não necessariamente significa boas vendas. “Quanto mais personalizado o atendimento maior a taxa de conversão e o tíquete médio”, explica Stange. Se o objetivo é aumentar o valor médio da venda, a estratégia é agregar, acrescentar serviços e produtos às compras ordinárias. Por exemplo, se o foco

é o departamento feminino, a publicidade pode contemplar produtos correlacionados, como roupas e acessórios. Quando o assunto é a escolha da mídia, Stange lembra que cada uma cumpre com um propósito. “Quando quero volume grande de gente na minha loja sem poder escolher o público certo, TV é o mais eficiente, mas não me permite o controle dos convidados. Quando eu quero um público muito exclusivo (não especificamente com renda alta, mas exclusivo) eu posso utilizar publicações especializadas (como por exemplo revista médica, revista de tecnologia somente veiculada para profissionais de TI entre outros). Também posso fazer visitas pessoais aos meus clientes, como fazem certas lojas de roupa masculina e feminina de altíssimo valor agregado. Portanto vamos de uma abrangência total das pessoas que serão chamadas para ir à loja até o total controle da visita especifica”. >> MERCADO BILIONÁRIO Se a procura vai bem, o mercado cresce. A última pesquisa do Cadastro Central de Empresas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou crescimento de 11,35% no número de empresas de publicidade instaladas no País em um ano. Enquanto em 2009 eram 24.359, o número saltou a 27.125 em 2010. Em Mato Grosso do Sul o número de empresas do segmento de informação e comunicação cresceu 14,57% no mesmo período (1.187 unidades), ao passo em que o número geral de empresas cresceu praticamente a metade, 7,73%. Em 2011 os investimentos em publicidade no Brasil cresceram 16%, atingindo R$ 88 bilhões. As TVs receberam 53% do total destinado à publicidade no ano passado. Em seguida vêm os jornais, com 20% do total; as revistas, com 8%; as TVs por assinatura, também com 8%; a internet, com 6%; e as rádios, com 4%. O restante foi destinado aos cinemas, à propaganda em mobiliário urbano e aos outdoors. O setor Comércio e Varejo ocupa o topo do ranking, com 22% do total investido, ou R$ 19,1 bilhões. A seguir aparece COM ÉR C IO & C IA

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COMÉRCIO DE VAREJO LIDERA O RANKING DE INVESTIMENTO

DORI FRANDOLOSO: “MÍDIA SEMPRE É RETORNO GARANTIDO”, AFIRMA DORI FRANDOLOSO

Veículos, Peças e Acessórios, com R$ 8,1 bilhões, e em terceiro lugar está o setor de Higiene Pessoal e Beleza, que tem um aumento substancial, passando de R$ 5,3 bilhões em 2010 para R$ 7,4 bilhões em 2011. Os números crescentes corroboram com a aposta no poder da publicidade, mas o empresário não pode descuidar da qualidade do serviço que presta e dos produtos que oferece. “É preciso deixar claro que a Publicidade não é tábua de salvação de erros empresariais, como má gestão de preços, má exposição de produtos, distribuição e qualidade do que se vende, mas sim, como uma propulsora de valores e qualidades na geração de vendas e melhoria continua da imagem. Esta última o maior retorno que um empresário de visão deve almejar”, finaliza Luiz Augusto Gorish. >> POR QUE INVESTIR? “Por mais que exista a marca consolidada, sempre bom estar ali em algum lugar”, diz a empresária Dori Frandoloso, da Costelaria e Churrascaria do Gaúcho Gastão. Sólida, a empresa não descuida da imagem e todos os meses reserva parte do faturamento e faz permutas para veicular anúncios publicitários, ora em mídia televisiva, rádio, jornais ou revistas. A empresa está estabelecida há 25 anos na Capital e há 15 investe de forma mais ordenada em publicidade, além do trabalho promocional nas mídias sociais e o contato por e-mail com os clientes. “Sempre temos retorno, a mídia com certeza faz diferença”, diz Dori. 10

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A PUBLICIDADE DEVE SER ORIENTADA POR UMA ESTRATÉGIA, NÃO PODE SER FATOR ISOLADO

RICARDO KUNINARI: “CAMPANHAS PROMOCIONAIS COM RETORNO É IMEDIATO”

Com sete lojas em Campo Grande (Rose Fashion, Capodarte e Le Postiche), o empresário Ricardo Kuninari também costuma investir em mídia, em geral de 1,5% a 2% do faturamento. “Conseguimos mensurar melhor o retorno das campanhas promocionais do que as institucionais. Quando divulgamos campanhas promocionais o retorno é imediato”. Diante do fracionamento do público, com a expansão da televisão por assinatura e a internet, o empresário acredita que o melhor caminho seja também diversificar os meios de divulgação: “Dividimos o investimento e fazemos o acompanhamento mês a mês, com pesquisa nas lojas”.


>> ONDE INVESTIR? Veja as vantagens de cada tipo de mídia. TV Se o propósito é aumentar o fluxo de clientes na loja em um curto espaço de tempo, é o meio mais eficiente devido ao apelo visual. Mas não seleciona a clientela, por isso a conversão em vendas pode não ser a esperada.

Internet O alcance da internet é a grande vantagem, além da permanência em ambiente virtual, embora possa ficar “perdido” diante de tanto conteúdo simultâneo. Outra vantagem é custo menor em relação às demais modalidades.

Revistas/Jornais As publicações impressas, especialmente as especializadas, são a forma mais acertada para atingir um público também mais selecionado, conforme o interesse do estabelecimento.

Outdoor Por ser uma mídia que permanece exposta 24h tem o poder de fixar a mensagem publicitária e a marca. Neste caso o principal é acertar a escolha do ponto de exposição para atingir o público-alvo.

Rádio Assim como a televisão, também atinge as massas com eficiência e por isso cumpre o papel de levar fluxo de clientes ao estabelecimento a um custo, em média, 10 vezes menor.


Economia MS

Apesar de período de crise, MS está confiante Após a crise americana agora é a vez da crise europeia assolar a economia mundial. No Brasil, algumas medidas tentam diminuir os impactos, mas alguns setores já começam a sentir os efeitos dessa turbulência de mercado, causada pelo descontrole das contas públicas e particularidades políticas da Europa. Na avaliação do economista e ex-ministro, Mailson da Nóbrega, a crise é muito séria e, por isso, nesse segundo semestre, ainda devemos sentir seus impactos, mas não é momento para desespero.

NO VAREJO, AS VENDAS CONTINUARÃO SEM GRANDES SURPRESAS

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“Essa crise gera um ambiente de muitas incertezas, pode desaguar em algo muito mais grave e isso leva os empresários a serem mais conservadores na sua questão de investir. As políticas do governo brasileiro, desconectadas de uma estratégia maior, também criam uma situação de incerteza em muitos segmentos da indústria brasileira. Portanto, eu acho que este vai ser um ano de desempenho econômico medíocre, infelizmente. Devemos crescer apenas 2,5%, menos do que no ano passado, mas ainda assim não é nenhum desastre. Hoje quando tem um problema no Brasil, a gente cresce pouco. No passado, quando tinha um problema, vinha a inflação, crise externa, o crédito desaparecia, o desemprego aumentava”. J U L H O /AG O S TO 2 0 1 2


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EDISON ARAÚJO: “PERSPECTIVAS BOAS PARA O SETOR DE COMÉRCIO E SERVIÇOS NESTE SEGUNDO SEMESTRE”

MAÍLSON: “CRISE É SÉRIA MAS MAS O MOMENTO NÃO É PARA DESESPERO”

>> SETORES PRODUTIVOS No comércio, o mês de agosto é marcado pelo Dia dos Pais, período que garante um fôlego extra para os varejistas, já que oscila entre a terceira e quarta melhor data para o comércio. Para o presidente da Fecomércio MS, Edison Araújo, a perspectiva é a melhor possível. “Temos o melhor sistema bancário do mundo, organizado, além de fundos econômicos. Estamos preparados para enfrentar o problema. Os primeiros meses do ano foram nebulosos, mas a partir de maio começou a melhorar. Apesar da preocupação com o mundo - e precisamos ficar atentos ao que vai acontecer daqui para frente - existe uma perspectiva boa para esse segundo semestre, em razão da necessidade de preparação dos grandes eventos que o Brasil vai receber, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, entre outros. Embora esses eventos não aconteçam no Estado, existe um movimento econômico e isso aquece a economia de todo o País, inclusive do comércio”. Na indústria, mesmo com o período de cautela, as perspectivas para o segundo semestre são positivas. Segundo o presidente da Federação das Indústrias de MS (Fiems), Sérgio Longen, até o momento os prognósticos são bons, contudo, a avaliação do cenário externo e seus possíveis impactos deve ser frequente dada a crescente volatilidade dos mercados internacionais. “Não há clareza quanto aos próximos eventos. São muitas as possibilidades que podem afetar as decisões de investimento, a demanda externa e, claro, a disponibilidade de crédito como ocorrido no primeiro ciclo da crise em 2008.”

Segundo Longen, como as maiores incertezas se originam do cenário externo, os segmentos que exportam intensivamente ou ainda que adotaram como estratégia de produção a aquisição de componentes importados são os que podem sofrer mais. “Seja pela diminuição da demanda nos mercados mais afetados pela crise ou pelas mudanças acentuadas no câmbio ou pela diminuição dos preços internacionais, especialmente das commodities industriais como o minério de ferro, carnes, óleos vegetais e celulose”. Otimismo também no setor rural. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Eduardo Riedel, a crise europeia, pós a americana, e a diminuição do ritmo de crescimento tanto na China quanto na Índia, certamente vão refletir no setor em que se trabalha muito com commodities. “A demanda diminui, mas penso que isso é conjuntural. O mundo tem uma necessidade crescente por alimentos, em função do aumento da população e também da renda per capita. Existe, sim, um impacto, mas é difícil saber o que vai acontecer. Nós temos que acompanhar a evolução dos acontecimentos para estarmos preparados para uma situação como essa. Acho que o mais importante é pensar no nosso País para evoluírmos na competitividade dos setores produtivos”. >> OTIMISMO MODERADO Na Inflex, empresa localizada no município de Dourados, com capacidade para 450 toneladas/mês de embalagem, o aumento nos COM ÉR C IO & C IA

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custos chega a 45% sobre a matéria prima. O supervisor comercial, Edilson Barata, explica que esse aumento se deve à alta no preço do dólar, já que as principais matérias primas são comercializadas na moeda americana. “A tendência para esse segundo semestre é continuar subindo e temos uma previsão dos custos aumentarem até 50%”. Segundo Barata, o preço acaba sendo repassado ao consumidor final. “Dependendo do produto, a embalagem representa até 70% do valor do produto acabado”. Mesmo com o período de crise, a empresa aposta no crescimento e pretende investir nos mercados dos países vizinhos. Para o proprietário da Galeria dos Esportes, em Campo Grande, Antônio Breschigliari Filho, que atua no comércio há 27 anos e na indústria há 16, já é possível perceber cautela por parte do consumidor. Após 12 anos de crescimento constante, ele teme que 2012 seja um ano de estagnação. “Nos primeiros meses do ano tivemos uma queda de 20 a 30% nas vendas e acreditamos que, no segundo semestre, esse número se mantenha. O consumidor fica com medo das notícias que ouve e acaba segurando o dinheiro. Precisamos ter cautela e esperar para ver o que vai acontecer”.

EDILSON BARATA, DA INFLEX: AUMENTO DE 45% NOS CUSTOS COM MATÉRIA PRIMA

NA EMPRESA DO ANTONIO, JÁ É POSSÍVEL OBSERVAR QUE O CONSUMIDOR ESTÁ MAIS CAUTELOSO

PERSPECTIVA DE EVENTOS ESPORTIVOS MUNDIAIS DEVE MANTER ECONOMIA EM ASCENSÃO

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Entrevista

Eduardo Riedel mostra os rumos do setor agropecuário em MS O presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), Eduardo Corrêa Riedel, é natural da cidade do Rio de Janeiro (RJ) e formado em Ciências Biológicas - Bacharelado em Genética, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com mestrado em Zootecnia - área de Melhoramento Genético Animal. Em 1999 ingressou na liderança do setor rural como diretor do Sindicato Rural de Maracaju (MS), assumindo a presidência desse sindicato em 2002. Quatro anos depois foi eleito vice-presidente da Famasul. Foi conduzido ao cargo de presidente interino da entidade em janeiro de 2010. Passou a ser presidente eleito da Famasul em junho com mandato para o triênio 2012-2015. É casado, pai de dois filhos. Em entrevista à Comércio & Cia, ele fala sobre os desafios do setor agropecuário de MS. Comércio & Cia - Quais as ferramentas e estratégias disponíveis para agregar valor à produção agrícola em MS? Eduardo Riedel - A agregação de valor aos produtos agropecuários não só do Estado, mas no País, muitas vezes vem antes do produto final. O grão de soja hoje é o mesmo grão de soja de 20 anos atrás. Pode-se dizer que não se agregou nenhum valor a esse produto. A grande questão é o valor agregado na genética, no que representa a cadeia para a produção daquele mesmo grão de soja, na tecnologia e eficiência das máquinas, nas tecnologias de fertilização e de georreferenciamento. Houve uma série de mudanças ao longo desse tempo para a produção daquele mesmo produto que carrega um valor muito grande, apesar de o produto final ser o mesmo. E isso acontece para a soja, o milho, o algodão e a carne bovina. C&C - E para a produção pecuária do Estado? A cadeia da pecuária viveu uma mudança muito grande no elo dos frigoríficos. Houve avanço no tripé da produção pecuária formado pela genética, nutrição e sanidade. Para todas essas cadeias produtivas, a transformação da tecnologia usada para a produção agropecuária gerou grande agregação de valor no produto final, resultando em qualidade, maior eficiência e menor tempo de abate. E a cadeia frigorífica também avançou, buscando mercado e tornando-se mais técnica. C&C - Sustentabilidade e qualidade do produto. Estes temas representam mais problemas ou oportunidades para o setor agropecuário do Estado? 16

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Não tenho dúvidas de que representam mais oportunidades, desde que o tema seja tratado de maneira técnica, objetiva e não seja transformado em bandeiras ideológicas, que muitas vezes emperram o desenvolvimento do setor. Sustentabilidade e qualidade são grandes oportunidades para diversas cadeias produtivas, até porque a base dos nossos sistemas de produção carrega um conceito de sustentabilidade muito alto, em função de como são produzidos os produtos. Não tenho dúvidas que a gente pode alardear para o mundo inteiro que os nossos sistemas de produção são extremamente sustentáveis do ponto de vista ambiental, do ponto de vista econômico, do ponto de vista social. Temos total condição de explorar esse conceito em nossos produtos. Só não podemos inverter a situação deixando que o conceito se torne uma bandeira que emperre o desenvolvimento dos setores. C&C - Qual a importância do engajamento político e da representação institucional desses setores? Como o relacionamento entre eles (campo, indústria e comércio) vem avançando nos últimos anos? Onde precisa avançar mais? Entendo que a importância desse entrosamento político entre as entidades privadas e o setor público seja permanente. A partir do momento em que os setores da economia, por meio de suas instituições, conseguem estar mais alinhados ou colocar uma agenda comum na mesa fica mais fácil para o agente político tomar a decisão. Nós temos instituições que representam esses três setores, que conversam permanentemente entre si, que discutem essa agenda, que traçam estratégias e ações comuns.


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C&C - A qualificação profissional do trabalhador rural pode melhorar as práticas de excelência do setor, sendo uma das saídas para aumentar o valor agregado dos produtos? Como está MS frente a outros estados neste aspecto? Eu acho que está muito bem porque as instituições são extremamente dinâmicas nas suas ações em relação à qualificação. Temos muito bem mapeadas as demandas e os gargalos principais. As instituições que atuam com qualificação profissional fazem um trabalho excepcional com parcerias, atuando com temas comuns e trazendo recursos de fora para potencializar esse trabalho. Essa é uma das áreas na qual atuamos muito forte e é necessário que seja assim porque este é um dos grandes gargalos para o desenvolvimento dos nossos setores produtivos. C&C - Quais as principais estratégias que o pecuarista deve adotar para conseguir aumentar sua produtividade? É a nutrição. O pecuarista trabalhou muito bem a genética, trabalhou - e ainda trabalha muito bem - a sanidade animal. Mas tem que evoluir na nutrição base, a pastagem. É um desafio grande porque são investimentos extremamente altos e com um horizonte de retorno nem sempre muito claro, o que dificulta a tomada de decisão na atividade pecuária. Sem dúvida, trabalhar reforma de pastagens para aumentar a eficiência na produção e agregar valor ao produto final é o maior desafio da pecuária de corte na atualidade. C&C - E o incentivo à agricultura familiar? Qual seu papel na produção do Estado? Não entendemos como correta a divisão de conceitos entre agricultura familiar e agricultura comercial. Como se a agricultura familiar não fosse comercial. Não faz o menor sentido essa divisão. Muitas vezes encontramos uma agricultura de pequena área com enorme faturamento, vários empregados e valor agregado ou, por outro lado, uma grande agricultura com apenas a família atuando. São conceitos difíceis de ponderar. Nosso trabalho é dar suporte e apoiar todo tipo de agropecuária, independente do tamanho e modelo. Apoiamos todos os tipos de produção agropecuária, independentemente da nomenclatura que tenha. C&C - A busca por maior segurança jurídica no campo é um tema recorrente na agropecuária. Como o senhor acredita que o problema da disputa pela terra em MS pode ser 18

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solucionado? Com vontade política. Temos uma situação fundiária complexa, principalmente em relação à questão indígena. É necessária uma solução política determinada pelo Executivo Federal para resolver o problema, que não se reduz à questão territorial. Não existe nenhuma ação em prol dessas comunidades, no sentido de incluí-las na sociedade. Em Dourados, por exemplo, elas estão dentro das cidades, atuando. Não é uma questão de terra, mas uma questão é social, cultural e econômica e não existem políticas claras. A política urbana deve ser diferente da política de uma comunidade indígena isolada em algum ambiente do bioma Amazônia, por exemplo, que nunca teve contato com a nossa civilização. A discussão fica em torno de terra, da questão fundiária, que não é a raiz do problema. Falta vontade política para resolver a disputa e definir onde ficarão as aldeias. Se for definida terra indígena onde hoje é propriedade, é justo equacionar o problema com o pagamento às pessoas que têm um título e resolver essa questão. C&C - Na sua avaliação, o projeto do novo Código Florestal consegue conciliar a preservação do meio ambiente com a produção de alimentos? De que forma? Eu acho que nós avançamos alguma coisa. Esse binômio preservação-produção deve ser aliado, não antagônico. Não existe essa história da produção ser contra o meio ambiente. É uma polaridade que não traduz a realidade. O novo Código Florestal consegue melhorar alguns aspectos da realidade que existe atualmente no país em relação ao antigo, mas de longe ele não resolve todas as questões do aspecto fundiário. Ele traz no seu conceito um aspecto econômico e social muito forte, a partir do momento em que cria situações diferentes para o tamanho da propriedade. Não leva em consideração tão somente a preservação dos ambientes, mas principalmente a situação socioeconômica do proprietário e o tamanho da propriedade. São conceitos também complicados para se colocar em um código ambiental, mas foi o melhor que a democracia e que o Congresso Nacional permitiram, refletindo até onde a sociedade conseguiu avançar. As falhas vão aparecer e vamos precisar de tranquilidade para continuar discutindo e fazer com que o Brasil continue crescendo. Mas é importante dizer que o país adota práticas conservacionistas de produção. Nossos sistemas de produção são altamente conservacionistas em relação ao balanço de carbono. Em relação à preservação dos biomas, estamos confortáveis porque temos um grande ativo que são 60% do território com cobertura vegetal preservada.


C&C - E como fica esse projeto com os artigos vetados? É natural nesse processo - no qual o Congresso definiu e o Executivo entendeu que teria de resgatar parte da discussão do Senado - que fossem vetados alguns artigos. O resultado melhora o que tínhamos, mas ainda não é o fim da discussão porque outros problemas vão surgir. Mas uma questão fundamental nessa história toda é a melhora no ambiente de decisão, reduzindo a insegurança jurídica alimentada pelo antigo Código Florestal. Isso é um avanço que dá maior tranquilidade à produção. C&C - Quais os desafios dos produtores e autoridades para evitar que focos de aftosa nos países de fronteira com o Estado afetem os negócios de MS? Trabalhar primeiro dentro de casa com uma ação muito bem

feita em termos de vacinação. O produtor sul-mato-grossense está de parabéns porque no último levantamento feito pelo Ministério da Agricultura Mato Grosso do Sul aparece como o Estado com maior índice de imunização de rebanho no Brasil. Isso é fruto de uma sequência de ações feitas pela iniciativa privada e pelo poder público no sentido de alcançar esses resultados. Em relação aos países vizinhos, manter um diálogo permanente e apoiá-los no sentido de buscar essa eficiência vacinal também. O Paraguai e a Bolívia têm realidades distintas da nossa e temos mantido um contato permanente em ambos os níveis. Temos conversado tanto com o setor privado como com o público para evoluir nos resultados e nas ações de ambos os países e, dessa forma, ter toda essa região como uma região que não venha a ter esse tipo de problema.

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Comércio & Serviços

De invólucros, a poderosas ferramentas de marketing Do conceito ecologicamente correto do papel reciclato ao acabamento marcante da gofragem, a embalagem se apresenta como uma estratégica ferramenta de marketing que pode ajudar o produto a conquistar a preferência do consumidor, um fato que faz esse mercado avançar a passos largos. Dados da Associação Brasileira de Embalagem (Abre) apontam que o setor deve movimentar R$ 46 bilhões no País, crescimento de 5,26% em relação ao ano passado e a produção da indústria de embalagem deverá crescer 1,6%, avanço semelhante ao registrado em 2011, quando o setor obteve incremento na produção de 1,5%. Da produção total, 33,2% são em embalagens de papel, papelão e cartão.

AS CAIXAS COMPLEMENTAM O PRODUTO NA SWETT

SETOR NACIONAL PREVÊ UM MOVIMENTO DE R$ 46 BILHÕES PARA ESTE ANO

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roprietária da C&R Embalagens e Brindes, que atende 200 lojas em Campo Grande, Rosana Dianin diz que a procura cresceu 60% no último ano e segue acelerada. A preferência é pelas de papel. Dependendo da exigência do cliente, a empresa oferece um modelo de layout ou encaminha para uma agência parceira. Rosana acredita que a embalagem de qualidade é questão de tratamento, uma forma de recompensar o consumidor por escolher aquele estabelecimento. “São sacolas classe A e o cliente percebe o quanto está sendo valorizado”. Há opções em várias gramaturas e acabamentos, com variações de cores e personalização, conforme o cliente. “A gente costuma orientar conforme o conceito da loja, mas vai muito do gosto”, explica Rosana, exemplificando com o caso de um cliente que tem uma loja em madeira natural e para o qual foram recomendadas sacolas mais rústicas, em papel kraft marrom.

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Confira vantagens de materiais e acabamentos Gofragem: Neste processo a decoração de papel ou de cartão é feita com texturas em relevo, pela pressão contra chapas ou cilindros gravados. Kraft: Papel forte feito com polpa tratada com sulfato, o Kraft dá um ar de rusticidade. Papel reciclato: papel offset com textura e a tonalidade de reciclado que traduzem o conceito de ecologicamente correto.

ROSANA DIANIN: “EMBALAGEM É UMA QUESTÃO DE TRATAMENTO COM O CLIENTE”

EMBALAGENS E SACOLAS SÃO OUTDOOR AMBULANTE PARA A SANTO ANJO

>> OUTDOOR AMBULANTE Publicitário por formação, o empresário Saulo Flores Sampaio, proprietário da loja Santo Anjo considera o investimento fundamental para o empresário que quer posicionar a marca no mercado agregando qualidade e conceito. Ele atribui o fato de muitas pessoas questionarem se a marca é uma franquia, apesar de estar há apenas um ano no mercado. O empresário compara a sacola a um “outdoor ambulante”. “É uma forma da loja estar nas ruas, sendo vista por várias pessoas em locais diferentes”.  O layout das sacolas da loja é criativo e chama atenção e faz sucesso entre os clientes: da forma como a impressão foi disposta é como se quem segurasse a sacola estivesse segurando a mão de um anjinho. “Não é somente agregar valor. A embalagem faz parte do produto, as pessoas usam depois”, explica Saulo. Na Sweet, chocolates e bolinhos que enchem os olhos e embalagens que não deixam por menos. O resultado ao afinar as embalagens ao produto foram apresentações delicadas e doces, que levam sempre a cor predominante da logo, o verde. “Há algumas variações, esporadicamente, mas que não fogem da proposta e da identidade. É importante manter nossa identidade”, explica a proprietária, Andressa Sandri. Elaboradas e atrativas, as caixas, que representam aproximadamente 30% do valor do produto, acabam muitas vezes direcionando as compras dos consumidores. “Temos caixas com diferentes padronagens e, muitas vezes, o cliente pede por uma segunda embalagem, de padrão ou tamanho diferente. Ao informarmos que não podemos oferecer esta segunda sacola, apenas com a compra de um produto de tamanho maior, o cliente pede para comprá-la, embora não esteja à venda. Nossas caixas complementam o produto”.

RECICLATO

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Estratégia

A cor certa, um bom começo Passar na frente de uma das lojas da Petit Bichon, em Campo Grande, sem dar pelo menos uma olhadinha na fachada da empresa é difícil. A cor magenta escolhida pela proprietária, a médica veterinária Jucimara da Costa Pereira, chama atenção, especialmente do público-alvo: donos de pequenos animais, muitas vezes mulheres.

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á 10 anos no mercado, a Petit Bichon se consolidou como um dos centros estéticos para bichos mais procurados da capital. Em fins de semana chega a receber 110 animais por dia para banhos. Jucimara não tem dúvidas de que o ousado pigmento rosado é um dos responsáveis pelo sucesso da marca, que planeja lançar a terceira unidade na Capital em 2013. Ela conta que a escolha da cor que predominaria em sua loja e quebraria um paradigma foi meticulosa. “Quando iniciei o negócio só havia estabelecimentos verdes, que é a cor da Veterinária. Pesquisei em São Paulo, fui no Rio de Janeiro e até na França para ver coisas diferentes. Pensei ‘quero montar uma boutique para animais’ e deu certo”. O magenta é seguido também na papelaria e mobiliário das duas lojas e, como toda escolha acertada, o formato da Petit Bichon passou a ser copiado, segundo Jucimara. “Estou registrando a marca e notificando quatro empresas que estavam atuando com o mesmo nome e inclusive as mesmas cores e layout que o nosso”. >> CREDIBILIDADE Na Sapataria Leão, o amarelo queimado da fachada cria uma identidade visual com o felino que estampa a logomarca do estabelecimento. O proprietário, Thiago Ocampos, acredita que a cor estabelece uma relação muito importante com a

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IDENTIDADE VISUAL ESTABELECE RELAÇÃO IMPORTANTE COM A MARCA, AFIRMA THIAGO

marca e até mesmo a credibilidade do estabelecimento. “Tanto que uma vez alteramos a cor, colocamos um amarelo mais claro que o original e, em menos de um mês, tivemos que pintar novamente porque os clientes passavam desconfiados, perguntavam se tinha mudado o dono”. Definir a cor que o estabelecimento vai “vestir” envolve vários aspectos, mas um deles é fundamental: considerar o conforto ambiental. Para isso é preciso avaliar o posicionamento do prédio em relação à incidência de sol e iluminação. Autoridade no assunto, o arquiteto Gogliardo Vieira Maragno, doutor em Arquitetura, Energia e Ambiente pela Universidade Politecnica da Catalunya, de Barcelona (Espanha) e com 28 anos de atuação como professor na área de conforto ambiental na UFMS, dá uma orientação básica: aplicar a cor da marca em detalhes sobressalentes do edifício para não correr o risco da marca desaparecer e também de carregar a arquitetura. Assim, uma cor neutra predominante é bem vinda, mas o arquiteto diferencia: “A cor branca é neutra em termos de apreciação, mas reflete a luz e quando há incidência direta, uma parede texturada pode ficar melhor quando quero evitar reflexões indesejadas””.

“DEFINIÇÃO DAS CORES É QUESTÃO ESTRATÉGICA PARA O EMPREENDIMENTO”, AFIRMA GOGLIARDO


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Carreira & Mercado

O perfil ideal para quem atua na contratação dos colaboradores O profissional que trabalha na área de Recursos Humanos atualmente é multifacetado: as qualificações passam por diversas áreas profissionais, como Administração de Empresas, Psicologia, Serviço Social e Pedagogia. Todos os atributos são necessários para poder atender as demandas da empresa que trabalha e ainda ter um colaborador qualificado e satisfeito com a profissão.

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professor universitário Jayro de Sousa, especialista em RH, traça o perfil básico para quem quer dar os primeiros passos nessa carreira. Segundo Sousa, o profissional de RH precisa estar bem informado para que atue nos mais variados contextos e empresas em diversos ramos. Além disso, deve reunir alguns atributos como conhecimento como administrador de empresas e, porque não, psicologia, já que estará lidando com pessoas de diversos comportamentos. O especialista também cita atributos ligados às profissões de pedagogo e assistente social. “Qual a fórmula ideal? Na minha opinião, é mesclar um pouco de cada uma dessas áreas e projetar um profissional com múltiplas capacidades”, descreve o professor. Em geral, o profissional de Recursos Humanos sai dos bancos acadêmicos dos cursos de administração, mas esse caminho não é restrito. Existem cursos de pós-graduação abertos a profissionais de vários segmentos e que são voltados exclusivamente para a qualificação em RH.

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JAYRO DE SOUSA: “VÁRIOS PERFIS E PROFISSIONAIS COM MÚLTIPLAS CAPACIDADES PARA UM BOM PROFISSIONAL DE RH”

>> GUARDIÃO No mercado de trabalho, atuando como analista ou gerente de RH, as funções básicas são o recrutamento, a seleção e a avaliação de desempenho de colaboradores ou candidatos. Atividades que requerem olhar treinado para identificar o perfil do futuro trabalhador de uma empresa ou o candidato a uma promoção. E como se alcança essa habilidade? Com o conhecimento de múltiplas áreas, tanto exatas como humanas: psicologia, administração, assistência social. “O profissional de RH precisa ser capaz de verificar, por exemplo, qual o limite de frustração que determinada pessoa pode suportar, de que forma ela lida com isso e como ela faz para reencontrar seu caminho natural. Essas informações são fundamentais para o sucesso da empresa como um todo”, afirma Sousa. A mera análise curricular como forma de processo seletivo nas empresas torna-se pouco relevante diante das ferramentas que o profissional qualificado de RH precisa ter à disposição para identificar talentos. COM ÉR C IO & C IA

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A função do RH é tão importante para a qualidade do ambiente corporativo que, por analogia, pode-se dizer que ele age como o guardião do patrimônio humano das empresas. Algo que, segundo o professor universitário, é difícil de preservar devido a uma série de fatores, como a motivação dos colaboradores ou as ambições de cada um em relação ao futuro na carreira. >> OLHAR GLOBAL Essa diversificação de atribuições e objetivos é o desafio para os profissionais. “Esse é o pulo do gato”, avalia o gerente executivo de Gestão de Pessoas, Administração e Recursos Próprios da Unimed Campo Grande, Geferson Alcântara Antunes. Ele explica que a atribuição de selecionar funcionários é apenas uma das várias inerentes ao trabalho do profissional de RH, ou Gente Gestão, como prefere classificar. “Hoje esse profissional tem que ter uma visão generalista”. Antunes avalia que é preciso uma “visão política”, um conhecimento ampliado, que envolve conhecer o negócio da empresa em que trabalha, as metas pretendidas e o desenvolvimento desse projeto. Além disso, estar atento às necessida-

GEFFERSON ANTUNES: “DISSEMINAR O TRABALHO DE GENTE GESTÃO, FORMANDO MULTIPLICADORES NOS SETORES DA EMPRESA”

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COLABORADORES, O PATRIMÔNIO DE TODA EMPRESA, AOS CUIDADOS DO GESTOR DE PESSOAL

des do funcionário, dentro e fora da empresa. Segundo o gerente, esse conhecimento não deve ficar restrito e cabe ao profissional de RH disseminar o trabalho de Gente Gestão, formando multiplicadores nos setores da empresa. Para Antunes, as empresas em Mato Grosso do Sul estão atentas às necessidades do mercado e já veem a importância de ter um profissional qualificado no setor de RH. O professor Jayro de Sousa avalia que as empresas sul-mato-grossenses começam a reconhecer o valor do profissional de RH, mas que é preciso avançar em outros quesitos. “Nossas empresas ainda estão com o foco principal voltado aos recursos materiais. As empresas de fora do estado que se instalam aqui já trazem essa cultura do RH bastante enraizada. Temos muito a aprender se quisermos elevar os recursos humanos para outro patamar”, afirma. Para ter sucesso como gestor, o RH precisa ainda assumir o papel de estrategista dentro do corpo diretivo da empresa - e ser visto como tal pelos diretores. Ter a capacidade de liderança e a facilidade de comunicação com variados grupos são condições fundamentais nesse aspecto.


Fecomércio MS

Ciclo de palestras potencializa uso de dados das pesquisas sazonais O uso das informações é tão importante quanto o acesso a elas. No caso das pesquisas sazonais realizadas pelo Instituto Fecomércio - integrante do Sistema Fecomércio MS - esse conceito está sendo levado para empresários do comércio varejista. O objetivo é subsidiar os comerciantes com informações estratégicas de negócios para que elas possam ser usadas para alavancar as vendas, incrementando as finanças, melhorando processos de gestão e de comercialização.

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FOTOS: DIVULGAÇÃO SISTEMA FECOMÉRCIO MS

THALES CAMPOS: “OFERECER MAIS SUBSÍDIOS PARA EMPRESÁRIOS”

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Projeto Dinâmica Empresarial está percorrendo os municípios com palestras estruturadas em seis módulos de três horas cada. Em Ponta Porã, cidade fronteiriça do Estado, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Homero Carpes, afirma que esses eventos “são bons porque abrem novas perspectivas ao trabalhador e há muito interesse que continuem trazendo sempre o ciclo para cá”. >> MAIS ASSERTIVIDADE De acordo com o diretor-superintendente do IFMS, Thales de Souza Campos, a ideia do projeto surgiu quando os pesquisadores começaram a divulgar as pesquisas de intenção de compras para as datas comemorativas. “Percebemos que poderíamos oferecer mais suplementos para que os negócios deslanchassem. Aliamos então a divulgação das pesquisas com as palestras sobre a Dinâmica Empresarial, para que os empresários pudessem melhorar o planejamento e também debater sobre as novas ideias e práticas do mercado”.

PALESTRAS ORIENTAM EMPRESÁRIOS COMO EMPREGAREM OS DADOS DAS PESQUISAS NOS SEUS NEGÓCIOS

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Marilene Moraes, dona de um salão de beleza em Aquidauana, disse que, ao final de uma das palestras, considerou a possibilidade de abrir um site para divulgar melhor o seu empreendimento. “Estou percebendo várias oportunidades para investir no meu salão. Também tive ideias ao ver os resultados das pesquisas do Instituto. Pode me ajudar a planejar o estoque, pois o levantamento do Dia dos Namorados apontou que muitos casais afirmaram ter a intenção de comemorar a data em bares e restaurantes e, antes disso, eu acredito, eles podem dar uma passadinha nos salões de beleza. Com essas informações eu consigo me preparar melhor para atender meu público”, diz Marilene que também é estudante de Administração de Empresas pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Para a economista do IFMS, Regiane Dedé, “o intuito é que o empresário e os demais participantes das palestras possam também se atualizar sobre as novas tendências do mercado e, para tanto, levamos profissionais qualificados para transmitir toda essa gama de informações”. Aos acadêmicos presentes serão concedidos certificados de participação.

A CABELEIREIRA MARILENE DETECTOU NOVAS POSSIBILIDADES DE ATUAÇÃO APÓS PALESTRA

PRÓXIMAS PALESTRAS TEMA

RELACIONADA À PESQUISA

Controle e Dinâmica dos Estoques

Dia dos Pais EM CORUMBÁ, THALES CAMPOS FALA SOBRE OS INDICADORES DO COMÉRCIO LOCAL

Logísticas e Controle de Fornecedores

Dia das Crianças

Dinâmicas e Aproveitamentos das marcas

Natal

Dinâmicas de Avaliação Financeira

13º Salário

EM PONTA PORÃ, O SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA É UM DOS PARCEIROS DO PROJETO

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Tecnologia & Inovação

Comércio blindado Com criminosos cada vez mais audaciosos, quem quer proteger o estabelecimento contra roubos e furtos tem investido cada vez mais em monitoramento eletrônico e nos avanços tecnológicos. Sistemas de internet wi-fi, principalmente, são importantes aliados. Recentemente, policiais de Campo Grande chegaram a um grupo de assaltantes após serem rastreados pelo sistema localizador de um smartphone que roubaram. O aplicativo também é usado em tablets e funciona com um rastreador conectado à internet.

SERVIÇOS DE CÂMERAS ESTÃO ENTRE OS MAIS VENDIDOS

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EMPRESAS SÃO RESPONSÁVEIS POR 88% DO CONSUMO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA ELETRÔNICA

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TECNOLOGIAS DE CONTROLE DE ACESSO RESPONDEM POR 24% DO MERCADO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA

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nquanto empresas que oferecem segurança armada informam queda de movimento de até 50% no Estado, o mercado de vigilância eletrônica só tem crescido. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), nos últimos cinco anos, o mercado de sistemas eletrônicos de segurança cresceu com taxas médias de 11% anualmente. Em 2011, as empresas brasileiras de segurança eletrônica faturaram R$ 3,4 bilhões. >> SEGURANÇA E TRANQUILIDADE Aproximadamente 88% do consumo de equipamentos de segurança eletrônica são originários do setor não-residencial, portanto, empresas e lojistas são maioria nesse tipo de investimento. As tecnologias de sistemas de circuitos fechados de TV representam 43% no mercado, já as de alarmes contra-intrusão significam 24% do mercado de Sistemas Eletrônicos de Segurança. As tecnologias de sistemas de controle de acesso são responsáveis por 24% desse mercado, enquanto os equipamentos de detecção e combate a incêndio chegam a 9% da participação desse mercado O gerente de vendas da New Line, Vanderlei de Oliveira Gimenez, explica que a clientela dá preferência aos sistemas, sem monitoramento. “Principalmente aparelhos com sensores de presença que acionam até oito números de telefone simultaneamente, quando houver detecção de presença”. No serviço de monitoramento 24 horas, é usada a linha telefônica ou ainda o GPRS comunicador via chip celular, onde a empresa - além de fazer a instalação do sistema -, também realiza rondas e disponibiliza viatura, senhas de coação, manutenção preventiva do sistema, relatórios de todos os eventos. Já bastante difundida, outra ferramenta com grande saída é a cerca elétrica, que ganhou reforço com as hastes em ferro galvanizado chumbadas aos muros. Os serviços de câmera também são tops de venda, dos mais simples aos profissionais com imagens em alta definição.

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Crédito: Renan Kubota - Diário Digital

POR CAUSA DOS ARROMBAMENTOS, COMERCIANTES JÁ DISCUTEM SE VÃO CONTINUAR A PRESTAR OS SERVIÇOS

>> À ESPERA DE UMA SOLUÇÃO Se por um lado sistemas de segurança amparam, não são suficientes para intimidar criminosos audaciosos, como arrombadores de caixas eletrônicos que vêm agindo com maior frequência desde o início do ano. Só no primeiro semestre deste ano foram 20 arrombamentos no Estado e, no prejuízo, muitos donos de comércios depredados durante as ações já não querem mais abrigar os equipamentos eletrônicos. “A preocupação existe, o ônus está ficando todo com o setor de supermercados. O que a gente quer ver com as financeiras e parceiros são alternativas como cobertura de seguros”, explica o presidente da Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados (AMAS), Acelino Cristaldo. Ele mesmo já foi vítima duas

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vezes. A loja de Paranaíba foi arrombada, um prejuízo de R$ 5 mil sem contar com o tempo em que precisou ficar de portas fechadas para ser periciada. No ano passado a outra loja, em Sidrolândia, também teve o caixa eletrônico violado. Desta vez os criminosos usaram maçaricos e amarraram funcionários que estavam no local. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informa que no primeiro quadrimestre do ano houve redução de 20% nos números de roubos na Capital e 12,6% considerando os 78 municípios do Estado. Os casos de arrombamentos estão sob investigação do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras). Para a polícia, os arrombadores são integrantes de quadrilhas que vêm de fora do Estado.


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Divulgação

Ponto de Vista

Anunciou, vendeu?

Anunciar no calendário de datas promocionais é importante, mas é preciso criar uma cultura constante.

A propaganda é o menor caminho entre o consumidor e o anunciante.

Num cenário de mercado em que concorremos cada vez mais globalmente e não só localmente, teremos a preferência de compra do consumidor se, primeiro, o nosso estabelecimento for o mais lembrado na hora de escolher a compra e, segundo, se tivermos a melhor oferta em termos de qualidade e Omar Aukar Presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG)

preço. Por isso, quem anuncia está na frente e garante os melhores resultados em vendas.

Se considerarmos a fórmula “anunciou, vendeu”, é exatamente em tem-

pos de baixa em que temos de ser mais agressivos, até porque a concorrência normalmente se retrai e quem estiver no ar sai ganhando. Anunciar no calendário de datas promocionais é importante, mas é preciso criar uma cultura na empresa e um planejamento para que a ação seja continuamente. Essa é uma das formas de estimular o consumo e manter a marca viva na mente dos clientes.

No mês de maio, a Associação Comercial de Campo Grande (ACICG) e o

Conselho do Comércio Central conseguiram realizar uma campanha promocional para o dia das mães no comércio do centro da Capital, iniciativa inédita para a região, já que a ação era cooperada, ou seja, quanto mais empresários aderiram, maior era o resultado promocional. A campanha foi concretizada com ajuda de parceiros como a Fecomércio, Banco do Brasil, Prefeitura de Campo Grande e Sebrae.

“No centro o presente da sua mãe custa menos” foi o apelo principal da

campanha. Somado a isso, um concurso cultural que deu três viagens para Porto Seguro durante sete dias, com direito a acompanhante, foi um plus na ação. Tudo pensando em oferecer vários estímulos ao consumidor da Capital, tornando a região, suas lojas e produtos, ainda mais atrativos já que a publicidade tem esse poder.

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E esse é um estímulo que trará muitas outras ações, em breve.


Empresária do Mês

Transformar obstáculos em desafios Esse é o lema que a empresária Tádea Maria Buainain Thomazi, da rede São Bento, herdou do pai e que passou para seus filhos Filha mais velha dos fundadores da Rede São Bento, Adib Assef Buainain e Zuleid Iozzi Buainain, Tádea Maria Buainain Thomazi cursou Psicologia na Fucmat (Fundação Universitária Católica de Mato Grosso, hoje UCDB), é pós-graduada em Psicologia Organizacional e Gestão de Pessoas e membro da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), com especialização em Dinâmica de Grupo. Casada há 35 anos com Waldir Vicente Thomazi, diretor Financeiro do Grupo Buainain, tem três filhas e um neto de dois anos. Tádea aprendeu desde cedo com os pais o exemplo de amor e trabalho e o verdadeiro sentido de união familiar. Hoje, junto com seus irmãos Flávio, Paulo, Luiz Fernando e Mônica, dirigem o Grupo Buainain (Drogaria São Bento e a Distribuidora Brasil de Medicamentos). Tádea é responsável pela Diretoria de Gestão de Pessoas do Grupo Buainain, que emprega mais de 1.300 colaboradores. “Nosso pai nos deixou um forte legado que é transformar os obstáculos em desafios e o trabalho diário em trabalho de geração a geração. Essa é a nossa missão”. Leia a entrevista.

Comércio&Cia - Sabemos que a história da Rede teve início com a visão do sr. Adib Assef. Na sua opinião qual foi o elemento principal que contribuiu para que tomasse a atual proporção? Tádea Maria Buainain Thomazi - Meu pai foi um homem de visão empresarial incrível. Ele soube construir uma marca, uma empresa que hoje pode se orgulhar e contar a sua história de mais de meio século de existência. Ele teve sabedoria para fazer a sucessão de pai para os filhos no momento certo e também agia com determinação e ousadia para o seu tempo. Hoje damos continuidade à essência maior que ele tanto preservava que é o respeito pelo consumidor. Sempre com muito trabalho e dedicação o exemplo de nosso pai foi nos conduzindo ao negócio e despertando em nós o interesse e a paixão pelo varejo farmacêutico. A partir daí, nos especializamos no segmento, na gestão do negócio; buscamos conhecimento, desenvolvimento de habilidades, buscamos 40

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inovações, fizemos vários cursos, viagens de negócios, criamos relacionamento. Enfim, nosso lema é fazer o melhor sempre, para atender as necessidades do nosso cliente. Nosso saudoso pai já nos dizia: um cliente satisfeito alegra a nossa alma. O elemento principal para este crescimento da Rede São Bento, sem dúvida se dá no fato da união familiar: somos cinco irmãos, meu esposo, cunhadas, minhas filhas, todos trabalhando com muita dedicação e amor em tudo que fazemos. Fazemos questão de perpetuar este legado que nosso pai nos deixou, ampliando nossos negócios por meio de dedicação e muito trabalho. São Bento tem o significado de oração e trabalho, é daí que extraímos a força, determinação, postura empresarial e respeito pelos nossos clientes. C&C - Qual é o sistema de gestão das lojas ? Como manter o “padrão São Bento” com tantas unidades? Há algum tipo de auditoria?


TÁDEA MARIA BUAINAIN THOMAZI, DIRETORA DA REDE SÃO BENTO

Tádea - A São Bento é uma empresa de cultura familiar, com administração profissional. Tem o foco voltado a resultados, desenvolvimento de pessoas e excelência no atendimento a clientes. Por isso adotamos a gestão compartilhada com nossos líderes e gestores. Eles se envolvem nos processos de decisão, da gestão das unidades de negócios que são as lojas, escolhem equipe para trabalharem, treinam pessoas, se envolvem com metas e com a construção e objetivos macros do planejamento estratégico da empresa. Contamos com assessoria de empresas de consultorias para melhoria constante de processos e de gestão. Damos muita importância a esse tipo de investimento, com grande ênfase ao treinamento e desenvolvimento de pessoas. Atualmente a Rede São Bento conta com mais de 1.300 colaboradores e para manter o padrão de atendimento em todas as lojas, todos os colaboradores recebem orientação e treinamento de procedimentos e padronização, além dos treinamentos de

alta performance. Devo acrescentar que minha atuação maior na empresa está voltada para o desenvolvimento e gestão de pessoas. C&C - E as farmácias de manipulação da Rede, como tem sido a procura pelos estabelecimentos e quais os planos de expansão? Tádea - O medicamento manipulado é bastante procurado e acaba sendo uma opção ao consumidor pelo preço mais acessível e pela dosagem individualizada, um medicamento feito especialmente para cada pessoa. Atualmente contamos com três lojas de manipulação, todas com certificação ISO 9001* desde 2004, sendo a única do Estado com essa qualidade atestada. Isso nos garante padronização dos processos e maior qualidade nos produtos. Investimos em tecnologia e consultorias que trazem mais inovação à nossa produção. *Norma que especifica requisitos para um Sistema de Gestão de Qualidade

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A BUSCA CONSTANTE POR NOVOS CONHECIMENTOS, INOVAÇÕES E DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES SÃO A TÔNICA DA REDE

Hoje o cliente pode solicitar seu medicamento manipulado em qualquer filial da Rede São Bento com a garantia de rapidez e comodidade e, acima de tudo, adquirir um produto com certificação de qualidade ISO 9001. C&C - Por falar em expansão, o crescimento do perímetro urbano das cidades traz novas perspectivas ainda para 2012? Em quais localidades deve haver novas unidades? Tádea - Crescer, expandir, olhar mais longe, esse é o momento atual da Rede São Bento. Há na empresa um departamento destinado à expansão de lojas, onde mapeamos a região visando abertura de novas lojas, com dados de pesquisas fornecidas por empresas parceiras. Queremos chegar mais longe, abrir novas lojas e atender o cliente onde quer que ele esteja. C&C - Um dos pontos nodais é a discussão de qual o mix que as drogarias pode ter, principalmente no que diz respeito à oferta de produtos alimentícios. Como vê esta questão? Tádea - Farmácia é lugar de saúde para o consumidor, mas também é lugar de bem estar e conveniência. Por isso acompanhamos a tendência, a necessidade do consumidor e até mesmo o desejo do próprio consumidor em ter um mix maior e mais diversificado em drogarias. Tive oportunidade de fazer um estudo bem aprofundado em varejo farmacêutico quanto ao mix de produtos oferecidos pelas farmácias nos Estados Unidos e Europa e pude perceber a grande variedade que essas farmácias proporcionam aos clientes, agregando tranquilidade, segurança e comodidade. 42

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NO TRABALHO COM VENDA DE MEDICAMENTOS HÁ 64 ANOS, AINDA HÁ PLANOS PARA EXPANSÃO

C&C - E a presença do farmacêutico nos estabelecimentos, até que ponto é importante? Tádea - A presença do farmacêutico além de ser uma exigência legal faz parte da essência da São Bento, onde desde a primeira farmácia em 1948 já existia uma farmacêutica responsável. O farmacêutico tem um papel de suma importância dentro da São Bento, pois ele detém o conhecimento técnico para orientar o cliente quanto ao uso do medicamento. A Rede São Bento é a maior empregadora no Estado de Mato Grosso do Sul, contando com 282 profissionais farmacêuticos. Nas nossas filiais oferecemos serviços farmacêuticos como aferição de pressão, teste de glicemia, aplicação de injetáveis e atenção farmacêutica, valorizando a atuação do profissional farmacêutico. Desenvolvemos projetos de atenção farmacêutica para hipertensos e diabéticos por meio do Cantinho Diet e Light e Gostar de Viver, onde reunimos mensalmente cerca de 200 idosos que recebem orientação de nossa equipe de farmacêuticos. São realizados testes de glicemia e aferição de pressão gratuitos, além de palestra com profissional de saúde, onde nosso objetivo é promover mais qualidade de vida a essas pessoas. Os farmacêuticos também são responsáveis por treinar, mensalmente, toda nossa equipe nas classes terapêuticas e patologias, deixando aptos a prestarem um atendimento de excelência. C&C - Como a procura por medicamentos genéricos tem se comportado nos últimos anos? E por similares? Tádea - O segmento de medicamento genérico está em pleno crescimento e, atualmente, representa cerca de 25,4% sobre o total dos medicamentos vendidos nas farmácias. De acordo


LEMA DE “CLIENTE SATISFEITO ALEGRA A NOSSA ALMA” VEIO DO PAI, PIONEIRO NO NEGÓCIO

com dados da Pró Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos), os medicamentos genéricos atingiram recorde de participação de mercado no primeiro trimestre deste ano. No mesmo período de 2011, a fatia era de 22,7%. De acordo com a Abrafarma (Associação Brasileira de Farmácias de Drogarias), que abrange as 28 maiores redes de farmácias do país e, também, uma de supermercados, as vendas de genéricos cresceram 170% de 2007 a 2011. C&C - Como funciona o centro de distribuição da rede e de que forma ele garante preços competitivos? Tádea - Temos dois Centros de Distribuição que abastecem diariamente as 91 lojas constituídas - 86 implantadas e 5 em implantação. Quanto aos preços temos uma demanda importante, com um grau de relacionamento e competitividade que nos garante boas condições comerciais que repassamos com vantagem aos nossos clientes, há mais de 64 anos. C&C - Qual é hoje o principal desafio para quem atua na área de revenda de medicamentos? Tádea - Enfrentamos diariamente grandes e importantes desafios na administração do nosso negócio. Devemos ter atenção permanente aos custos fixo e variável, realizando boas negociações com fornecedores e empresas parceiras. O acompanhamento diário ao volume de vendas também é um item significativo nessa equação. Além disso, estamos voltados atentamente ao desenvolvimento de competências e habilidades dos colaboradores visando a melhoria permanente do atendimento ao cliente.

LINHA DIVERSIFICADA PARA OFERECER QUALIDADE E BEM-ESTAR PARA CLIENTELA

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SÃO 1.300 COLABORADORES ATUANTES NAS 85 LOJAS DA REDE SÃO BENTO

C&C - Sabemos que a rede tem um programa para descarte adequado de medicamentos. Como funciona e porque a São Bento decidiu se engajar neste processo? Tádea - O programa Destino Consciente tem como objetivos evitar que os clientes mantenham medicamentos sem condições de uso em casa e conscientizar a população que o uso do medicamento vencido causa danos à saúde. Para participar desse programa é muito simples: o consumidor deve separar seus medicamentos vencidos, conservando-os dentro da embalagem original e levar nas Drogarias São Bento. A partir dessa fase a Drogaria São Bento se encarregará de entregar os medicamentos a uma empresa especializada em coleta e destinação final de resíduos que os encaminhará para tratamento técnico em incinerador licenciado. Agindo dessa forma, seus medicamentos vencidos não prejudicarão sua saúde nem o meio ambiente. Atualmente estamos encaminhando para incineradora pela empresa parceira Bioacces cerca de meia tonelada de medicamento vencido por mês. Serão seis toneladas ao final de 1 ano. Estamos captando esses medicamentos em todas nossas filiais, tanto em Campo Grande quanto no interior do Estado. O programa Destino Consciente já é um sucesso e para continuarmos ajudando a população e o meio ambiente precisamos da conscientização de todos. 44

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C&C - Qual é a preocupação em relação à “farmacinha” que algumas pessoas ainda insistem em manter em casa? Tádea - Todos nós temos alguns medicamentos em casa para uma emergência. No entanto, temos que tomar cuidado com o armazenamento, evitando lugares quentes e úmidos como banheiro e cozinha. Devemos também tomar cuidado com o prazo de validade para não ingerir medicamento vencido e evitar a automedicação, buscando sempre a orientação de um profissional farmacêutico ou médico. C&C - Na sua opinião quais os avanços que ainda são necessários em relação à política de saúde pública no que diz respeito aos medicamentos? Tádea - Existe atualmente no Brasil um pensamento único voltado para a necessidade de aumentar o gasto público em saúde. No entanto, historicamente o Brasil é um país que carece de eficiência nesse setor porque não aplica com eficiência os recursos públicos destinados à melhoria dos serviços de saúde, sobretudo aos mais necessitados. Temos como verdade que é necessário uma convergência nos debates e propostas por parte dos Poderes constituídos, unificando interesses e compromissos, deixando de lado as agendas pessoais visando unicamente melhorar as condições de saúde da população brasileira.


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SENAC MS

O vaidoso e crescente mercado da Beleza e Moda Na última década, o segmento de Beleza e Moda é um dos que se apresentam mais rentáveis, além de uma aposta lucrativa quando o assunto é criação de um novo negócio. Dados do Instituto Euromonitor (*) apontam que o Brasil manteve a terceira colocação no ranking global com a maior taxa de crescimento percentual entre os dez maiores mercados mundiais de higiene pessoal, perfumaria e cosmético (HPPC). O crescimento foi de 18,9% em 2011 com um faturamento de mais de 43 bilhões de dólares. A média mundial é de 9,84%. Segundo o levantamento, o setor de HPPC gerou 4,2 mil novas oportunidades de trabalho, sendo 1, 5 mil somente nos salões de beleza.

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m mercado tão promissor demanda pessoas qualificadas e, nesse assunto, o SENAC MS é referência. Para atender a demanda, em 2009 a instituição inaugurou o salão-escola SENAC Beleza e Moda, em Campo Grande, com capacidade para atender até dois mil alunos por ano, dentre as atividades de capacitação, palestras, workshops, atualização e aperfeiçoamento, além dos serviços prestados às pessoas da comunidade em beleza e estética a preços atrativos com material e equipamentos de altíssima qualidade. No prédio são oferecidos cursos e atividades específicas dos segmentos de estética, beleza e moda.

UNIDADE BELEZA E MODA SEGUE O PADRÃO DE UMA EMPRESA PEDAGÓGICA

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>> CAPACITANDO PARA O TRABALHO Em dois anos já foram certificados 4.762 profissionais. O diretor regional do SENAC, Vitor Mello, argumenta que foi necessário ampliar a oferta de habilitação e, atualmente, o foco da unidade é capacitar pessoas para o mercado, incluindo aquelas que já atuam no mercado de trabalho. “A necessidade de especialização, capacitação e formação nesse campo se confirmaram este ano com o reconhecimento das ocupações de manicura, maquiador, cabeleireiro e depilador. Além disso, em abril, foi criada uma legislação exclusiva para o município de Campo Grande (MS), divulgada em Diário Oficial, que estabelece inclusive carga horária para atuação do massagista, descrevendo a estrutura física necessária para atendimentos em clinicas de estética e foco da atuação destes profissionais”, explica o diretor. Na área da moda, o SENAC atua com o conceito de processo produtivo e integrado, por meio do modelo pedagógico de formação profissional chamado “Itinerário Formativo”. “O aluno traça um planejamento, por onde vai iniciar a sua formação com um curso que pode ser uma capacitação e segue realizando outros que complementam não apenas a sua * Euromonitor International é líder mundial em pesquisa em estratégia para os mercados consumidores. Na pesquisa, foram analisadas empresas e mercados em mais de 200 categorias em 80 países.


formação, mas também sua atuação profissional, bem como os conhecimentos que ele consegue oferecer ao seu cliente”, argumenta Vitor. O SENAC oferece cursos da criação e desenho de moda, onde inicia o processo criativo, e os de Visual Merchandising e de Personal Stylist, no qual há uma participação efetiva de trabalhadores do comércio. Hoje o aluno que inicia o curso de costureiro, acaba procurando outras formações para se capacitar e aprender novas técnicas que possam somar a sua formação. “O mercado não quer apenas um vendedor, mas um consultor de moda, alguém que o surpreenda com conhecimentos além da venda. Um exemplo é o vitrinista que entende de produção e atrai o público para a loja”, explica o diretor. >> ATUALIZAÇÃO CONSTANTE A gerente da unidade Beleza e Moda do SENAC, Simone Michel, esclarece que a área foi uma inovação no sentido de integrar conhecimentos sobre tendência entre moda, consumo e beleza. “Muitos conceitos se unem como a cor do esmalte, do cabelo, e o tratamento da pele. O aumento da complexidade desses tratamentos de beleza fomentou a necessidade de capacitação e atualização. Prova disso é a forma como os nossos cursos de Personal Stylist, Costureiro, Maquiador e Cabeleireiro têm suas vagas vendidas na íntegra, muitos meses antes de iniciar as aulas, além dos cursos de Patchwork e Design e Criação de bolsas”. A costureira Cristiane Borges buscou no SENAC um diferencial para a clientela. “Eu quero me destacar num mercado em constante evolução. Descobri que o SENAC estava com uma turma nova de patchwork. Em apenas três semanas de aula, aprendi várias técnicas e já estou aplicando no meu ateliê e atraindo também novos clientes”. Outro exemplo é o da proprietária do Doka Brechó, Dolly Batista, que oferece na loja consultoria de moda aos seus clientes, após frequentar as aulas do SENAC. A ideia de abrir o comércio surgiu por ser atenta a um nicho de mercado pouco explorado na capital. “Resolvi criar um diferencial com os poucos concorrentes. Fiz o curso de Personal Stylist e ofereço, além de roupas exclusivas, uma consultoria. A iniciativa deu certo e tem tudo a ver com as minhas peças, faço muitas combinações bacanas e os clientes adoram”.

SEGMENTO EM CONSTANTE INOVAÇÃO QUANTO À TÉCNICAS, PRODUTOS E EQUIPAMENTOS EXIGINDO APERFEIÇOAMENTO

MANICURE, PROFISSÃO RECONHECIDA ESTE ANO; NECESSIDADE DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO

CRISTIANE VEIO EM BUSCA DE NOVIDADES E JÁ AUMENTOU A CLIENTELA

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NÍDIA QUER ENTRAR NO MERCADO DE TRABALHO COM CONHECIMENTO TEÓRICO E PRÁTICO

>> BELEZA COMO PROFISSÃO A gerente da unidade, Simone, conta que o SENAC já atende todas as especialidades de um salão de beleza. “Temos uma gama de cursos que parte da capacitação, com cursos de cabeleireiro, massagista, maquiador, depilador e manicura, que são os carros-chefes da unidade, e chegam até aos aperfeiçoamentos e atualizações profissionais, com design de sobrancelhas, unhas em gel, depilação egípcia, quick massage, penteados, cortes, drenagem linfática, escova progressiva e definitiva”. Para melhor aperfeiçoar a prática dos seus alunos, o SENAC Beleza e Moda segue o modelo nacional de empresa pedagógica e dá a oportunidade aos alunos de vivenciar um ambiente de trabalho com todas as suas variantes e desafios de tempo, cliente e trabalho em equipe. “Criamos produtos educacionais gratuitos para os profissionais que, cumprindo o requisito de formação profissional, é possível fazer o curso de extensão prática. O resultado é positivo, pois damos continuidade ao atendimento daquele cliente do SENAC que vinha para ser modelo dos alunos e nos dizia que gostaria de voltar todas as semanas, como nos salões convencionais. Com a empresa pedagógica funcionando, o cliente faz qualquer serviço (cabelo ou estética) supervisionado por profissionais do SENAC que atuam como docentes, o ano todo”, explica Simone Michel. A estudante do curso de Práticas de Trabalho do Massagista, Nidia Roa, quer adquirir técnica na profissão. “Nunca trabalhei na área e, antes de encarar o mercado, preciso de mais experiência. O interessante é que podemos presenciar situações reais como as que devo enfrentar em um salão de beleza. Temos clientes, agenda e uma equipe de trabalho”. O SENAC Beleza e Moda cumpre todas as legislações da Vigilância Sanitária e da Educação Profissional, com cargas horárias apropriadas, inclusive observando muito a legislação do município de Campo Grande, incluindo a que envolve as profissões de Massagista e do Cabeleireiro. “Os alunos recebem formação sólida, com professores qualificados. A certificação é válida em todo território nacional.

EM DOIS ANOS, SENAC JÁ CERTIFICOU QUASE 5 MIL PROFISSIONAIS

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Legislação

Contra erros de interpretação, informações claras A regra “menos é mais” não pode ser aplicada quando o assunto é a elaboração de propagandas promocionais. Para que o consumidor não seja induzido ao erro e leve a questão aos órgãos de proteção, a recomendação é se pautar sempre pela maior quantidade possível de informações.

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superintendente estadual do Procon, Alexandre Resende afirma que, em Mato Grosso do Sul, são raros os casos de propaganda enganosa intencional, mas as informações incompletas acabam produzindo o mesmo efeito, confundindo e lesando o consumidor. Ele cita como exemplo promoções de determinados produtos em que a propaganda não informa que há limitação na quantidade de itens que podem ser comprados. O que pode parecer “detalhe” acaba trazendo transtorno ao consumidor, que, com razão, se sente enganado. “O estabelecimento pode limitar, mas isso tem que ser informado na propaganda. O consumidor sai da casa dele para comprar o produto e é surpreendido porque não sabe que só poderia levar determinada quantidade”. >> ACIONAR O JURÍDICO No último exercício (2011) o órgão registrou 124 reclamações fundamentadas, ou seja, julgadas procedentes, em relação a publicidades enganosas ou abusivas. No primeiro quadrimestre deste ano foram 36, queda de 33% em relação ao mesmo período de 2011. As multas variam conforme o grau de lesão, porte da empresa, reincidência e universo de consumidores atingidos, mas, em geral, têm ficado em 700 Uferms, que equivalem a R$ 11,5 mil. O prejuízo não para por aí. “O consumidor

está cada vez mais bem informado e isso acaba abalando a imagem da empresa diante dos concorrentes”, lembra Alexandre, uma situação que toma dimensões enormes diante das ferramentas que o consumidor têm hoje para expressar sua opinião, como as próprias mídias sociais. Uma dica, para não errar, é que as empresas também envolvam seus departamentos jurídicos na elaboração ou avaliação das peças publicitárias. “A publicidade deve conter o máximo de informações possível para que qualquer pessoa de qualquer nível de formação consiga, de maneira clara, entendê-la”, finaliza Alexandre. >> NA JUSTIÇA “Me senti enganado”. O depoimento é do funcionário público Antonio João Alves que, depois de comprar um ar condicionado portátil que não funcionava como descrevia a propaganda teve que procurar o Procon para poder devolver o aparelho. Ele diz que a propaganda anunciava que o aparelho era ideal para ambientes de 20 m² e como faria uma cirurgia resolveu comprá-lo, mesmo sendo o dobro do preço do convencional. “Quando liguei não dava a temperatura indicada e tive que ligar o ventilador junto”. Antônio foi à loja e o equipamento foi substituído por outro, que que apresentou o mesmo problema. “Além disso, a propaganda não explicava que a instalação exigia toda uma adaptação. Dava entender que era só comprar e colocar o aparelho onde fosse da minha preferência”. Como a loja não se dispôs a receber o aparelho de volta e devolver o dinheiro ele foi ao órgão de proteção ao consumidor, onde conseguiu resolver o problema.

Confira o que diz o Código de Defesa do Consumidor: CDC - Lei nº 8.078 de 11 de Setembro de 1990 Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. ALEXANDRE AFIRMA QUE OS CASOS EM MS SÃO - EM SUA MAIORIA DE INFORMAÇÕES INCOMPLETAS

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§ 1º É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. § 2º É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

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Nosso Ambiente & Cidadania

eMarketing faz propaganda limpa e com custo reduzido Eficiente e ambientalmente correto, o e-mail Marketing (eMarketing) conquistou um espaço importante entre as ferramentas de publicidade. Um dos grandes componentes que pesa na decisão de optar por esta forma de divulgação é o custo reduzido. Sem o gasto com papelaria e circulação, é possível economizar em torno de 50%, além de não ter a marca associada à sujeira causada por folders e panfletos nas ruas das cidades.

“DIVULGAÇÃO EM MAIOR ESCALA E PARA PÚBLICO-ALVO”, SEGUNDO O FEIRANTE RENATO SCHLITTER

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utro ponto importante é a característica inclusiva da modalidade. “O e-mail marketing tem um custo-benefício bastante interessante. Uma alternativa viável, principalmente, para o pequeno anunciante que consegue alcance com investimento baixo que não alcançaria nas mídias tradicionais e tem melhorado com desenvolvimento de novas formas de medir o feed back do anunciante e o índice de visualização”, explica João Evaristo Esteves Júnior, proprietário da Neocom Marketing e Propaganda. Há 21 anos instalado na Feira Central de Campo Grande, o comerciante Renato Schlitter, já chegou a trabalhar com panfletos para divulgar a Barraca do Paraná, que vende batatas recheadas e vê várias vantagens no sistema eletrônico. “Talvez o retorno não seja tão rápido, mas a divulgação do produto e da empresa é realizada em maior escala. Pode ser mais lento, mas é uma boa maneira de divulgar o produto”. Renato também considera que um fator positivo do emarketing é a incorporação de práticas ambientalmente corretas. “Hoje todo mundo está preocupado com o meio ambiente, com a sustentabilida-

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“AS PESSOAS SE CADASTRAM PARA RECEBER NOSSOS E-MAILS, ESPECÍFICOS COM O QUE QUEREM”, AFIRMA TOMAS

de e deixar sujeira no chão pode ser considerado uma contra-propaganda”. >> INTERESSE CRESCENTE Quem oferece o serviço garante que o retorno é certo. O empresário Tomas de Moura Bluma que atua ao lado da esposa, a publicitária Gisllane Leite das Virgens de Moura Bluma, na Carismarketing atende uma extensa relação de clientes com a divulgação eletrônica e diz que a taxa média de abertura de e-mails é de 12% a 17%, chegando a 38% em ações promocionais como a de feirão de veículos. Um índice muito significativo considerando o mailing de 250 e-mails cadastrados na empresa. A empresa oferece uma tabela regressiva de preços, quanto mais o cliente usa o serviço, menor o preço. Cada disparo custa a partir de R$ 250,00. “Estamos chegando ao patamar em que as pessoas se cadastram para receber e-mails sobre produtos específicos e outras vezes nos procuram pedindo para cadastrar outros endereços, uma prova do interesse no material”, comemora Tomas.


Sindical

Sindicatos do comércio em busca de novas iniciativas Os meses têm sido de trabalho para as entidades sindicais filiadas ao Sistema Fecomércio MS. Presidentes, diretores e funcionários estão participando do SEGS - Serviço de Excelência em Gestão Sindical e de Encontros Nacionais voltados para os empresários. Nesses eventos surgem novas práticas de gestão, inovação e ideias estão surgindo. E o melhor: muitas iniciativas já são realidade.

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Moraes Neto

m exemplo vem do Sindicato dos Representantes Comerciais (Sirecom-MS). Segundo o presidente José Alcides dos Santos, após troca de informações entre seus executivos e a direção do Sindlojas de Juiz de Fora (MG), o sindicato quer oferecer mais benefícios aos filiados, mostrando aos representados a importância do sindicato, da sua marca e como defender os interesses da instituição. “Representamos um órgão que serve para defender a classe e sem o sindicato o representante não terá essa defesa. Pretendemos criar mais encargos, mostrar que a união faz a força, temos que ser unidos para termos representatividade perante nossos representados”, diz José Alcides.

ENCONTRO DISCUTIU TEMAS SOBRE SINDICATOS PATRONAIS E DESENVOLVIMENTO DO COMÉRCIO BRASILEIRO

DENIRE: “UM ENCONTRO DE UNIÃO E PROGRESSO”

>> REFERÊNCIA Também presente em vários eventos, incluindo o Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio, o presidente do Sindicato dos Despachantes (SINDESPMS), Sebastião José da Silva, ressaltou que o SINDESPMS segue na busca pela excelência de seus produtos. “Pudemos observar que nosso sindicato segue a linha correta com relação a sua prestação de serviços. Pretendemos seguir essa trajetória de expansão e aperfeiçoamento, continuando como um sindicato que é referência nas áreas de sindicato documentalista”. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Aquidauana e Anastácio, Denire Carvalho, também participou do evento nacional. Ele afirmou que as informações sobre a economia mundial e brasileira são fundamentais para nortear as ações do Sindicato em relação aos filiados. “Nas nossas reuniões podemos tranquilizar os empresários sobre os rumos das finanças no País, passando informação embasada em indicadores”.

O 28º Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo teve por objetivo reunir representantes de sindicatos de todo o país para discutir temas relacionados aos sindicatos patronais e ao desenvolvimento do comércio brasileiro. A caravana de MS teve a participação de representantes da Fecomércio MS e dos sindicatos do Comércio Varejista de Aquidauana, do Comércio Varejista de Campo Grande, do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Campo Grande, do Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Dourados, do Comércio Varejista de Ponta Porã, dos Despachantes e dos Representantes Comerciais Autônomos e Empresas de Representações Comerciais do Estado de Mato Grosso do Sul. Presidentes, executivos e assessores jurídicos dos sindicatos de MS compartilharam informações e debateram assuntos de interesses do comércio com participantes de 900 entidades sindicais de todo país. Para o vice-presidente da Fecomércio e também presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Aquidauana, Denire Carvalho, a troca de informações foi proveitosa. “O encontro foi importante para todos os dirigentes de sindicatos do comércio do País. Aprendemos novas técnicas e compreendemos situações. Foi um encontro de união e de progresso”.

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SESC MS

Esporte e qualidade de vida: opções para quem busca mais saúde Há muitas alternativas para quem deseja começar a praticar alguma atividade física, seja você criança, jovem, adulto ou membro da terceira idade, comerciário ou não. Além dos cursos regulares, o Serviço Social do Comércio realiza torneios e campeonatos promovidos ao longo do ano, como a Copa Sesc de Basquete, de Voleibol e também a Copa dos Garçons, que há mais de 20 anos é realizada pelo Sesc em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Apart Hotéis, Motéis, Flats, Restaurantes, Bares, Lanchonetes e Similares (Sinthorems).

PROMOÇÃO DE CAMPEONATOS, COMO OS DE VÔLEI, PARA DISSEMINAR A PRÁTICA DE ESPORTES

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ste ano, a Copa dos Garçons irá premiar com R$ 700,00 o primeiro lugar, R$ 300,00 o segundo e R$ 200,00 o terceiro lugar. A competição será realizada entre os meses de julho a setembro com três etapas, sendo a primeira um torneio de futsal entre equipes; na segunda ocorre um torneio de sinuca somente com os vencedores da primeira, e, na terceira etapa, ocorre a famosa corrida das bandejas. Para o presidente do Sinthorems, Hélio Amâncio Pinto, a Copa “é uma oportunidade de integrar a categoria, confraternizar e mostrar a importância do esporte”.

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ATIVIDADES PARA TODOS O GOSTOS PARA INCENTIVAR PRÁTICAS SAUDÁVEIS E TAMBÉM ORIENTAÇÃO PARA PREVENIR DOENÇAS

A diretora regional do SESC MS, Regina Ferro, explica que o objetivo do Sesc em todas suas ações esportivas “é incentivar uma vida saudável por meio das atividades físicas que, além de prevenir muitas doenças, promove também a interação social e o bem-estar”. Marcio Lomba, consultor responsável pelo setor do esporte e lazer do Sesc, complementa que os eventos e atividades esportivas são de cunho participativo e, principalmente, educativo. “Não visam somente a estética, mas conscientizam, por meio dos nossos instrutores e educadores físicos, que um corpo saudável é fruto da prática de exercícios


FOTOS: DIVULGAÇÃO SISTEMA FECOMÉRCIO MS

ATIVIDADES SÃO VOLTADAS PARA ENVOLVER O ALUNO, EDUCÁ-LO PARA A PRÁTICA REGULAR

regulares e alimentação balanceada. Trabalhamos para que a pessoa saia daqui com novos hábitos”. >> ESPORTE ACESSÍVEL O Sesc MS tem iniciativas contínuas como o Clube do Pedal, que oferece atendimento em grupo para prática de ciclismo em conjunto toda a quarta-feira, às 19h e tem como ponto de partida o Sesc Camilo Boni, que fica na avenida Afonso Pena, 3.469. Também há o Clube da Caminhada, às terças e quintas-feiras na Orla Morena, que segundo a coordenadora da atividade, a técnica em esportes Jessiane Resende, “reúne educadores físicos do Sesc para orientar sobre a postura e a intensidade corretas. Também oferecemos aulas de alongamento, aferição da pressão arterial e educação para saúde”. A artesã Dulce Santos confirma que a caminhada virou uma necessidade em sua vida e que “a população só tem a ganhar com essas ofertas de serviços ”. As participações no Clube da Caminhada e no do Pedal são gratuitas, basta procurar as unidades do Sesc para obter mais informações. Além de atender a comunidade, o Sesc oferece dentro do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/IPF a prática de ginástica laboral para os funcionários, desde outubro de 2011. Segundo a professora da modalidade e educadora física, Franceline Bruschi, a intenção é “colaborar para a prevenção de diversas doenças, inclusive as mais frequentemente detectadas no ambiente de trabalho devido ao esforço repetitivo. Fizemos uma

FRANCELINE E OS COLABORADORES DURANTE AULA DA GINÁSTICA LABORAL

pesquisa e constatamos que a ginástica laboral ajudou a motivar 26% dos funcionários do Sistema a procurarem a prática constante de atividade física, como também apontou que 93% ficaram mais dispostos ao trabalho depois das aulas”. A pesquisa foi feita com 154 colaboradores que participaram das aulas de ginástica laboral por 6 meses. >> NESTA PRAÇA TEM SESC Com o objetivo de aproximar mais a sociedade aos projetos da instituição, foi criado o “Nesta praça tem Sesc”, que leva atividades de esporte e recreação para praças públicas, previamente selecionadas, das 17h até às 20h30. As atividades oferecidas são gratuitas e supervisionadas pelo quadro de profissionais de educação física da instituição. “Há jogos recreativos, brinquedos, brincadeiras e aula aberta de vários tipos de ginástica para o público de todas as idades”, afirma o técnico de recreação, Renato Reis, que complementa: “a ideia é que todas as regiões da cidade recebam o ‘Nesta praça tem Sesc’”.

Para mais informações sobre todas as atividades físicas oferecidas pelo Sesc acesse:

w w w.sesc ms.co m.br

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Gestão & Finanças

Migração bancária: é mesmo necessária? A redução nas taxas de juros bancárias forçou as instituições bancárias a abrir concorrência para segurar ou aumentar a cartela de clientes. O que se percebe nos últimos dois meses é uma enxurrada de oferta de crédito na praça, com custos em queda livre e condições mais do que facilitadas.

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o meio de um turbilhão de anúncios publicitários prometendo soterrar as taxas de juros, o empresário deve-se perguntar: será que vale a pena fazer a migração bancária? Está mesmo na hora de abrir mão dos longos anos de relacionamento com uma instituição para desembarcar em outra? Levar a carteira de investimentos ou as dívidas já contraídas para outro banco trará tranqüilidade ou mais dor de cabeça?

>> CAUTELA Embora o momento seja altamente favorável ao consumidor, sob o ponto de vista da oferta de crédito, adotar uma postura cautelosa é a principal recomendação ao empresário que se vê tentado a migrar sua conta. A opinião é do consultor empresarial e professor da Fundação Getúlio Vargas, Ricardo Peixoto Velloso. Ele conta que, nos últimos tempos, tem conversado com clientes que se encontram nessa situação e que procuram uma carteira de investimentos mais rentável do que a original ou mesmo remodelar dívidas financiamento a taxas menores. Em ambos os casos, segundo Velloso, a relação de fidelidade com o banco deve ser levada em conta. “Não se pode esquecer-se do histórico do empresário com o seu banco. Se o cliente for realmente importante para aquela instituição, eles vão tentar segurá-lo de todas as formas. Além disso, não há garantias de que, após feita a migração, o cliente tenha no novo banco todas as vantagens que havia conquistado no banco anterior”, afirma. Se por um lado o empresário deve agir com cautela, por outro, os bancos perderam de vez o pudor e estão adotando táticas agressivas para tentar tomar parte da clientela da concorrência. “Estamos vivendo um momento em que os bancos estão buscando diminuir custos para se adequar à nova realidade, que é a de operações de crédito mais baratas. Se os bancos privados quiserem sobreviver a isso, precisam ser criativos na concessão de crédito e, no mínimo, empatar a oferta dos bancos públicos”, relata Velloso. Este avanço fica claro ao se observar um movimento adotado pelos bancos públicos para captar clientela. Anúncios pu58

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blicitários enfatizavam que algumas linhas de crédito, incluindo capital de giro, estavam abertas ao público em geral e não eram restritas aos correntistas. “Com a propaganda estimulando a concorrência, os clientes dos bancos privados passaram a querer apertar o pescoço dos seus gerentes, para desfrutar dos mesmos benefícios. O que ocorreu foi um volume alto de clientes abrindo contas nos bancos públicos para remodelar suas dívidas ou captar dinheiro mais barato, a taxas de juros menores”, diz o consultor. >> NEGOCIAR Números do Banco Central divulgados em junho demonstram essa volatilidade dos clientes após o acirramento da concorrência entre as instituições. O número de operações de portabilidade de crédito - quando a dívida é transferida de um banco para outro - aumentou 43%. Em maio deste ano, foram realizadas 46,6 mil operações de portabilidade de dívida, contra 32,5 mil no mesmo período de 2011. O valor médio das dívidas transferidas foi de R$ 10,2 mil. A tentação de tomar dinheiro a juros baixos é forte, mas o consultor adverte que os empresários devem tomar a decisão que seja mais favorável para as contas da empresa. Ou seja, nem sempre a migração é a melhor saída. Para isso, Velloso dá algumas dicas essenciais. Primeiro: busque o entendimento com a instituição financeira a qual você já está ligado. Na hora de renegociar uma dívida ou requisitar crédito, use as eventuais propostas da concorrência como instrumento de pressão para alcançar seus próprios interesses. O gerente não irá querer vê-lo sair da agência para não voltar mais. Segundo: caso seu banco endureça a negociação e não aceite renovar o contrato com condições facilitadas, ouça a proposta da concorrência. Não esquecendo que, no Banco X, talvez você não terá a mesma credibilidade como cliente que foi adquirida no Banco Y. Só tome uma decisão depois de pesar na balança os prós e os contras dessa migração. E terceiro: nem tudo é tão simples como parece. Em geral, os bancos públicos costumam oferecer a contratação de seguros, títulos de capitalização e pacotes de serviços diversos para viabilizar a liberação de um determinado crédito. Então, o ideal é não se deixar levar por promessas fáceis.



Revista Comércio & Cia - 9ª Edição